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Jornal da República

Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Série I, N.° 41

$ 6.25 PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR - LESTE

DECRETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


SUMÁRIO
Número : 42/2016

PRESIDENTE DA REPÚBLICA : de 19 de Outubro


Decreto do Presidente da República N.º 42/2016 de 19 de
Outubro HONRA FÚNEBRE E SEPULTAMENTO NO JARDIM
Honra Fúnebre Sepultamento no Jardim dos Heróis em DOS HERÓIS EM METINARO
Metinaro .................................................................................... 326

Considerando que o artigo 11.º da Constituição da República


GOVERNO :
Resolução do Governo N.º 35/2016 de 19 de Outubro Democrática de Timor-Leste consagra o reconhecimento e a
Contribuição Financeira para a Organização Mundial de valorização da resistência secular do Povo Maubere contra a
Saúde da Região do Sudeste Asiático .............................. 327 dominação estrangeira e o contributo de todas as pessoas
que lutaram pela independência nacional,
Resolução do Governo N.º 36/2016 de 19 de Outubro
Sobre a Reserva da Pesquisa e Extração de Materiais de Reafirmando a vontade de homenagear os esforços
Construção a Empresas de Timor-Leste Detidas por Cidadãos manifestados pelos Combatentes da Libertação Nacional na
Timorenses ............................................................................. 327 luta pela Independência Nacional, nos termos da Lei n.º 3/
2006, de 12 de Abril, sobre Estatuto dos Combatentes da
Resolução do Governo No 37/2016 de 19 de Outubro Libertação Nacional, alterada pela Lei n.º 9/2009, de 29 de Julho
Traje Nacional da Função Pública .................................... 328 e pela Lei n.º 2/2011, de 23 de Março,

Nos termos da alínea f) do artigo 22.º da Lei sobre Estatuto dos


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO :
Combatentes da Libertação Nacional acima mencionada, o
Diploma Ministerial N.º 54 /2016 de 19 de Outubro
Presidente da República conceder ao Combatente falecido,
Orgânica dos Serviços das Unidades do Ministério da
Educação ................................................................................ 331 Jorge Tomás Godinho Carapinha alias ‘’Mau-Lelo’’, o direito
às honras fúnebres e a sepultura no cemitério especial existente.
Diploma Ministerial N.º 55 /2016 de 19 de Outubro
Orgânica da Direção-Geral do Ensino Secundário .......... 340
Diploma Ministerial N.º 56 /2016 de 19 de Outubro Públique-se,
Orgânica das Direções Municipais da Educação ............. 361
Diploma Ministerial N.º 57 /2016 de 19 de Outubro
Orgânica da Direção-Geral da Educação Pré-Escolar, Ensino
Básico e Ensino Recorrente ................................................. 369 O Presidente da República

Diploma Ministerial N.º 58 /2016 de 19 de Outubro


Orgânica da Direção-Geral do Ensino Superior ............... 394
Diploma Ministerial N.º 59 /2016 de 19 de Outubro Taur Matan Ruak
Orgânica da Direção-Geral da Política, Planeamento e
Parcerias ................................................................................. 404
Diploma Ministerial N.º 60 /2016 de 19 de Outubro
Orgân ica da Di reção-Gera l da Admi nistra ção e Assinado no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, Dili no dia
Finanças ................................................................................ 414 13 de Outubro de 2016.

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Jornal da República
RESOLUÇÃO DO GOVERNO N.º 35/2016 RESOLUÇÃO DO GOVERNO N.º 36 /2016

de 19 de Outubro de 19 de Outubro

CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA PARA A SOBRE A RESERVA DA PESQUISA E EXTRAÇÃO DE


ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE DA REGIÃO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO A EMPRESAS DE
DO SUDESTE ASIÁTICO TIMOR-LESTE DETIDAS POR CIDADÃOS
TIMORENSES

Considerando que a Organização Mundial de Saúde (OMS)


tem como missão garantir o acesso generalizado de todos os
Considerando que a prospeção, exploração e extração de
povos aos cuidados e informação sobre a saúde, de uma forma
materiais de construção em Timor-Leste é, desde 2008,
mais equitativa e efetiva.
administrada e regulamentada ao abrigo do Diploma Ministerial
Considerando que a OMS integra recursos humanos altamente estabelecido em 2008 e posteriormente alterado em 2009 e 2014;
especializados na área da saúde, desde médicos, cientistas e
outros especialistas da área da economia, financeira e sistemas Reconhecendo que os níveis de extração de materiais de
de informação, que têm contribuído para a pesquisa, formação construção, nomeadamente de areia e de cascalho por todo o
e dissiminação de novos conhecimentos a nível mundial. país, aumentaram significativamente desde 2008, tendo este
aumento sido principalmente impulsionado pela procura com
Considerando que Timor-Leste é membro da Organização origem no desenvolvimento de infraestruturas no país, nos
Mundial de Saúde da Região do Sudeste Asiático e tendo últimos oito anos;
vindo esta a desenvolver um trabalho fundamental nos
diversos países que integram a referida Região, contribuindo Reconhecendo ainda que em consequência disso, muitas
para a capacitação técnica dos recursos humanos e para o empresas timorenses estão a apostar na área de pedreiras para
desenvolvimento de diversas parcerias na área da saúde. materiais de construção, quer para apoiar o seu próprio projeto
quer para fornecimento a outros projetos operados por
Considerando que Timor-Leste continua empenhado em empresas nacionais e internacionais;
contribuir para o acesso mais generalizado de toda a população
aos cuidados de saúde e na capacitação dos seus profissionais Considerando que na perspetiva da extração mineira, a
de saúde, com a adopção de políticas sustentáveis nesta área. experiência de negócio das empresas timorenses, na área de
Assim, pedreiras para materais de construção, é suficiente para com-
petir com empresas internacionais e que, por outro lado, a sua
O Governo resolve, nos termos das alíneas d) e e) do artigo capacidade técnica precisa de ser continuamente melhorada
116.o da Constituição da República, o seguinte: com a introdução de um novo conjunto de requisitos técnicos
e de um regime regulatório mais proativo;
1. Aprovar uma contribuição financeira, no valor de $ 150.000,00
dólares americanos, para o reforço institucional e Considerando que até 2016, a maioria de licenças foram
concretização da missão da Organização Mundial de Saúde concedidas a empresas de Timor-Leste;
da Região do Sudeste Asiático.

2. A contribuição financeira referida no número anterior é Atendendo a que, segundo o disposto na versão preliminar
transferida com recurso ao orçamento de Dotações para do futuro Código Mineiro, as licenças para materiais de
Todo-o-Governo, Contribuição Financeira. construção estão reservadas a empresas constituídas nos
termos da lei de Timor-Leste e detidas por cidadãos timorenses,
3. A presente Resolução entra em vigor no dia seguinte ao da com um interesse de participação maioritário (mais do que 50%);
sua publicação.
Assim,

Aprovado em Conselho de Ministros em 11 de Outubro de O Governo, resolve, nos termos da alínea n) do n.º 1 do artigo
2016.
115º e da alínea c) do Artigo 116º da Constituição da República,
o seguinte:
Publique-se.
1. As Licenças para extração de materiais de construção só
podem ser concedidas a empresas e cooperativas
constituídas nos termos da lei de Timor-Leste e detidas
O Primeiro-Ministro, por cidadãos timorenses, com um interesse de participação
maioritário comprovado(mais de 50%).

_____________________ 2. O requisito acima mencionado pode não ser aplicável a


Dr. Rui Maria de Araújo projetos de construção públicos de grande dimensão,
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quando, por qualquer motivo comercial e em virtude de requisitos específicos relativos a determinados tipos de materiais de
construção, o Governo permita que a empresa internacional explore os seus próprios materiais de construção.

Aprovado em Conselho de Ministros em 11 de outubro de 2016.

Publique-se.

O Primeiro Ministro,

____________________
Dr. Rui Maria de Araújo

RESOLUÇÃO DO GOVERNO No 37 /2016

de 19 de Outubro

TRAJE NACIONAL DA FUNÇÃO PÚBLICA

Considerando que cumpre dignificar o exercício da Função Pública e ressaltar o seu elevado espírito de nacionalismo, importando
contribuir para o desenvolvimento do espírito de corpo dentre os funcionários públicos;

Considerando o caráter unitário e nacional da Função Pública, com presença assegurada em todo o território nacional, inclusive
ao nível municipal, bem como seu papel no fortalecimento da identidade nacional;

Considerando que compete ao Governo preservar e divulgar o património histórico-cultural e o Padrão Tais constitui reconhecida
manifestação cultural Timorense;

Considerando a Resolução do Governo que institui o Dia Nacional da Função Pública;

Considerando as recomendações do Conselho de Ministros na Reunião do dia 7 de julho de 2015;

Assim,

O Governo resolve, nos termos da alínea c) do artigo 116.º, da Constituição da República, o seguinte:
Aprovar o Traje Nacional da Função Pública, conforme o modelo em anexo, para uso em datas nacionais e cerimónias oficiais.

Aprovado em Conselho de Ministros em 31 de maio de 2016.

O Primeiro-Ministro,

____________________
Dr. Rui Maria de Araújo
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Descrição de modelo de traje para os funcionários da Função Pública

Traje para as senhoras:

Conjunto de vestido e casaco, com adornos de Tais

TECIDO:

· Semilã

· Cor: azul-escuro

Tais:

· Padrão de flores estilizadas grandes

· Padrão do Município de Oe-Cusse

· Cores da linha: branca, encarnada, amarela, preta e azul

Vestido:
· Tecido de semilã, igual ao do casaco
· Cor: azul-escuro
· Comprido abaixo dos joelhos; manga curta de 10 cm; gola em V
· Adornos de Tais com 3 cm para a manga, 8 cm para a cintura e 13 cm para a barra da bainha do vestido.

Casaco:
· Tecido de semilã, igual ao do vestido
· Cor: azul-escuro
· Manga comprida
· Adornos de Tais com 13 cm para a barra do cós do casaco e com 4 cm para a gola
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Traje para os cavalheiros:

Conjunto de camisa, casaco e calça

TECIDO:
· Tecido de semilã, para o casaco e as calças, igual ao do traje das senhoras
· Cor do tecido do casaco e calças: azul-escuro
· Tecido de algodão para camisa
· Cor da camisa: branco

Tais:
· Barra da camisa com padrão de folha pequena
· Padrão do Município de Oe-Cusse
· Cores da linha: branca, encarnada, amarela, preta e azul

Camisa:
· Tecido de algodão
· Cor: branco
· Camisa de manga comprida
· Com gola
· Adornos de tais com 2 cm para o interior do colarinho
· Adorno de tais com 3 cm para a vista das casas dos botões
· Adornos de tais com 3 cm, centrado no punho

Casaco:
· Tecido de semilã
· Cor: azul-escuro
· Com gola
· Adornos de tais com 13 cm para espelho das costas, partindo dos ombros
· Adornos de tais com 13 cm para espelho da frente, partindo dos ombros
· Adornos de tais com vivo de 2 cm no bolso
· Adornos de tais com 5 cm na pala do bolso
· Adornos de tais com 2 cm no punho da manga comprida, onde se prega o botão

Calça:
· Tecido de semilã, igual ao do casaco
· Cor: azul-escuro
· Calças compridas
· Modelo com 2 bolsos na frente e atrás

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DIPLOMA MINISTERIAL N.º 54 /2016 2. Os departamentos são chefiados por chefes de departamento
e as unidades são lideradas por chefes de secção.
de 19 de Outubro
CAPÍTULO II
ORGÂNICA DOS SERVIÇOS DAS UNIDADES DO ESTRUTURA DOS SERVIÇOS
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECÇÃO I
UNIDADE DO CURRÍCULO NACIONAL
A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo
Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número Artigo 4.º
1 do artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar Atribuições e competências
a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus
serviços”. 1. A Unidade do Currículo Nacional, abreviadamente designa-
da por UCN, é o serviço diretamente responsável perante
O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto- o Ministro da Educação pela execução das medidas
Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica superiormente definidas para a elaboração, implementação
das unidades diretamente tuteladas pelo Ministro da Educação, e monitorização dos programas e conteúdos curriculares e
sendo responsáveis pela realização de um número de serviços pedagógicos nos estabelecimentos de educação pré-
especializados essenciais para a implementação de uma política escolar e dos ensinos básico, secundário, superior e
educacional de qualidade, através da definição da sua estrutura recorrente, incluindo pela promoção de uma cultura de
e da determinação clara das respetivas competências de cada leitura junto da população.
serviço e organismo.
2. Compete designadamente à UCN:
A elaboração do presente diploma foi assegurada com base
em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir a) Rever e elaborar os currículos da educação pré-escolar,
de propostas submetidas por todos os serviços e organismos ensino básico, ensino secundário e ensino recorrente,
do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade assegurando a constante atualização e a adequação
entre os serviços com competência semelhantes. dos mesmos ao contexto nacional;

Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo b) Definir os programas curriculares da educação pré-
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, escolar, ensino básico, ensino secundário e ensino
publicar o seguinte diploma: recorrente, nomeadamente os conteúdos elementares
das componentes curriculares de ensino e os
CAPÍTULO I resultados mínimos de aprendizagem;
Disposições Gerais
c) Apoiar o desenvolvimento das linhas principais do
Artigo 1.º currículo e programas curriculares do ensino superior,
Objecto em estreita coordenação com as instituições de ensino
superior;
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico-funcio-
nal dos serviços das unidades do Ministério da Educação: d) Assegurar a sequência do ensino e aprendizagem,
dentro de uma articulação harmónica dos objetivos dos
a) a Unidade do Currículo Nacional; vários níveis e modalidades educativas e das
b) o Centro de Impressão; capacidades individuais das crianças e dos alunos;

c) o Gabinete Jurídico; e e) Contribuir para a elaboração dos diplomas legislativos


e reguladores referentes aos currículos nacionais dos
d) o Gabinete de Coordenação do Apoio ao Estudante. diversos níveis e modalidades de educação;

Artigo 2.º f) Preparar e assegurar a permanente adequação dos


Natureza planos de estudos das componentes curriculares,
assegurando o acesso dos docentes a materiais de
Os serviços das unidades, enquanto serviço central do apoio às atividades de ensino de qualidade;
Ministério da Educação, integram a administração direta do
Estado. g) Elaborar materiais pedagógicos da educação pré-
escolar, ensino básico, secundário e ensino recorrente,
Artigo 3.º incluindo os manuais oficiais das componentes
Organização dos serviços curriculares;

1. Os serviços das unidades, por regra,estruturam-se em h) Propor medidas que garantam a adequação da tipologia
departamentos, e estes podem organizar-se em unidades dos estabelecimentos de educação e ensino e centros
funcionais. de aprendizagem, e dos materiais e equipamentos
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didáticos às necessidades do sistema educativo e b) Departamento do Currículo do Ensino Secundário;
colaborar na atualização permanente do respetivo
inventário e cadastro, apoiando ainda a sua c) Departamento do Currículo do Ensino Superior;
disponibilização;
d) Departamento da Avaliação da Implementação do Currículo.
i) Elaborar normas e critérios de gestão e avaliação do
aproveitamento curricular dos alunos e propor medidas Artigo 6.º
adequadas em situações de aproveitamento negativo Departamento do Currículo da Educação Pré-Escolar, do
dos alunos; Ensino Básico e Recorrente

j) Apoiar os processos de avaliação anual de alunos O Departamento do Currículo da Educação Pré-Escolar, do


realizados ao nível do estabelecimento de ensino em Ensino Básico e Recorrente é oorganismo da UCN responsável
estreita colaboração com a Direção Nacional relevante por:
e, quando necessário, elaborar os métodos de avaliação, a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
nomeadamente os modelos de relatórios individuais, implementar as competências da UCN previstas nas alíneas
as provas finais anuais e exames nacionais para a a), b), d), e), f), g), h), l),m), n) e o) do número 2 do artigo 4.º
conclusão e ingresso nos diversos níveis e modalidades do presente diploma relacionadas à educação pré-escolar,
de educação; o ensino básico e recorrente;
k) Monitorizar a implementação curricular nos b) Contribuir para a determinação de normas e critérios de
estabelecimentos de educação e ensino e centros de gestão e avaliação do aproveitamento curricular dos alunos
aprendizagem, em estreita coordenação com os serviços da educação pré-escolar e ensino básico e aos participantes
inspetivos e instituições ou serviços responsáveis pela do ensino recorrente, propondo a implementação de
sua acreditação; medidas adequadas curriculares em situações de
aproveitamento negativo dos alunos;
l) Elaborar, coordenar e assegurar a execução de um plano
de leitura como parte integrante do currículo dos c) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
diversos níveis e modalidades de educação e ensino, mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
identificando a tipologia dos livros, determinando as
obras a serem incluídas e assegurando a elaboração, Artigo 7.º
desenvolvimento e impressão de livros de leitura, Departamento do Currículo do Ensino Secundário
quando necessário, garantindo a sua disponibilidade
nas bibliotecas escolares; O Departamento do Currículo do Ensino Secundário é o
organismo da UCN responsável por:
m) Apoiar a concepção, desenvolvimento e emissão de
programas educativos, de caráter didático e cultural, a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
nomeadamente para a alfabetização e educação de implementar as competências da da UCN previstas nas
adultos, que façam uso dos diversos meios de alíneas a), b), d), e), f), g), h), l), o) e n) do número 2 do
comunicação como instrumento de apoio ao ensino e artigo 4.º do presente diploma relacionadas ao ensino
aprendizagem através de meios próprios ou em parceria secundário;
com entidades de comunicação social;
b) Contribuir para a determinação de normas e critérios de
n) Promover, assegurar e orientar outras modalidades de gestão e avaliação do aproveitamento curricular dos alunos
ensino capazes de expandir o acesso à educação, do ensino secundário, propondo a implementação de medi-
nomeadamente o ensino à distância; das adequadas curriculares em situações de aproveita-
mento negativo dos alunos;
o) Articular com as entidades competentes ações de
formação específica e outros métodos de apoio ao c) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
fortalecimento das habilidades técnicas necessárias mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
para o pessoal docente e não docente envolvidos na
implementação do currículo, atividades de bibliotecas Artigo 8.º
escolares e programas educativos; Departamento do Currículo do Ensino Superior
p) Quaisquer outras competências que lhe sejam O Departamento do Currículo do Ensino Superior é o organismo
legalmente atribuídas. da UCN responsável por:

Artigo 5.º a) Assegurar a realização das atividades necessárias para


Estrutura implementar as competências da UCN previstas nas alíneas
c), d), e), f), h), n) e o) do número 2 do artigo 4.º do presente
A UCN estrutura-se em: diploma relacionadas ao ensino superior;

a) Departamento do Currículo da Educação Pré-Escolar, do b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
Ensino Básico e Recorrente; mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
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Artigo 9.º Currículo Nacional, o plano anual de publicações de
Departamento da Avaliação da Implementação do Currículo materiais didáticos, e assegurar a sua implementação
de acordo com as prioridades identificadas;
O Departamento da Avaliação da Implementação do Currículo
é o organismo da UCN responsável por: d) Assegurar o funcionamento efetivo dos equipamentos
de impressão através de um plano regular de manuten-
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para ção e de abastecimento dos materiais necessários, em
implementar as competências da UCN previstas nas alíneas estreita coordenação com o serviço responsável pelo
i) e j) do número 2 do artigo 4.º do presente diploma aprovisionamento e logística;
relacionadas com a implementação do currículo da
educação pré-escolar, do ensino básico, recorrente e e) Assegurar a impressão de materiais adicionais, de
secundário, incluindo a promoção da validação dos acordo com o orientações superiormente determinadas;
resultados dos exames nacionais e a elaboração e f) Quaisquer outras competências que lhe sejam
publicação anual de relatórios analíticos sobre os resultados legalmente atribuídas.
dos mesmos;
Artigo 11.º
b) Garantir a participação da Direção Nacional do Ensino Estrutura
Recorrente na implementação das competências previstas
nas alíneas i) e j) do número 2 do artigo 4.º do presente O Centro de Impressão estrutura-se em:
diploma aquando da implementação direta dos programas
de equivalência e de alfabetização pela Direção Nacional a) Departamento da Gestão Técnica de Produção;
do Ensino Recorrente;
b) Departamento da Gestão dos Equipamentos e Recurso
c) Assegurar a realização das atividades necessárias para Material.
implementar as competências da UCN previstas na alínea
k) do número 2 do artigo 4.º do presente diploma Artigo 12.º
relacionadas com a implementação do currículo da Departamento da Gestão Técnica de Produção
educação pré-escolar, do ensino básico, recorrente e
secundário, incluindo o desenvolvimento de instrumentos O Departamento da Gestão Técnica de Produção é o organismo
de monitorização e avaliação do currículo, a coordenação do Centro de Impressão responsável por:
da recolha de informação sobre o nível de implementação
do mesmo, e a elaboração e publicação anual de relatórios a) Assegurar a realização das atividades necessárias para im-
analíticos sobre a implementação do currículo dos níveis plementar as competências do Centro de Impressão
relevantes de educação e ensino; previstas nas alíneas a), b), c) e e) do número 2 do artigo
10.º do presente diploma;
d) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
mento e relatório das atividades do próprio Departamento. b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
SECÇÃO II
CENTRO DE IMPRESSÃO Artigo 13.º
Departamento dos Equipamentos e Recurso Material
Artigo 10.º
Atribuições e competências O Departamento da Gestão dos Equipamentos e Recurso
Material é o organismo do Centro de Impressão responsável
1. O Centro de Impressão, abreviadamente designado por CI, por:
é o serviço diretamente responsável perante o Ministro da a) Assegurar a realização das atividades relativas à implemen-
Educação pela edição, desenho gráfico e impressão de tação da competência do Centro de Impressão prevista na
materiais didáticos necessários para assegurar a alínea d) do número 2 do artigo 10.º do presente diploma,
implementação do currículo dos diferentes níveis de ensino incluindo todas as etapas relativas ao procedimento e
e educação e outras publicações. posterior à impressão de materiais;
2. Compete, designadamente, ao CI: c) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
a) Garantir a edição, desenho gráfico e impressão dos
materiais didáticos, incluindo manuais oficiais do SECÇÃO III
currículo nacional; GABINETE DE COORDENAÇÃO DO APOIO AO
ESTUDANTE
b) Garantir a edição, desenho gráfico e impressão de
publicações especializadas nas áreas das ciências da Artigo 14.º
educação e da inovação educacional; Atribuições e competências

c) Elaborar, em estreita coordenação com a Unidade do 1. O Gabinete de Coordenação do Apoio ao Estudante é o


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serviço diretamente responsável perante o Ministro da a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
Educação pelo suporte necessário para assegurar a implementar as competências do Gabinete de Coordenação
participação efetiva dos estudantes no processo educativo do Apoio ao Estudante previstas nas alínea a), c) do número
em Timor-Leste e em países estrangeiros através da aferição 2 do artigo 14.º do presente diploma;
de contribuição financeira para os seus estudos nos
diferentes níveis de educação de acordo com as políticas b) Prover o apoio necessário ao Coordenador para garantir a
educativas superiormente definidas para esta área e o regime implementação das competências previstas nas alíneas b)
jurídico relevante. e d) do número 2 do artigo 14.º do presente diploma no
âmbito do processo de aferição dos benefícios, incluindo
2. Compete, designadamente ao Gabinete de Coordenação do a identificação e realização de acordos com as instituições
Apoio ao Estudante: de ensino superior de acolhimento ao estudante;

a) Apoiar o processo de aferição de bolsas de estudo e c) Prover o apoio necessário ao Coordenador para garantir a
outros apoios financeiros ao estudante, nomeadamente implementação das competências previstas na alínea e) do
através da elaboração de propostas sobre os critérios número 2 do artigo 14.º no âmbito do processo de aferição
para a sua aferição e a realização de concursos de acesso dos benefícios;
às bolsas de estudo, em estreita coordenação com o
membro do Governo competente nesta matéria; d) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
b) Apoiar a participação do Ministério nos órgãos
coletivos para a administração do apoio financeiro Artigo 17.º
relativo a bolsas de estudo, de acordo com o regime Departamento de Implementação dos Benefícios
jurídico aplicável;
O Departamento de Implementação dos Benefícios é o organis-
c) Coordenar com o membro do governo responsável mo do Gabinete de Coordenação do Apoio ao Estudante
pelos assuntos exteriores a colocação dos estudantes responsável por:
em instituições de ensino no exterior e outras questões
relativas ao prosseguimento dos estudos no a) Prover o apoio necessário ao Coordenador para garantir a
estrangeiro; implementação das competências previstas nas alíneas b)
número 2 do artigo 14.º do presente diploma no âmbito da
d) Supervisionar as atividades dos funcionários técnicos implementação dos benefícios;
na área de educação colocados nas representações
diplomáticas de Timor-Leste no estrangeiro que tenham b) Assegurar a realização das atividades relativas à implemen-
como papel principal prestar apoio aos estudantes tação da competências do Gabinete de Coordenação do
colocados no estrangeiro; Apoio ao Estudante prevista na alínea c) do número 2 do
artigo 14.º do presente diploma, no âmbito do apoio à
e) Assegurar estreita coordenação com a direção nacional prossecução dos estudos pelos beneficiários, quando da
responsável pelas parcerias no que respeita à realização necessidade de tomadas de decisões ao nível central dos
e implementação de parcerias relacionadas com a serviços responsáveis pelos assuntos exteriores;
aferição de bolsas de estudo e outro apoio financeiro c) Assegurar a realização das atividades relativas à implemen-
aos alunos de nacionalidade timorense a estudarem no tação da competências do Gabinete de Coordenação do
território nacional e estrangeiro; Apoio ao Estudante prevista na alínea d) do número 2 do
artigo 14.ºdo presente diploma no âmbito da implementação
f) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas na sua área dos benefícios, incluindo a coordenação do acompanha-
de competência. mento do desenvolvimento dos estudos do beneficiários
e o cumprimento dos seus deveres exigidos por lei,
Artigo 15.º promovendo a tomada de decisões por parte do Ministro
Estrutura da Educação relativa à manutenção do estatuto de bolseiro
e o prosseguimento das consequências relevantes
O Gabinete de Coordenação do Apoio ao Estudante estrutura- previstas em lei quando do termo ou cancelamento do
se em: benefício;
a) Departamento para a Seleção dos Beneficiários; d) Realizar as atividades necessárias para garantir um eficiente
acolhimento e o pagamento pontual e regular do apoio
b) Departamento de Implementação dos Benefícios. financeiro aos estudantes beneficiários, em estreita
coordenação com o Fundo de Desenvolvimento do Capital
Artigo 16.º Humano;
Departamento para a Seleção dos Beneficiários
d) Prover o apoio necessário ao Coordenador para garantir a
O Departamento para a Seleção dos Beneficiários é o implementação das competências previstas na alínea e) do
organismo do Gabinete de Coordenação do Apoio ao número 2 do artigo 14.º do presente diploma no âmbito do
Estudante responsável por: processo de aferição dos benefícios;
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e) Promover as ações necessárias para promover a integração g) Dar formação pertinente aos quadros do Ministério da
do beneficiário, quando da conclusão dos estudos, no Educação relativamente ao ordenamento jurídico
mercado de trabalho, incluindo realizar as atividades, em vigente para o sector da educação com o objetivo de
estreita coordenação com a Comissão da Função Pública, assegurar uma compreensão das normas relevantes
para identificar as oportunidades existentes para o exercício pelos serviços centrais;
de atividade profissional remunerada na administração
pública, em regime de exclusividade, pelo período igual ao h) Assegurar a coordenação com os serviços técnicos
dobro do tempo de duração das bolsas, tal como exigido jurídicos de outros órgãos públicos, quando
por lei; necessário;

e) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça- i) Apoiar o processo de publicação oficial dos diplomas
mento e relatório das atividades do próprio Departamento. legais relevantes em coordenação com a Gráfica
Nacional;
SECÇÃO IV
GABINETE JURÍDICO j) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas na sua área
de competência.
Artigo 18.º
Atribuições e competências Artigo 19.º
Estrutura
1. O Gabinete Jurídico é o serviço técnico de assessoria es-
pecializada diretamente responsável perante o Ministro da 1. O Gabinete Jurídico estrutura-se em subunidades compostas
Educação pelo apoio jurídico a todos os serviços do por juristas e juristas assistentes que proveem apoio
Ministério assegurando a harmonia do ordenamento jurídico especializado a diversas áreas:
jurídico na área da educação e a análise da legalidade das
atuações do Ministério. a) Educação e ensino;

2. Compete, designadamente ao Gabinete Jurídico: b) Parcerias e Cooperação e Serviços Administrativos,


incluindo a Media Educativa, Educação Inclusiva,
a) Elaborar o quadro legal e regulamentar do sector da Infraestrutura da Educação, Recursos Humanos e
educação, com base num processo participativo dos Finanças;
serviços centrais relevantes e, quando possível, através
da elaboração prévia de propostas sobre as principais c) Administração Indireta sob a tutela do Ministro da
opções para o quadro legal; Educação.

b) Prestar assessoria jurídica em todas as matérias 2. Cada subunidade é responsável pela implementação das
pertinentes de natureza jurídica com base nas atribuições e competências do Gabinete Jurídico previstos
orientações do Ministro da Educação e por iniciativa no artigo anterior na sua área de atuação, devendo, ainda,
própria do Gabinete, ainda apoiando, quando prover especial apoio jurídico aos serviços centrais e
solicitado, a conformidade legal das atividades do municipais com a competência relevante à sua área de
Ministério no que respeita aos procedimentos de atuação.
aprovisionamento e despesas financeiras, através da 3. Os juristas das subunidades são equiparados para todos
elaboração de pareceres, estudos e informações; os efeitos legais a chefes de departamentos.
c) Propor os procedimentos necessários para garantir a
implementação do quadro legal vigente para o sector CAPÍTULO III
da Educação e prestar apoio jurídico para a elaboração DIREÇÃO E CHEFIA
destes pelos serviços centrais relevantes;
Artigo 20.º
d) Assegurar, em estreita coordenação com a Direção-Geral Coordenadores das Unidades
do Planeamento, Política e Parcerias, a elaboração dos
instrumentos de parceria e cooperação; 1. Tal como prevista na Lei Orgânica do Ministério da Educa-
ção, os serviços das unidades são chefiados por Coordena-
e) Realizar um levantamento das necessidades jurídicas dores, estes que são equiparados para todos os efeitos
do Ministério, nomeadamente identificando, em legais a Diretores Nacionais, quando da nomeação de
colaboração com os serviços relevantes, os diplomas funcionário do quadro da função pública.
legislativos e outras atividades jurídicas necessárias e
elaborar um plano anual a ser submetido a aprovação 2. Os Coordenadores dos serviços da unidade são as entidades
do Ministro; do Ministério da Educação que superintende tecnicamente
os departamentos e/ou subunidades, apoiando o
f) Acompanhar os processos de reclamação, recurso desenvolvimento de estratégias para a implementação dos
hierárquico e contenciosos em que o Ministério da programas e planos estratégicos na sua área de atuação,
Educação intervenha, promovendo os atos necessários, supervisionando o rigor técnico da execução das políticas,
sem prejuízo das competências do Ministério Público; programas e atividades dos serviços da unidade.
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3. Compete aos Coordenadores, nomeadamente: m) Realizar as medidas necessárias para promover o
desempenho profissional e o alcance dos resultados
a) Promover a visão e direção do Ministério da Educação planeados pelas unidades do serviço e pelos seus
a longo prazo; funcionários;

b) Definir as estratégias para atingir os objetivos do n) Proceder à avaliação do desempenho dos trabalhadores
Ministério da Educação no âmbito da sua área de na sua dependência, assegurando a correspondência
atuação em coerência com a politica do Governo e o do resultado da avaliação com o desempenho
Plano Estratégico da Educação, identificando as comprovado do funcionário,nos termos da lei;
prioridades de acordo com a realidade tal como
representadas pelos dados nacionais da educação; o) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
Educação, quando para tal solicitado;
c) Superintender os Departamentos e/ou Subunidades
dependentes do respetivo serviço, tendo em vista um p) Participar no Conselho de Coordenação, assegurando
adequado desenvolvimento e implementação das a preparação prévia necessária;
políticas educativas relevantes e de acordo com a
orientação do Ministro da Educação; q) Representar o serviço, incluindo externamente,
d) Acompanhar e avaliar regularmente e sistematicamente assegurando, quando necessário, a ligação com outros
as atividades dos Departamentos e subunidades, serviços e organismos da Administração Pública e em
assegurando a implementação das atividades previstas outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras;
no Plano Anual e o cumprimento dos prazos previstos;
r) Assegurar a coordenação efetiva com os serviços
e) Assegurar a elaboração da proposta de plano centrais e municipais do Ministério da Educação
estratégico, plano anual de atividades e respetivos garantindo a implementação harmoniosa das politicas
relatórios de execução das competências do serviço, e programas da educação;
garantindo uma participação adequada dos departa-
mentos e subunidades neste processo; s) Garantir que o Ministro da Educação tenha informação
técnica de qualidade no que diz respeito aos problemas,
f) Assegurar, controlar e avaliar a execução dos planos oportunidades e desafios e as propostas de medidas
de atividades e o alcance dos resultados esperados; para a eliminação dos riscos e a buscar soluções
adequadas;
g) Aprovar os atos administrativos e instruções
necessários ao funcionamento dos departamentos e/ t) Assegurar que o orçamento disponível às unidades
ou subunidades do respetivo serviço; sob a sua tutela seja executado com atenção à eficiência
dos gastos para atender as prioridades estratégicas e
h) Assegurar a elaboração dos sistemas internos de assegurar o alcance dos resultados;
procedimento relevantes do serviço de modo a melhorar
o desempenho pessoal e institucional e assegurar a u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
eficiência das atividades; por lei ou superiormente delegadas.

i) Contribuir e aprovar superiormente, submetendo à Artigo 21.º


aprovação Ministerial, os regulamentos necessários Chefes de Departamento
para assegurar a implementação do ordenamento
jurídico relevante para a execução das suas atribuições 1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do
e competências; Ministério da Educação que lideram diretamente o
funcionamento das unidades funcionais dos serviços das
j) Assegurar o apoio ao desenvolvimento de diplomas unidades.
legislativos, regulamentação e procedimentos internos
relevantes à sua área de atuação, facilitando a 2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção,
contribuição dos departamentos e/ou subunidades sob nomeadamente:
a sua superintendência para a determinação do
a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das compe-
conteúdo dos mesmos;
tências da respetiva unidade orgânica, garantindo a
implementação dos planos relevantes;
k) Proceder à difusão interna da missão e objetivos do
respetivo serviço, das suas competências e da forma b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores
de articulação com outros serviços centrais e na sua dependência, promovendo um desempenho
municipais do Ministério da Educação, desenvolvendo exemplar por estes;
medidas para uma coordenação e comunicação eficiente
e de qualidade entre as mesmas; c) Assegurar uma organização eficiente do departamento,
garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários
l) Emitir pareceres e providenciar apoio técnico na sua e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir
área de competência ao Ministro da Educação; os resultados esperados;
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d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam
desempenho da unidade, identificando regularmente de flexibilidade funcional.
os resultados alcançados e/ou as dificuldades
enfrentadas; 3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos administra-
tivos, sendo a sua composição regida pela seguinte regra:
e) Assegurar um processo de consulta regular com o
Coordenador, como realização do regime regular de a) o número máximo de funcionários é quatro, com um
encontros ou por sua própria iniciativa; funcionário para cada área, nomeadamente administra-
ção, finanças, logísticas e de coordenação;
f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades b) é ainda previsto um funcionário com funções de
em harmonia com o plano trimestral da unidade; coordenação do gabinete de apoio, sendo este
g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades equiparado a Chefe de Departamento.
do serviço ao superior hierárquico imediato;
Artigo 25.º
h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados Suporte técnico
obtidos, identificando o alcance e os desafios para
assegurar o acesso e qualidade do ensino; 1. Os serviços das unidades podem contar com um número de
profissionais técnicos nacionais e estrangeiros necessários
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos para a prestação de apoio especializado em áreas ainda
termos de referência e da monitoria do seu desempenho, não abastecidas pelos recursos humanos da administração
motivando os funcionários a alcançarem os resultados pública de acordo com a disponibilidade orçamental.
esperados;
2. A determinação do número de posições, o processo de
j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e seleção e as diversas questões relacionadas à contratação
cumprimento do período normal de trabalho por parte ou requisição de apoio técnico tem por base o regime
dos trabalhadores da sua unidade orgânica; jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
k) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários jurídico dos funcionários seniores da administração pública.
na sua dependência, assegurando a correspondência
do resultado da avaliação com o desempenho 3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos ao departa-
comprovado do funcionário, nos termos da lei; mento e/ou subunidade relevante não ocupando lugar no
quadro de pessoal, podendo, no entanto, serem afetos
l) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas diretamente ao Coordenador do serviço quando as funções
por lei ou superiormente delegadas. desempenhadas pelo profissional seja de caráter
transversal relacionado às competências de mais de uma
CAPÍTULO IV unidade orgânica do serviço.
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 26.º
Artigo 22.º Delegação de Competências
Organograma
1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar
O organograma dos serviços das unidades são aprovados em as respetivas competências, nos termos da lei, em casos
Anexo, o qual faz parte integrante deste diploma. de ausência temporária no serviço por razões de licença ou
de ausência no local de serviço por razões de trabalho por
Artigo 23.º mais de um dia, tendo em vista um adequado andamento
Quadro de pessoal do serviço através da aprovação de despacho de delegação
por escrito.
O quadro de pessoal dos serviços da unidade é aprovado por
diploma ministerial conjunto do Ministro da Educação e do 2. A determinação a quem a delegação de competências deve
membro do Governo responsável pela tutela da Comissão da ser feita segue por as seguintes regras:
Função Pública.
a) a delegação é feita, preferencialmente, a pessoal
Artigo 24.º dirigente sob a sua dependência, assim podendo o
Gabinete de Apoio Coordenador delegar as suas competências quando
da sua ausência a Chefe de Departamento
1. Os Coordenadores contam com um Gabinete de Apoio para
a implementação das atividades administrativas, logísticas b) é encorajada a delegação de competências com base
e financeiras para o bom funcionamento da gestão do num sistema rotativo, em que é dada aos diversos
serviço. titulares de cargos de direção e chefia sob a sua
dependência a oportunidade de exercer as funções do
2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica superior hierárquico;
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Jornal da República
c) quando da não existência de cargos de direção e chefia sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos seus
titulares, o cargo Coordenador é delegado em titular de nívelequivalente de outro serviço do Ministério da Educação,
preferencialmente um serviço que possua competências de natureza similar.

3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.

Artigo 27.º
Entrada em vigor

O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da sua publicação.

Publique-se.

Díli, 13 de Outubro de 2016.

O Ministro da Educação

António da Conceição

ANEXO: ORGANOGRAMAS DOS SERVIÇOS DAS UNIDADES


A. Unidade do Currículo Nacional

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B. Centro de Impressão

C. Gabinete de Coordenação do Apoio aos Estudantes

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D. Gabinete Jurídico

DIPLOMA MINISTERIAL N.º 55 /2016

de 19 de Outubro

ORGÂNICA DA DIREÇÃO-GERAL DO ENSINO SECUNDÁRIO

A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número 1 do
artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus
serviços”.

O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto-Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica
da Direção-Geral do Ensino Secundário. Com o mesmo, pretende garantir-se uma estrutura interna adequada e eficiente para
assegurar a implementação das políticas e programas na área do ensino secundário,provendo a possibilidade de aceder aos
estudos para além do nível mínimo obrigatório, através da definição da sua estrutura e da determinação clara das respetivas
competências de cada serviço e organismo.

A elaboração do presente diploma foi assegurada com base em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir de
propostas submetidas por todos os serviços e organismos do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade entre
os serviços com competência semelhantes.
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Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo h) Promover a consideração dos estabelecimentos de ensino
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, como instituições de apoio ao desenvolvimento de valores
publicar o seguinte diploma: democráticos dos alunos e a sua integração na comunidade
local, nomeadamente através da formulação e coordenação
CAPÍTULO I da implementação de programas extracurriculares;
Disposições Gerais
i) Incentivar a participação dos pais e responsáveis dos alunos
Artigo 1.º na gestão e administração dos estabelecimentos de ensino
Objecto e a colaboração destes com os docentes no processo de
ensino-aprendizagem;
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico-funcional j) Colaborar na promoção de um acesso igualitário à educação,
da Direção-Geral do Ensino Secundário. incluindo a igualdade de género, e no fortalecimento das
capacidades de gestão e administração dos estabeleci-
Artigo 2.º mentos de ensino, através de programas de ação social
Natureza escolar;
A Direção-Geral do Ensino Secundário, abreviada- k) Apoiar o processo de elaboração da proposta de plano
mentedesignada por DGES, enquanto serviço central do estratégico, plano anual de atividades e respetivos
Ministério da Educação, integra a administração direta do relatórios de execução;
Estado.
l) Colaborar no desenvolvimento e revisão dos programas
Artigo 3.º curriculares do ensino secundário;
Atribuições e competências
m) Colaborar na identificação das necessidades dos quadros
de pessoal docente e pessoal não docente dos estabeleci-
À DGES compete:
mentos de ensino, nomeadamente o estabelecimento do
quadro da organização pedagógica, tendo em vista uma
a) Assegurar a abertura e funcionamento dos estabelecimen-
adequada compatibilização dos recursos humanos
tos de ensino secundário dentro de um enquadramento
disponíveis com a desejável melhoria dos níveis de
que garanta a sua qualidade, nomeadamente através da
educação;
realização do licenciamento, acreditação e avaliação dos
mesmos; n) Colaborar na identificação das necessidades de infraestru-
turas, equipamentos e materiais, tendo em vista uma
b) Apoiar a administração e gestão dos estabelecimentos de adequada compatibilização dos recursos técnicos e
ensino de acordo com as normas aplicáveis, coordenando materiais disponíveis com a desejável melhoria dos níveis
a operacionalização da estrutura organizacional e a e modalidades de educação.
aplicação coerente das regras, e promovendo a definição e
implementação de procedimentos necessários para uma Artigo 4.º
administração e gestão eficientes, com a participação dos Organização dos serviços
dirigentes dos estabelecimentos de ensino;
1. Integram a Direção-Geral do Ensino Secundário os seguintes
c) Apoiar a real integração dos estabelecimentos de ensino serviços:
integrados na rede de ofertas de educação do serviço
público, promovendo o respeito pelas regras e procedi- a) Direção Nacional doEnsino Secundário Geral;
mentos aplicáveis;
b) Direção Nacional do Ensino Secundário Técnico-
d) Apoiar os processos de avaliação anual de alunos e os Vocacional;
exames de conclusão dos níveis de ensino, sob a
coordenação da Unidade do Currículo Nacional; 2. As direções nacionais estruturam-se em departamentos, e
estes podem organizar-se em unidades funcionais.
e) Propor medidas capazes de dar resposta aos desafios
encarados em relação à racionalização do fluxo escolar dos 3. Os departamentos são chefiados por chefes de departamento
alunos, de promoverem o acesso contínuo à educação, e a e as unidades são lideradas por chefes de secção.
adequação da oferta no nível secundário de educação;
CAPÍTULO II
f) Assegurar um equilíbrio entre as ofertas dos ensinos ESTRUTURA DOS SERVIÇOS
secundário geral e técnico-vocacional capaz de garantir a
SECÇÃO I
conformação do sistema educativo às necessidades de
DIREÇÃO NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO
ingresso no ensino superior e no mercado de trabalho;
GERAL
g) Promover práticas efetivas de educação inclusiva para Artigo 5.º
responder às várias necessidades, aos níveis e modalidades Atribuições e competências
educativos da sua área de competência de acordo com as
políticas definidas nesta área; 1. A Direção Nacional do Ensino Secundário Geral,
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Jornal da República
abreviadamente designada por DNESG, é o serviço central Avaliação, no levantamento de informação relevante
responsável pela promoção e execução das políticas para o ensino secundário geral, necessária ao
superiormente definidas para a ensino secundário geral, desenvolvimento do sistema de informação estatística
bem como pela garantia da acreditação, avaliação, da educação e à administração e gestão dos recursos
qualidade e administração e gestão dos estabelecimentos humanos relevantes;
de ensino secundário geral nos termos da Lei de Bases da
Educação e regulamentação conexa. l) Apoiar o desenvolvimento e revisão do currículo
nacional e programas curriculares relacionados com o
2. Compete, designadamente, à DNESG: ensino secundário geral;

a) Garantir o licenciamento, acreditação e avaliação dos m) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao
estabelecimentos de ensino secundário geral, INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente
coordenando a elaboração e implementação dos e não docente relacionadas com o ensino secundário
procedimentos de acordo com a legislação relevante; geral;

b) Definir os padrões de qualidade para o ensino n) Assegurar a efetiva integração de perspetivas


secundário geral, assegurando ao mesmo tempo a sua relacionadas com a educação inclusiva em todas as
adequação à realidade local e a sua função de suas competências específicas, apoiando o fortaleci-
contribuição para os avanços no ensino secundário; mento do acesso igualitário ao ensino secundário geral,
incluindo a igualdade de género;
c) Definir métodos para a operacionalização das políticas
sobre o ensino secundário geral, coordenando a o) Quaisquer outras competências que lhe sejam
execução dos mesmos em estreita concertação com os legalmente atribuídas.
serviços competentes do Ministério;
Artigo 6.º
d) Propor a elaboração de procedimentos para a Estrutura
administração e gestão dos estabelecimentos de ensino
secundário geral, prover a orientação necessária para a A DNESG estrutura-se em:
sua implementação e monitorizar a conformidade destes
com as normas legislativas e reguladoras; a) Departamento da Administração e Gestão do Ensino
Secundário Geral;
e) Propor a elaboração de procedimentos relacionados
com o acesso e mobilidade entre as diferentes b) Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Secundário
modalidades de ensino secundário, assegurando a Geral.
permeabilidade, a integração e a coordenação entre
estes; Artigo 7.º
Departamento daAdministração e Gestãodo Ensino
f) Apoiar o planeamento e a implementação do processo Secundário Geral
de conversão dos estabelecimentos de ensino
secundário geral para estabelecimentos de ensino 1. O Departamento da Administração e Gestão do Ensino Se-
secundário técnico-vocacional; cundário Geral é o organismo da DNESG responsável por:

g) Desenvolver e apoiar a implementação de atividades a) Assegurar a elaboração e a implementação dosregula-


extracurriculares dos estabelecimentos de ensino mentos relativos a uma administração e gestão
secundário geral; eficientes dos estabelecimentos escolares públicos e
integrados na rede pública, nomeadamente a gestão
h) Apoiar a implementação dos programas de ação social financeira, de recursos humanos e patrimonial e a
escolar nos estabelecimentos de ensino secundário; provisão de apoio e financiamento público aos
estabelecimentos particulares;
i) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e
orçamento anuais e os relatórios da sua execução, b) Apoiar a implementação das atividades extracurriculares
assegurando a sua adequação aos resultados nos estabelecimentos de ensino secundário geral;
esperados na política do ensino secundário geral;
c) Promover a implementação da disciplina pacífica no
j) Garantir, em articulação com os serviços competentes, ambiente escolar;
a satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino d) Promover uma gestão participativa, assegurando o
secundário geral, para a prossecução eficiente da direto envolvimento dos professores e dos pais e
política educativa relevante; responsáveis na gestão escolar dos estabelecimentos
de ensino secundário geral;
k) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e e) Implementar as atividades necessárias para o plano,
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Jornal da República
orçamento e relatório das atividades do próprio quadro de pessoal dos estabelecimentos de ensino
Departamento. secundário geral, colaborando com a Direção Nacional
dos Recursos Humanos e o Gabinete Jurídico, na
2. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do elaboração e aprovação das regras relevantes e dos
Ensino Secundário Geral no âmbito da sua competência da quadros de pessoal;
administração e gestão escolar previsto na alínea a) do
número 1 acima: k) Assegurar o acesso e o conhecimento das regras
relativas à colocação de docentes nos estabelecimentos
a) Elaborar propostas por escrito sobre o desenvolvimento escolares pelos serviços municipais, dando o apoio
ou fortalecimento da estrutura e dos mecanismos da necessário a estes serviços;
administração e gestão escolar, e promover a sua
aprovação pelo Diretor Nacional, realizando as l) Prestar o apoio necessário para a realização de
consultas necessárias com os serviços relevantes e recolocação de docente entre diferentes Municípios;
análise de relatórios da Inspeção Geral da Educação
para identificar os mecanismos mais adequados e m) Apoiar os processosde avaliação de desempenho de
eficientes para uma gestão efetiva e o cumprimento da pessoal docente, e ingresso e acesso na carreira, e
gestão escolar com as regras aplicáveisà gestão nomeação de cargos de direção e chefia dos
financeira, dos recursos humanos e patrimonial; estabelecimentos escolares, através da coordenação
ou apoio técnico aos mesmos, assegurando a estreita
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos coordenação com a Direção Nacional dos Recursos
relevantespara aadministração e gestão escolares, Humanos;
colaborando com os serviços jurídicos na redação dos
regulamentos; n) Apoiar o desenvolvimento dos métodos de fiscalização
da administração e gestão dos estabelecimentos
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a escolares em estreita coordenação e cooperação com
implementação dos procedimentos de administração e a Inspeção Geral da Educação, assegurando a sua
gestão, nomeadamente formulários, listas de harmonia com instrumentos relativos à promoção da
verificação, modelos de relatórios, entre outros; qualidade do ensino;
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
conhecimento do conteúdo e apoiar o cumprimento o) Apoiar a análise do nível de eficiência da administração
fiel dos regulamentos para a administração e gestão e gestão escolar, incluindo da informação relevante
escolar, nomeadamente através da elaboração de guias recolhida pela Inspeção Geral da Educação e os
ou manuais; relatórios regulares dos serviços municipais,
assegurando a estreita coordenação com o Departa-
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino mento do Acesso e Qualidade do Ensino Secundário
secundário geral aos regulamentos para a Geral;
administração e gestão escolar, seus instrumentos de
implementação e materiais de apoio, através da partilha p) Com base na análise da administração e gestão escolar,
com as representações municipais da educação; elaborar propostas de área de formação para fortalecer
a capacidade dos órgãos de administração e gestão
f) Elaborar e implementar ações para o fortalecimento da escolares e submeter à aprovação superior para
capacidade dos serviços Municipais para prestar o posterior submissão à Direção Nacional de Recursos
apoio necessário aos estabelecimentos de ensino Humanos;
secundário geral na implementação dos regulamentos
para a administração e gestão escolar; q) Elaborar propostas de regras para determinar as
necessidades de equipamentos,logística, de materiais
g) Desenvolver o sistema para a elaboração dos planos e itens didáticos e informáticos em função da natureza
anuais e orçamentais pelos estabelecimentos de ensino do estabelecimento, da sua localização e/ou da sua
secundário geral e para a determinação das principais dimensão, assegurando a submissão e promovendo a
prioridades, assegurando o conhecimento dos serviços aprovação pelo Diretor Nacional;
municipais quando da aprovação do sistema;
r) Realizar as ações necessárias para garantir a
h) Apoiar os serviços municipais na análise dos planos satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
anuais e orçamentais, assegurando o cumprimento dos informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino
padrões e regulamentos previstos; secundário geral públicos, nomeadamente procurando
a resolução dos problemas através da articulação com
i) Apoiar o processo para a elaboração de regulamento os serviços municipais e centrais competentes;
para o financiamento público de organizações de direito
privado que facultem o ensino secundário geral, s) Apoiar os serviços municipais na elaboração das
incluindo aquelas que integram na rede pública; propostas de concessão escolar para os estabeleci-
mentos de ensino secundário geral públicos e
j) Apoiar o processo de elaboração das regras para o integrados à rede pública, quando da atribuição
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orçamental em apreço encontrar-se prevista no secundário geral aos regulamentos, instrumentos de
orçamento do Ministério da Educação; implementação e materiais de apoio, através da partilha
dos mesmos com as representações municipais da
t) Preparar a documentação necessária dentro do educação;
procedimento financeiro aplicável para a transferência
de fundos relativos à concessão escolardos f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
estabelecimentos de ensino secundário geral; fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
u) Quando solicitado pela Direção Nacional de de ensino secundário geral na implementação dos
Planeamento, Estatística, Monitorização e Avaliação programas extracurriculares;
apoiar o levantamento de informação relevante para o
ensino secundário geral, de acordo com o âmbito do g) Assegurar a atualização do perfil escolar dos
pedido de apoio, e assegurando a entrega dos dados estabelecimentos de ensino secundário geral no que
para a integração dos mesmos no SIGE; diz respeito as questões relativas à administração e
gestão escolar, assegurando a coordenação com o
v) Rever o modelo de questionário para a recolha de dados Departamento do Fortalecimento do Acesso e
do ensino secundário geral elaborado pela Direção Qualidade do Ensino Secundário Geral;
Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e
Avaliação, propondo a sua alteração quando relevante; h) Outras atividades relevantes para assegurar a
implementação de atividades extracurriculares nos
w) Quando solicitado pela Direção Nacional de Ação estabelecimentos de ensino secundário geral.
Escolar, apoiar a implementação dos programas de ação
social escolar nos estabelecimentos de ensino 4. Compete ao Departamento da Administração e Gestão de
secundário geral, de acordo com o âmbito do pedido Ensino Secundário Geral no âmbito da sua competência
de apoio; para a promoção da disciplina pacífica no ambiente escolar
previsto na alínea c) do número 1 acima:
x) Assegurar a atualização do perfil escolar dos
estabelecimentos de ensino secundário geral no que a) Elaborar propostas por escrito sobre métodos para
diz respeito as questões relativas à administração e assegurar a disciplina nos estabelecimentos escolares,
gestão escolar, assegurando a coordenação com o garantindo o respeito pelos direitos dos alunos;
Departamento do Fortalecimento do Acesso e
Qualidade do Ensino Secundário Geral; b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
relevantes para a aprovação de regras de comportamento
y) Outras atividades relevantes para assegurar a dos alunos, colaborando com os serviços jurídicos na
administração e gestão efetivas dos estabelecimentos redação dos regulamentos;
de ensino secundário geral.
c) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar
3. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do a implementação de disciplina pacífica nos estabeleci-
Ensino Secundário Geral no âmbito da sua competência da mentos escolares, nomeadamente formulários, listas de
implementação das atividades extracurriculares previsto verificação, modelos de relatórios, entre outros;
na alínea b) do número 1 acima:
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a
a) Elaborar propostas por escrito sobre o tipo e o modo realização de ações disciplinares aos alunos em fiel
dos programas extracurriculares a serem implemen- cumprimento aos seus direitos, nomeadamente através
tadosnos estabelecimentos de ensino secundário geral; da elaboração de guias ou manuais;

b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino
relevantes para a implementação dos programas secundário técnico-vocacional aos regulamentos
extracurriculares, colaborando com os serviços jurídicos relativos à disciplina pacífica dos alunos, seus
na redação dos regulamentos; instrumentos de implementação e materiais de apoio,
através da partilha dos mesmos com as representações
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a municipais da educação;
implementação dos programas extracurriculares,
nomeadamente formulários, listas de verificação, f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
modelos de relatórios, entre outros; fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o amplo de ensino secundário geral para assegurar a
conhecimento sobre os programas extracurriculares e implementação devida dos métodos de disciplina
apoiar a realização dos mesmos, nomeadamente através pacífica;
da elaboração de guias ou manuais;
g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci-
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino mentos de ensino secundário geral no que diz respeito
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às questões relativas à disciplina positiva, assegurando órgãos coletivos, assegurando a coordenação com o
a coordenação com o Departamento do Fortalecimento Departamento do Fortalecimento do Acesso e
do Acesso e Qualidade do Ensino Secundário Geral; Qualidade do Ensino Secundário Geral;

h) Informar a Inspeção Geral da Educação, quando do h) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
conhecimento durante a implementação das suas participativa nos estabelecimentos de ensino
competências prevista em lei, de ações específicas pelos secundário geral.
professores que representem castigo físico ou psíquico,
e que violem os direitos dos alunos; 6. Compete ao Departamento da Administração e Gestão de
Ensino Secundário Geral no âmbito da sua competência da
i) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao implementação das atividades necessárias para a realização
INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente do plano, orçamento e relatório das atividades do
para fortalecer a capacidade destes de assegurar a Departamento previsto na alínea e) do número 1 acima:
implementação de medidas de disciplina pacífica;
a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
j) Outras atividades relevantes para garantir a aplicação identificando as áreas prioritárias no âmbito das
de medidas de disciplina pacífica nos estabelecimentos competências do departamento, assegurando a
de ensino secundário geral. determinação de indicadores e metas que estejam em
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
5. Compete ao Departamento da Administração e Gestão de do Ministério;
Ensino Secundário Geral no âmbito da sua competência da
promoção de uma gestão participativa previsto na alínea b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
d) do número 1 acima: assegurar a capacidade financeira para a implementação
do plano anual de atividades;
a) Elaborar propostas por escrito sobre a participação
dos professores, dos pais e responsáveis e alunos na c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços
administração e gestão pelos estabelecimentos de centrais do Ministério, assegurara compilação das
ensino secundário geral; propostas de orçamento dos estabelecimentos
escolares, do ponto de vista de um orçamento
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos programático, identificando as diversas rubricas do
relevantes para a criação de órgãos coletivos de orçamento para satisfazer as necessidades dos
representação dos professores, associação dos pais e estabelecimentos escolares, junto com o plano
professores, e associação estudantil colaborando com orçamental do Departamento;
os serviços jurídicos na redação dos regulamentos;
d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do
c) Desenvolver os instrumentos necessários para o Departamento, assegurando a identificação das
regular funcionamento dos órgãos coletivos da gestão funções específicas dos funcionários afetos ao
participativa dos estabelecimentos escolares, Departamento;
nomeadamente formulários, listas de verificação,
modelos de relatórios, entre outros; e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito
da gestão da administração pública,
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
funcionamento de qualidade dos órgãos coletivos f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
escolares, nomeadamente através da elaboração de gestão da administração pública para assegurar o
guias ou manuais; regular e efetivo funcionamento do Departamento

e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino de g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
secundário geral aos regulamentos relativos ao eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
funcionamento dos órgãos coletivos, instrumentos de tração pública no desempenho das competências do
implementação e materiais de apoio, através da partilha próprio Departamento.
dos mesmos com as representações municipais da
educação; Artigo 8.º
Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Secundário
f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o Geral
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos 1. O Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Secun-
de ensino secundário geral para assegurar o dário Geral é o organismo da DNESG responsável por:
funcionamento regular dos seus órgãos coletivos;
a) Promovera expansão do parque escolar do ensino
g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci- secundário geral como resposta às necessidades das
mentos de ensino secundário geral no que diz respeito comunidades e promover o amplo acesso e regular
às questões relativas ao funcionamento dos seus frequência dos alunos a este nível de ensino;
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Jornal da República
b) Promover a permeabilidade entre os programas do licenciamento de novos estabelecimentos de ensino
ensino secundário, assegurando a expansão das secundário geral públicos e particulares, nomeadamente
oportunidades de estudo; através da elaboração de guias ou manuais;

c) Apoiar o fortalecimento da qualidade do serviço i) Apoiar o acesso dos serviços municipais e as comuni-
prestado pelos estabelecimentos de ensino secundário dades locais aos regulamentos relevantes para a
geral, no âmbito do procedimento da avaliação e criação e licenciamento de novos estabelecimentos de
acreditação exigidas por lei; ensino secundário geral, seus instrumentos de
implementação e materiais de apoio, através da partilha
d) Implementar as atividades necessárias para o plano, dos mesmos com as representações municipais da
orçamento e relatório das atividades do próprio educação;
Departamento.
j) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
2. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
Secundário Geral no âmbito da sua competência da para prestar o apoio necessário às comunidades locais
expansão do parque escolare da ampliação do acessoe e pessoas coletivas em funcionamento para assegurar
manutenção da frequência ao ensino secundário geral a criação de estabelecimentos de ensino secundário
previsto na alínea a) do número 1 acima: geral particular de qualidade e sustentáveis;

a) Realizaruma análise da oferta e demanda do ensino k) Assegurar a realização do processo para o licencia-
secundário geral no território nacional, com o apoio mento dos estabelecimentos de ensino secundário geral,
técnico da DNPMA e com base nos dados nacionais coordenando a realização das diversas etapas do
da educação e a capacidade dos estabelecimentos procedimento regulado, assegurando a implementação
escolares prevista no seu quadro de pessoal; das suas próprias atribuições e garantindo o respeito
pelos prazos determinados;
b) Realizar a análise das propostas do parque escolar
relativo ao programa geral do ensino secundário l) Promover o registo dos estabelecimentos de ensino
submetidas pelos serviços municipais, quando secundário geral no Sistema de Informação da Gestão
relevante, assegurando a análise com base nos dados da Educação (SIGE) quando da concessão do
nacionais da educação, elaborando recomendação para licenciamento, através da ligação com o Departamento
eventual aprovação do Ministro da Educação; relevante;
c) Elaborar propostas por escrito para a criação de novos m) Apoiar o procedimento relativo à identificação dos
estabelecimentos de ensino secundário geral públicos estabelecimentos de ensino secundário geral
com base na análise das necessidades, submetendo- beneficiários de apoio público para integrarem a rede
as para aprovação superior do Diretor; de oferta pública de acordo com as necessidades
d) Apoiar a realização de discussões com os serviços públicas;
municipais para promover a integração de novos os
estabelecimentos de ensino secundário geral no plano n) Promover o desenvolvimento e a elaboração de regras
e orçamento municipal; para a matrícula e transferência dos alunos no ensino
secundário geral, colaborando com os serviços
e) Coordenar a realização das atividades preparatórias jurídicos do Ministério, com a intenção de promover a
para criação dos estabelecimentos de ensino frequência de um número amplo de alunos, quando
secundário geral públicos, e prestar o apoio técnico possível, em respeito à capacidade do estabelecimento;
necessário aos serviços municipais da educação para
a realização das suas competências prevista em o) Realizar, com base nos dados da educação, estudos
regulamento específico; sobre a frequência dos alunos e o abandono escolar,
promovendo, em estreita coordenação com a Direção
f) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos Nacional da Ação Escolar e com a Direção Nacional de
relevantes para a criação e licenciamento de novos Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação, a
estabelecimentos de ensino secundário geral públicos implementação de medidas para a diminuição do
e privados, incluindo os padrões para a licença abandono escolar e a retenção dos alunos, incluindo
operacional, colaborando com os serviços jurídicos na aqueles pertencentes aos grupos vulneráveis;
redação dos regulamentos;
p) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
g) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
a implementação dos regulamentos relevantes para a alcance do acesso do ensino secundário geral, incluindo
criação e licenciamento de novos estabelecimentos o abandono escolar, assegurando a estreita coordena-
escolares públicos, nomeadamente formulários, listas ção com a Direção Nacional de Planeamento, Estatística
de verificação, modelos de relatórios, entre outros; Monitorização e Avaliação;

h) Desenvolver materiais de apoio para a criação e q) Conceber e coordenar a implementação de atividades


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de socialização sobre a importância da continuação a) Elaborar os padrões de qualidade para o ensino secun-
dos estudosao nível do ensino secundário geral para a dário geral, nomeadamente relativos à infraestrutura,
consolidação do conhecimento, apoiando os serviços equipamentos, materiais didáticos, ambiente escolar,
municipais na implementação do programa no nível entre outros, assegurando uma consulta estreita com
municipal e local; os serviços nacionais relevantes e a integração da
educação inclusiva;
r) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão
do parque escolar do ensino secundário geral. b) Apoiar a aprovação dos padrões de qualidade do ensino
secundário geral, identificando, caso necessário, os
3. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino diversos graus de excelência, e determinando, ainda, o
Secundário Geral no âmbito da sua competência da cumprimento destes para as diversas etapas de
promoção da permeabilidade dentre os diversos programas regulação dos estabelecimentos
do ensino secundário previsto na alínea b) do número 1
acima: c) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
relevantes para a aprovação de regras relativas ao
a) Realizar análises e estudos sobre potenciais processo de avaliação anual e de acreditação dos
mecanismos para promover a permeabilidade dentre estabelecimentos escolares, colaborando com os
os programas do ensino secundário como método para serviços jurídicos na redação dos regulamentos;
fortalecer a frequência neste nível de ensino, garantindo
uma transição positiva aos alunos; d) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar
a implementação do procedimento de avaliação e
b) Apoiar a realização de discussões com os serviços acreditação dos estabelecimentos escolares, nomeada-
municipais e gestão dos estabelecimentos escolares mente formulários, listas de verificação, modelos de
sobre a permeabilidade dos programas de ensino relatórios, entre outros;
secundário geral e técnico-vocacional; e) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a
realização dos procedimentos de avaliação e
c) Elaborar propostas de mecanismos para a promoção acreditação, nomeadamente através da elaboração de
da permeabilidade entre os programas de ensino, guias ou manuais;
nomeadamente aqueles relacionados com o processo
de matrícula, transferência, procedimento para a f) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino secun-
reconversão curricular, e medidas de apoio ao dário geral aos regulamentos relativos à avaliação
estudante, em estreita coordenação com a Direção regular e a acreditação, seus instrumentos de
Nacional do Ensino Secundário Técnico-Vocacional, implementação e materiais de apoio, através da partilha
assegurando a sua inclusão nos regulamentos dos mesmos com as representações municipais da
relevantes; educação;

d) Contribuir para o desenvolvimentodos instrumentos g) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o


necessários e materiais de apoio para apoiar a fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
implementação das normas regulamentares relevantes para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
para permeabilidade dos alunos dos programas do do ensino secundário geral para assegurar a
ensino secundário, nomeadamente formulários, listas implementação devida dos procedimentos de avaliação
de verificação, modelos de relatórios, guias e manuais, e acreditação;
entre outros;
h) Assegurar a realização de medidas para a existência
e) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o de perfil individual dos estabelecimentos do ensino
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais secundário geral públicos, para servirem como meio
para prestar o apoio necessário, quando relevante, em para assegurar a efetiva monitorização da qualidade e
relação à permeabilidade entre os programas do ensino o progresso da qualidade do programa geral do ensino
secundário; secundário;

f) Elaborar relatórios regulares, nomeadamente anuais, i) Coordenar o procedimento de avaliação anual e


com o foco no alcance da permeabilidade entre os acreditação regular dos estabelecimentos de ensino
programas do ensino secundário; relevantes assegurando a estreita coordenação com
os serviços inspetivos e mantendo um sistema de
g) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão registo e arquivo dos resultados;
do parque escolar do ensino secundário geral.
j) Apoiar as ações para assegurar o efetivo encerramento
4. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade da Edu- do funcionamento do estabelecimento de ensino
cação de Ensino Secundário Geral no âmbito da sua quando da não concessão do licenciamento e/ou
competência de fortalecimento da qualidade do serviço acreditação;
prestado pelos estabelecimentos de ensino secundário
geral previsto na alínea c) do número 1 acima: k) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
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nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no Vocacional, abreviadamente designada por DNESTV, é o
alcance do acesso ao ensino secundário geral, serviço central responsável pela promoção e execução das
assegurando a estreita coordenação com a Direção políticas superiormente definidas para a ensino secundário
Nacional de Planeamento, Estatística Monitorização e geral, bem como pela garantia da acreditação, avaliação,
Avaliação; qualidade e administração e gestão dos estabelecimentos
de ensino secundário técnico-vocacional nos termos da
l) Com base na análise da qualidade do ensino secundário Lei de Bases da Educação e regulamentação conexa.
geral, elaborar propostas de área de formação para
fortalecer a qualidadedeste nível de ensinoe submeter 2. Compete, designadamente, à DNESTV:
à aprovação superior para posterior submissão à
Direção Nacional de Recursos Humanos; a) Garantir o licenciamento, acreditação e avaliação dos
m) Outras atividades relevantes no domínio do estabelecimentos de ensino secundário técnico-
fortalecimento da qualidade do ensino secundário geral. vocacional, coordenando a elaboração e implemen-
tação dos procedimentos de acordo com a legislação
5. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino relevante;
Secundário Geral no âmbito da sua competência da
implementação das atividades necessárias para a realização b) Definir os padrões de qualidade para o ensino
do plano, orçamento e relatório das atividades do secundário técnico-vocacional, assegurando ao mesmo
Departamento previsto na alínea d) do número 1 acima: tempo a sua adequação à realidade local e a sua função
de contribuição para a melhoria da qualidade do ensino
a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades, secundário;
identificando as áreas prioritárias no âmbito das
competências do departamento, assegurando a c) Definir métodos para a operacionalização das políticas
determinação de indicadores e metas que estejam em sobre o ensino secundário técnico-vocacional,
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas coordenando a execução dos mesmos em estreita
do Ministério; concertação com os serviços competentes do
Ministério;
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
assegurar a capacidade financeira para a implementação d) Propor a elaboração de procedimentos para a
do plano anual de atividades; administração e gestão dos estabelecimentos de ensino
c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços secundário técnico-vocacional, prover a orientação
centrais do Ministério, assegurar a compilação das necessária para a sua implementação e monitorizar a
propostas de orçamento dos estabelecimentos escola- conformidade destes com as normas legislativas e
res, do ponto de vista de um orçamento programático, reguladoras;
identificando as diversas rubricas do orçamento para e) Coordenar o planeamento e a implementação do
satisfazer as necessidades dos estabelecimentos processo de conversão dos estabelecimentos de ensino
escolares, junto com o plano orçamental do secundário geral para estabelecimentos de ensino
Departamento; secundário técnico-vocacional, em estreita coordenação
d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- com a Direção-Geral de Educação Pré-Escolar, Ensino
mento, assegurando a identificação das funções Básico e Ensino Secundário Geral;
específicas dos funcionários afetos ao Departamento;
f) Propor a elaboração de procedimentos relacionados
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito com o acesso e mobilidade entre as diferentes
da gestão da administração pública, modalidades de ensino secundário, assegurando a
permeabilidade, a integração e a coordenação entre
f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da estes;
gestão da administração pública para assegurar o
regular e efetivo funcionamento do Departamento; g) Desenvolver e apoiar a implementação de atividades
extracurriculares dos estabelecimentos de ensino
g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão secundário técnico-vocacional;
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
tração pública no desempenho das competências do h) Apoiar a implementação dos programas de ação social
próprio Departamento. escolar nos estabelecimentos de ensino secundário
técnico-vocacional e ensino superior;
SECÇÃO II
DIREÇÃO NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO i) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e
TÉCNICO-VOCACIONAL orçamento anuais e os relatórios da sua execução,
assegurando a sua adequação aos resultados
Artigo 9.º esperados na política do ensino secundário técnico-
Atribuições e competências vocacional e técnico-vocacional;

1. A Direção Nacional do Ensino Secundário Técnico- j) Garantir, em articulação com os serviços competentes,
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a satisfação das necessidades logísticas, didáticas, provisão de apoio e financiamento público aos
informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino estabelecimentos particulares;
secundário técnico-vocacional, para a prossecução
eficiente da política educativa relevante; b) Apoiar a implementação das atividades extracurriculares
nos estabelecimentos de ensino secundário técnico-
k) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção vocacional;
Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e
Avaliação, no levantamento de informação relevante c) Promover a implementação de uma disciplina pacífica
para o ensino secundário técnico-vocacional, necessária no ambiente escolar;
ao desenvolvimento do sistema de informação
estatística da educação e à administração e gestão dos d) Promover uma gestão participativa, assegurando o
recursos humanos relevantes; direto envolvimento dos professores e dos pais e
responsáveis na gestão escolar dos estabelecimentos
l) Apoiar o desenvolvimento e revisão do currículo de ensino secundário técnico-vocacional;
nacional e programas curriculares relacionados com o
ensino secundário técnico-vocacional; e) Implementar as atividades necessárias para o plano,
orçamento e relatório das atividades do próprio
m) Apoiar o processo de avaliação dos alunos de acordo Departamento.
com as regras previstas no currículo nacional para o
ensino secundário técnico-vocacional; 2. Compete ao Departamento da Administração e Gestão En-
sino Secundário Técnico-Vocacional no âmbito da sua
n) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao competência de apoio à administração e gestão escolar
INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente previsto na alínea a) do número 1 acima:
e não docente relacionadas com o ensino secundário
técnico-vocacional; a) Elaborar propostas por escrito sobre o desenvolvimento
ou fortalecimento da estrutura e dos mecanismos da
o) Assegurar a efetiva integração de perspetivas administração e gestão escolar, e promover a sua
relacionadas com a educação inclusiva em todas as aprovação pelo Diretor Nacional, realizando as
suas competências específicas, apoiando o fortaleci- consultas necessárias com os serviços relevantes e
mento do acesso igualitário ao ensino secundário análise de relatórios da Inspeção Geral da Educação
técnico-vocacional, incluindo a igualdade de género; para identificar os mecanismos mais adequados e
eficientes para uma gestão efetiva e o cumprimento da
p) Quaisquer outras competências que lhe sejam gestão escolar com as regras aplicáveis à gestão
legalmente atribuídas. financeira, dos recursos humanos e patrimonial;

Artigo 10.º b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos


Estrutura relevantes para a administração e gestão escolares,
colaborando com os serviços jurídicos na redação dos
A DNESTV estrutura-se em: mesmos;

a) Departamento da Administração e Gestão do Ensino c) Desenvolver os instrumentos necessários para a


Secundário Técnico-Vocacional; implementação dos procedimentos de administração e
gestão, nomeadamente formulários, listas de
b) Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Secundário verificação, modelos de relatórios, entre outros;
Técnico-Vocacional;
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
c) Departamento para a Promoção da Integração ao Mercado conhecimento do conteúdo e apoiar o cumprimento
de Trabalho. fiel dos regulamentos para a administração e gestão
escolar, nomeadamente através da elaboração de guias
Artigo 11.º ou manuais;
Departamento da Administração e Gestãodo Ensino
Secundário Técnico-Vocacional e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino
secundário técnico-vocacionalaos regulamentos para
1. O Departamento da Administração e Gestão do Ensino Se- a administração e gestão escolar, seus instrumentos
cundário Técnico-Vocacional é o organismo da DNESTV de implementação e materiais de apoio, através da
responsável por: partilha com as representações municipais da educação;

a) Assegurar a elaboração e a implementação dos f) Elaborar e implementar ações para o fortalecimento da


regulamentos relativos a uma administração e gestão capacidade dos serviços Municipais para prestar o
eficientes dos estabelecimentos escolares públicos e apoio necessário aos estabelecimentos de ensino
integrados na rede pública, nomeadamente a gestão secundário técnico-vocacionalna implementação dos
financeira, de recursos humanos e patrimonial e a regulamentos para a administração e gestão escolar;
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g) Desenvolver o sistema para a elaboração dos planos q) Elaborar propostas de regras para determinar as
anuais e orçamentais pelos estabelecimentos de ensino necessidades de equipamentos, logística, de materiais
secundário técnico-vocacionale para a determinação e itens didáticos e informáticos dos estabelecimentos
das principais prioridades, assegurando o de ensino secundário técnico-vocacional em função da
conhecimento dos serviços municipais quando da natureza do estabelecimento, da sua localização e/ou
aprovação do sistema; da sua dimensão, assegurando a submissão e
procurando a aprovação pelo Diretor Nacional;
h) Apoiar os serviços municipais para a análise dos
planos anuais e orçamentais, assegurando o cumpri- r) Realizar as ações necessárias para garantir a
mento dos padrões e regulamentos previstos; satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino
i) Apoiar o processo para a elaboração de regulamento secundário técnico-vocacional, nomeadamente
para o financiamento público de organizações de direito procurando a resolução dos problemas através da
privado que facultem o ensino secundário técnico- articulação com os serviços municipais e centrais
vocacional, incluindo aquelas integradas na rede competentes;
pública;
s) Apoiar os serviços municipais na elaboração das
j) Apoiar o processo de elaboração das regras para o propostas de concessão escolar para os estabeleci-
quadro de pessoal dos estabelecimentos de ensino mentos de ensino secundário técnico-vocacional
secundário técnico-vocacional, colaborando com a públicos;
Direção Nacional dos Recursos Humanos e o Gabinete
Jurídico, para a elaboração e aprovação dos quadros t) Preparar a documentação necessária dentro do
de pessoal; procedimento financeiro aplicável para a transferência
de fundos relativos à concessão escolar dos
k) Assegurar o acesso e o conhecimento das regras estabelecimentos de ensino secundário técnico-
relativas à colocação de docentes nos estabelecimentos vocacionalpúblicos;
de ensino pelos serviços municipais, dando o apoio
necessário a estes serviços; u) Quando solicitado pela Direção Nacional de
Planeamento, Estatística, Monitorização e Avaliação
l) Prestar o apoio necessário para a realização de apoiar o levantamento de informação relevante para o
recolocação de docente entre diferentes Municípios; ensino secundário técnico-vocacional, de acordo com
o âmbito do pedido de apoio e assegurando a entrega
m) Apoiar os processos de avaliação de desempenho de dos dados para a integração dos mesmos no SIGE;
pessoal docente, nomeação de cargos de direção e
chefia e ingresso e acesso na carreira afetos aos v) Rever o modelo de questionário para a recolha de dados
estabelecimentos de ensino secundário técnico- relativos aos estabelecimentos de ensino secundário
vocacional, através da coordenação ou apoio técnico técnico-vocacional e a frequência e progressão escolar
aos mesmos, assegurando a estreita coordenação com do aluno, elaborado pela Direção Nacional de
a Direção Nacional dos Recursos Humanos; Planeamento, Estatística, Monitorização e Avaliação,
propondo a sua alteração quando relevante;
n) Apoiar o desenvolvimento dos métodos de fiscalização
da administração e gestão dos estabelecimentos de w) Quando solicitado pela Direção Nacional de Ação
ensino secundário técnico-vocacional em estreita Escolar, apoiar a implementação dos programas de ação
coordenação e cooperação com a Inspeção Geral da social escolar nos estabelecimentos de ensino
Educação, assegurando a sua harmonia com secundário técnico-vocacional, de acordo com o âmbito
instrumentos relativos à qualidade do ensino; do pedido de apoio;

o) Apoiar a análise do nível de eficiência da administração x) Assegurar a atualização do perfil escolar dos
e gestão escolar dos estabelecimentos de ensino estabelecimentos de ensino secundário técnico-
secundário técnico-vocacional, incluindo da vocacional no que diz respeito as questões relativas à
informação relevante recolhida pela Inspeção Geral administração e gestão escolar, assegurando a
da Educação, assegurando a estreita coordenação com coordenação com o Departamento do Acesso e
o Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Qualidade do Ensino Secundário Técnico-Vocacional;
Secundário Técnico-Vocacional;
y) Outras atividades relevantes para assegurar a
p) Com base na análise da administração e gestão escolar, administração e gestão efetivas dos estabelecimentos
elaborar propostas de área de formação para fortalecer de ensino secundário técnico-vocacional.
a capacidade dos órgãos de administração e gestão
escolares dos estabelecimentos de ensino secundário 3. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
técnico-vocacionale submeter à aprovação superior para Ensino Secundário Técnico-Vocacional no âmbito da sua
posterior submissão à Direção Nacional de Recursos competência para o apoio à implementação das atividades
Humanos; extracurriculares previsto na alínea b) do número 1 acima:
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a) Elaborar propostas por escrito sobre o tipo e o modo d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a
dos programas extracurriculares pelos estabeleci- realização de ações disciplinares aos alunos em fiel
mentos de ensino secundário técnico-vocacional; cumprimento aos direitos fundamentais dos alunos,
nomeadamente através da elaboração de guias ou
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos manuais;
relevantes para a implementação dos programas
extracurriculares nos estabelecimentos de ensino e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino
secundário técnico-vocacional, colaborando com os secundário técnico-vocacional aos regulamentos
serviços jurídicos na redação dos regulamentos; relativos à disciplina pacífica dos alunos, seus
instrumentos de implementação e materiais de apoio,
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a através da partilha dos mesmos com as representações
implementação dos programas extracurriculares nos municipais da educação;
estabelecimentos de ensino secundário técnico-
vocacional, nomeadamente formulários, listas de f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
verificação, modelos de relatórios, entre outros; fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o de ensino secundário técnico-vocacional para
conhecimento sobre os programas extracurriculares, assegurar a implementação devida dos métodos de
apoiando a realização dos mesmos, nomeadamente disciplina pacífica;
através da elaboração de guias ou manuais;
g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci-
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino mentos de ensino secundário técnico-vocacionalno
secundário técnico-vocacionalaos regulamentos, que diz respeito às questões relativas à disciplina
instrumentos de implementação e materiais de apoio, positiva, assegurando a coordenação com o
através da partilha dos mesmos com as representações Departamento do Fortalecimento do Acesso e
municipais da educação; Qualidade do Ensino Secundário Técnico-Vocacional;
f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais h) Informar a Inspeção Geral da Educação, quando do
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos conhecimento durante a implementação das suas
de ensino secundário técnico-vocacionalna competências prevista em lei, de ações específicas pelos
implementação dos programas extracurriculares; professores e cargos de direção que representem
castigo físico ou psíquico e que violem os direitos
g) Assegurar a atualização do perfil escolar dos fundamentais dos alunos;
estabelecimentos de ensino secundário técnico-
vocacionalno que diz respeito as questões relativas à i) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao
administração e gestão escolar, assegurando a INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente
coordenação com o Departamento do Acesso e afeto aos estabelecimentos de ensino secun-dário
Qualidade do Ensino Secundário Técnico-Vocacional; técnico-vocacionalpara fortalecer a capacidade destes
de assegurar a implementação de medidas de disciplina
h) Outras atividades relevantes para assegurar a pacífica;
implementação de atividades extracurriculares nos
estabelecimentos de ensino secundário técnico- j) Outras atividades relevantes para garantir a aplicação
vocacional. de medidas de disciplina pacífica nos estabelecimentos
de ensino secundário técnico-vocacional.
4. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
Ensino Secundário Técnico-Vocacionalno âmbito da sua 5. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
competência para a promoção da disciplina pacífica no Ensino Secundário Técnico-Vocacionalno âmbito da sua
ambiente escolar previsto na alínea c) do número 1 acima: competência da promoção de uma gestão participativa
previsto na alínea d) do número 1 acima:
a) Elaborar propostas por escrito sobre métodos para
assegurar a disciplina nos estabelecimentos escolares, a) Elaborar propostas por escrito sobre a participação
garantindo o respeito pelos direitos fundamentais; dos professores, dos pais e responsáveis e alunos na
administração e gestão pelos estabelecimentos
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos doensino secundário técnico-vocacional;
relevantes para a aprovação de regras de comportamento
dos alunos, colaborando com os serviços jurídicos na b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
redação dos regulamentos; relevantes para a criação de órgãos coletivos de
representação dos professores, associação dos pais e
c) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar professores e associação estudantil nos estabeleci-
a implementação de disciplina pacífica nos estabeleci- mentos ensino secundário técnico-vocacional,
mentos escolares, nomeadamente formulários, listas de colaborando com os serviços jurídicos na redação dos
verificação, modelos de relatórios, entre outros; regulamentos;
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 351
Jornal da República
c) Desenvolver os instrumentos necessários para o d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-
regular funcionamento dos órgãos coletivos da gestão mento, assegurando a identificação das funções
participativa dos estabelecimentos de ensino, específicas dos funcionários afetos ao Departamento;
nomeadamente formulários, listas de verificação,
modelos de relatórios, entre outros; e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito
da gestão da administração pública,
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
funcionamento de qualidade dos órgãos coletivos, f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
nomeadamente através da elaboração de guias ou gestão da administração pública para assegurar o
manuais; regular e efetivo funcionamento do Departamento;

e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino g) Outras atividades relevantes para assegurar a
secundário técnico-vocacionalaos regulamentos administração e gestão efetivas dos estabelecimentos
relativos ao funcionamento dos órgãos coletivos, de ensino secundário técnico-vocacional.
instrumentos de implementação e materiais de apoio,
através da partilha dos mesmos com as representações Artigo 12.º
municipais da educação; Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Secundário
Técnico-Vocacional
f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais 1. O Departamento do Acesso e Qualidade da Educação do
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos Ensino Secundário Técnico-Vocacional é o organismo da
de ensino secundário técnico-vocacional para DNESTV responsável por:
assegurar o funcionamento regular dos seus órgãos
coletivos; a) Promover a expansão do parque escolar e dos cursos
em oferta do ensino secundário técnico-vocacional
g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci- como resposta às necessidades das comunidades;
mentos de ensino secundário técnico-vocacional no
que diz respeito às questões relativas ao funciona- b) Promover a permeabilidade entre ambos os programas
mento dos seus órgãos coletivos, assegurando a do ensino secundário, assegurando a expansão das
coordenação com o Departamento do Acesso e oportunidades de estudo;
Qualidade do Ensino Secundário Técnico-Vocacional; c) Apoiar o fortalecimento da qualidade do serviço
prestado pelos estabelecimentos do ensino secundário
h) Outras atividades relevantes para assegurar a gestão técnico-vocacional, no âmbito do procedimento da
participativa dos estabelecimentos de ensino avaliação e acreditação exigidas por lei;
secundário técnico-vocacional.
d) Implementar as atividades necessárias para o plano,
6. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do orçamento e relatório das atividades do próprio
Ensino Secundário Técnico-Vocacional no âmbito da sua Departamento.
competência da implementação das atividades necessárias
para a realização do plano, orçamento e relatório das 2. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino
atividades do Departamento previsto na alínea e) do número Secundário Técnico-Vocacional no âmbito da sua
1 acima: competência da promoção da expansão do parque escolar
do ensino secundário técnico-vocacional previsto na alínea
a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades, a) do número 1 acima:
identificando as áreas prioritárias no âmbito das
competências do departamento, assegurando a a) Realizar uma análise da oferta e demanda do ensino
determinação de indicadores e metas que estejam em secundário técnico-vocacional no território nacional,
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas com o apoio técnico da DNPMA e com base nos dados
do Ministério; nacionais da educação, a capacidade dos estabeleci-
mentos escolares prevista no seu quadro de pessoal e
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para as habilidades técnicas requeridas para impulsionar a
assegurar a capacidade financeira para a implementação economia local e dar resposta às necessidades do
do plano anual de atividades; mercado de trabalho;

c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços b) Realizar a análise das propostas do parque escolar
centrais do Ministério, assegurar a compilação das relativo aos estabelecimentos e oscursos do ensino
propostas de orçamento dos estabelecimentos secundário técnico-vocacional submetidas pelos
escolares, do ponto de vista de um orçamento serviços municipais, quando relevante, assegurando a
programático, identificando as diversas rubricas do análise com base nos dados nacionais da educação e a
orçamento para satisfazer as necessidades dos economia local, regional e nacional e mercado de
estabelecimentos escolares, junto com o plano trabalho, elaborando recomendação para eventual
orçamental do Departamento; aprovação do Ministro da Educação;
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c) Elaborar propostas por escrito para a criação ou l) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
conversão de novos estabelecimentos de ensino fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
secundário técnico-vocacional públicos e para a para prestar o apoio necessário às comunidades locais
abertura ou encerramento dos cursos técnicos- e pessoas coletivas em funcionamento para assegurar
vocacionais nos estabelecimentos de ensino com base a criação de estabelecimentos de ensino secundário
na análise das necessidades, submetendo-as para técnico-vocacional particular de qualidade e
aprovação superior do Diretor; sustentáveis;

d) Promover o planeamento eficiente do processo de m) Assegurar a realização do processo para o licencia-


conversão dos estabelecimentos de ensino secundário mento dos estabelecimentos de ensino secundário
geral para técnico-vocacional, assegurando o técnico-vocacional, coordenando a realização das
cumprimento das regras relevantes e a estreita diversas etapas do procedimento regulado,
coordenação com a Direção Nacional do Ensino assegurando a implementação das suas próprias
Secundário Geral; atribuições e garantindo o respeito pelos prazos
determinados;
e) Apoiar a realização de discussões com os serviços
municipais para promover a integração de novos os n) Promover o registo dos estabelecimentos de ensino
estabelecimentos de ensino secundário técnico- secundário técnico-vocacional no Sistema de
vocacional e dos cursos técnico-vocacionaisem oferta Informação da Gestão da Educação (SIGE) quando da
no plano e orçamento municipal; concessão do licenciamento, através da ligação com o
Departamento relevante;
f) Coordenar a realização das atividades preparatórias
para criação e/ou conversão dos estabelecimentos de o) Apoiar o procedimento relativo à identificação dos
ensino secundário técnico-vocacionais públicos, e estabelecimentos de ensino secundário técnico-
prestar o apoio técnico necessário aos serviços vocacional beneficiários de apoio público para
municipais da educação para a realização das suas integrarem a rede de oferta pública de acordo com as
competências prevista em regulamento específico, necessidades públicas;
quando relevante;
p) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
g) Promover o desenvolvimento e a elaboração de regras nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
para a matrícula do ensino secundário técnico- alcance do acesso do ensino secundário técnico-
vocacional, colaborando com os serviços jurídicos do vocacional, assegurando a estreita coordenação com a
Ministério, com a intenção de promover a frequência Direção Nacional de Planeamento, Estatística
de um número amplo de alunos, quando possível, em Monitorização e Avaliação;
respeito à capacidade do estabelecimento;
q) Conceber e coordenar a implementação de atividades
h) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos de socialização sobre a importância da continuação
relevantes para a criação e licenciamento de novos dos estudos ao nível do ensino secundário técnico-
estabelecimentos de ensino secundário técnico- vocacional para a consolidação do conhecimento,
vocacional públicos e privados, incluindo os padrões apoiando os serviços municipais na implementação do
para a licença operacional, colaborando com os serviços programa no nível municipal e local;
jurídicos na redação dos regulamentos;
r) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão
i) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar do parque escolar do ensino secundário técnico-
a implementação dos regulamentos relevantes para a vocacional.
criação e licenciamento de novos estabelecimentos
escolares públicos, nomeadamente formulários, listas 3. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do En-
de verificação, modelos de relatórios, entre outros; sino Secundário Técnico-Vocacional no âmbito da sua
competência da promoção da permeabilidade dentre os
j) Desenvolver materiais de apoio para a criação e diversos programas do ensino secundário previsto na
licenciamento de novos estabelecimentos de ensino alínea b) do número 1 acima:
secundário técnico-vocacional públicos e particulares,
nomeadamente através da elaboração de guias ou a) Realizar análises e estudos sobre potenciais
manuais; mecanismos para promover a permeabilidade dentre
os programas do ensino secundário como método para
k) Apoiar o acesso dos serviços municipais e as fortalecer a frequência neste nível de ensino, garantindo
comunidades locais aos regulamentos relevantes para uma transição positiva aos alunos;
a criação e licenciamento de novos estabelecimentos
de ensino secundário técnico-vocacional, seus b) Apoiar a realização de discussões com os serviços
instrumentos de implementação e materiais de apoio, municipais e gestão dos estabelecimentos escolares
através da partilha dos mesmos com as representações sobre a permeabilidade dos programas de ensino
municipais da educação; secundário geral e técnico-vocacional;
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c) Elaborar propostas de mecanismos para a promoção realização dos procedimentos de avaliação e
da permeabilidade entre os programas de ensino, acreditação dos estabelecimentos de ensino secundário
nomeadamente aqueles relacionados com o processo técnico-vocacional, nomeadamente através da
de matrícula, transferência, procedimento para a elaboração de guias ou manuais;
reconversão curricular, e medidas de apoio ao
estudante, em estreita coordenação com a Direção f) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino
Nacional do Ensino Secundário Geral, assegurando a secundário técnico-vocacionalaos regulamentos
sua inclusão nos regulamentos relevantes; relativos à avaliação regular e a acreditação, seus
instrumentos de implementação e materiais de apoio,
d) Contribuir para o desenvolvimento dos instrumentos através da partilha dos mesmos com as representações
necessários e materiais de apoio para apoiar a imple- municipais da educação;
mentação das normas regulamentares relevantes para
permeabilidade dos alunos dos programas do ensino g) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
secundário, nomeadamente formulários, listas de fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
verificação, modelos de relatórios, guias e manuais, para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
entre outros; de ensino secundário técnico-vocacional para
assegurar a implementação devida dos procedimentos
e) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o de avaliação e acreditação;
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
para prestar o apoio necessário, quando relevante, em h) Assegurar a realização de medidas para a elaboração
relação à permeabilidade entre os programas do ensino e atualização de perfil individual dos estabelecimentos
secundário; de ensino secundário técnico-vocacional públicos,
para servirem como meio para assegurar a efetiva
f) Elaborar relatórios regulares, nomeadamente anuais, monitorização da qualidade e o progresso da qualidade
com o foco no alcance da permeabilidade entre os do programa técnico-vocacional do ensino secundário;
programas do ensino secundário;
i) Coordenar o procedimento de avaliação anual e
g) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão acreditação regulardos estabelecimentos de ensino
do parque escolar do ensino secundário geral. secundário técnico-vocacional, assegurando a estreita
coordenação com os serviços inspetivos e mantendo
3. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade doEnsino um sistema de registo e arquivo dos resultados;
Secundário Técnico-Vocacionalno âmbito da sua
competência de fortalecimento da qualidade do serviço j) Apoiar as ações para assegurar o efetivo encerramento
prestado pelos estabelecimentos de ensino secundário do funcionamento do estabelecimento de ensino
técnico-vocacional previsto na alínea c) do número 1 acima: secundário técnico-vocacional quando da não
concessão de licenciamento e/ou acreditação;
a) Elaborar os padrões de qualidade para o ensino secun-
dário técnico-vocacional, nomeadamente relativos à k) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
infraestrutura, equipamentos, materiais didáticos, nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
ambiente escolar, entre outros, assegurando uma alcance do acesso ao programa técnico vocacional do
consulta estreita com os serviços nacionais relevantes ensino secundário, assegurando a estreita coordenação
e a integração da educação inclusiva; com a Direção Nacional de Planeamento, Estatística
Monitorização e Avaliação;
b) Apoiar a aprovação dos padrões de qualidade do ensino
secundário técnico-vocacional, identificando, caso l) Com base na análise da qualidade da ensino secundário
necessário, os diversos graus de excelência, determi- técnico-vocacional, elaborar propostas de área de
nando ainda o cumprimento destes para as diversas formação para fortalecer a qualidade do ensino secun-
etapas de regulação dos estabelecimentos dário técnico-vocacionale submeter à aprovação
superior para posterior submissão à Direção Nacional
c) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos de Recursos Humanos;
relevantes para a aprovação de regras relativas ao
processo de avaliação anual e de acreditação dos m) Outras atividades relevantes no domínio do
estabelecimentos de ensino secundário técnico- fortalecimento da qualidade da ensino secundário
vocacional, colaborando com os serviços jurídicos na técnico-vocacional.
redação dos regulamentos;
4. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino
d) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar SecundárioTécnico-Vocacional no âmbito da sua
a implementação do procedimento de avaliação e competência da implementação das atividades necessárias
acreditação dos estabelecimentos de ensino secundário para a realização do plano, orçamento e relatório das
técnico-vocacional, nomeadamente formulários, listas atividades do Departamento previsto na alínea d) do número
de verificação, modelos de relatórios, entre outros; 1 acima:

e) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
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identificando as áreas prioritárias no âmbito das b) Elaborar propostas por escrito para a abertura ou
competências do departamento, assegurando a encerramento de novos cursos do ensino secundário
determinação de indicadores e metas que estejam em técnico-vocacional públicos, em estreita coordenação
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas com o Departamento do Acesso e Qualidade ao Ensino
do Ministério; Secundário Técnico-Vocacional, submetendo-as para
aprovação superior do Diretor;
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
assegurar a capacidade financeira para a implementação c) Apoiar a realização de discussões com os serviços
do plano anual de atividades; municipais da educação e outros pertinentes para
promover a identificação de oportunidades para a
c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços absorção dos formandos no mercado de trabalho local;
centrais do Ministério, assegurar a compilação das
propostas de orçamento dos estabelecimentos d) Identificar meios para o estabelecimento e fortaleci-
escolares, do ponto de vista de um orçamento mento da relação com o sector privado, incluindo a
programático, identificando as diversas rubricas do realização de acordos com empresas, em estrita
orçamento para satisfazer as necessidades dos coordenação com a Direção Nacional das Parcerias e
estabelecimentos escolares, junto com o plano Cooperação, propondo medidas para promover o
orçamental do Departamento; acolhimento de recém-graduados por empresas
privadas;
d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-
mento, assegurando a identificação das funções e) Quando relevante, apoiar o processo de elaboração dos
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; regulamentos relevantes para implementação dos
programas de integração no mercado de trabalho,
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito identificando os potenciais beneficiários dos diversos
da gestão da administração pública, programas;

f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da f) Assegurar a monitorização do resultado das iniciativas


gestão da administração pública para assegurar o para a integração no mercado de trabalho, identificando
regular e efetivo funcionamento do Departamento; o número de seus beneficiários e as posições e condi-
ções de trabalho relevantes, e elaborando relatório anual
g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão dos resultados das iniciativas, em estreita coordenação
eficiente e a aplicação das regras relevantes da com a Direção Nacional de Planeamento, Estatística
administração pública no desempenho das competên- Monitorização e Avaliação;
cias do próprio Departamento.
g) Desenvolvimento de materiais promocionais para
Artigo 13.º promover o acolhimento de recém-formados dos cursos
Departamento para Promoção da Integração ao Mercado de técnico-vocacionais, garantindo o acesso a estes pelas
Trabalho entidades privadas relevantes;

h) Promover atividades que apoiem o fortalecimento da


1. O Departamento para Promoção da Integração ao Mercado relação entre o setor privado e os estabelecimentos de
de Trabalho é o organismo da DNESTV responsável por: ensino secundário técnico-vocacional, nomeadamente
feiras, workshops e/ou visitas;
a) Implementar iniciativas para a integração dos
formandos dos cursos técnico-vocacional no mercado i) Realizar estudos sobre o nível de satisfação das
de trabalho; entidades privadas empregadoras no que diz respeito
à qualidade das habilidades dos recém-graduados,
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, elaborando relatórios para serem submetidos à Unidade
orçamento e relatório das atividades do próprio do Currículo Nacional no âmbito da revisão do currículo
Departamento. dos cursos de ensino secundário técnico-vocacional;

2. Compete ao Departamento para Promoção da Integração j) Outras atividades relevantes para fortalecer a
ao Mercado de Trabalho no âmbito da sua competência de integração dos formandos dos cursos secundário
implementação de iniciativas para a integração dos técnico-vocacional escolar do ensino secundário
formandos dos cursos técnico-vocacional previsto na alínea técnico-vocacional.
a) do número 1 acima:
3. Compete ao Departamento para Promoção da Integração
a) Compilar estudos sobre a economia local e do mercado ao Mercado de Trabalho no âmbito da sua competência da
de trabalho para identificar as habilidades técnicas com implementação das atividades necessárias para a realização
a potencialidade para apoiar o desenvolvimento da do plano, orçamento e relatório das atividades do
economia local e dar resposta às necessidades do Departamento previsto na alínea d) do número 1 acima:
mercado de trabalho, assegurando uma estreita relação
com os outros órgãos públicos relevantes; a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
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identificando as áreas prioritárias no âmbito das desenvolvimento e implementação das políticas
competências do departamento, assegurando a educativas relevantes e de acordo com a orientação do
determinação de indicadores e metas que estejam em Ministro da Educação;
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
do Ministério; d) Acompanhar e avaliar regularmente e sistematicamente
as atividades das Direções Nacionais, assegurando a
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para implementação das atividades previstas no Plano Anual
assegurar a capacidade financeira para a implementação e o cumprimento dos prazos previstos;
do plano anual de atividades;
e) Assegurar a elaboração da proposta de plano
c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços estratégico, plano anual de atividades e respetivos
centrais do Ministério, assegurar a compilação das relatórios de execução das competências da Direção-
propostas de orçamento dos estabelecimentos escola- Geral, garantindo uma participação adequada das
res, do ponto de vista de um orçamento programático, Direções Nacionais neste processo;
identificando as diversas rubricas do orçamento para
satisfazer as necessidades dos estabelecimentos f) Assegurar, controlar e avaliar a execução dos planos
escolares, junto com o plano orçamental do de atividades e o alcance dos resultados esperados;
Departamento;
g) Aprovar os atos administrativos e instruções
d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- necessários ao funcionamento dos serviços e/ou
mento, assegurando a identificação das funções unidades da respetiva Direção-Geral;
específicas dos funcionários afetos ao Departamento;
h) Assegurar a elaboração dos sistemas internos de
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito procedimento relevantes da Direção-Geral de modo a
da gestão da administração pública, melhorar o desempenho pessoal e institucional da
Direção-Geral e assegurar a eficiência das atividades;
f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
gestão da administração pública para assegurar o i) Analisar os pedidos de reconhecimento de grau e
regular e efetivo funcionamento do Departamento; diploma e proceder ‘à recomendação relevante,
assegurando o fiel cumprimento ao regulamento
g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão relevante;
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
tração pública no desempenho das competências do j) Contribuir e aprovar superiormente, submetendo à
próprio Departamento. aprovação Ministerial, os regulamentos necessários
para assegurar a implementação do ordenamento
CAPÍTULO III jurídico relevante e o funcionamento efetivo dos
DIREÇÃO E CHEFIA estabelecimentos de ensino;

Artigo 14.º k) Proceder à difusão interna da missão e objetivos da


Diretor-Geral respetiva Direção-Geral, das competências das Direções
Nacionais e da forma de articulação entre elas,
1. O Diretor-Geral da Direção-Geral do Ensino Secundário é a desenvolvendo medidas para uma coordenação e
entidade do Ministério da Educação que superintende comunicação eficiente e de qualidade entre as mesmas;
tecnicamente as Direções Nacionais subordinada à Direção-
Geral, promovendo a implementação das competências das l) Emitir pareceres e providenciar apoio técnico na sua
direções nacionais e suas unidades tal como prevista em área de competência ao Ministro da Educação;
lei e neste diploma.
m) Realizar as medidas necessárias para promover o
2. Compete ao Diretor-Geral, nomeadamente: desempenho profissional e o alcance dos resultados
planeados pelas unidades da Direção-Geral e pelos
a) Promover a visão e direção do Ministério da Educação seus funcionários;
a longo prazo;
n) Proceder à avaliação do desempenho dos trabalhadores
b) Definir as estratégias para atingir os objetivos do na sua dependência, assegurando a correspondência
Ministério da Educação no âmbito do ensino secundário do resultado da avaliação com o desempenho
em coerência com a politica do Governo e o Plano comprovado do funcionário,nos termos da lei;
Estratégico da Educação, identificando as prioridades
de acordo com a realidade tal como representadas pelos o) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
dados nacionais da educação; Educação, quando para tal solicitado;

c) Superintender as Direções Nacionais dependentes da p) Participar no Conselho de Coordenação, assegurando


respetiva Direção-Geral, tendo em vista um adequado a preparação prévia necessária;
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Jornal da República
q) Representar a Direção-Geral, incluindo externamente, 2. Compete ao Gabinete de Certificação e Reconhecimento de
assegurando, quando necessário, a ligação com outros Diplomas:
serviços e organismos da Administração Pública e em
outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras; a) Promover o cumprimento dos regulamentos relevantes
para a instrução dos processos para o reconhecimento
r) Assegurar o apoio ao desenvolvimento de diplomas de diplomas, graus e equivalências de habilitações de
legislativos, regulamentação e procedimentos internos, nível superior universitário e técnico;
facilitando a contribuição das Direções sob a sua
superintendência para a determinação do conteúdo dos b) Elaborar pareceres técnicos sobre as instituições de
mesmos; ensino superior estrangeiras e cursos oferecidos,
identificando a possível equivalência com o sistema
s) Assegurar a coordenação efetiva com as outras aplicável em Timor-Leste, assegurando um processo
Direções Gerais do Ministério da Educação garantindo de coordenação estreita com os estabelecimentos de
a implementação harmoniosa das politicas e programas ensino secundário.
da educação;
3. O Gabinete para Certificação e Reconhecimento de Diplomas
t) Garantir que o membro do Governo com as competên- é composto por técnicos especialistas, sendo o Gabinete
cias para as áreas do ensino relevante tenha informação dirigido por um coordenador, sendo este equiparado à Chefe
técnica de qualidade no que diz respeito aos problemas, de Departamento.
oportunidades e desafios e as propostas de medidas
para a eliminação dos riscos e a buscar soluções Artigo 17.º
adequadas; Diretores Nacionais

u) Assegurar que o orçamento disponível às unidades 1. Os Diretores Nacionais são entidades do Ministério da
sob a sua tutela seja executado com atenção à eficiência Educação, que no âmbito da Direção-Geral do Ensino
dos gastos para atender as prioridades estratégicas e Secundário, dirigem os serviços e asseguram a execução
assegurar o alcance dos resultados; das políticas, programas e atividades da respetiva Direção
Nacional.
v) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas. 2. Compete ao Diretor Nacional, nomeadamente:

Artigo 15.º a) Dirigir e coordenar as atividades implementadas pela


Gabinete de Apoio Direção Nacional, tendo em vista a garantia da
qualidade técnica da prestação dos serviços;
1. O Diretor Geral conta com um Gabinete de Apoio para a
implementação das atividades administrativas, logísticas b) Elaborar propostas para a definição das estratégias para
e financeiras para o bom funcionamento da gestão da atingir os objetivos do Ministério da Educação no
Direção-Geral. âmbito do nível de ensino relevante em coerência com
a politica do Governo e o Plano Estratégico da Educa-
2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica ção, identificando as prioridades de acordo com a
multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam realidade tal como representadas pelos dados nacionais
de flexibilidade funcional. da educação;
3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos administra- c) Orientar, controlar e avaliar o desempenho e a eficiência
tivos, sendo a sua composição regida pela seguinte regra: dos serviços dependentes, com vista à execução dos
planos de atividades e à prossecução dos resultados
a) o número máximo de funcionários é quatro, com um
neles definidos, nos termos da lei e em consonância
funcionário para cada área, nomeadamente adminis-
com os programas e politicas relevantes e as
tração, finanças, logísticas e de coordenação;
orientações do Diretor-Geral;
b) a determinação de um coordenador do Gabinete quando
d) Apoiar a elaboração da proposta de plano anual de
da composição igual ou superior a quatro funcionários,
atividades, proposta de orçamento e respetivos
sendo este equiparado a Chefe de Departamento.
relatórios de execução;
Artigo 16.º e) Assegurar a elaboração e submissão atempada dos
Gabinete de Certificação e Reconhecimento de Diplomas planos trimestrais da Direção;

1. O Diretor-Geral conta com o Gabinete de Certificação e f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de
Reconhecimento de Diplomas como serviço de apoio para identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades
a implementação da sua competência relevante, com a das unidades sob a sua superintendência em harmonia
função específica de prover o apoio técnico para decidir com o plano trimestral da Direção;
sobre os processos de certificação e reconhecimento de
Diplomas estrangeiros. g) Assegurar que as propostas para a execução de
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orçamento se encontrem de acordo com o plano r) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
orçamental e garantam a eficiência dos gastos para o Educação, quando para tal solicitado;
alcance dos resultados esperados;
s) Participar no Conselho de Coordenação;
h) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
mento de diplomas legislativos, regulamentação e t) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
procedimento internos, com base em uma análise da por lei ou superiormente delegadas.
efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
necessidade de novos; Artigo 18.º
Chefes de Departamento
i) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
mento de diplomas legislativos, regulamentação e 1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do
procedimento internos, com base em uma análise da Ministério da Educação que lideram diretamente o
efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
funcionamento das unidades funcionais das Direções
necessidade de novos;
Nacionais.

j) Elaborar documentos analíticos sobre os problemas


2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção,
encarados, identificando possíveis soluções adequadas
nomeadamente:
e, preferencialmente, de caráter sistemático capaz de
prevenir problemas de natureza semelhante no futuro e
a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das compe-
submeter ao seu superior para consideração;
tências da respetiva unidade orgânica, garantindo a
implementação dos planos relevantes;
k) Gerir os recursos humanos e patrimoniais afetos à
Direção Nacional, incluindo o controlo da assiduidade,
pontualidade e cumprimento do período normal de b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores
trabalho; na sua dependência, promovendo um desempenho
exemplar por estes;
l) Garantir uma estreita coordenação e uma colaboração
efetiva com os serviços municipais da educação, c) Assegurar uma organização eficiente do departamento,
apoiando o fortalecimento da capacidade dos mesmos; garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários
e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir
a. Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários os resultados esperados;
na sua dependência, assegurando a correspondência
do resultado da avaliação com o desempenho d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o
comprovado do funcionário, nos termos da lei; desempenho da unidade, identificando regularmente
os resultados alcançados e/ou as dificuldades
m) Aprovar os atos administrativos e instruções enfrentadas;
necessários ao funcionamento da respetiva Direção
Nacional; e) Assegurar um processo de consulta regular com o
Diretor Nacional, como realização do regime regular de
n) Divulgar junto dos funcionários os documentos encontros ou por sua própria iniciativa;
internos e as normas de procedimento a adotar pelo
serviço; f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades
o) Assegurar um processo de consulta regular com os em harmonia com o plano trimestral da unidade;
funcionários afetos à Direção para garantir a
implementação coordenada das suas unidades; g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades
do serviço ao superior hierárquico imediato;
p) Identificar as necessidades de formação específica dos
trabalhadores em funções públicas da sua Direção e h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados
propor a frequência das ações de formação considera- obtidos, identificando o alcance e os desafios para
das adequadas ao suprimento das referidas neces- assegurar o acesso e qualidade do ensino;
sidades;
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos
q) Tomar a iniciativa para a identificação e execução de termos de referência e da monitoria do seu desempenho,
medidas capazes de fortalecer a coordenação entre as motivando os funcionários a alcançarem os resultados
outras unidades da Direção-Geral; esperados;
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j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e as respetivas competências, nos termos da lei, em casos
cumprimento do período normal de trabalho por parte de ausência temporária no serviço por razões de licença ou
dos trabalhadores da sua unidade orgânica; de ausência no local de serviço por razões de trabalho por
mais de um dia, tendo em vista um adequado andamento
a. Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários do serviço através da aprovação de despacho de delegação
na sua dependência, assegurando a correspondência por escrito.
do resultado da avaliação com o desempenho compro-
vado do funcionário, nos termos da lei; 2. A determinação a quem a delegação de competências deve
ser feita segue por as seguintes regras:
k) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas. a) a delegação é provida, preferencialmente, a pessoal
dirigente sob a sua dependência, assim podendo um
CAPÍTULO IV Diretor-Geral e um Diretor Nacional delegar as suas
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS competências quando da sua ausência a Diretor
Nacional e Chefe de Departamento, respetivamente
Artigo 19.º
Organograma b) é encorajado a delegação de competência com base
num sistema rotativo, em que é dada aos diversos
O organograma da Direção-Geral do Ensino Secundário é titulares de cargos de direção e chefia sob a sua
aprovado em Anexo, o qual faz parte integrante deste diploma. dependência a oportunidade de exercer as funções do
superior hierárquico;
Artigo 20.º
Quadro de pessoal c) quando da não existência de cargos de direção e chefia
sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos
O quadro de pessoal da Direção-Geral é aprovado por diploma seus titulares, o cargo de Diretor-Geral e Diretor Nacional
ministerial conjunto do Ministro da Educação e do membro do é delegado em titular de mesmo cargo de outro serviço
Governo responsável pela tutela da Comissão da Função do Ministério da Educação, preferencialmente um
Pública. serviço que possua competências de natureza similar.

Artigo 21.º 3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que


Suporte técnico são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.

1. A Direção-Geral pode contar com um número de Artigo 23.º


profissionais técnicos nacionais e estrangeiros necessários Entrada em vigor
para a prestação de apoio especializado em áreas ainda
não abastecidas pelos recursos humanos da administração O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da
pública de acordo com a disponibilidade orçamental. sua publicação.

2. A determinação do número de posições, o processo de


seleção e as diversas questões relacionadas à contratação
ou requisição de apoio técnico tem por base o regime Publique-se.
jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
jurídico dos funcionários seniores da administração pública.
Díli, 13 de Outubro de 2016.

3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos à Direção


Nacional relevante não ocupando lugar no quadro de
pessoal, podendo, no entanto, serem afetos diretamente
ao Diretor Geral ou ao Diretor Nacional quando as funções O Ministro da Educação
desempenhadas pelo profissional seja de caráter
transversal relacionado às competências de mais de uma
Direção ou Departamento.

Artigo 22.º António da Conceição


Delegação de Competências

1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar

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Jornal da República
Anexo: Organograma da Direção-Geral do Ensino Secundário

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Jornal da República
DIPLOMA MINISTERIAL N.º 56 /2016 b) Promover, na área geográfica de atuação, o fortalecimento
do parque escolar dos diversos níveis de ensino, incluindo
de 19 de Outubro a criação de estabelecimentos de ensino, para dar resposta
às necessidades da população municipal;
ORGÂNICA DAS DIREÇÕES MUNICIPAIS DA
EDUCAÇÃO c) Orientar e apoiar, na área geográfica de atuação, a efetiva
administração e gestão dos estabelecimentos de educação
e ensino públicos e privados, assegurando o funciona-
A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo mento destes com base nos regulamentos aplicáveis;
Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número
1 do artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar d) Prestar o apoio necessário para a implementação, na área
a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus geográfica de atuação, das atividades para promover a
serviços”. qualidade e igualdade do acesso e sucesso na educação,
nomeadamente atividades relacionadas à formação do
O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto- quadro dos estabelecimentos de ensino, realização de
Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica exames nacionais, atividades extracurriculares,
dos serviços desconcentrados do Ministério da Educação. implementação da disciplina pacífica,e outros programas;
Com o mesmo, pretende garantir-se uma estrutura interna
adequada e eficiente para assegurar a implementação das e) Recolher, por sua iniciativa ou a pedido dos serviços
políticas e programas na área da educação e ensino numa centrais, dados sobre a realidade social da respetiva área
perspetiva desconcentrada, assegurando a proximidade do geográfica de atuação, de modo apoiar a conceção de
órgão público responsável pela educação à comunidade políticas e programas de educação adequados à realidade
através da definição da sua estrutura e da determinação clara local;
das respetivas competências de cada serviço e organismo.
f) Supervisionar a gestão financeira dos estabelecimentos de
A elaboração do presente diploma foi assegurada com base educação e ensino, promovendo um orçamento e execução
em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir efetivos de acordo com os regulamentos aplicáveis;
de propostas submetidas por todos os serviços e organismos
do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade g) Promover, através do planeamento, distribuição e monitori-
entre os serviços com competência semelhantes. zação, a adequada disponibilidade e uso dos materiais e
equipamentos nos estabelecimentos de educação e ensino;
Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, h) Promover, na área geográfica de atuação, a realização das
publicar o seguinte diploma: ações relevantes para uma boa gestão dos recursos huma-
nos da educação, nomeadamente a elaboração e revisão
CAPÍTULO I do quadro de pessoal, a realização das medidas disciplina-
Disposições Gerais res ao pessoal docente e não docentes e avaliação de
desempenho;
Artigo 1.º
Objecto i) Realizar, na área geográfica de atuação, a colocação do
pessoal docente e não docente, de acordo com o quadro
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico- pessoal dos estabelecimentos de educação e ensino,
funcionaldas direções municipais do Ministério da Educação, promovendo o acesso igualitário aos recursos da educação,
fixando as suas atribuições e competências e os principais monitorando o seu fiel cumprimento;
princípios gerais de organização e funcionamento.
j) Apoiar a implementação dos diversos programas para
promover a igualdade no acesso e sucesso escolar,
Artigo 2.º
nomeadamente os programas de ação social como a
Natureza
merenda, transporte e horta escolar, através da supervisão
e/ou monitorização dos mesmos;
As direções municipais, enquanto serviço desconcentrado do
Ministério da Educação, integra a administração direta do k) Contribuir nas diversas etapas para a construção e
Estado. reabilitação dos edifícios escolares na área geográfica de
atuação;
Artigo 3.º
Atribuições e Competências l) Realizar, na área geográfica de atuação, a recolha dos da-
dos relevantes da educação, assegurando a sua confiabili-
Na prossecução da sua missão, são atribuições das Direções dade;
Municipais do Ministério da Educação:
m) Cooperar a nível municipal, com outros serviços, organis-
a) Coordenar, na área geográfica de atuação, o acesso aos mos e entidades, com o objetivo de realizar ações conjuntas
diversos níveis de educação e ensino no âmbito do sistema e desenvolver o trabalho em parceria dentro das suas áreas
de educação pública e integrada na rede pública; de atuação;
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n) Gerir os recursos humanos, financeiros e materiais afetos à b) Apoiarna resolução dos problemas encarados nos
Direção Municipal; diversos estabelecimentos de educação e ensino e na
implementação dos diversos programas e modalidades
o) Garantir a integração efetiva dos serviços da educação no de ensino com visto a apoiar a resolução da questão,
plano estratégico municipal em consonância com o plano em fiel cumprimento com a regulamentação aplicável e
estratégico da educação; em estreita concertação com o serviço relevante da
Direção Municipal;
p) Propor os planos e orçamentos anuais e plurianuais da
Direção Municipal, de acordo com o nível de delegação c) Promover o fortalecimento do parque escolar através
aplicável, e apresentar relatórios periódicos e anuais de da identificação, com base na análise dos dados da
atividades e de contas; educação do Município, das necessidades da
q) Exercer as demais atribuições conferidas por lei e pelos população local, apoiando o estabelecimento de novos
regulamentos ou delegadas pelos serviços centrais no estabelecimentos de educação e ensino públicos e
âmbito da desconcentração administrativa. privados, incluindo os centros comunitários de
aprendizagem, através da elaboração de propostas para
Artigo 1.º o crescimento ou racionalização do parque escolar
Organização dos serviços relevante, a realização de consultas com a liderança
comunitária, tratamento das questões relativas à terra,
1. Integram a Direção Municipal os seguintes serviços: e outras questões importantes para a criação de um
estabelecimento de ensino de qualidade, promovendo,
a) Departamento da Educação e Ensino; ainda, a inclusão do sector da educação no Programa
Nacional de Desenvolvimento do Suco (PNDS);
b) Departamento da Gestão Escolar;
d) Apoiar na definição dos padrões de qualidade para os
c) Departamento da Infraestrutura e Dados da Educação. diversos níveis e modalidades de educação e ensino,
assegurando ao mesmo tempo a sua adequação à
2. Os departamentos da Direção Municipal estruturam-se em realidade local e a sua função de contribuição para
secções, como as suas unidades funcionais capazes de avanços na educação de qualidade;
promover a implementação da sua competência.
e) Implementar as atividades necessárias para o plano,
3. Os departamentos são chefiados por chefes de departamento orçamento e relatório das atividades do próprio
e as secções são lideradas por chefes de secção. Departamento;

CAPÍTULO II f) Quaisquer outras competências que lhe sejam


ESTRUTURA DOS SERVIÇOS legalmente atribuídas, incluindo aquelas previstas nos
regulamentos relevantes e sujeitas à delegação no
SECÇÃO I âmbito da desconcentração administrativa.
DEPARTAMENTO DAEDUCAÇÃO E ENSINO
3. O Departamento assegura a tomada de ações tome as ini-
Artigo 4.º ciativas relevantes para promover o acesso e sucesso
Atribuições e competências escolar na sua área de atuação, elaborando propostas e
promovendo a implementação de medidas relevantes.
1. O Departamento de Educação e Ensino é o organismo da
Direção Municipal responsável pela coordenação das Artigo 5.º
atividades relacionadas aos diversos níveis de educação e Estrutura
ensino na sua área de atuação, assegurando a prestação
de um serviço de educação acessível e de qualidade capaz O Departamento de Educação e Ensino estrutura-se em:
de dar resposta às necessidades locais e promover a
implementação do plano estratégico da educação ao nível a) Secção da Educação Pré-Escolar;
municipal.
b) Secção do Ensino Básico;
2. Compete, designadamente, ao Departamento de Educação
e Ensino: c) Secção da Alfabetização e Ensino Recorrente;

a) Assegurar a coordenação das diversas iniciativas d) Secção do Ensino Secundário.


relacionadas com a área de educação e ensino,
apoiando os estabelecimentos de educação e ensino Artigo 6.º
relevantes e promovendo a implementação dos Atribuições das Secções
regulamentos aplicáveis, nomeadamente no que diz
respeito à matrícula, atividades extracurriculares, As diferentes secções do Departamento de Educação e Ensino
disciplina pacífica, formação de pessoal da educação, são responsáveis por assegurar a realização das atividades
associação de pais e professores, etc; necessárias para implementar as competências previstas no
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 362
Jornal da República
artigo 5.º acima no que diz respeito à sua área de educação ou g) Realizar a recolocação dos docentes nos estabeleci-
ensino. mentos de educação e ensino, quando da colocação
nacional para o Município, dando resposta ao quadro
SECÇÃO II de pessoal do estabelecimento;
DEPARTAMENTO DA GESTÃO ESCOLAR
h) Coordenar e prestar o apoio necessário para a
Artigo 7.º implementação dos programas de ação social escolar,
Atribuições e competências nomeadamente a merenda, concessão, horta, saúde e
transporte escolar, assegurando a implementação
1. O Departamento da Gestão Escolar é o organismo da Direção sistemática dos programas e fortalecendo a capacidade
Municipal responsável pelo apoio ao fortalecimento da dos estabelecimentos para a gestão destes;
autonomia da gestão escolar relativa à administração e
gestão dos estabelecimentos de educação e ensino na sua i) Analisar a situação dos estabelecimentos de educação
área de atuação, assegurando a qualidade e efetividade e ensino público e privados do ponto de vista da ação
dos estabelecimentos escolares como provedores do escolar, identificando e propondo a tomada de
serviço público de educação. estratégias para dar resposta às necessidades
específicas no âmbito da ação social;
2. Compete, designadamente, ao Departamento da Gestão j) Apoiar na resolução dos problemas encarados nos
Escolar: diversos estabelecimentos de educação e ensino com
visto a apoiar a resolução da questão, em fiel cumpri-
a) Promover a implementação dos regulamentos relativos mento com a regulamentação aplicável e em estreita
a uma administração e gestão eficientes com base na concertação com o serviço relevante da Direção
progressão da autonomia dos estabelecimentos Municipal;
escolares públicos e integrados na rede pública,
nomeadamente a gestão financeira, de recursos k) Contribuir, em estreita concertação com o Departamento
humanos e patrimonial e a provisão de apoio e da Educação e Ensino, na definição dos padrões de
financiamento público aos estabelecimentos qualidade para os diversos níveis de educação e ensino,
particulares; assegurando ao mesmo tempo a sua adequação à
realidade local e a sua função de contribuição para
b) Prestar o apoio necessário para assegurar uma gestão avanços na educação de qualidade;
financeira de qualidade pelos estabelecimentos de
educação e ensino, incluindo o planeamento orçamental, l) Implementar as atividades necessárias para o plano,
a elaboração de estimativas de gastos por alunos e orçamento e relatório das atividades do próprio
participantes e do quadro de pessoal, e a execução do Departamento;
orçamento relevante, a estratégia para angariação de
fundos adicionais ao orçamento público, etc; m) Quaisquer outras competências que lhe sejam
legalmente atribuídas, incluindo aquelas previstas nos
c) Monitorizar a execução orçamental, assegurando uma regulamentos relevantes e sujeitas à delegação no
coordenação estreita com os serviços inspetivos âmbito da desconcentração administrativa.
municipais quando do potencial de irregularidades na
execução orçamental; 3. O Departamento assegura a tomada de ações tome as
iniciativas relevantes para promover o acesso e sucesso
d) Fortalecer a capacidade da gestão patrimonial dos escolar na sua área de atuação, elaborando propostas e
estabelecimentos de educação e ensino, incluindo a promovendo a implementação de medidas relevantes.
capacidade de terem acesso e assegurarem a
manutenção dos equipamentos e materiais necessários Artigo 8.º
para o processo de ensino-aprendizagem de qualidade, Estrutura
de acordo com o programa de ensino em oferta, através
da elaboração de planos e propostas, e apoio na gestão O Departamento da Gestão Escolar estrutura-se em:
do património do estabelecimento de educação e
ensino; a) Secção da Gestão Financeira e Patrimonial;

e) Coordenar a gestão dos recursos humanos da educação b) Secção da Gestão dos Recursos Humanos da Educação;
na área de atuação, nomeadamente relatar a frequência,
a falta prolongada, as violações dos deveres, entre c) Secção da Ação Social Escolar.
outros, assegurando a implementação do procedimento
relevante; Artigo 9.º
Atribuições das Secções
f) Promover a alteração do quadro de pessoal do
estabelecimento escolar, com base na evolução da As secções do Departamento da Gestão Escolar são
população estudantil e as facilidades físicas dos responsáveis por assegurar a realização das atividades
mesmos e de acordo com o procedimento aplicável; necessárias para implementar as seguintes competências:
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 363
Jornal da República
a) A Secção da Gestão Financeira e Patrimonial responsabiliza- estabelecimentos de educação e ensino para a recolha
se pelas atribuições previstas nas alíneas a), b), c), d), j), k), de dados confiáveis;
l) e m) do número 1 do artigo 8.º deste diploma;
i) Apoiar na resolução dos problemas encarados nos
b) A Secção da Gestão dos Recurso da Educação responsa- diversos estabelecimentos de educação e ensino no
biliza-se pelas atribuições previstas nas alíneas e), f), g), j), que diz respeito à infraestrutura e dados da educação
k), l) e m) do número 1 do artigo 8.º deste diploma; com visto a apoiar a resolução da questão, em fiel
cumprimento com a regulamentação aplicável e em
c) A Secção da Ação Social Escolar responsabiliza-se pelas estreita concertação com o serviço relevante da Direção
atribuições previstas nas alíneas h), i), j), k), l) e m) do Municipal;
número 1 do artigo 8.º deste diploma.
j) Contribuir, em estreita concertação com o Departamento
SECÇÃO III da Educação e Ensino, na definição dos padrões de
DEPARTAMENTO DA INFRAESTRUTURA E DADOS DA qualidade para os diversos níveis de educação e ensino,
EDUCAÇÃO assegurando ao mesmo tempo a sua adequação à
realidade local e a sua função de contribuição para
Artigo 10.º avanços na educação de qualidade;
Atribuições e competências k) Implementar as atividades necessárias para o plano,
orçamento e relatório das atividades do próprio
1. O Departamento da Infraestrutura e Dados da Educação é o Departamento;
organismo da Direção Municipal responsável pela
prestação de serviços relacionados à construção e l) Quaisquer outras competências que lhe sejam
reabilitação das instalações físicas e à recolha dos dados legalmente atribuídas, incluindo aquelas previstas nos
da educação no Município de atuação. regulamentos relevantes e sujeitas à delegação no
âmbito da desconcentração administrativa.
2. Compete, designadamente, ao Departamento da Infraes-
trutura e Dados da Educação: 3. O Departamento assegura a tomada de ações tome as ini-
ciativas relevantes para promover o acesso e sucesso
a) Apoiar o processo, na sua íntegra, para a construção e escolar na sua área de atuação, elaborando propostas e
reabilitação das instalações físicas dos estabelecimen- promovendo a implementação de medidas relevantes.
tos de educação e ensino localizados na sua área de
atuação, desde a identificação do local e das Artigo 11.º
instalações, até a conclusão da construção e inaugura- Estrutura
ção da facilidade;
O Departamento da Infraestrutura e Dados da Educação
b) Contribuir para a fiscalização do processo de construção estrutura-se em:
e/ou reabilitação das instalações escolares na sua área
a) Secção da Infraestrutura Escolar;
de atuação, com base nas instruções dos serviços
centrais relevantes; b) Secção dos Dados da Educação.

c) Monitorar a implementação dos contratos para a Artigo 12.º


construção e reabilitação das instalações escolares, de Atribuições das Secções
acordo com a orientação dos serviços centrais
relevantes; As secções do Departamento da Infraestrutura e Dados da
Educação são responsáveis por assegurar a realização das
d) Monitorar e relatar sobre as condições das instalações atividades necessárias para implementar as seguintes
físicas dos estabelecimentos de educação e ensino; competências:

e) Recolher os dados da educação junto dos estabeleci- a) A Secção da Infraestrutura Escolar responsabiliza-se pelas
mentos de educação e ensino na sua área de atuação, atribuições previstas nas alíneas a), b), c), d), i), j), k) e l) do
de acordo com a orientação dos serviços centrais e número 1 do artigo 11.º deste diploma;
procedimentos aplicáveis; b) A Secção dos Dados da Educação responsabiliza-se pelas
atribuições previstas nas alíneas e), f), g), i), j), k) e l) do
f) Registar os dados da educação em sistema informático, número 1 do artigo 11.º deste diploma.
quando possível e de acordo com os procedimentos
aplicáveis; CAPÍTULO III
Direção e Chefia
g) Proceder à verificação e à atualização dos dados quando
necessários e/ou de acordo com os prazos previstos Artigo 13.º
nos procedimentos aplicáveis; Diretores Municipais

h) Implementar ações de capacitação aos gestores dos 1. Os Diretores Municipais são entidades do Ministério da
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Educação, que no âmbito dos serviços desconcentrados trabalho pelos funcionários afetos à Direção Municipal
do Ministério da Educação, dirigem os serviços e e supervisionar a gestão de recursos humanos do
asseguram a execução das políticas, programas e atividades pessoal da educação colocados no Município;
da respetiva Direção Municipal.
l) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários
2. Compete ao Diretor Municipal, nomeadamente: na sua dependência, assegurando a correspondência
do resultado da avaliação com o desempenho
a) Dirigir e coordenar as atividades implementadas pela comprovado do funcionário, nos termos da lei;
Direção Municipal, tendo em vista a garantia da
qualidade técnica da prestação dos serviços; m) Garantir uma estreita coordenação e uma colaboração
efetiva com os serviços centrais da educação, assegu-
b) Elaborar propostas para a definição das estratégias para rando a implementação sistemática dos programas e
atingir os objetivos do Ministério da Educação no regulamentos;
âmbito da sua área de atuação em coerência com a
politica do Governo, o Plano Estratégico da Educação n) Aprovar os atos administrativos e instruções
e o Plano Estratégico Municipal, identificando as necessários ao funcionamento da respetiva Direção
prioridades de acordo com a realidade tal como Municipal;
representadas pelos dados nacionais da educação ao
nível do município; o) Divulgar junto dos funcionários os documentos
internos e as normas de procedimento a adotar pelo
c) Orientar, controlar e avaliar o desempenho e a eficiência serviço;
dos serviços dependentes, com vista à execução dos
planos de atividades e à prossecução dos resultados p) Assegurar um processo de consulta regular com os
neles definidos, nos termos da lei e em consonância funcionários afetos à Direção para garantir a
com os programas e politicas relevantes e as orienta- implementação coordenada das suas unidades;
ções dos serviços centrais da educação;
q) Identificar as necessidades de formação específica dos
d) Apoiar a elaboração da proposta de plano anual de trabalhadores em funções públicas da sua Direção e
atividades, proposta de orçamento e respetivos propor a frequência das ações de formação considera-
relatórios de execução; das adequadas ao suprimento das referidas neces-
sidades;
e) Assegurar a elaboração e submissão atempada dos r) Tomar a iniciativa para a identificação e execução de
planos trimestrais da Direção Municipal; medidas capazes de fortalecer a coordenação entre as
unidades da Direção Municipal;
f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades s) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
das unidades sob a sua superintendência em harmonia Educação, quando para tal solicitado;
com o plano trimestral da Direção Municipal;
t) Participar no Conselho de Coordenação;
g) Assegurar que as propostas para a execução de
orçamento se encontrem de acordo com o plano u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
orçamental e garantam a eficiência dos gastos para o por lei ou superiormente delegadas.
alcance dos resultados esperados;
Artigo 14.º
h) Promover o cumprimento pela Direção Municipal dos Gabinete de Apoio
regulamentos relevantes;
1. O Diretor Municipal conta com um Gabinete de Apoio para
i) Contribuir para o desenvolvimento de diplomas a implementação das atividades administrativas, logísticas
legislativos, regulamentação e procedimento internos, e financeiras para o bom funcionamento da gestão da
com base em uma análise da efetividade dos sistemas e Direção Municipal.
regimes atuais e a necessidade de novos;
2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica
j) Elaborar documentos analíticos sobre os problemas multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam
encarados, identificando possíveis soluções adequadas de flexibilidade funcional.
e, preferencialmente, de caráter sistemático capaz de
prevenir problemas de natureza semelhante no futuro 3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos administra-
no Município submetendo-os à consideração dos tivos, sendo a sua composição regida pelas seguintes
serviços centrais relevantes; regras:

k) Gerir os recursos humanos e patrimoniais afetos à a) o número máximo de funcionários é de quatro, estes
Direção Municipal, incluindo o controlo da assiduidade, com responsabilidades para a prestação de apoio à
pontualidade e cumprimento do período normal de Direção Municipal e as suas unidades;
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 365
Jornal da República
b) é ainda previsto um funcionário com funções de j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e
coordenação do gabinete de apoio, sendo este cumprimento do período normal de trabalho por parte
equiparado a Chefe de Departamento. dos trabalhadores da sua unidade orgânica;

Artigo 15.º a) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários


Chefes de Departamento e Secção na sua dependência, assegurando a correspondência
do resultado da avaliação com o desempenho
1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do comprovado do funcionário, nos termos da lei;
Ministério da Educação que lideram diretamente o
k) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
funcionamento das unidades funcionais das Direções
por lei ou superiormente delegadas.
Municipais.

CAPÍTULO IV
2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção,
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
nomeadamente:
Artigo 16.º
a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das com- Organograma
petências da respetiva unidade orgânica, garantindo a
implementação dos planos relevantes; O organograma das Direções Municipais da Educaçãoé
aprovado em Anexo, o qual faz parte integrante deste diploma.
b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores
na sua dependência, promovendo um desempenho Artigo 17.º
exemplar por estes; Quadro de pessoal

c) Assegurar uma organização eficiente do departamento, 1. O quadro de pessoal da Direção Municipal é aprovado por
garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários diploma ministerial conjunto do Ministro da Educação e
e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir do membro do Governo responsável pela tutela da
os resultados esperados; Comissão da Função Pública.

d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o 2. A composição do quadro de pessoal da DireçãoMunicipal


desempenho da unidade, identificando regularmente deve assegurar gradualmente a sua capacidade para dar
os resultados alcançados e/ou as dificuldades resposta efetiva às suas competências e atribuições
previstas em lei, com base na elaboração e implementação
enfrentadas;
de uma estratégia para o fortalecimento dos recursos
humanos das Direções Municipais capaz de dar
e) Assegurar um processo de consulta regular com o
cumprimento ao requisito legal de número mínimo de
Diretor Municipal, como realização do regime regular
funcionários para a criação de unidades especializadas,
de encontros ou por sua própria iniciativa;
quando relevante.

f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de Artigo 18.º


identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades Suporte técnico
em harmonia com o plano trimestral da unidade;
1. A Direção Municipal pode contar com um número de
g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades profissionais técnicos nacionais e estrangeiros necessários
do serviço ao superior hierárquico imediato; para a prestação de apoio especializado em áreas ainda
não abastecidas pelos recursos humanos da administração
h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados pública de acordo com a disponibilidade orçamental.
obtidos, identificando o alcance e os desafios para
assegurar o acesso e qualidade do ensino; 2. A determinação do número de posições, o processo de
seleção e as diversas questões relacionadas à contratação
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos ou requisição de apoio técnico tem por base o regime
termos de referência e da monitoria do seu desempenho, jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
motivando os funcionários a alcançarem os resultados aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
esperados; jurídico dos funcionários seniores da administração pública.

Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 366


Jornal da República
3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos à Direção Municipal relevante não ocupando lugar no quadro de pessoal,
podendo, no entanto, serem afetos diretamente ao Diretor Municipal quando as funções desempenhadas pelo profissional
seja de caráter transversal relacionado às competências de mais de um Departamento.

Artigo 19.º
Delegação de Competências

1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar as respetivas competências, nos termos da lei, em casos de
ausência temporária no serviço por razões de licença ou de ausência no local de serviço por razões de trabalho por mais de
um dia, tendo em vista um adequado andamento do serviço através da aprovação de despacho de delegação por escrito.

2. A determinação a quem a delegação de competências deve ser feita segue por as seguintes regras:
a) a delegação é provida, preferencialmente, a pessoal dirigente sob a sua dependência, assim podendo um Diretor Municipal
delegar as suas competências, quando da sua ausência,a Chefe de Departamento, respetivamente;

b) é encorajada a delegação de competência com base num sistema rotativo, em que é dada aos diversos titulares de cargos
de direção e chefia sob a sua dependência a oportunidade de exercer as funções do superior hierárquico;

c) quando da não existência de cargos de direção e chefia sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos seus
titulares, o cargo de Diretor Municipal é delegado em titular de mesmo cargo de outro serviço desconcentrado do
Ministério da Educação que atue a nível municipal.

3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.

Artigo 20.º
Entrada em vigor

O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da sua publicação.

Publique-se.

Díli, 13 de Outubro de 2016.

O Ministro da Educação

António da Conceição

Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 367


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Anexo: Organograma das Direções Municipais do Ministério da Educação

Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 368


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DIPLOMA MINISTERIAL N.º 57 /2016 nomeadamente através da realização do licenciamento,
acreditação e avaliação dos mesmos;
de 19 de Outubro
b) Apoiar a administração e gestão dos estabelecimentos de
ORGÂNICA DA DIREÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO educação e ensino de acordo com as normas aplicáveis,
PRÉ-ESCOLAR, ENSINO BÁSICO E ENSINO coordenando a operacionalização da estrutura organiza-
RECORRENTE cional e a aplicação coerente das regras, e promovendo a
definição e implementação de procedimentos necessários
para uma administração e gestão eficientes, com a
A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo participação dos dirigentes dos estabelecimentos de
Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número educação eensino;
1 do artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar
a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus c) Apoiar a real integração dos estabelecimentos de educação
serviços”. e ensino integrados na rede de ofertas de educação do
serviço público, promovendo o respeito pelas regras
O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto- eprocedimentos aplicáveis;
Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica
da Direção-Geral da Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e d) Apoiar os processos de avaliação anual de alunos e os
Ensino Recorrente. Com o mesmo, pretende garantir-se uma exames de conclusão dos níveis de ensino, sob a
estrutura interna adequada e eficiente para assegurar a coordenação da Unidade do Currículo Nacional;
implementação das políticas e programas na área da educação
pré-escolar e obrigatória do ensino básico, além da e) Propor medidas capazes de dar resposta aos desafios
oportunidade de fortalecimento da literacia daqueles que encarados em relação àracionalização do fluxo escolar das
tiveram oportunidades limitadas, através da definição da sua crianças e alunos, de promoverem o acesso contínuo à
estrutura e da determinação clara das respetivas competências educação e a conclusão do nível de escolaridade
de cada serviço e organismo. obrigatória;
A elaboração do presente diploma foi assegurada com base
em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir f) Promover um sistema de ensino recorrente para aqueles
de propostas submetidas por todos os serviços e organismos que abandonaram precocemente o sistema educativo
do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade formal, contribuindo para a sua reintegração;
entre os serviços com competência semelhantes.
g) Assegurar a implementação de programas que permitam
Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo eliminar o analfabetismo,literal e funcional;
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro,
publicar o seguinte diploma: h) Promover práticas efetivas de educação inclusiva para
responder às várias necessidades, aos níveis e modalidades
CAPÍTULO I educativos da sua área de competência de acordo com as
Disposições Gerais políticas definidas nesta área;

Artigo 1.º i) Promover a consideração dos estabelecimentos de educação


Objecto e ensino como instituições de apoio ao desenvolvimento
de valores democráticos das crianças e alunos e a sua
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico-funcional integração na comunidade local, nomeadamente através
da Direção-Geral da Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e da formulação e coordenação da implementação de
Ensino Recorrente. programas extracurriculares;

Artigo 2.º j) Incentivar a participação dos pais e responsáveis das


Natureza crianças e alunos na administração e gestão dos estabeleci-
mentos de educação e ensino e a colaboração destes com
A Direção-Geral da Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e os docentes no processo de ensino-aprendizagem;
Ensino Recorrente, abreviadamentedesignada por DGEPEBR,
enquanto serviço central do Ministério da Educação, integra a k) Colaborar na promoção de um acesso igualitário à educação,
administração direta do Estado. incluindo a igualdade de género na educação, e no fortaleci-
mento das capacidades de administração e gestãodos
Artigo 3.º estabelecimentos de educação e ensino, através de
Atribuições e competências programas de ação social escolar;

À DGEPEBR compete: l) Apoiar o processo de elaboração da proposta de plano


estratégico, plano anual deatividades e respetivos relatórios
a) Assegurar a abertura e funcionamento dos estabelecimen- de execução;
tos de educação pré-escolar e ensino básico dentro de um
enquadramento que garanta a sua qualidade, m) Colaborar no desenvolvimento e revisão dos programas
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Jornal da República
curriculares da educação pré-escolar,ensino básico e ensino escolar, assegurando ao mesmo tempo a sua adequação
recorrente; à realidade local e a sua função de contribuição para
avanços na educação infantil;
n) Colaborar na identificação das necessidades dos quadros
de pessoal docente e pessoal não docente dos estabeleci- c) Definir métodos para a operacionalização das políticas
mentos de educação e ensino e centros comunitários contidas na Política Nacional da Educação Pré-Escolar,
deaprendizagem, nomeadamente o estabelecimento do coordenando a execução dos mesmos em estreita
quadro da organização pedagógica, tendo em vista uma concertação com os serviços competentes do
adequada compatibilização dos recursos humanos Ministério;
disponíveis com a desejável melhoria dos níveis e
modalidades de educação; d) Propor a elaboração de procedimentos para a
administração e gestão dos estabelecimentos de
o) Colaborar na identificação das necessidades de infraestru- educação pré-escolar, prover a orientação necessária
turas, equipamentos e materiais, tendo em vista uma para a sua implementação e monitorizar a conformidade
adequada compatibilização dos recursos técnicos e destes com as normas legislativas e reguladoras;
materiais disponíveis com a desejável melhoria dos níveis
e modalidades de educação. e) Desenvolver e apoiar a implementação dos programas
de atividades extracurriculares dos estabelecimentos
Artigo 4.º de educação pré-escolar;
Organização dos serviços
f) Apoiar a implementação dos programas de ação social
1. Integram a Direção-Geral da Educação Pré-Escolar, Ensino escolar nos estabelecimentos de educação pré-escolar;
Básico e Ensino Recorrente os seguintes serviços:
g) Apoiar o processo de avaliação das crianças de acordo
a) Direção Nacional de Educação Pré-Escolar; com as regras previstas no currículo nacional para a
educação pré-escolar;
b) Direção Nacional de Ensino Básico;
h) Elaborar as propostas de plano estratégico e plano e
c) Direção Nacional do Ensino Recorrente orçamento anuais e os relatórios da sua execução,
assegurando a sua adequação aos resultados
2. As direções nacionais estruturam-se em departamentos, e esperados na política da educação pré-escolar;
estes podem organizar-se em unidades funcionais.
i) Garantir, em articulação com os serviços competentes,
3. Os departamentos são chefiados por chefes de departa- a satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
mento e as unidades são lideradas por chefes de secção. informáticas e outras dos estabelecimentos de
educação pré-escolar, para a prossecução eficiente da
CAPÍTULO II política educativa relevante;
ESTRUTURA DOS SERVIÇOS
j) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
Secção I Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e
DIREÇÃO NACIONAL DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR Avaliação, no levantamento de informação relevante
para a educação pré-escolar, necessária ao desenvolvi-
Artigo 5.º mento do sistema de informação estatística da educação
Atribuições e competências e à administração e gestão dos recursos humanos
relevantes;
1. A Direção Nacional de Educação Pré-Escolar, abreviada- k) Apoiar o desenvolvimento e revisão do currículo
mente designada por DNEPE, é o serviço central responsá- nacional e programas curriculares relacionados com a
vel pela promoção e execução das políticas superiormente educação pré-escolar;
definidas para a educação infantil, bem como pela garantia
da acreditação, avaliação da qualidade e administração e l) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao
gestão dos estabelecimentos de educação pré-escolar nos INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente
termos da Lei de Bases da Educação e regulamentação e não docente relacionadas com a educação infantil;
conexa.
m) Assegurar a efetiva integração de perspetivas relacio-
2. Compete, designadamente, à DNPE: nadas com a educação inclusiva em todas as suas
competências específicas, apoiando o fortalecimento
a) Garantir o licenciamento, acreditação e avaliação dos do acesso igualitário, incluindo a igualdade de género,
estabelecimentos de educação pré-escolar, coordenan- à educação pré-escolar;
do a elaboração e implementação dos procedimentos
de acordo com a legislação relevante; n) Assegurar a execução de outras atividades no âmbito
da sua competência para garantir a implementação da
b) Definir os padrões de qualidade para a educação pré- Política Nacional da Educação Pré-Escolar;
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Jornal da República
o) Quaisquer outras competências que lhe sejam implementação dos procedimentos de administração e
legalmente atribuídas. gestão, nomeadamente formulários, listas de
verificação, modelos de relatórios, entre outros;
Artigo 6.º
Estrutura d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
conhecimento do conteúdo e apoiar o cumprimento
A DNEPE estrutura-se em: fiel dos regulamentos para a administração e gestão
escolar, nomeadamente através da elaboração de guias
a) Departamento da Administração e Gestão Pré-Escolar ou manuais;

b) Departamento do Acesso e Qualidade da Educação Pré- e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de educação pré-
Escolar escolar aos regulamentos para a administração e
gestão escolar, seus instrumentos de implementação e
Artigo 7.º materiais de apoio, através da partilha com as
Departamento daAdministração e GestãoPré-Escolar representações municipais da educação;

1. O Departamento da Administração e Gestão Pré-Escolar é o f) Elaborar e implementar ações para o fortalecimento da


organismo da DNEPE responsável por: capacidade dos serviços Municipais para prestar o
apoio necessário aos estabelecimentos de educação
a) Assegurar a elaboração e a implementação dos regula- pré-escolar na implementação dos regulamentos para a
mentos relativos a uma administração e gestão administração e gestão escolar;
eficientes dos estabelecimentos escolares públicos e
integrados na rede pública, nomeadamente a gestão g) Desenvolver o sistema para a elaboração dos planos
financeira, de recursos humanos e patrimonial e a anuais e orçamentaispelos estabelecimentos de
provisão de apoio e financiamento público aos educação pré-escolar e para a determinação das
estabelecimentos particulares; principais prioridades, assegurando o conhecimento
dos serviços municipais quando da aprovação do
b) Apoiar a implementação das atividades extracurriculares sistema;
nos estabelecimentos de educação pré-escolar;
h) Apoiar os serviços municipais na análise dos planos
c) Promover a implementação de uma disciplina pacífica anuais e orçamentais, assegurando o cumprimento dos
no ambiente escolar; padrões e regulamentos previstos;
d) Promover uma gestão participativa, assegurando o
direto envolvimento dos professores e dos pais e i) Apoiar o processo para a elaboração de regulamento
responsáveis na gestão escolar dos estabelecimentos para o financiamento público de organizações de direito
de educação pré-escolar; privado que facultem a educação pré-escolar, incluindo
aquelas que integram na rede pública;
e) Implementar as atividades necessárias para o plano,
orçamento e relatório das atividades do próprio j) Apoiar o processo de elaboração das regras para o
Departamento. quadro de pessoal dos estabelecimentos, colaborando
com a Direção Nacional dos Recursos Humanos e o
2. Compete ao Departamento da Administração e Gestão Pré- Gabinete Jurídico, na elaboração e aprovação dos
Escolar no âmbito da sua competência da administração e quadros de pessoal;
gestão escolar previsto na alínea a) do número 1 acima:
k) Assegurar o acesso e o conhecimento das regras
a) Elaborar propostas por escrito sobre o desenvolvimento relativas à colocação de docentes nos estabelecimentos
ou fortalecimento da estrutura e dos mecanismos da escolares pelos serviços municipais, dando o apoio
administração e gestão escolar e promover a sua necessário a estes serviços;
aprovação pelo Diretor Nacional, realizando as
consultas necessárias com os serviços relevantes e l) Prestar o apoio necessário para a realização de
análise de relatórios da Inspeção Geral da Educação recolocação de docente entre diferentes Municípios;
para identificar os mecanismos mais adequados e
eficientes para uma gestão efetiva e o cumprimento da m) Apoiar os processosde avaliação de desempenho de
gestão escolar com as regras aplicáveisà gestão pessoal docente, nomeação de cargos de direção e
financeira, dos recursos humanos e patrimonial; chefia e ingresso e acesso na carreira, através da
coordenação ou apoio técnico aos mesmos, asse-
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos gurando a estreita coordenação com a Direção Nacional
relevantes para aadministração e gestão escolares, dos Recursos Humanos;
colaborando com os serviços jurídicos na redação dos
regulamentos; n) Apoiar o desenvolvimento dos métodos de fiscalização
da administração e gestão dos estabelecimentos
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a escolares em estreita coordenação e cooperação com
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a Inspeção Geral da Educação, assegurando a sua estabelecimentos de educação pré-escolar no que diz
harmonia com instrumentos relativos à promoção da respeito as questões relativas à administração e gestão
qualidade do ensino; escolar, assegurando a coordenação com o Departa-
mento do Fortalecimento do Acesso e Qualidade da
o) Apoiar a análise do nível de eficiência da administração Educação Pré-Escolar;
e gestão escolar, incluindo da informação relevante
recolhida pela Inspeção Geral da Educação e os relató- y) Outras atividades relevantes para assegurar a
rios regulares dos serviços municipais, assegurando administração e gestão efetivas dos estabelecimentos
a estreita coordenação com o Departamento do Acesso de educação pré-escolar.
e Qualidade da Educação Pré-Escolar;
3. Compete ao Departamento da Administração e Gestão Pré-
p) Com base na análise da administração e gestão escolar, Escolar no âmbito da sua competência da implementação
elaborar propostas de área de formação para fortalecer das atividades extracurriculares previsto na alínea b) do
a capacidade dos órgãos de administração e gestão número 1 acima:
escolares e submeter à aprovação superior para
posterior submissão à Direção Nacional de Recursos a) Elaborar propostas por escrito sobre o tipo e o modo
Humanos; dos programas extracurriculares a serem implementa-
das nos estabelecimentos de educação pré-escolar;
q) Elaborar propostas de regras para determinar as
necessidades de equipamentos,logística, de materiais b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
e itens didáticos e informáticos em função da natureza relevantes para a implementação dos programas
do estabelecimento, da sua localização e/ou da sua extracurriculares, colaborando com os serviços jurídicos
dimensão, assegurando a submissão e promovendo a na redação dos regulamentos;
aprovação pelo Diretor Nacional;
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a
r) Realizar as ações necessárias para garantir a implementação dos programas extracurriculares,
satisfação das necessidades logísticas, didáticas, nomeadamente formulários, listas de verificação,
informáticas e outras dos estabelecimentos de modelos de relatórios, entre outros;
educação pré-escolar, nomeadamente procurando a
resolução dos problemas através da articulação com d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o amplo
os serviços municipais e centrais competentes; conhecimento sobre os programas extracurriculares e
apoiar a realização dos mesmos, nomeadamente através
s) Apoiar os serviços municipais na elaboração das da elaboração de guias ou manuais;
propostas de concessão escolar para os estabeleci-
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de educação pré-
mentos de educação pré-escolares públicos e
escolar aos regulamentos, instrumentos de implementa-
integrados à rede pública, quando da atribuição
ção e materiais de apoio, através da partilha dos
orçamental em apreço encontrar-se prevista no
mesmos com as representações municipais da
orçamento do Ministério da Educação;
educação;
t) Preparar a documentação necessária dentro do f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
procedimento financeiro aplicável para a transferência fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
de fundos relativos à concessão escolar dos para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
estabelecimentos de educação pré-escolar públicos; de educação pré-escolar na implementação dos
programas extracurriculares;
u) Quando solicitado pela Direção Nacional de
Planeamento, Estatística, Monitorização e Avaliação g) Assegurar a atualização do perfil escolar dos
apoiar o levantamento de informação relevante para a estabelecimentos de educação pré-escolar no que diz
educação pré-escolar, de acordo com o âmbito do pedido respeito as questões relativas à administração e gestão
de apoio e assegurando a entrega dos dados para a escolar, assegurando a coordenação com o
integração dos mesmos no SIGE; Departamento do Fortalecimento do Acesso e
Qualidade da Educação Pré-Escolar;
v) Rever o modelo de questionário para a recolha de dados
da educação pré-escolar elaborado pela Direção h) Outras atividades relevantes para assegurar a
Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e implementação de atividades extracurriculares nos
Avaliação, propondo a sua alteração quando relevante; estabelecimentos de educação pré-escolar.

w) Quando solicitado pela Direção Nacional de Ação 4. Compete ao Departamento da Administração e Gestão Pré-
Escolar, apoiar a implementação dos programas de ação Escolar no âmbito da sua competência para a promoção da
social escolar nos estabelecimentos de educação pré- disciplina pacífica no ambiente escolar previsto na alínea
escolar, de acordo com o âmbito do pedido de apoio; c) do número 1 acima:

x) Assegurar a atualização do perfil escolar dos a) Elaborar propostas por escrito sobre métodos para
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assegurar a disciplina nos estabelecimentos escolares, b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
garantindo o respeito pelos direitos das crianças; relevantes para a criação de órgãos coletivos de
representação dos professores e uma associação dos
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos pais e professores, colaborando com os serviços
relevantes para a aprovação de regras de comportamento jurídicos na redação dos regulamentos;
das crianças, colaborando com os serviços jurídicos
na redação dos regulamentos; c) Desenvolver os instrumentos necessários para o
regular funcionamento dos órgãos coletivos da gestão
c) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar participativa dos estabelecimentos escolares,
a implementação de disciplina pacífica nos estabeleci- nomeadamente formulários, listas de verificação,
mentos escolares, nomeadamente formulários, listas de modelos de relatórios, entre outros;
verificação, modelos de relatórios, entre outros;
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a funcionamento de qualidade dos órgãos coletivos
realização de ações disciplinares aos alunos em fiel escolares, nomeadamente através da elaboração de
cumprimento aos direitos das crianças, nomeadamente guias ou manuais;
através da elaboração de guias ou manuais;
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de educação pré-
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de educação pré- escolar aos regulamentos relativos ao funcionamento
escolar aos regulamentos relativos à disciplina dos órgãos coletivos, instrumentos de implementação
pacífica das crianças, seus instrumentos de implemen- e materiais de apoio, através da partilha dos mesmos
tação e materiais de apoio, através da partilha dos com as representações municipais da educação;
mesmos com as representações municipais da
educação; f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
fortalecimento da capacidade dos serviços Munici- de educação pré-escolar para assegurar o funciona-
paispara prestar o apoio necessário aos estabeleci- mento regular dos seus órgãos coletivos;
mentos de educação pré-escolar para assegurar a
implementação devida dos métodos de disciplina g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci-
pacífica; mentos de educação pré-escolar no que diz respeito às
questões relativas ao funcionamento dos seus órgãos
g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci- coletivos, assegurando a coordenação com o
mentos de educação pré-escolar no que diz respeito às Departamento do Fortalecimento do Acesso e
questões relativas à disciplina positiva, assegurando a Qualidade da Educação Pré-Escolar;
coordenação com o Departamento do Fortalecimento
do Acesso e Qualidade da Educação Pré-Escolar; h) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
participativa nos estabelecimentos de educação pré-
h) Informar a Inspeção Geral da Educação, quando do escolar.
conhecimento durante a implementação das suas
competências prevista em lei, de ações específicas pelos 6. Compete ao Departamento da Administração e Gestão Pré-
educadores da infância que representem castigo físico Escolar no âmbito da sua competência da implementação
ou psíquico e que violem os direitos das crianças; das atividades necessárias para a realização do plano,
orçamento e relatório das atividades do Departamento
i) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao previsto na alínea e) do número 1 acima:
INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente
para fortalecer a capacidade destes de assegurar a a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
implementação de medidas de disciplina pacífica; identificando as áreas prioritárias no âmbito das
competências do departamento, assegurando a
j) Outras atividades relevantes para garantir a aplicação determinação de indicadores e metas que estejam em
de medidas de disciplina pacífica nos estabelecimentos real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
de educação pré-escolar. do Ministério;

5. Compete ao Departamento da Administração e Gestão Pré- b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
Escolar no âmbito da sua competência da promoção de assegurar a capacidade financeira para a implementação
uma gestão participativa previsto na alínea d) do número 1 do plano anual de atividades;
acima:
c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços
a) Elaborar propostas por escrito sobre a participação centrais do Ministério, assegurara compilação das
dos professores, dos pais e responsáveis na propostas de orçamento dos estabelecimentos esco-
administração e gestão pelos estabelecimentos de lares, do ponto de vista de um orçamento programático,
educação pré-escolar; identificando as diversas rubricas do orçamento para
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Jornal da República
satisfazer as necessidades dos estabelecimentos elaborando recomendação para eventual aprovação do
escolares, junto com o plano orçamental do Ministro da Educação;
Departamento;
d) Apoiar a realização de discussões com os serviços
d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- municipais para promover a integração de novos os
mento, assegurando a identificação das funções estabelecimentos de educação pré-escolar no plano e
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; orçamento municipal;

e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito e) Coordenar a realização das atividades preparatórias
da gestão da administração pública, para criação dos estabelecimentos de educação pré-
escolar públicos, e prestar o apoio técnico necessário
f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da aos serviços municipais da educação para a realização
gestão da administração pública para assegurar o das suas competências prevista em regulamento
regular e efetivo funcionamento do Departamento específico;

g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão f) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis- relevantes para a criação e licenciamento de novos
tração pública no desempenho das competências do estabelecimentos de educação pré-escolar públicos e
próprio Departamento. privados, incluindo os padrões para a licença
operacional, colaborando com os serviços jurídicos na
Artigo 8.º redação dos regulamentos;
Departamento do Acesso e Qualidade da Educação Pré-
Escolar g) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar
a implementação dos regulamentos relevantes para a
1. O Departamento do Acesso e Qualidade da Educação Pré- criação e licenciamento de novos estabelecimentos
Escolar é o organismo da DNEPE responsável por: escolares públicos, nomeadamente formulários, listas
de verificação, modelos de relatórios, entre outros;
a) Assegurar a expansão do parque escolar e ampliação
do acesso à educação pré-escolar como resposta às h) Desenvolver materiais de apoio para a criação e
necessidades das comunidades; licenciamento de novos estabelecimentos de educação
pré-escolar públicos e particulares, nomeadamente
b) Apoiar o fortalecimento da qualidade do serviço através da elaboração de guias ou manuais;
prestado pelos estabelecimentos de educação pré-
escolar, no âmbito do procedimento da avaliação e i) Apoiar o acesso dos serviços municipais e as
acreditação exigidas por lei; comunidades locais aos regulamentos relevantes para
a criação e licenciamento de novos estabelecimentos
c) Implementar as atividades necessárias para o plano, de educação pré-escolar, seus instrumentos de
orçamento e relatório das atividades do próprio implementação e materiais de apoio, através da partilha
Departamento. dos mesmos com as representações municipais da
educação;
2. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade da
Educação Pré-Escolar no âmbito da sua competência da j) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
expansão do parque escolare da ampliação do acesso à fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
educação pré-escolar previsto na alínea a) do número 1 para prestar o apoio necessário às comunidades locais
acima: e pessoas coletivas em funcionamento para assegurar
a criação de estabelecimentos de educação pré-escolar
a) Realizaruma análise da oferta e demanda da educação particular de qualidade e sustentáveis;
pré-escolar no território nacional, com o apoio técnico
da DNPMA e com base nos dados nacionais da k) Assegurar a realização do processo para o
educação e a capacidade dos estabelecimentos licenciamento dos estabelecimentos de educação pré-
escolares tal como prevista no seu quadro de pessoal; escolar, coordenando a realização das diversas etapas
do procedimento regulado, assegurando a
b) Elaborar propostas por escrito para a criação de novos implementação das suas próprias atribuições e
estabelecimentos de educação pré-escolar públicos garantindo o respeito pelos prazos determinados;
com base na análise das necessidades, submetendo-
as para aprovação superior do Diretor para eventual l) Promover o registo dos estabelecimentos de educação
recomendação aos serviços municipais de educação; pré-escolar no Sistema de Informação da Gestão da
Educação (SIGE) quando da concessão do licencia-
c) Realizar a análise das propostas do parque escolar mento, através da ligação com o Departamento
relativas à educação pré-escolar submetidas pelos relevante;
serviços municipais,quando relevantes.assegurando
a análise com base nos dados nacionais da educação, m) Apoiar o procedimento relativo à identificação dos
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 374
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estabelecimentos de educação pré-escolar g) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
beneficiários de apoio público para integrarem a rede fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
de oferta pública de acordo com as necessidades para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
públicas; de educação pré-escolar para assegurar a
implementação devida dos procedimentos de avaliação
n) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares, e acreditação;
nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
alcance do acesso da educação pré-escolar, assegu- h) Assegurar a realização de medidas para a existência
rando a estreita coordenação com a Direção Nacional de perfil individual dos estabelecimentos de educação
de Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação; pré-escolar públicos, para servirem como meio para
assegurar a efetiva monitorização da qualidade e o
o) Conceber e coordenar a implementação de atividades progresso da qualidade ao acesso do nível de educação
de socialização sobre a importância da educação pré-escolar;
infantil para o desenvolvimento da criança, apoiando
os serviços municipais na implementação do programa i) Coordenar o procedimento de avaliação anual e
no nível municipal e local; acreditação regular aos estabelecimentos de educação
e ensino relevantes, assegurando a estreita
p) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão coordenação com os serviços inspetivos e mantendo
do parque escolar da educação pré-escolar. um sistema de registo e arquivo dos resultados;

3. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade da j) Apoiar as ações para assegurar o efetivo encerramento
Educação Pré-Escolar no âmbito da sua competência de do funcionamento do estabelecimento de educação e
fortalecimento da qualidade do serviço prestado pelos ensino quando da não concessão do licenciamento e/
estabelecimentos de educação pré-escolar previsto na ou acreditação;
alínea b) do número 1 acima:
k) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
a) Elaborar os padrões de qualidade para a educação pré- nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
escolar, nomeadamente relativos à infraestrutura, alcance do acesso da educação pré-escolar, asse-
equipamentos, materiais didáticos, ambiente escolar, gurando a estreita coordenação com a Direção Nacional
entre outros, assegurando uma consulta estreita com de Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação;
os serviços nacionais relevantes e a integração da
educação inclusiva; l) Com base na análise da qualidade da educação pré-
escolar, elaborar propostas de área de formação para
b) Apoiar a aprovação dos padrões de qualidade da fortalecer a qualidade da educação a este nível de
educação escolar, identificando, caso necessário, os ensinoe submeter à aprovação superior para posterior
diversos graus de excelência, determinando ainda o submissão à Direção Nacional de Recursos Humanos;
cumprimento destes para as diversas etapas de
regulação dos estabelecimentos m) Outras atividades relevantes no domínio do
fortalecimento da qualidade da educação pré-escolar.
c) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
relevantes para a aprovação de regras relativas ao 4. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade da
processo de avaliação anual e de acreditação dos Educação Pré-Escolar no âmbito da sua competência da
estabelecimentos de educação escolar, colaborando implementação das atividades necessárias para a realização
com os serviços jurídicos na redação dos regula- do plano, orçamento e relatório das atividades do
mentos; Departamento previsto na alínea c) do número 1 acima:

d) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
a implementação do procedimento de avaliação e identificando as áreas prioritárias no âmbito das
acreditação dos estabelecimentos escolares, nomeada- competências do departamento, assegurando a
mente formulários, listas de verificação, modelos de determinação de indicadores e metas que estejam em
relatórios, entre outros; real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
do Ministério;
e) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a
realização dos procedimentos de avaliação e b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
acreditação, nomeadamente através da elaboração de assegurar a capacidade financeira para a implementação
guias ou manuais; do plano anual de atividades;

f) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de educação pré- c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços
escolar aos regulamentos relativos à avaliação regular centrais do Ministério, assegurar a compilação das
e a acreditação, seus instrumentos de implementação e propostas de orçamento dos estabelecimentos escola-
materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com res, do ponto de vista de um orçamento programático,
as representações municipais da educação; identificando as diversas rubricas do orçamento para
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 375
Jornal da República
satisfazer as necessidades dos estabelecimentos g) Apoiar o processo de avaliação dos alunos de acordo
escolares, junto com o plano orçamental do com as regras previstas no currículo nacional para o
Departamento; ensino básico;

d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- h) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e
mento, assegurando a identificação das funções orçamento anuais e os relatórios da sua execução,
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; assegurando a sua adequação aos resultados
esperados na política do ensino básico;
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito
da gestão da administração pública, i) Garantir, em articulação com os serviços competentes,
a satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino
gestão da administração pública para assegurar o básico, para a prossecução eficiente da política
regular e efetivo funcionamento do Departamento; educativa relevante;

g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão j) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis- Nacional de Planeamento, Estatística Monitorização e
tração pública no desempenho das competências do Avaliação, no levantamento de informação relevante
próprio Departamento. para o ensino básico, necessária ao desenvolvimento
do sistema de informação estatística da educação e à
Secção II administração e gestão dos recursos humanos
DIREÇÃO NACIONAL DO ENSINO BÁSICO relevantes;

Artigo 9.º k) Apoiar o desenvolvimento e revisão do currículo


Atribuições e competências nacional e programas curriculares relacionados com o
ensino básico;
1. A Direção Nacional do Ensino Básico, abreviadamente
designada por DNEB, é o serviço central responsável pela l) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao
promoção e execução das políticas superiormente definidas INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente
para o ensino básico obrigatório, bem como pela garantia e não docente relacionadas com o ensino básico;
da acreditação, avaliação, qualidade e administração e
gestão dos estabelecimentos de ensino básico nos termos m) Assegurar a efetiva integração de perspetivas
da Lei de Bases da Educação e regulamentação conexa. relacionadas com a educação inclusiva em todas as
suas competências específicas, apoiando o
2. Compete, designadamente, à DNEB: fortalecimento do acesso igualitário ao ensino básico,
incluindo a igualdade de género;
a) Garantir o licenciamento, acreditação e avaliação dos
estabelecimentos de educação básica, coordenando a n) Quaisquer outras competências que lhe sejam
elaboração e implementação dos procedimentos de legalmente atribuídas.
acordo com a legislação relevante;
Artigo 10.º
b) Definir os padrões de qualidade para a ensino básico, Estrutura
assegurando ao mesmo tempo a sua adequação à
realidade local e a sua função de contribuição para A DNEB estrutura-se em:
avanços no ensino básico obrigatório;
a) Departamento da Administração e Gestão do Ensino Básico;
c) Definir métodos para a operacionalização das políticas
sobre o ensino básico, coordenando a execução dos b) Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Básico.
mesmos em estreita concertação com os serviços
competentes do Ministério; Artigo 11.º
d) Propor a elaboração de procedimentos para a Departamento da Administração e Gestão do Ensino Básico
administração e gestão dos estabelecimentos de ensino
básico, prover a orientação necessária para a sua 1. O Departamento da Administração e Gestão do Ensino
implementação e monitorizar a conformidade destes Básico é o organismo da DNEB responsável por:
com as normas legislativas e reguladoras;
a) Assegurar a elaboração e a implementação dos
e) Desenvolver e apoiar a implementação dos programas regulamentos relativos a uma administração e gestão
de atividades extracurriculares dos estabelecimentos eficientes dos estabelecimentos escolares públicos e
de ensino básico; integrados na rede pública, nomeadamente a gestão
financeira, de recursos humanos e patrimonial e a
f) Apoiar a implementação dos programas de ação social provisão de apoio e financiamento público aos
escolar nos estabelecimentos de ensino básico; estabelecimentos particulares;
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Jornal da República
b) Apoiar a implementação das atividades extra curricu- assegurando o conhecimento dos serviços municipais
lares nos estabelecimentos de ensino básico; quando da aprovação do sistema;

c) Promover a implementação de uma disciplina pacífica h) Apoiar os serviços municipais para a análise dos
no ambiente escolar; planos anuais e orçamentais, assegurando o cumpri-
mento dos padrões e regulamentos previstos;
d) Promover uma gestão participativa, assegurando o
direto envolvimento dos professores e dos pais e i) Apoiar o processo para a elaboração de regulamento
responsáveis na gestão escolar dos estabelecimentos para o financiamento público de organizações de direito
de ensino básico; privado que facultem o ensino básico, incluindo aquelas
integradas na rede pública;
e) Implementar as atividades necessárias para o plano,
orçamento e relatório das atividades do próprio j) Apoiar o processo de elaboração das regras para o
Departamento. quadro de pessoal dos estabelecimentos, colaborando
com a Direção Nacional dos Recursos Humanos e o
2. Compete ao Departamento da Administração e Gestão Gabinete Jurídico, para a elaboração e aprovação dos
Ensino Básico no âmbito da sua competência de apoio à quadros de pessoal;
administração e gestão escolar previsto na alínea a) do
número 1 acima: k) Assegurar o acesso e o conhecimento das regras
relativas à colocação de docentes nos estabelecimentos
a) Elaborar propostas por escrito sobre o desenvolvimento escolares pelos serviços municipais, dando o apoio
ou fortalecimento da estrutura e dos mecanismos da necessário a estes serviços;
administração e gestão escolar, e promover a sua
aprovação pelo Diretor Nacional, realizando as l) Prestar o apoio necessário para a realização de
consultas necessárias com os serviços relevantes e recolocação de docente entre diferentes Municípios;
análise de relatórios da Inspeção Geral da Educação
para identificar os mecanismos mais adequados e m) Apoiar os processos de avaliação de desempenho de
eficientes para uma gestão efetiva e o cumprimento da pessoal docente, nomeação de cargos de direção e
gestão escolar com as regras aplicáveis à gestão chefia e ingresso e acesso na carreira, através da
financeira, dos recursos humanos e patrimonial; coordenação ou apoio técnico aos mesmos, assegu-
rando a estreita coordenação com a Direção Nacional
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos dos Recursos Humanos;
relevantes para a administração e gestão escolares,
colaborando com os serviços jurídicos na redação dos n) Apoiar o desenvolvimento dos métodos de fiscalização
mesmos; da administração e gestão dos estabelecimentos
escolares em estreita coordenação e cooperação com
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a a Inspeção Geral da Educação, assegurando a sua
implementação dos procedimentos de administração e harmonia com instrumentos relativos à qualidade do
gestão, nomeadamente formulários, listas de ensino;
verificação, modelos de relatórios, entre outros;
o) Apoiar a análise do nível de eficiência da administração
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o e gestão escolar, incluindo da informação relevante
conhecimento do conteúdo e apoiar o cumprimento recolhida pela Inspeção Geral da Educação, assegu-
fiel dos regulamentos para a administração e gestão rando a estreita coordenação com o Departamento do
escolar, nomeadamente através da elaboração de guias Acesso e Qualidade do Ensino Básico;
ou manuais;
p) Com base na análise da administração e gestão escolar,
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino básico elaborar propostas de área de formação para fortalecer
aos regulamentos para a administração e gestão a capacidade dos órgãos de administração e gestão
escolar, seus instrumentos de implementação e escolares e submeter à aprovação superior para
materiais de apoio, através da partilha com as posterior submissão à Direção Nacional de Recursos
representações municipais da educação; Humanos;

f) Elaborar e implementar ações para o fortalecimento da q) Elaborar propostas de regras para determinar as
capacidade dos serviços Municipais para prestar o necessidades de equipamentos, logística, de materiais
apoio necessário aos estabelecimentos de ensino e itens didáticos e informáticos em função da natureza
básico na implementação dos regulamentos para a do estabelecimento, da sua localização e/ou da sua
administração e gestão escolar; dimensão, assegurando a submissão e procurando a
aprovação pelo Diretor Nacional;
g) Desenvolver o sistema para a elaboração dos planos
anuais e orçamentais pelos estabelecimentos de ensino r) Realizar as ações necessárias para garantir a
básico e para a determinação das principais prioridades, satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
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informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino nomeadamente formulários, listas de verificação,
básico, nomeadamente procurando a resolução dos modelos de relatórios, entre outros;
problemas através da articulação com os serviços
municipais e centrais competentes; d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
conhecimento do conteúdo e apoiar a realização dos
s) Apoiar os serviços municipais na elaboração das programas extracurriculares, nomeadamente através da
propostas de adiantamento (concessão escolar) para elaboração de guias ou manuais;
os estabelecimentos de ensino básico públicos,
quando da atribuição orçamental estar prevista no e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino básico
orçamento do Ministério da Educação; aos regulamentos, instrumentos de implementação e
materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com
t) Preparar a documentação necessária dentro do as representações municipais da educação;
procedimento financeiro aplicável para a transferência
de fundos relativos ao adiantamento (concessão f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
escolar) dos estabelecimentos de ensino básico fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
públicos; para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
de ensino básico na implementação dos programas
u) Quando solicitado pela Direção Nacional de Planea- extracurriculares;
mento, Estatística, Monitorização e Avaliação apoiar o
levantamento de informação relevante para o ensino g) Assegurar a atualização do perfil escolar dos estabe-
básico, de acordo com o âmbito do pedido de apoio e lecimentos de ensino básico no que diz respeito as
assegurando a entrega dos dados para a integração questões relativas à administração e gestão escolar,
dos mesmos no SIGE; assegurando a coordenação com o Departamento do
Acesso e Qualidade do Ensino Básico;
v) Rever o modelo de questionário para a recolha de dados
relativos aos estabelecimentos deensino básico e a h) Outras atividades relevantes para assegurar a
frequência e progressão escolar do aluno, elaborado implementação de atividades extracurriculares nos
pela Direção Nacional de Planeamento, Estatística, estabelecimentos de ensino básico.
Monitorização e Avaliação, propondo a sua alteração
quando relevante; 4. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
Ensino Básico no âmbito da sua competência para a
w) Quando solicitado pela Direção Nacional de Ação promoção da disciplina pacífica no ambiente escolar
Escolar, apoiar a implementação dos programas de ação previsto na alínea c) do número 1 acima:
social escolar nos estabelecimentos de ensino básico,
de acordo com o âmbito do pedido de apoio; a) Elaborar propostas por escrito sobre métodos para
assegurar a disciplina nos estabelecimentos escolares,
x) Assegurar a atualização do perfil escolar dos garantindo o respeito pelos direitos das crianças;
estabelecimentos de ensino básico no que diz respeito
as questões relativas à administração e gestão escolar, b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
assegurando a coordenação com o Departamento do relevantes para a aprovação de regras de comportamento
Acesso e Qualidade do Ensino Básico; das crianças, colaborando com os serviços jurídicos
na redação dos regulamentos;
y) Outras atividades relevantes para assegurar a
administração e gestão efetivas dos estabelecimentos c) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar
de ensino básico. a implementação de disciplina pacífica nos estabeleci-
mentos escolares, nomeadamente formulários, listas de
3. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do verificação, modelos de relatórios, entre outros;
Ensino Básico no âmbito da sua competência para o apoio
à implementação das atividades extracurriculares previsto d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a
na alínea b) do número 1 acima: realização de ações disciplinares aos alunos em fiel
cumprimento aos direitos das crianças, nomeadamente
a) Elaborar propostas por escrito sobre o tipo e o modo através da elaboração de guias ou manuais;
dos programas extracurriculares pelos estabeleci-
mentos de ensino básico; e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino básico
aos regulamentos relativos à disciplina pacífica das
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos crianças, seus instrumentos de implementação e
relevantes para a implementação dos programas materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com
extracurriculares, colaborando com os serviços jurídicos as representações municipais da educação;
na redação dos regulamentos;
f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
implementação dos programas extracurriculares, para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
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de ensino básico para assegurar a implementação g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci-
devida dos métodos de disciplina pacífica; mentos de ensino básico no que diz respeito às
questões relativas ao funcionamento dos seus órgãos
g) Assegurar a atualização do perfil dos estabeleci- coletivos, assegurando a coordenação com o
mentos de ensino básico no que diz respeito às Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Básico;
questões relativas à disciplina positiva, assegurando a
coordenação com o Departamento do Fortalecimento h) Outras atividades relevantes para assegurar a gestão
do Acesso e Qualidade do Ensino Básico; participativa dos estabelecimentos de ensino básico.
h) Informar a Inspeção Geral da Educação, quando do 6. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
conhecimento durante a implementação das suas Ensino Básico no âmbito da sua competência da
competências prevista em lei, de ações específicas pelos implementação das atividades necessárias para a realização
educadores da infância que representem castigo físico do plano, orçamento e relatório das atividades do
ou psíquico e que violem os direitos das crianças e Departamento previsto na alínea e) do número 1 acima:
jovens;

i) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente identificando as áreas prioritárias no âmbito das
para fortalecer a capacidade destes de assegurar a competências do departamento, assegurando a
implementação de medidas de disciplina pacífica; determinação de indicadores e metas que estejam em
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
j) Outras atividades relevantes para garantir a aplicação do Ministério;
de medidas de disciplina pacífica nos estabelecimentos
de ensino básico. b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
assegurar a capacidade financeira para a implementação
5. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do do plano anual de atividades;
Ensino Básico no âmbito da sua competência da promoção
de uma gestão participativa previsto na alínea d) do número c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços
1 acima: centrais do Ministério, assegurar a compilação das
propostas de orçamento dos estabelecimentos
a) Elaborar propostas por escrito sobre a participação escolares, do ponto de vista de um orçamento
dos professores, dos pais e responsáveis na adminis- programático, identificando as diversas rubricas do
tração e gestão pelos estabelecimentos do ensino orçamento para satisfazer as necessidades dos
básico; estabelecimentos escolares, junto com o plano
orçamental do Departamento;
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
relevantes para a criação de órgãos coletivos de d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-
representação dos professores e uma associação dos mento, assegurando a identificação das funções
pais e professores, colaborando com os serviços específicas dos funcionários afetos ao Departamento;
jurídicos na redação dos regulamentos;
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito
c) Desenvolver os instrumentos necessários para o da gestão da administração pública,
regular funcionamento dos órgãos coletivos da gestão
participativa dos estabelecimentos escolares, f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
nomeadamente formulários, listas de verificação, gestão da administração pública para assegurar o
modelos de relatórios, entre outros; regular e efetivo funcionamento do Departamento;

d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o g) Outras atividades relevantes para assegurar a
funcionamento de qualidade dos órgãos coletivos administração e gestão efetivas dos estabelecimentos
escolares, nomeadamente através da elaboração de de ensino básico.
guias ou manuais;
Artigo 12.º
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino básico Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Básico
aos regulamentos relativos ao funcionamento dos
órgãos coletivos, instrumentos de implementação e 1. O Departamento do Acesso e Qualidade da Educação do
materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com Ensino Básico é o organismo da DNEB responsável por:
as representações municipais da educação;
a) Assegurar a expansão do parque escolar e ampliaão da
f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o participação ao ensino básico como resposta às neces-
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais sidades das comunidades e promover a frequência
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos regular dos alunos;
de ensino básico para assegurar o funcionamento
regular dos seus órgãos coletivos; b) Apoiar o fortalecimento da qualidade do serviço
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prestado pelos estabelecimentos do ensino básico, no dades locais aos regulamentos relevantes para a
âmbito do procedimento da avaliação e acreditação criação e licenciamento de novos estabelecimentos de
exigidas por lei; ensino básico e para a manutenção da frequência
regular dos alunos, seus instrumentos de implemen-
c) Implementar as atividades necessárias para o plano, tação e materiais de apoio, através da partilha dos
orçamento e relatório das atividades do próprio mesmos com as representações municipais da
Departamento. educação;

2. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino j) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
Básico no âmbito da sua competência da promoção da fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
expansão do parque escolar e promoção da frequência para promover a frequência escolar e para prestar o
regular dos alunos no ensino básico previsto na alínea a) apoio necessário às comunidades locais e pessoas
do número 1 acima: coletivas em funcionamento para assegurar a criação
de estabelecimentos de ensino básico particular de
a) Realizar uma análise da oferta e demanda do ensino qualidade e sustentáveis;
básico no território nacional e o abandono escolar,
com o apoio técnico da DNPMA e com base nos dados k) Assegurar a realização do processo para o licencia-
da educação e o quadro de pessoal do estabelecimento mento dos estabelecimentos de ensino básico, coorde-
escolar; nando a realização das diversas etapas do procedimento
regulado, assegurando a implementação das suas
b) Elaborar propostas por escrito para a criação de novos próprias atribuições e garantindo o respeito pelos prazos
estabelecimentos de ensino básico públicose para as determinados;
medidas para diminuir o abandono escolar,com base
na análise das necessidades, submetendo-as para l) Assegurar o registo dos estabelecimentos de ensino
aprovação superior do Diretor; básico no Sistema de Informação da Gestão da Educação
(SIGE) quando da concessão do licenciamento, através
c) Realizar a análise das propostas do parque escolar da ligação com o Departamento relevante;
submetidas pelos serviços municipais, assegurando a
análise com base nos dados nacionais da educação, m) Apoiar o procedimento relativo à identificação dos
elaborando recomendação para eventual aprovação do estabelecimentos de ensino básico beneficiários de
Ministro da Educação; apoio público para integrarem a rede de oferta pública
d) Apoiar a realização de discussões com os serviços de acordo com as necessidades públicas;
municipais para promover a integração da criação dos
estabelecimentos de ensino básico no plano e n) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
orçamento municipal; nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
alcance do acesso doensino básico, assegurando a
e) Coordenar a realização das atividades preparatórias estreita coordenação com a Direção Nacional de
para criação dos estabelecimentos de ensino básico Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação;
públicos, e prestar o apoio técnico necessário aos
serviços municipais da educação para a realização das o) Conceber e coordenar a implementação de atividades
suas competências prevista em regulamento específico; de socialização sobre a importância da participação e
frequência contínua no ensino básico obrigatório,
f) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos apoiando os serviços municipais na implementação do
relevantes para a criação e licenciamento de novos programa no nível municipal e local;
estabelecimentos de ensino básico públicos, incluindo
os padrões para a licença operacional, colaborando com p) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão
os serviços jurídicos na redação dos regulamentos; do parque escolar do ensino básico.

g) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar 3. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade doEnsino
a implementação dos regulamentos relevantes para a Básico no âmbito da sua competência de fortalecimento
criação e licenciamento de novos estabelecimentos da qualidade do serviço prestado pelos estabelecimentos
escolares públicos, nomeadamente formulários, listas de ensino básico previsto na alínea b) do número 1 acima:
de verificação, modelos de relatórios, entre outros;
a) Elaborar os padrões de qualidade para oensino básico,
h) Desenvolver materiais de apoio para a criação e nomeadamente relativos à infraestrutura,
licenciamento de novos estabelecimentos de ensino equipamentos, materiais didáticos, ambiente escolar,
básico públicos e particulares e para a implementação entre outros, assegurando uma consulta estreita com
das medidas para combater o abandono escolar, os serviços nacionais relevantes e a integração da
nomeadamente através da elaboração de guias ou educação inclusiva;
manuais;
b) Apoiar a aprovação dos padrões de qualidade da
i) Apoiar o acesso dos serviços municipais e as comuni- educação escolar, identificando, caso necessário, os
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diversos graus de excelência, determinando ainda o m) Outras atividades relevantes no domínio do
cumprimento destes para as diversas etapas de fortalecimento da qualidade da ensino básico.
regulação dos estabelecimentos
4. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino
c) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos Básico no âmbito da sua competência da implementação
relevantes para a aprovação de regras relativas ao das atividades necessárias para a realização do plano,
processo de avaliação anual e de acreditação dos orçamento e relatório das atividades do Departamento
estabelecimentos de educação escolar, colaborando previsto na alínea c) do número 1 acima:
com os serviços jurídicos na redação dos
regulamentos; a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades,
identificando as áreas prioritárias no âmbito das
d) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar competências do departamento, assegurando a
a implementação do procedimento de avaliação e determinação de indicadores e metas que estejam em
acreditação dos estabelecimentos escolares, real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
nomeadamente formulários, listas de verificação, do Ministério;
modelos de relatórios, entre outros;
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
e) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a assegurar a capacidade financeira para a implementação
realização dos procedimentos de avaliação e do plano anual de atividades;
acreditação, nomeadamente através da elaboração de
guias ou manuais; c) Existindo a disponibilidade orçamental nos serviços
centrais do Ministério, assegurar a compilação das
f) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino básico propostas de orçamento dos estabelecimentos escola-
aos regulamentos relativos à avaliação regular e a res, do ponto de vista de um orçamento programático,
acreditação, seus instrumentos de implementação e identificando as diversas rubricas do orçamento para
materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com satisfazer as necessidades dos estabelecimentos
as representações municipais da educação; escolares, junto com o plano orçamental do
Departamento;
g) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos mento, assegurando a identificação das funções
de ensino básico para assegurar a implementação específicas dos funcionários afetos ao Departamento;
devida dos procedimentos de avaliação e acreditação;
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito
h) Assegurar a realização de medidas para a existência da gestão da administração pública,
de perfil individual dos estabelecimentos de ensino
básico públicos, para servirem como meio para f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
assegurar a efetiva monitorização da qualidade e o gestão da administração pública para assegurar o
progresso da qualidade ao acesso do nível de ensino regular e efetivo funcionamento do Departamento;
básico;
g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
i) Coordenar o procedimento de avaliação anual e eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
acreditação regular assegurando a estreita coordena- tração pública no desempenho das competências do
ção com os serviços inspetivos e mantendo um sistema próprio Departamento.
de registo e arquivo dos resultados;
SECÇÃO III
j) Apoiar as ações para assegurar o efetivo encerramento DIREÇÃO NACIONAL DO ENSINO RECORRENTE
do funcionamento do estabelecimento de educação
quando da não concessão de licenciamento e/ou Artigo 13.º
acreditação; Atribuições e competências

k) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares, 1. A Direção Nacional do Ensino Recorrente, abreviadamente
nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no designada por DNER, é o serviço central responsável pela
alcance do acesso da ensino básico, assegurando a promoção e execução das políticas superiormente definidas
estreita coordenação com a Direção Nacional de para os programas de alfabetização e ensino recorrente
Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação; dirigidos à população fora do sistema de ensino formal
nos termos da Lei de Bases da Educação e regulamentação
l) Com base na análise da qualidade da ensino básico, conexa.
elaborar propostas de área de formação para fortalecer
a qualidade do ensino básico e submeter à aprovação 2. Compete, designadamente, à DNER:
superior para posterior submissão à Direção Nacional
de Recursos Humanos; a) Promover a criação de Centros Comunitários de
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Aprendizagem, assegurando a sua adequação às o) Assegurar a efetiva integração de perspetivas
necessidades próprias das comunidades locais; relacionadas com a educação inclusiva em todas as
suas competências específicas, apoiando o fortaleci-
b) Implementar, monitorizar e avaliar o programa nacional mento do acesso igualitário ao ensino recorrente,
de alfabetização; incluindo a igualdade de género;

c) Implementar, monitorizar e avaliar o programa nacional p) Quaisquer outras competências que lhe sejam
de equivalência ao ensino básico, em cooperação com legalmente atribuídas.
outros serviços competentes;
Artigo 14.º
d) Propor os termos de uma política de educação à Estrutura
distância e implementar esta modalidade de educação;
A DNER estrutura-se em:
e) Definir métodos para a operacionalização das políticas
sobre o ensino recorrente, coordenando a execução a) Departamento da Administração e Gestão do Ensino
dos mesmos em estreita concertação com os serviços Recorrente;
competentes do Ministério, incluindo com as Direções
Municipais, e lideranças comunitárias; b) Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Recorrente;

f) Promover a articulação dos programas de ensino c) Departamento da Implementação dos Programas.


recorrente com os cursos técnicos e vocacionais,
assegurando a oportunidade de continuação dos Artigo 15.º
estudos pelo participante noutras iniciativas de Departamento da Administração e Gestão do Ensino
educação; Recorrente

g) Estabelecer padrões e mecanismos de avaliação dos 1. O Departamento da Administração e Gestão do Ensino


programas e projetos de ensino recorrente, em Recorrente é o organismo da DNER responsável por:
colaboração com as Direções Municipais;
a) Assegurar a elaboração e a implementação dos
h) Apoiar o processo de avaliação dos participantes nos regulamentos relativos a uma administração e gestão
programas de ensino recorrente, nomeadamente do eficientes dos estabelecimentos de ensino públicos e
programa nacional de equivalência ao ensino básico, integrados na rede pública que facultem cursos do
de acordo com as regras previstas no currículo programa nacional de equivalência ao ensino básico,
nacional; incluindo os centros comunitários de aprendizagem,
nomeadamente a gestão financeira, de recursos
i) Coordenar os processos de equivalência aquando da humanos e patrimonial relevantes e a provisão de apoio
conclusão de etapas do programa nacional de e financiamento público aos estabelecimentos
equivalência; particulares;

j) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e b) Assegurar a elaboração e a implementação dos


orçamento anuais e os relatórios da sua execução, regulamentos relativos a uma administração e gestão
assegurando a sua adequação aos resultados eficientes do programa de alfabetização, nomeadamente
esperados na política do ensino recorrente; a gestão financeira, de recursos humanos e patrimonial
relevantes e a provisão de apoio e financiamento
k) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
público à implementação dos programas;
Nacional de Planeamento, Estatística Monitorização e
Avaliação, no levantamento de informação relevante
c) Promover uma gestão participativa, assegurando o
para o ensino recorrente, necessária ao desenvolvi-
direto envolvimento dos professores, dos participantes
mento do sistema de informação estatística da educação
dos programas e da comunidade na gestão escolare/
e à administração e gestão dos recursos humanos
ou na implementação dos diversos programas do
relevantes;
ensino recorrente;
l) Apoiar o desenvolvimento e revisão do currículo
nacional e programas curriculares relacionados com o d) Implementar as atividades necessárias para o plano,
ensino recorrente; orçamento e relatório das atividades do próprio
Departamento.
m) Propor, à Direção Nacional de Recursos Humanos e ao
INFORDEPE, medidas de formação do pessoal docente 2. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
e não docente relacionadas com o ensino recorrente; Ensino Recorrente no âmbito da sua competência de
fortalecimento da administração e gestão dos estabeleci-
n) Colaborar na definição das habilitações, competências mentos de ensino previsto na alínea a) do número 1 acima:
e condições profissionais necessárias para o pessoal
docente consignado ao ensino não formal; a) Elaborar propostas por escrito sobre o desenvolvimento
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ou fortalecimento da estrutura e dos mecanismos da anuais e orçamentais, assegurando o cumprimento dos
administração e gestão do programa de equivalência padrões e regulamentos previstos;
pelos estabelecimentos de ensino públicos e integrados
na rede pública, incluindo os centros comunitários de j) Apoiar o processo de elaboração das regras para o
aprendizagem integrados na rede pública, e promover quadro de pessoal para a implementação do programa
a sua aprovação pelo Diretor Nacional, realizando as de equivalência, cooperando com a Direção Nacional
consultas necessárias com os serviços relevantes para dos Recursos Humanos e o Gabinete Jurídico na
identificar os mecanismos mais adequados e eficientes elaboração e aprovação dos quadros de pessoal;
para uma gestão efetiva e o cumprimento da gestão
escolar com as regras aplicáveis à gestão financeira, k) Assegurar o acesso e o conhecimento das regras
dos recursos humanos e patrimonial; relativas à colocação de professores no programa pelos
serviços municipais, dando o apoio necessário a estes
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos serviços;
relevantes para aadministração e gestão do programa
de equivalência pelos estabelecimentos de ensino, l) Prestar o apoio necessário para a realização de
incluindo os centros comunitários de aprendizagem, recolocação de professores entre diferentes Muni-
colaborando com os serviços jurídicos naredação dos cípios;
regulamentos;
m) Apoiar os processos para a avaliação de desempenho
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a dos professores, através da coordenação ou apoio
implementação dos procedimentos de administração e técnico aos mesmos, assegurando a estreita
gestãodo programa de equivalência pelos estabeleci- coordenação com a Direção Nacional dos Recursos
mentos escolares, incluindo os centros comunitários Humanos;
de aprendizagem, nomeadamente formulários, listas de
verificação, modelos de relatórios, entre outros; n) Apoiar o desenvolvimento dos métodos de fiscalização
da administração e gestão do programa de equivalência
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o em estreita coordenação e cooperação com a Inspeção
conhecimento do conteúdo e apoiar o cumprimento Geral da Educação, assegurando a sua harmonia com
fiel dos regulamentos para a administração e gestão do instrumentos relativos à qualidade do ensino;
programa, nomeadamente através da elaboração de
guias ou manuais; o) Apoiar a análise do nível de eficiência da administração
e gestão dos programas e dos estabelecimentos de
e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos escolares, ensino públicos e integrados na rede pública, incluindo
incluindo dos centros comunitários de aprendiza- da informação relevante recolhida pela Inspeção Geral
gem,aos regulamentos para a administração e gestão da Educação, assegurando a estreita coordenação com
do programa de equivalência, seus instrumentos de o Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino
implementação e materiais de apoio, através da partilha Recorrente;
com as representações municipais da educação;
p) Com base na análise da administração e gestão escolar,
f) Apoiar o processo de elaboração de regulamento para elaborar propostas de área de formação para fortalecer
o financiamento público de organizações de direito a capacidade dos órgãos de administração e gestão dos
privado que facultem os programas de ensino estabelecimentos de ensino públicos e integrados na
recorrente, incluindoos centros comunitários de rede pública,e submeter à aprovação superior para
aprendizagem; posterior submissão à Direção Nacional de Recursos
Humanos;
g) Elaborar e implementar ações para o fortalecimento da
capacidade dos serviços Municipais para prestar o q) Elaborar propostas de regras para determinar as
apoio necessário aos estabelecimentos de ensino necessidades de equipamentos, logística, de materiais
públicos e integrados na rede pública, incluindo os e itens didáticos e informáticos em função da natureza
centros comunitários de aprendizagem, na implementa- e da forma como o programa de equivalência é oferecido,
ção dos regulamentos para a administração e gestãodo assegurando a submissão e procurando a aprovação
programa de equivalência; pelo Diretor Nacional;

h) Desenvolver o sistema para a elaboração dos planos r) Realizar as ações necessárias para garantir a
anuais e orçamentais pelos estabelecimentos de ensino satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
públicos, incluindoos centros comunitários de informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino,
aprendizagem integrados na rede pública, e para a incluindo nomeadamente procurando a resolução dos
determinação das principais prioridades, assegurando problemas através da articulação com os serviços
o conhecimento dos serviços municipais aquando da municipais e centrais competentes;
aprovação do sistema;
s) Apoiar os serviços municipais na elaboração das
i) Apoiar os serviços municipais na análise dos planos propostas de orçamento para as necessidades
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financeiras da gestão regular dos estabelecimentos d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
de ensino, quando a atribuição orçamental estiver conhecimento do conteúdo e apoiar o cumprimento
prevista no orçamento do Ministério da Educação; fiel dos regulamentos para a administração e gestão do
programa de alfabetização pelos grupos comunitários
t) Preparar a documentação necessária de acordo com o e associações relevantes, nomeadamente através da
procedimento financeiro aplicável para a transferência elaboração de guias ou manuais;
de fundos relativos aos recursos financeiros dos
estabelecimentos de ensino; e) Apoiar o acesso dos grupos comunitários e associações
que facultem o programa de alfabetização aos regula-
u) Quando solicitado pela Direção Nacional de Planea- mentos para a administração e gestão do programa de
mento, Estatística, Monitorização e Avaliação apoiar o alfabetização, seus instrumentos de implementação e
levantamento de informação relevante para o ensino materiais de apoio, através da partilha com as
recorrente, de acordo com o âmbito do pedido de apoio representações municipais da educação;
e assegurando a entrega dos dados para a integração
dos mesmos no SIGE; f) Elaborar e implementar ações para o fortalecimento da
capacidade dos serviços Municipais para prestar o
v) Rever o modelo de questionário para a recolha de dados apoio necessário aos estabelecimentos de ensino ou
relativos aos estabelecimentos de ensino e a frequência associações na implementação dos regulamentos para
e progressão do aluno,elaborado pela Direção Nacional a administração e gestão do programa de alfabetização;
de Planeamento, Estatística, Monitorização e Avaliação,
propondo a sua alteração quando relevante; g) Desenvolver o sistema para a elaboração dos planos
w) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares, anuais e orçamentais relativos ao apoio financeiro ao
nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco na programa de alfabetização, assegurando o conheci-
implementação do programa de equivalência, mento dos serviços municipais aquando da aprovação
assegurando a estreita coordenação com a Direção do sistema;
Nacional de Planeamento, Estatística Monitorização e
Avaliação; h) Apoiar os serviços municipais na análise dos planos
anuais e orçamentais, assegurando o cumprimento dos
x) Quando solicitado pela Direção Nacional de Ação padrões e regulamentos previstos;
Escolar, apoiar a implementação dos programas de ação
social escolar nos estabelecimentos escolares; i) Apoiar o processo de elaboração das regras para a
determinação do quadro de pessoal para a implemen-
y) Outras atividades relevantes para assegurar a tação do programa de alfabetização, cooperando com a
administração e gestão efetivas dos programas de Direção Nacional dos Recursos Humanos e o Gabinete
equivalência ao ensino. Jurídico, na elaboração e aprovação dos quadros de
pessoal;
3. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
Ensino Recorrente no âmbito da sua competência de apoio j) Assegurar o acesso e o conhecimento das regras
à administração e gestão dos programas de alfabetização relativas ao recrutamento e/ou disponibilização de
previsto na alínea b) do número 1 acima: professores e/ou formadores para o programa de
alfabetização pelos serviços municipais, dando o apoio
a) Elaborar propostas por escrito sobre o desenvolvimento necessário a estes serviços;
ou fortalecimento dos mecanismos para a administra-
ção e gestão do programa de alfabetização, e promover k) Prestar o apoio necessário para a realização de
a sua aprovação pelo Diretor Nacional, realizando as recolocação de professores e/ou formadores entre
consultas necessárias com os serviços relevantes para diferentes Municípios;
identificar os mecanismos mais adequados e eficientes
para uma gestão efetiva do programa de alfabetização l) Apoiar os processos para a avaliação de desempenho
e o cumprimento da gestão escolar com as regras dos professores, coordenando ou prestando apoio
aplicáveis à gestão financeira, dos recursos humanos técnico aos mesmos e assegurando a estreita
e patrimonial; coordenação com a Direção Nacional dos Recursos
Humanos;
b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
relevantes para a administração e gestão do programa m) Apoiar o desenvolvimento dos métodos de fiscalização
de alfabetização, colaborando com os serviços jurídicos da administração e gestão do programa de alfabetização
na redação dos regulamentos; em estreita coordenação e cooperação com a Inspeção
Geral da Educação, assegurando a sua harmonia com
c) Desenvolver os instrumentos necessários para a instrumentos relativos à qualidade do programa;
implementação dos procedimentos de administração e
gestão do programa de alfabetização, nomeadamente n) Apoiar a análise do nível de eficiência da administração
formulários, listas de verificação, modelos de relatórios, e gestão do programa, incluindo da informação
entre outros; relevante recolhida pela Inspeção Geral da Educação e
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os relatórios regulares dos serviços municipais, x) Outras atividades relevantes para assegurar a
assegurando a estreita coordenação com o administração e gestão efetivas dos programas de
Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino alfabetização.
Recorrente;
4. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do
o) Com base na análise da administração e gestão do Ensino Recorrente no âmbito da sua competência da
programa de alfabetização, elaborar propostas na área promoção de uma gestão participativa previsto na alínea
de formação para fortalecer a capacidade dos órgãos c) do número 1 acima:
de administração e gestão do programa e submeter à
aprovação superior para posterior submissão à Direção a) Elaborar propostas por escrito sobre como assegurar
Nacional de Recursos Humanos, aquando do a participação dos professores, dos pais e responsáveis
envolvimento de funcionários públicos; dos alunos e dos participantes na administração e
gestãodos programas de ensino recorrente, e a
p) Elaborar propostas de regras para determinar as administração e gestão dos estabelecimentos de ensino
necessidades de equipamentos, logística, de materiais públicos e integrados na rede pública, incluindo os
e itens didáticos e informáticos em função do tipo de centros comunitários de aprendizagem;
programa de alfabetização da sua localização e/ou da
sua dimensão, assegurando a submissão e procurando b) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
a aprovação pelo Diretor Nacional; relevantes para a criação e fortalecimento de órgãos
coletivos de representação dos professores e órgãos
q) Realizar as ações necessárias para garantir a representantes dos participantes dos programas, ao
satisfação das necessidades logísticas, didáticas, nível institucional ou geográfico, dos centros
informáticas e outras do programa de alfabetização, comunitários de aprendizagem integrados na rede
nomeadamente procurando a resolução dos problemas pública, colaborando com os serviços jurídicos na
através da articulação com os serviços municipais e redação dos regulamentos;
centrais competentes;
c) Desenvolver os instrumentos necessários para o
r) Apoiar os serviços municipais na elaboração das regular funcionamento dos órgãos coletivos da gestão
propostas orçamento para as necessidades financeiras participativa dos centros comunitários de aprendizagem
da gestão regular para os estabelecimentos de ensino integrados na rede pública, nomeadamente formulários,
e associações onde seja facultado o programa de listas de verificação, modelos de relatórios, entre outros;
alfabetização;
d) Desenvolver materiais de apoio para assegurar o
s) Preparar a documentação necessária de acordo com o funcionamento de qualidade dos órgãos coletivos dos
procedimento financeiro aplicável para a transferência centros comunitários de aprendizagem integrados na
de fundos relativos aos recursos financeiros para a rede pública, nomeadamente através da elaboração de
implementação do programa de alfabetização; guias ou manuais;
t) Quando solicitado pela Direção Nacional de Planea-
mento, Estatística, Monitorização e Avaliação apoiar o e) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino básico
levantamento de informação relevante sobre o programa aos regulamentos relativos ao funcionamento dos
de alfabetização, de acordo com o âmbito do pedido de órgãos coletivos, instrumentos de implementação e
apoio e assegurando a entrega dos dados para a materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com
integração dos mesmos no SIGE; as representações municipais da educação;

u) Rever o modelo de questionário para a recolha de dados f) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
relativos ao programa de alfabetização elaborado pela fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
Direção Nacional de Planeamento, Estatística, para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
Monitorização e Avaliação, propondo a sua alteração de ensino público e integrados na rede pública e às
quando relevante; instituições que facultamo programa de alfabetização
para promover o funcionamento regular dos seus
v) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares, órgãos coletivos;
nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco na
implementação do programa de alfabetização, g) Realizar as atividades para garantir a integração da
assegurando a estreita coordenação com a Direção administração e gestão do programa de alfabetização
Nacional de Planeamento, Estatística Monitorização e implementados por grupos comunitários nos
Avaliação; mecanismos locais de organização comunitária,
nomeadamente os centros comunitários de apren-
w) Quando solicitado pela Direção Nacional de Ação dizagem;
Escolar, apoiar a implementação dos programas de ação
social escolar junto dos estabelecimentos de ensino, h) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
grupos comunitários e associações envolvidas na participativa nos estabelecimentos de ensino que
implementação do programa de alfabetização; facultam programas do ensino recorrente.
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5. Compete ao Departamento da Administração e Gestão do integrados na rede de oferta pública, no âmbito do
Ensino Recorrente no âmbito da sua competência da procedimento da avaliação e acreditação exigidas por
implementação das atividades necessárias para a realização lei;
do plano, orçamento e relatório das atividades do
Departamento previsto na alínea d) do número 1 acima: d) Implementar as atividades necessárias para o plano,
orçamento e relatório das atividades do próprio
a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades, Departamento.
identificando as áreas prioritárias no âmbito das
competências do departamento, assegurando a 2. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino
determinação de indicadores e metas que estejam em Recorrente no âmbito da sua competência da expansão do
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas programa do ensino recorrente previsto na alínea a) do
do Ministério; número 1 acima:

b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para a) Realizar uma análise do abandono escolar daqueles
assegurar a capacidade financeira para a implementação que não concluíram o ensino básico obrigatório no
do plano anual de atividades; território nacional, com o apoio técnico da DNPMA e
com base nos dados da educação, identificando as
c) Existindo disponibilidade orçamental nos serviços potenciais comunidades beneficiárias do programa de
centrais do Ministério, assegurar a compilação das ensino recorrente;
propostas de orçamento para a implementação dos
programas pelos estabelecimentos de ensino, b) Elaborar propostas por escrito para a criação de novos
incluindo os centros comunitários de aprendizagem e cursos relativos a programas de ensino recorrente e a
grupos comunitários, do ponto de vista de um identificação dos potenciais estabelecimentos de ensino
orçamento programático, identificando as diversas capazes de facultar o programa com base na análise
rubricas do orçamento para satisfazer as necessidades das necessidades e realidade das organizações locais
dos estabelecimentos de ensino, junto com o plano atuando ao nível da comunidade, submetendo-as para
orçamental do Departamento; aprovação superior do Diretor;

d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- c) Apoiar a realização de discussões com os serviços
mento, assegurando a identificação das funções municipais para promover a integração de novos
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; cursos e do apoio financeiro a estabelecimentos de
ensino públicos e integrados na rede pública no plano
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito e orçamento municipal e nacional;
da gestão da administração pública,
d) Coordenar a realização das atividades preparatórias
f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da para criação de novos cursos de ensino recorrente em
gestão da administração pública para assegurar o estabelecimentos de ensino públicos e integrados na
regular e efetivo funcionamento do Departamento; rede pública, e prestar o apoio técnico necessário aos
serviços municipais da educação para a realização das
g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão suas competências prevista em regulamento específico;
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
tração pública no desempenho das competências do e) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
próprio Departamento. relevantes para a criação e licenciamento de novos
estabelecimentos de ensino recorrente públicos,
Artigo 16.º incluindo os padrões para a licença operacional,
Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino Recorrente colaborando com os serviços jurídicos na redação dos
regulamentos;
1. O Departamento do Acesso e Qualidade da Educação do
Ensino Recorrente é o organismo da DNER responsável f) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar
por: a implementação dos regulamentos relevantes para a
criação e licenciamento de novos programas e
a) Assegurar a expansão dos programas do ensino estabelecimentos de ensino públicos, nomeadamente
recorrente como resposta às necessidades das formulários, listas de verificação, modelos de relatórios,
comunidades; entre outros;

b) Promover o estabelecimento de centros comunitários g) Desenvolver materiais de apoio para a criação e


de aprendizagem como organizações especializadas licenciamento de novos estabelecimentos de ensino
com a missão específica de promoção da educação ao públicos e particulares, incluindo os centros
longo da vida; comunitários de aprendizagem, nomeadamente através
da elaboração de guias ou manuais;
c) Apoiar o fortalecimento da qualidade do serviço
prestado pelos estabelecimentos do ensino públicos e h) Apoiar o acesso dos serviços municipais e das
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comunidades locais aos regulamentos relevantes para b) Apoiar a aprovação dos padrões de qualidade do ensino
a criação e licenciamento de novos estabelecimentos recorrente, identificando, caso necessário, os diversos
de ensino que facultem programas de ensino recorrente, graus de excelência, determinando ainda o cumprimento
seus instrumentos de implementação e materiais de destes para as diversas etapas de regulação dos
apoio, através da partilha dos mesmos com as estabelecimentos de ensino e programas;
representações municipais da educação;
c) Apoiar o processo de elaboração dos regulamentos
i) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o relevantes para a avaliação anual e acreditação dos
fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais estabelecimentos de ensino, colaborando com os
para prestar o apoio necessário às comunidades locais serviços jurídicos na redação dos regulamentos;
e pessoas coletivas em funcionamento para assegurar
a oferta de cursos de ensino recorrente de qualidade e d) Desenvolver os instrumentos necessários para apoiar
sustentáveis; a implementação do procedimento de avaliação e
acreditação dos estabelecimentos de ensino, incluindo
j) Assegurar a realização do processo para o licencia- dos centros comunitários de aprendizagem, nomeada-
mento dos estabelecimentos de ensino, coordenando mente formulários, listas de verificação, modelos de
a realização das diversas etapas do procedimento relatórios, entre outros;
regulado, assegurando a implementação das suas
próprias atribuições e garantindo o respeito pelos prazos e) Desenvolver materiais de apoio para assegurar a
determinados; realização dos procedimentos de avaliação e
acreditação dos estabelecimentos de ensino relevantes,
k) Assegurar o registo dos estabelecimentos de básico nomeadamente através da elaboração de guias ou
no Sistema de Informação da Gestão da Educação manuais;
(SIGE)aquando da concessão do licenciamento, através
da ligação com o Departamento relevante; f) Apoiar o acesso dos estabelecimentos de ensino aos
regulamentos relativos à avaliação regular e à
l) Apoiar o procedimento relativo à identificação das acreditação, seus instrumentos de implementação e
organizações de direito privado, incluindo dos centros materiais de apoio, através da partilha dos mesmos com
comunitários de aprendizagem, beneficiários de apoio os serviços municipais da educação;
público para integrarem a rede de oferta pública de g) Elaborar e apoiar a implementação de ações para o
acordo com as necessidades públicas; fortalecimento da capacidade dos serviços Municipais
para prestar o apoio necessário aos estabelecimentos
m) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares, de ensino para assegurar a implementação devida dos
nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no procedimentos de avaliação e acreditação;
alcance do acesso do ensino básico, assegurando a
estreita coordenação com a Direção Nacional de h) Coordenar o procedimento de avaliação anual e
Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação; acreditação regular assegurando a estreita coordena-
ção com os serviços inspetivos e mantendo um sistema
n) Conceber e coordenar a implementação de atividades de registo e arquivo dos resultados;
de socialização sobre a importância da participação
em programas de ensino recorrente para o desenvolvi- i) Apoiar as ações para assegurar o efetivo encerramento
mento educacional com a aprendizagem da leitura e do funcionamento do estabelecimento de ensino e/ou
escrita e a conclusão do ensino básico obrigatório, programa,aquando da não concessão de licenciamento
apoiando os serviços municipais na implementação do e/ou acreditação;
programa no nível municipal e local;
j) Contribuir para a elaboração de relatórios regulares,
o) Outras atividades relevantes para fortalecer a expansão nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
dos programas de ensino recorrente, nomeadamente alcance do acesso dos programas do ensino recorrente,
os de equivalência ao ensino e de alfabetização. assegurando a estreita coordenação com a Direção
Nacional de Planeamento, Estatística Monitorização e
3. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do En- Avaliação;
sino Recorrente no âmbito da sua competência de
fortalecimento da qualidade do serviço prestado pelos k) Com base na análise da qualidade do ensino recorrente,
estabelecimentos de ensino básico previstos na alínea b) elaborar propostas de área de formação para fortalecer
do número 1 acima: a qualidade do ensino recorrente e submeter à
aprovação superior para posterior submissão à Direção
a) Elaborar os padrões de qualidade para o ensino Nacional de Recursos Humanos;
recorrente, nomeadamente relativos à infraestrutura,
equipamentos, materiais didáticos, ambiente escolar, l) Outras atividades relevantes no domínio do
entre outros, assegurando uma consulta estreita com fortalecimento da qualidade da ensino recorrente.
os serviços nacionais relevantes e a integração da
educação inclusiva; 4. Compete ao Departamento do Acesso e Qualidade do Ensino
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Recorrente no âmbito da sua competência da implemen- orçamento e relatório das atividades do próprio
tação das atividades necessárias para a realização do plano, Departamento.
orçamento e relatório das atividades do Departamento
previsto na alínea c) do número 1 acima: 2. Compete ao Departamento de Implementação de Programas
do Ensino Recorrenteno âmbito da sua competência de
a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades, assegurar a oferta do programa de equivalência previsto
identificando as áreas prioritárias no âmbito das na alínea a) do número 1 acima:
competências do departamento, assegurando a
determinação de indicadores e metas que estejam em a) Prover os recursos humanos necessários para a
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas implementação do programa de equivalência, a quando
do Ministério; da falta de iniciativa privada para a realização destes,
assegurando a sua gestão regular de acordo com as
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para regras aplicáveis à função pública e/ou regime de
assegurar a capacidade financeira para a implementação carreira especial de docente;
do plano anual de atividades;
b) Apoiar a capacitação dos recursos humanos para
c) Existindo disponibilidade orçamental nos serviços programa de equivalência, em estreita coordenação
centrais do Ministério, assegurar a compilação das com o INFORDEPE;
propostas de orçamento dos estabelecimentos de
ensino, do ponto de vista de um orçamento progra- c) Implementar o currículo relevante do programa de
mático, identificando as diversas rubricas do orçamento equivalência e alfabetização, assegurando o ensino de
para satisfazer as necessidades dos estabelecimentos acordo com a carga horária mínima prevista e em
de ensino públicos e integrados na rede pública, junto cumprimento dos métodos de ensino adequados aos
com o plano orçamental do Departamento; jovens e adultos;

d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- d) Apoiar a realização das atividades de avaliação dos
mento, assegurando a identificação das funções alunos e participantes, em concertação com os
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; professores e sob a coordenação da Unidade do
Currículo Nacional,assegurando a implementação dos
e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito métodos avaliativos previstos, incluindo a avaliação
da gestão da administração pública; contínua;

f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da e) Assegurar a realização dos procedimentos neces-


gestão da administração pública para assegurar o sários para garantir a provisão de diploma de
regular e efetivo funcionamento do Departamento; equivalência ao ensino formal aquando da conclusão
de etapas do ensino recorrente;
g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
eficiente e a aplicação das regras relevantes da f) Apoiar a realização de ações para a promover a
administração pública no desempenho das frequência no ensino secundário, especialmente nos
competências do próprio Departamento. cursos técnico-vocacionais, dos participantes que
tenham concluído o programa nacional de equivalência,
Artigo 17.º apoiando os serviços municipais de educação neste
Departamento de Implementação de Programas do Ensino esforço;
Recorrente
g) Assegurar a estreita ligação com os serviços
1. O Departamento de Implementação de Programas do Ensino municipais de educação e as autoridades locais para
Recorrente é o organismo da DNER responsável por: garantir o acesso às instalações físicas necessárias para
implementar o programa de equivalência;
a) Assegurar a realização do programa de equivalência
ou assegurar o apoio à implementação deste programa h) Outras atividades relevantes para assegurar a
pelos serviços municipais de educação, quando a oferta implementação dos programas de equivalência.
do mesmo por organizações privadas for insuficiente
para assegurar uma adequada cobertura das 3. Compete ao Departamento da Implementação dos Progra-
necessidades; mas de Ensino Recorrente no âmbito da sua competência
de garantia da implementação do programa de
b) Assegurar o apoio à realização de programas de alfabetização prevista na alínea b) do número 1 acima:
alfabetização pelos serviços municipais de educação,
quando a oferta do mesmo por organizações privadas a) Facilitar aos serviços municipais da educação, na
for insuficiente para assegurar uma adequada cobertura medida do possível, os recursos humanos necessários
das necessidades; para a realização do programa de alfabetização, quando
a oferta do mesmo por organizações privadas for
c) Implementar as atividades necessárias para o plano, insuficiente para assegurar uma adequada cobertura
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das necessidades, assegurando o apoio à gestão f) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
regular destes pelos serviços municipais; gestão da administração pública para assegurar o
regular e efetivo funcionamento do Departamento;
b) Apoiar na capacitação dos recursos humanos para o
ensino de programa de alfabetização, em estreita g) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
coordenação com o INFORDEPE; eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
tração pública no desempenho das competências do
c) Apoiar a implementação das linhas curriculares próprio Departamento.
relevantesdo programa de alfabetização, assegurando
o ensino de acordo com a carga horária mínima prevista CAPÍTULO III
e em cumprimento dos métodos de ensino adequados Direção e Chefia
aos jovens e adultos, facilitando o acesso aos materiais
relevantes pelos serviços municipais de educação; Artigo 18.º
Diretor-Geral
d) Apoiar a realizaçãodas atividades de avaliação dos
participantes pelos serviços municipais de educação, 1. O Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação Pré-Escolar,
assegurando a implementação dos métodos avaliativos Ensino Básico e Ensino Recorrente é a entidade do
relevantes, incluindo a avaliação contínua; Ministério da Educação que superintende tecnicamente
as Direções Nacionais subordinadas à Direção-Geral,
e) Assegurar a realização dos procedimentos necessá- promovendo a implementação das competências das
rios para garantir a concessão de diploma de alfabeti- direções nacionais e suas unidades tal como prevista em
zação aquando da conclusão de etapas do programa; lei e no presente diploma.

f) Assegurar a estreita ligação com os serviços munici- 2. Compete ao Diretor-Geral, nomeadamente:


pais de educação e as autoridades locais para garantir
o acesso às instalações físicas necessárias para a) Promover a visão e direção do Ministério da Educação
implementar o programa de alfabetização; a longo prazo;

g) Outras atividades relevantes para assegurar a b) Definir as estratégias para atingir os objetivos do
implementação dos programas de alfabetização. Ministério da Educação no âmbito da educação pré-
escolar, ensino básico e ensino recorrente em coerência
4. Compete ao Departamento de Implementação dos Progra- com a politica do Governo e o Plano Estratégico da
mas de Ensino Recorrente no âmbito da sua competência Educação, identificando as prioridades de acordo com
da implementação das atividades necessárias para a a realidade tal como representadas pelos dados
realização do plano, orçamento e relatório das atividades nacionais da educação;
do Departamento previsto na alínea c) do número 1 acima:
c) Superintender as Direções Nacionais dependentes da
a) Elaborar propostas de Plano Anual de Atividades, respetiva Direção-Geral, tendo em vista um adequado
identificando as áreas prioritárias no âmbito das desenvolvimento e implementação das políticas
competências do departamento, assegurando a educativas relevantes e de acordo com a orientação do
determinação de indicadores e metas que estejam em Ministro da Educação;
real harmonia com os indicadores e metas estratégicas
do Ministério; d) Acompanhar e avaliar regularmente e sistematicamente
as atividades das Direções Nacionais, assegurando a
b) Elaborar o plano orçamental do Departamento para
implementação das atividades previstas no Plano Anual
assegurar a capacidade financeira para a implementação
e o cumprimento dos prazos previstos;
do plano anual de atividades;

c) Existindo disponibilidade orçamental nos serviços e) Assegurar a elaboração da proposta de plano estra-
centrais do Ministério, assegurar a compilação das tégico, plano anual de atividades e respetivos relatórios
propostas de orçamento dos estabelecimentos de de execução das competências da Direção-Geral,
ensino, do ponto de vista de um orçamento progra- garantindo uma participação adequada das Direções
mático, identificando as diversas rubricas do orçamento Nacionais neste processo;
para satisfazer as necessidades dos estabelecimentos
de ensino públicos e integrados na rede pública, junto f) Assegurar, controlar e avaliar a execução dos planos
com o plano orçamental do Departamento; de atividades e o alcance dos resultados esperados;

d) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- g) Aprovar os atos administrativos e instruções


mento, assegurando a identificação das funções necessários ao funcionamento dos serviços/unidades
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; da respetiva Direção-Geral;

e) Elaborar os relatórios regulares exigidos no âmbito h) Assegurar a elaboração dos sistemas internos de
da gestão da administração pública; procedimento relevantes da Direção-Geral de modo a
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melhorar o desempenho pessoal e institucional da Artigo 19.º
Direção-Geral e assegurar a eficiência das atividades; Gabinete de Apoio

i) Contribuir e aprovar superiormente, submetendo à 1. O Diretor Geral conta com um Gabinete de Apoio para a
aprovação Ministerial, os regulamentos necessários implementação das atividades administrativas, logísticas
para assegurar a implementação do ordenamento e financeiras para o bom funcionamento da gestão da
jurídico relevante e o funcionamento efetivo dos Direção-Geral.
estabelecimentos de ensino;
2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica
j) Proceder à difusão interna da missão e objetivos da multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam
respetiva Direção-Geral, das competências das Direções de flexibilidade funcional.
Nacionais e da forma de articulação entre elas,
desenvolvendo medidas para uma coordenação e 3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos administra-
comunicação eficiente e de qualidade entre as mesmas; tivos, sendo a sua composição regida pelas seguintes
regras:
k) Emitir pareceres e providenciar apoio técnico na sua
área de competência ao Ministro da Educação; a) o número máximo de funcionários é de quatro, estes
com responsabilidades para a prestação de apoio à
l) Realizar as medidas necessárias para promover o
Direção-Geral e Direções Nacionais subordinadas à
desempenho profissional e o alcance dos resultados
Direção-Geral;
planeados pelas unidades da Direção-Geral e pelos
seus funcionários;
b) é ainda previsto um funcionário com funções de
m) Proceder à avaliação do desempenho dos trabalhadores coordenação do gabinete de apoio, sendo este
na sua dependência, assegurando a correspondência equiparado a Chefe de Departamento.
do resultado da avaliação com o desempenho
comprovado do funcionário,nos termos da lei; Artigo 20.º
Diretores Nacionais
n) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
Educação, quando para tal solicitado; 1. Os Diretores Nacionais são entidades do Ministério da
Educação, que no âmbito da Direção-Geral da Educação
o) Participar no Conselho de Coordenação, assegurando Pré-Escolar, Ensino Básico e Ensino Recorrente, dirigem
a preparação prévia necessária; os serviços e asseguram a execução das políticas,
programas e atividades da respetiva Direção Nacional.
p) Representar a Direção-Geral, incluindo externamente,
assegurando, quando necessário, a ligação com outros 2. Compete ao Diretor Nacional, nomeadamente:
serviços e organismos da Administração Pública e em
outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras; a) Dirigir e coordenar as atividades implementadas pela
Direção Nacional, tendo em vista a garantia da
q) Assegurar o apoio ao desenvolvimento de diplomas qualidade técnica da prestação dos serviços;
legislativos, regulamentação e procedimentos internos,
facilitando a contribuição das Direções sob a sua b) Elaborar propostas para a definição das estratégias para
superintendência para a determinação do conteúdo dos atingir os objetivos do Ministério da Educação no
mesmos; âmbito do nível de ensino relevante em coerência com
a politica do Governo e o Plano Estratégico da
r) Assegurar a coordenação efetiva com as outras Educação, identificando as prioridades de acordo com
Direções Gerais do Ministério da Educação garantindo a realidade tal como representadas pelos dados
a implementação harmoniosa das politicas e programas nacionais da educação;
da educação;
c) Orientar, controlar e avaliar o desempenho e a eficiência
s) Garantir que o membro do Governo com as competên- dos serviços dependentes, com vista à execução dos
cias para as áreas do ensino relevante tenha informação planos de atividades e à prossecução dos resultados
técnica de qualidade no que diz respeito aos problemas, neles definidos, nos termos da lei e em consonância
oportunidades e desafios e as propostas de medidas com os programas e politicas relevantes e as
para a eliminação dos riscos e a buscar soluções orientações do Diretor-Geral;
adequadas;
d) Apoiar a elaboração da proposta de plano anual de
t) Assegurar que o orçamento disponível às unidades atividades, proposta de orçamento e respetivos
sob a sua tutela seja executado com atenção à eficiência relatórios de execução;
dos gastos para atender as prioridades estratégicas e
assegurar o alcance dos resultados; e) Assegurar a elaboração e submissão atempada dos
planos trimestrais da Direção Nacional;
u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas. f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de
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identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades r) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
das unidades sob a sua superintendência em harmonia Educação, quando para tal solicitado;
com o plano trimestral da Direção Nacional;
s) Participar no Conselho de Coordenação;
g) Assegurar que as propostas para a execução de
orçamento se encontrem de acordo com o plano t) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
orçamental e garantam a eficiência dos gastos para o por lei ou superiormente delegadas.
alcance dos resultados esperados;
Artigo 21.º
h) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi- Chefes de Departamento
mento de diplomas legislativos, regulamentação e
procedimento internos, com base em uma análise da 1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do
efetividade dos sistemas e regimes atuais e a Ministério da Educação que lideram diretamente o
necessidade de novos; funcionamento das unidades funcionais das Direções
Nacionais.
i) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
mento de diplomas legislativos, regulamentação e 2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção,
procedimento internos, com base em uma análise da nomeadamente:
efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
necessidade de novos; a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das com-
petências da respetiva unidade orgânica, garantindo a
j) Elaborar documentos analíticos sobre os problemas implementação dos planos relevantes;
encarados, identificando possíveis soluções adequadas
e, preferencialmente, de caráter sistemático capaz de b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores
prevenir problemas de natureza semelhante no futuro e na sua dependência, promovendo um desempenho
submeter ao seu superior para consideração; exemplar por estes;

k) Gerir os recursos humanos e patrimoniais afetos à c) Assegurar uma organização eficiente do departamento,
Direção Nacional, incluindo o controlo da assiduidade, garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários
pontualidade e cumprimento do período normal de e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir
trabalho; os resultados esperados;

l) Garantir uma estreita coordenação e uma colaboração d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o
efetiva com os serviços municipais da educação, desempenho da unidade, identificando regularmente
apoiando o fortalecimento da capacidade dos mesmos; os resultados alcançados e/ou as dificuldades
enfrentadas;
v) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários
na sua dependência, assegurando a correspondência e) Assegurar um processo de consulta regular com o
do resultado da avaliação com o desempenho Diretor Nacional, como realização do regime regular de
comprovado do funcionário, nos termos da lei; encontros ou por sua própria iniciativa;

m) Aprovar os atos administrativos e instruções f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de


necessários ao funcionamento da respetiva Direção identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades
Nacional; em harmonia com o plano trimestral da unidade;

n) Divulgar junto dos funcionários os documentos g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades
internos e as normas de procedimento a adotar pelo do serviço ao superior hierárquico imediato;
serviço;
h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados
o) Assegurar um processo de consulta regular com os obtidos, identificando o alcance e os desafios para
funcionários afetos à Direção para garantir a assegurar o acesso e qualidade do ensino;
implementação coordenada das suas unidades;
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos
p) Identificar as necessidades de formação específica dos termos de referência e da monitoria do seu desempenho,
trabalhadores em funções públicas da sua Direção e motivando os funcionários a alcançarem os resultados
propor a frequência das ações de formação esperados;
consideradas adequadas ao suprimento das referidas
necessidades; j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e
cumprimento do período normal de trabalho por parte
q) Tomar a iniciativa para a identificação e execução de dos trabalhadores da sua unidade orgânica;
medidas capazes de fortalecer a coordenação entre as
outras unidades da Direção-Geral; w) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 391
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na sua dependência, assegurando a correspondência as respetivas competências, nos termos da lei, em casos
do resultado da avaliação com o desempenho de ausência temporária no serviço por razões de licença ou
comprovado do funcionário, nos termos da lei; de ausência no local de serviço por razões de trabalho por
mais de um dia, tendo em vista um adequado andamento
k) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas do serviço através da aprovação de despacho de delegação
por lei ou superiormente delegadas. por escrito.

CAPÍTULO IV 2. A determinação a quem a delegação de competências deve


DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ser feita segue por as seguintes regras:

Artigo 22.º a) a delegação é provida, preferencialmente, a pessoal


Organograma dirigente sob a sua dependência, assim podendo um
Diretor Geral e um Diretor Nacional delegar as suas
O organograma da Direção-Geralda Educação Pré-Escolar, competências quando da sua ausência a Diretor
Ensino Básico e Ensino Recorrente é aprovado em Anexo, o Nacional e Chefe de Departamento, respetivamente;
qual faz parte integrante deste diploma.
b) é encorajada a delegação de competência com base
Artigo 23.º num sistema rotativo, em que é dada aos diversos
Quadro de pessoal titulares de cargos de direção e chefia sob a sua
dependência a oportunidade de exercer as funções do
O quadro de pessoal da Direção-Geral é aprovado por diploma superior hierárquico;
ministerial conjunto do Ministro da Educação e do membro do
Governo responsável pela tutela da Comissão da Função c) quando da não existência de cargos de direção e chefia
Pública. sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos
seus titulares, o cargo de Diretor Geral e Diretor Nacional
Artigo 24.º é delegado em titular de mesmo cargo de outro serviço
Suporte técnico do Ministério da Educação, preferencialmente um
serviço que tenha competências de natureza similar.
1. A Direção-Geral pode contar com um número de profis-
sionais técnicos nacionais e estrangeiros necessários para 3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que
a prestação de apoio especializado em áreas ainda não são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.
abastecidas pelos recursos humanos da administração
pública de acordo com a disponibilidade orçamental. Artigo 26.º
Entrada em vigor
2. A determinação do número de posições, o processo de
seleção e as diversas questões relacionadas à contratação O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da
ou requisição de apoio técnico tem por base o regime sua publicação.
jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
jurídico dos funcionários seniores da administração pública. Publique-se.

3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos à Direção


Nacional relevante não ocupando lugar no quadro de Díli, 13 de Outubro de 2016.
pessoal, podendo, no entanto, serem afetos diretamente
ao Diretor Geral ou ao Diretor Nacional quando as funções
desempenhadas pelo profissional seja de caráter
transversal relacionado às competências de mais de uma O Ministro da Educação
Direção ou Departamento.

Artigo 25.º
Delegação de Competências António da Conceição

1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar

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Anexo: Organograma da Direção-Geral da Educação Pré-Escolar, Ensino Básico


e Ensino Recorrente

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DIPLOMA MINISTERIAL N.º 58 /2016 2. À DGESCT compete:

de 19 de Outubro a) Elaborar critérios claros e definidos e implementar um


processo transparente para a abertura e funcionamento
ORGÂNICA DA DIREÇÃO-GERAL DO ENSINO dos estabelecimentos de ensino superior universitário
SUPERIOR e técnico dentro de um enquadramento que garanta a
sua qualidade, nomeadamente através da realização do
licenciamento, acreditação e avaliação dos mesmos;
A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo
Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número b) Promover o desenvolvimento da educação superior
1 do artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar universitária e técnica, dos estudos e da produção
a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus académica técnica e científica de acordo com as políticas
serviços”. definidas relevantes;

O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto- c) Elaborar proposta de plano estratégico, plano anual de
Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica atividades e respectivos relatórios de execução da
da Direção-Geral do Ensino Superior Universitário e Técnico. Direção-Geral, incorporadas as propostas das Direções
Com o mesmo, pretende garantir-se uma estrutura interna Nacionais sob sua supervisão, na medida que julgar o
adequada e eficiente para assegurar a implementação das Diretor Geral, bem como elaborar e encaminhar para
políticas e programas na área do ensino superior, provendo a aprovação, o seu próprio orçamento;
possibilidade de desenvolver e fortalecer a educação de alto
nível e pesquisa académica, através da definição da sua d) Assegurar a equidade e objetividade do acesso ao
estrutura e da determinação clara das respetivas competências, ensino superior e a racionalização das ofertas formativas
atribuições e funções de cada serviço e organismo. nos estabelecimentos de ensino superior públicos,
apoiando o processo relativo ao acesso a vagas
A elaboração do presente diploma foi assegurada com base disponíveis, quando relevante;
em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir
de propostas submetidas por todos os serviços e organismos e) Contribuir para a definição de políticas e prioridades
do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade relativas à reorganização ou criação de estabeleci-
entre os serviços com competência semelhantes. mentos de Ensino Universitário e Institutos Politéc-
nicos, por meio da elaboração de estudos qualitativos
Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo e quantitativos sobre demandas para o desenvolvi-
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, mento e fortalecimento do Ensino Superior;
publicar o seguinte diploma:
f) Assegurar a legalidade do funcionamento dos
CAPÍTULO I estabelecimentos de ensino superior, através do seu
Disposições Gerais licenciamento, e fortalecer o processo de instalação de
novos estabelecimentos de ensino superior;
Artigo 1.º
Objecto g) Assegurar um sistema que permita a uniformização dos
graus superiores conferidos por estabelecimentos de
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico-funcional ensino nacionais e internacionais, nomeadamente o
da Direção-Geral do Ensino Superior, Ciências e Tecnologia. reconhecimento de diplomas e equivalências de
habilitações de nível técnico e superior;
Artigo 2.º
Natureza h) Promover a articulação entre o ensino superior, a ciência,
a tecnologia e a investigação a fim de assegurar um
A Direção-Geral do Ensino Superior de Ciências e Tecnologia, desenvolvimento endógeno sustentado;
abreviadamente designada por DGESCT, enquanto serviço
central do Ministério da Educação, integra a administração i) Apoiar a coordenação das intervenções do Governo
direta do Estado. junto das Instituições do Ensino Superior Universitário
e Técnico, sejam elas públicas e privadas, observados
Artigo 3.º os limites das autonomias legais;
Atribuições e competências
Artigo 4.º
1. A Direção-Geral do Ensino Superior, das Ciências e Organização dos serviços
Tecnologia é o serviço central do Ministério responsável
pela prossecução da política educativa para o ensino 1. Integram a Direção-Geral do Ensino Superior, Científico e
superior -universitário e técnico - e para a promoção do Técnico os seguintes serviços:
conhecimento, da investigação e do desenvolvimento da
ciência e tecnologia, de acordo com as normas legislativas a) Direção Nacional do Ensino Superior Universitário
aplicáveis e as políticas superiormente definidas. (DNESU);
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b) Direção Nacional do Ensino Superior Técnico h) Implementar as relações de cooperação superiormente
(DNEST); definidas, com universidades, associações e outras
instituições, regionais e internacionais, de nível
2. As direções nacionais estruturam-se em departamentos, e universitário;
estes podem organizar-se em unidades funcionais.
i) Assegurar a implementação dos processos sobre o
3. Os departamentos são chefiados por chefes de departamento reconhecimento de diplomas e equivalências de
e as unidades são lideradas por chefes de secção. habilitações de nível universitário;

CAPÍTULO II j) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e


ESTRUTURA DOS SERVIÇOS orçamento anuais e os relatórios da sua execução,
assegurando a sua adequação aos resultados
SECÇÃO I esperados na política do ensino superior;
DIREÇÃO NACIONAL DO ENSINO SUPERIOR
UNIVERSITÁRIO k) Apoiar a elaboração de plano e orçamento anuais dos
estabelecimentos públicos de ensino superior
Artigo 5.º universitário, quando solicitado por estes;
Atribuições e competências
l) Garantir, em articulação com os serviços competentes,
1. A Direção Nacional do Ensino Superior Universitário, a satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
abreviadamente designada por DNESU, é o serviço respon- informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino
sável pela promoção execução e implementação da política superior universitário, para a prossecução eficiente da
educativa superior universitária, definida em matéria de política educativa, com salvaguarda da sua autonomia
organização, administração e desenvolvimento do sistema própria;
de ensino superior universitário nos termos da Lei de Bases
da Educação e regulamentação conexa. m) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e
2. Compete, designadamente, à DNESU: Avaliação, no levantamento de informação relevante
para o ensino superior universitário, necessária ao
a) Garantir o licenciamento dos estabelecimentos de desenvolvimento do sistema de informação estatística
ensino superior universitário, coordenando a da educação e à administração e gestão dos recursos
elaboração e implementação dos procedimentos de humanos relevantes;
acordo com a legislação relevante;
n) Assegurar a efetiva integração de perspetivas
b) Elaborar e implementar manual de procedimentos com relacionadas com a educação inclusiva em todas as
critérios e processos pré estabelecidos, por escrito, para suas competências específicas, apoiando o fortaleci-
instruir os pedidos de reconhecimento oficial de mento do acesso igualitário ao ensino superior
instituições e cursos de ensino universitário públicos universitário, incluindo a igualdade de género, minorias
e privados; e cidadãos portadores de necessidades especiais;

c) Assegurar o depósito e o registo dos planos de estudo o) Elaborar e apresentar, no início de cada ano; um Plano
e currículos dos cursos ministrados nas instituições Anual de Atividades com objetivos e metas do
de ensino superior universitário; Departamento;

d) Monitorizar o quadro de organização do ensino p) Elaborar e apresentar, no final de cada ano, um Relatório
superior universitário; de Atividades objetivos e metas realizados e gastos do
Departamento;
e) Definir métodos para a operacionalização das políticas
sobre o ensino superior universitário, coordenando a q) Quaisquer outras competências que lhe sejam
execução dos mesmos em estreita concertação com os legalmente atribuídas.
serviços competentes do Ministério;
Artigo 6.º
f) Auxiliar as entidades competentes em matéria de Estrutura
acreditação às instituições de ensino superior
universitário; A DNESU estrutura-se em:

g) Supervisionar as ações relativas ao ingresso no ensino a) Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino


superior universitário previsto em lei, em articulação Superior Universitário, abreviadamente DFIESU;
com os estabelecimentos de ensino superior
universitário, inclusivamente a aprovação e b) Departamento de Fortalecimento do Sistema de Ensino
colaboração para a determinação dos pré-requisitos Superior Universitário, abreviadaemete DFSESU.
para o acesso as instituições de ensino dessa categoria;
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Jornal da República
Artigo 7.º h) Elaborar manual e implementar processos, que estabele-
Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino çam, por escrito, critérios claros para a aprovação e/ou
Superior Universitário (DFIESU) publicação das listas de aprovados nos cursos de
graduação e pós graduação das insituições de ensino
1. O Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino superior universitárias;
Superior Universitário é o organismo da DNESU
responsável por assegurar o bom andameto das relações i) Facilitar o acesso das instituições de ensino superior-
institucionais entre o Ministério da Educação e as universitárias aos regulamentos elaborados pelo
Instituições de Ensino Superior Unversitário, sejam elas Ministério da Educação, seus instrumentos de
públicas ou privadas. implementação e materiais de apoio, através da criação
de um canal de atendimento direto;
2. O Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino
Superior Universitário tem como missão implementar j) Organizar e promover encontros periódicos entre as
processos claros e objetivos, que consolidem a eficácia e instituições de ensino superior universitário, públicas
transparência da gestão pública, diminuindo burocracia e e privadas, e o Ministério da Educação, para discussão,
estabelecendo uma boa relação com as Instituições de debate e troca de informações e experiências para a
Ensino Superior, academia, estudantes e a sociedade civil melhoria do sistema de ensino superior universitário
de Timor-Leste. em Timor Leste.

3. Compete ao Departamento de Fortalecimento Institucionl k) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-


da DNESU, no âmbito de sua função e natureza, descritos mento, assegurando a identificação das funções
no número 2, acima: específicas dos funcionários afetos, em acordo com o
plano orçamentário interno, mencionado na alínea b,
a) Elaborar planeamento, por escrito, com propostas acima;
estratégicas para o bom funcionamento administrativo
do Departamento, com indicativos de objetivos e metas l) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
para serem aprovados pelo DNESU; gestão da administração pública para assegurar o
b) Elaborar planeamento com propostas de orçamento regular e efetivo funcionamento do Departamento;
interno, por escrito, para apresentação e aprovação do
Diretor da DNESU, que após eventuais ressalvas e m) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
vetos, poderá incorporar o planeamento orçamental da eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
DFIESU; tração pública no desempenho das competências do
próprio Departamento.
c) Elaborar manual e implementar processos, que
estabeleçam, por escrito, o procedimento e critérios para Artigo 8.º
alocação de subvenções públicas às instituições de Departamento do Fortalecimento do Sistema de Ensino
ensino superior universitário, públicas e privadas, Superior Universitário (DFSESU)
assegurando, ainda, a monitorização da fiel implementa-
ção da subvenção pública; 1. O Departamento de Fortalecimento do Sistema Educacional
do Ensino Superior Universitário é o organismo da DNESU
d) Elaborar manual e implementar processos, que responsável por desenvolver e implementar a estratégia
estabeleçam, por escrito, o procedimento e requisitos para o fortalecimento e o desenvolvimento do sistema de
para o reconhecimeto e registos das novas Insituti- ensino superior universitário,assegurando o bom
ções de ensino superior universitário, públicas ou funcionamento do órgão coletivo de coordenação do
privadas, no âmbito do licenciamento operacional das procedimento para o acesso anual ao ensino superior,
mesmas; sempre e com total observância ao estabelecido na Lei de
Bases da Educação.
e) Elaborar manual e implementar processos, que
estabeleçam, por escrito, o procedimento e requisitos
2. Compete ao Departamento de Fortalecimento do Sistema
claros para o registos de novos cursos nas Institui-
de Ensino Superior Universitário:
ções ensino superior universitário, públicas ou
privadas;
a) Realizar estudo técnico, com mapeamento e diagnóstico
f) Elaborar manuale implementar processos, que da situação do ensino superior universitário do Timor-
estabeleçam, por escrito, critérios claros para reconheci- Leste e análise da oferta e demanda desse setor no
mento e conferência de equivalências de cursos território nacional, a fim de assegurar o desenvolvi-
realizados integral ou parcialmente no estrangeiro e para mento estratégico e o ampliar o acesso ao ensino
reconhecimento de parcerias com universidades e superior universitário;
instituições estrangeiras;
b) Propor o estabelecimento de novas instituições de
g) Elaborar manual e implementar processos, que ensino superior universitário público ou a integração
estabeleçam, por escrito, requisitos claros para o registo na rede pública do ensino superior para dar resposta
de certificação de docentes; às necessidades;
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 396
Jornal da República
c) Promover discussões com os serviços desconcen- mente designada por DNEST, é o serviço responsável
trados para diagnóstico de demandas regionais; pela promoção execução e implementação da política
educativa superior definida em matéria de organização,
d) Promover o licenciamento operacional das instituições administração e desenvolvimento do sistema de ensino
de ensino superior universitário, assegurando a superior técnico nos termos da Lei de Bases da Educação
realização da avaliação preliminar, e propondo e regulamentação conexa.
recomendação sobre a concessão do licença em
cumprimento com os procedimentos aplicáveis; 2. Compete, designadamente, à DNEST:
e) Elaborar os padrões e/ou encargos para a determinação
da concessão da licença, assegurando um processo de a) Garantir o licenciamento dos estabelecimentos de
consulta com as instituições de ensino superior e o ensino superior técnico, coordenando a elaboração e
ANAAA; implementação dos procedimentos de acordo com a
legislação relevante;
f) Elaborar planeamento com propostas de orçamento
interno, por escrito, para apresentação e aprovação do b) Elaborar e implementar manual de procedimentos com
Diretor da DNESU, que após eventuais ressalvas e critérios e processos pré estabelecidos, por escrito, para
vetos, poderá incorporar o planeamento orçamental da instruir os pedidos de reconhecimento oficial de
DFSESU, aqui mencionado, ao orçamento oficial da instituições e cursos de ensino técnico, públicos e
DNESU; privados;

g) Elaborar, por escrito, com devida fundamentação, plano c) Assegurar o depósito e o registo dos planos de estudo
para o desenvolvimento nacional do ensino superior e currículos dos cursos ministrados nas instituições
universitário, com indicativo de metas e objetivos, de ensino superior técnico;
apresentação de demandas e necessidades regionais,
medidas de aperfeiçoamento de cursos superiores e d) Monitorizar o quadro de organização do ensino
diagnóstico de tendências com o alinhamento entre as superior técnico;
políticas públicas nacionais e a formação académica
que o País venha a precisar; e) Definir métodos para a operacionalização das políticas
sobre o ensino superior técnico, coordenando a
h) Elaborar manual e implementar processos, que
execução dos mesmos em estreita concertação com os
estabeleçam, por escrito, o procedimento para o acesso
serviços competentes do Ministério;
dos estudantes às instituições de ensino superior
universitário, público ou privado;
f) Auxiliar as entidades competentes em matéria de
i) Elaborar, regularmente, relatórios periódicos, acreditação às instituições de ensino superior técnico;
nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
alcance nacional do aproveitamento, desenvolvimento g) Supervisionar as ações relativas ao ingresso no ensino
(qualitativo e quantitativo) e métricas sobre o acesso superior técnico, previsto em lei, em articulação com os
ao ensino superior universitário no País, incluindo a estabelecimentos de ensino, inclusivamente a
evasão e desistência dos cursos escolar, assegurando aprovação e colaboração para a determinação dos pré-
a estreita coordenação com a Direção Nacional de requisitos para o acesso às instituições dessa categoria;
Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação;
h) Implementar as relações de cooperação superiormente
j) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa- definidas, com universidades, associações e outras
mento, assegurando a identificação das funções instituições, regionais e internacionais, de ensino
específicas dos funcionários afetos ao Departamento; superior técnico;
k) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da i) Assegurar a implementação dos processos sobre o
gestão da administração pública para assegurar o reconhecimento de diplomas e equivalências de
regular e efetivo funcionamento do Departamento; habilitações de superior técnico;
l) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis- j) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e
tração pública no desempenho das competências do orçamento anuais e os relatórios da sua execução,
próprio Departamento. assegurando a sua adequação aos resultados
esperados na política do ensino superior técnico;
SECÇÃO II
DIREÇÃO NACIONAL DO ENSINO SUPERIOR k) Apoiar a elaboração de plano e orçamento anuais dos
TÉCNICO estabelecimentos públicos de ensino superior técnico,
quando solicitado por estes;
Artigo 9.º
Direção Nacional do Ensino Superior Técnico (DNEST) l) Garantir, em articulação com os serviços competentes,
a satisfação das necessidades logísticas, didáticas,
1. A Direção Nacional do Ensino Superior Técnico, abreviada- informáticas e outras dos estabelecimentos de ensino
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 397
Jornal da República
superior técnico, para a prossecução eficiente da a) Elaborar planeamento, por escrito, com propostas
política educativa, com salvaguarda da sua autonomia estratégicas para o bom funcionamento administrativo
própria; do Departamento, com indicativos de objetivos e metas
para serem aprovados pelo DNEST;
m) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e b) Elaborar planeamento com propostas de orçamento
Avaliação, no levantamento de informação relevante interno, por escrito, para apresentação e aprovação do
para o ensino superior técnico, necessária ao Diretor da DNEST, que após eventuais ressalvas e vetos,
desenvolvimento do sistema de informação estatística poderá incorporar o planeamento orçamental da DFIST;
da educação e à administração e gestão dos recursos
humanos relevantes; c) Elaborar manual e implementar processos, que
estabeleçam, por escrito, o procedimento e critérios para
n) Assegurar a efetiva integração de perspetivas alocação de subvenções públicas às instituições de
relacionadas com a educação inclusiva em todas as ensino superior técnico, públicas e privadas, assegu-
suas competências específicas, apoiando o rando, ainda, a monitorização da fiel implementação da
fortalecimento do acesso igualitário ao ensino superior subvenção pública;
técnico, incluindo a igualdade de género, minorias e
cidadãos portadores de necessidades especiais; d) Elaborar manual e implementar processos, que
estabeleçam, por escrito, o procedimento e requisitos
o) Elaborar e apresentar, no início de cada ano, um Plano para o reconhecimeto e registos das novas insitutições
Anual de Atividades com objetivos e metas do de ensino superior técnico, públicas ou privadas, no
Departamento; âmbito do licenciamento operacional das mesmas;

p) Elaborar e apresentar, no final de cada ano, um Relatório e) Elaborar manual e implementar processos, que
de Atividades objetivos e metas realizados e gastos do estabeleçam, por escrito, o procedimento e requisitos
Departamento; claros para o registos de novos cursos nas Institui-
ções ensino superior técnico, públicas ou privadas;
q) Quaisquer outras competências que lhe sejam
legalmente atribuídas. f) Elaborar manual e implementar processos, que
estabeleçam, por escrito, critérios claros para reconheci-
Artigo 10.º mento e conferência de equivalências de cursos
Estrutura realizados integral ou parcialmente no estrangeiro e para
reconhecimento de parcerias com instituições
1. A DNESTestrutura-se em: estrangeiras;

a) Departamento de Fortalecimento Institucional do g) Elaborar manual e implementar processos, que


Ensino Superior Técnico estabeleçam, por escrito, requisitos claros para o registo
de certificação de docentes;
b) Departamento de Fortalecimento do Sistema do Ensino
h) Elaborar manual e implementar processos, que
Superior Técnico.
estabeleçam, por escrito, critérios claros para a
aprovação e/ou publicação das listas de aprovados
Artigo 11.º
nos cursos de graduação e pós graduação das
Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino
insituições de ensino superior técnico;
Superior Técnico
i) Facilitar o acesso das instituições de ensino superior
1. O Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino técnico aos regulamentos elaborados pelo Ministério
Superior Técnico é o organismo da DNEST responsável da Educação, seus instrumentos de implementação e
por assegurar o bom andameto das relações institucionais materiais de apoio, através da criação de um canal de
entre o Ministério da Educação e as Instituições de Ensino atendimento direto;
Superior Técnico, sejam elas públicas ou privadas.
j) Organizar e promover encontros periódicos entre as
2. O Departamento de Fortalecimento Institucional do Ensino instituições de ensino superior técnico, públicas e
Superior Técnico tem como missão implementar processos privadas, e o Ministério da Educação, para discussão,
claros e objetivos, que consolidem a eficácia e transparên- debate e troca de informações e experiências para a
cia da gestão pública, diminuindo burocracia e estabele- melhoria do sistema de ensino superior técnico em
cendo uma boa relação com as Instituições de Ensino Timor Leste.
Superior, académia, estudantes e a sociedade civil de Timor
Leste. k) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-
mento, assegurando a identificação das funções
3. Compete ao Departamento de Fortalecimento Institucionl específicas dos funcionários afetos, em acordo com o
da DNEST, no âmbito de sua função e natureza, descritos plano orçamentário interno, mencionado na alínea b,
no número 2, acima: acima;
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 398
Jornal da República
l) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da diagnóstico de tendências com o alinhamento entre as
gestão da administração pública para assegurar o políticas públicas nacionais e a formação académica
regular e efetivo funcionamento do Departamento; técnica, que o País venha a precisar;

m) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão h) Elaborar manual e implementar processos, que
eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis- estabeleçam, por escrito, o procedimento para o acesso
tração pública no desempenho das competências do dos estudantes às instituições de ensino superior
próprio Departamento. técnico, público ou privado;

Artigo 12.º i) Elaborar, regularmente, relatórios periódicos,


Departamento do Fortalecimento do Sistema de Ensino nomeadamente anuais ou bianuais, com o foco no
Superior Técnico (DFSEST) alcance nacional do aproveitamento, desenvolvimento
(qualitativo e quantitativo), e métricas sobre o acesso
1. O Departamento de Fortalecimento do Sistema do Ensino ao ensino superior técnico no Pais, incluindo a evasão
Superior Técnico é o organismo da DNEST responsável e desistência dos cursos escolares, assegurando a
por desenvolver e implementar a estratégia para o estreita coordenação com a Direção Nacional de
fortalecimento e o desenvolvimento do Sistema de Ensino Planeamento, Estatística Monitorização e Avaliação;
Superior Técnico, assegurando o bom funcionamento do j) Elaborar proposta do quadro de pessoal do Departa-
órgão coletivo de coordenação do procedimento para o mento, assegurando a identificação das funções
acesso anual ao ensino superior, sempre e com total específicas dos funcionários afetos ao Departamento;
observância ao estabelecido na Lei de Bases da Educação.
k) Elaborar os documentos necessários, no âmbito da
2. Compete ao Departamento de Fortalecimento do Sistema gestão da administração pública para assegurar o
Educacional do Ensino Superior Técnico: regular e efetivo funcionamento do Departamento;

a) Realizar estudo técnico, com mapeamento e diagnóstico l) Outras atividades relevantes para garantir uma gestão
da situação do Ensino Superior Técnico do Timor-Leste eficiente e a aplicação das regras relevantes da adminis-
e análise da oferta e demanda desse setor no território tração pública no desempenho das competências do
nacional, a fim de assegurar o desenvolvimento próprio Departamento.
estratégico e o ampliar o acesso à essa categoaria de
educação superior; CAPÍTULO III
DIREÇÃO E CHEFIA
b) Propor o estabelecimento de novas instituições de
ensino pública ou a integração na rede pública do Artigo 13.º
ensino superior para dar resposta às necessidades; Diretor-Geral

c) Promover discussões com os serviços desconcen- 1. O Diretor-Geral da Direção-Geral do Ensino Superior é a


trados para diagnóstico de demandas regionais; entidade do Ministério da Educação que superintende
tecnicamente as Direções Nacionais, apoiando o
d) Promover o licenciamento operacional das instituições desenvolvimento de estratégias para a implementação dos
de ensino superior técnico, assegurando a realização programas e planos estratégicos nas áreas do Ensino
da avaliação preliminar, e propondo recomendação Superior Universitário e Técnico, supervisionando o rigor
sobre a concessão da licença, em cumprimento com os técnico da execução das políticas, programas e atividades
procedimentos aplicáveis; da Direção-Geral do Ensino Superior.

e) Elaborar os padrões e/ou encargos para a determinação 2. Compete ao Diretor-Geral, nomeadamente:


da concessão da licença, assegurando um processo de
consulta com as instituições de ensino superior técnico a) Promover a visão e implementar as diretrizes do
e o ANAAA; Ministério da Educação a longo prazo;

f) Elaborar planeamento com propostas de orçamento b) Definir as estratégias para atingir os objetivos do
interno, por escrito, para apresentação e aprovação do Ministério da Educação no âmbito do ensino superior
Diretor da DNEST, que após eventuais ressalvas e em coerência com a política do Governo e o Plano
vetos, poderá incorporar o planeamento orçamental da Estratégico da Educação, identificando as prioridades
DFSEST, aqui mencionado, ao orçamento oficial da de acordo com a realidade tal como representadas pelos
DNEST; dados nacionais da educação;

g) Elaborar, por escrito, com devida fundamentação, plano c) Superintender as Direções Nacionais dependentes da
para o desenvolvimento nacional do ensino superior respetiva Direção, tendo em vista um adequado
técnico, com indicativo de metas e objetivos, desenvolvimento e implementação das políticas
apresentação de demandas e necessidades regionais, educativas relevantes e de acordo com a orientação do
medidas de aperfeiçoamento de cursos superiores e Ministro da Educação;
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 399
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d) Acompanhar e avaliar regular e sistematicamente as r) Representar a Direção-Geral, incluindo externamente,
atividades das Direções Nacionais, assegurando a assegurando, quando necessário, a ligação com outros
implementação das atividades previstas no Plano Anual serviços e organismos da Administração Pública e em
e o cumprimento dos prazos previstos; outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras;

e) Assegurar, controlar e avaliar a execução dos planos s) Assegurar o apoio ao desenvolvimento de diplomas
de atividades e o alcance dos resultados esperados; legislativos, regulamentação e procedimentos internos,
facilitando a contribuição das Direções sob a sua
f) Elaborar, por escrito, anualmente, relatórios de fiscaliza- superintendência para a determinação do conteúdo dos
ção e cumprimento do plano de metas das atividades mesmos;
exercidas pelas Direções Nacionais sob sua tutela.
t) Assegurar a coordenação efetiva com as outras
g) Assegurar a elaboração da proposta de plano Direções Gerais do Ministério da Educação garantindo
estratégico, plano anual de atividades e respetivos a implementação harmoniosa das políticas e programas
relatórios de execução das competências da Direção- da educação;
Geral, garantindo uma participação adequada das
Direções Nacionais neste processo, nos termos da u) Garantir que o membro do Governo com as competên-
presente lei; cias para as áreas do ensino relevante tenha informação
h) Aprovar os atos administrativos e instruções técnica de qualidade no que diz respeito aos problemas,
necessários ao funcionamento dos serviços e/ou oportunidades e desafios e as propostas de medidas
unidades da respetiva Direção-Geral; para a eliminação dos riscos e a buscar soluções
adequadas;
i) Analisar os pedidos de reconhecimento de grau e
diploma e proceder ‘à recomendação relevante, v) Assegurar que o orçamento disponível às unidades
assegurando o fiel cumprimento ao regulamento sob a sua tutela seja executado com atenção à eficiência
relevante; dos gastos para atender as prioridades estratégicas e
assegurar o alcance dos resultados;
j) Assegurar a elaboração dos sistemas internos de
procedimento relevantes da Direção-Geral de modo a w) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
melhorar o desempenho pessoal e institucional da por lei ou superiormente delegadas.
Direção-Geral e assegurar a eficiência das atividades;
Artigo 14.º
k) Contribuir e aprovar superiormente, submetendo à Gabinete de Apoio
aprovação Ministerial, os regulamentos necessários
para assegurar a implementação do ordenamento 1. O Diretor-Geral conta com um Gabinete de Apoio para a
jurídico relevante para o fortablecimento institucional implementação das atividades administrativas, logísticas
e do sistema de ensino superior universitário e técnico; e financeiras para o bom funcionamento da gestão da
Direção-Geral.
l) Proceder à difusão interna da missão e objetivos da
respetiva Direção-Geral, das competências das Direções 2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica
Nacionais e da forma de articulação entre elas, multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam
desenvolvendo medidas para uma coordenação e de flexibilidade funcional.
comunicação eficiente e de qualidade entre as mesmas; 3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos adminis-
trativos, sendo a sua composição regida pela seguinte regra:
m) Emitir pareceres e providenciar apoio técnico na sua
área de competência ao Ministro da Educação; a) o número máximo de funcionários é quatro, com um
funcionário para cada área, nomeadamente administra-
n) Realizar as medidas necessárias para promover o ção, finanças, logísticas e de coordenação;
desempenho profissional e o alcance dos resultados
planeados pelas unidades da Direção-Geral e pelos b) é ainda previsto um funcionário com funções de
seus funcionários; coordenação do gabinete de apoio, sendo este
equiparado a Chefe de Departamento.
o) Proceder à avaliação do desempenho dos trabalhadores
na sua dependência, assegurando a correspondência Artigo 15.º
do resultado da avaliação com o desempenho Gabinete de Certificação e Reconhecimento de Diplomas
comprovado do funcionário, nos termos da lei;
1. O Diretor-Geral conta com o Gabinete de Certificação e
p) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da Reconhecimento de Diplomas como serviço de apoio para
Educação, quando para tal solicitado; a implementação da sua competência relevante, com a
função específica de prover o apoio técnico para decidir
q) Participar no Conselho de Coordenação, assegurando sobre os processos de certificação e reconhecimento de
a preparação prévia necessária; Diplomas estrangeiros.
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2. Compete ao Gabinete de Certificação e Reconhecimento de das unidades sob a sua superintendência em harmonia
Diplomas: com o plano trimestral da Direção;

a) Promover o cumprimento dos regulamentos relevantes g) Assegurar que as propostas para a execução de orça-
para a instrução dos processos para o reconhecimento mento se encontrem de acordo com o plano orçamental
de diplomas, graus e equivalências de habilitações de e garantam a eficiência dos gastos para o alcance dos
nível superior universitário e técnico; resultados esperados;

b) Elaborar pareceres técnicos sobre as instituições de h) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
ensino superior estrangeiras e cursos oferecidos, mento de diplomas legislativos, regulamentação e
identificando a possível equivalência com o sistema procedimento internos, com base em uma análise da
aplicável em Timor-Leste, assegurando um processo efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
de coordenação estreita com os estabelecimentos de necessidade de novos;
ensino superior. i) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
mento de diplomas legislativos, regulamentação e
3. O Gabinete para Certificação e Reconhecimento de Diplomas procedimento internos, com base em uma análise da
é composto por técnicos especialistas, sendo o Gabinete efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
dirigido por um coordenador, sendo este equiparado à Chefe necessidade de novos;
de Departamento.
j) Elaborar documentos analíticos sobre os problemas
Artigo 16.º encarados, identificando possíveis soluções adequadas
Diretores Nacionais e, preferencialmente, de caráter sistemático capaz de
prevenir problemas de natureza semelhante no futuro e
1. Os Diretores Nacionais são entidades do Ministério da submeter ao seu superior para consideração;
Educação, que no âmbito da Direção-Geral do Ensino
Superior, dirigem os serviços e asseguram a execução das k) Gerir os recursos humanos e patrimoniais afetos à
políticas, programas e atividades da respetiva Direção Direção Nacional, incluindo o controlo da assiduidade,
Nacional. pontualidade e cumprimento do período normal de
trabalho;
2. Compete ao Diretor Nacional, nomeadamente:
l) Garantir uma estreita coordenação e uma colaboração
a) Dirigir e coordenar as atividades implementadas pela efetiva com os serviços municipais da educação,
Direção Nacional, nomeadamente as atividades apoiando o fortalecimento da capacidade dos mesmos;
objetivas elencadas nas competências exclusivas das
Diretorias Nacionais, acima descritas, tendo em vista a m) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários
garantia da qualidade técnica da prestação dos na sua dependência, assegurando a correspondência
serviços; do resultado da avaliação com o desempenho
comprovado do funcionário, nos termos da lei;
b) Elaborar propostas para a definição das estratégias para
n) Aprovar os atos administrativos e instruções
atingir os objetivos do Ministério da Educação no
necessários ao funcionamento da respetiva Direção
âmbito do nível de ensino relevante em coerência com
Nacional;
a política do Governo e o Plano Estratégico da
Educação, identificando as prioridades de acordo com o) Divulgar junto dos funcionários os documentos
a realidade tal como representadas pelos dados internos e as normas de procedimento a adotar pelo
nacionais da educação; serviço;

c) Orientar, controlar e avaliar o desempenho e a eficiência p) Assegurar um processo de consulta regular com os
dos serviços dependentes, com vista à execução dos funcionários afetos à Direção para garantir a
planos de atividades e à prossecução dos resultados implementação coordenada das suas unidades;
neles definidos, nos termos da lei e em consonância
com os programas e políticas relevantes e as q) Identificar as necessidades de formação específica dos
orientações do Diretor-Geral; trabalhadores em funções públicas da sua Direção e
propor a frequência das ações de formação conside-
d) Apoiar a elaboração da proposta de plano anual de radas adequadas ao suprimento das referidas
atividades, proposta de orçamento e respetivos necessidades;
relatórios de execução;
r) Tomar a iniciativa para a identificação e execução de
e) Assegurar a elaboração e submissão atempada dos medidas capazes de fortalecer a coordenação entre as
planos trimestrais da Direção; outras unidades da Direção-Geral;

f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de s) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades Educação, quando para tal solicitado;
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t) Participar no Conselho de Coordenação; CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas. Artigo 18.º
Organograma
Artigo 17.º
Chefes de Departamento O organograma da Direção-Geral do Ensino Superior
Universtário e Técnico é aprovado em Anexo, o qual faz parte
1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do integrante deste diploma.
Ministério da Educação que lideram diretamente o
funcionamento das unidades funcionais das Direções Artigo 19.º
Nacionais. Quadro de pessoal

2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção, O quadro de pessoal da Direção-Geral é aprovado por diploma
nomeadamente: ministerial conjunto do Ministro da Educação e do membro do
Governo responsável pela tutela da Comissão da Função
a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das Pública.
competências da respetiva unidade orgânica,
garantindo a implementação dos planos relevantes; Artigo 20.º
Suporte técnico
b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores
na sua dependência, promovendo um desempenho 1. A Direção-Geral pode contar com um número de profissionais
exemplar por estes; técnicos nacionais e estrangeiros necessários para a
prestação de apoio especializado em áreas ainda não
c) Assegurar uma organização eficiente do departamento, abastecidas pelos recursos humanos da administração
garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários pública de acordo com a disponibilidade orçamental.
e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir
os resultados esperados; 2. A determinação do número de posições, o processo de
seleção e as diversas questões relacionadas à contratação
d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o ou requisição de apoio técnico tem por base o regime
desempenho da unidade, identificando regularmente jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
os resultados alcançados e/ou as dificuldades aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
enfrentadas; jurídico dos funcionários seniores da administração pública.

e) Assegurar um processo de consulta regular com o 3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos à Direção
Diretor Nacional, como realização do regime regular de Nacional relevante não ocupando lugar no quadro de
encontros ou por sua própria iniciativa; pessoal, podendo, no entanto, serem afetos diretamente
ao Diretor Geral ou ao Diretor Nacional quando as funções
f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de desempenhadas pelo profissional seja de caráter
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades transversal relacionado às competências de mais de uma
em harmonia com o plano trimestral da unidade; Direção ou Departamento.

g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades Artigo 21.º


do serviço ao superior hierárquico imediato; Delegação de Competências
h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados
1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar
obtidos, identificando o alcance e os desafios para
as respetivas competências, nos termos da lei, em casos
assegurar o acesso e qualidade do ensino;
de ausência temporária no serviço por razões de licença ou
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos de ausência no local de serviço por razões de trabalho por
termos de referência e da monitoria do seu desempenho, mais de um dia, tendo em vista um adequado andamento
motivando os funcionários a alcançarem os resultados do serviço através da aprovação de despacho de delegação
esperados; por escrito.

j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e 2. A determinação a quem a delegação de competências deve


cumprimento do período normal de trabalho por parte ser feita segue por as seguintes regras:
dos trabalhadores da sua unidade orgânica;
a) a delegação é provida, preferencialmente, a pessoal
k) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários dirigente sob a sua dependência, assim podendo um
na sua dependência, assegurando a correspondência Diretor-Geral e um Diretor Nacional delegar as suas
do resultado da avaliação com o desempenho competências quando da sua ausência a Diretor
comprovado do funcionário, nos termos da lei; Nacional e Chefe de Departamento, respetivamente

l) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas b) é encorajado a delegação de competência com base
por lei ou superiormente delegadas. num sistema rotativo, em que é dada aos diversos
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titulares de cargos de direção e chefia sob a sua dependência a oportunidade de exercer as funções do superior
hierárquico;

c) quando da não existência de cargos de direção e chefia sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos seus
titulares, o cargo de Diretor-Geral e Diretor Nacional é delegado em titular de mesmo cargo de outro serviço do Ministério
da Educação, preferencialmente um serviço que possua competências de natureza similar.

3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.

Artigo 22.º
Entrada em vigor

O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da sua publicação.

Publique-se.

Díli, 13 de Outubro de 2016.

O Ministro da Educação

António da Conceição

Anexo: Organograma da Direção-Geral do Ensino Secundário

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DIPLOMA MINISTERIAL N.º 59 /2016 b) Definir, articular e formular o planeamento estratégico do
Ministério em consonância com as prioridades definidas
de 19 de Outubro no plano do Governo;

ORGÂNICA DA DIREÇÃO-GERAL DA POLÍTICA, c) Coordenar a formulação das propostas de políticas públicas


PLANEAMENTO E PARCERIAS relativas ao fortalecimento do acesso à educação de
qualidade em todo o território nacional, nomeadamente o
acesso e a conclusão da escolaridade obrigatória, a racio-
A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo nalização do fluxo escolar dos alunos e promoção de um
Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número maior nível de escolaridade, assegurando a participação
1 do artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar dos serviços centrais do Ministério;
a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus
serviços”. d) Promover a integração de políticas capazes de assegurar a
educação inclusiva através do fortalecimento da igualdade
O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto- efetiva de acesso à educação nos planos, da identificação
Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica dos resultados e da implementação das atividades dos
da Direção-Geral da Política, Planeamento e Parcerias. Com o serviços e organismos do Ministério;
mesmo, pretende garantir-se uma estrutura interna adequada
e eficiente para assegurar o acesso do Ministério da Educação e) Elaborar estudos e pesquisa relevantes para apoiar a
aos serviços de planeamento, desenvolvimento de políticas formulação de políticas públicas sobre a educação;
na área da educação e a realização de parcerias, estes
fundamentais para que este órgão do Governo alcance o seu f) Assegurar a disponibilidade de dados estatísticos essen-
objetivo de assegurar o acesso e sucesso ao mais alto nível de ciais para a elaboração do plano e implementação de
educação a todos em condições de igualdade, através da atividades de monitorização e avaliação e para a execução
definição da sua estrutura e da determinação clara das das competências relevantes dos outros órgãos centrais
respetivas competências de cada serviço e organismo. do Ministério;
A elaboração do presente diploma foi assegurada com base g) Assegurar a elaboração dos relatórios regulares sobre os
em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir resultados obtidos e atividades implementadas de acordo
de propostas submetidas por todos os serviços e organismos com os prazos estipulados, garantindo a incorporação da
do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade informação sobre a execução orçamentária relevante;
entre os serviços com competência semelhantes.

Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo h) Orientar e apoiar os outros serviços do Ministério na
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, implementação dos instrumentos de planeamento,
publicar o seguinte diploma: monitorização e avaliação estabelecidos pelos órgãos
relevantes do Governo;
CAPÍTULO I
Disposições Gerais i) Assegurar a adequação de propostas para a expansão e
fortalecimento do parque escolar às necessidades da
Artigo 1.º população;
Objecto
j) Garantir a execução do plano de infraestrutura educativa
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico-funcional através da estreita coordenação com os serviços relevantes
da Direção-Geral da Política, Planeamento e Parcerias. do Ministério da Educação na área de aprovisionamento e
logística;
Artigo 2.º k) Assegurar a colaboração com as autoridades relevantes
Natureza para o desenvolvimento das infraestruturas, nomeada-
mente a Agência Nacional de Desenvolvimento;
A Direção-Geral da Política, Planeamento e Parcerias, abreviada-
mente designada por DGPPP, enquanto serviço central do l) Garantir o estabelecimento de parcerias e cooperações
Ministério da Educação, integra a administração direta do capazes de promoverem o prosseguimento das políticas
Estado. educativas do Ministério;

Artigo 3.º m) Assegurar a gestão eficiente das parcerias e cooperações,


Atribuições e competências de acordo com as regras aplicáveis;

À DGPPP compete: n) Prestar o apoio necessário ao funcionamento da Comissão


Nacional da Educação;
a) Assegurar a coordenação dos serviços do Ministério, com
vista a uma atuação integrada e uniforme dos procedi- o) Elaborar e implementar programas educativos utilizando
mentos na elaboração, preparação e execução dos planos recursos educativos de comunicação multimédia como
de atividades anuais e plurianuais; método para expandir o acesso à educação;
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p) Promover a criação, a implementação e a manutenção de educativas relativas às Direções-Gerais e demais
Bibliotecas nas escolas básicas e secundárias, assegu- serviços do Ministério;
rando a determinação de procedimentos e regras capazes
de assegurar a sua efetiva integração no processo educa- d) Elaborar os relatórios regulares de desempenho do
tivo, dotando-as de um abrangente acervo de livros de Ministério, em conformidade com os modelos e prazos
leitura e pesquisa. aplicáveis, assegurando a recolha atempada de
informação relevante junto dos demais serviços do
Artigo 4.º Ministério;
Organização dos serviços
e) Coordenar e organizar a recolha de informação a nível
1. Integram a Direção-Geral da Política, Planeamento e Parcerias municipal, com vista ao acompanhamento da política
os seguintes serviços: educativa nacional e à avaliação sistemática dos seus
resultados, designadamente a informação estatística
a) Direção Nacional de Política, Planeamento, Monitorização sobre o fluxo escolar e outras questões com esta
e Avaliação; relacionadas, as necessidades e medidas implementa-
das para a educação inclusiva, a informação relativa à
b) Direção Nacional de Infraestruturas Educativas; execução dos programas de ação social escolar e a
administração e gestão de recursos humanos;
c) Direção Nacional das Parcerias e Cooperação;
f) Assegurar a adequação do Sistema de Informação e
d) Direção Nacional da Media Educativa e Bibliotecas. Gestão da Educação às necessidades do Ministério e
política educativa relevante;
2. As direções nacionais estruturam-se em departamentos, e
estes podem organizar-se em unidades funcionais. g) Realizar análises estatísticas para apoiar o trabalho de
outros serviços centrais, nomeadamente análises
3. Os departamentos são chefiados por chefes de departamento relevantes para o planeamento orçamentário, a
e as unidades são lideradas por chefes de secção. colocação de docentes, a distribuição de materiais
didáticos e de outros materiais e equipamentos;
CAPÍTULO II
ESTRUTURA DOS SERVIÇOS h) Elaborar e assegurar a partilha com os outros serviços
do Ministério de relatórios analíticos regulares de
SECÇÃO I monitorização sobre os avanços na implementação da
DIREÇÃO NACIONAL DE POLITICA, PLANEAMENTO, política educativa nacional;
MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO
i) Realizar estudos diversos necessários para assegurar
Artigo 5.º um planeamento de qualidade e adequado à realidade
Atribuições e competências nacional, nomeadamente de previsão da evolução do
sector educativo, de forma a tornar perceptíveis as suas
1. A Direção Nacional do Política, Planeamento, Monitorização tendências e antecipar propostas de solução das
e Avaliação abreviadamente designada por DNPPMA, é o necessidades iminentes e futuras;
serviço central responsável pelo apoio técnico e administra-
tivo na área do desenvolvimento de políticas da educação, j) Propor, executar e orientar a realização de estudos e
planeamento, estatística, monitorização e avaliação da pesquisas relevantes para a determinação dos planos
política educativa. do Ministério;

2. Compete, designadamente, à DNPPMA: k) Apoiar a elaboração dos padrões de qualidade dos


diferentes níveis e modalidades de educação;
a) Coordenar a elaboração de propostas das políticas na l) Apoiar a elaboração de propostas para o fortalecimento
área da educação, assegurando a participação dos e extensão do parque escolar, em estreita coordenação
serviços centrais relevantes e promovendo a realização com a Direção Nacional de Infraestruturas Educativas;
de consultas públicas;
m) Apoiar a elaboração de propostas de colocação de
b) Elaborar as propostas de plano estratégico e plano anual pessoal docente pela Direção Nacional dos Recursos
de atividades de acordo com as orientações superiores, Humanos, assegurando o acesso aos dados
coordenando e coligindo as propostas dos outros estatísticos relevantes para assistir na realização desta
serviços centrais e desconcentrados do Ministério; atividade;

c) Produzir e desenvolver, de forma consultiva, o quadro n) Capacitar os diversos serviços do Ministério em prá-
de monitorização e avaliação dos programas que, de ticas de qualidade para o planeamento, monitorização
acordo com os padrões governamentais aplicáveis, e avaliação;
defina indicadores-chave de desempenho relacionados
com o impacto e resultados das relevantes políticas o) Assegurar a ligação com autoridades públicas com
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competência em matéria de informação estatística Artigo 7.º
populacional, nomeadamente os responsáveis pelo Departamento da Política, Plano e Monitoria e Avaliação
recenseamento e inquéritos nacionais e registo civil de
nascimento, e garantir o uso destes dados como apoio 1. O Departamento da Política, Plano e Monitoria e Avaliação
ao processo de planeamento; é o organismo da DNPPMA responsável por:

p) Promover a elaboração de políticas e implementação a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
de estudos e programas para assegurar a igualdade no implementar as competências da Direção Nacional do
acesso à educação e sucesso escolar, incluindo a Política, Planeamento, Monitorização e Avaliação
igualdade de género, e a integração socioeducativa dos previstas nas alíneas a), b), c), d), h), i), j). k), l) e n) do
número 2 do artigo 5.º do presente diploma;
indivíduos com necessidades educativas especiais em
todos os níveis e modalidades de educação;
b) Colaborar com o Departamento de Dados da Educação
para a elaboração de análises estatísticas da educação,
q) Definir práticas de educação inclusiva para responder
assegurando a capacidade dos dados de determinar o
às necessidades dos diversos níveis e modalidades progresso em relação ao cumprimento dos resultados
educativas, incluindo as modalidades de ensino previstos nos indicadores-chaves da educação, no
especial; âmbito da competência prevista na alínea g) do número
2 do artigo 5.º do presente diploma;
r) Elaborar propostas de políticas e coordenar a
implementação de estudos e programas para fortalecer c) Implementar as atividades necessárias para o plano,
o caráter inclusivo dos ambientes educativos, orçamento e relatório das atividades do próprio
nomeadamente no que diz respeito à sua administração Departamento.
e gestão, aos equipamentos e ao desenvolvimento das
infraestruturas; Artigo 8.º
Departamento de Dados da Educação
s) Prover apoio técnico ao desenvolvimento do programa
curricular e dos materiais didáticos como instrumento O Departamento de Dados da Educação é o organismo da
para assegurar a educação inclusiva em todos os níveis DNPPMA responsável por:
e modalidade de educação, nomeadamente a igualdade
de género e igualdade de oportunidades para os grupos a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
economicamente vulneráveis, com necessidades implementar as competências da Direção Nacional do
educativas especiais, e as diversas comunidades Política, Planeamento, Monitorização e Avaliação previstas
etnolinguísticas; nas alíneas e), f), m) e o) do número 2 do artigo 5.ºdo presente
diploma;
t) Apoiar os serviços centrais do Ministério em assegurar
b) Assegurar a realização das atividades necessárias para
a representatividade dos grupos vulneráveis na
implementar as competências da Direção Nacional do
sociedade timorense nos recursos humanos afetos ao
Política, Planeamento, Monitorização e Avaliação prevista
Ministério; na alínea g) do número 2 do artigo 5.ºdo presente diploma,
no que diz respeito às análises passíveis de serem realizadas
u) Apoiar a execução de outras atividades no âmbito da com base nos dados incluídos no Sistema de Informação e
sua competência para assegurar a implementação da Gestão da Educação;
Política Nacional para a Educação Inclusiva e outras
políticas relevantes, e a implementação das obrigações c) Implementar as atividades necessárias para o plano,
na área da educação impostas pelos tratados orçamento e relatório das atividades do próprio Departa-
internacionais relevantes; mento.

v) Quaisquer outras competências que lhe sejam Artigo 9.º


legalmente atribuídas. Departamento da Educação Inclusiva

Artigo 6.º O Departamento de Dados da Educação é o organismo da


Estrutura DNPPMA responsável por:

A DNPPMA estrutura-se em: a) Assegurar a realização das atividades necessárias para


implementar as competências da Direção Nacional do
a) Departamento da Política, Plano e Monitoria e Avaliação; Política, Planeamento, Monitorização e Avaliação previstas
nas alíneas p), q), r), s), t) e u) do número 2 do artigo 5.ºdo
b) Departamento de Dados da Educação; presente diploma;

b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-


c) Departamento da Educação Inclusiva.
mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
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SECÇÃO II i) Supervisionar, na área das suas atribuições, a
DIREÇÃO NACIONAL DA INFRAESTRUTURA adjudicação e gestão de obras de construção,
EDUCATIVA reabilitação, transformação e benfeitorias;

Artigo 10.º j) Garantir o controlo de qualidade dos projetos de


Atribuições e competências infraestruturas, assegurando a coordenação com a
Agência Nacional de Desenvolvimento;
1. A Direção Nacional de Infraestruturas Educativas,
abreviadamente designada por DNIE, é o serviço central k) Realizar estudos e pesquisas de mercado a fim de
responsável pela execução das medidas relacionadas com identificar as infraestruturas mais adequadas,
o desenvolvimento e manutenção do Parque Escolar. inclusivamente no que refere ao uso de material local;

2. Compete, designadamente, à DNIE: l) Assegurar a coordenação com os órgãos relevantes


responsáveis pela construção de estradas,
a) Avaliar o mapa das infraestruturas escolares em função abastecimento de eletricidade e provisão de água e
da procura e da distribuição populacional, da divisão saneamento com o objetivo de garantir as condições
administrativa e de outros aspectos geográficos, e necessárias para o funcionamento dos estabeleci-
identificar, em articulação com os serviços centrais mentos escolares aquando da conclusão da construção
relevantes, as necessidades e prioridades de ou reabilitação da sua infraestrutura;
reabilitação e construção de infraestruturas escolares;
m) Assegurar a comunicação regular e eficiente com os
b) Elaborar a proposta sobre a prioridade das infraestru- organismos públicos que participam nos projetos de
turas, incluindo propostas relativas a projetos, anuais infraestruturas educativas;
e plurianuais, de construção, reabilitação, aquisição ou
locação de infraestruturas, equipamentos e outros bens n) Apoiar o registo dos dados relacionados com as
necessários à prossecução das funções e políticas Infraestruturas Educativas, visando a sua integração
definidas pelo Ministério; no Sistema de Informação e Gestão da Educação, e
diligenciar o devido registo das infraestruturas
c) Assegurar a efetiva coordenação com o fundo das educativas, junto das entidades competentes;
infraestruturas afeto à área da educação, nomeada-
mente a preparação de propostas do Ministério e a o) Quaisquer outras competências que lhe sejam
coordenação para a implementação das mesmas; legalmente atribuídas.
d) Garantir a adopção de padrões específicos sobre as Artigo 11.º
instalações físicas dos estabelecimentos escolares e a Estrutura
sua adequação ao contexto local, a abrangência do
serviço prestado, o nível de educação e ensino e a A DNIE estrutura-se em:
eventual urgência;

e) Assegurar a reabilitação, aquisição e manutenção de a) Departamento do Plano e Verificação;


infraestruturas destinadas aos estabelecimentos
públicos de educação e ensino e demais serviços do b) Departamento de Implementação
Ministério, em função das necessidades e perspetivas
de desenvolvimento do sistema educativo; Artigo 12.º
Departamento do Plano e Verificação
f) Prestar o apoio necessário para assegurar a execução
dos procedimentos administrativos de aprovisiona- O Departamento do Plano e Verificação é o organismo da DNIE
mento relacionados com a infraestrutura educativa responsável por:
exigidos por lei, sob a orientação da Direção Nacional
de Aprovisionamento; a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar as competências da Direção Nacional de
g) Apoiar a elaboração do plano de aquisição e manuten- Infraestruturas Educativas previstas nas alíneas a) e b) do
ção dos bens móveis afetos aos estabelecimentos número 2 do artigo 10.ºdo presente diploma, assegurando
escolares, em estreita coordenação com a Direção um sistema permanente de comunicação e trabalho em
Nacional de Finanças, Administração e Logística; conjunto com os Departamentos do Acesso e Qualidade
da Educação Pré-Escolar, Ensino Básico, Ensino Recorrente
h) Apoiar o processo para assegurar a disponibilidade da e Ensino Secundário, no âmbito da construção e reabilitação
localização geográfica para a construção de novos das facilidades escolares;
estabelecimentos escolares, nomeadamente através da
identificação da titularidade da terra, ligação com a b) Assegurar a realização das atividades necessárias para
comunidade local, quando relevante, e da coordenação implementar as competências da Direção Nacional de
com as autoridades competentes em função desta Infraestruturas Educativas previstas nas alíneas c), d), k) e
matéria; m) do número 2 do artigo 10.ºdo presente diploma;
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c) Assegurar a realização das atividades de coordenação negócios estrangeiros, quando relevante, e com a
necessárias para implementar a competência da Direção participação das Direções Nacionais competentes no
Nacional de Infraestruturas Educativas prevista na alíneas que toca ao estabelecimento de parcerias com
h) do número 2 do artigo 10.ºdo presente diploma, estabelecimentos de educação e ensino a serem
assegurando a estreita coordenação com os serviços integrados na rede de ofertas de educação do serviço
descentralizados da educação e a delegação efetiva das público;
responsabilidade de execução da comunicação ao nível
local; b) Gerir os projetos de cooperação bilateral e multilateral
no sector da educação, assegurando o seu desenvolvi-
d) Assegurar a realização das atividades necessárias para mento, a sua coordenação, o seu alinhamento com a
implementar a competência da Direção Nacional de política nacional de educação e a eficiência da sua
Infraestruturas Educativas prevista na alíneas l) do número gestão, e uma coordenação efetiva com outros serviços
2 do artigo 10.º do presente diploma, no âmbito do plano e do Ministério da Educação;
verificação previamente à construção ou reabilitação das
instalações escolares; c) Apoiar a integração dos projetos e programas de
parcerias e cooperação no plano anual e plurianual do
e) Implementar as atividades necessárias para o plano, Ministério;
orçamento e relatório das atividades do próprio
Departamento. d) Elaborar pareceres sobre a adequação de propostas de
parcerias e cooperação ao Plano Estratégico da
Artigo 13.º Educação;
Departamento do Plano e Verificação
e) Servir como ponto de ligação do Ministério no que
O Departamento de Implementação é o organismo da DNIE respeita a todas as questões relacionadas com as
responsável por: parceiras e cooperação, assegurando a concertação
com os serviços centrais com competência relevante
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para na área do projeto ou programa e a prestação de
implementar as competências da Direção Nacional de informação ao parceiro ou agente de cooperação;
Infraestruturas Educativas previstas nas alíneas e), f), i), j)
e n) do número 2 do artigo 10.º do presente diploma; f) Participar em órgãos de gestão e consulta dos projetos
e programas de parceria e cooperação, de acordo com a
b) Assegurar a realização das atividades necessárias para sua estrutura executiva e consultiva;
implementar a competência da Direção Nacional de g) Garantir a elaboração de relatórios específicos sobre a
Infraestruturas Educativas prevista na alíneas l) do número gestão dos projetos e programas de parceria e
2 do artigo 10.º do presente diploma, no âmbito do plano e cooperação quando necessário, assegurando a
verificação previamente à construção ou reabilitação das inclusão de informação sobre a execução do orçamento
instalações escolares; afeto ao projeto ou programa, quando relevante;
c) Implementar as atividades necessárias para o plano, h) Realizar estudos e elaborar propostas sobre projetos e
orçamento e relatório das atividades do próprio Departa- parcerias, de acordo com instrução superior e aquando
mento. da identificação de necessidades pendentes de apoio
técnico e/ou financeiro;
SECÇÃO III
DIREÇÃO NACIONAL DAS PARCERIAS E i) Quaisquer outras competências que lhe sejam
COOPERAÇÕES legalmente atribuídas.

Artigo 14.º Artigo 15.º


Atribuições e competências Estrutura

1. A Direção Nacional das Parcerias e Cooperação, abreviada- A DNPC estrutura-se em:


mente designada por DNPC, é o serviço central responsável
pelo apoio técnico e administrativo para o estabelecimento, a) Departamento da Parceria Nacional;
e gestão de projetos e programas de parcerias e cooperação
no sector da educação. b) Departamento de Cooperação Internacional.

2. Compete, designadamente, à DNPC: Artigo 16.º


Departamento de Parceria Nacional
a) Facilitar a negociação e a celebração de acordos de
parceria e cooperação com entidades públicas e O Departamento de Parceria Nacional é o organismo da DNPC
privadas, nacionais e estrangeiras, assegurando a responsável por:
estreita coordenação com o Gabinete Jurídico e com o
membro do governo com competências na área dos a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 408
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implementar as competências da Direção Nacional de efetiva integração no processo educativo, dotando-as
Parceria e Cooperação previstas nas alíneas a) a i) do de um abrangente acervo de livros de leitura e pesquisa,
número 2 do artigo 14.º do presente diploma, no âmbito nomeadamente os livros relevantes para o currículo
das parcerias com instituições nacionais, incluindo nacional do ensino básico e secundário;
estabelecimentos de educação e ensino, assegurando a
estreita coordenação com a direção nacional do ensino d) Articular, com as entidades competentes, ações de
relevante quando das parcerias com estabelecimentos de formação específica e outros métodos de apoio ao
educação e ensino; fortalecimento das habilidades técnicas necessária para
o pessoal docente e não docente envolvidos na
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, implementação do currículo, atividades de bibliotecas
orçamento e relatório das atividades do próprio escolares e programas educativos;
Departamento.
e) Quaisquer outras competências que lhe sejam
Artigo 17.º legalmente atribuídas.
Departamento de Cooperação Internacional
Artigo 19.º
O Departamento de Cooperação Internacional é o organismo Estrutura
da DNPC responsável por:
A DNMEB estrutura-se em:
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar as competências da Direção Nacional de a) Departamento da Média Educativa;
Parceria e Cooperação previstas nas alíneas a) a i) do
número 2 do artigo 14.º do presente diploma, no âmbito b) Departamento das Bibliotecas.
das cooperações com agências e instituições estrangeiras,
incluindo estabelecimentos de educação e ensino; Artigo 20.º
Departamento da Média Educativa
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
mento e relatório das atividades do próprio Departamento. O Departamento da Média Educativa é o organismo da DNMEB
responsável por:
SECÇÃO IV
DIREÇÃO NACIONALDA MEDIAEDUCATIVAE a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
BIBLIOTECAS implementar as competências da Direção Nacional da Média
Educativa e Bibliotecas previstas nas alíneas a) a b) do
Artigo 18.º número 2 do artigo 18.º do presente diploma, incluindo
Atribuições e competências todo o processo prévio e posterior à produção, para além
de assegurar a produção dos programas relevantes;
1. A Direção Nacional da Media Educativa e Bibliotecas, b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
abreviadamente designada por DNMEB, é o serviço central mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
responsável pela elaboração e execução de programas
educativos que façam uso de diversas técnicas e instru- Artigo 21.º
mentos de informação e comunicação multimédia como Departamento das Bibliotecas
método de apoio ao ensino e aprendizagem e pelo esta-
belecimento e apoio ao funcionamento das bibliotecas O Departamento das Bibliotecas é o organismo da DNMEB
escolares. responsável por:
2. Compete, designadamente, à DNMEB: a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar as competências da Direção Nacional da Média
a) Conceber, desenvolver e emitir programas educativos, Educativa e Bibliotecas previstas nas alíneas c) a d) do
de caráter didático e cultural, nomeadamente para a número 2 do artigo 18.º do presente diploma, incluindo
alfabetização e educação de crianças, jovens e adultos, todo o processo prévio e posterior à produção, para além
através de meios próprios ou em parceria com entidades de assegurar a produção dos programas relevantes;
de comunicação social, assegurando a concordância
do conteúdo dos programas com o currículo nacional; b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
b) Apoiar a implementação de outras modalidades de
ensino que façam o uso de comunicação multimédia CAPÍTULO III
como mecanismo para expansão do acesso à educação; DIREÇÃO E CHEFIA

c) Promover a criação, a implementação e a manutenção Artigo 22.º


de Bibliotecas nos estabelecimentos de ensino básico Diretor-Geral
e secundário, assegurando a determinação de
procedimentos e regras capazes de assegurar a sua 1. O Diretor-Geral da Direção-Geral da Política, Planeamento e
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Parcerias é a entidade do Ministério da Educação que l) Emitir pareceres e providenciar apoio técnico na sua
superintende tecnicamente as Direções Nacionais área de competência ao Ministro da Educação;
subordinadas à Direção-Geral, promovendo a implemen-
tação das competências das direções nacionais e suas m) Realizar as medidas necessárias para promover o
unidades tal como prevista em lei e presente diploma. desempenho profissional e o alcance dos resultados
planeados pelas unidades da Direção-Geral e pelos
2. Compete ao Diretor-Geral, nomeadamente: seus funcionários;

a) Promover a visão e direção do Ministério da Educação n) Proceder à avaliação do desempenho dos trabalhadores
a longo prazo; na sua dependência, assegurando a correspondência
do resultado da avaliação com o desempenho
b) Definir as estratégias para atingir os objetivos do comprovado do funcionário nos termos da lei;
Ministério da Educação no âmbito do plano, políticas e
parcerias em coerência com a política do Governo e o o) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
Plano Estratégico da Educação, identificando as Educação, quando para tal solicitado;
prioridades de acordo com a realidade tal como
representadas pelos dados nacionais da educação; p) Participar no Conselho de Coordenação, assegurando
a preparação prévia necessária;
c) Superintender as Direções Nacionais dependentes da
respetiva Direção-Geral, tendo em vista um adequado q) Representar a Direção-Geral, incluindo externamente,
desenvolvimento e implementação das políticas assegurando, quando necessário, a ligação com outros
educativas relevantes e de acordo com a orientação do serviços e organismos da Administração Pública e em
Ministro da Educação; outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras;

d) Acompanhar e avaliar regularmente e sistematicamente r) Assegurar a coordenação efetiva com as outras


as atividades das Direções Nacionais, assegurando a Direções Gerais do Ministério da Educação garantindo
implementação das atividades previstas no Plano Anual a implementação harmoniosa das politicas e programas
e o cumprimento dos prazos previstos; da educação;

e) Assegurar a elaboração da proposta de plano estraté- s) Garantir que o membro do Governo com as competên-
gico, plano anual de atividades e respetivos relatórios cias para as áreas do ensino relevante tenha informação
de execução das competências da Direção-Geral, técnica de qualidade no que diz respeito aos problemas,
garantindo uma participação adequada das Direções oportunidades e desafios e as propostas de medidas
Nacionais neste processo; para a eliminação dos riscos e a buscar soluções
adequadas;
f) Assegurar, controlar e avaliar a execução dos planos
de atividades e o alcance dos resultados esperados; t) Assegurar que o orçamento disponível às unidades
g) Aprovar os atos administrativos e instruções neces- sob a sua tutela seja executado com atenção à eficiência
sários ao funcionamento dos serviços e/ou unidades dos gastos para atender as prioridades estratégicas e
da respetiva Direção-Geral; assegurar o alcance dos resultados;

h) Assegurar a elaboração dos sistemas internos de u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
procedimento relevantes da Direção-Geral de modo a por lei ou superiormente delegadas.
melhorar o desempenho pessoal e institucional da
Direção-Geral e assegurar a eficiência das atividades; Artigo 23.º
Gabinete de Apoio
i) Contribuir e aprovar superiormente, submetendo à
aprovação Ministerial, os regulamentos necessários 1. O Diretor Geral conta com um Gabinete de Apoio para a
para assegurar a implementação do ordenamento implementação das atividades administrativas, logísticas
jurídico relevante à sua área de competência; e financeiras para o bom funcionamento da gestão da
Direção-Geral.
j) Assegurar o apoio ao desenvolvimento de diplomas
legislativos, regulamentação e procedimentos internos, 2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica
facilitando a contribuição das Direções sob a sua multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam
superintendência para a determinação do conteúdo dos de flexibilidade funcional.
mesmos;
3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos administra-
k) Proceder à difusão interna da missão e objetivos da tivos, sendo a sua composição regida pelas seguintes
respetiva Direção-Geral, das competências das Direções regras:
Nacionais e da forma de articulação entre elas,
desenvolvendo medidas para uma coordenação e a) o número máximo de funcionários é de quatro, estes
comunicação eficiente e de qualidade entre as mesmas; com responsabilidades para a prestação de apoio à
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Jornal da República
Direção-Geral e Direções Nacionais subordinadas à procedimento internos, com base em uma análise da
Direção-Geral; efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
necessidade de novos;
b) é ainda previsto um funcionário com funções de
coordenação do gabinete de apoio, sendo este j) Elaborar documentos analíticos sobre os problemas
equiparado a Chefe de Departamento. encarados, identificando possíveis soluções adequadas
e, preferencialmente, de caráter sistemático capaz de
Artigo 24.º prevenir problemas de natureza semelhante no futuro e
Diretores Nacionais submeter ao seu superior para consideração;

1. Os Diretores Nacionais são entidades do Ministério da k) Gerir os recursos humanos e patrimoniais afetos à
Educação, que no âmbito da Direção-Geral da Política, Direção Nacional, incluindo o controlo da assiduidade,
Planeamento e Parcerias, dirigem os serviços e asseguram pontualidade e cumprimento do período normal de
a execução das políticas, programas e atividades da trabalho;
respetiva Direção Nacional.
l) Garantir uma estreita coordenação e uma colaboração
2. Compete ao Diretor Nacional, nomeadamente: efetiva com os serviços municipais da educação,
apoiando o fortalecimento da capacidade dos mesmos;
a) Dirigir e coordenar as atividades implementadas pela
Direção Nacional, tendo em vista a garantia da m) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários
qualidade técnica da prestação dos serviços; na sua dependência, assegurando a correspondência
do resultado da avaliação com o desempenho
b) Elaborar propostas para a definição das estratégias para comprovado do funcionário, nos termos da lei;
atingir os objetivos do Ministério da Educação no n) Aprovar os atos administrativos e instruções
âmbito do nível de ensino relevante em coerência com necessários ao funcionamento da respetiva Direção
a política do Governo e o Plano Estratégico da Nacional;
Educação, identificando as prioridades de acordo com
a realidade tal como representadas pelos dados o) Divulgar junto dos funcionários os documentos
nacionais da educação; internos e as normas de procedimento a adotar pelo
serviço;
c) Orientar, controlar e avaliar o desempenho e a eficiência
dos serviços dependentes, com vista à execução dos p) Assegurar um processo de consulta regular com os
planos de atividades e à prossecução dos resultados funcionários afetos à Direção para garantir a
neles definidos, nos termos da lei e em consonância implementação coordenada das suas unidades;
com os programas e políticas relevantes e as
orientações do Diretor-Geral; q) Identificar as necessidades de formação específica dos
trabalhadores em funções públicas da sua Direção e
d) Apoiar a elaboração da proposta de plano anual de propor a frequência das ações de formação conside-
atividades, proposta de orçamento e respetivos radas adequadas ao suprimento das referidas neces-
relatórios de execução; sidades;

e) Assegurar a elaboração e submissão atempada dos r) Tomar a iniciativa para a identificação e execução de
planos trimestrais da Direção Nacional; medidas capazes de fortalecer a coordenação entre as
outras unidades da Direção-Geral;
f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de s) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades Educação, quando para tal solicitado;
das unidades sob a sua superintendência em harmonia
com o plano trimestral da Direção Nacional; t) Participar no Conselho de Coordenação;

g) Assegurar que as propostas para a execução de u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
orçamento se encontrem de acordo com o plano por lei ou superiormente delegadas.
orçamental e garantam a eficiência dos gastos para o
alcance dos resultados esperados; Artigo 25.º
Chefes de Departamento
h) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
mento de diplomas legislativos, regulamentação e 1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do
procedimento internos, com base em uma análise da Ministério da Educação que lideram diretamente o
efetividade dos sistemas e regimes atuais e a funcionamento das unidades funcionais das Direções
necessidade de novos; Nacionais.

i) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi- 2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção,
mento de diplomas legislativos, regulamentação e nomeadamente:
Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 411
Jornal da República
a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das compe- ministerial conjunto do Ministro da Educação e do membro do
tências da respetiva unidade orgânica, garantindo a Governo responsável pela tutela da Comissão da Função
implementação dos planos relevantes; Pública.

b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores Artigo 28.º


na sua dependência, promovendo um desempenho Suporte técnico
exemplar por estes;
1. A Direção-Geral pode contar com um número de profis-
c) Assegurar uma organização eficiente do departamento, sionais técnicos nacionais e estrangeiros necessários para
garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários a prestação de apoio especializado em áreas ainda não
e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir abastecidas pelos recursos humanos da administração
os resultados esperados; pública de acordo com a disponibilidade orçamental.

d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o 2. A determinação do número de posições, o processo de


desempenho da unidade, identificando regularmente seleção e as diversas questões relacionadas à contratação
os resultados alcançados e/ou as dificuldades ou requisição de apoio técnico tem por base o regime
enfrentadas; jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
e) Assegurar um processo de consulta regular com o jurídico dos funcionários seniores da administração pública.
Diretor Nacional, como realização do regime regular de
encontros ou por sua própria iniciativa; 3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos à Direção
Nacional relevante não ocupando lugar no quadro de
f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de pessoal, podendo, no entanto, serem afetos diretamente
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades ao Diretor Geral ou ao Diretor Nacional quando as funções
em harmonia com o plano trimestral da unidade; desempenhadas pelo profissional seja de caráter
transversal relacionado às competências de mais de uma
g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades Direção ou Departamento.
do serviço ao superior hierárquico imediato;
Artigo 29.º
h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados Delegação de Competências
obtidos, identificando o alcance e os desafios para
assegurar o acesso e qualidade do ensino; 1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar
as respetivas competências, nos termos da lei, em casos
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos de ausência temporária no serviço por razões de licença ou
termos de referência e da monitoria do seu desempenho, de ausência no local de serviço por razões de trabalho por
motivando os funcionários a alcançarem os resultados mais de um dia, tendo em vista um adequado andamento
esperados; do serviço através da aprovação de despacho de delegação
por escrito.
j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e
cumprimento do período normal de trabalho por parte 2. A determinação a quem a delegação de competências deve
dos trabalhadores da sua unidade orgânica; ser feita segue por as seguintes regras:
k) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários a) a delegação é provida, preferencialmente, a pessoal
na sua dependência, assegurando a correspondência dirigente sob a sua dependência, assim podendo um
do resultado da avaliação com o desempenho Diretor-Geral e um Diretor Nacional delegar as suas
comprovado do funcionário, nos termos da lei; competências quando da sua ausência a Diretor
Nacional e Chefe de Departamento, respetivamente
l) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas. b) é encorajada a delegação de competências com base
num sistema rotativo, em que é dada aos diversos
CAPÍTULO IV titulares de cargos de direção e chefia sob a sua
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS dependência a oportunidade de exercer as funções do
superior hierárquico;
Artigo 26.º
Organograma c) quando da não existência de cargos de direção e chefia
sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos
O organograma da Direção-Geraldo Ensino Secundário é seus titulares, o cargo de Diretor-Geral e Diretor Nacional
aprovado em Anexo, o qual faz parte integrante deste diploma. é delegado em titular de mesmo cargo de outro serviço
do Ministério da Educação, preferencialmente um
Artigo 27.º serviço que possua competências de natureza similar.
Quadro de pessoal
3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que
O quadro de pessoal da Direção-Geral é aprovado por diploma são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.
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Jornal da República
Artigo 30.º
Entrada em vigor

O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da


sua publicação.

Publique-se.

Díli, 13 de Outubro de 2016.

O Ministro da Educação

António da Conceição

Anexo: Organograma da Direção-Geralda Política, Planeamento e Parcerias

Série I, N.° 41 Quarta-Feira, 19 de Outubro de 2016 Página 413


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DIPLOMA MINISTERIAL N.º 59 /2016 c) Assegurar a transparência dos procedimentos e a execução
orçamental das despesas públicas;
de 19 de Outubro
d) Assegurar a efetiva coordenação da eventual afetação das
ORGÂNICA DA DIREÇÃO-GERAL DA subvenções públicas aos estabelecimentos de educação e
ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS ensino;

e) Prestar apoio ao Ministério no domínio do protocolo;


A Lei Orgânica do Ministério da Educação, aprovada pelo
Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, dispõe, no número f) Definir e implementar as estratégias de comunicação para o
1 do artigo 48.º, que “compete ao Ministro da Educação aprovar Ministério, assegurando a promoção e divulgação de
a regulamentação da estrutura orgânico-funcional dos seus atividades e eventos do Ministério;
serviços”.
g) Coordenar o processo de planeamento, seleção e execução
O presente diploma visa concretizar o disposto neste Decreto- das políticas e os procedimentos de gestão dos recursos
Lei no que diz respeito à regulamentação da estrutura orgânica humanos da educação, em particular as políticas relativas
da Direção-Geral da Administração e Finanças. Com o mesmo, ao recrutamento, avaliação de desempenho, seleção e
pretende garantir-se uma estrutura interna adequada e eficiente carreiras, designadamente a colocação, mobilidade,
para assegurar o acesso do Ministério da Educação aos ingresso, progressão e acesso dos funcionários docentes
serviços de da administração e finanças do Ministério, estes e não docentes em todo o sector educativo, e dos
fundamentais para que este órgão do Governo alcance o seu funcionários e cargos de direção e chefia do Ministério,
objetivo de assegurar o acesso e sucesso ao mais alto nível de em colaboração com as outras entidades competentes;
educação a todos em condições de igualdade, através da
definição da sua estrutura e da determinação clara das h) Propor medidas e planos de gestão, administração e forma-
respetivas competências de cada serviço e organismo. ção contínua do pessoal, docente e não docente, do sector
da educação;
A elaboração do presente diploma foi assegurada com base
em iniciativas de consulta com os serviços relevantes, a partir i) Velar pelo património afeto aos serviços e organismos do
de propostas submetidas por todos os serviços e organismos Ministério, nomeadamente definindo regras para o seu uso
do Ministério, tentando, ainda, assegurar uma uniformidade e assegurando a sua manutenção;
entre os serviços com competência semelhantes.
j) Garantir a coordenação, controlo, gestão e execução das
Assim, o Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo atividades em matéria de tecnologias e segurança de
do artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 42/2015, de 16 de Dezembro, informação e de comunicação e dos sistemas complemen-
publicar o seguinte diploma: tares de segurança física;

k) Assegurar o procedimento administrativo do aprovisiona-


CAPÍTULO I mento de acordo com as normas e regras aplicáveis;
Disposições Gerais
l) Cumprir e fazer cumprir as leis, regulamentos e outras
Artigo 1.º disposições legais de natureza administrativa e financeira;
Objecto
m) Assegurar a efetiva execução dos programas de ali-
O presente diploma estabelece a estrutura orgânico-funcional mentação, transporte e concessão escolares;
da Direção-Geral da Administração e Finanças.
n) Coordenar a implementação dos programas de horta e saúde
Artigo 2.º escolares;
Natureza
o) Assegurar a triagem e distribuição da correspondência
A Direção-Geral da Administração e Finanças, abreviadamente dirigida a todos os serviços e organismos do Ministério.
designada por DGAF, enquanto serviço central do Ministério
da Educação, integra a administração direta do Estado. Artigo 4.º
Organização dos serviços
Artigo 3.º
Atribuições e competências 1. Integram a Direção-Geral da Administração e Finançasos
seguintes serviços:
À DGAF compete:
a) Direção Nacional de Finanças, Administração e
a) Elaborar a proposta de orçamento afeto ao Ministério; Logística;

b) Velar pelo eficiente plano e execução orçamental dos ser- b) Direção Nacional de Recursos Humanos;
viços e organismos tutelados pelo Ministério de acordo
com as regras orçamentais e de contabilidade públicas; c) Direção Nacional de Aprovisionamento;
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Jornal da República
d) Direção Nacional da Ação Social Escolar. j) Estudar, formular e desenvolver programas de
aperfeiçoamento organizacional e modernização e
2. As direções nacionais estruturam-se em departamentos, e racionalização administrativa que promovam a gestão
estes podem organizar-se em unidades funcionais. eficiente dos recursos públicos no âmbito da educação;

3. Os departamentos são chefiados por chefes de departamento k) Elaborar propostas de procedimentos internos capazes
e as unidades são lideradas por chefes de secção. de assegurar a eficiente administração dos serviços do
Ministério, assegurando a participação dos serviços
CAPÍTULO II centrais competentes;
ESTRUTURA DOS SERVIÇOS
l) Proceder à triagem e distribuição da correspondência
SECÇÃO I dirigida a todos os serviços e organismos do Ministério;
DIREÇÃO NACIONAL DE FINANÇAS,
ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA m) Gerir os recursos materiais e patrimoniais do Ministério,
bem como dos serviços desconcentrados de administra-
Artigo 5.º ção direta, mantendo atualizada a inventariação dos
Atribuições e competências bens do património do Estado afetos ao Ministério;

1. A Direção Nacional de Finanças, Administração e Logística, n) Assegurar a distribuição dos equipamentos e materiais
abreviadamente designada por DNFAL, é o serviço central educativos a todos os serviços do Ministério da
responsável pelo planeamento orçamental, execução Educação, em articulação com a Unidade Nacional do
financeira, gestão administrativa e pela execução das Currículo;
medidas superiormente definidas para a execução dos
procedimentos de gestão logística do património do o) Colaborar, de acordo com as orientações da Direção
Ministério da Educação. Nacional de Planeamento, Estatística, Monitorização e
Avaliação, na atualização do sistema de inventariação
2. Compete, designadamente, à DNFAL: dos bens do património do Estado afetos ao Sistema
de Informação e Gestão da Educação;
a) Elaborar, de forma participativa, a proposta de
orçamento anual e retificativo, de acordo com as p) Assegurar a operação e sustentação das infraestruturas
orientações superiores, assegurando a sua adequação tecnológicas e dos sistemas de informação e comunica-
ao plano anual do Ministério; ção, assegurando ainda a administração das infraestru-
turas, manutenção dos equipamentos de comunicações
b) Custear o plano anual de atividades; e de tecnologias de informação;

c) Elaborar o plano de orçamento plurianual, em coerência q) Velar pela manutenção, operacionalidade e segurança
com o Plano Estratégico da Educação; das instalações e equipamentos afetos ao Ministério;

d) Assegurar, sem prejuízo da competência dos serviços r) Proceder à gestão da informação administrativa e imple-
dotados de autonomia administrativa e financeira, a mentar os respetivos procedimentos administrativos;
gestão financeira do Ministério;
s) Elaborar e executar uma política de comunicação que
e) Assegurar a execução do orçamento do Ministério, bem garanta um conhecimento amplo da população sobre
como a fiscalização do seu cumprimento; os resultados alcançados no setor educativo;

f) Verificar a conformidade legal das despesas e submeter t) Propor regras protocolares e garantir o seu cumprimento
o seu pagamento à aprovação do Diretor-Geral de durante os eventos nacionais e celebrações oficiais;
Administração e Finanças;
u) Outras competências que lhe sejam legalmente
g) Assegurar o processamento dos vencimentos, abonos, atribuídas.
salários e outras remunerações, devidos aos funcio-
nários, bem como o processamento dos descontos, nos Artigo 6.º
termos propostos pela Direção Nacional de Recursos Estrutura
Humanos e aprovados pelo competente Diretor-Geral;
A DNFAL estrutura-se em:
h) Assegurar a gestão e manutenção de um sistema de
informação capaz de dar resposta às necessidades de a) Departamento de Orçamento e Monitorização da Execução
monitorização da execução orçamental; Orçamentária;

i) Assegurar, sem prejuízo da competência dos serviços b) Departamento de Processamento de Pagamentos e Controlo;
dotados de autonomia administrativa e financeira, a
gestão administrativa do Ministério; c) Departamento de Tecnologias da Informação;
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d) Departamento da Administração Geral; a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar as competências da Direção Nacional da
e) Departamento de Logística e Património; Administração, Finanças e Logística previstas nas alíneas
i), j), k), l) e r) do número 2 do artigo 5.º do presente diploma;
f) Departamento do Protocolo.
b) Implementar as atividades necessárias para o plano,
Artigo 7.º orçamento e relatório das atividades do próprio Departa-
Departamento do Orçamento e Monitorização da Execução mento.
Orçamentária
Artigo 11.º
O Departamento do Orçamento e Monitorização da Execução Departamento de Logística e Património
Orçamentária é o organismo da DNAFL responsável por:

a) Assegurar a realização das atividades necessárias para O Departamento de Logística e Património é o organismo da
implementar as competências da Direção Nacional de DNAFL responsável por:
Finanças, Administração e Logística previstas nas alíneas
a), b) e c) do número 2 do artigo 5.ºdo presente diploma, a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
garantindo a determinação de um orçamento programático implementar as competências da Direção Nacional da
capaz de dar resposta aos indicadores-chave da educação Administração, Finanças e Logística previstas nas alíneas
e em estreita coordenação com os outros serviços centrais m), n), o) e q) do número 2 do artigo 5.º do presente diploma;
e desconcentrados, apoiando, ainda, a determinação do
orçamento para os estabelecimentos de educação e ensino b) Apoiar as direções nacionais da educação e ensino no que
públicos e integrados à rede pública; diz respeito ao plano e provimento dos recursos materiais
e patrimoniais, inclusivamente a manutenção dos mesmos,
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça- afetos aos estabelecimentos de educação e ensino públicos,
mento e relatório das atividades do próprio Departamento. apoiando, ainda, o fortalecimento da capacidade das
mesmas no que diz respeito à gestão patrimonial dos
Artigo 8.º estabelecimentos de educação e ensino;
Departamento de Processamento de Pagamentos e Controlo
c) Implementar as atividades necessárias para o plano,
O Departamento de Processamento de Pagamentos e Controlo orçamento e relatório das atividades do próprio Departa-
é o organismo da DNAFL responsável por: mento.

a) Assegurar a realização das atividades necessárias para Artigo 12.º


implementar as competências da Direção Nacional de Departamento do Protocolo
Finanças, Administração e Logística previstas nas alíneas
d),e), f), g) e h) do número 2 do artigo 5.º do presente O Departamento do Protocolo é o organismo da DNAFL
diploma, promovendo, quando relevante, a verificação da responsável por:
legalidade do pagamento pelo Gabinete Jurídico;
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça- implementar as competências da Direção Nacional da
mento e relatório das atividades do próprio Departamento. Administração, Finanças e Logística previstas nas alíneas
s) e t) do número 2 do artigo 5.º do presente diploma;
Artigo 9.º
Departamento de Tecnologias da Informação b) Prestar o apoio necessário ao Gabinete do Ministro da
Educação, e demais órgãos do governo responsável pela
O Departamento de Tecnologias da Informação é o organismo área da educação, para assegurar a realização das atividades
da DNAFL responsável por: protocolares relevantes;

a) Assegurar a realização das atividades necessárias para c) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça-
implementar a competência da Direção Nacional da mento e relatório das atividades do próprio Departamento.
Administração, Finanças e Logística prevista na alínea p)
do número 2 do artigo 5.º do presente diploma; SECÇÃO II
DIREÇÃO NACIONAL DE APROVISIONAMENTO
b) Implementar as atividades necessárias para o plano,
orçamento e relatório das atividades do próprio Departa- Artigo 13.º
mento. Atribuições e competências

Artigo 10.º 1. A Direção Nacional de Aprovisionamento, abreviadamente


Departamento da Administração Geral designada por DNA, é o serviço central responsável pela
execução de processos de aprovisionamento e pelo
O Departamento da Administração Geral é o organismo da controlo dos processos e procedimentos de aquisição de
DNAFL responsável por: bens, serviços e obras, no âmbito do Ministério da
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Educação, nos termos estabelecidos no Regime Jurídico quando relevante, a verificação da legalidade do
do Aprovisionamento e legislação complementar. procedimento para a contratação e da forma e conteúdo do
contrato pelo Gabinete Jurídico;
2. Compete, designadamente, à DNA:
c) Assegurar a realização das atividades necessárias para
a) Realizar as atividades relacionadas com a elaboração, implementar a competência da Direção Nacional de
execução, acompanhamento e monitorização dos planos Aprovisionamento prevista na alínea d) do número 2 do
anuais e plurianuais de aprovisionamento do artigo 13.º do presente diploma, garantindo a estreita
Ministério; coordenação com as direções do ensino quando
relacionados a contratação para aquisição de bens e
b) Elaborar a proposta de plano de aprovisionamento anual equipamentos para estabelecimentos de educação e ensino
com base nos planos dos diversos serviços e organis- a fim de promover a realização dos encargos relativos ao
mos do Ministério; licenciamento e acreditação dos mesmos;

c) Elaborar e fornecer informação e indicadores de base d) Implementar as atividades necessárias para o plano,
estatística sobre as atividades de aprovisionamento à orçamento e relatório das atividades do próprio
Direção Nacional do Planeamento, Política, Monitoriza- Departamento.
ção e Avaliação, e assegurar o registo completo e
atualizado de todos os processos de aprovisionamento; Artigo 16.º
Departamento da Gestão dos Contratos
d) Garantir, dentro dos limites razoáveis, a padronização
dos equipamentos, materiais e suprimentos destinados 1. O Departamento da Gestão dos Contratos é o organismo da
aos serviços e organismos da educação; DNA responsável por:

e) Propor a atualização e otimização do sistema de a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
aprovisionamento, segundo as melhores práticas de implementar a competência da Direção Nacional de
gestão de projetos, consistentes com os padrões Aprovisionamento prevista na alínea a) do número 2
internacionais e a legislação aplicável; do artigo 13.º do presente diploma, no âmbito da
execução dos planos anuais e plurianuais de aprovisio-
f) Gerir os contratos de aprovisionamento, nos termos namento do Ministério;
estabelecidos na lei, designadamente nos do Regime
Jurídico dos Contratos Públicos. b) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar a competência da Direção Nacional de
g) Quaisquer outras competências que lhe sejam Aprovisionamento prevista na alíneaf) do número 2 do
legalmente atribuídas. artigo 13.º do presente diploma;

Artigo 14.º c) Garantir um sistema efetivo para gestão dos contratos


Estrutura que tenha por base a realização das atividades de
monitorização da execução dos contratos por parte das
A DNA estrutura-se em: empresas prestadoras dos serviços relevantes pelos
serviços desconcentrados do Ministério da educação;
a) Departamento da Planificação e Contratação Pública;
d) Implementar as atividades necessárias para o plano,
b) Departamento da Gestão dos Contratos. orçamento e relatório das atividades do próprio
Departamento.
Artigo 15.º
Departamento da Planificação e Contratação Pública SECÇÃO III
DIREÇÃO NACIONAL DOS RECURSOS HUMANOS
O Departamento da Planificação e Contratação Pública é o
organismo da DNA responsável por: Artigo 17.º
Atribuições e competências
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar a competência da Direção Nacional de A Direção Nacional de Recursos Humanos, abreviadamente
Aprovisionamento prevista na alínea a) do número 2 do designada por DNRH, é o serviço central responsável pela
artigo 13.º do presente diploma, no âmbito da elaboração, execução das medidas superiormente definidas para a
acompanhamento e monitorização dos planos anuais e administração e gestão e qualificação dos recursos humanos
plurianuais de aprovisionamento do Ministério; do sector da educação.

b) Assegurar a realização das atividades necessárias para 2. Compete, designadamente, à DNRH:


implementar as competências da Direção Nacional de
Aprovisionamento previstas nas alíneas b), c) e e) do a) Assegurar a execução dos procedimentos de seleção,
número 2 do artigo 13.º do presente diploma, promovendo, recrutamento, colocação, mobilidade, progressão,
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nomeação, exoneração e aposentação do pessoal c) Departamento para a Capacitação dos Recursos Humanos
docente e não docente do Ministério, em colaboração da Educação;
com outras entidades competentes;
d) Departamento do Sistema de Informação para a Gestão
b) Executar o processo de avaliação de desempenho do Pessoal.
pessoal docente e não docente colocado nos
estabelecimentos de educação e ensino, e funcionários Artigo 19.º
do Ministério, em colaboração com as outras entidades Departamento da Gestão de Pessoal Docente
competentes;
O Departamento da Gestão de Pessoal Docente é o organismo
c) Garantir a execução dos procedimentos relativos à da DNRH responsável por:
determinação dos vencimentos, outros complementos,
férias, demais licenças e faltas do pessoal docente e a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
não docente colocado nos estabelecimentos de implementar a competência da Direção Nacional dos
educação e ensino, e dos funcionários do Ministério; Recursos Humanos prevista na alínea a) do número 2 do
artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
d) Articular com a Direção Nacional de Planeamento, pessoal que exerce funções de docência, independente de
Estatística, Monitorização e Avaliação, o acesso aos integrarem ou não o regime de carreira especial;
dados necessários à identificação das necessidades
de colocação de pessoal docente e não docente nos b) Contribuir para o fortalecimento da implementação do regime
estabelecimentos de educação e ensino; de carreira docente, incluindo a determinação do regime
jurídico e elaboração dos procedimentos regulamentares
e) Organizar e manter atualizados os processos para o acesso, ingresso, e progressão na carreira dos
individuais, o cadastro e o registo biográfico do pessoal docentes;
afeto ao Ministério e colocados nos estabelecimentos
de educação e ensino em suporte documental e eletró- c) Assegurar a realização das atividades necessárias para
nico, assegurando a sua segurança e confidencialidade; implementar a competência da Direção Nacional de
Recursos Humanos prevista na alínea b) do número 2 do
f) Elaborar e implementar procedimentos internos e artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
manuais de procedimentos e conduta para a gestão e pessoal que exerce funções de docência, independente de
administração dos recursos humanos, em articulação integrarem ou não o regime de carreira especial;
com as entidades competentes;
d) Garantir a estreita coordenação com os serviços inspetivos
g) Promover, em articulação com o INFORDEPE e outras da educação para promover uma avaliação de desempenho
entidades competentes, a formação dos funcionários e de qualidade tendo a capacidade de fazer uso de informação
agentes dos serviços de administração direta do sobre os resultados alcançados através do desempenho
Ministério da Educação e propor modelos de formação das funções registados durante o ano;
adequados às necessidades;
e) Assegurar a realização das atividades necessárias para
h) Cumprir e fazer cumprir a legislação aplicável aos implementar a competência da Direção Nacional de
trabalhadores da função pública, propondo superior- Recursos Humanos prevista na alínea c) do número 2 do
mente a instauração de processos de inquérito e artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
disciplinares; pessoal que exerce funções de docência, independente de
integrarem ou não o regime de carreira especial;
i) Desenvolver as ações necessárias ao cumprimento das
normas sobre condições ambientais de higiene e f) Assegurar a realização das atividades necessárias para
segurança no trabalho; implementar a competência da Direção Nacional de
Recursos Humanos prevista na alínea d) do número 2 do
j) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
orçamento anuais e os relatórios da sua execução; pessoal que exerce funções de docência, independente de
integrarem ou não o regime de carreira especial, garantindo
k) Quaisquer outras competências que lhe sejam a estreita coordenação com o Departamento da Gestão de
legalmente atribuídas. Pessoal Não Docente relativo à afetação de pessoal não
docente aos estabelecimentos de educação e ensino;
Artigo 18.º
Estrutura g) Contribuir para a determinação do regime jurídico e elabora-
ção dos procedimentos regulamentares para a aprovação
A DNRH estrutura-se em: do quadro de pessoal dos estabelecimentos de educação
e ensino públicos e para a colocação e recolocação regular
a) Departamento da Gestão de Pessoal Docente; do pessoal docentes nos estabelecimentos escolares;

b) Departamento da Gestão de Pessoal Não Docente; h) Assegurar a realização das atividades necessárias para
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implementar as competências da Direção Nacional dos f) Contribuir para a determinação do regime jurídico e
Recursos Humanos previstas nas alíneas f), h) e i) do elaboração dos procedimentos regulamentares para a
número 2 do artigo 17.º do presente diploma, no que diz aprovação do quadro de pessoal dos estabelecimentos de
respeito ao pessoal que exerce funções de docência, educação e ensino públicos e para o preenchimento das
independente de integrarem ou não o regime de carreira vagas no quadro relacionados ao pessoal não docente;
especial;
g) Assegurar a realização das atividades necessárias para
i) Implementar as atividades necessárias para o plano, implementar a competência da Direção Nacional dos
orçamento e relatório das atividades do próprio Recursos Humanos prevista na alínea f) do número 2 do
Departamento. artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
pessoal não docente afetos aos serviços centrais e
Artigo 20.º desconcentrados do Ministério, assim como aos órgãos
Departamento da Gestão de Pessoal Não Docente da administração indireta sob a tutela do Ministro da
Educação, incluindo aqueles afetos aos estabelecimentos
O Departamento da Gestão de Pessoal Não Docente é o de educação e ensino públicos, nomeadamente a
organismo da DNRH responsável por: elaboração de procedimento internos para a requisição,
destacamento e transferência de funcionários, promovendo
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para a adequação da capacidade dos recursos humanos à
implementar a competência da Direção Nacional dos função a ser desempenhada;
Recursos Humanos prevista na alínea a) do número 2 do
artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao h) Assegurar a realização das atividades necessárias para
pessoal não docente afetos aos serviços centrais e implementar as competências da Direção Nacional dos
desconcentrados do Ministério, assim como aos órgãos Recursos Humanos previstas nas alíneas h) e i) do número
da administração indireta sob a tutela do Ministro da 2 do artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
Educação, incluindo aqueles afetos aos estabelecimentos pessoal não docente afetos aos serviços centrais e
de educação e ensino públicos; desconcentrados do Ministério, assim como aos órgãos
da administração indireta sob a tutela do Ministro da
b) Assegurar a realização das atividades necessárias para Educação, incluindo aqueles afetos aos estabelecimentos
implementar a competência da Direção Nacional de de educação e ensino públicos;
Recursos Humanos prevista na alínea b) do número 2 do
artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao i) Implementar as atividades necessárias para o plano,
pessoal não docente afetos aos serviços centrais e orçamento e relatório das atividades do próprio
desconcentrados do Ministério, assim como aos órgãos Departamento.
da administração indireta sob a tutela do Ministro da
Educação, incluindo aqueles afetos aos estabelecimentos Artigo 21.º
de educação e ensino públicos; Departamento para a Capacitação dos Recursos Humanos
da Educação
c) Garantir a estreita coordenação com os serviços centrais
dentre no qual o funcionário desempenha as suas funções
O Departamento para a Capacitação dos Recursos Humanos
para promover uma avaliação de desempenho de qualidade
da Educação é o organismo da DNRH responsável por:
tendo a capacidade de fazer uso de informação sobre os
resultados alcançados através do desempenho das a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
funções registados durante o ano; implementar a competência da Direção Nacional dos
Recursos Humanos prevista na alínea f) do número 2 do
d) Assegurar a realização das atividades necessárias para
artigo 17.º do presente diploma, incluindo a elaboração de
implementar a competência da Direção Nacional de
mecanismos internos para fortalecer a provisão de medidas
Recursos Humanos prevista na alínea c) do número 2 do
de formação implementadas através do orçamento dos
artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao
diversos serviços centrais e descentralizados do Ministério;
pessoal não docente afetos aos serviços centrais e
desconcentrados do Ministério, assim como aos órgãos b) Realizar uma análise prévia da adequação da modalidade
da administração indireta sob a tutela do Ministro da de mobilidade de funcionário, incluindo a requisição,
Educação, incluindo aqueles afetos aos estabelecimentos destacamento e transferência, para outro serviço em relação
de educação e ensino públicos; à habilitação académica e formação profissional do
funcionário;
e) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar a competência da Direção Nacional de c) Assegurar a realização das atividades necessárias para
Recursos Humanos prevista na alínea d) do número 2 do implementar a competência da Direção Nacional dos
artigo 17.º do presente diploma, no que diz respeito ao Recursos Humanos prevista na alínea g) do número 2 do
pessoal não docente afetos aos serviços centrais e artigo 17.º do presente diploma;
desconcentrados do Ministério, assim como aos órgãos
da administração indireta sob a tutela do Ministro da d) Propor a realização de atividades de capacitação com base
Educação, incluindo aqueles afetos aos estabelecimentos nas funções desempenhadas pelo serviço ao qual o
de educação e ensino públicos; funcionário se encontra afeto;
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e) Coordenar o plano, a execução e o acompanhamento das c) Implementar, em estreita coordenação com os serviços
atividades de formação dos funcionários dos serviços inspetivos do Ministério, mecanismos de fiscalização
centrais e desconcentrados do Ministério da Educação, da execução dos programas de alimentação e concessão
garantindo a elaboração de planos anuais de formação em escolares;
estreita concertação com os serviços centrais, assegurando
a realização de atividades de capacitação capazes de d) Analisar os relatórios de execução dos programas de
fortalecer o desempenho das funções pelos funcionários; alimentação e concessão escolares, elaborando
pareceres sobre a sua adequação aos procedimentos
f) Implementar as atividades necessárias para o plano, internos aplicáveis;
orçamento e relatório das atividades do próprio Departa-
mento.
e) Elaborar propostas para a implementação do programa
de transporte escolar, apoiando a identificação das
Artigo 22.º
necessidades prioritárias do programa, em estreita
Departamento do Sistema de Informação para Gestão
Pessoal coordenação com a Direção Nacional de Planeamento,
Estatística, Monitorização e Avaliação;
O Departamento do Sistema de Informação para a Gestão
Pessoal é o organismo da DNRH responsável por: f) Assegurar a implementação do programa de transporte
escolar, garantindo o suporte logístico necessário e a
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para estreita coordenação com a Direção Nacional de
implementar a competência da Direção Nacional dos Finanças, Administração e Logística;
Recursos Humanos prevista na alínea e) do número 2 do
artigo 17.º do presente diploma, nomeadamente docentes g) Coordenar a implementação das atividades relacio-
e não docentes; nadas com os programas de horta e saúde escolares,
assegurando a estreita concertação com a Unidade
b) Assegurar a realização das atividades necessárias para
Nacional do Currículo e com as Direções Nacionais
implementar a competência da Direção Nacional dos
competentes, com o objetivo de maximizar o uso dos
Recursos Humanos prevista na alínea f) do número 2 do
materiais pedagógicos relevantes e integrar eficazmente
artigo 17.º do presente diploma;
os programas na gestão e administração dos
c) Implementar as atividades necessárias para o plano, estabelecimentos de educação e ensino;
orçamento e relatório das atividades do próprio Departa-
mento. h) Promover e apoiar a realização de parcerias e mecanis-
mos de cooperação com entidades públicas competen-
SECÇÃO IV tes, e entidades privadas nacionais e internacionais
DIREÇÃO NACIONAL DA AÇÃO SOCIAL ESCOLAR para a implementação dos programas de saúde e horta
escolares, em coordenação com a Direção Nacional das
Artigo 23.º Parcerias e Cooperação;
Atribuições e competências
i) Apoiar a efetiva coordenação com os membros do
1. A Direção Nacional da Ação Social Escolar, abreviadamente Governo competentes na área da saúde e agricultura,
designada por DNASE, é o serviço responsável pela em coordenação com a Direção Nacional das Parcerias
coordenação das medidas de ação social escolar que visam e Cooperação;
o fortalecimento da gestão e administração dos
estabelecimentos de educação e ensino, apoiando ainda a j) Elaborar as propostas de plano estratégico, plano e
sustentabilidade da sua gestão, e a promoção de uma
orçamento anuais e os relatórios da sua execução,
participação efetiva dos alunos no processo educativo.
assegurando a sua adequação aos resultados
2. Compete, designadamente, à DNASE: esperados nos programas de ação social escolar;

a) Promover a implementação do programa de alimentação k) Quaisquer outras competências que lhe sejam
e concessão escolares, nomeadamente através da legalmente atribuídas.
elaboração de propostas de orçamento, elaboração de
acordos ou contratos com estabelecimentos de Artigo 24.º
educação e ensino e, quando relevante, a implementação Estrutura
das atividades necessárias para assegurar a
transferência atempada de fundos; A DNASE estrutura-se em:
b) Assegurar a determinação de procedimentos internos
a) Departamento para a Alimentação, Concessão e Transporte
para a efetiva coordenação e transparente implemen-
Escolar;
tação dos programas de alimentação e concessão
escolares, e prestar apoio aos estabelecimentos de
b) Departamento da Saúde e Horta Escolar.
educação e ensino na sua aplicação;
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Artigo 25.º educativas relevantes e de acordo com a orientação do
Departamento para a Alimentação, Concessão e Transporte Ministro da Educação;
Escolar
d) Acompanhar e avaliar regularmente e sistematicamente
O Departamento para a Alimentação, Concessão e Transporte as atividades das Direções Nacionais, assegurando a
Escolar é o organismo da DNASE responsável por: implementação das atividades previstas no Plano Anual
e o cumprimento dos prazos previstos;
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para
implementar as competências da Direção Nacional da Ação e) Assegurar a elaboração da proposta de plano estraté-
Social Escolar previstas nas alíneas a), b), c), d), e) e f) do gico, plano anual de atividades e respetivos relatórios
número 2 do artigo 23.º do presente diploma; de execução das competências da Direção-Geral,
garantindo uma participação adequada das Direções
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça- Nacionais neste processo;
mento e relatório das atividades do próprio Departamento, f) Assegurar, controlar e avaliar a execução dos planos
incluindo aquelas previstas na alínea j) do número 2 do de atividades e o alcance dos resultados esperados;
artigo 23.º do presente diploma.
g) Aprovar os atos administrativos e instruções neces-
Artigo 26.º sários ao funcionamento dos serviços e/ou unidades
Departamento da Saúde e Horta Escolar da respetiva Direção-Geral;

O Departamento da Saúde e Horta Escolar é o organismo da h) Assegurar a elaboração dos sistemas internos de
DNASE responsável por: procedimento relevantes da Direção-Geral de modo a
melhorar o desempenho pessoal e institucional da
a) Assegurar a realização das atividades necessárias para Direção-Geral e assegurar a eficiência das atividades;
implementar as competências da Direção Nacional da Ação
Social Escolar previstas nas alíneas g), h) e i) do número 2 i) Contribuir e aprovar superiormente, submetendo à
do artigo 23.º do presente diploma; aprovação Ministerial, os regulamentos necessários
para assegurar a implementação do ordenamento
b) Implementar as atividades necessárias para o plano, orça- jurídico relevante à sua área de competência;
mento e relatório das atividades do próprio Departamento,
incluindo aquelas previstas na alínea j) do número 2 do j) Assegurar o apoio ao desenvolvimento de diplomas
artigo 23.º do presente diploma. legislativos, regulamentação e procedimentos internos,
facilitando a contribuição das Direções sob a sua
CAPÍTULO III superintendência para a determinação do conteúdo dos
DIREÇÃO E CHEFIA mesmos;

Artigo 27.º k) Proceder à difusão interna da missão e objetivos da


Diretor-Geral respetiva Direção-Geral, das competências das Direções
Nacionais e da forma de articulação entre elas,
1. O Diretor-Geral da Direção-Geral da Administração e desenvolvendo medidas para uma coordenação e
Finançasé a entidade do Ministério da Educação que comunicação eficiente e de qualidade entre as mesmas;
superintende tecnicamente as Direções Nacionais
subordinadas à Direção-Geral, promovendo a implemen- l) Emitir pareceres e providenciar apoio técnico na sua
tação das competências das direções nacionais e suas área de competência ao Ministro da Educação;
unidades tal como prevista em lei e no presente diploma.
m) Realizar as medidas necessárias para promover o
2. Compete ao Diretor-Geral, nomeadamente: desempenho profissional e o alcance dos resultados
planeados pelas unidades da Direção-Geral e pelos
a) Promover a visão e direção do Ministério da Educação seus funcionários;
a longo prazo;
n) Proceder à avaliação do desempenho dos trabalhadores
b) Definir as estratégias para atingir os objetivos do na sua dependência, assegurando a correspondência
Ministério da Educação no âmbito da administração, do resultado da avaliação com o desempenho
finanças, logística, gestão patrimonial e ação social comprovado do funcionário nos termos da lei;
escolar em coerência com a politica do Governo e o
Plano Estratégico da Educação, identificando as o) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
prioridades de acordo com a realidade tal como Educação, quando para tal solicitado;
representadas pelos dados nacionais da educação;
p) Participar no Conselho de Coordenação, assegurando
c) Superintender as Direções Nacionais dependentes da a preparação prévia necessária;
respetiva Direção-Geral, tendo em vista um adequado
desenvolvimento e implementação das políticas q) Representar a Direção-Geral, incluindo externamente,
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assegurando, quando necessário, a ligação com outros das unidades sob a sua superintendência em harmonia
serviços e organismos da Administração Pública e em com o plano trimestral da Direção Nacional;
outras entidades congéneres, nacionais e estrangeiras;
g) Assegurar que as propostas para a execução de
r) Assegurar a coordenação efetiva com as outras orçamento se encontrem de acordo com o plano
Direções Gerais do Ministério da Educação garantindo orçamental e garantam a eficiência dos gastos para o
a implementação harmoniosa das políticas e programas alcance dos resultados esperados;
da educação;
h) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
s) Garantir que o Ministro da Educação tenha informação mento de diplomas legislativos, regulamentação e
técnica de qualidade no que diz respeito aos problemas, procedimento internos, com base em uma análise da
oportunidades e desafios e as propostas de medidas efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
para a eliminação dos riscos e a buscar soluções necessidade de novos;
adequadas;
i) Apoiar a identificação e contribuir para o desenvolvi-
t) Assegurar que o orçamento disponível às unidades mento de diplomas legislativos, regulamentação e
sob a sua tutela seja executado com atenção à eficiência procedimento internos, com base em uma análise da
dos gastos para atender as prioridades estratégicas e efetividade dos sistemas e regimes atuais e a
assegurar o alcance dos resultados; necessidade de novos;

u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas j) Elaborar documentos analíticos sobre os problemas
por lei ou superiormente delegadas. encarados, identificando possíveis soluções adequadas
e, preferencialmente, de caráter sistemático capaz de
Artigo 28.º prevenir problemas de natureza semelhante no futuro e
Diretores Nacionais submeter ao seu superior para consideração;

k) Gerir os recursos humanos e patrimoniais afetos à


1. Os Diretores Nacionais são entidades do Ministério da Direção Nacional, incluindo o controlo da assiduidade,
Educação, que no âmbito da Direção-Geral da Administra- pontualidade e cumprimento do período normal de
ção e Finanças, dirigem os serviços e asseguram a execução trabalho;
das políticas, programas e atividades da respetiva Direção
Nacional. l) Garantir uma estreita coordenação e uma colaboração
efetiva com os serviços municipais da educação,
2. Compete ao Diretor Nacional, nomeadamente: apoiando o fortalecimento da capacidade dos mesmos;

a) Dirigir e coordenar as atividades implementadas pela m) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários
Direção Nacional, tendo em vista a garantia da na sua dependência, assegurando a correspondência
qualidade técnica da prestação dos serviços; do resultado da avaliação com o desempenho
comprovado do funcionário, nos termos da lei;
b) Elaborar propostas para a definição das estratégias para
atingir os objetivos do Ministério da Educação no n) Aprovar os atos administrativos e instruções
âmbito do nível de ensino relevante em coerência com necessários ao funcionamento da respetiva Direção
a politica do Governo e o Plano Estratégico da Educa- Nacional;
ção, identificando as prioridades de acordo com a
realidade tal como representadas pelos dados nacionais o) Divulgar junto dos funcionários os documentos
da educação; internos e as normas de procedimento a adotar pelo
serviço;
c) Orientar, controlar e avaliar o desempenho e a eficiência p) Assegurar um processo de consulta regular com os
dos serviços dependentes, com vista à execução dos funcionários afetos à Direção para garantir a
planos de atividades e à prossecução dos resultados implementação coordenada das suas unidades;
neles definidos, nos termos da lei e em consonância
com os programas e políticas relevantes e as q) Identificar as necessidades de formação específica dos
orientações do Diretor-Geral; trabalhadores em funções públicas da sua Direção e
propor a frequência das ações de formação considera-
d) Apoiar a elaboração da proposta de plano anual de das adequadas ao suprimento das referidas neces-
atividades, proposta de orçamento e respetivos sidades;
relatórios de execução;
r) Tomar a iniciativa para a identificação e execução de
e) Assegurar a elaboração e submissão atempada dos medidas capazes de fortalecer a coordenação entre as
planos trimestrais da Direção Nacional; outras unidades da Direção-Geral;

f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de s) Participar nas reuniões da Comissão Nacional da
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades Educação, quando para tal solicitado;
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t) Participar no Conselho de Coordenação; l) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas.
u) Exercer as demais competências que lhe sejam cometidas
por lei ou superiormente delegadas. CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 29.º
Chefes de Departamento Artigo 30.º
Organograma
1. Os Chefes de Departamento e de Secção são entidades do
Ministério da Educação que lideram diretamente o O organograma da Direção-Geralda Administração e Finanças
funcionamento das unidades funcionais das Direções é aprovado em Anexo, o qual faz parte integrante do presente
Nacionais. diploma.

2. Compete aos Chefes de Departamento e Chefes de Secção, Artigo 31.º


nomeadamente: Quadro de pessoal

a) Assegurar o desempenho e o cumprimento das O quadro de pessoal da Direção-Geral é aprovado por diploma
competências da respetiva unidade orgânica, garan- ministerial conjunto do Ministro da Educação e do membro do
tindo a implementação dos planos relevantes; Governo responsável pela tutela da Comissão da Função
Pública.
b) Orientar e supervisionar as atividades dos trabalhadores
na sua dependência, promovendo um desempenho Artigo 32.º
exemplar por estes; Gabinete de Apoio

c) Assegurar uma organização eficiente do departamento, 1. O Diretor-Geral conta com um Gabinete de Apoio para a
garantindo a partilha de tarefas dentre seus funcionários implementação das atividades administrativas, logísticas
e a estreita colaboração entre os mesmos para atingir e financeiras para o bom funcionamento da gestão da
os resultados esperados; Direção-Geral.

d) Realizar as medidas necessárias para monitorar o 2. O Gabinete de Apoio é dotado de uma organização técnica
desempenho da unidade, identificando regularmente multidisciplinar, na qual os funcionários afetos beneficiam
os resultados alcançados e/ou as dificuldades de flexibilidade funcional.
enfrentadas;
3. O Gabinete de Apoio é composto por técnicos administra-
e) Assegurar um processo de consulta regular com o tivos, sendo a sua composição regida pelas seguintes
Diretor Nacional, como realização do regime regular de regras:
encontros ou por sua própria iniciativa;
a) o número máximo de funcionários é de quatro, estes
com responsabilidades para a prestação de apoio à
f) Elaborar planos de trabalho mensais, capazes de
Direção-Geral e Direções Nacionais subordinadas à
identificar os prazos, as responsabilidades e prioridades
Direção-Geral;
em harmonia com o plano trimestral da unidade;
b) é ainda previsto um funcionário com funções de
g) Elaborar e apresentar relatórios periódicos de atividades coordenação do gabinete de apoio, sendo este
do serviço ao superior hierárquico imediato; equiparado a Chefe de Departamento.

h) Elaborar relatórios analíticos sobre os resultados Artigo 33.º


obtidos, identificando o alcance e os desafios para Suporte técnico
assegurar o acesso e qualidade do ensino;
1. A Direção-Geral pode contar com um número de profissionais
i) Gerir os recursos humanos, apoiando a elaboração dos técnicos nacionais e estrangeiros necessários para a
termos de referência e da monitoria do seu desempenho, prestação de apoio especializado em áreas ainda não
motivando os funcionários a alcançarem os resultados abastecidas pelos recursos humanos da administração
esperados; pública de acordo com a disponibilidade orçamental.

j) Proceder ao controlo da assiduidade, pontualidade e 2. A determinação do número de posições, o processo de


cumprimento do período normal de trabalho por parte seleção e as diversas questões relacionadas à contratação
dos trabalhadores da sua unidade orgânica; ou requisição de apoio técnico tem por base o regime
jurídico aplicável aos contratos de termo certo, o regime de
k) Proceder à avaliação do desempenho dos funcionários aprovisionamento e contratação pública, ou o regime
na sua dependência, assegurando a correspondência jurídico dos funcionários seniores da administração pública.
do resultado da avaliação com o desempenho
comprovado do funcionário, nos termos da lei; 3. Por regra, os profissionais técnicos são afetos à Direção
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Nacional relevante não ocupando lugar no quadro de pessoal, podendo, no entanto, serem afetos diretamente ao Diretor
Geral ou ao Diretor Nacional quando as funções desempenhadas pelo profissional seja de caráter transversal relacionado às
competências de mais de uma Direção ou Departamento.

Artigo 34.º
Delegação de Competências

1. Os titulares dos cargos de direção e chefia devem delegar as respetivas competências, nos termos da lei, em casos de
ausência temporária no serviço por razões de licença ou de ausência no local de serviço por razões de trabalho por mais de
um dia, tendo em vista um adequado andamento do serviço através da aprovação de despacho de delegação por escrito.

2. A determinação a quem a delegação de competências deve ser feita segue por as seguintes regras:

a) a delegação é provida, preferencialmente, a pessoal dirigente sob a sua dependência, assim podendo um Diretor-Geral
e um Diretor Nacional delegar as suas competências quando da sua ausência a Diretor Nacional e Chefe de Departamento,
respetivamente

b) é encorajada a delegação de competências com base num sistema rotativo, em que é dada aos diversos titulares de
cargos de direção e chefia sob a sua dependência a oportunidade de exercer as funções do superior hierárquico;

c) quando da não existência de cargos de direção e chefia sob a sua dependência, ou da indisponibilidade dos seus
titulares, o cargo de Diretor-Geral e Diretor Nacional é delegado em titular de mesmo cargo de outro serviço do Ministério
da Educação, preferencialmente um serviço que possua competências de natureza similar.

3. No ato de delegação, devem especificar-se os poderes que são delegados ou os atos que o delegado pode praticar.

Artigo 35.º
Entrada em vigor

O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da sua publicação.

Publique-se.

Díli, 13 de Outubro de 2016.

O Ministro da Educação

António da Conceição

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Anexo: Organograma da Direção-Geral da Administração e Finanças

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