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PRODUÇÃO DE TEXTO (vale 3,0)

TEXTO 1
Edição do dia 08/05/2018
08/05/2018 22h57 - Atualizado em 08/05/2018 22h57
Projeto de lei que afrouxa controle de agrotóxicos é polêmica na Câmara
Uma comissão especial da Câmara dos Deputados não conseguiu votar, nesta terça-feira (8), um projeto de lei que
alivia o controle do uso de agrotóxicos no país. O projeto é criticado por autoridades da área da saúde e por ambientalistas.
Foi uma sessão tumultuada. Assunto que divide ambientalistas e a bancada ruralista, a principal interessada no
projeto. A proposta original foi apresentada em 2002 pelo então senador, Blairo Maggi, do Progressistas, que hoje é o ministro
da Agricultura.
O relator Luiz Nishimori, do PR, defende a substituição da atual lei dos agrotóxicos por uma proposta que, segundo
ambientalistas e profissionais da área da saúde, tem como objetivo aliviar o controle sobre o uso de pesticidas. O deputado
argumenta que a legislação está defasada e impõe muita burocracia ao setor.
“Lei que se trata dos defensivos agrícolas que foi criado no ano de 1989, que seja 30 anos atrás, e que não foi
atualizado. Lógico que a nossa agricultura brasileira teve um grande crescimento durante esses 30 anos, que nós temos que
modernizar o setor”, diz Nishimori.
A principal crítica é de que o texto centraliza a liberação dos agrotóxicos no Ministério da Agricultura com apenas
pareceres da Anvisa e do Ibama.
Hoje, um processo precisa ser analisado em cada um desses órgãos, o que, para ambientalistas, ajuda na isenção da
análise do agrotóxico.
Ainda na proposta, o relator cria um novo nome para agrotóxicos: produtos fitossanitários.
De acordo com quem condena as mudanças, o projeto traz um perigo para saúde, abrindo a possibilidade de aprovação
de substâncias cancerígenas. Hoje, essa possibilidade é motivo de veto de um produto.
“Do jeito que o projeto está a gente vai comer ainda mais veneno do que a gente já come diariamente. O que a gente
tem hoje como lei, ela confere uma certa proteção para a sociedade, falta fiscalização e falta controle, mas a lei confere uma
proteção. Esse novo pacote vai tirar absolutamente e vai nos deixar mais exposto aos agrotóxicos”, afirma Marina Lacôrte,
do Greenpeace.
Um estudo da USP de 2015 mostra que o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Usa 20
% de defensivos que são comercializados no mundo.
A Fundação Oswaldo Cruz diz que as mudanças propostas são um perigo à saúde de quem trabalha no campo e
também dos consumidores.
“Os agrotóxicos eles têm na sua conformação substâncias químicas que são agressivas a saúde humana e ao meio
ambiente, isso já é uma comprovação de larga conhecimento e produção na literatura científica internacional”, explica o
pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto.
Não houve acordo e o relator não pôde nem apresentar a proposta. A comissão especial vai tentar se reunir ainda
nesta terça depois da sessão do Plenário, se não der, os deputados voltam a discussão na próxima terça-feira (15), para uma
nova tentativa de votar o relatório.
Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/05/projeto-de-lei-que-afrouxa-controle-de-agrotoxicos-e-polemica-na-camara.html
TEXTO 2
Relator do PL do Veneno, Luiz Nishimori vendeu agrotóxicos no Paraná
O deputado Luiz Nishimori (PR-PR) vendeu durante anos pesticidas em Maringá, Marialva e Luiziana, no noroeste
do Paraná. Ele é o relator do PL do Veneno, o PL 6299/2002, que flexibiliza o uso de agrotóxicos no Brasil. O deputado é
membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), bancada pelo setor privado e interessada direta na aprovação do
projeto.
Luiz Nishimori já foi presidente da Mariagro Agrícola Ltda, hoje em nome de sua mulher, Akemi Nishimori, e de
sua mãe, Fumi Nishimori, falecida em outubro, aos 87 anos. Outra empresa, a Nishimori Agrícola, está em nome de dois
filhos. O Tribunal de Justiça do Paraná considerou, em 2015, que as empresas da família pertencem ao mesmo grupo. O
próprio Nishimori informa, em seu perfil no Facebook, que é agricultor desde 1970. Ele conta ter constituído a Mariagro
naquela época, com 21 anos. Depois, com a Sementes Nishimori, atou na produção de sementes de soja e trigo. A Mariagro
foi uma das fundadoras da Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita), em 1999. O objetivo
do grupo de empresários do noroeste paranaense era recolher as embalagens vazias de agrotóxicos. Hoje está presente em 83
municípios.
Disponível em: https://deolhonosruralistas.com.br/2018/07/12/relator-do-pl-do-veneno-luiz-nishimori-vendeu-agrotoxicos-no-parana/.

PROPOSTA:
 Produza uma carta aberta destinada ao relator da PL DO VENENO, Luiz Nishmori, a fim de que você se posicione
sobre o tema em questão (CRITICAR, ELOGIAR, SOLICITAR).
 Em sua produção, procure seguir a estrutura abaixo:
 1º parágrafo/introdução: apresente qual o papel social exercido por você + objetivo de sua escrita + fale da
importância do papel social exercido pelo seu interlocutor.
 2º e 3º parágrafos (ou mais)- coloque os motivos que levam você a escrever esta carta em relação ao seu
objetivo comunitcativo.
 4º parágrafo/ conclusão- faça um apelo emocional e volte a enfatizar o seu objetivo.
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