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votada agrária, Abolição pela diz da historiador elite escravidão evitando em a 1888 reforma foi

Da Amanda BBC Brasil Rossi em São Paulo

reforma foi Da Amanda BBC Brasil Rossi em São Paulo 13 maio 2018 Compartilhar THE NEW

13 maio 2018

Da Amanda BBC Brasil Rossi em São Paulo 13 maio 2018 Compartilhar THE NEW YORK PUBLIC

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Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil

Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava

extinguiu uma historiador das leis a Luiz escravidão. mais Felipe importantes de Não Alencastro, era da apenas história um a liberdade dos brasileira, maiores que a Lei pesquisadores estava Áurea, em que jogo, da diz o escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária.

O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo

criar abolicionista um imposto André sobre Rebouças, fazendas engenheiro improdutivas negro e distribuir de grande as prestígio. terras para Sua ex-escravos. ideia era

republicanos O político Joaquim e mesmo Nabuco, abolicionistas também abolicionista, mais moderados apoiou ficaram a ideia. em Já polvorosa. fazendeiros,

"A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários para não

novo Áurea, mexer Brasil na sem propriedade livre. nenhuma "No final, compensação rural", a ideia diz Alencastro. de ou reforma alternativa Foi agrária aí para que capotou." veio os libertos a aprovação se inserirem da Lei no violência Nesta passou entrevista a do ser Estado vista para como atual a BBC um contra passado Brasil, os negros, o distante, historiador afirma apesar fala que ainda de a escravidão não sobre ter acabado a origem saiu da há da pauta tanto e tempo "Falar de assim, diversidade e critica é o considerar uso da palavra que os "diversidade" negros são para uma se minoria, referir como aos negros. nos Estados democracia". Unidos. Mas no Brasil eles são a maioria. É muito mais que diversidade, é

Alencastro é hoje professor da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. É também

autor professor do livro emérito O trato da dos universidade viventes: de formação Paris Sorbonne, do Brasil onde no Atlântico lecionou Sul. por Veja 14 anos, abaixo e

os principais trechos da entrevista:

escravidão BBC Brasil - nas Como Américas? entender que o Brasil tenha sido o último país a abolir a Esse africanos Luiz Felipe volume - 46% de assombroso Alencastro de todos que de - O africanos foram Brasil trazidos foi que o último chegou coercitivamente porque aqui acorrentado foi o para que mais as era Américas. importou propriedade havia considerado gente remediada escrava como uma era que propriedade muito tinha importante. um privada. ou dois Muita escravos. Isso gente cria uma Os tinha estudos dinâmica escravos. mostram em Nas que cidades que a a

dos propriedade Estados escrava Unidos. no Assim, Brasil muita era muito gente, mais e não difundida só os fazendeiros, que na Jamaica achava ou que no Sul o país

escravo ia se arruinar e da chegada se parasse dos de africanos. trazer africanos. Quase tudo dependia do trabalho

O Haiti é um caso limite, porque é primeiro país americano que chega à

independência, com uma revolução feita pelos escravos (iniciada em 1791). É a em Estados única volta insurreição Unidos. do Brasil, de a escravos escravidão que não chega era importante. ao poder no E mundo. era importante Já nos outros no Sul países dos

Estados BBC Brasil Unidos, - Qual em a diferença 1863? do processo de abolição no Brasil e nos Alencastro - No Brasil, a escravidão não era como nos Estados Unidos. Lá, a

escravidão independente era e regional, movimentos no Sul. abolicionistas. No restante Já do no país, Brasil havia a escravidão uma economia era nacional, agrícola

no país inteiro, e não havia um setor camponês independente. Por isso, o

escravistas. Abraham abolicionismo Lincoln, Como não do tinha foi partido nos como Estados republicano, crescer Unidos? em e regiões que O norte era circunvizinhas contrário do país, não à expansão às escravista, zonas do elegeu

extingui-lo com escravismo a União. nos nos Ocorreu estados novos então territórios onde uma ele existia. dos guerra EUA Isso civil e buscava causou para acabar a uma ruptura com solução dos a escravidão, estados negociada sulistas uma para guerra território sangrenta, em que a que escravidão traumatiza fosse até ilegal. hoje o Então, país. Aqui mesmo não que existia houvesse nenhuma 60 parte escravos do

no Amazonas na mão de alguns senhores, esse grupo fechava com o partido

escravocrata tráfico negreiro no e Parlamento. da escravidão. Havia uma espécie de união nacional em torno do

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Destaques e Análises

começa a diminuir Há 24 minutos Destaques e Análises Fuvest dar bem 2019: na primeira Sete
bem 2019: na primeira Sete dicas fase para do se vestibular A névoa misteriosa que tornou
536 o pior ano da história para se estar na Terra Entenda como é feito o
se estar na Terra Entenda como é feito o café descafeinado O país onde a polícia
O país onde a polícia está raspando cabelo afro de homens Cinco maioria vantagens das pessoas
maioria vantagens das pessoas genéticas não tem que a A estranha história por trás do filme
por trás do filme escrito pelo ditador espanhol Franco 'Descobri mãe, mas que não meu pude
mas que não meu pude pai contar traía a minha ela'  ameaçam As plantas o
 ameaçam As plantas o invasoras futuro da que Muralha da
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a minha ela'  ameaçam As plantas o invasoras futuro da que Muralha da China Black

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Fotografia de família escrava nos Estados Unidos, data desconhecida

BBC Brasil - Já se disse que as grandes transformações do Brasil ocorreram independência, sem participação a popular, abolição, pelas a República. mãos da Mas elite isso política é verdade e econômica. para a abolição? A Alencastro - José Bonifácio de Andrada, que era uma espécie de primeiro-ministro Constituinte, logo depois da prevendo independência a abolição do Brasil, progressiva mandou do tráfico um projeto e da para escravidão. a Assembleia Já naquele deixara noção momento, de claro que a classe que manter só dirigente, reconheceria o tráfico o de corpo escravos a independência da administração criaria um se impasse. o imperial Brasil acabasse Porque tinham a perfeita Inglaterra com o se tráfico. fosse E a o ONU governo (porque inglês, garantia nessa o época, reconhecimento tinha uma importância diplomático enorme. internacional), Era como o FMI desde de (porque africanos, a emprestava batalha mão-de-obra de Trafalgar dinheiro essencial para (1805) o governo) mandava no Brasil) e em juntos, a OIT todos (porque com os uma mares. vetava força a naval importação que cederam, Quando a prometendo Inglaterra começou acabar com a pressionar o tráfico mais a médio fortemente, prazo. Em os 1831 dirigentes é votado brasileiros o fim 1850, organizam do tráfico. o comércio Porém, redes de de sobretudo comércio africanos no semiclandestino acabou Rio, e em de fato. menor Acabou de medida escravizados de na uma Bahia vez. africanos. e Caiu no Recife, de Só 60 em se mil policiais Colômbia, conchavo africanos ficaram desembarcados entre não é traficantes virtuosos. porque o consumo em e governo. 1849 para de Se cocaína 6 amanhã mil em acabou acabar 1851. e Como? o de tráfico um Porque dia de para cocaína houve o outro na um os BBC Brasil - Que conchavo foi esse? dinheiro. Os traficantes Houve foram uma prevenidos negociação antes entre que a classe o tráfico dirigente ia acabar (a administração e foram tirando imperial) o uma cafeeira e a classe lei de - porque dominante imigração o transporte para (os fazendeiros, trazer era trabalhadores feito as em oligarquias lombo rurais, de mula regionais). uma - estrada e a redução O governo de ferro das propôs na tarifas região de exportação de café. BBC Império? Brasil - Depois que o tráfico acabou, qual passou a ser a estratégia do Alencastro reprodução declarou Isso estanca livres do - outra Quando os sistema filhos fonte acaba escravista. de de mães reprodução o tráfico escravas Depois de da escravos, há escravidão, que a nascessem Lei acaba do Ventre que a a é fonte partir a Livre reprodução externa daquela em 1871 de data). (que demográfica com a escravidão. interna. Dessa forma, houve uma estratégia gradualista para acabar Este escravo surge tem que gradualismo então morrer. esperar o abolicionismo. Essa até se o resume era último a estratégia escravo nesta É um movimento ideia: morrer do Império. a escravidão para como Aí acabar ninguém as acaba Diretas com quando perde a já!: escravidão. Abolição dinheiro. o último Vamos já! Mas Não abolir (político crimes já, que abolicionista) e sem cometeu. indenização afirmou para que os o Brasil proprietários não tinha de dinheiro escravos. para Joaquim pagar Nabuco pelos

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Luiz escravidão Felipe de Alencastro, autor de 'Trato dos Viventes', é um dos maiores especialistas em

participou? BBC Brasil - Qual foi a participação do movimento abolicionista? E o povo, liderança Alencastro negra. - O abolicionismo Luís Gama, André se acentuou Rebouças, na década José do de Patrocínio, 1880. Há que importante se batiam nos Aqui participou. tribunais em São e nos Houve Paulo, jornais. movimentos havia Esses o grupo são organizados os do heróis. Antônio para Também Bento, dar fuga os há Caifazes. muita a escravos, gente Havia anônima por um exemplo. grupo que minoritários. municípios em Recife, já que Já não ajudava o Rio tinha de mais os Janeiro escravos escravos era a a desde província fugirem 1884 para onde e o onde Ceará, o escravismo os onde escravocratas a era maioria mais eram dos no porque renitente. Nordeste. havia Em Essas muita São Paulo, fuga, ações e o acentuaram a oeste fuga do é uma Estado a forma crise já do estava de escravismo. revolta, apostando dos escravos na imigração comprados escravos. BBC Brasil - Também se falava de reforma agrária, dar terras para os ex- Alencastro - A reforma agrária não estava na pauta da maioria dos abolicionistas. negro Foi uma com radicalização muito prestígio, de uma tinha parte um minoritária. programa para André criar Rebouças, um imposto um territorial engenheiro sobre nos agrária as fazendas anos capotou. 1880, improdutivas foi porta-voz e fundar dessas cooperativas reinvindicações. de pequenos Mas no final, camponeses. a ideia de Nabuco, reforma BBC Brasil - Por quê? Alencastro para trazer imigrantes - A maior parte que trabalhassem do movimento nas republicano fazendas fechou e não mexer com os na latifundiários propriedade rural. os fez Essa apoiar virada a monarquia dos republicanos até o fim. jogou Depois Nabuco, disso, (no Rebouças livro) Minha e outros Formação no escanteio e (1900), monarquista brasileira: Nabuco "Tenho que renega constitui convicção sua uma juventude de das que frases a raça abolicionista mais negra infames por e faz um da uma plebiscito história declaração sincero da política e verdadeiro se interessavam teria desistido por ela, e de que sua no liberdade fundo, quando para poupar ela pensa o menor na madrugada desgosto de aos 15 que de novembro maio". (data da proclamação da República), lamenta ainda um pouco o seu 13 de BBC de ido Rebouças para Brasil frente? - O e projeto Nabuco de poderia reforma ter Alencastro era favorável. - A Não relação havia de um forças não

movimento camponês a favor da lutando reforma pelo agrária, o direito ou uma à terra. base No popular final nunca grandes das contas, fez países reforma o Brasil agroexportadores agrária. é um dos únicos que BBC Brasil - Além do campo, também havia muita escravidão nas cidades? tem mundo, Alencastro uma só concentração no - Se Império você Romano. somar urbana a de proporção No escravos Brasil, de a que escravidão escravos não existiu do também Rio em com nenhum tinha a de essa outro Niterói, lugar você no característica marcava as cidades. urbana, Em em 1849, uma escala o Rio tinha que não 260 ocorreu mil habitantes, nas Américas. 110 mil A dos escravidão quais eram escravos. Isso dá 42% da população. BBC escravos Brasil que - Como se viram foi o livres dia seguinte em 13 de à maio abolição? de 1888, O que mas aconteceu sem com os compensações, sem apoio do Estado para começar uma vida nova?

cidades. Muitos Alencastro ex-escravos Mesmo - Na sendo sequência ficam brasileiros, fora da do abolição, mercado os ex-escravos a de mão trabalho de obra não na tiveram imigrante zona rural cidadania vai e, aumentando. em plena, parte, nas voto também 1882, porque deles ainda a atingiu sua foi no quase permitido. Império. os brancos totalidade Este pobres ferrolho era analfabeta, e analfabetos, para excluir e o os como voto negros do é óbvio. analfabeto livres Até e os 1985, foi ex-escravos proibido quando em o usada BBC Brasil contra - A os escravidão negros acabou foi um quando processo a escravidão de muita violência. chegou ao Essa fim? violência Alencastro castigo físico. - A A Constituição partir daquele brasileira momento, de não 1824, se no podia art. mais 179, proibiu torturar punir - a inquisição crimes com portuguesa Vem então o havia Código institucionalizado Criminal de 1830 a tortura que especifica como prova, no art. até a 30: pessoa se o condenado confessar. for escravo ele não vai para a cadeia, a pena é transformada em açoite. Isso porque se

o escravo fosse para cadeia, causaria uma perda de mão-de-obra e dinheiro para o

seu senhor. Assim, o escravo era açoitado publicamente, humilhado, torturado. escravo os Depois, escravos. semanas voltava Quando a trabalhar. depois, a abolição quando Então, ocorre, estivesse a tortura a polícia foi reestabelecido legal já estava no Brasil habituada (do até açoitamento), 1888, a bater mas só neles. o para Neles acima, e os nos mecanismos brancos desfavorecidos. da repressão Como escravista no caso contaminam do voto do a sociedade analfabeto inteira. citado

MUSEU AFRO BRASIL
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André Rebouças defendia dar terras para os

escravos que fossem libertos

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A tortura era proibida contra brancos; para os escravos, a punição era o açoite

BBC Brasil - Cerca de 4,8 milhões de africanos aportaram como escravos no tão Unidos, Brasil. grande? É foram muito menos mais que de em 400 qualquer mil. Por que outro a vinda lugar de no escravos mundo. Nos para Estados o Brasil foi correntes Alencastro e ventos - São vários que aproxima fatores. Do muito ponto o Brasil de vista da África. da navegação, A viagem há de um ida sistema e volta de

Antilhas quando para os atravessavam portos ou dos brasileiros Estados a Unidos, zona era 40% equatorial. os mais quais curta O enfrentavam Brasil do que também a turbulências dos tinha navios mercadorias saindo na ida e das na que volta, eram conexões trocadas do Brasil por escravos, com os portos como africanos. tabaco e cachaça. Quando a Outro Corte fator portuguesa importante veio são para as cá, Moçambique o Rio de Janeiro Também se tornou havia a bases capital mercantis do império de português interesse brasileiro - isso incluía lá - muito Angola, mais associadas negócio negreiro ao Brasil dos do Estados que a Unidos Portugal. era Isso muito os americanos mais controlado nunca pelos tiveram. ingleses. O

O terceiro fator é o boom do café, que aumentou muito o tráfico negreiro para o

Centro-Sul do Brasil. Quem estava financiando isso em última instância? O operário

e a classe média inglesa, francesa, russa, que estavam tomando café mais

frequentemente. O café do Brasil não tinha concorrência. A partir de 1840, o Brasil

ciclo vira o do maior açúcar, produtor que sofria mundial concorrência de café - e das é o Antilhas. maior até hoje. Não foi assim com o não? BBC Brasil - Os próprios africanos participaram do comércio de escravos, aos Alencastro circuitos - regionais Os africanos das desenvolviam zonas econômicas comércio africanas. de escravos A articulação localizado, desse limitado economia comércio interno mundial, ao com comércio companhias Atlântico formadas, - que era com um acionistas dos setores investindo mais dinâmicos pesado da - houve criou uma a importação demanda de de escravos armas europeias, que exacerbou dando o maior tráfico impacto interno aos africano. conflitos Também internos, africano negreiro que eram vendendo era os um mecanismos comércio escravo totalmente de nos criação portos europeu mercantil das Américas. e de brasileiro. escravos. Nunca O comércio houve um atlântico navio tornou? BBC Brasil - Como a escravidão explica o país e a sociedade que o Brasil se Alencastro - O tráfico negreiro em si explica muita coisa. Explica a unidade Coroa, nacional, independente já por sabia exemplo. e por teria antecipação que Quem acabar quisesse que com ia o sofrer se tráfico. separar pressão Quem do governo estava da Inglaterra melhor do Rio quando posicionado de Janeiro, ficasse da para governo moderar do Rio a de pressão Janeiro. inglesa Uma contra monarquia o tráfico que transatlântico tinha corpo diplomático de africanos? bem O plantado Américas. na A Europa unidade e nacional era a única brasileira representante é um fenômeno do sistema inédito monárquico nas Américas. europeu nas Falava-se mesma virando 19 língua, a países. mesma o espanhol, língua. e Mas os quatro da Patagônia vice-reinos até a espanhóis Califórnia se também fragmentaram se falava a

Mas não é só. O tráfico também explica boa parte da diferença entre o Centro-Sul e

o Nordeste do Brasil. O sucesso do primeiro não é porque teve mais espírito

comercial. mais extensa É por e mais causa eficaz do café, na África mas também que a dos porque negreiros a rede pernambucanos negreira fluminense ou era

baianos. Por isso, o café pode se expandir tanto. assim, é BBC um Brasil passado parece - 130 muito tão anos longínquo? distante. é pouco Por tempo, que temos só cerca a impressão de quatro gerações. de que a escravidão Mesmo

que depoimentos Alencastro é tão longe? - de Eu ex-escravos conheci Logo depois gente colhidos da em abolição Goiás no Paraná, que o assunto falava nos do saiu anos tempo de 1950. pauta. da escravidão. Por Salvo que para parece E se há princesa ensinar pelo 20 de que Isabel. novembro a abolição Daí o (Dia motivo foi uma da do Consciência generosidade movimento Negra), negro da Coroa, ter da princesa proposto do governo, Isabel a troca da por do redentora Zumbi 13 de maio - numa outra história luta política popular significativa. que não deixava E depois muito veio espaço também para a imigração, a história criou-se dos afro- uma brasileiros. BBC Brasil - A abolição foi uma farsa? Alencastro dizer que a República - A abolição foi teve uma limites. farsa, que Mas não ela acabou ocorreu, com não a foi monarquia. farsa. Seria A abolição como acabou uma pessoa com a ter aberração como propriedade gerada por outra um pessoa quadro institucional e seus descendentes, e legal que de permitia maneira perpétua. A abolição também não foi uma benevolência da princesa ou do governo.

plataforma A monarquia abolicionista já estava caindo, para enfraquecer fez uma última o movimento manobra e republicano caiu ao tentar captar a

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4,8 mais milhões de três de séculos africanos foram transportados para o Brasil e vendidos como escravos, ao longo de

BBC Brasil - O senhor é defensor das cotas negros, consolidar Alencastro para a - democracia os O meu índios argumento e para plena os no das pobres Brasil, cotas e com os é que brasileiros acesso elas são à educação em fundamentais geral. São e ao elas trabalho. para que os vão BBC Brasil - Há quem defenda cotas por renda, não por cor Alencastro queriam apoiar - A a cota cota social racial. apareceu Ninguém como falava um em argumento cota social substitutivo no Brasil antes dos que do não

movimento negro levantar a bandeira da política afirmativa racial - a favor dos negros

e também dos índios, é importante lembrar. Trata-se de uma política baseada nas

universidades origem estatísticas indígena étnicas federais. é importante, dos Estados. e as Na cotas região favoreceram amazônica a a entrada proporção deles de nas jovens de

em O Supremo 2012. Raras Tribunal decisões Federal do votou Supremo unanimemente são unânimes. pela Juridicamente, constitucionalidade a situação das cotas,

estava informais definida: que os os descriminam negros não e sofrem desqualificam descriminação de forma legal, óbvia. mas há mecanismos

O censo de 2010 mostrou que a maioria da população é negra. Esse dado deve ser

bem observado pela maioria dos progressistas e por setores do movimento negro

que consideram a política afirmativa como um instrumento em favor da diversidade.

É muito mais do que isso. É um instrumento em favor da democracia, do

diversidade Mas funcionamento no Brasil é considerar eles do Estado, são a que maioria. que os favorece negros o são país uma inteiro. minoria, Achar como que nos ela garante Estados a Unidos.

escolas. BBC Brasil - O senhor também defende o ensino de história da África nas Alencastro - A maioria das pessoas que chegaram aqui são africanos. É esse o

perguntam importante dado que os para por professores que a formação perder têm tempo do que povo com dar brasileiro em história reunião da do África. de que pais a Ásia Ora, e mestres, e porque boa parte quando a África da Europa é mais

e das Américas.

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