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DIREITO DO TRABALHO COLETIVO.

(Mauricio Godinho Delgado e Renato Saraiva)


INTRODUÇÃO: O Direito Coletivo do Trabalho, regula as relações
inerentes à chamada autonomia privada coletiva, isto é, relações entre
organizações coletivas de empregados e empregadores e/ou entre as
organizações obreiras e empregadores diretamente, a par das demais
relações surgidas na dinâmica da representação e atuação coletiva dos
trabalhadores.

DENOMINAÇÃO:
ARCAICAS: Direito Industrial e Operário.
INDUSTRIAL: O epíteto foi influenciado pela circunstância de que o ramo

justrabalhista surgiu, na Europa de século e meio atrás, efetivamente


vinculado à dinâmica da crescente industrialização. Mas esse ponto de
referência mostrava-se inadequado para justificar a denominação escolhida,
uma vez que ela era, sob certa ótica, muito mais ampla do que o fenômeno
justrabalhista a que se queria reportar. De fato, na expressão Direito
Industrial está sugerida a presença de regras, institutos e princípios que não
se circunscrevem propriamente à área justrabalhista, interessando também
ao Direito Comercial e ao Econômico. É inadequado, portanto, para
designar, não só o direito do trabalho como seu segmento juscoletivo.

OPERÁRIO: Também influenciado pela circunstância de que o Direito do


trabalho, de

fato, originalmente surgiu no segmento industrial, envolvendo, portanto, as


relações entre operários e empregadores, este epíteto elegeu como critério
para identificação do novo ramo jurídico o tipo especifico de empregado da
industria, o operário.

ATUAL: Sindical e Coletivo.


SINDICAL: Efetivamente, a presença das entidades sindicais,
especialmente as

obreiras, é determinante no cenário coletivo trabalhista, uma vez que


tendem a consubstanciar a efetividade do ser coletivo obreiro no cenário
social. Há sistemas jurídicos – como o brasileiro, a propósito – que até
mesmo subordinam a validade da negociação coletiva trabalhista a real
participação no processo da entidade sindical dos trabalhadores. Esta
circunstância, sem duvida, reforça o apelo da denominação referida no
sistema jurídico do país.
Contudo, do ponto de vista técnico, ela é menos abrangente do que a
anterior, já que parece sugerir que o objeto do Direito Coletivo do trabalho
está inteiramente ligado às entidades sindicais – o que não é verdade. Há,
por exemplo, sistemas jurídicos que reconhecem a entidades coletivas não
sindicais aptidão jurídica para atos juscoletivos, sem desprezo da
hegemonia sindical. Além disso, há atos ou institutos coletivos trabalhistas
que não passam, necessariamente, pelo sindicato: as greves selvagens,
feitas contra ou sem a direção sindical, ou as entidades representativas
internas a

empresas, sem participação sindical.

COLETIVO: Denominação de caráter objetivista, realçando o conteúdo do


segmento

jurídico identificado: relação sociojuridicas grupais, coletivas, de labor. O


caráter objetivista do Direito Coletivo do Trabalho chama a atenção para as
relações coletivas tratadas neste segmento, seja através da atuação sindical,
seja através de outras modalidades de ação coletiva de relevância.

DEFINIÇÃO:
“Conjunto de leis sociais que consideram os empregados e empregadores
coletivamente
reunidos, principalmente na forma de entidades sindicais.” (Cesarino
Junior).
FUNÇÃO: Geral e Especifica.
GERAL: A função central do Direito do Trabalho (melhoria das condições
de

pactuação da força de trabalho na ordem socioeconômica) não pode ser


apreendida sob uma ótica meramente individualista, enfocando o
trabalhador isolado. Como é própria ao Direito – e fundamentalmente ao
Direito do trabalho, em que o ser coletivo prepondera sob o ser individual -,
a lógica básica do sistema jurídico deve ser captada tomando-se o conjunto
de situações envolvidas, jamais uma fração isolada. Assim, deve-se
considerar no exame do cumprimento da função justrabalhista, o ser
coletivo obreiro, a categoria, o universo mais global de trabalhadores,
independentemente dos estritos efeitos sobre o ser individual destacado.

Uma segunda função do Direito do trabalho é seu caráter modernizante e


progressista,
do ponto de vista econômico e social.
ESPECIFICA: Geração de normas jurídicas; pacificação de conflitos de
natureza
sociocoletiva; função sociopolítica; função econômica.
A geração de normas jurídicas é o marco distintivo do Direito Coletivo do
Trabalho

em todo o universo jurídico. A geração de regras jurídicas que se


distanciam em qualidades e poderes das meras clausulas obrigacionais,
dirigindo-se a normatizar os contratos de trabalho das respectivas bases
representadas nas negociações coletivas, é um marco de afirmação do
segmento juscoletivo, que confere a ele papel econômico, social e político
muito relevante na sociedade democrática.

Ao lado da criação de normas, também gera o Direito Coletivo, através da


negociação coletiva, clausulas obrigacionais, que irão dirigir-se
essencialmente aos sujeitos da própria negociação efetivada e não ao
universo de trabalhadores geridos pelos instrumentos coletivos.

Outra função especifica é a pacificação de conflitos de natureza


sociocoletiva. Os diversos instrumentos do Direito Coletivo do Trabalho
são meios de solução de importantes conflitos sociais, que são aqueles que
surgem em torno da relação de emprego, ganhando projeção grupal,
coletiva.

É evidente que a negociação coletiva, enquanto instrumento de


autocomposição, constitui-se no mais relevante desses instrumentos
pacificatórios. Entretanto, o Direito Coletivo apresenta outros meios de
solução de conflitos, de significação diferenciada, é claro, mas que, em seu
conjunto, cumprem a função pacificatoria referida. Como por exemplo, da
arbitragem, da mediação trabalhista, do dissídio coletivo e sua sentença
normativa, das comissões, ou delegados interaempresariais de solução de
conflitos.

CONFLITOS COLETIVOS: São conflitos coletivos trabalhistas aqueles


que atingem

comunidades especificas de trabalhadores e empregadores ou tomadores de


serviços, que no âmbito restrito do estabelecimento ou empresa, quer em
âmbito mais largo, envolvendo a categoria ou, até mesmo, comunidade
obreira mais ampla.

NATUREZA: jurídica e econômica.


JURIDICA: dizem respeito à divergência de interpretação sobre regras ou
princípios
jurídicos já existentes, quer incrustados ou não em diplomas coletivos
negociados.
ECONOMICA: trata-se de divergência acerca de condições objetivas que
envolvem o

ambiente laborativo e contratos de trabalho, com repercussões de evidente


fundo material. Aqui, a divergência abrange reivindicações econômico-
profissionais dos trabalhadores, ou pleitos empresariais perante aqueles,
visando alterar condições existentes na respectiva empresa ou categoria.

MODALIDADES DE RESOLUÇÃO: Autocomposição e


Heterocompositivas.
AUTOCOMPOSIÇÃO: ocorre quando as partes coletivas contrapostas
ajustam suas

divergências de modo autônomo, diretamente, por força e atuação próprias,


celebrando documento pacificatório, que é o diploma coletivo negociado.
Trata-se, pois, da negociação coletiva trabalhista.

A formula autocompositiva da negociação trabalhista pode receber


impulsos ou estímulos, caracterizados por mecanismos de autotutela, como
a greve, ou próximos à heterocomposição, como a mediação. Entretanto, a
presença desses diferentes mecanismos não desnatura a autocomposição
realizada, que se celebra autonomamente pelas partes, ainda que sob certa
pressão social verificada ao longo da dinâmica negocial.

HETEROCOMPOSIÇÃO: ocorre quando as partes coletivas contrapostas,


não

conseguindo ajustar, autonomamente, suas divergências, entregam a um


terceiro o encargo da resolução do conflito; ocorre também a
heterocomposição quando as partes não conseguem impedir, com seu
impasse, que o terceiro intervenha (casos próprios a dissídios coletivos).
São formulas de Heterocompositivas a arbitragem e o processo judicial
próprio ao sistema trabalhista brasileiro, chamado dissídio coletivo.

PRINCIPIOS ESPECIAIS DO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO


Características:
Unicidade – art. 8º, inc. II da CF/88 (é livre a associação profissional ou
sindical,

observando o seguinte: - é vedada a criação de mais de uma organização


sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou
econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores
ou empregadores interessados, não podendo ser inferior a área de um
município.)
Nacionalidade: Proibia a vinculação com sindicatos estrangeiros ou outras
entidades
estrangeiras.
Neutralidade: Sem vínculos políticos e/ou religiosos.

PRINCIPIOS ASSECURATORIOS DA EXISTÊNCIA DO SER


COLETIVO.
Liberdade Associativa e Sindical: Se divide em dois – liberdade de
associação, mais
abrangente; e liberdade sindical.
O principio da liberdade de associação assegura conseqüência jurídico-
institucional a

qualquer iniciativa de agregação estável e pacifica entre pessoas,


independentemente de seu segmento social ou dos temas causadores da
aproximação. Não se restringe, portanto, à área e temáticas econômico-
profissionais (onde se situa a idéia de liberdade sindical).

Art. 5º, XVI e XVII da CF/88 (todos podem reunir-se pacificamente, sem
armas, em

locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que


não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local,
sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.../... é plena a
liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.)

A liberdade associativa tem uma dimensão positiva (prerrogativa de livre


criação

e/ou vinculação a uma entidade associativa) ao lado de uma dimensão


negativa (prerrogativa de livre desfiliação da mesma entidade). Art. 5º, XX,
CF/88 (ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer
associado.)

O principio da Liberdade Sindical engloba as mesmas dimensões positivas


e negativas já referidas, concentradas no universo da realidade do
sindicalismo. Abrange, desse modo, a liberdade de criação de sindicatos e
de sua auto-extinção (com a garantia de extinção externa somente através
de sentença judicial regularmente formulada). Abrange, ainda, a
prerrogativa de livre vinculação a um sindicato assim como a livre
desfiliação de seus quadros. Art. 8º, V da CF/88 – (ninguém será obrigado
a filiar-se ou manter filiado a sindicato.)
Garantias à atuação sindical: o principio da liberdade associativa e sindical
propugna
pela franca prerrogativa de criação e desenvolvimento das entidades
sindicais, para que
se tornem efetivos sujeitos do Direito Coletivo do trabalho.
Algumas garantias estão normatizadas no Brasil. A principal delas é a
vedação à
dispensa sem justa causa do dirigente sindical, desde a data de sua inscrição
eleitoral

até um ano após o termino do correspondente mandato – Art. 8º, VIII,


CF/88 (é vedada a dispensa do empregado sindicalizado, a partir do
registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se
eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se
cometer falta grave nos termos da lei.). Esta garantia conta, inclusive, com
medida judicial eficaz do Juiz do Trabalho, mediante a qual se pode
determinar, liminarmente, a reintegração obreira em contextos de
afastamento, suspensão ou dispensa pelo empregador, - art. 659, X, CLT,
(conceder medida liminar, até decisão final do processo, em reclamações
trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado,
suspenso ou dispensado pelo empregador), conforme Lei nº 9.270/96.

Conexa a presente garantia existe a intransferibilidade do dirigente sindical


para
fora da base territorial de seu sindicato– art. 543, CLT (o empregado eleito
para

cargo de administração sindical ou representação profissional, inclusive


junto a órgão de deliberação coletiva, não poderá ser impedido do exercício
de suas funções, nem transferido para lugar oum is ter que lhe dificulte ou
torne impossível o desempenho das suas atribuições sindicais).

Diversas dessas relevantes garantias essenciais estão expressamente


consignadas em textos normativos construídos ao longo de décadas pela
Organização Internacional do Trabalho. A Convenção 98, OIT, por
exemplo, vigorante no Brasil desde a década de 50, estipula critérios para
tais garantias sindicais.

O principio da liberdade associativa e sindical determina, portanto,


coerentemente, o implemento de regras jurídicas assecuratórias da plena
existência e potencialidade do ser coletivo obreiro.

Autonomia Sindical: Este princípio sustenta a garantia de autogestão às


organizações
associativas e sindicais dos trabalhadores, sem interferências empresariais
ou do Estado. Trata ele, portanto, da livre estruturação interna do sindicato,
sua livre atuação externa, sua sustentação econômico-financeira e sua
desvinculação de controles administrativos estatais ou em face do
empregador.

A partir da CF/88 é que teria sentido sustentar-se que o principio da


autonomista ganhou corpo na ordem jurídica do Brasil. De fato, a nova
Constituição eliminou o controle político-administrativo do Estado sobre a
estrutura dos sindicatos, quer quanto à sua criação, quer quanto a sua
gestão – art. 8º, I (a lei não poderá exigir autorização do Estado para a
fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas
ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.).
Além disso, alargou as prerrogativas de atuação destas entidades, sejam em
questões judiciais e administrativas – art. 8º, III (ao sindicato cabe a defesa
dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em
questões judiciais ou administrativas.), 7º XXVI (reconhecimento das
convenções e acordos coletivos de trabalho.), seja pela amplitude
assegurada ao direito de greve- art. 9º (é assegurado o direito de greve,
competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê- lo e
sobre os interesses que devem por meio dele defender).

PRINCIPIOS REGENTES NA RELAÇÃO DOS ENTES COLETIVOS


Interveniência Sindical na Normatização Coletiva: propõe que a validade
do
processo negocial coletivo submeta-se à necessária intervenção do ser
coletivo
institucionalizado obreiro – no caso brasileiro, o sindicato.

Assumido pela CF/88 – art. 8º, III e VI, o principio visa assegurar a
existência de efetiva equivalência entre os sujeitos contrapostos, evitando a
negociação informal do empregador com grupos coletivos obreiros
estruturados apenas de modo episódico, eventual, sem a força de uma
institucionalização democrática como a propiciada pelo sindicato (com
garantias especiais de emprego, transparência negocial, etc.).

A presente diretriz atua, pois, como verdadeiro principio de resistência


trabalhista. E corretamente, pois não pode a ordem jurídica conferir a
particulares o poderoso vinculo de criação de normas jurídicas (e não
simples clausulas contratuais) sem uma consistente garantia de que os
interesses sociais mais amplos não estejam sendo adequadamente
resguardados. E a presença e a atuação dos sindicatos têm sido
consideradas na história do Direito do Trabalho uma das mais significativas
garantias alcançadas pelos trabalhadores em suas relações com o poder
empresarial.

Equivalência dos Contratos Coletivos: postula pelo reconhecimento de um


estatuto
sociojuridico semelhante a ambos os contratantes coletivos (o obreiro e o
empresarial).
Tal equivalência resulta de dois aspectos fundamentais: a natureza e os
processos
característicos aos seres coletivos trabalhistas.
1º Aspecto: os sujeitos do Direito Coletivo do Trabalho têm a mesma
natureza, são

todos seres coletivos. Há o empregador que, isoladamente, já é um ser


coletivo, por seu próprio caráter, independentemente de se agrupar em
alguma associação sindical. É claro que pode atuar também através de sua
entidade representativa; contudo, mesmo atuando de forma isolada, terá
natureza e agirá como ser coletivo.

2º Aspecto: a circunstância de contarem os dois seres contrapostos (até


mesmo o ser
coletivo obreiro) com instrumentos eficazes de atuação e pressão (e,
portanto,
negociação).

Todas as situações de lacunas ou imprecisões da legislação heterônoma


trabalhista comprometem a real observância do principio da equivalência
dos contratantes coletivos trabalhistas. Contudo, é evidente que, sendo os
princípios comandos jurídicos instigadores, hão de ter também eficácia
jurídica, isto é, aptidão para incidir, regendo, relações da vida humana – o
que deverá ser apreendido pela evolução jurisprudencial ao longo do
tempo.

Lealdade e Transparência na Negociação Coletiva: Visa assegurar,


inclusive,

condições efetivas de concretização prática da equivalência teoricamente


assumida entre
os sujeitos do Direito Coletivo do Trabalho.
Há duas faces: lealdade e transparência.

A lisura na conduta negocial atinge qualquer das duas partes coletivas


envolvidas. Não se pode aqui, regra geral, invocar o princípio tutelar
(próprio ao Direito individual) para negar validade a certo dispositivo ou
diploma anteriormente celebrado na negociação coletiva – as partes são
teoricamente equivalentes (ao contrario do que ocorre no ramo
justrabalhista individual).

A noção de transparência é também de grande importância no conteúdo


desse principio
(podendo, inclusive, ser inferida da simples idéia de lealdade e boa-fé).
PRINCIPIOS REGENTES DAS RELAÇÕES ENTRE NORMAS
COLETIVAS
NEGOCIADAS E NORMAS ESTATAIS.
Da Criatividade Jurídica da Negociação Coletiva: os processos negociais
coletivos e

seus instrumentos (contrato coletivo, acordo coletivo e convenção coletiva


do trabalho) têm real poder de criar norma jurídica (com qualidades,
prerrogativas e efeitos próprios a estas), em harmonia com a normatividade
heterônoma estatal.

Da Adequação Setorial Negociada: Trata das possibilidades e limites


jurídicos da

negociação coletiva. Ou seja, os critérios de harmonização entre as normas


jurídicas oriundas da negociação coletiva (através da consumação do
principio de sua criatividade jurídica) e as normas jurídicas provenientes da
legislação heterônoma estatal.

Por esse principio as normas autônomas juscoletivas construídas para


incidirem sobre certa comunidade econômico-profissional podem
prevalecer sobre o padrão geral heterônomo justrabalhista desde que
respeitados certos critérios objetivamente fixados. São dois esses critérios
autorizativos: a) quando as normas autônomas juscoletivas implementam
um padrão setorial de direitos superior ao padrão geral oriundo da

legislação heterônoma aplicável;b) quando as normas autônomas


juscoletivas transacionam setorialmente parcelas justrabalhistas de
indisponibilidade apenas relativa (e não de indisponibilidade absoluta).

SINDICATO
Conceito: são entidades associativas permanentes que representam
trabalhadores

vinculados por laços profissionais e laborativos comuns, visando tratar de


problemas coletivos das respectivas bases representadas, defendendo seus
interesses trabalhistas e conexos, com o objetivo de lhes alcançar melhores
condições de labor e vida.

Sistemas Sindicais: O estudo dos padrões de organização sindical obreira


deve ser
dividido em dois tópicos, correspondentes a duas perspectivas
diferenciadas de se
examinar o problema.
De um lado, situam-se as formulas de estruturação dos sindicatos de
trabalhadores,
isto é, os critérios de agregação de obreiros em determinado sindicato.
Nesta
perspectiva, podem ser encontrados, essencialmente, sindicatos que
agregam
trabalhadores seja por oficio ou profissão, seja por categoria profissional,
seja também
por empresa e, finalmente, cite-se o importante critério de agregação por
ramoou
segmento de atividade empresarial.

De outro lado, situa-se a contraposição entre dois modelos, segundo a


regulação legal do unitarismo ou pluralismo sindicais. Há, em um pólo, o
sistema jurídico de sindicalismo único representativo de trabalhadores,
imposto por lei. Em outro pólo há o modelo jurídico que não impõem,
legalmente, o unitarismo, viabilizando a pluralidade sindical ou a unidade
construída pela pratica mesma do movimento obreiro. Trata-se, em suma,
do conhecido debate entre unicidade determinada por lei e a não prefixação
legal da unidade ou pluralidade sindicais.

Critérios de Agregação dos Trabalhadores no Sindicato


- Oficio ou Profissão: são sindicatos que agregam trabalhadores em vista de
sua

profissão, no Brasil, ilustrativamente, os chamados sindicatos de categoria


diferenciada, como professores, motoristas, aeronautas, aeroviários,
jornalistas profissionais, músicos profissionais, etc.

Art. 511, § 3º - Categoria profissional diferenciada é a que se forma dos


empregados
que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto
profissional
especial ou em conseqüência de condições de vida singulares.
Art. 577 – este artigo arrola um grupo de categorias diferencias, mas a
CF/88 revogou
tacitamente os dispositivos que impunham requisitos de nascimento ou
funcionamento às associações sindicais – art. 8º, I CF - O quadro de
atividades e profissões (enquadramento sindical) só serve como modelo,
pois não é obrigatório (Sussekind, Romita e a SDC/TST).

- Categoria Profissional: Formam, v.g., no Brasil, o conjunto mais


significativo dos
sindicatos, segundo o modelo jurídico oriundo dos anos 30 e 40

Art. 511, § 2º - A similitude de condições de vida oriunda da profissão ou


trabalho em

comum, em situação de emprego na mesma atividade econômica ou em


atividades econômicas similares ou conexas, compõe a expressão social
elementar compreendida como categoria profissional.

O ponto de agregação na categoria profissional é a similitude laborativa,


em função da vinculação a empregadores que tenham atividades
econômicas idênticas, similares ou conexas. A categoria profissional, regra
geral, identifica-se, pois, não pelo preciso tipo de labor ou atividade que
exerce o obreiro (e nem por sua exata profissão), mas pela vinculação a
certo tipo de empregador. Se o empregado de indústria metalúrgica labora
como porteiro na planta empresarial (e não em efetivas atividades
metalúrgicas), é, ainda assim, representado, legalmente, pelo sindicato de
metalúrgicos, uma vez que seu oficio de porteiro não o enquadra como
categoria diferenciada. Nesta linha, conceitua Amauri Mascaro: “sindicato
por categoria é o que representa os trabalhadores de

empresas de um mesmo setor de atividade produtiva ou prestação de


serviços. As empresas, do mesmo setor, por seu lado, formam a categoria
econômica correspondente.”

Ele atinge, verticalmente, as empresas economicamente afins (bancarias,


comerciais, metalúrgicas, etc.), daí esse tipo de associação ser chamado
também de sindicato vertical.

A idéia de similitude de condições de vida e labor, em função de vinculo


dos obreiros a atividades econômicas empresariais similares ou conexas
(idéia que forma o núcleo do conceito de categoria) permite o alargamento
dos sindicatos – e não, necessariamente, seu definhamento, como
verificado na ultima década.
- Sindicatos por Empresa: No Brasil, são juridicamente inviáveis, hoje, os
sindicatos

por empresa. É que a CF/88 fixa o critério de categoria profissional para a


estruturação dos sindicatos; além disso, também estabelece o município
como base territorial mínima para a organização dessas entidades. Art. 8º,
II – é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer
grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base
territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, não podendo ser inferior a área de um município.

Aspectos positivos e negativos: a estruturação sindical por empresa tem


sido criticada

por reduzir a possibilidade de generalização de conquistas trabalhistas para


um âmbito econômico-profissional mais amplo, enfraquecendo o papel
progressista do Direito do Trabalho. Obviamente, ela diminui também a
solidariedade entre os trabalhadores de empresas distintas, acentuando o
individualismo no âmbito das propostas de atuação sindical. De todo modo,
é o critério de organização sindical que se mostra mais suscetível a
cooptação empresarial. Por tudo isso é que se argumenta tratar-se do
critério menos politizado e de menor projeção social entre todos existentes
no sindicalismo. A seu favor se aponta o fato da diferenciação
interempresarial, que torna por vezes irracional a propositura de pleitos
trabalhistas semelhantes a distintas empresas.

- Ramo ou Segmento Empresarial de Atividades: Este critério de agregação


favorece

a criação de grandes sindicatos, que tendem a serem significativamente


fortes, dotados de grande abrangência territorial, seja regional ou até
mesmo nacional, com sensível poder de negociação coletiva, em qualquer
âmbito geográfico que se considere, perante qualquer empresa ou entidade
representativa empresarial. Ex.: sindicato dos trabalhadores dos segmentos
industrial, financeiro, comercial, agropecuário, etc.

Este ramo de agregação tende a levar ao máximo as vantagens do


sindicalismo para os trabalhadores, potencializando também o papel
progressista e generalizante do Direito do Trabalho. Favorece também a
solidariedade entre empregados de empresas distintas, atenuando as
perspectivas estritamente individualistas de atuação sindical. A força
organizativa dos sindicatos resultante deste critério permite o mais perfeito
cumprimento do principio da real equivalência entre os contratantes
coletivos.
Unicidade x Pluralidade x Unidade Sindical: A unicidade corresponde à
previsão

normativa obrigatória de existência de um único sindicato representativo


dos correspondentes obreiros, seja por empresa,seja por profissão, seja por
categoria profissional. Trata-se da definição legal imperativa do tipo de
sindicato passível de organização na sociedade, vedando-se a existência de
entidades sindicais concorrentes ou de outros tipos sindicais. É, em síntese,
o sistema de sindicato único, com monopólio de representação sindical dos
sujeitos trabalhistas. Este vigora no Brasil, desde 1930, inclusive após a
CF/88.

Distinção entre unicidade e unidade sindical: a unicidade traduz o sistema


pelo qual a

lei impõe a presença na sociedade do sindicato único. A unidade traduz a


estruturação ou operação unitárias dos sindicatos, em sua pratica, fruto de
sua maturidade, e não de imposição legal.

Isso significa que o sistema de liberdade sindical plena (Convenção 87,


OIT, v.g.) não sustenta que a lei deva impor a pluralidade sindical. De
modo algum: ele sustenta, apenas, que não cabe a lei regular a estruturação
e organização internas aos sindicatos, cabendo a estes eleger, sozinhos, a
melhor forma de se instituírem (podendo, em conseqüência, firmar a
unidade organizacional e pratica).

Modelo Tradicional:
- Sindicato Único: estruturado por categoria profissional ou diferenciada,
com
monopólio de representação, na respectiva base territorial;
- Vinculação Estável (direta ou indireta): se dava pelo controle político-

administrativo exercitado pelo Ministério do Trabalho, além da cooptação


política, ideológica e administrativa dos quadros sindicais, através de sua
participação no aparelho de Estado, especialmente na Justiça do Trabalho,
através da representação classista;

- Financiamento Compulsório: mediante contribuição sindical obrigatória,


de origem
legal;
- Poder Normativo: em concorrência direta com a negociação coletiva
sindical.
CENTRAIS SINDICAIS:
As centrais sindicais eram consideradas associações civis de âmbito
nacional, sem
regulamento formal e, por conseqüência, sem personalidade sindical.

A Lei 11.648/08, reconheceu, formalmente, as centrais sindicais como


entidades de representação geral dos trabalhadores, constituídas em âmbito
nacional, com as atribuições e prerrogativas de coordenar a representação
dos trabalhadores por meio das organizações sindicais a ela filiadas e de
participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e
demais espaços de dialogo social que possuam composição tripartite, nos
quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores.
Portanto, a partir desta lei, as centrais sindicais foram reconhecidas
formalmente como entidades associativas de direito privado composta por
organizações sindicais de trabalhadores, dotadas doravante de
personalidade sindical, e participando, inclusive, do rateio da contribuição
sindical arrecadada dos trabalhadores no percentual de 10%.

Ex.: Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT); Central Única dos


Trabalhadores
(CUT), a Força Sindical, etc.
Estrutura Sindical:
Externa: Há, no sistema, uma pirâmide, que se compõedo sindicato, em seu
piso, da
federação, em seu meio, e da confederação, em sua cúpula. As centrais
sindicais não

compõem o modelo corporativista, sendo, de certo modo, seu contraponto.


Porem constituem, do ponto de vista social, político e ideológico, entidades
lideres do movimento sindical, que atuam e influem em toda a pirâmide
regulada pela ordem jurídica. A jurisprudência não lhes tem reconhecido os
poderes inerentes às entidades sindicais, principalmente a representação
jurídica.

Desse modo, existe na base do sistema um sindicato único, organizado por


categoria profissional ou diferenciada, em se tratando de trabalhadores, ou
por categoria econômica, em se tratando de empregadores.

A base territorial mínima dos sindicatos brasileiros é o município. É


possível base territorial mais larga, inclusive até mesmo o próprio território
nacional (sindicatos nacionais).
As f edera çõ es resultam da conjugação de, pelo menos, 5 (cinco)
sindicatos da mesma categoria profissional, diferenciada ou econômica –
art. 534 (é facultado aos Sindicatos, quando em numero não inferior a5
(cinco), desde que representem a maioria absoluta de um grupo de
atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas, organizarem-se
em federação), Já asconfederações resultam da conjugação de, pelo menos,
3 (três) federações, respeitadas as respectivas categorias, tendo sede em
Brasília. Art. 535 (as confederações organizar-se-ão com o mínimo de três
federações e terão sede na capital da Republica).

Interna: A administração do sindicato será exercida por uma diretoria (não


acolhe, em
principio, outras modalidades de direção). Compõe de nomáximo, desete e,
no
mínimo, de três, membros. Um conselho fiscal, composto de três membros.
Todos

esses órgãos serão eleitos pela assembléia geral – art. 522 (a administração
dos sindicatos será exercida por uma diretoria constituída, no máximo, de
sete e, no mínimo, de três membros e de um conselho fiscal composto de
três membros, eleitos esses órgãos pela assembléia geral).

Lei 11.648/08
Art. 1º - A central sindical, entidade de representação geral dos
trabalhadores,
constituída em âmbito nacional, terá as seguintes atribuições e
prerrogativas:
I – coordenar a representação dos trabalhadores por meio das organizações
sindicais a
ela filiadas; e
II- participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e
demais
espaços de dialogo social que possuam composição tripartite, nos quais
estejam em
discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores.
Parágrafo único: Considera-se central sindical, para os efeitos do disposto
nesta lei, a
entidade associativa de direito privado composta por organizações sindicais
de
trabalhadores.
Art. 2º - Para o exercício das atribuições e prerrogativas a que se refere o
inciso II do
caput do art. 1º desta lei, a central sindical deverá cumprir os
seguintesrequis itos:
I – filiação de, no mínimo, 100 (cem) sindicatos distribuídos nas 5 (cinco)
regiões
do Pais;
II- filiação em pelo menos 3 (três) regiões do Pais de, no mínimo, 20
(vinte)
sindicatos em cada uma;
III – filiação de sindicatos em, no mínimo, 5 (cinco) setores de atividade
econômica; e
IV – filiação de sindicatos que representem, no mínimo, 7% (sete por
cento) do
total de empregados sindicalizados em âmbito nacional.
Parágrafo único. O índice previsto no inciso IV do caput deste artigo será
de 5%
(cinco por cento) do total de empregados sindicalizados em âmbito
nacional no período
de 24 (vinte e quatro) meses a contar da publicação desta lei. (ou seja, até
31 de março
de 2010).
Art. 3º - A indicação pela central sindical de representantes nos fóruns
tripartites,

conselhos e colegiados de órgãos públicos a que se refere o inciso II do


caput do art. 1º desta lei será em numero proporcional ao índice de
representatividade previsto no inciso IV do caput do art. 2º desta lei, salvo
acordo entre centrais sindicais.

§ 1º - O critério de proporcionalidade, bem como a possibilidade de acordo


entre as
centrais, previsto no caput deste artigo não poderá prejudicar a participação
de outras
centrais sindicais que atenderem aos requisitos estabelecidos no artigo 2º
desta lei.
§ 2º - A aplicação do disposto no caput deste artigo deverá preservar a
paridade de
representação de trabalhadores e empregadores em qualquer organismo
mediante o qual
sejam levadas a cabo as consultas.
Art. 4º - A aferição dos requisitos de representatividade de que trata o
artigo 2º desta
Lei será realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
§ 1º - O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, mediante consulta as
centrais

sindicais, poderá baixar instruções para disciplinar os procedimentos


necessários a aferição dos requisitos de representatividade, bem como para
alterá-los com base na analise dos índices de sindicalização dos sindicatos
filiados as centrais sindicais.

§ 2º - Ato do Ministro de Estado do Trabalho e Emprego divulgará,


anualmente, relação
das centrais sindicais que atendam aos requisitos de que trata o art. 2º desta
lei,
indicando seus índices de representatividade.
Art. 5º - Os arts. 589, 590, 591 e 593 da CLT, (...) passam a vigorar com a
seguinte

redação:
“Art. 589
(...)

I- para os empregadores:

a)- 5% para a confederação correspondente;


b)- 15% para a federação;
c) - 60% para o sindicato respectivo; e
d) -20% para a Conta Especial Emprego e Salário;

II – para os trabalhadores:

a) – 5% para a confederação correspondente;


b) – 10% para as centrais sindicais;
c) -15% para a federação;
d) – 60% para o sindicato respectivo; e
e) – 10% para a Conta especial Emprego e Salário;

§ 1º - O sindicato de trabalhadores indicará ao Ministério do Trabalho e


Emprego a central sindical a que estiver filiado como beneficiaria da
respectiva contribuição sindical, para fins de destinação dos créditos
previstos neste artigo.

§ 2º - A central sindical a que se refere a alíneab do inciso II do caput deste


artigo deverá atender aos requisitos de representatividade previstos na
legislação especifica sobre a matéria.” (NR).
“Art. 590 Inexistindo confederação, o percentual previsto no art. 589 desta
Consolidação caberá a federação representativa do grupo.
§ 1º. 2º - revogados.

§ 3º - Não havendo sindicato, nem entidade sindical de grau superior ou


central sindical, a contribuição sindical será creditada, integralmente, à
Conta Especial Emprego e Salário”.

§ 4º - Não havendo indicação da central sindical, na forma do § 1º do art.


589 desta Consolidação, os percentuais que lhe caberiam serão destinados à
Conta Especial Emprego e Salário,” (NR)

“Art. 591. Inexistindo sindicato, os percentuais previstos na alíneac do


inciso I e na alínead do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação
serão creditados à federação correspondente à mesma categoria econômica
ou profissional.

Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, os percentuais previstos


nas alíneas
a e b do inciso I e nas alíneas a e c do inciso II do caput do art. 589
desta Consolidação
caberão à confederação.” (NR)

“Art. 593. As percentagens atribuídas às entidades sindicais de grau


superior e às centrais sindicais serão aplicadas de conformidade com o que
dispuserem os respectivos conselhos de representantes ou estatutos.

Parágrafo único. Os recursos destinados às centrais sindicais deverão ser


utilizados no custeio das atividades de representação geral dos
trabalhadores decorrentes de suas atribuições legais.” (NR)

Art. 6º. Vetado.

Art. 7º. Os arts. 578 a 610 da CLT (...), vigorarão até que a lei venha a
disciplinar a contribuição negocial, vinculada ao exercício efetivo da
negociação coletiva e à aprovação em assembléia geral da categoria.

CONDUTAS ANTI-SINDICAIS
Agressão ao Principio da Utilidade Sindical:
Yellow dog contracts (contratos de cães amarelos) – o trabalhador firma
com seu
empregador compromisso denão filiação à seu sindicato como critério de
admissão e
manutenção do emprego.
Company unions (sindicatos de empresa – no Brasil sindicatos amarelos) –
o próprio
empregador estimula e controla (mesmo que indiretamente) a organização e
ações do
respectivo sindicato obreiro.
Mise à I’index (colocar no índex – lista negra) – as empresas divulgariam
entre si os
nomes dos trabalhadores com significativa atuação sindical, de modo à
praticamente
excluí-los do respectivo mercado de trabalho.
Abusos na atuação sindical/ Cláusulas negociais ou sindicalização forçada
-Incentivos a sindicalização:
Closed shop (empresa fechada) – o empregador se obriga perante o
sindicato obreiro a
somente contratar trabalhadores a este filiados.
Union shop (empresa sindicalizada) – o empregador se compromete a
manterapenas
empregados que, após prazo razoável de sua admissão, se filiem ao
respectivo sindicato
operário. Não se obstrui o ingresso de trabalhador não sindicalizado, mas
inviabiliza-
se sua continuidade no emprego caso não proceda, em certo período, à sua
filiação
sindical.
Preferencial shop (empresa preferencial) – que favorece a contratação de
obreiros
filiados ao respectivo sindicato.
Maintenance of membership (manutenção de filiação) – pela qual o
empregado
inscrito em certo sindicato devepreservar sua filiação durante o prazo de
vigência da
respectiva convenção coletiva, sob pena de perda do emprego.

Tais dispositivos de sindicalização forçada colocam em confronto,


inegavelmente, a liberdade individual obreira de filiação e/ou desfiliação e
reforço da organização coletiva dos próprios trabalhadores – em suma,
liberdade individual versus fortalecimento sindical.