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CEF

FERTILIZAÇÃO

Nome: Débora Sofia

Prof: José Do Ó

Francisco Valente

MJR
INDICE

1- Adubação

1.1- Fertilidade

1.1.1- Noção de fertilidade

1.1.2- Elementos nutritivos e suas funções

1.1.3- Sintomas de carências e excesso de nutrientes

1.2- Aplicação sustentada de fertilizantes – interferência com o meio ambiente

1.3- Análises de solo e análises foliares interpretação de resultados

1.4- Compatibilidade/incompatibilidade

1.7.1- Cálculo das quantidades de fertilizante a aplicar

1.7.2- Técnicas de aplicação de fertilizante

1.5- Análises foliares

1.5.1- Tipos de adubos de cobertura utilizados em jardins

1.6- Cálculo das quantidades de adubo a aplicar

1.7- Aplicação de adubos de cobertura, manualmente ou utilizando carrinho


distribuidor

1.8- Aplicação de adubações foliares

1.9- Normas de segurança, higiene e proteção do ambiente.


1- ADUBAÇÃO

A adubação é a prática agrícola que consiste no fornecimento de adubos ou


fertilizantes ao solo, de modo a recuperar ou conservar a sua fertilidade, suprindo a
carência de nutrientes e proporcionando o pleno desenvolvimento das culturas
vegetais.A adubação correta aumenta a produtividade agrícola. Deve, entretanto, ser
usada com moderação. É preciso ter sempre em mente que os adubos são extraídos
de rochas, que são recursos naturais não renováveis, ou produzidos em indústrias
químicas com riscos para o meio ambiente.

A adubação pode também ser feita com adubos orgânicos. Estes adubos são obtidos
a partir da decomposição de restos de plantas ou de esterco de animais
(bovinos,aves, etc.), pela ação dos microrganismos e também das minhocas. Há
também os chamados adubos verdes que são plantas (geralmente leguminosas) que
são cultivadas antes ou junto com a cultura principal. As folhas e palhada dos adubos
verdes contém nutrientes que lentamente vão sendo mineralizados e utilizados por
outras culturas como por exemplo, fruteiras, café, e até mesmo o milho.

A adubação pode ser classificada:

Tipo de fertilizante:

mineral (ex.: NPK, sulfato de amônio, superfosfato simples) ou

orgânica (ex.: esterco de curral, vermicomposto, vinhaça, adubos verdes)

Via de aplicação:

diretamente no solo

foliar

via água de irrigação

fertirrigação.
1.1- FERTILIDADE

Um dos fatores mais relevantes quando se trata de preservar os bons índices de


produtividade das plantações e o suprimento de nutrientes necessários para cada tipo
de cultivo, é a fertilidade do solo.

Conheça os 4 tipos de fertilidade da terra

Um solo fértil é aquele que tem a capacidade de suprir as plantas com nutrientes
essenciais em quantidades adequadas para o seu desenvolvimento. A fertilidade
pode ser separada em quatro tipos:

Fertilidade natural: é aquela que corresponde a um solo nunca lavrado. Ela ocorre a
partir do processo que constitui o solo. Esse processo inclui o material de origem, o
ambiente em que está o terreno, os organismos e o tempo;

fertilidade atual: esse tipo consiste nas condições do solo após a atuação do homem,
por meio de técnicas de manejo que fazem a correção e a adubação orgânica ou
mineral das plantações;

Fertilidade potencial: é um tipo que pode ser identificado a partir de certas


condições. Quer dizer: algum ou alguns fatores podem estar impedindo a capacidade
real da área em liberar nutrientes para as plantas. Um bom exemplo disso é a acidez;

Fertilidade operacional: esse tipo é previsto com base na identificação dos teores de
nutrientes no solo por alguns extratores químicos. Entretanto isso não significa que ela
é exatamente a fertilidade natural ou a atual; ou seja, um solo pode ter baixa
produtividade ainda que seja fértil.
1.1.1- NOÇÃO DE FERTILIDADE

Fertilidade é a capacidade do solo de ceder nutrientes para as plantas.

Para que as plantas se desenvolvam normalmente, alguns fatores são indispensáveis:


temperatura, luz, ar, água, nutrientes, etc. Os nutrientes são elementos químicos
essenciais ao desenvolvimento das plantas. Carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio
(O) são elementos essenciais para as plantas, constituindo 90 a 96 % dos tecidos
vegetais. Entretanto, não são considerados no estudo da fertilidade do solo, pois são,
prioritariamente, fornecidos pelo ar e pela água. Para a fertilidade do solo os nutrientes
são classificados como:

a) Macronutrientes primários: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K).

b) Macronutrientes secundários: cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e enxofre (S).

c) Micronutrientes: boro (B), ferro (Fe), zinco (Zn), manganês (Mn), cobre (Cu),
molibdênio (Mo) e cloro (Cl).

Os nutrientes absorvidos em grandes quantidades pelas culturas são considerados


macronutrientes. Aqueles absorvidos em menores quantidades, são considerados
micronutrientes. No entanto, todos são essenciais e a deficiência de apenas um deles,
pode prejudicar o desenvolvimento normal das culturas e, consequentemente, sua
produção.

A subdivisão entre macronutrientes primários e secundários é apenas uma questão de


marketing industrial, dado o advento das formulações N-P-K. Mas, não há qualquer
relação com a importância dos nutrientes, uma vez que todos são essenciais e
absorvidos em grandes quantidades.
1.1.2- ELEMENTOS NUTRITIVOS E SUAS FUNÇÕES

Fertilidade é a capacidade do solo de ceder nutrientes para as plantas. A fertilidade do


solo pode ser dividida em quatro tipos:

a) Fertilidade Natural: É a fertilidade decorrente do processo de formação do solo:


material de origem + ambiente + organismos + tempo. Fertilidade de um solo nunca
trabalhado.

b) Fertilidade Atual: É a fertilidade do solo após a ação antrópica (do homem).


Fertilidade após práticas de manejo que visam fornecer nutrientes para as culturas por
meio de correção e adubação mineral ou orgânica.

c) Fertilidade Potencial: É a que pode se manifestar a partir de determinadas


condições. Nesse caso, alguma característica do solo pode estar limitando a real
capacidade do solo em ceder nutrientes para as plantas. Ex.: Solos ácidos.

d) Fertilidade Operacional: É a fertilidade estimada a partir da determinação dos


teores de nutrientes no solo por determinados extratores químicos. Nem sempre a
fertilidade operacional é exatamente a fertilidade natural ou a atual do solo. Elas se
correlacionam, mas podem não ser exatamente iguais.
1.1.3- SINTOMAS DE CARÊNCIAS E EXCESSO DE NUTRIENTES

Algumas noções básicas para se identificarem carências nutritivas nas plantas


são:

CLOROSE - Amarelecimento geral da folha, palidez

CLOROSE INTERVENAL- Amarelecimento geral da folha à excepção das veias que


se mantém verdes

NECROSE – Depois da clorose os tecidos ganham uma cor acastanhada e morrem

PONTOS NECRÓTICOS – pontos mortos nas folhas geralmente negros

CRESCIMENTO PARADO – Planta mais pequena do que o normal e que não mostra
sinais de desenvolvimento

Os elementos essenciais são classificados por elementos móveis ou fixos, ou seja, os


móveis movem-se por toda a planta e os fixos não. Quando existe falta de um
elemento móvel numa parte da planta esse elemento é movido da parte mais baixa da
planta para onde quer que seja necessário, como resultado a deficiência vai-se
manifestar na parte mais baixa da planta (ex: Nitrogénio). Se existir a falta de um
elemento fixo a deficiência vai-se mostrar nas folhas mais jovens (ex: Ferro)

ELEMENTOS MÓVEIS - Nitrogénio, Fósforo, Potássio, Cloro

ELEMENTOS SEMI-MÓVEIS -Cobre, Magnésio, Manganês, Zinco

ELEMENTOS FIXOS - Boro, Cálcio, Ferro, Enxofre

Por vezes os mesmos sintomas visuais não estão propriamente relacionados com
deficiências nutritivas e sim com os factores ambientais, por exemplo, se as folhas de
um tomateiro ficarem com um tom púrpura pode não ser uma deficiência de fósforo
como seria à partida mas sim uma intolerância da planta ao frio. As distorções nas
folhas também podem estão relacionadas com grandes mudanças na humidade, uma
pequena clorose intervenal pode ser uma deficiência de magnésio ou de manganês ou
um primeiro sinal de stress por parte da planta, por sua vez a palidez das folhas pode
ser um sinal de falta de Nitrogénio ou de poluição no ar e o que por vezes é designado
por deficiência de Nitrogénio pode ser só a planta a chegar ao final do seu ciclo de
vida. Pontos mortos nas folhas podem ser devido a um fungo, vírus ou excesso de
Nitrogénio.

As deficiências não são muito comuns em hidroponia e se usarmos bons nutrientes,


tivermos um sistema dinâmico e uma boa oxigenação da solução a probabilidade de
se manifestarem carências é quase zero e nós até agora só encontramos uma
“verdadeira” carência que foi a falta de cálcio em tomates que é algo muito comum e
normalmente designado por BER ( Bear End Rot.
1.2- APLICAÇÃO SUSTENTADA DE FERTILIZANTES – INTERFERÊNCIA
COM O MEIO AMBIENTE

Os fertilizantes promovem o aumento de produtividade agrícola, protegendo e


preservando milhares de hectares de florestas e matas nativas, assim como a fauna e
a flora. Sendo assim, o uso adequado de fertilizantes se tornou ferramenta
indispensável na luta mundial de combate à fome e subnutrição.

A indústria de fertilizantes está consciente de suas responsabilidades sociais e


ambientais relacionadas à produção e ao uso adequado de seus produtos. A indústria
de fertilizantes, por meio de sua entidade representativa International Fertilizer Industry
Association (“IFA”), trabalha continuamente na busca do aprimoramento da eficiência
do uso dos nutrientes das plantas com estudos que indiquem as melhores práticas
possíveis de adubação, a fim de beneficiar os agricultores com o aumento de
produtividade, a melhoria da qualidade de alimentos e a preservação do meio
ambiente.

A IFA é a associação internacional de indústrias de fertilizantes que inclui


aproximadamente 450 empresas, representando mais de 80 países, sendo que
aproximadamente metade destas empresas está baseada em países em
desenvolvimento. A IFA desenvolve trabalhos de publicações e divulgação de
informações em diversos países para promover ativamente o uso e a produção dos
nutrientes das plantas de forma eficiente e responsável, a fim de manter e incrementar
a produção agrícola mundial de maneira sustentável.
1.3- ANÁLISES DE SOLO E ANÁLISES FOLIARES INTERPRETAÇÃO DE
RESULTADOS

O Guia de interpretação de Análise do Solo e Foliar é uma publicação, que reúne os


esforços e conhecimentos técnicos de uma equipe altamente qualificada.Abordada
diversas metodologias e etapas de interpretação dos resultados das análises de solo e
planta e a recomendação de um programa de manejo da fertilidade.

Este guia tem por finalidade auxiliar os profissionais da área agronómica na


interpretação da análise de solo e analise foliar quanto aos aspectos técnicos, o que
contribuirá para a determinação da necessidade da aplicação de calcário, de gesso
agricola, de matéria orgânica, de fertilizantes, com garantia de um manejo adequado
da adubação.

A descrição das etapas e a sua influência no diagnóstico e recomendação de


adubação é um diferencial desta publicação, que utiliza exemplos práticos para
demonstração dos métodos de amostra, análise e interpretação dos resultados, além
de apresentar a padronização das unidades recomendadas pelo Sistema Internacional
de Unidades.
1.4- COMPATIBILIDADE/INCOMPATIBILIDADE

Muitas dúvidas surgem em relação à mistura de matérias-primas no que diz respeito à


incompatibilidade entre elas. Certas matérias-primas não podem ser misturadas com
outras ou podem ser misturadas próximas à aplicação no solo. Outras podem ser
misturadas, sem problemas. Quanto à compatibilidade, as misturas de adubos são
classificadas desta maneira:

1. Compatíveis: são aquelas misturas que não apresentam alterações em suas


características físicas e/ou químicas. É o caso da uréia com cloreto de potássio; o
sulfato de amônio é

compatível com quase todos adubos nitrogenados; o MAP é compatível com os


adubos nitrogenados e superfosfatos;

2. Semicompatíveis ou limitadas: são aquelas misturas que devem ser misturadas um


pouco antes da aplicação. Por exemplo: uréia mais superfosfatos; DAP e os
superfosfatos;

3. Incompatíveis: são aqueles fertilizantes que não podem ser misturados entre si. Por
exemplo: uréia mais nitrato de amônio ou nitrocálcio; nitrato de cálcio mais cloreto de
potássio; uréia mais termofosfatos; escórias e termofosfatos são incompatíveis com a
maior parte dos fertilizantes, motivo pelo qual deve-se pesquisar a sua combinação; o
calcário não deve ser misturado com os fosfatados. Na fertirrigação, evitar a mistura
de fertilizantes fontes de cálcio com fontes de enxofre.