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MAÇÃS DE OURO EM BANDEIJA DE PRATA

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” Prov 25:11

- Deus é um Deus comunicativo

- Um dos melhores presentes que Deus nos deu foi a comunicação.

- A comunicação é o melhor presente que podemos dar ao nosso próximo.

NIVEIS DE COMUNICAÇÃO:

1 – COTIDIANO (Básico)
Oi, como você está? Tudo bem? Tchau!

2 – ATOS (Médio)
Como foi o seu dia? O meu foi assim... Hoje eu fiz isso...

3 – SENTIMENTOS (Profundo)
Como você se sente? Eu me sinto assim... Estou com esta dificuldade...

“A comunicação é o alimento para manter uma comunhão.”

OS INGREDIENTES DA COMUNICAÇÃO:

7% Verbal (O QUE) 40% da mensagem é


38% Gesto, expressões faciais e corporais. entendida na primeira
55% Tom de voz (O COMO) comunicação.

DERRUBANDO MITOS DA BOA COMUNICAÇÃO:

Uma comunicação interpessoal eficaz não se estabelece apenas com pessoas extrovertidas.

“Um bom comunicador é aquele que vive em conformidade com a própria natureza.”

O PROCESSO DA COMUNICAÇÃO:

EMISSOR RECEPTOR
CANAL

RETROALIMENTAR

BARREIRAS

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EMISSOR:

- Conceito claro da idéia ou pensamento a transmitir.

- Palavras e ações adequadas

- Reduzir barreiras.

RECEPTOR:

- Atenção.

- Interpretação.

- Criar idéia e sentimento adequado.

O QUE PENSA
O QUE QUER DIZER
O QUE SABE DIZER
O QUE DIZ
O QUE OUVE
O QUE ESCUTA
O QUE COMPREENDE
O QUE ACEITA
O QUE RETEM
O QUE FAZ

FORMAS DE COMUNICAR:

“ A boca fala do que o coração está cheio.”

AGRESIVO:
Expressa seus pensamentos, sentimentos e opiniões sem violar os direitos dos outros.
Frases usadas: “Isto não é o que penso, você é um bobo por pensar dessa forma...”,
“Isto é o que eu quero, o que você quer não me interessa”, “Se você não fizer isto...” “Você tem
que fazer...”

PASIVO:
Não e capaz de expressar seus sentimentos, pensamentos, opiniões ou direitos. Tem
dificuldade para poder fazer isso (mostra falta de confiança em si mesma). Termina
desabafando sobre outros que não podem solucionar o seu problema.
Frases usadas: “ Tal vez tenha razão” “Eu imagino que será assim” “Não acha que...
bom, deixa pra lá...”

ASSERTIVO:
Expressa diretamente o que sente, suas necessidades, direitos e opiniões sem violar
os direitos dos outros.
Frases usadas: “Penso que...” “Gostaria de ...” “Como podemos resolver isto?” “O que
você acha?”.

“O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.” Pro 21:23

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Uma das maiores dificuldades para manter uma relação sincera e verdadeira é a
comunicação; A maioria das pessoas admite terem problemas, de vez em quando, por
falta de comunicação adequada, mas poucos se esforçam por melhorar a mesma.

Até que ponto...

1. ...estou comprometido com a busca de


uma comunicação livre, sem distorções e
obstáculos?
2. ...estou ampliando minhas
potencialidades verbais e não verbais?
3. ...tenho me permitido ser quem
realmente quero ser?
4. ...há coerência entre o que penso, digo e
faço?
5. ...minha imagem externa corresponde ao
que percebo ao meu respeito?

Derrubando mitos da boa comunicação

As vitrines das bancas de jornal estão cheias de modelos a serem seguidos quando o assunto
é comunicação. Exemplos, muitas vezes assustadores. "Faça isso, não faça aquilo", "seja um
bom comunicador para ter sucesso", "sem uma boa comunicação você não conseguirá garantir
seu emprego". Enfim, as ameaças são inúmeras e apenas colaboram para aumentar o nível de
insegurança e ansiedade que intimamente vamos alimentando.

Talvez seja hora de derrubar alguns mitos que estão cercando o conceito de boa comunicação.
O primeiro deles diz respeito à própria comunicação. Da maneira como o ato de comunicar-se
vem sendo ressaltado na mídia jornalística, parece que a comunicação existe por si, sem a
necessidade de seres humanos para estabelecê-la. Da forma como o tema é tratado, nos dá a
impressão de que é a comunicação que precisa sempre ser aprimorada, desenvolvida,
qualificada e não o ser humano. A comunicação não existe em si, nós a criamos e recriamos ao
longo de milênios de história, como um instrumento a serviço do bem estar humano. Esta
relação deveria ser óbvia, mas nos tempos em que estamos vivendo, as "coisas" vão
assumindo o lugar dos seres humanos, sem que possamos ter tempo para perceber este
movimento.

Ora, se a comunicação é um instrumento a serviço do bem estar humano, ela não pode se
tornar uma camisa de força que nos oprime. E então, o que é mesmo uma boa comunicação?

Os modelos de comunicação interpessoal procuram sempre articular um bom comunicador a


alguém extrovertido. Ótimo para aqueles (poucos) que nasceram assim. Mas, e o que fazem os
milhões de indivíduos que não têm esta natureza? Para estes pobres mortais, os modelos de
boa comunicação se tornam invariavelmente uma camisa de força.

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Uma comunicação interpessoal eficaz não se estabelece apenas com pessoas extrovertidas. É
claro que os extrovertidos favorecem apresentações eloqüentes. Mas, às vezes, também
produzem grandes ruídos e se todos fossemos extrovertidos, seria insuportável conviver.
Acontece que uma boa comunicação não é feita só de grandes ruídos, mas, também, de
pequenos cliques cotidianos. Seja na sala de reuniões, nas apresentações em público ou
dentro de casa.

A imagem de que pessoas introvertidas, tímidas serão sempre perdedoras porque falam pouco
e, por isso, apresentam "dificuldade para se comunicar" é outro mito que precisa ser derrubado.
Há pessoas que definitivamente não gostam de se expor publicamente e que consideram
multidão, um número superior a dois expectadores. Isto não quer dizer que tenham baixa auto-
estima ou que não sejam líderes competentes.

Um bom comunicador é aquele que vive em conformidade com a própria natureza, seja ela
introvertida, ou não. Mais importante do que tentar inutilmente se tornar um comunicador
eloqüente, é procurar definir a própria natureza e viver sem imposições que a contrariem. Aí a
boa comunicação deixa de ser uma camisa de força e nos ajuda a melhorar como seres
humanos.
Nos discursos eloqüentes ou nos pequenos cliques, seres humanos de bem com a vida serão
sempre bons comunicadores.

A importância de uma boa comunicação


- Papai, o que é um monólogo?
- Ora, meu filho, é um diálogo entre marido e mulher.
- Mas papai, o meu professor explicou que isso é um diálogo!
- É porque com certeza o seu professor não é casado - encerrou o pai a conversa.

Tanto em família quanto nos negócios, não dar importância a comunicação significa
perda de oportunidades de bom relacionamento. Em se tratando de clientes é pior,
porque perde-se dinheiro. Quantas vezes uma empresa deixou de captar ou manter
clientes por causa da falta da manutenção constante de uma comunicação dirigida
por intermédio de algum veículo?

Da mesma forma os amigos. Quem não se comunica fica de fora da roda. Se você
comparece a uma reunião, é bem-vindo. Se não comparece, ninguém corre atrás.
Já no casamento a falta de comunicação adequada traz frustração, medo,
infelicidade, ressentimento, rebelião, podendo chegar ao divórcio.

A nossa percepção do mundo externo nem sempre se coaduna com a nossa


percepção interior. E nessa ocasião em que a comunicação fica truncada: a
incapacidade de perceber o outro, com todos os seus defeitos e suas virtudes. No
rompimento familiar tudo começou quando houve um ruído na comunicação e esta
falhou. Não há comunicação quando os interesses dos interlocutores não satisfazem
as necessidades recíprocas.

O caminho para uma boa comunicação é nós tentarmos ao máximo sermos nós
mesmos, sem ficar atrás de um biombo, isto é, quando não partilhamos os nossos
sentimentos, pensamentos, desejos e tudo o que é importante para nós. Quando
isso é partilhado, já é meio caminho para a outra parte se interessar por você. Mas
cuidado com quem você partilha: a sua intimidade pode ser usada contra você!

A maior parte de nossa comunicação, segundo um especialista, é não verbal. Veja


só:

• 7% comunicação por palavras

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• 38% por gestos ou expressões faciais e corporal
• 55% pelo tom de voz.

A comunicação não se dá apenas pelo que falamos. Nos comunicamos pelas


atitudes e o silêncio. O nosso corpo fala por intermédio dos gestos. Nos
comunicamos também por aquilo que não dizemos em alguma palavra oculta. Veja
este diálogo:
- Não consigo manter uma conversa com o meu marido.
- Por que?
- Ele fica o tempo todo em silêncio. Eu falo, falo, falo e ele não dá um "ái".
- Mas você já analisou porque o seu marido guarda silêncio? Será que você não
está usando o que ele diz contra ele?
Agora o diálogo do marido silencioso com um amigo:
- Quando ela começa falar fica histórica.
- Histérica, você quer dizer.
- Não, histórica mesmo. Ela traz à tona tudo o que jamais disse ou fiz.
A criança compreende (o cachorro também) muito melhor pelo tom de voz do que
pelas palavras. A percepção é pela maneira e não pelo que está sendo dito. Com
certeza a maioria dos conflitos de relação, seja de amizade, negócios ou no lar, é
devido ao tom de voz. Por exemplo, no caso de uma relação conjugal, a
comunicação não-verbal positiva pode ser sentida por uma carícia, um afago, um
toque terno, um abraço, um olhar amoroso, um presentinho bem escolhido fora de
hora, que podem ser substituídos pela espressão verbal "Eu te amo", na maioria
das vezes omitidas pelos homens -o que é natural- mas a mulher sempre gosta de
ouvir. Um amigo torna-se chegado quando procura e é procurado. E um cliente é
mantido quando é lembrado de alguma forma.
Comunicação não é apenas saber falar, mas saber ouvir. Se ouvimos mal, a
resposta não deverá ser adequada. Haverá ruído na comunicação. Saber ouvir é
uma das virtudes importantes de quem deseja sucesso em todos os setores. É
saber traduzir através das palavras bem ditas, mal ditas ou aquelas que não foram
ditas. Veja esse diálogo entre a esposa e o marido:
- Hoje o meu dia foi extremamente cansativo, com muitos aborrecimentos. Mas o
que você vai querer para o jantar?
- Que tal jantarmos no Albano's?
Percebeu? O marido traduziu a mensagem oculta. Ela, cansada, não estava a fim
de ir para cozinha ou até mesmo comandar um jantar, seja fazendo um pedido
fora, seja por intermédio da empregada e muito menos ela mesmo preparando. Ela
queria mesmo era sair, ver gente, conversar com o marido fora do ambiente
familiar.
E para terminar, uma dica: a percepção do outro é uma arte apreendida
diariamente com as nossas próprias necessidades.

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