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PSICOMOTRICIDADE E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo geral marcar a abordagem da


Psicomotricidade com os indivíduos portadores de deficiência intelectual,
analisando a interferência ocorrida quando são aplicados os conhecimentos da
Psicomotricidade no desenvolvimento deste público. A psicomotricidade é
fundamental para que haja consciência dos movimentos corporais integrados com
sua emoção e expressado por esses movimentos. Movimento é o deslocamento de
qualquer objeto na psicomotricidade o importante não é o movimento do corpo como
o de qualquer outro objeto, mas a ação corporal em si, a unidade biopsicomotora em
ação. A ausência de um trabalho psicomotor pode influenciar no desenvolvimento
global do deficiente mental, tendo a criança problemas de linguagem, postura,
leitura, escrita e outras dificuldades. Sendo a psicomotricidade um auxílio na solução
de problemas de aprendizagem, pois possibilita aos docentes o desenvolvimento
das atividades, envolvendo o lado motor e o emocional da criança. Dessa forma se
faz necessário aproveitar este recurso, a psicomotricidade, para melhorar a
qualidade de ensino e o desenvolvimento dos alunos com deficiência mental.

Palavras-chave: Psicomotricidade. Deficiência.Educação.

INTRODUÇÃO

Esse trabalho tem como objetivo geral analisar bibliograficamente como o


desenvolvimento neuropsicomotor influencia ou contribui para a formação escolar do
aluno com deficiência intelectual, para que dessa forma o aluno comece a
desenvolver suas aptidões e a valorizar suas competências.
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Para que isso seja possível, tenho como objetivos analisar a história da
psicomotricidade, abordar o cognitivo na deficiência intelectual e relacionar o
trabalho psicomotor com o cognitivo e suas contribuições para a deficiência
intelectual.

O desenvolvimento neuropsicomotor ocorre principalmente durante a


primeira infância.

Na fase dos dois aos cinco anos de idade, a motricidade e a cinestesia


facilitam a utilização completa do corpo. Dos cinco aos sete anos, essa passa de um
estado global, para análise, começa a realizar as diferenciações (ex.: esquerda e
direita). Dos sete aos doze anos a criança passa à independência funcional dos
diversos segmentos e elementos corporais, transpondo o conhecimento de si ao
conhecimento dos que os cercam.

As crianças com deficiência intelectual geralmente não apresentam bom


desenvolvimento sensório-motor na infância sendo necessário tentar tudo a fim de
refazer as etapas mal sucedidas. (PICQ; VAYER, 1988).

A psicomotricidade pode ser considerada um dos fatores relevantes para a


melhoria da aprendizagem da escrita e da leitura, oferecendo alternativas para esta
demanda que não é mais restrita ao âmbito pré-escolar, mas que também atinge a
criança mal sucedida no decorrer de sua vida adaptativa.

Costallat (1976) afirma que as alterações profundas não podem ser


recuperadas totalmente, porém podem ser atenuadas com uma reeducação
apropriada que eduque os movimentos ou desenvolva compensações que ajudem a
equilibrar o déficit motor e somente um método combinado, pode atuar no
desenvolvimento do movimento e do intelecto fazendo o indivíduo progredir. (PICQ;
VAYER, 1988).

O desenvolvimento global da criança pode ser favorecido por meio de uma


educação psicomotora, propondo ao indivíduo por meio de estruturações mentais,
enfocando igualmente aspectos afetivos, intelectuais e sociais, levando o indivíduo a
tomar consciência de si pela atitude e movimento. Assim, a psicomotricidade procura
educar o movimento, ao mesmo tempo em que desenvolve as funções da
inteligência. (PICQ; VAYER, 1988).
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Toda a criança que apresenta deficiência intelectual, apresenta também


atraso no desenvolvimento motor, afetando também sua vida adaptativa.

Seja qual for à maneira de abordar o problema, o educador será chamado


em educação psicomotora a procurar as técnicas mais eficazes, a fim de obter uma
melhora progressiva do comportamento geral da criança. (PICQ; VAYER, 1988).

Fonseca (1988) especifica que terapia psicomotora não é ima “ginástica


corretiva” nem uma “rítmica especializada”. A terapia psicomotora constitui uma nova
abordagem dos problemas da motricidade perturbada, auxiliando o indivíduo nas
múltiplas ações de adaptações à vida corrente.

Portanto, se faz relevante e necessário, aprimorar as formas de aplicações


da terapia psicomotora e valorizar as contribuições da psicomotricidade junto à
criança com deficiência intelectual.

A metodologia utilizada nesse estudo é de pesquisa bibliográfica,


resgatando e comparando alguns conceitos básicos e teóricos importantes,
objetivando demarcar a importância da psicomotricidade na clientela com
deficiência intelectual.

1. BREVE HISTÓRICO DA PSICOMOTRICIDADE

Pessoas com deficiência intelectual ou cognitiva costumam apresentar


dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas (como as
metáforas, a noção de tempo e os valores monetários), estabelecer relações sociais,
compreender e obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por
exemplo, as ações de autocuidado.

De acordo com Barros e Barros (2005, p. 34) “a psicomotricidade é vista


como ação educativa integrada e fundamentada na comunicação, na linguagem e
nos movimentos naturais conscientes e espontâneos. Tem como finalidade
normalizar e aperfeiçoar a conduta global do ser humano”.

Ao trabalhar com educandos considera-se o ritmo próprio de cada um em


seu processo de crescimento e desenvolvimento humano.
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Ao se falar da criança é do conhecimento de todos que elas são ágeis,


alegres e dispostas a descobrir, e é direito de todas frequentarem a escola, inclusive
as portadoras de necessidades especiais, visto que, ao integrar a escola a criança
tem a possibilidade de se socializar, tem sua autoestima elevada e consegue
também realizar progressos em sua aprendizagem. É necessário que todos os
educadores busquem formas de incluir este aluno, para isso, atitudes devem ser
alteradas a fim de que se possa despertar neste a descoberta de suas
potencialidades, desenvolvendo suas habilidades e trabalhando em busca de sua
autonomia. (PICQ; VAYER, 1988).

Segundo Fonseca (1988, p.12), “a psicomotricidade constitui uma


abordagem multidisciplinar do corpo e da motricidade humana”.

O objetivo da psicomotricidade é o humano total em suas relações com o


corpo, sejam elas integradoras, emocionais, simbólicas ou cognitivas, propondo-se
desenvolver faculdades expressivas do sujeito.

Segundo Goretti (2009) o termo psicomotricidade aparece, pela primeira


vez, no discurso médico, no campo da Neurologia, quando, no século XIX houve
uma preocupação em identificar e nomear as áreas específicas do córtex cerebral
segundo as funções desempenhadas por cada uma delas. E foi no século XX que
ela passou a desenvolver-se como uma prática independente e, aos poucos,
transformar-se em ciência. A Psicomotricidade começou a ser praticada no momento
em que o corpo deixou de ser visto apenas como um pedaço de carne, para ser algo
indissociável do sujeito.

A prática mais especificamente psicomotora começou em 1935, com


Eduard Guilmain, que elaborou protocolos de exames para medir e diagnosticar
transtornos psicomotores. Hoje para Almeida (2006) psicomotricidade é a ciência
que estuda o homem através do seu corpo em movimento em relação com o mundo
externo e interno, é a interação que o indivíduo tem de perceber, atuar e agir com o
outro e com os objetos.

Segundo Goretti (2009) psicomotricidade é um dos instrumentos mais


poderosos para que o sujeito expressa seus conhecimentos, ideias sentimentos e
emoções e se constitua como um sujeito.
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Para Fonseca (2009) psicomotricidade é uma prática que contribui para o


pleno desenvolvimento da criança no ensino-aprendizagem, que favorece os
aspectos físicos, mental, afetivo-emocional que contribui para a formação da sua
personalidade.

Com base nesses três autores a psicomotricidade tem apenas um objetivo,


fazer com que a criança se interage com os outros e com os objetos possibilitando
assim o seu crescimento não só físico como cognitivo, afetivo e corporal. No qual a
psicomotricidade deve ser trabalhada em casa e principalmente na escola.

“Historicamente o termo "psicomotricidade" aparece a partir do discurso


médico, mais precisamente neurológico, quando foi necessário, no início do século
XIX, nomear as zonas do córtex cerebral situadas mais além das regiões motoras”.
(FONSECA, 1995).

Com o desenvolvimento e as descobertas da neurofisiologia, começa a


constatar-se que há diferentes disfunções graves sem que o cérebro esteja
lesionado ou sem que a lesão esteja claramente localizada. São descobertos
distúrbios da atividade gestual, da atividade prática.

Portanto, o "esquema anátomo-clínico" que determinava para cada sintoma


sua correspondente lesão focal já não podia explicar alguns fenômenos patológicos.
É, justamente, a partir da necessidade médica de encontrar uma área que explique
certos fenômenos clínicos que se nomeia, pela primeira vez, o termo
Psicomotricidade, no ano de 1870 (FONSECA,1995).

As primeiras pesquisas que dão origem ao campo psicomotor


correspondem a um enfoque eminentemente neurológico. A Psicomotricidade no
Brasil foi norteada pela escola francesa. Durante as primeiras décadas do século
XX, época da primeira guerra mundial, quando as mulheres começaram sua
independência e entraram no mercado de trabalho e não tinham onde deixar seus
filhos, onde surgiu as creches, a escola francesa também influenciou mundialmente
a psiquiatria infantil, a psicologia e a pedagogia (FONSECA, 1995).

Os professores foram melhores preparados, a pedagogia começou a se


voltou para a preparação do profissional para o bom desenvolvimento da criança,
onde o educar foi relacionado ao movimento psicomotor das crianças e se dá
através de ações educativas de movimentos espontâneos e atitudes corporais da
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criança, proporcionando-lhe uma imagem do corpo contribuindo para a formação de


sua personalidade. É uma prática pedagógica que visa contribuir o desenvolvimento
integral da criança no processo de ensino-aprendizagem favorecendo os aspectos
físicos, mental, afetivo-emocional e sociocultural, buscando estar sempre condizente
com a realidade dos educandos. ( LE BOULCH, p.32, 1983).

Primeiramente a psicomotricidade baseava-se somente no desenvolvimento


motor; mais tarde estudou a relação entre o desenvolvimento motor e intelectual da
criança, e só agora estuda a lateralidade, estruturação espacial, orientação temporal
e sua relação com o desenvolvimento intelectual da criança. Ela busca conhecer o
corpo, transformando – o num instrumento de ação. Este corpo pensado como
objeto, marcado por uma mente que pensa. A evolução da psicomotricidade no
homem se dá de forma natural. Ela auxilia e capacita melhor o aluno para uma
melhor assimilação das aprendizagens escolares. (PIZZATO, p.25, 2011).

Estudiosos como Piaget afirmam que é um dos pilares fundamentais na


construção teórica no campo da motricidade está relacionada com a inteligência,
antes da linguagem. Para Piaget, a inteligência é uma adaptação ao meio ambiente
e para que ela aconteça é necessário que o indivíduo explore o meio no qual está
inserido. Assim, através de experimentações motoras ele percebeu as Inter –
relações entre a motricidade e a percepção.

Mais tarde, próximo a década de 70, autores como Le Bouce, Lá Pierre,


Acouturrier, Defrontaine, entre outros defendiam a ideia de que a educação
psicomotora era vista como uma forma de ajudar a criança com dificuldade de
adaptação a participar do âmbito escolar, desenvolvendo suas potencialidades
(FONSECA, 1995).

A psicomotricidade, neste momento, era vista como motricidade de relação,


passando a existir uma diferença entre postura reeducativa e terapêutica, dando-se,
progressivamente, maior importância à relação, à afetividade e ao emocional, com
isso o Frances André Lapierre adicionou a psicomotricidade relacional, onde o
conceito de corpo evoluiu, e abriu-se um espaço significativo no âmbito educativo,
possibilitando uma pedagogia baseada na descoberta, no desejo de aprender e no
movimento espontâneo.
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Apesar de a psicomotricidade necessitar ser desenvolvida e trabalhada por


todos, exigindo somente conhecimento, ela é uma importante atribuição da área da
educação física, pelas suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora
dos alunos, principalmente em portadores de necessidades especiais,
conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais aparece com uma ferramenta
de grande importância na educação especial.

Soares (1996) afirma que a psicomotricidade na educação física preocupa-


se com o desenvolvimento da criança juntamente com o ato de aprender, buscando
a formação integral. A educação psicomotora incentiva a prática de movimento
em todas as etapas da vida.

A deficiência intelectual não é considerada uma doença ou um transtorno


psiquiátrico, e sim um ou mais fatores que causam prejuízo das funções cognitivas
que acompanham o desenvolvimento diferente do cérebro. (HONORA & FRIZANCO,
2008, p. 103).

A capacidade de argumentação desses alunos também pode ser afetada e


precisa ser devidamente estimulada para facilitar o processo de inclusão e fazer com
que a pessoa adquira independência em suas relações com o mundo.

As causas são variadas e complexas, sendo a genética a mais comum,


assim como as complicações perinatais, a má-formação fetal ou problemas durante
a gravidez. A desnutrição severa e o envenenamento por metais pesados durante a
infância também podem acarretar problemas graves para o desenvolvimento
intelectual.

Deficiência vem da palavra deficientia do latim e sugere algo que possua


falhas, imperfeições, não é completo. É o termo usado para definir a ausência ou a
disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Diz respeito
à biologia da pessoa. (OMS/ Organização Mundial de Saúde), 2007.

Para Fonseca (1988) o desenvolvimento psicomotor da criança e as


dificuldades de aprendizagem estão intimamente ligados.

Sendo assim, Lapierre (2002) complementa que se a criança tem


deficiências que a impedem de chegar ao cognitivo, é porque o ensino que recebeu
não respeitou as etapas de seu desenvolvimento psicomotor.
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Portanto, Fonseca (1988) ainda salienta que a psicomotricidade pode


desempenhar papel muito importante como medida preventiva, adequando-se para
compensar a multidiciplinaridade das epidemias instrumentais e escolares, que
apenas traduzem privação do movimento e repressão lúdico-espacial.

Le Boulch apud Gomes (1998) enfatiza a necessidade da educação


psicomotora baseada no movimento, pois acredita ser esta preventiva, assegurando
que muitos problemas dos alunos, detectados posteriormente e tratados pela
reeducação motora, não ocorreriam se a escola desse atenção à educação
psicomotora.

O autor considera a psicomotricidade um importante elemento educativo,


um instrumento indispensável para aguçar a percepção, desenvolver formas de
estimular a atenção e contribuir efetivamente nos processos mentais, especialmente
nos PNEE.

Lapierre (2002) também ressalta que a psicomotricidade, tal como


concebemos, articula-se perfeitamente com as preocupações pedagógicas.

De acordo com De Meur & Staes (1984) pouco a pouco as noções sobre a
psicomotricidade foram evoluindo, não ficando somente embasadas no
desenvolvimento motor da criança e também no atraso intelectual, mas sim no
desenvolvimento das habilidades manuais e aptidões motoras em função da idade.

Um aspecto importante é o fato de que hoje em dia os estudos de De Meur


& Staes (1984) ultrapassam os problemas motores, uma vez que estes autores
pesquisam também, lateralidade, estruturação espacial e orientação temporal, além
das dificuldades escolares apresentadas pelas crianças.

2. DO QUE TRATA A PSICOMOTRICIDADE

Psicomotricidade é a ciência que estuda o homem através do seu corpo em


movimento e suas relações intrínsecas e extrínsecas. Está relacionada intimamente
com o processo de maturação biológica, sendo alicerçada por três conhecimentos
básicos: o movimento, o intelecto e o afeto (FONSECA, 1988).

O movimento humano significa tratar do ato motor, conduta motora, que


move este corpo e de como este pode ser trabalhado, considerando os
conhecimentos/saberes provenientes desta motricidade humana. “O movimento na
criança não é um meio isolado de adaptação, mas sim um elemento do todo, que
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constitui a sua expressão humana em desenvolvimento, como resultado da sua


integração social progressiva”. (FONSECA, 1998).

Assim o termo psicomotricidade é empregado numa concepção de


movimento organizado e integrado, cujas experiências vividas pelo sujeito serão
responsáveis diretamente pelo desenvolvimento de sua linguagem, de sua
personalidade e, assim, de sua relação interpessoal. Nesse contexto o
desenvolvimento psicomotor se mostra atrelado aos aspectos cognitivos,
psicológicos, afetivos e motores na incessante busca pelo desenvolvimento humano
integral.

Etimologicamente, psicomotricidade é uma área do conhecimento que


estuda os movimentos do corpo humano e sua influência nos aspectos intelectuais,
neurológicos e emocionais, integrado em funções das experiências vividas. (ROSA
NETO, 2002; LEVIN, 1995; LE BOULCH, 2001).

Levando-se em consideração as características de uma aprendizagem


significativa, a psicomotricidade tem importância à medida que permite a
estimulação a partir da superação dos limites nas relações com seu mundo interno e
externo.

Seu objetivo fundamental é desenvolver no aluno a organização espacial e


temporal, promovendo melhoras no equilíbrio, coordenação e motricidade fina, bem
como integração e conhecimento do próprio corpo, além de trabalhar situações
afetivas e emocionais que dizem respeito ao contexto do aluno.

Quando a criança é estimulada desde bebê tende a ter mais facilidade nos
seus relacionamentos afetivos, na sua forma de lidar com o próprio corpo, com ela
mesma e com o ambiente social.

Segundo Fonseca (2004, p. 10), a psicomotricidade é atualmente


concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação
inteligível entre a criança e o meio. É um instrumento privilegiado através do qual a
consciência se forma e se materializa.

A aprendizagem é um processo complexo que envolve sistemas e


habilidades diversas, inclusive as motoras.

A maioria das crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem, o


problema não está no período escolar em que se encontra. Assim sendo, é
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indispensável que a criança, durante o período do ensino infantil adquira conceitos


que irão permitir e facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita, nas quais são
condições mínimas necessárias para uma boa aprendizagem, e constituem a
estrutura da educação psicomotora.

Partindo do entendimento que a psicomotricidade na Educação Infantil é


imprescindível, deve-se valorizá-la e trabalhar com as crianças no sentido de
concretizar o seu verdadeiro significado.

Segundo Quirós (apud ELMAN; BARTH; UNCHALO, 1992, p.12) “a


motricidade é a faculdade de realizar movimentos e a psicomotricidade é a
educação de movimentos que procura melhor utilização das capacidades psíquicas.”

A psicomotricidade é de suma importância para o desenvolvimento, no


qual o movimento humano, portanto é mais do que simples deslocamento do corpo
no espaço, este, constitui-se em uma linguagem que permite as crianças agirem
sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas
por meio de seu teor expressivo.

Portanto, a psicomotricidade é uma ciência basilar no desenvolvimento da


criança, em que a mesma deve ser estimulada sempre para que possa ter uma
formação íntegra, na qual o movimento não é apenas mexer o corpo, é uma forma
de expressão e socialização de ideias, de soltar as suas emoções, vivenciar
sensações e descobrir o mundo.

Apesar de vários autores como (LEVIN, 1995; LE BOULCH, 2001;


LAPIERRE; LAPIERRE, 1987) demonstrarem a importância da psicomotricidade no
desenvolvimento cognitivo, na aprendizagem da leitura e da escrita e na formação
da inteligência, tradicionalmente, a escola tem dado pouca importância à atividade
motora das crianças.

O espaço da atividade infantil fica reduzido à visão de que o movimento é


algo essencialmente motor, destacado de qualquer outra esfera do desenvolvimento,
seja afetiva, cognitiva ou social.

É importante estimular a criança desde uma idade muito precoce por meio
do movimento sem forçar sua natureza, para chegar a sua maturidade.
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O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de


problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da
direcionalidade, da lateralidade e do ritmo.

Sobre o conceito de psicomotricidade, Otoni (2007, p.11) fala que:

A Sociedade Brasileira de Psicomotricidade a conceitua como sendo uma ciência que estuda o
homem através do seu movimento nas diversas relações, tendo como objeto de estudo o corpo e a
sua expressão dinâmica. A Psicomotricidade se dá a partir da articulação movimento/ corpo/ relação.
Diante do somatório de forças que atuam no corpo – choros, medos, alegrias, tristezas, etc. – a
criança estrutura suas marcas, buscando qualificar seus afetos e elaborar as suas ideias.
Constituindo-se como pessoa. Segundo Le Boulch (2001, p. 41), será através desta maturação que
as estruturas potenciais irão tornar-se funcionais e tal exercício desencadeará uma nova maturação
revelando-se em novas estruturas.
A psicomotricidade compreende, no fundo, uma mediatização corporal e
expressiva, na qual o reeducador, o professor especializado ou terapeuta estudam e
compensam condutas inadequadas e inadaptadas em diversas situações,
geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e maturação psicomotora, de
aprendizagem, comportamento ou de âmbito psicoafetivo.

Segundo Matos (1994), nas fases iniciais do desenvolvimento infantil, o


movimento introduz a linguagem e ao longo do desenvolvimento a acompanha,
enriquecendo-a sempre que a linguagem verbal do indivíduo não representa a forma
mais adequada para exprimir a riqueza das experiências vividas.

A expressão não verbal se apoia a linguagem verbal. “Pela linguagem do


corpo, você diz muitas coisas aos outros e o corpo antes de tudo é um centro de
informações, sendo essa uma linguagem que não se mente, comunicação não
verbal” (WEIL, 1986).

Coste (1992) relata que a evolução da criança não se realiza de um modo


regular e progressivo, mas por saltos qualitativos que se seguem por períodos de
lenta maturação e ainda podem ser sucedidos por rupturas. São umas espécies de
etapas a serem vencidas.

Baseado nestes fatos surge à necessidade de investigar um caminho que


possa auxiliar no desenvolvimento da psicomotricidade, em especial a lateralidade,
utilizando o elemento lúdico como recurso didático pedagógico, uma vez que este
elemento poderá despertar o interesse das crianças PNEE inseridas nas escolas
especiais, facilitando assim o seu desenvolvimento.
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Portanto, através dessas questões, observa-se a importância da presente


investigação, que proporcionará maiores esclarecimentos a respeito do tema, já que
possibilitará um encaminhamento de um estudo teórico sobre as atividades (jogos
e brincadeiras) que desenvolvam a lateralidade em crianças portadoras de
necessidades educacionais especiais.

Desta forma, torna-se importante o presente trabalho, que buscará oferecer


alternativas para uma melhor interação entre o indivíduo com DI (deficiência
intelectual) e o meio em que vive, uma vez que a prática do lazer para o indivíduo
com DI, melhora o desenvolvimento e desempenho de várias áreas, tais como
saúde, resistência física, motivação e auto-imagem (KISHIMOTO, 2003).

Sendo assim, é possível afirmar que o trabalho com atividades lúdicas


contribui no desenvolvimento da lateralidade em crianças com deficiência mental,
possibilitando maior interesse em se aprender brincando? Brincar é importante,
“deixe a criança brincar”, o jogo é uma necessidade do ser humano.

Esses conselhos são lidos, ouvidos e dados a todos aqueles que lidam
com crianças: pais, professores, recreacionistas e outros.

As intuições diante da importância do jogo para criança são muitas, pois,


ele ajuda a criança a descarregar energias, interagir com outras crianças, e
principalmente desenvolver, aprender com situações impostas pelo jogo e pela
brincadeira (FRIEDMANN, 1996).

Oliveira (1997) afirma que a criança baseia suas manipulações e seus


jogos, naqueles aspectos e situações que já conhece, e a partir destas, vão
adquirindo novos conhecimentos, criando novas estratégias e relações cada vez
mais complexas em seus jogos, desenvolvendo desse modo uma infinidade de
conceitos, procedimentos, atitudes e valores no seu dia-a-dia.

Por isso é preciso aproveitar a prática psicomotora como uma metodologia


que impulsiona e amplia a atividade do aluno na realidade que constrói e consolida o
conhecimento com suas experiências, pois ela proporciona um cenário
extremamente rico para o desenvolvimento dos diferentes blocos de conteúdos
presentes na educação infantil e ensino fundamental.

Para Brougére (1998) o jogo realizado na sala de aula promove um lugar


de relação e vivência em função do contato direto com os objetos e com os outros,
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facilitando a manifestação das ideias e vivências que as crianças possuem em


relação ao seu corpo, e sua identidade, bem como em relação aos papéis familiares
e sociais, com as qualidades dos objetos, relações espaço-temporal e modo de
expressão.

A psicomotricidade na escola define sua identidade educativa pedagógica


dentro da concepção de uma prática lúdica vivenciada. Incluem um conceito amplo
de educação para a diversidade e construção de valores, estimulando o
desenvolvimento das potencialidades da criança para a autonomia, criatividade e
desenvolvimento do pensamento e afetividade.

3. O QUE É DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR E COMO ESTE DEVE SER


EXPLORADO

O desenvolvimento psicomotor ocorre na criança a partir das manifestações


do meio que a cerca, sob forma de estímulos, quebrando o equilíbrio da
organização das condições anátomo - fisiológica e provocando a reação reflexa. O
reflexo constitui-se em uma modalidade assimiladora quando se põe em
funcionamento e se caracteriza pelas conquistas da organização da estrutura
motora, tônus de fundo, propriocepção e desaparecimento das reações primárias
(FONSECA, 1988).

Dessa forma, o desenvolvimento motor está ligado aos aspectos funcionais e


relacionais dentro de um potencial ativo existente em cada ser humano.

Esse potencial se manifesta à medida que vai ampliando suas percepções e


controle de seu corpo, através das interiorizações de sensações e possibilidades da
ação. (FONSECA, 1988).

Nesse sentido, a Psicomotricidade atua no desenvolvimento motor humano


sobre o esquema corporal, possibilitando a formação e estruturação da
representação global, científica e diferenciada de cada pessoa em ralação ao seu
corpo, dividindo-se em três etapas: corpo vivido; corpo percebido ou descoberto;
corpo representado.

Nessas etapas, aparece a noção da imagem corporal, que se refere aos


sentimentos do indivíduo em relação à estrutura de seu corpo, como a bilateralidade,
lateralidade, dinâmica e equilíbrio corporal (FONSECA, 1995).
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A coordenação geral e facial constitui o desenvolvimento de todas as


capacidades perceptivas, sendo essencial para a evolução das potencialidades da
criança na aprendizagem cognitiva, psicomotora e afetiva (FONSECA,1995).

À harmonia de jogos musculares refere-se à coordenação estática e


coordenação dinâmica do controle e domínio de seu próprio corpo, como assim
explica Alves (2007, p.57):

Coordenação estática, quando se realiza em repouso. É dada pelo equilíbrio entre a ação dos grupos
musculares antagonistas, estabelece-se em função do tônus e permite a conservação voluntária das
atitudes. Coordenação dinâmica, quando a coordenação se realiza em movimento, põe em ação
simultâneos grupos musculares diferentes, tendo em vista a execução de movimentos voluntários
mais ou menos complexos.
Para tanto, essa realização se estabelece numa relação entre uma imagem
(Gnosia) e um conjunto de deslocamentos segmentares que se juntam para um
determinado fim, ou seja, uma relação entre um plano de ação e a respectiva
concretização (praxia) (ALVES,2007).

Portanto, é necessário oferecer o máximo de experiência de movimentos


coordenados à criança, considerando os tipos de coordenação motora: coordenação
motora-fina diz respeito à habilidade e destreza manual da capacidade de controlar
os pequenos músculos para exercícios refinados e constitui um aspecto particular da
coordenação global; coordenação motora-ampla é existente entre os grandes
grupamentos musculares; coordenação visomotora é a habilidade de coordenar a
visão com movimentos do corpo; coordenação audiomotora é a capacidade de
transformar em movimentos um comando sensibilizado pelo aparelho auditivo;
coordenação facial é o modo de comunicação interpessoal mais importante, pois é o
começo da expressão de estados abstratos e aparece nos primeiros momentos de
vida humana, sendo considerada uma comunicação de movimentos primários pré-
linguística (ALVES,2007).

Outro aspecto essencial ao esquema corporal é a lateralidade, que na visão


de Fonseca (2004, p. 172) define:

A lateralização como a capacidade de integração sensório-motora dos dois lados do corpo,


transformando-se numa espécie de radar endopsíquico de relação e de orientação com e no mundo
exterior.
Em termos de motricidade, retrata uma competência operacional, que
preside a todas as formas de orientação do indivíduo, compreendendo uma
conscientização integrada da experiência sensorial e motora, bem como, um
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mecanismo de orientação intracorporal (proprioceptiva) e extra corporal


(exteroceptiva) (FONSECA,1995).

Também o desenvolvimento da estrutura temporal é importante, porque não


se pode separar o tempo do espaço, no qual garante as experiências de localização
dos acontecimentos passados e uma capacidade de projetar-se para o futuro,
fazendo planos e decidindo sobre sua vida, obedecendo a certo ritmo e dentro de
um determinado tempo.

Um ritmo constante –cadência – é uma série de intervalos de tempos


iguais, fenômeno que traduz muitos ritmos biológicos no indivíduo do tipo:
circulação, respiração, flexibilidade de movimentos, relaxamento e outros ritmos
físicos.

Assim, considera-se a unidade de extensão da dimensão temporal o ritmo,


que na visão de Alves (2007, p.76): O ritmo é considerado um dos conceitos mais
importantes da orientação temporal.

Nessa perspectiva, a Psicomotricidade como terapia de reeducação irá


contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento do potencial da criança
com deficiência intelectual, porque proporcionará experiências de movimentos que
requer uma estimulação mais intensa e ampla, devido os mesmos apresentarem um
atraso no desenvolvimento da maturação e habilidades de motricidade fina e grossa
por causa das consequências da própria síndrome.

Diante dessas consequências, a Psicomotricidade tem função de estimular


precocemente o desenvolvimento da motricidade fina e grossa, de modo expressivo
para a formação e estruturação do esquema corporal de acordo com a faixa etária
de desenvolvimento da criança com D.I. Essa estimulação deve acontecer com
favorecimento de várias atividades de relaxamento e condicionamentos físicos
necessários, para uma melhor aquisição e evolução das funções cognitivas e
motoras.

O processo de articulação entre Psicomotricidade e aprendizagem está


relacionado à estimulação dos movimentos e a exploração do corpo que ampliam as
condições da organização estrutural dos elementos psicomotores essenciais ao
desenvolvimento corporal e cognitivo da criança.
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Como a criança com D.I apresenta uma hipotonia generalizada e os


reflexos fracos, ou seja, uma tonicidade ou tensão menor do que o normal, o que
causa uma diminuição do equilíbrio, postura e coordenação, é necessário trabalhar
as funções psicomotoras com atendimento que requer manejos diferenciados em
relação ao controle da cabeça; erguer o corpo; virar de barriga para baixo; sentar;
trocar a posição deitada para a posição sentada; arrastar e engatinhar; ajoelhar e
ficar ajoelhado; ficar de pé; aprender a marcha; correr; subir; pular e saltar.

A partir dessas situações de dificuldades no desenvolvimento psicomotor,


enquanto diagnóstico identificado pelos profissionais busca-se na Psicomotricidade
a visão de Almeida (2007), que destaca atividades tanto para a fase sensorial,
quanto para pré- operatório que auxiliam no desenvolvimento da coordenação
motora global, que devem ser trabalhadas como apoios especiais de forma parceira
com profissionais, principalmente na direção dos docentes.

CONCLUSÃO

Nas atividades psicomotoras os alunos revelam as mais diferentes


emoções, tendo a oportunidade de criar, expressar se por meio das brincadeiras,
conhecer a si mesma e as diferentes funções que o corpo realiza, conhecer o outro,
e o espaço .

Conclui-se entretanto que a psicomotricidade quando envolvida com


aprendizagem, traz resultados positivos, pois são através das atividades de
movimentos que a criança terá a oportunidade de desenvolver cognitivamente, pois
com um simples traçado de uma letra no chão, quando a criança passe por cima, ela
estará assimilando este movimento, e também com um simples modelar de uma
massinha, irá oportunizando a criança a movimentar seus punhos que muitas das
vezes não se locomovem adequadamente, o que possibilitará a escrita da criança
quando entrar na fase de alfabetização.
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O corpo é o veículo para a ação, para o conhecimento e para socialização.


As experiências corporais modificam o intelecto, a vida afetiva e as ações motoras
dos indivíduos.

A psicomotricidade deve ser considerada como base na educação infantil e


tendo continuidade nas séries seguintes, pois, se o aluno não tem conhecimento de
seu corpo e estruturação de suas habilidades psicomotoras, ele irá apresentar
dificuldade no desenvolvimento de sua aprendizagem.

Assim sendo, na educação infantil, a tarefa mais importante é estimular a


criança a ter uma percepção adequada de si, conhecendo e compreendendo suas
possibilidades e limitações.

Portanto, finaliza-se essa pesquisa comprovando a importância da


Psicomotricidade para o desenvolvimento cognitivo e todos os outros aspectos, pois
a dificuldade de aprendizagem pode ter relação direta com a falta do crescimento
psicomotor e noto que o psicopedagogo tem totais condições de realizar um trabalho
juntamente com outros profissionais, visando à descoberta e o desenvolvimento das
capacidades da criança, bem como pode contribuir para que as crianças sejam
capazes de se desenvolverem de uma maneira harmoniosa; preparando-se assim
para um mundo bem melhor.
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