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Resumo de Anatomia do Sistema Circulatório

(não sei ainda o autor; alguém da Turma96)

• Pericárdio
Está contido no mediastino médio (constituído pelo pericárdio, coração e raízes de seus grandes
vasos – aorta ascendente, tronco pulmonar e veias cavas superior e inferior) – que entram e sa-
em do coração. É uma membrana fibrosserosa que cobre o coração e o início de seus grandes
vasos. Divide-se em:
Pericárdio fibroso, uma camada externa e resistente , que é contínua com o tendão cen-
tral do diafragma. Este pericárdio fibroso é contínuo superiormente com a túnica adventí-
cia dos grandes vasos que entram e saem do coração e com a lâmina pré-traqueal da fás-
cia cervical profunda; liga-se ao esterno pelos ligamentos esternopericárdicos. Sua função
é impedir o superenchimento súbito, dada a sua inflexibilidade.

Pericárdio seroso que, por sua vez, divide-se em lâmina parietal do pericárdio seroso
(que reveste o pericárdio fibroso) e na lâmina visceral do pericárdio seroso (que constitui
o epicárdio). O pericárdio seroso é composto principalmente por mesotélio, uma única
camada de células achatadas. Entre as duas lâminas há um espaço virtual denominado de
cavidade pericárdica , que normalmente contém uma fina película de líquido que permite
ao coração se movimentar e bater em um ambiente sem atrito.

Seios do pericárdio
Seio Transverso do Pericárdio
Situa-se entre o grupo formado pela aorta e o tronco pulmonar, o grupo constituído pelas
VCS, VCI e veias pulmonares e pelas reflexões do pericárdio seroso ao seu redor.
Possui grande importância cirúrgica , pois ao introduzir uma ligadura ou colocando-se um
clampe cirúrgico ao redor da aorta e do tronco pulmonar, pode-se impedir a circulação de
sangue nessas grandes artérias e desviá-lo durante cirurgias cardíacas.

Seio Oblíquo do Pericárdio


Situa-se na reflexão do pericárdio seroso ao redor do segundo grupo de vasos (VCS, VCI e
veias pulmonares).

Seio Coronário
A fusão da veia cardíaca magna com a veia oblíqua do átrio esquerdo delimitam o início
deste seio.

• Coração
A parede de cada câmara cardíaca é formada por três camadas:
Epicárdio: Uma camada externa fina (mesotélio) formada pela lâmina visceral do peri-
cárdio seroso.
Miocárdio: Uma camada intermediária helicoidal e espessa, formada por músculo cardía-
co. Trata-se do principal constituinte das paredes do coração, em especial dos ventrículos.
Endocárdio: Fina camada interna (endotélio e tecido conjuntivo subendotelial) ou mem-
brana de revestimento do coração que também cobre suas valvas.

Ápice do Coração
Formado pela parte ínfero-lateral do ventrículo esquerdo, permanece imóvel durante todo o ciclo
cardíaco e é o local onde os sons de fechamento da valva mitral são máximos.

Base do Coração
É a face posterior do coração, formado principalmente pelo átrio esquerdo, com uma menor con-
tribuição do átrio direito. Recebe as veias pulmonares nos lados direito e esquerdo de sua porção
atrial esquerda e as veias cava superior e inferior nas extremidades superior e inferior de sua
porção atrial direita.

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Faces do Coração:
Face Esternocostal (Anterior): Formada principalmente pelo ventrículo direito.
Face Diafragmática (Inferior): Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e par-
te do ventrículo direito; está relacionada principalmente ao tendão central do diafragma.
Face Pulmonar Direita: Formada principalmente pelo átrio direito.
Face Pulmonar Esquerda: Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo; forma a
impressão cardíaca do pulmão esquerdo.

Margens do Coração:
Margem Direita (ligeiramente convexa): Formada pelo átrio direito e estendendo-se
entre a VCS e a VCI.
Margem Inferior (oblíqua, quase horizontal): Formada principalmente pelo ventrículo
direito e por pequena parte do ventrículo esquerdo.
Margem Esquerda (quase horizontal): Formada principalmente pelo ventrículo es-
querdo e por pequena parte da aurícula esquerda.
Margem Superior : Formada pelos átrios e aurículas direitos e esquerdos em vista ante-
rior; a aorta ascendente e o tronco pulmonar emergem dessa margem e a VCS entra no
seu lado direito. Posterior à aorta e ao tronco pulmonar e anterior à VCS, e ssa margem
forma o limite inferior do seio transverso do pericárdio .

Sulcos do Coração.
Sulco Terminal: Referência para encontra o nó sino atrial. Internamente, torna-se a cris-
ta terminal.
Sulco Coronário: Separa os átrios dos ventrículos.
Sulco Interventricular: Separa os ventrículos.
Sulco Interatrial: Separa os átrios.

Cruz do Coração:
Formada pelo encontro do Sulco Coronário com o Sulco Interventricular e o Sulco Interatrial.

Septo Interventricular.
Formado por parte muscular e membranácea, é uma divisória forte, posicionada obliquamente
entre os ventrículos direito e esquerdo formando parte das paredes de cada um. Devido à pres-
são arterial muito maior no ventrículo esquerdo, a parte muscular do SIV, que forma a maior par-
te do septo, tem a espessura igual ao restante da parede do ventrículo esquerdo (de 2 a 3x mais
espesso que a parede do ventrículo direito) e salienta-se para a cavidade do ventrículo direito.
Superior e posteriormente, uma membrana fina, parte do esqueleto fibroso do coração, forma a
parte membranácea do SIV, muito menor. No lado direito, a válvula septal da valva atrioventricu-
lar direita é fixada ao meio dessa parte membranácea. Logo, inferiormente, a membrana é um
septo interventricular e, superiormente, é um septo atrioventricular.

Trabéculas Cárneas.
Podem ser classificadas como do tipo Ponte (que se fixa na parede ventricular apenas através de
suas extremidades), tipo Crista (que mantém toda a sua superfície aderida à parede do ventrícu-
lo) e Pilar (que são os músculos papilares).

Tronco Pulmonar.
É a continuação arterial do ventrículo direito e divide-se em artérias pulmonar direita e esquerda.

Câmaras Cardíacas:
Átrio Direito.
Forma a margem direita do coração e recebe sangue venoso da VCS, da VCI e do seio co-
ronário. A aurícula direita é uma bolsa muscular cônica que se projeta do átrio direito co-
mo uma câmara adicional , aumentando a capacidade do átrio enquanto se superpõe à
aorta ascendente.
O interior do átrio possui:
-Uma parte posterior lisa, com paredes finas (o seio das veias cavas), na qual se
abrem as veias cava (VCS e VCI) e o seio coronário, trazendo sangue desoxigena-
do para o coração.
-Uma parede anterior muscular, rugosa, formada pelos músculos pectíneos.

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-Um óstio AV direito através do qual o átrio direito transfere o sangue desoxigena-
do que recebeu para o ventrículo direito. As partes lisa e áspera da parede atrial
são separadas externamente por um sulco vertical superficial, o sulco terminal e
internamente por uma crista vertical, a cristal terminal.
- O óstio do seio coronário, um tronco venoso curto que recebe a maior parte das
veias cardíacas, situa-se entre o óstio AV direito e o óstio da VCI . O septo intera-
trial que separa os átrios possui uma depressão oval, a fossa oval, e, em volta de-
la, a saliência formada denomina-se limbo da fossa oval.

Ventrículo Direito.
Forma a maior parte da face esternocostal do coração, uma pequena parte da face dia-
fragmática e quase toda a margem inferior do coração.
Superiormente, afila-se em um cone arterial, ou infundíbulo, que conduz ao tronco pul-
monar. O interior do ventrículo direito possui elevações musculares irregulares (trabéculas
cárneas). Uma crista muscular espessa, a crista supraventricular, separa a parede
muscular rugosa na parte de influxo da câmara da parede lisa do cone arterial , ou parte
de saída. A parte de influxo do ventrículo recebe sangue do átrio direito através do óstio
AV direito. O óstio AV direito é circundado por um anel fibroso. O anel fibroso mantém o
calibre do óstio constante, resistindo à dilatação que poderia resultar da passagem de
sangue através dele com pressões variadas .

A valva atrioventricular direita protege o óstio AV direito. As bases das válvulas estão fi-
xadas ao anel fibroso ao redor do óstio. Como o anel fibroso mantém o calibre do óstio, as
válvulas fixadas se tocam da mesma forma a cada batimento cardíaco. As cordas tendí-
neas fixam-se às margens livres e às superfícies ventriculares das válvulas anterior, pos-
terior e septal, de forma semelhante à fixação das cordas em um pára-quedas. As cordas
tendíneas originam-se do ápice dos músculos papilares, que são projeções musculares cô-
nicas com bases fixadas à parede ventricular . Os músculos papilares começam a se con-
trair antes da contração do ventrículo direito, tensionando as cordas tendíneas e aproxi-
mando as válvulas. Como estão fixadas aos lados adjacentes de duas válvulas, as cordas
impedem a separação das válvulas ou a sua inversão quando a tensão é aplicada às cor-
das tendíneas e mantida durante toda a contração ventricular (sístole), ou seja, a regurgi-
tação (fluxo retrógrado) de sangue do ventrículo direito para o átrio direito é impedida pe-
las válvulas .
Três músculos papilares no ventrículo direito correspondem às válvulas da valva atrioven-
tricular direita:

Músculo Papilar Anterior:


O maior; origina-se da parede anterior do ventrículo direito; suas cordas fixam-se às válvulas an-
terior e posterior da valva atrioventricular direita. Este músculo recebe parte do ramo direito do
fascículo AV (uma parte do complexo estimulante do coração) através da trabécula septomargi-
nal, que é um feixe muscular curvo que atravessa a câmara ventricular direita da parte inferior
do SIV até a base do músculo papilar anterior.

Músculo Papilar Posterior:


Menor que o Anterior. Pode ter várias partes; origina-se da parede inferior do ventrículo direito e
suas cordas se fixam às válvulas posterior e septal.

Músculo Papilar Septal:


Origina-se do septo interventricular; suas cordas se fixam às válvulas anterior e septal.

Funcionamento conjunto: Átrio direito e Ventrículo direito.


O átrio direito se contrai quando o ventrículo direito está vazio e relaxado; assim, o sangue é for-
çado a passar através desse orifício para o ventrículo direito, afastando como cortinas as válvulas
da valva atrioventricular direita. A saída do sangue do ventrículo ocorre em um trajeto de “U” ,
com uma mudança de direção de cerca de 140°. Essa mudança de sentido é acomodada pela
crista supraventricular , que direciona o fluxo de entrada para a cavidade principal do ventrículo e
o fluxo de saída para o cone arterial em direção ao óstio do tronco pulmonar.

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Átrio Esquerdo.
Forma a maior parte da base do coração. Os pares avalvulares de veias pulmonares direi-
tas e esquerdas entram no átrio de paredes finas. A aurícula esquerda muscular, tubular,
sua parede trabeculada com músculos pectíneos , forma a parte superior da margem es-
querda do coração e cavalga a raiz do tronco pulmonar.
O interior do átrio esquerdo possui:
-Uma parte maior com paredes lisas e uma aurícula muscular menor, contendo
músculos pectíneos.
-Quatro veias pulmonares (duas superiores e duas inferiores) que entram em sua
parede posterior lisa.
-Uma parede ligeiramente mais espessa que a do átrio direito.
-Um septo interatrial que se inclina posteriormente e para a direita.
-Um óstio AV esquerdo através do qual o átrio esquerdo transfere o sangue oxige-
nado que recebe das veias pulmonares para o ventrículo esquerdo.

Ventrículo Esquerdo.
Forma o ápice do coração , quase toda sua face esquerda (pulmonar) e margem esquerda,
e a maior parte da face diafragmática. Como a pressão arterial é muito maior na circula-
ção sistêmica do que na circulação pulmonar, o ventrículo esquerdo trabalha mais do que
o ventrículo direito .
O interior do ventrículo esquerdo possui:
-Paredes que são cobertas principalmente com uma tela de trabéculas cárneas que
são mais finas e mais numerosas que as do ventrículo direito .
-Uma cavidade cônica mais longa que a do ventrículo direito.
-Músculos papilares anteriores e posteriores que são maiores que aqueles do ven-
trículo direito .
-Uma parte de saída, súpero-anterior, não-muscular, de parede lisa, o vestíbulo da
aorta, levando ao óstio da aorta e à valva da aorta.
-Uma valva atrioventricular esquerda (mitral) com duas válvulas que guarda o ós-
tio AV esquerdo.
-Um óstio da aorta situado em sua parte póstero-superior direita e circundado por
um anel fibroso, ao qual estão fixadas as válvulas direita, posterior e esquerda; a
parte ascendente da aorta começa no óstio da aorta.

Funcionamento conjunto: Átrio esquerdo e Ventrículo esquerdo.


Enquanto atravessa o ventrículo esquerdo, a corrente sanguínea sofre duas mudanças de trajeto
em ângulo reto , após sair do átrio esquerdo, que juntas, resultam em uma mudança de direção
de 180° .

Valvas do Tronco Pulmonar e da Aorta.


Tanto as válvulas da valva do tronco pulmonar e as da aorta são côncavas quando vistas de cima
. As válvulas não possuem cordas tendíneas para sustentá-las. São menores em área do que as
válvulas das valvas AV, e a força exercida sobre elas é menor que a metade daquela exercida so-
bre as válvulas atrioventriculares direita e esquerda. As válvulas projetam-se para a artérias mas
são pressionadas em direção às suas paredes quando o sangue deixa o ventrículo. Durante o re-
laxamento, as válvulas se abrem como bolsas enquanto recebem o fluxo sanguíneo invertido, u-
nindo-se para fechar completamente o óstio, sustentando umas às outras e evitando o retorno de
qualquer quantidade significativa de sangue para o ventrículo .

A margem de cada válvula é espessa na região de contato, formando a lúnula ; o ápice da mar-
gem livre angulada é ainda mais espesso, formando o nódulo . O espaço formado entre duas vál-
vulas é denominado de comissura .

Imediatamente superior a cada válvula semilunar, as paredes das origens do tronco pulmonar e
da aorta são ligeiramente dilatadas, formando um seio. Os seios do tronco pulmonar e da aorta
são espaços na origem do tronco pulmonar e parte ascendente da aorta entre a parede dilatada
do vaso e cada válvula semilunar. O sangue presente nos seios e a dilatação da parede impedem
a aderência das válvulas à parede do vaso, o que poderia impedir o fechamento .

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Batimento Cardíaco.
Quando os ventrículos se contraem, eles produzem um movimento de torção devido à orientação
helicoidal dupla das fibras musculares cardíacas. Este movimento inicialmente ejeta o sangue dos
ventrículos enquanto a camada espiral externa (basal) contrai, primeiro estreitando e depois en-
curtando o coração, reduzindo o volume das câmaras ventriculares. A contração seqüencial con-
tínua da camada espiral interna (apical) alonga o coração, seguida por alargamento enquanto o
miocárdio relaxa rapidamente, aumentando o volume das câmaras para retirar o sangue dos á-
trios.
Os sons do coração são produzidos pelo estalido de fechamento das válvulas unidirecionais que
normalmente impedem o refluxo do sangue durante as contrações do coração. Um Tum quando o
sangue é transferido dos átrios para os ventrículos e um Tac quando os ventrículos ejetam o san-
gue do coração.

Vascularização e Inervação do Coração


Os vasos sanguíneos do cora-
ção compreendem as artérias
coronárias e veias cardíacas,
que conduzem o sangue que
entra e sai da maior parte do
miocárdio. O endocárdio e
parte do tecido subendocárdi-
co localizado imediatamente
externo ao endocárdio rece-
bem oxigênio e nutrientes por
difusão ou por microvasculari-
zação diretamente das câma-
ras do coração. Os vasos san-
guíneos do coração , normal-
mente incrustados no tecido
adiposo, atravessam a superfí-
cie do coração logo abaixo do
epicárdio . Algumas vezes, partes dos vasos são incrustadas no miocárdio.

Suprimento Arterial do Coração


As artérias coronárias, os primeiros ramos da aorta, suprem o miocárdio e o epicárdio. As arté-
rias coronárias direita e esquerda originam-se dos seios da aorta correspondentes na região pro-
ximal da parte ascendente da aorta, logo superior à valva da aorta, e seguem por lados opostos
do tronco pulmonar . As artérias coronárias suprem os átrios e os ventrículos; entretanto, os ra-
mos atriais geralmente são pequenos e não são facilmente observados no coração de cadáver. A
distribuição ventricular de cada artéria coronária não é bem delimitada.

Artéria Coronária Direita: A ACD origina-se do seio da aorta direito da parte ascendente
da aorta e passa pelo lado direito do tronco pulmonar, seguindo no sulco coronário. Pró-
ximo de sua origem, a ACD geralmente emite um ramo do nó sinoatrial que supre o nó
SA. A ACD então desce no sulco coronário e emite o ramo marginal direito , que supre a
margem direita do coração enquanto segue em direção (mas sem alcançar) o ápice do co-
ração. Na cruz do coração, a ACD dá origem ao ramo do nó atrioventricular.
Ela geralmente supre:
Átrio direito
Maior parte do ventrículo direito
Parte do ventrículo esquerdo (a face diafragmática)
Parte do septo IV (geralmente o terço posterior)
O nó AS (em aproximadamente 60% das pessoas)
O nó AV (em aproximadamente 80% das pessoas)

Artéria Coronária Esquerda: A ACE origina-se do seio da aorta esquerdo da parte as-
cendente da aorta , segue entre a aurícula esquerda e o lado esquerdo do tronco pulmo-
nar, e segue no sulco coronário. Quando entra no sulco coronário, divide-se em dois ra-
mos, o ramo interventricular anterior e o ramo circunflexo . O ramo interventricular ante-
rior segue ao longo do sulco interventricular até o ápice do coração. Aqui, ele faz a volta

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ao redor da margem inferior do coração e freqüentemente anastomosa-se com o ramo IV
posterior da artéria coronária direita. Em muitas pessoas, o ramo IV anterior dá origem a
um ramo lateral (diagonal), que desce sobre a face anterior do coração. O ramo circunfle-
xo da ACE, menor, segue o sulco coronário ao redor da margem esquerda do coração até
a sua face posterior. A artéria marginal esquerda, um ramo do ramo circunflexo, segue a
margem esquerda do coração e supre o ventrículo esquerdo. Na maioria das vezes, o ra-
mo circunflexo da ACE termina no sulco coronário antes de atingir a cruz do coração, mas
em aproximadamente 1/3 dos corações continua como um ramo que segue dentro do sul-
co IV posterior ou adjacente a ele.
Ela geralmente supre:
Átrio esquerdo
Maior parte do ventrículo esquerdo
Parte do ventrículo direito
A maior parte do SIV (geralmente seus dois terços anteriores).

Variações das Artérias Coronárias.


No padrão dominante direito mais comum, presente em aproximadamente 67% das pessoas, a
ACD e a ACE compartilham aproximadamente igualmente o suprimento sanguíneo do coração.
Em aproximadamente 15% dos corações, a ACE é dominante porque o ramo IV posterior é um
ramo da artéria circunflexa. Há co-dominância em aproximadamente 18% das pessoas, nas quais
os ramos das artérias coronárias direita e esquerda chegam à cruz e dão origem a ramos que se-
guem no sulco IV posterior ou próximo dele. Algumas pessoas possuem apenas uma artéria co-
ronária.
Existem anastomoses entre as terminações das artérias coronárias direita e esquerda do sulco
coronário e entre os ramos IV ao redor do ápice em aproximadamente 10% dos corações aparen-
temente normais .

Drenagem Venosa do Coração.


O coração é drenado principalmente por veias que se abrem no seio coronário e parcialmente por
pequenas veias que drenam para o átrio direito . O seio coronário, a principal veia do coração, é
um canal venoso largo que segue da esquerda para a direita na parte posterior do sulco coroná-
rio. O seio coronário recebe a veia cardíaca magna em sua extremidade esquerda e a veia inter-
ventricular posterior e veias cardíacas parvas em sua extremidade direita. A veia posterior do
ventrículo esquerdo e a veia marginal esquerda também se abrem no seio coronário
Algumas veias não drenam através do seio coronário . Algumas veias anteriores do ventrículo di-
reito começam sobre a face anterior do ventrículo direito, cruzam sobre o sulco coronário e, em
geral, terminam diretamente no átrio direito ; algumas vezes elas entram na veia cardíaca parva;
outras drenam diretamente para a aurícula do átrio esquerdo .

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Veia Cardíaca Magna:
É a principal tributária do seio coronário . Sua primeira parte (veia interventricular anterior) co-
meça perto do ápice do coração e ascende com o ramo IV anterior da ACE. No sulco coronário,
vira-se para a esquerda, e sua segunda parte segue ao redor do lado esquerdo do coração com o
ramo circunflexo da ACE para chegar ao seio coronário (sangue fluindo no mesmo sentido em ar-
téria e veia – algo incomum). A veia cardíaca magna drena as áreas do coração supridas pela
ACE .

Veia IV Posterior:
Acompanha o ramo interventricular posterior (geralmente originado da ACD).

Veia Cardíaca Parva:


Acompanha o ramo marginal direito da ACD. Estas duas drenam a maior parte das áreas comu-
mente supridas pela ACD .

Circulação colateral adicional:


As veias cavas são pequenos vasos que começam nos leitos capilares do miocárdio e se abrem
diretamente nas câmaras do coração, principalmente nos átrios; são comunicações sem válvulas
com os leitos capilares do miocárdio e também podem conduzir sangue das câmaras cardíacas
para o miocádio, servindo, por tanto, como uma circulação colateral adicional (não sendo, no en-
tanto, uma grande alternativa para casos de oclusão, com deficiência de oxigenação cardíaca).

Complexo Estimulante do Coração.


Consiste em células musculares cardíacas e fibras condutoras altamente especializadas para inici-
ar os impulsos e conduzi-los rapidamente através do coração . O tecido do nó inicia o batimento
cardíaco e coordena as contrações das quatro câmaras do coração.

Nó Sinoatrial: Localiza-se ântero-lateralmente, logo abaixo do epicárdio, na junção da VCS com


o átrio direito, perto da extremidade superior do sulco terminal.
Caracteriza-se por ser uma pequena coleção de tecido nodal, fibras musculares cardíacas espe-
cializadas e o tecido conjuntivo fibroelástico associado – é o marca-passo do coração . O nó SA
inicia e controla os impulsos para a contração, produzindo um impulso aproximadamente 70 ve-
zes por minuto na maioria das pessoas. O sinal de contração do nó SA propaga-se miogenica-
mente (através da musculatura) de ambos os átrios. O nó SA é estimulado pela parte simpática
da divisão autônoma do sistema nervoso para acelerar a freqüência e é inibido pela divisão pa-
rassimpática para retornar ou aproximar-se de sua freqüência basal .

Nó atrioventricular: É um conjunto de tecido nodal menor que o nó SA . O nó AV está localiza-


do na região póstero-inferior do septo interatrial, perto da abertura do seio coronário. O sinal ge-
rado pelo nó SA atravessa as paredes do átrio direito, propagado pelo músculo cardíaco, que
transmite o sinal rapidamente do nó SA para o nó AV. O nó AV então distribui o sinal para os
ventrículos através do fascículo AV. A estimulação simpática acelera a condução, e a estimulação
parassimpática a torna mais lenta. O fascículo AV, a única ponte entre o miocárdio atrial e ventri-
cular, segue do nó AV através do esqueleto fibroso do coração isolante e ao longo da parte mem-
branácea do SIV.

Na junção das partes membranácea e muscular do septo, o fascículo AV divide-se em ramos di-
reito e esquerdo . Esses ramos prosseguem de cada lado do SIV muscular, profundamente ao
endocárdio, e depois se dividem em ramos subendocárdicos ( fibras de Purkinje ), que se esten-
dem até as paredes dos respectivos ventrículos. Os ramos subendocárdicos do ramo direito esti-
mulam o músculo do SIV, o músculo papilar anterior através das trabéculas septomarginais
(bandas moderadoras ) e a parede do ventrículo direito . O ramo esquerdo divide-se perto de sua
origem em aproximadamente seis tratos menores, que dão origem a ramos subendocárdicos que
estimulam o SIV, os músculos papilares anteriores e posteriores e a parede do ventrículo esquer-
do.

Geração e Condução de Impulsos:


O nó SA inicia um impulso que é rapidamente conduzido para as fibras musculares cardíacas nos
átrios, causando sua contração.

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O impulso propaga-se por condução miogênica, que transmite rapidamente o impulso do nó SA
para o nó AV.
O sinal é distribuído do nó AV através do fascículo AV e seus ramos, que seguem de cada lado do
SIV para suprir os ramos subendocárdicos para os músculos papilares e as paredes dos ventrícu-
los.