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Responsabilidade tributária no

planejamento tributário e compliance

RODRIGO ANTONIO DA ROCHA FROTA

n Mestre e Doutor em Direito Tributário pela PUC-SP


n Especialista em Direito Tributário pelo IBET/IBDT/USP

n Pós-graduado em Administração de Empresas pela FGVSP


(CEAG)
n Advogado graduado pela Faculdade de Direito da USP

n Professor Universitário

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Responsabilidade tributária no
planejamento tributário e
compliance
n  Introdução
n  Planejamento tributário
n  Sujeição passiva
n  Responsabilidade tributária
n  Compliance

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Introdução
n  Contexto econômico e político
n  Norma
n  Ordenamento e Sistema
n  Repercussões práticas
n  Momento mundial
n  Trocas de informações entre os países
n  Transparência de operações
n  Compliance
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Norma

n  Norma jurídica é proposição prescritiva,


institucionalizada em alto grau, viabilizando
sua coercitibilidade – unidade mínima de
significação do deôntico – conteúdo objetivado
de vontade

A→B

n  A norma é jurídica se pertence ao sistema


jurídico.

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Regra Matriz
n  Função – ferramenta de diminuição de
complexidade para entender o fenômeno tributário

n  5 Critérios:
u  Antecedente
1.  material
2.  espacial
3.  temporal
u  Conseqüente
4.  pessoal
5.  quantitativo

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Ordenamento e Sistema
Jurídico
n  Conceitos

n  Funcionamento

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Repercussões práticas
n  Análise de legalidade dos atos jurídicos
n  Limitação das consequências
n  Abrangência da transparência exigível

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Planejamento Triburário
n  Conceito
n  Limites
n  Amplitude
n  Formas

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Planejamento tributário

n  Planejamento tributário é a racionalização


das condutas, com vista nas lacunas na
própria legislação tributária, objetivando a
produção de fatos que ensejem a menor
incidência tributária legalmente possível.

n  Pode também ser definido como a


utilização da elisão tributária visando
diminuir a carga tributária.
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Elisão x Evasão
- A elisão é a conduta - A evasão é conduta
legalmente permitida ilícita de utilizar de
subterfúgios para
- A elisão visa não fraudar a Receita.
produzir o fato
previsto na - Na evasão o fato
legislação tributária previsto na norma é
ou produzir fato que produzido, porém é
enseje menor dolosamente
incidência. dissimulado.

- A evasão é conduta
prevista como tipo
penal na Lei nº
8137/90, artigos 1º e
2º.
A chamada norma anti-elisiva:
LC nº 104/01

- Artigo 116, § único, Lei nº 5.172/66 – CTN

- “A autoridade administrativa poderá


desconsiderar atos ou negócios jurídicos
praticados com a finalidade de dissimular a
ocorrência do fato gerador do tributo ou a
natureza dos elementos constitutivos da
obrigação tributária, observados os
procedimentos a serem estabelecidos em lei
ordinária.”
Conceitos da Análise
Econômica

n  Propósito Negocial

n  Conteúdo Econômico

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Formas
n  Antecipação
n  Postergação
n  Transferência de local
n  Transferência de jurisdição
n  Prática de outro ato jurídico

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Riscos envolvidos
n  Desconsideração do ato ou negócio jurídico
n  Multas
n  Responsabilização dos envolvidos

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ITCMD – causa mortis
n  RMIT:
u  Antecedente
1.  Material – transmissão por morte
2.  Espacial – no local da última residência/local do
imóvel
3.  Temporal – momento (morte)
u  Consequente
4.  Pessoal – Suj. At. – Estado da incidência
Sujeito Passivo - herdeiro
5.  Quantitativo – BC – valor do quinhão
Alíquota – até 8%

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ITCMD – doações
n  RMIT:
u  Antecedente
1.  Material – transmissão gratuita
2.  Espacial – residência do doador ou donatário/ local do
imóvel
3.  Temporal – momento (transmissão)
u  Consequente
4.  Pessoal – Suj. At. – Estado da incidência
Sujeito Passivo – doador ou donatário
5.  Quantitativo – BC – valor do quinhão
Alíquota – até 8%

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Sujeição Passiva
n  Contribuinte

n  Responsável

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Relação jurídica tributária

$
Sa Sp

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Contribuinte x
Responsável
n  Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a
pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade
pecuniária.
n  Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação
principal diz-se:
n  I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta
com a situação que constitua o respectivo fato gerador;
n  II - responsável, quando, sem revestir a condição de
contribuinte, sua obrigação decorra de disposição
expressa de lei.
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Responsabilidade tributária

Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste


Capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso
a responsabilidade pelo crédito tributário a
terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação, excluindo a
responsabilidade do contribuinte ou
atribuindo-a a este em caráter supletivo do
cumprimento total ou parcial da referida
obrigação.
RESPONSABILIDADE DOS
SUCESSORES

Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar


de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em
outra é responsável pelos tributos devidos até a data do
ato pelas pessoas jurídicas de direito privado
fusionadas, transformadas ou incorporadas.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos
casos de extinção de pessoas jurídicas de direito
privado, quando a exploração da respectiva atividade
seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou
seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob
firma individual.
Responsabilidade de terceiros
n  Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do
cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte,
respondem solidariamente com este nos atos em que
intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis:
n  I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;
n  II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus
tutelados ou curatelados;
n  III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos
devidos por estes;
n  IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;

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Responsabilidade de terceiros
n  V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela
massa falida ou pelo concordatário;
n  VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de
ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por
eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;
n  VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de
pessoas.
n  Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em
matéria de penalidades, às de caráter moratório.

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Responsabilidade de terceiros
n  Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos
créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de
poderes ou infração de lei, contrato social ou
estatutos:
n  I - as pessoas referidas no artigo anterior;
n  II - os mandatários, prepostos e empregados;
n  III - os diretores, gerentes ou representantes de
pessoas jurídicas de direito privado.

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Responsabilidade por infrações

n  Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a


responsabilidade por infrações da legislação
tributária independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza e
extensão dos efeitos do ato.

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Responsabilidade por infrações
n  Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao
agente:
n  I - quanto às infrações conceituadas por lei
como crimes ou contravenções, salvo quando
praticadas no exercício regular de
administração, mandato, função, cargo ou
emprego, ou no cumprimento de ordem
expressa emitida por quem de direito;
n  II - quanto às infrações em cuja definição o dolo
específico do agente seja elementar;
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Responsabilidade por infrações
n  III - quanto às infrações que decorram direta e
exclusivamente de dolo específico:
n  a) das pessoas referidas no artigo 134, contra
aquelas por quem respondem;
n  b) dos mandatários, prepostos ou empregados,
contra seus mandantes, preponentes ou
empregadores;
n  c) dos diretores, gerentes ou representantes de
pessoas jurídicas de direito privado, contra
estas.
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Responsabilidade por infrações
n  Art. 138. A responsabilidade é excluída pela
denúncia espontânea da infração, acompanhada,
se for o caso, do pagamento do tributo devido e
dos juros de mora, ou do depósito da importância
arbitrada pela autoridade administrativa, quando
o montante do tributo dependa de apuração.
n  Parágrafo único. Não se considera espontânea a
denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de
fiscalização, relacionados
11/08/17 com
Rodrigo Antonio da a infração.
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Compliance
n  Conceito: conformidade – normas
nacionais e internacionais;
transparência

n  Necessidade: conhecimento da


legislação e dos processos internos

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Compliance
n  Processos internos e mercado

n  Legislação

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Compliance
n  Necessidade de informar ao fisco a
realização de planejamento
tributário?
n  Diversos fiscos veem discutindo e
aplicando tal exigência.
n  Brasil – MP 685/2015 – não
convertida (rejeitada)
n  RERCT

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Fim

n  OBRIGADO!!!

n  rfrota@hotmail.com

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