Você está na página 1de 31

SISTEMAS DIGITAIS

UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES LAGOS


CURSOS: ENGENHARIAS DA COMPUTAÇÃO E ELÉTRICA
PROF. MSC. ENIO JOSÉ BOLOGNINI
AULA 2 – FUNÇÕES E PORTAS LÓGICAS
Ementa

■ Sistemas de numeração, Funções e portas lógicas, Formas


de representação de funções lógicas, Minimização de
funções lógicas, Projetos de Circuitos lógicos combinacionais,
Circuitos combinacionais básicos, flip‐flops, simulação de
circuitos digitais utilizando ferramentas de software.
ÁLGEBRA BOOLEANA

■ Diversas áreas da informática é necessário a utilização da


lógica booleana, devido ao fato da mesma ser considerada
como um sistemas numérico para binários ou uma lógica
relacional, aos quais, suas funções são estritamente entre
relacionadas aos números 0 e 1. Tais fatos, podem ser
compreendidos da seguinte forma:
■ 0 (zero) pode ser não ou falso, isto é, este estado pode ser
utilizado na lógica booleana em forma de perguntas ou
acionamento de dispositivo, afim de desativa suas funções.
■ No caso do 1 (um), ao contrário de zero (0), podemos dizer se
é verdadeiro ou, aplicar um sim para ativar dispositivo.
ÁLGEBRA BOOLEANA

■ O processo é bem simples para dois estados, pode ser zero


(0) ou é um (1), para acionamento de dispositivos, placas
entre outros.
■ Caso a variável programada em um código C venha recebe
valores como estes, a mesma só pode assumir um dos dois
estados por vez, isto é, entre 0 e 1.
PORTAS E ALGEBRA BOOLEANA

❖ Para o caso de portas lógicas, podemos associar a lógica


booleana com os seguintes exemplos:

➢ E (AND);
➢ OU (OR);
➢ NÃO (NOT);
➢ NÃO E (NAND);
➢ NÃO OU (NOR);
➢ OU EXCLUSIVO (XOR).

❖ Tais portas, podem ser verificadas com tabelas verdade,


expressões e circuitos lógicos.
PORTAS E ALGEBRA BOOLEANA

❖ Para uma melhor compreensão, vamos utilizar a função E


(AND) entre os dois assuntos, podemos aplicar o seguinte
exemplo:

❖ Observe neste circuito elétrico, a fonte direciona aos polos


positivo e negativo, uma corrente que faz acender a lâmpada.
No entanto, existem duas chaves A e B.
PORTAS E ALGEBRA BOOLEANA
❖ Caso seja acionada a Chave, poderemos obter a seguinte
situação:

❖ No ponto inicial temos: chave A aberta e chave B aberta,


então, a lâmpada esta apagada;
❖ No segundo ponto, podemos obter chave A fechada,
enquanto que, chave B aberta. Para isto, obtemos A = 1, B =
0, então a saída será S = 0.
PORTAS E ALGEBRA BOOLEANA

❖ Já no terceiro caso, foi aberta a chave A = 0, e se fechou a


chave B = 0, então a saída será ainda S= 0;
❖ Observe no quarto e último sistema: a chave A = 1 (fechada),
enquanto que, a chave B = 1, então o sinal de saída será S=
1. Com isto, a lâmpada recebeu a carga, obtendo o a luz
acesa da lâmpada.
PORTAS E ALGEBRA BOOLEANA

TABELA VERDADE
A B S
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1

❖ Já no terceiro caso, foi aberta a chave A = 0, e se fechou a


chave B = 0, então a saída será ainda S= 0;
❖ Observe no quarto e último sistema: a chave A = 1 (fechada),
enquanto que, a chave B = 1, então o sinal de saída será S=
1. Com isto, a lâmpada recebeu a carga, obtendo o a luz
acesa da lâmpada.
PORTA LÓGICA
PORTA E (AND)
❖ Esta porta executa, como também, verifica
na tabela verdade os valores de execução
desde as entradas, até a saída;
❖ Para que o valor de saída seja um (1), é
necessário que ambas entradas, sejam
iguais a um (1). Caso não seja, as mesmas
têm saída zero (0).

❖ Pode acontecer de existir portas


lógicas, com mais de uma entrada,
no entanto, a mesma deverá obter
nas entradas os valores um (1),
pois somente assim, a saída será
um (1). Para os demais casos
havendo em uma das entradas o
valor zero (0), a saída também será
zero (0).
PORTA E (AND)
PORTA E (AND)
TABELA VERDADE
A B C D S
0 0 0 0 0
0 0 0 1 0
0 0 1 0 0
0 0 1 1 0
0 1 0 0 0
0 1 0 1 0
0 1 1 0 0
0 1 1 1 0
1 0 0 0 0
1 0 0 1 0
1 0 1 0 0
𝑆 =𝐴∙𝐵 ∙𝐶 ∙𝐷
1 0 1 1 0
1 1 0 0 0
1 1 0 1 0
1 1 1 0 0
1 1 1 1 1
PORTA OU (OR)
❖ Ao contrário da porta E (AND), esta têm a finalidade de executar a
soma ou disjunção;
❖ Veja o caso de outro circuito, onde se deseja acender a lâmpada:
PORTA OU (OR)

TABELA VERDADE
A B S
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1

❖ No primeiro circuito, os valores das entradas A e B são zero (0), então a


saída S = 0;
❖ Já o segundo, apresentou o valor A = 1 e B = 0, como é um circuito de
soma, é só lembrar da soma binária, então, a saída no final é S = 0;
❖ O terceiro caso é semelhante ao segundo caso, portanto, A = 0 e B = 1,
sendo assim, o valor será S = 1.
❖ No último caso, temos os valores para A = 1 e B = 1, então, a saída de
resposta da lâmpada será S = 1.
PORTA OU (OR)
❖ A porta OU executa tanto a função OU, como também, a
tabela verdade da função OU.

❖ Entretanto, é preciso lembrar que a porta pode conter mais


de uma entrada. Para isto, a única saída zero (S = 0) será em
A = 0; B = 0; C = 0; D = 0.

𝑆 =𝐴+𝐵+𝐶+𝐷
PORTA OU (OR)
PORTA OU (OR)
TABELA VERDADE
A B C D S
0 0 0 0 0
0 0 0 1 1
0 0 1 0 1
0 0 1 1 1
0 1 0 0 1
0 1 0 1 1
0 1 1 0 1
𝑆 =𝐴+𝐵+𝐶+𝐷 0 1 1 1 1
1 0 0 0 1
1 0 0 1 1
1 0 1 0 1
Cuidado! Alguns livros 1 0 1 1 1
adotam estas notações
1 1 0 0 1
para a mesma porta.
1 1 0 1 1
Então, iremos utilizar o
método de soma. 1 1 1 0 1
1 1 1 1 1
PORTA NÃO (NOT)
❖ Função de negação (Não) na porta NOT;
❖ A mesma executará na variável 0 se o resultado na função é 1;
❖ Caso contrário, se for 1 na variável a função recebe 0.

❖ No primeiro circuito temos A = 0, então, a saída será S = 1, o que faz


acender a lâmpada;
❖ No caso do próximo circuito A = 1, então, a função gera sinal 0, onde
S = 0 e a lâmpada não acende.
PORTA NÃO (NOT)
❖ Função e porta NOT conhecidas como inversora;

❖ Pode ser representada em S como:


➢ 𝑆 = 𝐴,ҧ onde a leitura da mesma pode ser S
= não A;
TABELA VERDADE
❖ Notações de outros livros: ഥ
𝑨 𝑨
➢ 𝑆 = 𝐴, 0 1
➢ 𝑆 = ¬ 𝐴; 1 0

➢ 𝑆 = 𝐴.
PORTA NÃO (NOT)
PORTA NÃO E (NAND)
❖ Aqui as funções foram compostas por E e NÃO, assim,
podemos lembrar destas portas anteriores, onde esta a
saída na função E totalmente invertida.

TABELA VERDADE
A B 𝑺=𝑨∙𝑩 𝑆 = 𝐴 ∙𝐵 =𝐴 ∙𝐵 = 𝐴 ∙𝐵 , =¬ 𝐴 ∙𝐵
0 0 1
0 1 1 ❖ Esta porta NÃO E (NE) executa a função NÃO E

1 0 1
1 1 0
PORTA NÃO E (NAND)
TABELA VERDADE
A B C D 𝑺=𝑨∙𝑩
0 0 0 0 1
0 0 0 1 1
0 0 1 0 1
0 0 1 1 1
0 1 0 0 1
0 1 0 1 1
0 1 1 0 1
Quando a saída for 0, isto é, 0 1 1 1 1

devido ao fato das N entradas 1 0 0 0 1


1 0 0 1 1
que continhas números iguais 1 0 1 0 1

a 1; nos demais casos, a saída 1 0 1 1 1


1 1 0 0 1
será 1. 1 1 0 1 1
1 1 1 0 1
1 1 1 1 0
PORTA NÃO OU (NOR)
❖ Esta porta NÃO OU (NOR) executa a função NÃO OU em
forma invertida, onde os valores com duas entradas
iguais em zero (0), têm a saída S = 1. No caso dos
demais resultados para a saída os valores são zero (0).
𝑆 = 𝐴+𝐵 =𝐴+𝐵 = 𝐴+𝐵 , =¬ 𝐴+𝐵

TABELA VERDADE
A B 𝑺=𝑨+𝑩
0 0 1
0 1 0
1 0 0
1 1 0
PORTA NÃO E (NAND)
TABELA VERDADE
A B C D 𝑺=𝑨+𝑩
0 0 0 0 1
0 0 0 1 0
0 0 1 0 0
0 0 1 1 0
0 1 0 0 0
0 1 0 1 0
Portanto, se a porta NÃO OU 0 1 1 0 0
0 1 1 1 0
existir diversas entradas (N), a
1 0 0 0 0
saída somente será um (1), 1 0 0 1 0
1 0 1 0 0
quando os valores das
1 0 1 1 0
entradas forem iguais a (0). 1 1 0 0 0
1 1 0 1 0
Para os demais casos o valor
1 1 1 0 0
de saída será zero (0). 1 1 1 1 0
PORTA OU EXCLUSIVO (XOR)
❖ Neste tipo de porta OU Exclusivo (XOR), os valores das entradas
devem estar diferentes entre si, isto é, A = 0 e B = 1 ou A = 1 e B =
0. Com isto, a saída (S) para ambos os casos será um (1). Para os
demais casos de valores iguais nas entradas, a saída será zero (S =
0).

𝑆 = 𝐴 ⊕ 𝐵 = 𝐴ҧ ⋅ 𝐵 = 𝐴 ⋅ 𝐵ത
TABELA VERDADE
A B 𝑺=𝑨⊕𝑩
0 0 0
0 1 1 Outros símbolos utilizados
1 0 1
1 1 0
PORTA OU EXCLUSIVO (XOR)
❖ Para OU Exclusivo (XOR), se pode classificar circuitos combinacionais,
conforme a figura abaixo:
EXEMPLOS

❖ Acompanhe com o docente os exemplos práticos que


serão apresentados na lousa;
❖ Procure exercitar os circuitos apresentados em
linguagem de programação C.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÁSICA
• FREGNI, E.; Saraiva, A. M. Engenharia do projeto lógico digital. Ed. Edgard
Blücher, 1995.
• HERBERT, T. Circuitos Digitais e Microprocessadores. McGraw Hill do Brasil,
1984.
• TOCCI, R. J. Sistemas digitais: princípios e aplicações. LTC, 7a ed., 1998.
COMPLEMENTAR
• WAKERLY, J. F. Digital design: principles and practices. Prentice‐Hall, 3rd ed.,
2000.
• PETRONI, V. A. Circuit Design with VHDL. MIT Press, 2004.
• SOUZA, David José de. Desbravando o PIC: ampliado e atualizado para
PIC16F628A. [il]. 7. ed. São Paulo: Érica, 2004. 268 p.
• TOCCI, R. J.; LASKOWSKI, L. P. Microprocessadores e microcomputadores:
hardware e software. 3 . ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall, 1990.
REFERÊNCIAS
■ BARANAUSKAS, J. A. Funções lógicas e portas lógicas.
Departamento de Computação e Matemática – FFCLRP-
USP, 2012.
CONTATO E INFORMAÇÕES
Os materiais desta disciplina como: Aulas; Apostilas; Artigos;
Lista de exercícios; Livros; Softwares e; entre outros. Estão na
pasta UNILAGO do Dropbox. É preciso pedir o convite ao Prof.
MSc. Enio José Bolognini.
Envie um e-mail para ejbolognini@gmail.com, onde será
compartilhada com o discente ou turma.
ORIENTAÇÕES DE TRABALHO
Para maiores informações sobre TCCs; Artigos; Publicações e;
entre outros, estou a disposição para orientações em:
Programação (C/C++, VHDL, MATLAB e FORTRAN);
I.A.: Redes Neurais Artificiais (RNA), para circuitos elétricos ou
digitais – utilizando técnicas rede feedforward referentes ao
algoritmo genético de retropropagação (backpropagation).

Você também pode gostar