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PROCESSO CONSTITUCIONAL:

A Constituição e a Defesa da Supremacia Constitucional. Antecedentes históricos e


evolução da jurisdição constitucional e do controle de constitucionalidade no Direito
comparado e no Direito brasileiro. Modelos de controle de constitucionalidade, difuso
e concentrado. Ações de controle de Constitucionalidade em espécies; Remédios
Constitucionais; Recurso Extraordinário; Recurso Especial; Recurso Ordinário
Constitucional; Ação Popular; Ação Civil Pública.

Professora:
Isadora Ferreira Neves

ILHÉUS – BA
2017
PLANOS DE AULA – PROCESSO CONSTITUCIONAL

Professora: Isadora Ferreira Neves


Duração da aula: 1 hora e 40 minutos

AULA 1

CONTEÚDO: A Constituição e a defesa da supremacia constitucional/


Antecedentes históricos e evolução da jurisdição constitucional e do controle
de constitucionalidade no Direito comparado e no Direito brasileiro

1. Introdução ao Controle de Constitucionalidade: a Constituição e a defesa da


supremacia constitucional

a) Constituição e constitucionalismo: a jurisdição constitucional e a ideia de


supremacia constitucional

- Metas do movimento constitucionalista, que é político-jurídico: Constituição


consubstanciada em um movimento escrito; separação de poderes; elaboração
de uma carta de direitos fundamentais.

- Vontade de instaurar uma nova ordem jurídica

- Princípio da Supremacia da Constituição substitui a soberania do parlamento, a


partir da necessidade de controle da atividade do legislador.

- Premissas da Supremacia da Constituição: conteúdo das normas


constitucionais e o fato de que elas são produto da vontade popular.

- Supremacia constitucional gera uma necessidade de conformação formal e


conformação material por parte das normas infraconstitucionais.

- Jurisdição constitucional e controle de constitucionalidade como condição de


possibilidade para a efetivação das normas constitucionais (Prof. Lenio Streck).

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b) A jurisdição constitucional no quadro do Estado Democrático de Direito

- Constituição como um programa político voltado para o futuro.

- Legitimidade desse programa se assenta na vontade popular (que elabora o


texto constitucional representada pelo poder constituinte originário) e pelo
modelo de Estado (Estado Democrático de Direito, caracterizado pelo “plus
normativo” e pelo intuito transformador do status quo)

c) Conceito de controle de constitucionalidade

- Verificação de compatibilidade das normas infraconstitucionais em relação às


normas constitucionais.
- Objetivo de garantir a supremacia e a defesa das normas constitucionais.

d) Pressupostos do controle de constitucionalidade

- Constituição formal, escrita e rígida.


- Supremacia constitucional.
- Órgão competente.
- Sanção: declaração da invalidade do ato.

2. Antecedentes históricos e evolução da jurisdição constitucional e do controle


de constitucionalidade no Direito comparado

a) O sistema norte-americano de controle difuso de constitucional: judicial review


of legislation e o leading case Marbury v. Madison

- Sistematiza o controle de constitucionalidade e consagra a Supremacia da


Constituição.

- Controle difuso, concreto, incidental, com efeito inter partes, ex tunc, sentença
declaratória, ato inconstitucional é ato nulo.

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- Princípio do stare decisis (tradição de common law).

b) O sistema austríaco de controle concentrado de constitucionalidade e a


contribuição de Kelsen

- Controle concentrado, direto, pela via principal, abstrato, efeitos erga omnes,
ex nunc, ato inconstitucional é anulável, sentença constitutiva.

- Kelsen: Judiciário atua como legislador negativo.

c) O sistema francês de controle de constitucionalidade

- Controle político efetuado pelo Conselho Constitucional.


- Controle prévio, preventivo, em tese (abstrato).

3. Análise evolutiva do controle de constitucionalidade no direito brasileiro

a) A Constituição de 1824

- Não havia controle de constitucionalidade.


- Poder Moderador

b) A Constituição de 1891

- Inaugura o controle difuso (inspiração do direito norte-americano).

c) A Constituição de 1934

- Introdução de aspectos e métodos do controle concentrado.


- Foi criada a representação interventiva, atualmente conhecida como ADI
interventiva, nas hipóteses de ofensa aos princípios constitucionais sensíveis.

d) A Constituição de 1937

- Era Vargas: desproporcional fortalecimento do Poder Executivo.

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- Possibilidade de o Poder Executivo tornar sem efeito decisão de
inconstitucionalidade proferida por tribunal.

e) A Constituição de 1946

- Inaugura o controle concentrado abstrato de modelo kelseniano com a criação


da representação genérica de inconstitucionalidade (hoje chamada de ADI).

f) A Constituição de 1967 e a EC n. 1/69

g) A Constituição de 1988

- O controle concentrado é ampliado no que tange ao número de ações e no


que diz respeito ao rol de legitimados (art. 103, CF/88) para provocarem o
controle (o PGR perde a legitimidade única – monopólio – para ajuizar a ADI)

- Institui a controle das omissões inconstitucionais do poder público, seja pelo


controle concentrado (ADO), seja pelo controle difuso (mandado de injunção).

AULA 2

CONTEÚDO: Modelos de Controle de Constitucionalidade / Parâmetro para a


declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade

1. Modelos de Controle de Constitucionalidade

a) Quanto à natureza do órgão: político, jurídico e misto

b) Quanto ao momento do controle: preventivo e repressivo

c) A relação entre o órgão e o momento do controle no direito brasileiro

- Controle jurisdicional repressivo


- Controle jurisdicional preventivo
- Controle político preventivo

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- Controle político repressivo

d) Quanto ao número de órgãos competentes para a realização do controle:


difuso e concentrado

e) Quanto à finalidade do controle: concreto e abstrato

f) Quanto ao modo de exercício do controle: pela via incidental ou de exceção e


pela via de ação direta

g) Relação entre o número de órgãos, finalidade e modo de exercício no direito


brasileiro:

- O controle difuso é concreto e exercido pela via incidental.


- O controle concentrado á abstrato e exercido pela via de ação direta.

2. Parâmetro para a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade

a) Conceito

- Parâmetro: é a norma constitucional, é a norma em relação à qual o controle é


feito. São as normas da CF que podem ser referenciadas para constatarmos a
constitucionalidade ou inconstitucionalidade dos demais diplomas.

- Objeto: é a norma legal, é a norma sobre a qual o controle é feito.

b) Questão do preâmbulo

- O STF, acionado em ação direta, entendeu que preâmbulo não é norma


jurídica, portanto não tem observância obrigatória em âmbito estadual e
tampouco é parâmetro para controle de constitucionalidade.
c) Questão do ADCT

- Suas normas também são consideradas parâmetro para o controle, por óbvio,
enquanto ainda tiverem eficácia.

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Quadro Esquemático

Fonte: NOVELINO, Marcelo. Curso de Direito Constitucional. 10 ed. Salvador:


Editora Jus Podivm, 2015.

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AULA 3

CONTEÚDO: Controle Difuso de Constitucionalidade

1. Noções gerais

a) Origem histórica: Marbury versus Madison (1803)

b) O controle difuso como um controle incidental: exercido pela via de exceção


ou pela via de defesa, em que a questão constitucional é questão prejudicial
no processo e não o objeto da ação.

c) Legitimidade ativa: as partes (autor e réu) em quaisquer demandas; os


terceiros intervenientes; o Ministério Público quando oficie no feito; o juiz ou
tribunal, de ofício; exceto o STF no recurso extraordinário (limitado pelo
presquestionamento).

d) Competência: qualquer órgão do Poder Judiciário (respeitadas as regras


processuais de competência); inclusive o STF (como Corte Recursal e
também no exercício da sua competência originária).

e) Objeto: qualquer ato emanado dos Poderes Públicos.

f) Parâmetro: qualquer norma constitucional em vigor no momento da criação do


ato objeto de controle.

2. O Controle Difuso nos Tribunais

a) A cláusula de reserva de plenário (art. 97, CF/88)

- Vale para o controle difuso e para o controle concentrado.

- É pressuposto de validade e eficácia da declaração jurisdicional de


inconstitucionalidade

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- Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do
respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade
de lei ou ato normativo do Poder Público.

- Tal órgão especial somente pode ser constituído em tribunais com mais de 25
julgadores, com no mínimo 11 e no máximo 25 membros, e exerce atribuições
delegadas do pleno, conforme art. 93, XI, CF/88.

Obs.: Súmula Vinculante n. 10 do STF


- O órgão fracionário não pode simplesmente afastar a aplicação da norma ao
invés de submeter a questão ao pleno ou órgão especial, desde que esse
afastamento se dê por conta da inconstitucionalidade.

b) A cisão funcional de competência no plano horizontal: discussão no controle


difuso efetuada em abstrato

c) Hipóteses em que não se aplica a cláusula de reserva de plenário:

- Novo CPC, art. 949, parágrafo único:


Dispensa esse procedimento quando houver pronunciamento anterior do
plenário ou órgão especial do mesmo tribunal, ou quando houver decisão do
plenário do STF.
Dessa forma, o órgão fracionário dispensa a cisão, declara a lei inconstitucional
e decide o mérito.

- Também não se submetem à cláusula de reserva de plenário os juízos


singulares (não são tribunais), as turmas recursais (não são tribunais), a análise
de não recepção (não é inconstitucionalidade) e a interpretação conforme a
Constituição (não é inconstitucionalidade), por decorrência lógica do art. 97 da
CF/88.

3. Efeitos da decisão no Controle Difuso de Constitucionalidade

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a) Efeitos quanto ao aspecto temporal

- Regra: efeitos ex tunc, uma vez que o ato inconstitucional é um ato nulo, essa
nulidade existe desde o seu nascimento.

- Possibilidade de modulação temporal de efeitos no controle difuso: situações


extremas, de inequívoco risco à segurança jurídica ou ao interesse social.

- No direito brasileiro, não há autorização legislativa expressa para o controle


difuso.

- É possível a modulação de efeitos em sede de controle difuso no Brasil,


mediante um juízo de ponderação/proporcionalidade, em casos excepcionais
que consagrem a segurança jurídica e ou outro relevante interesse social,
podendo ser atribuídos efeitos ex nunc (da decisão em diante) ou pro futuro (a
partir de outro momento fixado pela Corte).

b) Efeitos quanto ao aspecto subjetivo

- Regra: efeito inter partes

- Atuação do Senado Federal no Controle Difuso (art. 52, X, CF)

4. Tipos de ações no Controle Difuso

- Regra: qualquer tipo de ação judicial

a) Questão da Ação Popular

- A ação popular pode sim ser instrumento de controle difuso de


constitucionalidade, quando existirem atos lesivos ao patrimônio público, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.

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- A coisa julgada na ação popular tem eficácia erga omnes, mas devemos
lembrar, aqui, que isso não alcança a questão constitucional. Isso porque, em
sede de controle difuso, ela estará na fundamentação e não no dispositivo, de
forma que não é alcançada pela coisa julgada.

b) Questão da Ação Civil Pública

- A dúvida em relação à ação civil pública decorre efeitos erga omnes inerentes
às suas decisões (art. 16, Lei 7347/85)

- Num primeiro momento, a jurisprudência refutou a possibilidade de controle


difuso em sede de ACP por motivos de: invasão do campo de ação da ADI;
subtração de competência do STF.

- Independente do direito tutelado ser difuso, coletivo ou individual homogêneo, é


sim possível o controle de constitucionalidade em sede de ação civil pública.

- Desde que, evidentemente, a questão constitucional seja suscitada como


incidente ou questão prejudicial (fundamento ou causa de pedir da pretensão
deduzida). Esse é o posicionamento atualmente adotado pelo STF.

c) Questão do Mandado de Injunção

- O Mandado de Injunção pode sim ser instrumento para controle de


constitucionalidade difuso, desde que se verifique a relação de causalidade entre
a omissão do poder público e a impossibilidade de usufruto de um direito
fundamental.

Nesse caso, alega-se a omissão inconstitucional incidentalmente à pretensão do


caso concreto.

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AULA 4

CONTEÚDO: Controle Concentrado de Constitucionalidade / Ação Direta de


Inconstitucionalidade (ADI)

Controle Concentrado de Constitucionalidade

1. Noções gerais

a) Origem histórica: Constituição da Áustria de 1920, idealizada por Hans


Kelsen.

b) O controle concentrado como um controle abstrato, exercido pela via


principal, em que a questão de constitucionalidade configura o pedido
principal da ação e que a Corte Constitucional analisa a constitucionalidade
ou inconstitucionalidade da lei ou ato normativo em tese.

c) O Controle Concentrado no Brasil

d) Processo objetivo

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)

1. Legitimidade ativa

a) Rol exaustivo do Art. 103, CF/88: 4 autoridades (Presidente da República,


Governador de Estado, Governador do DF e Procurador Geral da República);
4 Mesas (Mesa do Senado Federal, Mesa da Câmara dos Deputados, Mesa
de Assembleia Legislativa e Mesa da Câmara Legislativa do DF); 4 entidades
(Conselho Federal da OAB, partido político com representação no Congresso
Nacional, confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional)

b) Capacidade postulatória dos legitimados

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- Não possuem capacidade postulatória os partidos políticos com representação
no CN, confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional.

c) Legitimados universais (neutros) e especiais (interessados)

- São legitimados especiais a Mesa de Assembleia Legislativa, Mesa da Câmara


Legislativa do DF, Governador de Estado, confederação sindical e entidade de
classe de âmbito nacional.

d) Pertinência temática dos Governadores de Estado

e) Representação dos partidos políticos no Congresso Nacional

f) Âmbito nacional das entidades de classe

g) Observações quanto aos legitimados ativos

2. Parâmetro

- ADI 2158

3. Objeto

- Art. 102, I, “a”, CF/88: leis ou atos normativos federais e estaduais.

- Questão do DF

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Fonte da Tabela: Profa. Nathalia Masson

- Medidas provisórias:

• Convertidas sem alterações significativas em seu texto


• Convertidas com alterações significativas em seu texto
• Possibilidade de apreciação judicial dos requisitos de relevância e urgência

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- Tratados Internacionais:

• Que não versem sobre direitos humanos


• Que versem sobre direitos humanos internalizados por procedimento ordinário
• Que versem sobre direitos humanos internalizados pelo procedimento do art.
5º, parágrafo 3º, CF/1988

- Revogação do objeto no curso da ADI

4. Procedimento

a) Provocação

b) Petição inicial: objeto; fundamentos; pedido.

Art. 3o, Lei 9868/99

A petição indicará:

I - o dispositivo da lei ou do ato normativo impugnado e os fundamentos jurídicos


do pedido em relação a cada uma das impugnações;

II - o pedido, com suas especificações.

Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração,


quando subscrita por advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter
cópias da lei ou do ato normativo impugnado e dos documentos necessários
para comprovar a impugnação.

- Princípio da congruência do pedido X inconstitucionalidade por arrastamento.

- Causa de pedir aberta

- Art. 4º. Lei 9868/99: indeferimento liminar da petição inicial

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c) Participação do AGU e do PGR (CF, art. 103, parágrafos 1º e 3º)

- AGU e PGR são ouvidos no prazo de 15 dias.

- PGR: defensor da Constituição

- AGU: defensor da lei

- Situações em que o AGU não é obrigado a defender a constitucionalidade da


lei.

d) Observações procedimentais:

- Autoridade da qual emanou o ato ouvida no prazo de 30 dias (art. 6º, Lei
9868/99)

- Processo objetivo: não há impedimento e suspeição, todavia o Ministro que


tenha participado como AGU ou PGR fica impedido de participar do julgamento
final da ação (ADI 2321, Rel. Min. Celso de Mello)

- Não há prescrição e decadência (questão de constitucionalidade é de ordem


pública, não há convalidação).

- STF pode instruir o processo e produzir provas requisitando informações,


designando peritos, realizando audiências públicas, etc.

- Não se admite desistência na ADI (art. 5º da Lei 9868/99)

5. Medida Cautelar na ADI (CF, art. 102, I, “p”)

- Concedida pela maioria absoluta dos membros do Tribunal (6 Ministros), desde


que presentes na sessão oito Ministros (quórum especial do art. 22, Lei 9868/99)

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AULA 5

CONTEÚDO: Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) / Ação Direta de


Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) / Arguição de Descumprimento de
Preceito Fundamental (ADPF) / Ação Direta de Inconstitucionalidade
Interventiva (ADI Interventiva) e Controle de Constitucionalidade nos Estados-
membros

Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC)

1. Introdução

- Competência do STF

2. Legitimidade ativa

3. Parâmetro

4. Objeto

5. Aspectos procedimentais

- Requisito formal: relevante controvérsia judicial

- Ausência de previsão de prazo para a prestação de informações

- Desnecessidade de convocação do Advogado-Geral da União

- Viabilidade da admissão do amicus curiae

- Não se admite desistência. (art. 16, Lei 9868/99).

6. Medida cautelar na ADC

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- Decisão concede a liminar tem eficácia erga omnes e efeito vinculante,
operando efeitos ex nunc (em regra).

- Suspensão do julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou


ato normativo objeto da ação.

- Uma vez concedida a medida cautelar, o julgamento da ADC deve ocorrer no


prazo de 180 dias (art. 21, Lei 9868/99).

7. Decisão definitiva da ADC

- Eficácia erga omnes, efeito vinculante e retroativo (em regra).

- Admissão da modulação de efeitos temporais quando houver declaração de


inconstitucionalidade.

- Não é cabível recurso e nem ação rescisória, salvo embargos declaratórios (o


que vale para ADI e ADC).

Obs.: - Natureza dúplice da ADC e ADI.

Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO)

1. Introdução

2. Competência

3. Objeto

- Normas constitucionais de eficácia limitada


- Omissões normativa
- Omissão total
- Omissão parcial
- Omissão parcial propriamente dita e relativa

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4. Legitimidade ativa

5. Procedimento

6. Medida liminar

7. Efeitos da decisão definitiva

Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)

1. Introdução

2. Legitimidade ativa

3. Parâmetro

- Definição jurisprudencial de preceito fundamental:

• princípios fundamentais
• direitos e garantias fundamentais
• princípios constitucionais sensíveis
• cláusulas pétreas
• direito à saúde, direito ao meio ambiente

4. Princípio da subsidiariedade

5. Fungibilidade entre a ADI e a ADPF

6. Espécies de ADPF:

- Autônoma (preventiva e repressiva)

- Incidental

7. Medida cautelar na ADPF

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8. Decisão definitiva

Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva (ADI interventiva)

1. Introdução

2. Competência

3. Objeto

4. Parâmetro

Obs.: o Parâmetro serão os princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII):

VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:


a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

5. Legitimidade ativa

6. Procedimento

7. Medida liminar

8. No plano estadual (ADI interventiva estadual)

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Controle de Constitucionalidade nos Estados-membros

1. Competência

2. Objeto

3. Parâmetro

4. Legitimidade

5. Interposição de recurso extraordinário no STF em face das decisões


prolatadas pelo TJ

6. Simultaneidade de ações diretas de inconstitucionalidade

AULA 6

CONTEÚDO: Remédios Constitucionais

Habeas Corpus (art. 5º, LXVIII)

1. Introdução

2. Legitimidade

3. Competência

4. Espécies

Habeas data (art. 5º, LXXII)

1. Introdução

2. Legitimidade ativa e passiva

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Mandado de segurança (art. 5º, LXIX)

1. Introdução

2. Direito líquido e certo

3. Legitimidade ativa e passiva

4. Competência

5. Espécies

Mandado de segurança coletivo (art. 5º, LXX)

1. Introdução

2. Legitimidade ativa

a) Partido político com representação no Congresso Nacional

b) Organizações sindicais entidade de classe ou associações

Mandado de injunção (art. 5º, LXXI)

1. Introdução

2. Legitimidade ativa e passiva

3. Efeitos da decisão

- Posição não concretista

- Posição concretista individual direta

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- Posição concretista individual intermediária

- Posição concretista geral (direta e intermediária)

AULA 7

CONTEÚDO: Ação Popular

1. Introdução

2. Conceito

3. Espécies

4. Requisitos

5. Legitimidade ativa e passiva

6. Competência

7. Decisão na ação popular

AULA 8

CONTEÚDO: Ação Civil Pública

1. Introdução

2. Competência

3. Bens tutelados

4. Partes

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- Lei 7347/85, art. 5º:

Art. 5o Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação


cautelar: (Redação dada pela Lei nº 11.448, de 2007) (Vide Lei nº 13.105, de
2015) (Vigência)
I - o Ministério Público; (Redação dada pela Lei nº 11.448, de 2007).
II - a Defensoria Pública; (Redação dada pela Lei nº 11.448, de 2007).
III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; (Incluído pela
Lei nº 11.448, de 2007).
IV - a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia
mista; (Incluído pela Lei nº 11.448, de 2007).
V - a associação que, concomitantemente: (Incluído pela Lei nº 11.448, de
2007).
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei
civil; (Incluído pela Lei nº 11.448, de 2007).
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público
e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre
concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. (Redação dada pela Lei nº
13.004, de 2014)

5. Sentença e Coisa Julgada

AULA 9

CONTEÚDO: Recurso Ordinário Constitucional

1.Introdução ao Recurso Ordinário Constitucional

2. Cabimento

a) Recurso Ordinário Constitucional para o STF

- Art, 102, II, “a”: o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o

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mandado de injunção decididos em única instância (casos em que os tribunais
superiores têm competência originária) pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão;

- Art. 102, II, b: o crime político

b) Recurso Ordinário Constitucional para o STJ

Art. 105, II, “a”: os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal
e Territórios, quando a decisão for denegatória;

Art. 105, II, “b”: os mandados de segurança decididos em única instância pelos
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal
e Territórios, quando denegatória a decisão;

Art. 105, II, “c”: as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo
internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou
domiciliada no País; Causas internacionais

3. Procedimento

AULA 10

CONTEÚDO: Recurso Especial

1. Conceito

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última


instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do
Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

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a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro
tribunal.

Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na


Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-
presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão:

I - a exposição do fato e do direito;


II - a demonstração do cabimento do recurso interposto;
III - as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida.

§ 1o Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a


prova da divergência com a certidão, cópia ou citação do repositório de
jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que
houver sido publicado o acórdão divergente, ou ainda com a reprodução de
julgado disponível na rede mundial de computadores, com indicação da
respectiva fonte, devendo-se, em qualquer caso, mencionar as circunstâncias
que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados.

2. Pressupostos Cumulativos

a) Decisão de única ou última instância

b) Decisão proferida por Tribunal

c) Presquestionamento

3. Pressupostos alternativos

- Alíneas do art. 105, III, CF/88.

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a) Decisão que contrariar ou negar vigência a tratado ou lei federal

b) Decisão que julgar válido ato de governo local contestado em face de lei
federal

c) Decisão que der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja
atribuído outro tribunal

AULA 11

CONTEÚDO: Recurso Extraordinário

1. Introdução

2. Pressupostos Cumulativos

a) Decisão recorrida de última ou única instância (CF, art. 102, III)

b) Prequestionamento

c) Repercussão geral (art. 102, § 3º, CF)

3. Requisitos alternativos (art. 102, III, CF/88)

a) Decisão que contrariar dispositivo constitucional

b) Decisão que declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal

c) Decisão que julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da
Constituição Federal

d) Decisão que julgar válida lei de governo local contestado em face de lei
federal

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3. Procedimento

4. Recursos especial e extraordinário repetitivos (art. 1036, CPC/15)

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REFERÊNCIAS

DIDIER Jr., Fredie. Ações Constitucionais. 6 ed. Salvador: Juspodivm, 2013.

FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 7 ed.


Salvador: Editora Juspodivm, 2015.

LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 19 ed. São Paulo: Saraiva,


2015.

MASSON, Nathalia. Manual de Direito Constitucional. 4 ed. Salvador: Editora


Juspodivm, 2016.

MENDES, Gilmar Ferreira. Curso de Direito Constitucional. 4 ed. São Paulo:


Saraiva, 2009.

SARLET, I. W. (Org.) ; MARINONI, L. G. (Org.) ; MITIDIERO, D. (Org.) . Curso de


Direito Constitucional - 3ª edição revista, atualizada e ampliada. 3. ed. São
Paulo/SP: Revista dos Tribunais, 2014. v. 01. 1407p.

STRECK, Lenio Luiz. Jurisdição Constitucional e Decisão Jurídica. 3 ed. São


Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2013.

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