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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE CONTAS DA MARINHA

RELATÓRIO DE AUDITORIA DE GESTÃO Nº 04/2012

Tipo de Auditoria: Avaliação da Gestão


Exercício: 2011
Processo nº: 63104.001906/2012-45
Unidade Jurisdicionada (UJ): Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de
Submarino com Propulsão Nuclear – (COGESN)
Código da UJ SIAFI: 740002 (principal).

O presente Relatório de Auditoria de Gestão tem por base os exames realizados sobre os
atos e consequentes fatos da gestão da Unidade Jurisdicionada (UJ) Coordenadoria-Geral do
Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, sob a responsabilidade
administrativa do Dirigente Máximo relacionado no "Rol de Responsáveis" (fl. nº 1 deste processo)
do exercício de 2011.

1 - INTRODUÇÃO

1.1 - REALIZAÇÃO DOS TRABALHOS

1.1.1 - Os exames foram realizados por amostragem, na extensão julgada necessária às


circunstâncias e de acordo com as normas de auditoria aplicáveis ao Serviço Público Federal, com o
objetivo de emitir uma opinião sobre a regularidade da gestão dos responsáveis tratados neste
processo. Nenhuma restrição foi imposta à realização dos trabalhos.
As técnicas de auditoria utilizadas na condução dos trabalhos são as empregadas no exercício
profissional dessa atividade, contidas no Manual do Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal.
As fases preliminares da Auditoria envolveram a análise das informações contidas nos
sistemas corporativos (Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), Sistema de
Pagamento de Pessoal (SISPAG), Sistema de Administração de Pessoal (SIAPE), Sistema de
Informações Gerenciais do Abastecimento (SINGRA), Sistema de Controle de Material (SISMAT),
Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG), Sistema de Gestão de Convênios
(SICONV), Cadastro de Bens Móveis (CADBEM), Sistema de Controle de Estoque (SISTOQUE),
Sistema de Gerenciamento dos Imóveis de Uso Especial da União (SPIUnet), etc.) e dos dados
constantes dos seguintes documentos, que serviram para definir os principais pontos a serem

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examinados na Auditoria: Plano Estratégico; Regulamento e Regimento Interno; Atas de Reuniões
do Conselho Econômico/Gestão; Programa de Aplicação de Recursos (PAR); Lista de Verificação
Anual de Ordens Internas em vigor e documentos afins (Normas Distritais, etc.); Relação das
licitações (inclusive TJIL e TJDL) realizadas no exercício de 2011, bem como dos Acordos e Atos
Administrativos (inclusive Termos Aditivos, Adendos e Termos de Adesão) em vigor, e das
garantias em poder da UJ; Relatórios das Auditorias realizadas pela Diretoria de Contas da Marinha
(DCoM) em exercícios anteriores; Relatórios de Pré-Auditoria extraídos do Sistema de Controle
Interno (SISCONIN); Relatório de Gestão da Coordenadoria-Geral do Programa de
Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, exercício de 2011; e Legislação aplicável
(Lei nº 8.666/93, normas da Secretaria-Geral da Marinha (SGM), etc.).
A realização dos trabalhos “in loco” foi efetivada por meio de avaliação documental e
entrevistas de coleta de dados não estruturadas com os Agentes Responsáveis da UJ.

1.1.2 - Os trabalhos de auditoria foram realizados na UJ, no período de 16 a 27 de abril de 2012,


conforme o Plano Anual de Auditorias para o ano de 2012, desta Diretoria, aprovado pela
Secretaria-Geral da Marinha.
Destaca-se que o critério de seletividade utilizado atende aos requisitos de materialidade,
relevância e risco, contidos na IN nº 63/2010, do Tribunal de Contas da União (TCU).

1.2 - UNIDADE JURISDICIONADA AUDITORADA


1.2.1 -A COGESN é a principal condutora do Programa de Desenvolvimento de Submarinos
(PROSUB), com a responsabilidade pela execução do Contrato Principal e dos Contratos
Subordinados correspondentes, bem como pela adequada gestão dos recursos alocados ao
Programa. Está subordinada à Diretoria Geral do Material da Marinha (DGMM), órgão público da
administração direta que integra a estrutura do Comando da Marinha – Ministério da Defesa. Foi
criada pela Portaria n° 277 de 5 de setembro de 2008, alterada pela Portaria n° 363 de 28 de
novembro de 2008, da DGMM.
1.2.2 - A missão da UJ é gerenciar o projeto e a construção do estaleiro dedicado aos submarinos, o
projeto e a construção da base de submarinos, o projeto de construção de Submarino com Propulsão
Nuclear e o projeto de detalhamento do submarino convencional a ser adquirido pela Marinha do
Brasil (MB), com o propósito de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval, no tocante
às atividades relacionadas com o material da Marinha.

1.3 - CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO DE CONTAS


1.3.1 - O Processo de Contas está organizado nos termos da Instrução Normativa (IN) nº 63/2010, e
da Decisão Normativa (DN) nº 117/2011, do TCU, com a classificação de individual.

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1.3.2 - A UJ apresenta, na condição de Administração Direta, as seguintes peças básicas:
a) Rol de Responsáveis; e
b) Relatório de Gestão;
Visando a composição do Processo de Contas, será adicionado às peças acima mencionadas o
presente Relatório de Auditoria de Gestão, acompanhado do respectivo Certificado de Auditoria, do
Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno, do Manifesto do Comandante da Marinha e do
Pronunciamento do Ministro da Defesa, na forma do artigo 52 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de
1992.

2 - EXAMES ESPECÍFICOS
2.1 - AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DAS PEÇAS DE QUE TRATA O ARTIGO 13
DA IN TCU Nº 63/2010
A UJ elaborou todas as peças a ela atribuídas, conforme mencionado no subitem 1.3.2 acima,
e contemplando os formatos e conteúdos obrigatórios dispostos nos atos normativos do TCU, a
saber:
a) Rol de Responsáveis – de acordo com o inciso I do artigo 2º da DN TCU nº 117/2011, e os
artigos 10 e 11 da IN TCU nº 63/2010; e
b) Relatório de Gestão – nos termos da DN TCU nº 108/2010, e da Portaria - TCU nº
123/2011.
2.2 - AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS DA
GESTÃO
2.2.1 - Os créditos orçamentários colocados à disposição da UJ, oriundos da Unidade Orçamentária,
e autorizadas na Lei nº 12.465, de 12 de agosto de 2011, que estima a receita e fixa a despesa da
União para o exercício financeiro de 2011, totalizaram o valor de R$ 1.940.924.683,85.
Ao final do exercício, restou o valor considerado não significativo de R$ 0,84 de créditos
orçamentários não utilizados, conforme demonstrado a seguir:
QUADRO DOS CRÉDITOS PROVISIONADOS POR AÇÃO ORÇAMENTÁRIA
CRÉDITOS PROVISIONADOS (UJ) - R$
RECEBIDO UTILIZADO
52131 – COMANDO DA MARINHA 1.940.924.683,85 1.940.924.683,01
CRÉDITO DISPONÍVEL 0,84

2.2.2 - O quadro a seguir apresenta o resumo da execução orçamentária da UJ no exercício, por


Programa de Trabalho, demonstrando os totais de créditos recebidos, utilizados e disponíveis, e os
percentuais dos créditos utilizados em relação aos recebidos:

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QUADRO RESUMO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA POR PROGRAMA DE TRABALHO

CRÉDITO CRÉDITO CRÉDITO


PROGRAMA DE TRABALHO %
RECEBIDO UTILIZADO DISPONÍVEL
IMPLANTAÇÃO DE ESTALEIRO E
BASE NAVAL PARA
051520626123G0001 CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO 822.298.390,30 822.298.390,30 0,00 100
DE SUBMARINOS
CONVENCIONAIS E NUCLEARES
CONSTRUÇÃO DE SUBMARINO DE
051520626123H0001 150.396.539,53 150.396.538,72 0,81 100
PROPULSÃO NUCLEAR
CONSTRUÇÃO DE SUBMARINOS
051520626123I0001 968.929.754,02 968.229.753,99 0,03 100
CONVENCIONAIS
TOTAIS 1.940.924.683,85 1.940.924.683,01 0,84 100
Fonte: SIAFI Gerencial.

2.2.3 - Quanto às metas financeiras alcançadas no exercício, o quadro a seguir apresenta o resumo
da execução financeira da UJ, por Programa de Trabalho, demonstrando os totais de empenhos
emitidos, liquidados e inscritos em restos a pagar não processados, e os percentuais dos empenhos
liquidados em relação ao emitidos:

QUADRO RESUMO DA EXECUÇÃO FINANCEIRA POR PROGRAMA DE TRABALHO

EMP. INSC RP
EMPENHOS EMPENHOS NÃO PROCESSA–
PROGRAMA DE TRABALHO EMITIDOS LIQUIDADOS %
DOS
IMPLANTAÇÃO DE ESTALEIRO
E BASE NAVAL PARA
051520626123G0001 CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO 822.298.390,30 822.274.840,30 23.550,00 99,99
DE SUBMARINOS
CONVENCIONAIS E NUCLEARES
CONSTRUÇÃO DE SUBMARINO
051520626123H0001 150.396.538,72 150.248.741.24 147.797.48 99,90
DE PROPULSÃO NUCLEAR
CONSTRUÇÃO DE SUBMARINOS
051520626123I0001 968.229.753,99 675.134.048,89 293.095.705,10 69,72
CONVENCIONAIS
TOTAIS 1.940.924.683,01 1.647.657.630,43 293.267.052,58 84,89
Fonte: SIAFI Gerencial.

2.2.4 – Em relação à execução de restos a pagar no exercício, com exceção do cancelamento


ocorrido na UJ, todos os restos a pagar inscritos em 2010 foram totalmente pagos, conforme
demonstrado a seguir:
Observou-se que não foram inscritos Empenhos em Restos a Pagar processados relativos ao
exercício financeiro de 2010.
No que se refere aos Restos a Pagar não processados inscritos, o quadro a seguir demonstra os
totais inscritos e pagos, relativos ao exercício financeiro de 2011:
RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADO
UG INSCRITOS CANCELADOS PAGOS A PAGAR (R$)
740002 24.969.862,46 0,00 24.969.862,46 0,00

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740003 260.525.877,46 0,00 260.525.877,46 0,00

TOTAIS 285.495.739,89 0,00 285.495.739,89 0,00

Fonte: SIAFI Gerencial.

Foram analisados 100% da execução ocorrida no exercício de 2011, relacionada com


Empenhos Inscritos em Restos a Pagar não processados no ano de 2010.
Ressalta-se que foram cumpridos os ditames previstos na Legislação relativa à inscrição e
execução de Restos a Pagar.
Baseado nos exames realizados, nas informações contidas no Relatório de Gestão, na missão
prevista como condutora do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e nos
projetos contemplados em seu Plano de Ação, fruto das determinações expressas nos pressupostos
básicos de planejamento da MB, quais sejam, Lei Orçamentária Anual (LOA), Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e documentos expedidos pelo Comando da Marinha, verificou-se que a UJ
atendeu ao programado.

2.2.5 - Do exame da execução financeira foi observada a necessidade do aperfeiçoamento da


Ordem Interna (OI) n° 73-03/2011 (Tramitação de documentos fiscais do PROSUB).
Foi recomendado, a fim de aprimorar o Controle Interno, adequar a Ordem Interna às Normas
em vigor e aperfeiçoar os procedimentos afetos à Execução Financeira de despesas contratuais e
extracontratuais, com ênfase no que se refere aos atos de gestão praticados pelos Agentes
Responsáveis e Subordinados.

2.2.6 – Planejamento e Avaliação do desempenho:


O Programa Netuno e o Planejamento Estratégico Organizacional (PEO) são instrumentos de
avaliação e planejamento organizacional, que contribuem para o autoconhecimento e para o
fomento da visão estratégica organizacional, possibilitando o alinhamento coerente dos esforços
organizacionais em direção à busca pela excelência da gestão e, mais especificamente, ao alcance
dos objetivos e metas institucionais.
Reforça a importância do Programa Netuno o contido nas Orientações do Comandante da
Marinha (ORCOM-2012), em seu item A-13 - Aprimoramento da Gestão na MB, constando como
orientação às OM da MB o seguinte: “Implementar medidas destinadas à permanente aplicação do
Programa NETUNO em todos os setores da MB, de forma a contribuir para o aprimoramento das
práticas de gestão, em cumprimento ao preconizado no Manual de Gestão Administrativa da
Marinha (EMA-134) e Normas Gerais de Administração (SGM-107).”

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Deste modo, a avaliação dos resultados qualitativos da gestão, dentro do escopo desta
Auditoria, consistiu na verificação do grau de institucionalização do Planejamento Estratégico, do
Programa Netuno e da Análise e Melhoria de Processos (AMP) na UJ auditada.
Objetivamente, o planejamento e a avaliação do desempenho foram analisados com base nos
seguintes exames:
- Avaliação da Qualidade: avaliação do patamar de desenvolvimento do Programa Netuno em
que a UJ se encontra;
- Avaliação da Gestão Estratégica: avaliação do patamar de desenvolvimento e análise do
PEO da UJ; e
- Avaliação da Análise e Melhoria de Processos (AMP): avaliação do patamar de
desenvolvimento da AMP da UJ.
Nesse contexto, os exames resultaram na identificação das seguintes constatações:

a) grau de institucionalização do Programa Netuno.


Observou-se que persiste a ausência de formalização de um planejamento e de instruções
quanto aos procedimentos e ações necessárias para a implantação do Programa Netuno no âmbito
da COGESN.
Em contrapartida, verificou-se que a UJ utiliza um Programa (Programa de Planejamento da
Administração - PPA), elaborado pelo Consórcio Baía de Sepetiba (CBS), relacionado às prestações
decorrentes do Contrato 5 (cinco) do PROSUB, que define e detalha os processos e sistemas de
apoio para o planejamento e gerenciamento dos contratos, o que é um ponto positivo para a gestão
da UJ. Porém, ressalta-se que os aspectos abordados no referido programa são, em sua maioria,
afetos ao CBS, havendo até alguns aspectos apontando a participação da MB nos processos, em
especial nos atos de aprovações, fiscalizações e na gestão de interfaces, mas não detalha como se
processa essa participação no âmbito da MB, o que deveria estar detalhado em documentos
normativos internos da UJ, de maneira a deixar clara a forma como acontecem internamente os
procedimentos afetos à Marinha (representada nesse contexto pela COGESN), acerca dos aspectos
presentes no Programa Plurianual (PPA). Além disso, muitos dos aspectos do PPA poderiam ser
adaptados ao modelo de gerenciamento utilizado na MB, que é o Programa Netuno, ressaltando-se,
entre outras questões, as referentes à capacitação de pessoal, gerenciamento de riscos e indicadores
de desempenho.
Destaca-se, nesse contexto, que apesar de não haver previsão normativa que estabeleça a
obrigatoriedade de implementação do Programa Netuno pela COGESN, uma vez que a UJ
encontra-se dentro da estrutura organizacional da Diretoria Geral do Material da Marinha, é

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importante que o mesmo seja institucionalizado, a bem do aprimoramento da Gestão e em face da
relevância das atividades desenvolvidas pela COGESN.
Foi sugerido que a UJ analise a viabilidade de se elaborar um plano específico de implantação
do Programa Netuno, ou envide esforços junto à DGMM, para que sejam incorporadas no Programa
daquela Diretoria procedimentos abrangendo, também, as atividades desenvolvidas pela COGESN.

b) Ausência de formalização do Planejamento Estratégico Organizacional (PEO).


Observou-se que apesar de existir uma minuta de Planejamento Estratégico para a UJ, em fase
final de prontificação, a mesma não se encontra formalmente aprovada.
É oportuno destacar a reconhecida importância do PEO como ferramenta gerencial em prol da
eficácia/eficiência da Gestão Organizacional. O PEO se reveste de grande importância, à medida
que servirá como “farol” para todos os integrantes da estrutura da UJ, nele estando contidos os
principais objetivos e metas organizacionais, bem como os eventuais fatores críticos para o sucesso
a ser alcançado. Além disso, ressalta-se sua importância para nortear a elaboração de Indicadores de
Desempenho, estes, por sua vez, fundamentais para o acompanhamento dos aspectos essenciais à
gestão organizacional, servindo de fundamental auxílio ao processo decisório, bem como para dar
sustentação à avaliação do desempenho organizacional e à elaboração do RG, em atendimento às
demandas de informações do Órgão de Controle Externo.
Ressalta-se que os indicadores serão tratados detalhadamente no item 2.3 deste Relatório.
Foi recomendado, a fim de aprimorar a Gestão da UJ, que sejam envidados esforços para a
tempestiva formalização do seu PEO.

2.3 - AVALIAÇÃO DOS INDICADORES INSTITUÍDOS PARA AVALIAR O


DESEMPENHO DA GESTÃO
Observou-se que os indicadores utilizados pela UJ, em sua maioria, atendem aos critérios
dispostos na legislação, com exceção dos seguintes indicadores: “Percentual de construção da
Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM)” e “Percentual de execução física da
construção de cada S-BR”, que não atendem aos requisitos. Isto devido ao fato de ter sido
constatada a dificuldade de se levantar com precisão o referido percentual de execução física, uma
vez que as medições são realizadas em relação aos marcos contratuais, onde não há o detalhamento
da equivalência dos mesmos em termos de percentuais físicos. Quanto aos demais indicadores,
apesar de estarem coerentes com os critérios, destaca-se como crítica o fato de que a maioria só foi
medida uma única vez no ano de 2011, e não periodicamente (mês a mês, por exemplo), além do
fato de os mesmos só terem sido instituídos recentemente, no terceiro quadrimestre do ano de 2011,

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o que impossibilitou o acompanhamento evolutivo dos resultados, bem como a verificação dos
resultados advindos das intervenções na gestão, previstas na alínea a, do parágrafo anterior.
Outra deficiência constatada é o fato de que os indicadores informados no Relatório de Gestão
(RG), apesar de voltados para acompanhamento de aspectos operacionais importantes, ligados à
atividade específica de acompanhamento de contratos, não estão claramente encadeados com todas
as tarefas e atividade-fim afetas à COGESN (previsto no Regimento Interno da DGMM) e, assim,
sem a necessária contribuição para uma avaliação macro da gestão da UJ. Além disso, verificou-se
que não há a necessária preocupação com o alinhamento desses indicadores com os objetivos e as
metas estratégicas, que deveriam estar estabelecidos no PEO, uma vez que foram implementados
anteriormente à formalização do PEO da UJ.
Com base no exposto, ressalta-se que os indicadores relacionados no RG da UJ necessitam ser
suplementados/aprimorados, a fim de atender à demanda de acompanhamento de todos os aspectos
relevantes para a gestão da UJ.
Com o intuito de melhor detalhar as deficiências apontadas, destacam-se as seguintes
constatações:

a) Alinhamento dos Indicadores adotados com os objetivos estratégicos.


Verificou-se que os Indicadores mencionados no Relatório de Gestão (RG) não foram
estabelecidos a partir de uma meta ou Objetivo Estratégico formalmente estabelecido, uma vez que
foram implementados anteriormente à minuta do PEO da UJ. Tal fato prejudica o necessário
alinhamento desses Indicadores com os Objetivos Estratégicos. Além disso, essa situação pode
restringir os Indicadores a meros dados estatísticos, desperdiçando-se, dessa forma, a capacidade de
contribuição dessa ferramenta como instrumento de monitoramento da evolução da Organização na
consecução de seus Objetivos Estratégicos e cumprimento de suas tarefas/missão.
Foi recomendado que a UJ promova a formalização de seu PEO, bem como o alinhamento
entre os Indicadores de Desempenho e os Objetivos Estratégicos (estes devendo constar de seu
PEO). Para tal, é fundamental que os Indicadores Estratégicos também estejam claramente
evidenciados no PEO e, ainda, que esses Indicadores proporcionem um adequado acompanhamento
das principais atividades vinculadas à COGESN, em especial as que compõem as competências
constantes do Regimento Interno da DGMM, em seu art. 10.

b) Necessidade de aprimoramento dos Indicadores de Desempenho.


A UJ apresentou em seu Relatório de Gestão um rol de Indicadores de Desempenho que
necessitam de aprimoramentos. Nesse sentido, exemplificam-se os seguintes aspectos: reavaliação
da periodicidade de levantamento dos dados e decorrente avaliação dos resultados (se possível,

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mensalmente, e não uma vez a cada semestre ou ano); adequação de algumas medidas de referência
e unidades de medida adotadas (devendo ser adequadas ao objeto e aos dados passíveis de
levantamento); e não atendimento ao critério “facilidade de obtenção dos dados” que gera
dificuldade de rastreamento dos dados acerca de alguns indicadores, como, por exemplo, os
indicadores “Percentual de construção da UFEM” e “% de execução física da construção de cada S-
BR”, cuja medição não tem por base os “marcos” e sim o % de execução física, o que é um dado
impreciso e de difícil levantamento.
Além disso, verificou-se que a totalidade dos Indicadores informados é voltada para medir a
eficácia da Gestão, quando o ideal para uma adequada avaliação seria que a UJ elegesse um rol de
Indicadores equilibrado, abordando as quatro dimensões básicas do desempenho (eficiência,
eficácia, efetividade e economicidade).
A seguir está representada a distribuição dos Indicadores da UJ por essas quatro dimensões:

EC ONOMIC IDADE
0%
EFETIVIDADE EFICÊNCIA
EFICÊNCIA
0% 0%
EFICÁCIA

EFET IVIDADE
EFICÁCIA
ECONOMICIDADE
100%

Em que pesem as considerações citadas, é oportuno ressaltar que, à época da Auditoria,


verificou-se que algumas ações já estavam sendo realizadas no sentido de melhoria dos processos
de gestão. Dentre essas ações destaca-se a formalização do PEO da UJ, com o propósito de definir
formalmente seus objetivos e metas, com os respectivos Indicadores de Desempenho, bem como
identificar os macroprocessos, os fatores críticos de sucesso e outros aspectos relevantes para sua
gestão.
Foi recomendado, para a melhoria dos processos de gestão organizacional que, além dos
aprimoramentos apontados, os Indicadores sejam monitorados de forma rotineira e tempestiva e,
ainda, tenham seus resultados levados para análise e discussão no Conselho de Gestão da UJ, de
maneira que sejam oportunamente adotadas ações corretivas para solucionar os eventuais problemas
existentes.

2.4 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DE PESSOAS


Os trabalhos de auditoria, na UJ, basearam-se na avaliação dos seguintes aspectos sobre a
gestão de recursos humanos:
- relação entre o efetivo de militares e servidores civis, e a tabela de lotação;

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- adequabilidade das instalações ao bom exercício das tarefas de seu pessoal;
- qualidade dos Controles Internos relacionados à gestão de pessoal;
- adequabilidade dos procedimentos de controle relacionados ao pagamento de pessoal;
- existência, divulgação e controle de programas de adestramento e capacitação de pessoal;
- cumprimento das obrigações estabelecidas na Lei nº 8.730/1993, que trata dos
procedimentos relacionados à entrega e ao tratamento das Declarações de Bens e Rendas;
- obediência às normas em vigor acerca da contratação de serviços terceirizados; e
- utilização de indicadores gerenciais sobre recursos humanos.
Em referência ao item 5.0 - Recursos Humanos do Relatório de Gestão da UJ, observou-se
que as informações prestadas estão de acordo com os requisitos estabelecidos na Instrução
Normativa nº 63/2010 – TCU e Decisão Normativa nº 108/2010 - TCU.
Embora a UJ não possua Tabela de Lotação Autorizada, verificou-se que em 2011 o efetivo
da UJ era de 159 militares, 20 TTC e 3 servidores civis, totalizando uma força de trabalho de 182
servidores.
a) Quanto à Gestão de Pessoas no âmbito da UG foram observadas as seguintes limitações:
I – inexistência de planejamento formal de Tabela Autorizada (TLA) – a COGESN não
possui tabela de Lotação (TL), sendo seu efetivo atual considerado como TL, não sendo possível
avaliar, adequadamente, se o quadro existente é suficiente para que a UJ possa desempenhar as
tarefas previstas em sua missão institucional de forma eficiente.
Foi recomendado à UJ que seja efetuado um levantamento da necessidade de pessoal e que
seja formulada uma Tabela de Lotação. Por conseguinte, a TL necessita ser estabelecida de maneira
formal, contemplando os cargos e funções necessários à gestão da UJ.
II - As atividades de controle e de planejamento de adestramentos e de capacitação de pessoal
estão sendo realizadas pela Assessoria de Recursos Humanos.
Em 2011, a UJ proporcionou oportunidades de capacitação ao seu pessoal, de acordo com as
necessidades apresentadas por cada setor e com a disponibilidade de recursos; e para 2012 elaborou
um cronograma de eventos, incluindo subsídios para o PGI com alocação de vagas.
Em referência aos cursos de qualificação previstos em contratos, controlados pela Gerência do
Empreendimento Modular-19, verificou-se que existe o planejamento de eventos distribuídos por
ano e por qualificação.

2.4.1 – Indicadores Recursos Humanos


Em 2011, a UJ não possuía Indicadores Gerenciais sobre Recursos Humanos.
Para o ano de 2012, a Assessoria de Gestão de Pessoal da COGESN elaborou uma proposta
de implantação, aprovada pelo Coordenador-Executivo.

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2.4.2 - Avaliação dos Controles Internos da Gestão de Pessoal

• Inexistência de Ordem Interna regulamentando a atividade de administração de


pagamento de pessoal.
Foi recomendado à UJ providenciar a emissão de OI que inclua, além da descrição das
atividades desenvolvidas pela Divisão de Apoio, as funções desempenhadas pelo pessoal lotado no
setor, com a distribuição das tarefas e responsabilidades de cada integrante, modelos de solicitações
e requerimentos de pagamento de pessoal; as orientações regulamentares pertinentes à UJ para o
pagamento e controle das parcelas que possuam variação quantitativa e de pessoal, como Auxílio-
Transporte, Auxílio-Alimentação e Diárias, incluir Agenda a ser criada pelo Encarregado de Pessoal
identificando as datas limites para o pronto das fainas e, ainda, as fiscalizações das atividades de
pagamento de pessoal a serem exercidas por delegação da OC.
Ressalta-se a necessidade de identificar quais são as atribuições da Divisão de Pessoal que
influenciam direta ou indiretamente as atividades de pagamento ou que contribuem com a
fiscalização delas para introduzir na referida OI.
Para atingir um nível de qualidade desejável e aderência às Leis e Normas é indispensável que
as ações, procedimentos, rotinas administrativas e instruções sejam disciplinadas e formalizadas
internamente por meio de instrumentos eficazes, ou seja, claros, objetivos, emitidos por autoridades
competentes e fundamentados na legislação vigente, bem como que o cumprimento deste
instrumento de regulamentação interna seja constantemente acompanhado para a garantia dos
resultados desejados.

2.4.3 – Avaliação da Conformidade da Gestão de Pagamento de Pessoal.


Quanto ao pagamento de pessoal, verificou-se que a UJ tem características de um
Departamento da Diretoria-Geral de Material da Marinha, pois o mesmo é totalmente
operacionalizado por aquela Diretoria, desde a confecção das Ordens de Serviço (OS) até a sua
implantação; a COGESN somente encaminha os requerimentos de alterações de pagamento por
papeleta de encaminhamento, o que impossibilitou a verificação dos controles referentes ao
pagamento de pessoal.
Verificou-se, em relação à concessão de diárias de pessoal, que a UJ vem adotando os
procedimentos previstos nas Normas, já que possui gestoria de Execução Financeira, e
operacionaliza este tipo de pagamento corretamente, desde a confecção das OS, até o arquivamento
da documentação correspondente.

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2.4.4 - O controle da força de trabalho, inclusive dos atos relacionados à admissão, remuneração,
cessão, requisição, concessão de aposentadoria, reforma e pensão, na MB, são realizados pelas OM
Serviço de Inativos e Pensionistas da Marinha, Diretoria do Pessoal Civil da Marinha, Diretoria do
Pessoal Militar da Marinha, Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais e Tribunal Marítimo.

2.5 - AVALIAÇÃO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE CONTROLE


INTERNO DA UJ
A avaliação de que trata este item foi focada em duas de suas principais atividades. São elas:
Gerenciar o Projeto e a Construção da Base de Submarinos e Gerenciar o Projeto e a Construção do
Estaleiro dedicado aos Submarinos. Apesar disso, muitas das observações apontadas com relação a
estas duas atividades também podem ser estendidas às demais, tendo em vista tratarem de aspectos
afins, relacionados ao gerenciamento de contratos, e que são realizados de maneira semelhante.
Neste contexto, em atendimento ao disposto na Decisão Normativa nº 117/2011, do TCU, foi
desenvolvido o presente trabalho de auditoria, que procurou analisar os cinco componentes da
estrutura de Controle Interno da UJ, sob a ótica do “Committee of Sponsoring Organizations of the
Treadway Commission” (COSO), que são: ambiente de controle, avaliação de riscos,
procedimentos de controle, informação e comunicação e monitoramento.
Com relação ao posicionamento assumido pela UJ no Relatório de Gestão quando do
atendimento do item 9 da Parte A do Anexo II da DN nº 108/2010 do TCU, detalhado no item 9 da
Portaria/TCU nº 123/2011, considerando, ainda, as afirmativas que compõem o Quadro A.9.1 desse
item, confirmou-se o posicionamento, com exceção do aspecto procedimentos de controle,
abordado no item 2.5.3, que requer alguns aprimoramentos para atingir o grau máximo de
avaliação.

2.5.1 - Ambiente de Controle


Para análise desse aspecto, o trabalho de auditoria observou alguns fatores que constituem a
base do ambiente de controle da UJ, tais como: integridade moral e valores éticos, governança
corporativa, estrutura organizacional e, ainda, ações motivacionais e de incentivo às boas práticas
de gestão implementadas.

a) integridade Moral e Valores Éticos.


Observou-se a existência de boas práticas que contribuem positivamente para difundir esses
conceitos, como, por exemplo, a publicação no Plano de Dia de assuntos relacionados a correta
execução de procedimentos; existem, ainda, documentos normativos da MB (Estatuto dos Militares,

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Regulamento Disciplinar da Marinha, Normas da SGM, etc.) que divulgam e normatizam os
princípios doutrinários a serem seguidos na MB, entre outras práticas.
Observou-se, também, que estes conceitos são praticados pela tripulação e difundidos pelas
diversos setores que compõem a UJ.

b) estrutura Organizacional e Governança Corporativa.


Em relação à questão estrutural, observou-se que o Memorando n° 5/2010, do Comandante da
Marinha, é o documento que define a atual estrutura da MB responsável por gerir as atividades
relativas ao PROSUB, destacando-se, no citado documento, o papel da DGMM como responsável
pelo Programa no âmbito da MB, tendo a COGESN como subordinada direta e principal condutora
dos assuntos relacionados ao Programa.
Além disso, a fim de atender as demandas de gerenciamento do Programa preconizadas no
Memorando em tela, tendo como foco o acompanhamento e a fiscalização da execução dos
contratos relativos ao PROSUB, incluindo os contratos que envolvem as duas atividades a serem
analisadas, a estrutura de governança do PROSUB está constituída pelos seguintes Comitês/Órgãos:
Comitê de Acompanhamento do PROSUB; Comitê de Controle e Fiscalização do PROSUB,
Comitê Especial da Sociedade de Propósito Específico (SPE) e Órgão Gestor do Corpo Técnico.
Além desses instrumentos de controle, o gerenciamento do Contrato conta, ainda, com dois
elementos que atuam num controle mais direto dos contratos, que são:
a) Gerentes de Empreendimento Modular (GEM) 18, 19 e 20; e
b) Fiscais dos Contratos.
A atuação da COGESN permeia toda esta estrutura e, sua criação, como uma estrutura
complementar, foi decorrente da constatação de que a estrutura administrativa, outrora vigente na
Marinha, não dispunha de condições para suportar a multiplicidade de encargos e tarefas
relacionadas à Gestão dos acordos, ajustes e contratos firmados para viabilizar a consecução de
todos os objetivos necessários para a construção do Submarino Nuclear Brasileiro.

c) aspectos motivacionais e de incentivo às boas práticas de gestão.


Tendo em vista a importância que vem sendo dada ao fator ambiental, tanto pela sociedade
como pelo Órgão de Controle Externo, os aspectos relacionados às boas práticas de gestão foram
focados nas questões ambientais que envolvem o PROSUB.
Nesse diapasão, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), complementado por meio de um
Relatório Local (RAL), foram objetos de trabalho acerca dos levantamentos das boas práticas
relacionadas aos efeitos de implantação e operação do Estaleiro e Base Naval para a construção de

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submarinos convencionais e de propulsão nuclear (EBNSN) que englobam as duas atividades
eleitas como foco dentro da análise do sistema de controle.
O EIA e o RAL foram submetidos, respectivamente, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Nesse contexto, observou-se que o EIA e o RAL apontam medidas específicas, de boas
práticas, para cada impacto ou efeito relacionado ao projeto, que visam a:
- prevenção de acidentes;
- correção dos efeitos dos eventos acidentais que não puderem ser evitados;
- mitigação ou correção dos efeitos de impactos negativos;
- compensação dos efeitos negativos de impactos que não possam ser mitigados ou corrigidos;
- potencialização de seus efeitos benéficos;
- monitoramento e a avaliação de resultados; e
- atenção a legislação em vigor.
Outro instrumento que também trata de boas práticas ambientais é o Plano Básico Ambiental
(PBA), que foi elaborado com base nos resultados do EIA, em especial com relação ao Capítulo que
apresenta os programas ambientais recomendados; além disso, o PBA também foi norteado para
atender às condicionantes da Licença Prévia (LP), emitida pelo IBAMA.
O PBA está estruturado em cinco Programas; destaca-se que estão em plena atividade os
Programa de Gestão Ambiental Integrada (PGAI) e Programa Ambiental da Construção, sendo que
a execução dos Projetos, Subprojetos e das Ações são acompanhadas pela MB, que envia
semestralmente Relatórios para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente.
Foi verificada, também, a existência de um Relatório Anual da Gestão Ambiental contendo as
atividades desenvolvidas no Projeto de Gestão Ambiental Integrada e ao Programa Ambiental de
Crescimento, que foi encaminhado ao IBAMA em DEZ2011, para apreciação. É oportuno destacar
que os programas ambientais referentes ao Estaleiro, Base Naval e Gerenciamento Radiológico só
terão início efetivo na fase de operação do empreendimento.
Especificamente quanto ao Projeto “Treinamento e Capacitação de Mão de Obra” do
Programa Ambiental da Construção, destaca-se que o seu objetivo é qualificar a mão de obra do
município de Itaguaí para o setor de construção civil e potencializar a contratação de mão de obra
para a obra do EBN, contendo ainda o “Programa de Qualificação Profissional Continuada -
Acreditar”, que é realizado em parceria entre a Odebrecht e o Ministério de Desenvolvimento
Social e Combate à Fome (MDS), e já qualificou, até o momento, 400 pessoas.
Em vista do exposto, observou-se que as atividades estão sendo conduzidas em sintonia com
as determinações dos licenciamentos e que os órgãos federais (IBAMA e CNEN) mantêm rígido
controle sobre o andamento dos programas desenvolvidos pela equipe de meio ambiente do

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PROSUB-EBN, para que tudo seja realizado de forma harmônica com o ambiente e com as pessoas
que vivem em torno das obras. Este fato representa um aspecto positivo e denota que há a
necessária preocupação com as boas práticas de gestão.

d) análise complementar do Ambiente de Controle


Verificou-se que existem documentos formalizando a estrutura e as atribuições de
competências e responsabilidades, em todos os níveis da estrutura da MB, relacionados ao
PROSUB, em especial às relativas à UJ COGESN, estando claramente definidas e adequadas ao
nível hierárquico correspondente, o que representa um aspecto positivo para o ambiente de controle.
A existência de documentos normativos, definindo claramente a estrutura e as atribuições de
responsabilidades dos diversos componentes da estrutura de controle atinentes à UJ, promove um
adequado atendimento às demandas gerenciais de controle de suas atividades.
Apesar do aspecto positivo apontado, as seguintes falhas foram observadas:
- carência de formalização de documento, conforme já apontado na constatação letra b) do
subitem 2.2.6; Ressalta-se que os aprimoramentos/atualizações estão detalhados nas respectivas
áreas do Relatório que tratam de cada assunto, com exceção do constante em Ordem Interna, , cuja
falha está no fato de que o referido documento prevê orientações para o Conselho Econômico, cujas
atribuições e estruturação, pela SGM-107 (4ª Rev.), já evoluíram e deverão ser absorvidas pelo
Conselho de Gestão, que ampliou as atribuições outrora imputadas ao Conselho Econômico. Nesse
sentido, foi recomendado à UJ adequar a Ordem Interna ao previsto na Norma vigente; e
- necessidade de elaboração de OI abordando os seguintes aspectos: detalhamento de como
deverá ocorrer o fluxo de informações entre os Fiscais de Contrato e o Setor que atua como
Controlador dos Contratos, prevendo, entre outros procedimentos e definições, os prazos, a
atribuição de responsabilidades, os meios de tramitação, modelos de documentos, entre outras
orientações afins; detalhamento das diretrizes e responsabilidades que envolvem a Reunião
Informativa de Progresso (RIP), incluindo-se as questões relativas ao Relatório Particular de
Acompanhamento- RPA e Relatório Global de Acompanhamento - RGA.
Em que pesem as oportunidades de melhoria apontadas, observou-se que existe uma estrutura
de governança adequada e um ambiente de controle que contribui para a eficácia/eficiência do
acompanhamento das atividades da UJ.
Tendo em vista o exposto, foi recomendado que a UJ promova as ações necessárias para sanar
as falhas apontadas.

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2.5.2 - Avaliação de Risco
Considerando que o PEO encontrava-se em forma de minuta à época da Auditoria, a análise
foi pautada nos subsídios alternativos, representado pelo Quadro Analítico de Avaliação da Gestão
– Gerenciamento de Riscos, preenchido pela COGESN, e pelo PPA elaborado pelo CBS. A título de
informação acerca do PPA, destaca-se que no âmbito do Contrato nº 5, que versa sobre o
“Planejamento, Coordenação e Administração dos Contratos, gerenciado pelo CBS, com supervisão
e acompanhamento pela MB, está prevista a elaboração de um plano de gerenciamento de riscos, de
modo que se obtenha um entendimento global de todas as áreas do PROSUB, e tal plano está
contido no PPA.
Ressalta-se, contudo, a importância de que a Administração da UJ envide esforços para que o
PEO seja tempestivamente aprovado (conforme já apontado na constatação da letra b) do subitem
2.2.6, com o intuito de, não só subsidiar o gerenciamento dos riscos, mas também, contribuir para a
gestão da UJ, como um todo.
Na avaliação deste tópico verificou-se que, de maneira geral, há um acompanhamento dos
riscos que envolvem os Contratos do PROSUB, identificados no PPA da CBS, em especial os
Contratos relativos às duas atividades em foco (Gerenciar o Projeto e a Construção da Base de
Submarinos e Gerenciar o Projeto e a Construção do Estaleiro Dedicado aos Submarinos), porém,
apesar de haver um acompanhamento rotineiro dos riscos afetos a cada contrato, pelos respectivos
Fiscais, com supervisão do setor de Controlaria de Contratos da Diretoria-Geral de Material da
Marinha, observou-se uma carência de documentos formais que contenham orientações mais
detalhadas e consolidadas sobre as políticas organizacionais relativas ao gerenciamento desses
riscos, principalmente os riscos considerados críticos para a gestão da UJ.
Destaca-se que no processo de elaboração do plano de gerenciamento de riscos deve haver
uma participação efetiva de todos os setores da UJ. Esta participação se torna mais importante à
medida que o gerenciamento de riscos, além de possibilitar que a Administração da UJ tome
decisões bem suportadas, visa evitar a ocorrência de eventuais danos à reputação da Organização e
suas consequências, contribuindo, ainda, para o cumprimento dos objetivos organizacionais e o
aprimoramento da gestão organizacional.
Nesse diapasão, foi recomendado à UJ que detalhe mais os dados informativos e analíticos
por ocasião do mapeamento de riscos de gestão, de maneira que sejam aprofundadas as análises
sobre as deficiências que forem identificadas, sobretudo no que diz respeito à avaliação do controle,
devendo tais análises e deliberações decorrentes /medidas adotadas com vistas a mitigar os riscos
ser, também, apreciadas pelo Conselho de Gestão, e lavradas na respectiva Ata.

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Diante do exposto, verificou-se a ausência de uma política e de documentos formais que
identifiquem e orientem sobre as ações organizacionais e procedimentos de controles relativos ao
gerenciamento de riscos na UJ e suas associadas.

2.5.3– procedimentos de Controle


Uma vez conhecidos os objetivos estratégicos da Organização e os riscos envolvidos, devem
ser adotados procedimentos internos para assegurar que as ações identificadas como necessárias
para tratar dos riscos de insucesso na consecução dos objetivos sejam efetivamente executadas.
Apesar da falta de Planejamento Estratégico e Gerenciamento de Riscos apontadas nas
constatações da letra b) do subitem 2.2.6 e Subitem 2.5.2, respectivamente, foi observado que, em
geral, a UJ possui procedimentos de controle satisfatórios, estando sua estrutura de controle bem
suportada por documentos normativos/orientadores, conforme já detalhado na constatação da letra
d) do subitem 2.5.1.
Entretanto, foi verificado que além das falhas apontadas, anteriormente, existem outros
aprimoramentos que precisam ser implementados. Nesse contexto, destaca-se a questão das
orientações formais quanto aos procedimentos e responsabilização da atuação das Diretorias
Especializadas (DE)/UJ em Comissão de Fiscalização “ad hoc”, atuando como “Fiscais de Campo”,
por ocasião dos recebimentos de materiais e serviços, em auxílio/apoio/assessoria ao Fiscal do
Contrato, conforme detalhado a seguir:

a) Fiscalização dos Contratos versus Fiscalização in loco da execução dos contratos.


A Portaria nº 72/DGMM, de 7 de fevereiro de 2011, designa os Fiscais dos Contratos e define
no art. 3º que “o Fiscal de Contrato é diretamente subordinado ao Gerente do respectivo
Empreendimento Modular (GEM) e tem a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar a execução
do contrato, bem como verificar os fornecimentos, serviços e obras objetos do contrato, inclusive
nos aspectos relativos ao cumprimento do art. 67 da Lei nº 8.666/93, que diz respeito ao registro
próprio de todas as ocorrências relacionadas com a execução dos contratos e determinações das
providências para regularizar as faltas ou defeitos observados.”
Nessa mesma direção, a Ordem Interna da COGESN, que trata da tramitação de documentos
fiscais do PROSUB, define algumas responsabilidades dos Fiscais dos Contratos, a seguir
transcritas:
inspecionar e acompanhar os fornecimentos, serviços e obras, objetos dos contratos em pauta;
efetuar registro próprio de todas as ocorrências relacionadas com a execução dos contratos;
identificar as providências necessárias para regularizar as faltas ou defeitos;
auxiliar na coordenação das ações dos Gerentes Participantes (GPa); e

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efetuar a certificação do “satisfeito” nos títulos de Créditos encaminhados pela Contratada
para pagamento.
Em complemento, nessa mesma OI, consta que “Para eventuais recebimentos de material e
serviços poderá ser constituída uma Comissão de Fiscalização “ad hoc” como assessoria ao Fiscal
do Contrato.”
Com base no confronto das responsabilidades previstas para os fiscais de contrato, apontadas
anteriormente, com a magnitude do escopo dos contratos, somado às informações coletadas por
entrevistas com o Controlador dos Contratos (designado por meio de Portaria), e com alguns Fiscais
de Contrato, verificou-se que na prática os Fiscais do Contrato realizam basicamente o
acompanhamento gerencial da execução do Contrato, enquanto o acompanhamento “in loco” (no
local de execução) dos fornecimentos e obras, é exercido por uma comissão “ad hoc”. Exemplifica-
se essa prática no Contrato nº 4 - Construção do Estaleiro e Base - onde o Fiscal do Contrato
acompanha gerencialmente a execução do Contrato com base nas informações dos fiscais das obras
(constituídos integralmente por engenheiros da Diretoria de Obras Civis da Marinha (DOCM),
atuando como “Fiscais de Campo” e realizando o acompanhamento “in loco” dos fornecimentos e
obras.
Essa sistemática de acompanhamento, apesar de estar alinhada com o previsto nos
documentos normativos apontados, necessita ser formalmente estruturada, seja por meio de uma OI
ou outro documento equivalente. Mesmo porque, tal ocorrência deverá acontecer, futuramente, não
só no âmbito do Contrato 4, mas também em outros contratos, envolvendo, inclusive, apoio de
outras DE/OM, além da DOCM. Releva-se nessa formalização estrutural a importância de se buscar
uma padronização de modelos documentais, definir procedimentos e a responsabilização pela
tramitação desses documentos, em especial no que se refere ao trâmite entre os “Fiscais de Campo”
e os Fiscais de Contrato.
Foi recomendado à UJ, com o propósito de evitar qualquer espécie de fragilidade no controle
e na responsabilização, a formalização: de documento(s) que contenha(m) melhor detalhamento
para essa sistemática, a fim de se definir mais claramente os limites de responsabilidades (em
especial dos Fiscais de Contrato e dos Fiscais de Campo), e de procedimentos que fortaleçam a
sistemática de Controle Interno e contribuam para melhorar o suporte à certificação dos documentos
fiscais (títulos de créditos) enviados pelas contratadas, tarefa essa atribuída aos Fiscais de
Contratos.

2.5.4 – Informação e Comunicação


Em relação ao aspecto da informação e comunicação, observou-se que a UJ utiliza diversos
meios de comunicação para manter um fluxo adequado de informações. Entre esses meios,

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encontram-se os seguintes exemplos: Ordens de Parada, mensagens, Sistema Integrado de
Gerenciamento de Documentação da Marinha Sistema “Primavera” (Sistema que permite o
acompanhamento dos Contratos), entre outras ferramentas de Tecnologia da Informação utilizadas
na MB, que contribuem para que o fluxo de informações possa ocorrer, oportunamente, em todos os
níveis e direções.

2.5.5 –Monitoramento
Os Controles Internos Administrativos devem ser constantemente monitorados, a fim de que
sejam adotadas eventuais correções, sempre que necessárias. Procedimentos que uma vez foram
efetivos podem passar a ter sua efetividade reduzida ou não serem mais aplicáveis. O
monitoramento contribui para que os Controles Internos possam continuar a operar adequadamente.
Dessa forma, o sistema de controle reage dinamicamente, mudando de acordo com as condições do
ambiente em que a Organização está inserida e com a necessidade de mudança para correção de
procedimentos.
Na MB, além do monitoramento efetuado pela própria UJ, as Auditorias, realizadas pela
DCoM, bem como as Inspeções Administrativo-Militares, são consideradas atividades de
monitoramento dos Controles Internos da UJ.
Quanto ao componente “monitoramento”, destaca-se, como aspecto positivo, a rotineira
elaboração e discussão dos Relatórios de Acompanhamento dos Contratos (Relatório Particular de
Acompanhamento - RPA e Relatório Global de Acompanhamento - RGA).
Porém, ressalta-se que a atuação do Conselho de Gestão deverá ser ampliada, de maneira a
abordar todos os assuntos previstos na Norma da Secretaria-Geral da Marinha, em especial as
atividades relacionadas ao Programa Netuno e ao Controle Interno.

2.5.5.1 - Mediante a avaliação realizada, observou-se uma oportunidade de aprimoramento do


acompanhamento do Desempenho da Gestão e do Controle Interno na UJ.
Foi observado, por meio da análise das Atas de Reuniões do Conselho de Gestão, relativas ao
exercício de 2011, que a UJ não vem incluindo, rotineiramente, na pauta de discussão, assuntos
relacionados à Gestão, conforme previstos nas Normas, destacando-se os assuntos afetos ao
Programa Netuno e ao Controle Interno.
De acordo com o contido nas Normas, toda Organização deverá ter em sua estrutura um
Conselho de Gestão e, no caso de uma UJ, o DM como presidente.
Além disso, ressalta-se que o Conselho de Gestão é o responsável pelo assessoramento ao
DM, nos assuntos relacionados à administração geral e ao desenvolvimento organizacional, em

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particular, nas orientações para o desenvolvimento de atividades voltadas para o aprimoramento da
Gestão, apoiadas pelo Programa Netuno.
Nesse diapasão, as seguintes atribuições do Conselho, dentre outras, merecem destaque:
- aprovar as atualizações do Plano de Melhoria de Gestão (PMGes);
- elaboração e acompanhamento da execução do PEO;
- efetuar o acompanhamento dos Indicadores de gestão e das recomendações do Controle
Interno e do TCU referentes ao Relatório de Gestão da UJ; e
- ratificar as atividades desenvolvidas pelo Conselho Econômico.
Com relação ao “Elemento Organizacional de Controle Interno”, cabe ao mesmo, entre outros
aspectos, fiscalizar continuamente as atividades da UJ, contemplando os aspectos de ambiente de
controle, de avaliação de risco, de procedimentos de controle, de informação e comunicação e de
monitoramento e, neste último, verificar se o Controle Interno da UJ é adequado e se as
recomendações/sugestões dos Órgãos de Controle Interno e Externo estão sendo
adotadas/cumpridas.
Ainda sobre o “Elemento Organizacional de Controle Interno”, releva-se que em vista da
importância do acompanhamento contínuo e da gama de informações relacionadas à Gestão da UJ
há necessidade de que suas atribuições não sejam exercidas cumulativamente com outras
funções/encargos colaterais, a fim de propiciar a maximização de esforços na condução das
atividades e possibilitar a prestação de assessoramento tempestivo e oportuno ao Dirigente Máximo.
Face ao advento do Conselho de Gestão, que ampliou o escopo dos assuntos tratados nas
reuniões mensais das Organizações da MB, é primordial que o Conselho de Gestão da UJ passe a
atuar mais efetivamente nas questões afetas à Gestão, em adição à atuação direta do Elemento
Organizacional de Controle Interno. Para tal, é essencial que as informações e aspectos relevantes
afins sejam levados rotineiramente para discussão no referido Conselho.
Ressalta-se que a tempestiva atuação do Conselho de Gestão, além de fortalecer a atividade de
monitoramento afeta ao Controle Interno Administrativo, visa à melhor subsidiar os processos de
tomada de decisão. Cita-se, a título de ferramenta de auxílio, que no cumprimento de suas
atribuições o Conselho de Gestão da UJ poderá designar Comissões Executivas para a condução das
atividades de cunho operacional, necessárias à consecução de suas diretrizes de gestão.
Foi recomendado à UJ, em função do exposto, que o Conselho de Gestão tenha uma atuação
mais efetiva no acompanhamento do Desempenho e do Controle Interno na UJ, de maneira a
melhorar o monitoramento das atividades relacionadas à sua gestão.
Em complemento, a bem da tempestividade do assessoramento ao Dirigente Máximo, foi
sugerido sugere-se a participação do próprio Elemento Organizacional de Controle Interno (após
formalmente designado) como membro do citado Conselho de Gestão.

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2.6 - AVALIAÇÃO QUANTO À ADOÇÃO DE CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE
AMBIENTAL NA AQUISIÇÃO DE BENS, MATERIAIS DE TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO (TI) E NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS OU OBRAS, BEM COMO
SOBRE INFORMAÇÕES RELACIONADAS À SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS
RECICLÁVEIS DESCARTADOS

2.6.1 - Estão sendo cumpridos os aspectos relativos à adoção de critérios de sustentabilidade nas
contratações, com ênfase nos seguintes pontos, que foram considerados positivos pela equipe de
auditoria:
- critérios de monitoramento ambiental, tais como separação de materiais e resíduos e
proteção aos ecossistemas da região;
- utilização de materiais recicláveis e reaproveitamento do material utilizado na própria obra;
e
- projeto de capacitação da mão de obra local para futura contratação no empreendimento
programa ACREDITAR. Existem aproximadamente 800 pessoas já formadas no programa, das
quais, cerca de 400 já estão contratadas e trabalhando nas obras do EBN.

2.6.2 - A UJ não é a responsável pela separação dos resíduos recicláveis descartados, bem como sua
destinação, face ao prédio onde funciona a UJ pertencer ao Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
(AMRJ). O assunto é tratado por aquele Arsenal.

2.7 - AVALIAÇÃO SOBRE A GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)

Com relação ao posicionamento assumido pela UJ no Relatório de Gestão quando do


atendimento do item 12 da Parte A do Anexo II da DN nº 108/2010 do TCU, detalhado no item 12
da Portaria-TCU nº 123/2011, considerando, ainda, as afirmativas que compõem o Quadro A.12.1
desse item, confirmou-se o posicionamento, com os aspectos a seguir abordados:
a) Planejamento existente.
- não existe Planejamento Estratégico de TI;
b) Perfil dos recursos humanos envolvidos.
- não existe planejamento formal de TL na UJ; entretanto, a COGESN possui pessoal
capacitado na área de TI para executar as tarefas.

c) Procedimentos para salvaguarda da informação.


- não existe controle específico da UJ para registrar a entrada de dispositivos que possam
armazenar informações digitais, tais como: microcomputadores (de mesa ou portáteis), discos

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rígidos, pen drive, celulares, disquetes, CD-ROM, DVD ou qualquer outro dispositivo que possa
armazenar informações digitais; e
- o Plano de Contingência (PLCONT) está sendo elaborado.
d) Capacidade para o desenvolvimento e produção de sistemas.
- a UJ não desenvolve sistemas.
e) Procedimentos para a contratação e gestão de bens e serviços de TI.
- o único contrato da área de TI foi realizado com a HP, para manutenção e serviço de
backup (contrato nº 4002/2011-004/00).

2.7.1 - Impropriedade verificada na área da segurança das informações.


Não existe controle específico na entrada da UJ para registrar a entrada de dispositivos que
possam armazenar informações digitais, tais como: microcomputadores (de mesa ou portáteis),
discos rígidos, pen drive, celulares, disquetes, CD-ROM, DVD ou qualquer outro dispositivo que
possa armazenar informações digitais.
Foi recomendado que a cada entrada/saída de visitantes da UJ sejam registrados: a
identificação do visitante e acompanhante (s), com data-hora, destino, dispositivo e autorização.
Caso não seja autorizada a entrada do dispositivo, o mesmo deverá ser recolhido e lacrado na
portaria para, posteriormente, ser devolvido ao visitante.
As Normas e os procedimentos para este controle deverão estar regulados na Instrução de
Segurança de Informação Digital (ISID) de cada OM. Nesse caso específico, está regulado na ISID,
mas não é cumprido.
Foi recomendado, ainda, que as estações de trabalho se conectem a um domínio
Lightweight Directory Access Protocol (LDAP), gerenciado pelo ADMIN da rede local, e não permitam
acesso aos serviços disponibilizados pela RECIM sem o registro de acesso do usuário neste domínio.
Foi sugerido que o Oficial de Segurança das Informações Digitais (OSID) oriente os Oficiais de
Serviço quanto ao cumprimento do previsto na ISID, além de realizar adestramentos com vista a
contribuir com a melhor capacitação do pessoal de serviço.

2.8 - AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO DAS TRANSFERÊNCIAS MEDIANTE CONVÊNIO,


CONTRATO DE REPASSE, TERMO DE PARCERIA, TERMO DE COOPERAÇÃO,
TERMO DE COMPROMISSO OU OUTROS ACORDOS, AJUSTES OU INSTRUMENTOS
CONGÊNERES
Não houve transferências de recursos mediante Convênio, Acordo, Ajuste, Termo de Parceria
ou outros instrumentos congêneres no exercício de 2011.

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2.9 AVALIAÇÃO DA REGULARIDADE DOS PROCESSOS LICITATÓRIOS E DOS
ATOS RELATIVOS À DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
As Auditorias foram realizadas por meio de indagações verbais não estruturadas, exame de
registros e na análise de documentos
O exame da conformidade dos atos contemplou os aspectos relativos à motivação da
contratação, adequabilidade da modalidade, objeto e valor da contratação, fundamentação da
dispensa ou inexigibilidade e identificação do contratado.
O exame de observância se deu sob os pontos físicos do cronograma da obra entregues pela
contratada no ano de 2011 e que geraram uma respectiva contrapartida financeira.
Os processos, incluindo os atos de dispensas e inexigibilidades, foram selecionados com base
nos critérios de materialidade, relevância e risco.
Em relação à amostra selecionada para a condução dos exames de conformidade pode-se
observar, pelo quadro a seguir, o volume de processos administrativos conduzidos pela UJ e o
número de processo analisados.

PROCESSOS ANALISADOS NO COGESN


QTDE DE
% DA
CLASSIFICAÇÃO VALOR TOTAL VALOR DA PROCESSOS
(R$) AMOSTRA (R$) AMOSTRA ANALISADOS
(2011)
Leilão - - - -
Carta-Convite - - - -
Tomada de Preços - - - -
Concorrência - - - -
Pregão Presencial - - - -
Pregão Eletrônico/SRP 132.389,00 85.289,00 64,42 1
Convênios - - - -
Dispensa de Licitação 70.000,00 70.000,00 100 1
Inexigibilidade de Licitação 17.495,00 17.495,00 100 1
Adesão à ARP 1.477.987,67 1.136.916,27 77 5
Termo de Credenciamento - - - -
Contratos em Vigor (*) 1.940.924.683,85 822.126.289,22 42,28 1
TOTAL 1.942.592.555,52 823.435.989,49 42,35 9
(*) Fiscalização do Contrato nº 40000/2009-009/00, objeto Obras de Construção do Estaleiro e Base
Naval (despesa executada em 2011 - R$ 822.126.289,22).
A estrutura da COGESN, para condução dos processos licitatórios, eventuais afastamentos e
acordos decorrentes, mostrou-se suficientemente dimensionada para responder às demandas
apresentadas. No que diz respeito à fiscalização do Contrato de Construção do Estaleiro e Base
Naval em Itaguaí, além do Fiscal do Contrato, existem 4 (quatro) fiscais de campo designados por
Portaria da DOCM. A atuação desses fiscais de campo encontra-se estabelecida em Termo de
Compromisso firmado entre a Diretoria de Obras Civis da Marinha e a COGESN. Nele a DOCM se

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obriga a assistir e subsidiar à COGESN, mediante a execução de análise dos projetos e orçamentos
atinentes à construção de um Estaleiro e da Base Naval, emitindo pareceres quanto à aprovação e
fiscalização do decorrer físico das obras.
A UJ cumpre o princípio da segregação de funções. Não há, na prática, o comprometimento
desse princípio.
Observou-se que a OM não tem um cronograma anual de licitações e que, deste modo, a
função planejamento fica inviabilizada, estando o setor de Obtenção atualmente trabalhando
mediante demandas apresentadas de modo inopinado pelos setores requisitantes.
Há aderência às Normas Legais, assegurando a observância às diretrizes, planos, normas, leis,
regulamentos e procedimentos administrativos, estando os atos e fatos de gestão efetuados mediante
atos legítimos, relacionados com a finalidade da Unidade/Entidade.
Foi realizada uma fiscalização do Contrato de Construção do Estaleiro e da Base Naval.
Verificou-se a execução do serviço, no que diz respeito ao cronograma físico anexo ao Projeto
Básico e em consonância com as realizações físicas descritas no Relatório de Acompanhamento da
Obra. Como limitação, não foi possível avaliar se os valores pagos foram correspondentes ao
material ou serviço efetivamente entregue. Confiou-se na verificação que é feita ao longo do ano,
com periodicidade mensal, utilizando-se de 4 (quatro) Engenheiros Civis (Fiscais de Campo)
devidamente indicados pela DOCM para mensurar tal situação.
Foram escopo dos trabalhos de auditoria, ainda, a verificação dos controles de entrada e saída
de material e as ocorrências de campo durante a execução da obra. Para tal, foram inspecionados o
Diário de Ocorrências do Estaleiro e da Base Naval, elaborado pela ODEBRECHT, e o Relatório de
Ocorrências do Estaleiro e da Base Naval, elaborado pela Marinha do Brasil. Cumpre ressaltar que
a UJ, juntamente com a Contratada ODEBRECHT, realizam reuniões mensais visando avaliar a
condição de medição dos cronogramas físico-financeiros, seu andamento e os atrasos e avanços na
Estrutura Analítica de Projeto, ferramenta de Gerenciamento de Projetos que realiza a
decomposição do trabalho do projeto em partes manejáveis. Com esta avaliação de desempenho é
possível identificar elementos usados numa obra (tais como materiais e serviços executados e
resultados alcançados pelo projeto), favorecendo o cumprimento do planejamento. Esta avaliação
periódica está fisicamente formalizada pelo Relatório de Acompanhamento Particular do Projeto de
Construção do EBN, documento apresentado mensalmente à COGESN pela Contratada.
Com relação aos citados trabalhos de fiscalização da obra, verificou-se que o Contrato de
Construção do Estaleiro e da Base Naval está sendo cumprido com regularidade.
Comparando-se o universo de processos examinados com a quantidade/relevância das
constatações obtidas, conclui-se que a UJ não apresentou irregularidades na gestão de suas
contratações.

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2.9.1 - Avaliação da Conformidade da Gestão das Licitações, Afastamentos e Acordos
Administrativos.
a) Pregão Eletrônico nº 02/2011
Objeto: Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio.
Motivação: “Necessidade de instalação de aviso antecipado contra as ameaças de incêndio”
Contratada: Rit’s Fire
CNPJ: 03.843.015/0001-00
Valor do objeto contratado: R$ 85.289,00
Contrato nº 40002/2001-003/00

b) Termo de Justificativa de Dispensa de Licitação (TJDL) nº 02/2011


Enquadramento: Lei n° 8.666/1993, art. 24, inciso XIII e art. 26, inciso II e III.
Objeto: “Curso de Analise, Avaliação e Gerenciamento de Riscos”.
Motivação: Preparação do grupo de Apoio Logístico Integrado (ALI).
Contratado: Fundação de Apoio a Universidade de São Paulo.
CNPJ: 68.314.830/0001-27
Valor anual estimado: R$ 70.000,00

c) Adesão nº 01/2011 ao Pregão Eletrônico (SRP) nº 017/2010 da Procuradoria-Geral da


República.
Objeto: “Conectividade sem fio”.
Motivação: Necessidade da COGESN em estabelecer conectividade sem fio.
Contratada: Consórcio Claro Americel PGR 2010
CNPJ: 01.685.903/0001-16
Valor: R$ 53.386,45
Contrato: 40002/2011-001/00

d) Adesão nº 02/2011 ao Pregão Eletrônico (SRP) nº 31/2010 do Museu Paraense Emilio Goeldi.
Objeto: “Contratação de empresa especializada para aquisição de solução de Backup dos
servidores de arquivos Lotus Notes da COGESN”.
Motivação: Compor o parque computacional da COGESN.
Contratada: Teletex Computadores e Sistemas.
CNPJ: 79.345.583/0001-42
Valor: R$ 66.498,30
Contrato: 40002/2011-004/00

e) Adesão nº 03/2011 ao Pregão Eletrônico (SRP) nº 003/2011 do Parque de Material Aeronáutico


de Lagoa Santa - PAMA-LS
Objeto: “Serviço de manutenção de edificações e adaptação de instalações, com fornecimento
de material”.
Motivação: Reforma na área destinada as salas de reunião do grupo de Apoio Logístico
Integrado
Contratadas:
CNPJ: 04.707.364/0001-67 - Kalahari Serviços Técnicos; e
CNPJ: 01.434.344/0001-71 - Maris Comércio e Serviços.
Valor: R$ 530.945,26

f) Termo de Adesão nº 08/2011 ao Pregão Eletrônico Sistema de Registro de Preços (SRP) nº


030/2010 da Agencia Nacional de Saúde Suplementar.
Objeto: “Materiais Permanentes”.

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Motivação: Mobiliário para a Gerencia do Empreendimento Modular (GEM)
Contratadas: Flexform Indústria Metalúrgica e Tecnogeral Comércio
CNPJ: 49.058.654/0001-65 e 60.722.311/0001-96
Valor: R$ 384.998,45

g) Adesão nº 014/2011 ao Pregão Eletrônico (SRP) nº 13/2010 da Diretoria de Material


Aeronáutico.
Objeto: “Serviços necessários para a operacionalização de prédio”.
Motivação: Manutenção do prédio da COGESN.
Contratada: Sinergia Construtora
CNPJ: 10.666.080/0001-72
Valor: R$ 101.087,81

h) Termo de Justificativa de Inexigibilidade (TJIL) nº 01/2011


Enquadramento: Lei n° 8.666/1993, art. 25, Caput.
Objeto: “Fornecimento de Serviço de Treinamento em Análise Probabilística Avançada –
Simulação e Análise de Riscos”.
Motivação: Preparação do Grupo ALI, no sentido de cumprir a missão de absorver a tecnologia
francesa.
Contratado: Reliasoft Brasil LTDA.
CNPJ: 02.978.269/0001-72
Valor anual estimado: R$ 17.495,00

i) Termo de Contrato nº 40000/2009-009/00


Objeto: ¨Construção do Estaleiro e Base Naval de Itaguaí¨
Motivação: “Construção de um Estaleiro Naval e de uma Base Naval”.
Contratado: Construtora Norberto Odebrecht S/A.
Intervenientes: DCNS, Société Anonyme, Consórcio Baía Sepetiba e Itaguaí Construções
Navais S/A.
Valor anual estimado: R$ 822.126.289,22

2.9.2 – Embora não impactassem a gestão da UJ, foram observadas as seguintes impropriedades:

a) Necessidade de atualização das Ordens Internas que tratam sobre procedimentos a serem
levados a efeito pelos setores envolvidos na obtenção de material e contratação de serviços.
- atribuição de responsabilidade do Pregoeiro e da Comissão Permanente de Licitação; e
- estabelecer procedimentos específicos para aquisições/contratações por meio de licitações
ou afastamentos.
A Ordem Interna tem como objetivo principal o estabelecimento de procedimentos internos,
de responsabilidades, de prazos, de modelos, de parâmetros físicos e operacionais e de critérios a
serem adotados no que se refere às aquisições e contratações.
Reforça-se a necessidade da atualização de Norma interna, enfatizando que esse documento
deverá ser o mais detalhado possível, não se limitando à enumeração de conceitos constantes da
legislação em vigor. Dessa forma, no caso de movimentação de pessoal envolvido nas aquisições e
contratações, não ocorrerá solução de continuidade ou perda de informações.

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Deve-se, ainda, manter permanente acompanhamento dos procedimentos previstos na OI em
relação ao disposto na legislação em vigor.
Foi recomendado à UJ pelas boas práticas de gestão e a fim de contribuir para a efetividade do
Controle Interno que os assuntos que não são explicitados no Regimento Interno da OM sejam
detalhados em Ordem Interna.

b) Impropriedades na formalização dos processos de adesão às Atas de Registro de Preços


(ARP).
Inexistência dos seguintes documentos:
a) Termo de Referência, contendo a especificação do bem/serviço pretendido, aprovado pelo
Ordenador de Despesa (OD), com a caracterização da necessidade da Administração solicitante;
b) cópia do edital do pregão para Registro de Preços (RP) com o respectivo termo de
referência.
c) cópia do Parecer Jurídico que aprovou o edital da licitação e a minuta do contrato a ser
celebrado;
d) cópia do documento de designação do Fiscal do Contrato e da Comissão de Recebimento,
e) Contrato assinado pela OM;
f) Termo de Recebimento Provisório (TERP);
g) Termo de Recebimento Definitivo (TERD);
h) cópia da Ordem Bancária (OB) de pagamento; e
i) Termo de Homologação, Termo de Adjudicação.
Foi recomendado à UJ quanto à atuação como “Carona”, em ARP de outros Órgãos Públicos
Federais, inclusive quando da participação em ARP de outras OM da própria MB que:
Cada adesão a uma ARP comporá um processo formalmente constituído e elaborado
cuidadosa e padronizadamente, devendo ser autuado, protocolado e numerado, contendo a
autorização respectiva e a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa.

2.10 AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO USO DOS CARTÕES DE PAGAMENTO DO


GOVERNO FEDERAL
Não há registro da utilização de Suprimento de Fundos na modalidade Cartão de Pagamento
do Governo Federal (CPGF).
2.11 AVALIAÇÃO DOS REGISTROS DE PASSIVOS SEM PRÉVIA PREVISÃO
ORÇAMENTÁRIA DE CRÉDITOS OU RECURSOS
Não há registros de passivos por insuficiência de créditos registrados nas contas: 21211.11.00
- Fornecedores por Insuficiência de Créditos/Recursos; 21212.11.00 - Pessoal a Pagar por
Insuficiência de Créditos/Recursos; 21213.11.00 - Encargos por Insuficiência de Créditos/Recursos;
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21215.22.00 - Obrigações Tributárias por Insuficiência de Créditos/Recursos; e 21219.22.00 -
Débitos Diversos por Insuficiência de Créditos/Recursos.

2.12 - AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DA MANUTENÇÃO DO REGISTRO DE


VALORES EM RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS
Não há manutenção de registro de valores em restos a pagar não processados, conforme
mencionado no subitem 2.2.4 deste Relatório.

2.13 - IRREGULARIDADES CONSTATADAS QUE RESULTARAM EM DANO OU


PREJUÍZO
Na avaliação da equipe de auditoria não foram identificadas irregularidades que resultassem
em prejuízo com consequente comprometimento da UJ.

2.14 - FALHAS E IRREGULARIDADES CONSTATADAS QUE NÃO RESULTARAM EM


DANO OU PREJUÍZO E QUE AINDA NÃO TENHAM SIDO CORRIGIDAS PELO
GESTOR OU CUJAS JUSTIFICATIVAS NÃO TENHAM SIDO ACATADAS
Não foram identificadas falhas ou irregularidades que impactassem a gestão da UG em 2011.

2.15 - AVALIAÇÃO DAS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS PELOS RESPONSÁVEIS


SOBRE AS IRREGULARIDADES VERIFICADAS NA AUDITORIA
Não foram detectadas irregularidades na UJ em 2011.

2.16 - AVALIAÇÃO SOBRE O CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ESTABELECIDAS


NA LEI Nº 8.730/1993, RELACIONADAS À ENTREGA E AO TRATAMENTO DAS
DECLARAÇÕES DE BENS E RENDAS
A UJ possui em seus arquivos as Declarações de Bens e Rendas dos Agentes
Responsáveis, bem como as Declarações de Bens e Valores de toda tripulação.
Assim, constatou-se que a UJ cumpre as obrigações estabelecidas na Lei n° 8.730/1993, na
IN n° 63/2010 do TCU e na Norma que se refere ao controle das Declarações de Bens e Rendas e
de Bens e Valores.

2.17 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO


Não há informação para este item, conforme Relatório de Gestão do Exercício de 2011 –
QUADRO 11 – Gestão de Bens Imóveis de Uso Especial.

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O valor de R$ 1.589.118.028,00 registrado no SIAFI, em 31DEZ2011, na conta contábil
14211.91.00, representando “Obras em Andamento”, será futuramente incorporado aos Bens
Imóveis da COGESN.

2.18 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO SOBRE AS RENÚNCIAS TRIBUTÁRIAS


Não se aplica a unidade, conforme mencionado no item 14.0 do Relatório de Gestão.

2.19 - SITUAÇÕES NÃO CONTEMPLADAS NOS DEMAIS ITENS DO RELATÓRIO DE


AUDITORIA DE GESTÃO, IDENTIFICADAS E ANALISADAS PELA DCOM, QUE
AFETEM O JULGAMENTO DA GESTÃO DO RESPONSÁVEL.
Não há informação para este subitem.

3 - CONCLUSÃO
De acordo com os exames efetuados, considerando não terem sido evidenciadas ocorrências
que comprometessem a probidade da gestão dos recursos alocados à UJ, o presente processo se
encontra, em nossa opinião, em condições de ser submetido a julgamento pelo TCU.
Assim, em cumprimento ao inciso III do art. 9º da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992,
concluímos pela regularidade da gestão do Dirigente Máximo da UJ, e sugerimos a emissão do
competente Certificado de Auditoria.
Rio de Janeiro - RJ, em de agosto de 2012.

Pelo: ARMANDO LUIS LIMA FONSECA MARIA EDVIRGES QUEIROZ MARINHO


Capitão de Corveta (RM1-T) Contadora
Coordenador da Equipe de Auditoria CRC-RJ 051.122-0
ALEXANDRE SILVEIRA LOPES
Capitão de Corveta (IM)

De acordo: CLÁUDIA BARROS TRINDADE


Analista de Finanças e Controle
CRC-RJ 043.581-3

ROBERTO BREVES CHRISTO DA SILVA


Capitão de Corveta (IM)
Chefe do Departamento de Tomada de Contas

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