Você está na página 1de 6

Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem

BIOMEDICINA
Radioterapia
Caso Clínico

Aluno: Ana Carolina Sanches de Medeiros RA: 20950548


Aluno: Karen Joelly RA: 21015128
Aluno: Ricardo Henrique Sanchez RA: 20989555
Aluno: Vitória Brandolin RA: 20906426
DATA: 08/10/2018

Paciente de 75 anos é trazida ao pronto-socorro pelo filho. Ela mora em um lar para idosos e a família foi
chamada hoje pelo asilo porque a paciente apresentava tosse, falta de ar e dor no peito.
Identificação: Amália, 75 anos, viúva, do lar.
HMA: Paciente apresenta tosse e dispnéia aos pequenos esforços há 1 semana, que piorou muito hoje, quando
começou a sentir também dor no peito. A dor é forte, contínua, opressiva e espontânea, mais intensa do lado esquerdo
do tórax e sem irradiação. Nega expectoração ou febre. Nega outros sintomas.
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial crônica leve, em uso de hidroclorotiazida. Osteoporose, em uso de cálcio
e alendronato. Nega diabetes, hipercolesterolemia, trombose, derrame ou infarto. Nega outros.
Antecedentes ginecológicos: 1 gestação, 1 parto normal há 55 anos atrás. Menopausa aos 55 anos, não usa reposição
hormonal. Sem vida sexual ativa. Não faz mamografia há 6 anos, desde que foi para o asilo, as anteriores foram
normais.
Antecedentes familiares: pai morreu de infarto aos 60 anos, mãe teve câncer do endométrio e a avó morreu de câncer
de ovário.

EXAME FÍSICO
Estado geral: descorada, sudorética, afebril.
PA: 90/50; FC: 100 bpm; FR: 30 rpm; Saturação periférica de O2: 91%
Mamas:
Inspeção: Mamas assimétricas, com a mama direita de características aparentemente normais, e mama esquerda
apresentando –se edemaciada, com a pele em peau d´orange e grande lesão ulcerada ocupando o quadrante superior
lateral da mama esquerda e estendendo-se até a região periareolar. Observa-se ainda lesão inflamatória na cauda
axilar.
Nesse momento a paciente é questionada sobre a presença da lesão e responde que foi uma “feridinha” que apareceu
depois que ela “caiu e bateu o seio uns 2 meses atrás”. Que ela achou que ia melhorar sozinho e estava “passando
pomada de arnica para sarar”, mas que não estava tendo melhora.

1
Profa. Priscila Ferreira
Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem
BIOMEDICINA
Radioterapia
Caso Clínico

Palpação mamária: Presença de grande massa ocupando o quadrante superior lateral da mama esquerda, de
consistência pétrea, contornos irregulares, fixa aos planos superficiais e profundos.
Palpação axilar: palpam-se pequenos nódulos endurecidos e fixos em toda a região axilar
Expressão papilar: negativa

Tórax: bulhas cardíacas rítmicas e normofonéticas. Múrmurio vesicular muito diminuído no hemitórax esquerdo (HTE)
e normal no hemitórax direito. Macicez à percussão do HTE.
Frêmito tóraco-vocal diminuído no HTE.
Restante do exame físico sem anormalidades.

Exame de Mamografia atual


Nódulo

Nódulo

Raio-X de tórax

Derrame pleural

A paciente foi submetida a tratamento clínico para o derrame pleural e cirúrgico para remoção do nódulo linfonodos
acometidos – realizada a pesquisa de linfonodo sentinela. Após 4 semanas de cirurgia iniciou-se o tratamento
radioterápico para a paciente.

1. Conceitue Radioterapia: Tele e Braquiterapia.

R: Radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando raios de radiações


ionizantes.
2
Profa. Priscila Ferreira
Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem
BIOMEDICINA
Radioterapia
Caso Clínico

Teleterapia: constitui cerca de 80% dos tratamentos com radiação ionizante, utilizando feixes
externos de radiação, como os raio-x e elétrons. Existem dois modos de se administrar radiação
externamente a um paciente, sendo que a primeira necessita de menos recursos, denominada
radioterapia convencional, já a segunda necessita utilizar tomógrafos, programas sofisticados de
computação e modelagem do feixe de radiação, recebendo o nome de radioterapia
conformacional tridimencional.

Braquiterapia: esta é uma forma de tratamento que utiliza fontes radioativas em contato com a
neoplasia, sendo indicada em apenas 20% dos casos de pacientes que são submetidos à
radioterapia. É uma fonte de radiação é posicionada no interior ou próxima ao corpo do paciente,
enquanto materiais radioativos, normalmente pequenas cápsulas, são colocados junto ao tumor
liberando doses de radiação diretamente sobre ele, acometendo o mínimo possível os órgãos
circunvizinhos.

2. Relacione as diversas fontes usadas na radioterapia e os seus tipos de radiação gerada, energias e método de
aplicação. Esquematize a planta física baixa do local da radioterapia.
R: São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Há aparelhos que geram radiação a
partir da energia elétrica, liberando raios X e elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo,
como, por exemplo, pastilhas de cobalto, as quais geram raios gama. Esses aparelhos são
usados como fontes externas, mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro
(teleterapia). Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de
lesões superficiais, semiprofundas ou profundas, dependendo da qualidade da radiação gerada
pelo equipamento. Os isótopos radioativos (cobalto, césio, irídio etc.) ou sais de rádio são
utilizados sob a forma de tubos, agulhas, fios, sementes ou placas e geram radiações,
habitualmente gama, de diferentes energias, dependendo do elemento radioativo empregado.
São aplicados, na maior parte das vezes, de forma intersticial ou intracavitária, constituindo-se na
radioterapia cirúrgica, também conhecida por braquiterapia.

Há basicamente duas formas de tratamento com a radiação: a teleterapia ou radioterapia externa,


cuja radiação é emitida de um aparelho em direção ao corpo do paciente que está deitado sobre
uma mesa e a braquiterapia, cuja radiação provém de materiais radioativos que são colocados no
interior do paciente, no local acometido, de forma temporária ou permanente.
A radioterapia pode ser considerada quanto a sua finalidade, como:
 Radical ou curativa: quando se procura alcançar a cura total da neoplasia;
 Remissiva: nos casos em que se visa somente reduzir o tumor;
 Profilática: quando se objetive a remissão de manifestações clínicas, tais como dor intensa,
sangramento e compressão de órgãos;
 Ablativa: quando é administrada radiação objetivando suprimir a função de determinado
órgão, como, por exemplo, o ovário (castração actínica)

3
Profa. Priscila Ferreira
Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem
BIOMEDICINA
Radioterapia
Caso Clínico

Planta física.

3. Explique como é realizado o planejamento terapêutico para o tratamento através da radioterapia.


R: O primeiro passo é a consulta com o radioterapeuta juntamente ao oncologista, que com base
no caso discutirá com o paciente as opções de tratamento viáveis em cima do tipo de patologia que
está sendo analisada. Caso seja um câncer, será analisado o tipo de tumor, o tecido composto pelo
mesmo, o local onde ele se encontra e qual o tipo de radiação será exercida sobre o tumor. Serão
traçados objetivos e ações específicas para cada tratamento individual e os possíveis efeitos
colaterais. Nesse momento o paciente, o médico e o radioterapeuta poderão tomar uma decisão
em conjunto com o objetivo de curar o paciente da melhor forma possível..

4. Explique como é realizado o processo de radioterapia externa. Liste EPIs necessários para a equipe multidisciplinar.

R: A radioterapia externa é normalmente administrada como uma série de tratamentos diários.


Existem diferentes tipos de equipamentos de radioterapia, mas todos funcionam de maneira
similar.

A quantidade de tratamentos a serem realizados dependem sobretudo do objetivo do tratamento.


O tratamento curativo geralmente é administrado uma vez por dia, durante os dias da semana,
com um descanso nos finais de semana. Esse tratamento pode durar entre 2 a 7 semanas. Cada
tratamento é chamado de uma fração. A administração do tratamento em frações produz menos
danos às células normais do que para as células cancerosas. Os danos causados às células
normais geralmente são temporários, mas são os que produzem os efeitos colaterais da
radioterapia .

Os EPIs utilizados são luvas, jalecos de manga longa, óculos de proteção, touca, sapatos
fechados.

5. Baseado na literatura explique a indicação da radioterapia para essa paciente.


R: O tratamento realizado terá como objetivo eliminar os resquícios restantes de tecido cancerígeno,
utilizando o tratamento administrando uma dose menor que a máxima , ou seja, será administrado
radiação pós operatória com o objetivo de eliminar o câncer restante que não foi eliminado no
processo cirúrgico como garantia total de eliminação desse possível restante de tecido mutado.
4
Profa. Priscila Ferreira
Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem
BIOMEDICINA
Radioterapia
Caso Clínico

7. Consequências durante e após o tratamento radioterápico (efeitos adversos da radioterapia).


R: Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios.

Efeitos imediatos: são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade
proliferativa, como as gônadas, a epiderme, as mucosas dos tratos digestivo, urinário e
genital, e a medula óssea. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no
campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de
quimioterápicos.

Efeitos tardios: são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais
são ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alterações
de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente
observados.

Todos os tecidos podem ser afetados, em graus variados, pelas radiações. Normalmente,
os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. A
cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos

8. Defina linfonodo sentinela.


R: O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo que recebe a drenagem linfática proveniente
do câncer de mama. A sua detecção tem a finalidade de predizer o estado da axila e evitar
o esvaziamento axilar nos pacientes sem comprometimento metastático.

9. Como é realizado este exame e explique a indicação para a paciente.


R: Uma substância radioativa é injetada na derme horas antes da operação, em regiões escolhidas
de acordo com a localização do tumor. Essa substância é absorvida pelas células cancerosas,
gerando imagens que são captadas por uma sonda especial da radiação gama (geralmente um
aparelho portátil que possui uma sonda de detecção e sistema de registro digital), permitindo,
assim, a avaliação do exame pelo cirurgião. Em casos de câncer da mama e o outro método
consiste na injeção e um corante azul na região da aréola mamária minutos antes do procedimento
cirúrgico, o qual é captado pelo linfonodo sentinela. Então o cirurgião procura na axila o linfonodo
corado com esse azul e procede à retirada do mesmo. Ambos os métodos apresentam bons
resultados e poucas complicações

10. Quais as orientações que devem ser dadas a paciente se necessário para a realização do exame linfonodo
sentinela.

R: Com o uso de substância radioativa, não é necessário nenhum preparo prévio para o exame;
nem mesmo jejum ou suspensão de eventuais medicações que a paciente esteja tomando.

- A linfocintilografia NÃO deve ser realizada em mulheres grávidas! Caso haja qualquer dúvida de
risco de gestação, é melhor realizar antes um teste de gravidez ou informar sobre.

5
Profa. Priscila Ferreira
Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem
BIOMEDICINA
Radioterapia
Caso Clínico

Os riscos são MÍNIMOS, relacionados a probabilidade de reação adversa a medicamentos


(incluindo reação alérgica), uma vez que se injeta radiotraçador. Estudos médicos* da década de
90 incluindo mais de 850.000 pacientes verificaram índices MÍNIMOS de reação adversa,
variando de 2 para cada 100.000 a 1,1 para cada 10.000 aplicações, ou seja, entre 0,002% a
0,01%.

- NÃO existe dano ou risco algum para o (a) paciente nas doses de radiação habitualmente
utilizadas nos procedimentos diagnósticos de medicina nuclear

6
Profa. Priscila Ferreira