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- CAPACITAÇÃO DE LEDORES – Módulo 4 O desafio do Ledor OBJETIVOS • Reconhecer os

- CAPACITAÇÃO DE LEDORES – Módulo 4

O desafio do Ledor

OBJETIVOS

Reconhecer os materiais utilizados para a ação de leitura e transcrição.

Compreender as técnicas e características gerais de uma transcrição adequada.

Compreender as técnicas e características gerais de uma boa leitura.

Dando Início

LEITURA

Já falamos que o atendimento prestado pelo Ledor é pautado pela observação de elementos em tinta e a transformação deles em palavras sonoras. Esses elementos não são apenas palavras e podem ser categorizados em três grupos:

Textos

Símbolos

Imagens

Vamos às explicações de cada um desses grupos.

1. Textos

Uma das observações relacionadas à leitura de texto é referente à fluência.

A fluência pode ser entendida como um conjunto de habilidades que permitem uma leitura

sem embaraço, sem dificuldades em relação ao texto.

É verdade dizer que, na leitura de um texto feita pelo Ledor, o resultado da compreensão

depende da qualidade das inferências geradas pelo conhecimento que o ouvinte (pessoa que

recebeu o atendimento) tem. Mas também é verdade que as inferências dependem da leitura fluente do texto. Ou seja, se a leitura não for fluente, o ouvinte poderá inferir de modo equivocado as informações explícitas ou implícitas no texto, pois a informação fornecida é uma pista que ativa uma operação de construção de sentido. Portanto, “ao contrário do que o senso comum acredita, a inferência não está no texto, mas na leitura, e vai sendo construída à medida que o ouvinte vai interagindo com ela” 1 . Resumindo, para apresentar fluência na leitura é necessário ao Ledor:

apresentar fluência na leitura é necessário ao Ledor: 1 CURSINO-GUIMARÃES, S. e DELL´ISOLA, R. Repensando a

1 CURSINO-GUIMARÃES, S. e DELL´ISOLA, R. Repensando a inferência. Belo Horizonte: PUC-MG, 2014.

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Capacitação de Ledores

Capacitação de Ledores • pronunciar de forma correta os termos; • respeitar as pontuações existentes nas

pronunciar de forma correta os termos;

respeitar as pontuações existentes nas frases;

ter velocidade de leitura adequadamente confortável para ele e para o ouvinte.

Lembre-se: a pronúncia de termos de forma errada pode causar prejuízos ao ouvinte. Em relação ao texto e à sua composição, existem operações que podem ajudar na construção de uma trilha de leitura mais suave para o leitor. Alguns pesquisadores empregam o termo “legibilidade” para se referir à característica do texto que o torna menos ou mais passível de uma leitura fluente, sem obstáculos de variada natureza. Há textos que dificultam o caminho até de leitores experientes. E há textos que são lisos, polidos e deslizantes. Isso tanto diz respeito à escolha das palavras, à construção das frases, à padronização ortográfica ou ao tamanho dos períodos escritos, quanto à qualidade gráfica do texto, ao tamanho da fonte empregada, à interferência de cores, fundos, fios, proximidade entre blocos de texto, e às plataformas de leitura (como livro, tela de computador, telefone celular ou tablet).

2. Símbolos

Podemos pontuar como símbolos os elementos gráficos que aparecem em meio ao texto. Aqueles apresentados isoladamente serão tratados como ‘palavra’ no sentido de que apenas os pronunciarei, não havendo a necessidade de explicá-los. Exemplo:

A variação da velocidade (V) é calculada pela velocidade final subtraída da velocidade inicial.

Os símbolos que aparecem em conjunto serão lidos tomando-se como base a descrição de uma imagem.

Fórmula eletrônica Fórmulas estruturais planas Fórmulas moleculares
Fórmula eletrônica Fórmulas estruturais planas Fórmulas moleculares
Fórmula eletrônica Fórmulas estruturais planas Fórmulas moleculares

Fórmula eletrônica

Fórmulas estruturais planas

Fórmulas moleculares

3. Imagens

Cabe aqui relembrar a existência do profissional adaptador que terá a competência primeira para realizar com primazia a descrição de uma imagem. Mas, não havendo a atuação desse e caso a imagem apareça em nosso material de leitura, temos inicialmente que analisar o ambiente onde estamos atuando, pois só assim poderemos especificar o quanto poderemos descrever sem interferir indevidamente na escolha do estudante. Afinal de contas, dependendo do objetivo da descrição podemos dar mais ou menos detalhes de uma mesma imagem.

Agora que já iniciamos a converso sobre as Técnicas de Leitura, é hora de irmos à escrita. Afinal de contas, diferentemente do que o senso comum imagina, o ledor não é somente aquele que lê. Como você já sabe, nosso trabalho é muito mais complexo, certo? Isso porque exercemos também a função de transcritores.

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Capacitação de Ledores

Capacitação de Ledores TRANSCRIÇÃO O ato de transcrever consiste em passar para o papel um determinado

TRANSCRIÇÃO

O ato de transcrever consiste em passar para o papel um determinado conteúdo. Tal conteúdo pode ser expresso oralmente ou mesmo por escrito em um outro lugar. Para refletir: ao redigir um texto em um contexto avaliativo, você se preocupa com quais aspectos? Conteúdo? Legibilidade? Gramática? Estrutura? Paragrafação? Margens? Rasura? Caligrafia? Será que ao executar a transcrição do texto de outra pessoa você deverá se preocupar com os mesmos aspectos mencionados? Ou o autor do texto deverá ter responsabilidade sobre todos eles?

Pode ficar tranquilo: é isso que, também, vamos descobrir neste módulo!

Desenvolvendo

As técnicas de leitura que serão apresentadas agora têm como objetivo nortear a ação inicial do profissional Ledor e devem ser seguidas sempre que não houver tempo suficiente para análise do material a ser lido para geração de possíveis modificações.

a ser lido para geração de possíveis modificações. AS TÉCNICAS PARA LEITURA - símbolos Nesse primeiro

AS TÉCNICAS PARA LEITURA - símbolos

AS TÉCNICAS PARA LEITURA - símbolos

Nesse primeiro momento, trataremos dos símbolos e a regra geral é:

CONHEÇA-OS!!!!!!

Atenção: sem conhecer verdadeiramente o nome do símbolo e seu significado no contexto no qual ele estará inserido, a chance de erro na leitura é imensa. Podemos categorizar os símbolos em dois grupos para determinar a técnica a ser usada para pronunciá-los:

Símbolos de texto: são aqueles colocados enquanto caracteres de um texto escrito. Em sua quase totalidade serão pronunciados verbalmente a partir do seu nome e não seu significado.

Símbolos de imagem: esses comporão uma imagem propriamente dita (gráficos,

organogramas, tabelas,

sua descrição prévia como se fosse uma imagem e depois a leitura do símbolo dentro do contexto inserido.

) ou estarão em expressões químicas ou matemáticas, cabendo

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Capacitação de Ledores Alguns símbolos podem apresentar variação de nomenclatura a depender do contexto no qual
Capacitação de Ledores Alguns símbolos podem apresentar variação de nomenclatura a depender do contexto no qual

Alguns símbolos podem apresentar variação de nomenclatura a depender do contexto no qual estiverem inseridos. Vejamos:

depender do contexto no qual estiverem inseridos. Vejamos: Esse símbolo é a quarta letra maiúscula do

Esse símbolo é a quarta letra maiúscula do alfabeto grego. É nomeado como delta. Pode ser encontrado em diversos contextos, nos quais terá significados diferentes:

Variação: Exemplo: H = H f - H i

Valor discriminante: Exemplo: = b 2 – 4ac

Aquecimento ou calor: Exemplo:

 = b 2 – 4ac • Aquecimento ou calor: Exemplo: Esse cuidado na pronúncia dos

Esse cuidado na pronúncia dos símbolos também deve ser percebido quando eles estiverem relacionados às letras. Vamos ver se fica melhor perceber na prática. Observe a questão a seguir para conversarmos mais:

A temperatura T de um forno (em graus centígrados) é reduzida por um sistema a partir do instante de seu desligamento (t = 0) e varia de acordo com a expressão

T(t) =

t 2

+ 400

4

Durante a leitura dessa questão, são poucas as pessoas (não profissionais Ledores) que distinguem as letras minúsculas das maiúsculas ao pronunciá-las quando se tratam de variáveis. Nessa questão, temos as variáveis tempo e a temperatura, ambas sinalizadas pela letra t. O que as distingue é que uma é maiúscula e outra minúscula, o que faz toda diferença. A pessoa (não profissional Ledor) que estiver lendo para um terceiro só perceberá a importância disso quando encontrar a segunda variável. Não há problemas nessa percepção tardia desde que o Ledor estabeleça a diferença entre as letras assim que tomar conhecimento da segunda kkkkk. Por exemplo, o Ledor começou a leitura e chamou o primeiro T de “tê”. Ele deve permanecer denominando o T de “tê” e, assim que anunciar pela primeira vez o t, deverá distingui-lo do T, por exemplo chamando-o de “tê minúsculo”. O problema reside no momento em que eu quero consertar o equívoco no meio da leitura e começo chamando o T de “tê” apenas e depois continuo a chamar o T de “tê maiúsculo”, pois agora decretei que há três variáveis. Nesse caso, a técnica de leitura é: SEMPRE anuncie as variáveis destacando se são maiúsculas ou minúsculas. No entanto, há possibilidade de ser um exagero em determinadas leituras, exemplo:

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Capacitação de Ledores Um eletricista analisa o diagrama de uma instalação elétrica residencial para planejar
Um eletricista analisa o diagrama de uma instalação elétrica residencial para planejar medições de tensão

Um eletricista analisa o diagrama de uma instalação elétrica residencial para planejar medições de tensão e corrente em uma cozinha. Nesse ambiente existem uma geladeira (G), uma tomada (T) e uma lâmpada (L), conforme a figura. O eletricista deseja medir a tensão elétrica aplicada à geladeira, a corrente total e a corrente na lâmpada.

A leitura permanece satisfatória mesmo sem o emprego da técnica, podendo ser anunciado

como “uma geladeira g, uma tomada t e uma lâmpada l” sem nem mesmo abrir ou fechar os parênteses. Mas isso só faremos se pudermos analisar o texto (diante da leitura silenciosa) antes da leitura em voz alta feita para o participante.

Já sobre

a expressão, o mais

comum é

que

as pessoas

a

pronunciem dizendo

T maiúsculo, abre parênteses, t minúsculo, fecha

parênteses, é igual a menos t minúsculo elevado ao quadrado sobre

quatro mais quatrocentos.

 
ao quadrado sobre quatro mais quatrocentos.   Qual o erro nisso? Releia a pronúncia acima (área

Qual o erro nisso? Releia a pronúncia acima (área azul) e veja se não poderia confundir com a seguinte expressão!

veja se não poderia confundir com a seguinte expressão! Essa dubiedade de entendimento pode levar o

Essa dubiedade de entendimento pode levar o participante a responder de modo errado uma questão.

O Ledor profissional tem a responsabilidade de retirar dubiedades de entendimento. Por isso

deve estar sempre atento ao que está lendo, além de ter conhecimento suficiente da matéria em foco no atendimento de leitura.

T maiúsculo, abre parênteses, t minúsculo, fecha parênteses, é igual a menos t minúsculo elevado
T maiúsculo, abre parênteses, t minúsculo, fecha parênteses, é igual a
menos t minúsculo elevado ao quadrado sobre quatro TUDO ISSO
somado a quatrocentos.
T maiúsculo, abre parênteses, t minúsculo, fecha parênteses, é igual a
menos t minúsculo elevado ao quadrado TUDO ISSO sobre quatro
somado a quatrocentos.

Nas questões nas quais aparecem elementos sobrescritos ou subscritos, temos uma variação em como anunciá-los, dependendo da matéria em questão. A leitura desejada, diante da técnica, é:

em ques tão. A leitura desejada, diante da técnica, é: “Para fazer a diferença” Módulo 2
em ques tão. A leitura desejada, diante da técnica, é: “Para fazer a diferença” Módulo 2

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Capacitação de Ledores Vamos a exemplos práticos da leitura desejada, diante da técnica. B maiúsculo com

Vamos a exemplos práticos da leitura desejada, diante da técnica.

B maiúsculo com a minúsculo com índice superior 2 positivo, somado a c maiúsculo com
B maiúsculo com a minúsculo com índice superior 2 positivo, somado
a c maiúsculo com o maiúsculo com índice inferior 3 e superior 2
negativo igual a b maiúsculo, a minúsculo, c maiúsculo, o maiúsculo
com índice inferior 3

O problema dessa questão é ela não ter sido adaptada para provas de pessoas que utilizarão o atendimento de Ledores, pois o número de informações para serem apreendidas por quem ouve para a posterior execução do que o anunciado da questão traz é muito alto.

De qualquer modo, o que temos que pensar é que:

1. Eu só poderei alterar a técnica diante da LEITURA PRÉVIA da questão. Afinal, se ainda não li a questão e suas alternativas, como poderei determinar se minha ação não está respondendo algo para o participante?

2. Eu só abro mão da técnica se eu tiver CONHECIMENTO da matéria para não cometer erros do tipo “achei que estivesse certo”.

3. Nossa função é EXPRESSAR o que está escrito em tinta para que o participante execute a prova.

Infelizmente há momentos nos quais não perceberemos nuances que podem prejudicar uma leitura de material, levando ao erro de interpretação pelo participante. O ENEM apresentou variações adaptativas relacionadas à apresentação de símbolos, o que auxiliou a prestação da leitura pelo profissional Ledor. Veja o exemplo:

da leitura pelo profissional Ledor. Veja o exemplo: Assim fica fácil entender a importância do fato

Assim fica fácil entender a importância do fato de a adaptação preceder a ação do Ledor, não

é?!

Mas nem todas as vezes fica tão melhor assim. Observe esse outro exemplo de uma questão da mesma prova do exemplo anterior:

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Capacitação de Ledores Mesmo que existam as variações de entendimento do que é suficiente ser adaptado,
Capacitação de Ledores Mesmo que existam as variações de entendimento do que é suficiente ser adaptado,

Mesmo que existam as variações de entendimento do que é suficiente ser adaptado, estamos felizes em existir o precedente da adaptação.

AS TÉCNICAS PARA LEITURA - imagens

AS TÉCNICAS PARA LEITURA - imagens

Para descrever uma imagem, é preciso ter entendimento total do contexto no qual ela está inserida (por exemplo, a questão com enunciado e alternativas) para, então, determinar o quanto é suficiente ou necessário que uma imagem seja descrita. Os problemas, normalmente, giram em torno de:

durante a descrição, dar a informação que o participante deveria conseguir retirar da imagem para responder à questão, ou seja, “dar a resposta de graça”;

descrever tantos detalhes que as informações importantes se perdem diante de tanta coisa;

desconhecimento mínimo do Ledor para descrever algo (tabela, gráfico, etc.).

Novamente temos de ter o entendimento de que o erro PRIMÁRIO está no fato de o participante não ter autonomia para realizar sua prova. O que quero dizer com isso é que provas realizadas por pessoas com problemas visuais não deveriam ter como critério avaliativo a retirada de informações meramente visuais, tais como gráficos. Logo, a premissa da ação do Ledor é fazer o melhor sempre e isso depende diretamente do conhecimento que temos. Logo, quanto maior for nosso grau de leitura e observação de materiais diversos, menores serão nossos problemas enquanto Ledores. Estamos a todo momento falando sobre o nível de conhecimento do Ledor sobre o assunto a ser lido pelo motivo de existirem ambientes nos quais não teremos a oportunidade de observar o material antes de iniciarmos o atendimento como Ledor. Isso significa não ter tempo para pensar na adaptação, ou seja, ir na ação contrária ao estabelecido pela regra máxima de uma adaptação profissional. Nesses casos, quanto maior o conhecimento do Ledor sobre a imagem, menor será o prejuízo causado relacionado a erro de informação. A não existência de condições ideais de ação não elimina o direito ao atendimento e, por isso, obrigará o Ledor a fazer a melhor escolha que a circunstância permite para descrição.

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Capacitação de Ledores Sabido isso, pensaremos agora em como proceder para descrever uma imagem, de modo

Sabido isso, pensaremos agora em como proceder para descrever uma imagem, de modo genérico, e depois veremos alguns exemplos com objetivo de aumentarmos nossa visão crítica.

1.

Uma das ações primeiras deve ser nortear a escolha da direção a ser tomada para início e fim da leitura da imagem (mas novamente essa escolha depende de um olhar crítico sobre

a

imagem).

2.

Esse segundo item para aprimorar o senso crítico, com relação à descrição de imagem, gira em torno da qualificação da imagem. Quando e quanto de características eu posso acrescentar em uma imagem a ponto de não interferir negativamente nas escolhas que

deveriam ser feitas pelo ouvinte? Por exemplo, posso dizer qual a fisionomia de uma personagem ou quem deve inferir é o ouvinte? Em ambiente avaliativo devo considerar a

questão da qual a imagem foi retirada para determinar o que dizer. Nas últimas versões do ENEM, houve uma preparação do material de leitura a ser utilizado pelo Ledor durante a ação com pessoas do grupo Não Visual.

O

que quero dizer com isso é que nesses últimos eventos houve a supressão da imagem

dessas provas em substituição por um texto descritivo.

 
 
 

Posto que alguns atendimentos serão feitos diante de participantes que enxergam (grupo Visual), o suficiente seria solicitar que ele observasse a imagem para continuarmos a leitura. Mas, acreditamos ser importante estarmos prontos para contingências.

3.

A

terceira observação demanda uma ação mais criteriosa do Ledor visando promover tempo

para usar seu senso crítico diante das imagens antes de realizar qualquer tipo de adaptação. Essa ação diz respeito à técnica do reordenamento de informações. Vamos supor que as

questões tenham o seguinte padrão de apresentação:

as questões tenham o seguinte padrão de apresentação: A proposta desta técnica é antecipar a informação

A proposta desta técnica é antecipar a informação solicitada no enunciado para que o participante então (se assim julgar necessário) ouça a descrição da imagem/texto motivador com um olhar mais apurado para busca de dados que o auxilie para responder

à questão. Funcionaria do seguinte modo:

Anuncie o número da questão.

Diga “existe uma imagem/texto motivador, vou ler o restante da questão primeiro e, se você julgar necessário, voltamos a ela”.

Leia o enunciado.

Pergunte se o participante quer voltar à imagem/texto motivador. Se ele julgar necessário, volte a essa informação.

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Capacitação de Ledores • Leia, por último, as alternativas. Ainda diante do reordenamento, quando aparecem imagens

Leia, por último, as alternativas.

Ainda diante do reordenamento, quando aparecem imagens como tabelas e gráficos, podemos nos deter a dar o mínimo de informação suficiente para o ouvinte determinar o que mais

gostaria de ouvir. Por exemplo:

TABELAS: Diga o título da tabela e depois os subtítulos dela, que normalmente estão situados na primeira coluna e primeira linha. Desse modo, o participante saberá de modo geral do que se tratam as informações da tabela. Se o participante pedir que retorne à tabela e fale sobre os detalhes dela, então teremos que escolher a melhor forma de lê-la:

dela, então teremos que escolher a melhor forma de lê-la: Quando a imagem se tratar de
dela, então teremos que escolher a melhor forma de lê-la: Quando a imagem se tratar de

Quando a imagem se tratar de gráfico, os dados a serem informados preliminarmente são:

gráfico, os da dos a serem informados preliminarmente são: Deixe claro para o ouvinte que ele

Deixe claro para o ouvinte que ele pode então pedir que você leia especificamente uma informação escolhida por ele ou, se ele desejar, falará de todos os dados. Mas, vale relembrar, do material utilizado no ENEM 2017, o Ledor recebeu o material de leitura sem a imagem, apenas com a “descrição da imagem”.

sem a imagem, apenas com a “descrição da imagem”. “Para fazer a diferença” Módulo 2 -

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Capacitação de Ledores

Ainda assim, devemos ficar atentos às imagens gráficas, pois os participantes do grupo Visual podem demandar a leitura integral dessa imagens pelo Ledor, por possuírem, por exemplo, dislexia ou baixa visão. Ou seja, novamente o Ledor se verá no cenário de escolher a melhor técnica a ser usada.

AS TÉCNICAS PARA LEITURA - textos

AS TÉCNICAS PARA LEITURA - textos

Antes de iniciarmos verdadeiramente a discussão sobre as técnicas de leitura de texto, precisamos falar de alguns aspectos importantes, como:

empregar altura de voz agradável a você e ao ouvinte;

manter um ritmo de leitura constante, nem rápido demais a ponto de não ser entendido, nem devagar demais a ponto de se tornar cansativo;

repetir a leitura quantas vezes for solicitado pelo ouvinte;

sentar na posição correta para não forçar as costas e as cordas vocais, afinal, pode ser que você passe bastante tempo realizando a leitura do material para alguém;

atentar-se para a fluência de leitura, pois a falta dela pode acarretar a passagem de informação errada.

A partir do entendimento de que a fluência de leitura é prerrogativa para o Ledor, podemos traçar a regra geral para as técnicas de leitura de texto, que é:

TORNAR PERCEPTÍVEL TUDO AQUILO QUE ESTÁ IMPRESSO.

Precisamos prestar atenção à aparição destes elementos:

1. Pontuação: nesse caso, a Técnica de leitura é: não verbalizar as pontuações.

2. Sinais variados:

a. Aspas: As aspas podem ter a função de anunciar um recorte de um trecho ou ainda de destacar um trecho do texto. Assim, é necessário anunciá-las para demonstrar onde esse trecho se inicia e onde termina. Ao aparecerem as aspas que antecedem o trecho, nós anunciamos ABRE ASPAS e, quando as aspas fecharem o trecho, diremos FECHA ASPAS.

b. Parênteses, colchetes: A aparição de parênteses ou colchetes no texto a ser lido seguirá o mesmo padrão de técnica relacionada às aspas: anunciar quando da sua abertura (ABRE PARÊNTESES) e novamente no seu fechamento (FECHA PARÊNTESES). E toda variação

dessa técnica só deve ser feita diante da análise prévia do texto a ser lido.

c. Travessão: O travessão deve ser anunciado quando para demonstrar que iniciasse a leitura de uma fala, podendo ser dito de modos diferentes:

a leitura de uma fala, podendo ser dito de modos diferentes: Para toda regra há uma

Para toda regra há uma exceção: quando o travessão for empregado como pausa de leitura, podendo ser substituído por vírgula, não será necessário anunciá-lo, apenas manter a fluência da leitura. Há momentos em que o abrir e fechar das aspas se tornará um problema para a leitura (pois será, por exemplo, um elemento de repetição). A preferência será por eliminá-las para evitar a perda de atenção do ouvinte para as demais informações. O mesmo diante das demais

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Capacitação de Ledores técnicas de sinais variados, mas essas variações da técnica só serão possíveis mediante

técnicas de sinais variados, mas essas variações da técnica só serão possíveis mediante análise prévia pelo Ledor.

d. Grifos (sublinhado, negrito ou itálico): Não são poucas as vezes que nos deparamos com trechos de textos colocados em evidência diante do uso de variação da fonte padrão do texto. O que a técnica diz é que devo anunciar o início e o final do grifo, mantendo a fluidez da leitura. Então seria assim:

grifo, mantendo a fluidez da leitura. Então seria assim: e. Palavra Estrangeira em texto de Língua

e. Palavra Estrangeira em texto de Língua Portuguesa: Quando tratamos de palavras estrangeiras em textos em Língua Portuguesa, o que fazemos é pronunciar a palavra como acreditamos ser correto e então perguntamos se o ouvinte quer que a gente soletre a palavra (assim, se pronunciarmos de modo incorreto a ponto de não ser entendível, ao soletrarmos é capaz de ele reconhecer a palavra!).

AS TÉCNICAS TRANSCRIÇÃO

Você sabe quem pode ser auxiliado pelo transcritor? De forma geral, podemos apontar três motivos que justificam esse apoio:

1. não visualização das folhas para transcrição de resposta: Pessoas com deficiência visual que não têm potencialidade visual suficiente para enxergar com precisão a folha de resposta a ponto de preenchê-la com autonomia.

2. ineficiência ou ausência de coordenação motora fina para execução da transcrição: Pessoas com deficiência física ou motora que não conseguem empunhar canetas ou escrever com qualidade suficiente para realizar o preenchimento das folhas. Nesse grupo estão pessoas com deficiência física que possuem má formação ou amputação de membros superiores, bem como paralisia total ou parcial.

3. desvios cognitivos para escrita ou raciocínio lógico-matemático de ordenamento: Pessoas que usam o serviço com o intuito de evitar erros de preenchimento ou de escrita (pessoas com déficit de atenção, dislexia, autismo, entre outros). Esse grupo solicita a transcrição pela segurança em não cometer erros durante o preenchimento de formulários. Um exemplo são as pessoas com déficit de atenção que, mesmo ao terem respondido de forma correta a questão, podem perder sua atenção ao passá-la para a folha de respostas e acabar assinalando a alternativa errada. Ou ainda os disléxicos, que costumam cometer muitos erros de escrita, como supressão de palavras ou alteração silábica, mesmo que tenham pensado e pronunciado em voz alta.

Ação do transcritor

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Capacitação de Ledores Os documentos diante dos quais o transcritor pode atuar variam de acordo com

Os documentos diante dos quais o transcritor pode atuar variam de acordo com o contexto em que ele está inserido. De forma geral, o transcritor pode agir diante de:

Formulários: Existem variações entre as bancas organizadoras, mas normalmente os formulários a serem preenchidos são estes: Folha de Presença, Formulários de Atendimento, Folhas de respostas (objetivas e discursivas) e Folha de Redação.

Respostas Objetivas: Ao preencher um Cartão de Respostas objetivas, primeiramente devemos conhecer qual é a preferência do participante: (a) Aguardar o final da leitura da prova e passar todas as respostas de uma vez só para o Cartão de Respostas. (b) Preencher cada questão assim que ele disser a resposta (o problema nesse momento é que, uma vez marcada a resposta dada pelo participante, não haverá mais possibilidade de alteração da resposta por ele).

Respostas Discursivas/Redação: A regra básica da transcrição das respostas discursivas e da Redação é iniciar a ação, SEMPRE, em uma folha de rascunho. Somente após a autorização do participante, a folha definitiva deve ser utilizada. Esse cuidado possibilita que o participante faça alterações em seu texto, além de que o transcritor verifique a relação entre o tamanho da sua letra e o espaço disponível.

A Transcrição

Para realização da transcrição, devemos nos atentar para:

ortografia: a boa escrita é sempre uma exigência.

caligrafia: letra legível.

margens: não ultrapassar margens direita e esquerda na área para escrita da redação.

rasura: quando for necessário rasurar a folha original de escrita discursiva ou redação, proceda passando um traço sobre a palavra a ser corrigida e escreva a correta na sequência.

Além disso, atenção também às seguintes questões: diferenciação das letras maiúsculas/minúsculas; recuo de parágrafo; hifenização. Para a transcrição, de fato, temos 4 passos a seguir:

Para a transcrição, de fato, temos 4 passos a seguir: Esses são os 4 passos ideais

Esses são os 4 passos ideais para um bom encaminhamento de transcrição da redação ditada por um participante, porém nem sempre poderemos utilizar tempo suficiente para que todos eles sejam executados. Mesmo tendo existido um acordo entre o Ledor e o participante para que guardassem o

tempo mínimo de X para a realização da redação, pode acontecer de o tempo a ser destinado a essa ação se tornar menor. O Ledor deverá anunciar ao participante o tempo que sobrou para a ação de pensar e escrever a redação na folha definitiva destinada a ela. Logo, qualquer variação necessária a esses passos deverá ser escolhida pelo Ledor diante do cenário que lhe for apresentado:

não realizar um ou alguns dos passos ideais da transcrição;

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Capacitação de Ledores

Capacitação de Ledores • escrever diretamente na folha definitiva sem usar o rascunho, eliminando todos os

escrever diretamente na folha definitiva sem usar o rascunho, eliminando todos os passos ideais. Antes realizar variações do que não entregar a redação do participante. Mas vale lembrar que mesmo que tenhamos toda responsabilidade profissional na ação, nem sempre teremos a determinação das ocorrências ao nosso favor, infelizmente.

Finalizando

Pois bem, acredito que você percebeu que apesar de existirem técnicas que facilitem ou diminuam as possibilidades de problemas de leitura e descrição, dependendo do cenário e do participante, elas não suprirão todas as necessidades. A riqueza da ação do Ledor é exatamente esta: a simplicidade da intervenção misturada com a complexidade do atendimento.

intervenção misturada com a complexidade do atendimento. “Para fazer a diferença” Módulo 2 - Página 13
intervenção misturada com a complexidade do atendimento. “Para fazer a diferença” Módulo 2 - Página 13
intervenção misturada com a complexidade do atendimento. “Para fazer a diferença” Módulo 2 - Página 13
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“Para fazer a diferença”

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