Você está na página 1de 218

•Eletrotécnica: Lista 5

• 1:
• 2:
• 3:
• 4:
• 5:
• 6:
• 7:
• 8:
• 9:
• 10:
Um MIT de 4 polos, 220v, ligado em triângulo, 10 CV, 60 Hz, In = 24,3 A, classe de projeto
B, tem os seguintes resultados nos ensaios:
• Vazio: Vo = 220V; f = 60 Hz; Iol = 5,0 A; Pvz = 300 W.
• Perdas rotacionais: Prot = 109 W.
• Rotor bloqueado: Vbx = 30 V; f = 15 Hz; Ibxl = 24,2 A; Pbx = 580 W;
Vb = 34 V; f = 60 Hz; Ibl = 24,3 A; Pb = 603 W;
Resistência do estator à temperatura de referência: r1 = 0,205 ohm/fase.
a) Calcule os parâmetros do circuito equivalente completo;
b) Para uma velocidade no rotor de 1764 RPM, calcule a corrente de alimentação, o
fator de potência, rendimento e torque de saída;
c) Calcule o conjugado eletromecânico e o conjugado associado às perdas rotacionais
para a condição da letra “b”;
d) Calcule novamente I2 para as condições da letra “b”, porém pelo Teorema de
Thévenin e compare com o resultado anterior;
e) Calcule o conjugado eletromecânico de partida e a corrente de rotor referida ao
estator na partida;
f) Calcule o conjugado eletromecânico máximo e sua velocidade
g) Supondo este motor de indução ser de rotor bobinado, calcule os valores das
resistências adicionais ao rotor, para que tenhamos torque máximo em 3 estágios
antes de chegar à velocidade citada na letra “b”: n = 0, 600 e 1200 RPM;
h) Calcule o conjugado eletromecânico para o motor alimentado por inversor de
frequência a 30 Hz, quando estiver a uma velocidade de 882 RPM;
i) Para o motor alimentado em 30 Hz, calcule o conjugado máximo e seu respectivo
escorregamento.
j) Calcule o conjugado máximo e seu respectivo escorregamento caso utilize um
controle de velocidade reduzindo a tensão de alimentação para 50% da nominal,
sob frequência nominal.
• 11:
• 12:
Os ensaios a vazio e em curto-circuito de uma máquina síncrona apresentaram o
seguinte resultado:
• A vazio: Vl = 0 V; If = 0 A; Pm = 0,75 kW (Pot. mec. ao eixo);
Vl = 90 V; If = 0,72 A; Pm = 0,85 kW;
Vl = 220 V; If = 1,85 A; Pm = 1,10 kW;
Vl = 350 V; If = 4,0 A.
• Em curto circuito: Ia = 26,5 A; If = 0,72 A; Pm = 0,2 kW;
Ia = 52,5 A; If = 1,43 A; Pm = 0,5 kW;
Ia = 67,8 A; If = 1,85 A; Pm = 0,63 kW;
Dados da máquina (nominais):
Trifásica; 20 kVA; 220 V; 6 polos; 60 Hz; fechamento em estrela;
Pede – se:
a) Calcule os parâmetros do circuito equivalente, incluindo os 2 valores de xs;
b) Calcule Rcc e verifique sua coerência quanto a xs;
c) Indique o valor de cada tipo de perda da máquina para potência nominal de
saída, com fator de potência unitário e calcule o rendimento;
d) Calcule o valor de tensão terminal para o gerador com corrente nominal na
saída e fator de potência de 0,8, indutivo, quando If = 1,85 A;
e) Indique o valor de If para obter exatamente a tensão nominal na saída, quando
obtivermos corrente nominal na saída com fator de potência 0,8 indutivo;
f) O que esperar de If para obter tensão nominal nos terminais e carga idêntica à
letra “e”, porém com o fator de potência 0,8 capacitivo.
• 13:
Uma máquina síncrona trifásica funcionando como gerador, fornecendo potência
ativa de 0,25 pu, com tensão terminal por fase de 1,0 pu, tensão interna (fem) de
1,5 pu, tendo xs = 1,0 pu e ra desprezível. Calcule:
a) Ângulo de carga em graus elétricos;
b) Ângulo de carga em graus mecânicos, tendo o gerador 8 polos.
c) Potência reativa da máquina;
d) Potência aparente da máquina;
e) Potência máxima.
• 14:
A tensão interna de um gerador síncrono trifásico ligado em triângulo, 60 Hz e 2
polos é 14,4 kV e sua tensão terminal é de 12,8 kV. A reatância síncrona dessa
máquina é 4 ohms e a resistência de armadura pode ser desprezada:
a) Se o ângulo de conjugado for delta = 18°, qual a potência ativa fornecida?
b) Qual o fator de potência do gerador?
c) Desenhe o diagrama fasorial para estas condições;
d) Desprezando as perdas, qual o conjugado deve ser aplicado ao eixo pelo órgão
primário nestas condições?
e) Desprezando as perdas, qual o conjugado necessário para obter a potência
máxima?
• 15:
Dois geradores síncronos trifásicos idênticos de 2,5 MVA, 1200 V, fator de potência
0,8 atrasado, 60 Hz, são ligados em paralelo para alimentar uma carga. As
máquinas motrizes dos dois geradores tem características de queda de velocidades
diferentes. Quando as correntes de campo dos dois geradores são iguais, um
entrega 1200 A com fator de potência 0,9 atrasado e o outro 900 A com fator de
potência de 0,75 atrasado.
a) Qual o fator de potência da carga?
b) Para que os geradores operem com o mesmo fator de potência, o que deve ser
feito com a corrente de campo e em função de qual valor da corrente de
armadura?
• 16:
• 17:
• 18:
• 19:
• 20:
• 21:
• 22:
• 23:
• 24:
• 25:
Gerador Síncrono
Ea4 ultrapassou o
limite, apesar de
Ia4 ainda estar
nominal.
• Vou verificar o comportamento da corrente de armadura frente a variação
da corrente de campo e ou da potência ativa;
• Verifica-se a variação do fator de potência da máquina frente a variação de
corrente de campo e ou potência ativa;
• Se aumento o valor da potência ativa ou da potência reativa, o valor eficaz
da corrente do estator (Ia) aumenta, se eu diminuo um das duas potências,
a corrente eficaz do estator diminui. Este princípio é sempre verdade para
qualquer sistema elétrico de potência (o valor eficaz da corrente é sempre
proporcional às potências ativa e reativa).
• Na verdade é um conjunto, uma família de curvas “V”, que são linhas/curvas de
potência ativa constante;
• Quando ando sobre as linhas de potência ativa, significa que não estou variando
a potência ativa (fixa) e que estou variando as correntes de campo e armadura;
• Quando tenho o fator de potência unitário, minha corrente de armadura é a
menor pois só estou entregando potência ativa (a potência reativa Q = 0). Se eu
começar a andar para a esquerda ou direita na mesma linha de potência ativa
(que é fixa), começo a entregar potência reativa também, por isso a corrente de
armadura começa a aumentar de valor;
• Na linha de potência ativa igual a zero, não estou fazendo força no eixo da
máquina, estou só regulando a corrente de campo. No mundo real, na linha de
potência ativa igual a zero, com o fator de potência unitário, a corrente de
armadura não zera (tende a zero, mas não zera), pois como a máquina está ligada
ao BPI, ela passa a consumir corrente de armadura (consumir potência ativa)
(para alimentar as perdas e vencer a inércia para rotação do seu eixo),
funcionando como um motor, vinda do BPI
• Corrente de campo constante e variação de potência ativa, significa que estou
andando na linha vermelha paralela ao eixo “y”;
• Quando, mantendo a corrente de campo constante, vou aumentando a potência
ativa, a máquina vai ficando com o fator de potência cada vez mais capacitivo (e
vai aumentando a corrente de armadura também);
• Se estou deixando a corrente de campo constante, isso significa que o Ea
(módulo) também é constante. Vt também é constante pois está a máquina está
ligada a um barramento de potência infinita. Vejo que o módulo do Ea não varia
pois ele é o raio da circunferência (linha circular que está circundando os Eas).
Mas estou variando a entrega de potência ativa da máquina, significa que estou
fazendo, então, cada vez mais força no eixo da máquina para entregar potência
ativa. Olhando para o digrama fasorial, começando entregando a potência
“alphaPG1”, aí faço mais força no eixo e entrego a potência ativa “alphaPG2”, faço
mais força e entrego uma potência ativa “alpha PG3” maior ainda (a maior dos 3
casos).
• O módulo da corrente Ia está aumentando, pois o valor eficaz da corrente é
proporcional as potências ativa e reativa, então se aumento a entrega de
potência ativa, consequentemente o módulo de Ia vai aumentar. O ângulo de Ia
também está aumentando (ficando mais adiantado, mais capacitivo) com o
aumento da potência ativa entregue.
• Já nessa situação, a potência ativa é constante e existe variação da corrente de campo. Por exemplo, se
pego a linha de potência ativa “P = 0,5 pu”, irei variar a corrente de campo mas a potência ativa ficará
constante;
• As duas distâncias relacionadas a potência ativa no diagrama fasorial [“Ia*cos(theta)” e “Ea*sen(delta)”]
ficam constantes com a variação de If. Já a distância proporcional a potência reativa [“Ia*sen(theta)”]
varia com a variação de If (e, acho que isso significa que, a potência reativa também está variando
então);
• Vt está ligado ao BPI, então é constante. Na situação inicial, Ia está adiantada em relação ao Vt, sendo
assim a carga (BPI) funciona como uma carga capacitiva (o gerador, então, está subexcitado),
fornecendo então potência reativa para o gerador, então o gerador está consumindo potência reativa da
carga mas está entregando potência ativa;
• Se eu amentar um pouco a corrente de campo If, eu passo para a situação 2 (Ia’ e Ea’), onde o módulo
do Ea cresce e Ia fica atrasada em relação ao Vt. A carga (BPI) passa a funcionar como um indutor e isso
significa que estou entregando potência reativa do gerador síncrono para a carga (o gerador, então, está
sobrexcitado);
• Na situação “duas linhas”, eu aumentei um pouco mais a corrente de campo e fui para o Ea”, onde o
módulo dessa tensão interna Ea” é maior do que o módulo do Ea’ e do que o do Ea, logo estou
aumentando a produção de potência reativa (capacitiva???) para a carga. Outra coisa a ser observada é
que, com o aumento de If (corrente de campo), além do módulo de Ea aumentar, o módulo da corrente
de armadura Ia também aumenta. Apesar de não estar variando a entrega de potência ativa, estou
variando a entrega de potência reativa, então o módulo (valor eficaz) do Ia também varia.
• “Ea=k*phi*ômega” é a relação entre Ea e o fluxo “phi” (é diretamente proporcional à corrente de
campo), onde “k” (constante construtiva da máquina) e “ômega” (velocidade em que o gerador
síncrono gira, tem que ser constante para gerar uma tensão de frequência constante, por exemplo, 60
Hz, então nele eu não mexo) são mantidos constantes. Logo, se aumento o If, eu amento o fluxo “phi” e
o Ea, se diminuo o If, diminuo o fluxo “phi” e diminuo o Ea.
• Essa é uma situação (slide anterior) onde não tenho um BPI (barramento de
potência infinita). O que temos nessa situação é um gerador alimentando uma
carga. É feito um controle, na corrente de campo If, para deixar a tensão terminal
Vt constante. Se eu tenho uma carga indutiva, a tendência dela é fazer a tensão
terminal baixar, logo tenho que aumentar a corrente de campo, de modo a
aumentar o Ea de maneira a compensar essa redução de Vt que a carga indutiva
traria. Por isso os módulos de Ea4 e Ea3 são maiores do que os de Ea2 eEa1, pois
tenho que aumentar a corrente de campo (em uma carga indutiva), para
aumentar o Ea e manter Vt constante;
• Já quando a carga é capacitiva (Ia1), ela tende a fazer Vt aumentar, logo tenho
que diminuir If, para diminuir Ea, de modo que Vt se mantenha constante. Então,
Ea1 é o menor módulo dentre os Eas, pois é onde teremos a menor corrente de
campo;
• Já em Ia2, eu tenho um If que gera um fluxo de potência reativa nulo (zero),
porque a carga é puramente resistiva nessa situação dois.
• Não variando If, o módulo de Ea é fixo. Se eu aumento a carga, a velocidade do
rotor diminui, então o ângulo de carga (delta) aumenta, para que o rotor volte a
girar na velocidade síncrona, que é a velocidade normal dele. Se eu retirar um
pouco de carga, o rotor tende a girar um pouco mais rápido, então o ângulo de
carga diminui, para que o rotor volte a girar na velocidade síncrona. O conjugado
eletromagnético induzido no motor tende a se igualar ao conjugado da carga que
vai ter no eixo também (em regime permanente);
• Aumentando a carga no eixo, além de aumentar o consumo de potência ativa,
também aumenta o consumo de potência reativa, pois o fator de potência vai
ficando mais atrasado [quanto maior o ângulo, maior a potência reativa devido a
fórmula Q=3*Vt*Ia*sen(theta), pois suponhamos que o ângulo referente ao fator
de potência é -30°, o sen(30°) = 0,5, mas suponhamos que o ângulo referente ao
fator de potência é -90°, o sen(90°)=1]. O fator de potência poderia ser adiantado
novamente se aumenta-se If, mas para essa situação não aumentaremos If.
• Então, nessa situação, Vt é sempre constante. Na situação 1 (Ia1), é onde temos a carga mais leve.
Vamos aumentando a carga até chegar na situação 4, onde é a carga que tenho mais pesada no eixo. A
medida que vou aumentando a carga no eixo, o módulo de Ia vai aumentando, porque o módulo da
potência ativa consumida pelo motor está aumentando e o módulo da potência reativa (pois a corrente
vai ficando mais atrasada, aí a potência reativa Q também vai aumentando) também;
• Na situação inicial eu tinha uma tensão interna Ea1 e uma corrente de armadura Ia1, para uma carga
leve no eixo. Aumentei um pouco a carga no eixo, sem mexer na corrente de campo, e vim parar na
situação 2, onde o módulo do Ia aumentou um pouco (aumentei o consumo de potência ativa), embora,
nessa situação, a potência reativa tenha diminuído um pouco, pois o ângulo entre Ia e Vt diminuiu, o
consumo de potência ativa aumenta, pois o módulo do Ia2 aumenta. Perceba que de Ea1 para Ea2, o Ea
simplesmente deslizou na circunferência (que limita seu módulo), o que indica que o valor de seu
módulo não está alterando, pois If não está alterando;
• Na situação 3, não existe defasagem angular entre Ia e Vt, ou seja, aumentei um pouco mais o fator de
potência, o deixando unitário, aumentei um pouco mais o módulo de Ia (Ia3), pois aumentei a carga no
eixo, então aumentei um pouco mais o consumo de potência ativa.
• Na situação 4, aumentei mais ainda a carga no eixo, então o módulo de Ia aumentou mais ainda (Ia4),
pois aumentei a potência ativa consumida, e o ângulo de carga (delta, entre Ea e Vt) aumentou mais.
Embora o módulo do Ea não tenha mudado, a projeção dele, no eixo x (Vt) é menor (Ea4), enquanto
que na situação 1 e 2, a projeção de Ea1 e Ea2 no eixo x é maior que Vt (quando ainda estava com o
fator de potência adiantado). Aumentando a carga no eixo, até Ia4, tenho uma situação onde a carga
fica indutiva (Ia atrasado em relação a Vt). Com o aumento da carga no eixo, o consumo de potência
ativa também aumenta [notem que Ea*sen(theta) vai aumentando quando a corrente vai ficando mais
atrasada, indicando o maior consumo de potência ativa]
• Se a carga no eixo é constante, a potência ativa não pode variar, pois sua variação é
proporcional à variação da potência mecânica no eixo (quando eu coloco mais carga no
eixo, é como se estivesse colocando mais conjugado, mais torque, então aumenta a
potência ativa, mas nesse caso, a carga é constante e estou alterando somente If);
• Com a variação de If, o que varia é o Ea. Vt constante. Na primeira situação, estou com
uma corrente de campo pequena, pois o Ea1 é o menor dos Eas. O defasamento entre
Vt e Ia1, nos mostra que o motor está se comportando como uma carga indutiva, pois
Ia1 está atrasada em relação à Vt;
• Se eu aumentar um pouco a corrente de campo, para ter o Ea2, onde o Ia2 está em fase
com o Vt, a fonte passa a enxergar o motor como uma carga puramente resistiva,
devido ao fator de potência unitário [cos(0°)=1];
• Aumentando um pouco mais a corrente de campo, temos o Ea3, meu motor passa a se
comportar como uma carga capacitiva, pois Ia3 está adiantada em relação à Vt;
• Na situação 4, o If foi aumentado mais ainda, deixando a corrente mais capacitiva (Ia4),
fornecendo mais potência reativa para o sistema, sem alterar em nada a potência ativa
consumida. Nessa situação temos o maior módulo de Ea (Ea4);
• O módulo de Ia também está variando entre as 4 situações, pois quanto maior o
consumo ou a entrega da potência reativa ou da potência ativa, maior será o módulo do
Ia (são grandezas diretamente proporcionais).
• O fator de potência do motor de indução dependerá da carga que ele tem no eixo, mas
geralmente é atrasado (para não dizer sempre é atrasado);
• Se eu tiver um motor síncrono nessa planta, é conveniente que eu o opere no modo
sobrexcitado (ajustando convenientemente a corrente de campo), porque aí ele pode
fornecer toda a potência reativa que os outros dois motores, de indução, precisarem
(estão em paralelo). Isso significa que a linha de transmissão não precisa mais transmitir
potência reativa para os outros dois motores (motores de indução), diminuindo assim o
valor eficaz da corrente que vem do BPI pela linha de transmissão e,
consequentemente, também reduzindo as perdas. A queda de tensão na linha também
diminui, aumentando assim a tensão terminal. Quando falamos que usamos
capacitores para elevar a tensão terminal, a elevação da tensão terminal nada mais é
do que a consequência da correção do fator de potência que está sendo feita ali na
entrada dos motores. Se a minha linha não precisa mais entregar potência reativa para
os motores de indução, porque o meu motor síncrono está fazendo isso, então a
corrente diminui, a queda de tensão também diminui, a tensão terminal aumenta e a
linha pode ser liberada para alimentar outras cargas, pode estar alimentando mais
coisas, pois o valor da corrente diminui. Por isso se tem a importância de usar o motor
síncrono com o fator de potência adiantado (sobrexcitado), produzindo e fornecendo
• Às vezes, posso utilizar a máquina síncrona somente como um compensador
(nem como motor e nem como gerador). Eu a deixo girando livremente, sem
nada no eixo, e vou simplesmente ajustando a corrente de campo;
• Na situação inicial, Ia está adiantada praticamente 90° em relação à Vt,
significando que estou me comportando praticamente como um capacitor puro;
• Quanto maior vai ficando o valor da corrente de campo If, maior vai ficando o Ia e
maior vai ficando a entrega de potência reativa. Tem que ficar de olho no limite
da corrente do rotor, para não exceder o If máximo;
• Hoje em dia se usa mais capacitores do que compensadores síncronos, para
fazerem a mesma coisa.
• A mesma lógica da Curva V do gerador síncrono, com a diferença de que quando
meu If está antes do fator de potência unitário do/no gráfico, o meu Ia está
atrasado (indutivo / subexcitado) em relação ao Vt e quando meu If está depois
do fator de potência unitário do/no gráfico, o meu Ia está adiantado (capacitivo /
sobrexcitado) em relação ao Vt;
• Quando ando por qualquer uma das linhas de potência ativa constante, estou
variando a potência reativa, pois estou variando a corrente de campo If (potência
reativa proporcional a If), mas não estou variando a potência ativa;
• A linha que está mais para cima, representa a maior carga no eixo do motor e a
que está em baixo, representa a menor carga no eixo do motor. O ponto de fator
de potência unitário é o menor ponto de cada curva no eixo Y (Ia), que é o ponto
onde tenho a menor corrente de Ia, pois nesse ponto Ia está somente
“entregando” potência ativa. Se eu for para a esquerda ou para a direita, vou
entregar além da mesma quantidade de potência ativa, a potência reativa
também, logo o valor de Ia aumenta
Estou andando sobre a mesma linha de potência ativa!

Já aqui, o If é constante, estou variando a carga no


eixo (a mesma linha vermelha paralela ao eixo Y
demonstrada na curva do gerador, onde varia a
potência ativa). Aqui a variação é na potência
ativa. A maior potência ativa é na situação 4, que
é a Curva V de cima (então a menor potência
ativa é na situação 1, que é a Curva V de baixo).
• 26:
• 27:
• 28:
• 29:
Inclinação sp =
inclinação dessa
reta!!!
Quando o gerador está a vazio (sem carga), tenho uma frequência maior. Na
medida que vou consumindo potência ativa (inserindo carga no eixo pelo que
entendi), o eixo vai ficando mais pesado para a máquina motriz e a frequência
tende a cair e estabilizar em um valor de regime (que aqui no caso seria a
frequência de plena carga fpc = fsis)
• 30:
50Hz

Estamos variando a carga


sem controlar, ajustar para
deixar constante, a tensão
terminal Vt (então ela vai
variar em função da carga).
• 31:
• M1 _ MIT _ P1 = 100 kW; cos(theta) = 0,78 indutivo;
• M2 _ MIT _ P2 = 200 kW; cos(theta) = 0,8 indutivo;
• M3 = ?
O barramento infinito acima aciona os motores M1, M2 e M3. Considere que as
perdas na linha de transmissão são dadas por P = 3*R*IL². Calcule o percentual de
redução das perdas na LT na comparação entre 2 tipos de motores para M3:
• Opção 1: MIT _ P3 = 150 kW; cos(theta) = 0,85 indutivo;
• Opção 2: Motor síncrono _ P3 = 150 kW; cos(theta) = 0,85 capacitivo.
• Gerador CC excitação independente:
O estator, que contem o enrolamento de campo, é alimentado por uma fonte externa de
corrente contínua, gerando um campo fixo. O rotor, que tem o seu eixo girado
mecanicamente por alguma máquina, contem o enrolamento de armadura. Como o rotor
está girando, por influência mecânica externa, dentro do campo do estator, seus
enrolamentos percebem o campo fixo do estator como se fosse alternado, sendo assim é
induzida uma tensão elétrica nos terminais do rotor (Vt) que irá sair para a rede. Essa
tensão, gerada dentro da armadura, é alternada, então o comutador a retifica em
contínua. No gerador CC de excitação independente, não existe magnetismo residual
(não fica magnetizada, então se cortar a alimentação do estator, ele para de induzir
energia no rotor e, consequentemente, não tem geração de energia elétrica). Os outros
tipos de geradores CC, já vem de fábrica com magnetismo residual (se eles ficarem muito
tempo parados, vão perder esse magnetismo residual gradativamente. Esse magnetismo
residual, é um ponto de partida para esses geradores começarem a gerar tensão
realmente. Por isso são chamadas de autoexcitadas, pois não precisam mais de uma
fonte externa de corrente contínua no estator, para criar um campo magnético e excitar a
armadura. Parece que só a primeira vez que ela é ligada, que recebe uma alimentação
externa para criar um campo, aí já fica esse magnetismo residual no enrolamento de
campo eu acho.).
• Geradores autoexcitados:
Boto a parte mecânica/máquina motriz para rodar (rotor). No estator, já tem um
magnetismo residual, então, com o rotor rodando, o pouquinho de magnetismo
residual existente no estator, já gera uma pequena tensão no rotor (armadura).
Essa pequena tensão gerada na armadura (rotor), alimenta o próprio circuito no
enrolamento de campo (estator), gerando um campo um pouco maior e esse
campo, que é um pouco maior, induz uma tensão um pouco maior na armadura, aí
a tensão que sai da armadura para o enrolamento de campo é maior, e assim,
gradativamente, o campo gerado pelo o estator e a tensão induzida gerada no
rotor vão chegando ao seu máximo. Por isso ela é autoexcitada, ela parte do
magnetismo residual, para que o processo de geração continue.
• Gerador CC excitação independente:
1. No gerador em série, a maior aplicação é para alimentar máquina de solda. O shunt
(paralelo / derivação) é usado muito para a excitação de geradores de corrente
alternada, nas usinas hidrelétricas, termelétricas, termonucleares, ... As usinas
menores tem, ou acoplados ao eixo das turbinas hidráulicas ou mesmo em um
sistema separado, geradores de corrente contínua, pois é necessário corrente
contínua para injetar na excitatriz do gerador alternado e assim criar o campo
magnético do gerador alternado. O composto (compound) é uma união das
características do gerador série e shunt.
2. No gerador em série, a corrente da armadura (Ia), e a mesma que vai passar no
enrolamento série (Is) e é a mesma corrente que vai para Vt (IL). Em um gerador ideal
ou a vazio, onde desconsidero ou não tenho as quedas de tensão (perdas) no
enrolamento de armadura (Ia*ra) e no enrolamento em série (Ia*rs), Ea=Vt. Se, por
exemplo, em uma máquina real, eu quero que minha tensão de saída/carga/terminal
Vt seja, por exemplo, 150 V, Ea tem que ser então maior do que Vt, pois antes da
tensão de Ea chegar em Vt, tenho uma parte dela que ficará em “ra” e outra parte
ficará em “rs” (como está saindo corrente contínua, que já foi retificada, pois era
alternada, o indutor Ls vira um curto para essa corrente, então não tenho queda de
tensão nele). Não existe instrumento para medir a tensão gerada/interna Ea, a
medição é feita mediante cálculo, então meço o Vt, meço o Ra, meço o Ia, meço Rs,
então, a partir disso, calculo Ea.
• Gerador CC:
1. Regulação de tensão: é um parâmetro para saber quanto, percentualmente,
tenho de diferença de tensão em um gerador com carga e um gerador sem
carga (creio que tudo referido à saída). Se esse valor de percentual for muito
alto, significa que a regulação do gerador é ruim. Uma coisa é o gerador
funcionar à vazio (onde Ea=Vt), onde tem o rendimento maior, outra coisa é ele
funcionar com carga (onde Ea>Vt), o rendimento dele cai (nem tudo que entra
sai, por isso tudo é referido à saída). Então o quanto de tensão tenho na saída
sem carga e o quanto tenho com carga, dá uma diferença muito grande e é isso
que a regulação de tensão quer ver (se o percentual for alto, significa uma alta
diferença entre sem carga e com carga e a regulação é ruim, se for baixo,
significa pouca diferença entre sem carga e com carga e a regulação é boa).
Essas tensões, são tensões de saída do gerador, sem carga e com carga. Se a
tensão de saída é menor, a rotação também cai. No série, shunt e compound
com carga, Ea é diferente de Vt, pois tenho corrente passando e queda de
tensão nos enrolamentos, se aumento a carga, aumento mais ainda a corrente
e a queda de tensão nos enrolamentos. No shunt e compound, sem carga, não
tenho IL, então Ia é bem pequeno e igual a If, provocando pequenas quedas de
tensão. No série sem carga, Ea=Vt, pois não existe Ia=IL=Is.
• Motor CC:
O enrolamento de armadura (rotor) é energizado por uma fonte de corrente
contínua externa. A corrente sai do terminal positivo da fonte externa CC, passa
pela escova, entra no comutador, dá a volta na espira (enrolamento de armadura
do rotor) e volta para o terminal negativo da fonte externa CC (representada por
uma pilha nos desenhos iniciais).
Comutador
As escovas são responsáveis por conectar a
parte elétrica e energizar o rotor
(armadura) pelo lado de fora.
• Motor CC:
Com a circulação da corrente pela espira, temos a atuação de um princípio
eletromagnético, que diz o seguinte: quando tenho uma corrente circulando
através de um condutor e esse condutor está inserido em um campo magnético,
crio uma força eletromagnética no condutor (campo magnético, sempre indo do
norte para o sul, representado pelas setas amarelas, corrente sendo representada
pelas setas azuis e força eletromagnética sendo representada pelas setas
vermelhas). Esse conjunto de forças atuando sobre a espira, cria um efeito de
rotação na espira, chamado de torque, e esse torque é o responsável por fazer a
espira girar.
• Motor CC:
Do jeito que está demonstrado no desenho, o comutador azul escuro está em
contato com o polo positivo da fonte externa CC, ou seja, a corrente está saindo da
fonte e entrando por ele (enquanto que o comutador azul claro, está em contato
com o polo negativo da fonte externa CC, ou seja, a corrente está saindo por ele e
retornando à fonte). No giro do rotor/espira, o comutador azul escuro passará a ter
contato com o polo negativo da fonte externa CC, nesse momento, a corrente que
estava entrando por ele, mudará de sentido, passará a sair por ele e retornar ao
lado negativo da fonte, pois em um circuito (nesse caso, fonte CC mais a espira de
armadura do rotor) alimentado por uma fonte de corrente contínua, o sentido da
corrente é sempre do polo positivo para o polo negativo. Isso permite que a
corrente que passa pela espira de armadura (rotor) seja sempre de corrente
contínua, pois se ao entrar em contato com o polo negativo da fonte externa, a
corrente continuasse entrando pelo comutador, aí teríamos corrente alternada que
uma hora sai do polo positivo e outra ora sai do polo negativo, mas a corrente
contínua não é assim, sempre saí do polo positivo e entra no negativo da fonte.
• Motor CC:
Na verdade, entrando mais em detalhes, no exato momento representado pelo
slide acima, onde a espira está totalmente na vertical, eu não tenho corrente (creio
que é devido ao fato de os dois comutadores estarem em contato tanto com o polo
positivo e negativo, aí imagine, os dois comutadores em contato com o polo
positivo por exemplo, a corrente ia entrar pelos dois lados da espira e fechar curto,
então isso não ocorre) e a força resultante é zero, mas como a espira continua o
giro na mesma direção por inércia (na verdade, o torque mantem o rotor em
rotação), aí sim um comutador estará em contato com um polo e o outro
comutador com o outro polo (um pouco depois que a espira sair da vertical,
passar pelo eixo y) e a corrente continuará do polo positivo para o negativo, ou
seja, o comutador pelo qual a corrente entrava, agora a corrente irá sair por ele e
vice-versa.
• Motor CC:
O problema dessa construção em específico, representada nas figuras acimas, é
que o torque não é constante, pois quando a espira está na vertical, ele tende a
zero (pois um lado da espira está puxando para cima e outro para baixo) e quando
a espira está na horizontal o torque é maior (ou máximo). Para resolver esse
problema de variação de torque, faz o que está representado no desenhos abaixo,
coloca-se mais espiras no enrolamento de armadura, porque aí, quando uma
estiver na vertical (torque tendendo a zero, força resultante tendendo a zero, sem
corrente) outra estará na horizontal (torque máximo, força resultante e corrente
normais), sendo assim, o torque fica o mais constante o possível, mais suave, que é
o que de fato ocorre na vida real.
• Motor CC:
O problema dessa construção em específico, representada nas figuras acimas, é
que o torque não é constante, pois quando a espira está na vertical, ele tende a
zero (pois um lado da espira está puxando para cima e outro para baixo) e quando
a espira está na horizontal o torque é maior (ou máximo). Para resolver esse
problema de variação de torque, faz o que está representado no desenhos abaixo,
coloca-se mais espiras no enrolamento de armadura, porque aí, quando uma
estiver na vertical (torque tendendo a zero, força resultante tendendo a zero, sem
corrente) outra estará na horizontal (torque máximo, força resultante e corrente
normais), sendo assim, o torque fica o mais constante o possível, mais suave, que é
o que de fato ocorre na vida real.
Nota: as escovas se desgastam ao longo do tempo. As
escovas são feitas de carvão.
• Motor CC:
Os motores de imã permanente (imã como estator / imagens acima), são usados
até uma certa faixa de potência que é muito limitada. Se quiser utilizarmos uma
potência maior, é mais comum que no lugar do imã permanente, seja utilizado o
enrolamento de campo (imagens abaixo). Sempre é usado material ferromagnético
no núcleo do estator e no núcleo do rotor, para que o fluxo que circule por lá seja o
mais intenso o possível. O enrolamento do estator vai criar o mesmo campo
magnético que antes o imã permanente criava, com a diferença que agora
podemos controlar esse fluxo, através do controle da intensidade da corrente de
campo (quando mais intensa a corrente de campo, maior o fluxo.
Assim como o enrolamento de armadura (rotor), o enrolamento de campo
(estator) também é alimentado por uma fonte externa CC.
Estator ainda sem o enrolamento de
campo.
Estator com o enrolamento de campo.
• Motor CC:
Na conexão em paralelo (derivação / shunt) o enrolamento de campo (estator) está
em paralelo com o enrolamento de armadura (rotor).
Na conexão em série, o enrolamento de campo está em série com o de armadura.
No desenho acima, na conexão em série, a corrente entra na escova que está
conectada ao polo positivo da fonte externa, passa por todo o circuito de
armadura, sai do circuito de armadura (rotor), passa por todo o enrolamento de
campo (estator) e vai para o terminal negativo da fonte.
• Motor CC:
O motor em série tem a característica de ter o torque extremamente alto com
carga mais pesada (pois o torque depende da carga). Ao mesmo tempo, uma
velocidade muito baixa para carga pesada e muito alta para carga leve. Sendo
assim, esse motor é extremamente utilizado para tocar carga pesada, com baixa
velocidade (ex: guindastes, locomotivas, motor de partida de veículos.
• Motor CC:
No motor em paralelo, a velocidade é muito mais estável com o aumento da carga.
Quando aumento a carga, aumento também o torque, a velocidade cai, mas não cai tanto
assim igual no motor em série.
Com a rotação do rotor (enrolamento de armadura) dentro do campo fixo gerado pelo
enrolamento de campo, crio uma tensão induzida no enrolamento de armadura (Ea?)
(pois, como o rotor está girando dentro do campo, é como se o campo estivesse
alternado sobre o ponto de vista do rotor). Então tenho uma tensão sendo aplicada ao
rotor por uma fonte externa (que acho que é Vt) e tenho essa tensão induzida (que acho
que é Ea), que é uma tensão contrária a da fonte externa (fonte externa CC = tensão de
alimentação) e essa tensão induzida (força contra eletromotriz) é responsável por fazer o
controle da corrente (que acho que é Ia). Quanto maior a tensão induzida, menor a
corrente (que acho que é a de armadura) e isso se deve ao fato de que a tensão induzida
depende da velocidade, então quanto maior a velocidade, maior será a tensão induzida e
menor a corrente de armadura. Então, na partida, onde a minha velocidade é nula, minha
tensão induzida (tensão interna, tensão de armadura Ea), também é nula e a corrente de
armadura é muito alta.
O comutador faz a inversão das correntes, deixando sempre fluir para a mesma direção,
(corrente contínua), permitindo o torque sempre para a mesma direção.
https://www.youtube.com/watch?v=q2YPLG_FVGw
Vt Ea
Ia

Ra
Partida
Isso é para refrigerar.
Interpolo

Enrolamento compensador Enrolamen


to de
campo
principal
do estator.
A tensão na bobina sem o
comutador, tem o
comportamento alternado, pois
não sofre retificação.
A tensão com o comutador
é retificada.
• Motor CC:
A força eletromotriz induzida (Ea) depende da corrente de excitação (corrente de
campo), que gera o fluxo e da velocidade/rotação
• Motor CC:
Na ligação independente, temos uma fonte externa CC alimentando o enrolamento
de campo, e o enrolamento de armadura alimentado por outra fonte externa CC.
Quando não temos disponível a fonte externa CC para alimentar o enrolamento de
campo, podemos fazer as outras ligações, como a shunt (paralelo/derivação), onde
posso colocar um reostato de controle (resistor variável), para controlar a corrente.
Ou a ligação série, onde o enrolamento de campo, é percorrido pela própria
corrente de armadura (motores de trens e metrôs por exemplo). Ou a ligação
composta (compound), onde o enrolamento de campo principal fica em cima do
enrolamento em séria (ou vice-versa)
• 32:
• 33:
Esse gráfico mostra a
tensão de armadura
(tensão interna,
induzida = Ea) para uma
determinada corrente
de campo.
• 34:
Um motor CC em derivação, de 50 HP, 250 V e 1200 RPM, tem uma resistência de
total de armadura de 0,06 Ω. Seu circuito de campo tem uma resistência de 50 Ω,
com uma velocidade a vazio de 1200 RPM. Pede-se:
a) Velocidade quando a corrente da fonte é 100 A.
b) Potência e conjugado, induzidos, para esta corrente.
• 35:
Um gerador CC em derivação de 12 kW, 200 V, tem os seguintes valores de
resistência: Ra = 0,1 Ω e Rf = 60 Ω. Sabendo que a velocidade no seu eixo é de 1600
RPM a plena carga.
Calcule o valor do conjugado induzido para potência e tensão de saída nominais.
Calcule o valor da tensão interna gerada.

Você também pode gostar