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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLÓGIA DE
GOIÁS – CAMPUS FORMOSA

RELATÓRIO DE HIDROLOGIA

Trabalho apresentado como requisito para obtenção


de aprovação na disciplina de Hidrologia, no curso
de Engenharia Civil, no Instituto de Educação
Ciência e Tecnologia de Goiás sob a orientação da
professora Msc. Caroline Iost
Alunos: Amanda Ataídes
Lorrana Luiza
Samara Dayanny
Sara Souza
Glauber Cristo
Pedro Ernesto
Michelly Prado
Yorrane Tavares

Formosa, Junho de 2017.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 1

2. OBJETIVO ................................................................................................................................... 1

3. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................................................ 1

3.1 Localização .......................................................................................................................... 1

3.2 Materiais utilizados ............................................................................................................. 2

3.3 Procedimentos de ensaio .................................................................................................... 3

3.4 Cálculos ............................................................................................................................... 3

3.5 Resultados ........................................................................................................................... 4

4. CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 6

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 9


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1. INTRODUÇÃO

A hidrometria estuda métodos que determinam as velocidades e vazões em rios e


canais abertos. Esse estudo se faz necessário por diferentes motivos, dentre eles,
monitorar cheias e secas, elaborar projetos de irrigação controlando a vazão disponível e
a necessária, indicando assim o uso de aparelhos que permitam o melhor
aproveitamento possível do rio, entre outros.
Existem diversos métodos para medição de vazão que podem ser empregados
para se atingir o objetivo: Método do Molinete, Vertedores, Calhas Parshal ou o
Flutuador. Para a escolha do melhor método é necessário levar em consideração alguns
pontos importantes como volume do fluxo de água, condições do local, custos com
aparelhagem e a precisão necessária, uma vez que alguns dos materiais a ser utilizados
possuem custo elevado. Resolvidas essas questões, é escolhido o melhor método a ser
empregado.
O seguinte relatório traz a medição da vazão do RIO ITIQUIRA, realizada pelos
alunos do 7º período de Engenharia Civil, utilizando o Método do Flutuador.

2. OBJETIVO

Medir a velocidade e a vazão do Rio Itiquira, usando o método do flutuador.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Localização

O Rio Itiquira é muito importante para o município de Formosa-GO, por possuir


uma cachoeira cuja altura aproximada é de 172 m, se tornando um dos principais pontos
turísticos locais. Este rio é afluente do Rio Paranã, sendo este afluente do Rio Tocantins
e por conseguinte pertencendo à Bacia Amazônica.
A figura abaixo mostra a localização do ponto de medição.
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Figura 1 - Localização do ponto de medição

3.2 Materiais utilizados

 Trena de rija de 5m e flexível de 30 m.

 Garrafa 600ml

 Estaca de madeira
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 Cronometro

 Linha para pedreiro

3.3 Procedimentos de ensaio

Inicialmente foi escolhido uma área do Rio Itiquira que possuísse regularidade
em seu curso d’agua, com uniformidade em seu leito com poucas rochas e vegetação.
Nessa região, com a utilização da trena foi medida a largura do canal e a profundidade
em 11 pontos espaçados e retilíneos no eixo transversal do córrego (o espaçamento foi
determinado por outra trena sobreposta perpendicularmente à trena de medição da
profundidade). Para a medição da velocidade foram cravadas duas estacas cuja distância
entre elas é de duas vezes a largura da seção transversal do córrego. Para a medição da
velocidade, utilizou-se uma garrafa plástica de 600ml com aproximadamente dois terços
de seu volume preenchido com água. O flutuador foi colocado em posições diferentes,
no meio e afastado do meio, tanto para direita como para esquerda. Em seguida, foi
cronometrado o tempo que cada flutuador levou para percorrer o trecho demarcado
pelas estacas.

3.4 Cálculos

A velocidade do flutuador pode ser obtida através da razão entre o espaço por
ele percorrido (distância entre piquetes) e tempo (t) cronometrado nesse trecho. Admite-
se que essa velocidade seja a mesma da correnteza à superfície do rio.
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𝑒
𝑉=
𝑡

Em que:
𝑉 : Velocidade do flutuador (m/s)
𝑒 : Distância entre piquetes (m)
𝑡 : Tempo que o flutuador leva para percorrer a distância entre piquetes. (s)
Para uma maior precisão, devem ser feitas pelo menos 3 medições e a média dos
resultados obtidos representa a velocidade do rio em questão.
A vazão de descarga é produto da área da seção transversal pela velocidade
média do escoamento. O coeficiente redutor de 0,8 significa que a velocidade média do
fluxo é, em média, 20% inferior do que a apresentada na superfície do espelho d’ água.

𝑄 = 0,8. 𝐴. 𝑉

Onde:
𝑄 : Vazão do trecho do rio (m³/s)
𝐴 : Área da seção transversal (m²)
𝑉 : Velocidade do flutuador (m/s)
A área da seção transversal é medida com auxílio de uma trena, régua ou cabo
graduado e orientado por um cordão ou barbante esticado de margem a margem,
dividido em trechos, onde será feita a sondagem. É anotado a cada metro, a
profundidade do leito e, com os valores obtidos, se une os pontos do fundo para obter a
curva que representa o leito do rio. A área do polígono formado por essa curva e a linha
d’água é a área da seção transversal.

3.5 Resultados

Como a distância de uma margem a outra do rio é de 11,2 m, a distância entre os


piquetes é de 22,4 metros. Para uma maior precisão, foram efetuadas 5 medições e
calculadas as respectivas velocidades do flutuador em cada uma delas. A velocidade
final do flutuador será a média das medições.
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Tabela 1 - Velocidade flutuador em cada medição


Medição Tempo (s) Velocidade Flutuador (m/s)
1 48 0,467
2 55,3 0,405
3 44,6 0,502
4 49,9 0,449
5 49,2 0,455
Média 49,4 0,45

As profundidades em relação ao comprimento a partir do piquete são


representadas na tabela abaixo:

Tabela 2 - Medição profundidade da água em relação ao comprimento do leito

Comprimento (metros) Profundidade (metros)


1 0,22
2 0,5
3 0,63
4 0,5
5 0,84
6 0,8
7 0,69
8 0,45
9 0,4
10 0,39
11 0,22

Unindo-se os pontos das medições da tabela acima obteve-se a seguinte curva


que representa o leito do rio:
Gráfico 1 – Representação curva do leito do rio

Curva do leito do rio


Comprimento ( metros)
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
0
0.1
0.22 0.22
y = -0.0205x2 + 0.2354x + 0.0391
Profundidade (metros)

0.2
0.3 0.4 0.39
0.4 0.45
0.5 0.5
0.5
0.63
0.6 0.69
0.7 0.8
0.84
0.8
0.9
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Para cálculo da área da seção transversal calculou-se a integral da equação


gerada pela curva de tendência polinomial dos dados entre os limites de 0 até 11 metros,
o valor obtido foi de 5,6m².
Foi efetuado, também, o cálculo da área da seção transversal dividindo-se a
curva em 11 áreas com altura de 1 metro cada uma.

Tabela 3 – Cálculo da área da seção transversal

Numeração Área (m²)


A1 0,14
A2 0,36
A3 0,565
A4 0,565
A5 0,67
A6 0,82
A7 0,745
A8 0,57
A9 0,425
A10 0,395
A11 0,305
Área total da seção
5,56
transversal (m²)

Tomando a área da seção transversal como 5,6m² e a velocidade do flutuador


como 0,45 m/s conclui-se que a vazão de descarga é de 2,016 m³/s.

4. Conclusão

O método em questão auxilia na determinação da velocidade superficial


estimada do rio por não envolver a medição em diferentes profundidades. Para a
obtenção efetiva da velocidade seria ideal métodos mais precisos que obtenham as
velocidades em profundidades distintas do rio, para que seja feita um média das
mesmas. O método do flutuador é mais usado em questões didáticas de ensino e
também para casos onde não seja necessário um alto grau de precisão. Para obtenção
mais precisa da área da seção transversal foi feito um comparativo do método da
integral com o método aproximado da fragmentação da área total, em áreas poligonais.
Uma vez que o valor da área da seção transversal obtida em ambos os métodos se
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tornou bastante próximo, diferença de 0,04m², foi adotado o valor mais


matematicamente preciso, utilizando a área de 5,6 m². Assim sendo, foi obtida a vazão
de 2,016 m³/s e velocidade de 0,45 m/s do rio Itiquira, entretanto, sabe-se também que,
para obter um levantamento certeiro da vazão de um rio é preciso acompanhá-lo por um
período maior de dias, o que não foi o caso. Assim não se pode considerar estes
resultados como sendo a vazão de descarga e a velocidade do rio mas sim, a vazão e a
velocidade estimada em um determinado dia.

5. Anexo – Registros fotográficos

Figura 1 – Medição comprimento do leito

Figura 2 – Posicionamento do piquete


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Figura 3 – Medição tempo flutuador


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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13403:


Medição de vazão em efluentes líquidos e corpos receptores – Escoamento
Livre. Rio de Janeiro, 1995.
2. EVANGELISTA, Adão Wagner Pêgo. Hidrometria ( Medição de Vazão).
Goiás: Universidade Federal de Goiás. Disponível em: <
https://www.agro.ufg.br/up/68/o/2.1_Hidrometria_Condutos_livres.pdf>
3. IOST, Caroline. Notas de Aula: Hidrologia – Hidrometria. Formosa: Instituto
Federal de Tecnologia de Goiás- Câmpus Formosa, 2017.