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Como vemos a Psicopatologia em Análise do Comportamento

by Eduardo Alencar on 15 de dezembro de 2007 in Momento Behaviorista

Link: http://www.redepsi.com.br/2007/12/15/como-vemos-a-psicopatologia-em-an-lise-do-
comportamento/

Interesse de Skinner “porque os sujeitos agem como agem? ”


A relação entre sujeito – ambiente altera o comportamento do sujeito e modela
seu repertório de vida

Nesta ciência, onde o comportamento é multideterminado e transforma-se


conforme a relação entre o sujeito – ambiente, a conduta humana é tida como
mutável e adaptativa às contingências (Controle de estímulos, esquemas de
reforçamento, situações antecedentes, contextos e conseqüências, etc.),
portanto, pensar em um comportamento patológico em análise do
comportamento é pensar em um comportamento que é NORMAL /
NATURAL, pois foi adaptado pelo organismo a uma gama de contingências X,
mas que é socialmente inadequado e que pode causar sofrimento ao organismo
que se comporta.

Gangora (2003) discorre minuciosamente como a filogênese, a ontogênese e a


cultura são cruciais na interpretação e compreensão de “psicopatologia” em
Análise do Comportamento. A sociedade espera que as pessoas ajam de
determinada forma, a isso, aprendemos a chamar de “NORMAL”. Estatísticos
tabulam a média através da freqüência e ocorrência de fatos. Tudo que sair desta
média, aprendemos a dizer que é “ANORMAL”.
Normal ou Anormal, não é função de nenhum psicólogo ser conivente com
julgamento de valores. Sob a ótica comportamental, normal ou anormal, o
comportamento humano é fruto de contingências e merece que o psicólogo se
debruce conceitualmente, cientificamente, eticamente sobre a demanda clínica
que afeta o seu cliente.

Para esta vertente teórica, o homem não é rotulado como um “chek list” de
sintomas e rótulos, ele traz à clinica uma série de comportamentos que estão
sob controle de diferentes variáveis e que não estão desvinculadas de sua
história de vida. Ele traz comportamentos adaptados às relações com o mundo
a sua volta e “cura” não depende única e exclusivamente deste “adoecido
sujeito”, ou só do terapeuta. Lembrem-se que o comportamento é tido como fruto
da relação sujeito – ambiente. O Homem modifica o ambiente e é modificado por
ele. O comportamento vai sendo modelado e muda os rumos mediante aos
estímulos pelos quais é afetado.

Pensando desta maneira, um depressivo bipolar que chega à clinica é mais do


que uma “lista ambulante” de sintomas, é um sujeito cujo sintomas tem uma
função diferente em sua vida dos demais “milhões” de adoecidos no mundo, um
sujeito único, com relações únicas, com sofrimento único, mas que pode ser
submetido às leis funcionais do comportamento.
Para finalizar, a Análise do Comportamento não descarta as contribuições dos
manuais diagnósticos e estatísticos, ela simplesmente amplia o olhar sobre eles
que em sua grande parte, focam única e exclusivamente respostas e topografias
de comportamentos, o que consiste apenas em uma pequena parte da tríplice
contingência. Tais manuais são usados nesta vertente teórica para dar “dicas”
comportamentais ao terapeuta, mas não para substituir ou direcionar a avaliação
/ análise funcional do qual cada comportamento é função.

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O normal, o patológico e a Análise do Comportamento.
Por Comporte-se - 2 jul. 2013
https://www.comportese.com/2013/07/o-normal-o-patologico-e-a-analise-do-
comportamento
A classificação de padrões comportamentais como transtornos mentais é
determinada por práticas que estabelecem os padrões socialmente aceitos ou
não, originadas na cultura. Assim, padrões que violam expectativas sociais são
tratados como “anormais” ou “psicopatológicos”.
Assim, por acreditar que os padrões de comportamento do indivíduo são fruto
de um entrelaçamento de processos de variação e seleção nos três níveis
(filogenético, ontogenético e cultural), a Análise do Comportamento não
compreende nenhuma forma de comportamento “psicopatológico”,
“desadaptativo” ou “anormal”, visto que decorrem de variação e seleção como
qualquer outro, e são selecionados por suas consequências. (Vilas Boas,
Banaco & Borges, 2012). Em outras palavras, tendo em vista que a Análise do
Comportamento compreende que os produtos comportamentais são resultado
de histórias de variação e seleção, nos níveis biológico, individual e cultural, se
os comportamentos ditos “patológicos” se mantém é porque de alguma forma
produzem reforço significativo, logo, estão adaptados em algum grau (Sidman,
1966).
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