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Nissan decide tirar Carlos Ghosn da

presidência do conselho
Ele está preso no Japão por suspeita de sonegação e
fraude fiscal. Montadora diz que aliança com Renault
continua inalterada.
22/11/2018 10h04 Atualizado há 40 minutos
Japoneses assistem reportagem sobre Carlos Ghosn nas ruas de Tóquio nesta
quinta-feira (22) — Foto: Kazuhiro Nogi / AFP

O conselho de administração da Nissan decidiu retirar o


brasileiro Carlos Ghosn da presidência do conselho da montadora
nesta quinta-feira (22). Ele está preso sob suspeita de sonegação e
fraude fiscal.
Além do afastamento de Ghosn, os membros do conselho também
aprovaram a remoção de Greg Kelly de sua posição como diretor-
representativo.
A Nissan também afirmou que criará um comitê especial para buscar
um substituto para o executivo, além de viabilizar uma comissão
especial de governança para os próximas presidências.
De acordo com a montadora, a parceria com a Renault continua
inalterada e sua missão é "minimizar o potencial impacto" na
cooperação das marcas.
Reunião durou 4 horas
A reunião era prevista para durar 2 horas, mas levou cerca de 4 horas.
Ainda não há informações sobre como fica a posição de Ghosn no
comando da aliança Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, mas o
brasileiro permanece na presidência da Renault, da qual foi substituído
interinamente por Thierry Bolloré.
Ghosn é acusado de não declarar mais de 5 bilhões de ienes (o
equivalente a R$ 167,4 milhões) de seu pagamento como presidente
da montadora. As fraudes fiscais ocorreram entre 2010 e 2015, diz a
promotoria japonesa.
 Quem é Carlos Ghosn? Conheça sua trajetória
 Executivo deixou de declarar mais de R$ 167 milhões, dizem promotores
japoneses
 Renault-Nissan-Mitsubishi: conheça a aliança criada pelo brasileiro
Carlos Ghosn
Carlos Ghosn, CEO da Renault-Nissan durante coletiva de imprensa no Rio de
Janeiro, em 2016 — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

História do brasileiro
Brasileiro, natural de Porto Velho (RO), Ghosn foi presidente da
montadora japonesa entre 2001 e 2017.
Ele deixou o cargo no ano passado para cuidar das parcerias com
Renault e Mitsubishi, montadora que foi adquirida após passar por
escândalos de fraude e na qual ele era membro do conselho.
Apesar disso permaneceu como presidente do conselho na Nissan.
Um raro executivo estrangeiro no topo da carreira no Japão, Ghosn é
bem visto por ter tirado a Nissan da beira da falência.