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PLANO TERRITORIAL DE

REDE PRODUTIVA - PTRP


REDE TERRITORIAL PRODUTIVA DO FEIJÃO
Agreste Meridional e Central – Estado de Pernambuco

Recife/PE, dezembro de 2012.


SECRETARIA DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA DO ESTADO DE
PERNAMBUCO / PRORURAL

GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO


Eduardo Henrique Accioly Campos

VICE GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO


João Soares Lyra Neto

SECRETARIA DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA


Ranilson Brandão Ramos

GERÊNCIA GERAL DO PRORURAL


José Aldo dos Santos

SUPERITENDÊNCIA TÉCNICA DO PRORURAL


Walmar Isacksson Jucá

GERÊNCIA DE PRODUÇÃO E RENDA DO PRORURAL


Anastácia Brandão de Melo

GERÊNCIA DE APOIO TÉCNICO DO PRORURAL


Rita de Cássia Cavalcanti Guilherme

GERÊNCIA DE APOIO OPERACIONAL DO PRORURAL


José Mário Barros Falcão

GERÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DO PRORURAL


Eduardo Jorge Alves Gonçalves

GERÊNCIA JURIDICA DO PRORURAL


Vladimir Araripe

Equipe de Elaboração
Maria Sarah Cordeiro Vidal
Marcus Vinícius Ferraz Gominho
Lucia Helena de Barros Correia
Maria Lúcia Gonçalves
Ricardo Oliveira
Marli Gondim de Araújo

Apoio e Acompanhamento Técnico


Maria Alves Rocha Luiz Gustavo Simões Silva Vilar
Luiz Henrique de Lira Lima Verônica Elizabeth de V. Aquino
Maria Filomena Camelo de Vasconcelos Simone Cordeiro de Miranda
Milton Moreira de Souza Filho Francisco José Marques Júnior
Maria Áurea calado Barbosa Arthur Emílio da Costa Perruci

2
LISTA DE SIGLAS

ADAGRO - Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco


APEVISA - Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária
ATER - Assistência Técnica e Extensão Rural
CEALA - Central de Abastecimento de Lajedo
CEASA-PE - Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco
CMDR - Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural
CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente
DAP - Declaração de Aptidão ao Pronaf
Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
FTP - Fórum do Território Produtivo
GTG - Grupo Territorial de Governança
ha – Hectare
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco
ITEP - Instituto de Tecnologia de Pernambuco
MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
OGM - Organismos Geneticamente Modificados
OPF - Organização de Produtores e Produtoras Familiares
ONG - Organização Não Governamental
PAA - Programa de Aquisição de Alimentos
PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar
PNATER - Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural
ProRural - Programa de Apoio ao pequeno Produtor Rural
PRS - Projeto Pernambuco Rural Sustentável
Renasem - Registro Nacional de Sementes e Mudas
Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
STTR - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais
t – Tonelada
UGT - Unidade Gestora Territorial do ProRural
UFRPE – UAG - Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de
Garanhuns

3
LISTA DE FIGURAS, GRÁFICOS, MAPAS E TABELAS

FIGURAS
FIGURA 1: Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão - Quadro Evolutivo do Processo.
FIGURA 2: Instituições x Participação – Assessoria Técnica no Território Produtivo - Pesquisa
realizada no PTRP do Feijão, 2011.

GRÁFICOS
GRÁFICO 1: Produção de Feijão em Pernambuco – IBGE, 2010.
GRÁFICO 2: Produção Mundial de Feijão – IBGE, 2009.
GRÁFICO 3: Produção Nacional de Feijão – IBGE, 2010.
GRÁFICO 4: Produção Nordestina de Feijão – IBGE, 2010.
GRÁFICO 5: Infraestrutura existente – Produção - Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.
GRÁFICO 6: Infraestrutura Produtiva Necessária Identificada – 51 OPFs - Pesquisa
realizada com as 51 OPFs, 2011.
GRÁFICO 7: Tipo de Plantio no Território Produtivo - Pesquisa realizada com as 51 OPFs,
2011.
GRÁFICO 8: Origem da Semente Plantada no Território – PTRP Feijão -Pesquisa realizada
com as 51 OPFs, 2011.
GRÁFICO 9: Tipo de Assessoria Técnica no Território Produtivo - Pesquisa realizada no
PTRP do Feijão, 2011.
GRÁFICO 10: Dificuldades na assessoria técnica no Território Produtivo - Pesquisa realizada
no PTRP do Feijão, 2011.
GRÁFICO 11: Infraestrutura existente – Pós-colheita - Pesquisa realizada com as 51 OPFs,
2011
GRÁFICO 12: Infraestrutura de Beneficiamento Necessária Identificada – 51 OPFs -
Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.
GRÁFICO 13: Destino da produção – PTRP Feijão - Pesquisa realizada com as 51 OPFs,
2011.
GRÁFICO 14: Infraestrutura básica necessária identificada – 51 OPFs - Pesquisa realizada
com as 51 OPFs, 2011.

MAPAS
MAPA 1: Precipitação Pluviométrica no Território do Feijão – IBGE, 2011.

4
MAPA 2: Tipos de solo – Território do Feijão – Embrapa, 2001
MAPA 3: Hidrgrafia – Território do Feijão – Agência Condepe/Fidem – Fiam, IBGE – ITEP,
1998
MAPA 4: Tipos de Clima – Território do Feijão – IBGE, 2002.

TABELAS
TABELA 1: Comunidades, OPFs, Estimativa de Produtores/as e Área plantada - Entrevistas
com representantes dos 11 CMDRs, 2011.
TABELA 2: Rede Produtiva do Feijão - Pesquisada realizada no PTRP do Feijão, 2011.
TABELA 3: Variedade, área e Produção de Feijão - Pesquisa realizada com as 51 OPFs,
2011.
TABELA 4: Período de Plantio e Colheita do Feijão - Pesquisa realizada com as 51 OPFs,
2011.
TABELA 5: Área Plantada, Área Colhida, Produção e Produtividade Média de Feijão: 1ª, 2ª e
3ª safras - IBGE, 2010.
TABELA 6: Variedades de Feijão Identificadas - Pesquisa realizada no PTRP do Feijão, 2011
TABELA 7: Origem e Preços de Venda do Feijão - Pesquisa realizada no PTRP do Feijão,
2011.

5
LISTA DE ANEXOS

ANEXO 1: Plano de Trabalho.


ANEXO 2: Composição do Fórum do Território Produtivo do Feijão.
ANEXO 3: Entrevistas realizadas nos meses de agosto e setembro de 2011.
ANEXO 4: Composição do Grupo Territorial de Governança.
ANEXO 5: Fluxograma do Empacotamento do Feijão.
ANEXO 6: Cadastro de Embaladoras de Feijão de Pernambuco – Fornecido pelo MAPA,
setembro de 2011.
ANEXO 7: Matriz de Ações executivas e de Investimentos elaborada pelo Fórum do Território
Produtivo do Feijão.
ANEXO 8: Termo de Compromisso da Pactuação.
ANEXO 9: Repactuação das Ações do ProRural, em agosto de 2012.
ANEXO 10: Registro Fotográfico.

6
LISTA DE FOTOS

FOTO 1: Matéria do Jornal do Comércio, setembro de 2011.


FOTOS 2 e 3: Embalagens da Beneficiadora Kidelicia. Pesquisa de campo, setembro de
2011.
FOTOS 4 e 5: Manual de classificação do feijão. Pesquisa de campo, setembro de 2011.
FOTOS 6 e 7: Reunião de Apresentação da Proposta dos PTRPs, agosto de 20011.
FOTOS 8 e 9: Oficinas de Diagnóstico, agosto de 2011.
FOTO 10: Entrevista a OPF, agosto de 2011.
FOTO 11: Entrevista a Comerciante da CEALA, setembro de 2011.
FOTOS 12, 13 e 14: Visita à Feira de Lajedo, setembro de 2011.
FOTOS 15 e 16: Visita e Entrevista a Classificadora Olho D’Água, setembro de 2011.
FOTOS 17 e 18: Visita e Entrevista ao Beneficiador do Feijão Kidelicia - Ronildo Fernandes
ME e Produtos Cristal, setembro de 2011.
FOTOS 19 e 20: Oficina de Capacitação e Intercâmbio, setembro de 2011.
FOTOS 21 e 22: Oficina de Planejamento, outubro de 2011.
FOTO 23: Apresentação da Pactuação da Matriz ao Fórum, janeiro de 2012.
FOTOS 24, 25 e 26: Seminário para a Formalização da Pactuação da Matriz, março de 2012.
FOTOS 27 e 28: Instalação do Grupo Territorial de Governança, janeiro de 2012.

7
SUMÁRIO

RESUMO EXECUTIVO ...................................................................................................... 09


1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 10
2 A IMPORTÂNCIA DA REDE PRODUTIVA DO FEIJÃO .................................................... 11
3 METODOLOGIA ............................................................................................................... 12
3.1 Atividades Preliminares ........................................................................................... 13
3.2 Mobilização e Sensibilização .................................................................................. 13
3.3 Diagnóstico ............................................................................................................. 14
3.4 Planejamento .......................................................................................................... 14
3.5 Pactuação da Matriz ............................................................................................... 15
3.6 Governança............................................................................................................. 15
4 PRODUÇÃO DE FEIJÃO NO ESTADO E DELIMITAÇÃO GEOGRÁFICA
DO TERRITÓRIO PRODUTIVO ................................................................................... 17
5 DIAGNÓSTICO DA REDE PRODUTIVA .......................................................................... 19
5.1 Aspectos localizacionais, físicos e ambientais ........................................................ 19
5.2 Produção de Feijão no Mundo, no Nordeste e no Estado ....................................... 21
5.3 Produção de Feijão no Território Produtivo ............................................................. 23
5.4 Assessoria Técnica, Pesquisa e Outros Serviços ................................................... 31
5.5 Beneficiamento ....................................................................................................... 35
5.6 Comercialização...................................................................................................... 40
5.7 Outras Questões do Diagnóstico ............................................................................ 44
5.8 Fluxograma do Funcionamento da Rede Produtiva Analisada
no Território Produtivo ............................................................................................. 47
6 PLANEJAMENTO DA REDE PRODUTIVA ...................................................................... 48
7 PACTUAÇÃO DA MATRIZ DE AÇÕES E DE INVESTIMENTOS
DA REDE PRODUTIVA ................................................................................................. 48
8 GOVERNANÇA DO TERRITÓRIO PRODUTIVO ............................................................. 48

8
RESUMO EXECUTIVO

O Plano Territorial da Rede da Produtiva do Feijão, objeto deste documento, abrange 11


(onze) municípios dos Agrestes Central e Meridional do Estado de Pernambuco e contempla
o processo de elaboração e os resultados obtidos.

Nesse sentido, fazem parte do Plano a estratégia metodológica, o diagnóstico, o


planejamento e a pactuação de ações e de investimentos.

Participaram da elaboração do Plano 62 (sessenta e duas) instituições governamentais e não


governamentais, destas, 55% são representativas dos/as produtores/as familiares, compondo
o Fórum do Território Produtivo do Feijão.

Os recursos pactuados por 22 instituições governamentais e não governamentais, com a


Matriz de Ações e de Investimentos do Território, foram no valor total de R$ 25.368.798,30.

9
1 INTRODUÇÃO

O Governo do Estado de Pernambuco, por intermédio da Secretaria de Agricultura e Reforma


Agrária (SARA), representada pelo Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável de
Pernambuco (ProRural), ao qual se vincula o Projeto Pernambuco Rural Sustentável (PRS),
vem atuando com o objetivo de minimizar a pobreza e melhorar a qualidade de vida da
população rural. Para tal, tem aportado recursos humanos e financeiros em projetos sociais e
produtivos voltados para o desenvolvimento sustentável das comunidades que integram 180
municípios do Estado.

O PRS adota uma abordagem diferenciada da política de desenvolvimento para o Estado,


com um enfoque territorial, integrado e participativo, orientando-se, para isso, pelo Programa
Territórios Produtivos, pelo Modelo de Planejamento e Gestão Todos por Pernambuco, pelo
Plano Plurianual (PPA) do Estado e pelo Mapa da Estratégia do Governo Estadual.

A elaboração de Planos Territoriais de Redes Produtivas (PTRPs) como a principal estratégia


do Projeto Pernambuco Rural Sustentável1 (PRS) se insere no Programa Territórios
Produtivos do Governo do Estado de Pernambuco. O Programa é um conjunto de ações
integradas que articula políticas públicas, otimizando recursos para dinamizar e fomentar o
desenvolvimento rural sustentável.

A primeira experiência para a elaboração dos PTRPs, foi realizada pelo ProRural, no Território
Produtivo do Feijão, composto por 11 (onze municípios): Angelim, Calçado, Canhotinho,
Ibirajuba, Jucati, Jupi, Jurema, Garanhuns, Lajedo, São Bento do Una e São João. Estes
municípios estão localizados nas regiões do Agreste Meridional e Agreste Central.

O Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão foi elaborado ao longo de seis meses pelo
Fórum do Território Produtivo composto por representantes de diversos segmentos da
sociedade civil, setor privado e instituições governamentais.

Nesse período, foram levantados dados secundários e primários que contribuíram para: o
conhecimento do Território Produtivo, em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e
ambientais; o planejamento de ações e investimentos necessários; formalização da
organização da Rede Produtiva do Feijão; e, a Pactuação da Matriz de Ações e
Investimentos.

1
Projeto Pernambuco Rural Sustentável (PRS): Acordo de empréstimo entre o Governo do Estado de Pernambuco e o Banco Mundial. Tem
como objetivo apoiar o desenvolvimento de empreendimentos associativos e ampliação do acesso à água e a outras infraestruturas rurais
complementares, apoiando o Marco de Gestão de Resultados do Governo do Estado.
10
A estratégia utilizada para a realização do diagnóstico e planejamento, elaborados com foco
na atividade produtiva do feijão, resultou num plano de negócio territorial cuja Matriz de Ações
e de Investimentos foi pactuada por 22 instituições governamentais e não governamentais no
valor total de R$ 25.368.798,30.

O percurso metodológico que norteou o processo de elaboração deste Plano envolveu:

 Pesquisa em literatura e bancos de dados para coleta de informações secundárias


sobre produção que envolve o Território Produtivo mapeado;

 Eventos (oficinas, reuniões e seminário) para levantamentos de dados primários,


enriquecidos por entrevistas estruturadas, registro fotográfico e observações in loco;

 Pactuação do plano com instituições públicas e privadas.

Este documento está estruturado em 4 partes, a primeira reporta-se à importância da Rede


Produtiva do Feijão, a segunda descreve a metodologia utilizada para a elaboração do PTRP,
a terceira aborda as informações sobre a Rede Produtiva do Feijão a partir de dados
primários e secundários e a última parte refere-se à Matriz de Ações e Investimentos
pactuada com as instituições.

2 A IMPORTÃNCIA DA REDE PRODUTIVA DO FEIJÃO

O Brasil é o maior produtor mundial de feijão, segundo a safra 2008/2009, com produção
média anual de 3,5 milhões de toneladas (FAO / Faostat / Conab, 2009). O feijão destaca-se
nos hábitos alimentares nacionais, que junto com o arroz, está presente na mesa da
população das diversas classes sociais, constituindo numa privilegiada fonte de proteínas,
ferro e carboidratos. Importante destacar que o feijão também pode ser utilizado na
alimentação animal. Tanto o grão como a rama constituem excelente forragem para o gado.

Compreende-se que, além da importância do Feijão no contexto brasileiro e pernambucano,


atualmente há uma grande preocupação dos/as gestores/as públicos e da sociedade civil
organizada em articular ações e políticas públicas que atendam a segmentos específicos da
economia, como é o caso das atividades produtivas da Agricultura Familiar. Buscando dessa
forma construir estratégias que promovam a concertação e operacionalização de ações e de
investimentos que gerem um desenvolvimento sustentável com dimensões territoriais.

Para tanto, o ProRural buscou, por meio de pesquisas e debates, elaborar alguns
11
entendimentos conceituais que nortearam a construção da estratégia de elaboração de
Planos Territoriais de Redes Produtivas, a saber:

 Cadeia produtiva: É uma sequência de atividades interdependentes que têm por


objetivo produzir/prestar serviços, modificar e distribuir um produto;
 Território Produtivo: É um espaço geográfico envolvendo um conjunto de municípios
com atividades de relevância econômica da Agricultura Familiar 2 e arranjos
organizacionais/ institucionais, inseridos em determinadas cadeias produtivas;
 Governança: É a capacidade de conduzir as relações políticas na gestão e controle
social das políticas públicas;
 PTRP: É um conjunto de ações e investimentos organizados em estratégias e
compromissos, resultante de consensos entre atores sociais (Sociedade Civil
organizada e Estado) de um Território Produtivo.

3 METODOLOGIA

Os critérios para a escolha dos 11 municípios para compor a Rede Produtiva do Feijão, foram
a produção e a distância de 50 Km de raio para um dos maiores centros de comercialização
deste território, a Feira de Lajedo. Assim, a Rede foi composta por 09 (nove) municípios do
Agreste Meridional (Angelim, Calçados, Canhotinho, Jucati, Jupi, Jurema, Garanhuns, Lajedo,
São João) e 02 (dois) do Agreste Central (Ibirajuba e São Bento do Una).

Foram envolvidos/as representantes de diversos segmentos da sociedade civil, setor privado


e instituições governamentais identificadas no âmbito do território produtivo do feijão. O
processo pedagógico de construção do conhecimento foi ancorado no Pós-Construtivismo3
que permitiu uma visão singularizada, de cada segmento participante, na construção do
diagnóstico e no planejamento realizado. Ou seja, os trabalhos em grupo foram realizados
respeitando o campo comum de conhecimento de cada segmento participante, sempre

2
A Agricultura Familiar que trata este documento é definida na Lei Nº 11.326/2006.
3
Tendo como base o Pós-construtivismo (Conjunto de idéias pedagógicas surgidas a partir da didática. Nestes
novos modelos a aprendizagem é vista como um resultado das relações sociais. Vygotsky, contemporâneo
deste pós-construtivismo aparece como a proposta do interacionismo, no qual o pensamento é construído
aos poucos e a partir de contexto histórico e social), os grupos singularizados de aprendizagem devem ser
formados a partir de um núcleo comum de conhecimento, ou seja, que cada um/a se sinta inserido numa
rede de hipóteses possível de ser construída no grupo. Que possa haver um campo conceitual comum para
todos/as. Somente assim o/a professor/a / moderado/a poderá desenvolver provocações a partir de um
núcleo de problemas também comum ao grupo, ou seja, que venha interessar a todos (mesmo que um saiba
mais do que o/a outro/a), mas este saber/conhecer deve compor um núcleo comum que permita o
desenvolvimento de um esquema de pensamento que favorece a aprendizagem de todos/as do grupo.
12
norteado pela mesma questão ou pergunta orientadora.

Dessa maneira, foram construídas reflexões e proposições a partir do lugar que cada sujeito
ocupa no seu espaço de trabalho e que se relaciona com a cadeia produtiva do feijão. Os
eventos tiveram o recorte participativo, sendo utilizados recursos visuais Metaplan (tarjetas,
papel kraft, flipchart), trabalhos em grupo e plenária, bem como instrumentos audiovisuais
(datashow e laptop) que facilitaram a exposição e o registro dos temas abordados ao longo
da elaboração do Plano.

O percurso metodológico que norteou a elaboração do Plano Territorial da Rede Produtiva do


Feijão envolveu 06 (seis) processos, sendo eles: Atividades preliminares; Mobilização e
sensibilização; Diagnóstico; Planejamento; Pactuação da Matriz de Ações e Investimentos e;
Governança, todos em conformidade com o Plano de Trabalho (ANEXO 1), e que serão
descritas a seguir.

3.1 Atividades Preliminares

Das atividades preliminares fizeram parte a elaboração da estratégia metodologia e a


definição do Plano de Trabalho considerando os objetivos e os produtos a serem alcançados.

A pesquisa bibliográfica favoreceu a coleta e análise de dados secundários sobre o feijão,


como se comporta sua produção em nível mundial, nacional, regional e territorial, para a
constituição do marco inicial deste Plano.

Também fez parte deste momento a identificação de instituições da sociedade civil, públicas e
privadas que de maneira direta ou indireta se envolvem com a cadeia produtiva do feijão no
território delimitado.

Para tanto, utilizou-se como fonte de informação o IBGE, os CMDRS, o Banco de dados do
ProRural, o IPA, o Banco do Brasil (DRS) e a Embrapa.

3.2 Mobilização e Sensibilização

A partir da identificação das instituições que se envolvem com a cadeia produtiva do feijão,
foram mobilizados e sensibilizados seus representantes para participarem do Fórum do
Território Produtivo (FTP) do Feijão com a responsabilidade de elaborar o Plano ao longo de 4
(quatro) meses. O universo das instituições contou com a participação de 55% de instituições

13
representativa dos/as produtores/as familiares e 45% de outras instituições, quais sejam: 27
Organizações de Produtores/as familiares4 (OPFs), 7 Sindicatos de Trabalhadores/as Rurais,
9 Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural, 9 Prefeituras, 2 IPAs, Instituição
financeira (Banco do Brasil), Serviços (ITEP, SEBRAE, UFRPE – UAG), ONGs de assessoria
técnica (ECO-NORDESTE e ICN- Jucati) e Igreja Católica. Totalizando 69 (sessenta e nove)
participantes e 62 Instituições, cuja composição se encontra no Anexo 2.

3.3 Diagnóstico

Essa fase do processo foi subsidiada pelos dados secundários levantados anteriormente e
complementados nas oficinas e na pesquisa de campo. As oficinas foram oportunidades para
problematizar as dificuldades e identificar os ambientes favoráveis que norteiam os setores
primário (produção), secundário (beneficiamento) e terciário (comercialização) da cadeia
produtiva do feijão no contexto da Rede Produtiva analisada.

As entrevistas foram realizadas no mês de setembro de 2011 com 88 instituições (ANEXO 3),
sendo 51 Organizações de Produtores/as Familiares (OPFs). Destas, duas estão localizadas
em assentamentos rurais nos municípios de São Bento do Una e Garanhuns.

Para a realização das entrevistas foram utilizados questionários estruturados de acordo com
o perfil de atuação de cada instituição, bem como entrevistas semi-estruturadas.

A indicação das OPFs a serem entrevistadas, foi feita pelo Fórum, que se baseou nos
seguintes critérios: dados do IBGE sobre a quantidade de feijão produzida nos Municípios;
OPFs beneficiadas com projetos de Terreiros de Secagem, Tração Animal e Cisterna
Calçadão (financiados pelo ProRural no período de 2007 a 2010) e; OPFs com maior volume
de produção de feijão. Essas OPFs representam 38,6% das 132 OPFs identificadas no
território. A quantidade total de famílias produtoras que as 51 OPFs representam, foi estimada
em 3.391.

3.4 Planejamento

Elaborado pelo FTP, o planejamento se configura através da construção da Matriz de Ações e


Investimentos para a Rede Produtiva, a partir da identificação das dificuldades e dos
ambientes favoráveis identificados no diagnóstico. Dessa forma, a planilha da Matriz

4
Organização de Produtores/as Familiares (OPFs) são Associações, Cooperativas, Colônias, entre outras.
14
construída é composta por: dificuldades, ambiente favorável, soluções/alternativas, como
realizar, local, envolvidos/as diretos/as (beneficiários/as / outros/as), financiadores/as, prazo
de execução.

3.5 Pactuação da Matriz

Ao final da fase de planejamento foram convidadas várias instituições governamentais e não


governamentais citadas na Matriz e/ou identificadas no processo de elaboração para
pactuarem sua participação na Matriz ações e Investimentos do PTRP. Após a pactuação
houve um seminário de apresentação e formalização através da assinatura de um Termo de
Compromisso (ANEXO 8).

3.6 Governança

O Fórum, como gestor político e estratégico do PTRP do Feijão, definiu a constituição do


Grupo Territorial de Governança (GTG) do Território Produtivo do Feijão com a participação
de 22 Instituições, cuja composição se encontra no Anexo 4.

Este Grupo elaborou um plano de trabalho contemplando a estratégia de apresentação da


Matriz pactuada para os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural (CMDRs) dos
municípios participantes do Território Produtivo, bem como de monitoramento da Matriz junto
às instituições pactuadoras.

A Figura 1 a seguir representa a evolução do processo metodológico descrito acima e no


Anexo 9 se encontra o registro fotográfico.

15
FIGURA 1: Quadro evolutivo do processo de construção do PTRP.

16
4 PRODUÇÃO DE FEIJÃO NO ESTADO E DELIMITAÇÃO GEOGRÁFICA DO TERRITÓRIO
PRODUTIVO

Foram identificadas no estado de Pernambuco duas áreas com maior volume de produção de
Feijão, localizadas no Agreste e no Sertão do Araripe, que juntas são responsáveis por 98,7%
das 68.742 toneladas da produção do estado, conforme ilustra o Gráfico 1, sendo o Agreste o
maior produtor, com 59,7% do total.

Dentre os municípios no Agreste, Angelim, Calçado, Canhotinho, Ibirajuba, Jucati, Jupi,


Jurema, Garanhuns, Lajedo, São Bento do Una e São João, se destacam com a produção de
24,1% do total, que representa 16.565 toneladas.

A partir dessa análise, juntamente com a identificação da existência de várias Organizações


de Produtores/as Familiares (OPFs) envolvidas na produção de feijão, realizada pelas
Unidades Gestoras Territoriais (UGTs) do ProRural, junto aos CMDRs dos 11 municípios
(TABELA 1), delimitou-se a área e os atores envolvidos/as com a atividade no Território
Produtivo do Feijão.

TABELA 1: Comunidades, OPFs, Estimativa de Produtores/as e Área plantada.

Total de OPFs
Total de Nº total de Área total
MUNICÍPIOS (associações e
Comunidades produtores/as plantada (ha)
cooperativa)
Angelim 10 13 934 978
Calçado 16 16 959 1.883
Canhotinho 10 11 604 636
Garanhuns 17 17 359 340
Ibirajuba 2 2 150 90
Jucati 10 10 760 1.359
Jupi 12 12 818 995
Jurema 9 9 513 572
Lajedo 16 16 601 673
São Bento do Una 14 11 1.169 2.814
São João 13 15 813 994
Total Geral 129 132 7.680 11.334
Fonte: Entrevistas com representantes dos 11 CMDRs, 2011.

17
GRÁFICO 1: Produção de Feijão em Pernambuco, 2010.

Fonte: IBGE, 2010.

18
5 DIAGNÓSTICO DA REDE PRODUTIVA

5.1 Aspectos localizacionais, físicos e ambientais

A mesorregião do Agreste Pernambucano é uma das cinco mesorregiões do estado brasileiro


de Pernambuco, extendendo-se por uma área aproximada de 24.400 km², inserida entre a
Zona da Mata e o Sertão. Representa 24,7% do território pernambucano e conta com uma
população de cerca de 1.800.000 habitantes (25% da população do Estado).

Caracteriza-se por uma economia diversificada, com o cultivo de lavouras como milho, feijão,
mandioca, entre outras, e pecuária leiteira e de corte. A economia do Agreste tem na pecuária
leiteira sua principal base, sendo a região conhecida como a Bacia Leiteira do Estado, pois
detém a produção artesanal, semi-artesanal e industrial de laticínios de Pernambuco e com
favorável perspectiva de crescimento através dos investimentos privados que vêm sendo
realizados. Além disso, o turismo, e o comércio também têm expressão na economia regional.
O principal acesso se dá pela BR-232, na qual circula praticamente toda a produção e
abastecimento.

O Agreste tem índices pluviométricos maiores que os do Sertão, com média anual entre 800 e
1000 milímetros, mas também é uma região sujeita a períodos de estiagem (MAPA 1).

MAPA 1: Precipitação pluviométrica.

Os tipos de solos encontrados nesta região são: Argilossolo Vermelho-amarelo e Neossolo

19
Regolítico, em geral, rasos, erodidos e empobrecidos, conforme recorte delimitado no Mapa 2
abaixo.

MAPA 2: Tipos de solos.

A região é atendida pelas Bacias Hidrográficas do Una e do Mundaú, de acordo com o Mapa
3 a seguir.

MAPA 3: Bacias Hidrográficas.

20
O clima predominante nesta região é o Tropical Semi-úmido – Quente com média maior que
18°C em todos os meses do ano (04 e 05 meses secos). É também encontrado o clima
Tropical Semi-úmido – Subquente com média entre 15°C e 18°C em pelo menos 01 mês por
ano (04 e 05 meses secos), o que é caracterizado como micro clima – região de Garanhuns,
conforme mapa a seguir (MAPA 4).

MAPA 4: Tipos de climas.

Os municípios envolvidos com o PTRP do feijão, que formam a mesorregião do Agreste


Pernambucano, compõem 3 Microrregiões, quais sejam: Microrregião do Vale do Ipojuca (São
Bento do Una); Microrregião de Garanhuns (Angelim, Calçado, Canhotinho, Garanhuns,
Jucati, Jupi, Jurema, Lajedo, São João); Microrregião do Brejo Pernambucano (Ibirajuba).
Dessa forma, pela proximidade dos 11 municípios, pode-se considerar que possuem a
mesma influência de clima, solo e precipitação pluviométrica.

5.2 Produção de Feijão no Mundo, no Nordeste e no Estado

O Feijão, base alimentar dos/as brasileiros/as, é cultivado por pequenos e grandes


produtores/as em todo território nacional, obtendo, assim, uma significativa importância
econômica e social.

Como maior produtor de feijão do mundo, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) de 2009 (GRÁFICO 2), o Brasil é responsável pela produção de 17,7%
do total de 19.723.000 toneladas produzidas no mundo.

21
GRÁFICO 2: Produção mundial de feijão, 2009.

Fonte: IBGE, 2009.

No Brasil, a região Sul é a que gera a maior produção com 1.072.423 t. O Nordeste vem em
terceiro lugar no ranking com 21% da produção total de 2.923.725 t, conforme informações do
IBGE de 2010 (GRÁFICO 3).

GRÁFICO 3: Produção nacional de feijão, 2010.

Fonte: IBGE, 2010.

O Nordeste é responsável pela produção de 613.233 toneladas. O estado com maior

22
representatividade é a Bahia com 51,6% dessa produção. Pernambuco se encontra em
terceiro lugar com a produção de 11,2 % como demonstra o Gráfico 4 a seguir.

GRÁFICO 4: Produção nordestina de feijão, 2010.

Fonte: IBGE, 2010.

5.3) Produção de Feijão no Território Produtivo

Compondo o cenário inicial do Território Produtivo do Feijão, as informações secundárias


apontam que este espaço geográfico com seus 11 (onze) municípios e produtores/as é
responsável pela produção de 16.565 toneladas de feijão em 40.603 há (TABELA 2).

TABELA 2: Pesquisa da rede produtiva.

23
O sistema de produção predominante é o de sequeiro tendo duas safras por ano, em um ano
favorável do ponto de vista das condições climáticas. As espécies de feijão identificadas
foram a Phaseolus vulgaris, Vigna unguiculata, Vicia faba, sendo predominante o cultivo de
Vigna unguiculata (feijão de Corda) e Phaseolus vulgaris (Carioquinha/Carioca e Preto).

A infraestrutura existente para produção do feijão, no universo das 51 OPFs entrevistadas,


conta com arado de boi, plantadeira e trator, conforme Gráfico 5, a seguir. São utilizados 636
Arados de boi no total, sendo 10 coletivos e 626 individuais/familiares; são 1.491 plantadeiras,
sendo 1 coletiva, 18 cedidas por meio de parceria e o restante individual/familiar; Os tratores
são 4, sendo 1 coletivo e 3 cedidos.

Nesse mesmo contexto, foram apresentadas as demandas com vistas a melhorar e ampliar a
infraestrutura existente. Sendo 1.955 arados de boi, 1.191 cultivadores, 1.238 plantadeiras e
1 trator, de acordo com o Gráfico 6.

Além desse levantamento realizado junto às 51 OPFs, na ocasião da oficina de planejamento


foram demandados mais 3 tratores.

GRÁFICO 5: Infraestrutura de produção existente.

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

As dificuldades elencadas pelo Fórum, relacionadas à preparação do solo foram:


 Dependência de alguns produtores/as do Programa Terra-Pronta no preparo da terra;
24
 Agricultores/as usam pouco a tração animal;
 Pouca mão-de-obra;
 Mão-de-obra cara, pois o valor do produto remunera pouco para que o/a agricultor/a
contrate;
 Poucos/as agricultores/as fazem análise de solo;
 Desgaste do solo pela prática da monocultura;
 Pouca produção de estrumo. É necessário comprar;
 Estrumos adquiridos estão contaminados: de gado, contaminado com herbicida; de
galinha, com antibiótico;
 Adubo químico caro;
 Plantio sem curva de nível.

GRÁFICO 6: : Infraestrutura de produção necessária.

Infraestrutura produtiva necessária identificada - 51 OPFs


(em quantidade)

2.500

2.000

1.500

1.000

500

0
ARADO DE BOI CULTIVADOR PLANTADEIRA TRATOR
Nº Infra 1.955 1.191 1.238 1

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

Constatou-se, nas entrevistas, que dos 4.004 ha plantados, em 32% não são utilizados
insumos químicos durante o manejo (GRÁFICO 7).

25
GRÁFICO 7: Tipo de plantio.

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

Os insumos relacionados à produção primária foram identificados a partir das entrevistas com
duas lojas agropecuárias localizadas nos dois municípios maiores produtores de feijão,
Lajedo e São João. Nelas foi identificado que os agrotóxicos mais vendidos para os
produtores/as de feijão são: Lannate (Inseticida para lagarta em: milho, algodão, batata,
brócolis, couve, repolho, soja, tomate, trigo), Karate 50EC (inseticida para vaquinha e outros
insetos no feijão), Azodrin 400 (inseticida para citros) e Folisuper 600BR (inseticida para
algodão, café e soja).

O fertilizante utilizado é o NPK, formulação 20-10-20. Esta fórmula não é utilizada a partir de
análise de solo. O seu uso prolongado tem provocado empobrecimento e salinização do solo.

Como ambiente favorável em relação à preparação do solo, apontado pelo Fórum, foram
citados: investimentos realizados pelo ProRural no Território, em projetos de plantadeiras
manuais e tração animal e implementos; das 10 Prefeituras entrevistadas 8 realizaram
investimentos em aração de terra e 2 realizaram distribuição de sementes na safra de 2010-
2011; os Programas Terra Pronta e de Sementes do Governo do Estado.

Considerando a safra de 2010, as OPFs entrevistadas afirmaram ter plantado em torno de


4.004 hectares, com uma colheita de quase 2.300 toneladas de 16 variedades de feijão
26
identificadas, algumas com alto valor comercial, tais como: Bolinha e Jalo, conforme Tabela 3
a seguir.

TABELA 3: Variedades, Área e Produção do Feijão.

Àrea plantada (ha) -


Variedades Quant. Produzida (kg)
2010
BOLINHA 4,5 s/i
BICO DE OURO 84,5 58.963
CARIOQUINHA 1.248,5 2º 792.667 1º
CAVALO 3,0 780
POR TIPO DE FEIJÃO

DE CORDA (SECO) 1.314,0 1º 710.825 2º


DE CORDA (VERDE) 73,5 27.580
FAVA 1,0 s/i
FAVITA 19,0 5.651
FAVITO 2,0 105
GORDO 9,0 21.420
JALO 1,5 7.860
LOLINHA 15,0 11.980
MULATINHO 107,5 95.320
PAU 1,0 30
PRETO 1.117,0 3º 561.278 3º
ROSINHA 3,0 5.100
Total 4.004,0 2.299.559
Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

O calendário agrícola, com base nas principais variedades plantadas, inicia em março com o
plantio das três variedades predominantes, estendendo-se até maio. Havendo um novo
plantio de feijão de corda no segundo semestre, entre julho e setembro.

A colheita do plantio realizado no primeiro semestre ocorre entre os meses de julho e


setembro, enquanto que a do segundo semestre ocorre entre os meses de outubro e
dezembro, de acordo com a Tabela 4.

27
TABELA 4: Período de plantio e colheita do feijão.

PERÍODO DE PLANTIO E COLHEITA DO FEIJÃO

TERRITÓRIO DO FEIJÃO

CULTIVAR JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

CARIOQUINHA

DE CORDA

PRETO

PLANTIO COLHEITA
Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

No que se refere à produção, identificada nas entrevistas com as 51 OPFs, a safra de 2010
teve uma produtividade média de 0,57 t/ha. Quando comparada à produtividade média
analisada pelo IBGE em 2010 (TABELA 5), a realidade das OPFs entrevistadas é positiva.
Visto que a produtividade no Brasil é de 0,88 t/ha, no Nordeste é 0,36 t/ha, em Pernambuco é
0,34 t/ha e no Território produtivo é 0,44 t/ha.

28
TABELA 5: Área plantada, colhida, produção e produtividade do feijão.

Área Plantada, Área Colhida, Produção e Produtividade Média de Feijão: 1ª, 2ª e 3ª safras
Lavoura temporária/ano = Feijão/2010
Variáveis
Brasil, Grande Região, Unidade da
Área plantada Área Produção Produtividade
Federação e Municípios
(ha) colhida (ha) (t) média (t/ha)
Brasil 3.526.759 3.309.061 2.923.725 0,884
Nordeste 1.918.735 1.716.868 613.233 0,357
Pernambuco 290.064 204.092 68.742 0,337
Território do Feijão – 11 Municípios 40.603 37.883 16.565 0,437
Angelim 260 200 96 0,480
Calçado 4.400 3.000 1.800 0,600
Canhotinho 1.410 1.410 458 0,325
Garanhuns 1.900 1.900 590 0,311
Ibirajuba 1.100 1.100 200 0,182
Jucati 4.000 4.000 1.480 0,370
Jupi 3.128 3.128 1.142 0,365
Jurema 4.800 3.540 1.699 0,480
Lajedo 5.000 5.000 2.000 0,400
São Bento do Una 2.605 2.605 800 0,307
São João 12.000 12.000 6.300 0,525
Fonte: Produção Agrícola Municipal - IBGE, 2010.

No Território Produtivo foram identificadas, por meio das entrevistas e observações in loco em
pontos de vendas, diversas variedades de feijão, algumas, como Jalo e Bolinha, com alto
valor comercial (TABELA 6).

TABELA 6: Variedades identificadas.

29
Uma informação pertinente, em se tratando de variedades de feijão: Não foi identificada a
utilização de semente transgênica (Organismos Geneticamente Modificados - OGM) de feijão
no Território, apesar de ter sido constatada a sua presença no Brasil (FOTO 1).

Foto 1: Matéria do Jornal do Comércio, 18 de setembro de 2011.

No Território analisado predomina o uso de sementes de origem crioula em detrimento das


comerciais que, na sua maioria, é melhorada pelo IPA. Nas entrevistas realizadas com as 51
OPFs, cerca de 70% das sementes utilizadas para o plantio são crioulas e o restante, 30%, é
comercial (GRÁFICO 8).

As sementes de feijão crioulo, selecionadas ao longo de centenas de anos pelas populações


tradicionais, constitui um elemento importante de resistência e soberania nacional, além da
comprovada importância nutricional. Segundo Santalla et al, 2004 (apud PEREIRA et al,
2011), os teores de proteínas nos grãos podem atingir até 32,5%, enquanto as variedades
comerciais atingem 28,7%.

30
GRÁFICO 8: Origem das sementes.

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

Com relação a este tema, o Fórum relacionou que as principais dificuldades são:
 A semente distribuída pelo Governo é insuficiente; é mal distribuída (por conta de uso
político); não serve para ser utilizada no segundo ano de plantio; e, pode estar
contaminando a genética crioula, pois se tem observado a redução da resistência e a
baixa produção;
 Ameaça da chegada de semente transgênica;
 Semente crioula com problema de queima (Calçado e Jupi).

No entanto, reconhece-se que é favorável a existência das variedades desenvolvidas pelo IPA
a exemplo do feijão Carioquinha que tem uma boa produção.

Sobre os tratos culturais, como o manejo de pragas e doenças, as maiores dificuldades são o
manejo inadequado e o uso excessivo de agrotóxicos. Porém, é de entendimento do Fórum
que as práticas de desmatamento e a não realização de rotação de cultura favorecem a
presença e avanço das pragas.

5.4 Assessoria Técnica, Pesquisa e Outros Serviços

Quanto à assessoria técnica foi citado que apenas 39% das 51 OPFs recebem assessoria
técnica oriunda de: IPA (Aração de terra, fornecimento de sementes, orientação técnica,
análise de solo, controle de pragas, fornecimento de DAP, capacitação e elaboração de

31
projetos); STTR (Orientação para aposentadoria, orientação para auxílio doença,
documentação, infraestrutura); Prefeituras (Aração de terra e estradas); UFRPE-UAG
(capacitação). De acordo com a Figura 2 e Gráfico 8 abaixo.

FIGURA 2: Instituições de Ater.

Fonte: Pesquisa realizada no PTRP do Feijão, 2011.

GRÁFICO 9: Tipo de Ater.

Fonte: Pesquisa realizada no PTRP do Feijão, 2011.

As principais dificuldades apresentadas, pelo IPA, foram: sementes em quantidade


insuficiente, falta de equipamentos, carência técnica, pouca adubação, pouca análise de solo,

32
aração de terra insuficiente e solo inadequado, de acordo com o gráfico abaixo (GRÁFICO 9).

GRÁFICO 10: Dificuldades na Ater.

Fonte: Pesquisa realizada no PTRP do Feijão, 2011.

É importante ressaltar que o IPA é responsável pela ATER pública e pesquisa agropecuária
no Estado, e mantém escritórios em todos os municípios. O IPA atualmente desenvolve
algumas pesquisas relacionadas ao feijão, tais como: “Avaliação do uso de coquetéis
vegetais em sistemas de produção orgânica para a cultura do feijão macassar (de corda)” e
“Melhoramento genético dos feijões comum e macassar, visando o desenvolvimento de
cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas do Estado de Pernambuco”.

As sementes de feijão distribuídas pelo Governo do Estado são produto de melhoramento


realizado pelo IPA (as principais são IPA 6, Pérola e Gaíba), no entanto, a multiplicação
dessas sementes é feita por empresas privadas que são selecionadas por meio de licitação
cuja área de abrangência é o território nacional. Não havia, na ocasião da entrevista,
empresas pernambucanas contratadas para tal fim.

No que se refere às sementes, no Brasil existe a Lei nº 10711 de 5/11/2003 que dispõe sobre
o Sistema Nacional de Sementes e Mudas e objetiva garantir a identidade e a qualidade do
material de multiplicação e de reprodução vegetal produzido, comercializado e utilizado em
todo o território nacional; e, a Instrução Normativa nº 9 de 2/6/2005 que trata das normas para
produção, comercialização e utilização de sementes. No Estado de Pernambuco há a Lei Nº
10.692 de 27/12/1991 que institui a inspeção e a fiscalização agropecuária no Estado de
Pernambuco e o Decreto nº 15.839 de 15/6/1992 que regula a inspeção e fiscalização
33
agropecuária no Estado. No caso de Pernambuco, o MAPA é responsável pelo fornecimento
do Renasem5 para as empresas que produzem sementes e a fiscalização destas. A ADAGRO
pelo fornecimento do Renasem para as empresas que comercializam sementes, bem como a
sua fiscalização.

Das 10 Prefeituras, 06 (seis) citaram que não fazem assessoria técnica e 03 (três) afirmaram
que fazem orientação técnica e consultoria.

A UFRPE-UAG afirma que não realiza assessoria técnica, mas desenvolve pesquisa nas
áreas de produção, administração e contábil em uma comunidade no município de São João.

O SEBRAE que atua na região realiza capacitação na área de produção no município de São
João.

No que trata da assessoria técnica, o Fórum aponta as seguintes dificuldades:


 Não tem assessoria técnica;
 Falta qualificação específica;
 Alta demanda de serviços; equipe técnica insuficiente (IPA e Prefeitura);
 Alguns técnicos/as não respeitam o conhecimento do agricultor/a; A estratégia
metodológica da ATER não tem convencido o/a agricultor/a a fazer rotação e a se
organizar melhor;
 Não dispõe de equipamentos para implantação de unidades demonstrativas;
 Logística para o trabalho insuficiente.

O ambiente favorável apontado foi o PNATER (Programa Nacional de Assistência Técnica e


Extensão Rural) que estabelece a Política Nacional de ATER.

Pode-se constatar que a compreensão sobre assessoria técnica é frágil na medida em que as
ações de “Aração de terra” e “Distribuição de sementes”, citadas nas entrevistas com o IPA,
Prefeituras e OPFs, fazem parte dos Programas Terra Pronta e de Distribuição de Sementes
da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, executados pelo IPA em parceria com as
Prefeituras Municipais, e não constituem exatamente assessoria técnica.

Ao longo do diagnóstico, a assessoria técnica não foi citada para o setor secundário e a

5
Renasem – Registro Nacional de Sementes e Mudas. Tem como objetivo inscrever e cadastrar as pessoas
físicas e jurídicas que exerçam as atividades previstas no Sistema Nacional de Sementes e Mudas instituído
pela Lei Nº 10.711 de 05 de Agosto de 2003.
34
comercialização do feijão.

5.5 Beneficiamento

No setor secundário (beneficiamento) analisado no Território, se observou que os/as


agricultores/as familiares se envolvem apenas na primeira etapa do processo que envolve: a
secagem realizada no terreiro da casa ou em local apropriado (ex: terreiro de secagem); na
debulha do feijão feita manualmente ou por meio de batedeiras de grãos; e no ensacamento
em sacos de 60 Kg.

Para os procedimentos do início do beneficiamento foi identificada a existência de cisternas


calçadão, batedeiras de grãos, terreiros de secagem e local para armazenagem. As cisternas
calçadão, que além de recolher água da chuva para abastecer a cisterna de placas serve de
terreiro de secagem, somam um total de 45, beneficiando número igual de famílias. As
batedeiras de grãos são 13, sendo 11 coletivas (pertencentes a OPFs) e 2 cedidas. Existem
530 terreiros de secagem, 22 coletivos e 508 individuais / familiares. Para armazenamento do
feijão existem 30 galpões individuais / familiares (GRÁFICO 11).

Nesse mesmo contexto, foram apresentadas as demandas com vistas a melhorar e ampliar a
infraestrutura existente. Sendo 2.313 terreiros de secagem, 80 batedeiras e 37 galpões
coletivos, de acordo com o Gráfico 12.

GRÁFICO 11: Infraestrutura de beneficiamento existente.

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.


35
Para o beneficiamento na primeira etapa, o Fórum apontou as seguintes dificuldades:

 Dificuldade para transportar o feijão da roça para casa;


 Grão sem qualidade; A maioria não tem terreiro de secagem;
 Feijão produzido fora do padrão do mercado e das exigências do PNAE;
 Os projetos de terreiro de secagem não atenderam a todos/as os/as sócios/as das
associações beneficiadas;
 Nem todos/as têm onde armazenar o feijão colhido e existem poucos locais adequados
nas comunidades;
 Quantidade insuficiente de batedeiras;
 Custo alto para bater o feijão (batedeira particular);
 Chuva na época de secagem;
 Batedeira de associação com motor de pouca potência.

O ambiente favorável aponta que a qualidade das sementes melhorou após a implantação
dos terreiros de secagem; com as batedeiras melhorou o trabalho; e, boa parte das estradas
vicinais é boa.

Nessa perspectiva, os investimentos realizados pelo ProRural no Território, no período de


2007 a 2010 foram, terreiro de secagem, abrigo de proteção (armazém) e batedeira de grãos.
Quatro Prefeituras entrevistadas realizaram investimentos no período de 2010 a 2011 com
fornecimento de batedeiras; duas com distribuição de sacos, barbante e agulha; uma com
escoamento da produção.

36
GRÁFICO 12: Infraestrutura de beneficiamento necessária.

Infraestrutura de beneficiamento necessária identificada - 51


OPFs
(em quantidade)
2.500

2.000

1.500

1.000

500

0
TERREIRO DE SECAGEM BATEDEIRA GALPÃO COLETIVO

Nº Infra 2.313 80 37

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

A segunda etapa do beneficiamento é o empacotamento realizado por beneficiadoras de


grãos que pertencem a empresários atravessadores6 da região e de outras regiões e estados,
cuja matéria-prima é adquirida nas propriedades dos/as agricultores/as ou em duas grandes
feiras do Território Produtivo, a de Lajedo e a de São João.

Na ocasião da entrevista a 07 (sete) atravessadores de feijão da região, identificou-se que 2


(dois) possuem beneficiadora e um terceiriza o beneficiamento com o custo de R$ 4,00 o
fardo de 30 Kg de feijão. Neste caso, a embalagem utilizada é a da beneficiadora.

As empresas beneficiadoras de feijão acima citadas são: Kidelicia - Ronildo Fernandes ME e


Produtos Cristal (Foto 2) e Tá Gostoso - Sonildo Gomes de Assis – ME Localizadas na Zona
Rural de Lajedo.

Para o empacotamento do feijão é necessária a sua classificação e embalagens constando o


resultado da classificação que determina o tipo de feijão, a marca e as informações do
fabricante. O empacotamento é realizado em embalagens de 1 Kg e em seguida
acondicionado em embalagem de 30 Kg, conhecido como fardo. O fluxograma deste
processo está descrito no Anexo 5.

6
Atravessador: Indivíduo que atravessa mercadorias, que as compra para monopolizar o mercado
(http://www.dicio.com.br/atravessador/).
37
Fotos 2 e 3: Embalagens da beneficiadora Kidelicia. Pesquisa de campo, setembro de 2011.

Em relação ao beneficiamento foram entrevistados o MAPA e a Adagro em Recife, e 1


Classificadora de Vegetais, Ong Pedra D’Água que funciona na Ceasa em Recife.

Por meio do MAPA se tomou conhecimento de que esta classificadora fiscaliza a produção de
sementes, fornece o Renasem para produtores/as de semente, fiscaliza a venda do feijão
empacotado exposto nos espaços de comercialização do feijão, exceto o varejo de mercados
públicos e Ceasas, e as Classificadoras. Fiscaliza também, a produção de sementes. É de
responsabilidade da APEVISA o registro e a fiscalização das instalações das beneficiadoras.

O MAPA segue a Instrução Normativa (IN) Nº 12 de 28 de dezembro de 2008, publicada no


Diário Oficial da União de 31/03/2008, seção 1, Página 11, que “Estabelece o Regulamento
Técnico do Feijão, definindo o seu padrão oficial de classificação, com os requisitos de
identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou
rotulagem”7. Esta Instrução Normativa foi alterada pela de Nº 56 de 24/11/2009.

Identificaram-se, através do MAPA, 36 beneficiadoras de feijão no estado de Pernambuco.


Destas, 11 são localizadas nos municípios de Garanhuns e Lajedo que fazem parte do

7
Fonte:http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=18540
38
Território Produtivo do Feijão (ANEXO 6).

Segundo informações do MAPA, de todos os lotes de feijão comprados para serem


embalados devem ser retiradas amostras e enviadas para classificação. As Classificadoras,
por sua vez, devem enviar, mensalmente, todos os certificados de classificação para o MAPA.

As infrações mais comuns e graves se dão pela presença de insetos e diferença entre o tipo
de feijão que está no pacote e o que está escrito na rotulagem.

O MAPA cita a presença de 4 Classificadoras que atuam em Pernambuco, quais sejam:


Pedra D’Água, Proqualy (classifica produtos importados e para exportação), Sercla e Conab.

Foi realizada entrevista com a Classificadora Pedra D’Água, localizada no prédio da Ceasa
em Recife. Sua sede é em Buíque/PE.

A Pedra D’Água é uma ONG credenciada pelo MAPA e possui autorização para classificar
feijão, arroz, milho, alho, batata inglesa, cebola, tomate, farinha de mandioca, farinha de trigo
e óleos (algodão, girassol, canola, milho e soja). Trabalha apenas com produtos nacionais e
para o mercado nacional. Como todas as outras ela é privada. Antes a classificação era de
responsabilidade do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura. Na ocasião, o Estado era
responsável por coletar e classificar as amostras. Atualmente, a coleta da amostra e envio
para a Classificadora é de responsabilidade da beneficiadora. Esta deve coletar, no mínimo,
10% do total de cada lote adquirido.

Para a classificação do feijão são utilizados 2 grupos: Grupo I - Feijão Comum (Classes
Branco, Preto, Cores) e Grupo II – Feijão Caupi/Macassar (Classes Branco, Preto, Cores)
(Foto 3). Os tipos são 1, 2, 3, Fora de Tipo e Desclassificado.

Foto 4 e 5: Manual de classificação do feijão. Pesquisa de campo, setembro de 2011.

Durante a classificação os fatores observados são: uniformidade de cor e de tamanho;


39
umidade; matérias estranhas e impurezas; carunchos, mofados, ardidos e germinados;
defeitos e atacados por lagartas da vagem.

Após a classificação é necessário a Classificadora guardar a prova e a contraprova para


efeito de fiscalização pelo MAPA.

O valor cobrado pela Olho D’Água para a classificação do feijão é de R$ 60,00/solicitação se


o lote do proprietário for maior ou igual a 60 toneladas. Acima desta quantidade é cobrado o
valor de R$ 1,00 por cada tonelada a mais.

A principal dificuldade relacionada ao beneficiamento, observada pelo Fórum, é a inexistência


de empacotadeiras (unidades de beneficiamento de grãos) pertencentes aos agricultores/as
familiares.

Para implantação e regularização de uma unidade de beneficiamento de feijão é necessário


estabelecer relação com algumas instituições reguladoras que deverão se envolver ao longo
do processo de implantação e durante o funcionamento desta, quais sejam: CPRH
(Responsável pelas Licenças Prévias, de Instalação e de Operação das instalações da
beneficiadora); e a APEVISA (responsável pela Licença Sanitária para o funcionamento da
beneficiadora).

5.6 Comercialização

O tema da comercialização, abordado nas oficinas e nas entrevistas, foi aprofundado por
meio da capacitação em “Tipos de Mercados e Formas Associativas para Comercialização da
Agricultura Familiar” para os/as agricultores/as, seguida de intercâmbio à Cooperativa Mista
dos Agricultores Familiares de Águas Belas e Itaíba (Coopanema), localizada no município de
Águas Belas.

No contexto das entrevistas com as OPFs, o total de feijão produzido no Território Produtivo
analisado, cerda de 2,3 mil toneladas, é consumido pelas famílias e comercializado na
proporção de 12% e 88% respectivamente, como mostra o gráfico abaixo (GRÁFICO 13).

40
GRÁFICO 13: Destino da produção do feijão.

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

Os agricultores/as que participam das OPFs entrevistadas afirmaram que comercializam seu
produto em grosso, acondicionado em sacos de 60 Kg e recebem o pagamento no momento
da venda.

Os principais mercados de feijão em grosso identificados no Território são as feiras livres de


Lajedo e de São João que ocorrem nas quartas-feiras e segundas-feiras respectivamente.
Estes espaços são os que movimentam uma maior quantidade do produto, no entanto, em
menor proporção de circulação, nas feiras livres dos demais municípios do Território também
ocorre a comercialização do feijão8. A circulação da mercadoria se dá entre os/as
agricultores/as e atravessadores/as.

Nas feiras de Lajedo e São João foi observada a presença de muitos veículos com placas de
outros municípios e estados (Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte) confirmando, assim, que
estes municípios, que são os maiores produtores do Território, são dois grandes centros de
comercialização de feijão no Estado onde é negociado o feijão do Território e de outras
regiões produtoras, inclusive de outros estados.

8
Feiras livres do Território: Angelim e Lajedo (quarta-feira); Calçado, Canhotinho, Garanhuns, Jurema e São
Bento do Una (Sábado); Jucati (terça-feira); Jupi e Ibirajuba (sexta-feira); São João (segunda-feira).
41
A CONAB, responsável pela regulação do mercado, afirma que faz acompanhamento de
safra da região junto ao IBGE e que há dois anos não compra feijão na região porque não há
necessidade de regular o preço.

Os preços de feijão praticados na ocasião das entrevistas e visita às feiras de São João e
Lajedo, e supermercados, variaram conforme a variedade e a qualidade (TABELA 7).

Das Prefeituras entrevistadas apenas uma, São Bento do Una, afirma que compra feijão da
Agricultura Familiar com recursos do PNAE. No entanto, em decorrência da consulta feita às
prefeituras, pelos participantes do Fórum, constatou-se que duas prefeituras, adquiriram feijão
com recursos do PNAE, mas não é proveniente da Agricultura Familiar.

TABELA 7: Preços de venda do feijão.

Atravessadores (5) Supermercados e Feiras (8) Prefeitura (2)

Tipo de Valor de compra Valor de venda Valor de venda Valor de compra Valor de venda Valor de compra
Feijão em grosso empacotado em grosso empacotado empacotado empacotado
(R$/Kg) (R$/Kg) (R$/Kg) (R$/Kg) (R$/Kg) (R$/Kg)

Intervalo Médio Intervalo Médio Intervalo Médio Intervalo Médio Intervalo Médio Intervalo Médio
1,83 - 2,23 – 2,00 – 1,83 – 2,30 –
De corda 2,58 2,95 2,71 2,16 3,05 3,95 3,95
3,33 3,66 3,41 2,50 3,81
1,33 – 1,33 – 1,00 – 2,00 – 1,75 – 3,95 –
Carioca 1,67 1,83 1,54 2,84 2,89 3,97
2,00 2,33 2,08 3,69 3,90 4,00
1,00 – 1,33 – 0,83 – 1,25 – 1,80 –
Preto 1,17 1,70 1,13 1,67 2,49
1,33 2,06 1,42 2,10 3,19
Outras 1,16 – 1,90 – 1,25 – 2,00 – 2,00 –
1,50 2,03 1,63 2,08 2,94
variedades 1,83 2,16 2,00 2,17 3,89
Fonte: Pesquisa realizada no PTRP do Feijão, 2011.

Analisando a tabela acima, quanto ao valor médio que o/a agricultor/a vende (igual ao que o
atravessador compra), pode-se constatar que o mercado mais promissor é o institucional
(Prefeitura – PNAE) que oferece 35% a mais pelo feijão de corda e 58% a mais pelo feijão
carioca. Em seguida os supermercados locais e pequenos feirantes que comercializam o
feijão empacotado e a granel que oferecem 12,50% a mais pelo feijão de corda, 41% a mais
pelo feijão carioca e 31% a mais pelo feijão preto. No entanto, devem-se considerar os
custos do beneficiamento que, no caso da terceirização custa R$ 0,13 por quilo.

No Bompreço em Recife foi encontrada à venda feijão das variedades crioula tipo Jalo e
Bolinha, citados nas entrevistas com as OPFs, cujo valor para embalagens de 1/2Kg é R$
5,00.

O pagamento do feijão ocorre da seguinte forma: compra pelo atravessador, à vista; compra
42
pela Prefeitura, com 30 dias; compra por supermercados locais, empacotado e em grosso, se
dá à vista e com 15 a 30 dias; pequenos feirantes, à vista.

As negociações comerciais do feijão são reguladas por dois Decretos Estaduais. O Decreto
nº 35.566 de 13/09/2010 em que é dispensada a emissão de Nota Fiscal relativa à circulação
dos produtos da Agricultura Familiar para transação com PNAE e PAA e o Decreto nº 26.145
de 21/11/2003 referente à cesta básica em que o ICMS da Indústria ou do/a produtor/a é de
2,5%.

As dificuldades elencadas pelo Fórum em relação à comercialização do feijão foram:

 Pouca cultura de comercialização associativa (coletiva), como força de barganhar


preço;
 A combinação do preço do produto pelos atravessadores (formação de cartel) e
agricultores/as com poucas alternativas de comércio;
 O/a agricultor/a quando colhe, já está devendo;
 O/a agricultor/a não dispõe de capital de giro para comercialização;
 A cooperativa de S. João (COOPAF) está descapitalizada devido à inexperiência em
gestão (no começo da sua implantação) e não tem sede própria;
 Desconhecimento de outros mercados no país (Bahia, Minas, São Paulo, Paraná);
 PNAE (prazo mínimo de 30 dias para o pagamento); Pouca confiabilidade no
recebimento;
 PAA tem pagamento irregular para agricultor/a;
 Desconhecimento dos programas da CONAB (Formação de estoque e Compra direta);
 Pouca oferta de capacitações para comercialização e pouca procura dos/as
agricultores/as por capacitações (jovens e filhos/as de agricultores/as);
 Custo alto do frete;
 Estradas vicinais, pontes e passagens molhadas em condições ruins9; Clima prejudica
a manutenção das estradas, pelas prefeituras;
 Falta de transporte para escoar produção;
 Falta de segurança, assaltos constantes aos compradores e vendedores de feijão.
Patrulha Rural (PMPE) inativa.

9
Na ocasião do diagnóstico sobre beneficiamento, realizado no âmbito do Fórum, foi citado como ambiente
favorável que “boa parte das estradas vicinais é boa”, ao contrário do que foi dito no momento do diagnóstico
da comercialização. Dessa maneira, pode-se considerar que o problema das estradas ruins não ocorre em
todo o Território Produtivo.
43
Como ambiente favorável foi apontado:

 Existência da COOPAF em São João (município maior produtor de feijão do Território);


 A COOPAF deseja rediscutir o estatuto, na perspectiva de ampliar o nº de sócios/as, e
de se fortalecer/capacitar na gestão;
 Prefeitura de São João e Câmara de Vereadores têm compromisso firmado com a
COOPAF para doação da estrutura física existente (galpão) no município de São João;
 Ter produção no Território e possibilidades de beneficiamento para o acesso imediato a
novos mercados (privado, institucional etc.);
 Tradição de cultivar o feijão;
 Mercado consolidado;
 Tem comércio;
 Os Decretos Estaduais nº 26.145 de 21/11/2003 e nº 35.566 de 13/09/2010;
 Prefeituras que compram através do PNAE (São João, São Bento do Una, Jupi,
Jucati)10;
 Parcerias;
 Localização geográfica estratégica e próxima aos grandes centros de consumo;
 Estradas (BR's e PE).
 Projeto de duplicação da BR 423 até Garanhuns

Como complementação as informações obtidas na ocasião das oficinas de diagnóstico, foi


identificada a demanda de construção de 83 passagens molhadas e a reforma de 5, no
Território Produtivo analisado.

5.7 Outras Questões do Diagnóstico

O Fórum apontou outras questões que interferem numa melhor e maior participação dos/as
Agricultores/as Familiares, abaixo relacionadas.

Dificuldades:
Crédito
 Burocracia para acesso aos créditos;

10
Na ocasião do levantamento realizado pelos participantes do Fórum e nas entrevistas às prefeituras foi
constatado que apenas as Prefeituras de São João, Calçado e São Bento do Una compram feijão com recursos
do PNAE, ao contrário do que foi citado na ocasião da oficina de diagnóstico com o Fórum.

44
 Inexistência de crédito para o custeio (produção primária, beneficiamento e
comercialização);
Políticas Públicas
 Secretarias Municipais sem dotação própria direcionada a AF;
 Falta de políticas públicas para manter os/as jovens, o/a agricultor/a no campo. (ex.
educação, assistência técnica etc.). Isso provoca o deslocamento da mão de obra
familiar para outras atividades (granjas, sulanca, plantios de tomate, fazendas);
 Dificuldade dos jovens acessarem crédito pelos bancos.
Organizações Sociais
 Nem todos os STTRs estão dando conta de divulgar e se envolver com as políticas
públicas para AF;
 Dificuldades de logística (transporte, estrutura, dinheiro, etc.) dos CMDRs para
acompanhar as atividades das associações;
 Dificuldade em fazer parcerias com Prefeituras por questões políticas.

Ambiente Favorável:

Crédito

 Tem linha específica de crédito para o feijão no BB de Canhotinho.

Questões Sociais e Infraestrutura básica

Ao longo do diagnóstico se constatou, junto as OPFs entrevistadas, que o nível de


analfabetismo é em torno de 32%, que 34 (trinta e quatro) comunidades não possuem
associação formalizada e ainda é necessário investimentos em infraestrutura básica de
acordo com o gráfico abaixo (GRÁFICO 14). Durante oficina também foi identificado que 70
(sessenta) famílias produtoras de feijão não têm terra própria no Sítio Gameleira - São Bento
do Una.

45
GRÁFICO 14: Infraestrutura básica necessária.

Fonte: Pesquisa realizada com as 51 OPFs, 2011.

46
5.7 Fluxograma do Funcionamento da Rede Produtiva Analisada no Território Produtivo

O fluxograma abaixo retrata a realidade do Território Produtivo analisado.

FLUXOGRAMA DO FEIJÃO NO TERRITÓRIO PRODUTIVO


ProRural

IPA
Setor Primário

Vendedores
(Produção)

de insumos
Agricultores/as Prefeituras
Plantio

Bancos STTRs

UFRPE-UAG
Garanhuns
Setor Secundário
(Beneficiamento)

Agricultores/as ProRural
Vendedores Secagem e debulha
de insumos (batedeira)
Prefeituras
(Comercialização)
Setor Terciário

Atravessadores
Setor Secundário
(Beneficiamento)

MAPA

Atravessadores
Classificadora (Beneficiadoras)

APEVISA Vendedores
de insumos

Atravessadores Atravessadores Atravessadores


(Comercialização)

venda em grosso venda em grosso venda no varejo


Setor Terciário

empacotado

SEFAZ

Mercados privados Mercados Institucionais


MAPA (supermercados etc.) (Prefeituras etc.)
47
Legenda: Instituições Públicas de ATER, investimentos, capacitação e crédito

Instituições Reguladoras
6. PLANEJAMENTO DA REDE PRODUTIVA

A etapa do planejamento, como parte do processo de elaboração deste Plano, contou com as
informações levantadas e sistematizadas ao longo do diagnóstico, seguindo os princípios da
participação. Nela foi elaborada uma matriz, a Matriz de Ações e Investimentos para o
período de 3 anos, como instrumento de negociação e pactuação em prol da organização e
desenvolvimento da Rede Produtiva de Feijão deste Território.

No Anexo 7 pode-se visualizar a Matriz elaborada e consensuada pelo Fórum.

7. PACTUAÇÃO DA MATRIZ DE AÇÕES E DE INVESTIMENTOS DA REDE PRODUTIVA

Após a elaboração da Matriz de Ações e Investimentos, as instituições citadas e/ou


identificadas, como parte direta ou indireta da Rede Produtiva do Feijão, foram convidadas
para identificar as possibilidades de pactuarem ações e investimentos. Assim, formalizaram
sua participação nas ações e investimentos da Matriz com o valor de total de R$
21.368.798,30, por meio de Termo de Compromisso (ANEXO 8) em Seminário com a
presença do Governador do Estado.

Conforme previsto na Cláusula Sexta do citado Termo de Compromisso, “As alterações


porventura necessárias ao fiel cumprimento deste Instrumento serão efetuadas durante
sua vigência, previamente acordadas entre os Partícipes, desde que não impliquem em
modificações do objeto previsto na Cláusula Primeira”, por solicitação do GTG, houve ajuste
em relação aos investimentos pactuados pelo ProRural que resultou na mudança de algumas
ações (ANEXO 9), ampliando, assim, o valor total da Pactuação de R$ 21.368.798,30 para
R$ 25.368.798,30.

8. GOVERNANÇA DO TERRITÓRIO PRODUTIVO

Consultando Valdir Roque Dallabrida, Governança é um conjunto de ações,


responsabilidades e processos que se estabelecem em uma Instituição, Programa ou Projeto,
para orientar, direcionar e exercer o controle de ações programadas para garantir as metas e
os resultados esperados.

O termo Governança Territorial é utilizado aqui para se referir às iniciativas ou ações que
48
expressam a capacidade de uma sociedade organizada territorialmente de gerir os assuntos
públicos a partir de compromissos conjuntos e cooperativos dos atores sociais econômicos e
institucionais.

A governança territorial ocorre a partir das práticas de concertação social, entendida como
sendo um processo em que representantes de diferentes redes de poder socioterritorial, por
meio de procedimentos de pactuação e mediação, assumem a prática da gestão do
desenvolvimento territorial.

Nesse contexto, foram instalados o Fórum do Território Produtivo do Feijão e o Grupo de


Territorial de Governança (GTG).

O Fórum do Território Produtivo do Feijão é uma instância coletiva composta por


representantes de Organizações de Produtores e Produtoras Familiares (OPFs), em maioria,
e de parceiros institucionais envolvidos na Rede Produtiva. Suas atribuições, além de
elaborar este Plano, são: constituir um Grupo Territorial de Governança (GTG); realizar a
gestão estratégica do PTRP; ajustar o PTRP e sua Matriz de Ações e de Investimentos,
incluindo a articulação de novos parceiros.

O funcionamento do FTP do Feijão propõe estrategicamente, após a elaboração do PTRP,


reunir-se ordinariamente para avaliar a implementação da Matriz de Ações e Investimentos do
PTRP e replanejar ações e investimentos considerando as demandas pactuadas e as não
pactuadas, bem como extraordinariamente, conforme solicitação do GTG ou de algum
parceiro institucional.

O GTG, constituído e legitimado pelo FTP do Feijão tem como responsabilidade a realização
da gestão operacional, por meio do acompanhamento/monitoramento, da Matriz de Ações e
Investimentos deste Plano, pactuada pelos parceiros institucionais.

Fazem parte do GTG 22 (vinte e duas) instituições, sendo 02 (duas) de cada município
participante do Território Produtivo. Uma instituição de produtor/a familiar participante do
CMDR e uma instituição parceira.

As atribuições do GTG são:

 Socializar e pactuar a Matriz de Ações e Investimentos do PTRP do Feijão no âmbito


dos onze CMDRs;
 Acompanhar e Monitorar a implementação da Matriz de Ações e de Investimentos do
49
PTRP pactuada pelos parceiros institucionais, no Território Produtivo e nos onze
municípios que fazem parte deste;
 Estabelecer os critérios gerais para priorização das OPFs a serem beneficiadas pelas
ações e investimentos pactuados na Matriz do PTRP. No entanto, o que deve
determinar a definição final das OPFs beneficiárias são os critérios/condições definidas
pelas instituições financiadoras parceiras;
 Priorizar, no âmbito dos CMDRs, as OPFs a serem beneficiadas pelas ações e
investimentos pactuados na Matriz do PTRP;
 Intermediar a relação entre as instituições pactuadoras da Matriz de Ações e de
Investimentos e os municípios e o Fórum;
 Solicitar reunião extraordinária do Fórum; Elaborar Atas das reuniões ordinárias e
extraordinárias do GTG;
 Disponibilizar as Atas das reuniões ordinárias e extraordinárias do GTG para as
Instituições participantes do Fórum, bem como as pactuadoras da Matriz;
 Propor providências decorrentes ao não cumprimento de ações e investimentos
pactuados na Matriz. Caso necessário recorrer ao Fórum;
 Participar das reuniões do Fórum;
 Propor ao Fórum possíveis ajustes no replanejamento da Matriz;
 Manter articulação pessoal ou por meio eletrônico entre seus membros, entre estes e o
Fórum do Território Produtivo e entre os Municípios;
 Negociar possíveis conflitos que ocorram no Território Produtivo e nos municípios que
fazem parte deste, que tenham relação com a implantação da Matriz. Caso necessário
recorrer ao Fórum;
 Visitar periodicamente as ações em execução nos municípios.

50
REFERÊNCIAS

CENTRO de inteligência do feijão. Disponível em:


<http://www.cifeijao.com.br/index.php?p=historico>. Acesso em: 10 set. 2012.

CONAB/ MAPA - CONJUNTURA, 2010. Gerência de Alimentos Básicos Superintendência de


Gestão da Oferta, Brasília, 2010.

CONDEPE/FIDEM. FIAM – IBGE, 1998. Mapa Hidrográfico de Pernambuco. Recife, 1998.

BRASIL. Lei n. 12.188, de 11 de janeiro de 2010. Institui a Política Nacional de Assistência


Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária - PNATER e o
Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na
Reforma Agrária – PRONATER. Brasília, 2010.

___. Lei n. 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação


escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica no
Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE. Brasília, 2009.

___. Lei n. 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da


Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Brasília,
2006.

___. Lei n. 10.696, de 02 de julho de 2003 (Art. 19). Institui a criação do Programa de
Aquisição de Alimentos - PAA, Brasília, 2003.

___. Lei n. 10.711 de 05 de novembro de 2003 que dispõe sobre o Sistema Nacional de
Sementes e Mudas. Brasília, 2003.

___. Instrução Normativa (IN)/ MAPA Nº 56 de 24 de novembro de 2009. Brasília, 2009.

___. Instrução Normativa (IN)/ MAPA Nº 12 de 28 de dezembro de 2008. Brasília, 2008.

EMBRAPA. Disponível em: <http://www.cnpaf.embrapa.br/feijao/historia.htm>. Acesso em: 10


set. 2012.

FAO/Faostat/Conab, 2009. Estatísticas da Produção Mundial. Brasília, 2009.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA/IBGE. Biblioteca de Mapas.


Apresenta endereços de Mapa de Tipos de Climas, 2002. Disponível em: < http://www.
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/default_prod.shtm#MAPAS >. Acesso em: 10 set.
2012.

___. Biblioteca de Mapas. Apresenta endereços de Mapa de Precipitação Pluviométrica,


2011. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/default_prod.shtm#MAPAS
>. Acesso em: 10 set. 2012.

51
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA/IBGE – Estatísticas da
Produção Nacional. Brasília, 2010.

___. Estatísticas da Produção Nordestina. Brasília, 2010.

___. Estatísticas da Produção Municipal. Brasília, 2010.

___. Produção Agrícola Municipal. Brasília, 2009.

___. Produção Agrícola Municipal. Brasília, 2010.

MINISTÉRIO da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: <


http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/feijao> . Acesso em: 11 set. 2012.

MINISTÉRIO do Planejamento, Orçamento e Gestão/IBGE - EMBRAPA, 2001. Mapas de


Solos do Brasil. Brasília, 2001.

PEREIRA, Tamara et al. Diversidade no teor de nutrientes em grãos de feijão crioulo no


Estado de Santa Catarina. Acta Scientiarum. Agronomy Maringá, v. 33, n. 3, p. 477-485,
2011.

PERNAMBUCO. Lei n. 10.692 de 27 de dezembro de 1991 que institui a inspeção e a


fiscalização agropecuária no Estado de Pernambuco. Recife, 1991.

___. Decreto APEVISA n. 35.566, de 13 de setembro de 2010. Dispõe sobre a dispensa da


emissão de Nota Fiscal relativa à circulação dos produtos da Agricultura Familiar para
transação com PNAE e PAA no Estado de Pernambuco. Recife, 2010.

___. Instrução Normativa n. 9 de 02 de junho de 2005. Dispõe sobre as normas para


produção, comercialização e utilização de sementes no Estado de Pernambuco. Recife, 2005.

___. Decreto SEFAZ/PE n. 26.145, de 21 de novembro de 2003. Consolida a legislação que


dispõe sobre o sistema especial de tributação relativo a produtos considerados componentes
da cesta básica. Recife, 2003.

___. Decreto Estadual n. 15.839, de 15 de junho de 1992. Dispõe sobre a regulação a


inspeção e fiscalização agropecuária no Estado de Pernambuco. Recife, 1992.
PORTAL São Francisco. Disponível em:
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/feijao/feijao-1.php>. Acesso em: 11 set. 20102.

PRORURAL. Banco de dados da produção e promoção da comercialização dos produtos de


base familiar do Estado de Pernambuco. Recife, 2011.

___. Relatório do ProRural sobre os investimentos realizados no território no período de 2007


a 2010. Recife, 2011.

___. Projeto Pernambuco Rural Sustentável. Recife, 2011.

52
ANEXO 1

PLANO DE TRABALHO - Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão

Municípios: Angelim, Calçado, Canhotinho, Garanhuns, Ibirajuba, Jupi, Jucati, Jurema, Lajedo, São Bento do Una, São João.

Objetivo Específico 1: Pactuar acordos e ações para o desenvolvimento do Plano Territorial de Rede Produtiva (PTRP) no contexto das
Organizações de Produtores/as Familiares (OPF's) e dos/as parceiros/as institucionais envolvidos com a cadeia produtiva, na perspectiva da
criação do Grupo do Território Produtivo (GTP).

Atividades
1. Realização de Mapeamento das instituições, organizações e lideranças atuantes na cadeia produtiva.
2. Realização de reunião para apresentação do contexto da ação, da proposta de Plano Trabalho e pactuação de compromissos, com duração de 5
horas.
3. Instalação do FTP para construção do PTRP.
Objetivo Específico 2: Elaborar o diagnóstico da Rede Produtiva no âmbito territorial, a partir das relações locais (comunidade) e municipais.

Atividades

1. Coleta e tratamento de dados secundários sobre a rede produtiva, com foco na cadeia produtiva e nos municípios e território produtivo analisados.

2. Realização de Oficina de Diagnóstico da Rede Produtiva (1ª), no contexto da cadeia produtiva em que ela se insere, com duração de 1,5 dias.

3. Realização de pesquisa para obtenção de dados primários sobre a cadeia produtiva, no contexto da rede produtiva analisada.

4. Elaboração da Versão Preliminar do Diagnóstico da Cadeia Produtiva.


5. Realização de Oficina de Apresentação e Concertação da Versão Final da Cadeia Produtiva (2ª), no contexto da rede produtiva analisada, com
duração de 1 dia.
6. Elaboração da versão final do diagnóstico da cadeia produtiva, no contexto da rede produtiva analisada.
Continuação PLANO DE TRABALHO - Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão
Objetivo Específico 3: Construir matriz de ações executivas e de investimentos para o desenvolvimento da rede produtiva em nível local,
municipal e territorial.

Atividades

1. Realização de Oficina sobre Organizações Associativas para Comercialização da Produção da Agricultura Familiar (3ª), com duração de 2 dias.

2. Realização de Visita de Intercâmbio, com duração de 2 dias.


3. Realização de Oficina para Definição de Ações Executivas e de Investimentos para o Desenvolvimento da Rede Produtiva Territorial (4ª), com duração
de 2 dias.

Objetivo Específico 4: Pactuar compromissos e adesão formal das organizações e instituições envolvidas com o Plano Territorial de Cadeia
Produtiva.

Atividades

1. Organização do Comitê de Análise Estratégica*.

2. Organização da Matriz de Ações Executivas e de Investimentos do PTRP.

3. Realização de Reunião para encaminhar a Análise de Viabilidade da Matriz do PTRP (5ª), com duração de meio dia.

4. Análise técnica pelas Instituições implicadas na Matriz dom PTRP.

5. Realização de Oficina para Definir a Matriz a ser negociada (6ª), com duração de 1 dia.

6. Encontro de pactuação interinstitucional para implementação da Matriz do PTRP.


7. Realização de Seminário para Apresentação e pactuação formal da Matriz de ações Executivas e de Investimentos do PTRP do Feijão, com duração
de 5 horas.
* O Comitê de Análise Estratégica proposto neste documento é articulado pelo ProRural e teve a responsabilidade de analisar tecnicamente a viabilidade
da Matriz de ações e de Investimentos construída pelo GTP. O citado Comitê foi formado por especialistas, conforme a natureza da atividade produtiva
do Plano, no âmbito do Governo do Estado (ProRural, Instituto Agronômico de Pesquisa - IPA, Secretaria da Agricultura Familiar - SEAF, Secretaria de
Transportes - SETRA, Secretaria de Recursos Hídricos - SRH, Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - CPRH, Agência de Defesa e
Fiscalização Agropecuária de PE - ADAGRO, Vigilância Sanitária de PE) e instituições financeiras.
Continuação PLANO DE TRABALHO - Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão
Objetivo Específico 5: Assessorar a implementação do Plano Territorial da Rede Produtiva.

Atividades

1. Realização de Oficina para definição de estratégia para socialização do PTRP (7ª), no âmbito dos CMDRs, com duração de 1 dia.

2. Acompanhamento a realização da agenda de socialização do PTRP.

3. Realização de 2 oficinas para monitoramento, avaliação e ajustes do PTRP (8ª e 9ª), com duração de 1 dia.
ANEXO 2

COMPOSIÇÃO DO FÓRUM DO TERRITÓRIO PRODUTIVO DO FEIJÃO

Nº NOME INSTITUIÇÃO
ANGELIM
1 Manoel Ferreira da Silva Associação São José
2 José Alberto Veloso de Lima Prefeitura Municipal de Angelim
3 Verônica Maria da Silva STTR
4 Maria Aparecida Farias Associação Nova Esperança
5 Maria José do Nascimento Assoc. Sítio Xique-Xique
CALÇADO
6 Maria Paulina Alves da Silva Associação Sítio Pitombeira
7 José Cláudio Santos Silva Secretária de Agricultura
8 Lindinalva Lopes de Aquino CMDR
9 Lucineide Alves Souza Silva Assoc. Sítio Riacho das Queimadas
10 José Edmílson Lopes da Silva STTR
11 Cícera Teixeira da Silva Santos Associação Volta do Rio
12 Edson Pereira Vilela Associação Sítio Laje dos Pintos
CANHOTINHO
13 Lucélio Cordeiro Manso Associação Sítio Barracas
14 Milton dos Santos Almeida CMDR
15 Érico Gustavo Vilaça Rodrigues Prefeitura
16 José Edson Leite dos Santos Associação Sítio Luz
IBIRAJUBA
17 João Batista Galdino CMDR
18 José Jacinto da Silva Primo STTR
19 Luciano Amorim Pereira / José Nereu Justino Prefeitura (Secretaria de Agricultura)
20 Erivan Jacinto da Silva Assoc. S. Sebastião - Sítio Cajá
JUPI
21 Onildo Gomes de Moraes Prefeitura
22 José Maria da Silva / Paulo Sérgio B. de Almeida Associação Sítio Miné
23 Maria Luciana Simplício CMDR
24 Renata Sobral do Nascimento Associação Sítio Catonho
25 Manoel Severino da Silva Associação Sítio Lacre
26 José Manoel Associação Sítio C. Campo
Continuação - COMPOSIÇÃO DO FÓRUM DO TERRITÓRIO PRODUTIVO DO FEIJÃO
Nº NOME INSTITUIÇÃO
JUCATI
27 Pedro Ferreira de Pontes Associação Sítio Amarelo
28 Moisés Cordeiro Vilela CMDR
29 Ismael Cordeiro Sobral Filho / Roldão Cordeiro Associação Sítio Entupido
Sobrinho
30 José Pedro de França STTR
JUREMA
31 Geraldo Evaristo da Silva Associação S. Miguel - Sítio Inocêncio
32 Antônio Pedro dos Santos Associação Desenvolvimento. Rural-
Sítio Cabeça Dantas
33 Selma Pereira da Silva CMDR
34 Raimundo Nonato Resende de Barros IPA
35 Heleno José dos Santos Filho Prefeitura
36 João Deodato Cavalcanti Sítio Serrote
GARANHUNS
37 Osmar Paulino de Vasconcelos CMDR
38 Evaneide de Araújo Ferreira Associação São Vicente
39 Antônio Carlos Bartolomeu Júnior Sec. de Agricultura
40 Joseval de Assis da Silva IPA
LAJEDO
41 Solange Lisboa Clemente Souza Associação Mãe Rainha
42 Maria Margarida da Silva Associação ST Sombra
43 Jason Medeiros de Carvalho STTR
44 César Augusto Medeiros Nascimento / Jorge CMDR
Eduardo de Lima Matos
SÃO BENTO DO UNA
45 Cícero Vicente da Silva Sec. de Agricultura
46 Adriana Simões da Silva Associação Sítio Tamanduá
47 Rosemere Moraes Vilela Associação Sítio Gravatá
48 Djanira Souza dos Santos CMDR
49 Jarice Araújo de O. Junior STTR
Continuação - COMPOSIÇÃO DO FÓRUM DO TERRITÓRIO PRODUTIVO DO FEIJÃO
Nº NOME INSTITUIÇÃO
SÃO JOÃO
50 Margarida Maria Neves Barreto Associação São Miguel
51 Antônio Teixeira da Silva Assoc. Nova Esperança - CMDR
52 José Rivonaldo Batista Honorato Associação Mãe Rainha
53 Paulo Ferreira da Mota Cooperativa Sítio Tiririca
54 Maria Selma Dias Falcão / Giovane José Gomes STTR
de Almeida
55 Álvaro César Cordeiro Sec. de Agricultura
OUTROS/AS PARCEIROS/AS
56 Marcos Dornelas ITEP - Recife
57 Wanderley Gomes Lopes / Rivaldo Ferreira ECO-NORDESTE
58 Mizael Cordeiro Vilela ICN- Jucati
59 Givaldo Carvalho SEBRAE
60 Adgeane A do Nascimento UFRPE - UAG
61 Frei José Arnaldo da Silva - SDB Igreja Católica - Jurema
62 Júlio César V. Freire / Valdevino Bezerra Banco do Brasil
ANEXO 3

ENTREVISTAS REALIZADAS NOS MÊSES DE AGOSTO E SETEMBRO DE 2011:

 51 OPFs localizadas nos 11 municípios do Território Produtivo (50 Associações e 1 Cooperativa). Selecionadas pelo Fórum com
base em critérios, denominadas na tabela abaixo;
 10 Prefeituras (Angelim, Calçado, Canhotinho, Garanhuns, Ibirajuba, Jupi, Jurema, Lajedo, São Bento do Una e São João). Não
foi possível entrevistar a de Jucati;
 10 escritórios do IPA (Angelim, Calçado, Canhotinho, Garanhuns, Ibirajuba, Jucati, Jurema, Lajedo, São Bento do Una e São
João). Não foi possível entrevistar o de Jupi;
 01 Pesquisador na sede do IPA em Recife;
 01 Classificadora de Vegetal, Ong Pedra D’Água. Funciona na Ceasa em Recife, com sede em Buíque;
 03 vendedores de insumos localizados nos municípios com maior produção de feijão. Sendo dois em Lajedo (Lajedo Agrícola –
Produtos Agropecuários, Rua Laurentino de Barros, nº 56, telefone 87–37731375 e; André de Lira – Embalagens, Rua Duque de
Caxias, nº 316, telefone 87-37731553) e um em São João. (Agrosítio, rua José Cícero de Melo, n º 10, telefone 87-81187127);
 07 compradores/beneficiadores/vendedores. Em Lajedo foram entrevistados 5, sendo 2 atravessadores, beneficiadores e
vendedores em grosso; 1 atravessador, beneficiador (terceiriza) e vendedor em grosso; 1 Feirante vendedor a granel (Ceala –
Centro de Abastecimento de Lajedo; 1 Dono do Da Esquina Supermercados. Em São Joã foram entrevistados 2 atravessadores
e vendedores em grosso;
 02 Instituições reguladoras: MAPA e ADAGRO;
 02 Instituições Prestadoras de Serviços: UFRPE-UAG e Sebrae
 01 Instituição pública classificadora e reguladora de preço e estoque: Conab.
OPFs ENTREVISTADAS POR MUNICÍPIO
Município Nome da OPF Comunidade
ASSOC COMUNIT SÃO JOSÉ Sítio Várzea Dantas
ANGELIM (2)
ASSOC COMUNIT NOVA ESPERANÇA Sítio Cerquinha
ASSOC OLHO D'ÁGUA VELHO Olho D'Água Velho
ASSOC COMUNIT DOS SÍTIOS LAJE DOS PINTOS E EXÚ Laje dos Pintos
CALÇADO (5) ASSOC COMUNIT E AGRÍCOLA DE MELANCIAS Melancia
ASSOC MARRECAS Marrecas
ASSOC COMUNIT DO SÍTIO PITOMBEIRA Pitombeira
ASSOC COMUNIT DOS PEQ AGRIC DO SÍTIO JENIPAPO E ADJ Sítio Jenipapo
ASSOC COMUNIT DOS PEQ AGRIC FAM DO SÍTIO CABACEIRAS/ JUAREZ
Sítio Cabaceiras
CANHOTINHO (4) VILELA
ASSOC COMUNIT DOS PEQ AGRIC FAM DO SÍTIO LUZ Sítio Luz
ASSOC COMUNIT DOS PEQ AGRIC DO SÍTIO BARRACAS Sítio Barracas
ASSOC COMUNIT SÃO VICENTE (ASSENTAMENTO) Sítio São Pedro
GARANHUNS (3) ASSOC COMUNIT SÍTIO LAGOA DO JENIPAPO Sítio Lagoa Jenipapo
ASSOC ESCOLA COMUNIT SANTO ANTÔNIO Sítio Papa Terra
ASSOC DOS AGRIC DO SÍTIO CAJÁ Sítio Cajá
IBIRAJUBA (2)
ASSOC DOS MORAD DO SÍTIO CAMPO VELHO Sítio Campo Velho
ASSOC COMUNIT DOS AGRIC FAM DO SÍTIO ENTUPIDO Sítio Entupido
ASSOC COMUNIT DOS PEQ PROD RURAIS DO SÍTIO CACHOEIRA Sítio Cachoeira
JUCATI (5) ASSOC COMUNIT RURAL DE MORAD DO SÍTIO AMARELO Sítio Amarelo
ASSOC COMUNIT SÍTIOS FAMA, BATINGA, QUANDUS E PEDRA COMPRIDA Sítio Fama
ASSOC DE DESENV COMUNIT DO POVOADO NEVES Vila Neves
ASSOC COMUNIT DE COLÔNIA E SODRE Sitio Colônia
ASSOC COMUNIT DOS SÍTIOS MINÉ, IMBIRA, CANHOTO E VOLTA DO RIO Sítio Miné
JUPI (5) ASSOC COMUNIT DOS TRAB RURAIS SÍTIOS CATONHO LACRE E CÁGADO Sitio Catonho
ASSOC DE DESENV RURAL DO SÍTIO LACRE Sitio Lacre
ASSOC DO DESENV COMUNIT DO SITIO CHICURUS Sitio Chicurus
Continuação - OPFs ENTREVISTADAS POR MUNICÍPIO
Município Nome da OPF Comunidade
ASSOC COMUNIT SÃO MIGUEL DO SÍTIO INOCÊNCIO Sítio Inocêncio
ASSOC DE DESENV COMUNIT SÍTIO SAUDADE Sítio Saudade
JUREMA (4)
ASSOC DE DESENV COMUNIT SÍTIO SERROTE Sítio Serrote
ASSOC DO DESENV RURAL DO SÍTIO CABEÇA DANTAS Sítio Cabeça Dantas
ASSOC DE DESENV COMUNIT DE IMACULADA Vila Imaculada
ASSOC NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS OLHO D'ÁGUA NOVO Sítio Olho d'água Novo II
ASSOC MÃE RAÍNHA OLHO D'ÁGUA VELHO Olho d'água Velho
ASSOC COMUNIT DA BARRIGUDA Barriguda
LAJEDO (8)
ASSOC COMUNIT SÍTIO CAPOEIRAS Capoeiras
ASSOC DE DESENV COMUNIT DO SÍTIO JUREMINHA 1 Sítio Jureminha
ASSOC COMUNIT SÃO SEBASTIÃO Sítio Gameleira
ASSOC COMUNIT DO SÍTIO SOMBRA Sítio Sombra
ASSOC COMUNIT DOS AGRIC DO SÍTIO SODRÉ E ADJ Sítio Sodré
ASSOC DE MICRO E PEQ AGRIC FAM DOS SÍTIOS TAMANDUÁ I, II, III, VÁRZEA
Sítio Tamanduá
SÃO BENTO DO UNA ALEGRE
(5) ASSOC DOS PEQ PROD RURAIS DOS SÍTIOS GAMA E VIZINHOS Sítio Gama
ASSOC DOS PEQ PROD RURAIS E PARC DO SÍTIO ARMAZÉM Sítio Armazém
ASSOC DOS TRAB RURAIS P.A. SANTA RITA (ASSENT LUANA) Assentamento Luana
ASSOC MÃE RAINHA Sitio Gravatá
ASSOC NOVA ESPERANÇA Sitio Riacho
ASSOC SANTA MARIA Sitio Tiririca
ASSOC SANTO ANTÔNIO Sitio Aroeira
SÃO JOÃO (8) ASSOC SÃO MARCOS Sitio Várzea do Barro
Sitio Cachoeirinha dos
ASSOC SÃO MIGUEL
Carvalhos
ASSOC SÃO VICTOR Sitio Barbalho
COOP DOS PROD DA AGRIC FAMILIAR - COOPAF Sitio Tiririca
ANEXO 4

COMPOSIÇÃO DO GRUPO TERRITORIAL DE GOVERNANÇA (GTG) DO FTP DO FEIJÃO

Municípios Representantes
Verônica Maria da Silva (STTR) e Pedro Antônio da Silva (CMDR), Manoel
Angelim
Ferreira (CMDR Suplente)

José Edmilson Lopes da Silva (CMDR suplente), José Cláudio Santos da


Calçado
Silva (Prefeitura), Lindinalva Lopes de Aquino (CMDR)

Milton dos Santos Almeida (CMDR) Erasmo Carvalho de Oliveira (Ass.


Canhotinho
Sitio luiz ), Adailza da Silva Gomes (Ass. Cabaceiras)

Osmar Paulino de Vasconcelos (CMDR), Antônio Carlos Bartolomeu Junior


Garanhuns
(Prefeitura), Evaneide de Araujo Ferreira (CMDR Suplente)

João Batista Galdino (CMDR), Luciano de Amorim Pereira (Prefeitura), e


Ibirajuba
Risonaldo Tavares Cordeiro (Prefeitura Suplente)
Pedro Ferreira de Pontes (CMDR) e Genaide Bezerra de Melo (Prefeitura),
Jucati
Ismael Cordeiro Sobral (CMDR Suplente)

Jupi Maria Luciana Simplício (CMDR) e José Rodrigues de Lima (Prefeitura)

Jurema João Deodato (CMDR) e Antônio Pedro dos Santos (STR)

Maria Margarida da Silva (CMDR), César Augusto (Prefeitura), Solange


Lajedo
Lisboa Clemente (CMDR Suplente)
São Bento do Djanira Souza dos Santos (CMDR), José Acácio Melo (Prefeitura), Jarice
Una Araújo Junior (Suplente)
Paulo Ferreira da Mota (CMDR), Margarida Maria Barreto (Prefeitura),
São João
Antonio Teixeira (CMDR suplente)
ANEXO 5

FLUXOGRAMA DO BENEFICIAMENTO DE FEIJÃO


ANEXO 6

CADASTRO DE EMBALADORAS DE FEIJÃO DE PERNAMBUCO, FORNECIDO PELO MAPA EM SETEMBRO DE 2011.

Produto Marca Embalador CNPJ Endereço Município


Rua Epaminondas Hipolito Lima 1135 -
Feijão Genivaldo Santos Rodrigues 06.082.136/0001-74 Cabrobó
Centro
R. Júlio Belo nº 10 – Sta. Rosa – CEP:
Feijão Predileto Grãos Forte Ltda. ME 08.836.026/0001-86 Caruaru
55.026-550

Rod. PE 90 – KM 74,2 – s/nº – Primeiro


Comercial Estivas e Cereais 02.040.911/0002-59
Feijão Maravilhoso (próx. Ao Posto Cambucá) cep: 55.780- Frei Miguelinho
Maravilha Ltda. 05.276.690/0001-20
000

Filadelfo Florêncio Andrade Sítio Cachoeirinha dos Franciscos 10 –


Feijão 05.949.514/0001-01 Garanhuns
Cereais Zona Rural – CEP: 55.290-000

Rua Vanildo Rodrigues Branco 1120 –


Feijão Iara de Souza Santos 05.424.567/0001-09 Garanhuns
Brasília – CEP: 55.290-000
J. do Amaral e Silva – ME Av. Euclides Dourado 220 – Heliópolis -
Feijão Delta Alimentos 08.147.890/0001-70 Garanhuns
(Delta Alimentos) CEP: 55.295-610
BR Perimetral 1090 – Boa Vista – CEP:
Feijão Campeão Suíssa Cereais Ltda. 11.947.769/0001-38 Garanhuns
55.293-310
Pérola, Grão de
Minas, Top Distribuidora Agro Minas Ltda. Rod. PE 75 – Km 04 - Núcleo Industrial –
Feijão 06.913.261/0001-89 Goiana
Grão, Bom ME Estância – cep: 55.900-000
Paladar
Sítio Lagoa Jurema s/nº – Zona Rural –
Feijão Sopão Egilda Santos Fernandes – ME 02.830.472/0001-05 Lajedo
CEP: 55.385-000
Jameson de Andrade Ramos e Povoado Olho D'água dos Pombos - Zona
Feijão 09.115.252/0001-30 Lajedo
Cia Ltda. - ME Rural

Sítio Bom Jesus 142 – Olho D'Água dos


Feijão Kidelicia P. Ronildo Fernandes ME 12.790.812/0001-67 Lajedo
Pombos – Zona Rural – CEP: 55.385-000

Pedro Francisco Nascimento Av. Sta. Maria 101 – Centro – Bom


Feijão Nino 03.703.990/0001-12 Lajedo
Cereais Conselho/PE – CEP: 55.330-000
CONTINUAÇÃO CADASTRO DE EMBALADORAS DE FEIJÃO DE PERNAMBUCO, FORNECIDO PELO MAPA EM SETEMBRO DE
2011.
Produto Marca Embalador CNPJ Endereço Município

Feijão Sonildo Gomes de Assis - ME 08.579.213/0001-21 Povoado Jureminha 01 - Zona Rural Lajedo

I. de Oliveira Muniz Cereais


Feijão 05.417.289/0001-62 Rua Cidade Alta 37 - Cidade Alta Limoeiro
ME

Feijão J. C. Sá Neto 04.616.869/0001-16 Rua Antônio Lopes Barros 145 - Centro Mirandiba

R. 11 nº 619 – Jardim Amazonas – CEP:


S.M. Alimentos – Sônia Magna
Feijão Donna 05.939.037/0001-01 56.318-705. (correspondência foi Petrolina
Silva Pinto ME
devolvida)
Telma Maria Almeida Leite R. Princesa Isabel 200 – Centro – CEP: Sta. Cruz da Baixa
Feijão Baixa Verde 01.228.827/0001-10
(Comercial Baixa Verde) 56.895-000 Verde
Feijão Falxandre Com. Rod. PE 045 - nº 36 - Ladeira de Pedra Vitória de Sto. Antão
Representações Distribuição 09.853.599/0001-80
de Alimentos Ltda.
Feijão Comércio de Cereais e Estivas Rua Ana Délia Conceição n. 27 - Juá Nazaré da Mata
Revoredo Ltda. 03.190.718/0001-86
Feijão Belogrão, Cesta Básica Olindense Rua Dr. Porto 01 - Jardim São Paulo Recife
Mineirinho 69.933.844/0001-91
Comkaldo
Feijão Do Vale José Hélio Leite Sítio Baixa da Rancharia s/n - Zona Rural Lagoa Grande
06.867.978/0001-31

R. Doutor Luis Regueira 155 – Galpões A Jaboatão dos


Feijão Nóbilis Máximo Alimentos Ltda. 07.240.819/0001-75
e B – Prazeres – cep: 54.335-160 Guararapes

Flaviano Assis & Cia Ltda. -


Feijão Soberano Rua Presidente Medici s/n - Centro Lajedo
ME
Grãos do R. Vicente Ferreira 671 – Madalena –
Feijão Sobral Ltda – ME 02.326.894/0001-30 Lajedo
Agreste CEP: 55.385-000
Comercial de Alimentos Pai R. Gastão Vidigal 790 – Várzea – CEP:
Feijão Pai Heleno 10.975.119/0001-33 Recife
Heleno Ltda. 50.980-360
CONTINUAÇÃO CADASTRO DE EMBALADORAS DE FEIJÃO DE PERNAMBUCO, FORNECIDO PELO MAPA EM SETEMBRO DE
2011.
Produto Marca Embalador CNPJ Endereço Município
Comercial Antônio Moura Ltda. R. Sete de Setembro 180 – Centro – CEP:
Feijão Surubim 03.381.866/0001-88 Surubim
(ACM Alimentos) 55.750-000
Nordestino e Emp. de Cereais Rio Verde R. Joaquim de Augusto Siqueira 65 -
Feijão 07.103.742/0001-91 Vitória de Sto. Antão
Gostosinho Ltda. (Feijão Rio Verde) Livramento – CEP: 55.602-970
Morais Empacotamento e Rua Eurico Valois 121 – Centro – CEP:
Feijão Lattino, Santana 08.048.582/0001-98 Vitória de Sto. Antão
Distribuição de Alimentos Ltda. 55.602-270
Sertanejo e W. Pinto do Nascimento R. Cap. Amaro Manoel da Silva 06 –
Feijão 03.205.848/0001-45 Vitória de Sto. Antão
Rural Oliveira ME (Feijão da Roça) Matriz – CEP: 55.602-970

Feijão e Far. Av. Sete de Setembro 1582 – B – Km 02 –


Granvitor Vitorino da Silva Barros ME 24.578.957/0001-88 Petrolina
Mandioca Jardim Maravilha – CEP: 56.300-000

DS Distribuidora Comércio
Feijão e Far. Vitória e R. Maria Bezerra de Sena 58 – Lot. São
Importação Exportação de 08.022.042/0001-35 Vitória de Sto. Antão
Mandioca Predileto João Batista – Centro – CEP: 55.608-690
Hortifruti Ltda.
R. Comandante Dantas Superior 814 –
Feijão, Alho Pajeú, Do Lar Pajeú Nordeste Ltda. 02.814.573/0001-84 Serra Talhada
Centro – CEP: 56.903-916
R. José Alberto Brazão Ferreira 103 –
Feijão, Far. Turquesa, Legal,
Oásis Alimentos Ltda. 03.226.633/0001-00 Galpões D e U, Paratibe – CEP: 53.409- Paulista
de Mandioca Eukero
830
Da Casa,
Mainha, Kicaldo,
Prato Bom, Pão
de Açúcar,
Feijão, Milho Carrefour, Mais
de Pipoca e por Menos, Somar Com. e Transp. de Rod. BR 232 s/nº – Km 22 – Engº Pocinho
09.175.609/0001-76 Moreno
Farinha de Bompreço, Alimentos – CEP: 54.800-000
Mandioca Escolha
Econômica,
Kaldinho, Extra,
Parathy,
Kifarinha
ANEXO 7

MATRIZ ELABORADA PELO FÓRUM DO TERRITÓRIO PRODUTIVO DO FEIJÃO

Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

SETOR PRIMÁRIO
Ajustar o valor da terra
conforme realidade local;
Mapear a situação fisico-
financeira do grupo
interessado; Identificar a
terra; Formalizar o grupo CMDRS, STTR,
Conseguir crédito pelo
(associação); Ter Sítio Gameleira - Agricultores/as (60 IPA, ITERPE,
Alguns estado para compra de ITERPE 3 anos
assessoria para criação São Bento do Una) famílias) FETAPE,
agricultores/as não terra (ITERPE)
e gestão do grupo; Prefeitura
tem terra
STTR, CMDRS
(aprovação do grupo);
Após aprovação do
grupo fazer tramitação
no ITERPE
Continuar a regularização
Território Agricultores/as CMDRS e STTR
das terras da região
PREPARAÇÃO DO SOLO
IPA aumentar as horas de Buscar mais recursos SARA (IPA);
Território do Feijão Agricultores/as Financiador 1 vez por ano
Dependência de trator por produtor/a para o Programa MDA
alguns IPA fiscalizar o contrato
Tração Animal –
produtores/as do licitado (as empresas Conforme
ProRural Monitorando os
Programa Terra- licitadas terceirizam o Território do Feijão Agricultores/as SARA (IPA) SARA (IPA) descumprimento
contratos
Pronta serviço que são de má do contrato
qualidade)
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
IPA informar os termos CMDR, Após a
Em reuniões nos
dos contratos aos/as Território do Feijão IPA e Agricultores/as Associações e SARA (IPA) contratação dos
CMDRS e Associações
agricultores/as Contratados serviços pelo IPA
Fortalecer a parceria entre Reunião entre a SARA
Antes do IPA
o IPA e Prefeituras para (IPA) e as Prefeituras SARA (IPA) e
Território do Feijão Agricultores/as contratar os
distribuir melhor as horas para discutir a melhor Prefeituras
Continuação: serviços
máquinas estratégia
Dependência de
Buscar mais recursos BB, BNB, Antes do
alguns Prefeituras ampliarem as
para a atividade e Território do Feijão Agricultores/as Prefeituras BNDES, exercício do ano
produtores/as do horas de trator
gerenciar melhor AGEFEPE seguinte
Programa Terra-
40% no 1º ano;
Pronta
35% no 2º ano;
ProRural; BNB e
25% no 3º ano
Tração animal (com opção Ver demanda no ATER e BB (Pronaf -
Elaborar projetos Agricultores/as (dar prioridade as
por junta de boi ou cavalo) item 5.3 Financiadores Agroamigo),
associações que
AGEFEPE
ainda não foram
contempladas)
Agricultores/as Incentivar o uso da
IPA, SEAF,
usam pouco a Uso da tração animal tração animal Território do Feijão Agricultores/as Financiadores 1º ano
SENAR, UFRPE
tração animal (formação/capacitação)
Formação
IPA; ProRural;
Mecanizar mais a contextualizada de
Pouca mão-de- CMDRS; STTR; IPA, ProRural,
produção; Vender o feijão jovens; melhorar os
obra; Mão-de-obra Território do Feijão Agricultores/as Prefeituras; UFRPE, 3 anos
por um preço melhor (com processos produtivos e
cara UFRPE; SENAR; SENAR,
qualidade e empacotado) de beneficiamento, e
CONAB
acesso a mercados
Poucos/as
Atrelar o Programa Terra
agricultores/as Fazer análise de fertilidade SARA (IPA), IPA; SEAF;
Pronta com análise Território do Feijão Agricultores/as 3 anos
fazem análise e do solo EMBRAPA Embrapa
fertilidade de solo
solo
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Assessoria técnica para
Fazer rotação de cultura, selecionar junto com
IPA; Prefeituras;
plantio direto (sem aração) agricultores/as outras IPA; SEAF;
Território do Feijão Agricultores/as SEAF; SENAR; 3 anos
e utilização de práticas de culturas que tenham SENAR; Sebrae
SEBRAE
conservação mercado; Utilizar mais a
tração animal
Desgaste do solo
Assessoria técnica e IPA; Prefeituras;
pela prática da Solo e Relevo IPA; SEAF;
Evitar queimadas sensibilização do/a Território do Feijão Agricultores/as SEAF; SENAR; 3 anos
monocultura SENAR; Sebrae
agricultor/a SEBRAE
IPA; SEAF;
Incentivar a adubação IPA; Prefeituras; SENAR;
Sensibilizar, capacitar 1 UD em cada
orgânica (Produção de Agricultores/as SEAF; SENAR; Sebrae; BB e 3 anos
com vivência município
adubos alternativos) SEBRAE BNB (Pronaf
Agroecologia)
Implantar usina de Lajedo, Garanhuns Prefeituras e Secretaria de Meio
Projeto das prefeituras MMA; BB; BNB 3 anos
Pouca produção de compostagem e São João agricultores/as Ambiente
estrumo. Precisa Aumentar o criatório de
Projetos individuais e/ou
comprar galinha, ovelha, gado, Território do Feijão Agricultores/as IPA, BB, BNB BB; BNB 3 anos
associativos
porco, compostagem etc.
Comprar estrumo sabendo Vendedor de
Investigar a origem Território do Feijão Agricultores/as
a origem estrumo
Estrumo de gado
comprado Comprar bem antes do
contaminado com plantio (2 meses), e
Maturar deixar um tempo
herbicida; Estrumo utilizar o estrumo Território do Feijão Agricultores/as 3 anos
antes de usar
de galinha com necessário para a
IPA;SEAF;
antibiótico de quantidade de terra MDA; IPA
UFRPE; Prefeitura
bactérias Eliminar o princípio ativo
Fazer compostagem;
dos herbicidas e 1 UD em cada
implantar unidades Agricultores/as
antibióticos pela município
demonstrativas (UD)
compostagem
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Compra coletiva compra através das BB, BNB (Pronaf);
antecipada (com ou sem associações e/ou Território do Feijão Agricultores/as IPA (projetos e BB, BNB 3 anos
projeto de custeio) COOPAF ATER)
Analisar o custo de Fazer uma análise de
Adubo químico
produção para ver se é custo através de uma
caro
viável o investimento assessoria
Território do Feijão Agricultores/as
Utilizar o adubo na
Sempre colocar o adubo MDA; IPA;
plantadeira após o
coberto IPA, SEAF, Prefeituras;
plantio 3 anos
Prefeituras, Sebrae Sebrae;
Nos municípios
ProRural
Sensibilizar para o plantio onde houver área
Plantio sem curva
em curva de nível em Assessoria técnica acidentada Agricultores/as
de nível
áreas acidentadas destinada ao
cultivo do feijão
SEMENTE
Plantar e vender toda a
A semente do Variedades dos produção; Gestores do
Não guardar semente
Governo não serve Produtos (Melhor Programa de Sementes MDA; IPA;
híbrida de um ano pra Território do Feijão Agricultores/as IPA; Prefeitura 3 anos
para 02 anos (se hoje - informarem aos/as Prefeituras
outro
for híbrida) Carioquinha) agricultores/as qdo a
semente for híbrida
Origem das
sementes Preservar as sementes Armazenar a semente
fornecidas pelo locais e não usar a crioula de um ano para
Governo: Híbridas semente transgênica outro
e transgênicas Território do Feijão Agricultores/as IPA IPA; MDA Permanente
Ameaça da
Utilizar semente
chegada de Solicitar informação de
comercial/IPA/EMBRAPA
semente origem
com informação de origem
transgênica
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Intercâmbio para
IPA; SEAF,
agricultores/as
Prefeitura;
conhecerem uma Território do Feijão Agricultores/as Financiadores 1º ano
ProRural;
Criar bancos de semente experiência em
Perda das Sebrae
crioula (Adaptada a região) funcionamento
sementes crioulas
IPA; SEAF;
Criar um banco de Agricultores/as; Associações; IPA; Prefeitura;
Território do Feijão 1º ano
semente por associação associação SEAF; ProRural ProRural;
Sebrae
Fazer rotação de cultura;
Fazer rotação com Ação prevista
Semente crioula
cultivares diferentes de anteriormente
com problema de
feijão
queima (Calçado -
ATER analisar e propor IPA; Prefeitura;
Jupi)
Controlar a doença tratamento químico Calçado e Jupi Agricultores/as Financiadores ProRural; 3 anos
(fungicida) ou biológico Sebrae
Semente doada
contamina a
genética crioula. Esclarecer com o IPA e a
Consultar especialistas Território do Feijão Agricultores/as IPA; UFRPE IPA; UFRPE 1º ano
Redução de UFRPE
resistência e baixa
produção
A semente do
Aumentar a quantidade Solicitar ao IPA
governo é Território do Feijão Agricultores/as IPA SARA (IPA) 3 anos
distribuída ampliação do Programa
insuficiente
A semente do Entregar diretamente
governo é má para o agricultor ou
Ter maior fiscalização na Em alguns
distribuída, faz uso associações (beneficiar Agricultores/as IPA SARA (IPA) 3 anos
distribuição municípios
político em alguns apenas os produtores de
municípios feijão)
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

PRAGAS E DOENÇAS
Pragas e doenças;
Sementes resistentes;
Manejo
Evitar o desmatamento e
inadequado de Distribuição de
queimada; Fazer rotação 30% 1º ano; 40%
agrotóxicos; Uso variedades de sementes
de cultura; Sensibilização MDA, SARA, 2º ano; 30% 3º
excessivo de resistentes; capacitações Agricultores/as e IPA, Prefeitura,
do/a agricultor/a sobre Território do Feijão Sebrae, ano (capacitação
agrotóxicos: do uso de praticas técnicos/as UFRPE e Sebrae
tecnologias alternativas e Prefeituras de técnicos/as e
Canhotinho, São alternativas de controle;
danos causados a saúde agricultores/as)
João, Calçado, assessoria técnica
pelo uso de veneno /
Jupi, Jucati,
agrotóxico
Lajedo, Jurema
ASSESSORIA TÉCNICA
São Bento, Lajedo
Criação de escolas Secretaria de
Criação de cursos técnicos (municípios com Secretaria de
técnicas na região Filhos/as de Educação do
agrícola para filhos/as de mais 50 mil hab) Educação do 3 anos
(educação agricultores/as Estado;
agricultores/as São João (já existe Estado
contextualizada) Prefeituras
Não tem PNATER infraestrutura)
assessoria técnica; (Programa Capacitar os/as
Falta qualificação Nacional de técnicos/as na atividade do Cursos, capacitação, SARA (IPA),
Agricultores/as e MDA, SARA,
específica; Equipe Assistência feijão (produção primária, Visita de campo, Território do Feijão Prefeituras e 3 anos
técnicos/as SEBRAE
técnica insuficiente Técnica e beneficiamento, intercambio etc. COOPAF
(IPA e Prefeitura) Extensão Rural) comercialização e gestão)
Ter assessoria e Contratação de mais
SARA (IPA),
capacitação de qualidade; técnicos através da MDA, SARA,
Território do Feijão Agricultores/as Prefeituras e 3 anos
Maior integração entre as Prefeitura, IPA e UFRPE SEBRAE
COOPAF
instituições e COOPAF
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Alguns técnicos/as
não respeitam o
conhecimento do União do conhecimento da
agricultor/a; A prática e da teoria;
estratégia Capacitação em forma Técnicos/as conhecerem Técnicos/as de SARA (IPA),
MDA, SARA,
metodológica da participativas de mais a realidade; Território do Feijão ATER, Prefeituras e 3 anos
SEBRAE
ATER não tem construção de Formação de técnicos/as agricultores/as COOPAF
convencido o/a conhecimento e gestão
agricultor/a a fazer compartilhada
rotação e a se
organizar melhor
Não dispõe de
Realizar uma parceria
equipamentos na
Implantar unidades entre a associação e o IPA, Prefeitura, Prefeitura,
elaboração de Território do Feijão Agricultores/as 3 anos
demonstrativa IPA e garantir os UFRPE e SARA SARA e MDA.
unidades
equipamentos.
demonstrativas
Contratação de
Demanda de Contratação de mais Prefeitura,
técnicos/as por meio de Território do Feijão Agricultores/as IPA, Prefeitura 3 anos
serviço alta técnicos/as SARA , MDA
concurso
Aquisição/contratação de
equipamentos, veículos,
Logística para o
combustível; Receber os Garantir mais recursos Prefeitura,
trabalho Território do Feijão Agricultores/as IPA, Prefeituras 3 anos
recursos necessários para para o apoio logístico SARA e MDA.
insuficiente
realizar assessoria
permanente
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

BENEFICIAMENTO

SECA GEM E ARMAZENAGEM


Fundações
Bancos do
Brasil e
Bradesco / MDA
Dificuldade para (Trator) /
Carroça de burro e Tração Elaborar Projetos e Ver demanda no Até o segundo
transportar o feijão Agricultores/as Financiadores. ProRural /
animal; Trator Financiamento item 5.3 ano.
da roça para casa Banco do
Nordeste /
Agência de
Fomento /
AGEFEPE.
Aumentar a quantidade de
Terreiros de Secagem e a 40% 1º ano; 35%
Grão sem Elaborar Projetos, Fundações
de Armazenamento 2º ano; 25% 3º
qualidade; A Qualidades das Financiamento e Banco do Brasil
familiar / Aumentar a área ano/Beneficiar
maioria não tem sementes após Articular Parceiros. Onde Agricultores/as; ProRural; IPA; e Bradesco;
do armazém do terreiro de primeiro as
terreiro de os terreiros de tiver o galpão fechado Associações. Prefeitura MDA; ProRural;
secagem (5x3m) sendo comunidades que
secagem (terreiro + secagem; não deve tem o BNB;
fechado; batedeira não tem terreiro
galpão + batedeira) Terreiro de comunitário. AGEFEPE.
comunitária e medidor de de secagem.
Secagem -
umidade.
ProRural (Jupi,
Nem todos/as têm
Jurema, Jucati,
onde armazenar o Elaborar Projetos e Fundações
São João,
feijão colhido; Financiamento e Banco do Brasil 40% 1º ano; 35%
Lajedo, Calçado, Construção de galpão ProRural; IPA;
Poucos locais Articular Parceiros (onde Território do Feijão Associações e Bradesco; 2º ano; 25% 3º
Canhotinho) comunitário Prefeitura
adequados para não tiver galpão familiar MDA; ProRural; ano
armazenamento fechado). BNB
nas comunidades
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Quantidade
Batedeira, Fundações
insuficiente de Ampliar a quantidade de
Plantadeira, Banco do Brasil
batedeiras; Custo batedeira comunitária além Elaborar Projetos e 40% 1º ano; 35%
Trator, estradas, Ver demanda no Agricultores/as e e Bradesco;
alto para bater o de Treinamento e Gestão Financiamento e Financiadores. 2º ano; 25% 3º
ofertas de item 5.5 Associações MDA; ProRural;
feijão (batedeira para operar; Mecanizar Articular Parceiros. ano
serviços BNB;
particular); Pouca mais a produção
mecanizados AGEFEPE.
mão-de-obra
Elaborar Projetos de
pesquisa (para
demonstração/unidade
A unidade
de demonstrativa) de
demonstrativa em
estufa comunitária em ProRura l /
São João (Com.
Lona para cobrir e Estufas uma comunidade (fazer UFRPE / CNPQ
Chuva na época de Nova Esperança). Associados / Financiadores / Até o segundo
comunitárias para intercâmbio com outras / FACEPE /
secagem A lona é de agricultores/as. UFRPE / IPA ano
secagem dos grãos associações do FINEPE / IPA /
responsabilidade
território); Procurar AGEFEPE
de cada
Financiamento e
agricultor/a
Articular Parceiros;
Comprada lona
individual
Batedeira de
Mobilização da
associação com Associação deve melhorar Onde houver o
comunidade para Associados/as Associados/as Primeiro ano
motor de pouca a potência do motor problema
realizar a troca do motor
potência
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

EMPACOTAMENTO
Falta de
empacotadeiras
(unid.
beneficiamento) Prefeitura de São
pertencentes aos joão e Câmara
agricultores/as de Vereadores
(associações); têm Elaborar projeto de unid.
Insegurança e compromisso de beneficiamento /
pouca experiência firmado com a Embalar, ter marca, ter agroindústria (Plano de
IPA, SEAF,
para empacotar; COOPAF para volume e qualidade em negócio) – (secador Financiadores, Elaboração do
ProRural,
Qualidade do doação da conformidade com a mecânico de grãos, São João e Prefeitura, projeto no 1º ano
Pronaf,
produto não atende estrutura física legislação e com o medidor de umidade, Mercado local, Agricultores/as, Vigilância e implantação no
Fundação
exigência do PNAE existente (prédio comprado; Beneficiadora e classificadora, seladora, territorial, regional Associações, Sanitária, CPRH, 2º ano
Banco do Brasil,
(empacotado); reformado para empacotadeira de grãos datadora, balança digital; (pesquisa de Consumidores/as MAPA, (dependendo da
Petrobras, MDA,
Feijão fora do sede e (unid. De beneficiamento) balança de plataforma); mercado) Classificadora e estruturação de
AGEFEPE,
padrão do empacotadeira) no sistema de assessória para ATER uma cooperativa)
Prefeitura.
mercado; no município de cooperativismo (COOPAF) definição de marca,
fornecimento São João; legalização do
irregular; sem Projeto de empreendimento
classificação; duplicação da
(Fornecimento, BR423 até
apresentação, Garanhuns
quantidade e
variedade do
produto)
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

COMERCIALIZAÇÃO
Estruturação da COOPAF
para atender a rede
produtiva do feijão;
Processo de redefinição
Inserção de novos
de estatuto, estratégias,
cooperados; Integrar as
gestão compartilhada
34 comunidades e outras;
entre os/as ProRural,
Capacitação, Treinamento 1º semestre do 1º
Existência da cooperados/as que Pronaf,
e Assessoria Técnica ano
COOPAF em fazem parte da rede etc; Fundação
Pouca capacidade sistemática São João/PE (sede Agricultores/as; (prolongando-se
São João; Inserção de novos Financiadores; Banco do Brasil,
do/a agriculto/a (associativismo / da COOPAF) e Comunidades; ao longo dos 3
Quantidade de cooperados (ver UFRPE, IPA Petrobras, MDA,
para produzir e cooperativismo/ de Território do Feijão Associações anos conforme
Oferta e de estratégias); Elaborar ITEP,
vender um produto negócios e administrativa); processo de
produto; Ter projeto de incubação e AGEFEPE,
de qualidade de Reuniões de estruturação)
produção no ATER para reestruturar a UFRPE
maneira coletiva; sensibilização;
Território e finalidade e gestão da
Pouca cultura da Intercâmbios para
possibilidades de Cooperativa de São
comercialização conhecimento do processo
beneficiamento e João (COOPAF)
associativa de beneficiamento,
acesso imediato
coletiva, como comercialização e gestão
à novos
força de barganhar com as associações
mercados
preço. Prefeitura de
(privado,
Espaço físico (local próprio São João; Linha
institucional etc)
para a sede da Por doação e reforma de
COOPAF,
cooperativa); Recursos pela Prefeitura de São Agricultores/as; financiamento Este ano
Financiadores e
financeiros para reforma e João; Projeto para São João/PE Associações; (BB, BNB, (doação); 1º ano
Prefeitura de São
equipamentos para sede aquisição dos Cooperados/as BNDES, (equipamentos)
João
(material permanente, equipamentos ProRural,
mobilia, computador, etc...) AGEFEPE,
outros)
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

Conhecer as
necessidades da
COOPAF para acessar
A combinação do financiamento capital de
preço do produto Empacotar o feijão; A giro; Conhecer linhas de
Prefeitura, Conab,
pelos Cooperativa fornecer para créditos; Ver a condição Bancos; Início da próxima
Estado (IPA),
atravessadores as compras institucionais da COOPAF vender para ProRural e safra (julho e
Instituições
(formação de (PAA e PNAE) Mercados PAA e PNAE, articulada AGEFEPE agosto).Até as
recebedoras das
cartel) e privados (Supermercados com o fornecimento das Agricultores/as e (como parte de chamadas
Tradição Território do Feijão doações, Sec de
agricultores com etc...); Obter linha de associações; Cada Cooperados/as. um projeto mais públicas. Obs.:
Educação do
poucas alternativas crédito com juros assoc. fazer seu projeto amplo. Ex: Estruturação da
Estado;
de comércio; Não acessíveis; utilizar cota- de venda (por Instituições
Agroindústria); Cooperativa e
dispor de capital de parte da cooperativa como município); articular CONAB capital de giro.
financeiras
giro para capital de giro. Prefeituras do Território
comercialização Produtivo para se
comprometerem com a
aquisição do feijão da
Rede
Desconhecimento
de outros Agricultores
mercados em nível Mercado Conhecimento sobre os familiares /
Pesquisa de mercado Território do Feijão
de Brasil (Bahia, consolidado mercados associações /
Minas, São Paulo, Cooperativa
Paraná)
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Tem comércio;
Decreto nº 35566
/ 13.09.2010 (i- COOPAF investir e
senção do ICMS comercializar com
PNAE (prazo nas saídas inte- produtos diversos da AF;
mínimo de 30 dias rnas de produtos Organizar e fortalecer os
para o pagamento); da AF para tran- agricultores familiares para
Pouca sação c/ PNAE e o associativismo e na
Negociação com a
confiabilidade de PAA); Prefeituras formalização de
prefeitura para agilizar o
recebimento que compram associações; PNAE: A
processo através dos
(PNAE e PAA) através do PNAE Prefeitura agilizar o
CMDRS; Negociação Prefeituras, IPA, A partir do
Prefeitura; PAA (São João, São processo de pagamento;
com órgãos CONAB, CAE segundo
pagamento Bento do Una, Terceirizar empacot. até a
financiadores (bancos, (Conselho de semestre do
irregular para Jupi, Jucati); implantação da Instituições
etc.); Assessoria Alimentação primeiro ano; 1º
produtor; Preços Feijão carioca empacotadeira; O produtor Agricultores/as; financiadoras
Técnica continuada para Território do Feijão Escolar), CMDRS; ano (terceirizar o
baixos do empac tem um ter um pequeno capital de Cooperados/as (BB, BNB,
os agricultores Instituições empacotamento)
(PAA/PNAE) acréscimo de giro para iniciar. A Coop. Programas etc.)
familiares; utilizar as financiadoras (BB, e 2º ano(Assumir
desestimula a 41% na venda ao ou Instituição financeira ter
reuniões do CMDRS e BNB, Programas o
comercialização e supermercado e uma linha de crédito para
Associações para etc.) empacotamento)
pouca organização 58% a Prefeitura; custear o prazo inicial;
esclarecer sobre
dos agricultores A Prefeitura teria Assessorar e orientar para
compras institucionais;
para o que pagar em no as vendas institucionais
Reunião com a CONAB;
fornecimento máximo 15 dias, (PAA e PNAE) os
sistemático e sem mas normalmen- produtores e associações;
condições de te segura para Agilidade na aprovação
emissão de notas pagar mais notas dos projetos de venda
no período; (atualmente 10-12 meses
ICMS Indústria para aprovar).
ou produtor/a
(2,5%)
Desconhecimento
dos programas da Divulgar melhor os Orientação técnica no
Agricultores
CONAB (Formação programas junto aos espaço do CMDRS e Território do Feijão CONAB 1º ano
familiares
de estoque e produtores STR
Compra direta)
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as
Pouca oferta de
capacitações para
venda e pouca Oferta de capacitação
Capacitações SEBRAE, CONAB,
procura dos/as dirigida a comercialização Associados e
Parcerias continuadas nas OPFs e Território do Feijão SENAR, UFRPE,
agricultores/as para os Cooperativa
Cooperativa ITEP.
pelas capacitações produtores/cooperativa
(jovens e filhos/as
de agricultores/as)
ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO
Estrada com difícil
acesso; Custo alto Estrada pavimentada Estudos de viabilidade
do frete; Estradas População dos Prefeituras;
vicinais com Território do Feijão Financiadores 3 anos
Localização municípios DER, DNIT
condições ruins, Manutenção constante das Trabalhos de
Geográfica vicinais manutenção
pontes e
Estratégica. Ver
passagens
planejamento
molhadas; Clima
DER/PE Agricultores e 40% 1º ano; 35%
prejudica a Passagem molhada Ver demanda no ProRural / BNB /
manutenção das Elaborar projetos população das Financiadores 2º ano; 25% 3º
(construção e reforma) item 5.6 BB / Prefeitura.
estradas, pelas comunidades. ano
prefeituras
Localização Recursos financeiros Após plano de
BB e BNB
Falta de transporte Geográfica Aquisição de veículo (reembolsável/ não Agricultores/as negócio da
(Pronaf),
para escoar próximo aos (próprio) pela Cooperativa reemb - Projeto para Território do Feijão cooperados/as e Financiadores empacotadeira e
ProRural,
produção grandes centros ou contrato de aluguel aquisição) ou contrato do COOPAF formação para
AGEFEPE
de consumos aluguel gestão
Falta de PRF, PMPE,
segurança, Guardas
Sec. Segurança
assaltos Municipais, Polícia
Estradas BR's e Aumento da fiscalização do Estado -
constantes aos Adotar estratégias Território do Feijão Todos Civil, A 3 anos
PE nas estradas e feiras SDS, Programa
compradores e comunidade
Federal
vendedores de (disque denúncia),
feijão ROCAM
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

CRÉDITO
Reunião entre os
técnicos dos 11 IPAs,
das Prefeituras, repres.
Burocracia para dos CMDR e os
acesso aos gerentes do BB e BNB IPAs, BB e BNB,
créditos; Falta Financiamento acessível; para definir uma Prorural,
assistência técnica Ter elaboradores de estratégia que diminua a Território do Feijão agricultores/as Prefeituras, IMEDIATO
para acesso ao projetos burocracia; Divulgar o CMDRS,
crédito (São Pedro resultado da reunião Associações
/ Garanhuns) junto as associações
(nas reuniões dos
Conselhos e das
Associações)
Tem linha Criar crédito de custeio
Inexistência de
específica de subsidiado (Pronaf) ou Criar uma linha de
crédito para o
crédito para o apoiado pelo governo ou Pronaf especifica para o
custeio (produção
feijão BB de estado com juros baixos; feijão, Realizar DRS B.B.
primária,
Canhotinho / São Acessar crédito; comprar (território), reunir-se com Banco do Brasil,
beneficiamento e Território do Feijão Agricultores Financiadores 3 anos
João. insumos conjuntamente; parceiros e convencer as BNB, AGEFEPE
comercialização);
Possibilidade do fortalecer uma instituições financeiras;
O agricultor
BB em ampliar o organização que atenda Fortalecimento da
quando colhe já
crédito para a todos/as os/as cooperativa
está devendo
atividade agricultores/as
POLÍTICAS PÚBLICAS

Ter dotação orçamentária


por convênios (Ministérios, Elaboração de projetos
Falta de dotação Prefeituras,
Estado) e PPA Municipal de convênio e Negociar em
própria direcionada câmara de Ministérios,
(no caso de prefeituras proposição ao PPA. 2012 para 2013
ao agricultor nas Território do Feijão Agricultores vereadores, Estado,
não envolvidas com AF, as Associações / STTR / (PPA). 1º ANO:
Secretarias CMDRS, STTR, Prefeitura
Associações / CMDRS / CMDRS articularem com Para convênios.
Municipais Associações
STTR, solicitar secretários prefeitos e vereadores.
> prefeituras > câmaras).
Continuação ANEXO 07
Envolvidos/as diretos/as
Ambiente Financiadores / Prazo de
Dificuldades Soluções / Alternativas Como realizar Local
Favorável as execução
Beneficiários/as Outros/as

Falta de políticas
públicas para
manter os/as
jovens, o Conhecer e acessar estas Incentivar a capacitação
agricultor/a no políticas públicas; Tornar a de técnicos da
campo. (ex. atividade da agricultura comunidade; IPA, SEBRAE,
educação, familiar rentável e Pesquisando e buscando Prorural,
Mão de obra
assistência técnica, prazerosa; Introduzir o assistência e orientação Território Jovens do campo Financiadores Prefeituras, 3 anos
familiar
etc.); jovem na atividade do de instituições em sua UFRPE,
Deslocamento da campo (capacitando e localidade; Ações de AGEFEPE.
mão de obra dando condições de incentivo a produção
familiar para outras manutenção digna) agrícolas.
atividades (granjas,
sulanca, tomate,
fazendas)

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
Nem todos os
STTR estão dando BNB; BB;
No município que a
conta de divulgar e Organização e Diagnóstico local e plano Agricultores/as / FETAPE / CUT / ProRura; Ong';
organização 3 anos
se envolver com as compromisso de ações Sindicalistas. CONTAG / STTR MDA; Escola da
estiver mais fraca
políticas públicas CUT
para AF
Dificuldades lo-
gística (transporte,
estrutura, dinheiro, Através dos projetos e
Agricultores /
etc.) dos conselhos Ter recursos próprios colaboração mensal dos Território do Feijão Associações Projetos 3 anos
Financiadores
para acompanhar membros permanentes
as atividades das
associações
Dificuldade em
fazer parcerias Abrir espaço para Município onde
Através de convite Prefeitura/CMDR
com Prefeituras por discussões houver problemas.
questões políticas
ANEXO 8

TERMO DE COMPROMISSO QUE ENTRE SI CELEBRAM AS


INSTITUIÇÕES DO FORUM DO TERRITÓRIO PRODUTIVO
DO FEIJÃO

A SECRETARIA DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA, inscrita no CNPJ/MF sob o nº


10.572.055/0001-20, com endereço na Avenida Caxangá, n° 2.200, Cordeiro, Recife/PE,
CEP: 50711-000, neste ato representada pelo Secretário RANILSON BRANDÃO RAMOS,
portador da Cédula de Identidade n° 1.290.844-SDS/PE, inscrito no CPF/MF sob o n.º
153.823.381-91, no uso das atribuições que lhe são delegadas, e as normas gerais de que
trata a Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993 e suas alterações e pela Lei Estadual nº
12.525, de 30 de dezembro 2003, o PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO RURAL
SUSTENTÁVEL - ProRural, pessoa jurídica de direito público, inscrito no CNPJ/MF sob
o nº 05.971.836/0001-57, com sede na Rua Gervásio Pires, n° 399, Boa Vista,
Recife/PE, CEP: 50050-070, regulamentado pelo Decreto Estadual n° 36.102, de
18 de janeiro de 2011, Lei Estadual n° 14.268, de 23 de fevereiro de 2011 e ainda
Decreto Estadual n o 36.436, de 18 de abril de 2011, neste ato representado,
conforme Ato do dia 24 de janeiro de 2011, publicado no DOE no dia 25 de
janeiro de 2011, pelo seu Gerente Geral, JOSÉ COIMBRA PATRIOTA FILHO, brasileiro,
casado, inscrito no CPF/MF sob o nº 224.027.134-53; a SECRETARIA EXECUTIVA DE
AGRICULTURA FAMILIAR, pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF
sob o nº 10.572.055/0001-20, com sede na Avenida Caxangá, 2200 - Cordeiro Recife/PE,
neste ato representada pelo Secretário Executivo JOSÉ ALDO DOS SANTOS, inscrito no
CPF/MF sob nº 471.206.064-68; o INSTITUTO AGRONÔMICO DE PERNAMBUCO – IPA,
pessoa jurídica de direito privado, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 10.912.293/0001 -37,
neste ato representado pelo Seu Diretor Presidente , JÚLIO ZOÉ DE BRITO, inscrito
no CPF/MF sob o nº 314.570.537-72; a AGÊNCIA ESTADUAL DE PLANEJAMENTO E
PESQUISAS DE PERNAMBUCO – CONDEPE/FIDEM, autarquia integrante da
administração indireta do Estado, vinculada à SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E
GESTÃO – SEPLAG do Poder Executivo, criada pela Lei Complementar n° 049, de
31/01/2003, com personalidade de direito público e regulamentada pelo Decreto n° 34.476, de
29/12/2009, com sede e foro na cidade de Recife/PE, à rua das Ninfas, 65 – Boa Vista – CEP
50.070-050, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 05.744.181/0001-84, doravante denominada
AGÊNCIA, neste ato representada por seu Diretor Presidente, ANTÔNIO ALEXANDRE DA
SILVA JUNIOR, brasileiro, casado, inscrito no RG/SSP-PE. sob o nº 2.256.671 e no CPF/MF
sob o nº 657.928.234-72, nomeado pelo Ato Governamental nº 932, de 20/01/2011, publicado
no DOE de 21/01/2011; a AGÊNCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE – CPRH, autarquia
estadual, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.052.204/0001-52, com sede na Rua Santana, n°
367, no bairro de Casa Forte, nesta cidade do Recife, Estado de Pernambuco, representada
neste ato pelo Assessor Especial JOST PAULO REIS E SILVA, brasileiro, solteiro, advogado,
devidamente inscrito na OAB/PE sob o n° 23.304, CPF/MF n° 034.264.734-29, domiciliado
em Recife-; a UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS DA UNIVERSIDADE FEDERAL
RURAL DE PERNAMBUCO – UAG/UFRPE, pessoa jurídica de direito público, inscrita no
CNPJ/MF sob o nº 24.416.174/0001 -06, com sede na Av. Bom Pastor, S/N –
Bairro da Boa Vista, neste ato representada pelo Vice Diretor AIRON APARECIDO SILVA
DE MELO, inscrito no CPF/MF sob o nº 506.806.264-00; o BANCO DO BRASIL S/A – BB,
por sua Superintendência de Varejo e Governo de Pernambuco, pessoa jurídica de direito
privado, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 00.000.000/1767-10, com sede na Av. Rio Branco, 240
– 10º andar, Bairro do Recife Antigo, Recife-PE, neste ato representado pelo Superintendente
Regional de Governo FERNANDO FAVORETO, inscrito no CPF/MF sob o nº 485.014.846-87;
o INSTITUTO DE TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO – ITEP, pessoa jurídica de direito
privado, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 057743910001-15 , com sede na Avenida Professor
Luiz Freire, 700, Cidade Universitária, CEP 50740540, neste ato representado pelo Diretor
Presidente em exercício IVAN DORNELAS FALCONE DE MELO, inscrito no CPF/MF sob o
nº 653.808.354.49; a UNIÃO DAS COOPERATIVAS DA AGRICULTURA FAMILIAR E
ECONOMIA SOLIDÁRIA DE PERNAMBUCO – UNICAFES/PE, pessoa jurídica de direito
público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº09.008.757/000 -04, com sede na Rua da
Assembléia, 67, Bairro do Recife-PE, neste ato representada pelo Diretor
Administrativo JANDSON ROBERTO DE SOUZA, inscrito no CPF/MF sob o nº
034.921.624-01; a PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGELIM, pessoa jurídica de direito
público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.130.755/0001/64, com sede na Rua
Cônego Carlos Fraga s/n Centro angelim PE CEP:55430 -000, neste ato
representada pelo Prefeito MARCO ANTONIO LEAL CALADO, inscrito no CPF/MF sob o nº
062.303.264-34; a PREFEITURA MUNICIPAL DE CALÇADO, pessoa jurídica de direito
público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 11.034.741/0001 -00, com sede na Rua João
Alexandre da Silva, n º 84, Centro, Calçados-PE, neste ato representada pelo
Prefeito JOSÉ ELIAS MACENA DE LIMA, inscrito no CPF/MF sob o nº
440.891.204-20; a PREFEITURA MUNICIPAL DE CANHOTINHO, pessoa jurídica de
direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.132.777/0001 -63, com sede na Rua
Dr. Afonso Pena nº228, neste ato representada pelo Prefeito ÁLVARO PORTO DE
BARROS, inscrito no CPF/MF sob o nº 426.285044-72; a PREFEITURA MUNICIPAL DE
GARANHUNS, pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº
11.303.906/0001-00, com sede na Avenida Santo Antonio n°126 Centro -
Garanhuns CEP55.290-000, neste ato representada pelo Prefeito LUIZ CARLOS DE
OLIVEIRA, inscrito no CPF/MF sob o nº 003.726.254.-87; a PREFEITURA MUNICIPAL DE
IBIRAJUBA, pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o
nº11.256.062/0001-85, com sede na Av. Tenente Xavier de Araújo N°100 Centro -
Ibirajuba CEP:55.309-000, neste ato representada pelo Prefeito JOSENANCIO
CAVALCANTI DA SILVA, inscrito no CPF/MF sob o nº064.238.594-77; a PREFEITURA
MUNICIPAL DE JUCATI, pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº
35.450.790/0001-91, com sede na Rua Rui Barbosa n° 65 Centro - Jucati-PE
CEP:55398-000, neste ato representada pelo Prefeito GERSON HENRIQUE DE MELO,
inscrito no CPF/MF sob o nº 030.766.874-68; a PREFEITURA MUNICIPAL DE JUPI, pessoa
jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.140.978/0001-02, com
sede na Avenida Napoleão Teixeira Lima, 144 - Centro - Jupi (PE) - CEP 55.395-
000, neste ato representada pela Prefeita, CELINA TENÓRIO DE BRITO MACIEL, inscrita
no CPF/MF sob o nº 095.746.544-00; a PREFEITURA MUNICIPAL DE JUREMA, pessoa
jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.141.489/0001 -75, com
sede na Praça da Conceição n°72 – Centro Jurema – CEP: 55.480-000, neste ato
representada pelo Prefeito JOSÉ AÍLTON COSTA, inscrito no CPF/MF sob o nº
894.342.188-53; a PREFEITURA MUNICIPAL DE LAJEDO, pessoa jurídica de direito
público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.743.246/0001 -76, com sede na Praça
Joaquim Nabuco S/N Centro CEP.55738 -000, neste ato representada pelo Prefeito
ANTONIO JOÃO DOURADO, inscrito no CPF/MF sob o nº 104.201.774-34;a PREFEITURA
MUNICIPAL DE SÃO BENTO DO UMA, pessoa jurídica de direito público, inscrita no
CNPJ/MF sob o nº 10.091.577/0001-00, com sede na Praça Historiador Adalberto
Paiva, nº01, neste ato representada pelo Prefeito JOSÉ ALDO MARIANO DA SILVA,
inscrito no CPF/MF sob o nº 415.941.934-87; a PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO
pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.146.371/0001-30,
com sede na Rua Augusto Peixoto n°31 - Centro PE CEP:55435-000 neste ato
representada pelo Prefeito PEDRO ANTONIO VILELA BARBOSA, inscrito no CPF/MF sob
o nº 168.657.314-68.

Resolvem firmar o presente Termo de Compromisso, mediante as cláusulas e condições


nele contidas, considerando:

 A necessidade de conjugação de esforço na implementação das Ações e de


Investimentos do Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão que abrange os
municípios: Angelim, Calçado, Canhotinho, Garanhuns, Ibirajuba, Jucati, Jupi, Jurema,
Lajedo, São Bento do Una e São João;
 A necessidade de fortalecer e dinamizar as relações existentes na rede produtiva do
feijão por meio de investimentos e assessoria técnica articulados com a realidade do
Território Produtivo e os Programas e Projetos Governamentais;
 A necessidade de fortalecer e qualificar a capacidade produtiva, comercial e de gestão
dos/as agricultores/as familiares produtores/as de feijão com vistas aos diversos
mercados existentes;
 A necessidade de constituição de parcerias entre as instituições envolvidas com o
Plano e os/as agricultores/as familiares/as produtores/as de feijão para potencializar a
articulação e os investimentos no Território Produtivo do Feijão;
 A necessidade de parcerias públicas e privadas para integrar as Políticas Públicas
voltadas para o desenvolvimento;
 A necessidade de otimizar recursos para o incremento da atividade econômica da
produção e comercialização do Feijão da Agricultura Familiar.

CLÁUSULA PRIMEIRA – DO OBJETO:


O presente Termo de Compromisso tem por finalidade fortalecer a articulação
institucional entre os entes participantes da implementação de Ações e de Investimentos
do Plano Territorial da Rede Produtiva do Feijão por meio de: Assessoria/assistência técnica;
formação/capacitação; investimentos em infra-estrutura básica, de produção e
comercialização, logística, crédito, entre outros.

CLÁUSULA SEGUNDA - DAS ATRIBUIÇÕES:


O presente Termo de Compromisso estabelece uma relação de parceria, cooperação e
comprometimento entre todos os envolvidos para o desenvolvimento da Agricultura Familiar
na produção e comercialização do Feijão, conforme anexos relativos aos Entes respectivos.

CLÁUSULA TERCEIRA – DA VIGÊNCIA:


Este Instrumento entrará em vigor a partir da data de sua assinatura e terá o prazo de
vigência de 03 (três) anos, podendo ser prorrogado por acordo entre os
signatários, observada a legislação aplicável.

CLÁUSULA QUARTA – DA DESISTÊNCIA:


A Instituição poderá desistir da implementação das Ações e Investimentos do Plano Territorial
da Rede Produtiva do Feijão, desde que avise ao Grupo Territorial de Governança (GTG),
com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, para que o mesmo convoque o Fórum do
Território Produtivo do Feijão a fim de justificar sua desistência dos compromissos acordados.

CLÁUSULA QUINTA – DA DIVULGAÇÃO:


Para efeito de divulgação ou ações promocionais, por ocasião de eventos ou
atividades, no âmbito deste Termo de Compromisso, as siglas oficiais e
respectivas logomarcas a serem divulgadas deverão ser a das instituições participantes
signatárias.

CLÁUSULA SEXTA – DAS ALTERAÇÕES:


As alterações porventura necessárias ao fiel cumprimento deste Instrumento serão
efetuadas durante sua vigência, previamente acordadas entre os Partícipes, desde que
não impliquem em modificações do objeto previsto na Cláusula Primeira.

CLÁUSULA SÉTIMA – DO FORO:


As controvérsias oriundas do presente Termo de Compromisso serão resolvidas
administrativamente pelos partícipes, mediante a participação das Assessorias Jurídicas de
cada instituição. Todavia, não sendo possível um acordo, fica eleito o Foro da Comarca de
Lajedo no Estado de Pernambuco, para a solução dos conflitos, com renúncia a qualquer
outro, por mais privilegiado que seja.

E, por estarem os partícipes justos e acordados em seus compromissos, firmam


entre si o presente instrumento elaborado em 22 (vinte e duas) vias de igual teor e forma, na
presença das testemunhas abaixo nomeadas.

Lajedo/PE, 28 de março de 2012.

SECRETARIA DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA – SARA


RANILSON BRANDÃO RAMOS - SECRETÁRIO

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL – ProRural


JOSÉ COIMBRA PATRIOTA FILHO – GERENTE GERAL

SECRETARIA EXECUTIVA DE AGRICULTURA FAMILIAR – SEAF


JOSÉ ALDO DOS SANTOS – SECRETÁRIO EXECUTIVO

INSTITUTO AGRONÔMICO DE PERNAMBUCO – IPA


JÚLIO ZOÉ DE BRITO – DIRETOR PRESIDENTE
AGÊNCIA ESTADUAL DE PLANEJAMENTO E PESQUISAS DE PERNAMBUCO –
CONDEPE/FIDEM
ANTÔNIO ALEXANDRE DA SILVA JUNIOR - DIRETOR PRESIDENTE

AGÊNCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE – CPRH


JOST PAULO REIS E SILVA - ASSESSOR ESPECIAL

UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE


PERNAMBUCO – UAG/UFRPE
AIRON APARECIDO SILVA DE MELO – VICE DIRETOR

BANCO DO BRASIL S/A


FERNANDO FAVORETO- SUPERINTENDENTE REGIONAL DE GOVERNO

INSTITUTO DE TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO – ITEP


IVAN DORNELAS FALCONE DE MELO – DIRETOR TÉCNICO

UNIÃO DAS COOPERATIVAS DA AGRICULTURA FAMILIAR E ECONOMIA SOLIDÁRIA


DE PERNAMBUCO– UNICAFES/PE
JANDSON ROBERTO DE SOUZA – DIRETOR ADMINISTRATIVO

PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGELIM


MARCO ANTONIO LEAL CALADO - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CALÇADO


JOSÉ ELIAS MACENA DE LIM A - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CANHOTINHO


ÁLVARO PORTO DE BARROS - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE GARANHUNS


LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE IBIRAJUBA


JOSENANCIO CAVALCANTI DA SILVA - PREFEITO
PREFEITURA MUNICIPAL DE JUCATI
GERSON HENRIQUE DE MELO - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUPI


CELINA TENÓRIO DE BRITO MACIEL - PREFEITA

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUREMA


JOSÉ AÍLTON COSTA- PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE LAJEDO


ANTONIO JOÃO DOURADO - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BENTO DO UNA


JOSÉ ALDO MARIANO DA SILVA - PREFEITO

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO


PEDRO ANTONIO VILELA BARBOSA - PREFEITO

REPRESENTANTE DO GRUPO TERRITORIAL DE GOVERNANÇA


PAULO FERREIRA DA MOTA – PRESIDENTE DA COOPERATIVA DA AGRICULTURA
FAMILIAR - COOPAF

TESTEMUNHAS:

____________________________ ____________________________
NOME: NOME:
CPF/MF: CPF/MF:
ANEXO 8.I

O ProRural compromete-se em envidar esforços no sentido de:


SARA/ PRORURAL
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
11 Conjuntos motorizados compostos por tratores de até 50cv com
1.798.500,00
implementos, galpões e batedeiras.
56 Conjuntos compostos por juntas de boi e carros, implementos, galpões e
1.526.280,00
batedeiras.

04 Conjuntos compostos por trator de até 75 cv e implementos (grade


602.000,00
aradora, subsolador, lâmina frontal e carreta 6t).

01 Plano de Negócios para a Unidade de Beneficiamento e Armazenagem


8.000,00
do Feijão.
01 Unidade de beneficiamento e armazenagem (01 armazém,
500.000,00
equipamentos e assessoria em gestão e comercialização).
618 Cisternas e capacitações. 1.016.919,00
Total Geral 5.451.699,00

A SEAF compromete-se em envidar esforços no sentido de:


SARA/ SEAF
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
400 Sistemas de Cisternas Calçadão (Área de secagem) 4.000.000,00
Ater complementar (1ano) 400.000,00
Total Geral 4.400.000,00

O IPA compromete-se em envidar esforços no sentido de:


SARA/ IPA
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
7.610 ha de aração de terra (até 02 ha/ agricultor para o 1º ano nas 51
1.270.880,00
OPFs do Fórum) - Terra Pronta Especial.
Socializar termos dos contratos com fornecedores
149 Análises de fertilidade de solos. 2.960,00
11 Capacitações em produção e qualidade do composto (01 por município). 14.300,00
Fornecimento de semente para 7.610 ha. 537.680,00

149 Orientações técnicas (ATER) para as associações e cooperativa. 148.000,00

149 Orientações técnicas para o PRONAF Jovem. 148.000,00


Total Geral 2.121.820,00
A CONDEPE/FIDEM compromete-se em envidar esforços no sentido de:
CONDEPE FIDEM
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)

11 Capacitações em recursos hídricos e meio ambiente (01 por município). 30.982,60

11 Mobilizações de municípios (01 por município). 25.146,00

Elaboração(ões) e impressão(ões) de mapa(s) do território do feijão


45,00
(dimensões: econômica, social, ambiental, política, cultural e funcional).

Caracterização do território do feijão (aspectos: sociais, econômicos,


4.547,90
demográficos, ambientais, culturais, político e funcional).

Capacitação em cooperativismo e associativismo.


Total Geral 60.721,50

A CPRH compromete-se em envidar esforços no sentido de:


CPRH
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
Procedimento Simplificado para a Unidade Beneficiadora Territorial do
Feijão
Total Geral

A UAG/UFRPE compromete-se em envidar esforços no sentido de:


UFRPE - UAG
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
03 Orientações técnicas de mecanização motorizada com dias de campo
3.000,00
com tratoristas.
22 Oficinas de capacitação e acompanhamento de campo na rotação de
22.000,00
cultura, plantio em curva de nível e adubação orgânica.

03 Oficinas de capacitação em produção e qualidade do composto


3.000,00
orgânico.
Apoio na identificação/ pesquisa de experiência nos 11 municípios para
5.280,00
promoção de intercâmbios de experiências sobre bancos de sementes.
Apoio e orientação na criação de 11 bancos de sementes (01 por
38.500,00
município).

11 Capacitações técnicas (ATER). 7.200,00

01 Oficina de capacitação para os técnicos na atividade do feijão. 2.400,00


Continuação: A UAG/UFRPE compromete-se em envidar esforços no sentido de:
UFRPE – UAG
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
11 Palestras nos CMDR sobre secagem e armazenamento de grãos (01
2.205,00
por município).

03 Projetos de Pesquisa para melhoria da qualidade dos grãos. 16.500,00

Apoio e orientação na elaboração do projeto da beneficiadora. 2.400,00

416 horas técnicas para capacitações e incubação da Cooperativa. 49.920,00


96 horas técnicas para palestras e orientações para vendas institucionais
11.520,00
e privadas.
24 horas técnicas para apoio e orientação na elaboração de Estudos de
2.880,00
Mercado e Plano de Negócios.
04 Capacitações na atividade produtiva do feijão e na gestão da
3.840,00
cooperativa.
Total Geral 170.645,00

O Banco do Brasil compromete-se em envidar esforços no sentido de:


BANCO DO BRASIL
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
Atender as demandas de crédito dos agricultores beneficiários das ações
objeto deste Termo de Compromissos, uma vez atendidas as exigências
da Política de Crédito do Banco do Brasil e das linhas de crédito do
Pronaf adequadas a cada proponente.
Participar de reuniões com técnicos do IPA e CMDRS dos municípios
envolvidos no presente Plano, a fim de se definir fluxo diferenciado para
as propostas de operações de crédito, conforme item anterior.
Total Geral

O ITEP compromete-se em envidar esforços no sentido de:


ITEP/ CT Laticínios Garanhuns
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
Capacitação em Gestão e Comercialização para os cooperados. 40.000,00

Plano de Negócios/ Viabilidade econômica e comercial 40.000,00


Total Geral 80.000,00
A UNICAFES compromete-se em envidar esforços no sentido de:
UNICAFES/PE
Totais dos
Ação pactuada
Investimentos (R$)
Assessoria na análise e elaboração de minuta do estatuto da COOPAF 2.760,00
Plano de Gestão da COOPAF 12.080,00
11 Oficinas em Gestão e Comercialização 10.560,00
Total Geral 25.400,00

A Prefeitura Municipal de Angelim compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGELIM
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Aração de 300 ha. de terras. 27.000,00
Construção de 15 bueiros. 180.000,00
Construção de 02 passagens molhadas. 60.000,00
Conservação de 200 km de estradas vicinais. 1.200.000,00
Carro pipa. 48.000,00

Manutenção de 09 Sistemas de Abastecimento de Água Simplificado. 27.000,00

Implantação de 02 Sistemas de Abastecimento de Água Simplificado. 60.000,00

Construção de 50 barreiros. 150.000,00


Apoio a logística de distribuição de 09 t de sementes de feijão do Gov. de
500,00
Pernambuco.
Custear 50 análises de solo. 1.000,00
Contratar 01 estagiário/a ligado a UFRPE por 06 meses. 2.520,00

Disponibilizar local, transporte e alimentação para os 04 cursos que serão


3.200,00
ministrados pela Universidade Federal Rural/ Campus de Garanhuns.

Aquisição de 03 t de feijão da Agricultura Familiar. 12.000,00


Total Geral 1.771.220,00

A Prefeitura Municipal de Calçado compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE CALÇADO
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Aração de 1.000 ha. 50.000,00
Bater 10.000 sacos (60kgs) de feijão. 40.000,00
Doação de 20.000 sacos (60kgs). 18.000,00
Contratação de 01 técnico agrícola para o 1º ano. 12.000,00

Contratação de 06 estagiários/ as ligado a UFRPE por 06 meses. 2.520,00


Continuação: A Prefeitura Municipal de Calçado compromete-se em envidar esforços no
sentido de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE CALÇADO
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Apoiar o IPA em 38 coletas e entregas de material. 150,00
Custear 19 análises de solo. 380,00
Disponibilizar local, transporte e alimentação como contrapartida para 04
cursos ministrados pela Universidade Federal Rural/ Campus de 3.200,00
Garanhuns.
Apoiar o IPA na distribuição das 17 t de sementes. 300,00
Aquisição de 01 t de feijão da Agricultura Familiar. 2.000,00

600 horas de Máquina Patrol para manutenção das estradas vicinais 60.000,00
300 horas de Máquina Retroescavadeira para manutenção das estradas
18.000,00
vicinais.
Total Geral 206.550,00

A Prefeitura Municipal de Canhotinho compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE CANHOTINHO
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Parcerias com o IPA.
Promover encontros com o técnico do IPA no município para definir estratégias.
Locação de trator. 38.340,00
Aquisição de 02 patrulhas mecanizadas. 240.000,00
Apoio técnico ao IPA para coleta de amostras (02 semanas de trabalho do
750,00
técnico agrícola).
Custear 100 análise de solos. 2.000,00
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (rotação de cultura, plantio
750,00
direto (sem aração) e utilização de práticas de conservação).
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (Evitar queimadas). 750,00
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (Incentivar a produção de
750,00
adubos orgânicos/ alternativos).
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (adubação orgânica/
750,00
alternativos).
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (curva de nível em áreas
750,00
acidentadas).
Divulgar informações sobre o tema.
Transporte para intercâmbio(s) de produtores. 600,00
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (Criação de um banco de
750,00
semente).
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (Controle de doenças e
750,00
pragas).
Continuação: A Prefeitura Municipal de Canhotinho compromete-se em envidar esforços no
sentido de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE CANHOTINHO
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (Sensibilização do/a
agricultor/a sobre tecnologias alternativas e danos causados a saúde pelo uso de 750,00
veneno/ agrotóxico).
Transporte para cursos técnicos.
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias (assessoria e capac.
750,00
qualidade).
Contratação de 02 estagiários/ as (formandos de Agronomia da UFRPE-UAG)
5.040,00
por 06 meses
01 Técnico + maquinário (05 dias) para implantação de 01 Unidade Técnica
375,00
Demonstrativa - UTD.
Assessoria técnica de 01 Técnico Agrícola por 10 dias. 750,00
Priorizar os produtores de feijão nas Assistências Técnicas.
Compra de 7 t de feijão da Agricultura Familiar.
60 dias/ ano de Manutenção das estradas vicinais. 50.000,00
10 Bueiras/ passagens molhadas 15.000,00
Promover 05 encontros e reuniões para disseminar as linhas de crédito. 1.600,00
Garantir assento e frequencia nas reuniões mensais do CMDR. 960,00

Total Geral 362.165,00

A Prefeitura Municipal de Garanhuns compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE GARANHUNS
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
800 horas de aração de terra. 40.000,00
Disponibilizar 01 Eng. Agrônomo e 01 Técnico Agrícola para assessoria
30.000,00
técnica.
Disponibilizar 02 tratores e 02 máquinas batedeiras para bater o feijão de
25.000,00
250 produtores.
1.500 horas de Máquina motoniveladora Patrol para manutenção das
120.000,00
estradas vicinais.
Apoio na logística das capacitações. 500,00
Total Geral 215.500,00

A Prefeitura Municipal de Ibirajuba compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE IBIRAJUBA
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
200 horas de aração de terra. 12.000,00
Custear 100 análises de solos. 2.000,00
Assessoria técnica de 02 técnicos agrícolas por 04 meses. 3.200,00
Continuação: A Prefeitura Municipal de Ibirajuba compromete-se em envidar esforços no
sentido de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE IBIRAJUBA
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Contratar 01 estagiário/ a (formando em Agronomia) ligado a UFRPE de
2.520,00
Garanhuns por 06 meses.

Disponibilizar local, transporte e alimentação para os 04 cursos que serão


3.200,00
ministrados pela Universidade Federal Rural/ Campus de Garanhuns.

Apoio ao IPA na distribuição de 500 kg de sementes. 300,00


Compra de 01 máquina para bater feijão. 8.000,00
Aquisição de feijão da Agricultura Familiar.
600 horas/ máquina de Máquina Patrol para manutenção de estradas
99.000,00
vicinais.
300 horas/ máquina de Máquina Retroescavadeira para manutenção de
40.500,00
estradas vicinais.
Total Geral 170.720,00

A Prefeitura Municipal de Jucati compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE JUCATI
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
3.000 horas de aração de terra e batedeira de feijão. 210.000,00

Transporte do material coletado para UFRPE Garanhuns por 10 meses. 20.000,00

Contratar 02 Técnicos Agrícolas. 1.244,00


Disponibilizar 02 Técnicos Agrícolas.

Disponibilizar local, transporte e alimentação para as capacitações. 2.000,00

Compra de 3 t de sementes. 6.000,00


Compra de 02 máquinas de bater feijão. 16.000,00

Ampliar a compra de 20 sacas para 50 sacas para a merenda escolar. 6.000,00


Manutenção de 400 km de estradas vicinais por Máquina motoniveladora
32.000,00
Patrol.
Total Geral 293.244,00
A Prefeitura Municipal de Jupi compromete-se em envidar esforços no sentido de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE JUPI
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
2.000 horas/ máquina de aração de terra. 220.000,00
Apoiar o IPA na coleta e entrega de 25 materiais para análise de
600,00
fertilidade de solos.
Custear 12 análises de solos. 240,00

Prestar assessoria técnica com 01 Técnico Agrícola por 08 meses. 6.064,00

Contratar 01 estagiário/ a ligado a UFRPE por 08 meses. 3.360,00


Disponibilizar local, transporte e alimentação para os 04 cursos que serão
3.200,00
ministrados pela Universidade Federal Rural/ Campus de Garanhuns.
Apoio ao IPA na distribuição de 22 t de sementes. 840,00
Disponibilizar 400 horas/ máquina (02 batedeiras s/ trator). 44.000,00
Aquisição de 4 t de feijão da Agricultura Familiar. 6.800,00
750 horas/ máquina de Máquina Patrol para manutenção de estradas
123.750,00
vicinais.
750 horas/ máquina de Máquina Retroescavadeira para manutenção de
101.250,00
estradas vicinais.
500 horas/ máquina de Máquina Esteira para manutenção de estradas
87.500,00
vicinais.
Total Geral 597.604,00

A Prefeitura Municipal de Jurema compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE JUREMA
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
400 horas de aração de terra. 40.000,00
Levantamento semi detalhado dos tipos de solos do município de Jurema
200.000,00
e divulgação dos resultados em reunião do CMDRS.

Contratação de 01 Técnico Agrícola para ATER. 8.708,00


Disponibilizar local, transporte, alimentação e hospedagem para 04
2.500,00
capacitações.
Manutenção de 200 km de estradas vicinais por Máquina motoniveladora
24.000,00
Patrol e esteira.
Aquisição de material e mão de obra para instalação de abastecimento
44.000,00
d’água na zona rural
156 terreiros individuais de secagem 1.716.000,00
03 máquinas para bater o feijão 45.000,00
04 galpões coletivos 480.000,00
Total Geral 2.560.208,00
A Prefeitura Municipal de Lajedo compromete-se em envidar esforços no sentido de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE LAJEDO
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Elaborar estudo(s) técnico(s) e apresentação de projeto(s) para a
20.000,00
implantação de usina de compostagem.
Material de divulgação (Rádio, folder, carro de som) 2.000,00
Apoio logístico no transporte e alimentação para agricultores em
3.000,00
intercâmbio.
Contratação de 01 técnicos e 01 estagiário para prestação de assistência
30.000,00
técnica (ATER).
Apoio logístico no transporte e alimentação para capacitação de
20.000,00
técnico(s) e estagiário(s).
Aquisição de 01 veículo para apoio logístico. 25.000,00

Patrulha motorizada, motoniveladora, retroescavadeira e caminhão


450.000,00
caçamba para manutenção estradas vicinais.

Convênio com a SARA para recuperação de estradas vicinais. 22.000,00


Disponilibilizar local e alimentação para a construção do Plano Territorial
15.000,00
do Feijão
Convênio para 01 Sistema de Abastecimento de água com sistema
220.000,00
simplificado.
Convênio com a FUNASA para a construção de 100 banheiros. 50.000,00

Total Geral 854.000,00

A Prefeitura Municipal de São Bento de Una compromete-se em envidar esforços no sentido


de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BENTO DO UNA
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
1.600 horas/ máquina para aração de terra beneficiando 800 famílias. 112.000,00
1.000 horas/ máquina para construção de barragens beneficiando 80
120.000,00
famílias.
Manutenção de estradas vicinais beneficiando 4.000 famílias. 300.000,00

Doação de 40 sacas de sementes de feijão beneficiando 200 famílias. 6.000,00

Apoio ao IPA na distribuição de 20 ton. de sementes de feijão. 500,00


Apoio de 02 técnicos agrícolas para acompanhamento de projetos
10.000,00
durante 05 meses.
Proposta para realização de concurso público (Aguardando o edital).

Disponibilizar local, transporte e alimentação para os 04 cursos que serão


3.200,00
ministrados pela Universidade Federal Rural/ Campus de Garanhuns.
Continuação: A Prefeitura Municipal de São Bento de Una compromete-se em envidar
esforços no sentido de:
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BENTO DO UNA
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
Aquisição de 4,8 t de feijão da Agricultura Familiar. 12.960,00
Adesão do Município em 220 cotas para o Garantia Safra. 4.356,00
Total Geral 569.016,00

A Prefeitura Municipal de São João compromete-se em envidar esforços no sentido de:


PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO
Totais dos
Ação Pactuada
Investimentos (R$)
5.000 horas/ máquina de aração de terra. 300.000,00

Apoiar o IPA na coleta e entrega de 02 materiais para análise de solos. 40,00

Custear 34 análises de solos. 680,00


Assessoria técnica de 02 Técnicos Agrícola por 01 ano. 9.600,00
Disponibilizar local, transporte e alimentação para os 04 cursos que
serão ministrados pela Universidade Federal Rural/ Campus de 1.200,00
Garanhuns.
Apoio ao IPA na distribuição de 20 t de sementes. 980,00
Disponibiliza 03 batedeiras próprias com trator (1.000 horas) 120.000,00
Disponibiliza 02 contratados com trator (500 horas) 60.000,00
03 Manutenções de batedeiras por máquina com óleo. 15.000,00
Aquisição de 2.539 quilos de feijão da Agricultura Familiar. 5.585,80
1.440 horas/ máquina/ ano de Máquina Patrol para manutenção de
100.800,00
estradas vicinais.
1.920 horas/ máquina/ ano de Máquina Retroescavadeira para
96.000,00
manutenção de estradas vicinais.
2.400 horas/ máquina/ ano de Máquina Esteira para manutenção de
192.000,00
estradas vicinais.
7.200 horas/ máquina/ ano de Caminhão Caçamba para manutenção de
86.400,00
estradas vicinais.
Doação ou comodato de 01 Galpão. 470.000,00
Total Geral 1.458.285,80
ANEXO 9
REPACTUAÇÃO DO PRORURAL

SARA/ PRORURAL
Totais dos
Repactuação – Agosto de 2012
Investimentos (R$)

505 terreiros de secagem e 13 batedeiras 3.128.500,00

56 Conjuntos compostos por juntas de boi e carros, implementos e galpões. 798.280,00

01 Plano de Negócios para a Unidade de Beneficiamento e Armazenagem


8.000,00
do Feijão.

01 Unidade de beneficiamento e armazenagem (01 armazém,


500.000,00
equipamentos e assessoria em gestão e comercialização).

618 Cisternas e capacitações. 1.016.919,00

2.000 Cisternas e capacitações 4.000.000,00


Total Geral 9.451.699,00
ANEXO 10

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA

Mobilização e sensibilização

Foto 6: Reunião de Apresentação da Proposta dos PTRPs, agosto de 20011.

Foto 7: Reunião de Apresentação da Proposta dos PTRPs, agosto de 20011.


Diagnóstico

Fotos 8: Oficinas de Diagnóstico, agosto de 2011 - 1ª Oficina.

Foto 9: Oficinas de Diagnóstico, agosto de 2011 - 2ª Oficina.


Foto 10: Entrevista a OPF, agosto de 2011.

Foto 11: Entrevista a Comerciante da Ceala, setembro de 2011.


Foto 12: Visita à Feira de Lajedo, setembro de 2011.

Fotos 13: Visita à Feira de Lajedo, setembro de 2011.

Foto 14: Visita à Feira de Lajedo, setembro de 2011.


Foto 15: Visita e Entrevista a Classificadora Olho d’Água, setembro de 2011.

Foto 16: Visita e Entrevista a Classificadora Olho d’Água, setembro de 2011.


Foto 17: Visita e Entrevista ao Beneficiador do Feijão Kidelicia - Ronildo Fernandes ME e
Produtos Cristal, setembro de 2011.

Foto 18: Visita e Entrevista ao Beneficiador do Feijão Kidelicia - Ronildo Fernandes ME e


Produtos Cristal, setembro de 2011.
Foto 19: Oficina de Capacitação e Intercâmbio, setembro de 2011.

Foto 20: Oficina de Capacitação e Intercâmbio, setembro de 2011.


Planejamento

Foto 21: Oficina de Planejamento, outubro de 2011.

Foto 22: Oficina de Planejamento, outubro de 2011.


Pactuação

Foto 23: Apresentação da Pactuação da Matriz ao Fórum, janeiro de 2012.

Foto 24: Seminário para a Formalização da Pactuação da Matriz, março de 2012.


Foto 25: Seminário para a Formalização da Pactuação da Matriz, março de 2012.

Foto 26: Seminário para a Formalização da Pactuação da Matriz, março de 2012.


Governança

Foto 27: Instalação do Grupo Territorial de Governança, janeiro de 2012.

Foto 28: Instalação do Grupo Territorial de Governança, janeiro de 2012.