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No livro o autor começa mostrando que o ser humano tem uma tendência despótica, ou seja,

de oprimir, de não respeitar os direitos dos outros, de concentrar privilégios a fim de satisfazer
seus desejos egoístas. A lei então surge como forma de impedir que haja desigualdade na
sociedade e para garantir que todos tenham os mesmos direitos e deveres.

No entanto nem sempre as leis foram usadas como meio de fazer justiça, antigamente elas
eram usadas por uma minoria de poderosos para dominar o resto da população. E nesse
contexto entra o propósito do livro No período anterior a Beccaria a punição era usada sem
critério racional, dependia apenas da vontade de uma minoria que dominava a sociedade, eles
determinavam o que era crime e quais os meios de puni-lo. É para mudar isso que Beccaria
propõe a fazer uma espécie de tratado sobre o direito de punir, estabelecendo limites racionais
para o legislador aplicar a lei. O desejo dele era impedir a barbárie que vinha acontecendo,
como tortura, penas cruéis etc.

Para Becarria a lei deve estar baseada em sentimentos indeléveis no coração, ou seja, as
pessoas devem por de lado sua liberdade em prol de uma necessidade , exemplo: a segurança.
Assim também o direito de punir deve ser baseado em uma necessidade, não pode extrapolar
essa necessidade, pois isso seria injusto, mesmo que fosse legal. A tortura,pena de morte são
exemplos que extrapolam a necessidade sociedade, são baseadas não na necessidade de
segurança mas na vingança, no ódio,já extrapolam aquilo que é necessário. As penas que vão
além do propósito de manter a segurança das liberdades e da paz social são injustas, mesmo
que existam leis que as legitimem.