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José Alberto B. da Silva,


Marina Gonzaga da Silva e Vivian Mak

Guia de
curiosidades
Linguísticas

ECA-USP
São Paulo –SP
2011
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Guia de
curiosidades
linguísticas

Professora Brasilina Passarelli

José Alberto B. da Silva


Marina Gonzaga da Silva
Vivian Mak

São Paulo-SP
2011
Sumário

Apresentação ................................................................................................................................ 3
Introdução ..................................................................................................................................... 4
O interesse pela linguagem ........................................................................................................... 6
O interesse por nossa língua brasileira ......................................................................................... 8
Pequeno Glossário de estudo da língua ...................................................................................... 11
Os dicionários .............................................................................................................................. 14
As casas editoras ......................................................................................................................... 30
A Biblioteca Florestan Fernandes – FFLCH-USP .......................................................................... 39
Referências .................................................................................................................................. 42
Índice Remissivo .......................................................................................................................... 44
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Apresentação

Apresentamos aqui o resultado de um trabalho conjunto de três alunos do curso


de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A
ideia foi proposta pela professora Brasilina Passarelli como trabalho final para a matéria
Recursos informacionais I. O objetivo principal é ilustrar na prática os conhecimentos
aprendidos ao longo do semestre de curso, especialmente no que se refere ao
conhecimento das fontes de informação – sejam elas primárias, secundárias ou terciárias.

Esse trabalho foi acolhido com interesse pelos membros do grupo, que após
mudar de ideia inúmeras vezes (foram muitas mesmo!) chegaram ao tema que aqui se
apresenta: obras de referência de curiosidades linguísticas. A escolha foi feliz por agradar
a todos e fazer com que percorrêssemos um caminho enriquecedor e divertido na coleta
de dados.

Tal recorte se fez decisivo no dia em que visitamos a biblioteca da Faculdade de


Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP) e lá pudemos nos deliciar com as curiosidades
que encontramos nas estantes. A ideia então tomou sua forma definitiva e as obras
começaram a ser escolhidas.

Os dicionários que reunimos nos revelaram um mundo de conhecimento por vezes


rejeitado como algo menor, mas que são na verdade parte rica e muito viva de nossa
língua. Esse preconceito certamente é uma das causas das poucas obras de referência
(além, é claro, de seu alto custo). Contudo, apesar das dificuldades, autores e casas
editoras, particularmente nas últimas décadas, encararam o desafio de apresentar essas
obras ao público. Dedicamos este trabalho especialmente a eles, bem como a você, leitor,
que está convidado a passear pelas páginas deste guia, e, também, como nós, a rir,
descobrir, e se informar com a coletânea que escolhemos para apresentar aqui.
Esperamos que o contato com esses livros seja tão agradável a você quanto foi para nós.
Boa leitura!
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Introdução

Este guia é composto por partes relativamente autônomas entre si, mas que giram
em torno de um foco especial: as obras de referência (mais especificamente dicionários)
sobre os aspectos da língua portuguesa por vezes ignorados. Sendo assim, nosso foco
principal são as obras em si, que apresentamos organizadas em 15 fichas que apresentam
dados intrínsecos e extrínsecos de cada uma delas. Essas fichas trazem ainda uma
justificativa para a escolha de cada obra, o porquê dela ser interessante ser consultada.

Antes de apresentar as obras em si, no entanto, julgamos interessante fazer um


ponto de parada para explicitar melhor a importância de estudos que geram obras como
as listadas neste Guia. Assim, no item “O interesse pela linguagem”, apresentamos um
breve histórico de estudos da língua, para, em seguida, em “O interesse pela nossa
língua”, centrarmos o foco na produção de nosso país, a partir da Semana de Arte
Moderna de 1922, onde procuramos explorar o motivo da importância de estudos
voltados para a fala e a escrita brasileiras em seus aspectos mais amplos (que fujam
àqueles determinados apenas pela gramática).

Em seguida, apresentamos um brevíssimo glossário de termos utilizados pelos


estudiosos da língua. Elaborado de maneira informal, essa parte pode ser importante
para o leitor não especialista que se interesse em ler os prefácios das obras (algo que
recomendamos fortemente, pois nos foi de grande auxílio). Termos como “preconceito
linguístico”, “paremiologia”, “anexins”, “léxico” e tantos outros aparecem nos textos
introdutórios; buscamos então tornar didática a leitura dessas páginas e fornecer uma
pequena amostra da complexidade que as envolvem, mas apenas uma amostragem
desses estudos, preocupados que estamos em não afugentar o leitor em meio a termos
tão inusitados.

Após esta parada explicativa, apresentamos as fichas em si. Depois delas, damos
breve notícia das casas editoras que se propuseram a publicar essas obras de referência.
A parte seguinte do Guia traz uma descrição da instituição onde estão os dicionários aqui
apresentados: a FFCLH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP) e de
sua biblioteca Florestan Fernandes. Por fim o leitor que quiser poderá consultar as
5

referências e utilizar o índice remissivo que o ajudará a percorrer o GUIA de maneira mais
dinâmica.
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O interesse pela linguagem


- Olha, Sancho – retrucou Dom Quixote, - eu trago os rifões
a propósito, e eles vêm, quando os digo, como anel ao dedo. Já tu
os trazes tão pelos cabelos, que os arrastas, ao invés de guiá-los.
Se mal não me recordo, já uma vez te disse que os ditados são
sentenças breves, tiradas da experiência e especulação de nossos
antigos sábios.
O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha.
(CERVANTES, p. 489.)

Muito antigo é o interesse pela linguagem. Os primeiros estudos aparecem já na


antiguidade e perpassam os séculos. Contudo, é apenas no século XVI, motivado pelos
ventos da Reforma religiosa na Europa, que surge o mais antigo dicionário de línguas, o
que, aliás, sinaliza um maior contato entre uma multiplicidade de diferentes línguas,
especialmente nos séculos seguintes após as grandes navegações, o que provocará um
interesse maior por novos estudos no século XIX.

É desse século a origem das novas bases dos estudos linguísticos contemporâneos,
desenvolvendo-se, assim, métodos de análise e estudos de “gramáticas comparadas” e de
Linguística Histórica. Os estudos comparados das línguas irão demonstrar que estas “(...)
se transformam com o tempo, independentemente da vontade dos homens, seguindo
uma necessidade própria da língua e manifestando-se de forma regular”. (PETTER, 2007,
p. 12)

Já no início do século XX, com Ferdinand de Saussure, a Linguística assume


autonomia científica, não mais se apoiando em outras ciências, centrando-se agora na
observação dos fatos linguísticos, analisando-os a partir de um quadro teórico próprio e
preciso.

Por sua vez, a linguística irá considerar a língua falada como prioridade em suas
análises, sem, contudo, prescindir da forma escrita. Assim, e com seu desenvolvimento, a
linguística, mesmo reconhecendo uma linguagem culta e uma popular, irá se afastar de
uma perspectiva normativa da língua ou linguagem, que historicamente contribuiu para a
disseminação de falsos preconceitos. Sobre essa questão Petter afirma:

Em primeiro lugar, está suficientemente demonstrado que a língua


escrita não pode ser modelo para língua falada. Além do fato histórico
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de a fala ter precedido e continuar precedendo a escrita em qualquer


sociedade, a diferença entre essas duas formas de expressão verifica-se
desde sua organização até o seu uso social. Está também claro para todo
estudioso da linguagem que não há língua ‘mais lógica’, melhor ou pior,
rica ou pobre (PETTER, 2007, p. 20).

Apesar de se referir às línguas naturais, podemos sem dúvida estender sua


afirmação, para além, inclusive, dos dicionários listados e ao nosso Guia, e constatar a
pertinência de compilar a diversidade de dicionários linguísticos. Na maioria deles, o
registro da língua falada é o objetivo principal. Isto é evidente na justificativa de Fischer,
profícuo intelectual e professor universitário, para o seu Dicionário de Porto-Alegrês, que
se propôs a captar “(...) uma fotografia em movimento, uma fotografia do modo como se
fala aqui, um flagrante da linguagem que usamos.”(2001, p 9). E também do jornalista E.
D’Almeida Vitor, que, preso em uma penitenciária, insere-se nesse meio marginal e capta
a fala de seus colegas e, ao apresentar seu Pequeno Dicionário de Gíria entre
delinquentes, comenta: “Nele reproduzi, com a maior exatidão, a linguagem comum desse
grupo marginal, dentro de uma área social delimitada, e em tempo determinado” (VITOR,
p. 12).

Por fim cabe reconhecer, apesar das limitações deste Guia, que o avanço dos
estudos sociais ligados à língua, particularmente à sociolinguística, devem muito ter
contribuído não só para o reconhecimento dos diversos tipos de fala, mas também para o
florescimento de seus registros, dos quais nos servimos agora.
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O interesse por nossa língua brasileira


Macunaíma [...] não queria colecionar pedras, porque
destas já haviam lotes onde ele morava. Então ele resolveu
colecionar palavrões, de várias nacionalidades, palavras feias as
quais ele gostava tanto.
Macunaíma, Mário de Andrade

É do início do século 20 o nascimento de um forte interesse pela língua brasileira,


seja no aspecto formal ou informal, seja falada ou escrita. Por muito tempo antes disso,
os estudiosos espelhavam-se no colonialismo do português de Portugal, bem como muito
se apoiavam na busca da perfeição gramatical (também herdada da tradição lusitana).

Os artistas da Semana de Arte Moderna de 1922 de São Paulo causaram revolução


no modo como se vê a língua. Propuseram um afastamento da gramática reguladora
tradicional e passaram a propor uma valorização da linguagem popular: buscava-se uma
identidade nacional e isso passava por uma expressão mais livre da própria língua
portuguesa.

Décadas depois desse início de valorização da língua nacional, começou-se a


produzir em número mais relevante obras de referência para o Português brasileiro de
cunho, digamos, menos normativo. São os dicionários de palavrões, adágios, provérbios e
gírias, que representam um aspecto importante do uso da linguagem e, muito além disso,
do modo de ser e de ver o mundo. O Dicionário folclórico da cachaça, publicado no início
dos anos setenta, e o Dicionário do palavrão, de 1980,ambos de Mário Souto Maior, são
representativos deste novo momento, e o segundo, inclusive, tem o prefácio redigido por
Gilberto Freyre, que se posicionou sobre a obra dizendo: “faltava aos estudos sociais,
folclóricos, semânticos, desde a década de 20 tão em desenvolvimento no Brasil; e tão
característicos do afã brasileiro de conhecer-se cada dia mais a si mesmo e de, cada vez
mais, interpretar-se por seus próprios intérpretes”.

Aqui compete fazer uma observação sobre as características particulares destes


dicionários: não foram poucos os autores que reconheceram em seus trabalhos a
consulta a obras pioneiras e essenciais à sua confecção, contudo, considerados como
obras secundarias, a maior parte destes dicionários, trazem certa dose de novidade, ou
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seja, de dados de primeira mão. Esta talvez seja um dos motivos da importância e beleza
dessas obras.

Cabe salientar que para os modernos estudos da linguagem, a língua não é um


objeto estanque, tal como ela é tratada pela gramática. Esta impõe regras
arbitrariamente e registra um período pequeno da língua que pretende, por assim dizer,
fotografar e normatizar. Contudo, para a Linguística, a língua é um organismo vivo, em
constante transformação, e, assim, indissociável do contexto de sua produção.

Portanto, se justificam os dicionários de gírias, que apesar de serem circunscritas


no tempo e espaço, muitas de suas falas e palavras são incorporadas socialmente. Assim,
deve-se validar a inusitada iniciativa da Editora Pongetti, ainda no final dos anos sessenta,
que, apesar de todo preconceito linguístico da época1, publicou o Pequeno Dicionário de
Gíria entre Delinquentes, de E. D’Almeida Vitor. Por ser a gíria um fenômeno linguístico
disseminado entre as várias culturas, destacamos também o argentino Nuevo Diccionário
Lunfardo de José Gobello, voltado a compilar a fala da periferia de Buenos Aires.

No caso do Dicionário de provérbios e curiosidades, o autor, R. Magalhães Junior


(1960), nos diz sobre a motivação para confeccionar tal obra: “encorajou-nos a isto a
pobreza, na nossa bibliografia, em obras deste gênero” e, mais adiante, “Havia lugar vago,
a ser preenchido por obra desta espécie, dirigida não aos doutos, mas ao leitor comum,
curioso de saber coisas que nem sempre estão suficientemente esclarecidas nos
dicionários de nossa língua”.

Esse ponto - a falta de trabalhos sobre o assunto – também é indicado por outros
autores. Gilberto Freyre, no Prefácio do Dicionário do palavrão (1980), aponta para outra
justificativa: a importância extrema de obras como essas que revelam “uma
caracterização do ethos de uma sociedade ou das constantes de uma cultura ou da
identificação de um tempo social” (grifo do autor).

1
Adoniran Barbosa, ao utilizar a linguagem popular nas letras de suas músicas, além da censura
que estas sofreram devido ao uso do “mau vernáculo”, também será duramente criticado. A mais
contundente crítica foi a de Vinicius de Moraes, que teria dito a famosa frase: “São Paulo é o
túmulo do samba”, e que se dirige aos sambas de Adoniran, entre eles: “Samba do Arnesto”, que
seria contrário ao uso da norma linguística (Rocha, 2002, p. 143).
10

O próprio Souto Maior, na introdução também deste dicionário de 1980 afirma


que “o mundo inteiro diz palavrão: homens, mulheres, velhos, moços, crianças, ricos
pobres [...]”. Ou seja: o vocabulário de baixo calão é parte do cotidiano da língua. Ele
pretende que a obra contribua para os estudos da linguagem popular, “com possíveis
relacionamentos a outras disciplinas como a Linguística, a Etnografia, a Psicologia Social e
a Sociologia brasileiras”.

Em suma, este Guia que aqui apresentamos defende justamente isso: a


importância do reconhecimento da linguagem popular e da língua como modo vivo de
maneira geral apresentadas em obras de referência. Servindo assim ao esclarecimento de
curiosidades simples do leitor comum, aos especialistas de diversas áreas, mas também
ao puro deleite que a experiência com a linguagem pode possibilitar.
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Pequeno Glossário de estudo da língua

Adágio: é uma sentença moral de origem popular. É usado como sinônimo de provérbio,
anexim; rifão; ditado. Exemplos de adágios frequentemente utilizados, muitas vezes com
variações são: “não há mal que sempre dure, nem bem que sempre se ature” e “da mão à
boca vai-se a sopa”.

Anexim: provérbio popular que expressa um conselho sábio. Palavra em desuso na fala
popular, mas que tem o mesmo significado que adágio e provérbio. Exemplos: “Quem
fala demais dá bom dia a cavalo” e “de pequenino se torce o pepino”.

Calão: mais usado pela norma culta, o termo traduziria o linguajar vulgar ou obsceno.
Baixo calão, portanto, é a expressão ou palavra grosseira, obscena.

Ditado: além de seu uso costumeiro como exercício escolar de ortografia, também é
usado como sinônimo de provérbio, rifão, anexim, ou seja, o mesmo que ditado popular.
Ex.: “O seguro morreu de velho” e “a pensar morreu um burro”.

Etimologia: de forma ampla, os dicionários explicam-na como o estudo da origem e


formação das palavras de determinada língua. Como exemplo, a etimologia da palavra
lobo seria: do latim lupu (MICHAELIS, 1998).Contudo, os dicionários de linguística trazem
com mais precisão seu significado na área acadêmica:

(...)disciplina da linguística que estuda a origem das palavras. Por uma


série de comparações procura chegar à forma primitiva, expressão do
verdadeiro sentido da palavra até se perceber a relação entre o nome e
a coisa nomeada. Desse modo, pela interpretação da linguagem, se
chega à natureza das coisas e, por esta, também se interpreta a
linguagem. Modernamente a etimologia é concebida como uma
disciplina autônoma que estabelece a cronologia e a relação entre uma
forma primitiva e seu(s) derivado(s) morfológicos ou semântico(s).
Busca, portanto, a origem, a data de entrada na língua e todas as
alterações sofridas pelas palavras quer quanto ao significante quer
quanto ao significado (BORBA, 1976).

Gíria: dicionários recentes identificam o verbete apenas como o “(...) vocabulário informal
e peculiar de um grupo social” (HOUAISS, 2001, p. 376). Contudo, é curioso notar que
diversos dicionários identificam este verbete com a linguagem dos malandros, malfeitores
etc., com o qual procuram não ser entendidos por outras pessoas, chegando, inclusive, a
12

chamá-lo de “vocabulário parasita”. Por sua vez, os autores Rabaça e Barbosa em seu
Dicionário de Comunicação (1987, p. 300) são mais precisos com o significado de gíria:

Peculiaridades e modificações produzidas na língua nacional por um


determinado grupo, como mecanismo de coesão e defesa desse grupo
em relação aos demais. A gíria dos malandros e marginais, por exemplo,
e a dos adolescentes são os casos mais expressivos observados em nossa
sociedade: em ambos os casos, a gíria funciona como um código que
serve para identificar o grupo e para impedir a compreensão de suas
mensagens por elementos alheios a ele. As manifestações mais
comunicativas de gíria acabam assimiladas e adotadas pela linguagem
coloquial de todas as camadas sociais, perdendo-se então a sua função e
o seu valor primitivo. Isto provoca geralmente, no grupo de origem, a
substituição da gíria desgastada por uma nova expressão.

Em seguida, os autores argumentam que a gíria, apesar de combatida e


recriminada por muitos, está sempre sendo reproduzida e viva, fazendo parte da própria
dinâmica da língua e não ameaçando a sua unidade.

Léxico: com variações, este verbete é traduzido como vocabulário ou dicionário, mas
pode ser entendido como um sucinto dicionário utilizado por um autor, escola literária,
técnica ou domínio de uma ciência. O termo também é usado como dicionário de línguas
clássicas antigas. De forma especializada, o termo se refere às palavras, ou a uma parte
do vocabulário que são providos de semantema, que é o elemento que encerra o
significado da palavra, como “danc-“, em relação a dançar, dançante e dançarino.

Lexicologia: de forma simples, seria o estudo dos elementos de formação das palavras.
Também seria a parte da gramática ou linguística, que se ocupa em estudar o valor
etimológico e dos vários sentidos, significados e interpretações das palavras. Alguns
autores dividem esse campo de estudo em morfologia e semântica.

Linguística: de forma ampla seria a ciência que estuda a linguagem humana, a estrutura
das línguas e sua origem, desenvolvimento e evolução. De forma mais precisa, seria “o
estudo da linguagem humana, mas considerada na base da sua manifestação como
língua” (Câmara Jr., 1992). Por sua vez, deve-se levar em conta que a linguística é uma
ciência recente, do século XIX, estudando os fenômenos linguísticos. Inicialmente
concentrava-se nas mudanças linguísticas no tempo – linguística diacrônica ou histórica.
Mais tarde desenvolveu-se o estudo da linguística sincrônica, descritiva, que destaca a
rigidez aparente da língua e de sua realidade social, o que, sem dúvida, permite ser
13

utilizada como meio fundamental de comunicação entre os grupos sociais. Além destas
breves anotações, foi possível verificar em alguns dicionários de linguística, uma enorme
ramificação de áreas de pesquisa desta ciência: Linguística Funcional, Linguística Especial,
Linguística Matemática, Linguística Psicológica, Linguística Sociológica, etc., além das já
citadas Linguística Sincrônica e Diacrônica.

Palavrão: além de significar uma palavra grande e/ou de pronúncia difícil como, por
exemplo, Pindamonhangaba, é utilizada corriqueiramente para definir palavras obscenas,
grosseiras ou pornográficas.

Paremiologia: palavra ausente até em bons dicionários (Larousse Cultural, 1992) o termo
significa coleção de provérbios.

Pragmática: além do termo ser utilizado como conjunto de normas que regulam uma
cerimônia, é usado também como “ (...) ramo da linguística que propõe integrar ao
estudo da linguagem o papel dos usuários, bem como as situações em que a linguagem é
utilizada.” (Larousse Cultural, 1992). Curiosamente é um verbete ausente de vários
dicionários de linguística.

Preconceito linguístico: inicialmente a palavra preconceito seria um julgamento ou


opinião prévia sobre algo. Assim, preconceito linguístico seria um julgamento prévio
sobre certas variedades linguísticas, como ainda ocorre com a gíria, e com a enorme
diversidade regional de pronúncias existentes em nosso país, muitas vezes colocadas em
posição de inferioridade em relação aos centros de poder econômico e político.

Rifão: adágio vulgar, normalmente grosseiro; o mesmo que provérbio, anexim.

Sociolinguística: de forma breve seria a ciência que estuda as relações entre os


fenômenos linguísticos e sociais. Além de estabelecer um paralelo entre os fatos
linguísticos e sociais, também estuda os diversos níveis de língua, que se desenvolvem
nas diversas camadas sociais, pelas trocas resultantes dos contatos socioculturais, pelos
problemas de norma linguística e social etc.

Verbete: pode ser usada como nota, apontamento, ou apenas uma palavra, discurso. Em
um dicionário seria o conjunto de explicações e informações de uma palavra.

Vernáculo: definiria a linguagem pura de um país, genuína, sem o uso de estrangeirismos


na pronúncia, vocabulário ou sintaxe.
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Os dicionários

Lista das obras deste guia

Há três índices gerais no final do Guia para facilitar a localização das obras. Você pode
localizar por autor, casa editora ou título. Abaixo apresentamos uma lista simples para acesso
rápido.

1. Adagiário brasileiro
2. Assim falava lampião: 2.500 palavras e expressões nordestinas/
3. Dicionarinho do Palavrão & Correlatos: inglês-português, português – inglês
4. Dicionário brasileiro de insultos
5. Dicionário folclórico da cachaça
6. Dicionário de Gíria: Modismo linguístico. O equipamento falado do brasileiro
7. Dicionário do palavrão e termos afins
8. Dicionário popular de frases feitas
9. Dicionário de porto-alegrê
10. Dicionário de provérbios e curiosidades
11. Novo Dicionário da Gíria Brasileira
12. Nuevo Diccionario Lunfardo
13. Pequeno dicionário de gíria entre delinquentes
14. Tingo: o irresistível almanaque das palavras que a gente não tem
15. Vocabulário de crendices amazônicas
15

Ficha 1

MOTA, Leonardo. Adagiário brasileiro. Belo Horizonte: Itatiaia/EDUSP, 1987.

Localização 918.1 RN248 v.115

Assunto Paremiologia, coleção de provérbios.

Reunir, valorizar e divulgar a riqueza da


Propósito
língua popular brasileira.

Público Apreciadores da língua em geral.


Intrínsecos
Aspectos

Idioma Português

Profundidade da Erudição na medida certa: inteligente sem


informação ser obscuro.

Os adágios são organizados em ordem


Arranjo
alfabética. Há índice remissivo.

Nº de páginas 403 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 23 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não tem.

Por que
Se o leitor for daqueles que se deliciam com a linguagem, encontrará
você deve
no autor da obra um grande parceiro, que ao colecionar adágios
consultar
revelou um “inexplorado filão de nosso folclore”.
essa obra?

Interessante texto introdutório relatando como esta obra ficou


Outras
desaparecida por treze anos até ser reencontrada e então publicada
informações
pelo filho do autor – que já havia falecido.
16

Ficha 2

NAVARRO, Fred. Assim falava lampião: 2.500 palavras e expressões nordestinas.


São Paulo: Estação Liberdade, 1998.

Localização R469.3 N241a

Assunto Palavras e expressões do povo nordestino


Reunir em um único volume parte
considerável da linguagem nordestina,
Propósito
com citações, mostrando seu uso
corrente.
Curiosos em geral ou interessados em
Intrínsecos
Aspectos

Público
estudo da língua e cultura brasileira.

Idioma Português

O livro é baseado em pesquisa de vários


Profundidade da
dicionários e obras de escritores e músicos
informação
nordestinos.

Arranjo Verbetes curtos e médios.

Nº de páginas 271 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 22 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Apenas em cada início de letra.

Por que
Ela não apenas reúne termos e expressões nordestinas, como mostra
você deve
exemplos de seu uso no cotidiano a partir de pesquisa. Colaborando
consultar
assim para a divulgação e preservação da cultura do Nordeste.
essa obra?

Outras Inclui apresentação de Antonio Nóbrega, xilogravuras de J. Borges e


informações exemplos de usos das palavras.
17

Ficha 3

MATTOSO, Glauco. Dicionarinho do Palavrão & Correlatos: inglês-português,


português – inglês. Rio de Janeiro: Editora Record, c 1990.

Localização R. 469. 7093M 396 d

Assunto Palavras e expressões de caráter chulo.

Juntar os vocabulários de palavrões do


Propósito
inglês (EUA) e do português (Brasil).
Intrínsecos

Público Curiosos em geral com noções de inglês.


Aspectos

Idioma Português e Inglês.

Levantamento e análise de termos a partir


Profundidade da
de pesquisa em vários dicionários gerais,
informação
específicos e bilíngues.

Arranjo Verbetes curtos.

Nº de páginas 181 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 21 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não há.

Segundo o autor, ofender alguém com um palavrão significa


transgredir o limite entre o público e o privado, contrariar tabus ou
Por que
convenções. Por esse caráter subversivo, o palavrão é policiado
você deve
principalmente na linguagem escrita, além de ser associado à
consultar
pornografia e vulgaridade. Esta obra procura adotar critérios contrários
essa obra?
ao moralismo que pode esconder a variedade cultural e linguística de
um povo.

Formado em letras pela USP, o autor é um poeta, ficcionista, cronista e


Outras
colunista em diversas mídias. Apresenta uma pesquisa intensiva,
informações
melhor explicada na apresentação.
18

Ficha 4

ARANHA, Altair J. Dicionário brasileiro de insultos. Cotia : Ateliê, 2002.

Localização R398.90981A662d

Assunto Expressões populares.

Divulgar e brincar com a riqueza do


Propósito
vocabulário nacional para insultos.
Intrínsecos
Aspectos

Público Geral.

Idioma Português.
Profundidade da
Leve.
informação
Arranjo Em verbetes.

Nº de páginas 364 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 15,5 x 15,5 cm.

Tipo de impressão Cores.

Ilustração Poucas ilustrações.

Por que você


Trata o tema com teor lúdico, apresentando seus verbetes com um
deve consultar
humor agradável.
essa obra?

Outras O autor é professor da Universidade de São Paulo, na Escola de


informações Comunicações e Artes, e adotou um pseudônimo na obra.
19

Ficha 5

MAIOR, Mário Souto. Dicionário folclórico da cachaça. Recife: Fundação Joaquim


Nabuco : Editora Massangana, 1980. (Série Estudos e pesquisas 16 )

Localização R469.79803 S71d 3.ed

Assunto Verbetes sinônimos de cachaça.

A partir das múltiplas formas como é


Propósito chamada a cachaça, provar a sua
influência na língua falada no Brasil.
Intrínsecos
Aspectos

Curiosos em geral, folcloristas e


Público
acadêmicos.

Idioma Português

Profundidade da Renomado folclorista elabora exaustiva


informação pesquisa.

Arranjo Verbetes e expressões em coluna única.

Nº de páginas 149 p.

Dimensão 21 cm.
Extrínsecos
Aspectos

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustrações de rótulos de cachaça –


Ilustração mulata, uirapuru, lagostinha, rabo de galo
etc., em preto e branco.

Por que
você deve Por curiosidade e diversão, e interessados em verificar as diversas
consultar formas de se referir à nossa ilustre bebida nacional.
essa obra?

Segundo Souto Maior, Mario de Andrade teria registrado um dito


Outras
popular “... segundo o qual apenas duas nações não bebem: o sino,
informações
porque tem a boca para baixo, e o ovo, porque já nasce cheio”.
20

Ficha 6

SERRA E GURGEL, J. B. Dicionário de Gíria: Modismo Linguístico. O equipamento


falado do brasileiro. 5. ed. Brasília, DF: J.B. Serra e Gurgel, 1998.

Localização R469.70903 G987d

Assunto Gírias ou expressões populares.

Mostrar como a gíria já faz parte da


Propósito linguagem de todos os brasileiros (de
todas as etnias e classes).

Pesquisador, tradutor, estudante, e


intrínsecos
Aspectos

Público interessados em conhecer a língua


brasileira.

Idioma Português

Apresenta uma pesquisa teórica em livros


Profundidade da
e empírica em mídias e audição de grupos
informação
específicos.

Arranjo Ordem alfabética e verbetes médios

Nº de páginas 471 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 22 cm.

Tipo de impressão Preto e Branco.

Ilustração Não.

Por que Na visão do autor: “A gíria é manifestação da língua viva. É expressão


você deve dinâmica da maneira de um grupo social e mesmo de uma sociedade
consultar se expressar. É o que defino como equipamento linguístico falado, a
essa obra? linguagem usual” (SERRA E GURGEL, p. 28).

O autor é um jornalista, antropólogo e pesquisador. A obra inclui na


introdução um levantamento histórico sobre estudos de gírias no
Outras Brasil, além das notas das edições anteriores. Ela se divide em uma
informações parte teórica, onde o autor pretende justificar a gíria e enquadrá-la
“num contexto linguístico de espectro mais amplo”, e prática, o
levantamento das gírias mais faladas no país (ibdem).
21

Ficha 7

MAIOR, Mário Souto. Dicionário do palavrão e termos afins. Recife: Editora


Guararapes LTDA, 1980.

Localização R801.398 S71d

Palavrões e palavras de baixo calão em


Assunto
geral.

Sistematizar em forma de um dicionário,


um tipo de vocabulário que desagrada
Propósito
gramáticos e puristas, mas faz parte da
vida.
Intrínsecos
Aspectos

Público Curiosos em geral e linguistas.

Idioma Português

Profundidade da Obra feita por um intelectual que soube


informação utilizar de clareza. Acessível.

Tradicional de dicionários. Verbetes em


Arranjo
colunas.

Nº de páginas 154 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 23 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não possui.

Por que você


Obra de importante intelectual, que traz informação confiável.
deve
Como é dito no prefácio, trata-se de uma verdadeira “sociologia ou
consultar essa
ecologia do palavrão na língua portuguesa do Brasil”.
obra?

Além dos verbetes, são imperdíveis os textos no início da obra: uma


Outras
apresentação redigida por Eliézer Rosa, prefácio de Gilverto Freyre e
informações
introdução do próprio Mário Souto Maior.
22

Ficha 8

NEVES, Orlando. Dicionário popular de frases feitas. Portugal – Porto: Lello & Irmão
Editores, 1991.

Localização R469.709 N426d

Assunto Frases feitas

A dicionarização como contribuição para


Propósito
estudos futuros.
Intrínsecos

Público Geral.
Aspectos

Idioma Português.

Profundidade da Elaborado por profícuo intelectual e de fácil


informação consulta.

Em colunas e ordem alfabética. No final há


Arranjo
pequeno temário com curiosidades.

Nº de páginas 422 p.
Aspectos

Dimensão 20 cm.
Extrínsecos

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não tem.

Por que você


Elaborada por respeitado autor português, preocupado apenas com as
deve
“frases feitas”, estas seriam reveladoras de uma ação e, portanto, de um
consultar
modo de ser de uma população.
essa obra?

Ao final, o autor verifica maior quantidade de frases que reagem os


costumes e à moral estabelecida, mas de cunho negativo. Assim, muitas
Outras
delas traduzem a morte, a pobreza, a fuga, a bebedeira, a ociosidade, a
informações
hipocrisia, e, em menor número, as que refletem positivamente a
felicidade, a alegria, o trabalho etc.
23

Ficha 9

FISCHER, Luís Augusto. Dicionário de porto-alegrês. Porto Alegre, RS: Artes e Ofícios,
2000.

Localização R469.3 F562d 11.ed.

Assunto Verbetes falados em Porto-alegre e região.

Registrar uma fotografia em movimento


Propósito da língua falada na cidade, e servir de
fonte para outros dicionários.
intrínsecos
Aspectos

Público Geral.

Idioma Português.

Divertido e de leitura corrente, o autor


Profundidade da
enfatiza o caráter autoral da obra, sem
informação
maiores preocupações científicas.

Arranjo Em colunas e ordem alfabética.

Nº de páginas 268 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 19 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Apenas uma curiosa ilustração na capa.

Por que você


deve Por curiosidade e diversão, mas também aos estudiosos da língua local
consultar e regional, destacando sua constante reelaboração.
essa obra?

Outras A repercussão favorável do livro motivou a identidade local.


informações O nome original do livro seria “Dicionário Impreciso de Porto-Alegrês”.
24

Ficha 10

MAGALHÃES JUNIOR, R. Dicionário de provérbios e curiosidades. São Paulo: Cultrix,


1960.

Localização R398.9 M166d

Provérbios, adágios, frases feitas, entre


Assunto
outras curiosidades.

Preencher um campo pouco explorado, o


Propósito
de dicionários de provérbios brasileiros.
intrínsecos
Aspectos

Público Curiosos em geral.

Idioma Português
Profundidade da
Obra cuidadosa e bastante acessível.
informação
Arranjo Em coluna única, ordem alfabética.

Nº de páginas 299 p.

Dimensão 21 cm.
Extrínsecos
Aspectos

Tipo de impressão Preto e branco.

Pequenas ilustrações no início de cada


Ilustração
letra.

Por que você


deve Dirigido ao “leitor comum, curioso de saber coisas que nem sempre
consultar estão suficientemente esclarecidas nos dicionários da língua”.
essa obra?

Além de provérbios, traz adágios comparados, frases feitas, ditos


Outras
históricos e pseudo-históricos, alusões mitológicas e citações literárias
informações
de curso corrente na língua falada e escrita.
25

Ficha 11

VIOTTI, Manuel. Novo Dicionário da Gíria Brasileira. 3. ed. São Paulo: Livraria Tupã
Editora, [196-].

Localização R469. 70903 V796n

Assunto Gíria popular nacional e termos estrangeiros.

Ser uma coletânea de palavras não


Propósito
dicionarizadas.

Público Público em geral.


intrínsecos
Aspectos

Idioma Português.

Apresenta pesquisa aprofundada com base


Profundidade da em estudiosos e dicionaristas renomados
informação como Antenor Nascentes e Aurélio Buarque
de Hollanda Ferreira, entre outros.

Arranjo Ordem alfabética, verbetes curtos.

Nº de páginas 476 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 23 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não.

Por que você


deve Para conhecer gírias populares no Brasil, incluindo-se estrangeirismos,
consultar que nem sempre aparecem nos dicionários convencionais.
essa obra?

Outras Esta 3ª edição manteve os verbetes das edições anteriores.


informações Inclui lista de abreviaturas e Bibliografia.
26

Ficha 12

GOBELLO, José. Nuevo Diccionario Lunfardo. Buenos Aires: Corregidor, c 1990.

Localização R467.093 G514n

Linguagem popular de Buenos Aires, em


especial o Lunfardo – Conjunto de termos
Assunto trazidos pela imigração, entre a segunda
metade do séc. XIX e 1ª Guerra Mundial, e
falado pelo povo local.

Reunir termos antigos e modernos da fala


popular ainda em uso em Buenos Aires,
Propósito
que não aparecem nos dicionários
Intrínsecos
Aspectos

convencionais.

Linguistas, falantes nativos e curiosos em


Público
geral.

Idioma Espanhol.

Profundidade da Obra cuidadosa; mostra exemplos de usos


informação dos termos e citas as fontes consultadas.

Ordem alfabética dos termos e verbetes


Arranjo
médios.

Nº de páginas 284 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 22 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não.

Por que
você deve É uma forma de conhecer a variedade linguística existente na região de
consultar Buenos Aires.
essa obra?

A presente obra é uma versão ampliada do original Diccionario


Outras
Lunfardo do mesmo autor, publicado em 1975.
informações
Contém ainda lista de Referências e Abreviaturas.
27

Ficha 13

VITOR, Edgar d’Almeida. Pequeno dicionário de gíria entre delinquente: (pesquisa


em torno da linguagem de um sub-grupo social). Rio de Janeiro: Editora Pongetti,
1969.

Localização R469.70903 D452p.

Assunto As palavras criadas por detentos.

Fixar a fala na forma de um vocabulário de


Propósito
uma dada comunidade carcerária.
Intrínsecos

Subsidiar estudos da língua e de acesso à


Aspectos

Público
coletividade prisional.

Idioma Português.

Profundidade da Grupo estudado é limitado, mas


informação interessante coleta de dados.

Arranjo Verbetes em coluna dupla.

Nº de páginas 39 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 19 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Não tem.

Por que
Por estar restrita no tempo, área e grupo social, esta obra,
você deve
provavelmente única na época, deve servir de matéria prima a
consultar
estudiosos da língua e sociólogos.
essa obra?

Outras Por ser jornalista, autor é preso em 1954. Somado ao seu interesse no
informações tema, o livro surge dessa sua experiência pessoal.
28

Ficha 14

BOINOD, A. J. Tingo: o irresistível almanaque das palavras que a gente não tem. São
Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2007.

Localização 418 B668Mp

Estrangeirismos, palavras curiosas em


Assunto
diversas línguas.

Divertir-se e pensar na diversidade


Propósito
cultural expressada pelas línguas.
intrínsecos
Aspectos

Público Curiosos em geral.

Idioma Originalmente em inglês.

Apesar de feita por professor


Profundidade da
universitário, adota o gênero
informação
almanaque (leve e lúdico).

Arranjo Verbetes.

Nº de páginas 213p.
Extrínsecos

Dimensão 23 cm.
Aspectos

Tipo de impressão Preto e branco.

Há desenhos simples em preto e branco


Ilustração
ilustrando verbetes.

Por que você As palavras que existem em outras línguas, mas não em português,
deve consultar não só nos divertem como também nos fazem refletir sobre a
essa obra? riqueza e singularidade de diferentes culturas.

O autor é um colecionador de palavras das mais diferentes línguas. É


possível colaborar com sua coleção por meio do site indicado no
Outras
livro. “Tingo” é uma palavra do idioma rapanui, da Ilha de Páscoa
informações
(Chile) e significa “pegar coisas, uma a uma, emprestadas da casa de
um amigo, até não sobrar nada”.
29

Ficha 15

ORICO, Osvaldo. Vocabulário de crendices amazônicas. São Paulo: Companhia


Editora Nacional, 1937.

Localização R 398.4103 O78v

Assunto Vocabulário de crendices amazônicas.

Compilar o vocabulário de crendices da


Propósito
Amazônia.

Público Estudiosos e curiosos em geral.


intrínsecos
Aspectos

Idioma Português.
Escrito de forma fluente, seu autor foi
Profundidade da poeta, escritor, diplomata etc., além de ter
informação sido membro da Academia Brasileira de
Letras.
Palavras e expressões em ordem
Arranjo
alfabética e em coluna.

Nº de páginas 283 p.
Extrínsecos
Aspectos

Dimensão 19 cm.

Tipo de impressão Preto e branco.

Ilustração Fotos em preto e branco.

Para seu autor “A tendência para a crendice é um fato natural no


Por que você espírito humano. Daí a relativa facilidade com que se improvisam
deve mágicas, feiticeiros (...) catimbozeiros, formas polidas ou bárbaras de
consultar um mesmo denominador comum: - o fetichismo da espécie... Mais do
essa obra? que qualquer outro ponto do país, a Amazônia guarda o segredo
étnico, a força plástica da terra mal subjugada”.

O relato de Orico é premonitório: “fui em várias ocasiões surpreendido


por ‘botar a mão a cabeça’. E também ‘por deixar o chinelo virado’.
Outras
Diziam-me que, quem assim procedia, ficava sem mãe. O terror da
informações
ameaça gerou em mim um zelo infinito por ambas as coisas” (p. 14).
O volume se encontra em condições precárias na biblioteca da FFLCH.
30

As casas editoras

Ateliê

A Ateliê Editorial foi fundada em 2001. Conforme informações do site oficial, a editora
atua principalmente nas áreas de literatura; ensaios de crítica literária e outras áreas
acadêmicas; comunicação e artes; arquitetura e obras sobre o livro e seu universo.
Procura trabalhar apenas com originais com indicação e que se encaixem em sua linha
editorial, contando com conselhos editoriais em cada área para auxiliar no parecer dos
trabalhos recebidos. Não publicam autoajuda, livros esotéricos e romances religiosos.
Além do Dicionário de Insultos, publica também outras obras de referência, como os 5
volumes do Dicionário Grego-Português.
Mais informações no site: http://www.atelie.com.br.

Artes e Ofícios Editora

Com sede em Porto Alegre, a editora Artes e Ofícios completa neste ano vinte anos de
existência. A empresa apresenta uma diversificada linha editorial, que vai de publicações
para a área de psicanálise, outras orientadas para crianças e jovens, além de apresentar
em seu catálogo autores nacionais e internacionais já consagrados como Luis Fernando
Veríssimo, Moacyr Scliar e Pierre Levy.

Contudo, a editora também investe em novos autores, como o escritor e professor


universitário de literatura brasileira na UFRGS, Luis Augusto Fischer, que à época da
publicação de seu Dicionário de Porto-Alegrês, ainda era desconhecido no campo
editorial, muito embora já tivesse publicado três livros pela mesma editora. Hoje, o
mesmo autor conta com variadas publicações, que vão desde ficção, crônicas, dicionários
e ensaios acadêmicos, entre outros.

Mais informações nos sites:


https://arteseoficios.websiteseguro.com/loja/editora.php. Acesso 17/11/2011. 10:00
http://lpm.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&
Template=../livros/layout_autor.asp&AutorID=718283. Acesso 17/07/2011. 10:24.
31

Companhia Editora Nacional

Apesar da população do país ser predominantemente rural e pouco alfabetizada nos anos
vinte, Monteiro Lobato, depois de algumas iniciativas editoriais pioneiras, associa-se a
Octalles Marcondes Ferreira, e cria a Companhia Editora Nacional.

Esta significou uma transformação no mercado editorial da época, pois foi pioneira em
produzir edições de alta qualidade gráfica e acabamento, além da divulgação e
distribuição para todo país.

Representativo de sua linha editorial é a publicação de seu primeiro livro: “Meu cativeiro
entre os selvagens do Brasil” de Hans Staden, que se esgotou rapidamente. Outro
exemplo de valorização da cultura nacional é o inusitado livro, de 1937, citado neste Guia,
de Osvaldo Orico: “Vocabulário de Crendices Amazônicas”.

A “Nacional” publicou e traduziu desde best-sellers mundiais até autores nacionais


indispensáveis na época, como Machado de Assis e Raquel de Queiroz. Também
constituiu famosas coleções, entre elas a ‘Brasiliana’, reunindo mais de 380 obras de
estudiosos, por mais de meio século, muitas delas contribuindo para a consolidação e
popularização de intelectuais brasileiros como Luis da Câmara Cascudo, Florestan
Fernandes, Octavio Ianni entre outros.

Entretanto, nos anos oitenta, passando por dificuldades financeiras, a Nacional passa a
ser controlada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Nacional (BNDES), para logo
depois ser adquirida pelo Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas (IBEP), tradicional
editora de livros didáticos, que passará a administrar seu rico catálogo.

Em meados dos anos dois mil, o grupo empresarial criou a FAENAC – Faculdade Editora
Nacional e, em 2009, adquiriu também a Editora Conrad. Mais informações nos sites:

http://www.projetomemoria.art.br/ Acesso 25/11/2011. 7:57.

HTTP://www.editoraibep.com.br/ibep2010/htdocs/pages/nossaHistoria.asp/

Acesso 25/11/2011. 07:35.


32

Conrad Editora do Brasil

Foi fundada em 1993, por André Forastiere, Renato Yada, Cristiane Monti e Rogério de
Campos. O primeiro nome da editora foi Acme. As publicações da editora são bastante
focadas na área de História em Quadrinhos e Mangás. Não publica há décadas o
Dicionário de Provérbios e Curiosidades. Aliás, a última edição que conseguimos localizar
data de 1974, pela Editora Documentário. Para mais informações sobre a Conrad, acesse
o site: http://www.lojaconrad.com.br/lojas/CONRAD/institucional.cfm.

Cultrix

Fundada por DiaulasRiedel em 1956, “com o objetivo de editar livros de filosofia,


literatura, sociologia, linguística e psicologia”. Diaulas faleceu 1997 e então seu filho
Ricardo Riedel assumiu o posto de dono e editor chefe. Junto com a Cultrix, estão outras
duas editoras: a Pensamento, que a precedeu, fundada em 1907, e outra que veio a ser
incorporada em 2009, a editora Seoman. As publicações desse grupo editorial sob o
comando de Ricardo Riedel são variadas, abarcam a área de Administração, Artes
Adivinhatórias, Autoajuda, Ciências Humanas, Esoterismo, Espiritualidade, Sabedoria
Oriental e Saúde. Assim, encontramos em seu catálogo obras de referência de vários
tipos: Dicionário de Símbolos, Enciclopédia de Yoga, Dicionário de Linguística, Dicionário
Cigano dos Sonhos e Dicionário de Magia e Esoterismo. Essas e outras informações no
site: http://www.pensamento-cultrix.com.br.

Ediciones Corregidor

É uma editora argentina fundada em 1970, em plena ditadura militar, por Manuel
Pampín, um espanhol que chegou ao país com 14 anos de idade. Segundo o site da
editora, seus catálogos levam a marca de seu editor, pois buscam veicular a boa prosa
argentina e mostrar aos leitores temas originais e variados de autores nacionais. Pampín
editou a mais extensa bibliografia sobre Buenos Aires, Tango e Lunfardo, que inclui 19
tomos da coleção “A História do Tango” (que conta com mais de 120 autores). Já publicou
mais de 3000 títulos que abrangem diferentes gêneros e temas como o conto, a poesia, a
33

novela, o ensaio, a economia, a política, o cinema, o teatro e o folclore. Pampín recebeu


vários prêmios argentinos pelo reconhecimento de sua obra como editor de livros. Para
saber mais, visite: http://www.corregidor.com

Editora Guararapes LTDA

Pouca informação foi encontrada a respeito dessa editora que publicou pela primeira vez
o O Dicionário do palavrão e termos afins, de Mário Souto Maior (1920-2001). Em busca
no catálogo online das bibliotecas da USP, o Dédalus, localizamos apenas quatro obras
dessa editora, todas do início da década de 1980. Não achamos em livraria nenhuma
algum livro seu, apesar de encontrarmos o seu endereço e o telefone por meio de
buscadores da internet – que situam a casa editora em Recife. Hoje é possível encontrar
outras edições d’ O Dicionário do palavrão e termos afins sob os cuidados da editora
mineira Leitura, que o republicou em 2010.

Editora Itatiaia

A Editora Itatiaia é a mais antiga de Belo Horizonte. Foi fundada em 1953 por Pedro Paulo
Moreira e Edison, hoje se situa no décimo-sexto andar do Château de Villandry, um belo
edifício de mármore grafitado, cravado no seio do bairro Belvedere. O nome da editora
foi um erro que confessa o editor Pedro Paulo: "fruto da minha ignorância, pois pensava
que o pico da Itatiaia estivesse do lado mineiro, mas já está na parte fluminense". Essas e
outras informações sobre a editora podem ser encontradas no site:
http://www.bhdecadaum.com.br.

Editora Massangana

Fundada em 1980, a Editora Massangana tem sua linha editorial voltada para o campo
das ciências sociais, mas com a orientação de divulgar a cultura regional do norte e
nordeste brasileiro. Por sua vez, a editora é integrante da Fundaj - Fundação Joaquim
34

Nabuco, entidade idealizada por Gilberto Freire no final dos anos quarenta, publicando
assim a produção de seus pesquisadores, entre eles, o próprio Mario Souto Maior,
pesquisador e diretor do seu Centro de Estudos Folclóricos durante os anos setenta e
oitenta, produzindo vasta obra como folclorista.

Mais informações nos sites:


http://www.fundaj.gov.br/docs/mario/msm.html.Acesso em 17/11/2011, 9:11.
http://www.soutomaior.eti.br/mario/, Acesso em 17/11/2011, 9:27.

Editora Pongetti

Poucas e difíceis foram as informações garimpadas desta curiosa editora. Pode-se inferir
que suas edições iniciaram-se por volta dos anos 1920 e foram até meados dos anos
1970. Entre as interessantes informações colhidas, está o estrondoso sucesso editorial de
1958 - apesar de ter sido negado por diversas editoras, do livro de Edmar Morel sobre a
Revolta da Chibata. Neste se conta a história do famoso marinheiro e “navegante negro”,
João Candido, imortalizado na música de Aldir Blanc e João Bosco: “O Mestre-Sala dos
Mares”. Outro dado curioso foi a edição, pela Pongetti, do primeiro livro de Fernando
Sabino, Os grilos não cantam mais (1941), quando o autor tinha apenas dezoito anos.
Assim, a estes breves dados, podemos somar o Pequeno dicionário de gíria entre
delinquentes de E. D’Almeida Vitor, e indicar que a editora formava um catálogo variado
de publicações, destacando-se os escritores iniciantes e os não valorizados pelas grandes
editoras.

Apenas algumas indicações desta casa editora podem ser encontradas nos sites:

http://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/candidohoje5.html. Acesso
17/10/2011. 11:05.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Sabin. Acesso 17/11/20111. 10:40.

Editora Record

A Editora Record pertence ao Grupo Editoral Record, uma empresa brasileira e, de acordo
com o site do grupo, é tida como o maior conglomerado editorial da América Latina. Teve
35

origem em 1942 quando foi fundada por Alfredo Machado e Décio Abreu como uma
distribuidora de quadrinhos e outros serviços de imprensa. Possui 11 perfis diferenciados:
Record, Bertrand Brasil, José Olympio, Civilização Brasileira, Rosa dos Tempos, Nova Era,
Difel, BestSeller, Edições BestBolso, Galera & Galerinha. É líder no segmento de não-
didáticos, apresenta um variado catálogo com mais de 6 mil títulos. A Record é o carro-
chefe do grupo e busca inovação e qualidade entre seus títulos. Seu foco atual está
voltado para a ficção de qualidade e entretenimento, reportagens e narrativas de não-
ficção sobre temas polêmicos, históricos ou científicos. Publica nomes frequentes em
listas de mais vendidos em vários países, ao lado de novos e clássicos autores brasileiros,
além de vencedores do prêmio Nobel de Literatura, como Gabriel García Márquez,
Hermann Hesse, Albert Camus entre outros. Mais informações no site:
http://www.record.com.br

EDUSP

Conforme nos informa o site da editora: “A Edusp – Editora da Universidade de São Paulo
– é uma das maiores editoras universitárias brasileiras. Desde a criação de seu
Departamento Editorial próprio, em 1988, já publicou cerca de mil títulos e inúmeros
prêmios.” Dentre as obras de referência de sua responsabilidade, estão o Dicionário de
Escravidão Negra do Brasil, o Dicionário do Livro, o Dicionário Enciclopédico Ilustrado
Trilíngue, o Léxico de Guimarães Rosa, entre outros. Mais informações na página:
http://www.edusp.com.br/institucional.asp

Estação Liberdade

Fundada no bairro da Liberdade no final dos anos 1980, hoje está na linha de frente na
publicação das letras nipônicas no Brasil, principalmente de autores clássicos modernos
do Japão, entre eles Yoshikawa (criador da obra popular Musashi). Também divulga
diversas literaturas europeias, com destaque para as de língua francesa (incluindo-se
autores da África Francófona e do Canadá) e de língua alemã. Atua também na publicação
de literatura brasileira, na qual encontramos o dicionário de Fred Navarro, e
36

recentemente tem dado ênfase à veiculação das coleções Figura do Saber (em parceria
com a editora francesa Las Belles Lettres) e Arquitetos (na qual divulga textos e
depoimentos de expoentes da arquitetura mundial).
Mais informações na página: http://www.estacaoliberdade.com.br

J.B. Serra e Gurgel

João Batista Serra e Gurgel é autor e editor do Dicionário de Gíria: Modismo Linguístico. O
equipamento falado do brasileiro, que atualmente está na oitava edição, lançada em
2009. Graduado em Ciências Sociais e Antropologia pela UFRJ, e jornalista de profissão.
Trabalhou em várias redações e assessorias de imprensa, ensinou Comunicação na
Universidade de Brasília por 24 anos. Hoje está aposentado e mora com a família em
Niterói-RJ. Ainda assim continua na ativa como Diretor de Comunicação Social da “Casa
do Ceará”, entidade privada em Brasília dedicada a promover e divulgar a cultura
cearense no DF, e é chefe da edição do jornal da mesma entidade, o que lhe possibilita
editar seus próprios livros. Continua a pesquisar e estudar a gíria brasileira e a atualizar o
site Dicionário de Gíria/Jornal da Gíria, lançado em 2000
(http://www.cruiser.com.br/giria/). A última edição de seu dicionário registra cerca de
33.500 verbetes, e ainda é bastante consultado no país e conhecido em bibliotecas de
Lisboa, Washington, Berlim, Hamburgo e Tóquio.

Lello e Irmão Editores

As origens desta secular editora portuguesa remontam à fundação da “Livraria Chardron”,


em 1869, na cidade do Porto. Já com a participação da família Lello, é inaugurado, em
1906, um novo edificio, simbolo do estilo neogótico portuense, e que até hoje sedia a
Livraria Lello, que é considerada uma das três mais belas livrarias do mundo. Em seu
catálogo encontram-se uma grande variedade de publicações, destacando-se, entre
outras, a edição da Bíblia, com ilustrações de Gustavo Doré, As origens das espécies de
Charles Darwin, e também vários dicionários com sua marca editorial, como por exemplo:
37

Dicionário Lello Escolar, Dicionário Lello Português-Francês, Novo Dicionário Lello Latino-
Português.

Vista interna da Livraria Lello, com a escadaria de acesso ao primeiro piso

e a Ponte do Encanto

Vitral com ex libris e divisa da livraria Decus in Labore

Mais informações nos sites:


http://www.lelloeditores.com/engine.php?page=2&cat=38. Acesso 17/11/2011. 8:45.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Livraria_Lello_e_Irm%C3%A3o. Acesso 16/11/2011. 22:17.
38

Livaria Tupã Editora

Não encontramos informações sobre esta editora. Pesquisando o catálogo da


Universidade de São Paulo (Dédalus) localizamos seis obras ao todo editadas pela mesma.
A partir desta consulta e de pesquisa feita no Google, constatamos que a editora atuava
nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e que os livros que apareceram foram
publicados entre as décadas de 30 e 60, apesar de muitos exemplares não terem data de
publicação.
39

A Biblioteca Florestan Fernandes – FFLCH-USP

A Biblioteca Florestan Fernandes pertence à Faculdade de Filosofia Letras e


Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É o maior acervo da universidade e é
especializado em Humanidades e Ciências Sociais. Também é um dos maiores acervos da
área no país. Sua missão é promover o acesso e incentivar o uso e a geração da
informação, contribuindo para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, na área de
humanidades.

Breve Histórico

A FFLCH foi criada em 1934 e foi um dos núcleos fundadores da Universidade de


São Paulo. Sua primeira biblioteca foi inaugurada em 1937, na Rua da Consolação nº 16, e
nos anos seguintes ela foi transferida mais duas vezes: em 1938, para um prédio na
Alameda Glete; e em 1939, para o prédio da Escola Caetano de Campos, na Praça da
República. Em 1947 ela foi transferida mais uma vez para o antigo prédio da Faculdade,
na Rua Maria Antônia 258, e lá permanece até a sua transferência definitiva para o
campus da Cidade Universitária, no bairro do Butantã, entre 1967 e 1968. Em 1970 ocorre
a separação dos acervos, conforme a reforma universitária, permanecendo na FFLCH as
bibliotecas departamentais e às ligadas aos centros de estudo. Entretanto, alguns anos
depois foi aprovada a unificação das bibliotecas da unidade e apresentou-se o programa
de construção de um prédio central para todos os acervos. A integração só ganhou
impulso mesmo em 1987 com a criação do Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD)
que congregou as quatro bibliotecas existentes na época. O processo de unificação se
completou em 2005, com a inauguração da Biblioteca Florestan Fernandes que reúne os
acervos referentes aos cursos de Filosofia, Ciências Sociais, Letras, História e Geografia. O
nome recebido é uma homenagem a este importante sociólogo que foi professor da
faculdade durante muito tempo.

O acervo e serviços prestados


40

O acervo é aberto ao público em geral para as consultas locais, sendo o


empréstimo de obras restrito à comunidade USP.

É constituído por livros, teses, dissertações, trabalhos de TGI e livre-docência,


mapas, materiais em diversos suportes (CDs, DVDs, CD-ROMs, fitas cassete e VHS,
microfichas etc). Há ainda outras seções, como as de Obras Raras, de Revistas e Seriados,
e as bases de dados eletrônicas.

A pesquisa é feita no banco de dados bibliográfico da Universidade (Dédalus), que


integra o acervo de todas as bibliotecas da USP, e também pode ser acessado via internet.
Dentre outros serviços prestados pela biblioteca também estão a orientação e
treinamento dos usuários, e serviços de convênios com outras bibliotecas.

Organização do Acervo

O Prédio tem três andares e seu acervo está classificado de acordo com a CDD
(Classificação Decimal de Dewey). A localização do livro pode ser feita visualizando os
números nas laterais das estantes, seguindo sempre a ordem crescente da esquerda para
a direita e de cima para baixo. Os livros encontram-se distribuídos da seguinte forma:

- Andar térreo: Encontram-se as obras cujos códigos estão entre 001 a 299.999,
referentes a: assuntos gerais, literatura infantil, filosofia, psicologia e religião; coleção
didática, teses.

- 1º andar: Encontram-se as obras cujos códigos estão entre 300 a 949.999, referentes a:
ciências sociais, linguística, ciências da terra, artes, literatura, geografia e história;

- 2º andar: Encontram-se as obras cujos códigos estão entre 950 a 999.999, referentes a:
(história).

- Alguns tipos de obras encontram-se em coleções separadas e possuem uma organização


específica devido a suas particularidades. Assim, observam-se no:
41

1º Andar: Obras de Referência (dicionários, enciclopédias e bibliografias); Atlas; Mapas;


materiais diversos (CDs, DVDs, fitas etc).
2º Andar: Revistas e seriados de (A a Z)

Horário de Atendimento ao Usuário:

Períodoletivo:

Segunda a sexta-feira, das 8h30 às 22h (empréstimos e devoluções até às 21h45).


Sábado das 9h às 13h (empréstimos e devoluções até às 12h45).

Período de férias: Segunda a sexta-feira, das 9h às 20h (empréstimos e devoluções até às


19h45). Não funciona aos sábados.

Localização

Av. Prof. Lineu Prestes - travessa 12, nº 350 CEP: 05508-900 - Cidade Universitária - São
Paulo - SP / Brasil. Serviço de Atendimento ao Usuário - (11)3091-4377 - saufflch@usp.br

Site para maiores informações: http://biblioteca.fflch.usp.br/biblioteca


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Referências

ARANHA, Altair J. Dicionário brasileiro de insultos. Cotia: Ateliê, 2002.

BOINOD, A. J. Tingo: o irresistível almanaque das palavras que a gente não tem. São
Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2007.

BORBA, Francisco da Silva. Pequeno vocabulário de linguística moderna. S.P.: Nacional,


1976.

BUENO, Francisco da Silveira. Dicionário escolar da língua portuguesa. 11ª. ed. Brasília:
Ministério da Educação e do Desporto/Fundação de Assistência ao Estudante, 1995.

CÂMARA, Joaquim Mattoso. Dicionário de linguística e gramática, referente à língua


portuguesa. 8. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1978.

FACULDADE de Filosofia, Letras e Ciências Humana da Universidade de São Paulo.


Biblioteca Florestan Fernandes. São Paulo. Disponível em:< http://biblioteca.fflch.usp.br>.
Acesso em: 20 nov. 2011.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa.


S.P.: Folha de São Paulo, 1988.

FISCHER, Luís Augusto. Dicionário de porto-alegrês. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2000.

GAMA, Alceu Nogueira da. Entrevistas: Manés & Bacanas. 17 set. 1997. Disponível em:
http://www.alceugama.com.br/conteudo/mostrar/categoria/entrevistas/id/42. Acesso
em: 21 nov. 2011. Entrevista com J.B. Serra e Gurgel.

GOBELLO, José. Nuevo Diccionario Lunfardo. Buenos Aires: Corregidor, c 1990.

HOUAISS, Antônio; Villar, Mauro de Salles; Franco, Francisco Manoel de Mello.


Minidicionário Houaiss da língua portuguesa. 3. ed.. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

JOTA, Zélio dos Santos. Dicionário de linguística. Rio de Janeiro: Presença, 1976.
LAROUSSE CULTURAL. Dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Círculo do livro e
Editora Universo, 1992.
43

MAGALHÃES JUNIOR, R. Dicionário de provérbios e curiosidades. São Paulo: Cultrix, 1960.

MAIOR, Mário Souto. Dicionário folclórico da cachaça. Recife: Fundação Joaquim


Nabuco: Editora Massangana, 1980. (Série Estudos e pesquisas 16).

MATTOSO, Glauco. Dicionarinho do Palavrão & Correlatos: inglês-português, português –


inglês. Rio de Janeiro: Editora Record, c 1990.

MICHAELIS: moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1998.

MOTA, Leonardo. Adagiário brasileiro. Belo Horizonte: Itatiaia/ EDUSP, 1987.

NAVARRO, Fred. Assim falava lampião: 2.500 palavras e expressões nordestinas. São
Paulo: Estação Liberdade, 1998.

NEVES, Orlando. Dicionário popular de frases feitas. Portugal – Porto: Lello& Irmão
Editores, 1991.

PETTER, Margarida. Linguagem, língua, linguística. In: FIORIN, J. Luiz (org). Introdução à
linguística. São Paulo: Contexto, 2007. p. 11-24.

RABAÇA, Carlos Alberto; BARBOSA, Gustavo. Dicionário de comunicação. São Paulo: Ática,
1987.

ROCHA, Francisco. Adoniran Barbosa: O poeta da cidade. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002.

SAAVEDRA, Miguel de Cervantes. O engenhoso fidalgo Dom Quixote De La Mancha. Belo


Horizonte: Itatiaia. 2 vol. Il. Gustave Doré, 1983. Trad. Eugênio Amado.

SERRA E GURGEL, J. B. Dicionário de Gíria: Modismo Linguístico. O equipamento falado do


brasileiro. 5. ed. Brasília: J.B. Serra e Gurgel, 1998.

VIOTTI, Manuel. Novo Dicionário da Gíria Brasileira. 3. ed. São Paulo: Livraria Tupã
Editora, [196-].

VITOR, Edgar d’Almeida. Pequeno dicionário de gíria entre delinquente: (pesquisa em


torno da linguagem de um sub-grupo social). Rio de Janeiro: Editora Pongetti, 1969.
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Índice Remissivo

ÍNDICE POR TÍTULO

TÍTULO Nº DA FICHA PÁGINA

Adagiário brasileiro. 1 15

Assim falava lampião: 2.500 palavras e expressões


2 16
nordestinas.
Dicionarinho do Palavrão & Correlatos: inglês-
3 17
português, português – inglês.
Dicionário brasileiro de insultos. 4 18

Dicionário folclórico da cachaça. 5 19

Dicionário de Gíria: Modismo Linguístico. O


6 20
equipamento falado do brasileiro.
Dicionário do palavrão e termos afins. 7 21

Dicionário popular de frases feitas. 8 22

Dicionário de porto-alegrês. 9 23

Dicionário de provérbios o curiosidades. 10 24

Novo Dicionário da Gíria Brasileira. 11 25

Nuevo Diccionario Lunfardo. 12 26

Pequeno dicionário de gíria entre delinquente:


(pesquisa em torno da linguagem de um sub-grupo 13 27
social).
Tingo: o irresistível almanaque das palavras que a
14 28
gente não tem.
Vocabulário de crendices amazônicas. 15 29
45

ÍNDICE POR AUTOR

AUTOR Nº DA FICHA PÁGINA


ARANHA, Altair J. 4 18
BOINOD, A. 14 28
FISCHER, Luís Augusto 9 23
GOBELLO, José 12 26
MAGALHÃES JUNIOR, R. 10 24
MAIOR, Mário Souto 5 19
MAIOR, Mário Souto 7 21
MATTOSO, Glauco 3 17
MOTA, Leonardo 1 15
NAVARRO,Fred 2 16
NEVES, Orlando 8 22
ORICO, Osvaldo. 15 29
SERRA E GURGEL, J. B. 6 20
VIOTTI, Manuel 11 25
VITOR, Edgar d’Almeida 13 27

ÍNDICE POR EDITORA

EDITORA Nº DA FICHA PÁGINAS


Artes e Ofícios 9 23 e30
Ateliê 4 18 e 30
Companhia Editora Nacional 15 29 e31
Conrad Editora 14 28 e32
Corregidor 12 26 e 32
Cultrix 10 24 e 32
Editora Guararapes 7 21 e 33
Editora Massangana 5 19 e 33
Editora Pongetti 13 27 e 34
Editora Record 3 17 e 34
EDUSP 1 15 e 35
Estação Liberdade 2 16 e 35
Itatiaia 1 15 e 33
J.B. Serra e Gurgel 6 20 e 36
Lello & Irmão Editores 8 22 e 36
Livraria Tupã Editora 11 25 e 38