Você está na página 1de 138

SERGIPE–BR | EDIÇÃO 1859 | ANO 35 | 26/11/2018

A NOVA ERA DA NOTÍCIA

VOCÊ SABE QUANTO CUSTOU?


Licitação com valor total de aproximadamente R$ 40 milhões
serviu para bancar estrutura de palco, som e led para festividade
PERCLES/CINFORM

FORRÓ
CAJU
2018 ACESSE P. 16

Para anunciar nos Classificados CINFORM toque aqui


A NOVA ERA DA NOTÍCIA

SERGIPE–BRASIL

t
ÍNDICE CADERNO 1 TOQUE E ACESSE

OPINIÃO
EDITORIAL – As festas de Aracaju! 5

CHARGE 9

CINFORMANDO – Licitações em Sergipe


e uma empresa sortuda 10

POLÍTICA
Você sabe quanto custou o Forró Caju 2018? 16

GERAL
Festa de milhões – ENTREVISTA EXCLUSIVA 30

Novo presidente da OAB desabafa: “Sofri


ataques injustos durante a campanha” 42

Jornalista do CINFORM conquista


1º lugar no prêmio Sincor-SE 49

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 2


Prefeitura abandona o “Farol d’Atalaia”,
hoje entregue ao caos 53

É crítico o número de pedintes em Aracaju 62

Passagem Premiada entrega mais


dez prêmios de R$ 500 cada 70

Dinheiro só sairá quando todos morrerem? 75

PRÓ-SOLUÇÃO – População reclama da falta


de infraestrutura em bairros da capital 84

ENCARTE – Guanabara 90

ANUNCIE
AQUI

CONTATE SUA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE OU


TOQUE u E FALE COM OS NOSSOS CONSULTORES
uÁurea Cristina (79) 99833-2123
uCláudio Sousa (79) 99971-9179

SE PREFERIR, FALE DIRETAMENTE


COM O CINFORM SOLICITANDO UMA VISITA
(79) 3304-5414
ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 3
E ACESSE
t
TOQUE
ÍNDICE
GERAL

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 4


1/4

EDITORIAL

AS FESTAS DE
ARACAJU!
Hoje nem quero falar dos surrupiados
artistas sergipanos, que abrilhantaram as
festas de Ará, em junho(!) e até esta data não
viram a cor do dinheiro, depois de derramarem
seu suor pelas noites, oferecendo circo ao povo
nessas festas de Aracaju.

Se existe uma forma de burlar o


orçamento público é através da contratação
de artistas. Esse tipo de contratação escapa,
em casos de profissionais consagrados, da
competitividade presente nas contratações
de serviço pelos entes públicos, como
acontece, amiúde, nessas festas de Aracaju.

O artigo 25, inciso III, da Lei Geral das

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 5


| EDITORIAL 2/4

Licitações, Lei 5.666, reza que a licitação é


inexigível “quando houver inviabilidade de
competição, em especial: para contratação de
profissional de qualquer setor artístico... desde
que consagrado pela crítica especializada ou
pela opinião pública”. O poder público parece
abusar dessa exceção, nessas festas de Aracaju.

Esse benefício tem oferecido pano para


as mangas de gestores públicos corruptos,
aqui sem especificar ninguém, por enquanto.
Apenas se constata o que é sabido por
qualquer um que se interesse pela conduta
dos responsáveis por secretarias ou entidades
públicas que se relacionam com o show
business, nessas festas de Aracaju.

É bom que os gestores tenham


presente que, no seu parágrafo segundo,
esse mesmo normativo estabelece que: “..
em qualquer dos casos de dispensa, se
comprovado superfaturamento, respondem
solidariamente pelo dano causado à Fazenda
Pública o fornecedor ou o prestador de
serviços e o agente público responsável...”. É

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 6


| EDITORIAL 3/4

bom ficar de olho nessas festas de Aracaju.

Sergipano adora festas juninas, com a sua


bela música, suas danças e suas comidas
típicas, suas fogueiras e seus fogos de artifício.
Essa rica musicalidade nordestina está
contaminada, é bem verdade, por ritmos de
gosto duvidoso e que nada têm a ver com a
nossa cultura. Mas isso já é outro tema, embora
relacionado com essas festas de Aracaju.

Como foi possível, por exemplo, que


o consagrado artista Michel Teló tenha
se apresentado, com a sua banda, em
Aracaju, por R$20 mil reais?

O que as festas de Aracaju têm mesmo


em comum? As denúncias de achaques,
mentiras e contradições. Como foi possível,
por exemplo, que o consagrado artista
Michel Teló tenha se apresentado, com a sua
banda, em Aracaju, por R$20 mil reais, como

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 7


| EDITORIAL 4/4

consta na “transparência” da PMA?! No site


“correio24horas” consta a média de cachê dos
artistas por show, e o de Michel Teló é um dos
mais caros, por R$350 mil.

No diário Oficial da União, consta a


contratação desse mesmo cantor por R$180 mil
reais. Então, por que cargas d´água aparece o
valor de R$20 mil no “portal da transparência”
da prefeitura? Este valor irrisório também está
no Plano de Trabalho do Convênio 869421/2018,
firmado entre a Prefeitura de Aracaju e o
Ministério da Cultura, para o Forró Caju 2018!!!
Quem pagou a diferença? Mesma coisa para Elba
Ramalho e Alceu Valença. De onde saiu o dinheiro
para essas festas de Aracaju?

A coisa é tão grave que o TCE, o TCU e os


MPs deveriam ter, se ainda não têm, auditores,
com tempo e empenho, especialistas em
festas públicas, porque o que acontece nestas
terras sergipenses, neste ano de 2018 é,
negativamente, espetacular. Polícia Federal,
intercedei por nós! Vamos fiscalizar e dar
cobro nessas misteriosas festas de Aracaju.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 8


| OPINIÃO

CHARGE | Percles
ENQUANTO ISSO... NO BRASIL

...A partir de 1º de janeiro, ela vai estar pronta


pra funcionar normalmente... O problema é que
a engrenagem estava toda comprometida com
peças adulteradas, falsicadas, corrompidas...
Estamos trocando tudo!

ANO
ANO35
35--ED.
ED.1859
1857 -26/11/2018
-12/11/2018 --99
| OPINIÃO 1/5

Edvar Freire
CINFORMANDO

LICITAÇÕES
EM SERGIPE E
UMA EMPRESA
SORTUDA
Todos conhecem, ou, pelo menos já
ouviram falar de como se processa uma
licitação. O princípio basilar das licitações
é a democratização, a impessoalidade nos
processos de compras de bens e aquisição de
serviços pelos entes públicos, aliás, como está

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 10


| OPINIÃO | CINFORMANDO 2/5

expresso na Constituição, com o objetivo de se


evitar favorecimentos.

Existem modalidades e tipos de licitação,


e um procedimento dos mais utilizados é o
pregão eletrônico, para compra de bens ou
contratação de serviços comuns, tudo de
acordo com a Lei Federal 10.520/2002, que se
submete à Lei Geral das Licitações.

O pregão eletrônico é, portanto, um meio


lícito, se legalmente utilizado, de se fazerem
compras de bens e contratações de serviços
para os entes públicos.

O que chama a atenção em Sergipe é


que, analisando-se um determinado Pregão
Eletrônico, efetuado no site do Banco do
Brasil, este ano, percebe-se que uma empresa,
sortuda, está acostumada a “vencer” sempre
as licitações de que participa – Veja-se que
o Banco do Brasil não tem nada a ver com
o processo, ele apenas disponibiliza uma
ferramenta para qualquer organização que se
cadastre e pague pelo seu uso.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 11


| OPINIÃO | CINFORMANDO 3/5

No caso em análise, em uma modalidade


“pregão eletrônico”, do tipo “menor preço”,
essa empresa sortuda ganhou o certame,
mesmo estando com o seu preço em 8º
lugar, ou seja, havia sete empresas com
preços mais baixos, mas, como não eram
sortudas, perderam.

Em um certame desse tipo, além do menor


preço, há alguns fatores que devem ser levados
em consideração, sempre preservando o
interesse público. Um deles, por exemplo é o
valor inexequível (Um preço tão baixo que dá
para desconfiar que não será cumprido).

Até aí, tudo bem. Agora, sete empresas,


quase todas com preços claramente
exequíveis e mais favoráveis ao interesse
público serem desclassificadas, em benefício
da 8ª colocada, chama a atenção porque
é algo inusitado entre os profissionais que
lidam com compras públicas.

Detalhamento dessa e de outras licitações


públicas aracajuanas, todas com indícios

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 12


| OPINIÃO | CINFORMANDO 4/5

claros de favorecimento, caro leitor ou


estimada leitora, você verá na edição da
próxima segunda-feira.

Prefeitura arrecadadora
A Prefeitura de Aracaju, pouco antes das
eleições, juntou suas cobranças em aberto e
as descontou no Banco do Brasil, ou seja, fez
caixa de imediato, pagando a devida taxa e
deixando os títulos para que o banco os receba.
Do jeito que essa carteira funciona, o crédito
futuro é a garantia da liquidez que a casa de
crédito exige.

Prefeitura arrecadadora 2
Outra ação vigorosa da Prefeitura de Aracaju
é com os acordos de parcelamento. Se o
contribuinte atrasa pagamento, de imediato
a procuradoria da prefeitura oficia ao juiz,
solicitando bloqueio de contas do devedor.
No espaço de tempo entre a remessa do
ofício pela Procuradoria e a ação judicial de
boqueio demora uns seis meses. Se nesse
ínterim o contribuinte já tiver pago a(s)
parcelas(s), como é de hábito, tarde demais.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 13


| OPINIÃO | CINFORMANDO 5/5

Sua conta será boqueada e vai demorar


para ver seu dinheiro de volta.

Morro do aeroporto de Aracaju


O Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, pesa 580
milhões de toneladas. Uma equipe está fazendo
um levantamento para ver quantos milhões
de toneladas de terra já foram removidas do
Morro da Piçarreira, infinitamente menor.
Aparentemente, como essas retiradas
começaram nos governos de João Alves, há mais
de 30 anos, já era para existir uma cratera, e
não um morro no local, assombrando até hoje a
aviação. Aliás, como está informado no Fax Aju
de 05.11.2017, que publicou matéria da Secom
do estado, o morro foi demolido em 2013, por
Jackson Barreto. Então, o que se vê ali é uma
miragem!

Toque e acesse: www.classifacil.net

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 14


ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 15
1/14

POLÍTICA
EXCLUSIVO
VOCÊ SABE
QUANTO CUSTOU
O FORRÓ CAJU
2018?
lLicitação com valor total de
aproximadamente R$ 40 milhões
serviu para bancar estrutura de
palco, som e led para festividade

PAULA COUTINHO | paula.coutinho@cinform.com.br

“Sergipe é o país do forró” é um dos


versos da letra “Chamego Só” do compositor
sergipano Rogério Cardoso. A música dele
quer reavivar a alegria e a tradição do ritmo da
terrinha amada em todo o ano e não somente

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 16


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 2/14
FOTOS DIVULGAÇÃO

Forró Caju 2018, o evento que pode ter


custado bem mais do que R$ 4 milhões

nos meses de São João. Rogério faleceu, em


2014, lutando, cantando e acreditando que um
dia haveria reconhecimento merecido para
os músicos locais. Que um dia muita coisa
errada seria denunciada, em nível nacional,
e os músicos sergipanos estariam livres para
cantar com alegria de cigarras e não morrerem
de trabalhar, sem ver a cor do dinheiro, como
formigas. Ledo engano. Porque ano após ano,
muitos dos músicos locais continuam de “pires
na mão”. Implorando às gestões públicas
(município, estado) que paguem, em dia, pelos
trabalhos realizados.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 17


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 3/14

#ElesReceberam
Elba Ramalho, Michel Teló e Alceu Valença

Mas em uma coisa Rogério estava certo.


Sergipe realmente é o país do forró. O forró,
porém, não é aquele que o compositor cantava.
Porque aqui quem comanda a música não é
forrozeiro, nem artista. E a festa não é para
a sociedade. E muito menos é popular. Um

Artistas sergipanos: #ElesNão

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 18


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 4/14

exemplo claro dessa aritmética mal contada à


sociedade é o Forro Caju edição 2018.

Quer entender o imbróglio? É simples. À


população, a Prefeitura Municipal de Aracaju
(PMA), por meio do prefeito Edvaldo Nogueira,
anunciou o convênio de número 869421/2018,
com o Ministério da Cultura (MinC), para
a realização da festa, no valor total de R$
3.643.000,00 milhões. Para a sociedade, estes
aproximadamente R$ 4 milhões pagariam
tudo – artistas (nacionais e locais), estrutura
de palco, transmissões de TV necessárias,
publicidade e propaganda do evento, estrutura
de show; enfim, todo o aparato necessário para
a realização da festa. Não, o valor total do Forró
Caju edição 2018, produzido pela Secretaria
Municipal de Comunicação (Secom), e não
pela Funcaju como muitos pensam, não custou
somente R$ 4 milhões. Pode ter custado
bem mais do que isso. Está aí a primeira
complicação.

À época, a PMA, na pessoa do prefeito,


até enalteceu a atitude do deputado federal

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 19


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 5/14

Diário Oficial da União, documento que mostra os


reais valores dos shows dos artistas nacionais

André Moura, de colocar uma emenda no valor


de R$ 16 milhões para a realização de todos
esses festejos juninos sergipanos. A atitude do
deputado permitiria que cada um dos gestores
retirassem os respectivos valores diretamente

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 20


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 6/14

do MinC. Nestes R$ 16 milhões estariam


inclusos a festa de Aracaju – o Forró Caju 2018
– e todos os outros eventos juninos do interior.
Edvaldo também chegou a dizer, em alto e bom
som, que “o dinheiro já estava na conta”. Não
estava e não está. Segunda complicação.

R$ 40 MILHÕES
O que ninguém sabe é da existência de
uma outra licitação, o pregão eletrônico de
número 061/2018, com data de abertura
no dia 14 de maio de 2018, às 10h30 pelo
horário de Brasília, aberto pela Prefeitura
Municipal de Aracaju (PMA), exibido pelo site
do Banco do Brasil (www.licitacoes-e.com.
br), exclusivamente para comprar serviços,
pelo menor preço, para os eventos públicos de
grande porte (festas), que agora a Secretaria
de Comunicação da PMA realiza, mas que,
antes, eram realizados pela Funcaju. Como, por
exemplo, o Forró Caju edição 2018.

Os preços dessa licitação?


Aproximadamente R$ 40 milhões. São R$
8.449.998,70 milhões, R$ 10.799.997,22 e R$

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 21


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 7/14

457.999,58 mil para a empresa Téo Santana


Empreendimentos, Propaganda e Eventos
Ltda. Mais R$ 23.633.332,25 milhões, R$
2.888.496,76 milhões, R$ 1.869.999,15 milhão,
R$1.464.444,27 milhão para Barreto Evento
Produções e Turismo Eireli. Acrescidos de
R$ 2.550.000,00 milhões para a Luz e Led
Produções Ltda ME. As empresas acima
descritas trabalham com estrutura de palco,
show, iluminação, projeção de led. Como o
certame foi realizado em maio desse ano e tem
validade para o período de um ano, a contar a
partir da realização, é possível calcular, com
facilidade, que os cofres públicos do município
pagaram ou ainda pagarão, proporcionalmente,
montantes mensais equivalentes a R$ 4
milhões para essas empresas.

COMPADRIO OU NEPOTISMO
Outra ponta dessa história que não fecha
e que a sociedade sergipana igualmente
desconhece é que uma das empresas
vencedoras deste pregão licitatório, a Téo
Santana Entretenimentos, Propaganda
e Eventos Ltda, pertence ao empresário

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 22


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 8/14

Teófilo Santana, conhecido por Téo Santana,


irmão de Luiz Roberto, atual secretário no
município de Aracaju.

No entanto, a lei federal número 6.888, Lei


das Licitações, dispõe, em seu artigo 9º, um
rol de impedimentos à participação direta ou
indireta nas licitações públicas de pessoas
que mantenham algum vínculo com gestores
ou servidores públicos. Conforme estabelece:
“Os impedimentos funcionam como uma
barreira através da qual são obstadas essas
participações, independentemente de qualquer
consideração casuística, agindo, portanto, de
forma preventiva, baseados, apenas, no risco
de danos derivados desses vínculos”.

CERTAME SAI DO AR
Toda a documentação deste certame, com
os valores, a tomada de preço e as etapas do
pregão, com as respectivas classificações das
empresas concorrentes e as vencedoras, bem
como as “desclassificadas” com os seus lances
bem mais baixos, estavam no site do Banco do
Brasil em setembro deste ano de 2018. Agora,

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 23


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 9/14

os documentos saíram do site. Mas as cópias


originais de todas essas etapas, juntamente
com o Edital, mostrando todo o certame, estão
sob posse das fontes desse jornal.

E onde o Forró Caju entra nessa história dos


aproximadamente R$ 40 milhões? Simples.
Os empresários desse pregão já foram pagos,
ou serão pagos, pelo Tesouro Municipal; conta
direta da Prefeitura, sem passar por nenhum
convênio do Ministério da Cultura, sem
constrangimento, sem esperar seis meses e
não ter a certeza do recebimento pelo trabalho
realizado; situação em que hoje se encontram
os artistas (músicos) sergipanos que tocaram
e cantaram no Forró Caju edição 2018.

MICHEL TELÓ POR R$ 20 MIL


Humilhação que também não passaram
os artistas nacionais; tais como, Michel
Teló, Elba Ramalho e Alceu Valença, que –
assim como os empresários acima citados
– também já receberam, e foram igualmente
pagos pelo Tesouro Municipal, conforme
explicitam as páginas do Diário Oficial da

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 24


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 10/14

União, publicado no dia 5 de julho de 2018,


edição 128, seção 3, página 310. Constam
ali os valores reais dos shows de cada um
dos artistas, e não o valor maquiado pelo
convênio assinado pela PMA.

E pode-se verificar, por exemplo, que o show


de Michel Teló custou, na realidade, R$ 180 mil;
e saiu do erário municipal. E não apenas R$ 20
mil, como diz o convênio da PMA com o MinC,
que nem sequer foi liberado. Este valor de R$
180 já foi pago a Michel Teló. “Por que nós,
músicos locais, também não podemos receber
conforme receberam os artistas nacionais?
Por meio dessa conta única do Tesouro
Municipal?”, questiona o artista Luiz Fontineli.

30 DILIGÊNCIAS CONTRA A PMA


As páginas do Diário Oficial da União
expõem uma realidade que, comparadas
às mais de 30 diligências do MinC à PMA,
demonstraram inúmeras irregularidades
por parte da Secretaria Municipal de
Comunicação Social – Secom – responsável
direta pelo convênio. Os documentos fazem

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 25


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 11/14

parte da rede de dados do Siconv – Sistema


de Gestão de Convênios e Contratos de
Repasse do Governo Federal, aberto à
consulta pública, disponível na internet.

Por meio dessa documentação é possível


verificar falhas operacionais, como, por
exemplo, o contrato de exclusividade do artista
Silvério Pessoa, em que consta um carimbo do
registro de Erivaldo de Carira, um outro artista.
Em dezenas de contratos de inexigibilidade
não constam as cartas de exclusividade dos
respectivos artistas. As respectivas respostas
da PMA, conforme técnicos experientes em
preenchimento dos cadastros do Siconv, não são
funcionais, nem objetivas. E, certamente por isso,

PARA MAIS INFORMAÇÕES OU DÚVIDAS, LIGUE

(79) 3304 - 5414


Clique aqui e faça seu anúncio

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 26


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 12/14

até agora o dinheiro – os aproximadamente R$ 4


milhões – não foi liberado pelo MinC.

Cansados de tanta espera sem nenhuma


definição, os músicos, representados pelo
Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado
de Sergipe (Sindimuse), estiveram, por três dias
desta última semana (19, 20, 21), em audiências
com a vice-prefeita Eliane Aquino e a equipe
da PMA; formada por advogados, secretário
de comunicação e técnicos, com finalidade de
solucionar a questão do pagamento dos músicos.

“Fizemos nosso trabalho e precisamos


receber. Os músicos estão desesperados,
precisando pagar as contas. A PMA acabou
de fornecer a nós toda a documentação do
convênio e nós estamos analisando para saber
em que podemos ajudar a Prefeitura, quais
documentos dos artistas que ainda faltam para
que o Ministério libere esse dinheiro”, ratificou
Tonico Saraiva, presidente do Sindimuse.

POLÍCIA FEDERAL
Em Sergipe, conforme os depoimentos

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 27


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 13/14

de artistas e de empresários do ramo de


entretenimento, os editais das licitações
costumam inserir cláusulas específicas e
aleatórias para que somente alguns vençam.
Fato que está hoje sendo investigado pela
Polícia Federal (PF).

Mas, boa parte dessas licitações,


principalmente as realizadas no período de
2009 a 2015, já é objeto de um inquérito de 36
volumes produzido pela Deotap, com mais ou
menos 200 folhas cada um, perfazendo um
total de aproximadamente 10 mil páginas, ainda
não divulgado, sabe-se lá porquê. Mas talvez
estes novos fatos, agora investigados pela PF,
consigam desmontar uma quadrilha inteira –
não quadrilha junina, claro – de entretenimento
no mercado de shows de Sergipe, de que
certamente fazem parte empresários, produtores
culturais, lobistas e muitos, muitos políticos.

RESPOSTA PMA
A Prefeitura de Aracaju informa que
a previsão do repasse do Ministério da
Cultura (MinC) para iniciar o pagamento dos

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 28


| POLÍTICA | EXCLUSIVO 14/14

músicos que tocaram no Forró Caju 2018 é


a partir do dia 30 deste mês. Inclusive, na
última segunda-feira, 19, uma comissão da
administração municipal, composta pela
vice-prefeita Eliane Aquino, pelo secretário
da Comunicação Social, Luciano Correia,
e pelo presidente da Fundação Cultural
Cidade de Aracaju (Funcaju), Cássio Murilo,
recebeu representantes do Sindicato dos
Músicos Profissionais de Sergipe (Sindimuse),
demonstrando abertura ao diálogo e
atendendo à solicitação dos músicos, para
comprovar toda a transparência que o governo
vem tratando essa questão.

Na reunião foi esclarecido aos artistas o


estado do convênio com o Governo Federal e
foi definido que técnicos do Sindicato iriam
analisar a documentação. Além disso foi
firmado um compromisso para resolver a
situação, através da somação de esforços.
A Prefeitura também ressalta que atendeu
a todas as exigências do MinC com sucesso
em maio deste ano e que está no aguardo do
repasse financeiro por parte do Ministério.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 29


1/12

GERAL
FESTA DE MILHÕES –
ENTREVISTA EXCLUSIVA
FOTOS ARQUIVOS PESSOAL

LUZY – A MULHER
QUE TODO MUNDO
QUER OUVIR FALA
PELA PRIMEIRA VEZ
PAULA COUTINHO | paula.coutinho@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 30


| GERAL 2/12

A alagoana Ediluze dos Santos, de sorriso


largo, 39 anos, e radicada em Sergipe, na
cidade de Neópolis desde a adolescência, fala
ao Cinform, com exclusividade. Isso acontece
após as denúncias veiculadas pela mídia,
a partir do indiciamento dela pela Policia
Federal (PF), que deflagrou, há duas semanas,
a Operação Árion, para investigar ilícitos no
Arraiá do Povo, evento promovido pelo governo
do Estado. Atualmente, o inquérito policial já
está na justiça. Acerca das denúncias, Luzy se
diz inocente. A respeito de 97% dos artistas
sergipanos trabalharem com a produtora
Marya Bunita, a mulher alega que isso é o
resultado do trabalho dela, construído há anos,
onde a confiança é o segredo de sucesso.
Confira agora essa entrevista:

CINFORM: Você é proprietária ou é


somente responsável pela Marya Bunita?
LUZY: Não sou proprietária, mas sou a
responsável geral pela Marya Bunita.

Quem é proprietário (a) da Marya


Bunita? Érica Patrícia.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 31


| GERAL 3/12

Você se viu em um emaranhado de


escândalos, o que você tem a dizer sobre
isso? Na verdade, eu tomei um impacto tão
grande, nem sei dizer qual foi a minha reação.
De ver (pelo inquérito da Polícia Federal –
PF) que eu fraudei um edital do qual eu nem
participo da seleção. Eu inscrevo os artistas
(nos projetos). Eu não sou procurada pela
Secretaria de Cultura do Estado, sou procurada
pelos artistas. E eu não inscrevo somente para
Sergipe. Inscrevi Mestrinho para Caruaru, Taís
para Caruaru, Erivaldo para Caruaru. Eu vivo
aprendendo a cada dia que o Edital é a forma
mais legal (pelas vias da lei) de você entrar em
uma festa. Hoje não se escolhe uma empresa,

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 32


| GERAL 4/12

Eu não vim porque sou amiga,


namorada ou amante de um político. E
o meu trabalho é de boca em boca, eu
pago certinho, tudo com cheque”

escolhe um artista. Se você (artista) tem um


portfólio bem feito, você entra.

O que é um portfólio bem feito? É ter


uma discografia, release, projeto do show,
fotos e cartazes antigos de outros shows e três
notas ficais para provar que existe um trabalho
anterior; para provar que o artista não surgiu
agora, não apareceu agora.

Você falou de aparecer agora. E você,


Luzy, apareceu agora? Eu trabalho desde
2010. Acho que sou muito bem vista pelo meu
jeito. Por ser mulher. Só tem eu de mulher nesse
mercado de produção, não tem outra mulher
no Estado, que eu conheça. Eu sou a única. E

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 33


| GERAL 5/12

represento muitos artistas... em Laranjeiras,


Japaratuba, Japoatã, o baixo São Francisco
todo; as quadrilhas, que são de vários lugares.

Por que tantos artistas trabalham com


você, 97% com você? Acho que é porque eles
confiam em mim.

Não teve ou tem alguém que você estaria


protegendo; um homem, uma mulher, que
você estaria protegendo. Alguém grande
que você está protegendo? Ninguém. E
eu vou te explicar porque não tem. Olha, vou
te contar a minha história. Eu nunca fiz uma
entrevista como estou fazendo com você,
é exclusiva. Por quê? Porque eu achei que
eu não era tanta coisa para acontecer tudo
isso. Eu não imaginei que meu nome, a Luzy;
hoje eu administro a Luzy, mas a empresa é
Marya Bunita. Mas ninguém entra aqui falando
Marya Bunita, eles (artistas) dizem assim:
eu vou procurar a Luzy. Eu sou de Alagoas,
moro muito tempo em Sergipe, Neópolis, fui
frentista, balconista, trabalhando sempre
com gente, com povo. Conheci uma pessoa

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 34


| GERAL 6/12

na minha escola que me disse que eu era a


cara desse trabalho com festas. Então vim
trabalhar no meio artístico e me dei super
bem. Eu vim de Neópolis pra cá, justamente
com um Cinform nas mãos. Eu vim do interior
procurando o que todo mundo procura na
capital: trabalho. Eu não vim porque sou amiga,
namorada ou amante de um político. E o meu
trabalho é de boca em boca, eu pago certinho,
eu [pago] tudo com cheque, não tem essa
coisa de R$ 20 seu, R$ 20 meu, e R$ 20 para o
fantasma.

Mas você sabe que ir falar na PF é


complicado ... É complicado...

Eu particularmente estive na PF, há uns


3 meses, e está chegando muita coisa lá. E
aí? Eu não acho que
ninguém vai falar
nada pra mim.

Mas tem muita


gente indo dizer o
seu nome? Indo na

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 35


| GERAL 7/12

polícia dizer que eu recebi algum valor? Ir na


polícia dizer isso?

Isso, ir na polícia dizer isso. Eu não


acredito que tenha ocorrido esse fato, porque
eu nunca fiz isso.

Há pessoas que dizem na PF que você


está envolvida, você tem como provar
que não está envolvida? Tenho, tenho
como provar sim. Todos esses arquivos aqui
que você está vendo são notas fiscais com

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 36


| GERAL 8/12

recibos. Existe toda uma documentação


possível que se leva aos órgãos específicos:
Prefeitura, Sebrae, etc. Com propostas,
certidões negativas, três notas fiscais.
Não é só com o Estado, todas as seleções
e editais são assim. Eu já fiz até evento
para o Ministério Público porque eles (MP)
procuraram os artistas. Não sou eu que
faço isso... a seleção. Eu nunca selecionei
ninguém. Queria ter o dom e a sorte de fazer
um Forró Caju na vida.

Eu nunca selecionei ninguém.


Queria ter o dom e a sorte de fazer
um Forró Caju na vida”

Mas você sabe que tráfico de influência


existe não é? Eu sou amigo de fulano,
eu vou facilitar para fulano... Eu acho o
seguinte: para encontrar a verdade, tem que
ver quem fazia esse trabalho antes de mim.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 37


| GERAL 9/12

E quem fazia antes de você?


Então, eu não vou ser tão (específica assim).
Isso tudo está atingindo a minha família, eu
tenho uma filha de 4 anos, ela já consegue
entender que o nome da mãe dela é Luzy
porque todo mundo chama esse apelido, é um
pedaço do meu nome. O meu pai é uma pessoa
simples (...). E eu não quero falar, ser tão ruim,
como essas pessoas que estão indo na mídia,
falando tanta besteira.

Mas não é a mídia. É a Polícia Federal.


Há pessoas que foram chamadas na PF e
falaram sobre você. Isso é muito sério Eu
não vi nenhuma pessoa falando de mim. Eu
estive na PF. Na verdade eu vou sempre na
Polícia Federal, e eu vou sem advogado. Eu
tenho endereço fixo, meu telefone, só não estou
atendendo porque está lá (apreendido pela PF).

Essa história da PF dizer sobre várias


empresas, mas todas com um telefone só?
A Luzy é minha, é a minha produtora. Por
que eu deixei de trabalhar com a Luzy? Eu
estava doida para alguém me perguntar isso,

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 38


| GERAL 10/12

ainda bem que você me perguntou. Quando


teve o caso das verbas de subvenções
(material exclusivo publicado pelo Cinform,
em dezembro de 2012, que culminou com
o processo instaurado pelo MPF), uma
pessoa, Givaldo, que faz evento também, me
procurou porque ele não conseguia dar a
nota. Ele me pediu para emitir a nota. Eu não
recebi subvenção nenhuma. Fui confiar em
uma pessoa (Givaldo) e me prejudiquei. Por
que eu não continuei com a Luzy? Porque
naquela época, o Ministério Público me
perguntou assim: “você tem lucro?” Eu disse
que sim. Porque eu vivo do meu trabalho de
produtora. Aí eles (MP) me informaram que
Organização Não Governamental – ONG – (e
a Luzy era uma ONG) não pode ter lucro. Sabe
quantas produtoras são ONGs aqui e fazem
isso? Trabalham como se fossem ONGs, mas
lucram, sabe quantas fazem isso? Várias. Eu
não fui a primeira.

Mas você sabe que está errado? Está


errado. Mas eu não sou a primeira. Inclusive eu
trabalhava assim com a Beija-Flor.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 39


| GERAL 11/12

Mas você tem noção que está errado?


Não. Eu fui ter noção depois. Porque
como eu trabalho com cultura, com
artesãos também, eu achava que a cultura
era uma coisa que não podia pagar tantos
impostos. Eu pagava só o ISS – Imposto
sobre serviços – para mim estava correto.
E a subvenção veio, estragou com o meu
nome, e o MP disse: ‘Luzy, você tem três
empresas em seu nome – Beija-Flor, Luzy e
Marya Bunita – então eu escolhi. A Luzy foi
idealizada por mim, de algo que eu aprendi
com Tonhão do Imbuaça. Então, esse
nome Luzy... O promotor fez as mesmas
perguntas que você está me fazendo. Bem
assim, você é laranja de quem? Quem você
está protegendo? E eu disse, não estou
protegendo ninguém.

E essa história de 12%, de 17%.. Outra


pergunta que eu queria muito. Os 12%
cobrados era quando eu trabalhava com a
Luzy. Hoje, eu cobro 17% porque a empresa
Marya Bunita é Simples Nacional. No final
sobra somente 7% aqui para a produtora.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 40


| GERAL 12/12

Essa história de eles tocarem, cantarem,


e não receberem? Em todos os eventos os
artistas recebem. Agora, o Forró Caju é uma
incógnita pra mim. Não sei nada sobre isso.
E sobre todos esses escândalos, tenho a
dizer que não sou nada do que estão falando
por aí. Na verdade, eu queria que as pessoas
soubessem quem é a Luzy.

Ele me pediu para emitir a nota.


Eu não recebi subvenção nenhuma.
Fui confiar em uma pessoa (Givaldo)
e me prejudiquei”

E quem é a Luzy? Sou negra, sou produtora


cultural, sou mãe, sou cotada como a musa dos
artistas sergipanos porque eu tenho paciência
com eles, eu sou uma mulher que trabalha pelo
pão de cada dia. Nunca me envolvi com nenhum
artista, nem com político. O único dinheiro que
entra alto aqui é na época do São João.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 41


| GERAL 1/7

NOVO PRESIDENTE DA OAB DESABAFA


FOTOS DIVULGAÇÃO

Inácio Krauss comemora vitória na sede da OAB

“SOFRI ATAQUES
INJUSTOS
DURANTE A
CAMPANHA”
lMesmo sem conseguir maioria,
mas com 40% dos votos, Inácio venceu
Carlos Augusto e Arnaldo Machado

FREDSON NAVARRO | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 42


| GERAL 2/7

O atual vice-presidente da Ordem dos


Advogados do Brasil em Sergipe, Inácio
Krauss, foi o vencedor da eleição realizada
na semana passada. A disputa foi acirrada
e ganhou repercussão em todo o estado.
Com 2.199, representando 40% dos votos, a
Chapa 3, liderada por Krauss, foi eleita para o
triênio 2019/2021 e terá a missão de manter o
compromisso da OAB com a defesa da classe
e da cidadania. Em segundo lugar, com 1.852
votos (34%), ficou o candidato da Chapa 1,
Carlos Augusto Monteiro. Arnaldo Machado
conquistou 1.307 votos (24%) e ficou em
terceiro lugar.

Em entrevista ao Cinform, Krauss comentou


comparações com Henri Clay, falou sobre os
desafios que deve enfrentar, reafirmou que
a defesa das prerrogativas dos advogados
continua sendo uma prioridade e disse que
sofreu ataques injustos dos adversários
durante a campanha.

Intitulada “Advocacia Forte, Avança”, a


chapa vitoriosa tem como vice-presidente Ana

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 43


| GERAL 3/7

Lúcia Aguiar; secretário-geral, Aurélio Belém;


secretária-adjunta, Andrea Leite; tesoureiro,
David Garcez, e presidente da Caixa de
Assistência, Hermosa França. O pleito definiu
os membros da diretoria e suplência da
Caixa de Assistência dos Advogados e dos
Conselhos Seccional e Federal da OAB/SE,
que levantarão as bandeiras da instituição
nos próximos anos. A posse dos eleitos
acontecerá em janeiro de 2019.

CONFIRA A ENTREVISTA

CINFORM: O senhor é atual vice-


presidente da OAB, a sua gestão vai dar
continuidade ao trabalho realizado por
Henri Clay Andrade?
Inácio Krauss: Cada gestor tem seu
modo de gerir a instituição. Sem dúvida, a
gestão do presidente Henri Clay Andrade
foi a mais proativa e operosa na história
da Instituição. Veja você que assumimos a
OAB com dívidas de mais de R$ 960 mil,
pagamos os débitos e ainda assim realizamos
um trabalho eficiente, que trouxe inúmeros

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 44


| GERAL 4/7

“Cada gestor tem seu modo de gerir a instituição”

benefícios para a classe. Somente no período


quando estive interinamente na Presidência,
inauguramos 12 salas da advocacia nos fóruns
das comarcas do interior sergipano, e ainda
realizamos dois desagravos públicos em
defesa das prerrogativas da advocacia, sem
contar o trabalho desenvolvido pela Caixa
de Assistência da Advocacia e pela Escola
Superior da Advocacia, com números muito
acima das gestões passadas. Vamos dar
sequência a este trabalho e fazer muito mais
pela classe, adotando o estilo de gestão Inácio
Krauss, que a advocacia já conhece.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 45


| GERAL 5/7

O senhor foi eleito com 40% dos votos,


mas a soma dos votos da oposição chega
a quase 60%. Como fazer para unir a
advocacia? A leitura também pode ser outra:
a advocacia é madura e sabe que a divergência
e a crítica são bem-vindas. A disputa ocorreu,
o período eleitoral acabou, agora somos todos
advogados e advogadas, e trabalharemos
unidos pela advocacia sergipana, buscando
fazer o melhor para a classe.

Em relação ao aviltamento
das chamadas audiências de
correspondência, qual a vai ser a sua
atitude para evitar esse tipo de situação?
Precisamos, primeiramente, conscientizar
a classe. A gente sabe que os serviços de
correspondência jurídica têm se mostrado
cada vez mais frequentes de uns anos
para cá. A multiplicação de sites visando à
contratação de profissionais com este fim
também aumentou muito, pois facilita o
trabalho de escritórios pela sua praticidade e
economia. Mas tudo tem limite e precisamos
trabalhar para evitar os abusos.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 46


| GERAL 6/7

Quais são os maiores desafios que o


senhor vai enfrentar a partir de janeiro
de 2019? Essa foi uma campanha dura na
qual sofremos ataques injustos e sobretudo
deletérios à minha honra pessoal e à do
presidente Henri Clay Andrade, patrocinados
por nossos adversários. Mas, encerrado o
pleito e agora eleito presidente da OAB/
SE, passo a representar toda a classe. O
desafio de agora em diante é trabalhar em
prol da advocacia, sem distinção, a fim de
manter as conquistas alcançadas e avançar,
especialmente nos clamores que ouvimos
durante o pleito.

A defesa das prerrogativas será uma


prioridade? Sempre foi e continuará sendo.
Defender as prerrogativas do advogado é
defender a cidadania. Será uma luta sem
trégua. A aprovação da criminalização da
violação das prerrogativas da advocacia
pelo Congresso Nacional é nosso foco, um
caminho a ser perseguido até obtermos a
vitória. Seremos respeitosos com todos os
poderes constituídos, mas quando a situação

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 47


| GERAL 7/7

exigir mais firmeza, temos a independência


necessária para exigir o devido reparo.
Nenhuma amizade, com quem quer que
seja – promotor, juiz, político –, irá me
impedir de defender um colega advogado ou
advogada afrontado em suas prerrogativas
constitucionais. Este é um compromisso
que selei com a classe na campanha e que
cumprirei sem hesitação.

Muitos advogados têm reclamado do valor


da anuidade, o senhor pretende reduzir?
Entre as prioridades está reduzir a anuidade,
já que agora temos as condições financeiras
necessárias. Vamos fazer o estudo orçamentário
para ver o valor real que poderemos reduzir, pois
tudo tem que ser feito com responsabilidade.
Além disso, devemos implantar um sistema de
fidelidade em que o advogado e a advogada
poderá até zerar sua anuidade. Através da
Caixa de Assistência, dispomos de uma série
de convênios com empresas e serviços. Ao usar
os conveniados, a advocacia começa a juntar
pontos que valerão desconto na anuidade,
podendo chegar à gratuidade.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 48


| GERAL 1/4

O prêmio aconteceu na
última quinta-feira, 22
ARQUIVO PESSOAL

JORNALISTA DO
CINFORM CONQUISTA
1º LUGAR NO PRÊMIO
SINCOR-SE
lThayná Ferreira ganhou na categoria
Webjornalismo, com a matéria que teve
como tema “Seguro Rural é sinônimo de
modernização”, publicada há dois meses no
jornal CINFORM

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 49


| GERAL 2/4
ARQUIVO PESSOAL

Ela ganhou troféu, além de um prêmio em dinheiro

A jornalista integrante do jornal semanário


CINFORM, Thayná Ferreira, conquistou o
primeiro lugar na categoria Webjornalismo
do “Prêmio Sincor Sergipe de Jornalismo”. A
sua matéria teve como tema “Seguro Rural
é sinônimo de modernização”, publicada há
dois meses. Thayná Ferreira mostrou o que
é o Seguro Rural e para que serve, este que
é um dos instrumentos principais da política
agrícola, que visa proteger plantações,
máquinas, suplementos agrícolas e até

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 50


| GERAL 3/4

mesmo produtores, de eventuais problemas,


principalmente de fenômenos climáticos.

“O ramo de seguros precisa ser mais


divulgado. Muitas pessoas o associam apenas a
seguro de vida, de carros etc., mas desconhecem
o quão amplo ele é. Na reportagem eu falei sobre
o Seguro Rural e suas modalidades, a exemplo
dos seguros Agrícola, Pecuário, Penhor Rural,
Aquícola e Florestal. Conversei com profissionais
da área e tentei deixar o mais claro possível de
que se trata tudo isso”, declara.

SINCOR
O prêmio Sincor de Jornalismo aconteceu
nesta última quinta-feira, 22, no salão de
festas Camp Perrin. O prêmio é uma realização
do Sindicato dos Corretores de Seguros do
estado de Sergipe, que conta com o apoio
do Sindicato dos Jornalistas do estado de
Sergipe (SINDIJOR), da Federação Nacional
dos Corretores de Seguros (FENACOR) e da
Escola Nacional de Seguros (FUNENSEG), cujo
objetivo é incentivar a produção de matérias
jornalísticas, focando no mercado de seguros,

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 51


| GERAL 4/4
CHINA TOM

A jornalista está na equipe CINFORM há mais de um ano

que evidenciem a importância do seguro para


a proteção da sociedade.

“Estou feliz e realizada em conquistar este


prêmio. Tenho certeza que é o primeiro de
muitos que virão. Agradeço a toda equipe
CINFORM pelo incentivo, dedico a Deus e a
toda a minha família”, finaliza.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 52


| GERAL 1/9

PREFEITURA
ABANDONA O
“FAROL D’ATALAIA”,
HOJE ENTREGUE
AO CAOS
lO cartão postal está
FOTOS VIEIRA NETO

em ruínas pela ação


da natureza e ausência
de manutenção e
infraestrutura

THAINÁ FERREIRA
| redacao@cinform.com.br
ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 53
| GERAL 2/9

Todo o espaço está abandonado

O conhecido Farol da Atalaia, o mais


antigo da capital, construído todo em
metal, situado na Praça Tenente Domingues
Fontes, s/n, bairro Farolândia, não é mais a
mesma coisa. O cartão postal, que é um dos
mais importantes patrimônios históricos
está entregue ao caos, tanto pela ação da
natureza, quanto pelo vandalismo. São
pichações no farol e nos bancos da praça,
estrutura do farol enferrujada, resíduos
descartados incorretamente, lixeira quebrada,
poste no chão e pessoas dormindo dentro
do farol, uma verdadeira bagunça. O poder

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 54


| GERAL 3/9

Há muitas pichações no local

público municipal, que é responsável pelo


espaço, nada faz. É nítida a necessidade
de revitalização do espaço. O Governo de
Sergipe, através do Banese e a Prefeitura
investiram quase R$ 1,3 milhão em obras
de revitalização do antigo farol no ano de
2009, mas não houve ação de preservação
continuada. De acordo com o engenheiro
civil, Lucas Gabriel, o monumento público foi
revitalizado para fins culturais e artísticos.
Segundo ele, “hoje, há exatos nove anos após
sua revitalização é possível notar a praça
lotada e uma quantidade exacerbada de

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 55


| GERAL 4/9

viaturas da polícia,
assim como a
desorganização
dos ambulantes,
ausência de lixeiros
públicos e nenhuma
orientação do
trânsito no local”.

“Como a noticia
é reportada quase
sempre pelos
moradores, que
no dia seguinte vê
realmente a praça
com muito lixo, dá
a impressão que
quem frequenta
ali são vândalos
e baderneiros, o
que de maneira
nenhuma reflete
a realidade, o que
existe é um espaço
Há um poste caído na praça
público carente de

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 56


| GERAL 5/9

infraestrutura. A polícia é importante sim,


a garantia da ordem é bem vinda sempre,
porém todos têm o direito de acessar o
espaço público, não é com violência ou
bombas de efeito moral e balas de borracha
que se resolvem problemas de lixo no
chão, isso se resolve com lixeiras. O local
certamente não é um ponto de tráfico, é
aquela velha história de enxugar gelo. Aquele
espaço não é e nem vai ser nunca ponto
de combate ao tráfico organizado, porque
simplesmente é inviável traficar a céu aberto
em praça pública a 3 metros de uma viatura.
De maneira geral o que esperamos do poder
público é que viabilize o uso do espaço com
lixeiras, com agentes de trânsito e com
organização dos ambulantes. Esse espaço foi
reformado justamente para receber pessoas,
não para ser cercado pela Choque. Este é
um município carente de entretenimento
para maioria da população. O que está
acontecendo ali deveria ser motivo de
fomento por parte do estado, como trazer a
população para o espaço público, organizado,
estruturado e seguro”, opina o engenheiro.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 57


| GERAL 6/9

É inegável
que o local
também sofre
com a ação
de alguns
baderneiros.
A equipe de
reportagem
do CINFORM
flagrou
pichações,
garrafas
deixadas no
local, poste
e lixeira
quebrada. De
acordo com
O farol está a ver navios
o jornalista
Renato
Poderoso, é de suma importância que haja
a revitalização do espaço para preservar
a história do antigo farol que em décadas
atrás guiava barcos e navios.

“É notável que esse espaço público

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 58


| GERAL 7/9

Segundo a Prefeitura há pessoas dormindo no local

cresceu muito logo após a abertura de um


barzinho universitário. É preciso um projeto de
urbanização com rampas para acessibilidade,
jardim, lixeiras, calçadas, iluminação e até um
mini palco para apresentações artísticas. Essas
melhorias darão mais visibilidade, criando um
ponto de referência entre o passado e o presente
em que todas as histórias se encontram”, sugere
o jornalista Renato Poderoso.

PREFEITURA
A reportagem do CINFORM entrou em

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 59


| GERAL 8/9

O farol da Atalaia
foi inaugurado
em 1888

contato com a Defesa Civil de Aracaju. O


major Silvio Prado informa que foi feita uma
inspeção visual e que o local não corre risco

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 60


| GERAL 9/9

de queda, porém possui algumas patologias.


Os elementos de fechamento da estrutura
estão enferrujados devido à proximidade com
o litoral e que as chapas metálicas do farol vão
precisar de reparos. O major garante que vai
enviar um relatório esta semana para Empresa
Municipal de Serviços Urbanos (Emurb),
esta que é responsável pelo local, a fim de
minimizar os danos.

UM POUCO DA HISTÓRIA
FOTOS DIVULGAÇÃO

O Farol foi pensado em 1854 pelo presidente


da Província de Sergipe, Inácio Joaquim
Barbosa, que encaminhou ao Ministro da
Marinha a planta e o orçamento para a
construção de um farol na barra do Rio
Cotinguiba, hoje chamado de Rio Sergipe.

Em 1888 ele foi inaugurado e desativado


no ano de 1991, assim que o farol da Coroa do
Meio iniciou suas atividades. No ano de 2007
houve obras de restauração e revitalização
da área, farol e praça. Em 2009 houve outra
reforma, como dita no início da reportagem.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 61


| GERAL 1/8

Muita gente se sente


FOTOS VIEIRA NETO

vulnerável ao dizer não

É CRÍTICO O
NÚMERO DE
PEDINTES EM
ARACAJU
lEm cada canto da cidade há pessoas pedindo
esmola. Prefeitura não possui alternativas para
acabar com isto, há apenas projetos voltados
para pessoas em situação de rua

THAYNÁ FERREIRA | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 62


| GERAL 2/8

São nos sinais de trânsito, nos terminais


de ônibus, nos transportes públicos, nos
supermercados e até mesmo nos shoppings
centers, em cada canto da cidade há alguém
pedindo esmola. Chega a ser assustadora
a quantidade de pessoas que estão nesta
situação. Muitos pedem por necessidade,
outros agem por má fé, porém, não há
como saber. Os cidadãos muitas vezes se
sentem na obrigação de ajudarem por medo
de algumas atitudes violentas que alguns
pedintes podem ter. O poder público não
possui ações para este tipo de situação,
apenas para pessoas que moram nas ruas.
Fechando os olhos para esta realidade.

Recentemente a estudante Mirella Mota


passou por uma situação delicada enquanto
estava na padaria. Ela foi abordada por uma
mulher que a chamou no canto e disse que
tinha uma criança no hospital precisando de
leite em pó e fraldas descartáveis. A jovem
disse que poderia ajudar com o leite em pó,
mas ela disse que tinha de ser uma lata de
uma marca específica. Mirella disse que veria

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 63


| GERAL 3/8

Muitos pedem por necessidade, outros não

o que poderia fazer, mas a mulher insistiu.

“Me senti obrigada e desconfiada. Se a


criança fosse intolerante a lactose, entenderia
a exigência de leite sem lactose, por exemplo.
Mas exigir o leite mais renomado e mais caro?
E se alguém realmente precisa de algo, será
que tem exigências? Não me senti bem e não
comprei a lata. Gosto de ajudar, mas acredito
que há algumas pessoas que usam da nossa
solidariedade com má fé”, relata.

A jovem critica ainda a forma como o poder

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 64


| GERAL 4/8

público poderia atuar em situações como esta.


“Acho que secretaria de assistência social
poderia estudar a situação de crianças pedintes,
que não são poucas aqui na capital. Já presenciei
uma mãe obrigando seus filhos pequenos a pedir
dinheiro e elas brigaram com eles porque não
conseguiram. Em vez de as crianças estarem
estudando, estão nas ruas pedindo dinheiro. Se
pensar a longo prazo, até mesmo a segurança
pública é prejudicada”, finaliza.

MAIS CRÍTICAS
Uma servidora pública municipal que não
quis ser identificada relata sua indignação
diante desta problemática. “Em todas as
grandes avenidas da capital existe gente
abordando, pedindo dinheiro, desde crianças a
idosos. A sociedade diariamente é abordada por
essas pessoas e convive com o paradoxo: ajudar
ou não ajudar? Vivemos na insegurança total,
onde constantemente ocorrem roubos e furtos
na cidade. Ao sermos abordados pelos pedintes,
muitas vezes, queremos até ajudá-los, mas
nos deparamos com a incerteza de que aquela
pessoa não nos fará mal algum”, declara.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 65


| GERAL 5/8

Ela fala ainda que não há políticas públicas


voltadas para essas pessoas e cada vez mais
só aumenta o número delas pela cidade. Para
ela, tal situação influencia negativamente
na cidade, afetando os turistas e a própria
sociedade local. “Essas pessoas menos
favorecidas, que estão à margem da sociedade
precisam de atenção. E quais são os projetos
sociais da nossa cidade? Quais ações estão
sendo tomadas para debelar tal situação? O
problema de pessoas nas ruas pedindo ajuda
não é uma realidade local, porém a forma
de governar influencia bastante. Na nossa
cidade existem muitos pedintes e poucas
ações públicas voltadas para eles. Os índices
de desemprego, violência, marginalidade,
analfabetismo são altos aqui. O que faz com
que tal problema se agrave”, critica.

O agente de viagens Cleomar Macedo


sempre viaja pelo país e avalia a diferença
de Sergipe com os outros estados. “Eu tenho
viajado muito pelo país com esse olhar e não
vejo tantos pedintes nos outros lugares como
aqui, é impressionante. Principalmente na

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 66


| GERAL 6/8

Eles estão em todo o canto

Orla de Atalaia. Eu saio com minha esposa


para tomar um açaí ou comer alguma coisa
e sempre é a mesma coisa. Uma situação
horrível. Eu fiz um levantamento informal,
conversei com pessoas que conheço da
área hoteleira e vejo que as pessoas têm
reclamado e se sentem acuadas, é uma
coisa que realmente assusta. Eu sou muito
curioso para saber o que os órgãos acham
disso e o que pretendem fazer, desconheço
manifestações da ABIH, do sindicato dos
guias, restaurantes etc. Eu, como profissional
da área fico constrangido, aquela orla tão
bonita, as pessoas ficam bem vulneráveis em
relação a violência”, declara.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 67


| GERAL 7/8

PREFEITURA
A Prefeitura de Aracaju, através da
Secretaria Municipal de Assistência Social,
informa que tem buscado intervir por meio
de suas equipes de abordagem social,
disponibilizando às pessoas em situação de
rua os serviços especializados e continuados,
conjugando atendimento e atividades
direcionadas para o desenvolvimento
de sociabilidades, na perspectiva de
fortalecimento de vínculos interpessoais e/ou
familiares que oportunizem a construção de
novos projetos de vida, e buscando alternativas
para a melhoria de suas condições de vida e
garantia dos seus direitos. E informa que os
seus serviços perpassam por oferta de abrigo
temporário; atividades de desenvolvimento
pessoal e profissional; a inclusão desses
cidadãos ao campo de trabalho e quando
necessário recambiá-los a suas cidades de
origem. Mas, nada voltado aos pedintes.

A secretaria diz que têm sido desenvolvidas


ações articuladas e integradas com outros
setores, como o acesso às políticas públicas

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 68


| GERAL 8/8

de educação, cultura, saúde etc., e que todos


esses atores se tornam participantes ativos
na sustentação de algum tratamento ou
no processo de reinserção social daqueles
sujeitos. Afirma ainda que outra intervenção
para trabalhar a questão apresentada consiste
na preparação de ações educativas que devem
orientar a população diante dos pedidos de
esmola das pessoas em situação de rua.
Contextualizando que não é favorável que o
atendimento das necessidades básicas das
pessoas seja movido por um momento, mas
que seja sim um compromisso solidário de
todas as pessoas para assegurar o acesso
regular e constante a todos os serviços e
direitos necessários à dignidade humana.
E que há equipes de abordagem social que
atuam buscando identificar e acompanhar
as pessoas que se encontram em situação
de vulnerabilidade nas ruas de Aracaju.
Segundo ele, a abordagem é feita por
uma equipe multidisciplinar formada por
educadores sociais, assistentes sociais e
psicólogos, além de contar com o apoio de
conselheiros tutelares.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 69


| GERAL 1/5

ASCOM SETRANSP

PASSAGEM
PREMIADA
ENTREGA MAIS DEZ
PRÊMIOS DE
R$ 500 CADA
Os passageiros de ônibus que adquiriram
créditos do cartão Mais Aracaju Pré-pago
durante o mês de outubro concorreram a

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 70


| GERAL 2/5

prêmios em dinheiro na Passagem Premiada


e, nesta quinta-feira, 22, foram revelados na
solenidade de entrega no Terminal DIA, os
novos dez ganhadores sorteados na quarta
edição da Passagem Premiada.

A promoção que premia todos os meses dez


passageiros do transporte público coletivo com
R$ 500 em dinheiro cada, está um sucesso
de participação e é uma forma de valorizar
aqueles que utilizam o mecanismo prático
e mais seguro da bilhetagem eletrônica na
hora de pagar sua passagem de ônibus. Com
o cartão Mais Aracaju, o passageiro evita
exposição com movimentação de dinheiro
no ônibus - contribuindo assim para com
a segurança, tem um melhor controle de
consumo dos créditos e conta com um simples
acesso na realização de recargas.

Nesta 4ª edição, participaram na entrega


dos prêmios os jornalistas Diego Barros,
diretor de jornalismo da TV Atalaia; Ana
Paula, editora de rede da TV Sergipe; Magna
Santana, repórter da FAN FM; Valéria

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 71


| GERAL 3/5

Santana, apresentador da Mix FM e Will


Rodrigues, chefe de reportagem do Portal
F5 News. Eles representaram a imprensa
que tem repercutido as informações de
utilidade pública a respeito do transporte
coletivo em Aracaju.

Participaram da entrega da premiação


também: o diretor da Aracajucard, Gbson
Pereira; o diretor executivo da Aracajucard,
José Carlos Amancio; e os diretores
operacionais das empresas de ônibus Atalaia,
Modelo e Progresso, Emmanuel Lima, Hector
Raul e Armando Santana, respectivamente.

PARA MAIS INFORMAÇÕES OU DÚVIDAS, LIGUE

(79) 3304 - 5414


Clique aqui e faça seu anúncio

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 72


| GERAL 4/5

A promoção Passagem Premiada é uma


realização da Aracajucard, empresa que
gerencia a bilhetagem eletrônica do transporte
público coletivo de Aracaju e da Região
Metropolitana, e conta com o apoio do Sindicato
das Empresas de Transporte de Passageiros
de Aracaju (SETRANSP), da Superintendência
Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e da
Prefeitura Municipal de Aracaju.

COMO PARTICIPAR
Para concorrer, basta o passageiro
adquirir mais de 40 passagens por mês e se
inscrever na promoção no site aracajucard.
com.br, para adquirir o número da sorte.
Mensalmente são dez sorteados pela Loteria
Federal. O próximo sorteio já está marcado
para dia 08 de dezembro para aqueles que
participarem durante o mês de novembro
e a data de entrega da premiação será
anunciada em breve.

Confira os nomes e de onde


são os dez ganhadores desta 4ª
edição da Passagem Premiada:

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 73


| GERAL 5/5

Nome: Cleide Selma Rodrigues de Oliveira


Bairro: Olaria

Nome: Jaqueline de Jesus Sales,


Bairro: Ponto Novo
Nome: Larissa Sales Damasceno,
Bairro 18 do Forte
Nome: Valeria Santos Menezes Santana,
Bairro: Farolândia

Nome: Marcos Antonio da Silva Santos,


Bairro: Novo Paraíso
Nome: Lucas David Santos Silva,
Bairro: Inácio Barbosa
Nome: Rogeria Emidio Rodrigues Santana,
Bairro: Luzia
Nome: Carla Taiana Araujo Vila Nova,
Bairro: Grageru
Nome: Rosangela Araujo Palomares,
Bairro: Atalaia
Nome: Egnaldo dos Santos,
Bairro: Santa Maria

Parabéns aos ganhadores!!

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 74


| GERAL 1/8

FOTOS ASCOM SINDIJUS

Rosas são para relembrar as 104 mortes dos servidores


do TJ que não viveram para receber o dinheiro

DINHEIRO
SÓ SAIRÁ
QUANDO TODOS
MORREREM?
lNinguém pegou o dinheiro; nem os
aproximadamente 600 que têm o direito, nem
os 1200 que foram excluídos pelo Judiciário
porque não eram filiados ao sindicato. São
aproximadamente 1800 servidores sem sequer
ver a cor do dinheiro

PAULA COUTINHO | paula.coutinho@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 75


| GERAL 2/8

Sindijus faz bolo de aniversário


de 24 anos do Processo das
URVs’, uma pendenga que está
fazendo escárnio dos servidores

As rosas nas escadarias do Tribunal de


Justiça do Estado de Sergipe (TJSE) são para
relembrar as 104 mortes, nos últimos 24 anos,
dos servidores do judiciário, que faleceram
sem ver a cor do próprio dinheiro. Dinheiro
esse garantido pela lei e que o TJSE continua,
ano após ano, durante os últimos 24 anos,
fazendo “ouvidos moucos”.

Conhecido como ‘Processo das URVs’, a


pendenga que parece durar uma eternidade
é uma história que envolve servidores

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 76


| GERAL 3/8

aposentados e também aqueles que ainda


estão na ativa, que trabalhavam no TJ, período
de 1994 a 1999, e também o espólio de
trabalhadores que tinham direito de receber
a correção de valores, mas não o acessaram
em vida. Nesses 24 anos, 104 credores
faleceram, aguardando que o TJSE procedesse
com o pagamento das URVs. Ao total, 604
servidores têm direito a receber. Outros que
foram excluídos pelo tribunal ainda lutam pelo
direito em processos individuais que estão em
andamento.

Em busca de Justiça, os servidores do


Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe
(TJSE) que foram afetados pelas perdas
durante a conversão salarial na implantação do
Plano Real em 1994, fizeram um ato às 9 horas
da terça, 20 de novembro, em frente ao Palácio
da Justiça.

De acordo com Plínio Pugliese, coordenador


de Assuntos Jurídicos do Sindijus, o ‘Processo
das URVs’, de número 1995/00101220 está à
mercê da boa-vontade do Estado, que nunca

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 77


| GERAL 4/8

o coloca como prioridade para a lista dos


precatórios. Ao todo são aproximadamente
1800 servidores esperando um dinheiro que
lhes é de direito.

“Os servidores vivos que estão aqui hoje


viram estes 104 colegas falecerem, e viram
os juízes nada fazerem por eles. Viram
juízes continuarem recebendo auxílio-
moradia e auxílio-moradia retroativo. Estes
servidores não sabem o que é a justiça
para eles, isso é frustrante. Na época, em
1995, o Judiciário encontrou uma tática
para diminuir esse passivo do Estado, e
determinou a exclusão dos servidores que
não eram filiados ao Sindicato. Mas isso
é inconstitucional. Porque a Constituição
Federal diz que o Sindicato representa todos.
E o próprio artigo 5º diz que todos são
iguais pela lei. Ninguém pegou o dinheiro;
nem os aproximadamente 600 que têm o
direito, nem os 1200 que foram excluídos
pelo Judiciário porque não eram filiados
ao sindicato. São aproximadamente 1800
servidores nem sequer ver a cor do dinheiro”.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 78


| GERAL 5/8

Trabalhadores do Tribunal de Justiça se reúnem, com diretoria do


Sindijus, na Praça Fausto Cardoso, para buscar solução

Atualmente, o relator do processo no TJSE


é o desembargador Luiz Mendonça. Após
algumas reuniões do desembargador com uma
comissão formado por servidores credores –
apesar da manifestação de Luiz Mendonça de
que gostaria de finalizar a situação, ainda não
foram expedidos precatórios. A mobilização
da terça-feira, dia 20, teve como objetivo que
este último passo que falta para o pagamento
seja dado e seja determinado um fim aos
requerimentos protelatórios do Estado.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 79


| GERAL 6/8

Servidores protestam em frente às escadarias


do TJ para que o Tribunal decida em favor deles

Para a diretora do Sindijus, Sara do Ó,


responsável pela pasta de Aposentados e
Pensionistas, é de extrema importância que os
credores estejam unidos nesse ato. “A gente
precisa pressionar mais ainda para que a
decisão final seja tomada. O desembargador
manifestou que quer acabar com o processo.
Temos que pressionar também a Procuradoria
do Estado para que esse sofrimento, essa
espera e essa luta cheguem ao fim”.

STATUS DO PROCESSO
O desembargador Luiz Mendonça recebeu
o processo em seu gabinete em agosto de

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 80


| GERAL 7/8

2017. Naquele momento informou que havia


designado três auxiliares para se dedicarem ao
processo. Avaliou também, à época, que antes
do final do ano pretendia concluir o trabalho
e, em seguida, encaminharia para precatório.
“Essa é uma dívida que tem com o servidor
e que tem que ser resolvida logo. Não estou
defendendo o direito de um servidor apenas,
mas de uma categoria. Sou favorável a pagar
tudo que os servidores têm direito para não
gerar passivos,” afirmou o desembargador
durante uma reunião em seu gabinete em
agosto do ano passado.

Em outubro de 2017, o Sindijus apresentou


ao gabinete o cálculo atualizado referente
ao valor que os credores deveriam receber.
O Estado de Sergipe, no entanto, recusou os
cálculos e indeferiu o pagamento.

Recentemente, o desembargador do TJSE


decide, então, intimar o Estado a apresentar
valores. O texto da intimação aponta que,
considerando que “o sindicato já apresentou
por mais de uma vez os cálculos que entende

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 81


| GERAL 8/8

devidos aos seus representados” e que


o Estado não concorda com os referidos
cálculos, o próprio Estado deve “apresentar os
valores devidamente corrigidos e atualizados”
de cada um dos servidores e “o respectivo
excesso que entende existente”. Ainda corre
o prazo de resposta dado à Procuradoria para
apresentar esses cálculos.

RECEBA O SEU
JORNAL CINFORM DIGITAL
GRÁTIS
TODA SEMANA ATRAVÉS
DO WHATSAPP, ÀS SEGUNDAS
E QUINTAS-FEIRAS

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 82


IMPORTANTE
Para ler e navegar melhor no seu jornal
CINFORM digital, instale a versão gratuita
do Adobe Acrobat Reader, acessando
o Play Store ou Apple Store do
seu celular, tablet ou computador.

TOQUE TOQUE
E ACESSE E ACESSE

TOQUE E ACESSE

Receba o seu jornal CINFORM digital


GRÁTIS toda semana através do
WhatsApp, às segundas e quintas-feiras

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 83


| GERAL 1/6

POPULAÇÃO
RECLAMA DA FALTA DE
INFRAESTRUTURA EM
BAIRROS DA CAPITAL

Moradores
do Soledade
sofrem com
alagamentos
- ARQUIVO PESSOAL

nos períodos de
chuva

lGrupo foi até a Sede da Prefeitura


tentar falar com o Prefeito Edvaldo
Nogueira na última semana
ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 84
| GERAL 2/6
VIEIRA NETO

Moradores se reuniram na frente da


sede da prefeitura para pedir melhorias

A falta de saneamento básico e de asfalto


nas ruas são problemas que atingem,
principalmente, os bairros mais periféricos de
Aracaju. Como é o caso do bairro Soledade,
zona norte da capital.

Segundo os moradores do loteamento


Jardim Bahia, há mais de uma década que a
comunidade sofre com a lama nos períodos
de chuva e com a poeira nos períodos de
estiagem. Lúcia da Conceição mora no
loteamento há mais de dez anos e lembra que

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 85


| GERAL 3/6

teve que construir sua casa um pouco mais


alta para evitar que ela seja invadida pela água
quando chove.

“Eu moro lá há mais de 10 anos e sempre


foi assim. Quando chove, ficamos ilhados. A
maioria dos moradores do loteamento Jardim
perdeu os móveis porque, sempre que chove, a
água invade as casas”, lembra.

Além de sofrerem com os problemas


da falta de infraestrutura da localidade,
as crianças não têm uma área de lazer. “O
nosso loteamento não tem área de lazer,
mas nem nas ruas elas podem brincar. Lá
tem muita lama, isso faz com que o risco de
contaminação por alguma doença seja muito
alto”, comenta Antônio de Araújo, que também
é morador do Jardim Bahia.

Os moradores relatam ainda que


até mesmo os veículos do Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (Samu) têm
dificuldade para entrar na localidade para
socorrer os moradores.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 86


| GERAL 4/6
- ARQUIVO PESSOAL

Deso causou transtornos no bairro Atalaia

PROBLEMAS EM OUTROS BAIRROS


Mas não é somente na Soledade que os
aracajuanos sofrem com a lama, buracos ou
com a poeira. No bairro Atalaia, na Travessa
Martin Luther King, no lado oposto da cidade,
moradores sofrem com o estado em que as ruas
foram deixadas após a realização de obras da
Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).

“No bairro Atalaia, por exemplo, a Deso


realizou obras em algumas ruas e elas estão

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 87


| GERAL 5/6

VIEIRA NETO

Eles mostravam o situação de seus bairros em suas camisas

intransitáveis, cheias de buracos, e a poeira


dificulta até a respiração das pessoas”,
comenta Antônio.

COBRANÇA À PREFEITURA
Na última terça-feira (20), moradores da
Soledade e da Atalaia se juntaram em frente à
Sede da Prefeitura de Aracaju para cobrar ações
mais efetivas do prefeito Edvaldo Nogueira (PC
do B). Segundo os representantes do grupo,
nem o prefeito nem a sua vice, Eliane Aquino
(PT), os recebeu naquele dia.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 88


| GERAL 6/6

“Hoje, não conseguimos falar com


o Prefeito ou com a vice, apenas uma
assessora do Prefeito nos recebeu. Ela
pegou o nosso contato e falou que marcaria
uma reunião com o presidente da Emurb,
onde poderemos expor as nossas demandas
e ouvir dele o planejamento da Prefeitura
para as localidades”, afirmou Antônio na
saída da Prefeitura.

Procurada pela equipe de reportagem do


CINFORM, a assessoria de comunicação da
Empresa Municipal de Obras e Urbanização
(Emurb) informou que a Prefeitura de
Aracaju já fez a licitação para executar a
obra de infraestrutura nos Loteamentos
Jardim Bahia I e II, onde serão investidos
R$ 3.053.783,15 para implantar drenagem
e pavimentação em 14 ruas. “No momento,
a PMA aguarda que a Caixa Econômica
Federal termine de analisar todo o processo e
autorize o início da obra”, afirma.

ACESSE MAIS NOTÍCIAS EM WWW.CINFORM.COM.BR

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 89


1/3

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 90


2/3

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 91


3/3

TOQUE E ACESSE

WWW.LOJASGUANABARA.COM.BR

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 92


EDIÇÃO 1859

GESTORES
DE 46 CIDADES
DISPUTAM
SELO UNICEF
DIVULGAÇÃO

NA FOTO ACIMA, UMA AÇÃO DAS SECRETARIAS


MUNICIPAIS DE ITABAIANA, DURANTE O 1º FÓRUM
COMUNITÁRIO DA EDIÇÃO 2017–2018
|

ÍNDICE
TOQUE E ACESSE

INTERIOR | A bestialidade mundial


do movimento antivacina 95

POLÍTICA
UNICEF capacita Municípios Sergipanos 103

GERAL
Cristinápolis jogada às
baratas e prefeito nada faz 116

ANUNCIE
AQUI
CONTATE SUA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE OU
TOQUE u E FALE COM OS NOSSOS CONSULTORES

uÁurea Cristina (79) 99833-2123


uCláudio Sousa (79) 99971-9179

SE PREFERIR, FALE DIRETAMENTE


COM O CINFORM SOLICITANDO UMA VISITA
(79) 3304-5414
ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 94
| | OPINIÃO 1/8

Paula Coutinho
INTERIOR

A BESTIALIDADE
MUNDIAL DO
MOVIMENTO
ANTIVACINA
A vacinação é um dos métodos mais
eficazes e cientificamente comprovado
para o combate e a erradicação de
doenças. Recusar-se a vacinar os
próprios filhos e/ou quem está sob nossa
responsabilidade é de um descompromisso
e descaso para com a vida humana que

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 95


| | OPINIÃO | INTERIOR 2/8

beira a insanidade. Até porque a vacinação


é gratuita, e é um direito constitucional
garantido por lei na maioria dos países.

Mas, meio diante de fatos óbvios, há um


movimento, uma onda bizarra, que está se
espalhando pelo mundo todo, de negação das
vacinas. Essa sandice mundial é formada por
pais, mães, até médicos e outros profissionais
da área da saúde, que estão recusando-se a
vacinarem crianças, alegando que as vacinas
estariam produzindo um mal maior.

Recheada pela opinião de muitos naturistas


e/ ou ativistas, que alegam que as vacinas
fazem mal, há pessoas que estão se deixando
levar por essa ideia esdrúxula, o que é
inconcebível para este século e para esta vida
moderna, tão rápida, cheia de informação e de
tecnologias diversas.

Como podemos aceitar viver em um


mundo com smartphones, televisores
de tela plana, carros elétricos, que só
faltam adivinhar nossos desejos; mas

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 96


| | OPINIÃO | INTERIOR 3/8

nos recusarmos a enxergar o perigo que


representa a negação das vacinas? Negar a
importância da vacinação para a erradicação
das doenças é o mesmo que negar a ciência,
e toda a tecnologia descoberta, idealizada e
existente neste século.

Não se explica, por exemplo, grupos de pais


e/ou de professores, que sejam favoráveis
a este movimento insano que prega a não
vacinação de crianças, adolescentes e adultos.
Porque pais deveriam proteger, e professores
deveriam orientar. E saibam, não é só em
países europeus que essa onda de bizarrice
tem vez e voz; no Brasil, um dos países que
sempre foi considerado um exemplo na área
da vacinação, o tal movimento antivacina está
sim em crescimento. Como explicar? Não há
explicação plausível para tamanha aberração.

Um dos meios que vive a propagar


mentiras acerca das vacinas são as
correntes nas redes sociais, repletas
de informações errôneas e equivocas;
verdadeiras fake news. Mediante isso, você,

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 97


| | OPINIÃO | INTERIOR 4/8

pai, mãe ou responsável, que receberam


este tipo de informação, saibam que são
notícias falsas, que podem comprometer
para sempre a vida de seus filhos.

Selo unicef
Parabéns aos gestores e representantes
dos municípios sergipanos que estiveram
presentes, nesta última semana, no
treinamento do programa do Selo Unicef,
Edição 2017-2020, um programa que visa
integrar os governos e a sociedade. É este
tipo de ação e de comprometimento que a
sociedade espera de seus governantes.

Selo Unicef II
Quem também está de parabéns é o
município de Aquidabã. Por meio de uma
parceria entre Prefeitura, secretarias e
população e a brilhante iniciativa dos
mobilizadores do programa Unicef e
da Secretaria de Educação da cidade
conseguiu, por meio de Busca Ativa, chamar
de volta à escola, aproximadamente 1300
crianças e adolescentes.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 98


| | OPINIÃO | INTERIOR 5/8

Citricultura
A partir da próxima segunda-feira, dia 26,
inicia o ciclo de entregas de cartões e novas
senhas aos beneficiários do Mão Amiga Laranja
para trabalhadores da colheita em 14 municípios.
No total, serão contemplados 4380 citricultores
(sendo 3678 antigos e 702 novatos) de
Pedrinhas, Riachão do Dantas, Lagarto, Salgado,
Itaporanga D’Ajuda, Indiaroba, Santa Luzia do
Itanhy, Estância, Boquim, Arauá, Itabaianinha,
Tomar do Geru, Cristinápolis e Umbaúba.

Citricultura II
Criado em 2009 pelo Governo do Estado,
através da Secretaria de Estado da Inclusão
Social (Seidh), em parceria com a Empresa
de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe
(Emdagro), Sindicato dos Trabalhadores Rurais
e secretarias municipais de Assistência Social,
o Mão Amiga proporciona renda extra aos
trabalhadores rurais durante a entressafra. “A
equipe do Departamento de Inclusão Produtiva
(DIP) da Seidh estará durante toda a semana,
até o dia 30 de novembro, nesses municípios
para fazer a distribuição dos cartões aos

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 99


| | OPINIÃO | INTERIOR 6/8

beneficiários que aderiram recentemente ao


programa e as novas senhas aos trabalhadores
que já fazem parte”, afirma Maria Auta Arnaldo,
técnica do DIP.

Citricultura III
No dia 26, a equipe estará em Pedrinhas,
Itabaianinha e Salgado. Já na terça-feira, dia
27, será a vez de Lagarto (Colônia Treze) e
Itaporanga. Na quarta, dia 28, Indiaroba, Santa
Luzia e Estância. Quinta-feira, dia 29, será em
Boquim, Arauá e Riachão do Dantas. A semana
finaliza na sexta-feira, dia 30, em Tomar do
Geru, Cristinápolis e Umbaúba. A estimativa de
investimento para a edição 2018/2019 é de R$
3.328.800,00 do Governo de Sergipe através
da Seidh, por meio do Fundo Estadual de
Combate à Pobreza. O benefício corresponde
ao valor de R$ 760, pagos em quatro parcelas
de R$ 190 durante os meses da entressafra
dos cultivos da laranja.

Lagarto
Semana passada, a equipe técnica da
companhia de pesquisa e recursos minerais

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 100


| | OPINIÃO | INTERIOR 7/8

(cprm) esteve com membros da defesa civil


de lagarto para realizar o mapeamento dos
pontos de risco do município. Foram visitados
a barragem, os conjuntos João Nogueira e Júlia
Nogueira, os bairros Loiola e o Loiola 2, onde
duas casas já foram prejudicadas por causa
da chuva. A CPRM é vinculada ao Ministério de
Minas e Energia com as atribuições de serviço
geológico do Brasil.

Lagarto II
De acordo com o geólogo João da Mata,
a partir desse mapeamento será gerado
um relatório detalhado e enviado para a
coordenadoria nacional da CPRM e para o
Centro Nacional de Monitoramento e Alertas
de Desastres Naturais (Cemadem), órgão
responsável pelo monitoramento de desastres
naturais.

Santo Amaro
O Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE)
aplicou multa no valor de R$45mil ao ex-prefeito
do município de Santo Amaro das Brotas,
Luís Herman Mancilla Gallardo, em virtude do

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 101


| | OPINIÃO | INTERIOR 8/8

descumprimento de Termo de Ajustamento de


Gestão (TAG), firmado em 2016, no qual o então
gestor se compromete a implementar o portal
da transparência da localidade.

Santo Amaro II
A decisão ocorreu no Pleno da última
quinta-feira, 22, no julgamento de processo
relatado pelo conselheiro Carlos Alberto
Sobral. O relator observou que a Diretoria de
Controle Externo de Obras e Serviços (Dceos)
emitiu relatório de inspeção informando que
o município de Santo Amaro não apresentou
melhora na terceira avaliação feita pelo setor,
mesmo após ter obtido a nota zero nas duas
anteriores.

Santo Amaro III


Segundo o relatório, apesar de o gestor ter
firmado o TAG, o município não havia criado
website para análise das informações locais,
contrariando a Lei de Acesso à Informação
(Lei Federal nº 12.527, de 18 de novembro
de 2011). Ao ser citado, o responsável não
apresentou justificativa.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 102


| 1/13

POLÍTICA
FOTOS DIVULGAÇÃO

Busca Ativa, em parceria com todas as secretarias municipais,


órgãos da Prefeitura e sociedade em geral: um exemplo de sucesso

UNICEF CAPACITA
MUNICÍPIOS
SERGIPANOS
lO encontro aconteceu em Aracaju nas
últimas terça e quarta-feira, dia 20 e 21
Gestores bem-intencionados querem o
melhor para as populações, e trabalham

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 103


| | POLÍTICA 2/13

arduamente para
isso. Talvez seja
este o principal
interesse que
reuniu, na última
semana, nos dias 20
e 21, representantes
(prefeitos,
secretários,
técnicos) de
46 municípios
sergipanos para
participarem do
Tati Andrade, coordenadora do
programa do programa do Selo Unicef, alerta para
treinamento do o auxílio a crianças e adolescentes
em situação de risco
Selo Unicef, edição
2017-2020, com equipes do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (UNICEF) e os parceiros
do Centro Dom José Brandão de Castro
(CDJBC).

Este foi o 3º Ciclo de Capacitação. Os


temas abordados foram educação, saúde e
protagonismo dos adolescentes. O encontro
aconteceu durante todo o dia, na Faculdade

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 104


| | POLÍTICA 3/13

São Luís de França, localizada na Rua


Laranjeiras, 838, Bairro Getúlio Vargas, em
Aracaju. Durante o evento, os secretários
municipais de educação estiveram presentes,
além do articulador do Selo Unicef e do
mobilizador de adolescentes.

As apresentações incluíram iniciativas de


educação, como a Busca Ativa Escolar para
inclusão de crianças que hoje estão fora da
escola, Trajetórias de Sucesso Escolar, que
abordaram o enfrentamento da distorção
da idade-série, formas de reverter a evasão
escolar, a gestão da escola e a articulação com o
território e relação escola-família-comunidade,
além da apresentação de experiências
pedagógicas de sucesso escolar no Brasil.

A agenda incluiu também orientações para


políticas de tratamento adequado da sífilis
congênita e relatos de experiência dos Núcleos
da Cidadania dos Adolescentes (NUCAs)
instalados nos municípios participantes.

A coordenadora e especialista em

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 105


| | POLÍTICA 4/13

Bicicletas para serem entregues em evento da Prefeitura de


Aquidabã durante ação para conquistar Selo Unicef

Programas do Selo Unicef, a médica Francisca


Maria O. Andrade, conhecida por Tati Andrade
é uma das responsáveis pelos treinamentos
na área da saúde, e veio a Sergipe falar
especialmente de uma questão que vem
preocupando os gestores em todo o mundo:
a questão da importância da vacinação. Tati
Andrade falou ao Cinform e expôs o que
considera prioritário:

“Não podemos perder a chance de vacinar


crianças e adolescentes. Aqui no Brasil
ainda existem doenças que deveriam estar

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 106


| | POLÍTICA 5/13

erradicadas, como o sarampo, mas não estão.


Infelizmente, nos últimos anos elas voltaram.
Um município que conquista o Selo Unicef
no quesito vacinação pode se orgulhar do
feito, porque é realmente um trabalho de
formiguinha, de conscientização”.

Há anos no programa do Selo Unicef,


Tati Andrade rememora a historiografia da
instituição e do programa: “O Unicef, no mundo
inteiro, desenvolve um programa de proteção
das crianças e adolescentes antes, durante e
após desastres. Isso está dentro da missão do
Unicef [sigla em inglês para Fundo das Nações
Unidas para a Infância], pois a organização
foi criada após a Segunda Guerra Mundial
exatamente para cuidar das crianças órfãs
da guerra. No princípio, a missão do Unicef
era cuidar dessas crianças. Depois que a fase
mais aguda do pós-guerra foi resolvida, a ONU
resolveu manter o Fundo. Nós continuamos
trabalhando com outras questões mais amplas
como a garantia dos direitos das crianças e
dos adolescentes. No Brasil, o Unicef iniciou as
suas atividades em 1950. No Ceará, em 1988”.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 107


| | POLÍTICA 6/13

Entrega de óculos para a sociedade durante


ação social no município de Aquidabã

Para a especialista, auxiliar as crianças


e adolescentes em situação de risco e/ou
de desastre é fundamental: “Em primeiro
lugar, eles devem ser prioridade. Isso está
garantido tanto em âmbito internacional
como na Constituição Brasileira, no Artigo
227. Inclusive, tem uma regulamentação
própria do Artigo 227 que é o Estatuto da
Criança e do Adolescente. Então, em qualquer
situação, criança e adolescente devem ser
prioridade. Além disso, nós sabemos que
as consequências para eles são muito mais

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 108


| | POLÍTICA 7/13

graves. As próprias crianças pequenas


são mais vulneráveis à violência física,
psicológica e sexual. Então, elas precisam de
prioridade tanto pela garantia desse direito
estabelecido constitucionalmente como
pela vulnerabilidade a que estão sujeitas. Em
um desastre, há pessoas que perdem tudo,
documentos, fotos, familiares. Uma situação
dessas é bastante traumática para um adulto,
imagine para uma criança”.

GESTORES COMPROMISSADOS
Os municípios inscritos no Selo UNICEF
comprometem-se a, em quatro anos,
implementar políticas públicas para redução
das desigualdades e garantir os direitos das
crianças e dos adolescentes previstos na
Convenção sobre os Direitos da Criança e no
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Pela metodologia da iniciativa, as cidades


passam a ser monitoradas a partir de 11
indicadores, a exemplo: abandono escolar,
distorção idade e ano escolar e cobertura
vacinal, e precisam evoluir em pelo menos sete.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 109


| | POLÍTICA 8/13

Aqueles que obtiverem os melhores resultados,


até 2020, serão certificados.

Durante a edição, o Unicef e seus parceiros


locais promovem um conjunto de atividades
formativas (presenciais e a distância), com o
objetivo de apoiar os municípios na realização
das ações propostas pelo Selo Unicef e na
qualificação das políticas públicas para crianças
e adolescentes. A expectativa é que a elaboração
e execução das políticas públicas continuem
mesmo após o fim da edição. Além disso, a
iniciativa monitora e avalia os resultados nas
condições de vida das crianças e adolescentes.

O SELO UNICEF
A Edição 2017-2020 do Selo Unicef
conta com a participação de mais de 1.924
municípios de 18 estados brasileiros, na
Amazônia e no Semiárido. Destes, 169 estão
na Paraíba. Seu sucesso é resultado da
parceria entre o Unicef e governos estaduais
e municipais por meio da atuação integrada
entre diferentes níveis de governo voltados
às crianças e adolescentes.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 110


| | POLÍTICA 9/13

Alcançar os mais de 1.900 municípios que


participam do Selo Unicef só é possível graças ao
apoio de milhares de doadores individuais e de
parceiros corporativos como Amil, Instituto Net
Claro Embratel, Fundação Itaú Social, RGE, Enel,
Coelba, Cosern, Celpe, BNDES, CPFL, Sanofi,
Neve, Energisa, Celpa e Cemar. Mais informações
sobre o Selo Unicef em www.selounicef.org.br.

Sobre o Unifec, o Fundo das Nações Unidas


para a Infância (UNICEF) promove os direitos e
o bem-estar de cada criança em tudo o que faz.
Com seus parceiros, trabalha em 190 países e
territórios para transformar esse compromisso
em ações concretas que beneficiem todas
as crianças, em qualquer parte do mundo,
concentrando especialmente seus esforços para
chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

IMPORTÂNCIA DO MOBILIZADOR
O trabalho do mobilizador é fundamental
para que as metas do selo Unicef sejam
atingidas. Como é o case de sucesso da cidade
de Aquidabã. Na área da educação, um dos
últimos projetos da secretaria municipal de

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 111


| | POLÍTICA 10/13

educação da cidade conseguiu, por intermédio


da Busca Ativa e da agilidade de mobilizadores,
atingir o número de 1300 matrículas após
a ação realizada.Isto significa que crianças
e adolescentes que estavam fora da escola
retornaram. O programa funciona da seguinte
forma: mobilizadores (as) vão de casa em casa,
divulgando nas ruas, que haverá um evento
público. Também são feitos convites nas redes
sociais da Prefeitura, nas rádios comunitárias.
Todas as secretarias municipais divulgam que
haverá essa ação, qual será o dia e a hora.

AQUIDABÃ, UM EXEMPLO
Em Aquidabã, a secretaria de educação
entregou até bicicletas como brindes aos
participantes sorteados. Durante a festa, a
população é alertada acerca da importância
de as crianças e adolescentes, que estavam
fora da escola, retornarem.

“Minha função como mobilizadora é reunir


os meninos e meninas, crianças e adolescentes,
e fazer com que eles participem das ações do
município. No caso da iniciativa da chamada

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 112


| | POLÍTICA 11/13

pública, foi um projeto da secretaria da educação.


Eu, como mobilizadora, apenas organizei os
meninos, comuniquei aos pais e responsáveis,
para a gente fazer uma festa bonita, e deu aquilo
tudo. Mas é sempre com parceria das secretarias
de educação e assistência social”, explicita
Ariny Mirielle Menezes Correia, mobilizadora do
Unicef, que trabalha no Serviço de Convivência
e Fortalecimento de Vínculos – SCFV –, pela
Assistência Social. E acrescenta: “Mas eu não faço
nada sozinha. Acredito que o trabalho em parceria
é a receita do nosso sucesso aqui em Aquidabã”.

A função de Ariny é mobilizar. Significa


colocar crianças e adolescentes em contato
com os projetos e ações, integrá-los à
sociedade, fazer com que eles se interessem
pelo próprio município e pelo meio que os
cerca. Trabalho que hoje também é realizado
com maestria pelo jornalista e mobilizador
Wilmarques Santos, na cidade de Itabaiana.

ADOLESCENTE VIRA MOBILIZADOR


Mas o caso de Wilmarques se diferencia
do exemplo de Ariny porque existe uma

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 113


| | POLÍTICA 12/13

peculiaridade: Wilmarques foi um dos


adolescentes que participou ativamente dos
projetos do Unicef quando muito jovem, ainda
na pré-adolescência. Na época, morador da
área rural de Itabaiana, o jornalista conta que a
possibilidade de participar dos projetos trouxe
a ele uma visão política e de integração social.

“Nunca tive as carências que muitos


adolescentes têm, nunca passei necessidades,
nem sofri violência. Mas nasci em zona rural,
e é mais difícil ter acesso aos projetos, até ir
para a escola é mais difícil. Então, o Unicef me
possibilizou avançar em muitas áreas. E hoje,
ser um mobilizador, fazer um pouco do que
fizeram por mim, na minha adolescência, é
algo que eu me identifico, porque o programa
do Unicef é fascinante, é uma causa nobre.
Posso ajudar na melhoria da qualidade de vida
de crianças em meu município”.

ITABAIANA REPRESENTA SERGIPE


Feliz, hoje o jornalista e mobilizador já
“colhe” os frutos desse trabalho. E um dos
exemplos que gosta de citar é o da adolescente

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 114


| | POLÍTICA 13/13

e estudante, Karla Laiane Santana, de


16 anos. Laiane representou o Estado de
Sergipe no Encontro de Adolescentes dos
Fóruns de Defesa dos Direitos da Criança
e do Adolescente, evento que contou com
a participação de adolescentes do Chile,
Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

Estudante da Escola Municipal Dom José


Thomaz, no Povoado Rio das Pedras, a jovem
é integrante do Núcleo de Cidadania dos
Adolescentes (NUCA), um projeto desenvolvido
pela secretaria de educação do município de
Itabaiana, cidade que conquistou o Selo Unicef.

PARA MAIS INFORMAÇÕES OU DÚVIDAS, LIGUE

(79) 3304 - 5414


Clique aqui e faça seu anúncio

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 115


1/5

GERAL
FOTOS IAN SOUZA

FOTOS VIEIRA NETO

Ruas às escuras aumentando a sensação de insegurança pública

CRISTINÁPOLIS
JOGADA ÀS
BARATAS E
PREFEITO NADA FAZ
l“Falta limpeza nas praças, lixeiras,
médicos. Nunca há avanços. O índice do
IDEB caiu. Sem contar as 16 secretarias que
existem aqui. Somos uma cidade pequena,
por que tantas secretarias?”

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 116


| | GERAL 2/5

Cristinápolis, apelidada carinhosamente de


Cristina, é uma cidade do interior sergipano, de
pouco mais de 18 mil habitantes. Pacata como
toda cidade interiorana, passaria desapercebida
caso não fossem as 15 secretarias existentes
(onde, de acordo com moradores, pasmem,
só funcionam oito), o gabinete do Prefeito, o
excesso da folha do funcionalismo público, e os
22 órgãos mantidos pela Prefeitura.

A cidade não tem uma indústria sequer. O


prefeito recebe R$ 30.380 mil, teto máximo.
Nas últimas semanas, a fornecedora Sulgipe
cortou a energia do prédio da Prefeitura e desses
22 órgãos municipais por falta de pagamento.
Enquanto isso, para a população de Cristinápolis,
falta de tudo: remédios, assistência médica
básica, iluminação, segurança pública, limpeza.

O descaso é visível. Como a falta de


infraestrutura na Rua Intendente David
Francisco de Oliveira, um local onde muita
gente passa por causa do Hospital de
Cristinápolis. Ali, a escuridão domina o lugar.
Ou as áreas totalmente abandonadas, como

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 117


| | GERAL 3/5

Assim é Cristinápolis hoje, lixo por todas as ruas

o Parque Governador João Alves Filho. Em


Cristina, o mau cheiro e a sujeira estão por
toda parte; como na Travessa 13 de abril, no
centro da cidade. Ou no bairro São Francisco,
no conjunto Marcos Xavier Porto.

Cansados, os moradores do município


denunciam o desamparo público. “Falta luz,
médicos, remédios, combustível. Antes a
gente ganhava ajuda, cestas básicas. Hoje
não há mais atendimento no posto de saúde.
O mato e o lixo tomaram conta da cidade. O
projeto Minha Casa, Minha Vida praticamente
acabou. Os prédios das escolas municipais
também estão caindo por cima dos alunos,
falta manutenção. Nós, moradores, não somos

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 118


| | GERAL 4/5

cachorros não”, desabafa a dona-de-casa e


estudante Ducilayne dos Santos Guedes.

O desabafo de Ducilayne também é sentido


nas palavras do estudante Ian Santos de
Souza. “Nós queríamos melhorias, votamos no
atual prefeito esperando essa mudança. Mas
a situação ficou muito pior. Falta limpeza nas
praças, lixeiras, médicos. Nunca há avanços.
O índice do IDEB caiu. Sem contar as 16
secretarias que existem aqui. Somos uma
cidade pequena, por que tantas secretarias?
Os salários dos secretários são absurdos e a
maioria das secretarias não funciona, como a
secretaria da Agricultura, a do Meio Ambiente”.

De acordo com o único vereador do município


que faz oposição à Prefeitura, o professor
Agrinério Silveira Góes Sobrinho (PTC), as
reclamações dos moradores são pertinentes:
“Serviços como medicamentos na farmácia
básica estão em falta, não há reposição de
lâmpadas nas principais ruas do município e
falta investimento no comércio pelo atraso do
pagamento de funcionários municipais, faltam

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 119


| | GERAL 5/5

Abandono dos principais pontos da cidade, em locais


de grande visibilidade, como o centro do município

médicos na urgência e a gestão atual joga a


culpa para o governo do estado”.

E salienta: “Muitos fatos podem até ser


legais. Mas são imorais. Eu faço oposição ao
mau uso do erário público (sic). Minha cidade
é a quarta mais pobre do estado e seria
hipócrita da minha parte, como professor e
formador de opinião, ser a favor dos gastos
excessivos do poder público municipal”. Até
o fechamento dessa edição, o prefeito João
Dantes dos Santos (PDT), conhecido por Du
de Juca, não foi encontrado.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 120


|

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 121


Emprego
EDIÇÃO 1859

Alguns se desesperam com dívidas


enquanto outros vão à luta
PIXABAY

DÍVIDAS
X
CRIATIVIDADE
Emprego

ÍNDICE
TOQUE E ACESSE

Fugindo das dívidas 124

Mercado noturno de lazer 129

ANUNCIE
AQUI

CONTATE SUA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE OU


TOQUE u E FALE COM A GENTE AGORA
uÁurea Cristina (79) 99833-2123
uCláudio Sousa (79) 99971-9179

SE PREFERIR, FALE DIRETAMENTE


COM O CINFORM SOLICITANDO UMA VISITA
(79) 3304-5414
ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 123
Emprego 2/6
FOTOS ARQUIVO PESSOAL

Graça Barreto, jornalista

FUGINDO DAS
DÍVIDAS
lTão importante quanto estar
empregado, economista dá dicas de
como evitar e sair das dívidas

JULIANA PAIXÃO | redacao@cinform.com.br

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 124


Emprego 3/6

Segundo o Serviço
de Proteção ao Crédito
(SPC), o número de
inadimplentes no Brasil já
chegou há 63,4 milhões,
número superior ao da
população da Itália, que
tem 60,59 milhões de
habitantes. As dívidas
começam pequenas, mas,
com o passar do tempo Lidia Nicolau, estudante de
vão se tornando uma bola técnico em eletromecânica
de neve.

A estudante do curso técnico em


eletromecânica, Lídia Nicolau, precisou
da ajuda dos pais para sair das dívidas.
“Simplesmente perdi o controle das minhas
contas, saí comprando igual uma doida
e quando vi não tinha como pagar. Tudo
que eu queria muito eu comprava, sem
consultar quanto eu tinha. Achando que ia
dar para pagar, mas eu não comprei nada
demais. Meu pai e minha mãe que pagaram
o prejuízo”, comenta.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 125


Emprego 4/6

Lídia comenta que depois do ocorrido


aprendeu a lição. “Aprendi a sempre calcular
o que posso gastar, a não descontrolar para
comprar algo simplesmente porque quero. As
vezes não dá e eu preciso esperar para quando
eu tiver dinheiro sobrando para isso”, destaca.

A jornalista, Graça Barreto, ainda está


tentando quitar as suas dívidas. “A dívida
aconteceu por causa de cartão de crédito,
compras parceladas, algo baratinho que divide
para 12 vezes, mais outra baratinha e divide
para mais doze vezes, quando chega a fatura
do cartão é maior que seu salário, então pede
empréstimo para quitar a dívida e começa a do
empréstimo”, conta.

Graça destaca que a experiência serviu


para abandonar os cartões. “Cartão de
crédito jamais, vou mandar minha mãe
esconder, porque se eu esconder eu sei onde
está! Só não cancelo porque ele pode ser útil
em uma emergência”.

O economista e consultor financeiro, Thiago

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 126


Emprego 5/6

Oliveira, destaca que é


preciso montar um plano
de ação para acabar com
as dívidas. Ele destaca um
passo a passo simples de
como as famílias podem se
organizar para resolver os
problemas financeiros.

“O primeiro passo é
mapear todas as dívidas. Thiago Oliveira, Economista
e Consultor Financeiro
É importante ter o
mínimo de organização e
conhecimento de todas as dívidas adquiridas
ao longo do tempo. Coloque no papel todas as
dívidas, incluindo o valor. Verifique também as
que cobram juros mais altos, elas devem ter
prioridade no pagamento. Em seguida, faça
o levantamento de todas as suas receitas.
Faça também uma compatibilização entre sua
receita e seu estilo de vida. Vale a pena, por
exemplo, cancelar a TV a cabo, reduzir o plano
de telefone, diminuir refeições fora do lar etc.
O valor total das dívidas vai apontar o nível de
sacrifício que você precisará fazer para sanar

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 127


Emprego 6/6

suas dívidas. Isso por alguns meses, até que


suas dívidas sejam equacionadas. Por fim,
verifique quanto sobra mensalmente do seu
orçamento e volte às dívidas já mapeadas. É
importante tentar renegociar algumas dívidas e
fugir dos juros. Pode-se também usar receitas
extras como décimo-terceiro e adicional de
férias para sanar dívidas mais urgentes. No
mais, é ter paciência e disciplina para iniciar o
ano de 2019 com o pé direito”, explica.

RECEBA O SEU
JORNAL CINFORM DIGITAL
GRÁTIS
TODA SEMANA ATRAVÉS
DO WHATSAPP, ÀS SEGUNDAS
E QUINTAS-FEIRAS

TOQUE AQUI
E CADASTRE-SE

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 128


Emprego 1/9

FOTOS ARQUIVO PESSOAL

Daniel conta que o público que acolheu o Vegas foi o


LGBT e a casa se adaptou a eles sempre com Djs na pista

MERCADO
NOTURNO DE
LAZER
lMesmo com a crise, casas de shows e
entretenimento continuam lotadas

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 129


Emprego 2/9

Thiago Sol sempre está atualizando o


seu repertório para manter o sucesso

Quintou, sextou, sabadou, é assim que


muitos postam em suas redes sociais a foto do
look antes de ir para a balada, seja o barzinho,
o show, as boates. No fim de semana todos
querem curtir em um bom lugar. Mesmo com

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 130


Emprego 3/9

Daniel é proprietário do Vegas Karaokê

a crise que atinge o país é possível notar que o


fluxo das casas de show ainda permanece alto.

O cantor Thiago Sol faz uma média de


quinze shows por mês e explica que há muitas
bandas e cantores na cidade para poucas
casas de show. “Em minha opinião a crise
não impacta a noite, porque pra festa a gente
sempre dá um jeitinho. O mercado noturno
é bem movimentado, as maiorias das casas
andam cheias, porque todos gostam de sair. A
música sempre está em evidência”, conta.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 131


Emprego 4/9

Curtir a noite gastando pouco Daniel Oliveira,


proprietário da casa de shows Vegas Karaokê,
já foi sócio de casas como República (2013 a
2016) e House, hoje em dia criou o Vegas que é
o point da turma LGBT jovem da cidade.

“O Vegas é basicamente um meio termo entre


boteco e balada! Oferece tudo que qualquer
balada oferece (mesma diversão, mesma
‘pegada’), porém com custo similar ao de um
boteco, onde não se precisa gastar muito pra
curtir a noite. A ideia veio do fato que muitas
vezes eu queria sair e me divertir, mas não havia
como sem gastar uma quantidade considerável
de dinheiro. Levei um ano amadurecendo a ideia
até chegar aqui!”, explica.

A boate que fica na região da Atalaia tem


crescido, como Daniel conta. “Começou aos
poucos em termos de estrutura, mas com
muito know how da minha parte. Tanto na parte
de sonorização, iluminação, atrações, layout,
etc. E com a ajuda de uma equipe que sempre
acaba completando minhas faltas (coisas que
eu fico na dúvida ou não sei fazer), Vegas tem

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 132


Emprego 5/9

Os preços de boteco atraem os jovens para o Vegas

crescido cada vez mais! Recentemente passou


por uma expansão que quase dobrou sua
capacidade e já está com outra expansão pra
rolar em breve”.

Daniel destaca que a crise, apesar de


impactar o cenário de entretenimento
noturno na cidade, não chegou ao Vegas por
conta dos valores. “Quanto à crise, impacta
pesado! Na época da República, que era uma
boate propriamente dita, o movimento caiu

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 133


Emprego 6/9

O Pier 13 possui dois ambientes: restaurante e boate

quase 50% no auge da crise, que deu uma


baita desempolgada com tudo. Não fosse
isso, talvez a casa ainda estivesse aberta.
Já no Vegas, não influencia tanto por que a
casa é justamente pra quem não quer gastar
muito! Daí a galera acaba vindo de qualquer
jeito! Isso tem seus prós e contras. O pró é
que quase sempre a casa está lotada, mas
o contra é que o retorno é extremamente
baixo diante dos demais estabelecimentos!
Pra se ter ideia, um mês de Vegas equivale ao
faturamento de uma noite de bom movimento
em uma boate. Felizmente não faço isso pelo
dinheiro... tenho outras fontes de renda, e

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 134


Emprego 7/9

a grana que tiro aqui é


basicamente pra manter
a casa aberta e fazer
acontecer. E tô feliz assim,
curto fazer isso”, comenta.

TRADIÇÃO
COM CARA NOVA
Renato Junior, proprietário
das casas de show Atlanta
e Píer 13, sempre trabalhou
Renato é proprietário
no ramo de restaurantes do Pier 13 e do Atlanta
já que seu pai é dono do
Renatão, que tem 37 anos. Nas suas horas vagas
freqüentava as baladas, mas sempre percebeu
defeitos nas casas de show, então resolveu abrir
a sua para consertar o que faltava.

“No início de 2016 decidi que iria montar a


minha, do meu jeito, corrigindo todos esses
defeitos que a grande maioria das pessoas
reclamavam! E daí surgiu o Atlanta na orla
de Atalaia. Que se tornou um sucesso desde
a inauguração. Com o passar de um ano,
percebi que Aracaju comportava mais! O

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 135


Emprego 8/9

Atlanta não dava conta de todo o público, foi


que surgiu a ideia de abrir o Píer 13. Como a
casa é muito grande, fiz um estudo e decidi
fazer uma divisão no restaurante com dois
ambientes. A parte do restaurante e a parte
climatizada, onde é a boate”, explica.

Renato destaca que a crise tem impactado


o mercado noturno. “A crise vem impactando
bastante. Sempre tem aquele ditado, ‘pra
festa não falta dinheiro’. Mas, na minha visão,
percebo que as pessoas, nesse cenário atual,
acabam escolhendo algum dia da semana
para sair e fazendo consumos contidos.
Resumindo, a grande maioria faz conta antes
de escolher para onde sair à noite! Por isso
acabo fazendo promoções atrativas para
pegar esse público também”, destaca.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 136


Emprego 9/9

O Atlanta sempre está lotado aos fins de semana

Renato conta como faz para manter as casas


abertas durante a crise. “E o diferencial para
manter uma casa aberta seria a transparência
entre a casa e o cliente. Com bom atendimento,
preços justos, bom relacionamento dos donos
com os clientes. Fazendo do local um ambiente
familiar e com isso as pessoas acabam
vindo sempre, tornando o local um encontro
de amigos. Pois sabe que naquele local
independente de atrações que iram cantar no
dia a diversão será garantida”.

ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 137


FUNDADO EM 2 DE DEZEMBRO DE 1982 PUBLICADO EM DIGITAL DESDE 17 DE JULHO DE 2017

DIRETOR DE JORNALISMO
Edvar Freire Caetano–DRT–591/SE
edvarfreire@cinform.com.br

Jornalistas
Fredson Navarro – DRT–1145/SE
Julia Freitas – DRT–2286/SE
Juliana Paixão – DRT–2236/SE
Paula Coutinho – DRT–27825-RJ
Thayná Ferreira – DRT–2287/SE

Editoração Eletrônica
Altemar Oliveira
altemar@cinform.com.br

Fotos e Vídeos
Vieira Neto

Marketing
Alberto Costa
alcosa@cinform.com.br

Contatos comerciais
Áurea Cristina (79) 99833-2123
Cláudio Sousa (79) 99971-9179

ENTRE EM CONTATO
(79) 3304 - 5414

OUVIDORIA VOLTAR
1ª PÁGINA
ouvidoria@cinform.com.br
ANO 35 - ED. 1859 -26/11/2018 - 138