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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA RURAL E ANIMAL – DTRA

Modelo para Melhorias


O que estamos tentando
realizar com sucesso?
CICLO DE MELHORIA Como saberemos se uma
mudança é uma melhoria?
PDSA Quais mudanças podemos fazer
para resultar em melhorias?
Data: 09/10/2015
Equipe: Ana Carla Brito, Kaique Gigante, Marceliana Santos,
Suylla Vieira e Kislla Silva. Act Plan

Study Do

P PLANEJAR

OBJETIVO DO CICLO:
Melhorar a qualidade do leite

QUESTÕES A SEREM RESPONDIDAS A PARTIR DOS DADOS OBTIDOS NESTE CICLO


1. Composição, CCS e CBT do leite de búfalas?
2. Fatores que afetam a qualidade do leite?
3. Incidencia de mastite em búfalas?

PREDIÇÕES:
1. Densidade: entre 1, 025 a 1, 047 g/ml; pH: (6,41 a 6,47); Acidez: 14 a 20 °D (que se deve ao elevado teor de proteínas em
especial a caseina); Solidos Totais: 15, 64 a 17,95%; Proteína: 3,6 a 5,26%; Gordura: 5,4 a 8%; Minerais: 0,79 a 0,83 % (sendo
ate 25% deste o contudo de cálcio.
2. Manejo de ordenha, higiene dos utensílios bem como do ordenhador, saúde dos animais, estocagem do leite, nutrição.
3. As búfalas são menos suceptiveis a mastite, porém se encontram casos de animais com mastite em algumas regiões.

DESENVOLVA UM PLANO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES (Quem, O que, Onde, Quando, Como).

Quem: André Oliveira e Rodrigo Silva


O que: Conduzir as búfalas para sala de ordenha.
Onde: Nos piquetes
Quando: Ás 4h da manhã.
Como: Á cavalo.

Quem: José Gonçalves e Maria Rita.


O que: Responsavel por cuidar dos bezerros.
Onde: Sala de espera dos bezzeros.
Quando: Durante a ordenha
Como: Identificando o bezerro de cada vaca.

Quem: Antonio Santos e Joaquin Pereira.


O que: Responsável pela ordenha
Onde: Na sala de ordenha.
Quando: A partir das 4 da manhã.
Como: Ordenha mecânica.

Quem: Margarida Santos e Juzelita Souza.


O que: Higiene da sala de ordenha.
Onde: Na sala de ordenha.
Quando: A partir das 4 da manhã.
Como: Com ordenha mecânica.

FAZER
D

OBSERVAÇÕES AO CONDUZIR O PLANO

1. A condução das búfalas para a ordenha será realizada às 4 horas, tirando-as dos piquetes que se encontram e as levando
para a sala de espera. Os bezerros são conduzidos e colocados na sala de espera apropriada.
2. O cuidado com os bezerros é feito desde o momento da condução para a sala de espera, onde ficará aguardando a mãe
ser conduzida para a ordenha. Ocorrendo isso, o responsável conduz os bezerros referentes, para que ocorra o estimulo
necessário na fêmea. Após a ordenha os bezerros são liberados juntos com as mães por um período determinado de tempo.
3. A ordenha tem previsão de começo às 5 horas da manhã, sendo realizada mecanicamente. Cada funcioraio fica
responsável por 4 animais por vez, como a ordenha é mecânica é necessário um maior cuidado e atenção com as teteiras, para
que não ocorra danos aos tetos das búfalas.
4. A higiêne começa com a lavagem dos tetos, em seguida a secagem dos mesmos com uma folha de papel toalha para cada um,
logo em seguida o pré-dipping é realizado consistindo na utilização de uma solução desinfetante (solução de cloro) e uma solução
de pós-ordenha (iodo a 10%) para redução da contaminação bacteriana.

ESTUDAR
S

O QUE FOI APRENDIDO COM OS DADOS?

1. Quais fatores levam a um alto índice de CBT e CCS?


Microbiologicamente, a qualidade do leite de búfala está intimamente relacionada aos hábitos do animal e ao
manejo de ordenha. Um fator de relevância é o comportamento do animal de imergir em coleções de água à
procura de conforto térmico. Tal hábito dificulta a higienização do úbere da búfala. Cunha Neto (2003) cita a
presença de microorganismos mesófilos no leite de búfala in natura, de acordo com a estação do ano,
encontrando valores entre 5,0 x 10 4 a 1,3 x 10³ UFC/ml no inverno, e 1,5 x 105 a 3,2 x 107 UFC/ml no verão.

2. Como esses índices afetam a qualidade do leite?


O leite com alta contagem microbiológica altera a coagulação da massa e consequentemente a textura do queijo.
Essa alteração na formação do queijo se reflete diretamente no rendimento da produção, que apresentará
onerosa diminuição. A durabilidade e as características organolépticas (como o sabor) do queijo também ficam
prejudicados, fazendo com que o consumidor não seja fiel ao produto (Amante et al., 2001). Ainda segundo o
mesmo autor, a contagem total de bactérias no leite destinado à fabricação de Mozzarella deve estar entre
5,0x103 a 5,0x105 UFC/ml. A contagem de células somáticas também interfere no processamento do queijo, e
pode ser um bom indicativo da qualidade do leite. Teramoccia (2001) verificou que a presença de até 2,0x105
células somáticas/ml no leite de búfala não interfere no processo de coagulação, e leites com mais de 4,0x105
células somáticas/ml não coagulam bem. Análises de leite de búfala de diferentes propriedades, realizadas no
laboratório de análise da qualidade do leite da Escola de Veterinária da UFMG, demonstraram a grande variação
na qualidade microbiológica do leite em uma mesmo época do ano.

A AGIR

QUAIS MUDANÇAS DEVEM SER FEITAS AO PROCESSO?

1. O que fazer quando a CCS continua elevada?


Realizando analise do teste de CMT diariamente para excluir do rebanho búfalas que apresentarem resultados
positivos para mastite. Também realizando analise de CCS individual do leite de cada búfala, para quantificar as
células somáticas.

2. Como controlar o alto índice de CBT?


Reeducação dos responsáveis por todo o manejo de ordenha, levando em consideração fatores como: a qualidade da
água, higiene do ordenhador, limpeza das teteiras e todo o equipamento utilizado direta ou indiretamente na ordenha.
Realizando sempre o pré e pós dipping a cada ordenha.

3. Como combater os fatores extrínsecos que afetam o rendimento de produtos lácteos?


O estresse térmico pode ser amenizado com uma maior área de sombreamento, disponibizando água para consumo e
banho. Outros tipos de estresses também devem ser evitados, como: pancadas nos animais, gritos, aglomeração de
pessoas. A alimentação também pode afetar o rendimento dos produtos lácteos, por isso é preciso um estudo sobre
quais alimentos usar (subproduto) e quantidade a ser usada.