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Faixas para a conferência do Memorial Day – 2008

Precisamos experimentar e desfrutar Cristo para ser abundantes em Sua obra


segundo Seu ministério pleno de três estágios: encarnação, inclusão e
intensificação.

Os sete Espíritos, como os sete olhos de Cristo, o Cordeiro, infundem em nós tudo
o que o Cordeiro é, para que sejamos transformados à Sua imagem para a
edificação de Deus.

Cristo, como o Espírito sete vezes intensificado, está operando para produzir os
vencedores, tirando-os da degradação da igreja e levando-os de volta ao Seu
desfrute para a finalização da economia neotestamentária de Deus.

Sob o queimar dos sete Espíritos, como as sete lâmpadas de fogo, as igrejas, como
os candelabros de ouro, serão consumadas na Nova Jerusalém, como o
candelabro de ouro eterno.
Esboço das mensagens
da conferência do dia memorial
23-26 de maio de 2008

TEMA GERAL:
EXPERIMENTAR E DESFRUTAR CRISTO PARA SER ABUNDANTE NA SUA OBRA
SEGUNDO SEU MINISTÉRIO PLENO EM TRÊS ESTÁGIOS:
ENCARNAÇÃO, INCLUSÃO E INTENSIFICAÇÃO

Mensagem Um
Experimentar, desfrutar e ministrar Cristo
segundo os três estágios divinos e místicos de Seu ministério pleno

Leitura bíblica: Jo 1:14; 1Co 15:45b; Ap 4:5; 5:6; Sl 45

I. Precisamos experimentar e desfrutar Cristo segundo os três estágios de Seu mi-


nistério pleno, e precisamos ser abundantes na obra tripla do ministério para e-
dificar o Corpo de Cristo – Fp 3:8; Ef 4:11-12; 1Co 3:12; 15:58; 16:10; Fp 1:22-25; 2:30;
2Co 5:18-20; 6:1:
A. O primeiro estágio é o da Sua encarnação – o estágio de Cristo como um homem na
carne; a obra do ministério nesse estágio produz as pessoas redimidas – Mt 14:19, 23;
Jo 1:14; 5:30; 7:18; 10:30; 14:30b; Sl 109:4b; Rm 3:24-25.
B. O segundo estágio é o da Sua inclusão – o estágio de Cristo como o Espírito que dá vida;
a obra do ministério nesse estágio produziu a igreja e produz as igrejas – 1Co 15:45b;
Jo 20:22; Fp 1:19; At 20:28.
C. O terceiro estágio é o da Sua intensificação – o estágio de Cristo como o Espírito sete
vezes intensificado; a obra do ministério nesse estágio produz os vencedores como o Si-
ão de hoje – Ap 1:4; 4:5; 5:6; 3:1; 2:7, 17; 3:20; 19:7-9.
II. O Salmo 45 apresenta um panorama completo, uma figura plena, do Cristo todo-
inclusivo em Sua beleza segundo Seu ministério pleno de três estágios divinos e
místicos – encarnação (nos Evangelhos – vv. 1-8), inclusão (nas epístolas – vv. 9-
15) e intensificação (em Apocalipse – vv. 16-17):
A. O Salmo 45, o mais elevado e grandioso dos salmos, é um dos salmos dos filhos de Coré,
um salmo de amor segundo a melodia dos lírios:
1. A grande obra de Deus é restaurar Seu edifício desolado e restaurar “os filhos de
Coré” transformando rebeldes, por Sua graça ilimitada, em vencedores por Cristo a
fim de torná-los constituintes de Sua noiva, sua rainha vencedora – Nm 16:1-3; Sl
42, título; 106:16; 1Cr 6:33-37; Sl 88, título; Ap 19:7-9.
2. Se formos aqueles que amam afetivamente o Senhor, por fim nos tornaremos Seu
amor, Sua favorita – Ct 1:1-4, 14-15; 2:4.
3. Um lírio denota uma vida pura, simples, de confiar em Deus – Ct 2:1-2; Mt 6:28-29;
cf. 1Rs 7:17-19.
B. Se tivermos um amor afetivo pelo Senhor Jesus, nossa língua será a pena de um escri-
tor habilidoso, pronta para escrever nosso amor por Ele e nosso louvor a Ele com nossa
experiência e desfrute Dele segundo tudo o que Ele é em Seu ministério pleno – Sl 45:1;
Mt 12:34b; Is 6:5-7; 2Co 3:3, 6.
C. O Salmo 45 louva o Cristo Rei como é revelado nos quatro Evangelhos – vv. 1-8:
1. O salmista louva o Cristo Rei em Sua formosura; Cristo é mais formoso do que os
filhos dos homens – Sl 45:1-2; cf. 27:4; Ct 5:9-16:
a. A graça é derramada sobre os lábios de Cristo – Lc 4:17-22; cf. Ef 4:29-30.
b. Porque o homem Jesus é formoso, doce e cheio de graça, Deus foi tocado a aben-
çoá-Lo para sempre – Rm 9:5.
2. O salmista louva o Cristo Rei em Sua vitória – Sl 45:3-5:
a. Aos olhos de Satanás e dos anjos caídos, Cristo é o Poderoso que tem Sua espa-
da cingida no Seu flanco, Aquele que tem glória e majestade como sinais de Sua
vitória – v. 3.
b. Em sua glória, Cristo cavalga vitoriosamente pela causa da verdade, mansidão
e justiça; não importando a situação na terra, não importando o que fazem as
nações, Cristo está cavalgando triunfantemente, prosperamente; desde o dia de
Sua ascensão, Ele começou a cavalgar e continuará a fazê-lo até que volte em vi-
tória – v. 4a; At 5:31; At 6:2; 19:11-16.
c. Sua destra realiza proezas tremendas; as proezas tremendas de Cristo incluem
Sua crucificação, ressurreição e ascensão; tudo que o Senhor Jesus faz, seja
grande ou pequeno, é tremendo – Sl 45:4b.
d. Suas setas são agudas e penetram o coração dos Seus inimigos e os povos caem
submissos a Ele – Sl 45:5; cf. Ap 6:2.
3. O salmista louva o Cristo Rei em Seu reino – Sl 45:6-7:
a. Como Deus, o trono de Cristo é para todo o sempre e o cetro de justiça é o cetro
do Seu reino – v. 6; Hb 1:8.
b. Como o Rei, Cristo amou a justiça e odiou a iniqüidade, e Deus Pai ungiu Cristo
com óleo de alegria mais que a Seus companheiros – Sl 45:7; Hb 1:9.
4. O salmista louva o Cristo Rei na doçura de Suas virtudes – Sl 45:8; cf. 1Pe 2:9:
a. Todas as Suas vestes recendem a mirra, aloés e cássia – Sl 45:8a:
(1) As vestes significam os atos e virtudes de Cristo, a mirra e os aloés signifi-
cam a doçura da Sua morte, e a cássia significa a fragrância e o poder repe-
lente da ressurreição de Cristo.
(2) A maneira de experimentar Cristo em Sua crucificação pelo poder da ressur-
reição é por meio do Espírito que está em nosso espírito – cf. Ct 2:8-14; Rm
8:16; Fp 3:10.
b. De palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que O alegraram – Sl
45:8b:
(1) Palácios representam as igrejas locais, marfim representa a vida de ressur-
reição de Cristo (Jo 19:36; cf. Ct 7:4; 4:4; 1Rs 10:18) e instrumentos de cor-
das representam o louvor.
(2) As igrejas locais são belas aos olhos do Senhor, são Sua expressão e são edi-
ficadas com a vida de ressurreição de Cristo; das igrejas locais provém o lou-
vor que O alegra.
D. O Salmo 45 louva o Cristo Rei louvando a rainha, a igreja, Sua esposa, como é revelado
nas Epístolas – Sl 45:9-15:
1. A rainha tipifica a igreja, especialmente os vencedores, como a única esposa de
Cristo, e as damas de honra ao redor da rainha representam os convidados vence-
dores; isso indica que a noiva de Cristo é na verdade um grupo de vencedores – vv.
9-10:
a. As filhas dos reis representam os crentes de Cristo em sua realeza.
b. As mulheres mais apreciadas pelo rei representam os crentes de Cristo em sua
honra e majestade.
2. O rei deseja a beleza da rainha; a beleza da rainha representa as virtudes de Cristo
expressadas pela igreja – v. 11:
a. A beleza da noiva vem do Cristo que é trabalhado na igreja e, assim, é expres-
sado por ela – Ef 1:18-23; 3:16-21; 5:25-27.
b. Nossa única beleza é resplandecer Cristo do nosso interior; o que Cristo aprecia
em nós é Sua própria expressão – Fp 1:20; 2:15-16; Is 60:1, 5; cf. Êx 28:2.
3. No Salmo 45 a rainha tem duas vestes:
a. A primeira veste é o ouro de Ofir, obra entretecida com ouro – vv. 9b, 13b:
(1) Essa veste corresponde a Cristo como nossa justiça objetiva, que é para nos-
sa salvação – Lc 15:22; 1Co 1:30; Is 61:10.
(2) A rainha ser coberta com ouro representa a aparência da igreja na natureza
divina – Sl 45:9b; 2Pe 1:4.
(3) A veste entretecida com ouro significa que o Cristo que passou pelo trata-
mento da morte e ressurreição é a justiça da igreja para satisfazer à exigên-
cia justa de Deus para que ela seja justificada por Deus – Gl 2:16; Rm 3:26.
b. A segunda veste é a roupagem bordada – Sl 45:14a:
(1) Essa roupagem corresponde ao Cristo expressado através do nosso viver co-
mo nossa justiça subjetiva, que é para nossa vitória – Ap 19:8.
(2) Como nossa justiça subjetiva, Cristo é Aquele que habita em nós a fim de
viver por nós uma vida que é sempre aceitável a Deus – Fp 3:9; Mt 5:6, 20;
Rm 8:4; cf. Sl 23:3.
(3) A roupagem bordada significa que a igreja será conduzida a Cristo, vestida
com os atos de justiça dos santos para satisfazer à exigência de Cristo para
que se casem – Ap 19:8; cf. Mt 22:11-14.
4. A filha do rei é toda formosura na habitação real e as virgens entrarão no palácio do
rei – Sl 45:13a, 14-15:
a. A filha do rei é a rainha, representando a igreja, e ela ser formosura na habita-
ção real significa a igreja gloriosa que toma Cristo como sua habitação real – v.
13a; Jo 15:4a.
b. Tomamos Cristo como nossa habitação, nos tornamos Sua habitação e essa ha-
bitação mútua torna-se, por fim, o palácio, que representa a Nova Jerusalém –
Jo 14:23; 15:5; Sl 45:15b; Ap 21:3, 22.
E. O Salmo 45 louva o Cristo Rei louvando Seus filhos, os vencedores, como príncipes, co-
mo pode ser visto em Apocalipse – Sl 45:16-17:
1. “Em vez de Teus pais, serão Teus filhos, os quais farás príncipes por toda a terra” –
v. 16:
a. Pais, aqui, refere-se aos antepassados de Cristo na carne, “filhos” significa os
vencedores em Cristo como Seus descendentes, e príncipes são os vencedores
em Cristo como Seus co-reis que reinarão com Cristo sobre as nações – Ap 2:26-
27; 20:4, 6.
b. Somente o Cristo Rei, reinando sobre a terra com os vencedores como
Seus auxiliares no reinado, é que pode resolver os problemas do mundo hoje – Is
42:1-4; Ag 2:7a.
2. O nome de Cristo será lembrado em todas as gerações por meio dos santos vencedo-
res, e Cristo será louvado pelas nações por meio de Seus santos vencedores e co-reis
com Ele – Sl 45:17.

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Mensagem Dois
A redenção por meio do ministério de Cristo no estágio da encarnação

Leitura bíblica: Rm 3:24; Ef 1:7; Gl 3:13; 4:5; 1Jo 1:7; 1Pe 1:18-19; Tt 2:14

I. Redimir é comprar de volta por um preço – Rm 3:24; 1Co 6:20:


A. Fomos escolhidos e predestinados por Deus e, originalmente, pertencíamos a
Ele, mas caímos e nos perdemos no pecado; por isso, precisamos de redenção –
Ef 1:4-7.
B. O homem era propriedade de Deus, mas caiu, afundando-se em pecados e mui-
tas coisas contrárias à justiça, santidade e glória de Deus, recaindo sob a exigên-
cia tripla da Sua justiça, santidade e glória.
C. A redenção lida com nossos pecados satisfazendo às exigências de Deus – Rm
3:23-24; 8:4:
1. As exigências da justiça, santidade e glória de Deus eram tão grandes sobre
nós que nos era impossível satisfazê-las.
2. Como éramos incapazes de pagar o preço, Deus o pagou por nós por meio da
morte de Cristo na cruz, redimindo-nos por um preço tremendo – 1Pe 1:18-
19.
3. Cristo morreu na cruz para nos redimir; Seu sangue obteve a redenção e-
terna para nós – Gl 3:13; Tt 2:14; Hb 9:12; 1Pe 2:24; 3:18.
II. Deus nos justificou por Sua graça por meio da redenção que há em Cristo
Jesus – Rm 3:24:
A. Justificação é a ação de Deus pela qual Ele aprova as pessoas segundo Seu pa-
drão de justiça; Deus faz isso baseado na redenção de Cristo.
B. Uma vez que Cristo pagou o preço pelos nossos pecados e, em Sua redenção,
cumpriu todos os requisitos que havia sobre nós, Deus, por ser justo, tem de
nos justificar gratuitamente – Rm 5:1; Hymns, #1003.
III. Temos a redenção no Amado, por meio do Seu sangue – Ef 1:6-7; Cl 1:13-
14:
A. O Amado é o Filho amado de Deus, o filho do Seu amor, no qual Ele tem prazer
– Mt 3:17; 17:5; Cl 1:13-14:
1. No Amado fomos agraciados, nos tornamos objeto do favor e do prazer de
Deus – Ef 1:6.
2. Como tal objeto, desfrutamos Deus e Deus nos desfruta em Sua graça no
Seu Amado, que é Seu prazer; no Amado nós também nos tornamos Seu
prazer.
B. No Amado “temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados” – v. 7:
1. A morte de Cristo cumpriu a redenção para o perdão dos nossos pecados –
Cl 1:14.
2. Redenção é o que Cristo realizou por causa das nossas ofensas; perdão é a
aplicação às nossas ofensas do que Cristo realizou – Ef 1:7.
3. O perdão de pecados é a redenção que temos em Cristo por meio do Seu
sangue; sem derramamento de sangue não há perdão de pecados – Hb 9:22.
IV. O sangue que redimiu os seres humanos caídos é o sangue de Jesus, Filho
de Deus – At 20:28; 1Jo 1:7:
A. Como homem, o Senhor Jesus tinha um sangue humano genuíno para derra-
mar pela nossa redenção, e como Deus, Ele tinha o elemento divino que dá efi-
cácia eterna ao Seu sangue.
B. O Senhor Jesus morreu na cruz como o homem-Deus; o sangue que Ele derra-
mou era não apenas o sangue do homem Jesus, mas também o sangue do ho-
mem-Deus:
1. Em 1 João 1:7 o nome Jesus denota a humanidade do Senhor, que foi ne-
cessária para o derramamento do sangue redentor.
2. O título Seu Filho denota a divindade do Senhor, que é necessária para a
eficácia eterna do sangue redentor.
3. O sangue de Jesus Seu Filho indica que esse é o sangue adequado de um
homem genuíno, derramado para redimir as criaturas de Deus caídas, com
a garantia divina de sua eficácia eterna; por essa razão, a redenção realiza-
da pelo homem-Deus é eterna – Hb 9:12.
C. Por Seu sangue, o Senhor Jesus nos libertou de nossos pecados e nos comprou
para Deus – Ap 1:5; 5:9.
V. Cristo nos redimiu da maldição da lei – Gl 3:13:
A. Em Sua obra na cruz Cristo tornou-se maldição a nosso favor e nos redimiu da
maldição da lei:
1. Quando Cristo tirou nosso pecado na cruz, Ele nos redimiu da maldição.
2. Cristo não apenas nos redimiu da maldição; Ele até mesmo Se tornou mal-
dição por nós – Gl 3:13; Jo 19:2, 5.
B. Porque Cristo nos redimiu da maldição da lei, tendo Se tornado maldição por
nós, podemos receber em nós a maior bênção, que é o Deus Triúno – o Pai, o Fi-
lho e o Espírito – como o Espírito que dá vida, processado, todo inclusivo, para
o nosso desfrute – Gl 3:14.
VI. Cristo nos redimiu da custódia da lei para que pudéssemos receber a fili-
ação – Gl 4:4-5:
A. Cristo nos redimiu da custódia da lei para que pudéssemos receber a filiação e
nos tornar filhos de Deus – Gl 3:23; 4:4-5.
B. A redenção de Cristo nos introduz na filiação de Deus para que possamos des-
frutar a vida divina para o cumprimento do propósito eterno de Deus de ter
muitos filhos para Sua expressão corporativa – vv. 4-5; Hb 2:10; Rm 8:29.
VII. O sangue de Cristo nos redimiu de nossa vã maneira de vida, uma vida
que não tinha significado nem objetivo – 1Pe 1:18-19:
A. Para passar o tempo de nossa peregrinação em temor, precisamos de uma per-
cepção profunda da redenção de Cristo – v. 17.
B. A redenção de Cristo nos separou de nossa vã maneira de vida e agora pode-
mos ser santos em nossa maneira de vida – v. 15.
VIII. Cristo entregou-Se por nós, não apenas para nos redimir de toda iniqüida-
de, mas também para purificar para Si mesmo um povo para Sua proprie-
dade exclusiva – um povo possuído pessoalmente por Deus como Seu tesou-
ro único e peculiar, Sua propriedade particular – Tt 2:14; Êx 19:5; 1Pe 2:9.

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Mensagem Três
Experimentar, desfrutar e ministrar Cristo no estágio da inclusão

Leitura bíblica: Êx 30:22-25; At 13:33; 1Co 15:45b; 1Pe 1:3; Rm 5:10; Sl 23

I. O segundo estágio do ministério pleno de Cristo é o estágio da inclusão,


desde Sua ressurreição até à degradação da igreja:
A. O estágio da encarnação foi o estágio do primeiro “tornar-se” de Cristo – o está-
gio de Ele tornar-se carne – Jo 1:14.
B. O estágio da inclusão é o estágio do segundo “tornar-se” de Cristo – o estágio de
Ele tornar-se o Espírito que dá vida – 1Co 15:45b.
C. Nosso uso da palavra inclusão é baseado no uso da palavra inclusivo; Cristo,
como o último Adão, tornar-se o Espírito que dá vida foi o mesmo que tornar-se
o Espírito todo-inclusivo – Fp 1:19; Êx 30:22-25; cf. Gn 17:1.
II. O ministério de Cristo no estágio da inclusão é Seu ministério em ressur-
reição como o Espírito que dá vida em nosso espírito; ressurreição é o
pulso de vida e a linha da vida da economia divina – 1Co 15:12-19, 31-36,
45-49, 54-58:
A. Se não houvesse ressurreição, Deus seria o Deus de mortos e não de vivos – Mt
22:32.
B. Se não houvesse ressurreição, Cristo não teria sido ressuscitado dos mortos;
Ele seria um Salvador morto, e não um Salvador vivo, que vive para sempre
(Ap 1:18) e é capaz de salvar ao máximo (Hb 7:25; Rm 5:10).
C. Se não houvesse ressurreição, não haveria prova viva de termos sido justifica-
dos por Sua morte (Rm 4:25), nem transmissão de vida (Jo 12:24), nem regene-
ração (3:5), nem renovação (Tt 3:5), nem transformação (Rm 12:2; 2Co 3:18) e
nem conformação à imagem de Cristo (Rm 8:29).
D. Se não houvesse ressurreição, não haveria membros de Cristo (Rm 12:5), nem
Corpo de Cristo como a Sua plenitude (Ef 1:20-23), nem a igreja como a noiva de
Cristo (Jo 3:29) e, portanto, nem o novo homem (Ef 2:15; 4:24; Cl 3:10-11).
E. Se não houvesse ressurreição, a economia neotestamentária de Deus ruiria
completamente e o propósito eterno de Deus seria anulado – At 13:33; 1Pe 1:3;
1Co 15:45b; Cl 1:18.
III. Precisamos ver e entrar na verdade revelada da ressurreição de Cristo no
estágio de Sua inclusão para o objetivo final e máximo da economia de
Deus:
A. Na ressurreição, Cristo nasceu para ser o Filho primogênito de Deus – At
13:33:
1. Desde a eternidade passada, que não tem início, Cristo era o Filho unigêni-
to de Deus, possuindo apenas a divindade, sem a humanidade, e sem ter
passado pela morte e ressurreição – Jo 1:18.
2. Na encarnação, o Filho unigênito de Deus tornou-se carne a fim de ser um
homem-Deus, um homem que possui tanto a natureza divina como a hu-
mana.
3. Por meio da morte e ressurreição, Cristo, na carne, como o descendente de
Davi, foi designado Filho primogênito de Deus – Rm 1:3-4:
a. Na morte, Sua humanidade foi crucificada – 1Pe 3:18.
b. Na ressurreição, Sua humanidade crucificada foi vivificada pelo Espíri-
to de Sua divindade e foi elevada à filiação do Unigênito de Deus; assim,
Ele foi gerado por Deus em Sua ressurreição para ser o Primogênito de
Deus – Rm 8:29.
B. Na ressurreição, Cristo tornou-se o Espírito que dá vida – 1Co 15:45b:
1. O Espírito que dá vida “ainda não era” antes da ressurreição de Cristo – a
glorificação de Cristo – Jo 7:39.
2. Cristo, Filho de Deus, como o segundo da Trindade Divina, depois de com-
pletar Seu ministério na terra, tornou-se (foi transfigurado em) o Espírito
que dá vida em Sua ressurreição, a fim de liberar a vida divina que estava
confinada na casca da Sua humanidade e dispensá-la aos Seus crentes, tor-
nando-os os muitos membros que constituem Seu Corpo – Jo 12:24; cf.
19:34.
3. Esse Espírito que dá vida, que é o Cristo pneumático, também é chamado
de:
a. Espírito da vida – Rm 8:2.
b. Espírito de Jesus – At 16:7.
c. Espírito de Cristo – Rm 8:9.
d. Espírito de Jesus Cristo – Fp 1:19.
e. Senhor Espírito – 2Co 3:18.
C. Em ressurreição, nós, os escolhidos de Deus, fomos regenerados – 1Pe 1:3:
1. O Cristo pneumático tornou-se o Filho primogênito de Deus e o Espírito que
dá vida para a regeneração dos crentes, tornando-os os muitos filhos de
Deus, nascidos de Deus com Ele em um grande nascimento universal.
2. Esse grande nascimento do Filho primogênito de Deus e de Seus muitos
filhos de Deus na ressurreição de Cristo foi para a composição da casa de
Deus e para a constituição do Corpo de Cristo a fim de ser Sua plenitude,
Sua expressão e expansão, para consumar a expressão e expansão eternas
do Deus Triúno processado e consumado – Ef 1:23; 3:19; Ap 21:10-11.
3. No único Espírito, todos os crentes em Cristo foram batizados para dentro
do Corpo de Cristo e lhes foi dado beber desse Espírito – 1Co 12:13.
4. O Cristo em ressurreição dá a Si mesmo sem medida, como o Espírito que
dá vida todo inclusivo, por meio de falar as palavras de Deus – Jo 3:34.
5. Todos os crentes em Cristo são edificados como habitação de Deus em seu
espírito no qual Ele habita como o Espírito (Ef 2:22) por meio do processo de
Sua salvação orgânica (Rm 5:10) – através da santificação disposicional
(Rm 5:10), renovação (Tt 3:5), transformação (2Co 3:18) e conformação (Rm
8:29), até a glorificação (Fp 3:21).
IV. Precisamos estabelecer e apascentar as igrejas por meio do Cristo pneu-
mático, o Cristo que é o Espírito que dá vida, com Sua salvação orgânica:
A. O Senhor Jesus incorporou o ministério apostólico com Seu ministério celestial
a fim de cuidar do rebanho de Deus, que é a igreja, resultando no Corpo de
Cristo – Jo 21:15-17; At 20:28; 1Pe 5:2; 1Co 15:58; cf. Gn 48:15-16a.
B. O apascentamento do Cristo pneumático tem cinco estágios – Sl 23:
1. O desfrute de Cristo como os pastos verdejantes e do Espírito como as á-
guas de descanso – v. 2.
2. O reavivamento e transformação nas veredas da justiça – v. 3.

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3. A experiência do Cristo pneumático, ressurreto, ao caminhar pelo vale da
sombra da morte – v. 4.
4. O desfrute mais profundo e elevado do Cristo ressurreto ao lutar contra os
adversários – v. 5.
5. O desfrute perpétuo da bondade e misericórdia divinas na casa do Senhor
como o objetivo final e máximo da economia eterna de Deus – v. 6.
Mensagem Quatro
Experimentar Cristo
no estágio da intensificação
como o Espírito que dá vida sete vezes intensificado

Leitura bíblica: Ap 1:4-5; 3:1; 4:5; 5:6

I. Apocalipse é um livro de administração (4:2, 5; 5:6), intensificação (1:4;


3:1; 4:5; 5:6) e consumação (21:1-2; 22:1-2, 17).

II. O Cristo no livro de Apocalipse é um Cristo “diferente” daquele revelado


nos Evangelhos; em 1:13-18 Ele é um Cristo “feroz”.

III. Por causa da degradação da igreja, causada pelo fermento (Mt 13:33), os
ventos de ensinamento (Ef 4:14) e o abandono do primeiro amor (Ap 2:4-
5), Cristo, como o Espírito que dá vida, foi sete vezes intensificado para
tornar-se os sete Espíritos – o Espírito que dá vida sete vezes intensifica-
do – 1Co 15:45b; Ap 1:4; 3:1; 4:5; 5:6:
A. O título sete Espíritos indica que o Espírito foi intensificado sete vezes – 1: 4.
B. Os sete Espíritos são o Espírito sete vezes intensificado, tipificado pelas sete
lâmpadas do candelabro – Êx 25:31, 37; Zc 4:2, 10; 3:9.
C. Na época em que o livro de Apocalipse foi escrito, a igreja havia se degradado e
a era estava negra; portanto, era necessário que o Espírito de Deus sete vezes
intensificado se movesse e trabalhasse na terra.
D. O Senhor reagiu à degradação da igreja intensificando-Se sete vezes para tor-
nar-se o Espírito que dá vida sete vezes intensificado – Ap 4:5; 5:6.
E. Sete é o número da conclusão no mover de Deus, na operação de Deus – v. 1;
6:1; 8:1-2; 16:1.
F. O número sete também significa intensificação – Is 30:26; Dn 3:19:
1. Desde que o Espírito que dá vida foi intensificado sete vezes, todos os ele-
mentos do Espírito foram intensificados sete vezes para nossa experiência
– Rm 8:2; Hb 10:29.
2. Hoje, o Espírito, que está nos enchendo e saturando para nos salvar orga-
nicamente, é o Espírito que dá vida sete vezes intensificado – Rm 5:10; Ap
3:1; 5:6.
IV. Apocalipse 1:4-5 revela a Trindade Divina – Aquele que é, que era e que
há de vir, os sete Espíritos e Jesus Cristo:
A. A Trindade em 1:4-5 é a Trindade econômica, pois ali vemos a administração, o
mover e a obra da Trindade – 4: 5; 5:6.
B. Os sete Espíritos são, sem dúvida alguma, o único Espírito de Deus (Ef 4:4),
porque estão classificados na Deidade em Apocalipse 1:4-5.
C. Em essência e existência o Espírito é um, mas em função e obra, Ele é sete – Ef
4:4; Ap 1:4.
D. Em 1:4-5 o Espírito torna-se o segundo, o centro, da Trindade Divina:
1. Isso revela a importância da função intensificada do Espírito sétuplo de
Deus.
2. Isso também significa a necessidade crucial do mover do Espírito de Deus
para agir contra a degradação da igreja – 2:4, 14, 20; 3:1, 15-17.
V. Cristo tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas – Ap 3:1a:
A. Os sete Espíritos são o meio para Cristo falar à igreja em Sardes, uma igreja
que está morrendo; uma igreja que nessa situação precisa de Cristo para tor-
ná-la viva por meio dos sete Espíritos – v. 1b.
B. Apocalipse 3:1 indica que os sete Espíritos são para as sete estrelas, os que lide-
ram; para ser uma estrela que lidera na igreja, precisamos do Espírito sete vezes
intensificado.
VI. Os sete Espíritos de Deus são as sete lâmpadas de fogo que ardem diante
do trono da administração de Deus – 4:5:
A. As sete lâmpadas de fogo que ardem diante do trono indicam que os sete Espí-
ritos são para levar a cabo a administração de Deus e estão relacionados à Sua
economia e mover – 1:4:
1. As sete lâmpadas de fogo diante do trono de Deus são para iluminar, exa-
minar, expor, julgar e queimar.
2. Deus administra Seu governo iluminando, examinando, expondo, julgando e
queimando – 1Pe 4:12, 17.
3. As sete lâmpadas queimarão tudo que não corresponde à natureza de Deus,
mas refinarão as coisas que são segundo a Sua natureza – 1:7.
B. Por fim, em nossa experiência, as lâmpadas de fogo que queimam tornam-se o
fluir da água viva; as sete lâmpadas tornam-se um rio – Dn 7:9-10; Ap 4:5;
22:1:
1. Em 4:5 temos as sete lâmpadas queimando diante do trono de Deus; em
22:1, temos o rio da água da vida que procede do trono de Deus.
2. Segundo a nossa experiência, depois de receber o queimar das sete lâmpa-
das, os sete Espíritos tornam-se um fluir de água viva.
3. O Espírito nunca deixa de fluir depois de nos queimar; Seu fluir sempre
vem após o Seu queimar.
VII. Os sete Espíritos de Deus são os sete olhos do Cordeiro – 5:6:
A. Na Trindade econômica em Apocalipse, o segundo da Deidade é os sete Espíri-
tos que torna-se os sete olhos do terceiro da Trindade – 1:4-5.
B. Na administração de Deus, Cristo precisa que os sete Espíritos sejam Seus o-
lhos; a maneira de Cristo levar a cabo a economia de Deus é pelos sete Espíri-
tos como Seus olhos – 5:1-7.
C. Os sete olhos de Cristo, que são os sete Espíritos de Deus, são a expressão de
Cristo no mover de Deus para a Sua edificação.
D. Os sete olhos do Cordeiro são para vigiar, observar e transfundir – v. 6:
1. Cristo, como o Cordeiro redentor, tem sete olhos observadores e examina-
dores para executar o juízo de Deus sobre o universo a fim de cumprir Seu
propósito eterno que se consumará na edificação da Nova Jerusalém – 21:2.
2. Os sete Espíritos, como os sete olhos do Cordeiro, transfundem tudo que o
Cordeiro é para dentro de nós, para que sejamos iguais a Ele – 1Jo 3:1.
3. Os olhos de Cristo estão sobre nós para que sejamos transformados e con-
formados à Sua imagem para o edifício de Deus – Zc 3:9; Rom. 12:2; 8:29;
2Co 3:18.

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Mensagem Cinco
Experimentar, desfrutar e ministrar Cristo no estágio da intensificação

Leitura bíblica: Ap 1:4; 3:1; 4:5; 5:6; 2:7, 17; 3:20; 1:2, 9; 19:10

I. As sete lâmpadas do candelabro de ouro são os sete Espíritos como as se-


te lâmpadas de fogo que queimam diante do trono de Deus; isso significa
que as sete lâmpadas estão totalmente relacionadas com a administração,
economia e mover de Deus a partir do Seu trono a fim de executar sua
política eterna – Ap 1:4; 4:5:
A. Para conhecer a administração e a economia de Deus, precisamos da luz do
candelabro proveniente das sete lâmpadas resplandecentes:
1. A luz natural não pode nos ajudar a conhecer a economia, a administração
e o propósito eterno de Deus; a luz do candelabro é a luz do Lugar Santo,
que tipifica a igreja – Mt 5:14; 1Co 1:2; Ap 21:23, 25; 22:5.
2. Uma vez que entramos na esfera da igreja, somos iluminados para conhe-
cer o propósito eterno de Deus e também conhecemos o caminho que deve-
mos tomar para a jornada que está diante de nós em direção ao objetivo de
Deus – Sl 73:16-17.
B. A luz do candelabro é baseada no vigor do serviço dos sacerdotes:
1. Em 1 Samuel, a lâmpada de Deus estava se apagando porque o sacerdote
Eli estava fraco e degradado – 1Sm 3:3.
2. A luz na igreja local não pode ser clara se não cumprirmos nossa tarefa de
queimar incenso e acender as lâmpadas – Êx 25:37; 27:20-21; 30:7-8; At
6:4; 1Co 14:24-25.
II. Os sete Espíritos são os sete olhos do Cordeiro redentor e da pedra para
edificação – Ap 4:5; 5:6; Zc 3:9:
A. Os sete olhos são para transfundir em nós tudo o que Cristo é como o Cordeiro
redentor em Sua redenção judicial e como a pedra para edificação em sua sal-
vação orgânica, para que sejamos salvos em Sua vida a fim de nos tornar exa-
tamente como Ele para a edificação de Deus, a expressão de Deus – Zc 3:9; 1Pe
2:4-5; Rm 5:10:
1. Os olhos de uma pessoa são a expressão do seu interior; transfundir é
transmitir o interior de uma pessoa para quem ela está olhando – 2Co 2:10.
2. Os sete Espíritos são os sete olhos pelos quais Cristo Se expressa; enquanto
o Senhor nos olha, Seus sete olhos O transfundem em nós.
3. A igreja é o lugar onde o Senhor transfunde em nós Seu ser interior para
nossa transformação; transformação é a transfusão em nós da pessoa lou-
vável do Senhor – 3:16-18; Rm 12:2.
B. Deus nos guia com Seus olhos – 2Cr 16:9; Sl 32:8; Pv 15:3; 2Co 2:10.
III. Cristo, como o Espírito sete vezes intensificado, está operando para pro-
duzir os vencedores, tirando-os da degradação da igreja e levando-os de
volta para o desfrute Dele mesmo para a finalização da economia neotes-
tamentária de Deus – Ap 1:4; 3:1; 4:5; 5:6; 2:7, 17; 3:20:
A. Os vencedores amam o Senhor com o primeiro amor – Ap 2:4; Cl 1:18b.
B. Os vencedores desfrutam comer Cristo como a árvore da vida na igreja como o
Paraíso de hoje para serem um candelabro brilhante – Ap 2:7; cf. v. 5.
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C. Os vencedores são fiéis até a morte ao sofrer pobreza e provações para ganhar
a coroa da vida – vv. 9-10.
D. Os vencedores desfrutam Cristo como o maná escondido, uma porção especial
da provisão nutritiva, para vencer o mundanismo da igreja degradada com o
ensinamento idólatra de Balaão e o ensinamento hierárquico dos nicolaítas –
vv. 12-17a.
E. Os vencedores são transformados numa “pedrinha branca”, justificados e apro-
vados pelo Senhor, para a edificação da casa de Deus, com um “novo nome”,
segundo a transformação em vida – v. 17b.
F. Os vencedores posicionam-se firmemente contra o ensino romano de Jezabel,
que é cheio de fornicação, idolatria e das coisas profundas de Satanás – vv. 20,
24.
G. Os vencedores fogem da morte espiritual estando vivos em realidade, nada ten-
do que morra em imperfeição, e andam “vestidos de branco” sem contaminação,
para que o nome deles não seja apagado do livro da vida, mas seja confessado
pelo Senhor diante do Seu Pai e dos anjos de Seu Pai – Ap 3:1-2, 4-5.
H. Os vencedores guardam a palavra da perseverança do Senhor e não negam o
Seu nome até o último alento de sua força, para que sejam guardados da hora
do julgamento que vem para provar todos que habitam sobre a terra e para que
recebam a coroa da recompensa, a fim de serem colunas no templo de Deus
com o nome de Deus, o nome da cidade de Deus, a Nova Jerusalém, e o novo
nome de Cristo escrito sobre eles – vv. 8b, 10-12.
I. Os vencedores são quentes, e não mornos, para comprar ouro refinado pelo fo-
go, vestes brancas e colírio, para que não sejam cuspidos da boca do Senhor,
mas sejam convidados a cear com Ele e sentarem-se com Ele em Seu trono –
vv. 15-21.
IV. Os vencedores desfrutam o Espírito sete vezes intensificado para torna-
rem-se o testemunho de Jesus – Ap 1:2, 9; 19:10:
A. O testemunho de Jesus são os sete candelabros de ouro como as igrejas res-
plandecentes – divinas em natureza, brilhando nas trevas e idênticas entre si –
1:11-20.
B. O testemunho de Jesus é a grande multidão servindo a Deus no templo celesti-
al, todo o Corpo dos redimidos de Deus, que foram arrebatados aos céus para
desfrutar o cuidado de Deus e o apascentar do Cordeiro – 7:9-17.
C. O testemunho de Jesus é a mulher resplandecente, representando todo o Corpo
dos redimidos de Deus, com seu filho varão, representando os vencedores como
a parte mais forte do povo de Deus – 12:1-17.
D. O testemunho de Jesus são as primícias, representando os vencedores arreba-
tados antes da grande tribulação, e a colheita, significando a maioria dos cren-
tes arrebatados no final da grande tribulação – 14:1-5, 14-16.
E. O testemunho de Jesus são os vitoriosos sobre o mar de vidro, representando
os vencedores tardios que passarão pela grande tribulação e que vencerão o
Anticristo e a adoração do Anticristo – 15:2-4.
F. O testemunho de Jesus é a noiva pronta para o casamento, consistindo dos
santos vencedores durante o milênio – 19:7-9.
G. O testemunho de Jesus é o exército nupcial para lutar em unanimidade com
Cristo, a corporificação de Deus, e derrotar o Anticristo, a corporificação de Sa-
tanás, com seus exércitos – vv. 14-19; 17:14.
H. Por fim, o testemunho de Jesus é a Nova Jerusalém, a grande incorporação u-
niversal divino-humana do Deus Triúno processado e consumado com Seu povo
tripartido regenerado, transformado e glorificado (Ap 21:2-3, 22; cf. Êx 38:21) e
o candelabro único como a consumação de todos os candelabros para a consu-
mação da expressão de Deus (Ap 21:18, 23; 22:5).

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Mensagem Seis
Trabalhar com Cristo no estágio da intensificação
para produzir os candelabros de ouro
consumando na Nova Jerusalém como o candelabro de ouro universal

Leitura bíblica: Ap 1:12; 20; 2:1; 4:5; 21:10, 18b, 23-24; 22:1, 5

I. A economia neotestamentária é consumada nos candelabros de ouro na


Nova Jerusalém – Ap 1:12, 20; 21:2, 10-11, 16, 18, 23.

II. Cristo realiza Sua missão de Soberano dos reis da terra por meio dos sete
Espíritos que ardem diante do trono para governar sobre a situação do
mundo de maneira que se prepare o ambiente para que o povo escolhido
de Deus receba a Sua salvação – At 5:31; 17:26-27; Jo 17:2; 2Cr 16:9.

III. Os sete Espíritos, como as sete lâmpadas de fogo ardendo diante do trono
de Deus, não ardem sem um objetivo; há um propósito para o queimar
dos sete Espíritos – gerar os candelabros de ouro, as igrejas, para o cum-
primento da economia neotestamentária de Deus – Ap 4:5; 1:12, 20; 2:1:
A. O Espírito sete vezes intensificado é as sete lâmpadas de fogo diante do trono
da administração de Deus para dirigir a situação do mundo a fim de executar a
economia de Deus no universo – 4:5:
1. Os sete Espíritos de Deus ardem não apenas pelas igrejas, mas também pe-
la situação do mundo em relação às igrejas; os Espíritos flamejantes diri-
gem a situação do mundo e também purificam as igrejas para produzir os
candelabros de ouro – 1:11-12.
2. Deus tocará a terra por meio das sete lâmpadas, Seus sete Espíritos, que
estão queimando, brilhando, julgando, purificando, refinando e produzindo;
toda a situação do mundo está sob a chama do arder dos sete Espíritos –
4:5.
3. Os sete Espíritos estão queimando para julgar, purificar e refinar, para le-
var a cabo a economia de Deus de gerar os candelabros de ouro – 1:20.
B. O queimar dos sete Espíritos, como as sete lâmpadas de fogo, nos motiva a le-
vantar e agir para levar a cabo a economia de Deus – Dn 11:32b:
1. Nossa cooperação com Deus para completar Seu mover depende de sermos
intensificados para o Seu mover – Ap 3:1; 4:5; 5:6.
2. Todos precisamos orar: “Querida chama divina, vem! Vem e julga! Vem e
purifica! Vem e refina, para que possas produzir o candelabro de ouro”
(God’s New Testament Economy, p. 241).
IV. As igrejas como candelabros de ouro consumarão a Nova Jerusalém como o
candelabro de ouro universal, o agregado de todos os candelabros – Ap 1:20;
21:18b, 23:
A. A Nova Jerusalém é a consumação final e máxima dos candelabros na Bíblia –
Êx 25:31-37; 1Rs 7:49; Zc 4:2; Ap 1:12, 20.
B. No livro de Apocalipse há dois grandes sinais: o sinal dos candelabros de ouro e
o sinal da Nova Jerusalém – 1:1, 12, 20; 21:2, 10-11.
C. Apocalipse começa com os candelabros e termina com o candelabro – 1:20;
21:18b, 23:
1. No começo de Apocalipse há sete candelabros: os candelabros locais nesta
era – 2:1.
2. No final de Apocalipse há um candelabro agregado, composto: o candelabro
universal na eternidade – 21:18b, 23.
D. A Nova Jerusalém, uma montanha de ouro, é o candelabro de ouro universal
suportando o Cordeiro como a lâmpada que resplandece Deus como a luz – vv.
18b, 23; 22:1, 5:
1. A Nova Jerusalém é uma montanha de ouro – 21:18b, 21b; 22:1:
a. Se considerarmos o fato de que a Nova Jerusalém é uma cidade de ouro,
que tem uma rua que alcança as doze portas e que tem doze mil está-
dios de altura, perceberemos que a cidade está sobre uma montanha de
ouro.
b. Como uma montanha de ouro, a Nova Jerusalém é o candelabro de ouro
final, único e eterno, totalmente composto pela natureza de Deus (ouro).
2. Deus, como luz, está no Cordeiro como a lâmpada que brilha no topo da
Nova Jerusalém como o candelabro de ouro universal – 21:23; 22:1, 5:
a. No topo da montanha de ouro está o trono como o centro, e sobre o trono
está Cristo, o Cordeiro, como a lâmpada com Deus Nele como a luz que
brilha por toda a cidade – 21:23; 22:5.
b. A montanha de ouro é um suporte e sobre ele está a lâmpada; portanto,
a montanha de ouro é um candelabro de ouro.
E. A Nova Jerusalém, o agregado de todos os candelabros, a totalidade dos cande-
labros de hoje, é um candelabro de ouro universal consumado para resplande-
cer a glória de Deus no novo céu e nova terra pela eternidade – 21:24.
F. Nos tornamos a Nova Jerusalém, como o candelabro de ouro universal, nos
tornando uma montanha de ouro – vv. 16, 18b, 21b; 22:1:
1. Monte, na Bíblia, significa ressurreição e ascensão; assim, nos tornamos um
monte experimentando Cristo em Sua ressurreição e ascensão – Ef 2:5-6.
2. Como uma montanha de ouro, a Nova Jerusalém provém da natureza divi-
na; assim, nos tornamos a Nova Jerusalém participando da natureza divina
– 2Pe 1:4.
3. Toda a cidade de ouro é transparente; assim, nos tornamos uma montanha
transparente de ouro tornando-nos transparentes na vida e natureza divinas
– Ap 21:18b, 21b; 22:1.
4. Como uma montanha de ouro, a Nova Jerusalém é o candelabro único, con-
clusivo e eterno, o agregado de todos os candelabros; assim, nos tornamos a
Nova Jerusalém vivendo e sendo parte da igreja como o candelabro de ouro
– 21:23; 1:12, 20.
G. O candelabro de ouro significa o Deus Triúno corporificado e expressado e, quanto
mais experimentamos os aspectos do Deus Triúno representados no candelabro –
o ouro, a forma maciça e as sete lâmpadas – mais seremos o candelabro de ouro
em realidade como a corporificação e expressão do Deus Triúno e, assim, nos tor-
naremos a Nova Jerusalém como o candelabro de ouro universal – Êx 25:31, 36-
37; Ap 1:12, 20; 21:18b.

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