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INTRODUÇÃO À MECÂNICA

DOS FLUIDOS
CAPÍTULO 1

HILTON MOULIN CALIMAN


IFES – Campus Cachoeiro de Itapemirim
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

É a ciência física mais antiga e trata de corpos


tanto estacionários como em movimento sob
a influência de forças.
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

É a ciência física mais antiga e trata de corpos


tanto estacionários como em movimento sob Líquidos e gases.
a influência de forças.
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

É a ciência física mais antiga e trata de corpos


tanto estacionários como em movimento sob Líquidos e gases.
a influência de forças.

• A Mecânica dos Fluidos é o estudo de fluidos em movimento (Dinâmica


dos Fluidos) ou em repouso (Estática dos Fluidos).

• Durante toda a história os fluidos sempre estiveram presentes na


natureza (ar atmosférico, rios, lagos e oceanos).
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Um dos primeiros problemas de engenharia enfrentados pela


humanidade, à medida que as cidades foram se desenvolvendo, foi o
suprimento de água para uso doméstico e irrigação de plantações.

Aqueduto Romano (300 a.C.)


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Outro problema enfrentado foi relativo ao transporte de pessoas e


produtos. Para tal, jangadas e barcos rudimentares foram projetados.

Registros de embarcações antigas no Egito (esquerda) e na Grécia (direita).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• A contribuição mais antiga e reconhecida para


a teoria da Mecânica dos Fluidos foi feita pelo
matemático grego Arquimedes.

• Ele formulou e aplicou o princípio do empuxo,


que afirma que um objeto parcialmente
imerso em um fluido recebe uma força da
mesma magnitude do peso do volume de
fluido deslocado.

Arquimedes (287 – 212 a.C.).


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• Leonardo da Vinci era bem versado nas leis das


ciências naturais e postulou que “um objeto
exerce sobre o ar a mesma força de resistência
que o ar exerce sobre o objeto.

Leonardo da Vinci (1452-1519).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Simon Stevin desenvolveu um princípio físico


que estabelece que a pressão hidrostática
em um ponto de um líquido homogênio e
incompressível depende da profundidade.

Simon Stevin (1548-1620).


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• O brilhante matemático e filósofo Blaise


Pascal refinou trabalhos anteriores a respeito
de distribuições de pressão hidrostática.

Blaise Pascal (1623-1662).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS
• Isaac Newton foi o grande formulador da
mecânica clássica.

• Suas três leis fundamentais concernentes ao


movimento fornecem a base para toda
mecânica.

• Para a Mecânica dos Fluidos, sua segunda


lei, que relaciona a força à taxa de variação
da quantidade de movimento para um corpo
em movimento, se tornou a equação básica
para todo o estudo teórico seguinte.
Isaac Newton (1642-1727).
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS
• Além disso, Newton afirmou que a taxa de
deformação sofrida por um fluido variava
linearmente com a tensão aplicada.

• Este estudo definiu a viscosidade e os fluidos


newtonianos.

Isaac Newton (1642-1727).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Daniel Bernoulli e Leonard Euler ampliaram os estudos de Newton,


definindo a equação do momento e da energia.

Daniel Bernoulli (1700-1782). Leonard Euler (1707-1783).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Louis Navier e George Stokes completaram a equação geral do


movimento dos fluidos, dessa vez considerando os efeitos viscosos.

Louis Navier (1785-1836). George Stokes (1819-1903).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

A Equação de Navier-Stokes.
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Osborne Reynolds relacionou as forças de


inércia e as forças viscosas no escoamento.

Osborne Reynolds (1842-1912).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

• Os meados do Século XX podem ser considerados uma época de ouro


das aplicações da Mecânica dos Fluidos. As teorias existentes eram
adequadas às tarefas necessárias e as propriedades e parâmetros dos
fluidos estavam bem definidos.

• A pesquisa e o trabalho sobre mecânica dos fluidos em fins do Século XX


foram dominados pelo desenvolvimento do computador digital. A
capacidade de resolver problemas grandes e complexos ofereceu um
benefício à nossa sociedade nunca antes imaginado.
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

Moinho de vento antigo e turbina eólica moderna.


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

Ferrari SF18H (2018).

Ferrari 275 (1950).


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

Traje SharkSkin
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

14-bis. Avião supersônico.


1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

Ornitóptero
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

Ornitóptero
1.1 HISTÓRICO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.

• Distribuição relativamente compacta entre as moléculas.


• Espaçamento das moléculas é aproximadamente constante.
• Moléculas possuem posição fixa entre si.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.

• Distribuição relativamente compacta entre as moléculas.


• Espaçamento das moléculas é aproximadamente constante.
• Moléculas possuem movimento relativo entre si.

• Distribuição relativamente compacta entre as moléculas.


• Espaçamento das moléculas é aproximadamente constante.
• Moléculas possuem posição fixa entre si.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.

• Distribuição relativamente esparsa entre as moléculas.


• Espaçamento das moléculas é variável.
• Moléculas possuem movimento relativo entre si.

• Distribuição relativamente compacta entre as moléculas.


• Espaçamento das moléculas é aproximadamente constante.
• Moléculas possuem movimento relativo entre si.

• Distribuição relativamente compacta entre as moléculas.


• Espaçamento das moléculas é aproximadamente constante.
• Moléculas possuem posição fixa entre si.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• A distinção entre um sólido e um fluido é baseada na capacidade da


substância de resistir uma tensão de cisalhamento (ou tangencial)
aplicada, que tende a mudar sua forma.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• A distinção entre um sólido e um fluido é baseada na capacidade da


substância de resistir uma tensão de cisalhamento (ou tangencial)
aplicada, que tende a mudar sua forma.

• O sólido resiste à tensão de cisalhamento aplicada deformando-se.

• Nos sólidos, a tensão é proporcional à deformação.


1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• O fluido deforma-se continuamente sob a influência da tensão de


cisalhamento.
• Nos fluidos a tensão é proporcional à taxa de deformação.
• Quando uma força de cisalhamento constante é aplicada, o sólido
eventualmente pára de deformar-se, equanto que o fluido escoa de
maneira contínua a uma taxa de deformação constante.
1.2 DEFINIÇÃO DE UM FLUIDO

• As fases mais comuns da matéria são sólido, líquido e gás. Uma


substância no estado líquido ou gasoso é um fluido.
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

• Os dois aspectos da Mecânica dos Fluidos mais difíceis de tartar são: (1) a
natureza viscosa dos fluidos; (2) sua compressibilidade; e (3) turbulência.
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.1 ESCOAMENTO VISCOSO E NÃO-VISCOSO

• Quando duas camadas de fluido movem-se uma em relação à outra,


desenvolve-se uma força de atrito entre elas e a camada mais lenta tenta
reduzir a velocidade da camada mais rápida.
• Tal resistência interna ao escoamento é quantificada pela viscosidade.
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.1 ESCOAMENTO VISCOSO E NÃO-VISCOSO

• Quando duas camadas de fluido movem-se uma em relação à outra,


desenvolve-se uma força de atrito entre elas e a camada mais lenta tenta
reduzir a velocidade da camada mais rápida.
• Tal resistência interna ao escoamento é quantificada pela viscosidade.
• Não existe fluido com viscosidade nula e, assim, todo o escoamento de
fluidos envolve efeitos viscosos de algum grau.
• Os escoamentos com efeitos do atrito (viscosidade) significativos
chamam-se escoamentos viscosos.
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.1 ESCOAMENTO VISCOSO E NÃO-VISCOSO

• No entanto, em muitos escoamentos


de interesse prático, existem regiões
em que as forças viscosas são
desprezivelmente pequenas quando
comparadas às forças inerciais e de
pressão.

• Nessas regiões podemos dizer que


temos escoamento não viscoso.
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.1 ESCOAMENTO VISCOSO E NÃO-VISCOSO


1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.1 ESCOAMENTO VISCOSO E NÃO-VISCOSO


1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.2 ESCOAMENTO LAMINAR E TURBULENTO

• O movimento altamente ordenado dos fluidos na forma de camadas


suaves de fluido é denominado laminar.
• O comportamento completamente aleatório dos fluidos que ocorre em
altas velocidades e é caracterizado por flutuações de velocidade é
chamado de turbulento.

𝜌𝑉𝐷
𝑅𝑒 =
𝜇
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.3 ESCOAMENTO COMPRESSÍVEL E INCOMPRESSÍVEL

• Um escoamento é classificado como incompressível se a sua massa


específica permanecer aproximadamente constante ao longo do tempo.

• Os líquidos possuem massa específica essencialmente constantes e,


portanto, produzem escoamentos incompressíveis.

• Gases, por outro lado, são altamente compressíveis.


1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.4 ESCOAMENTO INTERNO E EXTERNO

• Escoamentos completamente envoltos


por superficies sólidas são chamados de
escoamentos internos.
• Escoamentos sobre corpos imersos em
um fluido não contido são denominados
escoamentos externos.
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESCOAMENTOS DOS FLUIDOS

1.3.5 ESCOAMENTO UNI, BI E TRIDIMENSIONAL

• Um campo de escoamento é melhor caracterizado pela sua distribuição


de velocidades e, portanto, o escoamento é dito ser uni, bi ou
tridimensional se a sua velocidade varia basicamente em uma, duas ou
três dimensões.
1.4 MÉTODOS DE ANÁLISE

1.4.1 SISTEMA FECHADO E VOLUME DE CONTROLE

• Um sistema fechado é definido como uma


quantidade de massa fixa e identificável.

• O sistema é separado da sua vizinhança pelas


suas fronteiras.

• As fronteiras podem ser fixas ou móveis,


contudo, nenhuma massa cruza as fronteiras.
1.4 MÉTODOS DE ANÁLISE

1.4.1 SISTEMA FECHADO E VOLUME DE CONTROLE

• Um volume de controle é uma região do espaço


selecionada, que em geral compreende um
dispositivo que inclui fluxo de massa.

• A fronteira geométrica do volume de controle é


denominada superfície de controle.

• A superfície de controle pode ser real ou


imaginária, pode ser fixa ou móvel.
1.4 MÉTODOS DE ANÁLISE

1.4.2 FORMULAÇÃO DIFERENCIAL E INTEGRAL

• As leis básicas que aplicamos em nossos estudos podem ser


formuladas em termos de sistemas e volumes de controle infinitesimais
ou finitos.
• No primeiro caso, as equações resultantes são equações diferenciais.
• A solução das equações diferenciais do movimento fornece uma
maneira de determiner o comportamento detalhado do escoamento.
• Frequentemente estamos interessados no comportamento global de
um dispositivo como um todo. Nesses casos, é mais apropriado
empregar a formulação integral das leis básicas.

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