Você está na página 1de 28

Ano 3 • Nº 11 • Dezembro de 2008

IMPRESSO
Dom Luiz Mancilha Vilela:
40 anos de ordenação sacerdotal
Págs. 10 e 11

Especial de Natal
Págs. 12 a 18
Elaine Butter

criança
Espaço
Thayane
Correa
Zoppi

Novamente aqui no Espaço Criança e o último encontro desse ano. Hoje será diferente, pois
vou deixar uma idéia para que você e sua família possam aproveitar melhor o momento
Natalino. Que tal um teatrinho, o que acha? Sim, um teatro sobre o presépio. Vamos juntos??!!!

Teatro: A invenção
do presépio!
Narrador - Corria o ano de presépio? Onde Je-
1223. O nascimento de Jesus era o sus nasceu?
mistério que mais fascinava o coração de Quem era o pai de Jesus? Quem era a
São Francisco. Seu maior desejo era poder vi- mãe de Jesus? E quem estava ali, do ladinho de
sualizar a grande humildade e pobreza do Natal Jesus?
de Belém. Francisco havia retornado a pouco de
(animais: vaca, cavalo, galo)
uma peregrinação à Terra Santa.
Jesus teve visitantes, não teve? Quem veio visitá-
Cena (Entra Francisco e João Velita)
lo? Pessoas simples, como nós? E vieram pessoas
Francisco - Ah irmão João! Estamos próximos ao importantes também, não? Quais eram os nomes
Natal! dos Reis Magos? Mas como os Reis descobriram
João - É mesmo irmão Francisco! Só faltam alguns onde era o local? Está pronto? O que está faltando?
dias! Nosso Deus-menino!
Francisco - Como eu gostaria de poder mostrar a todos Cena (Entra um anjinho e coloca o menino Jesus no
como nosso Senhor Jesus nasceu! Nosso Deus, tendo berço)
tudo, quis nascer pobrezinho! Francisco - Ah! Agora sim! Está tudo pronto!
Cena (Vão andando...) Narrador - E assim, Francisco montou o primeiro presépio
Francisco - Ei! Espere irmão João! Tive uma idéia! Vamos do mundo. Todas as pessoas da vizinhança correram para
representar o nascimento do menino Jesus! ver a "novidade" que São Francisco havia inventado. Francis-
Joao - Mas como, irmão Francisco! co estava feliz!
Francisco - Venha comigo! Vamos começar os preparativos! Cena (Irmão João puxa Francisco de lado e cochicha algo em
seu ouvido)
Cena (Saem para pegar as coisas)
Francisco - Muito bem lembrado irmão João!
Narrador - E assim, nos dias seguintes, São Francisco e seu
amigo, João Velita fizeram os preparativos. Ascendeu-se a fan- Francisco - Só falta uma coisa! Quem aqui gosta de Jesus?
tasia de São Francisco, motivado pela ternura que tinha pelo Quem gosta do Natal? Jesus é o nosso Rei, não é? Então,
menino Jesus. São Francisco quis mostrar a todos, de maneira precisamos adorá-lo, como nosso Rei! Mas não apenas aqui,
visível, o amor do Deus-menino. no presépio! Não apenas agora, na época do Natal! Mas,
todos os dias! E principalmente, o mesmo carinho que te-
Cena (Entram novamente, conforme vão falando os persona-
mos para com Jesus aqui, pequenino, deve ter para com
gens vão entrando)
Jesus vivo, presente na Eucaristia! Vamos todos cantar para
Francisco - Muito bem! Mãos à obra! Jesus?
Francisco - Crianças! Esse é o meu primeiro presépio!
Mas preciso da ajuda de vocês! O que precisamos para o Encerrar com um canto natalino.

Espero que você possa aproveitar esse momento de paz e amor que o Natal
nos proporciona junto àqueles que o amam. Espalhe amor para todos.
Com esperança espero encontrar vocês no Novo Ano. Viva 2009!!
[ Editorial ]

REVISTA DA ARQUIDIOCESE DE
VITÓRIA DO ESPÍRITO SANTO

Rua Alberto de Oliveira Santos, 42


Ed. Ames - Sala 1916 a 1920
É Natal
de Jesus
CEP 29010-901 - Vitória – ES
Tel.: (27) 3322-0082
revistavitoria@aves.org.br

ARCEBISPO DE VITÓRIA
Dom Luiz Mancilha Vilela

CONSELHO EDITORIAL
Dom Mário Marquez
(Coordenador) O Natal evoca em todos nós sentimentos bons, porque nele
Pe. Anderson Gomes
Elaine Silveira Butter Santos estão contidos a importância da família, a certeza de que
Vander Silva
Jorge Villena Medrano Deus está conosco e a esperança de uma vida e um mundo
GERENTE EXECUTIVO
melhor.
Jorge Villena Medrano

JORNALISTA RESPONSÁVEL Nesta edição da Revista Vitória, o Natal é o tema central.


Vander Silva
Reg. 01438 DRT – ES Nós acreditamos que a estrela que conduziu os Magos até à
ADMINISTRAÇÃO gruta onde estava Jesus recém-nascido continua guiando a
E DISTRIBUIÇÃO humanidade para o encontro com Ele. Nós acreditamos, que
Fundação Nossa Senhora da Penha
do Espírito Santo o anúncio do anjo: "Nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo
Tel.: (27) 3322-0082
Fax: (27) 3322-4960 Senhor", continua influenciando as nossas vidas. Nós acredi-
PRESIDENTE tamos que a Luz de Belém continua iluminando nossas cida-
Dom Mário Marquez
des, nossas "roças", nosso mundo!
DIRETOR SECRETÁRIO
Fabricio Zouain
A grande notícia se repete: Nasceu o Salvador. Abramos as
DIRETOR FINANCEIRO
Paulo Roberto Caon portas de nossos corações. Procuremos a gruta onde Ele está.
DIRETORA SECRETÁRIA ADJUNTO Deixemos que a estrela nos ilumine e nos guie. Acreditemos
Ângela Abdo que o Natal se repete a cada dia.
GERENTE ADMINISTRATIVA
Elaine Silveira Butter Santos
Feliz Natal de toda a equipe da Revista Vitória!
ESTAGIÁRIA
Juliana Freitas

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Comunicação Impressa
D. Mário Márquez, ofmcap
Tel.: (27) 3319-9062 Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo
Presidente da Fundação Nossa Senhora da Penha
IMPRESSÃO
Gráfica GSA
Tel.: (27) 3232-1266

Os artigos publicados são de inteira


responsabilidade dos autores.
[ Acontece ]

Aniversário Sacerdotal
Solidariedade às vítimas de No dia 30 de dezembro, às 1930h, no
Santuário-Basílica de Santo Antônio, será
enchentes em Santa Catarina celebrada a Ação de Graças pelos 30 anos de
sacerdócio do Padre Roberto Camilato.
A Cáritas Brasileira se contas bancárias a seguir:
solidariza com as vítimas Leiga Consagrada
das enchentes em Santa Ca- Florianópolis: Banco do
No dia 08 de dezembro, às 18h, na Ca-
tarina. Brasil, agência 3174-7,
tedral Metropolitana de Vitória, Maria da
Recomenda-se que to- conta 17611-7, em nome de
Penha Carvalho, comemora 25 anos como
dos e todas se associem às Ação Social Arquidiocesa-
Leiga Consagrada da Arquidiocese de Vitó-
iniciativas em andamento, na/Flagelados SC 2008.
ria. A celebração vai ser presidida pelo Bis-
promovidas pela Arquidioce- Mais informações:
po Emérito Dom Silvestre Luiz Scandian.
se de Florianópolis, pelas (48) 3224.8776 ou pelo
Dioceses de Joinville e de e-mail asa@arquifln.org.br
Blumenau, pelas Entidades- Nova Paróquia Nossa
membro de Cáritas no Esta- Joinville: Banco BESC,
do, bem como da Defesa Ci- agência 014, c/c 130.786-2. Senhora do Perpétuo
vil, em suas diversas ins- A campanha é promovida Socorro
tâncias. pela Associação Diocesana
Para doações de alimen- de Promoção Social. Na noite do dia 03 de dezembro de
tos e roupas, o apelo se diri- Mais informações: (47) 2008 o município de Vila Velha ganhou
ge às comunidades do Esta- 3451.3715/3716 ou pelo uma nova paróquia! Com a igreja matriz
do de Santa Catarina, para e-mail repleta de fiéis, Dom Luiz Mancilha Vile-
que sejam de imediato enca- adipros@diocesejlle.com.br la, Arcebispo de Vitória, inaugurou a
minhadas às Secretarias das Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo
Paróquias da Arquidiocese Blumenau: Campanha Socorro tendo como pároco Padre Rena-
de Florianópolis e das Dio- "Diocese de Blumenau - to Crhisti.
ceses de Joinville e de Blu- Emergência". Mais A organização e participação de co-
menau. informações: (47) munidades vizinhas foram fundamentais
Doações em dinheiro, de 3323.6952 ou 3322.4435 para a alegria da festa! Muitas pessoas
qualquer parte do Brasil, po- (cúria) ou pelo e-mail acompanharam a missa, fazendo parte
dem ser feitas utilizando as dioceseblumenau@terra.com.br desse importante momento para Igreja e
para os fiéis.
A Paróquia Nossa Senhora do Per-
pétuo Socorro fica localizada na Avenida
[ 4 ] revista VITÓRIA São Paulo, embaixo da Terceira ponte.
[ Reflexão ]

Dom Luiz Mancilha Vilela, ss.cc.


Arcebispo Metropolitano de Vitória do ES

E a Palavra se fez carne!


Depois da realização do Sí- go e seja acolhida como Sol de de nossa vida. Nascemos de
nodo sobre a Palavra de Deus Justiça, Luz de Misericórdia, um ato criador de Deus que
nada mais apropriado que, neste Luz da Paz! pronunciou sua Vontade so-
mês de dezembro, voltarmo-nos O prólogo do Evangelho se- bre nós, sobre toda a criação.
com toda a reverência possível gundo São João deve ser medi- Por isso não podemos ficar
para a meditação deste tema. tado por todos nós a fim de que, omissos ou indiferentes dei-
No mundo inteiro as aten- juntos, possamos proclamar em xando que as trevas tomem
ções se voltam para o Mistério todos os lugares o Milagre da Pa- conta de nosso mundo. A Pa-
do Natal. O Natal do Senhor é lavra! "No início era a Palavra e lavra de Deus já fez o princi-
celebrado em quase todos os pa- a Palavra estava voltada para pal e deixou-nos o encargo de
íses do mundo, e, a luz é o sím- Deus e a Palavra era Deus. Ela sermos instrumentos da
bolo comum. Para alguns, ape- estava, no início, voltada para transformação de toda a hu-
nas luzes... De todos os tipos, Deus! Tudo foi feito por meio manidade em trevas para a
mas apenas luzes! Velas, exten- Dela! E sem Ela nada se fez. Nela Luz do Reinado de Deus!
sões de lâmpadas em forma de estava a vida e a vida era a luz Desejo-lhe amigo que o
desenho ou simplesmente com dos homens e a luz brilha nas Natal do Senhor seja uma
pisca-pisca e muitas cores, etc. trevas, mas as trevas não a com- oportunidade especial para
Para outros, luzes também, mas preenderam!" (Jo 1,1-5). que seu coração e o coração
como sinal da Luz que é Jesus Pois bem, é hora de empre- de sua família, faça a experi-
para toda a humanidade. Jesus, endermos o maior esforço evan- ência da Paz que vem do alto,
durante sua vida pública, cha- gelizador, para que as trevas se ilumine-o e leve-o ao conhe-
ma a atenção dos discípulos di- dissipem e a Luz tome o lugar que cimento profundo de si mes-
zendo que os filhos do mundo lhe cabe, o coração da pessoa hu- mo, do próximo que convive
são mais espertos que os filhos mana, o coração de nossa famí- ao seu lado para que juntos
da luz e, hoje mais do que nun- lia e de nossa Comunidade Ecle- façam brotar uma
ca, nós os filhos da luz, precisa- sial, bem como o coração de nos- chama viva e
mos usar da esperteza para evi- sa Sociedade. Natal é celebração transformadora.
tarmos que a celebração do Na- da Luz! Natal é o tempo em que Feliz Natal, ami-
tal de Jesus, valor supremo para toda a humanidade é convidada go, na Luz do
o cristão, seja banalizado atra- a abrir-se para a Luz. Só assim Senhor!
vés de um consumismo desenfre- todos compreenderão o anúncio
ado. Esperteza, mas não a qual- de São João: "E a Palavra se fez
quer custo. Esperteza no senti- carne e habitou entre nós e nós
do de prudência, isto é, agir no vimos a sua glória; glória essa
momento certo, sem omissão e que, Filho único, cheio de graça
sem receio. Não digo que passe- e de verdade, Ele tem da parte do
mos a assumir uma atitude de Pai" (Jo 1,14)!
puros e imaculados com bastão Jesus Cristo é o Verbo, a Pa-
nas mãos a condenar este ou lavra Eterna do Pai que nos foi
aquele comerciante. Cabe-nos, revelada e veio até nós! Com an-
como filhos da Luz, fazer com jos, querubins, serafins e os pas-
que esta Luz seja manifesta em tores de Belém, somos convida-
todos os lugares para que ilu- dos a anunciar para todos o sen-
mine as trevas, converta os co- tido do Natal do Senhor! Por
rações, reanime os fracos, liber- que anunciar? Porque na Pes-
te os cativos, afugente o inimi- soa de Jesus, está o sentido

revista VITÓRIA [5]


[ Sínodo ]
Comissão Temática
Sínodo Arquidiocesano

Continuando com a nossa


caminhada sinodal,
apresentamos a última parte
do documento preparado para
a última sessão neste ano.
Para percorrer este caminho
de discípulos que buscam a
experiência da vivência da
espiritualidade vamos
repensar a caminhada
sinodal na perspectiva da
Oração do Sínodo. .

Espiritualidade Sinodal
A Santíssima Trindade é entado pelo Espírito nos passos A comunidade eclesial é acolhe-
Fonte e vida da Igreja enquanto de Jesus Caminho, Verdade e dora e missionária. Nela a ex-
Povo de Deus e Mistério de Co- Vida! A pessoa nasce na famí- periência de comunhão pessoal
munhão. lia, o lugar do mistério da vida com Deus é vivenciada na dinâ-
"Santíssima Trindade, Pai, que surge, cresce, comunica-se, mica do grupo que unido a exem-
Filho e Espírito Santo, nós vos gera a Comunidade Familiar. A plo da Santíssima Trindade,
adoramos e vos bendizemos por- pessoa nasce do amor, vive para reza, celebra e partilha colocan-
que de vós nascemos" (Oração do o amor e gera a comunhão na do seus dons a serviço de Deus
sínodo). família onde o encontro do "tu" na comunidade, como refletimos
A Igreja nasce da Trindade com o "eu" forma o "nós". na 1ª e 2ª Sessões sinodais.
e tem a missão de ser Sinal da O mistério de Comunhão da Temos então: PESSOA -
Trindade no seu peregrinar pelo família é expressão do Mistério Nas diversas situações: na famí-
mundo em direção de sua pró- do amor do Pai, do Filho e do Es- lia, na escola, no trabalho, no
pria realização que é a mesma pírito Santo, a Santíssima Trin- lazer, na oração e na celebração.
Trindade! Toda a criação vem dade. A família é o primeiro lu- COMUNIDADE - No diálogo,
da Trindade. Somos criaturas de gar da expressão do Mistério da no serviço e ministérios, na mis-
Deus. "Façamos o homem à nos- Trindade. É uma pequena Igre- são. Pessoas que se comunicam.
sa imagem segundo a nossa se- ja, Comunhão. "A Igreja Univer- Famílias que se comunicam e se
melhança" (Gn 1, 24). sal aparece como o 'povo congre- unem formando a comunidade
A pessoa criada à imagem e gado' na unidade do pai e do Fi- eclesial, a Igreja! Nesta inter-
semelhança de Deus é elevada à lho e do espírito Santo". LG 4. relação surgem os ministérios
qualidade de Filho de Deus pelo As famílias nascidas do batismo, da Palavra, da Liturgia e da
sagrado batismo, participando unidas, formam as comunidades Caridade, conforme refletimos
da Família de Deus! A pessoa é eclesiais, criadas com a missão na 3ª Sessão Sinodal.
membro do Povo de Deus que de expressar na história a co- A fonte da pessoa é a Trin-
caminha unido, conduzido e ori- munhão da Trindade (B. Forte). dade! A fonte da família é a Trin-

[ 6 ] revista VITÓRIA
dade! A fonte da comunidade é São Paulo faz esta experi- regrina e missionária, que cami-
a Trindade! Nascemos da comu- ência e nos ensina o caminho do nha na esperança" (oração do
nhão para sermos sinal de co- discípulo missionário desde a sínodo).
munhão para convocar para a sua conversão quando faz a ex- A espiritualidade sinodal
Comunhão! periência do grande Encontro promove e provoca um cresci-
Este é o caminho do discí- com Jesus, experiência pascal, mento constante acompanhado
pulo missionário, um caminho e, conseqüentemente, a sua mu- de um testemunho autêntico de
pascal iniciado no Santo Batis- dança de vida a partir daí, uma experiência de comunhão. Co-
mo. O Caminho de comunhão que vida pascal. Isto se percebe nos munhão com Deus expressa na
é caminho pascal do discípulo se ensinamentos em suas cartas. comunhão com o próximo. É o
dá no seguimento de Cristo: "Se São Paulo, sem dúvida al- que nós expressamos na oração
alguém quer vir após mim, re- guma é modelo de discípulo mis- do sínodo como diálogo orante,
nuncie-se a si mesmo, tome a sua sionário que viveu plenamente em que o místico se abre ao
cruz cada dia, e siga-me. Pois o Mistério da Páscoa, mergulha- amor no silêncio ou na tentati-
aquele que quiser salvar a sua do na Paixão, Morte e Ressur- va da verbalização da experiên-
vida vai perdê-la, mas o que per- reição de Jesus Cristo. Este é o cia suplicante e contemplativa,
der a sua vida por causa de mim, caminho do discípulo missioná- agradecida e reparadora. Expe-
esse a salvará" (Lc 9, 23-24). rio, sua espiritualidade e místi- riência que desabrocha no cora-
Desde o batismo o discípu- ca! Nascemos da Comunhão Tri- ção aberto ao semelhante, aco-
lo missionário vive nessa dinâ- nitária e procuramos viver esta lhimento fraterno "no amparo e
mica, buscando a comunhão, Comunhão numa dinâmica pas- consolo 'do outro' dos pequenos
isto é, renunciando a si mesmo cal em Cristo Jesus, anunciar e e marginalizados". Esse encon-
para crescer no amor. Trata-se, testemunhar este Mistério da tro profundo, orante e dialogal
pois, de um crescimento em Cris- Cruz e Ressurreição que gera torna-se Sinal, Instrumento do
to, uma identificação com a Pes- Vida e Comunhão! amor que transforma a huma-
soa de Cristo pela ação do Espí- A mística e a missão da pes- nidade.
rito. A pessoa movida pelo Es- soa é buscar a comunhão, tes- A atitude constante do mis-
pírito vai se identificando com temunhar a comunhão e anun- sionário místico ou místico mis-
a Pessoa de Cristo e abrindo-se ciar a comunhão! A mística e a sionário é a do discípulo que se
com Cristo ao Pai, fazendo no missão da família é buscar a co- abre à ação do Espírito para que
seu caminhar de discípulo mis- munhão, ser sinal da comunhão Ele o forme, o eduque, o ensine
sionário a experiência da Trin- e anunciar a comunhão! A mís- e o santifique quer na contem-
dade, uma caminhada pascal! tica da Igreja é buscar a comu- plação, quer na ação apostóli-
Esta dinâmica em Cristo se dá nhão, ser sinal de comunhão e ca. Ele forma a pessoa discípu-
na pessoa, na família e na Co- anunciar a comunhão, como su- la, a comunidade discípula e
munidade, isto é, tanto a pessoa gere o lema do sínodo: "Cami- apostólica como fermento na
como a família como a comuni- nhar juntos na acolhida frater- massa da sociedade, gerando
dade no seguimento de Cristo na e na esperança", e, a 2ª Ses- comunhão, agindo em comu-
vão fazendo a experiência pas- são sinodal. É o que expressa- nhão em vista de uma sociedade
cal, renunciando a si mesmo e mos constantemente na oração que se realiza na comunhão.
abrindo-se para o outro, experi- do sínodo. Desta riqueza profunda e imen-
ência profundamente libertado- "Com sincero desejo de cres- sa brotam a justiça, a misericór-
ra e realizadora do ser pessoal cer e testemunhar este mistério dia e a paz.
e comunitário. A vida da pessoa de comunhão, no diálogo oran- "Diante deste grande Misté-
deve ser vida pascal. A vida da te e no acolhimento fraterno, no rio balbuciamos: Santíssima
família deve ser vida pascal, a amparo e consolo dos pequenos Trindade, pai, Filho e Espírito
vida da Comunidade deve ser e marginalizados, como sinal e Santo, nós Vos adoramos e Vos
vida pascal! E vida pascal é ex- instrumento do amor que trans- bendizemos porque de Vós nas-
periência de comunhão e missão forma a humanidade, queremos cemos, convosco caminhamos e
para a comunhão ! renovar nossa fé como Igreja pe- para Vós nos dirigimos"!

revista VITÓRIA [7]


[ Atualidade ]
Vander Silva

O ano de 2008 foi marcado por


comemorações de datas
marcantes da Arquidiocese
de Vitória, que este ano
comemorou 50 anos em
companhia aos 450 anos de
história de fé no Convento da
Penha e o penúltimo ano de
caminhada através do Sínodo
Arquidiocesano.

Logo no início do ano foi lhares de pes-


importante a participação dos fi- soas no Pavilhão
éis na Abertura da Campanha da de Carapina em quatro
Fraternidade 2008 - FRATER- dias de muita reflexão e ado-
NIDADE E DEFESA DA VIDA ração. Tradicionalmente no perí-
- Escolha, pois, a Vida (Dt odo de carnaval (este ano 02 a 05
30,19), no Ginásio Dom Bosco, de fevereiro) o Vinde e Vede mais
dia 10 de fevereiro, quando o Ar- uma vez não decepcionou e reu-
cebispo de Vitória, Dom Luiz niu fiéis de todas as idades em Ca-
Mancilha Vilela, cobrou de todos rapina.
os católicos uma postura a favor Marcante neste ano na Ar-
da Cultura da Vida. quidiocese de Vitória, dois even-
A Abertura da Campanha da tos especiais, os 450 da história
Fraternidade já é uma tradição de fé do Convento da Penha e os
na Arquidiocese de Vitória, que 50 anos da arquidiocese.
todos os anos reflete junto a mi- Mais uma vez a Festa de Nos-
lhares de fiéis questões que en- sa Senhora da Penha atingiu
volvem toda a sociedade. Parte do mais fiéis e atraiu mais romeiros
calendário dos católicos do Esta- através das mais diferentes roma-
do, o Vinde e Vede, reúne mi- rias, tendo como pontos fortes a

[ 8 ] revista VITÓRIA
Romaria dos Homens, a das Mulhe- um animado encontro no dia 17 de
res e a Celebração de Nossa Senho- fevereiro. Toda esta alegria foi par-
ra da Penha, na Prainha, que mais tilhada com a caçula Rádio Amé-
uma vez, além de todos os bispos rica FM 101,5 que neste ano com-
do Estado, contou com a presença pletou seu primeiro aniversário.
do Núncio Apostólico no Brasil, Os fiéis da arquidiocese também
Dom Lorenzo Baldisseri e com o tiveram seu momento de despedida,
show de encerramento de Padre quando no dia 25 de fevereiro fale-
Zezinho. E expandindo as comemo- ceu o Monsenhor Rômulo Neves
rações do ano a Arquidiocese de Balestrero. As celebrações de des-
Vitória celebrou seus 50 anos pedida foram marcadas pela sauda-
no período de 07 de maio a 07 de de e pela consciência de que Monse-
junho com vários eventos como: a nhor Rômulo cumpriu a jornada dele
abertura solene, no Teatro Carlos e deixou importantes realizações que
Gomes, marcado pela presença das o tempo não vai apagar.
autoridades locais e a apresentação Os jovens de Vitória mostra-
do Coral das Meninas Cantoras de ram neste ano que os 50 anos da
Petrópolis; Exposição no Shopping Arquidiocese de Vitória trazem
Vitória, que narrou através de pai- também uma Igreja jovem e parti-
néis a trajetória de fé da arquidio- cipativa que de 15 a 20 de julho,
cese; missa festiva no Ginásio Dom capitaneados pelo Padre Anderson
Bosco. Gomes, foram a Sidney, Austrália,
Durante as homenagens, o para participar da Jornada Mun-
Bispo Auxiliar de Vitória, Dom dial da Juventude.
Mário Marquez, foi homenageado As comunidades também mos-
na Assembléia Legislativa do traram que são boas de bola e dis-
Espírito Santo, com o putaram o 1º Campeonato Es-
título de Cidadão portivo Arquidiocesano - Tro-
Espírito Santense, féu Pe. Antônio Pego. Foram ani-
pelo trabalho pasto- madas as disputas de futsal, fute-
ral dele. bol de campo, handebol e vôlei.
Outra data importan- O Grito dos Excluídos apre-
te celebrada em 2008 foi sentou uma significativa mudança
a comemoração dos 60 neste ano, sendo realizado no dia
anos da Milícia de Cris- 07 de setembro nas paróquias e
to, no dia 08 de maio, em apresentando resultados no dia 08
Baixo Guandu, com celebra- de setembro - dia de Nossa Senho-
ção presidida por ra de Vitória - em missa presidida
Dom Décio Zando- por Dom Luiz Mancilha Vilela.
nade, bispo de Co- Repensar melhores maneiras
latina. de ser Igreja é o caminhar de mais
Mais novinha, este ano no Sínodo Arquidiocesa-
na verdade uma no que através de encontros e ses-
debutante, a Rá- sões com a participação de todas
dio América AM as comunidades da arquidiocese se
690 comemorou 15 prepararam para 2009, ano de en-
anos e comemorou cerramento destas atividades.
junto aos ouvintes, O ano de 2008 foi assim, mui-
funcionários e co- tas atividades e alegrias e que ve-
laboradores, em nha 2009.

revista VITÓRIA [9]


[Reflexão ]
Maria da Luz Fernandes
Assessora de Imprensa da Arquidiocese de Vitória

Dom Luiz Mancilha Vilela:


40 anos de ordenação sacerdotal

Para Dom Luiz, dia 21 de


dezembro 2008 é o 40º ano do dia
21 de dezembro 1968. Esta data
significa a realização, a concre-
tização de uma certeza que ini-
ciou aos 9 anos de idade em Pou-
so Alto lá nas Minas Gerais. O
adolescente, Luiz Mancilha Vi-
lela, começou seus estudos no
Seminário Menor da Congrega-
ção dos Sagrados Corações em
São Paulo, para onde foi, após
visita dos padres à sua cidade,
querendo ser padre e "falar boni-
to" como o pároco de sua comu-
nidade. Passou por um período
longo de formação, 15 anos. Fez
toda a formação exigida pela
Congregação, aprendeu música,
teatro, aprendeu a "falar bonito",
"Um dia diante do e foi ordenado. Queria ser pas-
tor, organizar as comunidades,
Senhor é como mil celebrar, preparar catequistas,
anos, e mil anos como famílias, estar junto aos pobres
e conseguiu tudo isso, enquanto
um dia". (2 Pd. 3,8) exercia o ministério diaconal e

[10] revista VITÓRIA


nos primeiros dois anos após a bro de 1968! Desde os nove anos a Deus e à Igreja".
ordenação sacerdotal. Depois, a queria ser padre. Realizou seu Para selar seu compromisso,
Congregação pediu-lhe outra sonho. Queria "falar bonito" como a frase de sua ordenação se re-
missão: trabalhar com as voca- o pároco de sua cidade, e por onde pete no convite para as comemo-
ções e na formação dos semina- passa, preocupa-se com a comu- rações dos 40 anos: "Deus o mar-
ristas de sua Congregação. Ape- nicação. Em São Paulo, produ- cou com o seu sinal" (Jo 6,27).
sar da forte responsabilidade que zindo documentos que orientas- Momentos muito felizes ou de
a atividade de formador exigia, sem as comunidades, tanto nas muita dor, tentamos saber, mas
dava o seu jeito, ou usava o "jei- questões de organização, quan- as lembranças, apesar de muitas,
tinho brasileiro" para continuar to de formação. Em Cachoeiro de não estabelecem hierarquia de
trabalhando junto às comunida- Itapemirim incentivando a comu- valor. Apenas uma, o encontro
des, aos catequistas e às famíli- nicação impressa, adquirindo em Roma com o Papa João Pau-
as. De segunda à sexta-feira na uma Emissora de Rádio e inves- lo II, surgiu com algum desta-
casa de formação. Sábado e do- tindo na formação de padres que, como um momento de mui-
mingo na paróquia. E, assim foi para assumirem o comando des- ta alegria.
até 1981, quando a Congregação ses veículos. Em Vitória recupe- "Um dia diante do Senhor é
lhe pediu um outro serviço, ser rando a posse da Rádio FM e cri- como mil anos, e mil anos como
o Superior Provincial da Congre- ando um Centro de Documenta- um dia" (2Pd 3,8).
gação. Em 1985 foi re-eleito e ção, para resgatar a história não Que o dia 21 de dezembro de
nomeado para o mesmo cargo, só da Igreja, mas do Estado e 1968 se prolongue, seja sempre
mas a Igreja no mesmo ano pe- principalmente, estabelecendo presente e eterno!
diu-lhe outra mudança. Em 3 de uma comunicação, transparente
dezembro de 1985, o Papa João e contínua, com a imprensa lo-
Paulo II nomeou-o Bispo de Ca- cal. Gosta das novas linguagens Lançamento de livro e CD
choeiro de Itapemirim. Dezesse- e não recusa usá-las, sempre que com orações em forma de
te anos depois veio para Vitória, possível e necessário: escrita,
também nomeado pelo Papa João imagem, som, mídia visual. "O
poesia escrito e gravado
Paulo II, para ser Bispo Coadju- importante é falar na linguagem por Dom Luiz
tor e sucessor de Dom Silvestre, que as pessoas entendam e gos- Dia: 20 de dezembro
cargo que assumiu em 23 de fe- tem", afirma quando surgem oca- 19:30hs
vereiro de 2003. siões de se comunicar em vídeo, Mitra Arquidiocesana de Vitó-
Quando lhe perguntamos se programa radiofônico, etc., o que ria (arcos do Convento São
sua vida, como padre, caminhou faz com espontaneidade e compe- Francisco) - Cidade Alta
na direção que ele não desejava, tência.
simplesmente responde que, o Caberia agora na celebração
que ele queria era servir à Igre- dos 40 anos dizer que seus so-
ja e, por isso, aceitou os pedidos nhos se realizaram? É padre, re-
tanto da Congregação quanto do ligioso, bispo e "fala bonito". Para
Papa. Mas, quando perguntamos Dom Luiz a missão ainda não
até que ponto uma experiência acabou: "precisamos preparar e
servia para assumir as seguin- formar os padres para os tempos
tes, a resposta na ponta da lín- novos, os desafios da sociedade
gua: "mas é claro que a experi- atual e, colocar em prática as
ência com o povo me ensinou que intuições que brotaram do Síno-
na simplicidade da vida aconte- do". Além disso, o dia 21 de de-
cem fortes experiências de Deus zembro de 1968 é eterno. Sua Dia 21 de dezembro
e a formação me ensinou o cami- vida e sua história são o prolon- Celebração Eucarística
nho para saber trabalhar com os gamento desse momento, dessa Catedral de Vitória
padres". vivência. "O que a Igreja vai pe- 10:30 hs
40 anos do dia 21 de dezem- dir eu não sei, mas quero servir

revista VITÓRIA [11]


[ Especial ]

Natal
Doris Almeida

O santo
das
crianças com Aids
Estamos vivendo num mundo conturbado pela violência, pela inaugurada justamente em dezem-
agitação, repleto de "distrações" e, principalmente secularizado, bro de 2006 num trabalho de as-
onde em tudo se busca o prazer, uma satisfação pessoal, funcionando sistência e prevenção a crianças e
famílias que vivem com Aids.
quase como uma "droga" porque tem que ser rápido e logo
Algumas das crianças assis-
precisa de "outra dose" para novamente experimentar a tidas precisavam de um abrigo por
sensação de "satisfação". intervenção judicial e aos poucos
fomos percebendo a importância
É aí que, nós consagrados uma palavra que o Espírito Santo do Natal no acolhimento às cri-
pelo batismo, temos por graça di- nos recorda, um gesto de ajuda, anças com Aids.
vina e especial de manifestá-Lo, um abraço, mas não temer diante Natal! O menino Jesus nas-
levando paz, alegria e esperança deste mundo de pronunciar o ceu, sem lugar, pequenino, frágil,
aos corações, lembrando as pes- nome que está acima de todos os acolhido por José, Maria, alguns
soas que Deus existe, que Deus é nomes: JESUS CRISTO! pastores da região. Um recém-nas-
Amor e Misericórdia e não aban- Além da Arquidiocese de Vi- cido envolto em faixas e deitado
dona seus filhos. tória, a Comunidade Epifania tam- numa manjedoura. O anjo anun-
bém se faz presente na Prelazia de cia a boa nova, que será alegria
QUEM SOMOS Lábrea, Igreja Irmã da nossa Ar- para todo o povo: Ele é o Salvador,
quidiocese, através de irmãos mis- o Cristo Senhor ( cf Lc 2, 6-11).
A Comunidade Epifania exis- sionários. Para nós cristãos, esta festa
tente há 14 anos na Arquidiocese deve ser celebrada com alegria e
de Vitória é formada por homens A MISSÃO CASA paz, dando glória e louvores a
e mulheres, casados ou celibatá- SAGRADA FAMÍLIA... Deus por tão grande graça: O Ver-
rios, vivendo na forma em casas bo se fez carne e veio habitar no
comunitárias ou em suas própri- A Casa Sagrada Família é meio de nós. É o Emanuel, o Deus
as residências, consagrados por uma das missões realizadas pela conosco. Acolher Jesus hoje é fa-
Deus para servi-Lo na Igreja e no Comunidade Epifania. Ela foi zer pelos pequeninos que o Senhor
mundo. Cada membro desta comu- põe na nossa vida o que o evange-
nidade tem uma graça particular, lho nos ensina.
concedida pelo carisma, de tornar "Todas as vezes que o fizestes
a Sua presença perceptível nos a um destes mais pequeninos, foi
ambientes, gerando paz e alegria. a mim que o fizestes." (Mt 25,40).
Manifestá-Lo atra- No tempo de Natal essa ma-
vés de um olhar, nifestação de Deus se faz presente
um sorriso, de um modo muito particular:
uma escuta, olhamos para a missão que Deus
uma prece, nos confiou e podemos dizer como

revistaVITÓRIA
[12] revista VITÓRIA
fazem como se fosse uma festa para
sua própria família, afinal somos to-
dos irmãos em Cristo Jesus.
Outro momento significativo
para nós é o Natal com as crianças
abrigadas. Já se tornou tradição: da-
mos folga para todos os funcionári-
os e voluntários e as crianças da
unidade do centro de Vitória pas-
sam esses dias festivos na casa da
comunidade de vida. É Jesus meni-
no no meio de nós! Preparamos as
refeições, banhos, lavamos as rou-
os magos: "Vimos o seu astro no pas, damos os medicamentos, cor-
oriente e viemos prestar-lhe home- remos e brincamos, eles correm pela
nagem" (Mt 2,2). Vila de Nazaré e visitam todas as
casas, um entra e sai sem parar.
SINAIS DE DEUS... Um terceiro momento é a pre-
paração também de uma refeição
"Coincidentemente" às vésperas que oferecermos aos nossos irmãos
do Natal chegava uma criança, da comunidade de aliança e nossos
para ser acolhido por nós. Era uma familiares. Acontece no dia 24 de
correria para arrumar roupas, ba- dezembro depois da missa que Dom
nheira, berço e tudo o mais neces- Silvestre, com muita disponibilida-
sário. Outro sinal eram os telefo- de, celebra para nós. É quase im-
nemas de algumas das famílias possível sair de casa com todas as
atendidas desejando feliz natal, por- crianças, então juntamos nossa
que para eles nós éramos suas fa- grande família: os de laço de san-
mílias e queriam ficar conosco. Es- gue, os de laço de consagração e as
ses "sinais" foram delineando nos- crianças: Acontece Natal!
so modo de celebrar o Natal. O cardápio do dia 25 é o que as
Este modo já acontece há vá- crianças mais gostam. É uma fes-
rios anos... ta!!! Para nós, comunidade de vida
Primeiro oferecemos, não um é oferecer o nosso ouro, incenso e
estábulo, mas procuramos uma boa mirra a Jesus. Por tudo isso canta-
hospedaria e fazemos festa com cada mos: "Glória a Deus no mais alto
família que chega, servindo-os com dos céus e sobre a terra paz para os
alegria de forma que se sintam aco- seus bem-amados". (Lc 2,14)
lhidas. É uma festa preparada com Alguns grupos após a novena de
muito zelo e carinho onde muitos Natal, ou mesmo grupos de trabalho
voluntários juntam-se a nós e des- durante o mês de dezembro se mobi-
de outubro começam a movimentar lizam e sensibilizados por esta data
várias outras pessoas que vão apa- preparam presentes e lanches em dias
drinhando as crianças e preparan- alternados para as crianças. É muito
do o melhor: enxoval novo! Afinal bonito ver esta mobilização porque
reconhecemos que para muitas significa que o nascimento de Cristo
pessoas com Aids que atende- está tocando corações e muitas pes-
mos essa é a única festa que soas ainda são sensíveis a esta data e
terão e os voluntários en- ao que ela representa, sem deixar per-
volvidos sentem isso porque der seu verdadeiro sentido.

revista VITÓRIA [13]


[ Especial ]

A Redação

Especialistas do
Uma boa injeção de alegria neste Natal!
Hospital é sinônimo de tristeza,
certo? Errado! Para um grupo de
voluntários, é possível dar boas
gargalhadas no ambiente
hospitalar público. Nada de
tristeza, o importante é levar
alegria aos pacientes. É com
esta temática que o Projeto
Especialistas do Riso
transforma o silencioso
hospital em um divertido
picadeiro de circo.

O branco do uniforme dos talino vai estar presente entre ção a proposta de trabalho: Es-
médicos e enfermeiros dá lugar todos. pecialistas do Riso. O proje-
ao nariz de palhaço, jalecos co- De acordo com a autora do to é uma Organização Social
loridos, bola de soprar e rosto projeto, Roszigraci Simões, a Civil de Interesse Público (OS-
pintado. Tudo é válido em troca principal e mais importante mu- CIP), de Utilidade Pública
de um espontâneo sorriso. As- dança que promovem, pode ser (UP), sem fins lucrativos ou
sim, uma boa injeção de amor, percebida no semblante das cri- econômicos. Hoje o projeto tor-
carinho e boas brincadeiras ga- anças que precisam conviver, nou-se um programa, pois é
rantem um brilho especial aos muitas vezes, com a dura roti- composto por vários projetos
pacientes. na de uma internação. Quando sociais, entre eles:
Nas datas especiais como: os animadores entram nos quar- 1- Projeto Riso nas pediatri-
Páscoa, Natal e Dia das Crian- tos, a tristeza desaparece e dá as (para crianças e adolescen-
ças, o trabalho se estende para lugar à alegria. tes em tratamento de saúde);
outras Entidades filantrópicas. O projeto é realizado desde 2 - Projeto Riso para a me-
Neste natal, os especialistas 1995, quando um grupo de vo- lhor idade (para pessoas que
vão se transformar em verdadei- luntários decidiu contribuir estão em asilos);
ros papais e mamães Noel para para mudar a qualidade de vida 3 - Projeto Riso para as cri-
muitas crianças. Presentes já dos pequenos pacientes de seis anças e adolescentes da Casa
estão sendo arre- hospitais de Vitória. O nome es- de Passagem (para crianças e
cadados e as vi- colhido para a equipe é de auto- adolescentes em regime de inter-
sitas agenda- ria da mentora do projeto e tam- namento por proteção judicial,
das. Assim o bém Artista Plástica Roszigraci crianças que sofreram abusos ou
espírito na- Simões de Oliveira e é uma men- violência doméstica),

revistaVITÓRIA
[14] revista VITÓRIA
4 - Projeto Riso curso de for- encontram em momentos de fra-
mação (para preparação de no- gilidade física e emocional. Como ajudar?
vos voluntários e reciclagem dos È com grande alegria que os
1) Sendo voluntário, o projeto
voluntários antigos); Especialistas do Riso levam ale- possui um sistema de inscrição
5 - Projeto Riso eventos espe- gria para quem precisa de uma que deverá ser feito via telefo-
ciais (para atender convites de atenção especial. É com peque- ne (27) 3227.1688, de segunda
entidades carentes em ocasiões nos gestos de amor que vão a sexta-feira, de 14 às 18 horas.
especiais como aniversário e even- transformar o Natal de muitas Para ser voluntário é preciso
tos comemorativos, Ex. APAE); crianças em um "Natal do Riso". aguardar uma fila de espera.
Mas, o importante é não desis-
6 - Riso palestras (palestras e
tir. Após o processo é só partici-
interferência em seminários e Onde atuam? par de um curso com carga ho-
congressos variados para estu- rária de 40 horas e acontece
dantes ou profissionais); HUCAM - Hospital Uni-
uma vez por ano.
7 - Projeto Riso atendimen- versitário Cassiano Antô- 2) Como patrocinador, pois o
to a pesquisas de estudantes nio de Moraes - Vitória/ES programa Especialistas do
em formação (1°, 2°, 3° e 4°). Visitas: Segundas à tarde Riso necessita de dinheiro para
manter suas ações. Se doar
Todo o trabalho é desenvol- HSCM - Hospital Santa
como Pessoa Física: até o dia
vido por 52 voluntários capaci- Casa de Misericórdia - Vi- 31 de dezembro, então pegará
tados através de cursos específi- tória/ES uma declaração para deduzir
cos de formação em terapia de hu- Visitas: Segundas à tarde do Imposto de Renda (IR). A
manização hospitalar, pessoas de Hospital Santa Rita doação no ano seguinte, 6% do
diversas áreas de formação pro- Visitas: Segundas à tarde IR. Se doar como Pessoa Jurí-
fissional, entre eles advogados, dica: até o dia 31 de dezem-
Hospital HPM bro, então pegará uma decla-
administradores, enfermeiros, Visitas: Segundas à tarde ração para apresentar ao IR,
médicos, engenheiros, dentistas, deste será abatido 1% se a em-
psicólogos e estudantes. HINSG - Hospital Infantil
presa não declara lucro real ao
As crianças internadas sem- Nossa Senhora da Glória IR ; e 2% se a empresa decla-
pre esperam ansiosas o retorno - Vitória/ES ra lucro real ao IR, e ainda, a
das "Doutoras" e dos "Doutores" Visitas: Sábados à tarde sua empresa terá várias con-
do riso. Em cada um dos hospi- trapartidas tipo retorno em
Casa de Passagem Alice marketing de responsabilida-
tais a visita acontece uma vez Coutinho Santos/ Cariaci- de social, selo de responsabi-
por semana com horário marca- ca lidade social, e outros.
do que é cumprido rigorosamen- 3) Doando brinquedos novos,
Visitas: Uma vez por trimes-
te pela equipe dos "Especialistas ou equipamentos para o dia a
tre
do Riso". dia dos projetos.
De acordo com Roszigraci, Asilo de Idosos
a intenção do trabalho é huma- Visitas: Uma vez por trimes- Contato:
tre www.especialistasdoriso.com.br
nizar ambientes onde existam
Telefax (27) 3227.1688
pessoas carentes de amor e hu- Hospital Dório Silva Horário de atendimento de se-
mor e levar altas doses de cari- Visitas: Uma vez por mês gunda a sábado, de 14 às 18h.
nho para os pacientes que se

revista VITÓRIA [15]


[ Especial ]

Frei Carlos Alexandre Rubim

“Natal é
tempo de rever
Gosto de Carlos Drummond quando em uma de suas poesias brinca
dizendo que: "muito feliz foi quem inventou esse negócio chamado
ano", mas ele tem razão. Vivemos ou não de datas, de festas
e de natal? Por isso não vai custar pensar em algumas coisas,
como por exemplo: rever. Antes, porém de rever, é preciso apreciar
algumas coisas.
Lembro-me de três símbo- velhinho e acredito que as Igre-
los importantes desse período: jas deveriam pensar que a so-
a manjedoura; que bonito e ciedade que o colocou como
simples esse cenário começado símbolo do mágico (claro que
por São Francisco no intuito com intenções de capital), mas
de mostrar a singeleza do na- nossas crianças acreditam; é
tal; depois a árvore, afinal triste, mas têm pais, que em paço nessa
quem não gosta de montar e nome da "religião" não deixam bonita festa?
iluminar uma árvore de natal? uma criança se quer falar no Por isso rever é
Mas a mesma tem um sentido bom velhinho. Se o papai-noel importante.
bonito, pois os pinheiros não está ganhando no IBOPE e Po d e r i a
secam suas folhas com facili- Cristo sendo esquecido, será ser um desrespeito ao leitor
dade, assim é Cristo, ele é sem- que não é um erro nosso, nós dizer que somos parecidos
pre vivo em nossa vida; por os cristãos? Será que estamos com um carro que de ano em
fim, e com ousadia falando do Cristo de fato, e ano precisa de algumas revi-
de minha parte, mais do que isso o testemu- sões, mas é claro que no carro
o Papai Noel. nhando? Quem sabe se assim não fica bem fazer a revisão so-
Não falarei refletirmos nosso aniversari- mente de ano em ano, algo que
mal do bom ante não terá um pequeno es- se pode aplicar a todos nós

[16] revista VITÓRIA


também. Tem gente que passa espera, que é mais bem expres-
das quilometragens permitidas sa na palavra esperança: um
da vida, ou seja, um ano esperar ativo, quase providen-
de sobrecarga, de te e cheio de atitudes.
muitos sofrimentos, Como dicas de revisão
de situa- nada melhor que tirar algu-
ções bem mas mágoas do nosso coração,
adversas ou até mesmo de nosso ambi-
as ge- ente. E pensarmos que o pró-
ximo ano, que nada mais é que
uma mudança de número, não
é mágico por si, mas um cam-
po possível de melhoras, se de
fato se fizer por onde. O certo
é que, o primeiro a fazer a re-
visão e talvez único é cada
um em seu silêncio, talvez
por isso o "Noite Feliz" é
cantado em inglês como
"Noite do Silêncio", numa
tradução aqui feita. Mas é
bonita a letra pois, de fato,
diante do Cristo não temos
outra atitude, que não, o si-
lêncio; e para melhor estarmos
diante dele nada mais adequa-
do que um bom coração.
O natal passa a ser "má-
gico" quando fazemos do mes-
ralmen- mo uma experiência de fé,
te esperadas quando o Cristo não é sinal
e, claro, dese- de divisão, quando todos po-
jadas nesse perí- dem cear juntos, quando de
odo; por isso ao fato a justiça é pensada,
invés de dizer que quando o poder é o serviço,
o natal é tempo de quando a bondade é partilha-
colocar as máquinas bem, da e a caridade exaltada. No
falaremos tempo de revisão, fundo o natal é um importan-
e por isso o advento. te dia, por isso tempo de re-
A espera (advento) não ver, e todos temos alguma pe-
significa uma espera passiva, cinha precisando de revisão.
apenas numa atitude de céle- A revisão será o ótimo passa-
bres "bobos" que aguar- porte para um ano seguinte
dam a vinda de alguém; melhor, essa não é uma recei-
definitivamente errado, ta, mas acho que pode dar cer-
pois, o advento é uma to. Feliz Natal!
[ Especial ]

A Redação

Diga não à
exclusão social
e viva um natal
diferente!
A solidariedade não pode ser
esquecida neste natal. A to bem recebidos. André além disso fazem um
Felipe, coordenador do trabalho psicológico
comunidade Jesus Está Vivo
projeto, diz que elas tratando as drogas
procura viver isto o ano todo. mantêm um vínculo mui- como uma degradação
to forte de amizade. ao ser humano. "Eles
Com o objetivo de que- "Nós chegamos ao ouvem e têm a consci-
brar barreiras e promover a local em paz, com vio- ência de que o uso das
paz, na cidade de Vitória lão, músicas e canta- drogas faz muito mal a
existe a comunidade "Jesus mos com todos. Eles saúde, muitos choram
Está Vivo". Ela promove um abrem o coração e conversam e cobram da gente essas dife-
projeto de evangelização sobre tudo com a gente", afir- renças sociais. É nesse mo-
para que os "meninos das ma André. mento que agimos como mis-
ruas" conheçam o verdadeiro Os missionários iniciam sionários. Falamos sobre a
sentido da vida que é encon- o contato com a roda de mú- palavra de Deus e procura-
trado em Jesus. sica e a partir dessa situação mos trazer o evangelho para
Vitor Paris, membro da as crianças vão ficando mais a realidade deles, com força
comunidade, afirma que o tranqüilas o que facilita a e fé afirmamos que eles po-
principal motivo dessas cri- conversa que se torna mais dem sair dessa vida", comple-
anças estarem nas ruas são séria. Após essa abertura, os ta André Felipe.
os conflitos familiares, por- missionários conversam so- Esse trabalho tão especi-
tanto o projeto Emanuel re- bre os perigos que as ruas al proporciona a verdadeira
aliza um trabalho conjunto trazem para a vida deles, vivência do amor de Deus e se
entre criança e família ten- você quiser fazer algo diferen-
tando reestruturar essa rela- te nesse natal e puder ajudar
ção tão importante na forma- voluntariamente é só procurar
ção para a vida. Em um mês a comunidade "Jesus Está
o projeto atinge cerca de 60 Vivo" no seguinte endereço:
crianças, com uma média de Rua Tereza Zanoni Caser, n°
15 por semana. 1, Jardim da Penha, Vitória -
Os missionários da comu- ES. E para quem deseja conhe-
nidade visitam os cer melhor o trabalho dos mis-
locais onde vi- sionários que também desen-
vem essas cri- volvem outros projetos, o te-
anças e sem- lefone de contato é o: (27)
pre são mui- 3227-1342.

revistaVITÓRIA
[18] revista VITÓRIA
[ Sociedade ]
Elaine Butter Santos
Thiago Souza

Virada de

Ano, momento de oração e fé


nos comportar na virada do ano? uvas, pular ondas, jogar flores
Ao término do ano chega um momento de Para o padre Hiller, pároco da para Iemanjá, isso não se en-
reflexão, de análise de tudo o que foi feito Igreja São Francisco de Itapõa - contra nas orientações da Igre-
como também o que se deixou de fazer. É Vila Velha, ou seja, uma paróquia ja. O católico não deve fazer es-
um período de renovação de fé; e a crença é a beira-mar, ele tem ciência de ses rituais e nem usar de su-
de que com um ano novo tudo poderá ser que muitos de seus paroquianos perstição na virada do ano.
feito e da melhor forma possível. À noite irão à meia noite na praia para Aproveitando a oportunida-
do dia 31 de dezembro, tradicionalmente, é ver os ritos do novo ano. "Os pa- de Pe. Hiller deseja a todos um
de festa com vários desejos e muita roquianos gostam de ir a praia Feliz e Santo Natal. "Que a for-
esperança. Esse momento gera para ver a queima de fogos de ça do Menino Jesus que repou-
expectativa de que aquilo que não foi artifício que embelezam a noite sa em sua manjedoura ao lado
possível no ano velho há de ser realizado da virada. Agora, nada de su- de Maria e José seja a tua luz,
no novo ano. perstições e práticas que não con- tua coragem, tua força e prote-
dizem com a fé católica. Isso deve ção em cada dia do ano de 2009".
Também nesse momento vá- ser evitado com firmeza pelo cris- O melhor é viver esse mo-
rias simpatias são feitas. Quer di- tão católico" afirma, Pe. Hiller. mento em confraternização e, es-
nheiro? Use uma roupa amare- As festividades de final de pecialmente, participando das
la. Para se conquistar um amor ano são boas ocasiões para o missas nas comunidades.
deve-se usar cor de rosa. Tam- agradecimento a Deus por tudo
bém não se pode usar roupa aper- o que tivemos de oportunidade ao
tada porque poderá passar aper- longo de um ano e ao mesmo tem- Veja os horários
to durante todo ano. As comidas po um pedido de perdão se por e participe:
também são especiais, há quem negligência, talvez, deixamos de
acredite que deva comer lentilhas fazer o que deveríamos ter feito, Missa de Ano Novo
na virada do ano e nada de co- sobretudo o bem. Há de ser um dia 31/12/08
mer frango, pois vai ficar o ano momento de confraternização em Z Igreja São Francisco de
todo só ciscando. Mas nesse dia família e com os amigos. Alegria, Assis - 21h
o que mais se vê são pessoas ves- votos e desejos de um bom come- Z Catedral Metropolitana
tidas de branco, o que simboliza ço de ano, sorrisos e abraços, co- de Vitória - 19h
um desejo de paz. É uma grande mida e bebida sem exageros, tudo Z Basílica de Santo Anto-
reunião, uma confraternização é válido para uma ocasião tão nio - 20h
com ritmos e desejos diversos. especial e significativa. Assim é
Há pessoas que vão a praia O importante é estar
que a Paróquia de São Francisco
para somente ver a festa dos fo- costuma fazer nesse período, se- na virada do ano com seu
gos de artifício estourando no gundo Pe. Hiller. "Em tudo um pensamento voltado a
céu e anunciando a chegada de testemunho de uma fé viva e cris- Deus e pedir a Ele que o
um novo ano. Nesse mesmo am- talina, de pleno acordo com a ano de 2009 seja de mui-
biente há pessoas que estão rea- Doutrina da Igreja", manter a tas realizações e conquis-
lizando vários rituais, pulando integridade da fé é extremamen- tas. Depende de você fa-
ondas, batendo o pé no chão, en- te importante e urgente para um zer com que o novo ano
fim, são muitas as simpatias fei- bom começo de ano, de acordo seja um ano bom. Feliz
tas nesse período. Será isso cer- com o padre. Ele ainda afirma Ano Novo!!!
to e como nós, católicos, devemos que usar roupas brancas, chupar

revistaVITÓRIA
revista VITÓRIA [19]
[19]
[ Direitos ]
Vander Silva

A Declaração Universal dos Direitos Humanos

Todos os
é um dos documentos básicos das Nações Unidas e
foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os di-
reitos que todos os seres humanos possuem.
Ela busca o ideal comum a ser atingido por to-
dos os povos e todas as nações, com o objetivo de

seres humanos
que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo
sempre em mente a declaração, se esforce, através
do ensino e da educação, por promover o respeito a
esses direitos e liberdades.

têm direito
Veja o que diz alguns artigos
da Declaração Universal dos
Direitos Humanos:
Z Todos os seres humanos nascem livres e iguais
em dignidade e direitos. São dotados de razão

a...
e consciência e devem agir em relação uns aos
outros com espírito de fraternidade.
Z Todo ser humano tem direito à vida, à liber-
dade e à segurança pessoal.
Z Ninguém será submetido à tortura nem a tra-
tamento ou castigo cruel, desumano ou de-
gradante.
Em 2008 a Declaração Universal dos Z Todo ser humano tem o direito de ser, em to-
dos os lugares, reconhecido como pessoa pe-
Direitos Humanos completa 60 anos com rante a lei.
muito a ser cumprido para ser uma Z Todo ser humano tem direito à liberdade de
locomoção e residência dentro das fronteiras
realidade em todo o Brasil e no mundo.
de cada Estado.
Z Todo ser humano tem direito à liberdade de
pensamento, consciência e religião; este di-
reito inclui a liberdade de mudar de religião
ou crença e a liberdade de manifestar essa
religião ou crença, pelo ensino, pela prática,
pelo culto e pela observância, em público ou
em particular.
Z Todo ser humano tem direito à liberdade de
opinião e expressão; este direito inclui a li-
berdade de, sem interferência, ter opiniões e
de procurar, receber e transmitir informações
e idéias por quaisquer meios e independente-
mente de fronteiras.
Z Todo ser humano tem o direito de participar
livremente da vida cultural da comunidade,
de usufruir das artes e de participar do pro-
gresso científico e de seus benefícios.

[20] revista VITÓRIA


Observando estes artigos, letivo, a qualidade das escolas pú-
percebemos que no dia a dia es- blicas, segurança e saúde.
tas resoluções são constante- Por outro lado, temos ações
mente esquecidas pelos nossos de solidariedade como no recente
governantes em todas as ins- caso de alagamento em Santa
tâncias. Catarina, voluntários em hospi-
No Espírito Santo, o Movi- tais e escolas, além de conselhos revista VITÓRIA [21]
mento Nacional de Direitos Hu- populares que cobram e fiscali-
manos aponta em seus textos a zam o poder público.
corrupção nos presídios do Es- Isto nos mostra que no ano
tado, onde os detentos vivem em em que se comemora o 60º ani-
condições desumanas e são in- versário da Declaração Universal
clusive vítimas de torturas e as- dos Direitos Humanos, as notí-
sassinados. A entidade, inclusi- cias que recebemos sobre a situ-
ve, já apresentou reclamação ação dos direitos humanos no
contra o próprio Ministério Pú- Brasil e no mundo vêm trazer,
blico do ES, por considerar que muito oportunamente, o tom de
o órgão age com inércia enquan- sábia advertência que estava fal-
to deveria apurar as denúncias. tando; as coisas melhoraram
O crime organizado no Es- muito, mas nem tudo vai bem.
tado também é um grande em- A violência nas grandes ci-
pecilho à garantia dos direitos dades, o desrespeito ao cidadão,
humanos. O assassinato do Juiz os atentados à dignidade huma-
Alexandre Martins de Castro na, as desigualdades extremas, de
Filho, em 2003 no município de forma dissimulada ou explícita,
Vila Velha, nos mostra como, ainda fazem parte do cotidiano de
muitas vezes, as pessoas que boa parte dos países que assina-
buscam garantir os direitos dos ram a Carta da ONU, inclusive o
cidadãos e combatem o crime Brasil.
organizado estão desprotegidos Em contrapartida, parece que
perante o esquema dos corrup- há algo de novo e muito estimu-
tos. Como podemos anunciar os lante no ar. No Brasil, pelo menos,
direitos à segurança, se nem os já é possível perceber uma mudan-
membros do judiciário podem se ça substancial quanto à questão da
sentir protegidos? Como também cidadania e da garantia dos direi-
podemos podemos acreditar que tos individuais, traduzida pelas
temos direitos de expressar nos- iniciativas cada vez mais freqüen-
sas opiniões se um dos princi- tes da sociedade civil.
pais veículos de comunicação do A cidadania é direito de to-
Estado, a Rede Gazeta, foi víti- dos e também um dever de todos,
ma de grampo telefônico, em portanto seja através de entida-
2005, sem que os culpados fos- des organizadas ou individual-
sem apontados e julgados? mente, todos nós temos um papel
No dia a dia, nossos direi- importante para a efetivação da
tos são constantemente vilipen- Declaração Universal dos Direi-
diados, como no transporte co- tos Humanos no Brasil.

revista VITÓRIA [21]


[ Igreja ]

Nossa Senhora de Guadalupe


Nossa Se- Diego, mostrando ser mãe pro- var as flores para o bispo. Ao
nhora de Guada- tetora dos indígenas e da nova entregar as rosas, Juan Diego
lupe, tem os tra- terra. abriu o manto (tilma) que car-
ços da América e Quando se dirigia à missa, regava, e nele, como que im-
representa a re- Juan Diego ouviu uma voz que pressa, apareceu a mesma ima-
sistência de uma o chamava. Vê então a imagem gem que Juan havia visto no
cultura nativa da Virgem iluminada, com rou- monte.
diante da coloni- pas e traços do povo asteca. A veneração da Virgem de
zação européia. Maria pede a ele que vá dizer Guadalupe, desperta no povo
Por isso todo o povo se identifi- ao bispo que construa aí um grande confiança filial; consti-
ca com ela e a venera. santuário em sua honra. Dian- tui, além disso, um estímulo à
Em tempos de grande con- te dos questionamentos do bis- prática da caridade cristã, ao
flito entre os indígenas e os co- po, a Virgem realizou alguns demonstrar a predileção de Ma-
lonizadores europeus que che- milagres: curou o tio de Juan ria pelos humildes e necessita-
gavam à América, ano de 1531, Diego e fez brotar rosas na co- dos, bem como sua disposição
na cidade do México, Nossa Se- lina de Tepyac, onde apareceu. em assisti-los. Sua festa é cele-
nhora apareceu ao asteca Juan Pediu para o indígena para le- brada a 12 de dezembro.

Santa Luzia
Conta-se que pertencia a não querendo oferecer sacrifí- no início do sé-
uma família italiana e rica, que cio aos deuses e nem quebrar o culo IV. Mas a
lhe deu ótima formação cristã, seu santo voto, teve que en- devoção à san-
a ponto de Luzia ter feito um frentar as autoridades perse- ta, cujo próprio
voto de viver a virgindade per- guidoras e até a decapitação em nome está liga-
pétua. Com a morte do pai, Lu- 303, para assim testemunhar do à visão ("Lu-
zia soube que sua mãe queria com a vida, ou morte o que dis- zia" deriva de
vê-la casada com um jovem de se: "Adoro a um só Deus ver- "luz"), já era
distinta família, porém pagão. dadeiro, e a ele prometi amor e exaltada desde o
Ao pedir um tempo para o dis- fidelidade". século V. Além disso, o papa Gre-
cernimento foi para uma roma- Somente em 1894 o martí- gório Magno, passado mais um
ria ao túmulo da mártir Santa rio da jovem Luzia, também século, a incluiu com todo res-
Ágeda, de onde voltou com a chamada Lúcia, foi devidamen- peito para ser citada no cânone
certeza da vontade de Deus te confirmado, quando se des- da missa. Os milagres atribuídos
quanto à virgindade e quanto cobriu uma inscrição escrita em à sua intercessão a transforma-
ao sofrimento por que passa- grego antigo sobre o seu sepul- ram numa das santas auxiliado-
ria, como Santa Ágeda. Vendeu cro, em Siracusa, Ilha da Sicí- ras da população, que a invocam,
tudo, deu aos pobres e logo foi lia. A inscrição trazia o nome principalmente, nas orações para
acusada pelo jovem que a que- da mártir e confirmava a tradi- obter cura nas doenças dos olhos
ria como esposa. Santa Luzia, ção oral cristã sobre sua morte ou da cegueira.

[22] revista VITÓRIA


A Sagrada Família
Para muitos, no dia 26 de mas uma família, já que traz em cessárias para
dezembro o Natal já passou e a si mesma a paternidade, a filia- cumprir perfeita-
vida retorna às atividades nor- ção e a essência da família, que mente a sua mis-
mais. A Igreja, no entanto, ob- é o amor". Por isso também se são de pai adotivo
serva uma Oitava do Natal até chamou a Jesus, Maria e José de Deus feito car-
1º de janeiro (seguindo a práti- "a Trindade da terra". E um dos ne. Quando esses
ca judaica de 8 dias de celebra- clássicos castelhanos pôs-lhes o três Sóis brilham
ções) e um período de Natal es- título de "Os Três Sóis", de An- numa família,
tendido até dia 6 de janeiro, a tônio Orozco. essa família res-
Festa da Epifania (atualmente Na Sagrada Família, Jesus plandece. Reina
celebrada no domingo entre 2 e é o Sol dos sóis: a Luz do mun- nela uma comunhão delicada de
8 de janeiro). do! A Virgem Maria é um sol que pessoas que exclui a solidão, essa
No domingo entre o Natal e ilumina sem ofuscar; sem fazer falta de luz, de carinho e de paz.
1º de janeiro, a Igreja celebra a milagres na terra, limita-se a Os Três Sóis gostam de habitar
Sagrada Família. Esta festa é ser Mãe. José, homem escolhi- no espaço íntimo dos corações,
especialmente importante hoje do desde a eternidade para ser mais do que na superfície do mun-
quando muitas famílias enfren- o patriarca da Família do Filho do. Chegará o dia em que - como
tam lutas e desafios para viver de Deus, e de todos os filhos de diz a Escritura - a cidade não ne-
a sua Fé. A Família de Belém é Deus que por dom gratuito so- cessitará nem de sol nem de lua
o reflexo mais puro da Santíssi- mos, é um homem justo, no sen- para a iluminar, pois será ilumi-
ma Trindade, que - não nos can- tido bíblico da palavra, isto é, nada pela glória de Deus e a sua
saremos de repetir com João santo, cheio de graça santifi- luz será o Cordeiro (...). Não ha-
Paulo II - "não é uma solidão, cante e de todas as virtudes ne- verá noite (Ap 21,23-25).

Imaculada Conceição
A Bíblia não afirma direta- "Imaculada Conceição?" Significa Esse "privilégio", não a
mente que Maria é Imaculada. Se que Maria, a Perfeita Discípula de transforma numa pessoa orgu-
fosse assim, não seria necessá- Jesus, recebeu do Senhor um dom lhosa, pelo contrário, Maria pas-
rio o dogma, que justamente especial: nascer mais íntegra do sou pelo esforço de ser peregrina
aprofunda e amplia o sentido das que nós, com mais capacidade de na fé. Ela não nasce prontinha.
palavras da Sagrada Escritura. ser livre e acolher a proposta di- Também é aprendiz na vida. No
Levando em conta a tradição ca- vina. Esse dom tem sua raiz na início, ela não entende tudo (Lc
tólica dos últimos séculos e o Graça. Maria nasceu sem a mar- 2, 49-50). E no correr da vida Je-
pedido de muitos leigos e bispos, ca do pecado original. sus a surpreende muitas vezes
o papa Pio IX proclamou em 1854 O dogma da Imaculada afir- (Mc 3, 31-35). Mas diferentemen-
o dogma ma que Maria é pré-redimida por te de nós, Maria trilha um cami-
da Ima- Cristo. Ela recebe sua graça sal- nho sempre positivo, sem desvi-
culada vadora numa intensidade maior os falsos ou atoleiros, desenvol-
Concei- do que nós. Assim desenvolve ve muitas as suas qualidades
ção. melhor sua missão de perfeita humanas, tornando-se criatura
O que discípula, educadora e mãe do mais santa, mais inteira, mais
significa Messias. "dona" de si e aberta a Deus.

revista VITÓRIA [23]


[ Cultura ]
Pe. Dauri Batisti
www.essapalavra.blogspot.com

tempo,
Queremos
agarrar o
parar o
dia, esticar as
Se mais ou menos quatro horas
da tarde na minha infância
bonita era o tempo de voar no
chão correndo nos morros
horas
quando deveria tocar os
bezerros para o curral, agora,
esse mesmo horário me faz
pensar com sentimentos a
importância dos momentos em
que nos encontramos com
outros eus, realidades,
dimensões, ações, pessoas.

[24] revista VITÓRIA


Encontro é uma palavra tão momento pra terminar um pensa-
bonita e o que ela expressa tam- mento ou conversar um pouco
bém, mas nela mesma existe uma mais, entre um movimento e ou-
outra beleza não tão explícita que tro da xícara levada aos lábios, no
precisa ser vista, pois encontro é corre-corre de um dia de trabalho.
ir contra, também. Se encontro Não sei não, mas me arrisco
pode ser entendido como reunião, em afirmar que a tarde é a matriz
pela união de interesses, aspira- das poesias. Por quê? É a hora dos
ções, sonhos e intenções, há de encontros; com Deus, com o mun-
não se esquecer de que também do, com os pensamentos, com as
implica em ser contra e dizer não. palavras. Talvez seja a hora de li-
Fico em dúvida... Qual a melhor gar para o filho ou se permitir um
conexão? Talvez seja a tarde a dar- momento de sossego. Talvez seja
lhe o melhor entendimento. a hora de ser mais afetuoso com
Era por volta das quatro da a pessoa que esbarrou contra você
tarde quando dois discípulos de na rua. E se for das contrarieda-
João Batista encontraram-se com des a hora? Tentar entender-lhes
Jesus. (Jo 1, 39). Sempre me en- os recados.
cantou a marcação dessa hora. E quando toca a "Ave Maria"?
Parece que ele fez poesia com isso. Heim? Uma pontinha de dor atra-
Marcando a hora ele embelezou o vessa o coração. O dia e a noite se
encontro e a tarde, dando-lhes a dão, se esbarram, se encontram.
sinuosidade de uma dança. Encontramos o fim. Queremos
Repare na tarde. Vê se ela não agarrar o tempo, parar o dia, esti-
te seduz? Não te leva, ela, femini- car as horas. Por isso gosto do ho-
na, linda, para um canto? Não te rário de verão. A noite chega mais
canta com insinuações de pensa- tarde. Não faz mal uma pequena
mentos que te levam a pensar a si ilusão. Mas é outra a hora. A de ir,
mesmo, a vida e o mundo? de se despedir, de deixar correr o
Trajes de:
Um encontro à tarde fica que precisa ir. O encontro que acon-
Noivas, Noivos, Debutantes,
para sempre. Reconciliação boa teceu, aconteceu. Acabou. Damas, Pagens, Ternos e Roupas para Festa
mesmo se dá à tarde. Lembra às O coração ao deixar ir o dia,
três horas de dois mil anos atrás? mesmo sem belos e significativos
Tel.: (27) 3223-1267 - Fax: (27) 3222-8746
Aos amigos brigados a tarde pre- encontros, quem sabe, torna-se
sencia o desmanche de laços ata- mais terno e disponível para ou- Rua 23 de Maio, 360 - Esquina c/ Marcos de
dos em nós malditos de desenten- tros esbarrões, colisões. Indo con- revista
Azevedo - Parque VITÓRIA
Moscoso [25]
- Vitória/ES
dimentos e refaz a amizade, mes- tra você encontra. Ou, quem sabe,
mo que com sacrifício. ainda, torna-se mais eficaz em fa-
À tarde o café tem muito mais zer, como diz Fernando Pessoa, da
sabor do que pelas manhãs. De procura um encontro*.
manhã ele é necessário, faz parte Eu comigo mesmo consigo
do ritual de acordar. À tarde o café um encontro sempre. À tarde de
se saboreia num devaneio mesmo preferência. Será que me acho? Se
que rápido demais ou num encon- não me acho, pelo menos desfaço
tro que se alonga de menos. Tão as Contrariedades do dia e entro
bom seria ficar só por mais um na noite mais leve.
Palavra Amiga
Jesus o grande presente do Natal!
Ao falar de presente não po- Dayane, saudades....
Chegou dezembro: é Natal! deria deixar de registrar o belo Portanto, queridos amigos,
Motivo de muita alegria e espe- presente que foi a vida de Daya- sócios e assinantes, somos pe-
rança, pois vai nascer o menino ne Soares para nós da Rádio regrinos do Pai aproveitemos
Jesus. A criança do presépio é o América e Revista Vitória. Foi bre- com sabedoria e humildade o
filho de Deus encarnado, que nos ve sim, mas uma imensa alegria nosso tempo. Continuemos tra-
ama e nos quer como seus discí- estava no seu viver. Temos um balhando generosamente para
pulos e missionários. Ao olhar- anjo que olhará sempre por nós. que o amor de Deus seja cada
mos o presépio nestes dias de Nossa querida colega de traba- vez mais levado às pessoas e
festa possamos compartilhar sen- lho, a Dadá, Day, enfim, anjo que Jesus mais conhecido e amado.
timentos de amor. Amor a Deus o Senhor permitiu que ficasse en- Que em 2009 esta obra de
que nos amou primeiro e veio ao tre nós e partiu de volta à casa amor e missão evangelizadora
nosso encontro (1Jo 4,19). E tam- do Pai. Resta-nos as lembranças, que fazemos parte possa conti-
bém possamos ir ao encontro do as saudades, mas tristeza jamais. nuar despertando os adormeci-
próximo que necessita de amor Nossa existência é fecunda de dos. Desejamos a você, sócio-
e de vida e pela fé sejamos "o pre- eternidade, nascemos para res- amigo, assinante, aos represen-
sente" para essas pessoas. suscitar. Importante é lembrar tantes e a todos os ouvintes um
que deste mundo nada iremos Santo e Feliz Natal, um abenço-
levar e devemos ajuntar tesouros ado Ano Novo. Paz, prosperida-
no céu que é onde viveremos de e muito amor para toda a sua
eternamente. Ficamos profunda- família!!! Com as bênçãos e a
mente abalados, mas a certeza proteção da Sagrada Família de
da ressurreição nos devolve a ale- Nazaré.
gria de viver e transforma nossa Um beijo do menino Jesus
tristeza em esperança e luz. Quem pelos lábios de Maria em cada
a conheceu lembrará com sauda- um.
de do seu sorriso que estará gra- Feliz Natal!!!
vado para sempre no coração. Vania Maria
3º PRÊMIO – final de semana na 1º PRÊMIO – microcomputador 2º PRÊMIO – tv 29 polegadas
Pousada dos Pinhos completo + impressora laser nº 06755 - BETÂNIA BRIDI
nº 04813 - JOSÉ COAIOTO nº 05050 - NEY FRIGINI

Faça sua assinatura anual e


receba a revista pelo correio

Nome: ______________________________________________________________________________________________
Endereço: __________________________________________________________ nº: ____________ Aptº: ___________

Bairro: __________________________________ Cidade: __________________________________ Estado: __________

Cep: _________________ Tel.: ( ) _______________ ou _________________ E-mail: _________________________


Data de nascimento: ___________________________________
/ / CPF: __________________________________________

Departamento Comercial
Depósito bancário FUNDAÇÃO NOSSA SENHORA DA PENHA / ES
Envie esta ficha e o comprovante
no Banestes: Rua Alberto de Oliveira Santos, 42 - Ed. Ames 19º
para o endereço ao lado ou salas 1916 e 1920 - CEP 29010-901 - Vitória - ES
Agência 104
para o fax: (27) 3322-4960 Telefone: (0xx27) 3322-0082
Conta 5.854.831
Assinatura anual: R$ 45,00 Periodicidade: mensal