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Os Relatórios de Avaliação

Psicológica
Módulo 1
Introdução ao Curso
Seja bem-vindo ao Curso “Os Relatórios de Avaliação Psicológica”.
Seja bem-vindo ao Curso “Ética e Deontologia Profissional do Psicólogo”.

O meu nome é Mário R. Simões e sou o


autor deste Curso, dedicado aos
Relatórios de Avaliação Psicológica.

Antes de iniciar o estudo deste tema,


gostaria de partilhar um pouco do meu
percurso profissional nesta área.

Há muito que os Relatórios Psicológicos


constituem para mim um problema. Ou, dito
de outro modo, um tópico essencial dos
meus interesses em contextos de docência,
investigação e prática profissional.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Sou licenciado em Psicologia (1982), doutorado em


Avaliação Psicológica (1995, tese de doutoramento
"Investigações no âmbito da Aferição Nacional do Teste
das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven", publicada
em 2000, pela Fundação Calouste Gulbenkian) e, desde
2006, Professor Catedrático na Faculdade de Psicologia e
de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
(FPCE-UC).

Na FPCE-UC sou igualmente docente responsável por


Unidades Curriculares nas áreas da Avaliação
Psicológica e Avaliação Neuropsicológica.

Desde 2000 que sou responsável por processos de


Avaliação Neuropsicológica que incluem a elaboração
de relatórios solicitados por Tribunais ao Serviço de
Avaliação Psicológica da FPCE-UC.

Em 2002, os "Relatórios Psicológicos" constituíram o


tema da Lição apresentada no âmbito das minhas Provas
de Agregação.

Desde 2006 sou responsável pela Unidade Curricular


semestral de Instrumentos de Avaliação e Relatórios
Psicológicos (4.º Ano, Mestrado Integrado de Psicologia
da FPCE-UC).
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Sou ainda autor de várias publicações no domínio


dos Relatórios Psicológicos, nomeadamente:

► Simões, M. R. (2005). Relatórios psicológicos:


Exercícios de aproximação ao contexto forense.
In R. A. Gonçalves, & C. Machado (Eds.),
Psicologia forense (pp. 55-102). Coimbra:
Quarteto Editora.

► Simões, M. R. (2004). Forensic psychological


report. In R. A. Gonçalves, R. Roesch, C.
Machado, & F. Winkel (Eds.), Victims and
offenders: Chapters on psychology and law (pp.
217-225). Brussel: Politeia.

► Simões, M. R. (2001). Informes psicológicos en


contexto forense. In F. Jiménez Gómez (Coord.),
Evaluación psicológica forense – Vol. III: Ámbitos
delictivos, laboral y elaboración de informes (pp.
157-186). Salamanca: Amarú Ediciones.

► Simões, M. R.. Relatórios Psicológicos: Teoria,


Prática e Investigação (livro em preparação).
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Agora que já conhece um pouco do meu percurso profissional e para que possamos contextualizar o tema
deste curso, proponho que atente no diálogo que segue entre dois psicólogos.

O Pedro exerce psicologia clínica há 4 anos e a Rita iniciou agora um estágio profissional na mesma clínica.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Olá Pedro!
Boa dia Pedro.
Já Como
teve oportunidade
estás? de
ler a primeira versão do
relatório do caso
Precisava de da
criança com traumatismo
algumas
crânio-encefálico?
orientações tuas,
caso tenhas algum
Confesso que tive
tempo disponível. Rita
algumas dificuldades na
redação. Receio ter sido Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

demasiado
circunstanciada em
determinados tópicos e
admito que outros estejam
demasiado superficiais.

Gostava que revisse


também a cotação dos
testes administrados.

A elaboração de relatórios
é uma tarefa complexa e
demorada.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

É verdade Rita!

A redação de Relatórios
de Avaliação
Psicológica é uma
tarefa técnica e
especializada que
ocupa uma parte
substancial da atividade Pedro
profissional dos
psicólogos! Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

Venha até ao meu


gabinete onde o
podemos analisar com
detalhe.

Traga também todos os


materiais - registos,
notas, protocolos dos
testes - para eu rever e
analisar consigo.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Neste primeiro bloco de


informação geral não
me parece que esteja
suficientemente
contextualizado o
pedido de avaliação
inicial.
Pedro
A abordagem está muito
Clique nos botões para acompanhar o diálogo.
superficial após
identificar os
intervenientes no
processo, passa
imediatamente para a
apresentação dos
resultados nos testes.

Por favor, reformule


estes pontos,
acrescentando
informação contextual
e listagem dos testes e
outros instrumentos
utilizados.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Tem razão, Pedro!

Não contextualizei o
caso pelo que não se
compreende o motivo
deste pedido de
avaliação.

Por outro lado, também Rita


não particularizo os
procedimentos Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

utilizados e a razão da
escolha dos
instrumentos de
avaliação.

O meu foco foi, sem


dúvida, a apresentação
dos resultados nos
testes e omiti dados
relevantes da entrevista
realizada com os pais e
a informação
comunicada nas
escalas pelos
professores.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Outra questão que


não me parece
muito adequada
neste relatório é a
é a utilização de
linguagem muito
técnica e não
explicitada ou
Pedro
comentada.
Clique nos botões para acompanhar o diálogo.
Sabendo que este
relatório se destina
aos pais e
professores da
criança, considera
que eles vão
compreender o
seu parecer ou
formulação?
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Sim, de facto
acabei por utilizar
uma linguagem
muito técnica,
podendo não estar
de todo adequada
aos destinatários,
neste caso, os
Pedro
pais e os
professores! Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

Terei de rever
essa questão e
confirmar que
todos os termos
técnicos se
encontram
devidamente
clarificados.

Obrigada Pedro!
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Estas e outras questões identificadas no diálogo anterior


serão abordadas e discutidas ao longo do presente curso,
sendo que a Rita e o Pedro focaram alguns dos elementos
cruciais a considerar quando redigimos um Relatório de
Avaliação Psicológica.

A elaboração de um Relatório de Avaliação Psicológica


constitui reconhecidamente uma tarefa técnica complexa
que ocupa uma parte e tempo importantes da atividade
profissional de muitos psicólogos.

O Relatório é habitualmente um documento que procura


identificar e responder a um pedido de avaliação ao
mesmo tempo que apresenta os principais resultados,
interpretações (formulação) e recomendações do
processo de avaliação psicológica.

O Relatório é, justamente, o exercício onde melhor se


percebem os processos, mecanismos e contornos do
trabalho de avaliação psicológica que o recente Código
Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses
muito justamente define como "um ato exclusivo da
Psicologia e um elemento distintivo da autonomia técnica
dos/as psicólogos/as relativamente a outros profissionais".
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

O curso agora proposto inclui tópicos fundamentais para


pensar os Relatórios de Avaliação Psicológica.

Importa começar a perspetivar a elaboração deste tipo de


documento, considerando aspetos como a sua estrutura,
formato ou modelo de organização.

Neste plano, importa delimitar desde já as principais


secções dos Relatórios de Avaliação Psicológica:

► Elementos de identificação;

► Pedido inicial/Motivo da Consulta de


Avaliação;

► História relevante e informação contextual;

► Testes e outros instrumentos administrados;

► Observações do comportamento;

► Resultados (testes e outros instrumentos);

► Formulação, resumo e conclusões;

► Recomendações.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Como verificámos, o Relatório de Avaliação Psicológica possui determinadas características técnicas que o diferenciam de outro tipo
de documentos, nomeadamente a sua estrutura. Este documento é constituindo por várias secções de informação que serão
apresentadas ao longo deste Curso.
Considerando as secções apresentadas abaixo, indique como ordenaria as mesmas na construção do seu Relatório de Avaliação
Psicológica.

Arraste os tópicos para o bloco correspondente, respeitando a ordem pela qual surgem num relatório.

1. Introdução ao Relatório 2. Dados da Avaliação 3. Conclusão do Relatório


1.1. Elementos de identificação
2.1.Observação do 3.1.Formulação, resumo e
1.2. Pedido inicial / Motivo da Comportamento conclusões
Consulta de Avaliação
1.3. História relevante e 2.2. Resultados (testes e 3.2. Recomendações
informação contextual outros instrumentos)
1.4. Testes e outros
instrumentos administrados

Validar
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Neste Curso serão também


Será ainda
contemplados tópicos especiais
apresentado um
relativos aos Relatórios de Avaliação
exemplo de Relatório
Psicológica, nomeadamente:
de Avaliação
Psicológica por forma a
► Linhas orientadoras;
verificar como pode
► Conselhos práticos;
estar organizada e
► Orientações de escrita;
apresentada a
► Apresentação de resultados
informação, bem como
quantitativos dos testes;
o tipo de linguagem
► Confiança nos resultados;
que é utilizada neste
► Impressões diagnósticas;
documento.
► Relatórios informatizados;
► Erros mais comuns;
E para que possa ter
► Perceções e críticas (de pais,
uma base para o seu
professores, outros profissionais,
relatório, será
psiquiatras, p. ex.).
disponibilizado um
template respeitando
Esta informação irá facilitar a sua
os modelos e estrutura
tarefa, na medida em que lhe permite
apresentados.
ter um melhor entendimento dos
elementos e estratégias a utilizar na
elaboração deste documento.
Objetivos do Curso

No final deste Curso deverá estar apto a:

► Compreender a importância e utilidade dos


Relatórios Psicológicos no contexto dos
processos de avaliação psicológica

► Reconhecer as dimensões da
responsabilidade científica, social e ética
dos psicólogos na realização desta tarefa;

► Saber elaborar Relatórios de Avaliação


Psicológica considerando aspetos como a
organização, a estrutura, os formatos, modelos
e a extensão;

► Conhecer linhas orientadoras e conselhos


práticos, essenciais na redação de um
Relatório de Avaliação Psicológica.
RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Estrutura do Curso

Este Curso encontra-se estruturado em 5 Módulos.

Módulo 1 – Introdução ao Curso.

Apresentação do autor, ideias gerais sobre um Relatório de Avaliação Psicológica e estrutura do Curso

Módulo 2 – Definição, Processo de Avaliação e Princípios Subjacentes ao Relatório de Avaliação Psicológica

Definição de Relatório de Avaliação Psicológica e apresentação do processo de avaliação e princípios subjacentes ao Relatório.

Módulo 3 – Estrutura, Modelos e Secções de Relatórios de Avaliação Psicológica

Identificação de formatos, estilos, modelos e secções de um Relatório de Avaliação Psicológica

Módulo 4 – Questões Técnicas e Éticas na Elaboração de Relatórios de Avaliação Psicológica

Apresentação de questões técnicas na redação de um Relatório de Avaliação Psicológica, conselhos e questões éticas subjacentes.

Módulo 45––Avaliação
Módulo AvaliaçãoFinal
Sumativa

Avaliação sumativa dos temas apreendidos.


RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Estas serão as temáticas


contempladas e a estrutura do
Curso de Relatórios de Avaliação
Psicológica.

Reconhecendo este documento


como sendo uma poderosa
ferramenta de um psicólogo,
convidamo-lo a aprofundar esta
temática, por forma a garantir
que reúne as competências e
conhecimentos necessários para
a redação deste documento.

Votos de uma Boa Formação!


Relatórios de Avaliação Psicológica

Módulo 2
Definição, Processo de Avaliação e
Princípios Subjacentes ao Relatório de
Avaliação Psicológica
Relatórios de Avaliação Psicológica

Seja bem-vindo ao Módulo “Definição, Processo de Avaliação e Princípios Subjacentes ao Relatório de


Avaliação Psicológica”.

Conforme já tivemos oportunidade de mencionar no Módulo 1, a


redação de Relatórios de Avaliação Psicológica (RAP) é uma tarefa
recorrente e constante na prática profissional dos psicólogos.

Os RAP são uma ferramenta de trabalho essencial entre


profissionais e de comunicação entre o profissional e o cliente.

Pode constituir o ponto de partida para um processo psicoterapêutico,


para a elaboração de um plano curricular alternativo, para uma
decisão em tribunal, entre outros.

É muitas vezes o “rosto” do trabalho de um psicólogo, o seu “cartão


de visita”. Como tal, a estruturação, redação e linhas que orientam
a sua construção devem basear-se em princípios de excelência como
o rigor científico, a objetividade, a clareza e a legibilidade.

Vamos, no presente módulo, abordar os conceitos gerais associados


à prática da elaboração de relatórios para que reconheçamos as
principais orientações que devemos seguir para a sua redação.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Objectivos do Módulo

No final deste módulo deverá estar apto a:

► Definir Relatório de Avaliação Psicológica;

► Identificar as características e objetivos dos


Relatórios de Avaliação Psicológica;

► Identificar os princípios subjacentes à


conceção de Relatórios de Avaliação
Psicológica.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Definição e Objetivos

Para compreendermos a estrutura e


objetivos de um Relatório de
Avaliação Psicológica, importa
conhecermos primeiramente a sua
definição.

Clique na pergunta para conhecer a resposta.

O que é um Relatório de Avaliação Psicológica?

Trata-se de uma comunicação escrita ou oral


que apresenta os principais resultados e
conclusões de uma avaliação psicológica.

É um instrumento de caráter objetivo que


implica uma síntese integradora e significativa
de aspetos importantes do funcionamento
psicológico (cognitivo, emocional,
comportamental), possibilitando o levantamento
de estratégias de intervenção adequadas para
o sujeito examinado.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Então, um Relatório de Avaliação Psicológica é um meio


de comunicação específico que integra os resultados
do processo de avaliação bem como eventuais
recomendações consequentes do processo de
avaliação.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Como referido anteriormente, a redação de Relatórios de Avaliação Psicológica é uma competência fundamental
para um psicólogo, sendo uma tarefa incontornável da sua prática profissional.

Várias investigações indicam que a execução destes relatórios ocupa entre 14% a 18% do tempo dedicado pelos
psicólogos à avaliação psicológica (Cooper, 1995; Donders, 2001).

Clique nos botões para saber mais.

A Redação de Relatórios de Avaliação Psicológica


promove:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Como referido anteriormente, a redação de Relatórios de Avaliação Psicológica é uma competência fundamental
para um psicólogo, sendo uma tarefa incontornável da sua prática profissional.

Várias investigações indicam que a execução destes relatórios ocupa entre 14% a 18% do tempo dedicado pelos
psicólogos à avaliação psicológica (Cooper, 1995; Donders, 2001).

Clique nos botões para saber mais.

A Redação de Relatórios de Avaliação Psicológica


promove:

Competências para pensar;

Autorreflexão;

Construção de explicações;

Síntese de observações;

Comunicação.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Um Relatório de Avaliação Psicológica assinala habitualmente o termo do processo de avaliação e deverá:

► Proporcionar uma representação específica e realista acerca da pessoa examinada;


► Responder às preocupações subjacentes ao pedido de avaliação;
► Explicar o modo como foi implementada a avaliação.

Para concretizar estes objetivos, o relatório constitui-se em determinados tópicos que serão apresentados de seguida.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Secções de um Relatório de Avaliação Psicológica

O Relatório de Avaliação Psicológica constitui-se nos Clique nos botões para conhecer os tópicos
seguintes tópicos:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Secções de um Relatório de Avaliação Psicológica

O Relatório de Avaliação Psicológica constitui-se nos Clique nos botões para conhecer os tópicos
seguintes tópicos:

Elementos de identificação;

Pedido inicial / Motivo da Consulta de Avaliação;

História relevante e informação contextual;

Testes e outros instrumentos de avaliação administrados;

Observações do comportamento;

Resultados (testes e outros instrumentos de avaliação);

Formulação, resumo e conclusões;

Recomendações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Os tópicos enunciados
constituem as Secções que
orientam a elaboração de um
relatório. Os tópicos enunciados constituem as
Secções que orientam a elaboração
Do ponto de vista operacional, de um relatório.
começamos por apresentar
informações objetivas, de Do ponto de vista operacional,
natureza sociodemográfica, começamos por apresentar
sobre o sujeito examinado. informações objetivas, de natureza
sociodemográfica, sobre o sujeito
De seguida enunciam-se as examinado.
informações que justificam
o presente relatório: qual o De seguida enunciam-se as
pedido inicial ou motivo da informações que justificam o
consulta, a história e presente relatório: qual o pedido
informação contextual que se inicial ou motivo da consulta, a história
revela essencial para a e informação contextual que se revela
compreensão do caso em essencial para a compreensão do caso
questão, quais os em questão, quais os procedimentos e
procedimentos e testes testes aplicados e porquê e, ainda, em
aplicados e porquê e, ainda, que condições decorreram as várias
em que condições decorreram fases do processo de avaliação
as várias fases do processo psicológica.
de avaliação psicológica.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Após esta fase de introdução ao relatório, segue-se a apresentação dos resultados obtidos através das diferentes
ferramentas que selecionámos: observação do comportamento, entrevistas, testes de inteligência, testes de
personalidade, outros instrumentos de avaliação do funcionamento emocional, entre outros. A apresentação dos
resultados deve ser orientada por princípios de legibilidade e de objetividade, focando-se na resposta aos objetivos
definidos inicialmente (pedido de avaliação/motivo da consulta).

Ao mesmo tempo, e sem suprimir informação relevante, devemos procurar a consistência dos dados obtidos,
articulando as várias origens e explicações dos resultados, no contexto da opinião e impressões definidas no âmbito da
formulação do caso.

Finalmente, e a partir da formulação apresentada, são mostradas as recomendações que podem incluir a elaboração de
um plano de intervenção.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Antes de avançarmos proponho-lhe um exercício. Considere a seguinte afirmação:

“O Relatório de Avaliação Psicológica é um instrumento de caráter objetivo que implica uma síntese
integradora e significativa de aspetos importantes do funcionamento cognitivo.”

Selecione a opção correta e, de seguida, clique em Validar.

A afirmação é verdadeira.

A afirmação é falsa.

Muito bem! A afirmação é falsa. Os Relatórios de Avaliação Psicológica integram aspetos do funcionamento
cognitivo, emocional e comportamental e não apenas aspetos de âmbito cognitivo.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Características de um RAP

É com base nesta definição e no seu


conteúdo fundamental – preocupação
com o rigor e objetividade e síntese
integradora dos aspetos do
funcionamento psicológico (cognitivo,
emocional e comportamental) – que
devemos guiar a elaboração de todo
e qualquer Relatório de Avaliação
Psicológica sob nossa
responsabilidade.

Respeitando estas regras,


asseguramos uma linha orientadora
adequada a esta nossa tarefa.

Sabendo que neste módulo abordamos


as orientações genéricas à elaboração
de Relatórios de Avaliação Psicológica,
vejamos de seguida aquelas que são
as características que distinguem
este tipo de relatório de outro qualquer
da prática do psicólogo ou de outra
profissão.
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para conhecer mais características
Contém informações credíveis, persuasivas,
2
válidas.
Um Relatório de Avaliação Psicológica poderá 3
ser distinguido pelas seguintes características:
4

6
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para conhecer mais características
Constitui um elemento de proteção profissional
2
do psicólogo.
Um Relatório de Avaliação Psicológica poderá 3
ser distinguido pelas seguintes características:
4

6
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para conhecer mais características
Supõe recurso a quadros de referência
2
normativos.
Um Relatório de Avaliação Psicológica poderá 3
ser distinguido pelas seguintes características:
4

6
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para conhecer mais características
Implica uma articulação entre dados da
2
avaliação e da intervenção.
Um Relatório de Avaliação Psicológica poderá 3
ser distinguido pelas seguintes características:
4

6
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para conhecer mais características
É útil como registo de avaliação para usos
2
posteriores (monitorização, reavaliações).
Um Relatório de Avaliação Psicológica poderá 3
ser distinguido pelas seguintes características:
4

6
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para conhecer mais características
Facilita a supervisão, discussão do caso e
2
monitorização da evolução.
Um Relatório de Avaliação Psicológica poderá 3
ser distinguido pelas seguintes características:
4

6
Relatórios de Avaliação Psicológica

Destinatários

Vejamos agora outra questão pertinente para a redação de


um RAP: os seus destinatários.

O destinatário constitui a pessoa ou instituição que faz o


pedido inicial de avaliação e para quem o RAP é
elaborado. Os passos seguintes – concretização do
processo de avaliação psicológica e redação do RAP – são
materializados para responder ao pedido efetuado e tendo
em conta o perfil da(s) pessoa(s) ou instituição que efetuou
o pedido.

No que respeita à redação do relatório, há que considerar


diferentes níveis de complexidade no recurso a termos
técnicos, no detalhe da informação a proporcionar ou
mesmo no tipo de escrita adotado. Redigir um relatório que
será analisado por profissionais como médicos, juízes,
professores, outros psicólogos, um assistente social,
obedece a critérios de redação diferentes do que um
relatório que será analisado pelos pais de uma criança.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Clique nos botões para conhecer os exemplos.

Vejamos então quais os destinatários mais frequentes dos Relatórios de Avaliação Psicológica, bem como os contextos nos
quais poderão surgir os pedidos de avaliação.

Pais Juízes / Advogados

Criança/Adolescente/Adulto/Idoso Professores

Médicos: Psiquiatras/Neurologistas/Pediatras Outros Profissionais


Relatórios de Avaliação Psicológica

Pais X

Pais que solicitem um RAP sobre o seu filho


o aluno.
de 12 anos, com problemas de
comportamento, tendo em vista o início de um
processo psicoterapêutico em contexto de
clinica privada.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Criança/Adolescente/Adulto/Idoso X

Embora menos frequente, pode o próprio ser a


pessoa que solicita o pedido de avaliação
psicológica e, neste caso, podemos ter o
exemplo de uma criança ou adolescente.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Médicos: Psiquiatras/Neurologistas/Pediatras X

No âmbito do estudo de um caso clínico,


poderão existir interrogações relevantes
relativas à personalidade ou ao funcionamento
cognitivo ou emocional de um paciente, pelo
que um médico poderá solicitar um RAP ao
psicólogo do hospital.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Juízes/Advogados X

É cada vez mais frequente a solicitação de


de um psicólogo qualificado, com experiência
Relatórios de Avaliação Psicológica por parte
de Juízes ou Advogados no âmbito de casos
de natureza diversa, como por exemplo casos
de divórcio litigioso, abuso, maus tratos ou
negligência de menores, entre outros.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Professores X
São vários os motivos que podem levar um professor a
solicitar uma avaliação psicológica e o respetivo Relatório
provada no contexto profissional em que o estagiário desenvolve a sua prática. Assim, é
relativamente a um aluno com:
necessário que o supervisor do psicólogo profissional em práticas seja adequadamente
qualificado para o desempenho
Dificuldades
► de Aprendizagem; do acompanhamento e supervisão do aluno.
► Problemas de Comportamento;
► Dificuldades de relacionamento sócio-afetivo;
► Situação de bullying;
► Outros.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Outros Profissionais X
Em inúmeros outros contextos profissionais pode justificar-
se o pedido de um RAP:

. ► Uma Assistente Social que solicita um RAP após uma


suspeita de maus tratos de uma criança;

► Um Diretor de Recursos Humanos que solicita um RAP


após uma avaliação a um departamento, sobre o qual
existem suspeitas de um caso de mobbing.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante.

Ter em conta o nível de formação dos destinatários.

Excluir o uso de terminologia complexa.

Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.


É imprescindível que se mantenha o foco do RAP na
resposta ao pedido de avaliação/motivo da consulta.
Incluir Informação relevante.

Ter em conta o nível de formação dos destinatários.


Durante um processo de avaliação é possível
identificar e pode ser necessário responder a outros
Excluir o uso de terminologia complexa. objetivos de avaliação, igualmente relevantes, ainda
que não formulados no pedido de avaliação inicial.
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados.
Contudo, o pedido de avaliação inicial, mesmo não
Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito. sendo aquele que a avaliação evidenciou como mais
importante deve ser objeto de resposta,
Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários. considerando assim todas as necessidades de
informação dos destinatários.
Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários
Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante.


Como já foi focado anteriormente, o RAP deve
ser objetivo e responder a uma necessidade
Ter em conta o nível de formação dos destinatários. inicial de informação.

Excluir o uso de terminologia complexa. Neste sentido e procurando responder ao pedido


efetuado inicialmente, devemos procurar manter
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados apenas informação relevante para o caso.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante.


O nível de formação dos destinatários influencia
a forma como estruturamos o relatório,
Ter em conta o nível de formação dos destinatários.
nomeadamente a linguagem que utilizamos e o
Excluir o uso de terminologia complexa. recurso mais ou menos conservador a termos
técnicos.
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante. Independentemente do domínio que os nossos


destinatários tenham da terminologia técnica
Ter em conta o nível de formação dos destinatários. relativa ao processo de avaliação que originou o
relatório de avaliação, devemos excluir o uso de
Excluir o uso de terminologia complexa.
terminologia complexa que dificulte a leitura clara
e objetiva do relatório.
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante.


No seguimento do ponto anterior e por forma a
garantir que a informação é passada de forma
Ter em conta o nível de formação dos destinatários. clara, quando necessário devemos procurar
clarificar os conceitos de teor mais complexo que
Excluir o uso de terminologia complexa. vamos utilizar ao longo do relatório.

Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante.


Antes do envio do relatório e de modo a garantir
que não restam dúvidas quanto aos constructos
Ter em conta o nível de formação dos destinatários. apresentados, quanto ao diagnóstico delineado e
plano de intervenção traçado, é determinante
Excluir o uso de terminologia complexa. agendar uma entrevista que anteceda o envio
formal deste.
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante. Para que tenhamos a certeza que os


destinatários do nosso Relatório de Avaliação
Ter em conta o nível de formação dos destinatários. Psicológica o leem por completo, devemos, ao
adequarmos o estilo de redação ao nosso
Excluir o uso de terminologia complexa. destinatário, garantir que o relatório de facto
interessa e responde às necessidades
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados. apresentadas inicialmente.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios função em dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da


Legibilidade.

Para terminarmos este módulo, importa ainda


mencionar e detalhar os princípios essenciais
que devem orientar a redação dos Relatórios de
Avaliação Psicológica: legibilidade, utilidade,
credibilidade e especificidade.

Analisemos cada um destes princípios e


comecemos pela legibilidade.

Responder às necessidades de informação dos destinatários.

Incluir Informação relevante.


Uma vez mais importa sublinhar que a
legibilidade dos relatórios em muito se relaciona
Ter em conta o nível de formação dos destinatários. com o seu destinatário.

Excluir o uso de terminologia complexa. A identificação dos destinatários determinará a


forma de abordagem, linguagem utilizada, nível
Caso necessário, proceder a uma explicitação dos conceitos usados. de complexidade, entre outros.

Entrevista prévia de restituição de informação antecede envio do RAP escrito.

Importância de tornar o RAP “interessante” para os destinatários.

Diferentes tipos de relatórios em função dos destinatários.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da Utilidade.

Abordemos agora o princípio da utilidade. Por forma a garantir o princípio da utilidade, importa respeitar o seguinte:

Esclarecer comportamentos e desempenhos Facilitar a intervenção

A interpretação objetiva dos comportamentos Apresentar soluções para as dificuldades


observados, resultados obtidos através dos apresentadas.
testes aplicados e informações recolhidas na
entrevista clínica é a tarefa fundamental do Após o diagnóstico, importa conduzir a
relatório de avaliação. intervenção, formulando e desenhando um
plano de intervenção exequível e adequado ao
A recolha dos dados através das várias contexto.
estratégias ao dispor dos psicólogos serve o
primeiro propósito de esclarecer
comportamentos, identificar potenciais origens
dos sintomas identificados e possibilitar a
elaboração de um diagnóstico.
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da
Credibilidade.
Clarifique os objetivos.
2
O RAP deverá sempre ser redigido com rigor
3
Importa ainda garantir a credibilidade do relatório. científico por forma a garantir a credibilidade da
Para tal: 4 informação que o integra. Um dos aspetos
principais a este nível é a clarificação de objetivos
5 à priori.
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da Responda às questões explícitas e implícitas
Credibilidade. subjacentes ao pedido de avaliação.
2
O pedido de avaliação nem sempre é claro e
3 objetivo.
Importa ainda garantir a credibilidade do relatório.
Para tal: 4
Como tal, e após a clarificação dos objetivos, é
5 fundamental que o relatório dê resposta ao pedido
inicial explicitamente efetuado mas também às
questões implícitas relativas a esse pedido, que o
psicólogo identifica através de fatores contextuais
e/ou situacionais.
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da
Credibilidade.
Fundamente a escolha dos instrumentos.
2
Todos os instrumentos selecionados servem um
3
Importa ainda garantir a credibilidade do relatório. propósito que ajuda a responder ao pedido inicial.
Para tal: 4 Caso contrário, não devem ser utilizados no
processo de avaliação.
5
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da Justifique as recomendações que efetuar.
Credibilidade.
2 A principal finalidade de um relatório é a elaboração
de um diagnóstico claro, baseado em dados
3 objetivos e inferências consistentes que permitam,
Importa ainda garantir a credibilidade do relatório.
4 posteriormente, a formulação de um plano de
Para tal:
intervenção fundamentado, apresentado em forma de
5 recomendações.

Ora conforme exposto, todas as recomendações


efetuadas devem, então, seguir o curso referido,
sendo justificadas por dados apresentados e
articulados, obtidos pelos vários instrumentos.
Relatórios de Avaliação Psicológica

1
Clique nos botões para saber mais sobre o princípio da Apresente informações credíveis e persuasivas.
Credibilidade.
2 Devemos considerar que todo o nosso discurso terá
impacto na credibilidade do nosso trabalho, pelo que
3 se revela imprescindível que apresentemos
Importa ainda garantir a credibilidade do relatório.
4 afirmações credíveis, devidamente justificadas e
Para tal:
persuasivas.
5
Para tal, o processo apresentado – apresentação de
dados, elaboração de constructos e formulação de
diagnóstico – revela-se fundamental uma vez que
justifica e legitima as nossas afirmações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Clique nos botões para saber mais.

Finalmente, é determinante garantir a especificidade do relatório,


assegurando uma resposta única a uma situação única.

Responder às questões Proporcionar uma descrição Formular conclusões e


específicas da avaliação singular recomendações minuciosas

Responder concretamente às questões específicas


colocadas pela avaliação.

É necessário que o relatório redigido seja dotado de


objetividade, cumprindo com rigor os objetivos inicialmente
propostos, pelo que deve existir foco em dar resposta às
questões que originaram inicialmente a avaliação.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Clique nos botões para saber mais.

Finalmente, é determinante garantir a especificidade do relatório,


assegurando uma resposta única a uma situação única.

Responder às questões Proporcionar uma descrição Formular conclusões e


específicas da avaliação singular recomendações minuciosas

Proporcionar uma descrição singular da pessoa concreta


que foi examinada.

O sujeito examinado é o nosso mais valioso instrumento de


recolha de informação e é nele que residem as respostas. Os
instrumentos utilizados são um veículo que nos permitirá mais
facilmente chegar à informação que pretendemos para, no final
do processo de avaliação, elaborarmos o nosso relatório
respondendo às perguntas a que inicialmente nos propusemos.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Clique nos botões para saber mais.

Finalmente, é determinante garantir a especificidade do relatório,


assegurando uma resposta única a uma situação única.

Responder às questões Proporcionar uma descrição Formular conclusões e


específicas da avaliação singular recomendações minuciosas

Formular conclusões e recomendações minuciosas.

As conclusões deverão ser detalhadas e minuciosas garantindo


que a informação é passada corretamente e que os planos de
ação são devidamente interpretados.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Antes de terminarmos este Módulo proponho-lhe que responda ao seguinte exercício, considerando o
que lhe foi apresentado relativamente aos princípios abordados.

Identifique se as opções são verdadeiras ou falsas e, de seguida, clique em Validar. Verdadeiro Falso

Garantir o princípio da credibilidade implica entre outros critérios clarificar


os objetivos do relatório.

Para tornarmos legíveis os relatórios, devemos considerar, entre outros


elementos, os destinatários do mesmo.

Um relatório útil é aquele que é elaborado tendo em conta um número


elevado de destinatários.

Garantir a especificidade dos relatórios passa por asseguramos que cada


um é único e responde a um problema, situação e pessoa em específico.

Muito bem! Identificou corretamente os princípios apresentados.


Validar
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão

Terminado o Módulo 2, deixo-lhe algumas considerações


finais:

► A elaboração de relatórios de avaliação


psicológica é uma tarefa incontornável e
constantemente presente na prática profissional
dos psicólogos. Como tal, devemos estar
preparados para a desempenhar do modo mais
correto e científico possível;

► Há uma série de critérios e regras que orientam a


adequada redação de relatórios: credibilidade,
legibilidade, utilidade e especificidade;

► É fundamental considerar os destinatários do


relatório e adequá-lo em conformidade.

Fique agora com um resumo dos princípios abordados


neste módulo.

Princípios que orientam a elaboração de


Relatórios de Avaliação Psicológica.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Módulo 3
Modelos, Estrutura e Secções
dos Relatórios de Avaliação Psicológica
Relatórios de Avaliação Psicológica

Seja bem-vindo ao Módulo “Modelos, Estrutura e Secções dos Relatórios de Avaliação Psicológica”.

No módulo anterior compreendemos que o


Relatório de Avaliação Psicológica (RAP) é
uma ferramenta imprescindível para um
Psicólogo e que um profissional da Psicologia
deve dominar as competências necessárias para
a redação deste documento.

No presente módulo vamos conhecer os


modelos e estrutura dos RAP.

Iremos ver em detalhe cada Secção deste tipo


de documento e quais os elementos que devem
estar integrados em cada uma das secções.

E porque tudo se torna mais simples e evidente


se tivermos acesso a exemplos vamos, em
conjunto, examinar os passos necessários à
elaboração deste relatório, evidenciando todo o
processo.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Objetivos do Módulo

No final deste módulo deverá estar apto a:

► Identificar modelos e estrutura de um


Relatório de Avaliação Psicológica;

► Distinguir e particularizar cada uma das


Secções de um Relatório de Avaliação
Psicológica;

► Acompanhar todas as fases de


estruturação de um Relatório de Avaliação
Psicológica.
Para introduzirmos o presente módulo, sugerimos que acompanhe o caso da Joana e da Leonor,
Para introduzirmos o presente módulo, sugerimos que acompanhe o caso da Joana e da Leonor,
ambas psicólogas educacionais, que exercem funções numa escola secundária.
ambas psicólogas educacionais, que exercem funções numa escola do ensino secundário.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Joana, ia convidá-la
para tomarmos um
café... mas parece estar
bastante ocupada.

Está ainda a trabalhar


no Relatório solicitado
pela professora Rosa Leonor

relativamente ao aluno
Clique nos botões para acompanhar o diálogo.
Pedro?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Sim... Confesso que estou


com alguma dificuldade
em responder ao pedido
de avaliação feito
inicialmente.

Não posso menosprezar


que para além dos
“problemas de Joana
aprendizagem escolar”
identificados pela Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

professora, associados a
défices de atenção, o
Pedro apresenta também
problemas de
comportamento de acordo
com a informação
recolhida junto da mãe.

Estes problemas de
comportamento parecem
ter um impacto importante
nos seus desempenhos
escolares.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Sim, é essencial analisar


cuidadosamente o
motivo do pedido da
consulta de avaliação e
entender que podem
coexistir com a queixa
principal outros
problemas que Leonor

requerem um exame
Clique nos botões para acompanhar o diálogo.
sistemático.

Já recolheu todas as
informações necessárias
para elaborar o
relatório?

Falta alguma
informação?

É indispensável mais
alguma sessão de
avaliação?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Não. Penso já ter obtido


todos os dados
necessários à
elaboração do relatório.

Apliquei as provas
selecionadas, fiz uma
entrevista com os pais,
Joana
outra com a professora
Rosa e observei o Clique nos botões para acompanhar o diálogo.
Pedro em duas aulas.

Estou a organizar a
informação e a redigir o
relatório, mas ainda
tenho dúvidas em
relação ao modelo de
relatório a adotar e à
informação a
disponibilizar na
formulação do caso.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Imagino que sim… a


“formulação” é também
habitualmente a tarefa
mais difícil e complexa
na redação do Relatório
de Avaliação
Psicológica.
Leonor

Não se esqueça que é


Clique nos botões para acompanhar o diálogo.
essencial rever várias
vezes o documento
escrito!
Relatórios de Avaliação Psicológica

Como acabamos de ver, a Joana tem a tarefa de


redigir o RAP do caso de um aluno sinalizado
pela professora com dificuldades de
aprendizagem.

Percebemos que o relatório terá neste caso


como destinatário principal a professora.
Considerando este exemplo, verificamos que a
Joana sentiu dificuldades na seleção do modelo
de relatório a utilizar bem como na redação da
“formulação (do caso)”.

Por forma a responder a estas e outras questões,


ao longo do presente módulo iremos abordar os
Modelos de RAP que podem ser utilizados,
assim como a informação a colocar em cada
Secção do Relatório, inclusivamente na
Formulação do Caso, tópico essencial dos
relatórios.

Comecemos por conhecer quais os Modelos de


Relatório de Avaliação Psicológica para
posteriormente desenvolvermos o tópico das
Secções do RAP.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Modelos de RAP

Antes de iniciarmos a redação do nosso relatório temos de definir previamente qual o modelo a utilizar para a apresentação dos
resultados.

O modelo de apresentação dos resultados da avaliação selecionado depende da informação que se pretende comunicar e, mais
uma vez, da natureza do pedido inicial de avaliação, de quem solicita o Relatório (destinatário) e dos instrumentos empregues.

Procurando sempre corresponder à necessidade de informação do destinatário


e de acordo com o solicitado inicialmente podemos adequar a estrutura do RAP,
para um de três modelos considerados “mais representativos”, nomeadamente:

Modelo centrado nos resultados dos testes (test-oriented model);

Modelo estruturado em domínios (domain-oriented model);

Modelo orientado para o exame de hipóteses (hypothesis-oriented


model), estes últimos mais comummente usados.

Vamos então conhecer, em seguida, os três modelos identificados.

Ownby, R. L. (1997). Psychological reports:


A guide to report writing in professional psychology (3rd ed.). New York: Wiley.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Modelos de RAP

Clique nos botões abaixo para conhecer os diferentes modelos.

Modelo centrado nos Modelo estruturado Modelo orientado para o exame de


resultados dos testes em domínios hipóteses
Relatórios de Avaliação Psicológica

Modelos de RAP

Clique nos botões abaixo para conhecer os diferentes modelos.

Modelo centrado nos Modelo estruturado Modelo orientado para o exame de


resultados dos testes em domínios hipóteses

► Relatório organizado com base em ► Relatório organizado por ► Relatório organizado em torno
testes específicos e respetivos domínios de funcionamento das respostas às questões
resultados; específicos examinados durante o formuladas no pedido de consulta
processo de avaliação. de avaliação.
► Resultados apresentados,
sequencialmente, teste-a-teste;

► Modelo muito disseminado no


passado, sendo atualmente muito
pouco utilizado.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Modelos | Modelo Centrado nos Resultados dos Testes

No Modelo Centrado nos Resultados dos Testes, existe uma desvalorização do recurso a múltiplas fontes de
informação em que por sua vez se corre o risco de reduzir o individuo a um conjunto de resultados (números) pouco
relevantes para a caracterização do funcionamento da pessoa.

Neste caso, sabendo que a informação a constar no relatório se apresentará em função dos Testes administrados e
respetivos resultados, a organização e estrutura deste passará por um alinhamento dos tópicos baseado nos testes. Por
exemplo:

► Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos (WAIS-III);


► Inventário de Personalidade (NEO PI-R);
► Escalas de Avaliação de Comportamentos (CBCL, TRF).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Modelos | Modelo Estruturado em Domínios

O segundo modelo apresentado organiza os


resultados nos vários domínios do funcionamento
psicológico. Ao adotar este modelo existe, no entanto, o risco
de proporcionar ao destinatário mais informação
Neste modelo é disponibilizada uma perspetiva do que desejaria no contexto de uma
equilibrada do individuo em que são referidas as áreas “compreensão geral” do individuo em avaliação.
de funcionamento positivo e as áreas em que são
identificadas dificuldades.

Se adotarmos este modelo, a estruturação do relatório far-se-á mediante a adoção, por exemplo, dos seguintes tópicos:

► Aptidões e funções cognitivas;


► Funcionamento Emocional;
► Personalidade. Clique para ver um Exemplo.
Exemplo de Estruturação da Informação num Relatório que adota o Modelo Estruturado em Domínios X
Clique nos botões para ver os tópicos do exemplo.

Aptidões e funções cognitivas:

Os resultados na Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC-III)


indicam que o nível de funcionamento intelectual do Pedro [11 A.; 5.º ano de
escolaridade] é “médio” (QI Verbal WISC-III = 94 (Intervalo de Confiança= 87-
102, 95%; Percentil: 34); QI Realização = 98 (IC=89-107, 95%; Percentil: 45);
QI Escala Completa=95 (IC:86-103, 95%; Percentil: 34). Resultados Inferiores
no Índice Velocidade de Processamento= 74 (IC=69-91, 95%; Percentil: 4).
Este desempenho mais baixo sugere que o Pedro pode necessitar de mais
tempo para completar tarefas escolares. Resultados mais baixos e inferiores à
média normativa são obtidos em subtestes sensíveis à atenção (Código,
Pesquisa de Símbolos, C. de Gravuras, Aritmética e Memória de Dígitos).
Na Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC) as pontuações
1|2
mais baixas são igualmente observadas nos testes de atenção (Barragem de 3
Sinais e Trail Making Test).
Exemplo de Estruturação da Informação num Relatório que adota o Modelo Estruturado em Domínios X
Clique nos botões para ver os tópicos do exemplo.

Comportamento e Funcionamento Emocional:

Apesar das pontuações globais normativas em Escalas de Avaliação do


Comportamento completadas respetivamente por pais (CBCL; Child Behavior
Checklist) e professores (TRF; Teacher Report Form) há evidência de
pontuações com significado problemático nos fatores Hiperactividade/Atenção
(CBCL) e Problemas de atenção/Dificuldades de Aprendizagem (TRF). No
inventário de auto-resposta completado pelo Pedro (YSR; Youth Self-Report)
são identificadas pontuações com potencial significado clínico (mais de 1,5
desvios-padrão superior à média normativa) nos factores Problemas de
Atenção/Hiperactividade e 1Ansiedade/Depressão.
|2
Relatórios de Avaliação Psicológica

Modelos | Modelo Orientado para o Exame de Hipóteses

O modelo orientado para o


exame de hipóteses é Imagine uma situação na qual
organizado em torno das o Psicólogo é confrontado
respostas às questões com um pedido de “exame
formuladas no pedido de neuropsicológico orientado
consulta de avaliação. para a avaliação de queixas
de memória”.
Todos os parágrafos do
Relatório de Avaliação A hipótese “dificuldades
Psicológica neste modelo mnésicas” é examinada,
respondem a uma com um foco sistemático na
preocupação específica função memória, com base
colocada pelo pedido de no recurso a várias fontes de
avaliação. informação (a pessoa,
familiares), registos médicos
Como tal, neste caso a (imagiologia), história clínica
estrutura do relatório (incluindo história das
obedecerá, por exemplo, aprendizagens escolares e
aos seguintes tópicos: profissional, exames
médicos), dados de entrevista
► Memória; (exame do estado mental),
► Linguagem Expressiva; testes de rastreio cognitivo,
► Linguagem Recetiva; escalas e testes de avaliação
► Raciocínio. sistematicamente centrados.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Proponho que antes de avançarmos efetue o seguinte exercício relativo aos Modelos de Relatórios de
Avaliação Psicológica.

Ateste a veracidade das seguintes afirmações:

Identifique as opções verdadeiras e falsas e , de seguida, clique em Validar. Verdadeiro Falso

A seleção do modelo de apresentação dos resultados da avaliação vai depender da natureza do


pedido inicial de avaliação, de quem solicita o Relatório (destinatário) e dos instrumentos empregues.

No modelo centrado nos resultados dos testes, o relatório é organizado com base em testes
específicos e nos resultados respetivos.

O modelo estruturado em domínios organiza a apresentação dos resultados especificamente nos


domínios comportamentais.

O modelo orientado para o exame de hipóteses é organizado em torno das conclusões obtidas através
dos dados de avaliação.

Muito bem! A sua resposta está correta.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Secções do RAP

Caracterizados sumariamente os modelos a adotar para a


apresentação dos resultados no âmbito de um Relatório
de Avaliação Psicológica, revela-se agora imprescindível
compreendermos como organizar a informação,
nomeadamente saber a estrutura a que deve obedecer um
RAP e quais são as várias Secções que comummente
integram um relatório deste tipo.

Lembra-se dos tópicos que constituem um Relatório de


Avaliação Psicológica, apresentados no Módulo 2?

Clique para relembrar os tópicos


Tópicos propostos para o Relatório de Avaliação Psicológica X
Clique nos botões para relembrar os tópicos que integram um RAP.

o aluno.
Tópicos propostos para o Relatório de Avaliação Psicológica X
Clique nos botões para relembrar os tópicos que integram um RAP.

Elementos de identificação.

Pedido inicial / Motivo da Consulta de Avaliação.

História relevante e informação contextual (revisão de relatórios anteriores e


outros registos, incluindo registos médicos, relatos das pessoas envolvidas no
processo de avaliação).

Testes e outros instrumentos administrados.


o aluno.
Observações do comportamento.

Resultados nos testes e noutros instrumentos de avaliação (inteligência,


atenção, memória, funções executivas, linguagem, aptidões viso-espaciais,
função motora, funções sensoriais, personalidade, funcionamento emocional e
psicossocial).

Formulação, resumo e conclusões.

Recomendações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Secções do RAP

O Relatório de Avaliação Psicológica é composto por várias secções de informação, podendo contudo existir
diferenças e adaptações em função do pedido, contexto de avaliação e destinatários.

Antes de detalharmos os tópicos apresentados – que constituem a nossa proposta - clique no documento abaixo para
aceder a várias propostas de estrutura para um RAP, seguindo a perspetiva de vários autores e obras de referência.

Propostas de Estrutura de Relatórios


de Avaliação Psicológica
Relatórios de Avaliação Psicológica

Secções do RAP

Apesar da existência de várias perspetivas na criação de um


Relatório desta natureza, existem tópicos transversais na
elaboração de um Relatório de Avaliação Psicológica,
nomeadamente as secções apresentadas anteriormente:

► os Elementos de Identificação, o Motivo do Pedido de


Avaliação, Informação Contextual;

► as Observações do comportamento e a apresentação dos


resultados (obtidos na avaliação psicológica), sendo
descritos os dados resultantes dos instrumentos utilizados;

► a Interpretação ou formulação do caso e finalmente sumário


com as principais conclusões e a indicação das
recomendações são outras rubricas ou secções comuns no
RAP.

Considerando a presença de tópicos transversais à Elaboração


de um Relatório de Avaliação Psicológica, apresentamos de
seguida uma proposta de segmentação da informação, e
respetiva informação que deve estar espelhada em cada
segmento.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Secções do RAP

Vamos então iniciar a


apresentação dos vários
Blocos e respetivas
Secções .

Para que possa


acompanhar a construção
de um Relatório de
Avaliação Psicológica
seguindo a nossa
proposta de estrutura
disponibilizamos um
template e sugerimos que o
utilize baseando-se num
caso que esteja a
acompanhar, construindo o
seu Relatório de Avaliação
Psicológica.

Template de RAP
Relatórios de Avaliação Psicológica

Assim sendo, importa agora desenvolver a informação que deve integrar cada uma das secções ou rubricas que de
um modo geral estão presentes em cada bloco de informação presente num Relatório de Avaliação Psicológica.

Em traços gerais podemos segmentar a informação de um Relatório de Avaliação Psicológica em três blocos:

Clique nos vários blocos para saber mais.

Clique nas várias secções para saber mais. 1. Introdução ao Relatório:

O Relatório de Avaliação Psicológica deve conter


uma área com informação geral relativa à
avaliação psicológica.

Esta área deve integrar Elementos de


Introdução
Informação ao Identificação dos vários intervenientes na
Conclusão do
Contextual
Relatório avaliação, assim como deve estar explicito qual o
Relatório
Pedido de Avaliação e Motivo que levou à
Dados da consulta.
Avaliação
Deve considerar-se ainda neste segmento
Informação Contextual relevante para a
avaliação e informação referente aos Testes
implementados.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Assim sendo, Importa agora desenvolver a informação que deve integrar cada uma das secções ou rubricas que de
um modo geral estão presentes em cada bloco de informação presente num Relatório de Avaliação Psicológica.

Em traços gerais podemos segmentar a informação de um Relatório de Avaliação Psicológica em três blocos:

Clique nos vários blocos para saber mais.

Clique nas várias secções para saber mais.

2. Dados da Avaliação:

Um dos tópicos transversais na elaboração de um


Relatório de Avaliação Psicológica é relativo à
Apresentação de Dados da Avaliação.

Introdução
Informação ao O modelo de apresentação de resultados pode no
Conclusão do
Contextual
Relatório entanto diferir consoante o destinatário ou mesmo
Relatório
propósito do RAP, tal como já analisámos neste
Dados da Módulo.
Avaliação
Nesta secção do relatório são identificados os
resultados obtidos com a observação
comportamental, com os testes feitos ao individuo
em avaliação, com as entrevistas, entre outros
procedimentos utilizados.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Assim sendo, Importa agora desenvolver a informação que deve integrar cada uma das secções ou rubricas que de
um modo geral estão presentes em cada bloco de informação presente num Relatório de Avaliação Psicológica.

Em traços gerais podemos segmentar a informação de um Relatório de Avaliação Psicológica em três blocos:

Clique nos vários blocos para saber mais.

Clique nas várias secções para saber mais.

3. Conclusão do Relatório:

Após uma apresentação dos resultados e com


base nas informações gerais recolhidas, será
necessário um cruzamento da informação para
apresentação e Formulação do Caso.
Introdução
Informação ao
Conclusão do
Contextual
Relatório Nesta secção são interpretados os resultados
Relatório
obtidos e com base nesta análise são feitas
Dados da
Avaliação recomendações sendo eventualmente traçado um
plano de ação para o sujeito avaliado.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Como vimos anteriormente, devemos começar o relatório pelos Elementos de Identificação onde são indicados os
intervenientes no processo.

Seguidamente é apresentado o Pedido inicial/Motivo da Consulta de Avaliação, História relevante e Informação


contextual entre outros dados relevantes necessários para uma primeira aproximação ao caso.

Os procedimentos adotados (Testes e outros instrumentos) e apresentação dos Dados da avaliação


(Observações do comportamento, Resultados nos testes e outros instrumentos de avaliação são as rubricas
seguintes do Relatório.

Por fim, e uma vez apresentados os principais resultados, devemos, com base na informação recolhida, cruzar os dados
obtidos e proceder à Formulação do caso (secção também denominada Interpretação, Impressões, Opiniões) e
Recomendações (incluindo eventualmente um plano de intervenção para o sujeito examinado).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Considerando a informação apresentada, vejamos


agora com maior detalhe qual a informação que
integra cada uma das secções pertencentes à
Introdução do RAP.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Elementos de Identificação

A primeira secção do
Nota: Em contexto
Relatório de Avaliação
escolar pode ser
Psicológica, integra os
incluída a
Elementos de
identificação da
Identificação dos
escola, nome dos
intervenientes,
pais e professores.
nomeadamente o nome,
idade, escolaridade,
Ainda relativamente
profissão (se justificado),
ao ponto Elementos
e data de nascimento da
de identificação é
pessoa examinada.
imprescindível
focarmos que o
As datas em que foram
profissional tem de
efetuadas as avaliações
garantir a
ou finalizado e enviado o
confidencialidade
relatório devem também ser
do documento e
apresentados neste ponto
dos
do documento, assim como
dados/informações
o nome do psicólogo que
que o integram.
realizou o exame (caso
seja distinto do psicólogo
que redige o relatório).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

A avaliação Psicológica e respetivo relatório é realizado tendo como base o pedido que é feito no início da consulta de
avaliação.

Nesta secção do relatório devem estar espelhados os seguintes tópicos:

► Identificação da proveniência do pedido ► Listagem das questões a responder;


(quem solicita a avaliação, relação específica
entre quem solicita a avaliação e pessoa ► Referência às circunstâncias do pedido e do
avaliada); aparecimento dos problemas: quando
começaram os problemas? Idade? Frequência?
► Preocupações atuais, queixas e Intensidade? Duração? Número e combinação de
problemas identificados (de quem solicita a comportamentos problemáticos?;
avaliação e/ou da pessoa examinada); ► Prestar atenção à possibilidade de “agendas
escondidas” (ocultar informação revelante);
► Explicitação da natureza e origem do ► O que se espera obter com a avaliação e
problema; Relatório.

► Se necessário contactar quem solicitou a


avaliação com o objetivo de
clarificar/esclarecer melhor o pedido de
avaliação/consulta); Esta secção deve ser apresentada de modo sucinto, com
recurso a um ou dois parágrafos aproximadamente.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1

2
Reconhecendo que a informação relativa a este tópico
3
difere consoante o contexto de intervenção,
apresentamos um exemplo de informação por cada
4
contexto que se segue:

► Avaliação Neuropsicológica; 5
► Avaliação Psicológica em Contexto Clínico;
► Avaliação Psicológica em Contexto Forense;
► Avaliação Psicológica em Contexto Escolar;
► Avaliação Psicológica em Contexto
Vocacional/Desenvolvimental.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Avaliação Neuropsicológica

Reconhecendo que a informação relativa a este tópico ► Quais os efeitos neuropsicológicos do


3
difere consoante o contexto de intervenção, Traumatismo Crânio-Encefálico sofrido pela
apresentamos um exemplo de informação por cada Carla?
4
contexto que se segue:
► A história de vários anos de alcoolismo do
5 Senhor António causaram declínio no
► Avaliação Neuropsicológica;
► Avaliação Psicológica em Contexto Clínico; funcionamento cognitivo?
► Avaliação Psicológica em Contexto Forense;
► Avaliação Psicológica em Contexto Escolar; ► O declínio da memória experienciado pela
► Avaliação Psicológica em Contexto Senhora Helena é indicativo/sugestivo de
Vocacional/Desenvolvimental. deterioração cognitiva (Declínio Cognitivo
Ligeiro, Demência, p. ex., Doença de
Alzheimer)?

► A elevada exposição do Senhor Sousa a


produtos tóxicos teve impacto no seu
funcionamento cognitivo?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Avaliação em Contexto Clínico

Reconhecendo que a informação relativa a este tópico ► Solicita-se avaliação do funcionamento


3
difere consoante o contexto de intervenção, emocional atual.
apresentamos um exemplo de informação por cada
4
contexto que se segue: ► (...) A senhora Daniela teve uma súbita e
inesperada quebra dos progressos
5 psicoterapêuticos. Solicito reavaliação da
► Avaliação Neuropsicológica;
► Avaliação Psicológica em Contexto Clínico; personalidade e avaliação do risco de suicídio”
► Avaliação Psicológica em Contexto Forense; (pedido de avaliação formulado pelo
► Avaliação Psicológica em Contexto Escolar; psicoterapeuta).
► Avaliação Psicológica em Contexto
Vocacional/Desenvolvimental. ► Avaliação de possível quadro de Perturbação
de Stress Pós-Traumático.

► Avaliação de Perturbação do Humor ou


Perturbação Ansiosa.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Avaliação em Contexto Forense

Reconhecendo que a informação relativa a este tópico ► Avaliação do risco de violência e possível
3
difere consoante o contexto de intervenção, perigosidade do Senhor Jorge.
apresentamos um exemplo de informação por cada
4
contexto que se segue: ► A Senhora Joana é competente para
testemunhar em Tribunal?
5
► Avaliação Neuropsicológica;
► Avaliação Psicológica em Contexto Clínico; ► Como é possível preparar o melhor possível a
► Avaliação Psicológica em Contexto Forense; situação de custódia parental do João?
► Avaliação Psicológica em Contexto Escolar;
► Avaliação Psicológica em Contexto ► O Senhor Ricardo preenche os critérios de
Vocacional/Desenvolvimental. insanidade quando cometeu homicídio?”

► Avaliação da possibilidade de simulação,


esforço insuficiente ou exagero de sintomas no
caso do Senhor Ribeiro que foi previamente
diagnosticado com Síndrome Pós-Concussão.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Avaliação em Contexto Escolar

Reconhecendo que a informação relativa a este tópico ► A Ana tem dificuldades de aprendizagem da leitura?
3
difere consoante o contexto de intervenção, Em caso afirmativo, a avaliação poderá identificar a
apresentamos um exemplo de informação por cada causa deste tipo de problemas e aprendizagem? É
4
contexto que se segue: possível considerar o diagnóstico de dislexia? Que
estratégias pedagógicas poderão ser mais
5 apropriadas e eficazes?
► Avaliação Neuropsicológica;
► Avaliação Psicológica em Contexto Clínico;
► Avaliação Psicológica em Contexto Forense; ► O Miguel tem condições intelectuais, emocionais e
► Avaliação Psicológica em Contexto Escolar; aptidões sociais necessárias para a entrada
► Avaliação Psicológica em Contexto antecipada na escola primária?
Vocacional/Desenvolvimental.
► A Lília é elegível e poderá beneficiar com a
participação num programa adaptado e orientado
para crianças sobredotadas e talentosas?

► Os problemas de comportamentos manifestados


pelo João em casa e na escola justificam o
diagnóstico de Perturbação da Hiperatividade com
Défice de Atenção ou Perturbação de Oposição e
Desafio?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Pedido Inicial/Motivo da Consulta de Avaliação

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Avaliação em Contexto Vocacional / Desenvolvimental

Reconhecendo que a informação relativa a este tópico ► Considerando as suas aptidões e interesses
3
difere consoante o contexto de intervenção, vocacionais, quais as áreas de estudo
apresentamos um exemplo de informação por cada recomendadas para o Carlos?
4
contexto que se segue:
5
► Avaliação Neuropsicológica;
► Avaliação Psicológica em Contexto Clínico;
► Avaliação Psicológica em Contexto Forense;
► Avaliação Psicológica em Contexto Escolar;
► Avaliação Psicológica em Contexto
Vocacional/Desenvolvimental.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | História Relevante e Informação Contextual

No RAP devem constar dados relativos ao sujeito examinado


desde que relevantes para a interpretação dos resultados e
formulação do caso, nomeadamente:

► Revisão de relatórios anteriores (médicos,


psicológicos, outros exames ou registos, incluindo
identificação de problemas com a justiça, ...);

► Relatos das pessoas envolvidas no processo de


avaliação.

Devem ainda constar dados relativos à história do indivíduo,


desde que estes sejam importantes para a avaliação,
nomeadamente:

► História do desenvolvimento;
► História educacional;
► História médica;
► História psicológica;
► História familiar e social;
► História profissional.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Introdução ao Relatório | Testes e Outros Instrumentos Administrados

A escolha dos testes e outros


instrumentos a administrar deve ser
devidamente justificada na elaboração
do Relatório de Avaliação Psicológica.

Entre as ferramentas mais utilizadas


destacam-se:

► As entrevistas clínicas
(fonte de aquisição de
informação igualmente
importante para as rubricas
iniciais do Relatório);

► A observação dos
comportamentos;

► Os testes e outros
instrumentos de avaliação.
Introdução ao Relatório | Testes e Outros Instrumentos Administrados

Especificamente no que respeita aos


testes e outros instrumentos,
ferramentas fundamentais para o
exercício da avaliação psicológica,
deixamos uma listagem dos testes mais
comummente utilizados no âmbito da
mesma, organizada por domínio do
funcionamento psicológico.

Clique para ver a listagem.


Exemplos de Testes e outros Instrumentos de Avaliação por domínio do funcionamento psicológico
X
Clique nos botões para ver as listagens de testes.

Testes de Inteligência

► Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC-III; Wechsler,


1991; aferição portuguesa, Wechsler, 2003; Mário R. Simões e cols.);

► Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos (WAIS-III; Wechsler,


1997; aferição portuguesa, Wechsler, 2008; A. Menezes Rocha e cols.);

► Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (MPCR, Raven, 1956;


aferição portuguesa, Simões, 1994; 2000).

1|2
Exemplos de Testes e outros Instrumentos de Avaliação por domínio do funcionamento psicológico
X
Clique nos botões para ver as listagens de testes.

Instrumentos de Avaliação do Comportamento Adaptativo

► Child Behavior Checklist (CBCL; Achenbach, 1991; Fonseca et al., 1995-


1999);

► Teacher Report Form (TRF; Achenbach, 1991; Fonseca et al., 1995-1999);

► Youth Self-Report (YSR; Achenbach, 1991; Fonseca & Monteiro, 1999);

► Guião de Entrevista com Criança e Adolescente (Th. Achenbach,


adaptação).
1|2
Exemplos de Testes e outros Instrumentos de Avaliação por domínio do funcionamento psicológico
X
Clique nos botões para ver as listagens de testes.

Testes de Personalidade e de Avaliação do Funcionamento Emocional


(Inventários)

► Minnesota Multiphasic Personality Inventory - 2 (MMPI-2; Butcher et al.,


1989; adapt. port. Novo, 2006 -);

► Inventário de Personalidade-Revisto (NEO PI-R; Costa & McCrae, 1994; Lima,


1997; Lima & Simões, 2000);

► Inventário de Sintomas Breves (BSI; Derogatis, 1982; Canavarro, 2007);

► Inventário de Depressão de Beck (BDI-II; Beck, Steer, & Brown, 1996; Campos
& Gonçalves, 2011; Oliveira,
1 | 2 Simões, & Paúl, 2013);

► Inventário Clínico de Auto-Conceito (ICAC; Vaz Serra, 1986).


Exemplos de Testes e outros Instrumentos de Avaliação por domínio do funcionamento psicológico
X
Clique nos botões para ver as listagens de testes.

Testes de Personalidade (Técnicas Projetivas)

► Teste de Aperceção para Crianças (CAT, Bellak, 1975; CAT-H; Bellak &
Bellack, 1965; Silva, 1982);

► Thematic Apperception Test (TAT; Murray, 1943);

► Rorschach (Roschach, 1921; Exner, 1974).

1|2
Relatórios de Avaliação Psicológica

Porque é que a estrutura de um Relatório de Avaliação Psicológica não é sempre a mesma?

Selecione a opção correta e, de seguida, clique em Validar.

Porque a informação contextual difere de individuo para individuo.

Porque os contextos de avaliação são sempre diferentes.

Porque a estrutura pode ser adaptada de acordo com o contexto da avaliação, o pedido feito
inicialmente, os destinatários e instrumentos utilizados.

Muito bem! A sua resposta está correta.


Validar
Relatórios de Avaliação Psicológica

No Bloco de Introdução ao Relatório devem constar as seguintes informações:

Identifique as opções verdadeiras e falsas e, de seguida, clique em Validar. Verdadeiro Falso

Circunstâncias do pedido de avaliação e do aparecimento do(s) problema(s).

Dados obtidos com os testes implementados, entrevistas e observação comportamental.

Dados relativos à história do indivíduo desde que relevantes para a interpretação dos resultados e
formulação do caso.

Interpretação da consistência das informações obtidas através dos vários instrumentos utilizados com
a informação contextual do indivíduo examinado.

Muito bem! A sua resposta está correta.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Acabámos de visualizar
todas as secções que
integram o primeiro
bloco: Introdução ao
Relatório.

Passemos agora aos


Dados da Avaliação,
bloco 2 do Relatório de
Avaliação Psicológica.

Nesta etapa de
construção do RAP
vamos apresentar os
procedimentos inerentes
à observação
comportamental, revelar
algumas estratégias de
organização de
apresentação de
resultados e
disponibilizar alguns
exemplos dos mesmos.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Observação do Comportamento

Clique nos botões para mais informações.

A primeira secção que integra o bloco de Dados de Avaliação, de


acordo com a nossa proposta, remete para a informação
proveniente da Observação do Comportamento.

Vejamos em primeiro lugar os aspetos a considerar na técnica


de observação do comportamento:

Identificar e descrever comportamentos específicos;

Usar exemplos de comportamentos que podem influenciar a


interpretação dos dados provenientes dos testes;

Explicar ao destinatário hipóteses interpretativas relativas


aos comportamentos indicados;

Associar exemplos de comportamentos específicos a


hipóteses;

Organizar, de modo lógico, as ideias acerca dos


comportamentos:
Comportamentos  Interpretação  Afirmação no RAP.
(Lichtenberger, Mather, Kaufman, & Kaufman, 2004)
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Observação do Comportamento

Vejamos agora quais os tópicos a considerar na estratégia de Observação Comportamental:

► Aparência/apresentação física, higiene; ► Estratégias de resolução de problemas;

► Estado de alerta; ► Impulsividade/reflexibilidade;

► Grau de cooperação e facilidade de estabelecer e manter ► Período/tempo de atenção;


relação positiva com o examinador;
► Distractibilidade;
► Nível de atividade;
► Atitude relativamente a si próprio (expressões faciais,
► Funcionamento sensorial e motor; pestanejo dos olhos ou caretas; comentários
autodepreciativos, desaprovadores indicativos de falta de
► Conteúdo e processo do pensamento; confiança; timidez, rubor, indicadores mais subtis de embaraço
ou frustração);
► Comunicação, discurso, aptidões linguísticas, estilo da
linguagem; ► Natureza apropriada das aptidões sociais;

► Estado de humor, temperamento, emotividade, nível de ► Maneirismos ou comportamentos inabituais;


ansiedade;
► Em que medida os comportamentos observados constituem
► Atitude relativa ao processo de testing, incluindo resposta a elemento de validação corroborando os resultados obtidos nos
situações de fracasso ou êxito, resposta a encorajamento do testes?
examinador; (Lichtenberger, Mather, Kaufman, & Kaufman, 2004)
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Observação do Comportamento

Para a Observação dos


comportamentos é usada uma
grelha que deverá responder aos
objetivos inicialmente propostos
com a observação. Esta grelha
sintetiza a informação recolhida
sendo disponibilizados os
principais resultados na secção
de Apresentação de
Resultados.

Vejamos agora alguns exemplos


de questões que deverão estar
refletidas nesta grelha de
Observação Comportamental.

Clique para ver alguns Exemplos.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Grelha de Observação: Exemplos de Questões Relativas a Comportamentos a Registar X

► Compreende as questões colocadas (entrevistas, testes);


► Interage positivamente;
► Responde positivamente às tentativas de estabelecer relação;
► Manifesta persistência em tarefas difíceis;
► Manifesta interesse nas atividades de teste;
► Segue instruções;
► Necessita de elogios para permanecer em tarefa;
o aluno.
► Vocalização inapropriada;
► Responde antes do tempo;
► Discute tópicos que têm pouca relação com as tarefas de teste;
► Comportamento típico de crianças mais novas;
► Contacto visual reduzido;
► Desatento;
► Interrompe o examinador;
► Comportamento motor (não consegue estar quieto, comportamentos repetitivos,
agitado);
► Outros comportamentos: sonolência, queixa-se que não se sente bem.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Observação do Comportamento

São muito diversos os Incluir Informação


comportamentos passíveis de registo adicional é uma
neste âmbito. forma a clarificar
as afirmações.
Apresentamos agora um exemplo
prático de um possível registo de Ajustar uma
comportamentos observados, hipótese
interpretação e enunciação no interpretativa
relatório. Vejamos um registo (ansiedade durante
adequado e outro menos adequado. a avaliação) a
comportamentos
específicos
A Sr.ª Maria pareceu nervosa observados (risos
durante a aplicação dos nervosos, tremor
testes. das mãos e uma
abordagem
O comportamento da Sr.ª hesitante das
Maria – risos nervosos, tarefas) é o modo
tremor das mãos e uma adequado de
abordagem hesitante das registar dados
tarefas – sugere que ela obtidos através da
estava ansiosa durante a observação do
avaliação. comportamento.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Resultados

Clique nas imagens para saber mais.

Indicado o modo de apresentar os instrumentos utilizados e a utilidade dos dados de observação, vejamos agora a
Secção Resultados Obtidos nos Testes e Outros Instrumentos de Avaliação.

Nesta etapa do relatório devemos preocupar-nos com algumas estratégias de organização da informação. Para que
possamos compreender como devemos apresentar os resultados neste documento iremos também apresentar alguns
exemplos de resultados da avaliação. Assim, vamos analisar os seguintes tópicos:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Resultados

Clique nas imagens para saber mais.

Indicado o modo de apresentar os instrumentos utilizados e a utilidade dos dados de observação, vejamos agora a
Secção Resultados Obtidos nos Testes e Outros Instrumentos de Avaliação.

Nesta etapa do relatório devemos preocupar-nos com algumas estratégias de organização da informação. Para que
possamos compreender como devemos apresentar os resultados neste documento iremos também apresentar alguns
exemplos de resultados da avaliação. Assim, vamos analisar os seguintes tópicos:

Princípios Organizadores Resultados da Avaliação


Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Resultados | Princípios Organizadores

Clique nos botões para saber mais.

Na redação do RAP existem alguns princípios organizadores que devemos considerar no que respeita à apresentação
dos resultados, nomeadamente:

Ordenação Organização

De um modo geral, no que respeita à organização dos resultados devemos ter em conta que estes devem ser
apresentados:

► Do global para o específico;


► De instrumentos mais compreensivos e globais para medidas de aptidões ou funções específicas;
► De resultados de medidas estandardizadas para dados de âmbito mais informal.

Estas estratégias permitem assegurar o fluxo lógico da informação.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Resultados | Princípios Organizadores

Clique nos botões para saber mais.

Na redação do RAP existem alguns princípios organizadores que devemos considerar no que respeita à apresentação
dos resultados, nomeadamente:

Ordenação Organização

No que respeita à forma como organizamos a informação, existem as seguintes opções já abordadas no início do
módulo:

► Domínio a Domínio;
► Aptidão a Aptidão;
► Teste a Teste;
► Ordenação dos Resultados (do mais global para o especifico). Clique para mais informações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Formas de Organização da Informação para Apresentação dos Resultados X


Clique nos botões para ver os exemplos.

Domínio a domínio

► Inteligência, realização escolar, comportamento


adaptativo, funcionamento social e emocional,
personalidade;

► Os parágrafos deverão ser separados por cada domínio


de interesse;

► Cada parágrafo pode incluir dados provenientes de vários


testes.
1|2
Relatórios de Avaliação Psicológica

Formas de Organização da Informação para Apresentação dos Resultados X


Clique nos botões para ver os exemplos.

Aptidão a aptidão

► Raciocínio, linguagem recetiva, memória, aptidão viso-


espacial, aptidão viso-motora;

► Aptidões específicas, pode incluir dados provenientes de


vários testes. [cf. Relatórios Avaliação neuropsicológica].

1|2
Relatórios de Avaliação Psicológica

Formas de Organização da Informação para Apresentação dos Resultados X


Clique nos botões para ver os exemplos.

Teste a teste

► WAIS-III; Matrizes Progressivas de Raven; F. C. de Rey;


► MMPI-2; BSI; BDI-II;
► Parágrafos separados para descrever resultados em cada
teste individualmente considerado;
► No final do relatório, e num único parágrafo, um resumo
integrativo dos principais dados obtidos nos testes e
outros instrumentos de avaliação.

1|2
Relatórios de Avaliação Psicológica

Formas de Organização da Informação para Apresentação dos Resultados X


Clique nos botões para ver os exemplos.

Ordenação dos Resultados

► Dos instrumentos mais globais de avaliação da inteligência (WAIS-III) e


da personalidade (MMPI-2) para os instrumentos mais específicos
examinando áreas mais circunscritas do funcionamento cognitivo como
raciocínio não verbal (M. Progressivas de Raven), aptidões visuo-
espaciais, memória e funções executivas (Figura Complexa de Rey) ou
a sintomatologia depressiva (Inventário de Depressão de Beck, BDI-II);

► De resultados quantificados derivados de medidas estandardizadas


(WAIS-III/QIEC= 80, intervalo de confiança de 95%: 75-85) para dados
de natureza mais qualitativa como dificuldade de compreensão das
instruções, necessidade
1 | 2 de mais tempo para concluir subtestes
específicos com respostas cronometradas, Cubos, D. Gravuras,
Aritmética, ...).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Resultados

Clique nos botões para saber mais.

Para que possamos concretizar a forma como os resultados podem ser apresentados, vejamos dois exemplos do tipo de
informação que pode ser colocada na apresentação dos resultados de avaliação, representando como menos
adequado e como mais adequado:

Exemplo de Resultados 1 Exemplo de Resultados 2


Relatórios de Avaliação Psicológica

Dados da Avaliação | Resultados

Clique nos botões para saber mais.

Para que possamos concretizar a forma como os resultados podem ser apresentados, vejamos dois exemplos do tipo de
informação que pode ser colocada na apresentação dos resultados de avaliação, representando como menos
adequado e como mais adequado:

Exemplo de Resultados 1 Exemplo de Resultados 2

As pontuações nos testes mostram que o Senhor João O Senhor António encontra-se no nível médio de
pode ser uma pessoa moderadamente perturbada; aptidão intelectual.

As respostas nos instrumentos BSI e BDI-II sugerem que As pontuações do Senhor António na WAIS-III situam os
o Senhor João pode apresentar dificuldades emocionais seus desempenhos no nível “médio” de aptidão intelectual.
moderadas.
► Diferença entre o sujeito e os resultados do sujeito
► A segunda afirmação preserva o grau de incerteza que nos testes;
pode ser apropriado quando os resultados dos testes não ► Os resultados nos testes descrevem aspetos do
permitem ser mais afirmativo/conclusivo; funcionamento psicológico do sujeito, mas não definem o
► Usar expressões como “sugere”, “pode indicar”, sujeito como pessoa;
“funcionamento provável” sempre que os dados não ► Nos Resultados dos testes selecionar 3 ou 4 aspetos
podem ser interpretados com mais certeza. mais importantes.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório

No último bloco de informação, relativo à Conclusão do Relatório, a interpretação da consistência das informações deve
considerar a articulação e consistência dos resultados nos vários testes e instrumentos administrados e todas as outras
fontes de dados disponíveis e evidências que suportem hipóteses interpretativas, nomeadamente, informação contextual
incluindo dados provenientes de outras avaliações e exames realizados pelo sujeito examinado.
Esta análise permitir-nos-á formular o nosso caso e chegar às primeiras conclusões do nosso relatório. Com esta
análise podemos eventualmente indicar algumas recomendações ao indivíduo em avaliação.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Consistência dos Resultados

Por forma a averiguarmos a consistência dos resultados que foram obtidos no nosso Relatório de Avaliação
Psicológica devemos examinar a consistência entre os dados provenientes das várias fontes:

Clique nos botões para saber mais.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Consistência dos Resultados

Por forma a averiguarmos a consistência dos resultados que foram obtidos no nosso Relatório de Avaliação
Psicológica devemos examinar a consistência entre os dados provenientes das várias fontes:

Clique nos botões para saber mais.

Informação contextual incluindo dados de


avaliações anteriores, registos médicos, etc.;

Dados da Observação;

Resultados nos testes.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Consistência dos Resultados

Clique nos botões para conhecer os exemplos.

Relativamente à análise da consistência dos resultados devemos ainda:

► Suportar as interpretações com base em duas ou mais


Clique para ver um exemplo.
fontes de informação convergentes;
Pais.

► Explorar e explicar as consistências e contradições nos Clique para ver um exemplo.


dados;

Clique para ver um exemplo.


► Procurar explicações para a informação divergente.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Suportar as Interpretações com Base em Duas ou Mais Fontes de Informação Convergentes X


Vejamos o exemplo de um aluno com Dificuldades de Aprendizagem (Discalculia):

► Resultados mais baixos obtidos na WAIS-III: Aritmética, Sequências Letras-


Números, Código, Memória de Dígitos;

► Ansiedade e mais atividade motora durante a realização de testes


envolvendo informação ou cálculo matemático. Pergunta (repetida): Quantos
mais testes têm números?; desconhece conceitos matemáticos: Quantos metros
tem um kilómetro?; Quantos quilos tem uma tonelada?;

► Resultados baixos em testes formais de avaliação da Matemática;

► Notas e classificações negativas em Matemática;

► Pais referem dificuldades (importantes e persistentes) nesta área;

► O aluno reconhece existência dificuldades pessoais na Matemática durante


o seu percurso escolar (“nunca fui bom com os números”, “não gosto da
disciplina de Matemática”).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Explorar e Explicar as Consistências e Incongruências nos Dados Recorrendo a Várias Fontes de Informação X
► Funcionamento cognitivo (pontuações nos seguintes instrumentos: WAIS-III, MoCA, ACE-R +
Informação relativa à história escolar e profissional);

► Memória (pontuações na WMS-III: testes Memória Lógica, Pares de Palavras, Cenas de


Família, Localização Espacial + Índice Memória Geral, Índice Memória de Trabalho + queixas
do sujeito + dados de outros informadores + informação da história escolar e profissional);

► Funções Executivas (pontuações nos testes Fluência Verbal Semântica, Fluência Verbal
Fonémica, Torre de Londres + informação história escolar e profissional);

► Avaliação funcionamento emocional (pontuações nos seguintes instrumentos: MMPI-


2/depressão, BDI-II + informação acerca do sujeito, aparentemente agressivo e hostil num
contexto/familiar e receoso e ansioso noutro contexto/profissional/consultório);

► Aptidões sociais (pontuações positivas no Social Skills Rating System [Gresham & Elliott,
1990; Lemos e Meneses, 2002] e deficitárias no subteste de Compreensão (WISC-III) +
observação comportamentos problemáticos na sala de aula ou recreio + pais referem na
Entrevista/CBCL dificuldades em fazer e manter amizades + adolescente comunica
dificuldades em situações de interação social com professores e colegas (Entrevista, YSR).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Explicações Para a Informação Divergente X

► Avaliar dados de observação antes, durante e depois da administração dos


subtestes com informação discrepante;

► Considerar o tipo de estímulo (verbal versus não verbal; tarefas cronometradas


versus não cronometradas; tarefas simples versus complexas; estímulos
auditivos versus visuais);

► Considerar o contexto/meio (inconsistência dos comportamentos na escola e em


casa; dificuldades de atenção problema na escola mas não em casa,
comportamentos de oposição queixa da mãe mas não do pai ou dos
professores);

► Ter em conta fatores situacionais durante a avaliação: fadiga, ansiedade,


atenção reduzida, falta de interesse/motivação, esforço reduzido, preocupação
com o tempo da avaliação (horários, custo dos transportes);

► Especificidade situacional e variabilidade temporal dos comportamentos.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Consistência dos Resultados

Caso não seja possível resolver as


discrepâncias, devemos sinalizar as
contradições existentes e sugerir soluções que
permitam posteriormente tomar decisões.
Devemos ponderar novos procedimentos, como
por exemplo:

► Será necessário recorrer a testes


adicionais?

► Será necessário recorrer a outras fontes de


informação?

► Devo considerar uma estratégia


psicoterapêutica alternativa?

Devemos colocar estas questões por forma a


conseguirmos com a nossa avaliação chegar a
informações conclusivas no contexto da
Formulação do caso.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Proponho que antes de avançarmos para a secção Formulação e Conceptualização efetue o seguinte
exercício. Para tal, identifique se as afirmações abaixo são verdadeiras ou falsas.

Identifique as opções verdadeiras e falsas e , de seguida, clique em Validar. Verdadeiro Falso

Para confirmarmos a consistência de resultados devemos suportar as nossas


interpretações com duas ou mais fontes de informação.

No que respeita à organização da informação na apresentação dos dados, existem várias


opções possíveis nomeadamente: domínio-a-domínio, aptidão a aptidão, teste-a-teste, e
a ordenação da informação do mais global para o mais específico.

Na apresentação de resultados devemos procurar explicações para a informação


divergente.

Os dados do RAP podem ser ordenados de resultados específicos para o global.

Muito bem! A sua resposta está correta.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Formulação, Resumo e Conclusões

Clique nos botões para saber mais.

Verificámos que na fase de Conclusão do


Relatório deve ser feita a interpretação da
consistência das informações recolhidas para
que possamos finalmente Formular o Caso.

Neste âmbito, vamos agora conhecer quais os


elementos que integram a secção relativa à
Formulação, Resumo e Conclusões.
Primeiramente e para que possamos Formular o
Caso em que estamos a trabalhar devemos
considerar o cruzamento de quatro itens,
nomeadamente:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Formulação, Resumo e Conclusões

Clique nos botões para saber mais.

Verificámos que na fase de Conclusão do


Relatório deve ser feita a interpretação da
consistência das informações recolhidas para
que possamos finalmente Formular o Caso.

Neste âmbito, vamos agora conhecer quais os


elementos que integram a secção relativa à
Formulação, Resumo e Conclusões.
Primeiramente e para que possamos Formular o
Caso em que estamos a trabalhar devemos
considerar o cruzamento de quatro itens,
nomeadamente:

Dados da avaliação;

Constructos de nível intermédio;

Conclusões;

Recomendações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Formulação, Resumo e Conclusões

Clique nos botões para saber mais.

Considerando os quatro itens indicados vejamos agora um exemplo prático de informação a colocar em cada um destes
tópicos. Organizamos o presente exemplo em duas partes, cada uma correspondendo a um conjunto de dados.

Dados Constructos Conclusões Recomendações


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Formulação, Resumo e Conclusões

Clique nos botões para saber mais.

Considerando os quatro itens indicados vejamos agora um exemplo prático de informação a colocar em cada um destes
tópicos. Organizamos o presente exemplo em duas partes, cada uma correspondendo a um conjunto de dados.

Dados Constructos Conclusões Recomendações

1. O Miguel tem 12 anos e expressa As conclusões a que Considerando os dados


Os dados 1, 2 e 3 permitem
erros no reconhecimento de palavras chegamos com a obtidos são apresentadas as
inferir o seguinte
que resultam da sua impulsividade apresentação dos dados e seguintes sugestões:
constructo:
(Comportamento observável); inferências subjacentes
► Défices na capacidade permitem que formulemos
2. As pontuações padronizadas em recomendações para No âmbito do modelo de
de atenção e a presença ►
subtestes da WISC-III incluem os eventuais intervenções. modificação cognitivo-
de Perturbação da
seguintes valores: Memória de comportamental (treino
Hiperatividade com
Dígitos (6), Código (4), Aritmética (6), de auto-instrução);
Défice de Atenção
Compl. de Gravuras (6). Na BANC
(PHDA).
são de referir pontuações baixas no ► Exame médico para
Teste de Barragem (6). averiguar o possível
recurso a medicação;
3. As afirmações dos professores
relativamente ao comportamento do ► Apoio pedagógico
Miguel na sala de aula referem uma especializado na atividade
maior impulsividade e atividade do de leitura.
que a manifestada pelos seus
companheiros (entrevista, TRF).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Formulação, Resumo e Conclusões

Clique nos botões para saber mais.

Vejamos agora o segundo conjunto de dados obtidos e inferências seguintes.

Dados Constructos Conclusões Recomendações


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Formulação, Resumo e Conclusões

Clique nos botões para saber mais.

Vejamos agora o segundo conjunto de dados obtidos e inferências seguintes.

Dados Constructos Conclusões Recomendações

4. Há igualmente a informação que Os dados 4, 5 e 6 As conclusões a que Considerando o caso


o Miguel desafia a autoridade dos permitem inferir: chegamos com a apresentado são
pais e professores (entrevistas, apresentação dos dados e apresentadas as seguintes
CBCL, TRF). ► Problemas no controlo inferências subjacentes sugestões:
dos comportamentos de permitem que formulemos
5. Os professores do Miguel impulsividade. recomendações para ► Problemas no controlo
comunicam que ele não responde eventuais intervenções. dos comportamentos de
frequentemente às suas Dependendo da gravidade impulsividade -
solicitações. do problema, e de outros Recomendações para
fatores, poder-se-á ainda uma intervenção
6. Os resultados do Miguel em inferir a presença de: cognitivo-comportamental;
escalas de avaliação (CBCL, TRF)
de comportamentos completadas ► Perturbação de ► Perturbação de Oposição
por pais e professores indicam que Oposição. - Recomendação de
ele manifesta frequentemente estruturação dos
comportamentos de hostilidade comportamentos na sala
que não controla, discute com os de aula e aconselhamento
adultos, mostra ressentimento. familiar.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Recomendações

Após a Formulação,
Resumo e Conclusões do
Relatório importa agora
referir a secção
Recomendações.

As Recomendações
efetuadas num RAP podem
consequentemente revelar
uma necessidade de
intervenção
(aconselhamento ou
psicoterapia), por meio de
justificações, indicações,
nível atual de
funcionamento, pela
estimativa de resultados,
motivação, obstáculos
previsíveis, abertura,
probabilidade de
permanecer em
aconselhamento ou
psicoterapia ou natureza
“trabalhável” do problema.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Recomendações

Clique nos botões para saber mais.

No que respeita às Recomendações que podem ser


integradas no Relatório de Avaliação Psicológica podem
ser distinguidos dois tipos, nomeadamente, indicações de
carácter geral e indicações de caracter especifico.

Vejamos alguns exemplos:

Recomendações gerais Recomendações especificas

Como exemplos de recomendações gerais podemos


destacar: continuar a intervenção atual; intervenções
adicionais; novo programa; hospitalização, entre outras.

Podem ainda ser recomendadas avaliações ou estudos


diagnósticos adicionais: médicos; inteligência;
personalidade; neuropsicologia; linguagem; educacional;
vocacional; audiologia.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Recomendações

Clique nos botões para saber mais.

No que respeita às Recomendações que podem ser


integradas no Relatório de Avaliação Psicológica podem
ser distinguidos dois tipos, nomeadamente, indicações de
carácter geral e indicações de caracter especifico.

Vejamos alguns exemplos:

Recomendações gerais Recomendações especificas

Como exemplos de recomendações especificas


destacamos: Alteração atividades sociais / tempos livres:
aumentar atividades fora de casa/família; assumir
atividades de voluntariado.

Pode ainda ser recomendado aconselhamento/psicoterapia:


Indicação do técnico; local; frequência e duração; técnicas
recomendadas.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Recomendações

Clique na pergunta para conhecer a resposta

No caso específico de recomendação de um


aconselhamento ou psicoterapia, estes têm
normalmente os seguintes objetivos:

► Redução de sintomas;
► Melhoria da autoestima;
► Proporcionar um contexto de apoio para a
exploração de sentimentos;
► Trabalhar comportamentos defensivos e
impedir descompensações adicionais;
► Ganho de insight acerca do seu próprio
funcionamento;
► Aumentar comportamentos de controlo;
► Aumentar competências para lidar com
situações de stress no trabalho.

Clique para conhecer alguns tipos de


intervenção
Tipos de Intervenção X

Vejamos alguns exemplos de tipos de intervenção que podem eventualmente ser


recomendados à pessoa que foi sujeita a um processo de avaliação psicológica:

► Terapia Cognitivo-Comportamental;

► Terapia Familiar;

► Psicanálise; Grupos de Encontro, Análise Transacional;

► Biblioterapia;

► Terapia Expressiva (Arte, música, dança/movimento, escrita);

► Grupos de Apoio Comunitários Especializados: Alcoólicos Anónimos; Familiares


de Doentes com Alzheimer;

► Desenvolvimento da Consciência: Meditação Transcendental, Yoga.

Zuckerman, E. L. (2010). Clinician's thesaurus: The guide to conducting interviews and


writing psychological reports (7th ed.). New York: Guilford.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Recomendações

Clique nos botões para saber mais.

As Recomendações efetuadas devem ser direcionadas


para a ação e:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Relatório | Recomendações

Clique nos botões para saber mais.

As Recomendações efetuadas devem ser direcionadas


para a ação e :

Constituir uma consequência lógica das


inferências ou conclusões;

Ser relevantes e benéficas para o sujeito;

Considerar os recursos do sujeito, a sua rede


de suporte familiar e social, a acessibilidade a
serviços de apoio social e clínico bem como
possíveis dificuldades associadas à aplicação de
cada uma das propostas;

Apresentar orientações concretas, realistas,


suscetíveis de implementação prática.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Para terminarmos solicito que analise a seguinte afirmação:

A tarefa de formulação do caso inclui a elaboração de constructos/inferências a partir do cruzamento dos


dados obtidos e de seguida retirar conclusões e fazer recomendações.

Selecione a opção correta e, de seguida, clique em Validar.

A afirmação é verdadeira.

A afirmação é falsa.

Muito bem! A sua resposta está correta. A formulação do caso passa por fazer inferências e a partir
destas tirar conclusões e fazer recomendações.
Validar
Relatórios de Avaliação Psicológica

Com a secção Recomendações terminamos o relatório.

Para que fique com uma visão geral dos blocos e secções propostos, apresentamos uma síntese da estrutura detalhada.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Não devemos no entanto esquecer o referido no Outro fator que poderá originar a adaptação da
início deste Módulo: a estrutura apresentada é estrutura proposta relaciona-se com o
uma sugestão do autor e do presente curso, contexto/área da psicologia em que surge a
podendo e devendo a mesma ser adaptada necessidade e pedido inicial.
(salvaguardando o cumprimento de regras e
propostas alternativas) consoante o caso que A título exemplificativo, disponibilizamos o
tenhamos em mãos. exemplo de um Relatório de Avaliação Psicológica
realizado em Contexto Forense, para que fique
com um registo para consulta posterior.

Relatório em Contexto Forense


Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão

Terminado o Módulo 3, deixo-lhe algumas considerações finais:

► Existem vários modelos para a conceção de um Relatório de Avaliação


Psicológica. Os critérios com que definimos o modelo são os mais comuns na
literatura sobre RAP;

► Para a redação de um RAP existem várias Secções. As secções permitem seguir


uma estrutura lógica sequencial;

► Na elaboração deste documento os dados obtidos devem estar alinhados com o


pedido feito inicialmente, devendo estar dispostos de forma clara;

► O nosso relatório deverá propor um plano de intervenção claro e objetivo;

► As recomendações e planos de ação devem ser claros para que sejam facilmente
compreendidos pelos destinatários e para que estes possam atuar em conformidade
e ultrapassar a situação que levou à avaliação.

Para que fique com um registo das informações que sugerimos estarem presentes em
cada secção do relatório, deixamos-lhe um documento que resume os conteúdos
abordados neste Módulo.

Blocos e Secções de um Relatório e informações a


integrar em cada um.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Módulo 4
Questões Técnicas e Éticas
na Elaboração de Relatórios de Avaliação Psicológica
Relatórios de Avaliação Psicológica

Seja bem-vindo/a ao Módulo “Questões Técnicas e Éticas na Elaboração de um Relatório de Avaliação Psicológica.”

Nos módulos anteriores colocámos o foco na estrutura a


adotar nos relatórios, no sentido de proporcionar as
melhores linhas orientadoras.

No entanto, quando passamos à sua concretização prática,


há frequentemente obstáculos e dificuldades que nos
afastam da prática ideal, nomeadamente no que respeita à
técnica da escrita e às questões de natureza ética.

Sabemos que a expressão escrita tem um impacto crucial


para quem lê o nosso relatório. Que técnicas podemos
utilizar para garantir que a mensagem que pretendemos
transmitir chega ao leitor final?

E quais são os erros e problemas mais comuns na


redação de um relatório e como é que os podemos evitar?

De igual modo, as preocupações éticas subjacentes à


prática da Psicologia devem ser tidas em conta no
processo de elaboração dos relatórios decorrentes de uma
avaliação psicológica. Vamos neste módulo alertá-lo para
estas questões, sublinhando quais as práticas mais
adequadas, à luz da Ética e Deontologia em Psicologia.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Objetivos do Módulo

No final deste módulo deverá estar apto a:

► Conhecer algumas questões técnicas


relativas à escrita de Relatórios de
Avaliação Psicológica;

► Verificar formas de melhorar a redação de


Relatórios de Avaliação Psicológica;

► Identificar os problemas mais comuns na


elaboração de Relatórios de Avaliação
Psicológica;

► Saber identificar quais as questões éticas


subjacentes à elaboração dos Relatórios de
Avaliação Psicológica e as respostas mais
adequadas.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas

O relatório deve cumprir um


A redação de Relatórios de Avaliação
objetivo, responder a uma
Psicológica deve considerar a
necessidade identificada
legibilidade do conteúdo apresentado,
inicialmente e ainda ser
gerando uma plataforma de
redigido de acordo com as
entendimento entre o emissor e o
características dos
recetor.
destinatários.

Já no Módulo 2 referimos princípios de


De igual modo, não podemos
natureza prática que orientam a
esquecer que o relatório que
redação de relatórios. Recordemo-los:
redigimos tem consequências
e, frequentemente, acarreta
► Linhas orientadoras;
uma intervenção junto do
► Conselhos práticos;
sujeito avaliado, pelo que se
► Orientações de escrita;
torna imprescindível adotarmos
► Apresentação de resultados
algumas estratégias de escrita
quantitativos dos testes.
para que a mensagem que
pretendemos transmitir seja
É precisamente para garantir o
passada de forma eficaz, clara
cumprimento destes princípios que
e objetiva.
agora sublinhamos algumas
estratégias que deverá ter presente.
Relatórios de Avaliação Psicológica

As linhas orientadoras anteriores poderão ser


Clique nos botões para saber mais.
concretizadas através das seguintes estratégias:

A informação escrita deverá estar bem estruturada e


objetivamente definida, de modo a garantir a compreensão do
nosso raciocínio vertido no texto do relatório, por quem lê
(destinatário do relatório);

A utilização de expressões próprias da linguagem


profissional permite assegurar a precisão da comunicação,
evitando a diversidade de significações e a ambiguidade de
interpretações. Devemos contudo assegurar a compreensão
de todos os termos abordados, clarificando conceitos sempre
que necessário;

A comunicação deve ainda apresentar clareza na estrutura


frásica, na sequência ou ordenação da informação em que
deve compreender facilmente o todo mas também cada uma
das partes;

A escrita deve ser concisa, assegurando a objetividade, a


adequação e a necessidade de cada palavra. Devem ser
evitados “exageros” no texto escrito.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita

Clique nas imagens para saber mais.

Genericamente, podemos referir que a escrita dos relatórios deverá considerar, articuladamente, as seguintes linhas
orientadoras:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita

Clique nas imagens para saber mais.

Genericamente, podemos referir que a escrita dos relatórios deverá considerar, articuladamente, as seguintes linhas
orientadoras:

Expressões gramaticalmente corretas


Redação organizada e estruturada. Escrita compreensível, concisa e legível.
e próprias da linguagem profissional.

(Hart, 2006; Harvey, 1997; Goldfinger & Pomerantz, 2010; Lichtenberger, Mather, Kaufman, & Kaufman, 2004): (...)
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita | Redação Organizada e Estruturada

Clique nos botões para saber mais.

Para garantir uma boa organização e estruturação do relatório é importante reter que:

O texto deve ser claro e organizado;

As ideias devem ser apresentadas numa sequência lógica geral;

As transições internas entre tópicos, parágrafos, frases e palavras devem ser


fluidas;

O texto deve ter unidade, constituindo um todo coerente com palavras de


transição que ajudam a conectar ideias e a clarificar relações entre ideias e
asseguram continuidade ao texto;

Devem ser utilizadas palavras de transição por forma a fortalecer as ligações:

► Ligações temporais (“então”, “neste caso”, “depois de”, “enquanto”);


► Ligações causa-efeito (“por isso”, “por conseguinte”, “logo”,
“consequentemente”);
► Ligações complementares (“além disso”, “adicionalmente”,
“analogamente”, “do mesmo modo”);
► Ligações de contraste/comparação (“contudo”, “mas”, “todavia”,
“não obstante”, “embora”, “ainda que”, “inversamente”,
“reciprocamente”, “atendendo a”, “visto que”).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita | Redação Organizada e Estruturada

Clique nos botões para saber mais.

Vejamos um exemplo redigido de duas formas diferentes, uma mais adequada e outra menos adequada. De seguida
veja porquê.

Exemplo 1 Exemplo 2
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita | Redação Organizada e Estruturada

Clique nos botões para saber mais.

Vejamos um exemplo redigido de duas formas diferentes, uma mais adequada e outra menos adequada. De seguida
veja porquê.

Exemplo 1 Exemplo 2

António esteve muito ansioso durante a sessão


António estava muito ansioso. Ele manifestou
de testes, evidenciando uma atividade motora
uma atividade motora excessiva e um discurso
excessiva e um discurso hesitante. Contudo, e apesar
hesitante, mantendo-se focalizado e concentrado nas
da sua ansiedade, o António manteve-se focalizado e
tarefas.
concentrado na tarefa de resposta aos testes.

O primeiro exemplo apresenta uma situação em que no discurso redigido foi efetuada uma transição problemática, o que
por sua vez originou um discurso dúbio.

No segundo caso é apresentada a mesma situação em que a mesma transição é feita de forma mais adequada e
completa, possibilitando a clarificação da mensagem a transmitir.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita | Escrita Compreensível, Concisa e Legível

No que respeita à escrita do Relatório de Avaliação Psicológica, a mesma deve ser compreensível, concisa e legível.
Como tal deve:

► Escolher palavras familiares para o leitor; ► Escolher rigorosamente as palavras e as frases;

► Definir e explicar conceitos (científicos, técnicos; p. ► Proporcionar um contexto que dê significado aos factos
ex., "mecanismos de defesa"), que o leitor pode não (cf. secção "Informação contextual");
conhecer ou compreender, numa linguagem
compreensível; ► Reduzir o uso de termos técnicos;

► Antecipar eventuais questões e dúvidas dos leitores, ► Minimizar o uso de palavras difíceis/complexas;
destinatários dos relatórios;
► Encurtar a extensão dos parágrafos (para manter a
► Considerar o nível de legibilidade dos resultados; "atenção do leitor" e a sua "capacidade para
reconhecer temas e ideias unificadoras" os parágrafos
► Optar por frases curtas, mas introduzir variabilidade na não devem exceder 1/4 de página [Sattler, 2001, p.
extensão das frases; 711] ou 1/2 página, escrita a duplo espaço [American
Psychological Association, 2001]).
► Evitar erros gramaticais comuns (grafia; acentuação
gráfica; emprego de verbos, pronomes ou colocação
pronominal; incongruência vocabular);
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Técnicas: Componentes da Escrita | Expressões Gramaticalmente Corretas e Próprias da Linguagem Profissional.

Na redação do Relatório de Devem ainda ser


Avaliação Psicológica devem clarificados os termos
ser utilizadas expressões ambíguos, sendo
gramaticalmente corretas e utilizados, sempre que
próprias da linguagem possível, os termos mais
profissional. técnicos comuns
utilizados na linguagem
Neste sentido devem ser científica e profissional.
utilizadas afirmações
clarificadoras. Vejamos um
exemplo: Em vez de:
"Problemas de
Em vez de "O Pedro tem Leitura”
uma inteligência
fantástica." …
Definir de forma
Deverá escrever "O rigorosa:
Pedro obteve uma "Dislexia"
pontuação na Escala de
Inteligência de Wechsler
para Crianças (WISC-III)
correspondente à Clique para ver mais expressões
classificação 'Muito
Superior'“.
Exemplos de expressões gramaticalmente corretas e próprias da linguagem profissional. X

► Os registos escolares do António sinalizam que ele teve várias medidas educativas
disciplinares e foi expulso da escola secundária de ... (Informação contextual);

► Durante a entrevista a Senhora Ana referiu que esteve várias vezes hospitalizada ...;
o aluno.
► O António mostrou-se cooperante (Observação);

► Os resultados na WISC-III indicam que as aptidões relativas à Velocidade de


processamento da informação estão num nível de amplitude média (Resultados);

► Os resultados no NEO-FI .... (Resultados).


Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas

Mesmo aplicando todas as


técnicas e estratégias associadas
à escrita apresentadas podemos
cometer erros na redação do
Relatório.

Para que possamos evitar esses


erros que podem comprometer a
credibilidade e compreensão do
Relatório, é importante que
consigamos identificar quais os
problemas mais comuns neste
âmbito.

Vejamos então de seguida os


principais problemas na
elaboração de um Relatório de
Avaliação Psicológica seguindo
revisões de vários autores
(Zimmerman & Woo-Sam, 1973;
Esser, 1974; Tallent, 1993;
Ownby, 1997; Lichtenberger, et
al., 2004; Zuckerman, 2010;
Boone, 2013).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas

Clique nos botões para saber mais.

As críticas e erros mais comuns na redação de um


RAP incidem nas seguintes secções.
Conteúdo;

Estrutura;

Pedido Inicial;

Testes e Resultados;

Conclusões e Recomendações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e críticas | Conteúdo

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1

2
Relativamente ao conteúdo do relatório, os erros mais
3
comuns são os seguintes:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e críticas | Conteúdo

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Informação disponibilizada

2
Relativamente ao conteúdo do relatório, os erros mais ► Informação ambígua, subjetiva, genérica,
3
comuns são os seguintes: redundante, desnecessária ou irrelevante;

► Informação muito técnica, com conceitos não


explicados em detrimento da definição de
comportamentos;

► Informação muito descritiva, não interpretativa;

► Informação centrada nos problemas e


dificuldades ignorando recursos e
competências da pessoa;

► Descrições pouco diferenciadas e


individualizadas, que podem aplicar-se a
qualquer pessoa;

► Comunicar o que os leitores já sabem.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e críticas | Conteúdo

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Interpretação da informação

2
Relativamente ao conteúdo do relatório, os erros mais ► Interpretação irresponsável ou excessivamente
3
comuns são os seguintes: especulativa;

► Inferências não suportadas pelos dados;

► Não considerar todas as possíveis etiologias;

► Facultar um Resumo que não o é: insucesso


em integrar a informação, fracasso em elaborar
o “retrato compósito” do sujeito psicológico.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e críticas | Conteúdo

Clique nos botões para conhecer os exemplos.


1 Outros

2
Relativamente ao conteúdo do relatório, os erros mais ► Ocultar ou errar datas (sessões de avaliação,
3
comuns são os seguintes: nascimento);

► Trocar nomes de pessoas envolvidas no


processo de avaliação;

► Não identificar fonte de informação com base


na qual são feitas afirmações no Relatório.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas | Estrutura

É também comum a presença de alguns erros na


estruturação do Relatório de Avaliação
Psicológica.

Entre os problemas mais comuns na estrutura


do relatório destacam-se os seguintes:

► Relatório muito longo ou excessivamente


reduzido (o Relatório de Avaliação
Psicológica deve ser a forma mais breve de
comunicar a informação essencial);

► Orientação exclusiva para os resultados nos


testes ou provas psicológicas;

► Secções omitidas: "Observação dos


comportamentos” (quando têm possível
impacto nos resultados dos testes ou no
funcionamento da pessoa) e
"Recomendações” (relativas à intervenção),
por exemplo.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas | Pedido Inicial

Relativamente ao pedido inicial


evidenciam-se os seguintes erros
como os mais frequentes:

► Fracasso em responder às
questões colocadas no âmbito
do Pedido de Consulta ou da
Avaliação;

► Incapacidade em proporcionar
a informação essencial ou
necessária;

► Não incluir um exame mais


minucioso das motivações e
problemas do cliente.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas | Processo, Testes e Resultados

Relativamente aos Testes implementados e à


Apresentação de Resultados existem também erros
comuns que deve conhecer por forma a evitá-los.
Apresentamos em seguida estas situações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas | Processo, Testes e Resultados

No que respeita aos ► Uso de testes inapropriados ou com normas desatualizadas;


testes ou outros
procedimentos ► Considerar resultados baixos em testes cognitivos como documentando lesão
utilizados, são cerebral;
recorrentes os
seguintes erros: ► Relatório orientado para os testes e não para a pessoa avaliada;


Erros de administração: itens não administrados (examinador não teve o cuidado de
rever com atenção o protocolo de testes administrado antes de terminar a sessão de
avaliação);

► Erros de cotação e/ou cálculo de somatórios;


Erros de transcrição de resultados dos protocolos para o relatório;


Examinador não preparou previamente a entrevista, não usando uma grelha que
estruture ou uma lista de questões suficientemente compreensiva;


Examinador não tomou notas durante a entrevista;


Examinador assume passivamente que a informação comunicada na entrevista é
correta, válida ou verdadeira;


Examinador não procedeu ao registo dos comportamentos observados.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas | Processo, Testes e Resultados

Clique nos botões para saber mais.

No que respeita à secção de Apresentação de Resultados devemos


garantir que os seguintes erros não ocorrem:

Apresentar Resultados sem explicar qual o seu significado;

A presença de contradições (não justificadas) no Relatório;

Não examinar de forma apropriada o enviesamento ou estilos de


resposta, nomeadamente a simulação, o exagero de sintomas, o
esforço insuficiente ou a desejabilidade social;

O foco excessivo nos testes e generalização abusiva dos resultados


(por exemplo, uma interpretação muito centrada nas pontuações
mais reduzidas nos testes);

Orientar o relatório para os testes e não para a pessoa avaliada;

Não apresentar resultados.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Problemas Mais Comuns nos Relatórios de Avaliação Psicológica: Erros e Críticas | Conclusões e Recomendações

Finalmente, no que respeita às Conclusões e


Recomendações integradas no Relatório, devemos
evitar as seguintes situações:

► Utilidade e valor reduzidos para a intervenção;

► Fracasso em formular conclusões consistentes ou


elaborar recomendações práticas ou planos
específicos para um sujeito concreto
fundamentados em factos e na investigação
empírica;

► Indicar apenas uma sugestão para lidar com as


dificuldades do cliente;

► Formular planos irrealistas para o sujeito;

► Insucesso em considerar alternativas nas


recomendações e nos objetivos;

► Relutância em proporcionar conclusões realistas ou


em facultar informações negativas.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Como podemos compreender, há uma série de erros para os quais devemos estar alerta, no sentido de os
antecipar e evitar.

Considerando os erros mais comuns na redação de um Relatório, assinale se as seguintes afirmações são
Verdadeiras ou Falsas.

Identifique se as afirmações são verdadeiras ou falsas e, de seguida, clique em Validar. Verdadeiro Falso

Devemos garantir que a linguagem que utilizamos no Relatório de Avaliação Psicológica é


exclusivamente teórica e técnica.

Todas as informações comunicadas no Relatório de Avaliação Psicológica devem ser


exclusivamente descritivas.

A redação de um relatório termina sempre com uma recomendação e plano para o sujeito
examinado, independentemente dos resultados obtidos e apresentados no relatório.

O Relatório de Avaliação Psicológica deve responder às questões colocadas no âmbito do


Pedido da Consulta/Inicial.

Muito bem! A sua resposta está correta.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

Identificados os erros
mais comuns, vamos
agora conhecer algumas
técnicas que podem ser
utilizadas para evitar
esses erros.

Para o efeito, e para


realizar um trabalho
rigoroso, iremos
apresentar alguns
conselhos técnicos que
devem ser considerados
na elaboração de um
Relatório de Avaliação
Psicológica.

Vejamos de seguida, com


atenção, todas as
sugestões apresentadas.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

Existem algumas técnicas que deve considerar quando está a redigir o seu RAP.

As sugestões que lhe vamos apresentar permitem não só ilustrar a mensagem que pretende passar como facilitar a
forma como redige o seu texto (Sattler & Hoge, 2005; Zuckerman, 2010).

Clique nos botões para saber mais.

As afirmações que redigir devem ser:


Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

Existem algumas técnicas que deve considerar quando está a redigir o seu RAP.

As sugestões que lhe vamos apresentar permitem não só ilustrar a mensagem que pretende passar como facilitar a
forma como redige o seu texto (Sattler & Hoge, 2005; Zuckerman, 2010).

Clique nos botões para saber mais.

As afirmações que redigir devem ser:

Colocadas de forma positiva;

Consistentes;

Específicas e concretas (e não gerais, vagas e abstratas);

Claras (devem ser evitadas maneiras mais rápidas de dizer as coisas à


custa da compreensibilidade das afirmações);

Necessárias, sendo omitidas afirmações ou palavras supérfluas.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

No que respeita à Escrita, esta deverá:


Relativamente aos
Resultados:
► Ser explícita e legível (aconselhamos
que utilize um dicionário de
verificação ortográfica e gramatical); ► Não deve ir além das
informações disponíveis e
dados obtidos;
► Exprimir ideias de forma objetiva,
simples, concisa e ordenada;
► Fundamentar afirmações
sobre relações
► Evitar generalizações ou causa-efeito;
interpretações excessivas;

► Deve apresentar um ou
► Refletir características específicas dois dos diagnósticos mais
relativas a pessoas concretas; importantes, a menos que
a formulação/definição
diagnóstica seja a razão
► Minimizar o uso da linguagem principal para o pedido de
técnica. consulta ou avaliação.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

Por forma a assegurar a confidencialidade dos


dados apresentados sugerimos: Se citar uma outra
pessoa (figura de
autoridade) deverá
► Colocar apenas na 1.ª página o nome ter a certeza de que
completo do sujeito - parte superior da 1.ª essa pessoa é
página; qualificada e neutral,
por forma a garantir
► Usar apenas o primeiro nome - no caso das a credibilidade das
crianças, ou o último nome - no caso dos suas afirmações!
adultos) nas referências subsequentes ao
sujeito (cf. confidencialidade);

► Explicitar, de modo destacado, a natureza


confidencial, da informação. Exemplo: Este
Relatório é Confidencial e destina-se a (...
nomes dos destinatários).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

Outro fator igualmente importante é a


formatação do texto. A formatação
permite aumentar a
compreensibilidade do texto, chamar a
atenção para determinado conceito,
afirmação ou ideia e evitar um formato
exclusivamente narrativo.

Neste sentido deixamos as seguintes


sugestões:

► Deve sempre assinalar bem qual o


tópico (ou subtópico) que está a
descrever;

► Pode utilizar de forma comedida


cabeçalhos, números, letras,
itálicos, sublinhados, palavras a
negro, etc.;

► Para impedir a perda de páginas do


RAP, deverá numerá-las (ex.: 1/7,
2/7, 3/7, etc.).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Sugestões Práticas

Como pode verificar, para a correta


redação de relatórios é importante que
adotemos algumas estratégias por
forma a evitar situações de erro no
nosso documento.

Neste sentido e antes de avançarmos


para o tópico seguinte, deixamos-lhe,
além das já apresentadas, algumas
notas práticas que deve considerar
quando está a preparar e redigir o seu
RAP.

Clique para ver Conselhos Práticos.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Critérios de Análise da Qualidade

Clique na pergunta para saber mais.

Falarmos de erros comuns e de conselhos para os


evitar tem como objetivo a definição de um
referencial de qualidade que nos permita, no final
do processo, controlar a objetividade, relevância,
utilidade e defensabilidade dos relatórios que
produzimos.

Quais são os critérios de qualidade dos RAP?


Relatórios de Avaliação Psicológica

Relatórios de Avaliação Psicológica: Critérios de Análise da Qualidade

Clique na pergunta para saber mais.

Falarmos de erros comuns e de conselhos para os


evitar tem como objetivo a definição de um
referencial de qualidade que nos permita, no final
do processo, controlar a objetividade, relevância,
utilidade e defensabilidade dos relatórios que
produzimos.

Quais são os critérios de qualidade dos RAP?

Existem algumas questões que nos poderão


facilitar a avaliação da qualidade do nosso
Relatório de Avaliação Psicológica.

Estas questões permitem-nos verificar se o


nosso documento cumpre os requisitos
essenciais para um produto consistente do ponto
de vista científico e ético.

Vejamos de seguida quais as questões que


devemos colocar para avaliar a qualidade dos
relatórios que produzimos.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 1. Privacidade/Confidencialidade:

2 ► Há ocorrência de violações da privacidade


desnecessárias?
3
► Exemplo: Há prévio consentimento escrito,
4
por parte dos pais ou encarregados de
5 educação no caso de menores, para a
Avaliação Psicológica e para o envio do
6
Relatório a outras instituições ou partes
7 interessadas?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 2. Pedido de Avaliação inicial/Motivo da


Consulta:
2
► O pedido de avaliação é explicitamente
3 identificado?

4 ► O pedido de avaliação foi objeto de


5 resposta?

7
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 3. Extensão do Relatório:

2 ► O Relatório é de tal modo longo que


obscurece os principais resultados do
3 processo de avaliação?

4 ► O Relatório é de tal modo breve que não


5 identifica os principais resultados do
processo de avaliação?
6

7
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 4. Linguagem/Redação:

2 ► O Relatório está escrito numa linguagem


compreensível?
3
► Os acrónimos (p. ex., dos testes) encontram-se
4
definidos?
5
► Há uma ênfase excessiva nos números em
6
detrimento das palavras?
7
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 5. Instrumentos e Resultados:

2 ► Os instrumentos usados foram adequadamente


selecionados? São representativos das
3 variáveis que se pretende mensurar?
4
► Os instrumentos usados foram adequadamente
5 descritos?

6
► As notas das entrevistas, as cotações e
7 pontuações (resultados) nos testes foram
objeto de verificação?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 6. Formulação, Conclusões:

2 ► São apresentados exemplos de comportamentos


observados que ilustram o significado das
3 inferências apresentadas na formulação?
4
► As conclusões correspondem aos dados obtidos
5 e são defensáveis?
6
► Há uma articulação entre os dados e as
7 conclusões?

► As recomendações são explícitas e específicas?

► Exemplo: Procedeu-se a uma entrevista de


restituição da informação, aos pais, à criança ou
ao adolescente?
Relatórios de Avaliação Psicológica

Por forma a analisar se o nosso relatório cumpre todos os critérios de qualidade exigidos, devemos verificar se as
seguintes questões foram consideradas.

Clique nos botões para saber mais. 1 7. Antes de concluir a versão final do RAP:

2
► Exemplo: Procedeu-se a uma sessão/entrevista de
3 restituição da informação (a quem solicitou pedido
de consulta e avaliação: pessoa avaliada, pais,
4 criança ou ao adolescente?)
5

7
Relatórios de Avaliação Psicológica

Proponho que antes de avançarmos para o último tópico efetue o seguinte exercício.

Leia com atenção as afirmações e verifique a veracidade das mesmas.

A redação do RAP deve…

Selecione a opção correta e, de seguida, clique em Validar. Verdadeiro Falso

… incluir sistematicamente cabeçalhos, números, letras, itálicos, sublinhados, palavras a negro.

… identificar bem a natureza do pedido de avaliação e assegurar que as conclusões


respondem ao pedido de avaliação inicial.

… formular inferências interpretativas na apresentação dos resultados.

… utilizar afirmações específicas e concretas.

… identificar os limites da fiabilidade das informações e o grau de incerteza das


conclusões.

Muito bem! A sua resposta está correta.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

A qualidade do RAP não pode ser examinada exclusivamente através destas questões de natureza técnica.

Existem outras dimensões, indissociáveis, que deverão ser igualmente consideradas, que podem ter um forte impacto na
qualidade dos resultados obtidos e da informação que chega ao destinatário.

Trata-se das questões éticas e deontológicas subjacentes ao processo de avaliação psicológica e de elaboração de
Relatórios.

É essencial não esquecer que o RAP implica processos de tomada de decisão, supõe pedidos e pesquisa de informação
acerca de uma pessoa com base num processo de colaboração de um ou mais interlocutores, análise de registos e dos
dados obtidos, formulação de inferências e conclusões relativas a essa pessoa com base nesses dados e informações
que são comunicadas ao destinatário do RAP.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

É imprescindível que abordemos as questões éticas e


deontológicas na redação do Relatório de Avaliação
Psicológica.

O psicólogo deve reconhecer a potencial influência e


consequências que o RAP pode assumir sobre a
vida do cliente (nomeadamente o impacto da
informação técnica no bem estar emocional ou
cognitivo, definição diagnóstica, acesso a
emprego/cargo profissional, admissão a programa de
compensação educativa ou psicoterapêutico, privação
da liberdade, proteção e segurança, alteração de
expectativas e comportamentos de outras pessoas).

Neste contexto, o psicólogo deverá:

► Refletir sobre princípios gerais e específicos


decorrentes do Código Deontológico da Ordem
dos Psicólogos Portugueses e de outros
documentos ou linhas orientadoras congéneres na
sua aplicação aos RAP;

► Saber identificar situações ou problemas de resposta


mais difícil, complexa.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

O Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses (publicado na 2.ª Série do Diário da República, 20 de
abril de 2011; Regulamento n.º 258/2011; https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/cod_deontologico) serve como linha
orientadora geral do que é uma prática psicológica responsável.

O Código Deontológico identifica:

► Princípios gerais (Respeito pela dignidade


e direitos da pessoa, Competência,
Responsabilidade, Integridade, Beneficência
e não–maleficência); e

► Princípios específicos (Consentimento


informado, Privacidade e confidencialidade,
Relações profissionais, Avaliação
psicológica, Prática e intervenção
psicológicas, Ensino, formação e supervisão
psicológicas, Investigação).

Todos estes princípios (gerais e específicos) são


relevantes na tarefa de elaboração de relatórios.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

Considerando a importância em salvaguardar os Princípios Gerais na redação do Relatório de Avaliação Psicológica


importa agora aprofundar este tema.

Clique nos botões para saber mais.

Ao redigir o Relatório de Avaliação Psicológica deve assegurar a salvaguarda dos seguintes


Princípios Gerais:
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

Considerando a importância em salvaguardar os Princípios Gerais na redação do Relatório de Avaliação Psicológica


importa agora aprofundar este tema.

Clique nos botões para saber mais.

Ao redigir o Relatório de Avaliação Psicológica deve assegurar a salvaguarda dos seguintes


Princípios Gerais:

Autenticidade na Relação com o Outro e Preocupação com o seu Bem-Estar;

Consentimento informado para a avaliação e Respeito pela Dignidade e pelos Direitos da Pessoa;

Proteção dos Interesses das Pessoas examinadas, incluindo as Minorias (raciais, étnicas,
linguísticas e sociais) e as Pessoas portadoras de deficiências;

Competência;

Responsabilidade Científica, Profissional e Social;

Integridade Profissional;

Garantia do Segredo Profissional, do Anonimato e da Confidencialidade dos Resultados.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2 Os relatórios psicológicos devem ser documentos
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, escritos objetivos, rigorosos e inteligíveis para o
3
também, os seguintes Princípios Específicos, que destinatário, procurando introduzir apenas
importa mencionar no âmbito deste curso: informação relevante que permita dar resposta às
4
questões e pedidos de avaliação considerados
5 pertinentes.

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
Os psicólogos devem ponderar as consequências
2 das informações disponibilizadas nos relatórios
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, psicológicos, considerar criticamente o carácter
3
também, os seguintes Princípios Específicos, que relativo das avaliações e interpretações, e
importa mencionar no âmbito deste curso: especificar o alcance, limites e grau de certeza dos
4
conteúdos comunicados.
5
Os relatórios incluem como elemento de
6 identificação o nome do psicólogo e o número da
cédula profissional. (4.10 – Relatórios
7 psicológicos).

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2 Os psicólogos fundamentam a avaliação, as
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, decisões relativas à intervenção ou as
3 recomendações em dados ou resultados de testes
também, os seguintes Princípios Específicos, que
importa mencionar no âmbito deste curso: reconhecidamente úteis e apropriados para os
4 objetivos gerais e específicos da avaliação. (4.9 –
Fundamentação dos pareceres).
5

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2
Avaliação psicológica como ato exclusivo da
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, Psicologia e um elemento distintivo da autonomia
3
também, os seguintes Princípios Específicos, que técnica dos psicólogos relativamente a outros
importa mencionar no âmbito deste curso: profissionais.
4

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2 Avaliação psicológica como processo justo,
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, compreensivo e diversificado, envolvendo
3
também, os seguintes Princípios Específicos, que potencialmente vários interlocutores.
importa mencionar no âmbito deste curso:
4

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, Recurso a protocolos válidos que devem
3 responder a necessidades objetivas de
também, os seguintes Princípios Específicos, que
importa mencionar no âmbito deste curso: informação.
4

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2
Os protocolos incluem entrevistas, testes e outros
O Código Deontológico da OPP (2011) refere,
3 instrumentos de avaliação psicológica utilizados
também, os seguintes Princípios Específicos, que
para justificar formulações e conclusões incluídas
importa mencionar no âmbito deste curso:
4 em relatórios e outros tipos de comunicação.

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, Os psicólogos devem ponderar as consequências
3 das informações disponibilizadas nos relatórios
também, os seguintes Princípios Específicos, que
importa mencionar no âmbito deste curso: psicológicos, considerar criticamente o carácter
4 relativo das avaliações e interpretações, e
5 especificar o alcance, limites e grau de certeza dos
conteúdos comunicados.
6

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

1
Clique nos botões para saber mais.
2
O Código Deontológico da OPP (2011) refere, Se o cliente pretender uma segunda opinião por
3
também, os seguintes Princípios Específicos, que parte de outro psicólogo, dados mais completos de
importa mencionar no âmbito deste curso: avaliação poderão ser diretamente enviados a este
4
último, para evitar interpretações incorretas por
5 parte do cliente.

9
Relatórios de Avaliação Psicológica

Antes de terminarmos o nosso curso, convido-o a analisar mais alguns exemplos de problemas específicos (situações
ou problemas de resposta mais difícil e complexa), que assumem contornos de natureza ética e deontológica e com os
quais um psicólogo poderá ser confrontado ao redigir um Relatório de Avaliação Psicológica.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

Clique nos botões para saber mais.

Apresentação dos resultados quantitativos dos


testes nos Relatórios (ex.: QIs)

A decisão relativa à informação a disponibilizar deve ser


ponderada. A divulgação das pontuações (resultados)
pode constituir uma exigência do tribunal ou não
autorizada por parte de empresa que solicitou a
avaliação dos trabalhadores (Michaels, 2006).

Argumentos contra Argumentos a favor

► Risco de divulgação (e de interpretação errada) por parte de pessoas não qualificadas;

► Eventual violação dos princípios do uso apropriado das avaliações (apenas os psicólogos são competentes para interpretar
os resultados), proteção do cliente ou outros de dano substancial, má utilização ou distorção dos dados ou do teste,
minimização de intrusões na privacidade (Ethical Principles of Psychologists and Code of Conduct (American Psychological
Association [APA], 2002).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

Clique nos botões para saber mais.

Apresentação dos resultados quantitativos dos


testes nos Relatórios (ex.: QIs)

A decisão relativa à informação a disponibilizar deve ser


ponderada. A divulgação das pontuações (resultados)
pode constituir uma exigência do tribunal ou não
autorizada por parte de empresa que solicitou a
avaliação dos trabalhadores (Michaels, 2006).

Argumentos contra Argumentos a favor

► Resultados dos testes devem ser colocados nos Relatórios Neuropsicológicos, eventualmente em uma ou duas páginas de
Anexos, uma vez que constituem uma forma de fundamentar as conclusões (Freides, 1993, 1995; Matarazzo, 1995);

► A divulgação dos resultados nos testes não constitui uma violação da privacidade maior do que qualquer outra interpretação
incluída no Relatório, incluindo história clínica ( Matarazzo, 1995);

► Nas situações de avaliação em que é solicitada uma segunda avaliação ou nos casos de follow-up, os resultados podem
constituir uma linha-base dos desempenhos que permitem monitorizar e reexaminar mais objetivamente a evolução dos
desempenhos (estabilidade, agravamento ou melhoria dos desempenhos) e nível de funcionamento do sujeito (Freides, 1993;
Naugle, & McSweeny, 1995).
Questões Éticas e Deontológicas

Relativamente à questão ética


levantada, é importante reforçar que
existem restrições à divulgação dos
procedimentos e materiais dos testes
e de outros instrumentos de
avaliação.

Convém neste caso distinguir entre


divulgação dos dados dos testes
(resultados do sujeito) e difusão dos
materiais dos testes.

Os conteúdos dos testes (itens,


folhas de protocolo, sistemas e
critérios de cotação e interpretação,
manuais) não podem ser
divulgados, considerando a
obrigação de preservar a integridade
e segurança de todos os materiais
dos testes, que estão protegidos por
obrigações resultantes de copyright
(direitos de autor das editoras de
testes) e outras normas legais
(Michaels, 2006).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

A este respeito, o Código


Deontológico da OPP (4.5.
Materiais de avaliação, sua
proteção e segurança) refere
explicitamente o seguinte:

► Os materiais e protocolos de
avaliação, incluindo manuais,
itens, e sistemas de cotação e
interpretação, não são
disponibilizados aos clientes ou
a outros profissionais não
qualificados.

► Os/as psicólogos/as
asseguram a proteção e
segurança dos materiais de
avaliação, prevenindo a sua
divulgação para o domínio
público.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

Outro exemplo de problema especifico de resposta mais difícil e complexa


é relativo ao uso de versões de testes computorizados.

Há um número crescente de testes e outros instrumentos de avaliação


cuja administração, cotação das respostas e interpretação dos resultados
e conclusões são feitas a partir de suportes informáticos.

Estes resultados e conclusões, mesmo agregados, não podem ser


confundidos nem com a realização de uma avaliação psicológica nem
com um Relatório de Avaliação Psicológica uma vez que:

► Não incluem outras características singulares da pessoa avaliada


(Butcher, Perry, & Hahn, 2004);

► Não incluem combinações de informação provenientes de diferentes


fontes de informação (outros interlocutores, outros instrumentos), (APA,
2002; Michaels, 2006), tornando a avaliação;

► O algoritmo que gera as afirmações é desconhecido do examinador


que também não tem qualquer controlo acerca da exatidão e verdade
da informação assim produzida (Ethical Principles of Psychologists and
Code of Conduct (EPPCC; American Psychological Association [APA],
2002)).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Questões Éticas e Deontológicas

Estes programas de interpretação informática, mesmo quando produzidos por peritos, não são frequentemente objeto de
verificação independente e 50% das afirmações que constam dos outputs não se aplicam a uma pessoa ou cliente
específico (Butcher, Perry, & Atlis, 2000).

É da responsabilidade do psicólogo analisar variáveis que podem comprometer a validade dos resultados nos testes
computorizados, considerando a adaptação do sujeito à tarefa, a representatividade e adequação das normas e de
outros dados de natureza psicométrica (fiabilidade e validade dos resultados) e conceptualizando o uso deste tipo de
testes num contexto de avaliação e testing mais alargados.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais.

A familiarização com os princípios éticos e


deontológicos é essencial. Contudo, importa reconhecer
que estes princípios podem estar formulados num nível
abstrato, proporcionando sobretudo linhas orientadoras
gerais para o comportamento presente do profissional
(Bersoff, 1975).

Por isso, é importante refletir como é que estes


princípios podem ser aplicados concretamente aos
Relatórios de Avaliação Psicológica:

Respeito pela pessoa e pela privacidade da pessoa Não colocar no RAP informação desnecessária,
gratuita ou não fundamentada.
Confidencialidade das informações

Proteção dos registos

Consentimento informado

Competência específica

Objetividade, independência, coragem e humildade


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais.

A familiarização com os princípios éticos e


deontológicos é essencial. Contudo, importa reconhecer
que estes princípios podem estar formulados num nível
abstrato, proporcionando sobretudo linhas orientadoras
gerais para o comportamento presente do profissional
(Bersoff, 1975).

Por isso, é importante refletir como é que estes


princípios podem ser aplicados concretamente aos
Relatórios de Avaliação Psicológica:

Respeito pela pessoa e pela privacidade da pessoa Podem existir limites em contextos específicos
como o forense e organizacional.
Confidencialidade das informações

Proteção dos registos

Consentimento informado

Competência específica

Objetividade, independência, coragem e humildade


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais.

A familiarização com os princípios éticos e


deontológicos é essencial. Contudo, importa reconhecer
que estes princípios podem estar formulados num nível
abstrato, proporcionando sobretudo linhas orientadoras
gerais para o comportamento presente do profissional
(Bersoff, 1975).

Por isso, é importante refletir como é que estes


princípios podem ser aplicados concretamente aos
Relatórios de Avaliação Psicológica:

Respeito pela pessoa e pela privacidade da pessoa Manter registos, em segurança, incluindo
protocolos de testes, relatórios, notas das
Confidencialidade das informações sessões, etc.

Proteção dos registos

Consentimento informado

Competência específica

Objetividade, independência, coragem e humildade


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais.

A familiarização com os princípios éticos e


deontológicos é essencial. Contudo, importa reconhecer
que estes princípios podem estar formulados num nível
abstrato, proporcionando sobretudo linhas orientadoras
gerais para o comportamento presente do profissional
(Bersoff, 1975).

Por isso, é importante refletir como é que estes


princípios podem ser aplicados concretamente aos
Relatórios de Avaliação Psicológica:

Respeito pela pessoa e pela privacidade da pessoa Escrito e assinado, para realizar a avaliação e
comunicação dos principais resultados através
Confidencialidade das informações do RAP.

Proteção dos registos

Consentimento informado

Competência específica

Objetividade, independência, coragem e humildade


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais.

A familiarização com os princípios éticos e


deontológicos é essencial. Contudo, importa reconhecer
que estes princípios podem estar formulados num nível
abstrato, proporcionando sobretudo linhas orientadoras
gerais para o comportamento presente do profissional
(Bersoff, 1975).

Por isso, é importante refletir como é que estes


princípios podem ser aplicados concretamente aos
Relatórios de Avaliação Psicológica:

Respeito pela pessoa e pela privacidade da pessoa Realizar avaliações e elaborar relatórios em
contextos, áreas relativamente aos quais se tem
Confidencialidade das informações conhecimentos científicos atualizados e formação
especializada.
Proteção dos registos

Consentimento informado

Competência específica

Objetividade, independência, coragem e humildade


Relatórios de Avaliação Psicológica

Princípios de um RAP

Clique nos botões para saber mais.

A familiarização com os princípios éticos e


deontológicos é essencial. Contudo, importa reconhecer
que estes princípios podem estar formulados num nível
abstrato, proporcionando sobretudo linhas orientadoras
gerais para o comportamento presente do profissional
(Bersoff, 1975).

Por isso, é importante refletir como é que estes


princípios podem ser aplicados concretamente aos
Relatórios de Avaliação Psicológica:

Respeito pela pessoa e pela privacidade da pessoa Identificar dificuldades e obstáculos, considerar
sempre que necessário o pedido de colaboração
Confidencialidade das informações de vários interlocutores.

Proteção dos registos

Consentimento informado

Competência específica

Objetividade, independência, coragem e humildade


Relatórios de Avaliação Psicológica

Antes de avançarmos verifique a veracidade da seguinte afirmação:

Os psicólogos devem assegurar a proteção e segurança dos materiais de avaliação, prevenindo a sua
divulgação para o domínio público.

Selecione a opção correta e, de seguida, clique em Validar.

A afirmação é verdadeira.

A afirmação é falsa

Muito bem! A sua resposta está correta.


Relatórios de Avaliação Psicológica

Antes de terminarmos o
presente módulo, gostaria
que acompanhasse o caso
de dois psicólogos forenses,
o Luís e o João.

Estes profissionais
encontram-se a rever um
Relatório de Avaliação
Psicológica relativo a uma
situação de custódia
parental, solicitado pelo
Tribunal Judicial.

Sugiro que acompanhe a


conversa, uma vez que a
mesma ilustra alguns dos
pontos trabalhados neste
módulo.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Luís, estive a rever


novamente o
Relatório que ficámos
de entregar amanhã
relativo à custódia
parental do Pedro.
Verifiquei a utilização
de algumas
expressões menos João
corretas. Por
exemplo, quando Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

indicamos:

“O Pedro é uma
criança extremamente
inteligente”, neste
caso devemos antes
indicar qual o teste
implementado e
valores obtidos na
Escala de Inteligência
de Wechsler para
Crianças (WISC-III).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Sim, João
compreendo
Boa dia Pedro.
perfeitamente o que
Como estás?
quer dizer!
Precisava de
Vou rever as minhas
algumas
afirmações.
orientações tuas,
caso tenhas algum
É importante não
tempo disponível. Luís
fazermos inferências
genéricas. Devemos Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

antes fazer
afirmações
justificadas em
dados concretos,
neste caso obtidos
através da Escala
de Inteligência de
Wechsler para
Crianças (WISC-III).
Relatórios de Avaliação Psicológica

Outra nota
importante. Verifica-se
a determinada altura
inferências que não
estão de acordo com
os resultados
apresentados. É
importante que estas
inferências sejam João
bem justificadas tendo
como base os Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

resultados obtidos.

Este é um erro muito


comum, eu próprio já
o cometi… mas temos
de ter todo o cuidado
em justificar as
nossas afirmações.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Tem toda a razão,


vou rever estes
Boa dia Pedro.
tópicos.
Como estás?

Tenho ainda de
Precisava de
efetuar umas
algumas
alterações nos
orientações tuas,
dados que
caso tenhas algum
apresentei. Julgo
tempo disponível. Luís
que parte da
informação não é Clique nos botões para acompanhar o diálogo.

relevante para a
investigação pelo
que devo retirá-la e
salvaguardar a
privacidade do
cliente.

Obrigado pela
ajuda.
Após efetuar estas
alterações envio-lhe
a versão final do
documento.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão

Terminado o Módulo 4, deixo-lhe algumas considerações


finais:

► O rigor e utilidade do RAP tem subjacente o recurso a técnicas


de escrita e de estruturação da informação.

► São vários os erros ou problemas comuns identificados na


redação de um Relatório de Avaliação Psicológica. Saber
reconhecê-los é condição necessária para que possa antecipar e
superar os problemas identificados.

► Por forma a garantir que estamos a construir um produto válido,


credível, útil e defensável, devemos assegurar que os critérios
de qualidade estão reunidos no nosso documento escrito.

► Na redação do nosso relatório temos sempre de ponderar


exaustivamente a escolha do protocolo de avaliação e dos
interlocutores a considerar no processo de avaliação, o conteúdo
das inferências formuladas e das conclusões, uma vez que as
nossas decisões podem ter consequências importantes na vida
do cliente.
Relatórios de Avaliação Psicológica

Conclusão do Módulo

Chegámos ao final do Módulo.

Chegamos assim ao final deste Curso.

Esperamos que, quer os conteúdos,


quer a documentação adicional
disponibilizada, sejam úteis e
relevantes para a prática de redação
de relatórios.

Segue-se uma avaliação final onde


terá a oportunidade de testar os
conhecimentos que adquiriu ao longo
da formação. Caso sinta necessário,
reveja os módulos apresentados até
aqui.

Bom trabalho!