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Membrana Plasmática

A composição química das membranas é 60% de


proteínas e 40% de lípidios (fosfolipídios).
Membrana Plasmática Associados a estes componentes majoritários,
identificam-se ainda glicídios, quase sempre em
quantidades muito menores e associados às
proteínas e aos lípidios (glicoproteínas e
Prof. Patrí
Patrícia F. Schuck
glicolípidios) e o colesterol.

Propriedades

• Devido às proteínas
- Elasticidade
- Resistência mecânica

- Baixa tensão superficial

• Devido aos lipídios


- Alta resistência elétrica
- Alta permeabilidade às substâncias lipossolúveis.

Características Importantes MOSAICO FLUÍDO


• Proteínas: globulares • Hidrofílica = afinidade com a água
• Hidrofóbica = rejeição a água
• Fosfolipídios: moléculas longas e anfipáticas: • Proteínas mergulhadas = intrínsecas
(possuem duas extremidades com propriedades de solubilidade diferentes)
• Proteínas aderentes à face = extrínsecas
– uma das extremidades é hidrofílica (polar) e portanto
solúvel em meio aquoso; • As arborescências glicídicas dos glicolipídios e das
– outra é hidrofóbica (apolar), consequentemente glicoproteínas, em superfície da membrana plasmática,
insolúvel em meio aquoso mas com afinidade para são muito abundantes e constituem um revestimento
outros lipídios. externo da célula, designado por glicocálice.

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Vias de Comunicação Celular

Transdução de Sinal

CANAIS IÔNICOS CANAIS IÔNICOS


* Ação indireta sobre o canal * Ação direta sobre o canal

ÍONS ÍONS

Operados pelo Envolvendo Bloqueadores Moduladores


Ligante Proteína G

PROTEÍ
PROTEÍNAS TRANSPORTADORAS
TRANSMISSÃO SINÁPTICA
* Moléculas Polares
* Bloqueio do Sistema de Transporte
Vias de transdução de sinais:
São vias através das quais moléculas
Transporte
normal
reguladoras (neurotransmissores) exercem seus
efeitos sobre as células.

• Proteínas G
• Proteionoquinases
ou • Proteinofosfatases
Transporte bloqueado

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RECEPTORES
Famí
Famílias de Receptores
* Trazem sinais de fora para dentro da célula
levando à modificações intracelulares, por exemplo, a
formação de segundos mensageiros
Funções : * TIPO 1:
- acoplamento ao ligante apropriado (domínio de ligação) para NT rápidos - IONOTRÓPICOS
- propagação do sinal regulador na célula alvo (domínio
efetor) - receptores localizados na membrana
Propagação do sinal:
- acoplados diretamente a um canal iônico
- interação do receptor com proteína efetora (sistema
receptor-efetor)
- proteína efetora : promover a síntese ou liberação de uma Ex.: Receptor Nicotí
Nicotínico da ACh
outra molécula reguladora intracelular :
Segundo mensageiro

Estrutura do Receptor Nicotí


Nicotínico da ACh

Famí
Famílias de Receptores

* TIPO 2: LIGADOS À PROTEÍNA G -


METABOTRÓPICOS
- localizados na membrana
- ligados à proteína G
- efetor: enzima ou canal (acoplados)
- para hormônios e transmissores lentos
Receptores de membrana acoplados a
- efeito intermediário sistemas efetores intracelulares através de
Ex.: Receptor Muscarí
Muscarínico da ACh uma proteína G

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Sistemas efetores acoplados à proteí
proteína G

1- Adenilato ciclase - AMPc

2- Fosfolipase C - fosfato de inositol

3- Fosfolipase A2 - ácido araquidônico

4- Canais iônicos

GTP e GDP = nucleotídeos de guanina


Ligação de guanina a unidade α catalisa a conversão a GTP

SISTEMAS EFETORES LIGADOS À PROTEÍ


PROTEÍNA G
AGONISTA AGONISTA
* Sistema PLC/IP3
* Sistema AC/AMPc
AC/AMPc
AGONISTA
AGONISTA

ADENILATO
R βγ βγ FOSFOLIPASE C
R
ADENILATO
CICLASE FOSFOLIPASE C DAG
GS CICLASE GS
GDP
GTP α GTP α GDP
GTP α GTP α PKC
IP3

ATP
GTP
GTP
GDP AMPc GDP (+) PKC
IP3
Ca2+
(+)
Ca2+
Ca2+ Ca2+
FOSFORILAÇ
FOSFORILAÇÃO PKA X Ca2+
PROTEÍ
PROTEÍNA Ca2+ Ca2+

OBS: Proteína G (Gs; Gi; Gq) sendo que a Gs i Gi estimula ou inibi a adenilato ciclase
DAG = diacetilglicerol IP3 = inositol trifosfato Inativação por desfosforilização
cAMPC – catalisa fosforilização de serina – a qual pode ativar ou inibir a enzima alvo ou canais

Sistemas efetores acoplados à proteí


proteína G Regulação celular via cAMP
• Metabolismo energético
Regulação de canais iônicos: controlando canais de K+ • Divisão e diferenciação celular
e Ca2+, afetando a excitabilidade da membrana
• Transporte de íons
ÍONS • Proteínas contráteis no músculo liso

EX: A liberação de cAMP devido à ativação dos


receptores β Adrenérgico ------ ativa proteína quinase,
G
o que faz com que aumente a lipólise; reduza a síntese
de glicogênio e aumente a degradação de glicogênico
(convertido em glicose – para abastecer contração
muscular).

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Receptor Proteína G Canais
iônicos Famí
Famílias de Receptores
Enzimas Adenilato
Fosfolipase C Fosfolipase A2
alvo ciclase
* TIPO 3: ligados à tirosina quinase e à
guanilato ciclase
2ºs AMPc IP3 DAG AA
mensageiros
- localizados na membrana
- para insulina e fatores de crescimento
↑ [Ca2+]i eicosanóides
- efeito lento
Proteínas PKA PKC
quinases
Ex.: Fator de crescimento epidermal
Efetores: enzimas, canais iônicos, proteínas contráteis, etc

Famí
Famílias de Receptores
Receptores ligados à tirosina quinase
* TIPO 4: regulam transcrição de DNA

- Medeiam as ações de citocinas, fatores de - citosólicos solúveis ou proteínas


crescimento, hormônios (insulina) intranucleares

- Controlam as funções celulares - crescimento e - para hormônios esteróides, tireoidiano


diferenciação celular, transcrição de genes. - efeito muito lento

Ex.: Receptor para Glicocorticó


Glicocorticóides

Receptores que regulam a Receptores que regulam a


transcrição de genes transcrição de genes

→ medeiam as ações de hormômios esteróides,


tireóideos, vit. D, ácido retinóico MEMBRANA NUCLEAR

→ os receptores são proteínas intracelulares


monoméricas
R Núcleo
→ ligantes lipofílicos R R
Síntese
→ atuam através da estimulação ou inibição da mRNA
NÚCLEO
transcrição de genes resultando em aumento ou
diminuição da síntese de proteínas
Síntese de proteínas

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Regulaç
Regulação dos receptores
1- Dessensibilização
• Alteração nos receptores: doença
• Perda de receptores: por exposição prolongada
TRANSMISSÃO
a agonistas. Ex: agonistas β-adrenérgicos como SINÁPTICA
broncodilatadores no tratamento da asma.
2- Supersensibilização: aumento da sensibilidade a
agonistas do receptor após redução de um nível
crônico de estimulação.

TRANSMISSÃO SINÁPTICA TRANSMISSÃO SINÁPTICA

• A sinapse é um local por onde a • Sinapses elétricas: a corrente flui de uma célula
informação é transmitida de uma célula a excitável a outra através de vias de baixa resistência
outra. (junções abertas ou comunicantes).
São junções especializadas através das quais os
neurônios se comunicam uns com os outros
afim de transmitir a informação. músculo cardíaco condução rápida
alguns músculos lisos
• sinapses elétricas
• sinapses químicas Ex: músculo ventrículo cardíaco, útero, bexiga

TRANSMISSÃO SINÁPTICA TRANSMISSÃO SINÁPTICA

• Sinapses químicas: PA cél. pré-sináptica

Existe um espaço entre a membrana das células abre canais de Ca2+ influxo Ca2+
pré e pós-sináptica, chamado de fenda sináptica, lib. neurotransmissores fenda sináptica
por onde a informação é transmitida através de
liga-se a receptores na memb. pós-sináptica
um neurotransmissor.
var. do pot. de memb. cél. pós-sináptica

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TRANSMISSÃO SINÁPTICA
TRANSMISSÃO SINÁPTICA

• excitatória
neurotransmissor
• inibitória

excitatório inibitório

TRANSMISSÃO SINÁPTICA TRANSMISSÃO SINÁPTICA

Neurotransmissores:
• mudam a condutância da célula pós-sináptica
a um ou mais íons mudando o potencial de
membrana da célula.
• envolvidos nas sinapses químicas
• a substância deve ser sintetizada e liberada na
célula pré-sináptica, quando estimulada.

CLASSIFICAÇÃO
TRANSMISSÃO SINÁPTICA
Aminoácidos: Ác. GamaAminoButírico (GABA)
Glutamato (Glu)
Glicina (Gly)
Aminas: Acetilcolina (ACh)
Dopamina (DA)
Adrenalina (Epinefrina)
Histamina
Nor-Adrenalina (Nor-Epinefrina - NE)
Serotonina (5 HT)
Peptídeos: Encefalina (Enk)
Neuropeptídeo Y
Somatostatina
Hormônio de Liberação da Tireotrofina (TRH)

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TRANSMISSÃO SINÁPTICA

TRANSMISSÃO SINÁPTICA TRANSMISSÃO SINÁPTICA

Vias de transdução de sinais:


São vias através das quais moléculas
reguladoras(neurotransmissores) exercem seus
efeitos sobre as células.

• Proteínas G
• Proteionoquinases
• Proteinofosfatases