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Universidade Regional do Cariri – URCA – UDI

Disciplina: Criminologia Tema: A criminalidade e seus fatores sociais

Bruno Leonardo da Silva Rocha. 8º Semestre.

Responda as seguintes questões:

1 – Porque a criminalidade é um fator social?

A criminalidade não ocorre sem um ponto de partida inicial proviniente de uma


relação. Necessita antes de tudo que a ação, que será tida como delituosa, seja assim
caracterizada por/em um contexto social que a princípio a delimite como “crime”.
Qualquer ato em si poderia ter “N” significados com finalidades e características
correspondentes, entretanto a carga de valoração que será dada a ela advirá do meio social
a qual o indivíduo está inserido.
Os valores e “regras” deste meio social participam ativamente da equação que
produz a qualificação da criminalidade, pois se não há parâmetro que meça a condição da
ação em tempo e espaço (caracteres de cultura), também não há a condição criminal.
O próprio Direito/Norma que define o crime/criminalidade é um fato (social) que
destingue o outro, o qualificando como opositor e avesso. Não há de se falar porém em
criminalidade, como situação, onde não haja norma que a qualifique/valide. É, por fim,
uma cararacteristica, dentre tantas outras, de cada sociedade.

2 – Discorra sobre os principais fatores sociais da criminalidade apresentados no


texto, relacionando-os com a atual situação social brasileira.

Pobreza. Emprego, desemprego e subemprego.

Esse fatores são os mais clássicos para a criminalidade nas situações sociais. As
condições precárias geradas pela pobreza levam parte destes a praticarem ações que ferem
as previsões normativas. Uma vez que o Estado falhe em produzir oportunidades como
empregos ( e a sua dignidade) e/ou políticas de combate à pobreza, a parte estigmatizada,
vezes motivadas por necessidade de subsistência, passa a reproduzir ações e relações que
estarão fora da norma padrão. Não há o que se legitimar em um Estado inexistente (em
garantias). Acrescentaria ainda a questão da Desigualdade Social entre os fatores, pois
esta tem uma caracterisca diferente das outras: o conflito da insatisfação.

Meios de comunicação.

Os meios de comunicação, a serviço de uma classe dominante, sempre será


ferramenta de sua vontade. A necessidade de garantia do status quo sempre irá direcionar
o seu intuito para uma manutenção perene. Para isso é necessário reproduzir
declaradamente ao seu objeto (classe dominada) as condições, a “natureza” dos
indivídiduos e suas situações. Essa carga de informações buscam estabelecer um padrão
do que é certo e errado, ou no muito, relativizar alguns conceitos conforme essa mesma
sociedade avance.
Toda essa mecânica, com o tempo e constância, consegue massificar os conceitos
de criminalidade, mesmo os quais de fato nem sempre serão: favelas, bairros pobres, áreas
de risco social ...

Crescimento populacional

O crescimento populacional em determinadas regiões causam ao Estado uma


complicação administrativa na garantia de direitos e políticas. Ao mesmo tempo, aumenta
também o quoficiente de complicações já existentes (proporcionalidade). Este fator não
gera diretamente a criminalidade, mas gera as condições que a geram.

3 – Porque é fundamental para o jurista, em especial o estudante de direito para


penal, o estudo do crime com base na abordagem criminológica?

O estudo da criminologia possuí dois importantes aspectos: preventivo e o


combativo.
O aspecto preventivo seria a elaboração de políticas públicas voltadas para
combater os fatores que causam a violência.
O aspecto combativo complementa e introduz novas percepções quanto auxilio
ao código penal para que este consiga, de maneira eficiente, realizar a punição justa e
igualitária aos criminosos.
A abordagem criminológica garante ainda a abertura para novos escopos à fim da
compreenção dos casos concretos perante a hermenêutica.