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Revista do/a PROFESSOR/A Bem-Te-Vi - Professor/a .1

Revista do/a PROFESSOR/A

Bem-Te-Vi - Professor/a .1

Expediente

Bem-te-vi - 2º semestre 2012 Estudos Bíblicos para crianças – Revista do/a professor/a

Publicada sob a responsabilidade do Colégio Episcopal da Igreja Metodista, pelo Departamento Nacional de Escola Dominical. Produzida pela Igreja Metodista.

Colégio Episcopal Adonias Pereira do Lago – Bispo presidente

Secretaria para Vida e Missão Joana D’Arc Meireles

Coordenação Nacional de Educação Cristã Eber Borges

Departamento Nacional de Escola Dominical Andreia Fernandes Oliveira Luiz Virgílio Batista da Rosa – Bispo assessor

Redatora:

Telma Cezar da Silva Martins

Escritoras/res Amanda de Lima Baptista Cristina Dias da Silva Fernandes Elisana Cristina da Costa Sanches Luciane Moura dos Santos Fonseca Marcelo Alves da Silva Neusa Cezar da Silva Rogerio Pereira da Silva Williani de Almeida Carvalho

Revisão:

Neusa Cezar da Silva

Projeto Gráfico e Editoração Alixandrino Design Consultancy

Departamento Nacional de Escola Dominical:

Av. Piassanguaba, 3031 – Planalto Paulista 04060-004 – São Paulo Tel. (11) 2813-8600 Fax. (11) 2813-8632 escoladominical@metodista.org.br Site: ed.metodista.org.br/

2. Bem-Te-Vi - Professor/a

Sumário

1
1

NOÉ, UM MISSIONÁRIO CORAJOSO

2
2

DEUS NÃO REJEITA NINGUÉM

3
3

O

TEMOR A DEUS NOS DÁ CORAGEM

4
4

MULHERES CORAJOSAS

5
5

DIREITO É DIREITO E NÃO SE DISCUTE; PROMOVE-SE

6
6

DÉBORA, UMA PROFETISA QUE ATENDIA AS PESSOAS DEBAIXO DE UMA PALMEIRA

7
7

RUTE, UMA BOA COMPANHEIRA

8
8

SAMUEL, UM MENINO QUE SABIA ESCUTAR E OBEDECER

9
9

ABIGAIL, SEMPRE EM DEFESA DA PAZ

10
10

UMA MENINA AJUDA NAAMÃ

11
11

DUAS MULHERES DIFERENTES, DUAS HISTÓRIAS IGUAIS

12
12

SALOMÃO EDIFICOU UM LUGAR PARA ADORAR A DEUS

13
13

TRISTEZA QUE SE TRANSFORMA EM ALEGRIA

14
14

QUANDO EU FALO COM DEUS, ELE ME OUVE

15
15

EIS-ME AQUI, SENHOR

16
16

TUDO PODE MUDAR: OSSOS SECOS GANHAM VIDA

17
17

SADRAQUE, MESAQUE E ABEDE-NEGO: TRÊS AMIGOS QUE ERAM FIÉIS A DEUS

18
18

O

AMOR DE DEUS É PARA TODAS AS PESSOAS!

19
19

AS PROMESSAS DE DEUS SÃO PARA TODAS AS PESSOAS

20
20

JESUS ESTÁ NO CAMINHO

21
21

EM TODOS OS CANTOS DA TERRA: EU FALO QUE DEUS É

 

BOM!

Bem-Te-Vi - Professor/a .3

Palavra da Redatora

PLANEJAR É PRECISO!

“Aquele que ensina, esmere-se no fazê-lo;” Romanos 12.7

Sabemos o quanto é importante e necessário o/a professor/a prepa- rar-se para as aulas da Escola Dominical. Isso já é mais da metade da garantia de uma boa aula. Este tempo de preparo contribui para o crescimento pessoal e espiritual do/a professor/a e os resultados na sala de aula são de uma qualidade infinita.

Na Revista do/a professor/a da Escola Dominical (Coleção Bem-Te-Vi), você tem os Planos de Aula que, de certa forma, são instrumentos que dão parâmetros e diretrizes para a sua aula. Eles apresentam os conteúdos que serão dados, as atividades que serão desenvolvidas, os objetivos que se pretende alcançar. Essas diretrizes ajudam o/a professor/a na hora de fazer seu planejamento de aula.

O planejamento é pessoal, deve estar de acordo com seu contexto e ser flexível; o que significa que cada professor/a, através de suas expe- riências, constrói o seu olhar para a sua turma e aproxima os conteú- dos propostos no Plano de Aula para a realidade da sua sala de aula e comunidade. Para isso, é preciso fazer constantemente, avaliações de todo o processo de ensino e aprendizagem, para alterar aquilo que for necessário durante a caminhada.

No final da Revista temos uma sugestão de ficha de planejamento, que lhe ajudará a pensar e criar as suas aulas, a fim de que as mes- mas respondam às necessidades da sua turma.

Invista tempo e oração para planejar as suas aulas. As nossas crian- ças merecem e esperam o melhor de cada um de nós; e Deus nos capacita a fazê-lo. Lembre-se: “Se, porém algum de vós necessita de ”

sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente

Tiago 1.5

Forte Abraço! Telma Cezar Redatora da Revista Bem-Te-Vi

4. Bem-Te-Vi - Professor/a

Apresentação

A proposta temática das duas últimas revistas Bem-te-vi era apresen-

tar um panorama bíblico, Antigo e Novo Testamento, ressaltando o tema central de cada livro.

Nesta edição, retornamos o Antigo Testamento, apresentando alguns/ algumas personagens que fizeram a diferença e ajudaram a construir

a história do povo de Deus.

Esses/as personagens demonstraram coragem e sabedoria para, a partir de suas ações diante dos desafios do dia-a-dia, anunciarem a palavra de Deus.

Reconhecer que homens, mulheres e crianças marcaram a história

por serem diferentes e tementes a Deus, nos ajuda a compreender que o nosso trabalho missionário, também, tem este desafio: ajudar

a transformar tudo aquilo que não agrada a Deus e, assim, anunciar-

mos o seu Reino.

No trabalho com as crianças e pré-adolescentes na igreja, muitas ve- zes, falamos sempre dos mesmos personagens bíblicos e perdemos

a

oportunidade de conhecer novos personagens e de ressaltar que

o

trabalho missionário foi realizado por homens, mulheres e crianças.

Apresentar diferentes personagens bíblicos contribui para o fortaleci- mento do trabalho missionário em suas várias dimensões, pois estes/ as personagens fizeram a diferença porque aceitaram a missão de anunciar a palavra de Deus e de denunciar as injustiças promovidas no cotidiano da sociedade.

Neste sentido, valorizar o testemunho de vida de homens, mulheres e crianças das histórias bíblicas tem por objetivo contribuir com o de- senvolvimento da fé das nossas crianças e pré-adolescentes e, con- sequentemente, ampliar a visão missionária da qual eles/as já fazem parte.

Esta edição é composta por 21 Textos e Planos de Aula, sendo 19 pro - postas com base nas histórias bíblicas e personagens do Antigo Testa- mento e 3 propostas com base no tema da Carta Pastoral do Colégio Episcopal para o biênio 2012-2013: “Discípulas e discípulos nos cami- nhos da missão cumprem o mandato missionário de Jesus”.

Lembre-se de que estes Textos e Planos de Aula são diretrizes para a

Todo planejamento exi-

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elaboração do seu Planejamento de Aula.

ge uma leitura da realidade e contextualização da sua comunidade. Para isso, conhecer as crianças e pré-adolescentes é fundamental neste processo. Conhecer significa saber quem são seus alunos e alu- nas, quantos são, de onde vêm, quem são suas famílias e quais são as reais necessidades (materiais, físicas, emocionais, sociais, e outras) destas crianças e pré-adolescentes.

As histórias bíblicas são instrumentos para a compreensão de como podemos crescer em graça e sabedoria diante de Deus e assim fazer- mos a diferença na sociedade.

// Passo a passo para o seu planejamento

1. Leia os textos bíblicos, os estudos e planos de aula da revista do/a

professor/a e o texto da revista dos/as alunos/as.

2. Ore a Deus, pedindo discernimento e orientação para a organiza-

ção do seu planejamento de aula.

3. Retire dos textos as informações que você acha importante levar

para a sala de aula.

4. Busque compreender o conceito de cada palavra-chave proposta

para os encontros e escolha uma ou duas para ser ressaltada junto ao conteúdo do dia. A palavra-chave deve ser aquela que mais se

aproxima da sua realidade, ou seja, a mais apropriada à necessidade

e

contexto da sua turma.

5.

Os textos elaborados para o item Fatos e Fotos da realidade têm por

objetivo aproximar o tema das histórias e textos bíblicos da realidade

a qual estamos inseridos. Caso, ele não esteja apropriado a sua tur-

ma e a sua realidade, busque outros exemplos do dia-a-dia para que as crianças e adolescentes compreendam essa contextualização do texto bíblico.

6. A partir das Sugestões de Atividades dos Planos de Aula, escolha

aquela (as) que você acha interessante para a sua turma. Lembra- mos que as atividades descritas nos Planos de Aula é que farão a diferença na dinâmica da aula. A atividade sugerida na revista do/a alunos/a, na maioria das vezes, é uma forma de registro do tema do dia. Portanto, a sua aula não pode se resumir em realizar apenas a proposta da revista do/a alunos/a.

7. Mãos à obra! Comece o seu planejamento!

6. Bem-Te-Vi - Professor/a

// A postura do/a educador/a ao ensinar crianças: reflexões e estratégias para a pre- paração das aulas

Kelly Bueno de Aquino 1

Parar e refletir sobre a nossa prática de ensino na Escola Dominical ou no culto com as crianças já é o primeiro passo para observarmos a necessidade de algumas mudanças. Apesar de breve o nosso texto, convidamos você, educador/a, a fazer isso conosco.

Antes de tudo, é preciso crer na educação infantil e no ensino dentro da igreja; ver as crianças como o “presente” e não o amanhã – como costumamos falar – ter a disponibilidade para ensinar, aperfeiçoar-se

e mudar, se for preciso, para ir ao encontro das crianças. Estes são

pensamentos que devem nortear o nosso trabalho, se quisermos ter aulas mais expressivas.

Um olhar diferenciado sobre as nossas crianças, olhar de inquietação, preocupação pelo diferencial, pela ânsia de não ensinar só por en- sinar, mas de desejar uma aula com sentido para o/a aluno/a e tam- bém para o/a educador/a, faz parte da rotina daqueles e daquelas que se propõem a lecionar com seriedade. Mas o que seria a busca por uma aula com sentido? Comecemos com a preparação dela!

É necessário “gastar” tempo e dedicação, se o objetivo é contribuir

para que os/as alunos/as apreendam o conteúdo. As crianças per- cebem quando uma aula foi preparada com cuidado, pois isso se reflete ao expormos alguma ideia, sobretudo, quando o conteúdo vai de encontro com os anseios e necessidades delas.

A criança tem questionamentos que, ao adentrar na igreja, permane-

cem com ela, não saem como se trocasse de roupa, pelo contrário, ela espera que a comunidade, onde congrega, a ajude a esclarecer

suas dúvidas e temores. Por isso, devemos ter muita atenção para os tipos de assuntos e o modo como lecionamos, para não transmitirmos

o que não faz sentido para a realidade da criança com quem tra-

balhamos. É importante estarmos atentos/as para perceber e conhe- cer quem são as crianças que nos ouvirão; e estarmos preparadas/ os para adaptar e incluir a todas/os, respeitando suas diferenças e particularidades.

1 Psicóloga, Psicopedagoga, Mestre em Ciências da Religião, membro da Igreja Metodista em Vila Alpina – 3ª RE

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Poderão surgir diversas situações e questionamentos que muitas vezes não fazem parte do assunto que estamos abordando, mas lembre- mos: se as crianças perguntam, é porque algo está em suas mentes

e corações, provocando inquietações e foi confiado a nós, naquele

momento, esclarecê-las e acalmá-las.

Além da importância de se “gastar” tempo, o/a professor/a necessita organizar as suas estratégias didáticas e dar valor à exploração de diferentes recursos, ao ministrar uma aula que permita à criança uma visão ampliada, mais real e vivenciada dos conteúdos. Ao utilizar os recursos visuais e auditivos enriquecemos as nossas aulas. Podemos

dispor de diversas alternativas, como: músicas, fantoches, livros ilustra- dos, brinquedos, cartazes, painéis, flanelógrafos e, quando possível,

a televisão, o aparelho de som, data show e retroprojetor, tendo uma

aula como um canal de comunicação.

Ao contar histórias, devemos empregar a nossa criatividade, como:

vestir roupas coloridas, diferentes e com estilos, segundo o que va- mos dramatizar. Nossa voz e expressão corporal são imensos instru- mentos que podem levar uma criança a lugares nunca conhecidos

e a sensações maravilhosas, ao ouvirem uma narrativa. A entonação

da voz, o modo como nos movimentamos ao dramatizar, o que fala- mos, lembrando que, se o personagem está triste, feliz ou radiante, nossa expressão facial e corporal precisa refletir e sinalizar a emoção, tornando-se mágico e envolvente para quem assiste.

Quando não dispomos de materiais, por conta da realidade financei-

ra de nossas igrejas, podemos utilizar sucatas para a sua confecção

e incluir as crianças na produção. Será agradável e gostoso ter uma

aula com aquilo que elas ajudaram a produzir.

Reflitamos, também, sobre o espaço que utilizamos para acolher nos- sas crianças durante as aulas. Sabemos que muitas vezes não é pos- sível ter uma sala específica que possa acomodar as crianças, mas podemos, sim, ter o cuidado de pensar em um lugar apropriado. Não necessitamos de belos espaços, com grandes estruturas; porém, o mí- nimo de cuidado com o ambiente que utilizamos para acolhê-las é fundamental; e lembrando a importância do visual, que transpareça alegria, mas cuidando para não ter uma aparência poluída. Quando penduramos diversos desenhos, decoramos ou até expomos o que elas fizeram, precisamos pensar se aquilo é para o adulto ou para a

criança ver? Se for para a criança, (se a sala é para elas, que seja este

o objetivo) precisa estar ao alcance delas, à altura para que toquem,

observem e admirem.

8. Bem-Te-Vi - Professor/a

Outro aspecto a ser pensado, ao lecionarmos, é em relação ao tem- po que utilizaremos para ministrar a aula. Por serem pequenas, por mais interessante que seja o que estamos tentando passar, elas têm seu tempo de concentração, e falar por horas e horas será inútil, pois estarão abstraindo, ao invés de assimilando o que queremos transmi- tir.

Cada professora/or é única/o na arte de ensinar. Ao fazermos um bolo, por exemplo, com a mesma receita, mas feito por mãos diferentes, terá resultados diferentes. Alguns bolos sairão mais incrementados, ou- tros ficarão ainda mais gostosos. Todo/a educador/a disposto/a a re- fletir, com certeza, terá muito a oferecer para nossas crianças. Como educadoras/res podemos espalhar e demonstrar, através de nossas atitudes, o amor que Jesus tem por cada um/a de nós.

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Estudo 1

// Noé, um missionário corajoso

Thelma Ferreira Guimarães do Nascimento

A história de Noé faz parte do

livro de Gênesis e está narrada dos capítulos 6 a 10. Não temos muitas informações sobre sua es- posa, mas sabemos que o casal tinha 3 filhos, 3 noras, e que Noé tinha 600 anos quando houve o dilúvio.

A informação sobre sua idade

é um ponto que merece nossa

atenção. Não sabemos ao certo

Gênesis 6. 7-8 Personagem: - Noé Diferença: aceitou a missão. Noé participa da História, a par- tir do projeto de vida para a humanidade. Mesmo que tudo parecia estar perdido, Deus age na história e, através de Noé- um homem justo, a história continua e Deus garante a vida (Gênesis

8.8).

se

o tempo cronológico, naque-

la

época, era contado da mesma forma que nós contamos; afinal de

contas, o calendário era seguido apenas contando-se as luas e as estações do ano. De qualquer forma, sabemos que Noé não era um homem novo, ele já estava no que chamamos hoje de terceira idade.

A Bíblia relata o dilúvio sem a preocupação de fornecer todas as in-

formações históricas e geográficas; no entanto, até os dias de hoje, existe muita pesquisa para investigar essa história bíblica de Noé e do dilúvio.

Se formos pesquisar em outras culturas sobre suas histórias, encontra- remos muitos relatos semelhantes ao do dilúvio. Um exemplo é o rela-

to Babilônico, encontrado acerca de um século, e que faz parte da

Epopéia de Gilgamés. Este relato tem semelhanças e diferenças com a história de Noé e vale a pena saber disso, pois, provavelmente, este fato climático foi de uma proporção tão grande que muitas nações escreveram sobre o fato, o que talvez indique que seja um fato histó- rico.

10. Bem-Te-Vi - Professor/a

Embora algumas pessoas afirmem ser impossível ter havido um dilúvio como o descrito na Bíblia, nós, cristãos e cristãs, temos esse evento como parte da nossa fé, da nossa tradição; e, por isso, nosso desejo nesse estudo é enfatizar as qualidades de Noé e o cuidado de Deus.

Ao tratar do tema com as crianças, priorize os seguintes ensinamentos:

1. Noé foi escolhido por Deus por ser uma pessoa íntegra (hones-

ta) e justa, na sua comunidade (Gênesis 6.9). São essas características que Deus deseja encontrar em nós, assim como encontrou em Noé. Pergunte às crianças o que significa sermos justos/as e íntegros/as.

2. Noé foi corajoso, disse sim à Missão de Deus. Ele provavelmente

deve ter sentido medo, vergonha, porém sua coragem estava não na sua força, mas, sim, em optar por obedecer a Deus, por aceitar o seu chamado e, cumprir a sua vontade. Nós podemos aceitar, ou não, participar desta missão, no entanto essa história no motiva a sermos corajosos/as como Noé. Tente investigar, entre as crianças, quais são seus medos e vergonhas, em relação ao fato de pertencerem à Igreja de Jesus Cristo.

3. Deus zela por sua criação e se desagrada ao ver que a huma-

nidade não age apenas movida pelo amor; mas também permite que o pecado permeie suas ações. Deus procura pessoas que dese- jem participar em sua Missão, ou seja, pessoas amorosas, de todas as idades, que estejam preocupadas em amar e cuidar de outras pesso- as.

Para as crianças, é importante ressaltar que quando aceitamos par- ticipar da missão, devemos fazê-la em todo tempo e lugar: em casa, na escola, no grupo de amigos, na igreja, no clube, entre outros.

É importante ter cuidado com a Imagem de Deus que será apresen-

tada. Não ressalte que Deus quis aniquilar a humanidade, pois, para

a criança, isso pode dar a sensação de que Deus é mau e pode des-

truí-la também; É preciso ressaltar que Deus não se agrada com as ações e palavras maliciosas, maldosas e que promovem a morte, de um modo geral.

Ser missionário/a é aceitar o desafio de Deus para levar a salvação às pessoas que dela necessitam. Nesse sentido, podemos afirmar que Noé foi o primeiro missionário descrito nos textos bíblicos. Destaque junto às crianças que hoje nós fazemos missão, assim como Noé fez,

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mesmo sem termos uma nova arca, mas participamos da missão, to- mando atitudes que geram salvação e vida, num sentido mais amplo da palavra.

// Para saber mais

Acesse o link e assista ao documentário apresentado no canal National Geografic sobre o dilúvio. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=_Ko7uzouYdc&feature=related>. Acesso em 23/06/2012. Este documentário está baseado nas descobertas que os geólogos Drs. Willian Ryan e Walter Pitman fizeram, a partir de um estudo sobre o Mar Negro. 2 Você perceberá que há muitas hipóteses científicas sendo exploradas, na tentativa de compreender melhor a história narrada na Bíblia e contada ao longo dos séculos.

2 Manual Bíblico SBB. tradução de Lailah de Noronha. Barueri, SP: So- ciedade Bíblica do Brasil, 2ª Ed. Revisada, 2010, p. 124.

12. Bem-Te-Vi - Professor/a

2ª Ed. Revisada, 2010, p. 124. 12. Bem-Te-Vi - Professor/a Plano de aula Tema: Noé, um

Plano de aula

Tema:

Noé, um missionário corajoso.

Versículo do dia:

“E tudo fez Noé, segundo o SENHOR lhe ordenara.” (Gênesis 7.5)

Objetivos:

Reconhecer que Deus ama tanto a humanidade, que se entristece ao ver ações que geram morte.

Compreender que todos/as podem fazer parte da missão, desde que aceitem ser instrumentos de Deus, obedecendo a sua vontade.

Compreender que podemos ser missionários/as, mes- mo sem sair do nosso bairro.

Palavras-chave:

missão, obediência, coragem

Sugestões de

músicas:

Seu Noé (CD Pelas mãos de uma criança, faixa nº 16)

Deus criou os animais (CD Pelas mãos de uma crian- ça, faixa nº 6)

A arca de Noé (Cancioneiro Meu Coração Canta 3 , partitura no site da Escola Dominical)

Fatos e fotos da realidade:

No dia-a-dia nos deparamos com muitas maldades; e as crianças, muitas vezes, por sua fragilidade, estão expostas a todos os tipos de violência. Embora situa- ções desumanas possam acontecer, é importante le- vá-las a refletir sobre nosso papel, como missionários/ as que obedecem a Deus e fazem sua vontade. Não somos os juízes sobre as situações maldosas que nos acometem, nem devemos desejar o mal ou a morte para aqueles/as que nos prejudicam, ou prejudicam alguém a quem conhecemos; porém, se há alguma coisa que podemos construir para garantir a vida de alguém tal qual a arca de Noé, não devemos hesitar, mas obedecer a Deus e fazer a diferença onde esti- vermos.

3 Cancioneiro Meu Coração Canta. SP: publicações Graça e Verda- de, Ed. Revista e corrigida, 2002.

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Crianças de 4 a 6 anos Sugestões de Atividades: ANOTAÇÕES: 1. Monte um barco de

Crianças de 4 a 6 anos

Sugestões de

Atividades:

ANOTAÇÕES:

1. Monte um barco de papel na frente das crianças

e, conforme for fazendo a dobradura, vá conversan- do sobre os tipos de violência que muitas crianças enfrentam, ressalte que Deus não se agrada desses comportamentos.

2. Ofereça massinha de modelar, para as crianças

confeccionarem animais que entraram na Arca de

Noé.

3. O texto bíblico ensina que Noé foi um homem muito

corajoso ao aceitar a missão que Deus lhe confiou. Pergunte às crianças se já passaram por alguma situ- ação semelhante, em que tiveram que ser corajosas. Utilizando a massinha de modelar, peça que as crian- ças criem um símbolo para representar a coragem que vem de Deus. Juntando os pedaços de massi-

nha, cada um deve contribuir na criação do objeto/ símbolo que, para a turma, represente a coragem.

14. Bem-Te-Vi - Professor/a

a turma, represente a coragem. 14. Bem-Te-Vi - Professor/a Crianças de 7 a 9 anos Sugestões

Crianças de 7 a 9 anos

Sugestões de

Atividades:

1. Confeccione animais utilizando garrafa pet e

E.V.A. Para sugestão de moldes, acesse os sites:

Disponível em: <http://artesanato.blog.br/lembranci- nhas-de-bichinhos-de-garrafa-pet-e-e-v-a/>. Acesso em 23/06/2012.

<http://picasaweb.google.com.br/artezanatobrasil>. Acesso em 23/06/2012.

2. Recorte, de revistas, figura de vários animais e

de uma família (representando a família de Noé); cole estas figuras numa cartolina e depois um pedaço de lixa (de parede) atrás da figura, para poder grudá-la no flanelógrafo, que pode ser feito com um pedaço de feltro. Peça para que as crianças recortem a histó- ria da Arca de Noé, utilizando as ilustrações que mon- taram.

3. O texto bíblico nos ensina que ter coragem

é muito importante no trabalho missionário. Selecio- ne com a turma algumas ações missionárias que as

crianças possam fazer e lance o desafio para que es- colham uma delas para realizarem durante a sema- na.

ANOTAÇÕES:

Bem-Te-Vi - Professor/a .15

Estudo 2

Estudo 2 Pré-adolescentes de 10 a 13 anos Sugestões de Atividades: ANOTAÇÕES: 1. Faça uma maquete

Pré-adolescentes de 10 a 13 anos

Sugestões de

Atividades:

ANOTAÇÕES:

1. Faça uma maquete da Arca de Noé, sem se pre -

ocupar com as dimensões, utilizando bichinhos de pelúcia, de borracha e materiais recicláveis. Deixe o trabalho feito em conjunto decorando a sala de aula.

2. Jogo do embrulho: peça que as crianças sentem-

-se em roda, entregue um embrulho a uma das crian- ças. Ao som de uma música, oriente que ela passe o pacote à criança do seu lado e assim sucessivamen- te. Quando parar de tocar a música, a criança que estiver com o embrulho nas mãos abre um pedaço do embrulho. Continue a tocar a música para que o

embrulho continue circulando nas mãos das crianças

e aos poucos vá sendo desembrulhado. A criança

que abrir o pacote todo ficará com o presente, po- rém, ele deve ser compartilhado com todos/as os/as colegas. (sugestão: uma caixa de bombons, um pa- cote de bala, um pão doce/salgado). Cada criança participou do processo de desembrulhar o pacote; pode parecer que no final somente uma criança irá ganhar o presente, mas a ideia é valorizar a partilha do resultado das nossas ações.

3. O texto bíblico nos ensina que Noé foi um missio-

nário corajoso. Ele fez aquilo que muitas pessoas não têm coragem de fazer: preferiu ser obediente a Deus

e seguir na sua missão. A vergonha, muitas vezes,

nos impede de fazermos a diferença nesta socieda- de. Noé não teve vergonha de fazer a vontade de Deus. A vergonha gera timidez e a timidez, muitas ve- zes, não nos deixa agir. Organize o grupo em duplas, oriente que conversem sobre as coisas que queremos fazer, mas nos sentimos envergonhados e a timidez

acaba vencendo; só que depois ficamos arrependi- dos/as por não ter feito. Após o momento da conver- sa em dupla, motive as crianças compartilharem no grupo maior. Transformem as histórias em encenação.

16. Bem-Te-Vi - Professor/a

// Deus não rejeita ninguém

Estudar o livro do Gênesis com as crianças requer cuidado e muita atenção. O contexto cultural re-

latado nesse livro é bem diferen-

te do nosso atualmente. Ressal-

tamos que era uma época bem diferente e que certos valores

e atitudes, lá descritos, não se

usam mais, como por exemplo, o fato de se ter escravos.

Embora evitemos temas muito polêmicos, como a poligamia, se a criança perguntar, pode- mos explicar que naquela épo- ca e cultura isso era uma coisa aceita, mas aqui, em nossa so- ciedade, não concordamos. Isso é errado.

Rogério Pereira da Silva

Gênesis. 21 e 22 Personagens: - Abraão, Sara, Hagar e as crianças Isaac e Is- mael Diferença: diante do conflito en- tenderam as promessas de Deus A missão dos filhos de Abraão (Isaac e Ismael) O cuidado de Deus com as duas crianças. Através da história de Abraão, Sara e Hagar, apren- demos que, mesmo diante dos conflitos, Deus ouve os nossos clamores, desafiando-nos a es- tarmos sempre atentos às suas promessas.

Na história de Isaac e Ismael, a mensagem principal é a de que Deus controla a história a partir de situações cotidianas, como o nascimen-

to de um bebê; e, para demonstrar esse controle, Ele faz a promessa

de que uma mulher estéril, Sara, teria um filho. Isso aconteceria no momento mais improvável: na sua velhice.

Abraão e Sara tentaram intervir nos planos de Deus e usaram Hagar para “apressar” o cumprimento da promessa. O relato bíblico nos mostra que Deus não abandona ninguém e se preocupa com a vida, pois mesmo quando Abraão, estimulado por Sara, expulsa de casa a serva e seu filho, Deus cuida de Hagar e seu filho Ismael, não os dei- xando morrer no deserto.

Bem-Te-Vi - Professor/a .17