Você está na página 1de 4

Pesquisa 1 - Sistema digestório

1 - Descreva como se deu a evolução do sistema digestório no reino animal


desde os poríferos até os vertebrados. Comente, ainda, sobre as vantagens de
se ter desenvolvido um sistema digestório completo com digestão extracelular.

Nos poríferos a digestão é totalmente executada dentro das células (digestão


intracelular), uma vez que seu corpo não é organizado em sistemas e não
possuem nenhum tipo de cavidade digestiva.

Nos cnidários, o alimento é capturado e introduzido na cavidade digestiva,


onde sofre a ação de enzimas secretadas pelas células do revestimento da
cavidade (digestão extracelular). A digestão intracelular irá completar
posteriormente o processo. A cavidade digestiva desses animais tem apenas
um orifício (boca), que serve tanto para a entrada dos alimentos como para a
saída dos dejetos. Por isso esse tipo de sistema digestório é chamado
incompleto.

Os sistemas digestório dos platelmintos são incompletos, ou seja, a boca é a


única abertura para o exterior, não possuindo ânus. A digestão pode ser intra
ou extracelular. O intestino é bastante ramificado, o que facilita a distribuição
do alimento digerido. O que não é utilizado na digestão é eliminado pela boca.

Sistema digestivo dos Nematelmintos (ou nematódeos) é formado por um tubo


digestivo completo, ou seja, possui um canal de entrada de alimentos (a boca)
e um canal diferente de saída de dejetos (o ânus).Podem ser encontradas na
boca placas cortantes, parecidas com dentes, com as quais os nematódeos
podem perfurar o tecido de outros animais. Possuem uma faringe musculosa,
responsável por esmagar os alimentos e, também, por conduzi-los até o
intestino, que é desprovido de musculatura. No tubo digestivo, o alimento é
inteiramente digerido pelas enzimas que atuam sobre ele, sendo os nutrientes
transmitidos para a cavidade do corpo e, em seguida, distribuídos pelas
células.

Os moluscos têm sistema digestório completo. Muitos deles possuem uma


estrutura raladora chamada rádula. Com ela, podem raspar pedaços de
alimentos, fragmentando-os em pequenas porções. A digestão dos alimentos
se processa quase totalmente no interior do tubo digestivo (digestão
extracelular).

O sistema digestivo dos anelídeos é completo e apresenta diferentes regiões


especializadas, nomeadamente: faringe sugadora; papo; moela - esmaga o
alimento, atuando como os dentes, realizando uma digestão mecânica;
intestino - onde se realiza a digestão, extracelular e química. No intestino
existe, caracteristicamente, uma prega dorsal, designada tiflosole, que permite
um aumento da área de absorção de nutrientes.
O sistema digestivo dos artrópodes é do tipo completo e dividi-se em três
partes: anterior (estomodeu) de origem ectodérmica; médio (mesodeu) de
origem mesodérmica e posterior (proctodeu) de origem ectodérmica. Possui
boca, faringe, esôfago, papo, moela, estômago, intestino, ânus, e como órgãos
anexos, as glândulas salivares. A origem da boca é blastóporo, um orifício
embrionário primitivo, conferindo a eles a classificação de protostômios, ou
seja, na sua fase embrionária originam primeiro a boca e, por último, o ânus.
Alguns possuem uma moela muscular, responsável por triturar os alimentos.

Os animais equinodermos se alimentam de algas e pequenos animais; a


estrela-do-mar, por exemplo, é carnívora. O sistema digestivo dos
equinodermos é completo, possuindo boca, estômago, intestinos e ânus. No
entanto, o estômago é encontrado apenas nos equinodermos carnívoros,
contendo glândulas que produzem substâncias digestivas. Como foi dito
anteriormente, as estrelas-do-mar são carnívoras, sendo que estas forçam a
abertura das conchas das ostras, com seus pequenos pés e, em seguida,
invertem o seu estômago lançando o suco digestivo no interior das conchas,
engolindo, após, o corpo do molusco já digerido. Esse tipo de digestão recebe
o nome de extracorpórea. Os ouriços-do-mar possuem uma estrutura
rudimentar na cavidade oral, denominada lanterna de Aristóteles, similares a
dentes, que servem para raspar os alimentos, como as algas, que encontram-
se aderidos às rochas.

No sistema digestório dos peixes, o tubo digestivo é semelhante ao do homem:


a seguir à boca encontra-se o esôfago, que se alarga para formar o estômago,
continuando depois com o intestino, até terminar no ânus. Nos Ciprinídeos não
existe estômago, o que é compensado por um intestino mais comprido.É no
intestino, sob a ação das secreções do pâncreas e do fígado, que os alimentos
são transformados e absorvidos pelo sangue, sendo as substâncias assim
obtidas distribuídas por todo o corpo.

Sistema Digestório dos Anfíbios

Boca: (anterior), língua protáctil.


Dentes: Vomerianos (somente as rãs), Homodonte (na fase de girino eles tem
uma estrutura de queratina parecido com uma unha com dentes para)
Faringe: (mediana e posterior a cavidade bucal) Curta
Estômago: Grande e sua posição é lateral, fígado com vesícula biliar e
pâncreas.
Intestino: Se divide em delgado e Grosso e tem posição posterior.
Reto:Posterior
Anus: Posterior

Sistema Digestório dos Répteis apresentam sistema digestivo completo da


boca até a cloaca. Possui boca marginada por dentes tipicamente cônicos e
implantados em alvéolos.
Sistema Digestório das Aves possuem uma boca rodeada por um bico
pontiagudo, flexível e leve, revestido de queratina, cresce constantemente,
para que possam substituir possíveis desgastes. Quando o bico se encontra
aberto, o maxilar inferior e superior se desloca, obtendo uma ampla abertura. O
papo facilita a digestão, pois nele fica armazenado o alimento, até que ele
amoleça com o auxílio da água. Daí o alimento vai para o pro ventrículo
(estômago químico), passando a seguir para a moela (estômago mecânico),
que é muito musculosa e substitui a falta de dentes nas aves, pois lá os
alimentos são triturados com o auxilio de pequenas pedras. Após ser triturado,
os alimentos se dirigem para o intestino delgado, onde tudo que é útil é
absorvido, e o restante são eliminados pela cloaca.

Sistema Digestório dos Mamíferos é completo. Na boca, além da língua, há


diferentes tipos de dentes (incisivos, caninos, pré-molares e molares). O
estômago é simples, porem nos ruminantes possui quatro câmaras (pança,
barrete, folhoso e coagulador). Só os monotremos possuem cloaca; os demais
possuem ânus anexos do sistema digestivo: fígado, pâncreas e glândulas
salivares.Os ruminantes apresentam um estômago denominado poligástrico,
isto é, com 4 câmaras separadas. O trajeto do alimento inicia-se na boca onde
é mastigado e misturado com saliva; após a deglutição, desce pelo esôfago e
dirige-se à primeira câmara, o rúmem ou pança. Em seguida, vai para o retículo
ou barrete, onde é transformado em bolinhas que serão regurgitadas. Após a
ruminação, o alimento é novamente deglutido, dirigindo-se, agora ao omaso ou
folhoso, onde ocorre a absorção de água. Em seguida, vai para o único
compartilhamento semelhante ao dos outros mamíferos, o abomaso ou
coagulador. Saindo do estômago, o bolo alimentar agora segue um trajeto igual
ao dos demais mamíferos. São ruminantes: boi, girafa, camelo, lhama, veado,
etc.

2 - Diferencie digestão mecânica de digestão química.

A digestão mecânica começa na região bucal, principalmente com a trituração


dos alimentos pelos dentes. Ela envolve a parte mecânica de trituração,
maceração dos alimentos, para que estes fiquem em tamanhos menores para
chegar até a digestão química. Já a digestão química, envolve proteínas e
enzimas do estômago e intestino, que tem a função de transformar
macromoléculas em moléculas menores, capazes de serem levadas para o
interior das células.
3 - Explique se dá a digestão e absorção dos nutrientes de um sanduíche
ao longo de todo o sistema digestório, descrevendo a ação de cada órgão
e cada enzima. Lembre-se que o sanduíche contém carboidratos no pão,
proteínas na carne e lipídeos no queijo, sem contar que tem um salzinho
para temperar (NaCl).

Na boca, a saliva já inicia o processo de digestão. A enzima amilase salivar


(ptialina) "quebra" as grandes moléculas de amido (existentes nos carboidratos
- pão, macarrão, etc.) em moléculas menores, de maltose. Da boca, o bolo a
alimentar desce pela faringe, pelo esôfago e chega ao estômago. No
estômago, onde ocorre produção de suco gástrico, a pepsina (outra enzima),
em meio ácido (presença de ácido clorídrico), inicia a "quebra" das proteínas.
Do estômago, o bolo alimentar passa ao intestino delgado, onde será banhado
por sucos digestivos produzidos pelo pâncreas, pelo fígado e pela parede do
intestino. A primeira porção do intestino delgado é conhecida como duodeno
(por ter cerca de doze dedos de comprimento). Nessa região a tripsina, uma
enzima produzida pelo pâncreas, continua o processo de "quebra" das
proteínas iniciado no estômago e a amilase pancreática continua o processo de
digestão do amido.

No duodeno se processa ainda a digestão das gorduras, onde a bile (fabricada


pelo fígado e armazenada na vesícula biliar) é despejada e emulsifica a
gordura. Ela transforma as "gotas grandes" de gordura em "gotas menores"
(como o detergente faz na louça engordurada), aumentando a superfície de
contato da lípase, uma enzima produzida pelo pâncreas, com as moléculas de
gordura. Assim, os lipídeos ou gorduras são transformados em componentes
mais simples, os ácidos graxos e o glicerol, os quais podem passar pelas
paredes dos intestinos. A região seguinte do intestino delgado pode ser
subdividida em jejuno (por ser encontrado geralmente vazio) e íleo (palavra de
origem grega que significa voltear - onde o intestino delgado faz circunvoluções
no interior de nosso ventre). Nessa região, as enzimas conhecidas como
peptidases completam a transformação das proteínas em aminoácidos e a
maltase (uma enzima produzida pela parede do intestino) transforma a maltose
em duas moléculas de glicose. Outros açúcares também são digeridos nessa
região. Na porção final (íleo) ocorre à absorção das moléculas dos alimentos
que já foram quimicamente transformadas pelas enzimas e assim são capazes
de passar pela parede do intestino e ganhar o sangue, que distribuirá essas
moléculas a todas as células do corpo. Nessa região, grande parte da água
existente no bolo alimentar também é absorvida. Os restos alimentares não
digeridos chegam ao intestino grosso, onde continua ocorrendo a absorção de
água, e são formadas as fezes pastosas que saem do corpo através do ânus.