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Análise de sustentabilidade da caça ou manejo

extensivo

1) Como avaliar a sustentabilidade? Segundo Bodmer & Robinson


(2003), para avaliar a sustentabilidade da caça, é necessário
observar ítens como:
a) definição dos limites de espaço físico (área), espécies a serem
capturadas e período de tempo;
b) determinar modelos de manejo (informações estimadas, dados a
serem coletados e plano de estudo).
Em geral utiliza-se planos de estudos comparativos entre áreas com
muita e com pouca caça, ou emprega-se a avaliação das
mudanças através de um rígido programa de monitoramento a
longo prazo.
Os modelos mais usados para avaliar o uso sustentável são:
1)Abundância, densidades ou comparações da biomassa existente;
2) Modelo de estoque;
3) Modelo de tentativa;
4) Modelo de estruturas de idade;
5) Modelo de exploração;
6) Modelo unificado de exploração;
7) Modelo de produção; e
8) Modelo de fonte-sumidouro.
Para Robinson & Redford (1997) cinco índices são usados como
medidas de sustentabilidade:

a)comparações da densidade populacional,


b) declínio da população,
c) comparações dos rendimentos de caça,
d) mudança nos rendimentos da caça
e) comparações entre a estrutura etária da população.

Dois modelos teóricos podem ser desenvolvidos para avaliar a


sustentabilidade da caça:
• análise populacional (aplicado por Bodmer et al, 1997 para caititus
e queixadas)
• crescimento populacional (proposto por Robinson & Redford,
1991).
Levantamento da densidade
Metodologia dos transectos e estações
%de
c
a
Animal ç Número de animais
Espécie Nome Científico Preferido %de pessoas Época de a abatidos/ ano Finalidade %
para consumo
(%) que caçam Caça Média DP Consumo Venda
Anta Tapirus terrestris 40,74 29,63 Cheia 41,67 2,22 1,44 91,67 8,33
Capivara Hydrochoerus hydrochaeris 25,93 11,11 Vazante 55,56 2,86 3,24 25,93 0
Ano
To
Cujubim Pipile pipile 14,81 18,52 do 80 10,75 5,06 50 0
Ano
To
Cutia Dasyprocta fuliginosa 62,96 51,85 do 64,71 8 5,60 94,44 5,56
Iaçá Podocnemis sextuberculata 11,11 7,41 Vazante 100 20 5,50 100 0
Ano
Jacarétinga e jacaré- Caiman crocodilus e To
açu Melanosuchus niger 29,63 18,52 do 50 8,88 4,39 88,89 0,00
Macaco (Guariba, Ano
Barrigudo, Alouatta seniculus, Lagothrix To
Prego) cana, Cebus apella 59,26 48,15 do 68,75 13,06 9,33 100 0
Ano
To
Mutum Mitu tuberosa 18,52 20,83 do 66,67 7,91 3,47 100 0
Ano
Tinamus major, Crypturellus To
Nambu undulatus 7,41 11,11 do 66,67 15,00 0,00 100 0
Ano
To
Onça Panthera onca 11,11 0 do 66,67 3,00 1,72 100 0
Paca Agouti paca 74,07 62,96 Cheia 52,38 10,57 11,40 100 0
Pato Cairina moschata 51,85 40,74 Cheia 53,33 11,36 16,33 100 0
Ano
To
Porcos do mato Tayassu spp. 77,78 81,48 do 48 17,65 15,39 91,30 8,70
Quati Nasua nasua 3,70 3,70 Cheia 100 1,00 0,00 100 0
Tartaruga Podocnemis expansa 29,63 33,33 Vazante 83,33 4,62 5,04 72,73 27,27
Comunidade Período Espécie Quantidad Categoria Peso médio (kg)
e
Botafogo Cheia - Janeiro a Queixada – Tayassu pecari 5 3 machos (2 jovens Adulto= 19 kg
maio de e 1 adulto) e 2 Jovem=16,4 kg
2006 (135 fêmeas (1
dias) jovem e 1
adulta)
Caititu – T. tajacu 4 2 machos e 1 fêmea Macho=19,8 kg
(adultos), 1 Fêmea=18 kg
indefinido
Paca – Agouti paca 5 Machos e fêmeas 7,17±1,67 kg

Mutum – Mitu tuberosa 6 Machos e fêmeas Macho=3 kg


Fêmea=2,95 kg
Pato do mato – C. Moschata 1 Macho 2,7 kg

Macaco cairara – C. Albifrons 1 Macho 1,1 kg

Cutia – Dasyprocta fuliginosa 4 2 machos e 2 Fêmea= 3 kg


fêmeas Macho=3,5 kg
Tatu - Dasypus novencictus 1 Macho 5 kg

Macaco prego – C. Apella 1 Macho

Parauacú – Pithecia albicans 1

Mergulhão – Phalacrocorax brasilianus 1 Fêmea 2 kg

Jacu – Penelope jacquacu 1 Macho 1,5 kg

Cujubim – Pipile pipile 2 Fêmeas 1,5 kg

Forte das Abril (30 dias) Queixadas – T.pecari 11 19 kg


Graças
Período de parição das espécies

Espécie Nome científico Época de N.de Observações


parição/ filhot
nascimento es
dos filhotes
Anta Tapirus terrestris Dez-jan 1 Antas foram abatidas cobertas em
fevereiro e setembro
Veado Mazama spp. Dez- jan 1
Caitetu e T. tajacu e T. pecari Não tem período 2 Em geral nasce o casal. Foram vistos
Queixad certo rastros de filhotes médios em maio, e
a animais de cerca de seis meses em
novembro.
Paca Agouti paca Não têm período 1 Em maio filhotes já, estão grandes.
definido
Cutia e Dasyprocta fuliginosa Não têm período 2 Em maio filhotes já, estão grandes.
Cutiara e Myoprocta spp. definido
Macacos Saimiri, Dez-jan 1 Fevereiro filhotes já estão grandes
Lagohtrix,Ateles
Mutum Mitu tuberosa Dezembro 2ovos Nasce sempre um casal
Nambu Tinamus spp. e Não têm período 6 a 12
Crypturellus spp. definido ovos
Cálculo dos Índices Relativos

N.Indivídu Index
os co
unt
Ikendei (N/
Transecto Espécie Nome Cientìfico FOM gh PO(%) ha)
TF1 Anta Tapirus terrestris 3 1,56 2,17 4,62 0,75

Veado Mazama americana 1 1,56 1,25 1,54 0,25

Tatu-canastra Priodontes maximus 11 12,5 5,86 16,92 2,75

Caititu Tayassu tajacu 8 3,13 3,54 12,31 2


Cálculo da Densidade

Nome científico Dist.tot


al Dens.Kin
trilh g Dens.Hayn
Transect Ntotal a (n/ha e
o Espécie ind. (m) ) (n/ha)

TF1 Nambu Tinamus major 2 8000 2,50 7,24


Lagothrix lagoricha cana

Macaco barrigudo 35 8000 25,52 31,83


Leucopternis spp.

Gavião Toato 1 8000 0,08 1,59

TF2 Caititu Tayassu tajacu 17 6000 3,810 5,86


Mitu tuberosa

Mutum 1 6000 0,83 1,50


Psophia leucoptera

Jacamim 15 6000 62,50 11,25


Cálculo da densidade pelo método dos transectos replicados

Nome científico
Dens.H -
ayn Est.Fourier/B IC(
e urnham +IC(95 95
Espécie (n/ha) (n/ha) DP1 %)2 %)2
Tayassu tajacu
Caititu 5,86 5,86 0 5,86 5,86
Sciurus 3,90±1,
Esquilo aestuans 27 3,80 0,52 10,36 -2,76
Buteogallus
Gavião preto urubutinga 3,00 3,00 0 3,00 3,00
Leucopternis
Gavião Toato spp. 1,59 1,59 0 1,59 1,59
Psophia
Jacamim leucoptera 11,25 11,25 0 11,25 11,25
• As espécies com maior densidade por quilômetro
quadrado foram:
• 1) Queixada : D=214,68±152,26 animais/ km2
• 2) Paca : D= 31,84±3,33 animais/ km2
• 3) Macaco barrigudo: D=31,83±0,2 animais/ km2
• 4) Jacamim: D= 25,23±24,02 animais/ km2
• 5) Macaco de cheiro: D=17,48±12,15 animais/ km2
• 6) Caitetu; D=17,41±15,16 animais/ km2
• 7) Nambu: D=16,82±8,31 animais/ km2
• 8) Veado mateiro: D=15,84±2,91 animais/ km2
• 9) Sauim-bigodeiro: D=12,96±8,38 animais/ km2
• 10) Macaco prego: D=10,54±5,13 animais/ km2
• 11) Macaco zogue-zogue: D=8,04±11,08 animais/ km2
Estações atrativas
Índice de visitas e densidade estimada em estações atrativas

Ìndice de
Visitas Densidade /ha
Ntota
Espécie Nome Científico l Cheia Seca Cheia Seca
Anta Tapirus terrestris 10 20,953 0,000 0,260 0,000
Pteronura
Ariranha brasiliensis 1 4,762 0,000 0,049 0,000
Caitetu Tayassu tajacu 3 6,071 2,632 0,063 0,027
Tabela 31: Comprimento e largura das pegadas, comprimento e largura do
passo, peso médio, comprimento total e home range de espécies da fauna
compotencial cinegético na Resex do Baixo Juruá.
Animal N Comp. Da Larg. Da Comp. Do Larg. Do Peso Comp. Total Home
pega Pega Passo Passo médio (kg) do Ra
da da (cm) (cm) Animal ng
(cm) (cm) (cm) e –
ha1

Anta 40 12,67±2,2 11,91±2,7 57±14,68 9,1±6,85 100 114 49,76


9 0

Ariranha 1 14,5 12,6

Caititu 27 3,17±0,65 2,45±0,64 31,62±7,28 6,38±3,04 18,9±1,27 60 16,89

Cutia 3 3,57±1,38 3,5±0,56 3,03±0,45 42 5,50


• No presente estudo, foram determinadas a abundância e densidade para
espécies entre áreas de maior e menor ocorrência de caça, utilizaremos o
modelo de abundância, densidade e análise populacional.

• Pelo modelo de crescimento populacional (Robinson & Redford, 1991),


deve-se estimar:
a) a densidade real (D1);
b) a densidade predita (D2, regressão linear de log densidade X log massa
corporal);
c) a taxa natural de incremento intrínseco, r máx, onde
• 1 = e- r máx+ b. e- r máx. a – b . e – r máx. W+1 (b= taxa anual de
nascimento por fêmeas; a= idade a 1 a. parição; w=idade na última parição)
. Valores estimados por Robinson & Redford (1986) para caititu= 1,25 e
queixada=0,84

d) taxa de incremento máximo finito (λ máx) que é o exponencial da taxa


intrínseca de incremento no tempo T+1, ou seja, é a taxa reprodutiva bruta
de uma população. Valores estimados por Robinson & Redford (1986)
para caititu= 3,49 e queixada=2,32.
e) Produção máxima : soma dos animais que sobreviveram na população ao
final de um ano. Pode ser estimada por formulas como as de Western,
1983, apud Robinson & Redford (1991) , onde P= 13,8. Massa corporal0,67
ou pela fórmula:
• P máx= [ 0,6 . D . λ máx] – 0,6. D
• A taxa de desfrute, HR, é a divisão do número de animais
abatidos anualmente pelo número de consumidores/ano
(Lourival et al, 1997). Na Resex Baixo Juruá, considerou-se que
nas 13 comunidades, habitam cerca de 221 famílias e cerca de
1000 moradores.
• Caça = 17,65 porcos/ano ou 10,81 caitetus/ano; 57,22±54,37
queixadas/ano
• Robinson & Redford (1991) usaram índices de desfrute que
variaram como o tempo de vida produtiva de cada espécie:
1) 60% para espécies de vida curta (estrategistas r);
2) 40% para espécies intermediárias
3) 20% para espécies de vida longa.

Para caititus e queixadas a idade da última parição em vida livre


em florestas tropicais foi estimada em 13 anos.
Tabela 32: Produção máxima e sustentabilidade da caça de porcos-do-
mato (Tayassu spp.) na Resex do Baixo Juruá – 2006:
Índices de Produtividade Caititu Queixada
(Tayassu tajacu) (Tayassu pecari)
Densidade (animal/km2) 17,41 214,68
Peso Médio (kg) 18,9 20,0
Biomassa (kg/ km2) 329,05 4.293,60
Número estimado de animais na 32.731 403.598
Resex
Biomassa total (kg em 1880 km2) 618.614 8.071.968
r máx 1,25 0,84
λ máx 3,49 2,32
Produção (animal/km2) a 26,01 170,03
Produção (animal/km2) b 10,12 102,70
HR – Taxa de Desfrute anual 0,14 0,74
Desfrute possível por km2/ano 2,02 a 5,2 20,54 a 34,00
Sustentabilidade (% de produção 6,93 3,60
abatido pelos caçadores)
a – Produção calculada pela fórmula de Robinson & Redford (1991) ; b- Produção calculada pela fórmula de Western (1983)
• Bodmer & Robinson (2003) estimativa de produção deve basear-se
no número de indivíduos nascidos por km2 , sendo : P = (0,5 D)( Y
. g), onde D é a densidade da população, Y é o número de filhotes
por fêmea e g é o número médio de gestações por ano.

• Modelo de exploração e análise populacional (Bodmer & Penn


Jr,1997; Bodmer, Aquino e Puertas,1997) para analisar a
sustentabilidade da caça de caititus e queixadas na amazônia
peruana:
a) ninhadas de caititu= 1,7 a 1,9 filhotes por parição, e o de queixadas
de 1,67 filhotes.
b) O percentual de fêmeas de caititus ativas variou de 43,6 a 46% e o
de queixadas de 32 a 51,4%.
c) O número médio de gestações por ano variou entre os caititus de
1,5 a 1,88, e nos queixadas de 1,5 a 1,69.
d) A densidade média de queixadas variou de 4,5 a 9,72 animal/km2 ,
e entre os caititus de 0,58 a 3,3 animal/km2.
• Andrade et al (2006) observou, em mata de terra firme
na Amazônia central, próximo a Manaus, que caitetus
acima de 15 meses apresentam :
a)comprimento igual 55,95±6,29cm;
b)peso igual a 19,20±6,85;
c) têm ganho diário de peso=21,05±1,93 g/dia até um ano
e 5,68±1,06g/dias em animais adultos.
d)O número de filhotes por parição é 1,49±0,64,
e)o número médio de parições por fêmea/ano é igual a
1,7±0,26 vezes;
f) 48,62±15,95% de fêmeas reprodutivamente ativas.
g) Os grupos são compostos de 12 a 24 animais, com
24,07% de filhotes, 19,91% de jovens, 18,05% de
subadultos e 37,96% de adultos, sendo 47,09% de
machos e 52,90% de fêmeas.
Tabela 33: Produtividade, reprodução e índices de sustentabilidade da caça de
porcos-do-mato (Tayassu spp.) na Resex do Baixo Juruá – 2006.

Ìndices reprodutivos e produtivos Caititu Queixada


(T. tajacu) (T.pecari)
Tamanho médio da ninhada 1,7 1,6
Fêmeas reprodutivamente ativas (%) 48,62 51,4

Número médio de gestações por ano 1,7 1,5

Produtividade reprodutiva das fêmeas (média 1,4 1,23


de filhotes/fêmeas/ano)
Taxa reprodutiva total (média de 0,70 0,61
filhotes/indivíduo/ano)
Densidades médias (animal/km2) 8, 78 a 17,41 123,34 a 214,68

Produção (animal/km2 ) 6,17 a 12,19 75,24 a 130,95

Pressão de caça (animal/km2 ) 0,07 a 1,27 0,40 a 6,73

Sustentabilidade (% da produção que é 1,13 a 10,42% 0, 53 a 5,14%


abatido por caçadores)
- Pelo modelo de estoque, considerando-se que caititus e queixadas são
estrategistas K, o aumento das poulações é dependente da densidade.
- A maior população-base representa a capacidade suporte do ambiente (K)e o
ponto de exploração máxima é o MRS.
- Assume-se que o valor de MRS para muitas espécies silvestres esteja por volta
de 60% da capacidade suporte (K);
- K é considerado como a densidade de populações não caçadas ou com baixa
frequência de caça, sendo N a densidade real observada.
- Para a área total da Resex (1880 km2) a cota anual de abate sustentável de
caititus foi estimada entre 2.064 a 3.531 animais, e a de queixadas ficou
entre 26.875 a 37.070 animais.
-Estes valores correspondem a cerca de 2 a 3 caititus/morador, e 26 a 37
queixadas/morador.
- No caso dos caititus, estes valores correspondem ao que, o antigo IBDF
liberava para caça amadorista, através da Portaria Complementar N o.
01/1978, para os municípios da calha do rio Juruá, no Estado do
Amazonas, por temporada de caça (15 de agosto a 15 de outubro), com
uma cota de 3 (três) caititus e 3 (três) queixadas para cada caçador

Espécie Cota Anual de Biomassa total Quantidade Renda Bruta


Abate (N. (kg) de carne Estimada
Animais) produzida – R$ (U$)2
(kg)1
Tayassu tajacu 2.064 a 3.531 39.009 a 66.736 15.604 a 62.416,00
26.694 (26.007,00)
Tayassu pecari 7.360 a 9.556 147.200 a 58.880 a 235.520,00
191.120 76.448 (98.133,33)
. Medidas para implemenção de um sistema de manejo :
a)Definição das áreas para implantação das primeiras unidades
demonstrativas de manejo:
b)Treinamento para o manejo e monitoramento das populações de caititus e
queixadas:
c)Cevas e construção de bretes em áreas de caça ou de roçados atacados
pelos animais nas comunidade;
d)Captura, biometria, marcação e vermifugação dos animais

e)Suplementação Mineral
f) Enriquecimento de Habitat

g)Avaliação das densidades populacionais

h)Abate dos animais :


h.1.caça direta : Período de caça de caititus e queixadas: Sugestão Abril e
Maio;
Estabelecimento de cotas e categorias de abate

h.2.Abate seletivo
• A retirada seletiva de animais nesta categoria de idade, durante o processo
anual de captura nas comunidades, permitiria:
• a) a comercialização de jovens e sub-adultos que é a ideal tanto para o
mercado de carne (melhor idade de abate aos 10 -12 meses, Nogueira Filho &
Lavorenti, 1997), quanto para animais destinados a formar plantel para
unidades de criação semi-intensiva;

• b) reduzir o tempo entre a maturidade física e o início da fase reprodutiva do


plantel de reposição de matrizes e, assim, aumentar o número de crias por vida
reprodutiva de fêmeas e reduzir o intervalo entre partos(Lindbergh e De Paula,
2003).

Além disso, com o abate seletivo durante o período anual de captura, existem
outras vantagens :
• - será facilitado o controle do número de animais abatidos;

• - os animais selecionados para abate poderão sofrer inspeção sanitária e


serem abatidos em condições mais próximas possíveis das preconizadas
pelos órgãos de inspeção sanitária: jejum hídrico e alimentar, insensibilização,
sangria, abate em local higienizado e com infra-estruturas características de
um abatedouro. Isto possibilitará, não só o consumo ou comércio interno da
carne dos porcos-do-mato na Resex mas, também, sua comercialização para
outros municípios.

• - mais informações sobre aspectos biológicos dos animais poderão ser


coletadas (análise do conteúdo estomacal, padrões fisiológicos e bioquímicos
do sangue, parasitas, etc
Treinamento para as atividades de manejo