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FAINC

Ciência da Informação e Biblioteconomia

INFORMAÇÃO
#2

Vitor Hugo Moraes


2014
FAINC

Informação
conceitos
FAINC

Informação

Etimologicamente, informação vem do


latim formatio e forma, é sinônimo de
notícia e expressa a idéia de dar a
forma a alguma coisa.

Glossário de biblioteconomia e ciências afins


FAINC

Informação
(...) informação é a redução da incerteza e a luta contra a
entropia. Também sabemos que o conhecido não é informação;
é repetição e (redundância).

A informação é composta de dados úteis que diminuem a


incerteza e fazem a diferença.

Quanto mais dados há, menos informação há, quanto mais


informação há, menos conhecimento há.

Glossário de biblioteconomia e ciências afins


FAINC

Informação

10. Segundo a teoria da informação (q. v.), medida


da redução da incerteza, sobre um determinado
estado de coisas, por intermédio de uma
mensagem.

[Neste sentido, informação não deve ser confundida


com significado e apresenta-se como função direta
do grau de originalidade, imprevisibilidade ou
valor surpresa da mensagem, sendo quantificada
em bits de informação.]

Dicionário Aurélio
FAINC

Era da Informação
é o nome dado ao período que vem após a Era
Industrial, especialmente após a década de 1980,
embora suas bases tenham começado no princípio
do século XX e, particularmente, na década de
1970, com invenções tais como o
microprocessador, a rede de computadores, a
fibra óptica e o computador pessoal.
FAINC

Conhecimento e Informação
são considerados como componentes decisivos
das principais atividades produtivas da sociedade.

Beluzzo. Regina Célia. Novas condutas de gestão da informação. Disponível em: <www.tecsi.fea.usp.br/infocorp/apresenta/beluzzo.ppt>
FAINC
FAINC

As fronteiras entre as organizações se diluem e a


informação passa a ter, cada vez mais, valor
inestimável,

exigindo sistematização e
organização
para disponibilidade de uso imediato e à medida
da necessidade.

Beluzzo. Regina Célia. Novas condutas de gestão da informação. Disponível em: <www.tecsi.fea.usp.br/infocorp/apresenta/beluzzo.ppt>
FAINC

A emergência de um novo paradigma, organizado


em torno de inovações tecnológicas para a
comunicação e a informação, tem possibilitado
que a própria

informação se torne produto e


insumo do processo produtivo.

Beluzzo. Regina Célia. Novas condutas de gestão da informação. Disponível em: <www.tecsi.fea.usp.br/infocorp/apresenta/beluzzo.ppt>
FAINC

A produtividade e competitividade das


organizações dependem de sua

capacidade de gerar, processar e


aplicar com efetividade a
informação,

criando-se um novo modelo econômico baseado


na informação e no conhecimento.

Beluzzo. Regina Célia. Novas condutas de gestão da informação. Disponível em: <www.tecsi.fea.usp.br/infocorp/apresenta/beluzzo.ppt>
FAINC

Em uma economia globalizada, as organizações


precisam contar com informações de seus
ambientes interno e externo,

valendo-se de mecanismos e
meios adequados à sua obtenção.

Beluzzo. Regina Célia. Novas condutas de gestão da informação. Disponível em: <www.tecsi.fea.usp.br/infocorp/apresenta/beluzzo.ppt>
FAINC

Dados: caracteres, imagens ou sons que podem ser ou não


pertinentes e utilizáveis para uma tarefa em particular. É
informação em estado bruto.

Informação: conjunto de
dados modificados
para uma forma significativa e útil
que são apropriados para uma
utilização particular.

Conhecimento: argumentos e explicações que


interpretam um conjunto de informações. Conceitos e raciocínios
lógicos essencialmente abstratos que interligam e dão significado
a fatos concretos. Envolve hipóteses, teses, teorias e leis.

(LAUDON, 1999) (IATROS)


FAINC

Dados são fatos; informação é o sentido que


os seres humanos atribuem a eles. Elementos
indivuiduais pouco significam por si; é só
quando esses fatos são de alguma forma
agrupados ou processados que o significado
começa a se tornar claro

Davis; McCornack

Wurman, Richard Saul. Andiedade da informação: como transformar informacção em compreensão. São Paulo : Cultura Editores Associados, 1991.
FAINC

Informação é a matéria-prima para o


conhecimento

O processo se inicia com o dado em estado bruto, e esse


quando processado, é transformado em informação, e esta
quando

requerida, recuperada e deglutida

torna-se conhecimento.
(PINHEIRO, 1995)
FAINC

(...) Dados brutos podem ser informação, mas não


necessariamente. A não ser que sejam usados para
informar, não têm valor intrínseco. Eles devem ser
imbuídos de forma e aplicados para se tornar
informação significativa. Contudo, em uma época
faminta de informação como a nossa,
freqüentemente permite-se que passem por
informação.

Wurman
FAINC

Assim, a grande era da informação é, naverdade,


uma explosão da não-informação - uma explosão
de dados.

Para enfrentar a crescente avalanche dos dados, é


imperativo fazer a distinção entre dados e
informação.

Informação deve ser aquilo que leva à


compreensão. Cada um precisa dispor de uma
medida pessoal para definir a palavra. O que
constitui informação para uma pessoa pode não
passar de dados para outra...

Wurman
FAINC

Informacao Poder da Informacao (Waldez Ludwig).flv


FAINC

A poluição de informação é o legado de quem


trabalha com informação... Atolados por
dados técnicos, alguns cientistas alegam que
leva menos tempo realizar um experimento do
que descobrir se ele ja foi realizado
anteriormente.

NAISBITT

Wurman, Richard Saul. Andiedade da informação: como transformar informacção em compreensão. São Paulo : Cultura Editores Associados, 1991.
FAINC

Fluxo da informação

.
FAINC

Os fluxos de informações: circulação de


informações por unidade de tempo.

O fluxo da informação é
o um processo de
transferência da
informação de um
emissor para um
receptor.

Já na comunicação científica, engloba atividades


ligadas à produção, disseminação e uso da
informação, desde a concepção de uma idéia até a
sua explicitação e aceitação como parte do
conhecimento universal.
Petró, Bibiana. Fluxo da Informação: recuperação, acesso e uso da informação.
FAINC

Identificação de
Informação necessidades e
coletada requisitos
externamente

Obtenção Tratamento

Armazenamento

Uso Distribuição

Informação produzida Informação produzida


pela organização e Descarte pela organização e
destinada ao público destinada aos públicos
interno externos

Petró, Bibiana. Fluxo da Informação: recuperação, acesso e uso da informação.


FAINC

_OK TI Informacao InfoManagement.avi


FAINC

Valor da informação

.
FAINC

Para ser transformada em conhecimento a


informação deve

possuir seu valor de


uso.
(PINHEIRO, 1995)
FAINC

A informação não possui um valor


intrínseco.

O valor só é determinado em função do


interesse despertado no usuário potencial da mesma.
Desta forma, a informação necessita de adaptação para
cada tipo e perfil de usuário para cumprir a função de atrair
a atenção dos usuários às suas características.
(PINHEIRO, 1995)
FAINC
A Era da Informação

Kielgast e Hubbard (1997) referindo-se a


importância ao atendimento das necessidades do
solicitante da informação afirmam

“A informação é apenas uma ferramenta para


ajudar alguém a tomar uma decisão.

Nós da profissão da informação temos a tendência


a pensar que nosso produto, a informação, é o
produto final, mas precisamos modificar nossas
cabeças para encarar a informação como seu
usuário a encara, ou seja, será que ela pode ajudá-
los a resolver algum problema?”

ALBUQUERQUE
FAINC

O elemento-chave do Valor
Agregado é que os executivos não
pagam para obter a informação bruta, mas para ter
a análise e as recomendações que dela advêm.

Esta análise e recomendações devem ser feitas por


nós, especialistas da informação, que devemos
torná-las adequadas ao usuário.

ALBUQUERQUE
FAINC

A tarefa de transformar dados aparentemente


amorfos em algo útil foi discutida por Taylor em
seu livro Value-added Processes in Information
Systems. Sua abordagem recai sobre quatro
significativas etapas para o processamento em
sistemas de informação:

a organização,
a análise,
a síntese
e o julgamento.
FAINC

Em relação a importância da informação corporativa,


Ester Dyson, consultora de grande influência na
Internet, ratificou o seu valor numa entrevista,
quando indagada se irão existir mercados de venda
de informação, como as bolsa de valores.

“Não sei se (irão existir) bolsas de informação. Mas já


há, de certo modo, corretores de informação. Há
serviços que encontram informação para você e,
quanto mais especial for a informação, mais cara ela
será. A informação em si não vai valer nada. Mas
encontrá-la e levá-la a quem precisa, conquistar a
atenção de quem precisa, vai valer muito.”

(GUROVITZ, 1998).
FAINC

Embora seja igualitário, nobre até, haver a


possibilidade de todos escreverem o que quiserem, e
‘publicar’ isso livremente no Mercado de Informação,
o resultado será o mesmo: uma enorme pilha de info-
junk que a maioria de nós não se interessara em ler.

...sentiremos a necessidades de intermediários da


palavra escrita.

Será que os programas gerenciadores cuidarão disso?


Duvido, pois lhes faltará inteligência suficiente para a
tarefa. É mais provável que as pessoas recorram a
editores e críticos de carne e osso, que possam usar
seu discernimento para separar as pérolas no meio
da pilha de lixo.
Dertouzos
FAINC

Conhecimento

.
FAINC

Explicar o que é conhecimento é uma tarefa difícil, face


aos diversos entendimentos do termo. Por isso,
adotou-se a visão de Burke (2003):

conhecimento é algo que denota o


que foi processado e sistematizado
pelo pensamento.

Conforme o autor, com a reabilitação do saber


cotidiano, do saber local, deve ficar óbvio que há
"conhecimentos" no plural em toda cultura.

Dertouzos
FAINC
Para melhorar entendimento desta questão, descrevem-se, resumidamente, alguns
tipos de conhecimento:

Filosófico - É um tipo de conhecimento de caráter mais geral e reflexivo, que


busca os princípios que tornam possível o próprio saber. Atualmente, um dos
principais objetivos do conhecimento filosófico é a investigação de pressupostos, de
consciência de limites, de crítica da ciência e da cultura.

Religioso - Esse conhecimento apóia se em doutrinas que contêm proposições


sagradas por terem sido consideradas reveladas pelo sobrenatural. É um
conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade, destino) que
acredita possuir a verdade sobre as questões fundamentais do homem, mas
apoiando-se sempre numa fé ou crença.

Senso comum ou Conhecimento popular - É uma forma espontânea de


conhecer a realidade no trato direto com as coisas, no cotidiano. E reflexivo, porém
falível e inexato. Oriundo dos diferentes sentidos, constitui-se num conjunto de
opiniões e valores característicos daquilo que é corretamente aceito em
determinado meio social.

Cientifico - É um conjunto de conhecimentos metodicamente adquiridos,


organizados e suscetíveis de serem transmitidos por um processo pedagógico de
ensino. Trata se de conhecimento sistemático por se constituir de um saber
ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teorias). Pretende ser
verificável, objetivo e comunicável. Objetiva explicar racional e metodicamente a
realidade.
Dertouzos
FAINC

Gestão da informação

.
FAINC

A gestão da informação pode ser definida


como aplicação do ciclo da informação direcionado às
organizações.

O ciclo informacional direcionado as organizações, ou seja, o


ciclo de gestão da informação, se inicia quando se detecta a
necessidade de uma informação, um problema a ser resolvido,
uma área ou assunto a ser analisado.

Busca-se a solução a um problema, necessidade de informação


sobre determinado assunto, passando pela identificação de quem
gera o tipo de informação necessária, as fontes e acesso, a seleção
e aquisição, registro, representação, recuperação, análise e
disseminação da informação, que, quando usada, aumenta o
conhecimento individual e coletivo. O objetivo da gestão da
informação é trabalhar e transformar a informação em produtos e
serviços de utilidade, ou seja, com valor agregado para o cliente
usuário.
Dertouzos
FAINC

O objetivo da gestão da
informação é trabalhar e transformar a
informação em produtos e serviços
de utilidade, ou seja, com
valor agregado
para o cliente usuário.

Dertouzos
FAINC

Ciclo documentário

.
FAINC

Ociclo documentário
constitui-se de uma série de procedimentos
direcionados ao documento, ao ingressar em
uma unidade de informação, seja ela uma
biblioteca, um centro de documentação ou um
arquivo.

São etapas bem definidas, ações relacionadas à


estrutura até chegar a disponibilização
propriamente dita a o usuário final.

Dertouzos
FAINC

Objetivo:

O ciclo documentário
pressupõe duas operações básicas e
complementares:

• Fabricação de Informações
Documentárias
•Recuperação da Informação

A fabricação de Informações Documentárias [...] supõe a


transformação de um objeto (documento) em um outro objeto
(informação documentária) por meio de operações de análise e de
síntese.
FAINC

Ciclo documentário em unidades de informação


• Seleção
• Aquisição
• Registro ou tombamento
• Descrição bibliográfica
• Análise (condensação)
• Indexação
• Armazenagem dos documentos ➔ acervo
• Armazenagem da representação condensada dos documentos ➔ fichas, planilhas
• Processamento da informação condensada (manual ou automatizada)
• Produtos do processamento (catálogos, cadastros, índices etc.)
• Interrogação e busca (compatibilização da pergunta com os assuntos utilizados
na representação temática)
• Recuperação da informação (seleção dos documentos de interesse no catálogo e
consulta do documento original nas estantes ou consulta a índices/bases de dados
que congregam referências dos documentos e acesso aos documentos no acervo
da biblioteca/centro de documentação ou em outros locais)
• Disseminação seletiva da informação (seleção de informações mediante perfil de
interesse)
FAINC

Roteiro para um sistema de gerenciamento da informação

1. Análise cuidadosa dos objetivos da entidade e das metas estabelecidas em


seus planos de ação a curto, médio e longo prazo. Os objetivos e metas
deverão nortear a identificação da comunidade de usuários e a definição dos
serviços, evitando o desvio em ações não prioritárias.

2. Identificação da comunidade de usuários dentro da entidade ou a serem


atendidos pela mesma. A identificação do perfil dos usuários deverá ser
acompanhada de uma estimativa de seu número.

3. Identificação da tipologia dos documentos que cobrem as necessidades


informacionais das comunidades de usuários.

4. Estabelecimentos de uma política de seleção e aquisição.

5. Estabelecimento de acordos formais ou informais com outras entidades, com


vistas ao intercâmbio de documentos e compartilhamento de informações.
FAINC

Roteiro para um sistema de gerenciamento da informação

6. Definição dos mecanismos de registro e organização dos documentos que


serão conservados na entidade após seu processamento, de acordo com um
plano de classificação previamente estabelecido com base na análise
cuidadosa da tipologia dos documentos.

7. Identificação dos elementos de dados que deverão ser levados em


consideração no processamento dos diversos documentos.

8. Organização dos elementos de dados em campos específicos de maneira a


constituir uma planilha ou gabarito para a entrada dos dados característicos
de cada documento...

9. Verificação de que a estrutura dos campos na planilha respeita os princípios


básicos das normas de compatibilidade dos registros bibliográficos, aceitas
internacionalmente.

10. Escolha das regras de preenchimento dos campos de dados, de acordo com as
normas de catalogação estabelecidas em nível nacional e internacional.
FAINC

Roteiro para um sistema de gerenciamento da informação

11. Estabelecimento e identificação, no registro bibliográfico, dos campos


susceptíveis de conter informações de interesse nos processos de busca e
recuperação.

12. Inclusão no registro bibliográfico de campo(s) específico(s) para a inscrição


dos descritores ou palavras-chave representativo do conteúdo temático dos
documentos.

13. Definição da estrutura dos catálogos ou índices temáticos remissivos que


permitirão localizar as fontes documentais referentes a assuntos ou a
quaisquer outros critérios de busca pré-determinados.

14. Estabelecimento dos critérios básicos da estruturação dos dados na base de


dados. Em princípio deverá ser prevista a formação de dois arquivos: o
arquivo mestre, que contém os elementos de dados dos documentos
ordenados pelos respectivos números de registro, e o arquivo invertido, no
qual as palavras-chave ou outros critérios de busca remetem aos números de
registro dos documentos que com eles se relacionam. Os números de registro
dos documentos no arquivo invertido são, os pontos de acesso aos registros
bibliográficos e aos próprios documentos.
FAINC
Roteiro para um sistema de gerenciamento da informação

15. Elaboração dos manais operativos de: a) seleção, aquisição e descarte; b)


registro e classificação dos documentos; c) descrição bibliográfica; d)
elaboração de resumos; e) representação do conteúdo temático com a
atribuição de palavras-chaves e/ou descritores; f) organização de catálogos e
índices; g) estabelecimento das estratégias de busca.

16. Definição dos diversos serviços a serem oferecidos. Dentre outros,


mereceriam destaque: a) serviços rápidos de difusão e alerta direcionados em
função dos interesses específicos de categorias de usuários selecionados; b)
serviços de busca e recuperação da informação, conforme solicitação; c)
serviço de acesso às fontes documentais primárias; d) serviço de consolidação
de informações por áreas de interesse; e) sinopses; f) traduções.

17. Teste manual do modelo e avaliação dos resultados.

18. Teste em ambiente de micro-informática, de aplicabilidade de diversos


sistemas gerenciadores de bases de dados já existentes e avaliação dos
resultados.

19. Escolha e instalação em escala-piloto e avaliação dos resultados.

20. Implementação do sistema automatizado em harmonia com a política global


de informatização da entidade.
Roteiro para um sistema de gerenciamento da informação FAINC
1. Análise cuidadosa dos objetivos da entidade e das metas estabelecidas em seus planos de ação a curto, médio e longo prazo.
Os objetivos e metas deverão nortear a identificação da comunidade de usuários e a definição dos serviços, evitando o desvio
em ações não prioritárias.
2. Identificação da comunidade de usuários dentro da entidade ou a serem atendidos pela mesma. A identificação do perfil dos
usuários deverá ser acompanhada de uma estimativa de seu número.
3. Identificação da tipologia dos documentos que cobrem as necessidades informacionais das comunidades de usuários.
4. Estabelecimentos de uma política de seleção e aquisição.
5. Estabelecimento de acordos formais ou informais com outras entidades, com vistas ao intercâmbio de documentos e
compartilhamento de informações.
6. Definição dos mecanismos de registro e organização dos documentos que serão conservados na entidade após seu
processamento, de acordo com um plano de classificação previamente estabelecido com base na análise cuidadosa da
tipologia dos documentos.
7. Identificação dos elementos de dados que deverão ser levados em consideração no processamento dos diversos documentos.
8. Organização dos elementos de dados em campos específicos de maneira a constituir uma planilha ou gabarito para a entrada
dos dados característicos de cada documento...
9. Verificação de que a estrutura dos campos na planilha respeita os princípios básicos das normas de compatibilidade dos
registros bibliográficos, aceitas internacionalmente.
10. Escolha das regras de preenchimento dos campos de dados, de acordo com as normas de catalogação estabelecidas em nível
nacional e internacional.
11. Estabelecimento e identificação, no registro bibliográfico, dos campos susceptíveis de conter informações de interesse nos
processos de busca e recuperação.
12. Inclusão no registro bibliográfico de campo(s) específico(s) para a inscrição dos descritores ou palavras-chave representativo
do conteúdo temático dos documentos.
13. Definição da estrutura dos catálogos ou índices temáticos remissivos que permitirão localizar as fontes documentais
referentes a assuntos ou a quaisquer outros critérios de busca pré-determinados.
14. Estabelecimento dos critérios básicos da estruturação dos dados na base de dados. Em princípio deverá ser prevista a
formação de dois arquivos: o arquivo mestre, que contém os elementos de dados dos documentos ordenados pelos
respectivos números de registro, e o arquivo invertido, no qual as palavras-chave ou outros critérios de busca remetem aos
números de registro dos documentos que com eles se relacionam. Os números de registro dos documentos no arquivo
invertido são, os pontos de acesso aos registros bibliográficos e aos próprios documentos.
15. Elaboração dos manais operativos de: a) seleção, aquisição e descarte; b) registro e classificação dos documentos; c)
descrição bibliográfica; d) elaboração de resumos; e) representação do conteúdo temático com a atribuição de palavras-
chaves e/ou descritores; f) organização de catálogos e índices; g) estabelecimento das estratégias de busca.
16. Definição dos diversos serviços a serem oferecidos. Dentre outros, mereceriam destaque: a) serviços rápidos de difusão e
alerta direcionados em função dos interesses específicos de categorias de usuários selecionados; b) serviços de busca e
recuperação da informação, conforme solicitação; c) serviço de acesso às fontes documentais primárias; d) serviço de
consolidação de informações por áreas de interesse; e) sinopses; f) traduções.
17. Teste manual do modelo e avaliação dos resultados.
18. Teste em ambiente de micro-informática, de aplicabilidade de diversos sistemas gerenciadores de bases de dados já
existentes e avaliação dos resultados.
19. Escolha e instalação em escala-piloto e avaliação dos resultados.
20. Implementação do sistema automatizado em harmonia com a política global de informatização da entidade.
Roteiro para um sistema de gerenciamento da informação FAINC
1. Análise cuidadosa dos objetivos da entidade e das metas estabelecidas em seus planos de ação a curto, médio e longo prazo.
Os objetivos e metas deverão nortear a identificação da comunidade de usuários e a definição dos serviços, evitando o desvio
em ações não prioritárias.
2. Identificação da comunidade de usuários dentro da entidade ou a serem atendidos pela mesma. A identificação do perfil dos
usuários deverá ser acompanhada de uma estimativa de seu número.
3. Identificação da tipologia dos documentos que cobrem as necessidades informacionais das comunidades de usuários.
4. Estabelecimentos de uma política de seleção e aquisição.
5. Estabelecimento de acordos formais ou informais com outras entidades, com vistas ao intercâmbio de documentos e
compartilhamento de informações.
6. Definição dos mecanismos de registro e organização dos documentos que serão conservados na entidade após seu
processamento, de acordo com um plano de classificação previamente estabelecido com base na análise cuidadosa da
tipologia dos documentos.
7. Identificação dos elementos de dados que deverão ser levados em consideração no processamento dos diversos documentos.
8. Organização dos elementos de dados em campos específicos de maneira a constituir uma planilha ou gabarito para a entrada
dos dados característicos de cada documento...
9. Verificação de que a estrutura dos campos na planilha respeita os princípios básicos das normas de compatibilidade dos
registros bibliográficos, aceitas internacionalmente.
10. Escolha das regras de preenchimento dos campos de dados, de acordo com as normas de catalogação estabelecidas em nível
nacional e internacional.
11. Estabelecimento e identificação, no registro bibliográfico, dos campos susceptíveis de conter informações de interesse nos
processos de busca e recuperação.
12. Inclusão no registro bibliográfico de campo(s) específico(s) para a inscrição dos descritores ou palavras-chave representativo
do conteúdo temático dos documentos.
13. Definição da estrutura dos catálogos ou índices temáticos remissivos que permitirão localizar as fontes documentais
referentes a assuntos ou a quaisquer outros critérios de busca pré-determinados.
14. Estabelecimento dos critérios básicos da estruturação dos dados na base de dados. Em princípio deverá ser prevista a
formação de dois arquivos: o arquivo mestre, que contém os elementos de dados dos documentos ordenados pelos
respectivos números de registro, e o arquivo invertido, no qual as palavras-chave ou outros critérios de busca remetem aos
números de registro dos documentos que com eles se relacionam. Os números de registro dos documentos no arquivo
invertido são, os pontos de acesso aos registros bibliográficos e aos próprios documentos.
15. Elaboração dos manais operativos de: a) seleção, aquisição e descarte; b) registro e classificação dos documentos; c)
descrição bibliográfica; d) elaboração de resumos; e) representação do conteúdo temático com a atribuição de palavras-
chaves e/ou descritores; f) organização de catálogos e índices; g) estabelecimento das estratégias de busca.
16. Definição dos diversos serviços a serem oferecidos. Dentre outros, mereceriam destaque: a) serviços rápidos de difusão e
alerta direcionados em função dos interesses específicos de categorias de usuários selecionados; b) serviços de busca e
recuperação da informação, conforme solicitação; c) serviço de acesso às fontes documentais primárias; d) serviço de
consolidação de informações por áreas de interesse; e) sinopses; f) traduções.
17. Teste manual do modelo e avaliação dos resultados.
18. Teste em ambiente de micro-informática, de aplicabilidade de diversos sistemas gerenciadores de bases de dados já
existentes e avaliação dos resultados.
19. Escolha e instalação em escala-piloto e avaliação dos resultados.
20. Implementação do sistema automatizado em harmonia com a política global de informatização da entidade.
FAINC

FIM