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Prémio Leaders & Achievers-Flecha Diamante 2018 PMR Africa

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Banca vence braço-de-ferro com Zandamela

Naíta Ussene

Págs. 2 e 3

Chipande envolvido na demolição de casas em Pemba

O poder do general Págs. 4 e 6

PRÓXIMA, 47ª EXTRACÇÃO DA LOTARIA 24/11/2018


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TEMA DA SEMANA
2 Savana 23-11-2018

O dia mais longo da banca moçambicana

Solução nas costas de Zandamela


— Paulo Sousa, PCE do BCI, foi o cérebro da operação, após o extremar de posições de Zandamela no Parlamento
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oras depois de Rogério sede da AMB e prolongou-se até
Zandamela abandonar às 22 horas de terça-feira.
o Parlamento, onde foi Depois de duras negociações
ouvido terça-feira, na onde o montante inicial era de 5
Comissão do Plano e Orçamen- milhões de euros, foi fixado um
to (CPO), sobre o polémico caso preço final de 3.5 milhões de eu-
do apagão da SIMOrede, o siste- ros de pagamento de licenças por
ma electrónico de pagamentos, tempo indeterminado a pagar em
tornou-se inevitável para a As- duas tranches proporcionalmente
sociação Moçambicana de Ban- para cada operador, ou seja, cada
cos (AMB) obter do Governo banco pagará de acordo com a
“luz verde” para se avançar numa sua expressão na rede. Foi igual-
“solução urgente”. Não era para mente acordado um pagamento
menos. O governador do Banco de 300 mil euros de manutenção,
de Moçambique (BM), Rogério pagos de uma só vez pela AMB
Zandamela, acabava de extremar e a reembolsar pelos bancos. As
posições na audição parlamentar, licenças serão emitidas para cada
afastando qualquer tipo de nego- um dos operadores.
ciações com a Bizfirst, o provedor Fontes envolvidas nas negocia-
do software usado pela Sociedade ções fazem notar que há dois anos,
Interbancária de Moçambique quando iniciaram os contactos
(SIMO). que culminaram com a assinatura
de um memorando de entendi-
A postura intransigente de Zan- mento entre a SIMO e a Bizfirst,
damela foi de encontro com a Rogério Zandamela na audição parlamentar o preço a pagar tinha sido fixado
evidenciada domingo pela PCA acima de um milhão de euros. No
Consultivo do Banco de Moçam- lamentar. Aliás, na sua primeira bicano, entra em accão e encabeça acordo celebrado entre a SIMO, a
da SIMO, a rede onde o BM
bique, a banca comercial começa intervenção no Parlamento, o PM as negociações. O jornal apurou Interbancos e a Bizfirst em 2016,
controla 51%, Gertrudes Tovela,
a criar corredores no Governo. saudou os entendimentos entre a que Sousa desenvolveu contactos o SAVANA sabe que foi fixada
que chegou a acusar, numa polé-
Algumas horas depois, consegue, AMB e o provedor e vincou que o com representantes do governo formalmente a transmissão de li-
mica conferência de imprensa, a
ao mais alto nível político, um sistema financeiro moçambicano de Moçambique e de Portugal cença a título oneroso.
Bizfirst de chantagem e de que-
“no objection” para negociar com “estava saudável e recomenda-se”. para se estabelecer uma platafor- Quando já passavam 10 minutos
rer colocar em causa a soberania
a Bizfirst. Chegado a Quelimane, ma negocial. Conseguiu depois o depois das 21horas, e depois de
nacional.
Zandamela recebe instruções para Paulo Sousa entra em cena assentimento de Gertrudes Tove- várias “conferências telefónicas”
Numa nova reunião nesta segun-
sair fora da fotografia e não inter- Institucionalmente, a SIMO ficou la, a PCA da SIMO, na presença (conference calls), é alcançado um
da-feira na AMB, depois de um
ferir nas negociações. fora de uma solução provisória e de um representante do PM do acordo de princípios, depois de
encontro formal inconclusivo ter
Ao que o SAVANA apurou, fo- as negociações foram encabeçadas Rosário para começar a negociar consultas com elementos do Go-
sido realizado na sexta-feira, dia
ram dadas instruções ao Primei- pela AMB, porque os executivos com a Bizfirst. Era importante a verno sobre os termos do acordo.
do apagão, os bancos insistiram
ro-Ministro, Carlos Agostinho dos bancos, segundo nos expli- colaboração técnica da SIMOre- Os bancos insistem que gostavam
numa proposta conciliatória com
do Rosário “para resolver o pro- caram, temiam represálias e reta- de porque detentores da platafor- que a ligação fosse feita de ime-
o provedor, mas ela foi liminar-
blema”. Rosário é um antigo co- liações a partir do banco central. ma informática onde se desenro- diato, mas os advogados da Bi-
mente recusada pelo Banco de
lega de faculdade de Zandamela Paulo Sousa, o antigo PCA da In- lam as transacções bancárias. A zfirst jogam no seguro e repisam
Moçambique.
e um dos principais responsáveis terbancos e actual PCE do BCI, derradeira reunião, segundo apu- que a religação só seria feita após
Terça-feira, Rogério Zandamela
do “recrutamento” do antigo fun- o segundo maior banco moçam- rámos, começou às 17 horas na a assinatura dos contratos.
é convocado ao Parlamento e ali-
nha num discurso de rotura com cionário do FMI para governador Uma das condicionantes igual-
a Bizfirst. Considera que está fora do BM. O jornal soube também mente imposta pela Bizfirst para
de cogitação uma negociação com que o executivo tinha interesse aceitar renegociar através da
a Bizfirst e anuncia a chegada de que a situação ficasse resolvida na AMB era que os contratos com-
um novo provedor de serviços. noite de terça-feira, porque, no prometessem a Interbancos e não
Era o quarto dia do apagão e rei- dia seguinte (quarta-feira) o PM a SIMO. A Bizfirst entende que o
nava um nervosismo insustentável ia ao Parlamento, para a habitual contrato que tem é com a Inter-
no mercado. sessão de perguntas pelos deputa- bancos. Observadores entendem
Contrariando Zandamela, que dos. Com este esforço, o Governo que esta fórmula abre espaço para
já estava a voar para Quelimane pretendia mitigar potenciais em- que formalmente o governador
para tomar parte do 43o Conselho baraços vindos da oposição par- Rogério Zandamela não tenha
sido desautorizado nos seus pro-
pósitos com a rede SIMO fora do

Alguns números do apagão acordo. Os bancos, que têm 48


horas para assinar os contratos,

N
preferem uma solução intermédia
a rede Interbancos (sem o BIM), há 1.240 ATMs, 22.381
com a contraparte sendo mencio-
POS,s e 2.000.100 cartões. O número de transações men-
nada como “Interbancos-SIMO”,
sais nas ATM é de oito milhões, contra 2.100 mil nas POS,s
o que obrigaria as duas empresas,
e seis milhões por telemóvel. O total mensal das transações
é de 16.100 mil.
até porque a Interbancos foi for-
A rede em todos os canais transaciona cerca de USD 10 milhões/ malmente extinta a 2 de Outubro
dia.  de 2018, em Assembleia Geral
Contas feitas por fontes ligadas aos bancos indicam que pelo tem- Extraordinária.
po que o sistema esteve parado e, atendendo ao fim-de-semana, a Pela noite adentro trabalhou-se
rede deixou de transacionar cerca de USD50 milhões, números que duro. Contrariando o cepticismo
poderiam atingir cifras astronómicas caso a rede tivesse desligada inicial, as licenças ficavam prontas
durante meses e, sobretudo, na época do Natal e do ano novo. por volta da uma da manhã,
  Paulo Sousa , PCE do BCI começando a ser emitidas as
TEMA DA SEMANA
Savana 23-11-2018 3

ros de facturação e lucros de 200


mil euros declarados em 2017,
mas, acima de tudo, pela atitude
não recomendável que tomou de
silenciar o sistema. O governador
PM defende soluções
sustentáveis e duradouras
do BM entende que numa relação
comercial, quando há conflitos,
recorre-se ao tribunal para se ar-

O
bitrar o conflito. Em caso de não-
-cumprimento da sentença. primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, defen-
“Para ser franco, não se usa uma deu quarta-feira que os intervenientes no sector bancário
opção nuclear para um país. Não encontrem “soluções sustentáveis e duradouras que ga-
se transforma uma relação comer- rantam a estabilidade e fiabilidade” do sistema financeiro
cial para uma opção nuclear para moçambicano.
Carlos Agostinho do Rosário pronunciou-se sobre o chamado
arrasar todo o mundo. Isso não é
apagão do sistema de pagamento electrónico que vinha abalando
negócio. São outros factores. Não
a rede bancária do país, quando falava na sessão de perguntas e
há ninguém numa relação de ne-
respostas entre o Governo e a Assembleia da República.
gócio que faz isso”, observou. O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, deu formal-
Gertrudes Tovela, PCA da SIMO Para de seguida referir que a em- mente a notícia do reatamento dos pagamentos electrónicos, quan-
“palavras-passe” para cada um dos doméstico e 14 mil a nível externo presa foi concebida para servir o do faz o pontapé de saída da sessão.
bancos. O sistema electrónico de não feitas. seu único cliente, que é Moçam- “Encontrou-se uma solução imediata e a situação está normali-
pagamentos volta a funcionar. As Quarta-feira, através de um co- bique. Assim, esperava-se um zada”, afirmou Carlos Agostinho do Rosário, aplacando longo a
redes sociais são inundadas de có- acarinhamento, porque é o cliente barragem de perguntas que poderiam ter vindo da oposição sobre
municado de imprensa, a AMB
que lhe dá dinheiro. Mas o que a calamidade que se instalou no sistema financeiro moçambicano,
pias de talões em máquinas POS comunicou a retoma dos serviços.
Zandamela não se lembrou é desde sexta-feira.
e nas máquinas ATM. Na sua nota, a AMB não avançou
que a Bizfirst trabalha em Cabo Carlos Agostinho do Rosário foi mais detalhista, acrescentando
Um novo provedor, segundo o formalmente os termos do acordo.
Verde, onde é provedor de servi- uma espécie de “informação útil”: Desde as primeiras horas do dia
BM, levaria um mês para colocar
“Teriam ido ao tribunal” ços da Sociedade Interbancária e de hoje (quarta-feira) começaram a entrar em funcionamento as
o sistema em operação. Porém,
Sistemas de Pagamentos (SISP), ATM e POS ligadas à rede Simo”.
os bancos comerciais têm sérias Chamado para uma audição na
CPO da Assembleia da Repúbli- em Angola para o BNI (Banco
desconfianças em relação a este
ca, Rogério Zandamela começou de Negócios Internacional), em
prazo.
por explicar que, no processo de Timor-Leste e em Israel.
Na óptica dos operadores, seriam
necessários dois meses para que aquisição da Interbancos pela
Não fomos a tempo
o sistema de pagamento electró- SIMO, reinou a expectativa de
Dando continuidade ao discurso
nico entrasse em funcionamento que a entidade gestora da rede de
chantagista da PCA da SIMO,
de forma parcial e um ano para pagamento passava a ser a pro-
Zandamela fala de ataques ci-
que laborasse em pleno. A banca prietária dos activos, passivos e
bernéticos sistemáticos ocorridos
comercial “desconfia” que o banco dos direitos sobre a plataforma
há dois meses e perpetrados pela
central queira impor na SIMOre- informática que geria os sistemas
provedora do software de paga-
de, a programação da Euronet, o dos bancos.
mentos electrónicos.
sistema que usa o BIM. O maior Zandamela, que chegou ao Par- Destaca que os ataques não se fa-
banco de Moçambique faz parte lamento sozinho, sem o staff que ziam sentir no consumidor final
da SIMO mas nunca integrou a habitualmente acompanha os go- dos serviços, que é o cliente, mas
sua rede. Representantes do BIM, vernantes, disse que, apesar de se nos sistemas internos dos bancos. Intervenção do Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, foi
segundo apurámos, participaram terem pago os valores na totalida- Anota que especialistas consul- determinante para o restabelecimento do sistema
na reunião de terça-feira, mas não de, a Bizfirst, em Agosto, conti- tados concluíram que não se tra-
definiram a sua posição em rela- nuou a reivindicar a exclusividade tava de ataques estranhos, mas
ção ao novo acordo com a Bizfirst. do software. Disse que esta é uma área muito apontou que a paragem de servi-
sim protagonizados pela Bizfirst,
O jornal sabe que uma delegação Como corolário, seguiu-se o que sensível e mesmo que se entregue ços da SIMOrede aconteceu com
como meio de chantagem para
da direcção da SIMO, domina- considerou ataques cibernéticos e tudo ao privado, em caso de pro- o pleno conhecimento antecipado
obter vantagens no que estava a
da pelo BM, esteve na Europa no o apagão do sistema, a 16 de No- blemas, o regulador será chamado da Comissão Executiva da SIMO
exigir.
mês de Outubro, tendo mantido vembro. a intervir, dada a magnitude das e da Interbancos, que nada fize-
Apelou para uma aposta na pre-
conversações com a Euronet. A Foi neste quadro que Zandamela consequências. ram para evitar o pior.
venção deste tipo de situações,
questão que se coloca é se os ban- descartou por completo a colabo- Só que, de acordo com Zandame- Recorde-se que o projecto SIMO
através da formação de especialis-
cos estariam disponíveis a conti- ração com aquela empresa portu- la, quando o sistema está com pri- foi lançado em Junho de 2011,
tas desta área, pois ataques ciber-
nuar a pagar uma fortuna mensal guesa, devido ao alegado “ataque vados, o regulador estará bastante com o objectivo de reduzir os cus-
néticos nunca vão cessar.
e continuar a ter uma gestão ca- nuclear cibernético”. fragilizado, porque não tem infor- tos de transações financeiras, atra-
Na qualidade de regulador do
tótica da SIMO. Todos os bancos “Estamos abertos para conversar sistema financeiro nacional e ac- mação privilegiada do que está a vés de um programa tecnológico
excluindo o bim pagam um mi- sobre todas as possíveis soluções cionista maioritário da SIMO, acontecer. de unificação do sistema elec-
lhão de dólares por mês e o BCI menos essa de trabalhar nova- começou um plano de contingên- “Seria indiferente, se isto fosse trónico dos bancos comerciais,
representa 70% do valor. mente com a Bizfirst. O retorno cia no sentido de preparar as pla- controlado por privados apenas. microfinanças e de microcrédito,
A solução de terça-feira, con- com Bizfirst não está em vista”, taformas informáticas para evitar O regulador não teria toda a in- mas entrou apenas em operação
siderada provisória, abre espaço disse Zandamela. o pior. formação do que está acontecen- em 2015. Na época em que foi
para que o BM continue em bus- O governador do BM apontou Estranhamente, na percepção de do, porque a informação estará criada havia dois sistemas, um
ca de uma saída definitiva e fora que não se podia mais trabalhar Zandamela, quando se encontrou com o sector privado, mas quan- controlado pelo Bim (multi-rede)
de qualquer tipo de negociação com uma empresa que coloca um novo provedor a nível das ne- do há ataque cibernético nuclear e outro pelo BCI (Ponto24), asso-
com a Bizfirst. Ao que o SAVA- toda uma nação de joelhos como gociações, a Bizfirst adopta uma que faz parar o país, ninguém vai ciado à Interbancos.
NA apurou, o BM quer trazer a se estivesse a prestar favores ao “solução nuclear”. procurar os bancos privados por- “Portanto, muito do que estou a
Euronet e amarrar de novo todo país. Diz que solicitou ao novo pro- que vai se alegar que é um serviço aqui a explicar foi o que recebi.
o sistema. Segundo um executivo Questionou de seguida como é vedor que acelerasse a sua vinda público”, frisou. Eu cheguei há dois anos e encon-
de um pequeno banco, eventual- que se explica que o sistema fi- a Moçambique para reactivar o trei isto na casa. Estou a explicar
mente a banca comercial terá gan- nanceiro de um país seja gerido sistema e continuar a geri-lo de Dois anos de silêncio baseando-me naquilo que eu re-
ho um “round” importante junto por uma empresa do género. A forma permanente. Reagindo à comunicação do CA cebi. Na época, segundo o que me
do BM e assim poderá resistir Bizfirst, em comunicado emitido No Parlamento, Zandamela não da SIMO, a Bizfirst disse que não explicaram, a SIMO preferiu a
numa conjuntura mais favorável à na noite de domingo, justificou o apontou datas para que o sistema tinha nenhum vínculo contratual Interbancos entre as duas redes”,
potencial imposição da rede Eu- corte do dia 16 por falta de paga- esteja activo, remetendo a respos- com esta entidade, sendo que a rematou Zandamela.
ronet. mento das licenças durante dois ta aos técnicos, que até ao final de empresa usava o seu “software” de Em 2015, o BM adquiriu 51% da
A Confederação das Associações anos e por quebra do Memorando semana estarão em Maputo. forma ilegal. Interbancos, compra formalizada
Económicas (CTA) estima que de Entendimento assinado com a Questionado sobre o facto de o Esclareceu que foram feitas di- em Dezembro de 2017. Actual-
com o apagão verificado a partir SIMO em 2016. regulador ser ao mesmo tempo ligências, durante dois anos, no mente, a SIMO tem como accio-
de sexta-feira da semana passada, Zandamela classificou a provedo- accionista maioritário da SIMO, sentido de fazer com que a SIMO nistas o Banco de Moçambique
os bancos perdiam 600 milhões ra portuguesa como uma empresa Zandamela explicou que não há legalizasse a situação, mas tudo com 51%. Os remanescentes 49%
de meticais diários, resultantes de sem expressão, dado o seu capital um modelo definido mundial- caiu por terra. são detidos 21 instituições de cré-
465 mil transações diárias a nível social de 200 mil euros, 1.900 eu- mente sobre esta matéria. Negou ter feito chantagem e dito.
TEMA DA SEMANA
4 Savana 23-11-2018

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O poder do general!
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A
pontado pela crítica como sas e o tempo foi passando”, rebateu.
um superpoderoso na ac- De acordo com Hermenegildo Pe-
tual governação do país, o dro, de repente a população estava a
general Alberto Chipande ver bloqueada a via para as suas re-
está no centro de uma disputa de sidências, com a construção do muro
terra que está a deixar famílias ao de vedação do espaço do “homem do
relento nos arredores da cidade de primeiro tiro”.
Pemba, capital provincial de Cabo Disse que houve negociações, mas
Delgado. Na semana passada, o Chipande não aceitou paralisar as
SAVANA foi ao “local do crime” e, obras, até que os moradores inten-
a despeito das controversas versões taram uma acção em Tribunal que
entre as partes envolvidas, facto é culminou com o embargo da infra-
que há casas reduzidas a escombros -estrutura.
e famílias desesperadas, um drama Foi depois do embargo do Tribunal,
com assinatura do todo-poderoso prosseguiu, que as partes iniciaram
general na reserva. novas negociações, nas quais o ge-
neral se comprometeu a deixar 10
Em causa está uma propriedade lo- metros para a servidão de passagem
calizada no quarteirão 24, bairro comunitária, um acordo que viria a
Eduardo Mondlane, nos arredores da ser homologado em sentença.
cidade de Pemba. O espaço, uma an- “O mapa que foi produzido com a
tiga farma colonial, foi adquirido pelo Direcção Provincial de Geografia e
Sãono total 23 casas que deverão ser demolidas
general em 2013. Há duas semanas, Cadastro e com os técnicos do Muni-
entretanto, o espaço alimentou deba- ser considerado por alguns sectores de, que o fizeram gastar só de custas cípio não afectava demolição de resi-
tes quando uma máquina retroesca- como o tutor do presidente da Repú- judiciais, perto de 125 mil meticais, dências porque especificava os limites
vadora, escoltada por um forte con- blica, Filipe Nyusi. Descrito pela his- sem razão de ser”, avançou. de cada um”, explicou, frisando que
tingente policial, fortemente, armado, tória oficial como o homem que deu Esta quarta-feira, o Jornal voltou a a execução da sentença significava
irrompeu a demolir residências da o primeiro tiro para o início da Luta contactar o representante da família apenas demarcação do espaço de 10
população. de Libertação Nacional, Chipande é Chipande, tendo dito que não houve metros, mas não demolição de casas.
Foram três casas destruídas, um nú- dos mais influentes veteranos da et- avanços nas negociações, mas tam-
mero que poderá subir para 23. O nó nia Maconde, a mesma do presidente bém não houve demolições porque Município engasgado
de estrangulamento reside nas deli- Filipe Nyusi. “estamos ainda complacentes”. Quem não consegue explicar o alega-
mitações. Enquanto o “homem do Na semana passada, perguntamos a do caso de dupla atribuição de espaço
primeiro tiro” alega invasão de espa- “É uma acção justa” - re- Uthui como permitiram que as co- é o Conselho Municipal de Pemba.
ço, as comunidades dizem que estão SUHVHQWDQWHGH&KLSDQGH munidades erguessem casas e fizes- A edilidade, na voz do respectivo di-
fora da área do general. Por sua vez, No meio da polémica, há um homem sem investimentos, sem que a família rector dos Serviços Urbanos, Ussene
o Conselho Municipal de Pemba não que se destaca pela forma vingativa Chipande interviesse, ao que respon- Anli, diz que o espaço pertence ao
consegue explicar a alegada dupla como aborda o caso. Chama-se Felis- deu que, enquanto os pedreiros cons- cidadão Alberto Chipande, mas re-
atribuição de terra. berto Uthui, representante do general truíam o muro de dia, as pessoas van- conhece que há munícipes com do-
A gota que fez transbordar o copo foi Alberto Chipande. Nas suas declara- Alberto Chipande no centro dalizam e colocavam o que chamou cumentos do Município.
o início, ano passado, da vedação do ções, estão sempre presentes marcas da polémica de palhotinhas, à noite. E atira as culpas às estruturas de
espaço localizado numa zona estra- de quem lida com o poder por “tu”. bairro. “Para aquela pessoa ocupar
“Naturalmente que isso deixou os ad-
tégica, bem próximo da célebre praia Ao SAVANA, Uthui, a quem foi vogados e a própria família do gene-
“Construiu-se às vistas de aquele espaço, em primeira mão
do Wimbe, o principal atractivo tu- confiada a pena para pesquisar e ral Chipande não satisfeitos”, confes-
toda a gente” - advogado houve consulta comunitária, garan-
rístico daquela que é a terceira maior processar informações do “Como eu das comunidades tida pela estrutura da base, que é o
sou Uthui, sempre com ares de poder.
baía do mundo, a cidade de Pemba. Vivo a Minha História”, livro da au- Entretanto, o advogado das comuni- bairro. Na emissão de alguns docu-
A comunicação social também não
A construção do muro sobre o espa- toria de Alberto Chipande, disse que dades nega que tenha havido inva- mentos, o bairro confirmava que este
escapou aos seus ataques. Disse que é um espaço de fulano que pretende
ço de cerca de 12 hectares implicava tudo não passa de um “surruro desne- são do espaço de Alberto Chipande.
a Imprensa está a desinformar as pes- Hermenegildo Pedro argumenta que passar para o sicrano, e o Município
o encerramento do principal acesso cessário” criado por “elite de advoga-
soas sobre o caso, o que “não deixa o Município atribuiu documentação automaticamente dava o DUAT. E
para as residências, medida à qual as dos”, “dominadores de leis e da arena
sossegado alguém que passou os seus necessária para a fixação e construção quando se verificou que há uma parte
comunidades se opuseram, vigorosa- jurídica” e “pessoas de má-fé” que
78 anos lutando para causas justas de residências, não dentro do espaço da população com licenças do Muni-
mente, precipitando assim um confli- mobilizaram “cidadãos pacatos” para
para aparecer como quem está crian- de Chipande, mas ao redor. De con- cípio, é quando surgiu o memorando
to já anunciado. embargarem a construção do muro, o
do uma causa injusta”. trário, destacou, o Município não de entendimento entre as partes”,
Estranhamente, grande parte dos que viria a ser decidido em sede do
órgãos de comunicação social fez Fez saber que se está a desenrolar podia ter atribuído documentação às referiu.
Tribunal.
vista grossa sobre o caso. Em outros, uma nova fase de negociações, mas comunidades num espaço que já ti- Sobre o destino das pessoas cujas
“Houve uma elite de advogados do
o caso foi, simplesmente, suavizado, admitiu que os nervos estão à flor da nha titular. casas estão a ser demolidas, disse ser
IPAJ residentes aqui em Cabo Del-
apagando-se quase por completo a pele. Na semana finda, quando deu O advogado afirma que as comunida- prematuro comentar.
gado, que implantaram suas casas
figura do general. Na televisão públi- sem autorização nenhuma. Eles em- entrevista ao SAVANA, disse que o des foram construindo “casas melho-
ca, a TVM, o SAVANA sabe que a bargaram a obra reclamando que o deadline seria terça-feira desta sema- radas”, às vistas de toda a gente e sem Abuso total de poder
matéria envolvendo Alberto Chipan- general Chipande estava a fechar os na. qualquer objecção. Sarangue Abdul é uma das vítimas
de foi mesmo banida, depois de uma caminhos porque estavam habituados “Se não houver um entendimento, a “Não houve objecção nem do Muni- que teve a casa reduzida a escombros,
primeira transmissão pouco depois a passar pelo meio e não dar a volta, demolição vai continuar. É uma ac- cípio, que atribuiu o DUAT [Direito num dia em que chegou a ser detido
das demolições. uma questão de mera comodidade”, ção justa, ninguém entendeu demolir de Uso e Aproveitamento de Terra], pelas forças policiais, alegadamente
Com forte influência nas lides do afirmou. casa de ninguém, está se cumprindo nem o próprio proprietário, na pessoa para “preservar a sua saúde”.
poder, Alberto Chipande chegou a Mesmo assim, prosseguiu, o general algo que começou de uma acção que do general Chipande, que também Ao questionarmo-lo o que per-
foi complacente, tendo cedido 10 moveram contra o general Chipan- não se opôs à construção daqueles ca- deu com a demolição da resi-
metros para a passagem, sem nun-
ca significar a passagem pelo meio
e pediu propostas de negociação da
contraparte.
“Mas eles, porque de facto são da eli-
te jurídica, declinaram, até chegaram
a vilipendiar os advogados do general
Chipante e até agrediram um deles a
murro”, referiu.
Acrescenta que, mesmo assim, e por-
que o general é humano, orientou os
seus advogados a darem sinal para
convidar as pessoas ao diálogo, mas
no lugar de irem ao diálogo, voltaram
Felisberto Uthui a organizar motins. Sarangue Abdul Olinda Xavier Imamo Machude
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DA SEMANA
Savana 23-11-2018 5
TEMA DA SEMANA
6 Savana 23-11-2018

dência, um tipo 3 [três quartos, sala, pessoas que não se mexem, vocês são por isso, traz este sofrimento”, desa- de Chipande, denunciando, por isso,
escritório, cozinha e duas casas de ba- formigas”, cita. bafa Imamo Machude. invasão pelo general.
nho internas], Abdul emocionou-se. “O general Alberto Chipande é que À nossa chegada ao local, recebeu-
“Perdi tudo, perdi tudo”, disse, en- “Moçambique é dele” mandou demolir as casas. Ele é que -nos um jovem cuja casa está na lista
tre lágrimas. Ao recuperar a palavra, No quintal de uma das residências dá ordens. Não é o Tribunal, é ele, foi de espera das demolições. As reser-
acrescentou que até a roupa que ves- que poderá ser demolida, encontra- ordem de Chipande”, junta-se Mali vas com que se expressa, ele que não
tia foi uma doação de um amigo por- mos famílias concentradas à volta de Daúdo, 54 anos de idade, que jura ter fala a vontade, vão chamar atenção a
reservatórios contendo bebidas local- nascido no local de onde hoje está na
nossa reportagem. Depois soubemos
mente produzidas. À nossa reporta- iminência de ser retirado.
tratar-se de militante da Organização
gem, disseram que encontraram nas Os residentes sentem-se ainda mais
bebidas a oportunidade para afogar inseguros pela não indicação de no- da Juventude Moçambicana (OJM),
os pesadelos de um problema que, nas vos espaços para a fixação das suas a mais obediente organização social
suas palavras, é causado por Alberto residências. da Frelimo. “Quem sou eu na gota
Chipande. “Estamos ainda mais tristes porque do oceano. Não sou nada”, diz ele
“Quem traz este sofrimento é o ge- não sabemos como vamos terminar”, que nega se fotografar nem fornecer
neral Chipande. Ele faz isso porque lamenta Olinda Xavier, que insiste detalhes de um caso que lhe afecta
é dono de poder. Moçambique é dele, que a sua residência está fora da área directamente. Ussene Anli

Mali Daúdo

que tudo foi reduzido aos escombros.


“Começamos a construir a conta-go-
tas, segundo as nossas condições, com
todo o sacrifício, sacrificando tudo
menos nada, sem comer nem vestir,
a tentar ter um sítio para nos escon-
dermos, mas alguém, com seu poder,
vem, em menos de um segundo, des-
truir todo aquele sonho que a gente
tinha desde o começo”, desabafou.
Explicou que foi uma operação sem
pré-aviso, na qual não era permitida
a retirada de pertencentes do interior
das residências. “A Polícia estava, jus-
tamente, para isso porque havia pes-
soas de boa-fé que estavam para aju-
dar a tirar algumas coisas lá dentro,
mas quando quisessem o fazer, leva-
vam chamboco, coronha, inibindo-os
de tirar nossos pertences dentro das
casas”, reporta.
Com a demolição da casa, hoje Sa-
rangue Abdul vive numa cabana,
juntamente, com a esposa, sogra e 4
filhas, em condições que considera
deploráveis. “Praticamente estamos
ao relento”, sentencia.
À esposa, que estava lado a lado,
questionamos como está a vida desde
oito de Novembro, ao que, pronta-
mente, respondeu: “mal, mal”. Tina
Moreira falou, por exemplo, das
crianças, que também estão sujeitas a
condições que designou de péssimas.
“Estão a passar tudo, frio e fome por-
que até panela temos de procurar”,
disse, vincando que é uma situação
extremamente complicada.

´(VVHVHQKRUpSRGHURVRµ
Sarangue Abdul não tem dúvidas de
estarem a ser injustiçados por o con-
flito envolver um general poderoso
como é o general Chipande.
“Não resta nenhuma dúvida porque
se fosse eu a fazer o que ele fez, esta-
ria preso por ter cometido este tipo
de crime, então, isto que estamos a
verificar aqui é um abuso total de po-
der”, queixou-se.
“Nós nunca tivemos Polícia aqui a
fazer protecção a população, mas ti-
vemos um contingente policial que
nunca tinha visto, militares como se
aquilo que acontece em Macomia es-
tivesse a acontecer nesta casa. Quan-
do até nos trazem força canina e a
própria Polícia usando capas, é como
se nós fôssemos criminosos e estivés-
semos armados. Parecia uma guerra
e eu nunca tinha visto situação igual
na minha vida. Então, esse senhor é
poderoso, mostrou claramente o seu
poder, e usou o seu poder e ainda
continua a usar o seu poder”, relatou.
Contou ainda que, desde a hora que
as comunidades submeteram a quei-
xa ao Tribunal, receberam ameaças.
“Os seus advogados nos disseram que
vocês vão ver porque estão a mexer
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Savana 23-11-2018
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Recenseamento para eleições de 2019


Maleiane no Parlamento

&1(DSRQWD/D[WRQH$UWHV*UiÀFDV *iVH[FOXtGRGRDFRUGR

A VREUH0$0H3URLQGLFXV
Comissão Nacional de curtar os prazos para 12 dias. O que se mostra eficiente na gestão
Eleições (CNE) acaba segundo Lote refere-se ao forne- dos registos eleitorais”, sublinha.

E
de adjudicar por ajuste cimento de boletins de inscrição, Foi na base deste parecer que a
ntrincheirado de vários lados situação resultou de uma exigência
directo o negócio de for- material de formação, acessórios CNE decidiu pelo ajuste direc- pelo facto de ter entregue 5% dos próprios detentores dos títulos
necimento de equipamento para e toners para Mobiles ID antigos. to dos dois pacotes ao consórcio das receitas fiscais de gás na- de dívida soberana.
o recenseamento eleitoral ao con- O valor deste pacote está estima- constituído pelas empresas sul- tural para conseguir o acordo “Como as vossas previsões de au-
sórcio constituído pelas empresas do em 450 milhões de meticais e -africana, Laxton e a moçambi- com os credores da EMATUM, o mento de receita fiscal são susten-
sul-africana, Laxton e a moçam- Governo moçambicano foi ao parla- tadas pelo gás, então a garantia de
o STAE propunha a modalidade cana Artes Gráficas, o irritou os
mento garantir que não está em cima que vão pagar deve incidir sobre as
bicana Artes Gráficas, num valor de ajuste directo. alguns dos habituais playeres em da mesa uma oferta do género aos receitas de gás da Área 1 e da Área 4”,
estimado de mil milhões de me- Contudo, um parecer da Comis- concursos desta natureza. credores da MAM e da Proindicus. acrescentou o governante, citando a
ticais. são de Organização e Operações As duas empresas trabalham com “Posso-vos assegurar também que posição dos credores.
Eleitorais (COOE) do STAE a CNE desde 2013, altura em que nós não estamos a admitir a hipótese O pré-acordo com os credores da dí-
A decisão foi tomada, no passado de usar o mesmo instrumento para vida soberana da EMATUM prevê
contrariou a proposta de Naife. foram adjudicadas aquele negó-
a dívida sindicada”, disse o ministro pagamentos através de um instru-
dia 14 de Novembro, durante a Desaconselha a divisão do paco- cio, sobretudo, relacionado com da Economia e Finanças, Adriano mento financeiro indexado às recei-
25ª sessão extraordinária daquele te em dois, como forma de evitar fornecimento de material para o Maleiane, falando na sessão de per- tas tributárias com o gás, designado
órgão eleitoral, na qual também possíveis problemas de incompa- recenseamento eleitoral. guntas e respostas na Assembleia da pela sigla VRI - Value Recovery Ins-
foi aprovada a proposta para a tibilidades entre o hardware e o A Laxton é uma empresa fundada, República. trument.
O ministro assinalou que a dívida O acordo prevê que Moçambique
realização das eleições nas oito software. na África do Sul, em 2004, com
das duas empresas, estimada em retome pagamento da dívida sobera-
mesas anuladas pelo Conselho “Havendo lançamento de um sede em Hong Kong, na China, mais de mil milhões de euros, é di- na já em Março de 2019 e entregue
Constitucional, no Conselho Au- concurso público a tempo razoá- líder global no fornecimento de ferente da dívida da EMATUM, em até 2033 uma fatia de 5% das recei-
tárquico de Marromeu. vel de respostas as especificações soluções de eleição, identidade relação à qual o Governo chegou tas fiscais do gás natural, cuja explo-
Porém, a primeira proposta do di- técnicas, a apresentação de um e auto-serviço com alta relação este mês a um acordo de princípio ração arranca em 2022.
com os credores. Estes títulos representam cerca de
rector do Secretariado Técnico da protótipo de mobile ID, seria custo-benefício e alta tecnologia 726 milhões de dólares do total de
“São situações completamente dife-
Administração Eleitoral (STAE), pelo menos 30 dias, devendo-se para governos e corporações. A rentes”, ressalvou. dois mil milhões de dólares de dí-
Felisberto Naife, apresentava duas ajuntar a esse tempo o período empresa possui, para além de Mo- Adriano Maleiane adiantou que o vidas ocultas contraídas ilegalmente
modalidades: uma consistia num de avaliação que inclui os testes e çambique, escritórios no Ugada, Governo está em negociações com pelo Estado em 2013 e 2014 e são
lote de aquisição de três mil no- configurações para as compatibi- Zimbabwe, Malawi, Indonésia e os credores da MAM e Proindicus, a única parcela sobre a qual há um
depois de ter alcançado este mês um acordo preliminar, sujeito ainda a di-
vos mobiles ID e os respectivos lizações com a aplicação existente Colômbia e as suas instalações de pré-entendimento com os credores versas aprovações.
toners, num valor estimado em caso seja adjudicando a um outro produção e tecnologia localizam- da dívida soberana da Ematum. Os novos títulos terão um valor no-
550 milhões de meticais. Neste fornecedor. Perante os factos, a -se na China, Nova Iorque e Joa- minal de 900 milhões de dólares,
pacote, o STAE pretendia aplicar COOE julga que a melhor so- nesburgo. Exigiram-nos o gás da 1 e 4 com maturidade a 30 de Setembro
a modalidade de concurso público Respondendo a pergunta sobre a en- de 2033 e um cupão de 5,875%, mais
lução técnica é manter o mesmo Por sua vez, a Artes Gráfica é pro-
trega do gás como contrapartida no baixo que o atual, de 10,5%, e sobre
cujo lançamento, de acordo com a fornecedor como forma de dar priedade de Rafik Sidat, que já foi acordo com os credores da EMA- o qual Moçambique entrou em in-
lei, seria de 21 dias, mas o gestor continuidade e manter o padrão membro do Comité Central do TUM, Maleiane explicou que essa cumprimento.
técnico das eleições, pretendia en- da actual estrutura tecnológica, partido Frelimo.
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Savana 23-11-2018 9

“Entrei nesta família


aos 18 e cresço até hoje”
Sofia, gerente da Agência de Wamphula.

A história do nosso banco não tem apenas um protagonista.


É feita de tantas histórias quanto o número de colaboradores
que temos. O nosso percurso está interligado desde o primeiro
dia e se ao fim de 40 anos em Moçambique o salto é tão
positivo, o sucesso é de todos nós.

Há 40 anos que nos orgulhamos de contar histórias


de sucesso em Moçambique. Construa a sua connosco.

Barclays Bank Moçambique, S.A. - Capital Social: MTn 5.538.000.000 - NUIT:400017484 - Número de Matrícula da CRC de Maputo: 8321 - Endereço: Av. 25 de Setembro, 1184 - 15º Andar - Maputo Caixa Postal 757 - Moçambique. O Barclays não será responsável
por quaisquer incidentes que possam ocorrer com o seu provedor de serviços de internet. Por favor consulte a tabela de preços em vigor no Banco. Aplicam-se os Termos e Condições actualmente em vigor. Queira dirigir-se à Agência mais próxima do Barclays
ou contacte-nos através do serviço de Banca Telefónica 1223.
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10 Savana 23-11-2018

Proposta para reformar agricultura

Sociedade civil lamenta inércia governamental


-Higino Marule diz que há espaço para diálogo

Por Argunaldo Nhampossa

O
rganizações da Sociedade da pelo chefe de Estado que de de e não pode dividir com ninguém, tas e do governo”, disse. Estamos abertos ao
Civil lamentam o mutismo imediato instruiu os ministros da o que, de acordo com Mosca, não Apontou alguns exemplos positi- diálogo
do governo para dar segui- Agricultura e Segurança Alimen- parece correcto. vos do agronegócios, mas virados à No Parlamento, onde participava na
mento a uma proposta de tar (MASA), Ministro da Indústria Apontou igualmente que pode ter exportação como é o caso de feijão sessão de “Informação do Governo
reformas ao sector agrário que pode e Comércio, Ministério da Terra que ver com a existência de pontos bóer, algodão, tabaco, banana, caju e a pedido das bancadas”, o SAVANA
contribuir para o alcance da segu- Ambiente e Desenvolvimento Rural não coincidentes entre a posição da gergelim. interpelou o ministro da Agricultu-
rança alimentar. Dentre as possíveis (MITADER) e o Ministro do Mar, sociedade civil e política governa- O sector empresarial, prossegue, ra e Segurança Alimentar, Higino
causas para a não correspondência Pescas Águas Interiores para jun- mental para o sector agrário. faz contratos com os produtores e Marule, que negou o rompimento
do executivo, as organizações apon- tamente com as organizações subs- Explica que enquanto a Sociedade estabelece preços, garante comer- do diálogo com as organizações da
tam o facto da agricultura não ser critores estabelecerem um plano de Civil defende a priorização do sector cialização e alguns incentivos como sociedade civil e manifestou abertu-
prioridade do executivo, pese embo- trabalho. Sob liderança do MASA, familiar, o governo aposta no agro- insúmos e crédito para depois o ra em dar continuidade às sessões de
ra espalhe essa mensagem, uma vez quatro reuniões foram realizadas ano negócio. Diz não estarem contra o camponês pagar no final da campa- diálogo.
que garante comissões para elites passado e vários pontos concertados agronegócio, mas nota-se pouco ou nha. Disse que a proposta foi recebida
políticas como outros sectores. No e outros por concertar. com agrado e foi submetida à refle-
quase nenhumas medidas em prol Questionou o facto de não se adop-
xão tendo culminado com a intro-
entanto, o Ministro da Agricultu- Segundo João Mosca, director exe- de transformação da agricultura fa- tar um modelo como este para cul-
dução de alguns aspectos no Plano
ra e Segurança Alimentar, Higino cutivo do OMR, foram debatidos miliar. turas alimentares. Entende que o Nacional de Investigação do Sector
Marule, nega que o diálogo esteja temas agrícolas e económicas, tais “Há muitos poucos recursos da po- governo não aposta na agricultura Agrário (PNISA) que termina em
rompido e manifestou abertura para como as políticas de produção na- lítica agrária em termos de subsí- dos pequenos produtores porque ela 2019. Marule acrescentou que gran-
dar continuidade. cional, subsídios aos agricultores, dios, protecção, garantias de preços e não é negócio das elites políticas, de parte das propostas apresentadas
créditos agrários, mas também a mercados, assistência rural, a inves- pois sendo uma actividade de alto pela sociedade civil foram acolhidas
Porém, o que começou como um possibilidade de adopção de políti- tigação é muito fraca e achamos que risco e baixa rentabilidade não há e parte delas aguardam pela angaria-
perfeito casamento entre cinco or- ca de médio e longo prazo que não este assunto é o principal ponto de como pedir comissões aos pequenos ção de fundos para sua implemen-
ganizações da sociedade civil, que podem ser alteradas em função da discordância entre as nossas propos- agricultores. tação.
lidam com questões agrícolas, e o legislatura ou ministro do momento.
executivo está, aparentemente, a ter- A ideia, segundo Mosca, passa pelo
minar de forma pouco digna. estabelecimento de políticas estáveis
A história remota a Setembro de a longo prazo que não podiam variar
2017 quando a Associação de Co- permanentemente sob pena de cria-
mércio, Indústria e Serviços (ACIS) rem instabilidade das instituições.
Associação de Fruticultores de Mo- De acordo com Mosca, quando tudo
çambique (FRUTISUL), GAPI- parecia estar bem encaminhado,
Sociedade de Investimentos; União eis que a mudança do ano origina
Nacional de Camponeses (UNAC) igualmente a mudança de ideias. O
e Observatório do Meio Rural governo decide colocar um ponto
(OMR) submeteram um documen- final no diálogo sem nenhum escla-
to ao Presidente da República, Filipe recimento.
Nyusi, que continha propostas para Preocupadas com a situação, as or-
reformar o sector agrário nacional e ganizações voltam a lançar um grito
alavancar a produção. de socorro em sinal de preocupação
Intitulado “contributo para uma mu- com o aumento da pobreza num país
dança no desempenho económico, com terras férteis para produção.
social e ambiental da agricultura em
Moçambique” as organizações pre- Agricultura não dá
tendiam levantar debates com orga- comissões
nismos do governo para se criar um Numa altura em que acaba de se
pensamento comum acerca da agri- lançar a campanha agrária 2018/19,
cultura e desenvolvimento rural, pois o SAVANA questionou o OMR
sabe-se de antemão que ela não tem na qualidade de cabeça do projecto
desempenhado o papel atribuído o estágio das propostas. Mosca diz
pela Constituição. A produção na-
cional de produtos alimentares está
que o rompimento do diálogo pode
derivar de dois motivos: O não reco-
MESTRADO/MBA
muito longe de garantir um pleno nhecimento da Sociedade Civil por
abastecimento às populações, para
não falar das indústrias alimentares
parte do governo como um parceiro
de discussão dos aspectos funda- GESTÃO DE SISTEMAS
e para colmatar o défice recorre-se às
importações.
mentais de política agrária no país.
O segundo é o facto do executivo INTEGRADOS EM QUALIDADE,
AMBIENTE E SEGURANÇA
A proposta foi muto bem acolhi- pensar que tem essa responsabilida-

Necrologia R Necrologia R Necrologia R Necrologia R Necrologia

VICTOR ROMANO JULIEN Inscrições abertas


Início das aulas: Fevereiro de 2019
FALECEU
O Conselho de Administração da
Locais de Inscrição:
mediacoop SA, as Direcções Editoriais, Secretaria do ISCTEM ou
os jornalistas e demais colaboradores Secretaria da Escola de Pós-Graduação
da empresa, comunicam com pesar e Edifício JAT IV - 1° andar, Porta 4
consternarão, o falecimento extempo- E-mail: imonjane@isctem.ac.mz
Rua 1394 - Zona da Facim, N° 332, Maputo
râneo do engenheiro de petróleos VIC-
TOR JULIEN, esposo da sua colabora-
dora e amiga, Miquelina de Menezes,
ocorrido a 18 de Novembro corrente. Telf:
84 29 59 213 Parceiro
Neste momento de luto e dor, as nos- 82 31 32 200
sas sentimentos e estímulos de alento
vão especialmente para a nossa amiga
Miquelina e seus familiares.
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Savana 23-11-2018 11

APAGÃO FINACEIRO. SR. ZANDAMELA, DEMITA-SE. JÁ


A sociedade moçambicana foi surpreendida, no dia 16 de No- O acontecido afecta gravemente a credibilidade nacional e in-
vembro de 2018, com a impossibilidade de utilizar os meios WHUQDFLRQDO GR VLVWHPD ÀQDQFHLUR PRoDPELFDQR UHVSRQVDELOL-
electrónicos do sistema bancário moçambicano, com excepção zando o Banco de Moçambique por esse facto. Outros factos
do Banco Internacional de Moçambique (BIM). Empresas e ci- recentes penalizam a credibilidade do Banco de Moçambique,
dadãos nacionais e estrangeiros, no país e no estrangeiro, vi- como o tratamento prestado aos resultados da auditoria reali-
ram-se impossibilitados de aceder às suas poupanças, realizar zada pela empresa KPMG.
pagamentos, transferências e outras operações e consultas.
Os factos acima referenciados, entre outros, põem em dúvida
As notícias circulam nas redes sociais, regra geral, neste caso, a competência da gestão do Banco de Moçambique, o respeito
com informações fundamentadas e certas. O conhecimento é pela transparência, arrogância de atitudes e desprezo pela opi-
geral o que dispensa qualquer apresentação dos factos. nião pública o que foi manifesto na Conferência de Imprensa
As organizações da sociedade civil subscritoras deste comu- da SIMO, no dia 18 de Novembro, domingo. A SIMO é ape-
nicado acompanharam atentamente o que estava a acontecer QDVXPVLPSOHVSHmRQHVWHFRPSOH[R[DGUH]SROtWLFRÀQDQFHL-
e, em particular, a Conferência de Imprensa convocada pela ro, confuso e perigoso. A presença do Governador do Banco
administração da SIMO e a nota de imprensa da empresa BI- de Moçambique na Assembleia da República pecou, de forma
ZFIRST. Não compete às OSCs subscritoras algum ajuizamen- mais grave, por se tratar do Governador perante os mais altos
to dos respectivos depoimentos. O tempo trará, certamente, representantes do povo: ligeireza e pouca seriedade. O Gover-
a verdade dos factos. Face às contradições e incoerências dos nador só releva que a BIZFIRST é uma “empresazita sem ex-
dois depoimentos, exige-se que a verdade seja reposta e que pressão”. Só descobriu isso agora?
a sociedade moçambicana seja informada sobre a totalidade
dos factos. Acrescenta-se que a gestão de política monetária do Banco
de Moçambique está orientada pelo combate obstinado com
Em qualquer caso, as OSCs subscritoras consideram: PHGLGDV GH FKRTXHV DQWLLQÁDFLRQiULDV $ LQÁDomR HPER-
‡1mRH[LVWHTXDOTXHUMXVWLÀFDomRSROtWLFDHFRQyPLFDRXGH UDLPSRUWDQWHQmRHRLQLFLRHRÀPGHXPDFULVHHFRQyPLFD
outra ordem, como a alegada “soberania nacional”, que jus- O Banco de Moçambique tem sido o suporte de uma políti-
WLÀTXHRDSDJmRHOHFWUyQLFRGRVLVWHPDEDQFiULRHDVJUDYHV ca orçamental despesista, facilitando a ausência de reformas
consequências para a economia, as empresas e os cidadãos. substanciais da administração pública e nos fundos e empresas
É dever e obrigação do Banco de Moçambique, como órgão públicas, sustentadora de uma dívida pública não sustentável,
regulador e maior accionista da SIMO, prestar esse serviço. GH DVÀ[LDPHQWR GH HPSUHVDV H GR WHFLGR HPSUHVDULDO FRP R
Este acontecimento revela incompetência. A forma como a encerramento de mais de 3.000 empresas e criação de desem-
SIMO e o Banco de Moçambique estão tratando o assunto, prego, do aumento rápido do crédito malparado de menos de
está carregada de arrogância e falta do sentido de serviço HPSDUDHP(PFRQWUDSDUWLGDR%DQFR
público. GH0RoDPELTXHDSUHVHQWDXPDGHVFLGDGDLQÁDomRSDUDQtYHLV
‡ 4XH D QRUPDOLGDGH GR VLVWHPD GHYH VHU UHSRVWD TXDQWR suspeitos, de uma ligeira estabilização e apreciação da moeda
antes, acarretando a SIMO e o Banco de Moçambique com nacional, sobretudo resultante de factores externos (demanda
os custos resultantes deste corte contratual de prestação de e preços do carvão, alumínio e de algumas commodities expor-
serviços aos cidadãos e empresas. tadas e redução das importações). O chamado fortalecimento
‡6HQGRTXHGRFDSLWDOGR%DQFRGH0RoDPELTXHSHU- do sistema bancário é feito ad-hoc e as medidas anti-tráfego de
tence ao Estado, a Inspecção Geral do Estado deve assumir capitais são marcadamente burocráticas e não de política mo-
as suas responsabilidades. netária.
‡$V26&VVXEVFULWRUDVDSHODPDRVEDQFRVFRPHUFLDLVTXHWH-
nham possibilidade, que façam acordos unilaterais a partir As aparições públicas do Sr. Zandamela têm criado incerteza
das suas sedes no estrangeiro, tal como faz o BIM, de forma nos mercados e nas empresas e revelam arrogância. Um Go-
a minimizar os seus prejuízos e dos seus clientes. Não há, vernador de um Banco Central deve ser discreto, o que não é
GHPRPHQWRTXDOTXHUMXVWLÀFDomRGHQDWXUH]DSROLWLFDRX o caso. Em realidades que o Sr. Zandamela deve conhecer, o
outra, que impeça essa opção como a menos má para a eco- seu lugar estaria já, e há algum tempo, ocupado por uma outra
nomia do país os bancos, as empresas e os cidadãos. pessoa.
‡(PERUDRVEDQFRVFRPHUFLDLVQmRVHMDPRVUHVSRQViYHLVGL-
rectos pela situação, as empresas e os cidadãos têm o direito A bem do país e da economia moçambicana, da transparên-
à indemnização pelos prejuízos, a ser paga pelos respecti- FLDGDFRQÀDQoDQDHFRQRPLDHQRVLVWHPDEDQFiULRHPGHIHVD
vos bancos por cancelamento de um serviço, tal como os dos cidadãos, o SIMO deve ser reestruturado nas suas relações
bancos penalizam os clientes perante incumprimentos de institucionais, a sua estrutura societária alterada e a adminis-
contratos. WUDomRGHPLWLGD26U=DQGDPHODFRPRRDUWtÀFHGR0,02H
seu PCA enquanto representante e na condição de Governador
A sociedade civil subscritora deste comunicado questiona o do Banco de Moçambique, deve demitir-se. JÁ. As OSCs exi-
papel regulador do Banco de Moçambique, sendo, simulta- gem que o Governo e os parceiros de cooperação contribuam
neamente, parte interessada no negócio, em sociedade comer- SDUDUHVWDEHOHFHUDQRUPDOLGDGHGRVLVWHPDÀQDQFHLURPRoDP-
cial juntamente com os bancos regulados pelo próprio Banco bicano. O Presidente da República, em última instância, deve
&HQWUDO([LVWHFODUDPHQWHXPLQVDQiYHOFRQÁLWRGHLQWHUHV- assumir e tomar medidas para a recuperação do bom nome do
ses. As OSCs assinantes deste comunicado exigem que seja Banco de Moçambique e do país.
reposta a transparência na gestão do sistema electrónico da
banca moçambicana. Outros factos recentes revelam falta de
transparência na gestão do Banco de Moçambique, como, por
exemplo, a intervenção no Moza Banco através do Fundo de
Pensões do BM, o Kuhanha, cujo PCA é o Governador do Ban-
co de Moçambique.
INTERNACIONAL
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12 Savana 23-11-2018

Presidente angolano em grande entrevista:

“São conhecidos os que traíram a pátria”


J
oão Lourenço, que visita um ano, quando tomou posse. nante, o chefe de Estado angolano
Portugal esta sexta e sábado, Além da crise económica, “ainda garantiu: “em momento algum, de- Eduardo dos Santos reage à entrevista de JLo
queixa-se da ausência de uma houve a tentativa de retirada dos fendemos Manuel Vicente. O que
“verdadeira passagem de pas- parcos recursos do Estado de cerca Angola fez foi defender a necessi-
ta” por parte do seu antecessor, José
Eduardo Santos.
de 1,5 mil milhões de dólares para
serem depositados numa conta no
exterior de uma empresa de facha-
dade de um país amigo, que é Por-
tugal, respeitar o acordo judiciário
existente entre os dois países”.
“Não deixei os cofres
“Esperava uma verdadeira passa-
gem de pasta em que me fosse dado
da”, declarou ao semanário.
“Foi uma jogada de alto risco que,
Admitindo que o facto de ser um
vice-presidente também pesou na do Estado vazios”
Q
a conhecer os grandes dossiês do felizmente, graças à colaboração atenção dada ao caso, João Louren-
país e isso, de facto, não aconteceu”, das autoridades britânicas, conse- ço continuou: “não estou a ver que uatro dias depois da entrevista de João Lourenço, José
afirma o chefe de Estado angolano, guimos fazer abortar”, afirmou. o vice-presidente da República de Eduardo dos Santo reagiu. O antigo presidente angolano
em entrevista ao semanário Expres- E atirou: “São conhecidos os que um país estivesse a contas com a negou, nesta quarta-feira, ter deixado a presidência com os
so de 17 de Novembro, recordando traíram a pátria.” Justiça de um outro país, e que as cofres vazios, garantindo que deixou pelo menos USD 15
autoridades do seu país não reagis-
os primeiros meses de trabalho em E, quando está quase a terminar o mil milhões ao executivo que lhe sucedeu, contrariamente às decla-
sem”.
que teve de andar à procura de in- prazo para o repatriamento volun- rações do seu sucessor.
Quanto às negociações com o Fun-
formações de vários dossiers. tário de capitais, João Lourenço
do Monetário Internacional, uma
A poucos dias de realizar uma visita promete o empenho de Angola na “Não deixei os cofres do Estado vazios. Em Setembro de 2017, na
decisão política que rompe com a
a Portugal, João Lourenço criticou perseguição a quem retirou o di- recusa tradicional de Angola de passagem de testemunho, deixei 15 mil milhões de dólares no Banco
a gestão do seu antecessor. nheiro do país. obter financiamentos em organi- Nacional de Angola como reservas internacionais líquidas a cargo
“Estivemos diante de uma anor- “Vai ser um trabalho árduo, em que zações multilaterais, que impõem de um gestor que era o governador do BNA sob orientação do Go-
malidade com despachos feitos o Estado vai ter que contratar ser- o acesso às contas do país, o pre- verno”, disse.
em vésperas da minha investidura, viços de especialistas na matéria, os sidente angolano disse ao Expresso Numa declaração a jornalistas sem direito a perguntas, na sede da
nomeadamente, entre outros, sobre chamados caçadores de fortunas” e que “Angola é parte do FMI”. Fundação Eduardo dos Santos em Luanda, Eduardo dos Santos
o porto da Barra do Dande, para “vai ter que fazer acordos judiciá- “E se tem a possibilidade de obter afirmou a necessidade de “prestar alguns esclarecimentos” sobre a
favorecer quem pretendiam favo- rios com outros Estados, como o financiamentos em condições me- forma como conduziu o país durante os 38 anos de Governo.
recer”, numa referência à concessão que fez com Portugal para, desta lhores do que as que tem conse- Na entrevista de sábado ao jornal  Expresso, o presidente angola-
da obra à Atlantic Ventures, de Isa- forma, em várias frentes, ir aper- guido até aqui, acho absolutamente no, João Lourenço, afirmou que, quando assumiu o poder, encontrou
bel dos Santos, filha do ex-chefe de tando o cerco até que se descubram lógico ir buscar dinheiro ao nosso os cofres vazios ou a serem esvaziados.
Estado, José Eduardo dos Santos. os esconderijos do dinheiro de An- próprio banco”, justificou João Segundo Eduardo dos Santos, o Orçamento Geral do Estado é
Quanto a José Filomeno dos San- gola”, explicou. Lourenço. aprovado pela Assembleia Nacional e todas as receitas e despesas do
tos, também filho de José Eduardo Sobre a polémica que envolveu o Na entrevista, João Lourenço afir- Estado devem estar obrigatoriamente inscritas.
dos Santos, que está actualmente antigo vice-presidente angolano mou ainda que a petrolífera estatal “O OGE de 2017 tinha um défice de 6% e a cobertura desse défice
preso por suspeitas de ter tentado Manuel Vicente, considerado pró- Sonangol tenciona vender os seus era suportada com a venda de títulos do tesouro aos bancos comer-
retirar dinheiro do Fundo Sobera- ximo de João Lourenço, que levou activos em empresas portuguesas, ciais, dívida que tinha de se pagar mais tarde com juros e o dinheiro
no, de que era administrador, João a justiça portuguesa a enviar para embora admita manter a participa- depositado no tesouro”, justificou Eduardo dos Santos.
Lourenço recordou a crise das fi- Angola um processo de suspeitas ção da GALP. Expresso/pt
nanças do Estado que encontrou há de corrupção relativa ao ex-gover- Jornal de Negócios/Lusa
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DIVULGAÇÃO
Savana 23-11-2018 13

O negócio “ultrajante” da dívida de Moçambique


pode gerar lucro de 270% aos especuladores
$26'(129(0%52'(
TIM JONES

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NO CENTRO DO FURACÃO
14 Savana 23-11-2018 Savana 23-11-2018 15

A ser lançado em breve:

“Ilha de Moçambique, estórias da sua história”


e a “Memória dos elefantes de Moçambique”*
- na visão de Ricardo Barradas
Por Maria de Lourdes Torcato

L
i estas estórias da História da a religião, o msiro, o tufo, e os produ- sobre a história de Moçambique, pois Envolvi-me então com mais ânimo e que hoje se globaliza através da web e net. Parece-me importante enfatizar
Ilha de Moçambique e a Me- tos do mar frescos, ajudam a dar asas a cada passo encontrava aspectos e sistematização, pois uma melhor defi- de smartphones.” isto como incentivo para potenciais
mória dos Elefantes de Moçam- à imaginação, olhando para o passado. questões interessantes e curiosas que nição dos objectivos, resultado da deli- - Como conseguiu consultar tanta do- estudiosos da história de Moçambique.
bique do Dr. Ricardo Barradas. - Tanto quanto sabemos é médico e considerava um desperdício não serem mitação do tema da cidade da Ilha de cumentação? Não devem ficar desencorajados por
Ambos têm a rara qualidade em livros não historiador. Como é que faz essa conhecidas pelos moçambicanos. Mas Moçambique e os seus 200 anos em Um aspecto curioso do longo processo falta de fontes de informação. Ape-
desta natureza, de serem uma leitura mutação com aparente facilidade? O faltava-me um objectivo, uma definição particular, ajudou a restringir o âmbito de escrita destes livros foi a feliz consta- nas tive de comprar, muitas vezes em
cativante que não se larga depois de co- curso de medicina decepcionou-o de dos limites para esse texto, um tema do livro. tação de que há uma enorme quantida- segunda mão, menos de um terço dos
meçar. No panorama editorial do nosso alguma maneira? concreto. Daqui resultou o livro “Ilha de Mo- de de livros disponíveis gratuitamente livros e documentos constantes da bi-
país, onde se edita mais do que se lê, é Não é isso, não tem nada a ver com a Entretanto, ia lendo e tomando notas, çambique, estórias da sua história”, uma na Internet (especialmente Googlebooks) bliografia. Outra fonte importante foi a
uma excepção notável. carreira de médico. A não ser com o enquanto procurava encontrar um tema homenagem aos 200 anos da cidade da relativos à história de Moçambique, comunicação com historiadores vários
facto de a dedicação que essa profissão sobre o qual me concentrar. Escrever Ilha de Moçambique, que tenta repro- muito deles livros raros, escritos há sé- que disponibilizaram gratuitamente
O autor deu-se a grande trabalho de exige, levar a uma quase total indispo- sobre a história de Moçambique em duzir a vida naquela época, na base de culos. É verdade que frequentemente, por e-mail, livros e documentos impor-
pesquisa documental para produzir este nibilidade para dedicação a tarefas que geral, afigurava-se-me uma tarefa cicló- documentos públicos, assim como rela- a sua disponibilização é apenas parcial, tantes em formato digital, alguns deles
“Ilha de Moçambique, estórias da sua não sejam de natureza laboral. De facto, pica de muito longo prazo para a qual tar alguns aspectos vividos na Ilha de o que gera alguma frustração por o co- raros. Infelizmente, este contacto só foi
história” e a “Memória dos elefantes foi só depois de me reformar que passei não me sentia preparado, nem era meu Moçambique noutras épocas. nhecimento ficar truncado. Mas isso mais produtivo quando já estava qua-
de Moçambique”. O resultado não são a ter tempo para ler e escrever. objectivo. Entretanto, a história do massacre dos não foi impedimento para seguir em se a concluir o livro, mas de qualquer
dois calhamaços intragáveis, mas fas- O meu interesse por história vem dos Entretanto, aconteceu que li um livro Elefante esmagando um caçador caído no chão elefantes de Moçambique e a história frente, na medida do possível. maneira foi uma lição aprendida que
cinantes livros ilustrados com gravuras tempos em que eu estudava na Facul- de Allen e Barbara Isaacman, sobre os da Ilha de Moçambique estão de tal Na verdade, a maioria da bibliografia gostaria de transmitir a potenciais es-
da época, gráficos e estatísticas, onde a Pesagem de fardos de panos em Quelimane, no século XIX dade de Medicina, no tempo colonial, famigerados Chicunda e fiquei a sa- que humanos, e a violenta e prolongada ilusória fachada dominadora que a ad- maneira entrelaçadas que foi uma opor- consultada estava disponível na Inter- critores da nossa história.
informação é um atractivo em si, sem sivamente falavam muito mal o portu- um verdadeiro monumento público. quando um grupo de estudantes pro- ber do enorme massacre de elefantes agressão ambiental cometida pelos mo- ministração lusa e respectiva guarnição tunidade para concluir a “Memória dos
necessidade de recorrer a palavras que guês… Não esqueço as trocas de impressões gressistas nos reuníamos para discutir e que teve lugar no nosso país, particu- çambicanos contra eles, impressionou- militar diminuta, geralmente corrup- elefantes de Moçambique”, o primeiro
no caso seriam redundantes. Provavelmente, os reinóis filhos do país profissionais entre nós, completamente divulgar assuntos da história de África larmente nos séculos XVIII e XIX, e a -me sobremaneira. Ao mesmo tempo, o tas e ineptas, sempre continuaram a a ser iniciado, donde resulta que se con-
As estórias de que Ricardo Barradas falariam melhor o macua. Quando chega- inovadoras num contexto de uma reo- e de Moçambique, numa secção cha- minha natural costela conservacionista conhecimento de que no passado houve pretender manter, acompanhadas de cluem e se editam dois livros ao mesmo
fala estão contidas nos capítulos como vam à juventude muitos eram enviados rientação estratégica radical que se ope- mada de Centro de Estudos Moçam- ficou ferida. (Curiosamente, o livro dos milhares de moçambicanos que foram algumas dezenas de portugueses resi- tempo.
Os baneanes, O ajauas e a feira do Mos- para o estrangeiro, para estudar: Goa, Ilha rava no Ministério da Saúde, que então bicanos que existia na Associação Aca- Isaacman também constituiu fonte de grandes caçadores de elefantes, com dentes, maioritariamente criminosos e Houve alguma razão específica para
suril, A guerra secular intermitente en- de França, Brasil, Portugal eram os seus centralizava todas as acções de saúde. démica de Moçambique, onde eramos inspiração para Ungulani Ba Ka Kho- todos os seus riscos, e mitos e fantasias marginais. Tornou-se então incontor- dedicar os livros aos jovens?
tre as elites da Ilha, Macuas e Xeques destinos. Poucos deles voltavam à Ilha de Mas também não faltaram as experiên- activistas. sa no seu livro “Choriro”). O conhe- acompanhantes, foi um incentivo im- nável conhecer melhor o papel que esta Estes livros foram escritos a pensar na
suaíli, O mito dos 500 anos de colonia- Moçambique. cias gastronómicas locais e a apreciação - As suas descrições são factuais, rigoro- cimento de que Moçambique foi um portante para escrever. comunidade hindu desempenhou no juventude moçambicana, em estimular
lismo português em Moçambique, A A elite portuguesa usava louça da China de um ambiente inédito revelador de sas e objectivas, mas o resultado nem por país que deve ter tido mais elefantes do E assim surgiu um tema bem definido desenvolvimento de Moçambique. Na neles o gosto pela rica história da sua
nova cidade de Moçambique e o Reino para servir chá. Bebia-se chá a toda a hora. um entrecruzamento de culturas que isso deixa de incomodar muitos que pre- sobre o qual me concentrar e escrever: a minha óptica, esta estória estava mes- terra. Acredito que muitos jovens não
Unido de Portugal e Brasil, Monções De manhã, à tarde ou à noite, servido por nunca tínhamos vivido tão de perto. A ferem acomodar-se naquilo que é aceite mortandade dos elefantes de Moçam- mo muito mal contada... adquirem esse gosto porque a maioria
e monomocaios, Panos, Os cercos dos um criado com biscoitos e um charuto aceso lha de Moçambique era toda ela um e ninguém contesta e por isso é escolhido bique. Enveredei por este caminho por Por outro lado, a pesquisa e leitura de dos textos de história são frequente-
Holandeses, Namarrais e Mouzinho, para fumar depois do chá. monumento à humanidade, e por isso para ser História. volta de 2011-12, com um ritmo rela- documentos históricos relacionados mente de leitura difícil, aborrecidos,
Cemitérios da Ilha de Moçambique. Uns poucos faziam-se transportar em ca- é hoje património dela. Os inúmeros A História está recheada de estórias tivamente bom. Mas depois atravessei com o marfim e a Ilha de Moçambi- densos, pouco atractivos. Esta foi uma
São diversos os episódios da História deirinhas inglesas feitas na Índia… (...) aspectos da vida da sociedade insular, as mal contadas, normalmente como re- um período de desânimo em que estive que vieram rechear aquele cenário vivo tentativa de proporcionar uma leitura
sultado de pontos de vista unilaterais, quase dois anos lendo muito pouco e 5RWDVGRWUiÀFRGHHVFUDYRV
de Portugal que o público não conhe- - Dr. Barradas, é evidente que dedica cores, as religiões, os vestuários, as caras, e ajudar a compreender melhor o que agradável, que educa ao mesmo tempo
ce, mas tiveram grande impacto em um grande amor à Ilha de Moçambique? as comidas, a ponte e todos os mil e um quase sempre com tendências panegí- sem escrever. foi o passado da Ilha e suas adjacências. que diverte, tanto quanto possível. Oxa-
Moçambique nas épocas recuadas dos Nasceu ou cresceu lá? pitorescos únicos dos ilhéus, fizeram- ricas, que fatalmente se distanciam da De tal maneira que cheguei a pensar As descrições dos clássicos portugueses, lá isto possa contribuir para entusias-
séculos XVIII e XIX, ou detalhes pi-
torescos que nunca aparecem nos ma-
Não nasci na Ilha de Moçambique.
Nasci em Maputo. Mas conheci a Ilha
-nos ver uma ilha mágica.
Veio depois a guerra. A Ilha ficou fora
realidade.
Realmente, o capítulo sobre o “O mito
dos 500 anos de colonialismo portu-
em limitar-me a fazer apenas um blog
onde colocar generalidades, aspectos
soltos da história, sem abordar necessa-
levantavam muitas dúvidas e interroga-
ções que precisavam ser esclarecidas.
mar mais jovens a conhecer a história
do seu país. %LRJUDÀD
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nuais de história, que tornam a leitura de Moçambique no ano da indepen- do nosso alcance por uns dez anos e - Compreende-se que já tinha mui- Esta evidente preocupação com os jo-
cativante. dência, 1975. A minha mulher e eu so- quase apagada das nossas memórias. guês” é um bom exemplo de como a riamente um tema específico. Aliás, essa tos elementos para os livros antes de vens atraiu o interesse do parceiro da icardo Barradas nasceu em Ma-
Leia-se este trecho como exemplo: Os mos médicos. Então, recém-formados, Terminada a guerra, surgiu-nos a opor- história foi falseada e, à custa de tantas ideia ainda está de pé, quem sabe se um se planear comemorar a data dos 200 edição, o Gapi, que declarou: “As estó- puto em 1948. Concluiu o curso
portugueses filhos de Portugal e do Brasil, fomos colocados no Hospital Central tunidade de reabilitar uma casa em ruí- vezes ser repetida, acabou por ganhar dia se concretizará. anos? rias que Ricardo Barradas aqui partilha de Medicina no ano da indepen-
e famílias, que descendem deles eram cha- de Nampula, um mês antes do dia da nas dentre as centenas então existentes foros de veracidade, com tendência à - Duma pesquisa sobre os elefantes Sim, já tinha lido muito sobre aquela têm o fascínio de nos levar para o tem- dência e trabalhou nos hospitais
mados de reinóis (do Reino de Portugal). independência, para ajudar à recons- na Ilha, quase totalmente destelhada e perpetuação de um conceito que é to- virou-se para a história da Ilha – é ilha mágica e o comércio de marfim po em que, atravessando o Índico, do- centrais das cidades de Nampula, Beira e
É de acreditar que muitos destes descen- trução nacional ao nível da estrutura condenada a desabar. E assim aconte- talmente erróneo. É deveras surpreen- uma transição inesperada… que ali se desenvolveu. Entretanto, em nos de pangaios e caravelas iniciaram a Maputo durante 25 anos, primeiro como
dentes seriam já resultado de mestiçagem. sanitária. ceu, o que nos permitiu passar na Ilha dente como um conceito tão elementar Enquanto investigava esta hecatom- 2016 começou a falar-se das comemo- globalização desta parte do Continente cirurgião geral e depois como cirurgião
Frei Bartolomeu insurge-se contra a in- E o trabalho era mesmo muito... Apesar de Moçambique períodos prolongados e fundamental como este tenha vingado be elefantina, que afinal se estendeu rações dos 200 anos da elevação da Ilha Africano através do controlo da Ilha plástico. Foi médico-chefe provincial de
corporação na cultura dos reinóis filhos disso, não perdíamos uma oportunida- todos os anos, desde os inícios deste no nosso país num período de tempo por quase toda a África, apercebi-me de Moçambique à categoria de cidade e que viria a ser a terra de Mussa al-Bi- Nampula em 1975 e ocupou diversos car-
do país – referindo-se aos descendentes de para ir alguns fins-de-semana visitar século. tão curto. de que foi através da tal ilha mágica, a esse foi o catalisador que me fez com- que. A forma simples e de fácil leitura gos de direcção nos três hospitais referidos.
mistos dos reinóis “puros” - de costumes a nossa colega de profissão, Dra. Filo- A minha residência na Ilha de Moçam- Estes dois livros tentam observar numa Ilha de Moçambique, que tinham sido prometer comigo mesmo de que aquilo como estas estórias nos são aqui apre- Trabalhou também ocasionalmente em
avessos à cristandade, como feitiçarias e mena Barreto, então directora do Hos- bique representou uma vivência próxi- óptica diferente a história contada por escoados para a Índia os milhares de to- que ambicionava publicar há anos, ti- sentadas, despertaram o nosso interesse quase todos os hospitais provinciais do país.
charlatanices, adquiridos nos seus contactos pital da Ilha de Moçambique. Ela ofe- ma e rotineira durante quase 20 anos, outros, tanto quanto possível despida neladas de marfim extraído das vítimas nha agora uma meta. na motivação cultural de uma geração Desde 1977, foi professor universitário na Faculdade de Medicina da Uni-
com indígenas, mouros e indiáticos, num recia a acomodação nas suas instalações, que ofereceu uma maior e mais deta- daquelas características fantasiosas e da carnificina no território que é hoje
versidade Eduardo Mondlane, da qual foi director durante seis anos, tendo
processo de assimilação previsível. Inclu- naquele belo hospital centenário que é lhada abrangência da “essência“ da Ilha, geralmente glorificadoras que acabam Moçambique. A exportação de marfim
também leccionado em diferentes instituições de formação de saúde da-
da sociedade local e das suas culturas e por distorcer a realidade histórica. para a Índia foi o motor da economia
quelas três cidades.
religiões, e especificidades. E as secu- Se há pessoas que possam ficar inco- da Ilha de Moçambique durante sécu-
Depois de reformado dos serviços de saúde, fez uma pós-graduação na
lares presenças históricas de diversas modadas, o objectivo não foi esse, mas los, juntamente com a exportação de
Universidade de Stellenbosch, na África do Sul, tendo adquirido o grau de
culturas que se entrecruzaram num es- apenas olhar a história numa perspec- ouro e escravos, com destinos diversos.
Mestre em Gestão do HIV e SIDA em 2005.
paço tão limitado, espalhadas por toda a tiva que me parece mais realista. O A partir daí, fui espontaneamente con-
O seu interesse pela história de Moçambique vem desde o tempo colonial,
Ilha, tornaram-se desafios à criativida- principal objectivo deveria ser ajudar a duzido à constatação de que os india-
evitar que as nossas crianças recebam enquanto activista da Associação Académica de Moçambique e membro
de, num cenário quase vivo da história. nos exportadores de marfim da Ilha de
ensinamentos adulterados nas escolas. do seu Centro de Estudos Moçambicanos.
Viver na Ilha de Moçambique, circular Moçambique, os baneanes, como lhes
Como intelectual, ficar calado perante “Ilha de Moçambique, estórias da sua história” e “Memória dos elefantes de
pelas suas ruelas estreitas, cruzar com os chamavam os portugueses, exerceram
esta deturpação seria uma agressão ao Moçambique” são os seus primeiros livros publicados.
ilhéus na rua, apreciar o seu rico patri- uma hegemonia económico-financeira
mónio, instiga a curiosidade e ajuda a amor que tenho à minha terra. e marítima durante dois séculos. Em
libertar a fantasia. O macuti e os seus - Fale um pouco da génese destes livros consequência, dispunham do poder * Os livros serão lançados próxima quarta-feira, 28 de Novembro, às 17h30, no
(VFUDYRVWUDQVSRUWDQGRSRQWDVGHPDUÀP habitantes, exsudando antiguidades, Sempre tive vontade de escrever algo efectivo, sem armas, e sem perturbar a Símbolos da antiga cidade de S. Sebastião de Moçambique Centro Cultural Português em Maputo
16
DIVULGAÇÃO
SOCIEDADE
Savana 23-11-2018

COMUNICADO DE IMPRENSA
15 DE NOVEMBRO DE 2018
OSC moçambicanas acusam o Reino Unido e outros doadores de não estarem comprometidos com a boa governação em Moçambique ao
não responsabilizarem as partes responsáveis pela dívida secreta de 2,3 mil milhões de dólares.

(Maputo, 15 de Novembro de 2018) Um grupo de organizações Banks (GSIBs) em países emergentes e em desenvolvimento.
da sociedade civil moçambicana vê a decisão da Autoridade O desequilíbrio de poder entre os GSIBs e os países pobres e em de-
de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA, sigla em inglês) VHQYROYLPHQWRVLJQLÀFDTXHRVFLGDGmRVGHSDtVHVFRPR0RoDPELTXH
de não prosseguir com sanções criminais contra o banco Credit GHSHQGHPGHUHJXODGRUHVLQWHUQDFLRQDLVSDUDLGHQWLÀFDUHHQIUHQWDUD
Suisse pelo seu papel na dívida inconstitucional e ilegal de US falta de responsabilidade e de transparência dos GSIBs.
$ 2,3 mil milhões de Moçambique como evidência adicional de A decisão da FCA de reduzir a acusação contra a conduta do Credit
que a comunidade internacional não responsabiliza os seus pró- Suisse - dez anos depois da Crise Financeira Global causada por má
prios bancos que são responsáveis por esta dívida. JHVWmRGHULVFRSHORV%DQFRV²VXJHUHWDPEpPTXHD)&$DLQGDQmR
Agora questionamos a sinceridade do Reino Unido e de outros aprendeu as lições da Crise Financeira.
doadores e duvidamos do seu real compromisso para com a boa $QRVVDDYDOLDomRpTXHRVSURFHVVRVLQDGHTXDGRVGHULVFRHGHFRQ-
governação em Moçambique. A comunidade internacional res- formidade do Credit Suisse, que contribuíram para a Crise da Dívida
ponsabiliza unicamente o povo e a liderança moçambicanos por GH0RoDPELTXHVmRVLVWpPLFRVHDEUDQJHPWRGRREDQFR$QRVVDH[-
esta dívida e exonera os que estão por detrás dela. SHFWDWLYDpTXHRVUHJXODGRUHVVHMDPPDLVULJRURVRVHEXVTXHPVDQ-
$GHFLVmRWRPDGDSHORyUJmRGHÀVFDOL]DomRGR5HLQR8QLGRp o}HVÀUPHVSDUDJDUDQWLUTXHDVIUDTXH]DVQRVFRQWURORVLQWHUQRVGR
consistente com várias organizações internacionais e agências Credit Suisse sejam devidamente resolvidas.
doadoras que pararam de exigir transparência no caso de dívi- $OpPGLVVRRXWUDFULVHGDGtYLGD QRYDPHQWHLPSXOVLRQDGDSRUFUH-
GDV RFXOWDV 2 QRVVR HQWHQGLPHQWR p TXH H[LVWH XPD LQWHQomR dores privados) está iminente e está já a tornar-se uma realidade em
clara de branqueamento do escândalo das dívidas ocultas, como SDtVHVHPGHVHQYROYLPHQWR3RUWDQWRDIDOWDGHVDQo}HVjFRQGXWDGR
um meio de assegurar benefícios para os credores e condenar o Credit Suisse contribuirá para manter o comportamento predatório
SRYRGH0RoDPELTXHjPLVpULDSHUSpWXD$VRFLHGDGHFLYLOPR- GHVVHEDQFRSURPRYHULQVWDELOLGDGHQRVLVWHPDÀQDQFHLURHGHVHQFR-
çambicana não pode aceitar tal injustiça. UDMDUSHGLGRVHFRQFHVVmRHPSUpVWLPRVUHVSRQViYHLV
Claramente, o governo moçambicano foi uma das partes na dí- A sociedade civil moçambicana está desiludida com o facto de os
vida, mas foi instigado e a dívida viabilizada pelos credores nos reguladores estarem a tratar o caso da dívida ILEGAL de Moçambi-
países doadores que não são afrontados por agências internacio- que, diferentemente do Fundo 1MDB da Malásia - onde são aplicadas
nais e doadores que só culpam os moçambicanos. A sociedade VDQo}HVSHQDLVFRQWUDRVEDQTXHLURVGR*ROGPDQ6DFKV$OpPGLVVR
civil irá, agora, abordar directamente os reguladores, as Nações notamos que os relatórios provenientes do 1MDB serão rastreados e,
Unidas e o G20 para buscar apoio. provavelmente, devolvidos à Malásia.
(VWH&RPXQLFDGRpHPLWLGRSRUFLQFRRUJDQL]Do}HVSURHPLQHQ-
tes da sociedade civil, incluindo uma coligação de OSC que se Acção a realizar
SUHRFXSDPFRPDJHVWmRGHÀQDQoDVS~EOLFDV *)3 GHVHQYRO- Os signatários deste comunicado irão contactar a ONU e o G20, atra-
vimento socio-económico e rural, transparência e prestação de YpV GD $UJHQWLQD FRPR DFWXDO GHWHQWRU GD SUHVLGrQFLD GR * H R
FRQWDV6mRHODV&HQWURGH,QWHJULGDGH3~EOLFD &,3 )yUXPGH Japão como próximo detentor da presidência deste grupo) para apre-
Monitoria do Orçamento (FMO), Mecanismo de Apoio à Socie- sentar as suas preocupações de que a conduta dos Reguladores pode
dade Civil (MASC), Mulher e Lei na África Austral (WLSA) e não apoiar a Agenda pós-Financiamento para o Desenvolvimento
Observatório do Meio Rural (OMR). ))' FRQIRUPHR3ODQRGH$FomRGH$GGLV$EHED
O jornal londrino Financial Times (FT, 11/11/2018) informou 7DPEpPDERUGDUHPRVRVUHJXODGRUHVHJRYHUQRVQR5HLQR8QLGRQD
TXH´RyUJmRGHÀVFDOL]DomRGR5HLQR8QLGRLQIRUPRXDREDQFR Suíça e nos Estados Unidos, pois acreditamos que o Credit Suisse e
que reduziu o caso para uma investigação regulatória”. Enten- outros bancos possam estar violando os padrões do Grupo de Acção
de-se que as sanções máximas para tais investigações são san- Financeira (FATF (sigla em inglês) contra a lavagem de dinheiro. A fal-
ções meramente administrativas, incluindo multas. As sanções WDGHDFomRFRUUHFWLYDDSURSULDGDVySRGHH[SRURVLVWHPDÀQDQFHLUR
administrativas são inadequadas, dada a complexidade e gravi- internacional e, por extensão, a economia global e os vários países, a
dade das alegações contra o Credit Suisse e seus ex-funcionários. maior vulnerabilidade.
$FUHGLWDPRVTXHR&UHGLW6XLVVH MXQWDPHQWHFRPR97%R%13 &RQWLQXDUHPRV D DSHODU D DFo}HV GRPpVWLFDV HP 0DSXWR ² Mi DERU-
3DULEDVHR*RYHUQRGH0RoDPELTXH pF~PSOLFHQDFULDomRGH GiPRV R 3DUODPHQWR H R &RQVHOKR &RQVWLWXFLRQDO TXHVWLRQDQGR D
uma crise da dívida soberana em Moçambique. O fracasso em legalidade da dívida de Moçambique. Continuaremos a mobilizar a
tomar medidas contra o antigo banqueiro do Credit Suisse, An- sociedade civil contra dívidas ilegais. A nossa esperança era que os
GUHZ 3HDUVH TXH IRL UHVSRQViYHO SHODV QHJRFLDo}HV GD GtYLGD reguladores globais fossem solidários com o povo moçambicano e
VREHUDQDHTXHGHSRLVVHMXQWRXDRVIRUQHFHGRUHVTXHEHQHÀFLD- usassem os seus poderes estatutários para responsabilizar as partes
UDPGRVHPSUpVWLPRVLOHJDLVVXJHUHTXHDFRQGXWDLOHJDOLPRUDO envolvidas.
e negligente não foi apenas de funcionários desonestos do ban- Apelamos a outras organizações da sociedade civil (OSCs) noutros
FRPDVVLPSDUWHGDFXOWXUDVLVWpPLFDGR&UHGLW6XLVVH países em desenvolvimento para que permaneçam vigilantes à me-
7DPEpPHVSHUiYDPRVTXHD$XWRULGDGHGH&RQGXWD)LQDQFHLUD GLGDTXHRVVHXVSDtVHVFRQWUDWDPPDLVHPSUpVWLPRVGHFUHGRUHVSUL-
(FCA) do Reino Unido conduzisse um processo transparente e vados. A conduta do sector privado pode representar o maior risco
concedesse às partes afectadas, incluindo à sociedade civil mo- para a prosperidade das nossas nações e povos. É decepcionante sa-
oDPELFDQD H DR 3DUODPHQWR XPD RSRUWXQLGDGH GH DSUHVHQWDU ber que os países em desenvolvimento já não podem contar com um
reclamações sobre o caso do Credit Suisse. Qualquer processo UHJXODGRUSDUDSURWHJHURVQRVVRVSDtVHVGHSUiWLFDVGHHPSUpVWLPRV
que não inclua a participação da sociedade civil moçambicana predatórios.
QmR p VDWLVIDWyULR SDUD PLOK}HV GH PRoDPELFDQRV FXMR IXWXUR
ÀFD FRPSURPHWLGR SHOD FRQGXWD GR &UHGLW 6XLVVH 2 VLJLOR HP Para esclarecimentos, por favor contactar:
torno da investigação, bem como em torno da dívida ilegal, su- Thomas Selemane, OMR, thomselemane9@gmail.com; 00 258 82 42
gere que os objectivos da investigação da FCA são limitados e 84 050
QmRDERUGDUmRIDOKDVVLVWpPLFDVFRPDFRQGXWDGR&UHGLW6XLVVH (GVRQ&RUWH]&,3 edcottez@gmail.com; 00 258 84 95 51 701
em Moçambique e possivelmente em outros países. Jorge Matine, FMO, jorgematine.jm@gmail.com; 00 258 84 67 17 432

Riscos de empréstimos Eurobond


A conduta do Credit Suisse (em concertação com as autorida-
des moçambicanas) ressalta os riscos levantados pelos crescen-
WHVHPSUpVWLPRVHP(XURERQGVSHORGlobal Systematic Important
17
SOCIEDADE
DIVULGAÇÃO
Savana 23-11-2018

MEDIA STATEMENT
15 NOVEMBER 2018
Mozambican CSOs accuse UK and other donors of not being committed to good governance in Mozambique by failing to hold accountable the
parties responsible for the $2.3 billion secret debt

(Maputo, 15 November 2018) A coalition of Mozambican ci- and Developing Countries.


vil society organisations see the decision of the UK Financial The power imbalance between GSIBs and poor, developing countries
Conduct Authority (FCA) will not be pursuing criminal sanc- means that citizens from countries like Mozambique depend on inter-
tions against Credit Suisse for its role in Mozambique’s un- national regulators to identify and address accountability and transpa-
constitutional and illegal US$ 2.3 bn debt as further evidence rency failures from GSIBs.
that the international community will not hold accountable its FCA’s decision to downgrade the complaint against Credit Suisse’s con-
own banks which are responsible for the debt. duct - ten years after the Global Financial Crisis caused by poor risk
We now question the sincerity of the UK and other donors, management practices by Banks – also suggests that the FCA is yet to
and doubt their real commitment to good governance in Mo- learn lessons from the Financial Crisis.
zambique. The international community holds the Mozambi- Our assessment is that Credit Suisse’s inadequate risk and compliance
can people and leadership solely responsible for this debt, and processes which contributed to the Mozambican Debt Crisis are syste-
exonerates those behind it. mic and bank wide. Our expectation is that regulators would be more
The decision taken by the UK watchdog is in line with various stringent and seek firm sanctions to ensure that weaknesses in internal
international organisations and donor agencies that have sto- controls at Credit Suisse are addressed.
pped demanding transparency on the secret debts affair. Our Additionally, another debt crisis (again driven by private creditors) is
understanding is that there is a clear intention of white wa- imminent and is already becoming a reality in developing countries.
shing the debt scandal, as a mean of securing benefits for the Therefore the lack of sanctions on Credit Suisse’s conduct will contri-
creditors and condemning the people of Mozambique to per- bute to the maintenance of predatory behaviour by such lender, to pro-
petuated misery. Mozambican civil society cannot accept such mote instability in the financial system and to discourage responsible
injustice. borrowing and lending.
Clearly the Mozambican leadership was party to the debt, but it Mozambican Civil society is disappointed that Regulators are treating
was instigated and only made possible by lenders in the donors’ Mozambique’s ILLEGAL debt case, differently from the Malaysia’s
countries who are not challenged by international agencies and 1MDB Fund – where criminal sanctions are pursued against leading
donors who only blame Mozambicans. Civil society will now Goldman Sachs Bankers. Additionally, we have noted reports that pro-
directly approach regulators, the UN and G20 to seek support. ceed from 1MDB would be traced and are likely to be returned to Ma-
This statement is issued by five prominent civil society orga- laysia.
nisations including a coalition concerned with public financial
management (PFM), socio-economic and rural development, Action to be taken
transparency and accountability: CIP, FMO, MASC, WLSA The signatories of this statement will be approaching the UN and G20
and OMR (Centro de Integridade Pública, Fórum de Moni- through Argentina (in their Capacity as current G20 Presidency and
toria do Orçamento, Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil, Japan as incoming Presidency) to register our concerns that the conduct
Mulher e Lei na África Austral, Observatório do Meio Rural). of Regulators might not be supportive of post Financing For Develop-
The London Financial Times (FT, 11/11/2018) reported that ment Agenda (FFD) as outlined in the Addis Action Plan.
“the UK watchdog has informed the bank that it has down- We will also approach regulators and governments in UK, Switzerland
graded the case to a regulatory investigation”. It is understood and United States as we believe that Credit Suisse and other Banks
that maximum sanctions for such investigations are adminis- might be in contravention of the Financial Action Task Force’s (FATF)
trative penalties including fines. Administrative sanctions are standards against money laundering. Failure to take appropriate cor-
inadequate given the complexity and seriousness of allegations rective action can only expose international financial system, and, by
against Credit Suisse and its former staff members. We believe extension, the global economy and countries, to the further vulnerability.
that Credit Suisse (together with VTB, BNP Paribas and the We shall continue calling for domestic action in Maputo – we have
Mozambican Government) is complicit in creating a sovereign approached parliament and the constitutional court to challenge the le-
debt crisis in Mozambique. The failure to take action against gality of Mozambique’s debt. We will continue to mobilise civil society
the former banker Credit Suisse, Andrew Pearse, who was res- against Illegal loans. Our hope was that global regulators would stand
ponsible for the sovereign debt deals who then joined the con- in solidarity with Mozambican people, and use their statutory powers to
tractors benefitting from the illegal loans suggests that illegal, hold parties accountable.
immoral and negligent conduct was not just by rogue bank sta- We urge other civil society organisations (CSOs) in other developing
ff, but rather part of systemic Credit Suisse culture. countries to remain vigilant as their countries access more loans from
We also expected that the FCA would conduct a transparent private creditors. The conduct of private sector might pose the greatest
process and grant affected parties, including Mozambican Civil risk to the prosperity of our nations and peoples. It is disappointing to
Society and Parliament, an opportunity to make submissions learn that developing countries can no longer count on a regulator to
on the Credit Suisse matter. Any process that does not include protect our countries from predatory lending practices.
Mozambican civil society’s participation is not satisfactory to
millions of Mozambicans, whose futures are affected by Credit For media enquiries, please contact:
Suisse’s conduct. The secrecy around the investigation, as well Thomas Selemane, OMR, thomselemane9@gmail.com;
as with the illegal debt, suggests that the objectives of FCA 00 258 82 42 84 050
investigation are limited and will not address systemic failures Edson Cortez, CIP, edcottez@gmail.com; 00 258 84 95 51 701
with Credit Suisse’s conduct in Mozambique and possibly in Jorge Matine, FMO, jorgematine.jm@gmail.com; 00 258 84 67 17 432
other countries.

Risks of Eurobond lending


Credit Suisse’s conduct (in concert with Mozambican Autho-
rities) underscores risks posed by increased Eurobond lending
by Global Systematic Important Banks (GSIBs) in Emerging
OPINIÃO
18 Savana 23-11-2018

Cartoon
EDITORIAL
A matequenha que
paralisou um monstro
T
odos os dias não nos esquecemos de nos fazermos lembrar de que Moçambi-
que é um Estado soberano, e que deve, por isso, merecer o respeito de todos
os outros. Mas a soberania deve ser muito mais do que o simples facto de ter
um território, uma bandeira, um hino nacional e um governo.
Ela, a soberania, deve ser nutrida com várias doses de prestígio, que muitas vezes se
revela pela solidez e actuação das instituições que corporizam um Estado.
E nesta última semana, a soberania e o prestígio de Moçambique foram testados
até a um limite que trouxe ao de cima fragilidades que até muito recentemente só
poderiam ser produto da fertilidade da imaginação humana.
Quando o sistema financeiro de um país se revela tão vulnerável como o nosso se
revelou esta semana, há muitas perguntas que só não requerem respostas porque, de
facto, a nossa permissibilidade se tornou tão banal que nunca exigimos contas a nin-
guém, que aceitamos qualquer desculpa de pessoas cuja função é fazerem as coisas
acontecerem, e não necessariamente ocupar-nos com subterfúgios para justificar a
sua incapacidade.
E as consequências dessa ausência de diligência não foram ainda contabilizadas na
sua totalidade, para que se tenha uma dimensão real do quanto o colapso do nosso
sistema financeiro, durante cinco dias, custou ao país e de tal rotineiras que as expli-

O surto psicótico
cações se tornaram, que nunca chegaremos a esse ponto.
Desde o virar do século que se tem vindo a imprimir uma nova dinâmica no sistema
financeiro nacional, com o surgimento de mais e mais bancos, quase todos dando
uma resposta unânime aos desígnios da inclusão financeira propalada pelo gover-
no. O banco central foi se desdobrando em apelos para que os cidadãos aderissem

T
cada vez mais a uma economia plástica e electrónica, pressupondo a realização de
ive um pesadelo: as caixas que era uma comunista radical. As ta- acções da esfera política. Os seus ins-
complexas transacções financeiras em que o dinheiro se tornava um produto virtual.
ATM transformavam-se em tuagens foram acrescentadas digital- trumentos seriam a opinião pública
Houve uma adesão massiva a esse chamamento, de tal modo que, também cientes
gelatina e os cartões, devido à mente na foto, preocupante é a falta e a sociedade civil nas suas diversas
dos perigos que representa o facto de andarem carregados de dinheiro vivo, muitos
sua dureza, trepanavam o siste- de bom senso que leva as pessoas a instituições e formas de mediação.
cidadãos passaram a acreditar que até poderiam viajar para qualquer parte do mundo
ma bancário, impedindo-o de realizar engolir mentiras tão primárias. Mas a sua acção é muito mais ampla
só com a sua carteira cheia de cartões. Tudo parecia normal, e uma maravilha, uma
a mais simples operação. As crianças Há já quem chegue a perguntar a si do que a influência política: a esfera
dádiva dos avanços tecnológicos que tiveram o seu despontar no século passado, e
corriam para as ATM de colher em mesmo se o capitão  Jair Bolsonaro, pública, de que media são um dos
que se tornaram mais aperfeiçoados no novo século.
riste e os pais ficavam em agonia. que conseguiu 57 milhões de votos suportes, é uma espécie de regulador
Esse paradigma prevaleceu até ao dia 16 de Novembro de 2018, quando todos se
Acordei num susto. nas urnas, existe realmente ou é uma não-declarado de algumas noções ci-
aperceberam de que estavam a viver uma grande ilusão. Pessoas que acordaram com
Readormeci e tive um sonho mais miragem. Coloca-se em dúvida até vilizacionais e um incrementador de
planos de realização de transacções muito simples, ficaram a saber que o seu poder
risonho: erguia-se uma ponte de gelo mesmo que tenha sido esfaqueado. mercados culturais para o consenso e
não tinha qualquer valor. Para os que por diversas razões se encontravam fora do
país, tornaram-se de repente vulneráveis, perante necessidades inadiáveis e incon- entre Maputo e Catembe e a quem Bom, no fim do século XIX houve um o conhecimento. Se só há a dimensão
tornáveis, mas para as quais não tinham respostas. conseguisse lá chegar antes que o gelo livro muito lido em França que punha política, como acontece em Moçam-
Se o colapso em si já é suficientemente stressante, a ausência de uma explicação derretesse era atribuído um DUAT em dúvida que Napoleão Bonaparte bique, a esfera pública fica coxa.
sobre o que estava a acontecer, por parte de quem de direito, tornava o desespero sobre uma parcela de terreno em Sa- tivesse existido. O livro demonstrava, Em 2007 tive de discutir numa aula
ainda maior. lamanga, a suficiente para lá implan- numa armação lógica irrefutável, que se seria possível, como sugeria uma
Essa explicação oficial só viria a surgir mais de 48 horas depois, mas por essa altura, tar um igloo gigante para acolher um Napoleão fora um mito em que toda a reportagem da STV, a uma jovem da
a “Rádio Boca” já se encarregara de transmitir a informação, com todas as nuances casino. gente embarcara de forma alucinató- periferia ter parido um bule e duas
possíveis de imaginar. Mas a realidade não deve confundir- ria. A contrariedade de tal argumento chávenas. Num país desenvolvido,
Nesta explicação, que se pode considerar semi-oficial, até o termo “chantagem” che- -se com os sonhos. Quando não dis- exuberantemente bem montado era com uma rede de publicações científi-
gou a ser utilizado. O país estava a ser alvo da habitual “chantagem” por parte de tinguimos entre o que sonhamos ou que a realidade lhe resistia. cas, esta reportagem seria impossível à
quem estaria supostamente a agir de má-fé. Para o lado passaram todas as questões imaginamos e a realidade acontece Igualmente para os Historiadores re- cabeça porque o conhecimento médio
contratuais que estavam no cerne de uma disputa não resolvida em tempo útil. Mas um surto psicótico. visionistas o Holocausto nunca exis- científico exporia ao ridículo o jorna-
de explicações sobre fracassos, sobre processos intransparentes de gestão, estamos Leio uma reportagem sobre as fake tiu. Que pena quase sete milhões de lista e o editor que embarcou em tal
mesmo calejados. Não é novidade, para nós, o omnipresente fantasma dessa invisível news que circularam no Brasil, nestas vítimas insistirem em contrariá-los! sensacionalismo.
“mão externa”. últimas eleições; demonstra-se que, Na corrente das fake news advém dois A existência de uma esfera pública é
E quando finalmente a comissão parlamentar do plano e orçamento convocou o dizia o dramaturgo Nelson Rodri- níveis de negação do real: um deli- o que permite uma grelha de critérios
banqueiro do Estado para perceber melhor a dimensão do problema, ficamos a sa- gues, só a estupidez é eterna. E à es- berado, perverso, de sobreposição de exteriores a nós, a qual serve para me-
ber que o causador de todo este problema, a lusitana Bizfirst, era uma empresa de tupefacção segue-se o temor: o poder uma mentira sobre a experiência do dirmos a pertinência e legitimidade
pequena dimensão, sem expressão no mercado, e que o único contrato de prestação pode imbecilizar-nos e gerar de facto vivido e que é subsidiária do mal e a do que pensamos e fazemos, à luz de
de serviços que tinha era com Moçambique. A melhor designação que a ela se podia surtos psicóticos. outra, inconsciente, por falência cog- uma perspectiva de valores compara-
dar era a de “terroristas cibernéticos”. Negociar com estes “terroristas”? Nem pensar; Uma das fake news dava como certo nitiva e ignorância. A esta, uma apos- tivos. Sem isto estamos entregues às
há soluções em carteira, para daqui a um mês, na melhor das hipóteses. Como se que os governos do PT distribuíam ta na educação poderá minorá-la, a nossas crenças, que em 99% dos casos
todo esse palavreado fosse de alguma utilidade para ajudar a resolver o problema que tetinas para os biberões nas materni- outra deve ser objecto de penalização nos encaminha para a idiotia.
se tinha pela frente. dades e creches que tinham a forma legal, como já acontece na Itália e na Se escrevo um romance, este não é
Muitos dos que vivem fora dos principais centros urbanos moçambicanos estão de pénis – pirilaus de borracha. Era Alemanha. bom ou mau porque assim o decidi
familiarizados com um bichinho chamado matequenha. Apesar do seu tamanho inacreditável a imagem do biberão E isto leva-nos à necessidade de uma mas em comparação com milhares
diminuto, quando ele se aloja nos pés, provoca uma dor enorme que pode impedir a com uma pila e a sugestão de que os esfera pública e à institucionalização de romances da história da literatura,
pessoa de se movimentar à vontade. bebés eram treinados na sucção das de mediações. Quando eu recebo uma ponto. Sem eu medir o meu romance
A Bizfirst pode ser comparada a uma matequenha que se alojou no corpo de um glandes, exercício que, imaginavam mensagem no wattsapp ela chega-me com os de Proust, por exemplo, o meu
país que é quase nove vezes maior que o tamanho do país da sua origem. Mas não os crédulos, multiplicaria exponen- sem mediação. A mesma mensagem critério é falho.
foi por isso que deixou de causar os danos que causou à economia moçambicana. cialmente a homossexualidade. Pode difundida por um jornal sério passou Seria esta uma das funções da crítica,
Moral da história: quando se está perante um problema, a solução é resolvê-lo por o humano chegar tão baixo na indi- antes por um crivo que a confirma ou regular, meter em perspectiva, com-
todos os meios possíveis. Nenhum subterfúgio ou autovitimização, para justificar gência mental que acredite nisto? Isto desmente, antes de ser disponibiliza- parar.
incapacidade ou incompetência, será um antídoto válido. devia-nos fazer pensar no que seja tal da. Quando não existe uma esfera pú-
E foi precisamente isso que os bancos comerciais fizeram. Ignoraram a irredutibili- entidade abstracta: o povo. A esfera pública funciona como um blica que sirva de anteparo e filtro
dade e petulância do seu regulador e negociaram com a Bizfirst, para que se encon- No segundo fake news apareciam ima- regulador homeostático. os factos dão-se sempre em excesso
trasse uma solução. Com essa acção, numa clara demonstração da sua capacidade de gens de Manuela D’Avilla, a vice-pre- Para Habermas, e sob uma perspec- sendo natural que face ao seu caudal o
liderança, repuseram sobre o sistema financeiro moçambicano a credibilidade e fia- sidente de Haddad, com tatuagens. tiva normativa das sociedades de- espírito se sinta presa de vertigem. Aí
bilidade que tanto necessita para que este país continue a prosperar. Talvez venham a Sobre o coração estaria uma de Che mocráticas, a esfera pública designa agarramo-nos desesperadamente às
sofrer multas por esse acto de tamanha desobediência. Mas esse é um outro capítulo Guevara enquanto o braço esquerdo a visibilidade da discussão, a partir crenças pessoais, mesmo que imbecis,
mostrava Lenine: ficava demonstrado do escrutínio público dos actores e e despontam os surtos psicóticos.

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OPINIÃO
Savana 23-11-2018 19

Engajamento político e redes sociais da Internet


em Moçambique: propostas para início de debate?
Por Dércio Tsandzana

P
odemos iniciar o pre- Cidadão, entre outros), pese essa 1. Entendemos que numa era sociais, uns com maior visi- ser causadoras da divisão di-
sente ensaio colocando a tendência esbarre na existência em que, nas chamadas ‘’de- bilidade propagandística do gital. Ademais, a inexistência
hipótese segundo a qual de uma estrutura de governação mocracias eleitorais’’, cresce que os outros. de dados desagregados (ida-
a internet tem estado a que é mera disseminadora de o descrédito sobre o modelo de, região e género) sobre os
mudar a forma como nos comu- informação e provedora de ser- de participação tradicional, 2. Por conseguinte, facto cons- usuários da Internet no país,
nicamos na sociedade. Essa di- viços - sem espaço para um diá- a motivação para aderir aos tatado através da nossa torna a nossa tarefa sensível
nâmica possibilita o surgimento logo que possibilite a interacção processos políticos por in- presença na qualidade de em abordar este tópico alia-
de novas e efervescentes formas com os governados e o retorno termédio do voto mostra-se observadores em diferentes do ao facto da mesma Inter-
de intervenção dos cidadãos na (feedback). como aquela em que tende a espaços de interacção nas net ser de acesso oneroso e
registar menores índices. Por redes sociais da Internet qualitativamente baixa para
esfera pública, para além do tra-
Neste texto podemos entender exemplo, em Moçambique a nos faz afirmar, com a de- os usuários.
dicional mecanismo de partici- vida reserva, que nem todos
por engajamento político como abstenção passou de 13% em
pação através do voto. De facto, os cidadãos moçambicanos
“(...) toda a actividade realizada 1994 para 52,6% em 2014 Colocados os dois pressupostos
em vários países de África, tais possuem igual socialização
por cidadãos de forma privada (dados das eleições gerais). acima, não pretendemos de todo
como África do Sul, Nigéria e política para participarem
ou colectiva, cujo objectivo visa Porém, apesar do incremen- afirmar que as redes sociais da
Quénia, é notório que a internet influenciar a selecção dos go- to participativo nas recentes em processos de tomada de Internet não sejam modelado-
e, por conseguinte, as redes so- vernantes políticos e/ou as ac- eleições (60,1%), não nos é decisão e mobilização po- ras de engajamento político em
ciais têm permitido a promoção líticas. Aliás, os que se in-
ções que tomam” (Verba e Nie, permissível concluir que essa Moçambique, pelo contrário,
de fóruns e iniciativas que vão teressam por questões de
1972:2). Contudo, alguns estu- tendência deveu-se às redes entendemos que elas possuem
desde a realização de manifes- governação constituem, na
dos nos mostram que não é so- sociais da Internet, mesmo um potencial participativo que
tações, emissão de opinião por sua maioria, um nicho loca-
mente de aspectos positivos que que se tenha constatado a lizado de cidadãos que teve vai merecer atenção nos próxi-
intermédio de plataformas digi- são feitas as redes sociais da In- extensão e promoção do mo- mos tempos, sobretudo para as
antes alguma forma de ac-
tais, sondagens de opinião, bem ternet, pois prevalecem críticas delo de participação através eleições gerais de 2019. Porém,
ção política no espaço offline,
como a realização de petições sobre a real capacidade destas do voto, uma vez que regu- seja em organizações juvenis ficou evidente que nos faltam
ou mesmo de ocupações - boi- serem um espaço que possibili- larmente as redes sociais fo- ou estudantis. Essa realidade dados aprimorados para estabe-
cotes. te o engajamento dos cidadãos ram usadas exactamente para nos faz pensar que para o lecer uma relação entre as redes
(ver, por exemplo Evgeny Mo- mobilizar os cidadãos para caso de Moçambique as re- sociais e o/a aumento/diminui-
Moçambique, não sendo uma rozov – The Net Delusion: The as eleições, facto verificado des sociais da Internet ainda ção do engajamento político no
ilha, não escapou à realidade Dark Side of Internet Freedom, com a partilha de mensagens representam uma desigual- país, embora não excluamos a
acima descrita, pois constata- 2012). Mesmo reconhecendo e apelos que procuravam dade de oportunidades para ocorrência de uma “onda cívica
mos que nos últimos anos cres- essa realidade, o presente ensaio mobilizar os cidadãos (na serem tomadas como gené- on-line’’ que não poderá ser tra-
cem diferentes iniciativas que opinativo pretende discutir as sua maioria jovens) para a ricas, dada a sua incipiente vada no país, facto que os acto-
tendem a promover acções de possibilidades do engajamento sua participação nas recentes abrangência social e geográ- res políticos já tomaram como
engajamento político dos ci- político na era das redes sociais eleições em Moçambique, o fica no país - podendo assim consciência.
dadãos (na sua maioria jovens em Moçambique, através de que por extensão se viu tam-
presentes nos grandes centros dois elementos basilares, no- bém nos principais partidos
urbanos – Movimento Activis- meadamente: a motivação e a concorrentes que agiganta-
ta Moçambique, Txeka/Olho do socialização políticas. ram a sua presença nas redes

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604
Uma coleção internacional [30]
Uma coleção internacional [27]
Passeio pela cratera lunar
Andrei Gregorivich Nikolaiev
A
nossa conversa da semana ano ou em finais do ano passa- los Santana ao encontro da Mafa-
passada acabou de forma do. Continua vivo o irmão dele, lala, chegou o Belmiro Simango,
abrupta, como deves ter o André Cabaço, que está a vi- que, a jogar básquete pelo Maxa-
reparado. Culpa minha. ver há muito tempo em Portugal, quene, foi campeão africano. De
Entrei em colapso alcoólico, ou, mas continua a surpreender-me jeito molengão, jeito mulato – ou
como diria a minha saudosa nora, com canções novas, num changa- mestiço, como queiram dizer –, ao
apaguei. Mas vamos continuar. O na puro, num ronga puríssimo, e lado dele estava o Hélder Nhan-
que eu queria dizer é que, antes de com uma poesia que não deixo de damo, do clã do mesmo nome,
atravessar a Avenida Angola ou admirar.
que também criou um filho cha-
Chegaram eles, chegou também
abandonar o restaurante Vasco da mado Cláudio Nhandamo.
outra figura inigualável da Mafa-
Gama, chegou à nossa companhia Estávamos nessa, quando nos
lala, que é o Kharambas, que foi
o duo Cabaço: o João Cabaço e o um dos maiores jogadores de fu- surpreendeu a presença da maior
André Cabaço. tebol de Lourenço Marques, para e melhor dançarina de marra-
O João Cabaço tinha uma voz quem se lembra. Na companhia benta de Lourenço Marques e de
de uma versatilidade inigualável dele vinham o quarentinha e o todos os tempos, a Muchina. E
e gravou músicas que até hoje Mandoviana. então acabei o meu passeio pela
continuo a ouvir com muito pra- E depois, como se não bastassem Mafalala com o Carlos Santana
zer. Digo “tinha” porque o João o sonho, a ternura e esse prazer e a Leia Tchembene, a cantar e a
Cabaço já morreu. Morreu neste grande que tinha, de levar o Car- dançar Elisa Gomara Saia.
OPINIÃO
20 Savana 23-11-2018

O Império contra-ataca: O Brexit do Rei Carlos


Dos Santos versus Lourenço
João Carlos Barradas*

P
ouco de bom reserva o Brexit para o septua- los trabalhistas de Tony Blair, que instituiu o Par-
genário príncipe de Gales que, no dia em lamento Escocês em 1998, ameaça, por seu turno,

N
que ascender ao trono, arrisca acabar asso- converter-se em confronto de poderes com os na-
uma velha república das bananas, este que Lourenço só não fez isso porque atrasou a ciado à dissolução do Reino Unido legado cionalistas a forçarem um segundo referendo sobre
seria o momento para José Eduar- aprovação do Orçamento. Aqui sempre se co- por Isabel II. a independência com promessa de encetarem ne-
do dos Santos ( JES) fazer sair uns Theresa May, caso resista a um eventual desafio gociações para aderir à União Europeia.
mentará que as receitas só enchem os cofres
pela liderança do Partido Conservadores, claudica- É concebível que os nacionalistas consigam superar
tanques e uns canhões das casernas do Estado se as despesas não forem maiores. rá ante a rejeição pelo Parlamento de Westminster os resultados do referendo de 2014 quando apenas
e afastar João Lourenço com um pronuncia- Depois, JES dedicou-se a ilustrar como esta- do projecto de acordo negociado com 27 Estados 44,7% do eleitorado se pronunciaram a favor de
mento militar, enquanto o general se encon- va a economia no final do seu mandato para, da União Europeia. um governo independente em Edimburgo e, con-
trasse preso na barriga do avião que o trans- obviamente, vincar o contraste com os pro- Nenhum putativo candidato à chefia dos conserva- sequentemente, pela manutenção do Tratado de
porta para Portugal. blemas que ela vive nos tempos de Lourenço. dores apresenta alternativas para uma renegociação União dos reinos da Escócia e Inglaterra de 1706.  
JES não tem tropa ou não tem fôlego para com Bruxelas que possam ser aceites pelos 27 antes As reformas institucionais que desde a década de
JES referiu que, apesar da redução do preço do final de Março do próximo ano.      1990 concederam poderes administrativos a auto-
a fazer sair dos quartéis, por isso optou por
do petróleo bruto até aos 38 dólares, manteve Jeremy Corbin, por sua vez, aposta numa maioria ridades locais, com destaque para Londres (2000)
fazer uma aparentemente amena conferência
sempre a economia debaixo de controlo, não trabalhista em eleições antecipadas e na quimera e Manchester (2011), vão, por sua vez, passar pelo
de imprensa em que se defendeu, atacando teste do confronto com o governo central, mas uma
desvalorizando a moeda (piada à desvalori- de um Brexit em que o Reino Unido gozaria das
publicamente, pela primeira vez, João Lou- actuais prerrogativas do mercado único. clivagem brutal está já patente.
zação acentuada e, possivelmente, desastrada
renço. É este o panorama e não há volta a dar.   “Ter mão nas coisas”, “decidir”, “retomar o con-
A verdade é que a conferência de imprensa de levada a cabo por Massano, governador do trolo”, foram palavras de ordem que confortaram
JES deixa duas marcas fundamentais: trata-se BNA), pagando a tempo e horas à função um nacionalismo inglês em 2016, a grande força
pública, incluindo o 13.º mês, mantendo o Muda a discussão que levou ao triunfo do Brexit, desorientado por
da primeira invectiva amplamente publicita- Antes de o ano chegar ao fim a discussão já se terá
poder de compra através da indexação gra- décadas de transformações ofensivas do orgulho
da do antigo presidente contra o novo; ataca centrado nos termos práticos da aplicação das re-
dual dos salários à inflação, garantindo a cesta imperial.
o ponto fraco de Lourenço, onde se estão a gras da Organização Mundial do Comércio e de A emigração oriunda dos despojos do Império a
sentir presentemente as maiores dificuldades básica, e baixando a inflação em seis meses. compromissos pontuais sobre os termos para cir- partir dos anos 50, a perda de prestígio na crise do
e onde a equipa de Lourenço revela extrema E concluiu sublinhando que no seu tempo culação e residência de cidadãos britânicos e dos Suez em 1956 quando Washington travou veleida-
incompetência e falta de visão: a economia. havia uma relativa estabilidade na economia 27, cooperação policial e judiciária e negociações des militares de Londres e Paris, a difícil reconver-
bilaterais. são do Welfare State e a polarização social trazida
JES começou por explicar que, quando aban- nacional.
O desconcerto da política britânica em que fracas- pelo liberalismo conservador de Margaret Tatcher
donou o poder, não havia falta de dinheiro Este não é o tempo de desmontar as afirma- saram todas as promessas da campanha de 2016
no tesouro angolano, e deu várias explicações deixaram marcas.
ções de JES. É o tempo de dizer o que elas pela ruptura com a UE irá exacerbar as tensões
A truculenta relação entre Londres e os parceiros
para isso. significam. E significam duas coisas: sociais, regionais e etárias patentes nos resultados
continentais, as reivindicações separatistas e so-
Em primeiro lugar, o défice público era finan- Dos Santos chama mentiroso e incompetente do referendo.
beranistas no Reino Unido, mais fossa fizeram à
ciado por títulos do tesouro comprados pe- No País de Gales, onde 52,5% dos eleitores opta-
a João Lourenço. Mentiroso por ter afirmado imagem tradicional da Inglaterra serena, senhora
los bancos comerciais. Quer isto dizer que o ram pela ruptura, os efeitos políticos de um Bre-
que encontrou os cofres vazios, quando eles de si e impositiva.
xit desordenado poderão demorar algum tempo a
governo emitia papel através do qual os ban- estavam suficientemente abonados. Incom- fazer-se sentir na Assembleia Nacional criada em  
cos lhe emprestavam dinheiro a juros. E que, petente porque herdou uma economia es- 1998, mas o primeiro-ministro do governo de Car- A ronda dos tristes
naturalmente, bastaria prosseguir esta prática diff, o trabalhista Carwyn Jones, vai dizendo nunca Numa manobra clássica de pressão, Madrid, fe-
tabilizada e controlada e deixou que esta se chadas as negociações entre Bruxelas e Londres,
para se continuar a ter dinheiro. Se isto era ter visto tamanha crise política.
descontrolasse e desestabilizasse. veio reclamar esta semana que ficasse expresso no
assim, temos um problema bem grave na re- As maiorias pela permanência na UE registadas
Neste momento, é no fracasso económico de em Junho de 2016 na Escócia (62%) e na Irlanda projecto de acordo o direito soberano de Espanha
lação entre as finanças públicas e a solvabili- negociar em exclusivo com o Reino Unido o esta-
João Lourenço que JES aposta. Os problemas do Norte (55,8%) auguram, entretanto, o pior para
dade da banca angolana, o qual merece estudo tuto de Gibraltar.
económicos levarão ao descontentamento po- a unidade do estado.
aprofundado. Os Acordos de Paz de Belfast de 1998 e a institui- O ministro dos Negócios Estrangeiros de Ma-
Em segundo lugar, afirmou JES, existiam pular que afastará João Lourenço. Segundo os
ção da Assembleia da Irlanda do Norte (suspensa, drid, o catalão, Joseph Borrel, afirmou, de resto,
as reservas do Banco Nacional de Angola anti-lourencistas, já não são precisos tanques estar muito mais preocupado com a integridade do
por sinal, desde Janeiro de 2017) e do Executivo
(BNA), que montariam a 15 mil milhões de para o afastar: basta a revolta das zungueiras, de Stormont abriram condições para a legitimação Reino Unido do que com a unidade de Espanha,
dólares norte-americanos. Resta saber quan- dos comerciantes, dos funcionários públicos, de novas entidades políticas com capacidade para aludindo à questão da Irlanda do Norte e ao nacio-
de todos os que foram afectados pela crise negociar com Dublin e Londres. nalismo escocês.
tos destes milhões foram “acomodados” em
económica. A controvérsia acerca da unificação da ilha ou a  “Mais cedo se desintegra o Reino Unido do que o
bolsos privados imediatamente antes da saída
manutenção dos seis condados no Reino Unido da reino de Espanha”, asseverou o ministro socialista.
de cena do antigo presidente. Começou o duelo entre o novo e o antigo
Grã-Bretanha e Irlanda criado em 1801 e imposto É ironia amarga para um Reino Unido em bolan-
Finalmente, Dos Santos explicou que as presidentes, e no seu centro estão a economia por Londres à maioria católica assumirá contornos das, uma Espanha dividida e uma União Europeia
receitas do Orçamento Geral do Estado e as finanças. muitos mais virulentos a partir do próximo ano. sem norte.
(OGE) permitem sempre encher os cofres, e (makaangola.org) A chamada devolução de poderes, promovida pe- (jornaldenegocios.pt)

SACO AZUL Por Luís Guevane

Feitos e rupturas
A
problemática dos feitos na gover- jornais de referência mundial ou mesmo na gurou a sua ponte-cartão de visita e não muros. “marca” deste e daquele Papa quando nos
nação é incontornável. É como abertura dos telejornais mais sérios do plane- Se assumirmos que em qualquer governação o remete aos fabulosos valores ganhos pelos
se houvesse um desafio de não ta. Quando não se encontra nesses lugares de que está em causa são os feitos de cada um, que jogadores de basquetebol que poderiam
“passar pelo poder” sem lá deixar destaque, no mínimo, está em alguma página podem ou não coincidir com a “marca” deixa- ser úteis na eliminação da fome, na cura
evidências indeléveis do seu rasto. No caso desse mesmo jornal ou em algum momento do da, olhando para Moçambique diríamos que a de doenças, na minimização do sofrimen-
de Moçambique, parece não preocupar a telejornal. Continua-se a ouvir: Trump não ser- ponte Maputo-Catembe é, por enquanto, mais to dos que não têm um tecto onde dormir,
questão da continuidade dos planos do ve, Trump é louco, Trump tem razão o mundo “marca” do que propriamente um “feito”. Será etc. Ou seja, quantas estradas secundárias
governate cessante, por mais organizados é que é hipócrita, Trump privilegiou muros em um feito se não se tranformar num elefante e terciárias, postos de saúde, campos des-
e pertinentes que os mesmos se mostrem. vez de pontes, etc. Mas América é outra coisa. branco. Muitos podem não gostar do grande portivos, quantas escolas equipadas conve-
O que está em causa é mesmo a promoção Do poderio militar ao diplomático, passando empreendimento por não se simpatizarem com
nientemente teríamos no lugar da ponte
da imagem do indivíduo que acaba de se pelo poderio financeiro, vinca na mente dos po- o cidadão visionário que, de facto, sonhou e
Maputo-Catembe? As contas já foram
sentar. Para tal, nada melhor que algo que vos a existência de uma hierarquia que coman- materializou o grande empreendimento (poli-
feitas e publicadas. Como fazer quando
provoque estranheza e uma mistura de de- da as relações entre os Estados e Nações, onde tiquice à parte).” Maputo-Catembe” por pouco
bate e repúdio. As rupturas são necessárias. em simultâneo desejamos a “cerveja” e o
a águia, do alto, hegemónica, com a sua visão não foi baptizada com o seu nome. O grande
Novas abordagens e novas maneiras de fa- controla os movimentos que selecciona e que problema esteve (ou está ou estará) suposta- “bloco”? Aqui a reclamação ou a chamada
zer os caminhos do desenvolvimento são atribui alguma importância. Mesmo passando mente nas avultadas somas envolvidas para a de atenção feita pelos cidadãos é válida no
um desafio inevitável. Repetir que o maior bem longe, qualquer animal, qualquer mamba, “marca” pessoal em detrimento da marca nacio- sentido da inclusão no debate sobre as de-
desafio é a mudança de mentalidade dos evita dar nas vistas. Essa águia predadora não se nal. Olhar para o valor total da ponte na pers- cisões mais importantes do País. Mas isso
colaboradores e até mesmo do eleitorado alimenta de amizades, mas de interesses. O jo- pectiva algo titubeante de “uma cerveja, um também não aconteceu no “debte a dois”
também entra nessa equação. vem Presidente norte coreano sabe muito bem bloco” tem o seu mérito, pois chama à atenção sobre a guerra e a paz em Moçambique.
Trump conseguiu e consegue fazer isso disso. A União Europeia continua a aprofundar da opinião pública para a valorização da pla- Questões de estratégia na resolução dos
da melhor forma possível. Aparece quase os seus conhecimentos sobre a águia. nificação enquanto envolvimento democráti- problemas da Nação ou a necessidade de
que regularmente na primeira página dos Diferentemente de Trump Moçambique inau- co. Entretanto, não faz mais do que lembrar a capitalização de um feito?
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Savana 23-11-2018 21
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22 Savana 23-11-2018

Depois da vitória dos “Mambas” sobre os “Chipolopolo”, “Mambinhas” de sub-23 eliminam eSwatini e passam para segunda eliminatória

Xavier ganha nova vida!


Por Abílio Maolela

O
seleccionador nacional de Com a vitória sobre a Zâmbia, Mo- Um resultado que não apa-
futebol, Abel Xavier, vive, çambique reacendeu a esperança de ga o passado
por estes dias, uma nova marcar presença no CAN-2019, Entretanto, a segunda vitória con-
vida, depois de “abafar” a ocupando, neste momento, a ter- secutiva sobre a Zâmbia, em 21
crítica pública e reacender as espe- ceira posição com sete pontos, atrás confrontos (15 vitórias do adver-
ranças dos mais de 28 milhões de da dupla Guiné-Bissau e Namíbia, sário e quatro empates), não apaga
moçambicanos de verem a sua se- que soma oito pontos, na primeira o passado recente sobre o desem-
lecção a marcar presença na Copa e segunda posição, respectivamente, penho da selecção nacional nesta
Africana das Nações (CAN), a ser depois de terem empatado sem go- campanha que, no entender de al-
disputada nos Camarões, em 2019 los, na última jornada. guns desportistas, neste momento,
ao vencer a Zâmbia (1-0), em jogo Aliás, foi devido a este resultado, a equipa técnica já devia estar fo-
pontuável para a quinta jornada. que a nossa selecção passou a de-
Outrossim, por ter qualificado a calizada na preparação do CAN e
pender de si para marcar presença

Naita Ussne
selecção sub-23, para a segunda não na qualificação para esta prova.
naquele país francófono, cabendo- O facto é que os “Mambas” tiveram
eliminatória de acesso ao CAN da -lhe apenas a missão de ganhar a
categoria, a ser disputada, igual- todas as condições para garantir
7DOFRPRPXLWRV$EHO;DYLHUVRQKDFRPDTXDOLÀFDomR sua congénere da Guiné-Bissau, a qualificação antes do fecho da
mente em 2019, no Egipto.
que procura apenas um ponto para fase de qualificação e sem precisar
às Maurícias (1-0), em 2016, na dias, que lhe levaram a convocar garantir a sua qualificação. O jogo de combinar resultados das outras
O momento chega dois meses de- última jornada das qualificações ao uma conferência de imprensa, onde entre as duas nações dos PALOP selecções, com destaque para a Na-
pois de o técnico luso-moçambica- CAN-2017. apareceu com uma estatueta de (Países Africanos de Língua Oficial
no ter atravessado um dos piores míbia com quem perdem no con-
Por isso, o triunfo, garantido, na se- boxe, para se defender dos apelida- Portuguesa) está agendado para o fronto directo.
momentos, desde que assumiu o gunda parte, por Reginaldo, avan- dos “apóstolos da desgraça”. dia 22 de Março de 2019, na capital Depois da vitória sobre a Zâmbia,
comando técnico da selecção na- çado do Kukësi, da Albânia, aliviou “Fizemos uma confrontação saudá- guineense, Bissau. em Ndola, Moçambique teve dois
cional de futebol, ao perder dois a pressão sobre Abel Xavier, que viu vel com o grupo sobre o que acon- Embora faltem quatro meses para jogos consecutivos, em casa, e uma
jogos e empatar outro em três jogos a sua continuidade em risco, depois teceu nos jogos anteriores e o jogo a realização da partida, o seleccio- dupla jornada com a equipa “mais
consecutivos referentes à fase de de um empate (contra a Guiné- retratou o que fizemos nos treinos”,
qualificação para a maior prova de nador nacional disse ser impor- fraca” do grupo, porém, somou um
-Bissau) e duas derrotas (frente à disse aos jornalistas, no final do
futebol africano. tante que os jogadores dêem uma ponto, fruto de um empate frente
Namíbia), nos últimos dois meses. jogo, num tom suave e sereno, uma
Eram quase 17:30 horas, quando boa resposta ao nível dos clubes, de à Guiné-Bissau e duas derrotas pe-
A estes desaires juntavam-se as característica pouco habitual.
o árbitro tswana, Joshua Bondo, modo a que possam merecer con- rante a Namíbia.
três últimas péssimas participações “Encaramos com normalidade as
apitou pela última vez, no Estádio fiança da equipa técnica. Assim, em casa, a selecção nacio-
na Taça COSAFA e a eliminação críticas. Não demos nenhuma res-
Nacional do Zimpeto, colocando precoce e caseira da corrida ao posta aos críticos. Fomos dominan- Por sua vez, o defesa moçambicano, nal somou quatro pontos, dos nove
uma pausa no sofrimento de um CHAN-2018. tes em todos os jogos e devemos Zainadine Júnior falou da necessi- possíveis, um desempenho muito
país, que, durante dois meses, viveu São resultados que, associados à analisar como sofremos os golos dade de haver jogo de controlo, de negativo, no grupo. A Namíbia so-
uma verdadeira agonia, ao ver quase avaria no sistema de pagamentos na dupla jornada com a Namíbia modo a permitir maior coesão no mou cinco pontos, nos três jogos,
hipotecada a hipótese de estar pre- e transacções electrónicas (que e Guiné-Bissau”, afirmou, salien- grupo, sublinhando que a equipa de enquanto a Guiné-Bissau soma seis
sente na maior festa do futebol afri- privou muitos cidadãos do seu di- tando que tanto ele, assim como os todos nós é mais forte que a gui- pontos em dois jogos caseiros. Por
cano, ao somar duas derrotas e um nheiro), afastaram os adeptos do jogadores querem estar nos Cama- neense, pelo que acredita na quali- sua vez, a Zâmbia soma três pontos
empate nos anteriores três jogos. palco do jogo, apesar dos renovados rões, em Junho de 2019. ficação. nos dois jogos até então realizados.
Foi uma tarde e noite únicas e me- apelos feitos pela equipa técnica e
moráveis, em que o seleccionador jogadores.
nacional suspirou de alívio, depois O domingo que registou a primeira
de ter visto a sua “cabeça na bande- vitória moçambicana sobre a Zâm-
ja” devido aos maus resultados, que bia, em solo pátrio, fica também na ANÚNCIO DE CONSULTORIA
voltaram a descredibilizar o com- história como tendo sido aquele
binado nacional, apesar da vitória que menos público registou (menos
histórica de Ndola (Zâmbia), em de 20 mil espectadores) nos con- Organização UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza
Junho do ano passado. frontos entre estas duas equipas. Programa / Projecto Estratégia de Sustentabilidade e Inclusão para Corredores de
A cinzenta tarde de domingo mar- Lembre-se que, em 2015, o ENZ Desenvolvimento em África (SUSTAIN-Africa)
cou a única vitória dos “Mambas”, registou a sua segunda maior en-
em casa, nesta campanha, assim Tipo de contrato Consultoria de curto prazo
chente, depois da do dia da inau-
como o segundo triunfo na pro- Objectivo do Redacção de 4 estudos caso do programa SUSTAIN em Moçambique
guração, com mais de 41 mil es-
va e o segundo consecutivo sobre pectadores a assistirem a “última” trabalho (Recolha das principais aprendizagens acerca da promoção do crescimento
a Zâmbia, o maior carrasco mo- derrota dos “Mambas” diante dos sustentável e inclusivo no corredor do Vale do Zambeze)
çambicano de todos os tempos. “Chipolopolo”. Duração 20 dias (14 + 6)
Foi também o regresso da selecção Para o seleccionador nacional, a Candidaturas até 2 de Dezembro
nacional às vitórias caseiras, em jo- vitória não é nenhuma resposta às Data de inicio 5 de Dezembro
gos oficiais, desde o triunfo sobre críticas de que foi alvo nos últimos

A IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza, no quadro do projecto SUSTAIN África
Agenda Cultural - Estratégia de Sustentabilidade e Inclusão para Corredores de Desenvolvimento em África em
Campismo da Praia de Xai-xai implementação em Moçambique, pretende realizar uma consultoria para concepção e redacção de
Sábado, 08 DEZ as 20H00 4 estudos caso sobre as aprendizagens e resultados do programa, que após 5 anos de implementação
SHOW DO ANO - II Edicao com:
Puto Portugues e sua Banda, Mr Bow, Swit, etc está agora na sua recta final. O SUSTAIN Moçambique pretende apoiar o crescimento sustentável e
Cine-Gilberto Mendes inclusivo do corredor do vale do Zambeze através da promoção de parcerias e diálogo entre os vários
Sextas, Sábados, Domingos e Feriados 18h30 stakeholders que promovam uma gestão inclusiva e integrada da água, terra e dos serviços prestados
Apresenta“Mae Coragem” pelos ecossistemas. Para a realização desta consultoria, foram elaborados Termos de Referência (TdR)
que podem ser consultados em:
Maputo Waterfront
Todas Sextas, 19h https://hrms.iucn.org/iresy/index.cfm?event=vac.offline.show&offline_vacancy_id=1523, solicitados
Jantar Dancante com Alexandre Mazuze através do email: helga.marques@iucn.org ou levantados nos escritórios na IUCN.
Todos Sábados, 19h Os candidatos interessados devem submeter as suas candidaturas completas, disponibilidade e
Música com Zé Barata ou Fernando Luís proposta financeira até ao dia 2 de Dezembro. As candidaturas devem ser enviadas para Susana
Todos Domingos, das 13/18h Gomes – susana.gomes@iucn.org ou entregues em mão nos escritórios da IUCN, sitos na Rua Fernão
Animacao com DJ
Melo e Castro nº23, Maputo. Mais se informa que candidaturas incompletas não serão consideradas
Chefs Restaurante e por isso aconselhamos a leitura atenta dos TdR.
Todas Sextas, 19h Música ao vivo
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Savana 23-11-2018 23

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Edital dos Exames de Admissão 2019

A Universidade Eduardo Mondlane comunica que já estão abertas as candidaturas para os Exames de Admissão para o
ano 2019, que se realizarão de 07 à 11 de Janeiro.
Para mais informações, consulte a website da UEM: www.uem.mz.
LISTA DE CURSOS DE GRADUAÇÃO A SEREM LECCIONADOS PELA UEM NO ANO LECTIVO DE 2019
Engenharia Mecânica XV. ESCOLA SUPERIOR DE III. FACULDADE DE ECONOMIA
PERÍODO LABORAL DESENVOLVIMENTO RURAL (Maputo)
Engenharia Química
(Vilankulo) Economia
I. FACULDADE DE AGRONOMIA VIII. FACULDADE DE FILOSOFIA
(Maputo) Comunicação e Extensão Rural Gestão
E ENGENHARIA FLORESTAL
(Maputo) Filosofia Economia Agrária Contabilidade e Finanças
Agroeconomia e Extensão Agrária IX. FACULDADE DE LETRAS E Agroprocessamento IV. FACULDADE DE EDUCAÇÃO
Engenharia Agronómica CIÊNCIAS SOCIAIS (Maputo) Produção Agrícola (Maputo)
Engenharia Florestal Administração Pública Produção Animal Educação Ambiental
II. FACULDADE DE Antropologia Produção Pesqueira Organização e Gestão da Educação
ARQUITECTURA (Maputo) Arqueologia e Gestão do Património Engenharia Rural Psicologia das Organizações
Arquitectura e Planeamento Físico Cultural XVI. ESCOLA SUPERIOR DE Psicologia Social e Comunitária
III. FACULDADE DE CIÊNCIAS Ciências Políticas HOTELARIA E TURISMO DE Psicologia Escolar e das Necessidades
(Maputo) Ensino de Francês INHAMBANE Educativas Especiais
Biologia Aplicada Ensino de Inglês Animação Turística V. FACULDADE DE ENGENHARIA
Biologia e Saúde Ensino de Línguas Bantu Gestão de Mercados Turísticos (Maputo)
Biologia Marinha, Aquática e Costeira Ensino de Português Gestão Hoteleira Engenharia Civil
Cartografia e Pesquisa Geológica Ensino de Língua, Cultura e Literatura Informação Turística Engenharia do Ambiente
Ciências de Informação Geográfica Chinesa XVII. ESCOLA SUPERIOR Engenharia Eléctrica
Geografia DE NEGÓCIOS E Engenharia Electrónica
Ecologia e Conservação da
EMPREENDEDORISMO DE
Biodiversidade Terrestre História Engenharia Informática
CHIBUTO
Estatística Linguística Engenharia e Gestão Industrial
Finanças
Geologia Aplicada Literatura Moçambicana VI. FACULDADE DE FILOSOFIA
Gestão de Empresas
Informática Serviço Social (MAPUTO)
Gestão Comercial
Matemática Sociologia Filosofia
Agro-Negócios
Química Ambiental Tradução Português/ Inglês VII. FACULDADE DE LETRAS E
Agricultura Comercial CIÊNCIAS SOCIAIS (Maputo)
Química Industrial Tradução Português/ Francês
Administração Pública
Física X. FACULDADE DE MEDICINA ENSINO À DISTÂNCIA
(Maputo) Ciências Políticas
Meteorologia
I. FACULDADE DE EDUCAÇÃO Ensino de Francês
IV. FACULDADE DE DIREITO Medicina
(Maputo) Organização e Gestão da Educação Ensino de Inglês
XI. FACULDADE DE VETERINÁRIA
Direito (Maputo) II. FACULDADE DE ECONOMIA Ensino de Português
V. FACULDADE DE ECONOMIA Ciência e Tecnologia de Alimentos Gestão de Negócios (10 por província) Ensino de Língua, Cultura e Literatura
(Maputo) Chinesa
Ciência e Tecnologia Animal III. FACULDADE DE LETRAS E
Economia CIÊNCIAS SOCIAIS Geografia
Medicina Veterinária
Gestão Administração Pública – Cidade de História
XII. ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E
Contabilidade e Finanças Maputo Linguística
ARTES (Maputo)
VI. FACULDADE DE EDUCAÇÃO Administração Pública - Sabié Literatura Moçambicana
Arquivística
(Maputo) Administração Pública - Chibuto Sociologia
Biblioteconomia
Desenvolvimento e Educação de Infância Administração Pública – Vilankulo Tradução Português/ Inglês
Jornalismo
Educação Ambiental Administração Pública - Inhambane XIII. ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E
Marketing e Relações Públicas
Língua de Sinais de Moçambique Administração Pública – Beira ARTES (Maputo)
Música
Organização e Gestão da Educação Administração Pública - Manica Arquivística
Teatro
(também ministrado à Distância) Administração Pública – Quelimane Biblioteconomia
XIII. ESCOLA SUPERIOR DE
Psicologia das Organizações CIÊNCIAS DO DESPORTO Administração Pública - Lichinga Jornalismo
Psicologia Social e Comunitária (Maputo) Marketing e Relações Públicas
Psicologia Escolar e de Necessidades Ciências do Desporto PERÍODO PÓS-LABORAL IX. ESCOLA DE HOTELARIA E
Educativas Especiais TURISMO DE INHAMBANE
XIV. ESCOLA SUPERIOR DE
VII. FACULDADE DE ENGENHARIA I. FACULDADE DE CIÊNCIAS Gestão
CIÊNCIAS MARINHAS E
(Maputo) (Maputo)
COSTEIRAS (Quelimane) X. ESCOLA SUPERIOR
Engenharia Civil Ciência de Informação Geográfica DE NEGÓCIOS E
Oceanografia EMPREENDEDORISMO DE
Engenharia do Ambiente Estatística
Biologia Marinha CHIBUTO
Engenharia Eléctrica Informática
Química Marinha Finanças
Engenharia Electrónica II. FACULDADE DE DIREITO
Geologia Marinha Gestão de Empresas
Engenharia Informática Direito
CULTURA
24 Savana 23-11-2018

Inadelso Cossa na Meca do cinema documental


O
realizador moçambicano mudanças positivas para o festival. do júri também constam o reali-
Inadelso Cossa vai inte- Depois de estrear a sua primeira zador Chadiano Mahamat Saleh
grar o júri da competição longa metragem “Uma Memória Haroun e realizador brasileiro
Internacional do maior em Três Atos” na secção compe- Eduardo Escorel.
Festival de cinema documentário titiva “first appearance” do IDFA Inadelso Cossa está neste momen-
(IDFA) 2018. em 2016, Cossa foi convidado to a produzir a sua segunda longa
este ano como membro do júri da metragem entitulada “As Noites
O Festival IDFA decorre de 14 a competição internacional. ainda cheiram à Pólvora” que já
26 de Novembro na capital Ho- O IDFA é dos mais importantes conta com o apoio do IDFA Ber-
landesa Amsterdão e conta já com festivais de cinema documentário tha Fund para desenvolvimento,
uma programação rica em que se que anualmente junta profissio- o projecto segue em Dezembro
destaca a secção “Mestres” que vai nais da indústria cinematográfica e para o Festival Internacional de
estrear o filme do realizador Russo realizadores mestres como Vickor Cinema de Marrakesh no Marro-
Dziga Vertoz descoberto e restau- Kossakovsky, Werner Herzog, Pa- cos, onde foi seleccionado para o
rado recentemente e nunca antes tricio Guzman, e tantos outros. Atlas workshop, evento dedicado
mostrado em qualquer festival. O Inadelso Cossa vai integrar então à co-produção internacional de
filme de abertura será Kabul, The o membro do júri que irá premiar projectos africanos e do Magre-
city in the wind, do realizador o melhor filme em competição no be em fase de desenvolvimento e
Realizador Inadelso Cossa no centro
Aboozar Amini. Com este filme, festival. Entre outros membros pós-produção. A.S
o realizador Aboozar Amini apre- Nyrabia, director do Festival.
senta-se como um autor original O IDFA vai na sua trigésima pri-
e descomprometido”, diz Orwa meira edição e, para este ano, há

“Teresinha uma vida


em Moçambique”
F
oi apresentado publicamente, ri e aceita a vida tal como ela é. Já
no dia 19 de Novembro, pelas adolescente, Teresinha apaixona-se
17:30 h, no auditório do BCI por José e, tal como a mãe, engra-
no edifício Sede, em Maputo, vida antes do casamento. Teresinha
o livro da autora Lisié Champier, e José acabam por se casar e iniciam
denominado “Teresinha uma vida uma vida em conjunto. Ambos ama-
em Moçambique”, sob a chancela durecem e assumem as responsabi-
da Alcance Editores. lidades de gerir o lar, criar os filhos
e navegar pelas alegrias da vida em
No livro Teresinha Uma Vida em Moçambique.
Moçambique, conta-se a História Lisié Chavry Champier, moçam-
de Teresinha, uma mulher moçam- bicana, nasceu na Cidade da Beira
bicana de classe baixa, guiando-nos (Sofala – Moçambique) em 1984.
pela mística de África, as suas tra- Vive actualmente em Maputo onde
dições, cultura, o real e o fantástico. reside há 30 anos. Formou-se em
Teresinha é o espelho da realidade Informática de Gestão e trabalha
em Marketing. Em Julho de 2016
em Moçambique, nas suas dificul-
iniciou a sua incursão no ramo da
dades, lutas e na forma como encara
escrita compondo pequenas histó-
a vida. Teresinha nasce numa pe-
rias e poemas sobre diversos temas.
quena zona no centro de Moçambi-
Os seus textos e poemas já foram
que, filha de João e Maria. A família
publicados em algumas revistas e
de Teresinha muda-se para a capital, antologias. Administra a página do
Maputo, onde ela presencia uma facebook “Tu consegues Fazer Lin-
vida mais agitada e cheia de desafios do”, a qual foi a principal respon-
para conseguir viver. Teresinha tem sável e motor impulsionador para
que apoiar os pais nas actividades a criação da exposição literária e
diárias e nas vendas, tentando con- fotográfica “Teresinha – Uma Vida
ciliar com a escola e a sua infância. em Moçambique”, em geral para o
Não é uma vida fácil, mas ela sor- projecto Teresinha. A.S

Festival Municipal
A
Associação Cultural MO- famílias e outros públicos, onde desde
ZOLUA em parceria com o as primeiras horas do dia, a audiência
Conselho Municipal da Ci- tem a possibilidade de viver momen-
dade de Maputo, patrocínio tos de lazer, disfrutar da gastronomia,
dos Caminhos de Ferro de Moçam- apreciar o melhor do artesanato local,
bique e apoio do BCI, Água Namaa- ver os vários movimentos teatrais
cha, ChitaráSound, Pixel – Design e e literários que a cidade das acácias
Serviços, realiza hoje e amanhã a II continua a forjar.
Edição do Festival Municipal de Ar- O Festival Municipal de Artes e Cul-
tes e Cultura. tura surge igualmente num contexto
O evento a ter lugar no Centro Cul- de promoção do turismo doméstico,
tural Franco-Moçambicano pretende tendo em conta o vasto património
exaltar a riqueza artística e cultural da histórico (material e imaterial) de
cidade de Maputo, enquanto espaço que Maputo dispõe, reforçando des-
que congrega muitas facetas em ter- te modo o conjunto de esforços de-
mos de criação e inovação. sencadeados por outras entidades no
O festival procura oferecer aos muní- campo das artes e cultura na capital
cipes um programa pensado para as do país. A.S
Dobra por aqui
SUPLEMENTO HUMORÍSTICO DO SAVANA Nº 1298 ‡23 DE NOVEMBRO DE 2018

E PORQUE O SACANA ÀS VEZES


TAMBÉM FALA DE COISAS SÉRIAS
AQUI VAI UM ABRAÇO POR ESTES
18 ANOS....
2 Savana 23-11-2018 SUPLEMENTO Savana 23-11-2018 3

AQUELA, SOBRE QUEM O POETA DISSE


QUE PRIMEIRO ESTRANHA-SE E DEPOIS
ENTRANHA-SE, AMEAÇA PARTIR......HASTA
SIEMPRE Ó AMIGA DE INFÂNCIA.

ELES ANDEM POR AÍ....


OPINIÃO
Savana 23-11-2018 27

Abdul Sulemane (Texto)


Naíta Ussene (Fotos)

Outros problemas
D
epois do rebuliço das eleições autárquicas realizadas recente-
mente no país, chegou o momento de arregaçar as mangas para
os desafios prometidos por parte dos vencedores.
Não é por acaso que Calisto Cossa, Presidente do Município da
Matola, procurou estar com os jornalistas para fazer lançamento do seu
programa para o presente mandato. Pelo semblante dos jornalistas Ed-
uardo Conzo, do mediaFAX, Sebastião Ngomane, câmera da STV, Fran-
cisco Mulima, Visão Aberta, Carlos Pussik, do jornal Xiquento parece
pairar muita dúvida no que ouvem. Estamos habituados a ver o trabalho
no terreno. De palavras e promessas estamos cansados.
Sabemos que todos têm sempre um comentário sobre determinado assun-
to. Agora resta saber se o comentário feito vai de acordo com o desejado.
Quando não vai de encontro, o interlocutor não presta a devida atenção.
É o que acontece no diálogo travado entre Salvador N´tumuke, Ministro
da Defesa Nacional, e Raimundo Diomba, Governador da Província de
Maputo. Este preferiu concentrar o olhar no que lhe interessa.
Deve estar a desejar estar noutro círculo de conversa onde pode ouvir
algo mais importante. Referimo-nos à conversa entre Adriano Malei-
ane, Ministro da Economia e Finanças, Roque Silva, Secretário-geral do
partido Frelimo, Eneas Comiche, vencedor das autárquicas pela cidade
de Maputo. Pelo nível de concentração, os dois últimos devem estar a
falar da situação económica do país que deixa a desejar. A dificuldade de
encontrar soluções está a tirar sono a muitos dirigentes.
No meio a muita preocupação sobre a situação do país, existem dirigen-
tes que parece que nem estão aí para as preocupações. Não queremos
dizer que seja o facto. Dizemos isso por causa do ar descontraído de José
Pacheco, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Celmira da Silva, vice-
ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, David Simango,
edil cessante do Município de Maputo. Reparem que Beatriz Buchili,
Procuradora-Geral da República, no fundo da imagem, não esconde o ar
de preocupação.
Enquanto isso, existem aqueles dirigentes que parece estarem a respirar
de alívio pelos problemas que encararam durante um tempo estão à beira
do fim. Pode não ser isso. O futuro vai ditar. Deve estar a dizer isso Silva
Magaia, PCA da empresa Maputo Sul, para João Loureiro, Presidente do
Município de Boane e Rocha Nuvunga, Delegado Provincial do INGC,
que os problemas que vierem futuramente são pequenos em relação aos
que enfrentou durante a construção do empreendimento que é simboli-
zado pela ponte Maputo-Katembe e as restantes estradas que fazem parte
deste projecto.
À HORA DO FECHO
www.savana.co.mz EF/PWFNCSPEFt"/0997t/o 1298

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IMAGEM DA SEMANA D i z - se.. .

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Economia continuará a
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A
o fim de 13 dias de traba- UP SFBM EP 1*# Ï QSPKFDUBEP OB GBJYB P#BODPEF.PÎBNCJRVFDPOUJOVBSB CFSBOJBFN$%
lho em Maputo, a equipe do EF  B    BQPJBEP QPS FTGPSÎPT nFYJCJMJ[BS B QPMÓUJDB NPOFUÈSJB  NBT
Fundo Monetário Interna- TVTUFOUBEPT QBSB BMDBOÎBS B QB[ EV- TVCMJOIPVRVFJTUPEFWFTFSGFJUPDPN t 1FMBDPOUSPWFSTBQSFTUBÎÍPEPNJOJDBM TFNBNÍ(FSUSVEFTGPSEFTQF-
cional (FMI) congratulou a SBEPVSB  B nFYJCJMJ[BÎÍP HSBEVBM EBT DBVUFMB EBEBTBTJODFSUF[BTEBFDPOP- EJEBEBHFTUÍPEBTSFEFTDJCFSOÈUJDBT UBMWF[QPTTBJSEBSBVMBTEFBSJU-
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cana e apresentou perspectivas opti- EF QBHBNFOUPT EPNÏTUJDPT BUSBTBEPT .PÎBNCJRVFBTBMWBHVBSEBSBTSFTFS- WJWFNOB$BUFNCFFTFTFOUFNEFSSVCBEPTDPNPQSFÎPEF.U
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Savana 23-11-2018 1
EVENTOS

EVENTOS
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Politécnica presta apoio jurídico em Moamba


uma outra realidade”, frisou.
Segundo consta, a jornada de as-
sistência jurídica e atendimento
psicológico marca um dos mo-
mentos desta prática da Universi-
dade Politécnica e é neste âmbito
que tem estabelecido parcerias
estratégicas com diversas institui-
ções nacionais e estrangeiras, na
promoção de acções com impacto
junto à comunidade, o que ocorre
geralmente na fase final da forma-
ção do estudante, em que este tem
a oportunidade de demonstrar a
capacidade de integração e assi-
milação das exigências do merca-
do de trabalho, em particular, e da
comunidade, em geral.
Abordada no local, a adminis-
tradora do distrito de Moamba,
Guilhermina Gaspar Kumagwelo,
louvou a iniciativa da Universi-
dade Politécnica, considerando-a
muito proveitosa, particularmen-
te por combinar vários aspectos
de interesse da população, como
a saúde, emissão de documentos
pessoais essenciais e as compo-
nentes cultural e jurídica.
“O facto de as pessoas terem
acorrido em massa para este local
prova a importância das acções
desenvolvidas no âmbito desta
Caravana Jurídica para a nossa
população”, indicou a administra-

N
dora, ajuntando que iniciativas do
o âmbito das celebrações dade (BI), atribuição de Número sólida dos seus estudantes, incu- Politécnica, Narciso Matos, refe- género concorrem para o desen-
do Dia Internacional do Único de Identificação Tributária tindo-lhes o espírito de comple- riu que o mais importante é o que volvimento sócio-económico do
Estudante, a unidade (NUIT), registo de nascimentos e mentar a formação teórica com a os estudantes do curso de Ciências distrito.
de extensão universitá- doação de sangue. componente prática. Jurídicas aprendem nesta interac- Filipe Bila é um dos participantes
ria da Universidade Politécnica na II Caravana Jurídica da Uni-
A propósito da II Caravana Ju- ção com a comunidade.
promoveu, no sábado, na vila de versidade Politécnica, que num
Trata-se do prosseguimento de rídica 2018, levada a cabo em “É uma aprendizagem, uma inte- acto de solidariedade doou sangue.
Moamba, na província de Mapu- acções, que a maior universidade coordenação com o Ministério racção directa com a comunidade “Tenho consciência de que este
to, a II Caravana Jurídica 2018, privada do País tem vindo a de- da Saúde, Autoridade Tributária e os seus problemas, alguns dos meu gesto pode salvar uma vida,
que consistiu na prestação de as- senvolver desde a sua criação, há de Moçambique, Registo e No- quais básicos e de fácil resolução pois as unidades sanitárias do País
sistência jurídica e atendimento 23 anos, baseadas na sua firme tariado, Direcção Nacional de e constitui um teste da realidade, têm registado uma grave carência
psicológico gratuitos à comuni- convicção de que pode contribuir Identificação Civil e o Instituto de pois para alguns dos nossos estu- deste líquido vital”, contou o da-
dade daquele distrito, bem como para a transformação do mundo Patrocínio e Assistência Jurídica dantes é a primeira vez que saem dor, salientando a necessidade de
a emissão de Bilhetes de Identi- à sua volta, através da formação (IPAJ), o reitor da Universidade da grande cidade para vivenciar criação do hábito de doar sangue.

Inaugurada nova agência Barclays em Tete


O
Barclays Bank Mo- bique foi criado com o intuito “Gostaria de sublinhar que a visa acompanhar o desenvolvi- Neste contexto, Diogo des-
çambique inau- de orientar os clientes para uma população da província de Tete mento que a província vem re- tacou as soluções digitais na
gurou, no último visão de negócios, habilitando-os é generosa e trabalhadora e tem gistando. simplificação das operações
sábado, em Tete, a para a actual conjuntura do siste- a consciência e clareza sobre o “A esta infra-estrutura chama- bancárias e facilidades da
sua segunda agência naque- ma financeiro. papel inovador e multiplicador mos “Balcão do Futuro”, olhando interacção entre os clientes e
le ponto do país, somando Durante a cerimónia, o gover- que o Barclays Bank Moçambi- para aquilo que são as exigências os bancos.
assim o quadragésimo quar- “Estamos hoje mais pró-
nador começou por dizer que a que desempenha e continuará a de hoje e a demanda para ama-
to balcão desta instituição ximos dos nossos clientes,
nova agência vai impulsionar a desempenhar no processo de de- nhã. Com os recursos mineiras trazendo para o mercado di-
bancária em todo o territó- iniciativa de financiamento do senvolvimento da nossa provín- que, cada vez mais, vão sendo
rio nacional. ferentes soluções inovadoras,
sector privado em particular, cia”, afirmou Paulo Auade. descobertos nesta província, o quer ao nível de serviços e
como também explorar as po- Por seu turno, a Presidente do balcão do Barclays vem dizer produtos que disponibiliza-
Inaugurada pelo governador tencialidades de que a província Conselho de Administração do sim em resposta à sua demanda, mos, quer por novos balcões,
da província de Tete, Paulo dispõe nos sectores de turismo, Barclays, Luísa Diogo, disse que anseios e ajudar a descobrir me- como este, em que a tecno-
Auade, o “Balcão do Futuro” agricultura, recursos hídricos, a escolha de Tete para a insta- lhor o negócio”, sublinhou Luísa logia é a nossa forte aposta”,
do Barclays Bank Moçam- entre outros. lação de um “Balcão do Futuro” Diogo. acrescentou a fonte.
2 Savana 23-11-2018
EVENTOS

Controlo de risco e fraudes bancárias

SAS e Cilix Software apresentam soluções


U
m conjunto de soluções quando afinal estamos no mo- existentes ao nível dos sistemas
para o controlo de ris- mento em Moçambique? A solu- que usa, sendo que as soluções do
co e a fraude bancárias, ção que apresentamos aos bancos SAS têm a capacidade de trans-
com recurso a sistemas moçambicanos permite não só de- formar esses dados, não contro-
de inteligência artificial (IA) e tectar, como impedir este tipo de lados e desorganizados, de forma
aprendizado de máquina (“ma- fraude”, segundo referiu Leonardo inteligente, em informação que
chine learning”), foi apresentado Scoth, “sales leader” da SAS. possa ser útil para a tomada de
na terça-feira, 20 de Novembro, Por seu turno, o gestor de parce- decisões e na detecção e impedi-
aos representantes de várias ins- rias da SAS, Alexandre Negrão, mento de fraudes”, referiu Negrão.
tituições financeiras moçambica- explicou que as soluções do SAS Segundo foi dado a conhecer na
nas, pela empresa SAS (Statistical operam na base de inteligên- ocasião, 85 por cento dos bancos
Analysis System) e seu parceiro cia artificial, o qual funciona ao sul-africanos utilizam este siste-
local, a Cilix Software. “combinar grandes quantidades ma, daí o interesse em expandir as
de dados com processamento rá- operações na perspectiva de aju-
Para este efeito, a Cilix estabeleceu pido e interactivo e algoritmos in- dar outros bancos espalhados pelo
uma parceria com a empresa SAS, teligentes, permitindo ao software continente africano, incluindo os
líder mundial em “Analytics”, SAS aprender automaticamente do mercado moçambicano.
com sede nos EUA e há 25 anos com padrões ou informações nos A digitalização do sector bancá-
a operar na África do Sul. Refira- dados”. Com efeito, a inteligência rio, conforme sustentou Negrão,
-se que a Cilix é uma empresa artificial possibilita que máquinas só é possível quando um banco
moçambicana especializada em aprendam com experiências, se tiver informação fidedigna, daí
serviços de software, datacenter e João Leopoldo ajustem a novas entradas de dados que num sistema bancário ma-
internet para empresas, criada em poldo referiu que as soluções tados com informação súbita de e desenvolvam tarefas como os se- duro faça “todo o sentido que se
Moçambique há 14 anos, tendo apresentadas ao sector bancário que ocorreram débitos nas nossas res humanos. comece a ter uma visão holística
sido responsável pela prestação de tem por objectivo ajudar de forma contas bancárias, como se estivés- “A indústria bancária enfrenta de resolver alguns dos problemas
serviços às maiores empresas do atempada (“predictive”) a mini- semos em países tão longínquos hoje um problema grave relacio- que ocorrem, como são os casos da
País e também ao Governo: “Isto mização do risco, assim como na como, por exemplo, Singapura, nado com a quantidade de dados fraude bancária”, acrescentou.
nos traz vantagens acrescidas, por- detecção e, deste modo, impedir as
que conhecemos bastante bem o fraudes nas aplicações bancárias,
uma prática cada vez mais corren-

INSS recorre do acórdão do TA


mercado nacional e suas necessi-
dades”, segundo afirmou o CEO te não só no nosso País, como no
da Cilix, João Leopoldo. resto do mundo.
Durante o encontro, João Leo- “Quantas vezes somos confron-

O
Instituto Nacional de Numa nota enviada a nossa Reda- constitui verdade que o INSS te-
Segurança Social (INSS) ção, o INSS faz notar que em ne- nha sido condenado a pagar al-
submeteu, semana passa- nhum momento se recusou a pa- gum valor à Nadhari Opway.
Sector energético da, um recurso de apela- gar o valor estipulado no contrato. “O Acórdão é claro quanto ao
ção ao juiz presidente do Tribunal “O que impediu o pagamento seu objecto: Observar os termos

EDM e Magala Administrativo (TA), referente


ao processo nº56/2018-CA em
que foi considerado procedente
foi o incremento do valor ini-
cial do contrato que passou de
1.544.400,000 meticais, para
do contrato promessa quanto ao
sancionamento da mora que, no
entender do Tribunal, consiste no

vencem prémios
o pedido da construtora Nadhari 3,675,672,000 meticais, o que pagamento de uma indemnização
Opway. Em acórdão também tor- corresponde a um aumento de ao promitente comprador, o INSS,
nado público semana passada, o 138 por cento em relação ao preço no valor de 11,625 meticais, por

A
TA condenava o INSS a observar global, quando, nos termos da lei, cada dia de atraso, até ao máximo
Capital Finance In- Actualmente, 70% da popu- os termos do contrato promes- o limite permitido para o aumento de 60 dias, nos termos da cláusula
ternational (CFI.co) lação moçambicana não tem sa, quanto ao sancionamento da é até 25 por cento”, afirma. 6ª, nº1 do Contrato”, sublinha a
distinguiu recente- acesso à energia eléctrica. mora. Segundo o INSS, também não nota do INSS.
mente a Electricida- Contando com a abundân-
de de Moçambique (EDM) e cia de recursos energéticos,

Bim lança 4º edição do People Grow


o PCA cessante da empresa, a companhia pretende au-
Mateus Magala, com os pré- mentar a quota de energias
mios de Melhor Empresa de renováveis que usa na sua
Energia em Sustentabilidade rede para 20% nos próximos

C
e Melhor Liderança em De- 25 anos, o que resultará numa om o objectivo de criar António Penim, com esta oportu- se incluem Responsáveis de dife-
senvolvimento Estratégico do capacidade de produção de novas oportunidades pro- rentes Áreas do Banco, e contarão
nidade, pretende-se atrair e desen-
sector energético, ao nível da 1.200 MW neste tipo de
fissionais para os jovens volver o melhor Talento existente com o apoio de Mentores.
África Austral. energia.
licenciados, o Millen- em Moçambique, proporcionando Com o intuito de divulgar e dar
As parcerias internacionais
nium bim lançou, recentemen- a oportunidade aos jovens finalis- a conhecer o Programa People
O painel do júri, que premiou que a EDM firmou permi-
te, a 4ª edição do People Grow. tas e recém-licenciados de fazerem Grow, o Millennium bim tem rea-
a EDM, assinala, no seu dis- tiram que o país passasse a
Trata-se de um programa de cap- parte, desde o 1º dia, do quadro de lizado diversas palestras em várias
curso laudatório, que a empre- contar com a primeira central
tação de talentos jovens junto das Colaboradores de uma instituição universidades de Moçambique,
sa aposta num duplo objectivo: de energia a gás e com uma
instituições superiores de ensino, de prestígio como o Millennium nomeadamente na Universidade
assegurar o acesso universal à central de energia solar, que
onde o banco vai oferecer a estes a bim. Pedagógica, na Universidade São
energia até 2033 e massificar o vai beneficiar 175 famílias a
“Esta 4ª edição do Programa Peo- Tomás de Moçambique, no Ins-
uso de energias renováveis. partir de 2019. oportunidade de desenvolverem-
tituto Superior de Transportes e
Para o alcance desses objec- Com receitas anuais de 500 -se de forma profissional e pessoal ple Grow visa, mais uma vez, re-
Comunicações, no Instituto Su-
tivos, será necessária a edifi- milhões de dólares e 1,6 mi- baseada na flexibilidade e integra- forçar a nossa imagem como uma
perior de Ciências e Tecnologias
cação de uma rede eléctrica lhões de clientes, a EDM está ção. das empresas de preferência dos de Moçambique e na Universida-
em todo o território nacional apostada em afirmar-se como jovens quando estes saem ou estão de Eduardo Mondlane.
e o fornecimento de energia a líder no sector em Moçambi- O foco desta edição é permitir prestes a sair das Universidades e Entretanto, os estudantes que
toda a população. que. que os participantes ganhem uma é mais um sinal do comprometi- participaram nestas palestras
Na nota, assinada por Masee- O painel do júri da CFI. visão geral e completa do negócio mento do Millennium bim com o vêem este programa como uma
la Seesay, membro do painel co elogia os esforços que a da Banca, através da combinação desenvolvimento do Talento em oportunidade única, uma vez que
do júri, lê-se que a empresa EDM tem empreendido para do aprendizado em contexto real Moçambique”, acrescentou Pe- o Millennium bim não exige ex-
pública EDM quer estar na tornar Moçambique num nim.
de trabalho com a formação em periência, pois o que pretende é
vanguarda de uma revolução pólo regional de geração e Os candidatos seleccionados serão
sala. identificar e desenvolver o talento
energética sustentável. comercialização de energia.
Segundo o Director dos Recursos formados por profissionais com existente nos jovens moçambica-
Humanos do Millennium bim, uma larga experiência, nos quais nos. (C.C)
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Savana 23-11-2018
EVENTOS
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PUBLICIDADEEVENTOS Savana 23-11-2018

EDITAL
2019
Testes de Diagnóstico e
Entrevistas Vocacionais Construa a
Ponte do Seu
Futuro Promissor

cŅ ¶ĵÆĜto das conÚĜÓŝes gerais de ingresso no )nsino „uperiŅųØ previstos na ĬåĜ n° Ɩƀ/ƖLjLjĿØ de „eƋåĵÆro ŠXåĜ do )nsino
„ƚŞåųĜŅųØ artigo ƖƐØ n° 5 ±Ĭínea ±š onde a coĹÚĜÓÅo de acesso à fŅųĵ±ÓÅŅ conducente ao grau ±Ï±ÚæĵĜco de XĜÏåĹÏĜatura æ a
coĹÏĬƚŸÅŅ com aprov±ÓÅŅ da ŎƖř cĬasse ou equiv±ĬentåØ o F„‰)a torna ŞƜÆĬĜco que irão decorrer no  dia 11 de Dezembro

de 2018, Testes de Diagnóstico e Entrevistas Vocacionais para admissão aos cursos que a seguir se indica:

Escola/Curso Vagas Disciplinas Requisitos


Diurno cŅÏƋƚųĹŅ Disciplina 1 Peso Disciplina 2 Peso :ųƚŞŅ

Poderão candidatar-se aos Testes de Diagnóstico


ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
indivíduos que preencham os seguintes requisitos:
aåÚĜÏĜű:år±Ĭ 210 - ĜŅĬŅčĜ± 50% }ƚĝĵĜϱ 50% B
Î)ŸƋƚÚ±ĹƋåŸÚŅ)ĹŸĜĹŅ„åÏƚĹÚ´ųĜŅ:åų±ĬŧƚåƋåĹʱĵ
aåÚĜÏĜű%ånƋ´ųĜ± 50 - ĜŅĬŅčĜ± 50% }ƚĝĵĜϱ 50% B ÏŅĹÏĬƚĝÚŅ±ŎƖřÏĬ±ŸŸåÚŅ„c)ŅƚåŧƚĜƴ±ĬåĹƋåſ
F±ųĵ´ÏĜ±å ontrŅĬåÚå}ƚ±ĬĜÚ±ÚåÚåaåÚĜϱĵåntos 50 50 ĜŅĬŅčĜ± 50% }ƚĝĵĜϱ 50% B

Ήų±Æ±ĬʱÚŅųåŸŧƚåƋåĹʱĵÏŅĵŞĬåƋ±ÚŅ±ŎƖřÏĬ±ŸŸå
ESCOLA SUPERIOR DE ECONOMIA E ÚŅ„c)ŅƚåŧƚĜƴ±ĬåĹƋåޱų±ÏŅĹƋĜĹƚ±ÓÅŅÚååŸƋƚÚŅŸØ
GESTÃO DE NEGÓCIOS
ŸåĵŞųåģƚĝDŽŅÚ±ĬåčĜŸĬ±ÓÅŅåĵƴĜčŅųţ
:åsƋÅŅÚå)ĵŞų埱Ÿ 100 80 aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Português 50% A
onƋ±ÆĜĬĜÚ±Úåå Auditoria 120 80 aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Português 50% A ee%aF„„k%k„ec%F%e‰k„„)8)F‰e
k„)šec%ke)}ŽF%e%)%k:.c)kţ
:åstão Financeir±åÚå„åčƚros 100 80 aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Português 50% A
:åsƋÅŅÚåa±ųĩeting 50 50 aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Português 50% A
PERÍODO DE INSCRIÇÃO
:åstão de RecurŸŅŸBƚĵ±ĹŅŸåcåčŅÏĜ±ÓÅŅ 80 60 aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Português 50% A
e±ŞųåŸåĹƋ±ÓÅŅÚ±ŸϱĹÚĜÚ±Ƌƚų±ŸÚåÏŅųųåű„åÏųåƋ±ųĜ±
ÚŅF„‰)aرƋæŅÚĜ± 10 de Dezembro de 2018.
ESCOLA SUPERIOR DE ENGENHARIAS E
TECNOLOGIAS
Os candidatos aos testes serão avaliados apenas nas
)ngenharia InfŅųĵ´ƋĜϱ 100 - aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Física 50% C
disciplinas nucleares dos cursos da sua preferência.
)ĹčåĹʱųĜ±:åŅĬņčĜϱåÚåaĜűŸ 100 - aaƋåĵ´ƋĜϱ 50% Física 50% C
BŅų´ųĜŅ×í×ƐLjBŠ%ĜƚųĹŅšåŎƀ×ƐLjBŠ{ņŸěĬ±ÆŅų±Ĭšţ

ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS


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Direito 150 - Português 50% História 50% A Rƚ±ŎƐĿĉěZona da FeFaØƐƖƖěa±ŞutŅţ
‰åĬ×íƖƐLjĿĉŎƐLjŅƚíƖƐŎƐƖƖLjLj
)ěĵ±ĜĬןåÏųeƋ±ųĜ±ÄĜŸÏƋåĵţ±ÏţĵDŽ

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DIVULGAÇÃO
Savana 23-11-2018
EVENTOS

PORTAL DE SUPPLIER
REGISTO DE REGISTRATION
FORNECEDORES PORTAL
A Mozambique Rovuma Venture Mozambique Rovuma Venture S.p.A
S.p.A (MRV) e a ExxonMobil Moçam- (MRV) and ExxonMobil Moçambi-
bique Limitada (EMML) tem o prazer que Limitada (EMML) are pleased
de convidar a todos interessados, a to invite all interested companies to
procederem o registo das suas empre- proceed with the registration of their
sas, no “Portal de Registo de Fornece- companies in our Rovuma LNG Pha-
dores” Rovuma LNG Fase 1. se 1 “Supplier Registration Portal”.

O Registo da sua empresa será uma Registering your company in our por-
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sas actividades em Moçambique. our activities in Mozambique.

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Para registo no Portal da Eni Rovuma For Eni Rovuma Basin (ERB) appli-
Basin (ERB), por favor consulte a pá- cations, please refer to https://esu-
gina https://esupplier.eni.com/PFU_ pplier.eni.com/PFU_en_US/home.
en_US/home.page) page)
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EVENTOS Savana 23-11-2018
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Savana 23-11-2018
EVENTOS

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O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA), é ‡)DPLOLDUL]DGRFRPRFRQWH[WRVRFLDOHHFRQ{PLFRGRSDtV
uma agência internacional de desenvolvimento que traba- ‡ )DPLOLDUL]DGR FRP DV PDLV UHFHQWHV OHLV FRQYHQo}HV H
lha em prol de um mundo onde cada gravidez é desejada, acordos internacionais.
cada parto é seguro e o potencial de cada jovem é realizado.
O UNFPA solicita candidaturas de cidadãos moçambicanos Descrição do Trabalho: Os Termos de Referência estão dis-
TXDOLÀFDGRVHH[SHULHQWHVSDUDDVHJXLQWHYDJD poníveis na recepção do escritório do UNFPA em Maputo
Posto # e título: Consultoria – Preparação do no endereço abaixo, das 08:30 até 16:00 horas, de segunda
Relatório Nacional da Juventude a quinta-feira.
Tipo de contrato, nível: Consultor/a Individual
Local de Trabalho: Escritório do UNFPA Endereço: UNFPA, Fundo das Nações Unidas
Duração: 45 Dias para População
Prazo da candidatura: As candidaturas devem ser Av. Julius Nyerere, 1419, PO Box 4595,
feitas até 30 de Novembro de 2018 Maputo, Mozambique

Requisitos Gerais: Como se candidatar: Os interessados devem submeter as


VXDVFDQGLGDWXUDV &9 DFRPSDQKDGRGDFDUWDGHPRWLYD-
‡0HVWUDGRHPGHVHQYROYLPHQWRFLrQFLDVVRFLDLVRXRXWUD omRHP,QJOrVSDUDRVHJXLQWHHQGHUHoRHOHFWUyQLFR
DUHDUHOHYDQWH HFRQRPLDSRSXODomRGHPRJUDÀD  moz.recruitments@unfpa.org
‡8PPtQLPRGHDQRVGHH[SHULrQFLDFRPLQLFLDWLYDVGH
MRYHQVLQFOXLQGRSHVTXLVDVVREUHMRYHQV Não há nenhuma cobrança de taxa de candidatura, pro-
‡([SHULrQFLDHPSODQHDPHQWRDQDOtWLFRHHVWUDWpJLFR cessamento ou de outra natureza. O UNFPA não solicita
‡([FHOHQWHFDSDFLGDGHGHHVFULWDHFRPXQLFDomR ou procura obter informações dos candidatos quanto ao
‡&DSDFLGDGHGHPRQVWUDGDSDUDWUDEDOKDUHPHTXLSHHHP VHXHVWDGRGH+,9RX6,'$HQmRGLVFULPLQDFRPEDVHQD
harmonia com pessoas de diferentes nacionalidades e VLWXDomRGH+,9H6,'$$VFDQGLGDWXUDVGHYHPVHUVXE-
FXOWXUDV metidas no endereço acima até o dia 30 de Novembro de
‡&RQKHFLPHQWRGH3RUWXJXrVH,QJOrV 2018.
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EVENTOS Savana 23-11-2018


Nova sede da ABB abre em Maputo
Vamos juntos escrever o futuro
A continuar uma história de inovação que se estende há mais de 130 anos. Hoje, a ABB, escreve o
futuro da digitalização industrial com duas proposições claras: ao trazer eletricidade de qualquer
estação de energia para qualquer tomada e ao automatizar indústrias desde recursos naturais a
produtos finalizados. A ABB tem o prazer de anunciar a nossa nova sede nas icónicas Torres Rani
Towers, em Maputo, reafirmando o compromisso a Moçambique como um mercado de crescimento
rápido e uma importante base de clientes.
Clientes podem, agora, contactar-nos: Torres Rani Towers, Av. da Marginal, 141,
8 piso, +258 20 300 244/5 | abb.com/Africa