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Em busca da Tradição Primordial

 Um hexagrama é uma forma geométrica que é uma


estrela de 6 pontas, composta por dois triângulos
equiláteros. A interseção é um hexágono regular.

 Apesar de geralmente ser reconhecido como símbolo


do judaísmo (a Estrela de Davi), o hexagrama é usado
em outros contextos históricos, culturais ou religiosos.

 A Tradição Primordial como a fonte de onde todas as


religiões do presente e também do passado surgiram.
Plano Espiritual Plano Material
LUZ VIDA

AMOR
 Uma interpretação de Alan Wallace sobre a
“Grande Perfeição” no livro “Mente em
Equilíbrio”.
Há três facetas indivisíveis na Grande Perfeição:
 consciência primordial (jnana),

 o espaço absoluto dos fenômenos e

 a energia da consciência primordial (jnana-


vayu).
Alan Wallace, Mente em Equilíbrio, p. 211
A Consciência O Espaço Absoluto
Primordial dos Fenômenos
JNANA

A Energia da
Consciência
Primordial
JNANA-VAYU

Alan Wallace, Mente em Equilíbrio, p.


211
Esta 3ª faceta é a força vital que permeia o
universo inteiro, manifestando-se mais
explicitamente em todas as coisas vivas, incluindo
plantas, enquanto a percepção de todos os seres
sencientes se deriva da consciência primordial.
Todas as outras formas de matéria e energia
(termal, eletromagnética e assim por diante) são
derivadas desta energia primordial, assim como
todos os tipos de consciência animal e humana são
derivados da consciência primordial. Todas as
manifestações relativas de espaço-tempo no
universo são expressões do espaço absoluto dos
fenômenos.
Alan Wallace, Mente em Equilíbrio, p. 212
Débeis precursores dessas 3 facetas da “Grande Perfeição”
são encontradas nas experiências mais primitivas do
substrato, da consciência substrato e da força vital (jiva).
O substrato é como uma manifestação relativa do espaço
absoluto dos fenômenos; a consciência substrato tem
semelhanças com a consciência primordial. Esses três
fenômenos correlacionados se manifestam distintamente, e
o substrato aparece como o objeto da consciência substrato,
e a força vital permeia o substrato. Mas na experiência da
Grande Perfeição, o espaço absoluto dos fenômenos, a
consciência primordial e sua energia são indistinguíveis,
transcendendo todas as categorias conceituais.
Alan Wallace, Mente em Equilíbrio, p. 213
Consciência
Substrato

Força Vital
Substrato Energia
JIVA

Alan Wallace, Mente em Equilíbrio, p.


213
“Grande Perfeição”

Mente Substrato – Alaya-vijnana


De acordo com os ensinamentos Dzogchen, a natureza de Buda tem três
qualidades:
- "essência", a abertura ou o vazio,
- "natureza", luminosidade, lucidez e clareza (como na mente luminosa das
cinco luzes puras),
- "poder", a energia de compaixão universal, sem obstruções.
O Sámkhya é o sistema filosófico indiano que foi desenvolvido
concomitantemente com o yoga. A palavra significa "Enumeração"
ou "Conta". Muito antigo, desenvolveu uma psicologia e ontologia
sofisticada, que é a base do sádhana ou prática do yoga.
Sámkhya e Yôga são consideradas por grande parte dos estudiosos
como disciplinas irmãs - onde o Sámkhya é uma investigação lógica
acerca da causalidade e da consciência, o Yoga se volta às práticas
e experiências da consciência e dos fenômenos. Assim, as duas
disciplinas compartilham em grande parte o mesmo sistema teórico.
O samkhya desenvolverá toda uma teoria sobre o corpo humano,
que se manterá ligada as tradições do yoga, assim como as
diferentes correntes terapêuticas do ayurveda.
A inclinação em agrupar os conceitos filosóficos em pares, trios,
quintetos ou septetos, pode sugerir vínculos com o pitagorismo,
ainda que a evidência de que dispomos não possa esclarecer esta
questão.
Richard Garbe dá por certo que as relações entre Índia e
Alexandria (Egito) se consolidaram nos primeiros séculos
da era comum, com o império Kushana e o apogeu da
arte greco-búdica de Gandhara. Para o estudioso alemão
isto explicaria a influência da filosofia samkhya nos
sistema gnósticos e neoplatônicos.
 Uma forma humana primordial (purusha) era o
único que existia na origem. Olhou ao seu
redor e não viu nada. Não encontrando prazer
algum, pois nada podia compartir, surgiu nele
o desejo de companhia. Dividiu seu corpo em
dois, dando lugar ao homem (pati) e a mulher
(patni), e de sua amorosa união surgiram o
resto das criaturas. A ideia de criação a partir
de um ato sexual cósmico desempenharia um
importante papel no pensamento posterior.
 O sistema samkhya postula um universo pulsante,
onde se alternam sucessivas criações e reabsorções. O
funcionamento do mesmo se baseia na distinção
fundamental entre uma consciência original sem
conteúdo, denominada purusha, e uma matéria
primordial, chamada prakriti, que contem em potencia
toda a diversidade do mundo natural. Embora o
purusha seja uma testemunha indiferente e imutável
das evoluções e involuções cósmicas, a prakriti
constitui o material de onde se produzem todas essas
transformações.
 O purusha, a consciência sem conteúdo, é o único
principio que não foi criado nem é em si mesmo
criativo. Comparte com a prakriti sua carência de
origem ou nascimento mas, diferente desta, não é um
principio criativo e não produz nada.
 O purusha é essencialmente inativo embora a matéria
primordial seja fundamentalmente generativa.
Purusha – o pai

Prakriti – a mãe
Purusha – o Prakriti – a
pai mãe
Consciência Matéria
Sem Primordial
Conteúdo

Buddhi – o filho
Principio intelectivo
 O sistema samkhya postula três constituintes
da matéria primordial (prakriti), três
temperamentos ou humores (triguna): um
contemplativo (pura serenidade, outro ativo
(pura inquietude) e um último passivo (pura
inércia), associados ao prazer, a dor e a
indiferença, respectivamente. Todas as coisas
criadas resultam de algum tipo de mescla
destas notas distintivas, desde o mineral ao
planeta, desde a mais insignificante folha de
grama até o mais altivo dos deuses. O
paralelismo com Hipócrates é evidente.
Manifesta e o ligeiro, o expansivo,
Contemplativo
SATTVA ilumina Prazer Felicidade o branco e o
(pura serenidade)
transparente.
É o estímulo ou
ativo o ativo, o vermelho e o
RAJAS princípio da Dor Inquietação
(pura inquietude) móvel.
atividade
passivo Representa a inércia o pesado, o negro e o
TAMAS Indiferença Ofuscação
(pura inércia) e obstrução sólido.

Estados emocionais:
SATTVA – discernimento
RAJAS - inquietude
TAMAS - confusão

Cosmologias da Índia, Juan Arnau, p. 62


Clareza – Equilíbrio – Discernimento - Contemplação - Luz

Desejo – Energia – Atividade – Inquietude - Movimento

Inércia – Obscuridade - Confusão


Satva manifesta e ilumina, Rajas é um estímulo ou princípio de
atividade, Tamas representa a inércia e a obstrução, ato ou circunstância
que impede ou dificulta uma ação. Logicamente, Satva se associa com a
sabedoria e a bondade, com os aspectos criativos e luminosos da
natureza. Seu complemento, Tamas, representa a inércia cega, a
indolência e o pesado. Entre ambos os extremos, resolvendo a tensão,
se encontra Rajas, o principio dinamizador que dá conta de toda
mudança e que se considera o "humor" tipicamente humano. Se a única
força evolutiva fosse Rajas, o mundo se encontraria submetido a uma
atividade frenética, Tamas contrabalança dita atividade mediante seu
peso e passividade. Mas tudo não seria mais que um processo cego e
fatal se não existisse o terceiro dos Guna, o que ilumina as evoluções da
matéria e encontra repouso em sua contemplação: Satva.

Todo ser e toda manifestação, seja material ou espiritual, é uma mescla


destes três Gunas. Somente quando o universo se dissolve (pralaya),
ficando em estado latente (avyakta) a espera do inicio de um novo ciclo,
os Gunas voltam a seu estado original de equilíbrio. Manifestação
equivale a desequilíbrio gúnico: transformação e diferenciação. Porque
se produz esse desequilíbrio? Devido a presença do Purusa.
O processo tripartite dos gunas se encontra estruturado pelo que poderia
denominar-se o círculo hermenêutico do samkhya. A atividade
espontânea (rajas) leva implícita uma ordenação hierárquica (satva) e
tem como consequência uma determinação (tamas), uma resolução que
faz possível a distinção e diferenciação dos objetos do mundo, de cujo
discernimento se encarregará, a sua vez, o guna satva. Pois a
clarividência (satva) não poderia dar-se se não existissem os elementos
discerníveis e suscetíveis de ordenação (tamas) e tampouco poderia
evoluir, crescer e desenvolver-se se estes elementos não se
encontrassem em contínua transformação (rajas). É dizer, cada um dos
gunas pressupõe os outros dois e não poderia atuar sem eles. De modo
que a completa supressão de um só deles significaria a dissolução do
mundo, assim como o perfeito equilíbrio dos três tem como
consequência o regresso do mundo a seu estado latente (avyakta).
 As relações entre o purusha e a prakriti (o mundo
como ato de amor, união de um princípio feminino
e outro masculino), sua imbricação ou
reciprocidade, se explicam mediante a alegoria do
coxo e do cego, cuja associação produz o criado. O
coxo não pode mover-se, mas pode ver o caminho,
o cego pode andar, mas não pode avançar sem a
guia do coxo. O coxo sobe nos ombros do cego e
ambos percorrem o caminho. O coxo é o purusha,
o cego a prakriti. Desta associação procede a
criação (o mundo manifesto) e sem ela não haveria
do que liberar-se. Parece haver aqui uma
dependência mútua, mas o samkhya insistirá em
manter imaculado o purusha, e descreverá essa
dependência como ilusória.
 Cosmologias da Índia, Juan Arnau, p. 89
No começo era Brahman; com ele estava
Vâk, a Palavra; e a Palavra é Brahman.
os Vedas

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava


com Deus, e o Verbo era Deus.
Evangelho segundo São João

O alfabeto sânscrito e os níveis da criação, emanação ou manifestação.


A tradição hindu nos descreve com uma extrema precisão o descenso
do Verbo, ou melhor da Palavra, pois ela representa a Potência
criadora como feminina, como a Grande Deusa, a Grande Mãe que põe
tudo no mundo, no mundo que Ela mesma formou. Porque o Tantrismo,
adorador da Deusa, aprofundou especialmente e desenvolveu a teoria
da linguagem, esta lhe trazendo, sob a forma do Mantra, um de seus
meios espirituais mais potentes.
A sílaba sagrada Om, ou Aum, é a mais perfeita transposição, em
linguagem humana, da vibração primordial, do som que fez o primeiro
movimento rompendo (em aparência) a Paz divina e anunciando a obra
da criação, emanação ou manifestação.
Pode-se supor uma língua original completamente composta, não
certamente de Mantras (ela seria então liturgia), mas de combinações e
de derivados desses Mantras, dito de outro modo, de sílabas
verdadeiras, filhas semelhantes e, se posso falar, legítimas, do Verbo
divino.
Depois do que a tradição bíblica chama a confusão das línguas, várias
línguas pretenderam ter conservado uma semelhança e uma fidelidade
suficiente com essa língua original: é o caso das línguas sagradas,
como o sânscrito, o tibetano, o hebreu ou o árabe.
A língua sânscrita foi formulada a partir do
som dos 50 sons-semente (letras). Todos os
sons-sementes das pétalas do lótus são uma
manifestação e uma agregação do som-
semente OM.
OM (ou “a”) é o som principal a partir do qual
surgiram todos os outros. As vogais, em
especial, contêm poderes formidáveis que se
manifestam se forem escritas e pronunciadas
corretamente. Os caracteres e seus sons
inerentes são verdadeiros veículos para
chegar a estados específicos de consciência.
As vogais e os seus sons têm a ver
predominantemente com o que é superior e
independente, enquanto as consoantes têm
a ver predominantemente com etapas
inferiores da Criação.
A vogal "a" é Cit ou o
próprio Shiva. É
Consciência pura, e a letra
mais alta de todo o
alfabeto sânscrito. De "a",
todo o universo se
manifesta. Nome filosófico
dessa letra: Anuttara. O
termo "Anuttara" significa
"mais alto do qual não há
nada".
As vogais seguintes
nascem todas de "a" ou
Anuttara.
As vinte e duas letras do alfabeto hebraico - "os blocos de construção
da Criação" - como são chamadas na antiga obra mística Sêfer
Yetsirá.
 A Teoria humoral (ou teoria dos quatro humores) constituiu o
principal corpo de explicação racional da saúde e da doença entre
o século 4 a.C. e o século 17.
 Também conhecida por teoria humoral hipocrática ou galénica,
segue as teorias dominantes na escola de Kos, segundo as quais a
vida seria mantida pelo equilíbrio entre quatro humores: sangue,
fleuma, bílis amarela e bílis negra, procedentes, respectivamente,
do coração, sistema respiratório, fígado e baço. Cada um destes
humores teria diferentes qualidades: o sangue seria quente e
úmido; a fleuma, fria e úmida; a bílis amarela, quente e seca; e a
bílis negra, fria e seca. Segundo o predomínio natural de um
destes humores na constituição dos indivíduos, teríamos os
diferentes tipos fisiológicos: o sanguíneo, o fleumático, o bilioso
ou colérico e o melancólico.
 As doenças se deveriam a um desequilíbrio entre os humores, cuja
causa principal seria as alterações devidas aos alimentos, os quais,
ao ser assimilados pelo organismo, dariam origem aos quatro
humores.
Os quatro humores e seus equivalentes modernos são apresentados a
seguir:

Nome
Humor Elemento Nome antigo Características antigas
moderno
Sangue Ar Sanguíneo Artesão Alegre, prestativo, amoroso
Bílis amarela Fogo Colérico Idealista Irritadiço, agressivo, corajoso
Bílis negra Terra Melancólico Guardião Desanimado, inquieto, complexo
Fleuma Água Fleumático Racional Moderado, frio, diplomático

No sentido horário, a partir da figura superior direita:


colérico, melancólico, sanguíneo, fleumático).
O corpo é examinado em termos de um equilíbrio ou
de cinco elementos ou de três humores. Os cinco
elementos são terra, água, fogo, vento, e espaço. Estas
não são coisas abstratas, estranhas, não-relacionadas ao
corpo. Terra refere ao aspecto sólido do corpo, a água
ao líquido, o fogo ao calor (incluindo o calor e acidez
digestiva), e o vento refere-se não só aos gases dentro
do corpo mas também à energia no corpo, que inclui a
energia elétrica do sistema nervoso. O espaço refere-se
aos aspectos espaciais dentro do corpo – a posição dos
vários órgãos, como também aos vários órgãos ocos
como o estômago e assim por diante. As doenças são
vistas como sendo desequilíbrios destes, quando há
algo de errado com o sistema destes cinco elementos.
 in Alexander Berzin, http://www.berinarchives.com/
 Os três sistemas principais são chamados vento,
bílis e fleuma.
 Vento diz respeito principalmente ao vento no
corpo. Há ventos que lidam com a parte superior
do corpo: a energia que entra e sai da parte
superior do corpo tal como quando engolimos,
falamos e assim por diante. E ventos que lidam
com a parte de baixo do corpo: a energia que entra
e sai da parte de baixo do corpo, tal como reter ou
libertar as fezes, a menstruação e o orgasmo. Um
aspecto da energia lida com a circulação do corpo e
a pressão arterial. Também temos energia física
relacionada ao movimento e vários tipos de
energia associados com o coração.
 Bílis lida com certos aspectos da digestão, como a bílis do fígado.
Lida com os aspectos diferentes da pigmentação, como quando
ficamos queimados pelo sol, com a hemoglobina, as células de
sangue vermelhas, e com coisas relacionadas aos olhos.
 Fleuma lida com os sistemas mucoso e linfático no corpo.
Relaciona-se aos resfriados, aos problemas de sinusite e a estes
tipos de coisas, assim como ao aspecto líquido para o movimento
das articulações – não estou certo aqui do termo médico técnico
usado no ocidente. Penso que o nome é líquido sinovial. Por
exemplo, o reumatismo e a artrite são distúrbios do fleuma. A
digestão é um processo complexo em que certos aspectos do
vento, bílis e fleuma estão associados com estágios diferentes.
Todos estes são sistemas muito complexos.
 Há várias maneiras de classificar doenças. Ás vezes o sangue é
tomado como um quarto sistema, que inclui os músculos no
corpo. Dentro dessa divisão, podemos dividir os sistemas de
distúrbios da bílis, do sangue e do calor como uma categoria e
distúrbios do vento, fleuma e frio como outra.
 in Alexander Berzin, http://www.berinarchives.com/
Os 3 venenos mentais dão origem às 3 energias corporais. Esses
venenos existem nos níveis material, emocional e mental.

Veneno mental Energia corporal


Centramento em uma
identidade. Sensação de um “eu”
tolda e obstaculiza a visão.
Ignorância Fleuma
Javali = identidade prisão.
javali (Péken)
Avidya = limitação da visão.
Quando a energia brilha aquilo
nos atrai, arrasta.
Atividade constante.
Manipulação das condições para
Desejo Pneuma
manter a situação.
galo (Lung)
Refúgio sutil na condição de
brilho da energia.
Defesa das condições de
Raiva Bile
sustentação daquele panorama
cobra (Tripa)
de energia.
A classificação dos princípios do universo
em 3 energias fundamentais parece ser
uma lei de validade geral para todos os
sistemas vivos e dinâmicos. p. 37
Todo ser humano consiste numa
combinação individual dessas 3 energias
corporais ou dos 5 elementos associados a
elas. p. 39
Manual da Cura Tibetana,
Thomas Dunkenberger
Uma vez que todas as coisas deste universo –
inclusive os seres humanos – são formadas pelos
mesmos 5 elementos, é possível analisar cada
uma delas a partir da composição respectiva
desses elementos. p. 50

O jogo da vida é uma dança dos elementos. p. 51


Movimento, crescimento,
Ar (vento) inspiração, criatividade
Fogo Energia, calor, paixão
Coesão (propriedade aderente,
poder de atração no interior da
Água matéria) passividade, frieza,
receptividade, calma
Matéria solida, estabilidade, senso
Terra de realidade
Permeia todos os elementos e lhes
Espaço dá condições de expandir e
desenvolver-se
O ar permeia todo o espaço vital
básico e pode ser definido como
inspiração em movimento. O fogo
permite que esse pensamento
amadureça e cresça por meio do
calor. A água o protege e o mantém
coeso e a terra lhe dá estabilidade
com efeito formativo .
Correspondências

Energia corporal Elemento

Pneuma (Lung) Ar + Espaço

Bile (Tripa) Fogo

Fleuma (Péken) Terra + Água


Correspondências

Teoria Tibetana Teoria Chinesa


Ar (vento) Madeira

Fogo Fogo

Água Água

Terra Terra + Ferro (metal)

Espaço Sem equivalente


5 VENENOS 5 SABEDORIAS AÇÕES

azul raiva como um espelho acolhimento

vermelho apego discriminativa sedução

branco desinteresse transcendente transcendência

amarelo orgulho da equanimidade incrementação

verde inveja que tudo realiza ira

Quando os venenos brotam, podemos reconhecer as


sabedorias e produzir as ações correspondentes,
desde que tenhamos refúgio e bodicita (compaixão) como
base.
8º Ciclo Clara Luz

7º Ciclo Céu Negro Radiante


6º Ciclo Céu Vermelho Radiante
5º Ciclo Céu Branco Radiante dissolução da MENTE -
dissolução da
conceitualidade
4º Ciclo Chama de uma lamparina a dissolução do elemento AR
manteiga
3º Ciclo Vaga-lumes dissolução do elemento FOGO

2º Ciclo Fumaça dissolução do elemento ÁGUA

1º Ciclo Miragens dissolução do elemento


TERRA
 Com o início do 5º ciclo, a mente começa a se dissolver
no sentido de que cessam tipos mais rudes e se
manifestam outros mais sutis. Primeiro cessa a
conceitualidade – dissolvendo-se por assim dizer, em
uma mente de aparição branca. Essa mente muito sutil,
para a qual aparece apenas uma vacuidade repleta de
luz branca, está livre da conceitualidade grosseira, mas
ainda é levemente dualista. Ela, por sua vez, se
dissolve em uma mente elevada de aparição vermelha,
que então se dissolve em uma mente de aparição
negra. Nesse ponto, tudo que aparece é uma vacuidade
repleta de escuridão, na qual a pessoa acaba ficando
inconsciente; nesse momento, tudo se limpa, deixando
uma vacuidade totalmente não-dualista – a mente de
clara luz – livre das aparições branca, vermelha e
negra. Isso é a morte. p. 24
Como a respiração externa (sentida por seu movimento
pelo nariz) cessou bem antes, no quarto ciclo, do ponto de
vista tântrico o verdadeiro momento da morte não está
vinculado à inspiração e expiração, mas ao surgimento da
mente de clara luz. Geralmente, a pessoa fica num estado
de vacuidade lúcida por 3 dias, após os quais (se o corpo
não foi afetado por enfermidade grave) ocorrem sinais
exteriores de pus ou de sangue emergindo pelo nariz e
pelo órgão sexual, indicando a partida da consciência. Só
então será seguro remover o corpo para dispor dele; antes
disso, a consciência ainda está no corpo, e qualquer
manuseio violento só perturba os processos finais da
morte, o que pode resultar em um renascimento inferior. p.
24

In “Morte, estado intermediário e renascimento no budismo tibetano”, Lati


Rinpoche e Jeffrey Hopkins p. 2
Max Heindel - Conceito Rosacruz do Cosmo
Hung Dharmakaya Mente Pai

Ah Sambogakaya Fala Espírito Santo

Om Nirmanakaya Corpo Filho

Svabhavikakaya qualidades

Vajrakaya atividade
Dharmakaya - espaço embrionário, espaço aberto.
Sambogakaya - qualidade de movimento, energia
do movimento.
Nirmanakaya - a expressão final, a manifestação
em si.

O aspecto de totalidade do darmakaya é como o


oceano, e o aspecto do sambogakaya é como as
ondas deste oceano, que trazem a afirmação de
que este oceano existe. O aspecto nirmanakaya é
como um navio no oceano, que torna a situação
toda pragmática e trabalhável – você pode viajar no
oceano. p. 15
Chögyam Trungpa - Louca Sabedoria, p. 41/42
O significado original da palavra sânscrita Kaya (tibetano: sku / ku) é "aquilo que
é acumulado". Em português "Kaya" é traduzida como "corpo". No entanto, os
Kayas dos Budas não referem-se literalmente apenas aos agregados da forma
dos Budas, mas também para os Budas em si, aos seus vários atributos, e
assim por diante. Existem diferentes maneiras de categorizar os Kayas:
1. A categoria em cinco Kayas.
2. A categoria em quatro Kayas.
3. A categoria em três Kayas.
4. A categoria em dois Kayas.

1. A categoria em cinco Kayas.


I. O Dharmakaya / O Corpo da Verdade.
II. O Svabhavakaya / O Corpo Natural.
III. O Jnanakaya / O Corpo de Sabedoria da Verdade, Sabedoria Exaltada.
IV. O Sambhogakaya / O Corpo de Deleite.
V. O Nirmanakaya / O Corpo de Emanação.
2. A categoria em quatro Kayas
I. O Svabhavakaya / O Corpo Natural.
II. O Jnanakaya / O Corpo de Sabedoria da Verdade, Sabedoria Exaltada.
III. O Sambhogakaya / O Corpo de Deleite.
IV. O Nirmanakaya / O Corpo de Emanação.

Os quatro Kayas são apresentados a partir do ponto de vista da percepção dos


discípulos.
a) O Corpo Natural Livre das impurezas de existência inerente é diretamente
percebido apenas por seres Arya (ou seja, aqueles que diretamente perceberam
o vazio e, portanto, alcançaram o caminho de ver, o caminho da meditação, ou
o caminho do não-mais-aprender) .
b) O Corpo Natural Livre de Contaminações Adventícias e o Corpo de
Sabedoria Exaltada são diretamente percebidos apenas pelos Budas.
c) O Corpo de Deleite é diretamente percebido apenas por Arya Bodisatvas (ou
seja, Bodisatvas que diretamente realizaram o vazio e assim alcançaram o
caminho Mahayana de ver ou o caminho Mahayana de meditação).
d) O Corpo de Suprema Emanação é diretamente percebido apenas por seres
sencientes com karma puro.
e) Os restantes Corpos de Emanação são percebidos diretamente por
quaisquer seres sencientes.
3. A categoria em três Kayas
I. O Dharmakaya / O Corpo da Verdade.
II. O Sambhogakaya / O Corpo de Deleite.
III. O Nirmanakaya / O Corpo de Emanação.

Aqui, o Corpo Natural e o Corpo de Sabedoria Exaltada estão subsumidos em


um só corpo, o Dharmakaya (O Corpo da Verdade).

4. A categoria em dois Kayas


I. O Dharmakaya que beneficia a si mesmo.
II. O Rupakaya que beneficia os outros.

O Dharmakaya que beneficia a si mesmo pode ser classificado em:


I. O Svabhavakaya / Corpo Natural e
II. O Jnanakaya / Corpo de Sabedoria Exaltada

O Rupakaya que beneficia aos outros pode ser classificado em:


I. O Sambhogakaya / O Corpo de Deleite.
II. O Nimanakaya / O Corpo de Emanação.
Nigredo é uma palavra em latim que significa escuro. Foi adotada pelos
alquimistas para designar o primeiro estado da alquimia: a morte
espiritual. É sucedido pelos estados albedo (purificação), citrinitas
(despertar) e rubedo (iluminação). Os alquimistas acreditavam que no
primeiro passo para a Pedra Filosofal, todos os ingredientes tinham que
ser preparados até criarem uma matéria preta.
Albedo é uma palavra em latim que significa esbranquiçado. Foi
adotada pelos alquimistas para designar o segundo estado da alquimia:
a purificação.
Citrinitas é uma palavra em latim que significa amarelado. Foi adotada
pelos alquimistas para designar o terceiro estado da alquimia: o
despertar. Seu sentido literário é a "transmutação da prata em ouro"
Rubedo é uma palavra em latim que significa avermelhado. Foi adotada
pelos alquimistas para designar o quarto e último estado da alquimia: a
iluminação.
Nigredo (morte Albedo Citrinitas Rubedo
espiritual) (purificação) (despertar) (iluminação)
Tibetano Ayurveda Alquimia

Pneuma
Vata Sal
(Lung)
Bile
Pitta Enxofre
(Tripa)

Fleuma
Kapha Mercúrio
(Péken)
Os dias todos da vida de Adão foram 930 anos; e morreu.
Gênesis 5:5

Todos os dias de Matusalém foram 969 anos; e morreu.


Gênesis 5:27

Então disse o Senhor: o meu espírito não agirá para


sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão
120 anos. Gênesis 6:3

Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois,


quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens,
as quais lhe deram filhos. Gênesis 6:4.

Todos os dias de Noé foram 950 anos; e morreu.


Gênesis 9:29
nome idade ao ser pai idade ao morrer
Noé 500 950
Sem 100 600
Arpachade 35 438
Selá 30 433
Éber 34 464
Pelegue 30 239
Reú 32 239
Serugue 30 230
Naor 29 148
Terá 70 205
Abraão 100 175
Isaque 60 180
Volume III – Antropogênese

A antropogênese descreve a origem e evolução da humanidade. Nela


são descritas as diversas raças humanas (chamadas Raças-raiz) que já
evoluíram neste planeta na atual Ronda.
A antropogênese, descrita em "A Doutrina Secreta", opõe-se à evolução
darwinista que era largamente aceita na época. Blavatsky não nega o
mecanismo da evolução, mas não aceita que uma "força cega e sem
objetivo" possa ter resultado no aparecimento do Homem. Para ela, a
criação do Homem deu-se por meio de esforços conscientes de seres
divinos, que ela chama de Dhyan-Chohans, que são a origem da
Mônada que habita todo ser humano.
Blavatsky não nega que a evolução dos animais e do
Homem estão relacionadas. No entanto, ela alega que os
homens não são primatas, como afirma a teoria da
evolução. Ao contrário, para Blavatsky, os primatas são
descendentes de antigas raças humanas que se
degeneraram, ou seja, os primatas descendem do homem.
Segundo o livro, a criação e evolução do Homem ocorre de
forma semelhante à cosmogênese. Então, cada evento que
ocorreu na cosmogênese tem seu equivalente na
antropogênese. Assim, por exemplo, também o Homem é
hermafrodita em seus primeiros estágios (como o Brahmâ
Masculino-Feminino da cosmogênese), até que se divide em
Macho e Fêmea no final da terceira Raça-raiz (Lemuriana) e
início da quarta raça, que Blavatsky chamou de Atlante.
Segundo a autora, este fato está relatado de forma alegórica
no livro do Gênesis, quando ele relata o momento em que
Deus retira a mulher da costela de Adão.
Como no caso da cadeia planetária, em que o ciclo de
existência e evolução desce desde o primeiro Globo, mais
etéreo, até o quarto Globo, o mais denso, para então
retornar até o sétimo, novamente etéreo, também a evolução
humana se processa em um ciclo que inicia com a primeira
raça que era etérea, até a Lemuriana (a terceira raça), a
primeira raça a possuir corpo físico, e então retornando até a
sétima raça que será novamente etérea.

A criação do Homem é apresentada como uma "queda na


matéria". Blavatsky inspira-se nos mitos de "rebelião nos
céus" do Catolicismo e na mitologia grega, com Prometeu,
que rouba o fogo de Vulcano para dar vida aos homens e é
condenado por Zeus a ficar acorrentado no Cáucaso. Para
Blavatsky, estes mitos são ecos de antigas tradições sobre a
queda dos seres divinos na humanidade primitiva, para dar
aos homens a alma imortal, a consciência divina.
Ecos destes eventos aparecem de forma alegórica,
segundo Blavatsky, no mito Católico da "rebelião nos céus"
e na "expulsão dos anjos maus". Estes "anjos maus" ou
"rebeldes" são aqueles que se recusaram a criar e foram
"expulsos dos céus" e "lançados no abismo" (a matéria).
Então, no dizer de Blavatsky, os deuses tornaram-se não-
deuses, os suras tornaram-se asuras.

Para Blavatsky os homens das primeiras Raças não


possuíam o corpo denso, apenas um corpo etéreo. As
primeiras raças tinham um corpo sutil, etéreo, imenso e
ainda sem forma bem definida. À medida que avançou a
evolução do Homem, o seu corpo tornou-se mais denso em
uma sucessão de estágios, assumindo a forma que tem
hoje.
As cinco Raças-raiz apresentadas na "A Doutrina Secreta" que já
evoluíram nesta Ronda são:

1. "Nascidos por Si Mesmos" ou "Sem Mente" - Esta raça


apareceu há 300 milhões de anos e viveu em um continente que
Blavatsky chamou de "A Ilha Sagrada e Imperecível". Os homens desta
raça (se é que podem ser chamados de "homens") eram imensos e não
possuíam nem corpo físico (eram seres etéreos), nem mente. Como
esta raça não era mortal, ela não desapareceu, apenas converteu-se
na próxima, os "Nascidos do Suor";

2. "Nascidos do Suor" ou "Sem Ossos" - Eles viveram em um


continente chamado "Hiperbóreo". Nesta raça apareceu um rudimento
de mente, no entanto, ainda não havia uma ponte entre espírito e
matéria para a mentalidade. Ao final do seu período de evolução, esta
raça converteu-se na seguinte, a "Nascidos do Ovo". As duas primeiras
raças são chamadas de raças semidivinas;
3. "Nascidos do Ovo" ou "Lemuriana" - Viveram em um continente
chamado "Lemúria". Esta raça era inicialmente hermafrodita e
reproduziam-se por meio de um ovo que se desprendia do corpo. Esta
raça passou por grandes transformações durante o seu período
evolutivo. Ao final do seu período, o Homem tornou-se mortal,
consolidando-se o corpo físico e a reprodução sexuada como se conhece
hoje (então esta raça desapareceu, convertendo-se na raça atlante);

4. "Atlante" - Eles são os gigantes que viveram há 18 milhões de anos,


em um continente chamado "Atlântida". São os primeiros que podemos
chamar de "Homens". A raça atlante representou o ponto mediano da
evolução nesta atual Ronda. A Atlântida, assim como os seus habitantes,
foi destruída por um cataclismo. Os sobreviventes deste desastre
fundaram a nova raça-raiz, a ariana;

5. "Ariana" - Segundo Blavatsky, a raça Ariana, a atual raça-raiz, existe


há aproximadamente 1 milhão de anos.
Dzogchen: ensinamentos que transcendem o esforço e o
princípio de causa e efeito. p. 42

Tipos de nascimento dos seres (p. 391):


- Milagroso, como os devas;
- de um ovo;
- do calor e da umidade;
- do útero.
1 - Numa época em que a duração da vida era incalculável, todos os
seres tinham corpos de luz compostos das substâncias dos elementos.
Seres nasciam de forma milagrosa e seus corpos irradiavam luz.

2 – Pouco a pouco a duração de vida começou a diminuir e nasceram


as primeiras leves emoções conflitivas que causaram o declínio dos
méritos: dia após dia a luz dos seres se fazia mais débil. Buda Kyeu
Nangwa Samki Mikyabpa. Duração da vida: 10 milhões de anos.
Agora os seres nasciam de ovos de 5 cores compostos da substância
dos elementos. Os seres tinham a dimensão de uma seta, se vestiam
com folhas e lhes rodeava uma aura luminosa. Todos possuíam poderes
milagrosos e poucas emoções conflitivas, não sofriam impedimentos
materiais e se alimentavam da substância dos quatro elementos. Buda
Khyeu Omitruppa.
3 – Devido às emoções perturbadoras, a luz continuou debilitando-se e
a duração da vida diminuiu mais ainda, até chegar a ser de 100 mil
anos. Naquela época, os seres que nasciam do calor e da umidade,
contraíram as primeiras enfermidades causadas pelo desequilíbrio dos
elementos e começaram a alimentar-se de plantas. Buda Kigpa Kyope
Yi.
4 – A vida encurtou-se ainda mais e as emoções perturbadoras
tornaram-se mais fortes. O corpo dos seres perdeu sua luz e, deste
modo, apareceram o sol e a lua. Quando a duração média da vida
chegou a ser de 80 mil anos, devido ao desejo e o apego surgiram os
membros sexuais: no principio para satisfazer o desejo bastava olhar-
se, logo foi necessário dar-se as mãos e, finalmente, os corpos se
acoplaram e procriaram. Assim pois os seres começaram a vestir-se de
algodão ou cascas e se alimentar da gordura da terra. Naquele tempo
nasceu do útero o Buda Shonnu Rolpe Nampar Tsewa, como todos os
demais.
5 – Quando a duração média de vida chegou aos 70 mil anos, na
dimensão dos 33 deuses, nasceu o Buda Sexto Vajradhara. Depois de
permanecer 75 anos entre os devas entrou no paranirvana. Depois
entrou em samadhi por 70 mil anos.
6 – Depois de 70 mil anos, saiu de seu samadhi e movido pela compaixão
para com os seres renasceu como o Buda Shonnu Pawo Tobden.
Duração de vida: 60 mil anos.
7 – Duração de vida: 50 mil anos. Buda Trangsong Trope Gyelpo.
8 – Duração de vida: 10 mil anos. Buda Ser Otampa.
9 – Duração de vida: 1.000 anos. Buda Tsewe Rolpe Lodro.
10 – Duração de vida: 500 anos. O Buda Kashyapa ao final de sua vida
não deixou restos mortais, se dissolvendo em um corpo de luz.
11 – Duração de vida: 300 anos. Buda Nondzog Gyelpo para demonstrar
aos discípulos de capacidade inferior a verdade do sofrimento do nascer,
envelhecer, adoecer e morrer, entrou em paranirvana e manifestou os
signos ordinários próprios do falecimento.
12 – Duração de vida: 100 anos. Buda Sakyamuni.

Deste modo o buda primordial adquiriu 12 formas para transmitir os


ensinamentos segundo as infinitas condições e capacidades dos distintos
seres. p. 28
-A natureza primordial da mente é vazia como o espaço;
- A mente é como o céu, nenhum pássaro ou nuvem deixa
“marcas” no céu, afeta o céu; assim também nenhum
pensamento deixa “marcas” na mente, afeta
verdadeiramente a mente primordial;
- A mente é como um quadro-negro de escola. As lições, os
professores, os alunos passam, mas o quadro-negro
permanece;
-A mente é como a tela branca na qual todas as pinturas
podem ser pintadas;
- A mente é como o silêncio. Todos os sons dependem do
silêncio para existirem.
No Dzogchen, a natureza básica é descrita como sendo
dotada de três qualidades – essência, natureza e energia
compassiva. A primeira qualidade, a essência, é chamada
de pureza primária pois é livre de todas as máculas
adventícias e vazia de uma existência inerente. Por isso,
é também chamada de ‘essência vazia’ ou ‘vazia de uma
essência’. A segunda qualidade é a de que é dotada de
uma natureza conhecedora e espontâneamente presente.
Ainda que a essência da mente seja vazia, tal como o
espaço, sua natureza é conhecedora, clara e luminosa,
tal como a clareza surgida a partir da luminosidade do
sol. Tal como o espaço e a luminosidade do sol são
indivisíveis, a essência vazia e a natureza conhecedora
da mente são uma unidade. Esta inseparatividade é
chamada de energia compassiva incessante, a terceira
qualidade da nossa natureza última.
Lama Jigme Lhawang
Ao longo dos últimos dois séculos, pesquisadores descobriram ossos
e artefatos indicando que seres humanos como nós existiram na
Terra há milhões de anos, e não há 100 mil, como acreditamos. Mas
a ciência convencional parece ter eliminado, ignorado ou se
esquecido desses fatos notáveis.
´A História Secreta da Raça Humana´ revela descobertas que
contrariam a crença sobre a procedência e a antiguidade do Homem.
Reunindo um número de indícios arqueológicos e fatos convincentes,
criteriosamente analisados, os autores questionam a ciência
tradicional, denunciam a manipulação do conhecimento e nos
desafiam a repensar as origens, a identidade e o destino da
humanidade.
A tese central de Cremo e Thompson é que, infelizmente,
o modelo da pré-história humana, cuidadosamente
elaborado por estudiosos nos últimos dois séculos, está
completamente errado.

A proposta de que o ser humano moderno já habitava o


planeta muito antes do que afirma a ciência tida como
"oficial" não é nova. Ela pode ser encontrada em textos
antigos da Índia e de civilizações do Oriente Médio, em
relatos de culturas das Américas, da África e Ásia. É uma
constante em todo o planeta.