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15/11/2018 A imprescindível ação das relações interpessoais no âmbito escolar - Artigos - SEDUC

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A imprescindível ação das relações interpessoais no âmbito


escolar
 (/artigos)
RESUMO

Este ar go propõe discu r a importância das Relações Interpessoais no âmbito escolar, visando solucionar eventuais problemas na relação aluno-
professor-gestor. Entendemos que o equilíbrio é a dose correta para que se obtenham os melhores resultados em tudo, e no ambiente de trabalho
não é diferente, sabemos que a boa relação entre professor e aluno é um dos princípios fundamentais para se desenvolver equilíbrio no sucesso do
ensino aprendizagem, intercedendo às inquietações e as dúvidas existentes.
Este trabalho visa demonstrar as relações interpessoais e intrapessoais na escola através de uma pesquisa bibliográfica, e tem como obje vo
esclarecer alguns conceitos em torno do tema e discu -los no âmbito escolar, como baliza norteadora usaremos os conceitos de Alarcão (2001) e
Piaget (1954).

Palavras-chaves: Relações Interpessoais, Escola, Educação, Ensino Aprendizagem.

INTRODUÇÃO

A escola tem papel fundamental na formação do individuo, e o compromisso de propiciar ações para a efe vação dos direitos sociais. Neste
contexto, a educação em geral tem a função de possibilitar e de oferecer alterna vas para que as pessoas que estejam excluídas do sistema possam
ter oportunidades de se reintegrar através da par cipação, bem como da luta pelos direitos sociais e o resgate da cidadania.
A escola que todos almejam, deve estar regulada na lógica de um espaço ideal para a construção de uma sociedade sadia, uma escola democrá ca
com formação para a cidadania. Aquela que tem como bandeira o combate á exclusão social e que possa, ao mesmo tempo, trabalhar a relação
escola-aluno-família, possibilitando que a comunidade escolar par cipe de forma assídua a todos os interesses que envolvam o bom andamento do
ensino aprendizagem e do sucesso escolar em geral. E propondo colaborar com o desenvolvimento do ensino-aprendizagem, tendo em vista que o
homem é um ser a vo, social e histórico Bock (2002) enfa za que a psicologia no âmbito da educação foi construindo formas de compreensão do
ser humano, cujas condutas no espaço escolar são compreendidas a par r das relações que se estabelecem entre si, e dando atenção às diferentes
subje vidades construídas na relação com a cultura e a sociedade. Para o autor é da psicologia que o sujeito começa a relacionar-se com o mundo,
tendo em vista que a escola é responsável pela construção, elaboração e difusão do conhecimento, formando cidadãos crí cos capazes de lidar com
os desafios da época bem como com as influencias interpessoais deparadas em diferentes pessoas e situações.
Percebemos no decorrer da pesquisa que as relações interpessoais e a aprendizagem possuem caracterís ca em comum, para que venham
acontecer é necessário pelo menos duas pessoas, portanto em um ambiente escolar ela se faz fundamental devido os grandes desafios co dianos
que a escola enfrenta, Nesse mesmo sen do, Goergen (2005) defende que o sujeito não forma a sua iden dade a par r de um impulso subje vo,
mas a par r da relação intersubje va com o outro, no meio social no qual vive. Portanto, para o autor, a formação moral do sujeito depende
fundamentalmente do contexto com o qual ele se relaciona intera vamente. Para o autor, o problema é co não é individual, é a relação do
indivíduo com a comunidade.
Estamos em um momento de transição de paradigmas, que solicita uma maior abertura por parte daqueles que lidam com a educação, e uma
relação de confiança, admiração e respeito são fundamentais para aprendizagem do aluno, sabemos que se há respeito mútuo e admiração no
contexto escolar o professor não necessita usar de ar cios como o autoritarismo para punir ou fazer com que o aluno tenha um bom
desenvolvimento em sala de aula.
É sabido que uma das maiores dificuldades deparadas por professores e profissionais da educação é justamente a possibilidade de mudar sua forma
de pensar. Porém, uma vez superada essa dificuldade inicial, ainda que os novos caminhos que se descor nam não se apresentem como mais
fáceis, torna-se possível perceber outras dimensões da realidade, como por exemplo, do direito ao diálogo, à livre expressão de sen mentos e
ideias, ao tratamento respeitoso, à dignidade e tantos outros aspectos que contribuem para a configuração de ambiente escolar harmonioso e
igualitário.
Um grande desafio que a escola enfrenta é a construção de proximidade e empa a no processo de ensino e de convivência, á saber que para a
efe va construção destes é necessário se levar em consideração o ambiente, as experiências, os saberes, enfim a realidade local, portanto, é
necessário adotar uma postura dialógica baseada na vida pessoal de cada um, buscando compreender as complexidades e os saberes um dos
outros. Considerando que é impossível obter sucesso nas relações de convivência e no ambiente escolar se o gestor e demais par cipantes não
tentarem de forma ousada e permanente essa busca de excelência e de relações saudáveis no convívio escolar, bem como na vida social em geral,
pois é no convívio em geral que se dá a proximidade e empa a, e o gestor tem aí o papel principal que é o de liderar uma equipe, cujo obje vo é
trabalhar em prol de uma educação de qualidade, segundo LÜCK (2005) a liderança deve ser baseada no bom senso e nas ações democrá cas:

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A liderança par cipa va é uma estratégia empregada para aperfeiçoar a qualidade educacional. Cons tui a chave para liberar a riqueza do ser
humano que está presa a aspectos burocrá cos e limitados dentro do sistema de ensino e a par r de prá cas orientadas pelo senso comum ou ≡
hábitos não avaliados. Baseado em bom senso, a delegação de autoridades àqueles que estão envolvidos na realização de serviços educacionais é
construída a par r de modelos de liderança compar lhada, que são os padrões de funcionamento de organizações eficazes e com alto grau de
desempenho ao redor do mundo. (LÜCK. 2005, p.35)

Ainda cabe ao gestor a função de trabalhar com os conflitos e as diversidades de personalidades, vez que cada indivíduo traz para o convívio social e
escolar suas peculiaridades e culturas, então o gestor deve estar preparado para buscar alterna vas que atenda o interesse de todos, e
principalmente compreender que o sucesso escolar depende da par cipação efe va de todos os profissionais, incluindo vigias, merendeiras,
pessoal de apoio, agentes administra vo, enfim estabelecer um convívio de harmonia e conscien zação em prol de uma educação de qualidade.

1 - A IMPORTANCIA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO ÂMBITO ESCOLAR

As relações interpessoais referem-se á relações humanas, englobando assim as relações públicas, relações comunitárias etc. As relações
humanas ocorrem a par r do processo de interação sendo dividida em relação interpessoal (a interação entre duas ou mais pessoas, no lar, na
empresa, na igreja na escola, etc.) e intrapessoal (a comunicação que mantemos conosco mesmo).
O processo de aprendizagem está ligado às relações interpessoais, pois a figura do professor passa a representar um vínculo favorável ou
desfavorável para determinados pos de conhecimentos, à saber, que na maioria das vezes alguns alunos não aprendem a disciplina porque passam
a classifica-la devido a relação que tem com o professor. O respeito mútuo que se estabelece garante a harmonia das relações interpessoais na
escola e na sala de aula e é caracterizada como um verdadeiro fenômeno social. Nas relações interpessoais, encontram-se ações consideradas
nega vas e posi vas, sendo Posi vas: aceitar as pessoas como elas são, ouvir com atenção os sen mentos do outro, ser paciente, ser simpá co,
demonstrar interesse e respeito pelo outro e etc, e Nega vas: acomodar-se, se tornando um indivíduo "morno" e sem graça, julgar de forma
equivocada e desnecessária, impor pensamentos e opiniões e etc, conforme nos afirma Minucucci (1978) "saber ouvir é uma das mais importantes
ferramentas de comunicação interpessoal, vindo em segundo a empa a, pois a sensibilidade social faz com que o sujeito compreenda
determinadas situações sem precisar se envolver de forma direta".
O sujeito se surpreende às vezes, por não se dar conta de determinados comportamentos, e sequer refletem sobre o porquê de suas
a tudes, é fazendo uma reflexão intrapessoal que o ser humano se torna eficiente nas relações interpessoais, portanto é se autoconhecendo e
entendendo as barreiras e defesas que limitam o próprio relacionamento que o sujeito estabelece metas em busca de compreender e melhor se
relacionar com o outro.
Minucucci (1978) enfa za que muitas pessoas não tem sucesso nas relações interpessoais simplesmente porque vêem e julgam os outros pelos
seus estereó pos, vendo os outros pela cor de seus óculos, pois nós formamos impressões de outras pessoas ao observar suas ações, sua voz, seus
gestos e seus modos de se expressar "Por intermédio da percepção social formamos impressões sobre às pessoas e por meio de nossas
experiências com elas. O comportamento (a tudes, condutas) das pessoas é que nos leva a percebê-las e a julgá-las" (p-36).
As relações interpessoais são grandes responsáveis pela formação de valores morais, á saber, que segundo Piaget (1954) os valores se referem a
trocas afe vas que o sujeito realiza com o exterior, sendo assim, da projeção dos sen mentos sobre objetos, pessoas e/ou relações. Cada individuo
constrói seu próprio sistema de valores, que se integra à sua iden dade, logo, a iden dade de cada individuo é formada através do meio em que se
vive, das pessoas com quem se relaciona e principalmente da ideologia no qual esta submergido. E estes valores muito influenciam em nossa
conduta.
Se tomarmos como ponto de par da as ações desenvolvidas no contexto escolar, podemos perceber que as relações interpessoais são evidenciadas
principalmente a par r da forma como o gestor conduz as ações desenvolvidas dentro da escola, e para tanto é preciso ancorar na visão de LÜCK
(2005), onde ele destaca a importância de uma implementação de ações par cipa vas e democrá cas na unidade social:

A abordagem par cipa va na gestão escolar demanda maior envolvimento de todos os interessados no processo decisório da escola, mobilizando-
os, da mesma forma, na realização das múl plas ações de gestão. Esta abordagem amplia, ao mesmo tempo, o acervo de habilidades e de
experiências que podem ser aplicadas na gestão das escolas, enriquecendo-as e aprimorando-as. (LÜCK. 2005, p.18)

Apesar disso, esta implementação de uma gestão escolar par cipa va democrá ca, é sem duvida uma exigência da sociedade. Como seres
humanos estabelecemos uma comunicação verdadeira através de nossas percepções e para tornamos possível uma boa relação interpessoal, é
preciso considerar três aspectos na percepção social, o percebedor (pessoa que observa e tenta compreender o outro), percebido (pessoa que está
sendo observada e compreendida) e situação (o meio onde as ações de percepção acontecem).
Baú[1] (/Paginas/Forms/EditForm.aspx?ID=21865&Source=h p%3a//www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Forms/ARRUMADAS.aspx#_ n1) frisa
que quando o individuo se sente rejeitado, ou inferior, ele se desestrutura, e na maioria das vezes se submerge á um complicado estado de
depressão, e isto também ocorre no meio educacional, pois a escola é um centro de relações que podem ser instrumentos posi vos ou nega vos de
acordo com a intencionalidade de cada um.
Por isso é importante que o educador - uma vez que é visto como responsável pela transformação e qualidade da educação- es mule o educando
de forma posi va e significa va, buscando estabelecer uma constante interação entre aluno/aluno e aluno/professor.
Toda escola deve ter como prioridade a formação de todos os seus profissionais, onde todos sejam mobilizados a aperfeiçoarem suas
competências, melhorarem a eficiências de seus trabalhos, pois a escola deve ser um ambiente de aprendizagem não só para os alunos, mas para
educadores e demais profissionais. Para que se tenha uma par cipação efe va no ambiente escolar, é preciso que todos tenham consciência de sua
importância, e principalmente que todos tenham a serenidade de estabelecer diálogos no intuito de aperfeiçoar suas a vidades, lembrando que a
verdadeira relação interpessoal esta ligada nos problemas extraescolar e intra-escolar, ou seja, um indivíduo deve ser compreendido levando em
consideração sua vida dentro e fora do ambiente escolar, assim como afirma LÜCK:

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A abordagem par cipa va na gestão escolar demanda maior envolvimento de todos os interessados no processo decisório da escola, mobilizando-
os, da mesma forma, na realização das múl plas ações de gestão. Esta abordagem amplia, ao mesmo tempo, o acervo de habilidades e de ≡
experiências que podem ser aplicadas na gestão das escolas, enriquecendo-as e aprimorando-as. (LÜCK. 2005, p.18)

Uma escola que promove a redistribuição de responsabilidades e trabalha em equipe proporciona um espaço de troca de saberes e delegações no
obje vo de estabelecer uma aprendizagem significa va ao aluno e conquistar o sucesso da escola através de ações que são conduzidas com os
interesses e os anseios de todos.

2 – O IMPORTANTE PAPEL DO GESTOR PARA O BOM DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

Neste contexto entendemos que embora o professor seja o carro chefe em busca da formação de iden dade de um individuo, o diretor-gestor é a
peça fundamental para a inovação ou para o desenvolvimento de qualquer inovação pedagógica e principalmente para o sucesso de todas as
a vidades que são desenvolvidas dentro do ambiente escolar. E para que de fato isso aconteça é necessário que o gestor tenha um perfil é co e
uma relação saudável com professores e demais funcionários da escola, é necessário que um líder pedagógico tenha a su leza no tratamento
pessoal com os demais colaboradores, conquistando a admiração e colaboração de todos os envolvidos no setor educacional.
E a comunicação é fator primordial no que se refere às Relações Interpessoais, pois ela é responsável por toda a ação de um individuo, agindo assim
como uma "faca de dois gumes" que tem função tanto de causar mudanças quanto desavenças. Então é necessário usar sempre de uma linguagem,
um diálogo que transmita confiança, controle da situação e principalmente respeito ao outro. Enfa zar o diálogo, usar de uma linguagem clara nos
conduz a um estudo interessante de Leila Perrone-Moisés, que em seu ensaio in tulado Promessas, encantos e amavios, esboça uma opinião
interessante sobre a forma de se reportar ao outro. Na argumentação da autora:

A linguagem não é só meio de sedução, é o próprio lugar da sedução. Nela, o processo de sedução tem seu começo, meio e fim. As línguas estão
carregadas de amavios, de filtros amatórios, que não dependem nem mesmo de uma intenção sedutora do emissor. (PERRONE-MOISÉS, 1990, p.
13).

Nesse viés entendemos que o Gestor deve sempre se portar ao aluno e profissionais da educação de forma que seu discurso e seus obje vos sejam
ouvidos não como forma de imposição, mas sim de forma que prenda por sua tranquilidade e seus amavios a atenção do outro, que
respeitosamente travará um dialogo sereno e democrá co independente da situação problemá ca momentânea.
È sabido que uma escola gerida de maneira autoritária não contribuirá para a formação de personalidades morais e para a construção do cidadão
que acredita plenamente na democracia. Uma escola com direção autoritária, na qual todas as decisões são centralizadas nas mãos de uma única
pessoa e cujas regras de convivência e o projeto pedagógico já se encontram predeterminados por valores e crenças preestabelecidos, não permite
o diálogo e a sua reorganização constante com base na busca cole va de novos e melhores caminhos para os desafios co dianos que vivenciamos
desde há muito tempo atrás.
É necessário enfa zar que todos pensam em uma escola como um lugar atra vo, uma escola capaz de superar suas dificuldades não com um gestor
autoritário e carrasco e sim com profissionais que em vez de se lamentar por qualquer insucesso, consiga dialogar uns com os outros e traçar metas
que podem alavancar o sucesso do ensino-aprendizagem, Alarcão (2001) faz uma reflexão em torno da escola que todos desejam, a autora descreve
de forma su l a escola como ela gostaria que fosse:

A escola como eu gostaria que ela fosse...

Quero uma escola comunidade, dotada de pensamento e vida próprios, contextualizada na cultura local e integrada no contexto nacional e
burocrá co mais abrangente. Não quero, pois, uma escola burocra zada que seja mera delegação ministerial.
Desejo assim uma escola que conceba, projete, atue e reflita em vez de uma escola que apenas executa o que os outros pesaram para ela [...] Não
quero uma escola que se lamente do insucesso como um pesado e frustrante fardo a carregar, mas uma escola que ques one o insucesso nas suas
causas para, rela vamente a elas, traçar planos de ação. Uma escola que reflita sobre os seus próprios processos e as suas formas de atuar e
funcionar [...] Uma escola que saiba criar as suas próprias regras. Mas que, ciente da sua autonomia responsável, saiba prestar contas de sua
atuação, jus ficar os seus resultados e auto avaliar-se para definir o seu desenvolvimento. (ALARCÃO, 2001, p. 82)

Cabe aqui ressaltar que para chegar a este patamar de escola inovadora, é antes de tudo elaborar através de diálogos e assembleias ações que
conduzam a criação de uma escola autora e autônoma de suas ações, onde os profissionais da educação estejam cientes de que a aprendizagem é
mutua, e jamais isolada.
Um estudo elaborado por Puig (1998) e apresentado no livro Democracia e par cipação escolar aponta formas concretas para operacionalizar o
espaço democrá co das assembleias na escola e na sala de aula, de acordo com Puig, as assembleias são o momento ins tucional da palavra e do
diálogo. As assembleias ou conselhos é o momento ideal de falar das dificuldades encontradas no ambiente escolar, bem como de frisar as coisas
posi vas, felicitar as conquistas pessoais e do grupo e de discu r temá cas para projetos futuros.
A finalidade de assembleias bem como de reuniões regulares com docentes e demais profissionais da educação além de estreitar as relações
interpessoais e a convivência no âmbito dos espaços cole vos, contribui para a par cipação das pessoas nos espaços de tomada de decisão. Uma
escola que consegue promover a par cipação de toda a comunidade nos processos decisórios, por meio dos diversos pos de reuniões ou
assembleias seguramente estará caminhando para sua democra zação efe va.
Consideramos então que o Projeto Poli co Pedagógico é a concre zação de uma boa comunicação entre toda a comunidade escolar, e
necessário se faz que haja relações interpessoais saudáveis entre os envolvidos, obje vando resultados adequados e principalmente que comporte
a realidade escolar. Segundo o autor Almir Del-Pre e (2001) o convívio social tem se tornado cada vez mais complicado, pois somos indivíduos

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diferentes uns dos outros tanto na forma quanto no pensamento, agimos e pensamos de forma diferenciada, e por este mo vo, no intuito de
melhorar a convivência e trabalhar de forma harmoniosa é que devemos aprimorar nossas Relações Interpessoais tentando entender que cada ≡
indivíduo é cons tuído de complexidades e personalidades próprias.
Quando o gestor da escola consegue propiciar constantes diálogos e a par cipação efe va de todos, ele desperta a consciência de responsabilidade
e importância do serviço de cada um, criando uma atmosfera de união e mo vando assim todos àqueles que colaboram e lutam em busca de uma
educação de qualidade e um ambiente agradável para se trabalhar.
Ao tentar a busca efe va por recursos humanos da escola, o gestor consegue facilitar a formação con nuada de todos os profissionais da escola,
bem como a integração entre prá ca e teoria, e principalmente a troca de experiências. É sabido que uma escola que oferece cursos, seminários e
demais projetos que além de envolver o profissional da educação ainda serve de apoio e incen vo para sua carreira profissional, esta escola esta
caminhando para um perfil inovador. E este é um grande desfio principalmente para o gestor, que deve atuar como líder desenvolvendo formas de
organização inovadoras com previsão e antecipação de mudanças se for necessários, obje vando sempre mudanças para enfrentar qualquer
desafio que eventualmente possa surgir, usando sempre como válvula de escape um planejamento bem elaborado e par cipa vo.
Para uma boa administração escolar o gestor precisa principalmente ter uma postura de líder que não mede forças para buscar as transformações
necessárias englobando todos os envolvidos nas ações escolares, e quanto a estas transformações Lück afirma:
O ensino público no Brasil está experimentando transformações profundas. Reformas nacionais juntamente com inicia vas em âmbito estadual e
municipal estão alterando as prá cas pedagógicas e a organização escolar, na tenta va de dar eficácia à escola e universalizar o seu acesso. Nunca
antes na história do Brasil a questão da educação pública foi tão evidente na mídia, na vida, na polí ca e na consciência do cidadão comum. Vem-se
reconhecendo amplamente que a educação é um elemento fundamental no desenvolvimento social e econômico e que o ensino no país […] (LÜCK.
et.al. 2005, p.9)
Entendemos então, que toda administração publica requer um olhar especial voltado as transformações que de certo modo interferem nas pra cas
pedagógicas forçando mudanças á todo momento. Ainda na visão de Luck, toda gestão esta associada ao ato democrá co do processo pedagógico,
conforme ele destaca:
Gestão é uma expressão que ganhou corpo no contexto educacional acompanhando uma mudança de paradigma no encaminhamento das
questões desta área. Em linhas gerais, é caracterizada pelo reconhecimento da importância da par cipação consciente e esclarecida das pessoas
nas decisões sobre a orientação e planejamento de seu trabalho. O conceito de gestão está associado ao fortalecimento da democra zação do
processo pedagógico, à par cipação responsável de todos nas decisões necessárias e na sua efe vação mediante um compromisso cole vo com
resultados educacionais cada vez mais efe vos e significa vos. (Lück, 2006, p:1)
Assim entendemos que uma escola coordenada por um gestor que se preocupe com a interação de todos os envolvidos no processo de ensino
aprendizagem, irá enfrentar com facilidades todos os desafios e dificuldades encontrados no ambiente escolar sem a preocupação de
apontamentos, pois uma escola onde todos estão envolvidos no intuito de melhorar o ensino é uma escola que trabalha em equipe, portanto se
surgir eventuais problemas serão atribuídos á todos.

3 – OS DESAFIOS DA ESCOLA ATUAL


O professor tem papel fundamental no que tange a socialização do conhecimento, bem como a formação de iden dade dos indivíduos. O livro
in tulado Escola Reflexiva e Nova Racionalidade organizado por Isabel Alarcão traz á tona reflexões em torno de uma nova maneira de se pensar e
viver a realidade, abordando temas diversificados em seus sete capítulos, a autora tece argumentações principalmente sobre as novas perspec vas
em relação aos desafios que a escola enfrenta em pleno século XXI, entre eles a evasão escolar, a globalização e a necessidade de se aperfeiçoar e
se adaptar para cumpri sua missão no auxilio não só do desenvolvimento escolar, mas também social e econômico.
Alarcão expõe competências para o educador, sempre deixando claro que seu obje vo é contribuir com opiniões que auxiliem nas mudanças
do ambiente escolar, de forma que os profissionais em geral estejam preparados para enfrentar o turbilhão de dificuldades que a escola enfrenta
em seu dia a dia, mantendo o alvo em direção a uma mudança paradigmá ca e transformadora:
A mudança de que a escola precisa é uma mudança paradigmá ca. Porém, para muda-la, é preciso mudar o pensamento sobre ela. É preciso refle r
sobre a vida que lá se vive, em uma a tude de diálogo com os problemas e as frustrações, os sucessos e os fracassos, mas também em dialogo com
o pensamento, o pensamento próprio e o dos outros. (ALARCÃO, 2001, p. 15)
Ao sugerir uma mudança paradigmá ca, a autora reforça que mesmo sendo preciso seguir os padrões de mudanças estabelecidos pelo governo,
toda escola deve levar em consideração sua realidade, e isto engloba seus problemas, sucessos, fracasso, enfim, ao se cogitar uma mudança é
necessário dialogar com os pensamentos próprios e o dos outros, e isto só é possível se no ambiente escolar reinar uma relação interpessoal
saudável entre todos àqueles que de fato são responsáveis pelo sucesso escolar.
Podemos considerar que esta escola inovadora que todos almejam só será possível quando administrada por pessoas reflexivas, por uma
equipe pedagógica e de apoio que tenham o obje vo de trabalhar de forma par cipa va, coopera va e ousada. È sabido que a escola é um espaço
privilegiado para a formação de profissionais reflexivos, portanto, esta formação deve conduzir os profissionais a refle r e debater estudos que
poderão ajuda-los a enfrentar todos os desafios que lhes são impostos, pois a escola precisa estar cons tuída de modo a criar condições que
favoreçam o diálogo e a refle vidade tanto individuais quanto cole vas.
Percebemos que alguns problemas e desafios tendem a crescer e ficam em uma margem de não solucionáveis, pois ainda, é grande o número de
alunos que não chegam a completar 12 anos de estudos; pesquisas comprovam que ainda é grande a evasão escolar, as formações con nuadas e
programas de incen vo a elevação profissional revelam precariedade e pouca qualidade; muitos alunos têm baixos resultados nas avaliações de
desempenho e de aprendizagem; e, muitos que concluem o ensino básico, além de não conseguirem entrar na universidade, também, carregam
déficits elementares de aprendizagem. Existem problemas rela vos à valorização, proletarização e precarização do trabalho docente; como também
impasses com relação a gestão dos recursos educacionais; crescimento dos casos de indisciplina e violência escolar e além desses, a fragilidade e/ou
baixa capacidade técnica, desconhecimento e/ou falta de vontade polí ca, de órgão de fiscalização e gestão educacional, em relação a existência.
É sabido que a Educação em todo o Brasil tem melhorado grada vamente, mas ainda esta aquém do que se deseja, e os problemas e desafios aqui
expostos configuram-se em desafios e limites para consolidação da escola pública de qualidade para todos, revelam, ainda, que há muito que
avançar .
Diante das transformações sociais e econômicas atuais, a escola tem por obrigação mudar, inovar de forma impactante para possibilitar a
caminhada lado a lado com a evolução e cumprir assim com sucesso sua missão transformadora de formar cidadão crí cos e passíveis de boa
convivência.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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A escola é considerada como um espaço mul cultural, no qual as diferenças, os problemas, as diversidades de conhecimento, as regras e valores
fazem um emaranhado envolvendo uma gama de pessoas cujas caracterís cas são diferenciadas, e as relações interpessoais são imprescindíveis ≡
para a convivência e o sucesso escolar.
O ambiente escolar em um todo age como um microssistema da sociedade, refle ndo as transformações atuais bem como formando cidadãos
crí cos capazes de lidar com todo po de mudança rápida e de conflitos interpessoais, e principalmente se mantendo informados diante do mundo
globalizado. Cidadãos par cipa vos e competentes para atuar tanto na vida social quanto privada, preparados para conviver com a diversidade e o
conflito de ideias, bem como as influencias presentes nas relações do sujeito consigo mesmo e com o outro. Podemos enfa zar que embora a
escola enfrente diariamente problemas como a desvalorização profissional, o desemprego, a violência, a modificações das relações familiares e
tantos outros ele con nua sendo responsável em fornecer o conhecimento, auxiliando as pessoas para que possam ter possibilidades e autonomia
de par cipar efe vamente das polí cas, con nuando assim, a lutar por igualdade de direitos, e para que isso aconteça necessário se faz que a
educação seja tratada como uma polí ca social, uma poli ca que tem como compromisso fundamental à garan a dos direitos do cidadão.
Entendemos á par r deste estudo que a escola é responsável pela formação do cidadão, tendo como desafio es mular o potencial do aluno, sem
desvalorizar suas diferenças socioculturais, trabalhar e incen var o trabalho em grupos e a realização de a vidades cole vas enfa zando a
necessidade e importância das relações interpessoais na vida de cada um. E o Diretor-gestor tem papel importante nessa construção de
conhecimento e nessa interação entre todos que frequenta o ambiente escolar. Em suma, sabemos que a escola é responsável pela elaboração e
construção do conhecimento, ou seja, pela formação do individuo, porém enfrenta diversos problemas e desafios e por isso ela deve manter e
inves r em reuniões constantes com a família e toda a comunidade escolar visando estabelecer relações mais próximas onde todos queiram e
tenham o prazer de frequentar o ambiente escolar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALARCÃO. Isabel – Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

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DEL PRETTE, A., & Del Pre e, Z. A. P. (2001). Psicologia das relações interpessoais: Vivência para o trabalho em grupo. Petrópolis: Vozes.
GOERGEN, P. É ca e educação: o que pode a escola? In: LOMBARDI, J. C.; GOERGEN, P.É ca e Educação: reflexões filosóficas e históricas. Campinas:
Autores Associados, 2005. (Coleção Educação Contemporânea)
LÜCK, Heloísa. et.al. A escola par cipa va: o trabalho do gestor escolar. 5.ed.
Petrópolis: Vozes, 2005.

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OLIVEIRA, Z. M. R. (2000). Interações sociais e desenvolvimento: A perspec va sócio histórica. Caderno do CEDES

PERRONE-MOISÉS, Leyla. Flores da escrivaninha – ensaios. São Paulo, Companhia das Letras, 2006.

PIAGET, Jean. Intelligence and affec vity: their rela onship during child development. Annual Reviews, Palo Alto-CA , 1954 [ed. USA, 1981].

PUIG, Josep. A construção da personalidade moral. São Paulo: Á ca, 1998a.

[1] (/Paginas/Forms/EditForm.aspx?ID=21865&Source=h p%3a//www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Forms/ARRUMADAS.aspx#_ nref1) Licenciado em


Filosofia com Habilitação em Filosofia, Sociologia e Psicologia pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialista em Administração Supervisão e
Orientação Escolar pelo Universidade do Norte Paraná (UNOPAR); Especialização em Metodologia do Ensino da História pela Faculdade Integrada
Espírita do Pará-Curi ba-Pr.

M AT O G R O S S O
Municípios (H p://Www.Mt.Gov.Br/Municipios)
Governo (H p://Www.Transforma.Mt.Gov.Br/)
História (H p://Www.Mt.Gov.Br/Historia)
Geografia (H p://Www.Mt.Gov.Br/Geografia)
Cultura (H p://Www.Mt.Gov.Br/Cultura)
Economia (H p://Www.Mt.Gov.Br/Economia)
Símbolos Oficiais (H p://Www.Mt.Gov.Br/Simbolos-Oficiais)
Leis (H p://Iomat.Mt.Gov.Br/Legislacao/Diario_oficial)

SERVIÇOS

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