Você está na página 1de 1

6 Gestão de vítimas

6.3.4 Parada cardíaca

A reanimação cardiopulmonar (RCP) não é tratada

neste manual. Salvo poucas exceções – ver abaixo

– esses procedimentos não são reconhecidos

como essenciais no local para vítimas de traumas relacionados com conflitos armados e outras situações de violência. Presume-se que uma parada cardíaca em uma vítima de trauma seja em razão de um grande sangramento, até que se prove o contrário. A RCP é inútil se não houver sangue o suficiente no corpo para sustentar a circulação.

A RCP deve ser realizada nos seguintes casos especiais Quando um médico determinar que a causa da

parada cardíaca não é sangramento e der as ordens de fazer a RCP. Uma parada cardíaca pode ser provocada por desidratação, queimaduras graves

e extensas, reações alérgicas e choque devido à paralisia após lesão na coluna vertebral.

Caso a situação exija uma RCP, com o devido respeito às regras, costumes e crenças locais:

> rapidamente explique aos transeuntes, amigos e parentes da vítima presentes o que você vai fazer e porquê (p. ex.: respiração boca a boca para levar oxigênio aos pulmões da vítima, mantendo-a acordada, etc.); > tente obter ajuda para sua ação.

[ver Seção 3.3.2 – Competências pessoais: habilidades de comunicação]

Prestar assistência a uma única vítima é um caso ideal, mas nem sempre é possível em conflitos armados e outras situações de violência que envolvem vítimas em massa. Um cenário com um grande número de vítimas pode desafiar sua ética e exigir compreensão e habilidades específicas para estabelecer prioridades.