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Relatório dos principais julgamentos nos âmbitos do

RELATÓRIO SEMESTRAL Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de


2/2017 SCMD BRASÍLIA Justiça e Conselho Administrativo de Recursos
Fiscais, bem como dos mais relevantes atos dos
Poderes Executivo e Legislativo.
Com atuação de destaque desde a sua fundação, em 17
de agosto de 1994, o Sacha Calmon - Misabel Derzi
Consultores e Advogados (SCMD) é referência nacional
em Direito Tributário e possui equipe composta por
profissionais altamente qualificados, que se destacam
pela formação e atuação nas mais prestigiadas
universidades do Brasil e do mundo.

O SCMD é constantemente apontado Mercado Financeiro, Comércio


por revistas especializadas como um Atacadista, Construção Civil,
dos escritórios mais admirados do País. Previdência Privada e Transportes.
Nos últimos anos, o Escritório e seus
sócios também se destacaram por Como resultado do zelo que tem, o
menções nas prestigiadas publicações Escritório consolidou no presente
britânicas Chambers and Partners relatório decisões julgadas ou
Global e Chambers and Partners Latin publicadas no segundo semestre de
America, as mais importantes 2017 que considerou de maior
certificadoras jurídicas internacionais. relevância, bem como os principais atos
editados pelos Poderes Executivo e
Especializado em Direito Tributário, o Legislativo em matéria tributária.
Escritório atua no Contencioso Judicial
e Administrativo, bem como em O relatório divide-se segundo o órgão
Consultoria e Elaboração de Pareceres, responsável. Após, apresentam-se os
atendendo empresas de diversos assuntos genéricos de que tratam os
setores da economia, em especial nos respectivos julgados e atos, relatando-
segmentos de Telecomunicações, os em seguida.
Siderurgia, Mineração, Petróleo e
Petroquímica, Energia Elétrica,
APRESENTAÇÃO
As discussões atinentes à matéria fiscal recebem um acurado cuidado por parte dos
contribuintes brasileiros. Isso porque, juntamente com outros gastos correntes, os
tributos têm impacto direto nas finanças das pessoas físicas e jurídicas.

Assim, em 2014, o SCMD observou a necessidade de produzir um relatório consolidado


com os principais julgamentos proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, Superior
Tribunal de Justiça e Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, buscando melhor
informar seus clientes e futuros parceiros sobre as atuais interpretações dos
dispositivos tributários nacionais.

Inobstante o sucesso da empreitada, notou-se espaço para melhorias, especialmente


em relação às novas prescrições normativas que surgem diariamente em matéria fiscal,
seja discernindo antigos institutos tributários, seja criando regimes legais.

Nesse sentido, indica-se estudo 1 divulgado neste ano pelo Instituto Brasileiro de
Planejamento e Tributação acerca da produção normativa promovida nos 28 anos que
se seguiram da promulgação da Constituição Federal de 1988. No período entre 1988
e 2016, foram editadas 5,4 milhões de normas, sendo que do total de normas editadas
cerca de 6,65% se referem ao direito tributário, resultando em 363.779 normas (31.221
federais, 110.610 estaduais e 221.948 municipais), das quais cada uma possui, em
média, 11,23 artigos. Essa quantidade, dividida pelos dias úteis do período, resulta na
média de 45 normas tributárias/dia útil. Além disso, segundo o estudo, uma empresa
brasileira deve seguir em média 3.796 normas tributárias (42.633 artigos), o que
ocasiona em gastos que giram em torno de R$ 60 bilhões por ano com pessoal, sistema
e equipamentos para acompanhar as modificações propostas pelos referidos diplomas
legais.

Outrossim, indica-se que, de acordo com o Banco Mundial e a PwC (Paying Taxes
2018),2 o Brasil permanece como o país em que o contribuinte mais gasta tempo com
pagamentos de tributos no mundo (1.958 horas anuais), além de continuar muito à
frente do segundo colocado, a Bolívia, em que o contribuinte gasta 1.025 horas anuais
para adequar-se à legislação fiscal. Dessa forma, o acompanhamento de novos
dispositivos normativos revela-se extremamente necessário para o contribuinte
brasileiro.

A par do exposto, no âmbito do Judiciário, especialmente diante das mudanças


promovidas pelo Novo Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015) na sistemática
dos julgamentos de recursos repetitivos e dotados de repercussão geral, em que
decisões em processos subjetivos acabam por ter efeitos expansivos, percebeu-se a
necessidade de apresentar um olhar abrangente desses dois institutos. Assim,

1
INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO E TRIBUTAÇÃO. Quantidade de
normas editadas no Brasil: 28 anos da Constituição Federal de 1988. Disponível em
<https://ibpt.com.br/noticia/2603/Brasil-edita-cerca-de-800-normas-por-dia-somando-5-4-
milhoes-desde-a-Constituicao-de-1988> Acesso em: 03 de julho de 2017.
2
WORLD BANK; PWC. Paying Taxes 2018. Disponível em:
<https://www.pwc.com/gx/en/services/tax/publications/paying-taxes-2018.html> Acesso
em: 11 de dezembro de 2017.
representou-se os dados colhidos neste segundo semestre de 2017, divulgando quadros
que descrevem o tratamento dos institutos pelos respectivos Tribunais Superiores.

Nesse sentido, as estatísticas elaboradas visaram representar a produtividade das


Cortes, bem como a sua atuação em discussões fiscais, focando nos temas debatidos e
na posição dos julgadores.

No tocante ao parâmetro utilizado nos quadros estatísticos, destaca-se que processos


que foram apregoados pelo Presidente da sessão de julgamento e, em seguida, adiados
por indicação do Relator, não foram considerados no cálculo dos julgamentos não
finalizados. Ainda, foi considerado finalizado o julgamento de mérito de recurso com
repercussão geral reconhecida quando pendente ainda a fixação de tese, ou quando
apenas resolvida questão de ordem.

Cabe, por fim, ressaltar que a substituição do paradigma ou a seleção de outro processo
com fundamento em idêntica controvérsia, para melhor delimitar o tema ou mesmo
sanar a ausência de condições de admissibilidade de um recurso, referente à questão
já submetida à afetação, não alterou os números do instituto, tendo em vista que se
tem por relevante a questão jurídica estabelecida, e não o caso concreto e suas
idiossincrasias.

Desse modo, o presente relatório é fruto de um espírito comum que move o SCMD e
seus colaboradores: a eterna avidez para se atualizar e manter-se como um dos mais
admirados escritórios do país.
ABREVIATURAS E SIGLAS UTILIZADAS

ABGF: Agência Brasileira Gestora de Fundos


Garantidores e Garantias S.A. ATA: Admissão Temporária

AC: Ação Cautelar AUDIT: Coordenação-Geral de Auditoria


Interna e Gestão de Riscos
ACO: Ação Cível Originária
AVA: Acordo de Valoração Aduaneira
ADCT: Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias BACEN: Banco Central do Brasil

ADENE: Agência de Desenvolvimento do BacenJud: Sistema de Bloqueio de Valores


Nordeste em Tempo Real

ADI: Ação Direta de Inconstitucionalidade BAHIAPLAST: Programa Estadual de


Desenvolvimento da Indústria de
ADI/RFB: Ato Declaratório Interpretativo da Transformação Plástica do Estado da Bahia
Receita Federal do Brasil
BM&F: Bolsa de Mercadorias e Futuros
ADPF: Arguição de Descumprimento de
Preceito Fundamental BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social
AFRMM: Adicional ao Frete para Renovação
da Marinha Mercante BOVESPA: Bolsa de Valores de São Paulo

Ag: Agravo de Instrumento CA: Conselho Administrativo

AgInt: Agravo Interno CADE: Conselho Administrativo de Defesa


Econômica
AgRg: Agravo Regimental
CAFIR: Cadastro de Imóveis Rurais
AGU: Advocacia-Geral da União
CARF: Conselho Administrativo de Recursos
AI: Arguição de Inconstitucionalidade Fiscais

ALADI: Associação Latino-Americana de CASTF: Coordenação de Atuação Judicial


Integração perante o Supremo Tribunal Federal

AME: Atrofia Muscular Espinal CAT: Coordenação-Geral de Assuntos


Tributários
ANCINE: Agência Nacional do Cinema
CBTU: Companhia Brasileira de Trens
ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica Urbanos

ANERMB: Associação Nacional de Entidades CEBAS: Certificado de Entidade Beneficente


Representativas de Policiais Militares e de Assistência Social
Bombeiros Militares
c/c: combinado com
ANVISA: Agência Nacional de Vigilância
Sanitária CCR: Convênio de Pagamentos e Créditos
Recíprocos
ANP: Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis CC/2002: Código Civil (Lei nº 10.406/2002)

AR: Ação Rescisória CDA: Certidão de Dívida Ativa da União

ARE: Agravo em Recurso Extraordinário CDB: Certificado de Depósito Bancário

AREsp: Agravo em Recurso Especial CD-ROM: Compact Disc Read-Only Memory

Art.: Artigo CEF: Caixa Econômica Federal


COFINS: Contribuição para o Financiamento
CE-Mercante: Conhecimento Eletrônico da Seguridade Social
Mercante
COGEP: Coordenação-Geral de Gestão de
CEHAB: Companhia Estadual de Habitação Pessoas
Popular
CONAB: Companhia Nacional de
CELPE: Companhia Energética de Abastecimento
Pernambuco
CONDECINE: Contribuição para o
CEST: Código Especificador da Substituição Desenvolvimento da Indústria
Tributária Cinematográfica Nacional

CETESP: Companhia Ambiental do Estado de CONFAZ: Conselho Nacional de Política


São Paulo Fazendária

CF/1967: Constituição da República COSIF: Plano Contábil das Instituições do


Federativa do Brasil de 1967 Sistema Financeiro Nacional

CF/1988: Constituição da República COSIT: Coordenação-Geral de Tributação


Federativa do Brasil de 1988
COTEPE: Comissão Técnica Permanente do
CF-e: Cupom Fiscal Eletrônico Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações
CFEM: Compensação Financeira pela de Serviços de Transporte Interestadual e
Exploração de Recursos Minerais Intermunicipal e de Comunicação

CIDE: Contribuição de Intervenção no CP: Código Penal


Domínio Econômico
CPC: Comitê de Pronunciamentos Contábeis
CIEX: Comissão de Incentivo às Exportações
CPC/1973: Código de Processo Civil (Lei nº
CLT: Consolidação das Leis Trabalhistas 5.869/1973)

CMED: Câmara de Regulação do Mercado de CPC/2015: Código de Processo Civil (Lei nº


Medicamentos 13.105/2015)

CMN: Conselho Monetário Nacional CPF: Cadastro de Pessoa Física

CN: Congresso Nacional CPL: Custo de Produção mais Lucro

CND: Certidão Negativa de Débito CPRB: Contribuição Previdenciária sobre a


Receita Bruta
CNIR: Cadastro Nacional de Imóveis Rurais
CPSS: Contribuição para o Plano de
CNPJ: Cadastro Nacional de Pessoas Seguridade Social do Servidor
Jurídicas
CRD: Controle de Remessa de Documentos
COANA: Coordenação-Geral de
Administração Aduaneira CRJ: Coordenação-Geral da Representação
Judicial da Fazenda Nacional
CODAC: Coordenação-Geral de Arrecadação
e Cobrança CRS: Common Reporting Standard

CODIP: Coordenação-Geral de Operações da CRT: Conhecimento Internacional de


Dívida Pública Transporte Rodoviário

COE: Central de Operações Estaduais CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro


Líquido
COFIEX: Comissão de Financiamentos
Externos CSRF: Câmara Superior de Recursos Fiscais
CTSJ: Crédito Tributário Sub Judice
EAg: Embargos de Divergência em Agravo
CST: Coordenação do Sistema de Tributação
EAREsp: Embargos de Divergência em
CTN: Código Tributário Nacional (Lei nº Agravo em Recurso Especial
5.172/1966)
EC: Emenda Constitucional
CVM: Comissão de Valores Mobiliários
ECD: Escrituração Contábil Digital
DAA: Declaração de Ajuste Anual
ECE: Empresa Comercial Exportadora
DACON: Demonstrativo de Apuração de
Contribuições Sociais ECF: Escrituração Contábil Fiscal

DARF: Documento de Arrecadação de ECT: Empresa Brasileira de Correios e


Receitas Federais Telégrafos

DAU: Dívida Ativa da União EDcl: Embargos de Declaração

DCR: Declaração para Cadastro Rural EFD: Escrituração Fiscal Digital

DCTF: Declaração de Débitos e Créditos EFD-Reinf: Escrituração Fiscal Digital de


Tributários Federais Retenções e Outras Informações Fiscais

DCTFWeb: Declaração de Débitos e Créditos EFPC: Entidades Fechadas de Previdência


Tributários Federais Web Complementar

DEMAC: Delegacia Especial de Maiores EIRELI: Empresa Individual de


Contribuintes Responsabilidade Limitada

DIPJ: Declaração de Rendimentos da Pessoa ELETROACRE: Companhia de Eletricidade


Jurídica do Acre

DIRF: Declaração do Imposto sobre a Renda EPI: Equipamento de Proteção Individual


Retido na Fonte
EREsp: Embargos de Divergência em Recurso
DIRPF: Declaração do Imposto de Renda da Especial
Pessoa Física
eSocial: Sistema de Escrituração Digital das
DITR: Declaração do Imposto sobre a Obrigações Fiscais, Previdenciárias e
Propriedade Rural Trabalhistas

DJE: Diário de Justiça Eletrônico FAT: Fundo de Amparo ao Trabalhador

DL: Decreto-Lei FCO: Fundo Constitucional de Financiamento


do Centro-Oeste
DME: Declaração de Operações Liquidadas
com Moeda em Espécie FCONT: Controle Fiscal Contábil de
Transição
DMED: Declaração de Serviços Médicos
FGTS: Fundo de Garantia do Tempo de
DNPM: Departamento Nacional de Produção Serviço
Mineral
FIDC: Fundos de Investimento em Direitos
DOU: Diário Oficial da União Creditórios

DRF: Delegacia da Receita Federal FINAM: Fundo de Investimentos da


Amazônia
DRJ: Delegacia de Julgamento
FINOR: Fundo de Investimento do Nordeste
e-CAC: Centro Virtual de Atendimento ao
Contribuinte FINSOCIAL: Fundo de Investimento Social
GILRAT: Grau de Incidência de Incapacidade
FIP: Fundos de Investimento em Laborativa Decorrente dos Riscos do Ambiente
Participações de Trabalho

FMM: Fundo da Marinha Mercante GLP: Gás Liquefeito de Petróleo

FMS: Fundo Municipal de Saúde GPS: Guia da Previdência Social

FN: Fazenda Nacional GRU: Guia de Recolhimento da União

FNAS: Fundo Nacional de Assistência Social HC: Habeas Corpus

FNDE: Fundo Nacional de Desenvolvimento HEMOBRÁS: Empresa Brasileira de


da Educação Hemoderivados e Biotecnologia

FNE: Fundo Constitucional de Financiamento HP: Horse Power


do Nordeste
HUB: Centro Internacional de Conexões de
FNO: Fundo Constitucional de Financiamento Voos
do Norte
IAC: Incidente de Assunção de Competência
FOB: Free on Board
IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e
FOMENTAR: Fundo de Participação e Estatística
Fomento à Industrialização do Estado de Goiás
ICC-WCF: International Chamber of
FPAS: Fundo da Previdência e Assistência Commerce - World Chambers Federation
Social
ICM: Imposto sobre Operações relativas à
FPE: Fundo de Participação dos Estados e do Circulação de Mercadorias realizadas por
Distrito Federal Produtores Industriais ou Comerciantes

FPM: Fundo de Participação dos Municípios ICMS: Imposto sobre Operações relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações
FRGPS: Fundo do Regime Geral de de Serviços de Transporte Interestadual e
Previdência Social Intermunicipal e de Comunicação

FUNCINE: Fundo de Financiamento da ICMS-ST: Imposto sobre Operações relativas


Indústria Cinematográfica Nacional à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações
de Serviços de Transporte Interestadual e
FUNDAF: Fundo Especial de Intermunicipal e de Comunicação em
Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Substituição Tributária
Atividades de Fiscalização
IDV: Instituto para Desenvolvimento do
FUNDEB: Fundo de Manutenção e Varejo
Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação IED: Investimento Estrangeiro Direto

FUNRES: Fundo de Recuperação Econômica II: Imposto de Importação


do Estado do Espírito Santo
IN: Instrução Normativa
FUNRURAL: Fundo de Assistência ao
Trabalhador Rural INCRA: Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária
GATT: General Agreement on Tariffs and
Trade (Decreto nº 1.355/1994) INFRAERO: Empresa Brasileira de
Infraestrutura Aeroportuária
GAV: Gasolina de Aviação
INSS: Instituto Nacional do Seguro Social
GFIP: Guia de Recolhimento do FGTS e de
Informações à Previdência Social IOF: Imposto sobre Operações Financeiras
IPCA-E: Índice Nacional de Preços ao MP: Medida Provisória
Consumidor Amplo Especial
MPAS: Ministério da Previdência e
IPI: Imposto sobre Produtos Industrializados Assistência Social

IPTU: Imposto Predial e Territorial Urbano MS: Mandado de Segurança

IPVA: Imposto sobre a Propriedade de MUP: Método das Unidades Produzidas


Veículos Automotores
MVA: Margem de Valor Agregado
IR: Imposto de Renda
MVC: Medidor Volumétrico de Combustíveis
IRDR: Incidente de Resolução de Demandas
Repetitivas Nº: Número

IRPF: Imposto de Renda Pessoa Física NBS: Nomenclatura Brasileira de Serviços,


Intangíveis e outras Operações que Produzam
IRPJ: Imposto de Renda Pessoa Jurídica Variações no Patrimônio

IRRF: Imposto de Renda Retido na Fonte NCM: Nomenclatura Comum do MERCOSUL

ISSQN: Imposto sobre Serviços de Qualquer NIRF: Número do Imóvel na Receita Federal
Natureza
NVE: Nomenclatura de Valor Aduaneiro e
ITBI: Imposto de Transmissão de Bens Estatística
Imóveis
OCDE: Organização para a Cooperação e
ITR: Imposto sobre a Propriedade Territorial Desenvolvimento Econômico
Rural
OEA: Operador Econômico Autorizado
JCP: Juros sobre Capital Próprio
OMA: Organização Mundial das Alfândegas
JEO: Junta de Execução Orçamentária
PAC: Programa de Aceleração do Crescimento
LABRA/AGU: Laboratório de Recuperação
de Ativos da Advocacia-Geral da União PAF: Processo Administrativo Fiscal

LALUR: Livro de Apuração do Lucro Real PARR: Procedimento Administrativo de


Reconhecimento de Responsabilidade
LC: Lei Complementar
PASEP: Programa de Formação do
LDO: Lei de Diretrizes Orçamentárias Patrimônio do Servidor Público

LEF: Lei de Execuções Fiscais PAT: Programa de Alimentação do


Trabalhador
LOMAN: Lei Orgânica da Magistratura
Nacional (LC nº 35/2009) PDV: Programa de Desligamento Voluntário

LTCAT: Laudo Técnico de Condições PEE: Programa de Eficiência Energética das


Ambientais do Trabalho Empresas de Distribuição

MC: Medida Cautelar PERC: Pedido de Revisão de Ordem de


Emissão de Incentivos Fiscais
MEP: Método de Equivalência Patrimonial
PER/DCOMP: Programa Pedido de
MERCOSUL: Mercado Comum do Sul Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e
Declaração de Compensação
MF: Ministério da Fazenda
PERT: Programa Especial de Regularização
MIC-DTA: Manifesto Internacional de Cargas Tributária
– Declaração de Trânsito Aduaneiro
PF: Pessoa Física
PGA: Procurador-Geral Adjunto QAV: Querosene de Aviação

PGBC: Procuradoria-Geral do Banco Central RAT: Risco Ambiental do Trabalho

PGD: Programa Gerador da DIRF RCD: Pedido de Reconsideração

PGF: Procuradoria-Geral Federal Rcl: Reclamação

PGFN: Procuradoria-Geral da Fazenda RDC: Resolução da Diretoria Colegiada


Nacional
RE: Recurso Extraordinário
PGR: Procuradoria-Geral da República
RECINE: Regime Especial de Tributação para
PIC: Preços Independentes Comparados Desenvolvimento da Atividade de Exibição
Cinematográfica
PIS: Programa de Integração Social
RECOF: Regime Aduaneiro Especial de
PJ: Pessoa Jurídica Entreposto Industrial sob Controle
Informatizado
PL: Projeto de Lei
RECOPI NACIONAL: Sistema de Registro e
PLR: Participação nos Lucros e Resultados Controle das Operações com Papel Imune
Nacional
PMC: Preço Máximo ao Consumidor
REDEX: Recinto Especial para Despacho
PN: Parecer Normativo Aduaneiro de Exportação

PND: Programa Nacional de Desestatização REDIT: Regime Especial Tributário para a


Indústria de Defesa
PPCAAM: Programa de Proteção a Crianças e
Adolescentes Ameaçados de Morte REFRI: Regime Especial de Tributação de
Bebidas Frias
PPI: Programa de Parcerias de Investimento
REIDI: Regime Especial de Incentivos para o
PR: Patrimônio de Referência Desenvolvimento da Infraestrutura

PRD: Programa de Regularização de Débitos REINTEGRA: Regime Especial de


não Tributários Reintegração de Valores Tributários para as
Empresas Exportadoras
PREVIC: Superintendência Nacional de
Previdência Complementar REPETRO: Regime Aduaneiro Especial de
Exportação e de Importação de Bens que se
PRL: Preço de Revenda menos Lucro destinam às Atividades de Pesquisa e de
Lavradas Jazidas de Petróleo e Gás Natural
PRODEMGE: Companhia de Tecnologia da
Informação do Governo de Minas Gerais REPORTO: Regime Tributário para Incentivo
à Modernização e à Ampliação da Estrutura
PROSUS: Programa de fortalecimento das Portuária
entidades privadas filantrópicas e das
entidades sem fins lucrativos que atuam na RERCT: Regime Especial de Regularização
área da saúde Cambial e Tributária

PRR: Programa de Regularização Tributária REsp: Recurso Especial


Rural
RET: Regime Especial de Tributação
PRT: Programa de Regularização Tributária
RFB: Receita Federal do Brasil
PSS: Plano de Seguridade do Servidor
RG: Repercussão Geral
PTR: Preferência Tarifária Regional entre
países da ALADI RGPS: Regime Geral da Previdência Social
RICARF: Regimento Interno do Conselho SEM Barreiras: Sistema Eletrônico de
Administrativo de Recursos Fiscais Monitoramento de Barreiras às Exportações

RIPI: Regulamento do Imposto sobre SENAC: Serviço Nacional de Aprendizagem


Produtos Industrializados Comercial

RIR/1999: Regulamento do Imposto de SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem


Renda (Decreto nº 3.000/1999) Industrial

RISTF: Regimento Interno do Supremo SENAR: Serviço Nacional de Aprendizagem


Tribunal Federal Rural

RISTJ: Regimento Interno do Superior SENAT: Serviço Social do Transporte e


Tribunal de Justiça Serviço Nacional de Aprendizagem do
Transporte
RJU: Regime Jurídico Único
SESC: Serviço Social do Comércio
RMS: Recurso em Mandado de Segurança
SESI: Serviço Social da Indústria
RPPS: Regime Próprio de Previdência Social
SEST: Serviço Social do Transporte
RPV: Requisição de Pequeno Valor
SGCAGU: Sistema de Governança
RRF: Regime de Recuperação Fiscal Corporativa da Advocacia-Geral da União e da
Procuradoria-Geral Federal
RTE: Regime de Tributação Especial de
Bagagem SH: Sistema Harmonizado de Designação e
Codificação de Mercadorias
RTS: Regime de Tributação Simplificada
SIMPLES: Regime de Tributação
RTT: Regime Tributário de Transição Simplificada

S/A: Sociedade Anônima SINIEF: Sistema Nacional Integrado de


Informações Econômico-Fiscais
SaaS: Software as a Service
SINTER: Sistema Nacional de Gestão de
SAE: Society of Automotive Engineers Informações Territoriais

SAT: Seguro contra Acidentes de Trabalho SIRDR: Suspensão em Incidente de


Resolução de Demandas Repetitivas
SCMD: Sacha Calmon – Misabel Derzi
Consultores e Advogados SISCOMEX: Sistema Integrado de Comércio
Exterior
SCP: Sociedade em Conta de Participação
SISCOSERV: Sistema Integrado de Comércio
SE/CONFAZ: Secretaria Executiva do Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras
Conselho Nacional de Política Fazendária Operações que Produzam Variações no
Patrimônio
SE/MF: Secretaria Executiva do Ministério da
Fazenda SISEN: Sistema de Controle de Isenção de
Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI
SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às e Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio
Micro e Pequenas Empresas e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores
Mobiliários – IOF.
SEFIP: Sistema Empresa de Recolhimento do
FGTS e Informações à Previdência Social SISLABRA: Sistema de Auxílio à
Identificação de Pessoas e Patrimônio do
SEI: Sistema Eletrônico de Informações Laboratório de Recuperação de Ativos da
Advocacia-Geral da União
SELIC: Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia SNCR: Sistema Nacional de Cadastro Rural
SPB: Sistema de Pagamentos Brasileiro

SPED: Sistema Público de Escrituração


Digital

SRF: Secretaria da Receita Federal do Brasil

STF: Supremo Tribunal Federal

STJ: Superior Tribunal de Justiça

STN: Secretaria do Tesouro Nacional

SUDENE: Superintendência do
Desenvolvimento do Nordeste

SUFRAMA: Superintendência da Zona


Franca de Manaus

SUSEP: Superintendência de Seguros


Privados

TFE: Taxa de Fiscalização de


Estabelecimentos

THC: Terminal Handling Charge

TIPI: Tabela de Incidência do Impostos sobre


Produtos Industrializados

TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo

TJSP: Tribunal de Justiça do Estado de São


Paulo

TLP: Taxa de Longo Prazo

TP: Tutela Provisória

TR: Taxa Referencial

TRF4: Tribunal Regional Federal da 4ª Região

TST: Tribunal Superior do Trabalho

TUM: Taxa de Utilização Mercante

TUSD: Tarifa de Uso do Sistema de


Distribuição

TUST: Tarifa de Uso do Sistema de


Transmissão

VTM: Valor Tributável Mínimo

ZFM: Zona Franca de Manaus


SUMÁRIO

I. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ................................................................................. 1


A. DECISÕES MONOCRÁTICAS ..............................................................................................................1
1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA .............................................................................................1
a) ICMS na base de cálculo ..............................................................................................................1
2. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA .............................................1
a) ICMS na base de cálculo ..............................................................................................................1
3. DIREITO ADMINISTRATIVO .........................................................................................................1
a) Tombamento ................................................................................................................................1
4. DIREITO CONSTITUCIONAL .........................................................................................................1
a) Serviços de telecomunicações .....................................................................................................1
5. DIREITO PROCESSUAL ................................................................................................................. 2
a) Ação direta de inconstitucionalidade ........................................................................................ 2
b) Amicus curiae .............................................................................................................................. 3
c) Coisa julgada ............................................................................................................................... 3
d) Eficácia da decisão ...................................................................................................................... 3
e) Mandado de segurança ............................................................................................................... 3
f) Repercussão geral ....................................................................................................................... 4
6. ICMS ................................................................................................................................................. 4
a) Benefício fiscal ............................................................................................................................ 4
b) Substituição tributária ................................................................................................................ 4
7. IPI, PIS-IMPORTAÇÃO & COFINS-IMPORTAÇÃO ..................................................................... 5
a) Equipamentos médicos para uso próprio .................................................................................. 5
8. ISSQN ............................................................................................................................................... 5
a) Serviços de registros públicos, cartorários e notariais ............................................................. 5
9. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ..................................................................................... 5
a) Imunidade ................................................................................................................................... 5
b) Sanção política ............................................................................................................................ 6
10. PIS & COFINS .................................................................................................................................. 7
a) Base de cálculo ............................................................................................................................ 7
B. PRIMEIRA TURMA ............................................................................................................................. 7
1. ICMS ................................................................................................................................................. 7
a) Creditamento .............................................................................................................................. 7
2. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ..................................................................................... 7
a) Imunidade ................................................................................................................................... 7
3. TAXAS ............................................................................................................................................... 7
a) Taxa de fiscalização de estabelecimentos .................................................................................. 7
b) Taxa de utilização do SISCOMEX .............................................................................................. 8
C. SEGUNDA TURMA .............................................................................................................................. 8
1. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ..................................................................................... 8
a) Imunidade ................................................................................................................................... 8
2. SIMPLES ........................................................................................................................................... 8
a) Creditamento de ICMS ............................................................................................................... 8
3. TAXAS ............................................................................................................................................... 8
a) Taxa de fiscalização de estabelecimentos .................................................................................. 8
D. PLENÁRIO ............................................................................................................................................ 9
1. CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA ....................................................................................... 9
a) Execução provisória .................................................................................................................... 9
b) Honorários advocatícios ............................................................................................................. 9
c) Juros de mora e correção monetária ......................................................................................... 9
2. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA .......................................................................................... 10
a) FUNRURAL .............................................................................................................................. 10
3. DIREITO CONSTITUCIONAL ...................................................................................................... 10
a) Modulação de efeitos ................................................................................................................ 10
b) Repartição de competências federativas ................................................................................. 10
4. DIREITO PROCESSUAL ................................................................................................................ 11
a) Ação coletiva .............................................................................................................................. 11
b) Amicus curiae ............................................................................................................................. 11
5. ICMS ................................................................................................................................................ 11
a) Desconto pela antecipação do pagamento ............................................................................... 11
b) Responsabilidade tributária ......................................................................................................12
6. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ....................................................................................12
a) Imunidade ..................................................................................................................................12
7. OUTRAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS ......................................................................................... 14
a) Salário-educação ....................................................................................................................... 14
8. PASEP ............................................................................................................................................. 14
a) Natureza jurídica ...................................................................................................................... 14
9. PIS & COFINS ................................................................................................................................ 14
a) ICMS na base de cálculo ........................................................................................................... 14
10. TAXAS ..............................................................................................................................................15
a) Custas e emolumentos judiciais ................................................................................................15
b) Taxa de combate a sinistros ......................................................................................................15
E. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA ........................................................................................15
1. DIREITO CONSTITUCIONAL .......................................................................................................15
a) Poder regulamentar ...................................................................................................................15
2. DIREITO PROCESSUAL ................................................................................................................15
a) Liquidação de sentença .............................................................................................................15
3. IRPJ & CSLL ....................................................................................................................................15
a) Taxa SELIC .................................................................................................................................15
F. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA .............................................................................................. 16
1. CONTRIBUIÇÃO AO FGTS ........................................................................................................... 16
a) Parcelas indenizatórias ............................................................................................................. 16
2. ICMS ............................................................................................................................................... 16
a) TUST & TUSD ........................................................................................................................... 16
3. IPI .................................................................................................................................................... 16
a) Regime de admissão temporária.............................................................................................. 16
4. IRPJ & CSLL ................................................................................................................................... 16
a) Crédito presumido de ICMS ..................................................................................................... 16
G. REPERCUSSÃO GERAL EM NÚMEROS .......................................................................................... 17
II. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ......................................................................... 22
A. DECISÕES MONOCRÁTICAS ........................................................................................................... 22
11. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA .......................................... 22
c) ICMS na base de cálculo ........................................................................................................... 22
12. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 22
a) Agravo de instrumento ............................................................................................................. 22
b) Embargos de divergência ......................................................................................................... 22
13. ICMS ............................................................................................................................................... 22
a) Creditamento ............................................................................................................................ 22
b) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 22
14. IOF .................................................................................................................................................. 23
a) Operação de câmbio ................................................................................................................. 23
15. IRPJ & CSLL ................................................................................................................................... 23
a) Crédito presumido de ICMS ..................................................................................................... 23
16. IRPJ, CSLL, PIS & COFINS ........................................................................................................... 23
a) Crédito presumido de ICMS ..................................................................................................... 23
B. PRIMEIRA TURMA ........................................................................................................................... 23
1. CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA ..................................................................................... 23
a) Embargos à execução ................................................................................................................ 23
2. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA .......................................................................................... 24
a) Abonos salariais, adicionais de horas extras, de insalubridade, de periculosidade, de trabalho
noturno, ajudas de custo, comissões, diárias de viagem, gorjetas e prêmios ................................. 24
b) Décimo terceiro salário ............................................................................................................. 24
3. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA .......................................... 24
a) ICMS na base de cálculo ........................................................................................................... 24
4. CRÉDITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................... 24
a) Pedido de ressarcimento .......................................................................................................... 24
5. CSLL ................................................................................................................................................ 24
a) Lucros no exterior ..................................................................................................................... 24
6. DESEMBARAÇO ADUANEIRO .................................................................................................... 25
a) Pena de perdimento .................................................................................................................. 25
7. DIREITO ADMINISTRATIVO ...................................................................................................... 25
a) Sigilo de dados .......................................................................................................................... 25
8. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 25
a) Apelação .................................................................................................................................... 25
b) Coisa julgada ............................................................................................................................. 25
c) Honorários advocatícios ........................................................................................................... 26
d) Pedido de reconsideração ......................................................................................................... 26
e) Prazos processuais .................................................................................................................... 26
f) Recurso especial ........................................................................................................................ 27
9. EXECUÇÃO FISCAL ...................................................................................................................... 27
a) Medida cautelar fiscal ............................................................................................................... 27
b) Recuperação judicial ................................................................................................................. 27
c) Redirecionamento..................................................................................................................... 27
10. ICMS ............................................................................................................................................... 28
a) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 28
11. II ...................................................................................................................................................... 28
a) Responsabilidade civil do Estado ............................................................................................ 28
12. IPI .................................................................................................................................................... 28
a) Creditamento ............................................................................................................................ 28
b) Crédito prêmio .......................................................................................................................... 29
13. IPTU ................................................................................................................................................ 29
a) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 29
14. IRPJ ................................................................................................................................................ 29
a) Benefício fiscal .......................................................................................................................... 29
b) Distribuição antecipada de lucros ............................................................................................ 29
15. IRPJ & CSLL ................................................................................................................................... 30
a) Crédito presumido de ICMS ..................................................................................................... 30
16. IRRF ................................................................................................................................................ 30
a) Precatório judicial ..................................................................................................................... 30
17. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ................................................................................... 30
a) Imunidade ................................................................................................................................. 30
18. PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ........................................................................ 30
a) REFIS ........................................................................................................................................ 30
19. PIS & COFINS ................................................................................................................................ 30
a) Compensação .............................................................................................................................31
b) Creditamento .............................................................................................................................31
c) Crédito presumido de ICMS ......................................................................................................31
d) ICMS na base de cálculo ............................................................................................................31
e) ISSQN na base de cálculo ..........................................................................................................31
f) Receitas financeiras ...................................................................................................................31
20. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA .......................................................................................... 32
a) Sucessão empresarial ................................................................................................................ 32
21. TAXAS ............................................................................................................................................. 32
a) Concessão de serviço público ................................................................................................... 32
C. SEGUNDA TURMA ............................................................................................................................ 32
1. ARROLAMENTO DE BENS .......................................................................................................... 32
a) Parcelamento do crédito tributário.......................................................................................... 32
2. CIDE-REMESSAS .......................................................................................................................... 33
a) Licença de uso de software ....................................................................................................... 33
3. COFINS-IMPORTAÇÃO ................................................................................................................ 33
a) Classificação de mercadorias ................................................................................................... 33
4. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA .......................................................................................... 33
a) Compensação ............................................................................................................................ 33
b) PLR ............................................................................................................................................ 34
5. CRÉDITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................... 34
a) Ação rescisória .......................................................................................................................... 34
b) Parcelamento ............................................................................................................................ 34
c) Suspensão da exigibilidade ...................................................................................................... 34
6. CSLL ................................................................................................................................................ 35
a) Desapropriação ......................................................................................................................... 35
7. DESEMBARAÇO ADUANEIRO .................................................................................................... 35
a) Reclassificação fiscal ................................................................................................................. 35
8. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO .................................................................................................. 35
a) Energia elétrica ......................................................................................................................... 35
9. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 35
a) Afetação ao rito dos recursos repetitivos ................................................................................. 35
b) Agravo de instrumento ............................................................................................................. 36
c) Arguição de inconstitucionalidade .......................................................................................... 36
d) Exceção de pré-executividade .................................................................................................. 36
e) Intimação .................................................................................................................................. 36
f) Mandado de segurança ............................................................................................................. 36
g) Suspensão de expediente forense ............................................................................................ 37
10. EXECUÇÃO FISCAL ...................................................................................................................... 37
a) Fraude à execução ..................................................................................................................... 37
b) Medida cautelar fiscal ............................................................................................................... 37
c) Parcelamento do crédito tributário.......................................................................................... 37
d) Penhora ..................................................................................................................................... 37
e) Recuperação judicial ................................................................................................................. 38
f) Redirecionamento..................................................................................................................... 38
11. ICMS ............................................................................................................................................... 38
a) Regime especial ......................................................................................................................... 39
b) Repetição de indébito ............................................................................................................... 39
12. ICMS-ST ......................................................................................................................................... 39
a) Base de cálculo .......................................................................................................................... 39
13. II ...................................................................................................................................................... 39
a) Serviços de capatazia ................................................................................................................ 39
14. IPI .................................................................................................................................................... 39
a) Crédito presumido .................................................................................................................... 39
b) SIMPLES ................................................................................................................................... 40
15. IPTU ................................................................................................................................................ 40
a) Condomínios irregulares .......................................................................................................... 40
b) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 40
c) Sujeição passiva ........................................................................................................................ 40
16. IR ..................................................................................................................................................... 40
a) Juros de mora ........................................................................................................................... 40
17. IRPF ................................................................................................................................................ 41
a) Repetição de indébito ............................................................................................................... 41
18. IRPJ ................................................................................................................................................ 41
a) Benefício fiscal .......................................................................................................................... 41
19. IRPJ & CSLL ................................................................................................................................... 41
a) Benefício fiscal .......................................................................................................................... 41
b) Crédito presumido de ICMS ..................................................................................................... 41
c) Prejuízos fiscais ......................................................................................................................... 42
d) Repetição de indébito ............................................................................................................... 42
20. IRPJ, CSLL, PIS & COFINS ........................................................................................................... 42
a) REINTEGRA ............................................................................................................................. 42
21. IRRF ................................................................................................................................................ 42
a) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 42
22. ITBI ................................................................................................................................................. 42
a) Adjudicação em hasta pública .................................................................................................. 42
23. ITR .................................................................................................................................................. 42
a) Área de reserva legal ................................................................................................................. 42
24. PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ........................................................................ 43
a) Multa isolada ............................................................................................................................. 43
25. PIS & COFINS ................................................................................................................................ 43
a) Creditamento ............................................................................................................................ 43
b) Receitas financeiras .................................................................................................................. 43
26. REINTEGRA ................................................................................................................................... 44
a) Zona Franca de Manaus (ZFM) ............................................................................................... 44
27. TAXAS ............................................................................................................................................. 44
a) Taxa de utilização do SISCOMEX ............................................................................................ 44
D. TERCEIRA TURMA ........................................................................................................................... 44
1. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 44
a) Desconsideração da personalidade jurídica ............................................................................ 44
b) Exceção de pré-executividade .................................................................................................. 44
c) Honorários advocatícios ........................................................................................................... 45
d) Impedimento ............................................................................................................................. 45
e) Intimação tácita ........................................................................................................................ 46
f) Preclusão ................................................................................................................................... 46
g) Seguro garantia ......................................................................................................................... 46
h) Suspensão de prazo recursal .................................................................................................... 46
2. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL ............................................................................... 47
a) Penhora ..................................................................................................................................... 47
3. PROCESSO FALIMENTAR ........................................................................................................... 47
a) Débitos tributários .................................................................................................................... 47
E. QUARTA TURMA ............................................................................................................................... 47
1. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 47
a) Afetação ao rito dos recursos repetitivos ................................................................................. 47
b) Agravo interno .......................................................................................................................... 48
c) Antecipação de tutela................................................................................................................ 48
d) Correção monetária .................................................................................................................. 48
e) Honorários advocatícios ........................................................................................................... 48
f) Tempestividade ......................................................................................................................... 49
g) Valor da causa ........................................................................................................................... 49
F. PRIMEIRA SEÇÃO ............................................................................................................................. 49
1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA .......................................................................................... 49
a) Quebra de caixa ......................................................................................................................... 49
2. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 50
a) Amicus curiae ............................................................................................................................ 50
b) Embargos de divergência ......................................................................................................... 50
c) Honorários advocatícios ........................................................................................................... 50
d) Intempestividade ...................................................................................................................... 50
e) Mandado de segurança ..............................................................................................................51
f) Reexame necessário ...................................................................................................................51
3. IPI .....................................................................................................................................................51
a) Creditamento .............................................................................................................................51
b) Selos de controle ........................................................................................................................51
4. IRPJ & CSLL ....................................................................................................................................51
a) Crédito presumido de ICMS ......................................................................................................51
b) Crédito presumido de IPI ......................................................................................................... 52
G. SEGUNDA SEÇÃO ............................................................................................................................. 52
1. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 52
a) Amicus curiae ............................................................................................................................ 52
b) Fungibilidade recursal .............................................................................................................. 52
c) Honorários advocatícios ........................................................................................................... 52
d) Prescrição intercorrente ........................................................................................................... 53
H. COMISSÃO GESTORA DE PRECEDENTES .................................................................................... 53
1. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 53
a) Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas ................................................................. 53
I. CORTE ESPECIAL ............................................................................................................................. 53
1. DIREITO PROCESSUAL ............................................................................................................... 53
a) Embargos de declaração ........................................................................................................... 53
b) Embargos de divergência ......................................................................................................... 54
c) Fungibilidade recursal .............................................................................................................. 54
d) Honorários advocatícios ........................................................................................................... 54
e) Impugnação específica ............................................................................................................. 55
f) Intimação pessoal ..................................................................................................................... 55
g) Legitimidade recursal ............................................................................................................... 55
h) Preparo ...................................................................................................................................... 55
i) Suspensão de prazo recursal .................................................................................................... 56
2. IRPJ ................................................................................................................................................ 56
a) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 56
J. AFETAÇÃO AO RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS ................................................................. 56
1. EXECUÇÃO FISCAL ...................................................................................................................... 56
a) Redirecionamento..................................................................................................................... 56
2. ICMS ............................................................................................................................................... 57
a) TUST & TUSD ........................................................................................................................... 57
3. IPTU ................................................................................................................................................ 57
a) Prazo prescricional ................................................................................................................... 57
K. SÚMULAS EDITADAS ....................................................................................................................... 57
1. IRPF ................................................................................................................................................ 57
a) Doença grave ............................................................................................................................. 57
b) Liquidação de entidade de previdência complementar .......................................................... 57
L. RECURSOS REPETITIVOS EM NÚMEROS .................................................................................... 58
III. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ........................................ 61
A. PRIMEIRA SEÇÃO ............................................................................................................................. 61
1. ÁGIO EM REORGANIZAÇÕES SOCIETÁRIAS ........................................................................... 61
a) Ágio interno ............................................................................................................................... 61
b) Empresa-veículo ....................................................................................................................... 63
c) Incorporação reversa ................................................................................................................ 65
d) Investimento estrangeiro ......................................................................................................... 65
e) Requisitos para amortização .................................................................................................... 65
2. CSLL ................................................................................................................................................ 67
a) Alíquota ..................................................................................................................................... 67
b) Base de cálculo .......................................................................................................................... 67
c) Benefício fiscal .......................................................................................................................... 67
d) Coisa julgada ............................................................................................................................. 68
e) Lucros auferidos no exterior .................................................................................................... 68
f) PLR ............................................................................................................................................ 69
g) Previdência complementar....................................................................................................... 69
3. IPI .................................................................................................................................................... 69
a) Responsabilidade tributária ..................................................................................................... 69
4. IRPJ ................................................................................................................................................ 70
a) Compensação ............................................................................................................................ 70
b) Contrato de franquia ................................................................................................................. 70
c) Dedutibilidade de despesas ...................................................................................................... 70
d) Depreciação acelerada incentivada ........................................................................................... 71
e) Depreciação do ativo imobilizado ............................................................................................. 71
f) Fundo de investimento .............................................................................................................. 71
g) Ganho de capital ........................................................................................................................ 71
h) Incentivos fiscais ....................................................................................................................... 72
i) Lucro da exploração .................................................................................................................. 72
j) PLR ............................................................................................................................................ 73
k) Royalties.................................................................................................................................... 74
5. IRPJ & CSLL ................................................................................................................................... 74
a) Base de cálculo .......................................................................................................................... 74
b) Compensação de prejuízos fiscais ............................................................................................ 74
c) Dedutibilidade de despesas ...................................................................................................... 75
d) Depreciação acelerada incentivada .......................................................................................... 77
e) Desmutualização ....................................................................................................................... 77
f) Ganho de capital ....................................................................................................................... 77
g) Joint venture ............................................................................................................................. 78
h) Juros sobre o capital próprio ................................................................................................... 78
i) Lucros auferidos no exterior .................................................................................................... 79
j) Multas fiscais ............................................................................................................................. 83
k) Omissão de receitas .................................................................................................................. 83
l) Planejamento tributário ........................................................................................................... 84
m) Preço de transferência .............................................................................................................. 87
n) Royalties.................................................................................................................................... 90
o) Simulação .................................................................................................................................. 90
p) Subvenção para investimento .................................................................................................. 91
6. IRPJ, CSLL, PIS & COFINS ........................................................................................................... 92
a) Bônus de preferência ................................................................................................................ 92
b) Cessão do usufruto de ações ..................................................................................................... 92
c) Dedutibilidade de despesas ...................................................................................................... 93
d) Omissão de receitas .................................................................................................................. 93
e) Planejamento tributário ........................................................................................................... 94
f) Receitas de res sperata............................................................................................................. 95
g) Subvenção para investimento .................................................................................................. 95
7. IRRF ................................................................................................................................................ 96
a) Concomitância de IRPJ & CSLL .............................................................................................. 96
b) Redução indevida do lucro líquido .......................................................................................... 97
c) Royalties.................................................................................................................................... 97
8. PIS & COFINS ................................................................................................................................ 97
a) Desmutualização ....................................................................................................................... 97
9. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ..................................................................................... 98
a) Recurso especial ........................................................................................................................ 98
b) Decadência ................................................................................................................................ 98
c) Intimação .................................................................................................................................. 99
d) Nulidade .................................................................................................................................... 99
10. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA ........................................................................................ 100
a) Sócio de fato ............................................................................................................................ 100
B. SEGUNDA SEÇÃO ............................................................................................................................ 101
1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA ......................................................................................... 101
a) Adicional RAT/SAT ................................................................................................................. 101
b) Auxílio-alimentação ................................................................................................................. 101
c) Auxílio-educação ...................................................................................................................... 101
d) Aviso prévio indenizado, bônus de contratação e indenização por tempo de serviço. ....... 102
e) Aviso prévio indenizado, décimo terceiro proporcional, abono extraordinário, abono único
variável e assistência educacional.................................................................................................... 102
f) Benefício de previdência privada ........................................................................................... 103
g) Bônus de contratação ............................................................................................................. 104
h) Bônus de venda ....................................................................................................................... 104
i) Contrato de estágio ................................................................................................................. 105
j) Despesas com veículo ............................................................................................................. 105
k) Distribuição de lucros ............................................................................................................. 105
l) Empréstimos ao sócio-administrador ................................................................................... 106
m) Pejotização............................................................................................................................... 106
n) Plano de previdência e PLR .................................................................................................... 108
o) Plano de saúde ........................................................................................................................ 108
p) PLR .......................................................................................................................................... 109
q) PLR e auxílio-educação ........................................................................................................... 112
r) PLR e GILRAT.......................................................................................................................... 113
s) PLR, indenização e abono ....................................................................................................... 113
t) PLR, seguro de vida, auxílio-médico e auxílio-odontológico ................................................ 114
u) PLR e vale-transporte .............................................................................................................. 115
v) Premiações ............................................................................................................................... 115
w) Pró-labore e reembolso de despesas ....................................................................................... 115
x) Serviços de intermediação ....................................................................................................... 116
y) Stock options ............................................................................................................................ 116
z) Vínculo empregatício ............................................................................................................... 117
2. IRPF ............................................................................................................................................... 118
a) Benefício fiscal ......................................................................................................................... 118
b) Direito de imagem ................................................................................................................... 118
c) Ganho de capital ...................................................................................................................... 118
d) Pejotização................................................................................................................................ 119
e) Serviço personalíssimo ........................................................................................................... 120
f) Verbas de gabinete .................................................................................................................. 120
3. IRRF .............................................................................................................................................. 120
a) Provas ...................................................................................................................................... 120
b) Stock options ............................................................................................................................ 121
4. ITR ................................................................................................................................................. 121
a) Área de mineração e jazida ...................................................................................................... 121
5. OUTRAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS ........................................................................................ 121
a) Grupo econômico ..................................................................................................................... 121
6. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL .................................................................................... 121
a) Nulidade ................................................................................................................................... 121
7. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA ........................................................................................ 122
a) Grupo econômico .................................................................................................................... 122
C. TERCEIRA SEÇÃO ........................................................................................................................... 122
1. COFINS ......................................................................................................................................... 122
a) Compensação .......................................................................................................................... 122
b) Creditamento .......................................................................................................................... 122
c) Instituições financeiras .......................................................................................................... 123
d) Serviços sociais autônomos .................................................................................................... 124
2. CONDECINE ................................................................................................................................ 124
a) Benefício fiscal ........................................................................................................................ 124
3. CIDE-REMESSAS ........................................................................................................................ 124
a) Base de cálculo ........................................................................................................................ 124
b) Creditamento ...........................................................................................................................125
c) Fato gerador .............................................................................................................................125
d) Licença de uso de software .....................................................................................................127
4. CIDE-REMESSAS & CONDECINE ..............................................................................................127
a) Fato gerador .............................................................................................................................127
5. CRÉDITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................. 129
a) Crédito presumido de IPI ....................................................................................................... 129
6. FINSOCIAL................................................................................................................................... 129
a) Coisa julgada ........................................................................................................................... 129
7. II .................................................................................................................................................... 129
a) Preferência tarifária ................................................................................................................ 129
b) Serviços de capatazia .............................................................................................................. 130
8. IOF ................................................................................................................................................ 130
a) Contrto de mútuo .................................................................................................................... 130
b) Investimento estrangeiro direto ............................................................................................ 130
9. II, IPI, PIS-IMPORTAÇÃO & COFINS-IMPORTAÇÃO ............................................................. 130
a) Base de cálculo ........................................................................................................................ 130
b) Simulação ................................................................................................................................. 131
10. IPI ................................................................................................................................................... 131
a) Benefício fiscal ......................................................................................................................... 131
b) Classificação fiscal .................................................................................................................. 132
c) Correção monetária e juros moratórios ................................................................................. 132
d) Coisa julgada ........................................................................................................................... 132
e) Creditamento .......................................................................................................................... 132
f) Industrialização por encomenda ............................................................................................ 133
g) Valor tributável mínimo ......................................................................................................... 133
h) Zona Franca de Manaus ......................................................................................................... 134
11. MULTAS FISCAIS .........................................................................................................................135
a) Multa por cessão de nome .......................................................................................................135
12. PIS ................................................................................................................................................. 136
a) Base de cálculo ........................................................................................................................ 136
b) Creditamento .......................................................................................................................... 136
c) Subvenção para investimento .................................................................................................137
13. PIS & COFINS ...............................................................................................................................137
a) Base de cálculo .........................................................................................................................137
b) Creditamento .......................................................................................................................... 138
c) Crédito presumido de ICMS ................................................................................................... 146
d) Desmutualização ..................................................................................................................... 146
e) Instituições financeiras ...........................................................................................................147
f) Subvenção para custeio ...........................................................................................................147
g) Subvenção para investimento ................................................................................................ 148
14. PIS-IMPORTAÇÃO & COFINS-IMPORTAÇÃO ......................................................................... 149
a) Afretamento ............................................................................................................................ 149
b) Contratos de franquia ............................................................................................................. 149
c) ICMS na base de cálculo ......................................................................................................... 150
d) Zona Franca de Manaus ......................................................................................................... 150
15. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ................................................................................... 150
a) Concomitância ........................................................................................................................ 150
b) Nulidade ................................................................................................................................... 151
c) Reformatio in pejus ................................................................................................................. 151
16. DESEMBARAÇO ADUANEIRO ...................................................................................................152
a) Direitos antidumping ..............................................................................................................152
b) Revisão aduaneira ....................................................................................................................152
IV. ATOS DOS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO .............................................. 154
B. ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO .................................................................................................... 154
1. PORTARIAS ................................................................................................................................. 154
a) PRD .......................................................................................................................................... 154
b) Sistemas informatizados ........................................................................................................ 154
C. BANCO CENTRAL DO BRASIL ...................................................................................................... 154
1. CIRCULARES ............................................................................................................................... 154
a) Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos .................................................................. 154
b) Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional ........................................ 154
c) Remessa de informações diárias ............................................................................................ 154
2. PORTARIAS ..................................................................................................................................155
a) PRD ...........................................................................................................................................155
b) Regimento interno ...................................................................................................................155
3. RESOLUÇÕES ...............................................................................................................................155
a) Regime de Recuperação Fiscal ................................................................................................155
D. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ......................................................................................................155
1. CIRCULARES ................................................................................................................................155
a) FGTS .........................................................................................................................................155
b) Manual de Orientação ao Empregador .................................................................................. 156
E. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS .................................................................................... 156
1. DELIBERAÇÕES .......................................................................................................................... 156
a) PRD .......................................................................................................................................... 156
2. INSTRUÇÕES ............................................................................................................................... 156
a) Distribuição de valores mobiliários ....................................................................................... 156
b) Fundos de investimento ......................................................................................................... 156
F. COMITÊ DIRETIVO DO ESOCIAL ................................................................................................. 156
1. RESOLUÇÕES .............................................................................................................................. 156
a) eSocial ...................................................................................................................................... 156
G. CONGRESSO NACIONAL ............................................................................................................... 156
1. ATOS DO PRESIDENTE DA MESA ............................................................................................. 157
a) Contribuição previdenciária sobre a receita bruta ................................................................. 157
b) Operações de crédito ............................................................................................................... 157
c) Processo administrativo sancionador ..................................................................................... 157
d) Programa de Desligamento Voluntário .................................................................................. 157
e) PRR ........................................................................................................................................... 157
f) RECINE .................................................................................................................................... 157
g) Regimes tributários especiais.................................................................................................. 157
2. DECRETOS LEGISLATIVOS....................................................................................................... 158
a) Convenções internacionais ..................................................................................................... 158
3. EMENDAS CONSTITUCIONAIS ................................................................................................ 158
a) Precatórios .............................................................................................................................. 158
4. LEIS COMPLEMENTARES ......................................................................................................... 158
a) Remissão de créditos tributários ........................................................................................... 158
5. LEIS ORDINÁRIAS ...................................................................................................................... 158
a) Ativos financeiros e valores mobiliários ................................................................................ 158
b) CFEM ....................................................................................................................................... 159
c) CLT .......................................................................................................................................... 159
d) IRPF ......................................................................................................................................... 159
e) Lei Orçamentária .................................................................................................................... 159
f) Marinha mercante .................................................................................................................. 160
g) Organização da Administração Pública Federal ................................................................... 160
h) Parcelamento de débitos previdenciários .............................................................................. 160
i) Parcerias público-privadas ..................................................................................................... 160
j) PERT ........................................................................................................................................ 160
k) Precatórios e RPV .................................................................................................................... 161
l) PRD ........................................................................................................................................... 161
m) Processo administrativo sancionador ..................................................................................... 161
n) RECINE ................................................................................................................................... 162
o) Serviços aeroportuários .......................................................................................................... 162
p) Taxa de longo prazo ................................................................................................................ 162
H. CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA ............................................................... 162
1. CONVÊNIOS ................................................................................................................................ 162
a) ICMS ........................................................................................................................................ 163
2. PORTARIAS .................................................................................................................................. 175
a) Regimento interno ................................................................................................................... 175
3. PROTOCOLO ................................................................................................................................. 175
a) ICMS ......................................................................................................................................... 175
I. MINISTÉRIO DA FAZENDA ............................................................................................................ 175
1. DESPACHOS ................................................................................................................................. 175
a) Responsabilidade tributária ....................................................................................................176
b) Zona Franca de Manaus ..........................................................................................................176
2. PORTARIAS ..................................................................................................................................176
a) Regime de Recuperação Fiscal ................................................................................................176
b) Regimento interno ...................................................................................................................176
c) Sistemas informatizados ......................................................................................................... 177
d) Taxa de fiscalização.................................................................................................................. 177
e) Tramitação de propostas normativas ..................................................................................... 177
J. MINISTÉRIO DA FAZENDA E MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÕES E
COMUNICAÇÕES ...................................................................................................................................... 177
1. PORTARIAS INTERMINISTERIAIS ........................................................................................... 177
a) Tarifas dos serviços postais e telegráficos .............................................................................. 177
K. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA ...................................................................................................... 177
1. DECRETOS .................................................................................................................................... 177
a) Acordos de cooperação técnica ............................................................................................... 177
b) Acordos de livre comércio ....................................................................................................... 177
c) Acordos internacionais para evitar dupla tributação ............................................................ 177
d) Administração tributária federal ........................................................................................... 178
e) Atendimento ao usuário de serviço público .......................................................................... 178
f) Autarquias e fundações públicas federais ............................................................................. 178
g) CFEM ....................................................................................................................................... 178
h) Comércio exterior ....................................................................................................................179
i) Concessão de distribuição e de transmissão de energia elétrica ...........................................179
j) Concessões e parcerias público-privadas ...............................................................................179
k) Contas públicas ........................................................................................................................179
l) Exportações ..............................................................................................................................179
m) PIS/PASEP & COFINS ............................................................................................................179
n) Programa Nacional de Desestatização ................................................................................... 180
o) Regime de Recuperação Fiscal ............................................................................................... 180
p) REINTEGRA ........................................................................................................................... 180
q) Salário mínimo ......................................................................................................................... 181
2. MEDIDAS PROVISÓRIAS ............................................................................................................ 181
a) CLT ........................................................................................................................................... 181
b) Fundos de investimento .......................................................................................................... 181
c) PERT ......................................................................................................................................... 181
d) Programa de Desligamento Voluntário ................................................................................. 182
e) PRR .......................................................................................................................................... 182
f) Regime de Recuperação Fiscal ............................................................................................... 182
g) Regimes tributários especiais................................................................................................. 183
h) Servidores públicos federais................................................................................................... 183
3. MENSAGENS ............................................................................................................................... 183
a) Vetos ........................................................................................................................................ 183
4. RESOLUÇÕES .............................................................................................................................. 184
a) Apoio à exportação ................................................................................................................. 184
b) II............................................................................................................................................... 184
L. PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL ................................................................. 184
1. PORTARIAS ................................................................................................................................. 184
a) Parcelamento de débitos previdenciários .............................................................................. 184
b) PERT ........................................................................................................................................ 184
c) PRR .......................................................................................................................................... 185
d) Responsabilidade tributária ................................................................................................... 185
e) Sistemas informatizados ........................................................................................................ 186
f) Zona Franca de Manaus ......................................................................................................... 186
M. RECEITA FEDERAL DO BRASIL ................................................................................................... 186
1. ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO ......................................................................................... 186
a) Sistemas informatizados ........................................................................................................ 186
2. ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO .............................................................................. 186
a) Contribuição previdenciária complementar ......................................................................... 186
b) IRRF ........................................................................................................................................ 187
c) PERT ........................................................................................................................................ 187
3. INSTRUÇÕES NORMATIVAS .................................................................................................... 187
a) Aporte de capitais ................................................................................................................... 187
b) Aquisição de automóvel .......................................................................................................... 187
c) CAFIR ...................................................................................................................................... 188
d) Classificação de mercadorias ................................................................................................. 188
e) CNPJ ........................................................................................................................................ 188
f) Comércio exterior ................................................................................................................... 188
g) Contribuição previdenciária ................................................................................................... 189
h) CPF .......................................................................................................................................... 189
i) Critérios contábeis .................................................................................................................. 189
j) Declaração País-a-País ........................................................................................................... 189
k) Depósitos judiciais e extrajudiciais ........................................................................................ 190
l) Despacho aduaneiro ............................................................................................................... 190
m) DIRF ........................................................................................................................................ 190
n) DITR ........................................................................................................................................ 190
o) GFIP .......................................................................................................................................... 191
p) IRPF .......................................................................................................................................... 191
q) IRRF ......................................................................................................................................... 191
r) ITR ........................................................................................................................................... 192
s) Lucros auferidos no exterior .................................................................................................. 192
t) Marinha mercante .................................................................................................................. 192
u) Obrigações acessórias ............................................................................................................. 192
v) Países ou dependências com tributação favorecida .............................................................. 194
w) Parcelamento de débitos ........................................................................................................ 194
x) PERT ........................................................................................................................................ 194
y) PRR .......................................................................................................................................... 195
z) PRT .......................................................................................................................................... 196
aa) Regime aduaneiro especial ..................................................................................................... 196
bb) Restituição, compensação, ressarcimento e reembolso ....................................................... 196
cc) SISCOMEX ...............................................................................................................................197
dd) Sistemas informatizados .........................................................................................................197
ee) Trânsito aduaneiro ..................................................................................................................197
4. PORTARIAS ..................................................................................................................................197
a) Atendimento ao contribuinte ..................................................................................................197
b) Fiscalização fazendária ........................................................................................................... 198
c) Processo administrativo fiscal................................................................................................ 198
d) Regime de Recuperação Fiscal ............................................................................................... 199
e) Transparência fiscal ................................................................................................................ 199
5. SOLUÇÕES DE CONSULTA ....................................................................................................... 199
a) COFINS ................................................................................................................................... 199
b) Contribuição previdenciária ................................................................................................... 199
c) Contribuição previdenciária devida pelo produtor rural ..................................................... 200
d) Contribuição previdenciária & IRRF .................................................................................... 200
e) Contribuição previdenciária sobre a receita bruta ............................................................... 200
f) Convenções internacionais ..................................................................................................... 201
g) CSLL ........................................................................................................................................ 201
h) CSLL, PIS/PASEP & COFINS ................................................................................................ 201
i) II............................................................................................................................................... 201
j) II, IPI, PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação ...................................................... 202
k) II, PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação ............................................................. 202
l) IOF ........................................................................................................................................... 202
m) IPI ............................................................................................................................................ 202
n) IPI, PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação........................................................... 202
o) Imunidade tributária .............................................................................................................. 203
p) IRPF ......................................................................................................................................... 203
q) IRPJ ......................................................................................................................................... 204
r) IRPJ & contribuição previdenciária....................................................................................... 205
s) IRPJ & CSLL ........................................................................................................................... 205
t) IRPJ, CSLL, PIS/PASEP & COFINS ...................................................................................... 206
u) IRPJ, CSLL, IRRF, PIS/PASEP & COFINS ........................................................................... 207
v) IRPJ, CSLL, IRRF, PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação .................................208
w) IRRF ........................................................................................................................................208
x) IRRF & CIDE-Remessas ......................................................................................................... 209
y) IRRF & contribuição previdenciária ...................................................................................... 209
z) IRRF, CSLL, PIS/PASEP & COFINS ..................................................................................... 210
aa) IRRF & PIS/PASEP ................................................................................................................ 210
bb) IRRF, PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação ....................................................... 210
cc) ITR ............................................................................................................................................ 211
dd) Marinha mercante ................................................................................................................... 211
ee) Obrigações acessórias .............................................................................................................. 211
ff) Operações societárias ............................................................................................................. 212
gg) PIS/PASEP .............................................................................................................................. 212
hh) PIS/PASEP & COFINS ........................................................................................................... 212
ii) PIS/PASEP, COFINS & contribuição previdenciária devida pelo produtor rural .............. 221
jj) PIS/PASEP, COFINS, PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação ............................ 222
kk) PIS/PASEP-Importação & COFINS-Importação .................................................................. 222
ll) PIS/PASEP-Importação, COFINS-Importação & CIDE-Remessas ..................................... 223
aa) Regime aduaneiro especial ..................................................................................................... 223
bb) Regimes tributários ................................................................................................................ 223
cc) REINTEGRA ........................................................................................................................... 224
dd) REPETRO ................................................................................................................................ 224
ee) REPORTO ............................................................................................................................... 224
ff) RET .......................................................................................................................................... 225
gg) SIMPLES ................................................................................................................................. 225
hh) SISCOSERV ............................................................................................................................. 225
6. SOLUÇÕES DE DIVERGÊNCIA ................................................................................................. 226
a) PIS/PASEP .............................................................................................................................. 226
b) PIS/PASEP & COFINS ........................................................................................................... 226
N. RECEITA FEDERAL DO BRASIL E INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA
AGRÁRIA ................................................................................................................................................... 227
1. INSTRUÇÕES NORMATIVAS CONJUNTAS ............................................................................ 227
a) CAFIR ...................................................................................................................................... 227
O. RECEITA FEDERAL DO BRASIL E PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL .... 227
1. PORTARIAS CONJUNTAS .......................................................................................................... 227
a) PROSUS................................................................................................................................... 227
b) Quitação de débitos ................................................................................................................ 227
c) Regularidade fiscal.................................................................................................................. 227
d) Sistemas informatizados ........................................................................................................ 227
P. RECEITA FEDERAL DO BRASIL E SECRETARIA DE COMÉRCIO E SERVIÇOS ..................... 228
1. PORTARIAS CONJUNTAS .......................................................................................................... 228
a) SISCOSERV ............................................................................................................................. 228
Q. SENADO FEDERAL ......................................................................................................................... 228
1. RESOLUÇÕES .............................................................................................................................. 228
a) FUNRURAL ............................................................................................................................ 228
I. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL entendimento de que o ICMS não compõe a base de
cálculo para a incidência do PIS e da COFINS.
A. DECISÕES MONOCRÁTICAS
3. DIREITO ADMINISTRATIVO
1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
a) Tombamento
a) ICMS na base de cálculo
• ACO 2.176/RJ
• ADI 5.809/DF Relator(a): Ministro Dias Toffoli
Relator(a): Ministro Ricardo Lewandowski Órgão julgador: Decisão monocrática
Órgão julgador: Decisão monocrática Data de julgamento: 25/09/2017
Data de julgamento: 18/12/2017 Data de publicação: 28/09/2017
Data de publicação: Pendente Ementa: TOMBAMENTO. BEM PERTENCENTE
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. À UNIÃO. PRETENSÃO RESTRITIVA DO ESTADO
MAJORAÇÃO POR SISTEMÁTICA PROGRESSIVA. DO RIO DE JANEIRO. IMÓVEL SITUADO EM
MP Nº 805/2017. ADIAMENTO DE AJUSTES AEROPORTO. VOCACIONADO À PRESTAÇÃO DE
REMUNERATÓRIOS DE INÚMERAS SERVIÇO PÚBLICO. NECESSIDADE DE
CATEGORIAS DOS SERVIDORES DO PODER PONDERAÇÃO DOS INTERESSES ENVOLVIDOS.
EXECUTIVO FEDERAL. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO ENTE
INCONSTITUCIONALIDADE. AFRONTA AO ART. FEDERADO. VÍCIO INSANÁVEL.
246 DA CF/1988 E À IRREDUTIBILIDADE DE Resultado: O Ministro Relator afirmou que,
VENCIMENTOS. mesmo considerando a possibilidade de um Estado
Resultado: O Ministro Relator suspendeu, ad proceder ao tombamento de bem da União, a
referendum do Plenário, a eficácia de dispositivos imposição dessa restrição pelo respectivo
da MP nº 805/2017, que majoraram de 11 para 14%, procedimento prescinde do confronto do caso
por sistemática progressiva, a alíquota da concreto com os valores resguardados pela
contribuição previdenciária incidente sobre Constituição e, portanto, da intimação do ente
vencimentos dos servidores e proventos de federado proprietário do imóvel a ser tombado,
aposentados e pensionistas da União. Segundo o conforme disposto no art. 5º do DL nº 25/1937, a
Ministro, a Corte tem entendimento pacífico no fim de permitir o exercício do contraditório e de
sentido de que a fixação de alíquotas progressivas eventual resistência à limitação do uso do bem.
para contribuição de seguridade social afronta ao art. Desse modo, o Ministro anulou o processo
246 da CF/1988, além de ofender o princípio da administrativo de tombamento do Hangar do
vedação à utilização do tributo com efeito de Aeroporto Santos Dumont, considerando insanável
confisco. Ademais, asseverou, ainda, a o vício decorrente da ausência de notificação da
inconstitucionalidade dos comandos normativos União no caso concreto. Destacou também que,
que postergaram ou cancelaram os reajustes já embora o Estado do Rio de Janeiro deva resguardar
concedidos a diversas categorias de servidores o patrimônio urbanístico em comento, não se pode
públicos federais. O Ministro destacou que o Chefe desconsiderar que a área sujeita à medida protetiva
do Executivo não pode, por meio de ato está situada em aeroporto e, assim, afetada à
unilateralmente subscrito, desconstituir direitos já exploração da navegação aérea e da infraestrutura
incorporados ao patrimônio dos servidores, aeroportuária, o que já evidencia, nos termos do art.
outorgados por lei formal, sob pena de violar os 21, XII, “c”, da CF/1988, interesse público na
princípios da legítima confiança, da segurança atividade ali desenvolvida e a necessidade de
jurídica e da irredutibilidade de vencimentos. ponderação dos objetivos envolvidos.

2. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA 4. DIREITO CONSTITUCIONAL


SOBRE A RECEITA BRUTA
a) Serviços de telecomunicações
a) ICMS na base de cálculo
• MC na ADI 5.724/PI
• RE 1.079.454/PR Relator(a): Ministro Roberto Barroso
Relator(a): Ministro Gilmar Mendes Órgão julgador: Decisão monocrática
Órgão julgador: Decisão monocrática Data de julgamento: 30/06/2017
Data de julgamento: 21/11/2017 Data de publicação: 01/08/2017
Data de publicação: 24/11/2017 Ementa: SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES.
Ementa: CPRB. ICMS NA BASE DE CÁLCULO. LEI Nº 6.886/2016 DO ESTADO DO PIAUÍ.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA TESE OBRIGAÇÃO DE AS EMPRESAS DE TELEFONIA
FIRMADA NO RE 574.706/PR (RG). DISPONIBILIZAREM EXTRATOS DE PLANOS
Resultado: O Ministro Relator determinou a PRÉ-PAGOS. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA
devolução dos autos ao Tribunal de origem para que UNIÃO. INCONSTITUCIONALIDADE.
a tese firmada no RE 574.706/PR, submetido ao rito Resultado: O Ministro Relator suspendeu, ad
da repercussão geral, seja aplicada ao caso concreto, referendum do Plenário, a aplicação da Lei
em que se discute o direito de o contribuinte excluir piauiense nº 6.886/2016, que impôs o fornecimento
os valores referentes ao ICMS da base de cálculo da de extratos detalhados das contas de planos pré-
contribuição substitutiva sobre a receita bruta, pagos pelas operadoras de telefonia móvel e fixa.
instituída pela Lei nº 12.546/2011. O Ministro Segundo o Ministro, ao estabelecer obrigações às
destacou que esta questão corresponde à resolvida empresas de telefonia e fixar sanções em caso de seu
pelo paradigma mencionado, no qual se fixou o descumprimento, a norma impugnada usurpou a

Voltar ao sumário. 1
competência privativa da União para legislar sobre nacional (com a comprovação da presença efetiva de
serviços de telecomunicações, consagrada pelo art. associados em, no mínimo, 9 Estados da federação);
22, IV, da CF/1988, conforme reiterada e (iii) a pertinência temática entre os objetivos
jurisprudência da Corte. estatutários da postulante e a norma impugnada. No
caso concreto, o Ministro afirmou que a requerente
5. DIREITO PROCESSUAL representa apenas segmentos da categorial
funcional, além de ser composta por pessoas
a) Ação direta de inconstitucionalidade jurídicas com interesses diversos, e, assim, não
satisfaz o requisito do art. 103, IX, da CF/1988.
• ADI 5.589/PR
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes • ADI 4.642/MS
Órgão julgador: Decisão monocrática Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes
Data de julgamento: 17/08/2017 Órgão julgador: Decisão monocrática
Data de publicação: 21/08/2017 Data de julgamento: 24/10/2017
Ementa: AÇÃO DIRETA DE Data de publicação: 27/10/2017
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 18.573/2015 Ementa: AÇÃO DIRETA DE
DO ESTADO DO PARANÁ. FUNDO DE COMBATE INCONSTITUCIONALIDADE. DECRETO Nº
À POBREZA. ADICIONAL DO ICMS SOBRE 13.162/ 2011 DO ESTADO DO MATO GROSSO DO
PRODUTOS SUPÉRFLUOS. ASSOCIAÇÃO QUE SUL. REGULAMENTAÇÃO DO PROTOCOLO
REPRESENTA PARCELA DOS CONTRIBUINTES ICMS Nº 21/2011. ATO NORMATIVO
REFERIDOS NA NORMA. AUSÊNCIA DE SECUNDÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE
DEMONSTRAÇÃO DA SUA CONDIÇÃO DE PROSSEGUIMENTO.
ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. Resultado: O Ministro Relator negou seguimento
ILEGITIMIDADE ATIVA. à ação ajuizada em face do Decreto sul-mato-
Resultado: O Ministro Relator entendeu que a grossense nº 13.162/2011, que disciplinou, nos
associação que ajuizou a ação carece de legitimidade termos do Protocolo ICMS nº 21/2011, a exigência
ativa para postular a inconstitucionalidade da Lei da parcela do imposto devida nas operações de
paranaense nº 18.573/2015, que instituiu o Fundo aquisição de mercadoria, em outros entes
Estadual de Combate à Pobreza e, para o seu federativos, de forma não presencial. Segundo o
financiamento, o adicional de 2% nas alíquotas do Ministro, não obstante o referido Protocolo já tenha
ICMS incidente sobre produtos aludidos na Lei. sido declarado inconstitucional pela Corte, não cabe
Segundo o Ministro, a requerente, enquanto ação de controle abstrato contra decreto puramente
representante dos interesses do setor nacional de regulamentador, tendo em vista que somente é
refrigerantes, não demostrou a pertinência temática possível a aferição direta da compatibilidade de uma
entre os interesses específicos de seus filiados e a norma com o texto constitucional quando o ato
norma instituidora do referido Fundo. Destacou, impugnado for autônomo. Por fim, destacou que a
ainda, que a majoração do ICMS não é aplicável higidez jurídica da disposição secundária está,
apenas para o ramo dos refrigerantes, abarcando conforme reiterada jurisprudência da Corte, situada
operações com artefatos de joalheria, bebidas somente no plano da legalidade.
alcóolicas, cosméticos, dentre outros produtos; de
modo que, seguindo a jurisprudência da Corte, não • ADI 4.735/DF
pode propor ação direta a entidade que não Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes
representa toda a categoria econômica em questão, Órgão julgador: Decisão monocrática
mas somente uma parcela setorizada desta. Data de julgamento: 27/10/2017
Data de publicação: 31/10/2017
• ADI 5.033/DF Ementa: AÇÃO DIRETA DE
Relator(a): Ministro Luiz Fux INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 170, §§ 1º e 2º,
Órgão julgador: Decisão monocrática DA IN RFB Nº 971/2009. TRIBUTAÇÃO DA
Data de julgamento: 13/10/2017 RECEITA DECORRENTE DE
Data de publicação: 18/10/2017 COMERCIALIZAÇÃO COM EMPRESAS
Ementa: AÇÃO DIRETA DE TRADINGS OU SOCIEDADES COMERCIAIS
INCONSTITUCIONALIDADE. ASSOCIAÇÃO QUE EXPORTADORAS. ASSOCIAÇÃO
REPRESENTA PARCELA DA CATEGORIA REPRESENTANTE DO COMÉRCIO EXTERIOR
FUNCIONAL. HIBRIDISMO ENTRE OS BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA
MEMBROS INTEGRANTES. AUSÊNCIA DE TEMÁTICA ENTRE SEUS OBJETIVOS
DEMONSTRAÇÃO DA SUA CONDIÇÃO DE INSTITUCIONAIS PRÓPRIOS E AS NORMAS
ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. ATACADAS. ILEGITIMIDADE ATIVA.
ILEGITIMIDADE ATIVA. Resultado: O Ministro Relator entendeu que a
Resultado: O Ministro Relator entendeu que associação postulante carece de legitimidade para
entidades de caráter abrangente, que congregam figurar no polo ativo da ação de controle
carreiras ou categorias profissionais diversas concentrado, por não ter demonstrado, de forma
(mesmo no exercício de labor análogo), não dispõem adequada, a relação de pertinência temática entre o
de legitimidade ativa para propor ações de controle seu objeto social e os dispositivos contestados – §§
normativo abstrato. Isso porque, segundo o 1º e 2º do art. 170 da IN RFB nº 971/2009. O
Ministro, a jurisprudência da Corte estabeleceu 3 Ministro destacou que a requerente representa o
condicionantes procedimentais para a atuação das segmento empresarial de exportação e importação
associações classistas em sede de controle de mercadorias e serviços, enquanto as normas
concentrado, quais sejam: (i) a homogeneidade impugnadas, ao excluírem da imunidade prevista no
entre seus membros; (ii) a representatividade art. 149, § 2º, I, da CF/1988 a receita decorrente da

Voltar ao sumário. 2
comercialização com tradings e sociedades informações importantes sobre a matéria discutida
comerciais exportadoras (considerada proveniente nos autos.
do comércio interno, ainda que, subsequentemente,
destinem-se à exportação), voltam-se, na verdade, a c) Coisa julgada
todo o conjunto de empresas cujas relações
tributárias redundam na exigência de contribuições • HC 145.829/DF
sociais. Dessa forma, ressaltou que reconhecer a Relator(a): Ministro Roberto Barroso
legitimidade ativa da entidade do caso concreto Órgão julgador: Decisão monocrática
implicaria a outorga de representatividade Data de julgamento: 10/08/2017
transcendental aos interesses dos seus filiados, Data de publicação: 15/08/2017
interpretação não condizente com o preceito do art. Ementa: COISA JULGADA. RECURSOS
103, IX, da CF/1988. INDEFERIDOS NA ORIGEM. MANUTENÇÃO DA
DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE PELO STJ E
• ADI 5.742/DF PELO STF. FORMAÇÃO DO TRÂNSITO EM
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes JULGADO. RETROATIVIDADE À DATA DO
Órgão julgador: Decisão monocrática TÉRMINO DO PRAZO DE INTERPOSIÇÃO DO
Data de julgamento: 05/12/2017 RECURSO ESPECIAL E DO EXTRAORDINÁRIO.
Data de publicação: 07/12/2017 Resultado: O Ministro Relator entendeu que a
Ementa: AÇÃO DIRETA DE interposição de recurso especial e extraordinário
INCONSTITUCIONALIDADE. LC Nº 116/2003, NA não prejudica a formação da coisa julgada, quando
REDAÇÃO DADA PELA LC Nº 157/2016. ISSQN indeferidos pelo Tribunal de origem, em decisões de
SOBRE SERVIÇOS DE COSTURA E inadmissibilidade confirmadas pelo STJ e pelo STF.
ACABAMENTO. AUSÊNCIA DE CORRELAÇÃO O Ministrou destacou que, nessa hipótese, o trânsito
DIRETA ENTRE A NORMA E OS OBJETIVOS em julgado se concretiza ainda na instância
INSTITUCIONAIS DA CONFEDERAÇÃO ordinária e, portanto, retroage à data do fim do
SINDICAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. prazo para interposição do último recurso cabível,
Resultado: O Ministro Relator entendeu pela conforme reiterada jurisprudência da Corte.
ausência de legitimidade ativa da confederação
sindical que ajuizou ação em controle concentrado d) Eficácia da decisão
para postular a inconstitucionalidade da nova
redação do subitem 14.05 da Lista Anexa à LC nº • TP na ADI 3.406/RJ e na ADI 3.470/RJ
116/2003, dada pela LC nº 157/2016, que dispõe Relator(a): Ministra Rosa Weber
sobre a incidência de ISSQN sobre serviços de Órgão julgador: Decisão monocrática
costura e acabamento realizados sobre bens de Data de julgamento: 19/12/2017
terceiros. O Ministro destacou que a requerente, Data de publicação: Pendente
enquanto representante dos interesses do setor Ementa: EFICÁCIA DA DECISÃO. DECLARAÇÃO
industrial, não demostrou a pertinência temática DE INCONSTITUCIONALIDADE COM EFEITO
entre seus objetivos institucionais, relacionados à VINCULANTE E ERGA OMNES. PEDIDO DE
circulação de mercadorias, e o conteúdo normativo MODULAÇÃO A SER TRAZIDO EM SEDE DE
impugnado, centrado na tributação de serviços. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PODER GERAL
DE CAUTELA. ARTS. 995, PARÁGRAFO ÚNICO, E
b) Amicus curiae 1.026, § 1º, DO CPC/2015. SUSPENSÃO APENAS
QUANTO À EFICÁCIA PARA TODOS ATÉ
• AgRg no RE 912.888/RS (RG) – Tema 827 FLUÊNCIA DO PRAZO PARA OPOSIÇÃO DOS
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes DECLARATÓRIOS.
Órgão julgador: Decisão monocrática Resultado: A Ministra Relatora suspendeu a
Data de julgamento: 30/08/2017 eficácia erga omnes atribuída à declaração de
Data de publicação: 01/09/2017 inconstitucionalidade do art. 2º da Lei nº
Ementa: AMICUS CURIAE. ADMISSÃO 9.055/1995, que autorizava a extração,
POSTERIOR AO JULGAMENTO DO MÉRITO. industrialização, utilização, comercialização e
POSSIBILIDADE. CONDICIONADA À transporte do amianto crisotila no país, até a
RELEVÂNCIA DA MATÉRIA, ESPECIFICIDADE publicação dos acórdãos e esgotamento do prazo
DO TEMA, REPERCUSSÃO GERAL DA para oposição dos embargos de declaração. A
CONTROVÉRSIA E REPRESENTATIVIDADE DOS Ministra entendeu que a imediata produção dos
POSTULANTES. efeitos da decisão, considerando a publicação da ata
Resultado: O Ministro Relator deferiu o ingresso de julgamento, tornaria inócuo eventual
da requerente nos autos, na condição de amicus acolhimento de pedido de modulação de efeitos em
curiae, mesmo já tendo sido apreciado o mérito do sede de declaratórios. Assim, para evitar risco de
recurso, submetido ao rito da repercussão geral. O dano grave ou de difícil reparação, à luz dos arts.
Ministro destacou que se trata de instrumento de 995, parágrafo único, e 1.026, § 1º, do CPC/2015,
democratização e maior legitimação da atuação da decidiu manter os efeitos da decisão apenas dentro
Corte na jurisdição constitucional brasileira, de do Estado do Rio de Janeiro.
modo que, cumpridos os requisitos (relevância e
especificidade da matéria, repercussão geral da e) Mandado de segurança
demanda e representatividade dos postulantes) e
verificada a pertinência entre a atuação da entidade • MS 35.231/DF
e a controvérsia em exame, sua participação, Relator(a): Ministro Edson Fachin
enquanto amicus curiae, deverá ser a mais ampla Órgão julgador: Decisão monocrática
possível, podendo colaborar com pareceres, dados e Data de julgamento: 11/10/2017

Voltar ao sumário. 3
Data de publicação: 16/10/2017 Data de publicação: 10/08/2017
Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA. ATO Ementa: ICMS. BENEFÍCIO FISCAL. LEI Nº
JUDICIAL SUJEITO A IMPUGNAÇÃO RECURSAL. 4.732/2011 DO DISTRITO FEDERAL. PRECEDIDA
EMANADO DO PRÓPRIO STF. AFRONTA À DE CONVÊNIO DO CONFAZ. PROGRAMA PRÓ-
SÚMULA Nº 267/STF E AO ART. 200 DO RISTF. DF. PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE.
INADMISSIBILIDADE. Resultado: O Ministro Relator revogou a liminar
Resultado: O Ministro Relator afirmou ser que havia suspendido os efeitos da Lei distrital nº
incabível a impetração de mandado de segurança 4.732/2011 até o julgamento de mérito do RE
em face de decisão judicial da qual caiba recurso 851.421/DF, submetido ao rito da repercussão geral,
com efeito suspensivo, nos termos do art. 5º, II, da por entender que não é possível afastar a presunção
Lei nº 12.016/2009 e da Súmula nº 267/STF. No de constitucionalidade e a vigência da norma
caso concreto, segundo o Ministro, o ato apontado impugnada, que remitiu créditos tributários de
como coator não transitou em julgado e sequer teve ICMS concedidos por benefícios fiscais declarados
o acórdão publicado, estando, ao menos em tese, inconstitucionais. Isso porque, segundo o Ministro,
sujeito à impugnação por meio de embargos de a jurisprudência da Corte apenas fixou a
declaração – recurso no qual pode ser suscitada a inconstitucionalidade de leis concessivas de
suspensão da eficácia da decisão, conforme disposto desoneração em ICMS que não foram precedidas de
no art. 1.026, § 1º, do CPC/2015. Ademais, destacou convênio autorizativo, ao passo que o Programa Pró-
que é inadmissível mandado de segurança contra DF, instituído pela Lei nº 4.732/2011, teve respaldo
ato proferido por Turma do STF, tendo em vista que no âmbito do CONFAZ e, portanto, não afronta o art.
os órgãos fracionários da Corte atuam em nome do 155, § 2º, XII, “g”, da CF/1988. Ademais, afastou a
próprio Tribunal e, portanto, não estão submetidos presença de periculum in mora, uma vez que a
à sua jurisdição, tal como exigido pelo art. 200 do remissão certificada na referida Lei alcançou
RISTF. créditos decorrentes de fatos geradores ocorridos
até setembro de 2011 e, portanto, ainda que venha a
f) Repercussão geral ser declarada inconstitucional, a teor do art. 173, I,
do CTN, não há mais decadência a ser prevenida
• RE 727.851/MG (RG) – Tema 685 pela Fazenda distrital. O Ministro ressalvou, por fim,
Relator(a): Ministro Marco Aurélio que os lançamentos tributários efetuados devem ter
Órgão julgador: Decisão monocrática a sua eficácia mantida apenas para afastar prejuízos
Data de julgamento: 11/10/2017 ao Erário, não podendo implicar restrição alguma
Data de publicação: 10/11/2017 aos contribuintes.
Ementa: REPERCUSSÃO GERAL
RECONHECIDA. SUSPENSÃO DA JURISDIÇÃO b) Substituição tributária
NO TERRITÓRIO NACIONAL. ART. 1.035, § 5º, DO
CPC/2015. CLÁUSULA EXCEPCIONAL. • TP na ADI 5.866/DF
PRECEITO CONFLITANTE COM O ART. 5º, XXXV, Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes
DA CF/1988. ASSEGURADA A TRAMITAÇÃO Órgão julgador: Decisão monocrática
REGULAR DOS PROCESSOS. Data de julgamento: 29/12/2017
Resultado: O Ministro Relator indeferiu o pedido Data de publicação: Pendente
de suspensão nacional de todos os processos que Ementa: ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.
versem sobre a extensão da imunidade recíproca ao CONVÊNIO ICMS Nº 52/2017. CONFAZ.
IPVA de automóveis comprados pelas IMPOSTO DE CARÁTER NACIONAL.
municipalidades no regime de alienação fiduciária. CONTRARIEDADE À CLÁUSULA
O Ministro destacou que, mesmo reconhecida a CONSTITUCIONAL DE RESERVA DE LEI E AO
repercussão geral da questão, a aplicação do art. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE.
1.035, § 5º, do CPC/2015 deve ser excepcional, BITRIBUTAÇÃO NÃO AUTORIZADA. JUÍZO
tendo em vista que a norma conflita com as PROVISÓRIO. SUSPENSOS OS EFEITOS DAS
garantias constitucionais de acesso ao Judiciário e CLÁUSULAS 8ª, 9ª, 10ª, 11ª, 12ª, 13ª, 14ª, 16ª, 24ª
razoável duração do processo, versados no art. 5º, E 26ª.
XXXV e LXXVIII, da CF/1988. Assim, afirmou que Resultado: A Ministra Cármen Lúcia, Presidente
as balizas do recurso em exame não revelam do STF, suspendeu a eficácia de diversas cláusulas
situação jurídica passível de suspender a regular do Convênio ICMS nº 52/2017, até novo exame pelo
tramitação de inúmeros processos, até porque o Ministro Relator quando finalizado o recesso
argumento relacionado ao efeito multiplicador da forense. Segundo a Ministra, a fim de normatizar
decisão do STF já foi considerado para se admitir a protocolos e convênios firmados entre os Estados e
repercussão geral da matéria. Por fim, o Ministro o Distrito Federal acerca da técnica de substituição
ressaltou que os autos já foram liberados para tributária e de antecipação do imposto devido nas
inclusão na pauta do Plenário, o que evidencia a operações interestaduais, o ato adotado pelo
pouca utilidade da medida. CONFAZ parece não obedecer ao princípio da não
cumulatividade, nem à cláusula constitucional de
6. ICMS reserva de lei, prevista nos arts. 146, III, 150, § 7º, e
155, § 2º, XII, da CF/1988. Nesse sentir, destacou
a) Benefício fiscal que, apesar da competência estadual para sua
instituição, o ICMS é de configuração nacional e, por
• AC 3.802/DF isso, prescinde de lei complementar que integre as
Relator(a): Ministro Roberto Barroso disposições constitucionais e as legislações locais
Órgão julgador: Decisão monocrática para preservar a higidez do pacto federativo.
Data de julgamento: 08/08/2017 Ademais, a Ministra afirmou que a jurisprudência

Voltar ao sumário. 4
da Corte entende ser constitucional, para aferição da INCIDÊNCIA. DECRETOS NOS 31.879/2010 E
base de cálculo do ICMS, a inclusão do valor da 31.935/2010 DO MUNICÍPIO DO RIO DE
operação somado ao próprio tributo; mas ressaltou JANEIRO. EXORBITÂNCIA DA FUNÇÃO DE
que a incidência do ICMS-ST “por dentro” sobre a REGULAMENTAR A LEI MUNICIPAL.
base de cálculo definida a partir da Margem de Valor INEXISTÊNCIA. CONSTITUCIONALIDADE. BASE
Agregado (MVA), conforme disposto no ato DE CÁLCULO VARIANDO DE ACORDO COM A
impugnado, conduziria a uma dupla incidência do QUANTIA AUFERIDA PELOS SUJEITOS
imposto na espécie (considerando que o ICMS PASSIVOS. CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA
diferido já fora suportado pelo substituto tributário), ISONOMIA.
vedada pela CF/1988. Por fim, registrou que o Resultado: O Ministro Relator entendeu pela
Convênio estabeleceu requisitos próprios para constitucionalidade da incidência do ISSQN sobre
formulação da base tributável do imposto, serviços de registros públicos, cartorários e
conquanto devesse, dada sua natureza infralegal, notariais, uma vez que, apesar de prestados por
subsumir-se às regras definidas pela legislação delegação do Poder Público, tais atividades são
estadual (conformadas, por sua vez, à norma exercidas com intuito lucrativo e, assim, não são
complementar nacional), e não o contrário. Por imunes à tributação recíproca pelos entes federados,
essas razões, associadas ao impacto financeiro por força do art. 150, § 3º, da CF/1988. Em relação
advindos da vigência do aludido ato normativo a ao caso concreto, ressaltou que os Decretos cariocas
partir de janeiro de 2018, a Ministra deferiu nos 31.879/2010 e 31.935/2010 não violam o
parcialmente a cautelar requerida. princípio da legalidade, tendo em vista que, na sua
função regulamentadora, apenas esclareceram os
7. IPI, PIS-IMPORTAÇÃO & COFINS- preceitos constantes da Lei municipal nº 691/1984,
IMPORTAÇÃO cujos fatos geradores eleitos são os mesmos dos
itens 21 e 21.1 da Lista Anexa à LC nº 116/2003 –
a) Equipamentos médicos para uso próprio declarados constitucionais pelo Plenário da Corte no
julgamento da ADI 3.089/DF e do RE 756.915/RS,
• RE 1.069.389/RJ submetido ao rito da repercussão geral. Ademais, o
Relator(a): Ministro Celso de Mello Ministro consignou que a base de cálculo
Órgão julgador: Decisão monocrática dimensionada pelo legislador, composta apenas da
Data de julgamento: 01/09/2017 efetiva remuneração do prestador do serviço, não
Data de publicação: 06/09/2017 afronta a isonomia por variar em conformidade com
Ementa: IPI. PIS-IMPORTAÇÃO. COFINS- o importe auferido por cada contribuinte,
IMPORTAÇÃO. EQUIPAMENTOS MÉDICOS considerada a capacidade contributiva dos
PARA USO PRÓPRIO. ARRENDAMENTO delegatários. Essa técnica, segundo o Ministro, está
MERCANTIL. INCIDÊNCIA. em harmonia com a materialidade da exação, sendo
Resultado: O Ministro Relator afirmou que incide a sistemática da tributação fixa, a qual se refere o art.
IPI na importação de equipamentos médicos para 9º, §§ 1º e 3º, do DL nº 406/1968, aplicada somente
uso próprio, efetuada por meio de arrendamento para as sociedades prestadoras de serviços
mercantil, conforme reiterada jurisprudência da profissionais expressamente previstas em lei.
Corte. Ressaltou, inclusive, que a alegação de
violação ao princípio da não cumulatividade já foi 9. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR
afastada pelo Plenário no julgamento do RE
723.651/PR, submetido ao rito da repercussão geral, a) Imunidade
por ser irrelevante o fato de se tratar de consumidor
final. Quanto ao PIS-Importação e à COFINS- • Rcl 28.012/SP
Importação incidentes na operação mencionada, o Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes
Ministro seguiu o entendimento fixado no RE Órgão julgador: Decisão monocrática
559.937/RS, também submetido ao rito da Data de julgamento: 24/08/2017
repercussão geral, no sentido de que é constitucional Data de publicação: 28/08/2017
a exigência das contribuições em apreço sobre os Ementa: IMUNIDADE DAS INSTITUIÇÕES DE
bens importados, nos termos da Lei nº 10.865/2004, EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM
tendo em vista que foram expressamente previstas FINS LUCRATIVOS. ART. 150, VI, “C”, DA CF/1988.
nos arts. 149, § 2º, II, e 195, IV, da CF/1988 e, IPTU. LOTE OCIOSO. NÃO INCIDÊNCIA.
portanto, não estão subordinadas à edição de lei VINCULAÇÃO DOS BENS ÀS FINALIDADES
complementar. ESSENCIAIS DA ENTIDADE. ÔNUS DA PROVA
IMPUTADO AO FISCO.
8. ISSQN Resultado: O Ministro Relator afirmou que a
imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “c”, da
a) Serviços de registros públicos, cartorários e CF/1988 alcança os bens imóveis de propriedade
notariais das instituições de educação e de assistência social
sem fins lucrativos que atendam os requisitos legais,
• AgRg no ARE 873.804/RJ ainda que se trate de terrenos vagos, lotes não
Relator(a): Ministro Dias Toffoli edificados ou ociosos. Ademais, ressaltou que essa
Órgão julgador: Decisão monocrática orientação foi firmada no RE 767.332/MG,
Data de julgamento: 31/10/2017 submetido ao rito da repercussão geral, de modo que
Data de publicação: 09/11/2017 é ilícita a cobrança de IPTU pelas municipalidades
Ementa: ISSQN. SERVIÇOS DE REGISTROS quando não há prova de eventual tredestinação dos
PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS. ITENS imóveis gravados pela imunidade. Segundo o
21 E 21.1 DA LISTA ANEXA À LC Nº 116/2003. Ministro, cabe ao ente tributante o ônus de elidir a

Voltar ao sumário. 5
presunção que milita em favor da instituição, haja Data de publicação: 01/12/2017
vista o seu direito constitucional de não pagar o Ementa: IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI,
referido imposto. “A”, DA CF/1988. SOCIEDADE DE ECONOMIA
MISTA DEDICADA AO CONTROLE DA
• RMS 26.722/DF QUALIDADE AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO
Relator(a): Ministro Roberto Barroso PAULO. SERVIÇO DESEMPENHADO EM
Órgão julgador: Decisão monocrática REGIME DE EXCLUSIVIDADE. EXTENSÃO DA
Data de julgamento: 08/09/2017 REGRA IMUNIZANTE EM RELAÇÃO AOS
Data de publicação: 12/09/2017 IMPOSTOS FEDERAIS. POSSIBILIDADE.
Ementa: IMUNIDADE DAS ENTIDADES Resultado: O Ministro Relator reconheceu a
BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ART. imunidade recíproca sobre impostos federais
195, §7º, DA CF/1988. REQUISITOS MATERIAIS. incidentes sobre patrimônio, renda e serviços de
PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. sociedade de economia mista que desempenha
NECESSIDADE. DIREITO ADQUIRIDO À serviço público essencial em regime de
MANUTENÇÃO DA IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. exclusividade. No caso concreto, destacou que a
Resultado: O Ministro Relator afirmou não ser Companhia Ambiental do Estado de São Paulo
possível negar o pedido de instituição de ensino para (CETESP) foi criada para fiscalização,
renovação do Certificado de Entidade Beneficente monitoramento e licenciamento de atividades
de Assistência Social (CEBAS), apenas por não ter geradoras de poluição, sendo a única entidade a
sido demonstrada a aplicação do percentual mínimo exercer essas atribuições que denotam típico
de 20% da receita bruta em gratuidade, como exercício de poder de polícia administrativa em todo
exigiam o art. 2º, IV, do Decreto nº 752/1993 e o art. o território paulista. Dessa forma, o Ministro
3º, VI, do Decreto nº 2.536/1998. Segundo o consignou que, na condição de delegatária de
Ministro, tais dispositivos foram declarados serviços públicos essenciais, vinculados, in casu, à
inconstitucionais no julgamento conjunto das ADIs saúde pública e preservação do meio ambiente, a
2.028/DF, 2.036/DF, 2.228/DF e 2.621/DF, bem CETESP é alcançada pela imunidade do art. 150, VI,
como do RE 566.622/RS, submetido ao rito da “a”, da CF/1988. Por fim, registrou que a benesse
repercussão geral, porque estabeleciam, para o gozo não abarca as contribuições sociais, conforme
de imunidade tributária, requisitos materiais não reiterada jurisprudência da Corte.
previstos em lei complementar. Ressaltou, no
entanto, que é legítima a imposição da renovação b) Sanção política
periódica do certificado, uma vez que não há direito
adquirido à imunidade. • MC na ADI 5.450/DF
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes
• ACO 1.690/PE Órgão julgador: Decisão monocrática
Relator(a): Ministro Edson Fachin Data de julgamento: 18/09/2017
Órgão julgador: Decisão monocrática Data de publicação: 20/09/2017
Data de julgamento: 29/11/2017 Ementa: SANÇÃO POLÍTICA. ENTIDADES
Data de publicação: 30/11/2017 DESPORTIVAS PROFISSIONAIS DE FUTEBOL.
Ementa: IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, CONDICIONAMENTO DA PARTICIPAÇÃO EM
“A”, DA CF/1988. SOCIEDADE DE ECONOMIA COMPETIÇÕES À REGULARIDADE FISCAL E
MISTA DEDICADA À POLÍTICA HABITACIONAL TRABALHISTA. ART. 40 DA LEI Nº 13.155/2015.
DO ESTADO DE PERNAMBUCO. SERVIÇO MEIO OBLÍQUO DE COBRANÇA DE TRIBUTO.
DESEMPENHADO EM REGIME DE INCONSTITUCIONALIDADE.
CONCORRÊNCIA. EXTENSÃO DA REGRA Resultado: O Ministro Relator suspendeu, ad
IMUNIZANTE. IMPOSSIBILIDADE. referendum do Plenário, a eficácia do art. 40 da Lei
Resultado: O Ministro Relator afirmou que só faz nº 13.155/2015, que condicionou a participação de
jus à extensão da imunidade recíproca a sociedade entidades desportivas em competições de futebol ao
de economia mista que preste serviço público em cumprimento de critérios técnicos de âmbito
caráter monopolístico, não concorrencial e sem exclusivamente fiscal e trabalhista. Segundo o
finalidade lucrativa. Nesse sentir, destacou que, no Ministro, o dispositivo impõe restrições
caso concreto, a Companhia Estadual de Habitação desarrazoadas e desproporcionais à autonomia
Popular (CEHAP) não desempenha suas atividades desportiva, consagrada no art. 217 da CF/1988, uma
em regime de exclusividade, uma vez que programas vez que vincula a habilitação dessas associações
de acesso à moradia e construção de habitações profissionais ao atendimento de requisitos que não
populares são abertos a diversas empreiteiras e apresentam nenhuma relação com o desempenho
agentes financeiros que atuam no segmento da esportivo dos clubes de futebol (como a
construção civil. Assim, o Ministro entendeu que apresentação de CND referente a créditos
conceder à entidade integrante da Administração tributários federais, de certificado de regularidade
indireta qualquer favor fiscal não alcançado pelas do FGTS e comprovantes de pagamento dos
demais empresas do setor privado violaria o vencimentos e dos contratos de imagem dos atletas),
comando do art. 173, § 2º, da CF/1988 e, por isso, além de prever o rebaixamento de divisão às
não se aplica à CEHAP a regra imunizante do art. agremiações que não cumprirem tais exigências.
150, VI, “a”, da CF/1988. Desse modo, afirmou que a norma impugnada
revela-se arbitrária e inconstitucional, por se tratar
• ACO 2.304/SP de meio indireto de coerção estatal para compelir o
Relator(a): Ministro Roberto Barroso contribuinte inadimplente ao pagamento de
Órgão julgador: Decisão monocrática tributos.
Data de julgamento: 29/11/2017

Voltar ao sumário. 6
10. PIS & COFINS VI, “C”, DA CF/1988. ISSQN. SERVIÇOS DE
ASSESSORIA E CONSULTORIA. VINCULAÇÃO ÀS
a) Base de cálculo FINALIDADES ESSENCIAIS DA ENTIDADE.
ÔNUS DA PROVA IMPUTADO AO FISCO.
• RE 1.044.674/RS Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou
Relator(a): Ministro Edson Fachin que não cabe à entidade educacional demonstrar
Órgão julgador: Decisão monocrática que utiliza seus bens, rendas ou serviços em
Data de julgamento: 30/08/2017 conformidade com as finalidades institucionais
Data de publicação: 05/09/2017 exigidas para o proveito da imunidade tributária
Ementa: PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. prevista no art. 150, VI, “c”, da CF/1988, mas sim ao
SERVIÇO DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL ente tributante demonstrar a eventual tredestinação
DE PASSAGEIROS. PARCELA REPASSADA À da atividade gravada pela benesse constitucional,
RODOVIÁRIA. CORRESPONDENTE A 11% DO conforme jurisprudência da Corte. Ademais, os
VALOR DAS PASSAGENS. INCIDÊNCIA. Ministros destacaram que o Tribunal de origem
Resultado: O Ministro Relator entendeu que a consignou que o contribuinte preencheu os
importância retida do valor da passagem paga pelos requisitos legais para o reconhecimento da
usuários do transporte intermunicipal, e repassada imunidade e, por isso, afastou a incidência de ISSQN
às estações rodoviárias, integra a base de cálculo do sobre serviços de assessoria e consultoria prestados
PIS e da COFINS recolhidos pelas empresas pela instituição educacional, de modo que alterar tal
prestadoras desse serviço. Isso porque, segundo o entendimento implicaria reexame do acervo fático-
Ministro, o conceito de faturamento, conforme probatório dos autos, inviável em sede de recurso
reiterada jurisprudência da Corte, envolve a extraordinário devido ao óbice da Súmula nº
somatória das receitas resultantes das atividades 279/STF.
empresariais, e não apenas da venda de bens e
serviços correspondentes à emissão de faturas. • AgRg no RE 739.085/SP
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes
B. PRIMEIRA TURMA (designado para redação do acórdão)
Órgão julgador: 1ª Turma do STF
1. ICMS Data de julgamento: 03/10/2017
Data de publicação: 06/12/2017
a) Creditamento Ementa: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150,
VI, “D”, DA CF/1988. ABRANGÊNCIA.
• AgRg no RE 601.758/RS MAQUINÁRIOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE
Relator(a): Ministro Luiz Fux PRODUÇÃO DE LIVROS, JORNAIS E
Órgão julgador: 1ª Turma do STF PERIÓDICOS. IMPOSSIBILIDADE.
Data de julgamento: 21/02/2017 Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
Data de publicação: 04/08/2017 imunidade tributária do art. 150, VI, "d", da
Ementa: ICMS. CREDITAMENTO. REGIME CF/1988 não pode ser interpretada de forma ampla
OPCIONAL DE TRIBUTAÇÃO DIFERENCIADA. e irrestrita e, por conseguinte, não abrange os
REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ESTORNO insumos e maquinários utilizados no processo de
TOTAL DOS CRÉDITOS. CONDIÇÃO PARA produção de livros, jornais e periódicos. Para os
ADESÃO. VALIDADE. Ministros, a regra imunizante tem como finalidade
Resultado: A Turma, por maioria, afirmou ser a garantia e efetivação da livre manifestação do
válido condicionar a apuração do ICMS com base de pensamento e da produção cultural, científica e
cálculo reduzida ao estorno total dos créditos fiscais artística, sendo extensível a quaisquer materiais
relativos às operações anteriores (de entradas assimiláveis ao papel utilizado no processo de
tributadas), quando for opção do contribuinte a impressão e à própria tinta especial para jornal, bem
adoção desse regime de tributação diferenciada. Os como aos serviços que integram o processo de edição
Ministros seguiram entendimento firmado no RE desses veículos de comunicação, mas não aos
584.023/RS, que assentou a ausência de violação ao equipamentos do parque gráfico. Desse modo,
princípio da não cumulatividade, por se tratar de ressaltaram que, conforme reiterada jurisprudência
sistemática facultativa, e a impossibilidade de o da Corte, é lícita a cobrança de II e IPI sobre as
Judiciário atuar como legislador positivo para chapas de gravação importadas pelo contribuinte
conceder o aproveitamento de créditos de ICMS de para impressão de jornais.
forma proporcional ao valor exonerado,
estabelecendo, assim, critério diverso do disposto na 3. TAXAS
legislação vigente.
a) Taxa de fiscalização de estabelecimentos
2. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR
• AgInt no ARE 951.192/SP
a) Imunidade Relator(a): Ministro Marco Aurélio
Órgão julgador: 1ª Turma do STF
• ARE 1.010.350/SP Data de julgamento: 20/06/2017
Relator(a): Ministro Roberto Barroso Data de publicação: 27/09/2017
Órgão julgador: 1ª Turma do STF Ementa: TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE
Data de julgamento: 30/06/2017 ESTABELECIMENTOS. BASE DE CÁLCULO.
Data de publicação: 07/08/2017 NÚMERO DE EMPREGADOS. CRITÉRIO QUE
Ementa: IMUNIDADE DAS INSTITUIÇÕES DE NÃO CORRESPONDE AO CUSTO DO SERVIÇO
EDUCAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS. ART. 150, PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE.

Voltar ao sumário. 7
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu transporte ferroviário. Segundo os Ministros,
ser inexigível Taxa de Fiscalização de mesmo com a exploração indireta, cuida-se de
Estabelecimentos cuja base de cálculo seja definida serviço público, prestado pela empresa em razão da
a partir do número de empregados do contribuinte. outorga da União, nos termos do art. 21, XII, “d”, da
Segundo os Ministros, para ser cobrada, a taxa deve CF/1988. Ressaltaram, ainda, que a jurisprudência
corresponder ao custo do serviço público ou do da Corte reconhece a estatalidade das atividades
poder de polícia desenvolvido, conforme reiterada exercidas em regime de delegação pertinente a
jurisprudência da Corte. serviços constitucionalmente monopolizados pelo
Poder Público, de modo que, visando a preservação
b) Taxa de utilização do SISCOMEX do sistema federativo, é vedado aos entes federados
instituir impostos sobre o patrimônio, a renda e os
• RE 959.274/SC serviços uns dos outros, na forma do art. 150, VI, “a”,
Relator(a): Ministro Roberto Barroso (designado da CF/1988.
para redação do acórdão)
Órgão julgador: 1ª Turma do STF 2. SIMPLES
Data de julgamento: 29/08/2017
Data de publicação: 13/10/2017 a) Creditamento de ICMS
Ementa: TAXA DE UTILIZAÇÃO DO SISCOMEX.
MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. PORTARIA MF Nº • AgRg no ARE 938.209/PI
257/2011. AFRONTA AO PRINCÍPIO DA Relator(a): Ministro Dias Toffoli
LEGALIDADE TRIBUTÁRIA. Órgão julgador: 2ª Turma do STF
Resultado: A Turma, por maioria, decidiu dar Data de julgamento: 30/06/2017
provimento ao regimental para que seja Data de publicação: 14/08/2017
devidamente processado o recurso extraordinário, Ementa: SIMPLES. CREDITAMENTO DE ICMS.
superando o entendimento de que o aumento da IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO
alíquota da Taxa de Utilização do SISCOMEX, por DA NÃO CUMULATIVIDADE. INEXISTÊNCIA.
meio da Portaria MF nº 257/2011, implicaria ofensa Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou
meramente reflexa a preceito constitucional, uma que contribuintes optantes pelo SIMPLES não
vez que, à luz do disposto no art. 150, I, da CF/1988, podem aproveitar ou transferir créditos de ICMS,
somente lei em sentido estrito é instrumento hábil conforme reiterada jurisprudência da Corte. Os
para a criação e majoração de tributos. Os Ministros Ministros destacaram que se trata de um regime
destacaram que apesar de o tributo ter sido jurídico favorecido e, portanto, a vedação ao
instituído pela Lei nº 9.716/1998, que inclusive creditamento ocorre justamente para equilibrar a
incumbiu o reajuste da taxa ao Ministro da Fazenda, redução de encargos fiscais. Por fim, salientaram
o diploma legal não estabeleceu balizas mínimas que a não cumulatividade não traduz direito
para o exercício de eventual delegação tributária. absoluto, tampouco irrenunciável, de modo que não
Ademais, ressaltaram que de fato há jurisprudência cabe ao Poder Judiciário, sob o pretexto de ser mais
da Corte que reconhece, por força do art. 153, § 1º, favorável ao contribuinte, exercer papel legislativo
da CF/1988, a faculdade de órgão integrante do para conceder um sistema SIMPLES híbrido.
Executivo estabelecer as alíquotas do IPI, contudo,
não há, no tocante às taxas, permissivo 3. TAXAS
constitucional para excepcionar o princípio da
reserva legal. a) Taxa de fiscalização de estabelecimentos

C. SEGUNDA TURMA • ARE 990.914/SP


Relator(a): Ministro Dias Toffoli
1. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR Órgão julgador: 2ª Turma do STF
Data de julgamento: 20/06/2017
a) Imunidade Data de publicação: 19/09/2017
Ementa: TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE
• AgRg no RE 1.009.682/MG ESTABELECIMENTOS. BASE DE CÁLCULO.
Relator(a): Ministro Celso de Mello ATIVIDADE DESENVOLVIDA NO
Órgão julgador: 2ª Turma do STF ESTABELECIMENTO DO CONTRIBUINTE.
Data de julgamento: 30/06/2017 CRITÉRIO QUE NÃO CORRESPONDE AO CUSTO
Data de publicação: 09/08/2017 DO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA.
Ementa: IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, IMPOSSIBILIDADE.
“A”, DA CF/1988. IPTU. IMÓVEL UTILIZADO POR Resultado: A Turma, por maioria, afirmou que as
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA PARA taxas devem ser aferidas com base no custo do
EXECUTAR SERVIÇOS DE TRANSPORTE serviço público ou do exercício do poder de polícia,
FERROVIÁRIO. NÃO INCIDÊNCIA. TÍPICO conforme jurisprudência da Corte, de modo que a
SERVIÇO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos, instituída
SUBMISSÃO FISCAL DE UMA ENTIDADE pela Lei nº 13.477/2002 do Município de São Paulo,
FEDERADA A OUTRA. não pode ser estimada em função do tipo de
Resultado: A Turma, por unanimidade, decidiu atividade desenvolvida pelo contribuinte. Os
estender a garantia constitucional da imunidade Ministros destacaram que esse critério não
recíproca à Companhia Brasileira de Trens Urbanos considera a área ocupada pelos estabelecimentos,
(CBTU), afastando, assim, a incidência de IPTU tampouco implica uma maior ou menor demanda do
sobre o imóvel utilizado por esta sociedade de serviço de fiscalização, desvinculando, assim, o
economia mista na execução de serviços de montante a pagar pelo contribuinte do custo efetivo

Voltar ao sumário. 8
da atividade de polícia exercida. A aferição justa bem como a de execução autônoma da verba
desse custo, segundo os Ministros, deve refletir, na honorária, já foi reconhecida pelo STF no RE
medida do possível, a intensidade, extensão e 568.645/SP e no RE 564.132/RS, ambos submetidos
periodicidade do policiamento desempenhado. ao rito da repercussão geral. No entanto, ressaltou
que o fato de o advogado ter atuado em causa
D. PLENÁRIO plúrima não justifica a transformação dos
honorários em créditos múltiplos passíveis de
1. CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA execução fracionada, vez que a sua parcela não se
confunde com o crédito principal de cada cliente.
a) Execução provisória Assim, o Ministro consignou que se a condenação à
verba honorária foi global e, portanto, calculada
• RE 573.872/RS (RG) – Tema 45 sobre o montante total devido aos patrocinados, há
Relator(a): Ministro Edson Fachin um único crédito a ser executado pelo causídico para
Órgão julgador: Plenário do STF remuneração do trabalho prestado ao conjunto das
Data de julgamento: 24/05/2017 partes, conforme entendimento proferido pela 2ª
Data de publicação: 11/09/2017 Turma no julgamento do RE 1.038.035/RS. Pediu
Ementa: CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA. vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes.
EXECUÇÃO PROVISÓRIA. OBRIGAÇÃO DE
FAZER. REGIME DE PRECATÓRIOS. ART. 100, § c) Juros de mora e correção monetária
1º, DA CF/1988. INAPLICABILIDADE.
Resultado: O Plenário, por unanimidade, • RE 870.947/SE (RG) – Tema 810
entendeu que a execução provisória de obrigação de Relator(a): Ministro Luiz Fux
fazer ou não fazer em face da Fazenda Pública não Órgão julgador: Plenário do STF
atrai o regime constitucional dos precatórios, Data de julgamento: 20/09/2017
previsto no art. 100, § 1º, da CF/1988. Os Ministros Data de publicação: 20/11/2017
afirmaram que o sistema de precatórios é Ementa: CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA.
excepcional e refere-se apenas às prestações de APLICAÇÃO DOS ÍNDICES OFICIAIS DE
pagar quantia certa, dada a necessidade, após a REMUNERAÇÃO BÁSICA DA CADERNETA DE
promulgação da EC nº 30/2000, de previsão POUPANÇA (TR). JUROS DE MORA.
orçamentária para o pagamento de débitos INCONSTITUCIONALIDADE PARA DÉBITOS
originários de condenações judiciais. Assim, ORIUNDOS DE RELAÇÃO TRIBUTÁRIA.
destacaram que as obrigações de conduta podem ser CORREÇÃO MONETÁRIA.
cumpridas de maneira imediata pela Fazenda INCONSTITUCIONALIDADE
Pública, uma vez que não há razão para postergar o INDEPENDENTEMENTE DA NATUREZA DOS
efeito financeiro da sentença em função do seu DÉBITOS.
trânsito em julgado se não estiver sujeita a recurso Resultado: O Plenário, por maioria, afirmou que o
com efeito suspensivo, nos termos do art. 475-O do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, na redação conferida
CPC/1973. pela Lei nº 11.960/2009, é inconstitucional na parte
em que trata dos juros moratórios incidentes sobre
b) Honorários advocatícios as condenações da Fazenda Pública de natureza
tributária, às quais devem ser aplicados os mesmos
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO juros de mora pelos quais o Fisco remunera seu
• EDv nos EDcl no AgRg no RE 919.793/RS; crédito tributário, em respeito ao princípio da
EDv no AgRg no ARE 797.499/RS; EDv nos isonomia. Todavia, conforme já fixado pela Corte no
EDcl no RE 919.269/RS; e EDv nos EDcl no julgamento das ADIs 4.357/DF e 4.425/DF, os
AgRg no RE 930.251/RS Ministros destacaram que o referido dispositivo é
Relator(a): Ministro Dias Toffoli constitucional na parte em que disciplina a aplicação
Órgão julgador: Plenário do STF dos juros de mora, segundo o índice de remuneração
Data de julgamento: 08/11/2017 oficial da caderneta de poupança (TR), para os
Data de publicação: Pendente débitos fazendários oriundos de relação jurídica não
Ementa: CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA. tributária. Noutro plano, entenderam que a norma
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. EXECUÇÃO em exame é inconstitucional ao impor a TR como
FRACIONADA EM PROCESSO COLETIVO. indexador de correção monetária nas condenações
PAGAMENTO DA VERBA NA PROPORÇÃO DO impostas à Fazenda Pública, independentemente de
MONTANTE DEVIDO A CADA UM DOS sua natureza. Isso porque, segundo os Ministros,
LITISCONSORTES FACULTATIVOS. AFRONTA nenhum dos componentes desse índice, que
AO ART. 100, § 8º, DA CF/1988. representa o retorno devido ao investidor em razão
IMPOSSIBILIDADE. CRÉDITO UNO E da perda de disponibilidade sobre capital próprio,
INDIVISÍVEL. guarda relação com a variação de preços de
Resultado: O Ministro Relator, acompanhado pelo determinado período, haja vista o disposto no art. 12
Ministro Marco Aurélio, entendeu pela da Lei nº 8.177/1991, com redação dada pela Lei nº
impossibilidade de fracionamento dos honorários 12.703/2012. Ressaltaram que a TR é sempre
advocatícios fixados em valor global, visto que tal prefixada e, portanto, qualifica-se como meio
hipótese é vedada pelo art. 100, § 8º, da CF/1988, inadequado para acompanhar a variação de preços
mesmo tratando-se de ação coletiva proposta contra da economia, terminando por impor restrição
a Fazenda Pública em regime de litisconsórcio desproporcional ao direito de propriedade. Assim,
facultativo. O Ministro destacou que a possibilidade para os Ministros, deve ser utilizado o IPCA-E para
de individualização dos valores estabelecidos para fins de atualização monetária – tanto em relação ao
as partes que integram litisconsórcio facultativo, período de tempo que compreende a inscrição do

Voltar ao sumário. 9
crédito em precatório e o seu efetivo pagamento, • RE 881.422/SP
como já assentado pela Corte, quanto ao intervalo Relator(a): Ministro Dias Toffoli
que compreende o ajuizamento da demanda (ou o Órgão julgador: Plenário do STF
dano efetivo) e a condenação imposta ao final da Data de julgamento: 08/11/2017
fase de conhecimento. Data de publicação: Pendente
Ementa: MODULAÇÃO DE EFEITOS.
2. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA CONSTITUCIONALIDADE DA EMENDA À LEI
ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO
a) FUNRURAL PRETO. REDUÇÃO DO NÚMERO DE
VEREADORES. CONSTITUCIONALIDADE.
• RE 718.874/RS (RG) – Tema 669 EFICÁCIA DA DECISÃO A PARTIR DA PRÓXIMA
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes ELEIÇÃO MUNICIPAL.
(designado para redação do acórdão) Resultado: O Plenário, por unanimidade, declarou
Órgão julgador: Plenário do STF a constitucionalidade da Emenda nº 43/2012 à Lei
Data de julgamento: 30/03/2017 Orgânica do Município de Ribeirão Preto, que
Data de publicação: 03/10/2017 reduziu o número de vereadores de 27 para 22. Na
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. sequência, o Ministro Relator, acompanhado pelos
FUNRURAL. EMPREGADOR RURAL PESSOA Ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin,
FÍSICA. NOVA REDAÇÃO DO ART. 195, I, DA Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen
CF/1988, DADA PELA EC Nº 20/1998. LEI Nº Lúcia, propôs a modulação dos efeitos da decisão
10.256/2001. BASE DE CÁLCULO. RECEITA para que a redação da referida Emenda só passe a
BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO ter vigência a partir das eleições posteriores ao
DA SUA PRODUÇÃO. CONSTITUCIONALIDADE. presente julgamento, uma vez que, nos pleitos
INSTITUIÇÃO POR LEI COMPLEMENTAR. municipais de 2016, foram eleitos, por
DESNECESSIDADE. determinação do TJSP, 27 vereadores, não podendo
Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que a reforma dessa decisão incorrer na cassação do voto
é constitucional a contribuição social do popular. Inaugurando a divergência, o Ministro
empregador rural pessoa física, instituída pela Lei Marco Aurélio destacou que deveriam ser afastados
nº 10.256/2001, incidente sobre a receita bruta imediatamente os vereadores que tomaram posse
obtida com a comercialização da sua produção. Os nas cadeiras excedentes. Dessa forma, o Plenário,
Ministros destacaram que essa norma restabeleceu por maioria, deliberou suspender o julgamento para
a cobrança do FUNRURAL já sob o amparo da EC colher os votos dos Ministros ausentes acerca da
nº 20/1998 – que permitiu, para financiamento da modulação.
seguridade social, a equiparação de faturamento
com receita –, de modo que não se aplicam à referida b) Repartição de competências federativas
Lei os vícios formais ou materiais identificados pelo
STF no art. 25 da Lei nº 8.212/1991, quando julgado • RE 194.704/MG
o RE 596.177/RS, submetido ao rito da repercussão Relator(a): Ministro Edson Fachin (designado
geral. Ressaltaram, assim, que como o art. 195, I, da para redação do acórdão)
CF/1988 passou a prever expressamente a fonte de Órgão julgador: Plenário do STF
custeio desses segurados, não haveria mais que se Data de julgamento: 29/06/2017
falar na necessidade de edição de lei complementar, Data de publicação: 17/11/2017
nos termos do § 4º do art. 195, para a instituição e Ementa: REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS
cobrança da contribuição social com base na receita FEDERATIVAS. ASSUNTO DE INTERESSE
bruta. Ademais, os Ministros afirmaram que, não COMUM. NORMA MUNICIPAL RECEPCIONADA
obstante declarada pela Corte a PELA LEGISLAÇÃO FEDERAL VIGENTE.
inconstitucionalidade incidental do art. 25 da Lei nº AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO DA UNIÃO
8.212/1991, essa decisão não tem o condão de RETIRANDO A PRESUNÇÃO DE QUE O TEMA
extirpar o dispositivo do mundo jurídico, podendo a DEVE SER DISCIPLINADO PELO ENTE MENOR.
Lei nº 10.256/2001, assim, reaproveitar os incisos I PLENA AUTONOMIA DA MUNICIPALIDADE.
e II do art. 25, que tratam das alíquotas da Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que,
contribuição, para reintroduzir o empregador rural à luz do art. 23 da CF/1988, em se tratando de
como sujeito passivo dessa exação. Por fim, competência material comum entre a União, os
consignaram que não há violação ao princípio da Estados, o Distrito Federal e os Municípios, cabe às
isonomia na instituição de regimes diferenciados municipalidades legislar no que diz respeito ao
para empregadores rurais e urbanos, visto que se interesse local, desde que não ofendam à
trata de contribuintes em situações claramente subsidiariedade consentânea ao federalismo
distintas, sobretudo em face do caráter cooperativo esboçado no texto constitucional
eminentemente sazonal da atividade do produtor atualmente vigente. Os Ministros destacaram que,
rural – que se fosse tributado com base na folha de apesar de ser da União a prerrogativa final sobre o
salários dos seus empregados, por exemplo, alcance da regulação de certo tema, na inexistência
acarretaria o pagamento da contribuição patronal de norma federal explícita que, invocando melhor
mesmo nos meses de entressafra. competência técnica, retire a presunção de que
gozam os entes menores para o exercício da sua
3. DIREITO CONSTITUCIONAL autonomia, não se afigura possível que o Judiciário
acolha restrição do que foi disciplinado pela norma
a) Modulação de efeitos municipal, de forma apropriada e eficiente.

JULGAMENTO NÃO FINALIZADO • ADI 3.406/RJ e ADI 3.470/RJ

Voltar ao sumário. 10
Relator(a): Ministra Rosa Weber assim, da relação nominal juntada à inicial do
Órgão julgador: Plenário do STF processo de conhecimento. Os Ministros declararam
Data de julgamento: 29/11/2017 a constitucionalidade do art. 2º-A, parágrafo único,
Data de publicação: Pendente da Lei nº 9.494/1997, consignando que a
Ementa: REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS delimitação temporal concernente à comprovação
FEDERATIVAS. ASSUNTO DE INTERESSE da filiação dos associados, para fins de execução de
REGIONAL. NORMA ESTADUAL MAIS sentença coletiva, decorre da própria exigência de
FAVORÁVEL À SAÚDE PÚBLICA E À PROTEÇÃO autorização específica para formalização da
DO MEIO AMBIENTE. CONSONANTE COM demanda, conforme estabelecido no RE
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE 573.232/SC, submetido ao rito da repercussão geral.
REVISÃO DA LEGISLAÇÃO NACIONAL DIANTE Ressaltaram que diversamente dos sindicatos,
DO ALTO RISCO CANCERÍGENO DO AMIANTO. verdadeiros substitutos processuais, as associações
INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA encerram situação de representação e, portanto,
INCIDENTALMENTE. exigem a anuência de seus membros para a atuação
Resultado: O Plenário, por maioria, julgou judicial da entidade, nos termos do art. 5º, XXI, da
improcedente a ação ajuizada em face da Lei CF/1988. Dessa forma, os Ministros afirmaram que
fluminense nº 3.579/2001, que dispõe sobre a não é válida a inclusão de qualquer beneficiário
substituição progressiva dos produtos contendo depois de formado o título executivo judicial, vez
amianto na variedade crisotila, e declarou, que o direito de defesa da parte ré restaria, em
incidentalmente, com efeito vinculante e eficácia relação às inclusões, inviabilizado; havendo, na
erga omnes, a inconstitucionalidade do art. 2º da legislação ordinária, mecanismos legítimos para
Lei federal nº 9.055/1995, que por sua vez resolução de demandas repetitivas que podem
autorizava o uso dessa modalidade do amianto em solucionar, em observância ao devido processo legal,
todo o território brasileiro (vedando somente a o efeito multiplicador da presente decisão.
pulverização e a venda a granel de fibras em pó). Os
Ministros destacaram que, apesar de não ter sido b) Amicus curiae
impugnada nestas ações, a causa de pedir em
controle concentrado é aberta, podendo o STF se • AgRg no RE 593.849/MG (RG) – Tema 201
pronunciar quanto à inconstitucionalidade de Relator(a): Ministro Edson Fachin
normas tidas como fundamento da decisão. No Órgão julgador: Plenário do STF
mérito, asseveraram que, considerando a inércia Data de julgamento: 22/09/2017
estatal quanto à determinação de medidas e Data de publicação: 03/10/2017
salvaguardas indispensáveis à proteção do meio Ementa: AMICUS CURIAE. ADMISSÃO
ambiente e à defesa da saúde humana, a legislação POSTERIOR AO JULGAMENTO DO MÉRITO.
estadual não invadiu a esfera de competência da IMPOSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE DO
União, apenas adotou postura mais cautelosa em CASO PELA POSSIBILIDADE DE MODULAÇÃO
face da natureza altamente cancerígena do mineral. DOS EFEITOS. NÃO CONFIGURADA.
Ademais, consignaram que, mesmo se fosse o caso Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu pela
de insuficiente certeza científica quanto à impossibilidade de deferir o ingresso de terceiro no
nocividade do uso controlado do amianto crisotila, feito, na qualidade de amicus curiae, após a
deve incidir o postulado da precaução, com assento ocorrência do julgamento de mérito do recurso,
no art. 225, § 1º, V, da CF/1988, dada a submetido ao rito da repercussão geral. Os
probabilidade de concretização do dano em Ministros afirmaram que, conforme reiterada
decorrência de atividade identificada por sua jurisprudência da Corte, a presença do amicus
potencialidade lesiva. curiae no processo se dá em benefício da jurisdição
e, portanto, não caracteriza um direito subjetivo do
4. DIREITO PROCESSUAL interessado, dependendo, na verdade, do crivo do
Relator por um juízo de pertinência e
a) Ação coletiva representatividade, bem como de oportunidade e
utilidade processual. No caso concreto, já firmada a
• RE 612.043/PR (RG) – Tema 499 tese jurídica a ser aplicada sobre as ações que
Relator(a): Ministro Marco Aurélio versem sobre idêntica questão de direito,
Órgão julgador: Plenário do STF destacaram que seriam pouco eficazes os subsídios
Data de julgamento: 10/05/2017 e pontos de vista a serem apresentados pelo
Data de publicação: 06/10/2017 interessado. Ademais, os Ministros asseveraram que
Ementa: AÇÃO COLETIVA. ASSOCIAÇÃO CIVIL. a existência de embargos declaratórios com pedido
BENEFICIÁRIOS DO TÍTULO EXECUTIVO. de atribuição de efeitos infringentes e de modulação
FILIAÇÃO ATÉ O AJUIZAMENTO DA DEMANDA. de efeitos não gera exceção ao entendimento do STF,
RELAÇÃO DOS ASSOCIADOS NA LISTA até pelo fato de a figura do amicus curiae, prevista
APRESENTADA NA PEÇA INICIAL. no art. 138 do CPC/2015, não se confundir com a
ALARGAMENTO DA EFICÁCIA SUBJETIVA DA assistência processual, a qual pode ser admitida, nos
COISA JULGADA FORMADA. termos do art. 119, parágrafo único, do CPC/2015,
IMPOSSIBILIDADE. em qualquer procedimento e em todos os graus de
Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que, jurisdição.
em caso de ação coletiva ajuizada por associação
civil sob o rito ordinário, a eficácia subjetiva da coisa 5. ICMS
julgada somente alcança os filiados, domiciliados no
âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o a) Desconto pela antecipação do pagamento
fossem até a propositura da demanda, constando,

Voltar ao sumário. 11
• ADI 1.703/SC de cálculo do imposto, declaração do valor devido,
Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes cobrado ou pago pela energia, eliminando, assim, a
Órgão julgador: Plenário do STF confidencialidade dos preços praticados pelos
Data de julgamento: 08/11/2017 agentes vendedores desse bem. Essa prática,
Data de publicação: 19/12/2017 segundo a Ministra, é prejudicial à livre
Ementa: ICMS. DESCONTO PELA concorrência e, portanto, contraria o art. 170 da
ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. LEI Nº CF/1988. Por fim, ressaltou que compete
10.542/1997 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. privativamente à União legislar sobre energia, de
PRÉVIA E ESPECÍFICA AUTORIZAÇÃO modo que o regulamento em exame não poderia
LEGISLATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE. impor às empresas distribuidoras o recolhimento do
ALIENAÇÃO DE AÇÕES DE EMPRESAS ICMS concernente a operações de comercialização
PÚBLICAS, SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E das quais não participa, sob pena de violar o
INSTITUIÇÕES PERTENCENTES AO SISTEMA equilíbrio federativo. Pediu vista dos autos o
FINANCEIRO PÚBLICO DO ESTADO. PRÉVIA E Ministro Alexandre de Moraes.
ESPECÍFICA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA.
CONSTITUCIONALIDADE DESDE QUE 6. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR
IMPORTEM A PERDA DO CONTROLE
ACIONÁRIO. a) Imunidade
Resultado: O Plenário, por unanimidade, declarou
a inconstitucionalidade do inciso II do art. 10 da Lei • RE 594.015/SP (RG) – Tema 385
catarinense nº 10.542/1997, que exigia prévia e Relator(a): Ministro Marco Aurélio
específica autorização legislativa para cada operação Órgão julgador: Plenário do STF
de recolhimento antecipado do ICMS com desconto. Data de julgamento: 06/04/2017
Os Ministros destacaram que a norma impugnada Data de publicação: 25/08/2017
violou o princípio da separação dos poderes ao Ementa: IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI,
invadir seara própria da Administração, tendo em “A”, DA CF/1988. IPTU. IMÓVEL DA UNIÃO
vista que, nos termos do art. 160, parágrafo único, ARRENDADO À SOCIEDADE DE ECONOMIA
do CTN, cabe à legislação tributária dispor, em MISTA PARA EMPREENDIMENTO PRIVADO.
caráter genérico, sobre as condições para concessão IMPOSSIBILIDADE DE ESTENDER A REGRA
de desconto pela antecipação do pagamento, mas IMUNIZANTE À EMPRESA QUE ATUA NO
compete ao Executivo concedê-los caso a caso. REGIME DA LIVRE CONCORRÊNCIA.
Noutro plano, declararam, ainda, a Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que
inconstitucionalidade parcial do inciso IV do mesmo a imunidade recíproca não se estende à empresa
dispositivo, dando-lhe interpretação conforme, para privada arrendatária de bem público, quando seja
que não se exija a intromissão do Legislativo nas ela exploradora de atividade econômica com fins
vendas de ações de entes estatais excedentes do lucrativos. Assim, na hipótese dos autos, os
mínimo indispensável ao exercício do controle Ministros decidiram pela constitucionalidade da
acionário por parte do Estado sobre essas entidades. cobrança do IPTU em relação a imóvel de
propriedade da Companhia Docas do Estado de São
b) Responsabilidade tributária Paulo (CODESP), arrendado à Petrobrás para
armazenamento e movimentação de petróleo, por
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO entender que a cessão se deu para a satisfação de
• ADI 4.281/SP objetivos estranhos ao interesse público. Segundo os
Relator(a): Ministra Ellen Gracie (aposentada) Ministros, a empresa pretendia usufruir da benesse
Órgão julgador: Plenário do STF constitucional enquanto atua no regime da livre
Data de julgamento: 02/08/2017 concorrência, extraindo do bem público todo um
Data de publicação: Pendente proveito econômico em benefício último dos seus
Ementa: ICMS. RESPONSABILIDADE acionistas. Desse modo, ressaltaram que reconhecer
TRIBUTÁRIA. DECRETO Nº 54.177/2009 DO a imunidade do art. 150, VI, “a”, da CF/1988
ESTADO DE SÃO PAULO. EMPRESAS DE implicaria afronta ao princípio da livre iniciativa e
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA COMO verdadeiro risco ao pacto federativo, dado o prejuízo
SUBSTITUTAS TRIBUTÁRIAS NO AMBIENTE DE causado às finanças municipais diante da
CONTRATAÇÃO LIVRE. OPERAÇÕES DE impossibilidade de se tributar imóveis utilizados por
COMERCIALIZAÇÃO DAS QUAIS NÃO particulares em atividades privadas. Por fim,
PARTICIPAM. afirmaram que não só a propriedade se afigura como
Resultado: A Ministra Relatora, acompanhada fato gerador do IPTU, de modo que sendo titular do
pela Ministra Cármen Lúcia, decidiu pela domínio útil do bem imóvel, sujeita-se à exação.
inconstitucionalidade do Decreto paulista nº
54.177/2009, que centralizou nas distribuidoras de • RE 330.817/RJ (RG) – Tema 593
energia elétrica a cobrança do ICMS devido sobre a Relator(a): Ministro Dias Toffoli
comercialização dessa energia em ambiente de Órgão julgador: Plenário do STF
contratação livre. A Ministra destacou que a norma Data de julgamento: 08/03/2017
impugnada contrariou as disposições dos arts. 5º, II, Data de publicação: 31/08/2017
e 150, I, da CF/1988, pois criou modalidade de Ementa: IMUNIDADE DO PAPEL. ART. 150, VI,
substituição tributária não prevista na Lei nº “D”, DA CF/1988. ABRANGÊNCIA. LIVROS
6.374/1989, do Estado de São Paulo. Ademais, ELETRÔNICOS. SUPORTES UTILIZADOS
consignou que o referido Decreto estabeleceu que o EXCLUSIVAMENTE PARA FIXAR SEU
destinatário da energia elétrica prestasse à CONTEÚDO. POSSIBILIDADE.
Secretaria da Fazenda, para fins da apuração da base

Voltar ao sumário. 12
Resultado: O Plenário, por unanimidade, A REGRA IMUNIZANTE À EMPRESA QUE ATUA
entendeu que livros eletrônicos e suportes próprios NO REGIME DA LIVRE CONCORRÊNCIA.
para sua leitura são alcançados pela imunidade Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que
tributária do art. 150, VI, “d”, da CF/1988. Os a imunidade recíproca não alcança imóveis da União
Ministros afirmaram que o dispositivo e das entidades federadas, cedidos para
constitucional, ao definir como imunes livros, empreendimentos privados exploradores de
jornais ou periódicos, privilegia a finalidade da atividade econômica com fins lucrativos. No caso
norma, que é a salvaguarda do bem utilizado para concreto, os Ministros decidiram afastar a benesse
manifestação do pensamento, democratização e constitucional e, assim, reconhecer a incidência de
difusão da cultura – sendo inclusive descabida a IPTU sobre imóvel cedido pela INFRAERO à
benesse, segundo os Ministros, se a publicação não empresa privada que desenvolve atividades
caracterizar veículo de ideias e conhecimentos. correlatas ao ramo automobilístico e, portanto,
Nesse sentir, aduziram que o termo “papel” presente alheias à administração aeroportuária. Segundo os
na referida norma representa somente o corpo Ministros, não se tratando da prestação de serviços
mecânico em que serão depositadas as informações públicos essenciais, a extensão da regra imunizante
e, portanto, não deve ser interpretado em sentido esbarra nos óbices dos §§ 2º e 3º do art. 150, VI, “a”,
literal, uma vez que desconsiderar os novos da CF/1988. Ademais, destacaram que, na hipótese,
fenômenos sociais e tecnológicos implicaria o a tributação não representa um risco à autonomia
esvaziamento da própria regra imunizante por política da União, uma vez que, enquanto a
simples lapso temporal. Diante disso, os Ministros imunidade destina-se à satisfação de interesses
decidiram que a imunidade também alcança audio públicos primários, a empreitada encontra-se
books, gravados no suporte CD-ROM ou qualquer desvinculada de qualquer propósito estatal, de
outro, e e-readers, desde que confeccionados modo que a retirada de um custo (o pagamento do
exclusivamente para a leitura de livros, cujas IPTU) permitiria, ainda, uma vantagem competitiva
funcionalidades eventualmente presentes sirvam artificial, incompatível com as normas garantidoras
somente para auxiliar o leitor, como dicionários da livre iniciativa e da livre concorrência.
eletrônicos e ferramenta para download das obras.
• RE 601.720/RJ (RG) – Tema 437
• RE 595.676/RJ (RG) – Tema 259 Relator(a): Ministro Marco Aurélio (designado
Relator(a): Ministro Marco Aurélio para redação do acórdão)
Órgão julgador: Plenário do STF Órgão julgador: Plenário do STF
Data de julgamento: 08/03/2017 Data de julgamento: 19/04/2017
Data de publicação: 18/12/2017 Data de publicação: 05/09/2017
Ementa: IMUNIDADE DO PAPEL. ART. 150, VI, Ementa: IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI,
“D”, DA CF/1988. ABRANGÊNCIA. “A”, DA CF/1988. IPTU. IMÓVEL DA UNIÃO
COMPONENTES ELETRÔNICOS DESTINADOS CEDIDO À PESSOA JURÍDICA DE DIREITO
EXCLUSIVAMENTE A INTEGRAR UNIDADES PRIVADO PARA EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADE
DIDÁTICAS COM FASCÍCULOS. POSSIBILIDADE. ECONÔMICA. INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE
Resultado: O Plenário, por unanimidade, DE ESTENDER A REGRA IMUNIZANTE À
entendeu que peças e componentes eletrônicos a EMPRESA QUE ATUA NO REGIME DA LIVRE
serem utilizados como material didático que CONCORRÊNCIA.
acompanhe publicações são alcançados pela Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que
imunidade tributária do art. 150, VI, “d”, da a imunidade recíproca não alcança bens públicos
CF/1988. Os Ministros afirmaram que o dispositivo utilizados por particulares para exploração de
constitucional, ao definir como imunes livros, atividade econômica com finalidade lucrativa. No
jornais ou periódicos, privilegia a finalidade da caso concreto, os Ministros decidiram afastar a
norma, que é a salvaguarda do bem utilizado para salvaguarda constitucional e, assim, reconhecer a
manifestação do pensamento, democratização e incidência de IPTU sobre imóvel afetado à
difusão da cultura, devendo ser interpretado de INFRAERO e alugado por empresa privada para
acordo com os avanços tecnológicos ocorridos desde comercialização e prestação de serviços em veículos
a promulgação da CF/1998. Diante disso, os automotores, por se tratarem de atividades alheias
Ministros decidiram que a imunidade também ao interesse do Poder Público. Segundo os Ministros,
alcança pequenos componentes eletrônicos, quando a extensão da regra imunizante, quando presente
destinados exclusivamente a integrar unidades inclusive cláusula contratual estabelecendo a
didáticas de fascículos, visto que fazem parte do responsabilidade da empresa em arcar com os
curso e objetivam facilitar o aprendizado. tributos devidos, esbarra nos óbices dos §§ 2º e 3º
do art. 150, VI, “a”, da CF/1988. Ademais,
• RE 434.251/RJ destacaram que essa tributação não representa um
Relator(a): Ministra Cármen Lúcia (designada risco ao pacto federativo, uma vez que a empreitada
para redação do acórdão) encontra-se desvinculada das competências
Órgão julgador: Plenário do STF constitucionais dos entes federativos, de modo que
Data de julgamento: 19/04/2017 a retirada de um custo (o pagamento do IPTU)
Data de publicação: 31/08/2017 permitiria, ainda, uma vantagem competitiva
Ementa: IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, incompatível com as normas garantidoras da livre
“A”, DA CF/1988. IPTU. IMÓVEL DA UNIÃO iniciativa, a teor do § 2º do art. 173 da CF/1988. Por
CEDIDO A EMPREENDIMENTO PRIVADO fim, afirmaram que o possuidor de bem imóvel a
EXPLORADOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA. qualquer título pode figurar no polo passivo da
INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ESTENDER obrigação tributária, não sendo sequer concebível

Voltar ao sumário. 13
como precária a posse oriunda de contrato firmado busca, por meio da benesse fiscal, efetivar políticas
com a Administração há mais de 20 anos. econômicas. Dessa forma, os Ministros afirmaram
que contemplar a fundação impetrante do presente
• RE 608.872/MG (RG) – Tema 342 mandamus com a isenção implicaria atuação do
Relator(a): Ministro Dias Toffoli Judiciário como legislador positivo, em afronta ao
Órgão julgador: Plenário do STF princípio da separação dos poderes.
Data de julgamento: 23/02/2017
Data de publicação: 27/09/2017 8. PASEP
Ementa: IMUNIDADE DAS INSTITUIÇÕES DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL. ART. 150, VI, “C”, DA a) Natureza jurídica
CF/1988. ICMS. MERCADORIAS ADQUIRIDAS
NA QUALIDADE DE CONTRIBUINTE DE FATO. • ADI 5.270/RR
APLICAÇÃO DA REGRA IMUNIZANTE. Relator(a): Ministra Rosa Weber
IMPOSSIBILIDADE. Órgão julgador: Plenário do STF
Resultado: O Plenário, por unanimidade, Data de julgamento: 30/06/2017
entendeu que a imunidade tributária subjetiva, Data de publicação: 08/08/2017
constante do art. 150, VI, “c”, da CF/1988, aplica-se Ementa: PASEP. NATUREZA JURÍDICA.
somente ao beneficiário que ostenta a condição de DESVINCULAÇÃO DE ENTE FEDERADO DO
contribuinte de direito. Os Ministros consignaram SISTEMA DE CONTRIBUIÇÃO. LEI Nº 309/2001
que não pode ser reconhecido o beneplácito DO ESTADO DE RORAIMA. AFRONTA AO ART.
constitucional à entidade de assistência social que 239 DA CF/1988. INCONSTITUCIONALIDADE.
não é sujeito passivo da obrigação tributária e ocupa PARTICIPAÇÃO COMPULSÓRIA.
a posição de simples contribuinte de fato, tal como Resultado: O Plenário, por unanimidade, decidiu
ocorre no caso concreto, uma vez que a repercussão pela inconstitucionalidade da Lei roraimense nº
econômica é irrelevante para a questão da 309/2001, que promoveu o desligamento do Estado,
imunidade. Assim, destacaram que os encargos suas autarquias e fundações do PASEP. Os Ministros
financeiros de ICMS eventualmente inseridos no destacaram que, apesar de a LC nº 8/1970 ter
preço de um produto e assumidos por essas facultado a participação dos entes federados no
instituições, na compra de mercadorias para uso Programa, a ordem constitucional atualmente
próprio, decorrem da relação de natureza contratual vigente deu à contribuição caráter nacional e
firmada com o vendedor, a quem não se estende a compulsório, conferindo-lhe, assim, natureza
norma imunizante. tributária, conforme jurisprudência da Corte.
Outrossim, ressaltaram que eximir o Estado de
7. OUTRAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Roraima da arrecadação do PASEP, além de
afrontar ao art. 239 da CF/1988, traria prejuízos ao
a) Salário-educação financiamento do seguro-desemprego e do abono
salarial devido aos empregados que recebem até
• AgRg em MS 34.342/DF dois salários-mínimos mensais.
Relator(a): Ministro Dias Toffoli
Órgão julgador: Plenário Virtual do STF 9. PIS & COFINS
Data de julgamento: 08/08/2017
Data de publicação: 23/08/2017 a) ICMS na base de cálculo
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SALÁRIO-
EDUCAÇÃO. ISENÇÃO PARA AS ORGANIZAÇÕES • RE 574.706/PR (RG) – Tema 69
DE FINS CULTURAIS. ATO DISCRICIONÁRIO. Relator(a): Ministra Cármen Lúcia
BENEFÍCIO PREVISTO NA LEI Nº 9.766/1998. Órgão julgador: Plenário do STF
REGULAMENTAÇÃO PELO DECRETO Nº Data de julgamento: 15/03/2017
6.003/2006. REDIRECIONAMENTO A ÓRGÃO Data de publicação: 02/10/2017
INTEGRANTE DO PODER EXECUTIVO. Ementa: PIS. COFINS. ICMS NA BASE DE
ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE DA CÁLCULO. AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DE
REPÚBLICA. FATURAMENTO OU RECEITA. VALOR
Resultado: O Plenário, por unanimidade, DESTINADO AO FISCO. NÃO COMPOSIÇÃO.
entendeu que o Presidente da República carece de Resultado: O Plenário, por maioria, decidiu que o
legitimidade passiva para responder pela omissão ICMS não compõe a base de cálculo da contribuição
quanto à regulamentação do art. 1º, § 1º, IV, da Lei ao PIS e da COFINS, pois o valor do imposto gerado
nº 9.766/1998, que estabelece a isenção do na circulação de mercadorias ou na prestação de
recolhimento da contribuição social do salário- serviços não guarda relação com a definição
educação às organizações de fins culturais. Os constitucional de faturamento ou receita, tratando-
Ministros consignaram que a atribuição ao Poder se de simples ingresso de caixa. Segundo os
Executivo para tal regulamentação, conforme Ministros, o ICMS apenas circula pela contabilidade
disposto no art. 9º da referida Lei, não resulta na dos sujeitos passivos, mas não se incorpora
competência privativa do Presidente, de modo que a definitivamente ao seu patrimônio, porquanto
edição do Decreto nº 6.003/2003, redirecionando a destinado aos cofres públicos, conforme assentado
definição dessas organizações, faz com que a no RE 240.785/MG. Nesse sentir, ressaltaram que,
omissão só possa ser atribuída à autoridade que embora parte do ICMS destacado na fatura seja
recebeu a incumbência de dispor sobre o assunto e, aproveitado pelo contribuinte para compensar o
ainda assim, permaneceu inerte. Ademais, montante já recolhido na operação anterior – em
ressaltaram que a concessão de isenção tributária é razão da não cumulatividade disposta no art. 155, §
ato discricionário da Administração Pública, que 2º, I, da CF/1988 –, todo o tributo será, em algum

Voltar ao sumário. 14
momento da cadeia de incidência, repassado ao Paulo, órgão vinculado à estrutura da polícia militar
Fisco e, por isso, não pode ser incluído no para execução de atividades de defesa civil.
faturamento das pessoas jurídicas. Ademais, destacaram que nem mesmo a unidade da
federação poderia se valer de taxa para remunerar
10. TAXAS atividade precípua sua e direito de todos (a
segurança pública), viabilizada, na verdade, por
a) Custas e emolumentos judiciais meio da arrecadação de impostos.

• ADI 3.111/RJ E. REPERCUSSÃO GERAL


Relator(a): Ministro Alexandre de Moraes RECONHECIDA
Órgão julgador: Plenário do STF
Data de julgamento: 30/06/2017 1. DIREITO CONSTITUCIONAL
Data de publicação: 08/08/2017
Ementa: TAXAS. CUSTAS E EMOLUMENTOS a) Poder regulamentar
JUDICIAIS. LEI Nº 3.761/2002, DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO. PRODUTO DA ARRECADAÇÃO • RE 902.261/SP (RG) – Tema 969
DESTINADO A ENTIDADE PRIVADA. Relator(a): Ministro Marco Aurélio
IMPOSSIBILIDADE. AFRONTA AO ART. 145, II, Órgão julgador: Plenário Virtual do STF
DA CF/1988. Data de julgamento: 20/10/2017
Resultado: O Plenário, por unanimidade, decidiu Data de publicação: 13/11/2017
pela inconstitucionalidade do art. 1º da Lei Ementa: PODER REGULAMENTAR. COMISSÃO
fluminense nº 3.761/2002, na parte em que DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM).
determinou o repasse de valores recolhidos pelos FISCALIZAÇÃO DO MERCADO DE VALORES
cartórios e ofícios notariais, a título de custos e MOBILIÁRIOS. APRECIAÇÃO DA INSTRUÇÃO
emolumentos, em favor de pessoas jurídicas de CVM Nº 308/1999 EM FACE DA LEI Nº
direito privado. Os Ministros destacaram que as 6.385/1976. AUTORIZAÇÃO PARA IMPOR
receitas obtidas em razão do poder de polícia RESTRIÇÕES OU PENALIDADES AO EXERCÍCIO
exercido sobre as atividades notariais e de registro DA ATIVIDADE DO AUDITOR INDEPENDENTE.
têm natureza jurídica de taxa e, portanto, sua Resultado: O Plenário Virtual, por maioria,
destinação a entidades privadas possibilitaria a reconheceu a existência de repercussão geral da
utilização de recursos públicos em finalidades questão referente aos limites do poder normativo da
alheias àquelas essenciais à Justiça, violando, assim, CVM, quanto à atividade profissional do auditor
o disposto nos arts. 98, § 2º, e 145, II, da CF/1988. independente e às pessoas naturais ou jurídicas a ele
Ademais, declararam a não recepção pela ordem vinculadas, dispondo sobre infrações e sanções.
constitucional vigente do DL nº 122/1969 e das Leis
nos 290/1979, 489/1981 e 590/1982, todos do 2. DIREITO PROCESSUAL
Estado do Rio de Janeiro, mesmo o requerente não
tendo impugnado todo esse complexo normativo. a) Liquidação de sentença
Isso porque, segundo os Ministros, o efeito
repristinatório da declaração de • RE 1.086.583/AM (RG) – Tema 980
inconstitucionalidade não alcança normas editadas Relator(a): Ministro Marco Aurélio
antes da CF/1988, de modo que a questão da colisão Órgão julgador: Plenário Virtual do STF
entre a nova Constituição e as normas anteriores Data de julgamento: 08/12/2017
cuja eficácia seria revigorada deve ser resolvida Data de publicação: Pendente
segundo princípios de direito intertemporal. Ementa: LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA.
ALTERAÇÃO DE CRITÉRIOS JÁ DEFINIDOS EM
b) Taxa de combate a sinistros AÇÃO DE CONHECIMENTO OU DE EXECUÇÃO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
• RE 643.247/SP (RG) – Tema 16 FLEXIBILIZAÇÃO DA COISA JULGADA.
Relator(a): Ministro Marco Aurélio SUPERVENIÊNCIA DO REGIME JURÍDICO
Órgão julgador: Plenário do STF ÚNICO. LIMITAÇÃO DOS EFEITOS
Data de julgamento: 01/08/2017 PECUNIÁRIOS DA CONDENAÇÃO.
Data de publicação: 19/12/2017 Resultado: O Plenário Virtual, por maioria,
Ementa: TAXA DE COMBATE A SINISTROS. reconheceu a existência de repercussão geral da
SEGURANÇA PÚBLICA. COMPETÊNCIA questão relativa à intangibilidade da coisa julgada
ESTADUAL. LEI Nº 8.822/1978 DO MUNICÍPIO quanto aos juros estabelecidos em processo de
DE SÃO PAULO. AFRONTA AO ART. 144 DA conhecimento ou em execução contra a Fazenda
CF/1988. INCONSTITUCIONALIDADE. Pública e, ainda, sobre a possibilidade de limitação
ARRECADAÇÃO VIABILIZADA POR IMPOSTOS. dos efeitos pecuniários da condenação ao advento
Resultado: O Plenário, por maioria, entendeu que do Regime Jurídico Único (RJU) pela Lei nº
é inviável a cobrança de taxa municipal para 8.112/1990.
financiar serviços de combate a sinistros, tendo em
vista a competência estadual em relação à segurança 3. IRPJ & CSLL
pública, nos termos do art. 144 da CF/1988. Assim,
os Ministros decidiram pela inconstitucionalidade a) Taxa SELIC
da taxa instituída pela Lei paulistana nº 8.822/1978,
voltada à extinção e prevenção de incêndios, uma • RE 1.063.187/SC (RG) – Tema 962
vez que esses serviços são prestados efetivamente Relator(a): Ministro Dias Toffoli
por meio do corpo de bombeiros do Estado de São Órgão julgador: Plenário Virtual do STF
Voltar ao sumário. 15
Data de julgamento: 15/09/2017 controvérsia, matéria constitucional a ser apreciada,
Data de publicação: 22/09/2017 conforme reiterada jurisprudência da Corte.
Ementa: IRPJ. CSLL. TAXA SELIC. JUROS DE
MORA. CORREÇÃO MONETÁRIA. REPETIÇÃO 3. IPI
DO INDÉBITO.
Resultado: O Plenário Virtual, por unanimidade, a) Regime de admissão temporária
reconheceu a existência de repercussão geral da
questão relativa à incidência do IRPJ e da CSLL • ARE 1.068.514/SP (RG) – Tema 963
sobre a taxa SELIC recebida pelo contribuinte na Relator(a): Ministro Dias Toffoli
repetição de indébito. Órgão julgador: Plenário Virtual do STF
Data de julgamento: 22/09/2017
F. REPERCUSSÃO GERAL Data de publicação: 10/10/2017
REJEITADA Ementa: IPI. BENS ADMITIDOS
TEMPORARIAMENTE NO PAÍS. UTILIZAÇÃO
1. CONTRIBUIÇÃO AO FGTS ECONÔMICA. INCIDÊNCIA PROPORCIONAL AO
TEMPO DE PERMANÊNCIA EM TERRITÓRIO
a) Parcelas indenizatórias NACIONAL. REGIME PREVISTO NO ART. 79 DA
LEI Nº 9.430/1996. MATÉRIA
• RE 1.050.346/SC (RG) – Tema 955 INFRACONSTITUCIONAL.
Relator(a): Ministro Dias Toffoli Resultado: O Plenário Virtual, por unanimidade,
Órgão julgador: Plenário Virtual do STF reconheceu a inexistência de repercussão geral da
Data de julgamento: 07/08/2017 questão relativa à incidência de IPI,
Data de publicação: 29/08/2017 proporcionalmente ao tempo de permanência no
Ementa: CONTRIBUIÇÃO AO FGTS. PARCELAS país, sobre os bens importados mediante contrato
INDENIZATÓRIAS. INCLUSÃO NA BASE DE de arrendamento mercantil, sob o regime de
CÁLCULO. CONCEITO DE REMUNERAÇÃO. admissão temporária previsto no art. 79 da Lei nº
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 9.430/1996. Os Ministros destacaram que não há,
Resultado: O Plenário Virtual, por maioria, na presente controvérsia, matéria constitucional a
reconheceu a inexistência de repercussão geral da ser apreciada, conforme reiterada jurisprudência da
questão referente à inclusão de parcelas de natureza Corte.
indenizatória na base de cálculo do FGTS. Os
Ministros destacaram que não há, na presente 4. IRPJ & CSLL
controvérsia, matéria constitucional a ser apreciada,
tendo em vista que o FGTS, enquanto direito de a) Crédito presumido de ICMS
índole social e trabalhista, não possui natureza
tributária ou previdenciária, conforme sedimentada • RE 1.052.277/SC (RG) – Tema 957
jurisprudência da Corte. Relator(a): Ministro Dias Toffoli
Órgão julgador: Plenário Virtual do STF
2. ICMS Data de julgamento: 19/08/2017
Data de publicação: 29/08/2017
a) TUST & TUSD Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE
ICMS. RENÚNCIA FISCAL. INCLUSÃO NA BASE
• RE 1.041.816/SP (RG) – Tema 956 DE CÁLCULO. MATÉRIA
Relator(a): Ministro Edson Fachin INFRACONSTITUCIONAL.
Órgão julgador: Plenário Virtual do STF Resultado: O Plenário Virtual, por maioria,
Data de julgamento: 07/08/2017 reconheceu a inexistência de repercussão geral da
Data de publicação: 17/08/2017 questão referente à inclusão de crédito presumido
Ementa: ICMS. TUST. TUSD. INCLUSÃO NA de ICMS, decorrente de incentivo fiscal estadual, na
BASE DE CÁLCULO. MATÉRIA base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Os Ministros
INFRACONSTITUCIONAL. destacaram que não há, na presente controvérsia,
Resultado: O Plenário Virtual, por maioria, matéria constitucional a ser apreciada, conforme
reconheceu a inexistência de repercussão geral da jurisprudência da Corte.
questão referente à inclusão da Tarifa de Uso do
Sistema de Transmissão (TUST) e da Tarifa de Uso
do Sistema de Distribuição (TUSD) na base de
cálculo do ICMS incidente sobre energia elétrica. Os
Ministros destacaram que não há, na presente

Voltar ao sumário. 16
G. REPERCUSSÃO GERAL EM NÚMEROS

1. ANÁLISE DA REPERCUSSÃO GERAL

O STF examinou a repercussão geral de 27 processos, sendo que 4 tratavam sobre matéria tributária.

15%

Tributário

Outros
85%

2. RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL

O STF reconheceu a repercussão geral de 20 temas. Destes, apenas 1 versava sobre direito tributário e tratou da
incidencia do IRPJ e da CSLL.

5%

Tributário

Outros

95%

3. REJEIÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL


Voltar ao sumário. 17
O STF rejeitou a repercussão geral de 7 temas. Destes, 3 correspondiam à matéria tributária.

57% 43%
Tributário

Outros

4. ANÁLISE DA REPERCUSSÃO GERAL EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA

Em análise percentual dos processos de matéria tributária levados ao Plenário Virtual, o reconhecimento da
repercussão geral corresponde a 25% do total e a decisão pela inexistência da repercussão geral corresponde a 75%.

25%

Reconhecida

Rejeitada
75%

5. POSICIONAMENTO DOS MINISTROS - ANÁLISE DA REPERCUSSÃO GERAL EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA

Segue abaixo manifestação dos Relatores nos 4 processos de matéria tributária analisados no Plenário Virtual:
Voltar ao sumário. 18
2,5

1,5
Reconhecida

1 Rejeitada

0,5

6. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA E MÉRITO JULGADO

Dos 20 processos com repercussão geral reconhecida, 3 já tiveram o mérito julgado, tendo sido decididos no âmbito
do Plenário Virtual para reafirmação da jurisprudência consolidada sobre a matéria. Destes, nenhum versou sobre
direito tributário.

15%

Julgamento de mérito
pendente

Reafirmação de
jurisprudência
85%

7. JULGAMENTO DE MÉRITO

Voltar ao sumário. 19
O STF julgou, ainda, o mérito de 3 recursos extraordinários com repercussão geral reconhecida. Destes, 1
correspondia à matéria tributária e tratou sobre taxa.

33%

Tributário
67% Outros

8. JULGAMENTOS NÃO FINALIZADOS

Além dos 3 recursos extraordinários com repercussão geral reconhecida e mérito julgado, foram submetidos ao
Plenário outros 2 processos, também identificados como representativos da controvérsia, cujos julgamentos foram
suspensos ou interrompidos por pedidos de vista. Destes, nenhum correspondia à matéria tributária.

40%
Recursos extraordinários
julgados
60%
Recursos extraordinários não
finalizados

Voltar ao sumário. 20
Voltar ao sumário. 21
II. SUPERIOR TRIBUNAL DE pressupõe a existência de dissídio jurisprudencial
JUSTIÇA entre os órgãos fracionários do STJ acerca de uma
mesma questão jurídica, que deve ser demonstrada
por meio de certidão, cópia ou citação de repositório
A. DECISÕES MONOCRÁTICAS oficial ou credenciado de jurisprudência, inclusive,
por mídia eletrônica, na qual foi publicado o acórdão
11. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
divergente, sob pena de o recurso ser liminarmente
SOBRE A RECEITA BRUTA
indeferido pelo relator. O Ministro asseverou que,
no caso concreto, o recorrente não juntou cópia do
c) ICMS na base de cálculo acórdão indicado como paradigma, não cumprindo
a exigência estabelecida no art. 266, § 4º, do RISTJ,
• REsp 1.655.207/RS
fazendo apenas referência ao julgamento e
Relator(a): Ministro Herman Benjamin
apresentando certidões de julgamento, nas quais
Órgão julgador: Decisão monocrática
constam que o recurso especial foi conhecido. O
Data de julgamento: 06/09/2017
Ministro ainda ressaltou que são incabíveis
Data de publicação: 08/09/2017
embargos de divergência quando o acórdão
Ementa: CPRB. ICMS NA BASE DE CÁLCULO.
paradigma julga o mérito da demanda e o acórdão
INCLUSÃO. SOBRESTAMENTO DOS AUTOS. RE
embargado não ultrapassa o juízo de
574.706/PR. admissibilidade, como se observa no caso.
Resultado: O Ministro Relator determinou o
sobrestamento do caso até a publicação do acórdão
13. ICMS
proferido no RE 574.706/PR, julgado pelo STF,
submetido ao rito da repercussão geral, pois ambos
a) Creditamento
tratam de matéria similar, este fixou a tese de que o
ICMS não compõe a base de cálculo do PIS e da
• AREsp 748.359/RS
COFINS, e aquele trata sobre a inclusão do ICMS na
Relator(a): Ministra Assusete Magalhães
base de cálculo da CPRB.
Órgão julgador: Decisão monocrática
Data de julgamento: 06/07/2017
12. DIREITO PROCESSUAL
Data de publicação: 02/08/2017
Ementa: ICMS. CREDITAMENTO.
a) Agravo de instrumento
MERCADORIA DESTINADA AO ATIVO
PERMANENTE. COMODATO. EMPRESA DE
• REsp 1.700.500/SP
TELEFONIA MÓVEL. POSSIBILIDADE. ART. 20, §
Relator(a): Ministro Marco Aurélio Bellizze
1º, DA LC Nº 87/1996. INAPLICABILIDADE.
Órgão julgador: Decisão monocrática
Resultado: A Ministra Relatora entendeu que
Data de julgamento: 06/11/2017
empresa de telefonia móvel tem o direito de creditar
Data de publicação: 07/11/2017
o ICMS recolhido quando da aquisição de aparelhos
Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
celulares para o ativo permanente da sociedade,
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA NÃO ELENCADA
mesmo que venham a ser posteriormente cedidos
NO ART. 1.015 DO CPC/2015. ROL TAXATIVO.
em comodato para clientes que contrataram seus
NÃO CABIMENTO. RECORRIBILIDADE EM
serviços. Segundo a Ministra, a operação não resulta
PRELIMINAR DE APELAÇÃO OU
de prestações isentas ou não tributadas, tampouco
CONTRARRAZÕES.
se trata da compra de mercadoria alheia à atividade
Resultado: O Ministro Relator entendeu que não é
do estabelecimento, de modo que o sujeito passivo
possível interpor agravo de instrumento contra
pode ser beneficiado pelos créditos de ICMS, pois
decisão que versa sobre conexão, uma vez que esta
não resta configurada a hipótese obstativa do art.
matéria não está prevista no rol taxativo de decisões
20, § 1º, da LC nº 87/1996. Ressaltou, por fim, que
interlocutórias que podem ser objeto do referido
a cessão dos celulares a clientes, em comodato, não
recurso, previsto no art. 1.015 do CPC/2015.
impede o creditamento do imposto, uma vez que não
Ademais, o Ministro destacou que as decisões
ocorre efetiva circulação da mercadoria, pois o bem
interlocutórias que não puderem ser impugnadas
não deixa de integrar o patrimônio da empresa de
por recurso de agravo de instrumento, são passíveis
telefonia.
de impugnação em preliminar de apelação ou em
suas contrarrazões, nos termos do art. 1.009, § 1º,
b) Responsabilidade tributária
do CPC/2015.
• REsp 1.301.964/DF
b) Embargos de divergência
Relator(a): Ministro Og Fernandes
Órgão julgador: Decisão monocrática
• EREsp 1.622.750/PR
Data de julgamento: 16/11/2017
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
Data de publicação: 17/11/2017
Órgão julgador: Decisão monocrática
Ementa: ICMS. RESPONSABILIDADE.
Data de julgamento: 16/10/2017
CHAMADAS INTERNACIONAIS.
Data de publicação: 17/10/2017
SOLIDARIEDADE ENTRE AS OPERADORAS
Ementa: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.
LOCAIS DE TELEFONIA. INEXISTÊNCIA.
ADMISSIBILIDADE. DEMONSTRAÇÃO DE
SERVIÇOS DE HABILITAÇÃO DE TELEFONE
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. REPOSITÓRIO
MÓVEL. NÃO INCIDÊNCIA. ENTENDIMENTO
OFICIAL. ART. 266, § 4º, DO RISTJ.
FIRMADO NO RESP 816.512/PI, SUBMETIDO AO
NECESSIDADE.
RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS.
Resultado: O Ministro Relator entendeu que a
admissibilidade de embargos de divergência
Voltar ao sumário. 22
Resultado: O Ministro Relator entendeu que as contribuinte, não configurando lucro, por isso,
operadoras de telefonia local não respondem pelo devem ser excluídos da base de cálculo do IRPJ e da
ICMS-Comunicação incidente sobre serviços de CSLL. Dessa forma, o Ministro aplicou o mesmo
comunicação de longa distância, cujas chamadas entendimento ao caso concreto, conforme
não foram efetivadas por elas. Assim, destacou que orientação prevista no art. 266-C, do RISTJ.
o fato de essas empresas serem responsáveis pela
disponibilização de suas redes, faturamento e 16. IRPJ, CSLL, PIS & COFINS
cobrança não as tornam contribuintes ou
responsáveis pelo recolhimento do tributo sobre a) Crédito presumido de ICMS
chamadas internacionais efetivamente prestadas
por outras empresas. Ainda consignou que os • REsp 1.693.661/RS
serviços de habilitação de aparelhos móveis Relator(a): Ministro Herman Benjamin
configuram atividade-meio, não sofrendo a Órgão julgador: Decisão monocrática
incidência do ICMS. O Ministro Relator destacou Data de julgamento: 07/12/2017
também o entendimento proferido no REsp Data de publicação: 12/12/2017
816.512/PI, submetido ao rito dos recursos Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE
repetitivos, no qual foi decidido que serviços ICMS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. PIS.
suplementares, como os de habilitação, instalação, COFINS. CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS. BASE
disponibilidade, assinatura, cadastro de usuário e DE CÁLCULO. INCLUSÃO.
equipamento, são considerados preparatórios, Resultado: O Ministro Relator entendeu que é
acessórios ou intermediários, não constituindo, pacífico o entendimento de que o crédito presumido
verdadeiramente, serviços de comunicação, razão de ICMS configura diminuição de custos e despesas
pela qual não deve incidir ICMS. e, assim, não assume a natureza de receita ou
faturamento empresarial, razão pela qual não
14. IOF compõe a base de cálculo do PIS e da COFINS. Por
outro lado, quanto ao IRPJ e à CSLL, o Ministro
a) Operação de câmbio asseverou que a jurisprudência da 2ª Turma é no
sentido de que a concessão do referido benefício
• REsp 1.665.120/SP fiscal aumenta indiretamente a margem de lucro da
Relator(a): Ministro Herman Benjamin empresa, impactando na base de cálculo dos
Órgão julgador: Decisão monocrática tributos que incidem sobre tal expressão de riqueza,
Data de julgamento: 22/11/2017 por isso, deve compor a base de cálculo do IRPJ e da
Data de publicação: 23/11/2017 CSLL.
Ementa: IOF. OPERAÇÃO DE CÂMBIO.
RENOVAÇÃO DE CRÉDITO EXTERNO. B. PRIMEIRA TURMA
LIQUIDAÇÃO DE CONTRATO DE CÂMBIO.
INCIDÊNCIA. 1. CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA
Resultado: O Ministro Relator entendeu que a
liquidação de contrato de câmbio de empréstimo a) Embargos à execução
contratado no exterior constitui fato gerador do IOF,
conforme previsto no art. 63, II, do CTN. No caso JULGAMENTO NÃO FINALIZADO
concreto, o contribuinte realizou operação de • REsp 1.124.028/RS
crédito externo, com prazo determinado, e ao final Relator(a): Ministra Regina Helena Costa
deste período, procedeu à sua renovação, ensejando Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
novo registro da operação. Assim, o Ministro Data de julgamento: 14/11/2017
concluiu que uma vez encerrado o prazo do Data de publicação: Pendente
empréstimo externo e firmado novo registro em Ementa: CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA.
substituição ao original, a liquidação do contrato de EMBARGOS À EXECUÇÃO. TERMO INICIAL.
câmbio caracteriza hipótese de incidência do IOF. JUNTADA DO MANDADO DE CITAÇÃO.
INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA DO ART. 20 DA
15. IRPJ & CSLL LEI Nº 11.033/2004. ENTREGA DOS AUTOS COM
VISTA. IMPOSSIBILIDADE.
a) Crédito presumido de ICMS Resultado: A Ministra Relatora entendeu que o
prazo de 30 dias para a Fazenda Pública apresentar
• EREsp 1.562.354/CE embargos à execução tem início a partir da juntada
Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques do mandado de citação cumprido, na forma
Órgão julgador: Decisão monocrática estabelecida pelo art. 1º-B da Lei nº 9.494/1997, e
Data de julgamento: 05/12/2017 não a partir da vista dos autos. A Ministra destacou
Data de publicação: 06/12/2017 que não é possível interpretar extensivamente o art.
Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE 20 da Lei nº 11.033/2004, que determina que para
ICMS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. notificações e intimações à Fazenda Nacional exige-
ENTENDIMENTO FIXADO PELA 1ª SEÇÃO DO se apenas a entrega pessoal dos autos com vista, pois
STJ. tais atos não se confundem com a citação. Pediu
Resultado: O Ministro Relator afirmou que vista dos autos o Ministro Benedito Gonçalves.
créditos presumidos de ICMS não compõem a base
de cálculo do IRPJ e da CSLL, nos termos do
entendimento pacificado no EREsp 1.517.492/PR,
no qual a 1ª Seção da Corte assim decidiu, uma vez
que não se incorporam ao patrimônio do

Voltar ao sumário. 23
2. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA a) ICMS na base de cálculo

a) Abonos salariais, adicionais de horas • REsp 1.694.357/CE


extras, de insalubridade, de periculosidade, de Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
trabalho noturno, ajudas de custo, comissões, Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
diárias de viagem, gorjetas e prêmios Data de julgamento: 21/11/2017
Data de publicação: 01/12/2017
• REsp 1.517.074/RS Ementa: CPRB. ICMS NA BASE DE CÁLCULO.
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria EXCLUSÃO. POSSIBILIDADE. ENTENDIMENTO
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ DO STF. REPERCUSSÃO GERAL.
Data de julgamento: 08/08/2017 Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Data de publicação: 15/09/2017 que o ICMS não compõe a base de cálculo da CPRB,
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. uma vez que o valor arrecadado a título de ICMS não
ABONOS SALARIAIS. ADICIONAIS DE HORAS se incorpora ao patrimônio do contribuinte,
EXTRAS. ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE. seguindo orientação fixada pelo STF no RE
ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE. 574.706/PR, submetido ao rito da repercussão geral,
ADICIONAIS DE TRABALHO NORTUNO. que fixou a tese de que o ICMS não compõe a base
AJUDAS DE CUSTO. COMISSÕES. DIÁRIAS DE de cálculo do PIS e da COFINS. Os Ministros
VIAGEM QUE ULTRAPASSEM 50% DA destacaram que, mutatis mutandis, aplica-se a
REMUNERAÇÃO. GORJETAS. PRÊMIOS. diretriz do STF ao caso, pois, igualmente, se está
NATUREZA SALARIAL. INCIDÊNCIA. diante de tributação que faz incluir o ICMS, que
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu efetivamente não adere ao patrimônio do
que incide contribuição previdenciária sobre os contribuinte, sobre a base de cálculo da CPRB.
adicionais de horas extras, de insalubridade, de
periculosidade, de trabalho noturno, gorjetas, 4. CRÉDITO TRIBUTÁRIO
comissões, ajudas de custo e abonos, em razão do
caráter remuneratório destas verbas, conforme a) Pedido de ressarcimento
entendimento consolidado pela 1ª Seção do STJ, no
REsp 1.358.281/SP, submetido ao rito dos recursos JULGAMENTO NÃO FINALIZADO
repetitivos. Por fim, os Ministros apontaram que o • AgInt no REsp 1.229.108/SC
art. 28, § 8º, “a”, da Lei nº 8.212/1991 prevê Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
expressamente a inclusão das diárias de viagem que Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
excedem 50% da remuneração na base de cálculo da Data de julgamento: 05/12/2017
contribuição previdenciária. Data de publicação: Pendente
Ementa: CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE
b) Décimo terceiro salário RESSARCIMENTO. PRAZO DE 360 DIAS. ART. 24
DA LEI Nº 11.457/2007. RESISTÊNCIA
• REsp 1.515.269/SP ILEGÍTIMA DO FISCO. CORREÇÃO MONETÁRIA.
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria MARCO INICIAL.
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ Resultado: O Ministro Relator entendeu que deve
Data de julgamento: 27/06/2017 ser considerada a mora do Fisco a partir da data do
Data de publicação: 31/08/2017 protocolo do pedido de ressarcimento do crédito
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. tributário, não havendo necessidade de aguardar os
DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. INCIDÊNCIA. 360 dias, previstos no art. 24 da Lei nº 11.457/2007,
MOMENTO DO FATO GERADOR. MÊS DE para a incidência da correção monetária. Pediu vista
DEZEMBRO DE CADA ANO. dos autos o Ministro Benedito Gonçalves.
Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
que incide contribuição previdenciária sobre a 5. CSLL
integralidade dos valores pagos a título de décimo
terceiro salário em razão de sua natureza a) Lucros no exterior
remuneratória, sendo irrelevante a periodicidade da
sua percepção. Sobre esse ponto, os Ministros • AgInt no REsp 1.554.106/BA
destacaram que a IN/RFB nº 971/2009 reiterou o Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
entendimento da Corte ao estabelecer que o fato Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
gerador da exação ocorre uma vez por ano, no mês Data de julgamento: 12/09/2017
do pagamento da última parcela do décimo terceiro Data de publicação: 24/11/2017
salário. Os Ministros ainda afastaram a aplicação do Ementa: CSLL. LUCROS NO EXTERIOR. BASE
Ato Declaratório Interpretativo nº 42/2011, da RFB, DE CÁLCULO. RESULTADOS POSITIVOS DA
pois entenderam que a administração pública EMPRESA COLIGADA DOMICILIADA NO
extrapolou sua competência regulamentar ao editar EXTERIOR. REGIME ANTERIOR À LEI Nº
o referido ato, que estabeleceu base de cálculo e 12.973/2017. IMPOSSIBILIDADE. ILEGALIDADE
alíquota diversas das previstas na Lei nº DO ART. 7º, § 1º DA IN SRF Nº 213/2002.
12.546/2011, violando, assim, o princípio da reserva Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
legal, previsto no art. 97 do CTN. que os resultados positivos da avaliação dos
investimentos em coligada estrangeira,
3. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA contabilizados pelo MEP, não podem ser
SOBRE A RECEITA BRUTA considerados para fins de determinação do lucro
real e da base de cálculo da CSLL de controladora
situada no Brasil. Isso porque, segundo os Ministros,

Voltar ao sumário. 24
antes da vigência da Lei nº 12.973/2014, a Lei nº manter o efeito suspensivo concedido ao recurso
9.249/1995 previa apenas a tributação das empresas especial.
controladoras/coligadas nacionais pela apuração do
lucro das controladas/coligadas estrangeiras, 7. DIREITO ADMINISTRATIVO
excluindo da exação os resultados positivos da
avaliação dos investimentos no exterior. Ademais, a) Sigilo de dados
destacaram que diversos precedentes da Corte já
reconheceram a ilegalidade do art. 7°, § 1°, da IN • REsp 1.353.602/RS
SRF nº 213/2002, que excedeu seu poder Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
regulamentar ao ampliar a base de cálculo do IRPJ Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
e da CSLL, violando, assim, a regra da legalidade Data de julgamento: 30/11/2017
estrita. Data de publicação: 07/12/2017
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. SIGILO
6. DESEMBARAÇO ADUANEIRO DE DADOS. INFORMAÇÕES COLETADAS PELO
IBGE. UTILIZAÇÃO APENAS PARA FINS
a) Pena de perdimento ESTATÍSTICOS.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
• AgInt no REsp 1.655.663/MS que as informações prestadas ao IBGE são sigilosas
Relator(a): Ministra Regina Helena Costa e devem ser usadas unicamente para fins de
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ estatística, não podendo ser encaminhadas a outros
Data de julgamento: 27/06/2017 órgãos governamentais ou empresas de marketing,
Data de publicação: 03/08/2017 tampouco serem utilizadas em procedimentos
Ementa: DESEMBARAÇO ADUANEIRO. PENA fiscais ou legais, conforme previsto no art. 6º da Lei
DE PERDIMENTO. VEÍCULO SUBMETIDO A nº 5.878/1973 e no art. 1º, parágrafo único, da Lei
CONTRATO DE LEASING. POSSIBILIDADE. nº 5.534/1968. Segundo os Ministros, os dados
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu obtidos pelo órgão devem ser mantidos em sigilo
que é válida a pena de perdimento aplicada a veículo para que a sociedade sinta confiança no momento de
objeto de contrato de arrendamento mercantil. Os informar seus dados pessoais, de maneira a
Ministros destacaram precedentes da Corte no assegurar a fidedignidade das estatísticas
sentido de que tal contrato não é oponível ao Fisco, elaboradas pelo IBGE.
de modo que admitir a impossibilidade de a pena de
perdimento atingir veículo sujeito a leasing 8. DIREITO PROCESSUAL
equivaleria a verdadeiro salvo-conduto para a
prática de ilícitos fiscais com veículos sujeitos a tal a) Apelação
regime contratual.
• RMS 54.549/MG e RMS 54.693/MG
• AgRg na MC 19.381/RJ Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
Relator(a): Ministra Regina Helena Costa Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ Data de julgamento: 03/10/2017
Data de julgamento: 27/06/2017 Data de publicação: 30/11/2017
Data de publicação: 02/08/2017 Ementa: APELAÇÃO. JUÍZO DE
Ementa: DESEMBARAÇO ADUANEIRO. PENA ADMISSIBILIDADE PELO MAGISTRADO DE
DE PERDIMENTO. SIMULAÇÃO DE PRIMEIRO GRAU. POSSIBILIDADE.
EXPORTAÇÃO. CASSAÇÃO DA HABILITAÇÃO NO Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
SISCOMEX. RESPONSABILIDADE POR que o juízo ordinário, excepcionalmente, pode
INFRAÇÃO. ATO DO PREPOSTO ALHEIO AOS analisar a admissibilidade de apelação quando esta
INTERESSES DA PESSOA JURÍDICA. AUSÊNCIA for manifestamente incabível, excepcionando,
DE DOLO ESPECÍFICO ELEMENTAR. assim, a literalidade do art. 1.010, § 3º, do
EXCEPCIONALIDADE DO CASO CONCRETO QUE CPC/2015. No caso concreto, o magistrado a quo ao
AFASTA A INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NOS 634 E se deparar com a interposição de apelação contra
635/STF. sentença extintiva de execução fiscal de pequeno
Resultado: A Turma, por unanimidade, decidiu valor, analisou sua admissibilidade, em atenção aos
manter suspensa a eficácia do ato que cassou a princípios da celeridade e da eficiência. Os Ministros
habilitação do contribuinte no SISCOMEX, uma vez destacaram que a parte incorreu em erro grosseiro
que não restou comprovada a participação de ao interpor apelação, quando caberia apenas
qualquer dos dirigentes da empresa na fraude embargos de infringência e de declaração, conforme
cometida por uma funcionária em registros de previsto no art. 34, da Lei nº 6.830/1980, dessa
declaração de exportações. Os Ministros destacaram forma, decidiram que embora, sob a égide do
que, nos termos do art. 76, III, “g”, da Lei nº CPC/2015, a competência para o recebimento da
10.833/2003 e do art. 137 do CTN, a apelação seja dos órgãos jurisdicionais de segundo
responsabilização tributária da pessoa jurídica grau, não se mostra razoável anular decisão de
depende da prova de dolo específico, ou seja, de que conhecimento de magistrado de primeiro grau
a infração praticada ocorreu em função dos quando o recurso é manifestamente incabível.
interesses da empresa, o que não ocorreu na
hipótese. Assim, em razão da excepcionalidade do b) Coisa julgada
caso concreto, bem como da presença do fumus boni
iuris e periculum in mora, os Ministros afastaram a JULGAMENTO NÃO FINALIZADO
aplicação das Súmulas nos 634 e 635/STF, para • AgInt no REsp cccc/PR
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho

Voltar ao sumário. 25
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ na Lei nº 11.941/2009, nos termos do art. 38 da Lei
Data de julgamento: 07/12/2017 nº 13.043/2014. Os Ministros destacaram que,
Data de publicação: Pendente mesmo superveniente, esta norma é aplicável aos
Ementa: COISA JULGADA. VIOLAÇÃO. processos em curso, por força do art. 462 do
CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS. CPC/1973, que determina que depois da propositura
Resultado: O Ministro Relator entendeu que da ação, se algum fato constitutivo, modificativo ou
ofende a coisa julgada a rediscussão acerca de extintivo do direito influir no julgamento da lide,
cumulação de juros remuneratórios e juros de mora caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou
sobre as diferenças de empréstimo compulsório a requerimento da parte, no momento de proferir a
sobre energia elétrica não convertidas em ações na sentença.
época própria, quando suscitada após trânsito em
julgado de condenação que constituiu o título • REsp 1.449.753/RS
judicial executado. O Ministro aduziu que a correção Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
monetária deve incidir desde o dia do recolhimento Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
até a sua efetiva devolução. Ressaltou, ainda, que Data de julgamento: 21/09/2017
não se deve levantar, na fase executória, questões Data de publicação: 17/11/2017
que deixaram de ser suscitadas no processo de Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
conhecimento ou que ali ficaram decididas, salvo SUCUMBÊNCIA. CUMPRIMENTO DE
fato novo. Inaugurou a divergência o Ministro SENTENÇA. REVISÃO. RELATIVIZAÇÃO DA
Gurgel de Faria que entendeu que a rediscussão da COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO
matéria não viola a coisa julgada, uma vez que o RESCISÓRIA.
título executivo judicial ora executado decorre de Resultado: A Turma, por unanimidade, reiterou
lide na qual foi aplicado o entendimento do REsp entendimento da Corte, segundo o qual a
1.003.955/RS e do EREsp 826.809/RS, que relativização da coisa julgada somente tem
determinaram a impossibilidade de cumulação de cabimento em situações excepcionalíssimas, nas
juros remuneratórios e juros de mora sobre as quais a segurança jurídica tiver que ceder em favor
diferenças de empréstimo compulsório não de outros princípios ou valores mais importantes, o
convertidas em ações na época própria. Pediu vista que não ocorre na hipótese de honorários
dos autos a Ministra Regina Helena Costa. advocatícios fixados em inobservância ao art. 20, §§
3º e 4º, do CPC/1973. Assim, no caso concreto, os
c) Honorários advocatícios Ministros destacaram que eventual vício na
sentença do processo de conhecimento quanto aos
• AgRg no AgRg no REsp 1.222.200/RS honorários sucumbenciais deve ser impugnado em
Relator(a): Ministro Sérgio Kukina (designado momento oportuno por meio dos recursos cabíveis,
para redação do acórdão) ou por meio de ação rescisória.
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Data de julgamento: 08/08/2017 d) Pedido de reconsideração
Data de publicação: 11/09/2017
Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. • AgInt no AREsp 1.640.515/RS
ADVOGADO PARTICULAR CONTRATADO POR Relator(a): Ministra Regina Helena Costa
ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
VERBA SUCUMBENCIAL QUE INTEGRA O Data de julgamento: 03/08/2017
PATRIMÔNIO PÚBLICO. EXECUÇÃO DA VERBA Data de publicação: 16/08/2017
HONORÁRIA PELO PATRONO DA CAUSA. ART. Ementa: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO.
4º DA LEI Nº 9.527/1997. IMPOSSIBILIDADE. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA
Resultado: A Turma, por maioria, afastou o direito INTERPOSIÇÃO DE RECURSO PRÓPRIO.
aos honorários de sucumbência, previsto no art. 22, IMPOSSIBILIDADE.
do Estatuto da Advocacia, por entender que a verba Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
honorária sucumbencial decorrente de causa que a apresentação de pedido de reconsideração não
vencida por entidade da administração pública suspende ou interrompe o prazo para interposição
direta ou indireta integra o patrimônio público e, de recurso próprio. No caso concreto, foi proferida
por essa razão, não pode ser executada por advogado decisão monocrática contra a qual foi apresentado
particular contratado por ente público, conforme pedido de reconsideração e somente após a
previsto no art. 4º da Lei nº 9.527/1997. publicação da decisão que analisou este pedido, que
a parte interpôs agravo interno, o qual foi
• AgRg no REsp 1.228.882/RS considerado intempestivo.
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ e) Prazos processuais
Data de julgamento: 15/08/2017
Data de publicação: 31/08/2017 • AgInt no AREsp 868.870/DF
Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
DESISTÊNCIA DA AÇÃO. ADESÃO A Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
PARCELAMENTO. ART. 38 DA LEI Nº Data de julgamento: 03/10/2017
13.043/2014. NÃO CABIMENTO. Data de publicação: 29/11/2017
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Ementa: PRAZOS PROCESSUAIS. PRAZO EM
que não são devidos honorários advocatícios, bem DOBRO. LITISCONSÓRCIO. PROCURADORES
como qualquer ônus sucumbencial, quando o sujeito DIFERENTES. AUTOS ELETRÔNICOS.
passivo da relação tributária desiste da ação judicial IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DO PRAZO
em decorrência da adesão ao parcelamento previsto SIMPLES.

Voltar ao sumário. 26
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Relator(a): Napoleão Nunes Maia Filho
que não há concessão de prazo em dobro aos Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
litisconsortes com procuradores diferentes quando Data de julgamento: 07/11/2017
os autos forem eletrônicos, nos termos do art. 229, Data de publicação: Pendente
caput e § 2º, do CPC/2015. Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. RECUPERAÇÃO
JUDICIAL. PARCELAMENTO DE DÉBITOS.
f) Recurso especial LEGISLAÇÃO APLICÁVEL.
Resultado: O Ministro Relator entendeu que o
• QO no REsp 1.653.884/PR parcelamento de débitos fiscais previsto na Lei nº
Relator(a): Ministro Sérgio Kukina 11.941/2009 também se aplica às empresas em
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ recuperação judicial. O Ministro destacou que o art.
Data de julgamento: 28/09/2017 155-A, § 4º, do CTN prevê que a inexistência da lei
Data de publicação: 06/11/2017 específica sobre as condições de parcelamento dos
Ementa: RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO créditos tributários do devedor em recuperação
GERAL. SOBRESTAMENTO. DEVOLUÇÃO DOS judicial importa na aplicação de leis gerais de
AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. JUÍZO DE parcelamento. Dessa forma, o Ministro entendeu
CONFORMAÇÃO. pela aplicação da referida lei, cujo prazo para
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu quitação do débito é de 180 meses. Inaugurando a
que o recurso especial que versar sobre matéria com divergência, o Ministro Benedito Gonçalves
repercussão geral já reconhecida deve ser entendeu que em vez da Lei nº 11.941/2009, aplica-
sobrestado e seus autos devolvidos ao Tribunal de se ao caso o art. 10-A da Lei nº 10.522/2002, que é
origem até ulterior decisão do STF, ainda que parte norma mais específica, que prevê que o empresário
das questões veiculadas no recurso não tenha ou a sociedade empresária que pleitear ou tiver
relação com o objeto da afetação. Isso porque, para deferido o processamento da recuperação judicial
os Ministros, a matéria afetada deve ser julgada poderá parcelar seus débitos com a Fazenda
primeiro, nos termos do art. 1.037, § 7º do Nacional em 84 parcelas mensais e consecutivas.
CPC/2015. Dessa forma, os Ministros concluíram Pediu vista dos autos o Ministro Gurgel de Faria.
que os autos apenas serão remetidos ao STJ para
julgamento dos demais pontos do recurso especial c) Redirecionamento
após o juízo de conformação realizado pelo Tribunal
de origem no tocante à matéria com repercussão • REsp 1.604.672/ES
geral. No caso concreto, a possibilidade de redução Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
e restabelecimento das alíquotas da contribuição ao Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
PIS e da COFINS por regulamento infralegal, nos Data de julgamento: 21/09/2017
termos do artigo 27, § 2º, da Lei nº 10.865/2004, é Data de publicação: 11/10/2017
matéria com repercussão geral conhecida pelo STF, Ementa: EXECUÇÃO FISCAL.
nos autos do RE 1.043.313/RS, por essa razão, os REDIRECIONAMENTO. SÓCIO. QUALIFICAÇÃO.
autos foram devolvidos a origem. CODEVEDOR OU CORRESPONSÁVEL.
AUSÊNCIA. IRRELEVÂNCIA. PRESUNÇÃO DE
9. EXECUÇÃO FISCAL LEGITIMIDADE. INVERSÃO DO ÔNUS DA
PROVA.
a) Medida cautelar fiscal Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que é
possível o redirecionamento de execução fiscal a
• AgInt no AgInt no AREsp 939.120/PE sócio cujo nome conste na CDA, ainda que sem
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria menção à sua qualificação como corresponsável ou
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ codevedor. Os Ministros afirmaram que a inclusão
Data de julgamento: 10/10/2017 na CDA do nome do sócio administrador a ser
Data de publicação: 27/11/2017 responsabilizado pelo pagamento do tributo
Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. MEDIDA inadimplido é condicionada a previsão legal da
CAUTELAR FISCAL. REQUERIMENTO DE responsabilização e a prévio procedimento
INDISPONIBILIDADE DOS BENS DO DEVEDOR. administrativo fiscal, no qual se apura a
CRÉDITO TRIBUTÁRIO AINDA NÃO responsabilidade do gerente/administrador, com a
CONSTITUÍDO DEFINITIVAMENTE. regular observância do contraditório e da ampla
IMPOSSIBILIDADE. defesa. Não é, pois, ato discricionário da Fazenda.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Essa é a razão de o art. 202, I, do CTN se referir à
que enquanto suspensa a exigibilidade do crédito obrigatoriedade de indicação do nome do devedor e,
tributário não se pode decretar a indisponibilidade sendo o caso, dos corresponsáveis. Ademais,
dos bens do devedor por meio de medida cautelar destacaram que as informações que devem constar,
fiscal. Segundo os Ministros, o art. 1º, parágrafo obrigatoriamente, no termo de inscrição da dívida
único, da Lei nº 8.397/1992, apenas autoriza a ativa dão lastro à presunção de certeza e liquidez da
instauração de medida cautelar fiscal sem a CDA, conforme preceitua o art. 204 do CTN,
constituição do crédito tributário, nas hipóteses de cabendo ao sócio o ônus da prova de que não
dilapidação ou de tentativa de ocultação de praticou atos com excesso de poderes ou infração de
patrimônio, que não é a situação do caso concreto. lei, contrato social ou estatutos, afastando as
circunstâncias previstas no art. 135 do referido
b) Recuperação judicial diploma normativo, conforme assentado no REsp
1.104.900/ES, submetido ao rito dos recursos
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO repetitivos. Nesses termos, os Ministros concluíram
• REsp 1.383.982/PR que a qualificação do sócio na CDA como codevedor

Voltar ao sumário. 27
ou corresponsável não acarreta em automática a) Responsabilidade civil do Estado
responsabilização tributária, mas, tão somente, na
inversão do ônus probatório. JULGAMENTO NÃO FINALIZADO
• REsp 1.492.832/DF
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
• REsp 1.326.221/DF Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Relator(a):Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Data de julgamento: 07/12/2017
Órgão julgador:1ª Turma do STJ Data de publicação: Pendente
Data de julgamento: 27/09/2017 Ementa: II. RESPONSABILIDADE CIVIL DO
Data de publicação: Pendente ESTADO. ALTERAÇÃO DE ALÍQUOTAS.
Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. ALEGAÇÃO DE PREJUÍZO POR EMPRESA
REDIRECIONAMENTO. SÓCIO. PRESUNÇÃO DE PARTICULAR. DEVER DE INDENIZAR.
LEGITIMIDADE. AUSÊNCIA. Resultado: O Ministro Relator, acompanhado pelo
Resultado: O Ministro Relator entendeu que não é Ministro Benedito Gonçalves e pela Ministra Regina
possível o redirecionamento de execução fiscal Helena Costa, entendeu que não pode ser admitida
unicamente pelo fato do nome do sócio constar na a responsabilidade civil do Estado para reparar
CDA. Isso porque, para o Ministro, a CDA não tem prejuízos sofridos por empresa brasileira, em
presunção absoluta da legitimidade, uma vez que, na decorrência da Portaria MF nº 492/1994, que
prática, o Fisco, de maneira indiscriminada, inclui o reduziu as alíquotas de importação de diversos
nome de todos os responsáveis pela pessoa jurídica produtos. Segundo o Ministro, cuida-se de decisão
na CDA, sem qualquer procedimento administrativo de cunho político, tomada conforme o interesse do
prévio. O Ministro ressaltou ainda que o sócio Estado para abertura do comércio exterior, em
somente deve ser responsabilizado quando praticar observância à função extrafiscal do tributo.
atos com excesso de poderes ou infração de lei, Inaugurando a divergência, o Ministro Napoleão
contrato social ou estatutos, conforme previsto no Nunes Maia Filho, acompanhado pelo Ministro
art. 135 do CTN. Pediu vista dos autos o Ministro Sérgio Kukina, considerou devida indenização à
Herman Benjamin. empresa postulante, por entender que a
extrafiscalidade não autoriza a quebra da indústria
10. ICMS nacional em detrimento de produtos estrangeiros.
Pediu vista dos autos o Ministro Benedito
a) Responsabilidade tributária Gonçalves.

• REsp 1.574.489/SP 12. IPI


Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ a) Creditamento
Data de julgamento: 21/09/2017
Data de publicação: 03/10/2017 • REsp 1.382.354/PE
Ementa: ICMS. RESPONSABILIDADE Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
TRIBUTÁRIA DO VENDEDOR. Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
TREDESTINAÇÃO. MERCADORIA Data de julgamento: 22/08/2017
REGULARMENTE VENDIDA A EMPRESA PRÉ- Data de publicação: 04/10/2017
CREDENCIADA E RESPONSÁVEL PELO Ementa: IPI. CREDITAMENTO. INSUMOS
TRANSPORTE. IMPOSSIBILIDADE. SUJEITO À SUSPENSÃO DA TRIBUTAÇÃO.
DEMONSTRAÇÃO DE CONDUTA ILÍCITA DO AQUISIÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS, PRODUTOS
OBRIGADO. NECESSIDADE. INTERMEDIÁRIOS E MATERIAIS DE
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu EMBALAGEM. IMPOSSIBILIDADE.
que não há como atribuir à empresa vendedora de Resultado: A Turma, por maioria, entendeu pela
mercadorias a responsabilidade tributária pelo impossibilidade de creditamento de IPI em
pagamento de diferencial de alíquota de ICMS aquisições de insumos por empresas que não são
relativo à mercadoria tredestinada, quando a fabricantes de matérias-primas, produtos
empresa efetuar a venda dentro das exigências intermediários e materiais de embalagem sujeitos à
legais e quando tomar todas as precauções quanto à suspensão tributária. Para os Ministros, a utilização
qualificação do transportador. Os Ministros do crédito de IPI, submetido à suspensão prevista no
destacaram ainda que, no caso de responsabilidade art. 29, § 5º, da Lei nº 10.637/2002 é reservada ao
pelo cometimento de infrações de que trata o art. estabelecimento industrial fabricante das matérias-
136 do CTN, a legislação tributária deve ser primas, dos produtos intermediários e dos materiais
interpretada com aplicação da equidade e do de embalagem, que vende para empresas que os
princípio in dubio pro contribuinte. No caso utilizam na industrialização de produtos destinados
concreto, os Ministros não verificaram qualquer à exportação, nessas hipóteses, o fato gerador do IPI
infração à legislação tributária, tampouco o ocorre e o crédito tributário é constituído.
cometimento de conduta ilícita da vendedora na Entretanto, no que se refere à etapa de aquisição
posterior tredestinação da mercadoria, por isso, matérias-primas, dos produtos intermediários e dos
decidiram que a empresa vendedora de mercadorias materiais de embalagem, com exigibilidade de IPI
não é responsável tributária pelo pagamento de suspensa, por empresa que industrializa esses bens
diferencial de alíquota de ICMS de mercadoria para exportação, a Turma entendeu que não será
tredestinada. gerado crédito do IPI, uma vez que o imposto não é
efetivamente pago, não havendo cumulatividade a
11. II ser evitada.

Voltar ao sumário. 28
b) Crédito prêmio Data de publicação: 31/08/2017
Ementa: IRPJ. BENEFÍCIO FISCAL. SUDENE.
• REsp 1.065.794/DF MP Nº 2.199-14/2001. INTERPRETAÇÃO
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria LITERAL. EMPRESA SITUADA EM ÁREA
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ DIVERSA DAQUELA CONSIDERADA DE
Data de julgamento: 08/08/2017 ATUAÇÃO DA EXTINTA SUDENE. ATO
Data de publicação: 14/09/2017 ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE. NULIDADE.
Ementa: IPI. CRÉDITO PRÊMIO. DIREITO À UTILIZAÇÃO DO BENEFÍCIO.
COMPROVANTE DE EXPORTAÇÃO. APURAÇÃO PERÍODO ENTRE A CONCESSÃO E A DECISÃO
DO QUANTUM DEBEATUR. JUNTADA DE DEFINITIVA QUE REVOGOU A BENESSE.
DOCUMENTOS NO CUMPRIMENTO DE Resultado: A Turma, por maioria, anulou a
SENTENÇA. POSSIBILIDADE. concessão de benefício conferido pela antiga
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu SUDENE, mediante a expedição de laudos
que durante a fase de conhecimento não é constitutivos, à empresa localizada fora de sua área
necessário juntar todos os documentos referentes às de abrangência. No caso concreto, a SUDENE
operações de exportação para fins de concedeu benefício fiscal, previsto na MP nº 2.199-
aproveitamento de crédito prêmio de IPI, uma vez 14/2001, que consistia na redução de 75% do IRPJ e
que tais documentos também podem ser juntados adicionais não restituíveis, à empresa sediada no sul
durante o processo de liquidação de sentença, que do Estado do Espírito Santo. Posteriormente, as
deve ser realizada por artigos, com a comprovação autoridades administrativas determinaram a
do ingresso de divisas no País, conforme decidido no anulação dos referidos laudos, ao constatarem que
REsp 959.338/SP, submetido ao rito dos recursos (i) a época em que foram expedidos já vigia o DL nº
repetitivos. Ademais, os Ministros decidiram que o 4.213/2002, o qual atribuiu ao Ministério da
termo inicial do juros de mora será a partir do Integração Nacional a competência para a expedição
trânsito em julgado da decisão definitiva, com dos laudos constitutivos, e não à SUDENE; e (ii) a
aplicação da taxa SELIC. Por fim, destacaram que na área geográfica onde a empresa estava situada não
apuração do crédito prêmio de IPI deverão ser era abrangida pela região de atuação da SUDENE.
aplicadas as alíquotas previstas na Resolução CIEX Os Ministros mantiveram a decisão administrativa
nº 02/1979. que anulou a concessão do benefício fiscal, sob o
argumento de que o cancelamento do benefício
13. IPTU fiscal tomou por base a localização da empresa em
área que não era considerada de atuação da extinta
a) Responsabilidade tributária SUDENE, requisito este necessário à fruição do
benefício. Por essa razão, os Ministros concluíram
AgInt no REsp 1.384.263/SC que deve ser preservado o ato administrativo que
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria tornou sem efeito os laudos constitutivos
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ indispensáveis à fruição do benefício fiscal de que
Data de julgamento: 28/09/2017 trata a MP nº 2.199-14/2001. No tocante aos efeitos
Data de publicação: 09/11/2017 de anulação do ato, os Ministros mantiveram
Ementa: IPTU. RESPONSABILIDADE decisão proferida pelo CARF que reconheceu o
TRIBUTÁRIA. CONTRATO DE LOCAÇÃO DE direito da empresa à utilização do benefício apenas
IMÓVEL REALIZADO POR MUNICÍPIO COM no período entre a concessão e a decisão definitiva
PARTICULAR. TRANSFERÊNCIA DA que a revogou.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
IMPOSSIBILIDADE. b) Distribuição antecipada de lucros
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
não é possível transferir a responsabilidade • REsp 1.150.433/SP
tributária sobre o recolhimento de IPTU, prevista no Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
art. 34 do CTN, à municipalidade, quando celebrado Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
contrato de locação de imóvel com particular. Os Data de julgamento: 22/08/2017
Ministros destacaram que as convenções Data de publicação: 31/08/2017
particulares, relativas à responsabilidade pelo Ementa: IRPJ. DISTRIBUIÇÃO ANTECIPADA DE
pagamento de tributos, não podem ser opostas à LUCROS. REGISTRO EM CONTA REDUTORA
Fazenda Pública, em atenção ao disposto no art. 123 PARA POSTERIOR CORREÇÃO MONETÁRIA.
do CTN. Assim, apesar de a obrigação contratual não ART. 9º DO DL Nº 2.429/1988. LEGALIDADE.
ter sido cumprida por parte do município, a Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
legislação deve ser respeitada, de forma que não é que é legítima a imposição de correção monetária de
possível lhe opor a responsabilidade pelo dividendos antecipadamente distribuídos aos sócios
pagamento de tributos. em conta redutora, na forma prevista no art. 6º do
DL nº 2.341/1987, com alteração conferida pelo art.
14. IRPJ 9º do DL nº 2.429/1988. Os Ministros entenderam
que a correção monetária apenas atualiza distorções
a) Benefício fiscal ocasionadas por conta da sistemática de apuração
do IRPJ, visando apenas a preservação do poder
• REsp 1.128.717/PE aquisitivo da moeda, nos termos do art. 97, § 2º, do
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria (designado CTN, o que não resultou em aumento da base de
para redação do acórdão) cálculo ou em majoração fictícia do lucro tributável.
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Data de julgamento: 08/08/2017

Voltar ao sumário. 29
15. IRPJ & CSLL 17. LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR

a) Crédito presumido de ICMS a) Imunidade

• AgInt no REsp 1.585.670/RS • REsp 1.345.462/RJ


Relator(a): Ministro Benedito Gonçalves Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Data de julgamento: 08/08/2017 Data de julgamento: 07/12/2017
Data de publicação: 17/10/2017 Data de publicação: Pendente
Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE Ementa: IMUNIDADE. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
ICMS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. DESCUMPRIDA. EXIGÊNCIA PRINCIPAL
ENTENDIMENTO FIXADO PELA 1ª SEÇÃO DO CUMPRIDA. RECONHECIMENTO DA
STJ. IMUNIDADE. POSSIBILIDADE.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
que créditos presumidos de ICMS não compõem a que, caso comprovado o cumprimento da exigência
base de cálculo do IRPJ e da CSLL, conforme principal de aplicação dos recursos da entidade
entendimento pacificado no EREsp 1.517.492/PR, beneficiada em seus objetivos institucionais,
no qual a 1ª Seção da Corte assim decidiu, uma vez conforme previsto no art. 14, II, do CTN, a não
que não se incorporam ao patrimônio do apresentação do relatório circunstanciado a que se
contribuinte, não configurando lucro, por isso, refere o art. 55, V, da Lei nº 8.212/1991 não é causa
devem ser excluídos da base de cálculo do IRPJ e da para o não reconhecimento da imunidade tributária,
CSLL. Isso porque, para os Ministros, os referidos conforme entendimento do STF.
créditos foram renunciados pelo Estado em favor do
contribuinte como instrumento de política de 18. PARCELAMENTO DO CRÉDITO
desenvolvimento econômico daquela Unidade da TRIBUTÁRIO
Federação, devendo sobre eles ser reconhecida a
imunidade do art. 150, VI, a, da CF. a) REFIS

16. IRRF • REsp 1.382.317/PR


Relator(a): Ministro Benedito Gonçalves
a) Precatório judicial Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Data de julgamento: 21/11/2017
• REsp 1.405.296/AL Data de publicação: 14/12/2017
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Ementa: PARCELAMENTO DO CRÉDITO
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ TRIBUTÁRIO. REFIS. LEI Nº 11.941/2009.
Data de julgamento: 19/09/2017 INCLUSÃO DE PERCENTUAL OU FRAÇÃO DE
Data de publicação: 28/09/2017 DÉBITO. IMPOSSIBILIDADE.
Ementa: IRRF. PRECATÓRIO JUDICIAL. Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o
CESSÃO DE CRÉDITO. PAGAMENTO. BASE DE contribuinte não tem direito de incluir no
CÁLCULO E ALÍQUOTA APLICÁVEIS. parcelamento, previsto na Lei nº 11.941/2009,
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu percentual ou fração de um débito isolado, uma vez
que a cessão de crédito de precatório não tem o que não há previsão legal para tanto. No caso
condão de alterar a tributação do IRRF, devendo concreto, o contribuinte pretendeu o parcelamento
considerar a origem do crédito e o próprio sujeito de percentual ou fração de um débito, em razão da
passivo originariamente favorecido pelo precatório. previsão contida no art. 1º, §§ 2º e 4º, ambos da Lei
No caso concreto, questionou-se a alíquota e a base nº 11.941/2009, que dispõe que poderão ser pagas
de cálculo de IRRF aplicadas quando do ou parceladas dívidas “consideradas isoladamente”.
recebimento de precatórios cedidos à empresa Os Ministros destacaram que em se tratando de
concessionária de serviços de telefonia, se de 15% - norma de diretriz interpretativa, conforme disposto
por se tratar de cessão de direitos compreendida no art. 111, I, do CTN, que determina que a legislação
como ganho de capital no RIR/1999 - ou de 27,5% - que dispor sobre suspensão do crédito tributário
considerando a natureza salarial do crédito deve ser interpretada de forma literal. Assim, sendo
originário. Os Ministros entenderam que o o parcelamento uma das modalidades suspensivas
acréscimo de renda decorrente da expedição de de crédito tributário, conforme prevê o art. 151, VI,
precatório judicial configura fato gerador que se do CTN, a legislação que o institui deve ser lida sem
adéqua à hipótese de incidência legal do IRRF, nos expansão ou restrição. Nesses termos, os Ministros
termos do art. 43, I e II do CTN. Assim, destacaram entenderam que não é possível parcelar percentual
que, em que pese a ocorrência da cessão de crédito, ou fração de um débito porque equivaleria ao
a retenção é regida por legislação aplicável ao fracionamento do próprio tributo. Desse modo,
cedendo, sujeito passivo do IRRF, permanecendo concluíram que dentro da concepção de tributo e de
hígida a base de cálculo e a alíquota originária de crédito tributário, bem como do aspecto temporal da
27,5%, haja vista que a natureza jurídica da renda hipótese de incidência, a interpretação que deve ser
que o originou não sofre alteração, sendo incabível dada à expressão dívidas “consideradas
se opor ao Fisco as convenções e acordos isoladamente” deve respeitar, no mínimo, uma
particulares decorrente da cessão, de caráter competência ou período de apuração tributária.
privado, diante da vedação expressa do art. 123 do
CTN. 19. PIS & COFINS

Voltar ao sumário. 30
a) Compensação
d) ICMS na base de cálculo
• AgInt no REsp 1.140.917/PR
Relator(a): Ministro Sérgio Kukina • EDcl no AgRg no AREsp 239.939/SC
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
Data de julgamento: 17/10/2017 Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Data de publicação: 30/10/2017 Data de julgamento: 27/06/2017
Ementa: PIS. COFINS. COMPENSAÇÃO. Data de publicação: 02/08/2017
OUTROS TRIBUTOS. CRÉDITO PRESUMIDO. Ementa: PIS. COFINS. ICMS NA BASE DE
AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO LEGAL. CÁLCULO. EXCLUSÃO. ENTENDIMENTO DO
IMPOSSIBILIDADE. STF. REPERCUSSÃO GERAL. ADEQUAÇÃO DE
Resultado: A Turma, por unanimidade, destacou JULGADO À SUPERVENIENTE ORIENTAÇÃO
que a jurisprudência da Corte é firme no sentido de JURISPRUDENCIAL POR MEIO DE EMBARGOS
que o crédito presumido do PIS e da COFINS não DE DECLARAÇÃO. POSSIBILIDADE.
pode ser compensado com outros tributos, uma vez Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que o art. 8º da Lei nº 10.925/2004 veda tal que, em atenção aos princípios da
operação. Os Ministros destacaram ainda que o instrumentalidade das formas, da celeridade e da
ADI/SRF nº 15/2015 ao vedar expressamente outra eficácia da prestação jurisdicional, os embargos de
forma de devolução do montante do crédito declaração podem, excepcionalmente, ser utilizados
presumido apurado, apenas esclareceu o que já para amoldar julgado à orientação jurisprudencial
estava previsto na legislação tributária vigente, de superveniente dotada de efeito vinculante. No caso
forma que, não inovou no plano normativo. concreto, havia posicionamento do STJ,
consolidado no REsp 1.144.469/PR, submetido ao
b) Creditamento rito dos recursos repetitivos, no sentido de que o
ICMS integra a base de cálculo do PIS e da COFINS.
• AgInt no AREsp 655.024/SP Posteriormente, o STF fixou entendimento no RE
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho 574.706/PR, submetido ao rito da repercussão geral,
(designado para redação do acórdão) no sentido de que o valor arrecadado a título de
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ ICMS não se incorpora ao patrimônio do
Data de julgamento: 03/10/2017 contribuinte e, por isso, deve ser excluído da base de
Data de publicação: 17/11/2017 cálculo do PIS e da COFINS.
Ementa: PIS. COFINS. CREDITAMENTO.
SISTEMA MONOFÁSICO. POSSIBILIDADE. e) ISSQN na base de cálculo
BENEFÍCIO FISCAL PREVISTO NO ART. 17 DA
LEI Nº 11.033/2004. EXTENSÃO ÀS EMPRESAS • REsp 1.684.928/RJ
NÃO VINCULADAS AO REGIME DO REPORTO. Relator(a): Ministra Regina Helena Costa
CABIMENTO. Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o Data de julgamento: 03/10/2017
benefício previsto no art. 17 da Lei nº 11.033/2004, Data de publicação: 20/10/2017
referente à manutenção dos créditos do PIS e da Ementa: PIS. COFINS. ISSQN NA BASE DE
COFINS por ocasião da revenda de produtos CÁLCULO. INCLUSÃO.
tributados à alíquota zero, aplica-se a todas as Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
empresas, inclusive, àquelas não submetidas ao que o ISSQN deve ser incluído na base de cálculo do
regime do REPORTO e sujeitas à incidência PIS e da COFINS. Para os Ministros, o valor do
monofásica, conforme entendimento consolidado ISSQN integra o conceito de receita bruta, assim
no REsp 1.346.181/PE e no REsp 1.051.634/CE. entendida como a totalidade das receitas auferidas
com o exercício da atividade econômica, de modo
c) Crédito presumido de ICMS que não pode ser dedutível da base de cálculo do PIS
e da COFINS, nos termos do entendimento firmado
• AgInt no REsp 1.606.998/SC no REsp 1.330.73/SP, submetido ao rito dos
Relator(a): Ministra Regina Helena Costa recursos repetitivos. Ademais, no caso concreto, os
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ Ministros destacaram que a pendência do
Data de julgamento: 07/12/2017 julgamento do RE 592.616/RS, submetido ao rito da
Data de publicação: 19/12/2017 repercussão geral, que trata da mesma matéria do
Ementa: PIS. COFINS. CRÉDITO PRESUMIDO presente caso, por si só, não impõe o sobrestamento
DE ICMS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO. de recurso especial.
Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
pela impossibilidade de inclusão do crédito f) Receitas financeiras
presumido de ICMS na base de cálculo do PIS e da
COFINS. Segundo os Ministros, o crédito presumido • REsp 1.586.950/RS
de ICMS não é configurado como receita ou Relator(a): Ministro Gurgel de Faria (designado
faturamento auferido pela pessoa jurídica, mas sim para a redação do acórdão)
incentivo fiscal que visa à redução de custos da Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
empresa. Os Ministros destacaram que o Data de julgamento: 19/09/2017
entendimento segue orientação fixada pelo STF no Data de publicação: 09/10/2017
RE 574.706/PR, submetido ao rito da repercussão Ementa: PIS. COFINS. RECEITAS FINANCEIRAS.
geral, que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS INCIDÊNCIA. ALÍQUOTAS. REDUÇÃO E
e da COFINS, tratamento que também deve ser MAJORAÇÃO POR ATO DO EXECUTIVO.
dispensado aos créditos presumidos do tributo. POSSIBILIDADE.

Voltar ao sumário. 31
Resultado: A Turma, por maioria, concluiu que as Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
receitas financeiras de pessoas jurídicas sujeitas ao que o sucessor não é responsabilizado apenas pelas
regime não cumulativo integram a base de cálculo multas já constituídas através do respectivo
do PIS e da COFINS, tendo em vista que a EC nº lançamento antes da incorporação, mas também por
20/1998, ao alterar a redação do art. 195, II, “b”, da aquelas em constituição ou posteriormente
CF/1988, previu a incidência das contribuições constituídas, desde que relativas a obrigações
sobre receita ou faturamento. Para regular essa tributárias surgidas até a incorporação, conforme
norma foram editadas as Leis nos 10.637/2002 e previsto no art. 129 do CTN, este também é o
10.833/2003, cujos regramentos passaram a definir entendimento fixado no REsp 923.012/MG,
como base de cálculo das referidas contribuições o submetido ao rito dos recursos repetitivos. Segundo
total das receitas auferidas pelas pessoas jurídicas, os Ministros, o momento da ocorrência do fato
independentemente de sua classificação contábil. gerador e do ato ou fato originador da sucessão são
No caso concreto, os Ministros entenderam que o as informações que importam para a determinação
art. 27 da Lei nº 10.865/2004 ao autorizar que o da responsabilidade tributária.
Poder Executivo possa reduzir ou restabelecer
alíquotas do PIS e da COFINS sobre receitas 21. TAXAS
financeiras, a princípio, conduziria à declaração de
inconstitucionalidade da norma. No entanto, os a) Concessão de serviço público
Ministros afirmaram que não poderiam analisar a
constitucionalidade da norma por estarem adstritos • REsp 1.144.399/PR
ao pedido, que se resumiu ao reconhecimento da Relator(a): Ministro Benedito Gonçalves
impossibilidade de incidência do PIS e da COFINS Órgão julgador: 1ª Turma do STJ
sobre receitas financeiras. Então, partindo da Data de julgamento: 27/09/2017
premissa de que a Lei nº 10.865/2004 é Data de publicação: 24/10/2017
constitucional, os Ministros afirmaram que o Ementa: TAXAS. CONCESSÃO DE SERVIÇO
Decreto nº 8.426/2015 não ultrapassou nenhum PÚBLICO. COBRANÇA PELO USO DE SOLO,
comando normativo, uma vez que simplesmente SUBSOLO OU ESPAÇO AÉREO. ILEGALIDADE.
restabeleceu as alíquotas anteriormente existentes. Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que é ilegal a cobrança feita por entes da
• REsp 1.396.193/RS administração pública em face de concessionária de
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria (designado serviço público pelo uso do solo, subsolo ou espaço
para redação do acórdão) aéreo. No caso concreto, a recorrente,
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ concessionária de serviço público de fornecimento
Data de julgamento: 07/11/2017 de gás, necessita instalar dutos de distribuição de
Data de publicação: Pendente gás no subsolo de faixas de domínio e trechos
Ementa: PIS. COFINS. RECEITAS longitudinais de estradas federais, para isso, o DNIT
FINANCEIRAS. DIFERENCIAL DE PREÇO. está exigindo da recorrente o pagamento de valores.
OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO. APLICAÇÃO Para os Ministros, essa cobrança é ilegal uma vez
DE ALÍQUOTA ZERO. INAPLICABILIDADE. que o serviço realizado pela concessionária será
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o revertido em favor da sociedade, de forma que não
diferencial de preço decorrente de venda realizada cabe a fixação de preço público.
de forma parcelada, cujo financiamento é arcado
pelo próprio vendedor, não caracteriza receita C. SEGUNDA TURMA
financeira, de modo que, para fins de tributação da
contribuição para o PIS e da COFINS, não se aplica 1. ARROLAMENTO DE BENS
sobre tais valores a alíquota zero prevista pelos
Decretos nos 5.164/2004 e 5.442/2005. Para os a) Parcelamento do crédito tributário
Ministros, o montante acrescido ao preço à vista, em
razão do parcelamento, é livremente pactuado com • REsp 1.665.017/SC
o comprador como condição à realização do negócio Relator(a): Ministro Herman Benjamin
e, portanto, integra o preço final da mercadoria. Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de julgamento: 19/09/2017
20. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA Data de publicação: 09/10/2017
Ementa: ARROLAMENTO DE BENS.
a) Sucessão empresarial PARCELAMENTO DO CRÉDITO TRIBITÁRIO.
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE ANTES DA
• AgInt no AREsp 233.528/PB MEDIDA ACAUTELATÓRIA. IRRELEVÂNCIA.
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ pela possibilidade de arrolamento de bens mesmo
Data de julgamento: 28/11/2017 na hipótese de o débito já estar parcelado. Segundo
Data de publicação: 05/12/2017 os Ministros, não tem relevância o momento do
Ementa: RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. parcelamento tributário, se antes ou depois do
SUCESSÃO EMPRESARIAL. MULTAS EM arrolamento, por se tratar de medida acautelatória
CONSTITUIÇÃO OU CONSTITUÍDAS de monitoramento dos bens arrolados, por meio da
POSTERIORMENTE. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA qual o Fisco acompanha a evolução patrimonial do
ANTERIOR À INCORPORAÇÃO. sujeito passivo da obrigação tributária, a fim de
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA averiguar se ele está se desfazendo de seus bens
SUCESSORA. como forma de elidir o pagamento da dívida. Assim,
os Ministros destacaram que apenas a extinção do

Voltar ao sumário. 32
crédito tributário constituiria óbice ao arrolamento, IMPORTAÇÃO DE AERONAVE. MAJORAÇÃO DE
não havendo previsão legal para o cancelamento da ALÍQUOTA. LEGALIDADE.
restrição pelo fato de a exigibilidade estar suspensa, Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
por força do art. 151, VI, do CTN. Por fim, os que é devida a COFINS-Importação sobre a
Ministros ressaltaram que, verificada a importação de aeronave classificada na posição
circunstância objetiva de o crédito tributário ser 88.02 da NCM, à alíquota de 1%, conforme previsto
superior a 30% do patrimônio conhecido do sujeito no art. 8º, § 21, da Lei nº 10.865/2004. No caso
passivo e a soma dos créditos ultrapassar o valor concreto, os Ministros ressaltaram que com a edição
estabelecido na Lei nº 9.532/1997, passível da Lei nº 10.925/2004 as aeronaves assim
juridicamente o arrolamento fiscal, que somente é classificadas na NCM foram incluídas no art. 8º, §
liberado depois de liquidado ou garantido o crédito 12, da Lei nº 10.865/2004, que reduziu a zero a
tributário que tenha motivado o ato. alíquota de importação de diversos produtos.
Posteriormente, a Lei nº 12.844/2013 alterou os
2. CIDE-REMESSAS incisos VI e VII, do § 21, da Lei nº 10.865/2004,
acrescendo um ponto percentual às alíquotas da
a) Licença de uso de software COFINS-Importação, referentes aos bens
classificados na TIPI, relacionados no anexo I da Lei
• REsp 1.650.115/SP e REsp 1.642.249/SP nº 12.546/2011, dentre eles os definidos no art. 8º,
Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques § 12, da Lei nº 10.865/2004. Dessa forma, os
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Ministros entenderam que a Lei nº 12.844/2013
Data de julgamento: 15/08/2017 simplesmente acresceu um ponto percentual nas
Data de publicação: 23/10/2017 alíquotas da COFINS-Importação, não revogando a
Ementa: CIDE-REMESSAS. LICENÇA DE USO regra anterior que estabeleceu a alíquota zero e nem
DE SOFTWARE. REMUNERAÇÃO PELA com ela se incompatibilizando, sendo, portanto,
EXPLORAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS. legal.
INCIDÊNCIA. DESNECESSIDADE DE
TRANSFERÊNCIA DA CORRESPONDENTE 4. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
TECNOLOGIA. ISENÇÃO SOMENTE A PARTIR
DE 1º/01/2006. ADVENTO DA LEI Nº 11.452/2007. a) Compensação
Resultado: A Turma, por unanimidade, decidiu
que é devido o recolhimento da CIDE sobre • AgInt no REsp 1.649.820/MG
remessas efetuadas ao exterior, a título de licença de Relator(a): Ministra Assusete Magalhães
uso ou de direitos de comercialização ou Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
distribuição de software, mesmo sem a entrega dos Data de julgamento: 03/08/2017
dados técnicos necessários à absorção da tecnologia. Data de publicação: 16/08/2017
Os Ministros afirmaram que o conceito de Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
“transferência de tecnologia” previsto no art. 2º, COMPENSAÇÃO. LIMITAÇÃO PERCENTUAL.
caput, da Lei nº 10.168/2000 não coincide com POSSIBILIDADE. EXAÇÃO POSTERIORMENTE
aquele adotado pela Lei nº 9.609/1998, Lei do DECLARADA INCONSTITUCIONAL. REGIME DE
Software, e, portanto, não exige acesso ao código COMPENSAÇÃO VIGENTE NO MOMENTO DO
fonte por quem recebe, bastando o fornecimento da AJUIZAMENTO DA AÇÃO.
cópia do programa desenvolvido no exterior. Resultado: A Turma, por unanimidade, manteve o
Ademais, ressaltaram que o objetivo da Lei nº limite de 30% para compensação de créditos
10.168/2000 é justamente onerar a utilização previdenciários no período de vigência do art. 89, §
interna da tecnologia estrangeira nas suas variadas 3º, da Lei nº 8.212/1991, com redação conferida
formas e, assim, incentivar a aquisição de tecnologia pela Lei nº 9.129/1995. Os Ministros seguiram
no mercado nacional, evitando remessas de entendimento firmado no REsp 796.064/RJ,
remuneração, percebida pela exploração de direitos submetido ao rito dos recursos repetitivos, segundo
autorais pelo autor da obra, ou royalties, percebida o qual os limites à compensação tributária,
por terceiro que não o criador do bem. Por fim, os introduzidos pelas Leis nos 9.032/1995 e
Ministros ainda afirmaram que a Lei nº 9.129/1995, que, sucessivamente, alteraram o
11.452/2007, ao acrescentar o §1º-A ao art. 2º da Lei disposto no art. 89, § 3º, da Lei nº 8.212/91, são de
nº 10.168/2000, criou isenção fiscal antes observância obrigatória pelo Poder Judiciário
inexistente e, por conseguinte, não pode ser enquanto não declarados inconstitucionais, uma vez
reconhecido nela caráter interpretativo, incidindo a que a norma jurídica, até que seja regularmente
exação normalmente até 31/12/2005. expurgada do ordenamento, nele permanece válida,
razão pela qual a compensação do indébito
3. COFINS-IMPORTAÇÃO tributário, ainda que decorrente da declaração de
inconstitucionalidade da exação, submete-se às
a) Classificação de mercadorias limitações erigidas pelos diplomas legais que regem
a referida modalidade extintiva do crédito
• REsp 1.660.652/RS tributário. Os Ministros ainda asseveraram que o
Relator(a): Ministro Francisco Falcão regime de compensação tributária aplicável será
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ aquele verificado no momento do ajuizamento da
Data de julgamento: 24/10/2017 demanda, conforme jurisprudência consolidada no
Data de publicação: 31/10/2017 REsp 1.137.738/SP, submetido ao rito dos recursos
Ementa: COFINS-IMPORTAÇÃO. repetitivos, ressalvado o direito de o contribuinte
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. requerer a compensação pela via administrativa sob
a égide de regras posteriores.

Voltar ao sumário. 33
IMPOSSIBILIDADE. RESTAURAÇÃO DO STATUS
• REsp 1.536.594/MG QUO ANTE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Relator(a): Ministro Og Fernandes DEVIDAMENTE CONSTITUÍDO. NOVA
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
Data de julgamento: 05/10/2017 DESNECESSIDADE.
Data de publicação: 11/10/2017 Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. que não há como se furtar aos efeitos ex tunc de ação
COMPENSAÇÃO. DÉBITOS RELATIVOS A rescisória. No caso concreto, o contribuinte
QUAISQUER TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA impetrou mandado de segurança coletivo, no qual
SRF. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. foi proferida decisão concedendo a segurança, para
26 DA LEI Nº 11.457/2007. COMPENSAÇÃO assegurar às sociedades de advogados o direito de
SOMENTE COM TRIBUTOS DA MESMA não recolher a COFINS, que transitou em julgado.
NATUREZA E DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL. Posteriormente, a Fazenda Nacional ajuizou ação
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu rescisória, julgada parcialmente procedente para
que o indébito referente às contribuições reconhecer a exigibilidade da COFINS das
previdenciárias patronais somente pode ser sociedades civis de advogados, adotando-se efeitos
compensado com parcelas relativas a tributos da ex nunc, razão pela qual a Fazenda Nacional
mesma espécie e destinação constitucional. Dessa apresentou reclamação junto ao STF, na qual foi
forma, consignaram os Ministros que, de acordo concedida medida liminar suspendendo os efeitos
com o art. 26 da Lei nº 11.457/2007, não se aplica às da decisão proferida na referida ação rescisória na
referidas contribuições o disposto no art. 74 da Lei parte em que lhe conferiu efeitos prospectivos. Os
nº 9.430/1996, segundo o qual o sujeito passivo que Ministros entenderam que não há como não aplicar
apurar crédito relativo a tributo ou contribuição os efeitos ex tunc à ação rescisória, nem mesmo sob
administrado pela SRF poderá utilizá-lo na a alegação de ofensa ao art. 156, X, do CTN, uma vez
compensação de débitos próprios relativos a que é da natureza da tal ação desconstituir a
quaisquer tributos e contribuições administrados sentença transitada em julgado e restabelecer o
por aquele Órgão. status quo ante da relação jurídica discutida. Por
fim, os Ministros destacaram que o crédito foi
b) PLR devidamente constituído, em regular procedimento
administrativo, então, não haveria que se falar em
• REsp 1.650.783/SP necessidade de nova constituição do crédito
Relator(a): Ministro Herman Benjamin tributário, nos termos do art. 142 do CTN,
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ porquanto, com a desconstituição da sentença que
Data de julgamento: 26/09/2017 lhe teria extinguido, seu status foi restabelecido.
Data de publicação: 19/12/2017
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. b) Parcelamento
PLR. OBSERVÂNCIA DA LEI N˚ 10.101/2000.
NECESSIDADE. • REsp 1.671.118/RS
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Relator(a): Ministro Herman Benjamin
que não incidirá contribuição previdenciária sobre Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
os valores pagos a título de participação nos lucros Data de julgamento: 03/08/2017
apenas se estiverem presentes os requisitos Data de publicação: 09/10/2017
previstos na Lei n˚ 10.101/2000, quais sejam, (i) Ementa: CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
comissão escolhida pelas partes ou acordo coletivo; PARCELAMENTO. DESCUMPRIMENTO DE
e (ii) os documentos decorrentes da negociação PRAZOS ESTABELECIDOS POR ATO
devem ter regras claras e objetivas quanto à fixação INFRALEGAL. EXCLUSÃO DO CONTRIBUINTE.
dos direitos substantivos da participação e das IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIOS DA
regras adjetivas, inclusive, mecanismos de aferição RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
das informações pertinentes ao cumprimento do Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
acordado, periodicidade da distribuição, período de que o contribuinte que descumpriu prazo para a
vigência e prazos para revisão do acordo. Os consolidação de débitos estabelecido por Portaria
Ministros destacaram que o não cumprimento não pode ser excluído de programa de
desses requisitos impede que a verba paga seja parcelamento. No caso concreto, uma empresa foi
considerada, para fins tributários, como excluída do parcelamento, previsto na Lei nº
participação nos lucros, razão por que sobre ela 12.996/2014, por não ter observado o prazo para a
incidirá a contribuição previdenciária, dada sua consolidação dos débitos, estabelecido na Portaria
natureza remuneratória. Conjunta PGFN/RFB nº 1.064/2015. Para os
Ministros, uma vez observada a boa-fé do devedor e
5. CRÉDITO TRIBUTÁRIO a ausência de prejuízo ao erário, devem ser aplicados
os princípios da razoabilidade e da
a) Ação rescisória proporcionalidade, de forma que a exclusão do
contribuinte que vem honrando com suas parcelas,
• REsp 1.681.701/PE ainda que fora do prazo, caracterizaria uma ação
Relator(a): Ministro Herman Benjamin desarrazoada e contrária à teleologia do benefício
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ fiscal em questão.
Data de julgamento: 26/09/2017
Data de publicação: 10/10/2017 c) Suspensão da exigibilidade
Ementa: AÇÃO RESCISÓRIA. EFEITOS EX
NUNC. EFICÁCIA PROSPECTIVA. • REsp 1.691.774/SP

Voltar ao sumário. 34
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ que a imposição de reclassificação fiscal, no que se
Data de julgamento: 10/10/2017 refere à cobrança da diferença de tributos e multa,
Data de publicação: 16/10/2017 não autoriza a suspensão do desembaraço
Ementa: CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SUSPENSÃO aduaneiro, conforme aplicação analógica da Súmula
DA EXIGIBILIDADE. DEPÓSITO JUDICIAL. ART. nº 323/STF. Isso porque, para os Ministros, o Fisco
151, II, DO CTN. FACULDADE DO não pode reter mercadorias importadas, tampouco
CONTRIBUINTE. NATUREZA DE INGRESSOS exigir caução para liberá-las, porque seria uma
TRIBUTÁRIOS DEPENDENTES DO DESTINO DA forma de coerção para receber tributos.
DEMANDA JUDICIAL. VALORES NÃO
DEDUTÍVEIS DA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ. 8. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que o depósito integral suspende a exigibilidade do a) Energia elétrica
crédito tributário, conforme previsto no art. 151, II,
do CTN, constituindo direito subjetivo do • REsp 1.672.819/PR
contribuinte, que poderá efetuá-lo tanto em ação Relator(a): Ministro Herman Benjamin
ordinária quanto em mandado de segurança, sendo Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
desnecessária o ajuizamento de ação cautelar Data de julgamento: 21/09/2017
específica. Ademais, os Ministros destacaram que os Data de publicação: 09/10/2017
depósitos judiciais utilizados para suspender a Ementa: EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO.
exigibilidade do crédito fiscal consistem em ENERGIA ELÉTRICA. JUROS MORATÓRIOS E
ingressos tributários, e não em receitas tributárias, REMUNERATÓRIOS. INCIDÊNCIA
de modo que não são dedutíveis da base de cálculo SIMULTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE.
do IRPJ até o trânsito em julgado da demanda. Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que não há incidência simultânea de juros
6. CSLL moratórios e remuneratórios na hipótese de
devolução de empréstimo compulsório sobre o
a) Desapropriação consumo de energia elétrica, conforme
entendimento já fixado pelo STJ no EREsp
• REsp 1.691.698/SP 826.809/RS, submetido ao rito dos recursos
Relator(a): Ministro Herman Benjamin repetitivos. Ademais, os Ministros consignaram que
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ é permitida a conversão em ações de empresa dos
Data de julgamento: 10/10/2017 valores devidos em razão do empréstimo
Data de publicação: 23/10/2017 compulsório sobre energia elétrica, desde que
Ementa: CSLL. DESAPROPRIAÇÃO. comprovada a realização de assembleia geral
INDENIZAÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA. ACRÉSCIMO autorizativa, de modo que, antes disso, os valores
PATRIMONIAL NÃO CARACTERIZADO. devidos devem ser objeto de atualização monetária
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu e juros segundo os parâmetros de título executivo.
que não incide CSLL sobre as verbas recebidas em Quanto ao termo final para o cálculo dos juros
razão de indenização decorrente de desapropriação, remuneratórios para a devolução do empréstimo
independentemente do motivo do ato compulsório, os Ministros entenderam que aqueles
expropriatório, conforme entendimento firmado no devem incidir até a data do resgate das
REsp 1.116.460/SP, submetido ao rito dos recursos contribuições, já os juros moratórios devem incidir
repetitivos, que versa sobre a incidência de IR sobre na data da citação, se a citação ocorrer depois da
tais verbas. Isso porque, para os Ministros, a conversão em ações. Mas, se a citação ocorrer na
incidência da exação está materialmente data ou antes da conversão em ações, o termo inicial
condicionada ao acréscimo patrimonial, que não se dos juros de mora é o dia seguinte à data da própria
efetiva na hipótese de indenização por conversão, isso porque não havia mora antes da data
desapropriação de bem imóvel pelo Poder Público, da conversão a menor, por isso que se diz que os
seja para fins de reforma agrária, seja por juros de mora e os juros remuneratórios não podem
necessidade ou utilidade pública, uma vez que tal incidir simultaneamente.
verba configura-se apenas como reposição do
patrimônio cedido. 9. DIREITO PROCESSUAL

7. DESEMBARAÇO ADUANEIRO a) Afetação ao rito dos recursos repetitivos

a) Reclassificação fiscal • AgInt no AREsp 1.072.755/RJ


Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques
• REsp 1.690.950/PR Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Data de julgamento: 05/09/2017
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Data de publicação: 15/09/2017
Data de julgamento: 19/09/2017 Ementa: AFETAÇÃO AO RITO DOS RECURSOS
Data de publicação: 10/10/2017 REPETITIVOS. SOBRESTAMENTO DO RECURSO.
Ementa: DESEMBARAÇO ADUANEIRO. RECURSO NÃO ULTRAPASSA OS REQUISITOS
RECLASSIFICAÇÃO FISCAL. PRETENSÃO DE DE MÉRITO. DESCABIMENTO.
COBRANÇA DE TRIBUTOS E MULTA. Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
SUSPENSÃO DO DESEMBARAÇO ADUANEIRO. que a afetação de um tema ao rito dos recursos
IMPOSSIBILIDADE. repetitivos não tem o condão de sobrestar o
julgamento de outros recursos sobre o mesmo

Voltar ao sumário. 35
assunto quando não superado o juízo de 724.888/MG. Assim, no caso concreto, os Ministros
admissibilidade deste recurso. Os Ministros determinaram o retorno dos autos ao Tribunal a quo
entenderam que, nessa hipótese, a futura decisão de para que aprecie a inconstitucionalidade de lei
mérito a ser proferida em recurso repetitivo não estadual.
teria como produzir efeitos em recurso que sequer
foi admitido. d) Exceção de pré-executividade

b) Agravo de instrumento • REsp nº 1.698.305/RJ


Relator(a): Ministro Herman Benjamin
• REsp 1.694.667/PR Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Data de julgamento: 16/11/2017
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Data de publicação: 19/12/2017
Data de julgamento: 05/12/2017 Ementa: EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE.
Data de publicação: 18/12/2017 IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. TEMPLO RELIGIOSO.
Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESUNÇÃO RELATIVA. DILAÇÃO
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA NÃO ELENCADA PROBATÓRIA. DESNECESSIDADE.
NO ART. 1.015 DO CPC/2015. ROL TAXATIVO. Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. CABIMENTO. que a imunidade tributária, comprovada de plano,
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu pode ser suscitada em sede de exceção de pré-
que é cabível agravo de instrumento contra decisão executividade, por não exigir dilação probatória
que não concede efeito suspensivo aos embargos à para a verificação do direito do executado. Os
execução. No caso concreto, o Tribunal de origem Ministros entenderam que por se tratar de templo
entendeu que não é impugnável por meio de agravo religioso há presunção relativa de que o patrimônio
de instrumento a decisão que não atribuir efeito da entidade é revertido para suas finalidades
suspensivo aos embargos à execução, uma vez que o essenciais, não necessitando, portanto, de dilação
rol do art. 1.015/2015 é taxativo e não prevê essa probatória. Assim, destacaram que, como a entidade
hipótese. Os Ministros destacaram que em uma não pode fazer prova negativa, caberia à Fazenda
interpretação literal e isolada do art. 1.015, X, do Pública comprovar, no caso concreto, que
CPC/2015, verifica-se que o legislador previu o determinado terreno estaria desvinculado da
cabimento de agravo de instrumento somente destinação institucional do ente.
contra decisões interlocutórias que concedem,
modificam ou revogam o efeito suspensivo dos e) Intimação
embargos à execução, entretanto, não esclareceu
qual seria o meio de impugnação adequado para • AREsp 929.175/RJ
atacar o decisum que indefere o pedido de efeito Relator(a): Ministro Og Fernandes
suspensivo aos embargos à execução. Por essa razão, Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
os Ministros entenderam que a situação dos autos Data de julgamento: 17/08/2017
reclama a utilização de interpretação extensiva ao Data de publicação: 23/08/2017
art. 1.015, X, do CPC/2015, uma vez que a exclusão Ementa: INTIMAÇÃO. PUBLICAÇÃO EM DJE.
da hipótese em questão afronta a isonomia das PREVALÊNCIA SOBRE OUTROS MEIOS DE
partes, pois permite ao exequente o acesso imediato PUBLICAÇÃO OFICIAL.
ao tribunal por meio de agravo e remete o executado Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
ao recurso de apelação ou contrarrazões. Por fim, os que a intimação realizada por meio de publicação no
Ministros pontuaram que o embargante fica sujeito DJE substitui, para todos os efeitos legais, outros
a danos quando a execução embargada não é meios de publicação oficial. Os Ministros
suspensa, de forma que a posterior constatação da entenderam que em se tratando de decisão
necessidade de suspensão do feito, em sede de publicada no DJE, considera-se como início do
apelação, pode perder sua utilidade, devendo ser prazo recursal o dia útil seguinte ao da
admitida a interposição do agravo de instrumento. disponibilização do decisum no referido diploma,
consoante disposto no art. 4º, § 3º, da Lei nº
c) Arguição de inconstitucionalidade 11.419/2006. Nesse sentido, concluíram que quando
há intimação eletrônica e publicação no DJE, o
• REsp 1.664.295/SC prazo recursal começará a fluir a partir da data desta
Relator(a): Ministro Herman Benjamin última, já que a publicação no DJE substitui outros
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ meios de publicação oficial para quaisquer efeitos
Data de julgamento: 17/08/2017 legais.
Data de publicação: 13/09/2017
Ementa: ARGUIÇÃO DE f) Mandado de segurança
INCONSTITUCIONALIDADE. QUSTÃO DE
ORDEM PÚBLICA. SUSCITADA • RMS 38.129/GO
ORIGINARIAMENTE EM APELAÇÃO. ANÁLISE Relator(a): Ministro Og Fernandes
PELA CORTE LOAL. POSSIBILIDADE. Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. Data de julgamento: 18/05/2017
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Data de publicação: 01/08/2017
que a inconstitucionalidade de lei pode ser Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA.
apreciada pela Corte local, ainda que suscitada AUTORIDADE COATORA. SECRETÁRIO DE
apenas em sede de Apelação, uma vez que se trata de ESTADO DA FAZENDA. ILEGITIMIDADE.
matéria de ordem pública que, por conseguinte, não RECONHECIMENTO DE OFÍCIO.
se sujeita à preclusão, conforme decidido no EAg POSSIBILIDADE. SOLICITAÇÃO DE EMENDA À

Voltar ao sumário. 36
PETIÇÃO INICIAL. MODIFICAÇÃO DA Data de publicação: 10/10/2017
COMPETÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. FRAUDE À
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu EXECUÇÃO. ALIENAÇÃO DE BENS POR SÓCIO-
que o Secretário de Fazenda do Estado não é parte GERENTE EM MOMENTO ANTERIOR AO
legítima para integrar o polo passivo de ação REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO. NÃO
mandamental que discute a exigibilidade de tributos, CONFIGURAÇÃO.
na medida em que não atua diretamente na Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
lavratura de auto de infração tributária. Os que a fraude à execução só ocorre se a alienação de
Ministros destacaram que a ilegitimidade das partes bens realizada por sócio-gerente for posterior ao
pode ser conhecida de ofício pelo STJ, pois, redirecionamento da execução fiscal, conforme
enquanto matéria de ordem pública, deve ser interpretação do art. 185 do CTN. Isso porque, para
apreciada em qualquer tempo e grau de jurisdição. os Ministros, o sócio-gerente não pode ser
Ademais, ressaltaram que é inviável a oportunidade considerado devedor até o momento em que é
de emenda à inicial para retificação do polo passivo deferido o redirecionamento.
do mandamus, quando a alteração da autoridade
coatora resulta na modificação da competência b) Medida cautelar fiscal
jurisdicional, que é a hipótese do caso concreto.
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO
• RMS 54.333/RN • REsp 1.705.580/SP
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Relator(a): Ministro Og Fernandes
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de julgamento: 19/09/2017 Data de julgamento: 05/12/2017
Data de publicação: 20/10/2017 Data de publicação: Pendente
Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA. Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. MEDIDA
AUTORIDADE COATORA. ILEGITIMIDADE CAUTELAR FISCAL. REQUERIMENTO DE
PASSIVA. INDISPONIBILIDADE DOS BENS DO DEVEDOR.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu EXIGIBILIDADE SUSPENSA. IMPOSSIBILIDADE.
que o Secretário de Estado da Fazenda não é parte Resultado: O Ministro Relator entendeu que,
legítima para integrar o polo passivo de ação enquanto estiver suspensa a exigibilidade do crédito
mandamental em que se discute a exigibilidade de tributário não se pode decretar a indisponibilidade
tributos, na medida em que apenas edita comandos dos bens do devedor por meio de medida cautelar
gerais para a fiel execução da lei, não agindo fiscal fundada no art. 2º, VI, da Lei nº 8.397/1992.
diretamente na execução da lavratura de auto de Segundo o Ministro, o art. 1º, parágrafo único, do
infração tributária. Os Ministros ressaltaram ainda referido diploma legal apenas autoriza a instauração
que é possível que a Corte examine, de ofício, da medida cautelar fiscal, sem que o crédito
matérias de ordem pública, em sede de recurso tributário esteja constituído, nas hipóteses de
ordinário em mandado de segurança, tais como as dilapidação ou de tentativa de ocultação de
relativas às condições da ação. patrimônio. Pediu vista dos autos o Ministro
Herman Benjamin.
g) Suspensão de expediente forense
c) Parcelamento do crédito tributário
• AREsp 837.909/SP
Relator(a): Ministro Francisco Falcão • AgInt no REsp 1.569.896/RN
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Relator(a): Ministro Og Fernandes
Data de julgamento: 19/10/2017 Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de publicação: Pendente Data de julgamento: 26/09/2017
Ementa: SUSPENSÃO DE EXPEDIENTE Data de publicação: 29/09/2017
FORENSE. DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA. Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. PARCELAMENTO
COMPROVAÇÃO APÓS O PROTOCOLO DA PEÇA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ADESÃO
RECURSAL. CPC/1973. POSSIBILIDADE. POSTERIOR À PENHORA EFETUADA EM
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu EXECUÇÃO FISCAL. MANUTENÇÃO DA
que a suspensão de expediente forense no Tribunal GARANTIA. POSSIBILIDADE.
de origem, resultando na prorrogação do termo final Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
para interposição do recurso especial, pode ser que o parcelamento do crédito tributário, a despeito
comprovada em momento posterior ao protocolo do de suspender sua exigibilidade, não serve para
referido recurso, na vigência do CPC/1973, que desconstituir a garantia dada em juízo, que deve
previa que o relator antes de considerar o recurso prevalecer mesmo no caso de posterior adesão ao
inadmissível, concederia prazo de 5 dias ao programa, para possibilitar a satisfação do crédito
recorrente para sanar o vício ou complementar a em caso de descumprimento do parcelamento.
documentação exigível.
d) Penhora
10. EXECUÇÃO FISCAL
• AgInt no REsp 1.607.510/SP
a) Fraude à execução Relator(a): Ministra Assusete Magalhães
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
• REsp 1.681.021/SC Data de julgamento: 03/08/2017
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Data de publicação: 16/08/2017
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA.
Data de julgamento: 26/09/2017 CONTA CORRENTE CONJUNTA. DÍVIDA DE

Voltar ao sumário. 37
SOMENTE UM DOS CORRENTISTAS. f) Redirecionamento
CONSTRIÇÃO DA INTEGRALIDADE DO VALOR
DEPOSITADO. POSSIBILIDADE. • REsp 1.604.320/RS
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques
que não há óbice para que a constrição, em caso de Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
execução fiscal, recaia sobre a integralidade do saldo Data de julgamento: 15/08/2017
em conta corrente do devedor, mesmo que esteja em Data de publicação: 10/11/2017
nome de mais de um correntista. Segundo os Ementa: EXECUÇÃO FISCAL.
Ministros, no caso de conta conjunta, cada um dos REDIRECIONAMENTO. MANDATÁRIOS,
correntistas é credor de forma solidária, de todo o PREPOSTOS E EMPREGADOS. DISSOLUÇÃO
saldo depositado, que pode ser penhorado em IRREGULAR DA EMPRESA. AUSÊNCIA. NOME
garantia da execução, ainda que somente um deles DO CORRESPONSÁVEL NA CDA. AUSÊNCIA.
seja responsável pelo pagamento do tributo. Ainda, IMPOSSIBILIDADE.
destacaram que o terceiro, estranho à execução Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
fiscal, que mantém dinheiro em conta conjunta, que fica inviabilizado o redirecionamento da
admite tacitamente que tal importância responda execução fiscal quando não verificada a dissolução
pela constrição, pois se perde o caráter de irregular da empresa ou quando o nome do
exclusividade do capital neste tipo de conta. corresponsável não constar na CDA, inclusive, nas
hipóteses de responsabilização de mandatários,
• REsp 1.645.999/PE prepostos e empregados, conforme previsto no art.
Relator(a): Ministro Herman Benjamin 135, II, do CTN. No caso concreto, os Ministros
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ destacaram que não ocorreu nenhuma dessas
Data de julgamento: 21/09/2017 hipóteses, uma vez que a Fazenda Pública, por meio
Data de publicação: 09/10/2017 de relatório fiscal elaborado unilateralmente, sem
Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. observância do contraditório, constatou apenas o
EFETIVAÇÃO ANTERIOR À CITAÇÃO DO inadimplemento de tributo. Dessa forma, os
DEVEDOR. MEDIDA DE NATUREZA Ministros asseveraram que o inadimplemento da
ACAUTELATÓRIA. NECESSIDADE DE obrigação tributária pela sociedade não gera, por si
COMPROVAÇÃO DO PREENCHIMENTO DOS só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente,
REQUISITOS DO ART. 798 DO CPC/1973 conforme previsto na Súmula nº 430/STJ, mutatis
Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou mutandis, aplicando-se também aos mandatários,
que o bloqueio de ativos financeiros via BacenJud, prepostos e empregados. Por fim, também
em caráter excepcional, pode ser feito antes da asseveraram que o nome do preposto não constava
citação do devedor quando o ente público na CDA, ou seja, o crédito tributário foi constituído
demonstrar perigo de lesão grave e de difícil apenas em face da pessoa jurídica. Desse modo,
reparação, em consonância com o poder geral de entenderam que a inclusão do preposto no polo
cautela previsto no art. 798 do CPC/1973. Os passivo da execução fiscal, com base no art. 135, II,
Ministros destacaram ainda que a leitura do art. do CTN, carece de amparo legal à apuração de
185-A do CTN já indica que o arresto imediato de responsabilidade.
dinheiro só será decretado quando o executado,
devidamente citado, não providenciar o pagamento • REsp 1.689.999/SP
da dívida ou a garantia do juízo, bem como quando Relator(a): Ministro Herman Benjamin
não forem localizados bens penhoráveis. Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de julgamento: 16/11/2017
e) Recuperação judicial Data de publicação: 19/12/2017
Ementa: EXECUÇÃO FISCAL.
• REsp 1.673.421/RS REDIRECIONAMENTO. DISSOLUÇÃO.
Relator(a): Ministro Herman Benjamin DISTRATO. JUNTA COMERCIAL. PENDÊNCIA
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ DE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE.
Data de julgamento: 17/10/2017 Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Data de publicação: 23/10/2017 que o mero registro de distrato social em junta
Ementa: EXECUÇÃO FISCAL. RECUPERAÇÃO comercial não descaracteriza a irregularidade na
JUDICIAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE dissolução de empresa, quando a mesma ainda
REGULARIDADE FISCAL. PROSSEGUIMENTO. possui débitos tributários pendentes de quitação. Os
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Ministros destacaram que a extinção da
que a concessão da recuperação judicial sem a personalidade jurídica de uma sociedade pressupõe
comprovação da regularidade fiscal, à luz dos artigos que somente será dada baixa da empresa após a
57 e 58 da Lei nº 11.101/2005, não suspende a comprovação de quitação de todos os seus débitos.
execução fiscal. Os Ministros destacaram o Não bastasse isso, asseveraram que o distrato social
julgamento do REsp 1.512.118/SP, no qual foi é apenas uma das fases do procedimento de extinção
decidido que nos casos em que se verificar que a da pessoa jurídica empresarial. Após o distrato,
recuperação judicial foi concedida sem a procede-se ainda à realização do ativo e pagamento
observância dos mencionados artigos, isto é, sem a do passivo, para, então, decretar-se o fim da
apresentação de CND ou CPEN, a execução fiscal personalidade jurídica. Nesses termos, concluíram
poderá ter normal prosseguimento, ressalvada a que a simples averbação do distrato social na junta
possibilidade de o juiz competente, com base no art. não configura dissolução regular da empresa.
620 do CPC/1973, obstar a efetivação de atos que
inviabilizem o plano de recuperação judicial. 11. ICMS

Voltar ao sumário. 38
a) Regime especial PREÇOS PRATICADOS PELO MERCADO.
RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO PAGO A MAIOR.
• RMS 51.523/CE Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria que, apesar de a Lei nº 10.742/2003 autorizar que a
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos
Data de julgamento: 08/06/2017 (CMED) fixe, anualmente, o Preço Máximo ao
Data de publicação: 07/08/2017 Consumidor (PMC) de remédios, os preços adotados
Ementa: ICMS. REGIME ESPECIAL. AUMENTO pelo órgão para compor a base de cálculo do ICMS-
DA MVA. SANÇÃO POLÍTICA. ST, à luz do art. 8º, § 2º da LC nº 87/1996,
INCONSTITUCIONALIDADE. revelaram-se muito superiores aos praticados no
Resultado: A Turma, por unanimidade, decidiu mercado, fomentando excessiva majoração do ICMS
que a imposição de MVA majorada para devido em regime de substituição tributária pelo
contribuintes inscritos no regime especial de comércio varejista. Assim, os Ministros destacaram
fiscalização apresenta-se como meio indireto de que é devida a restituição da diferença do ICMS-ST
coerção para cobrança de tributos em atraso. Os pago a maior, uma vez que a base de cálculo
Ministros entenderam que o aumento da carga presumida da operação não se realizou efetivamente,
tributária dificulta o exercício da atividade nos termos do julgamento do RE 593.849/MG,
econômica empresarial, o que não pode ser tolerado, submetido ao rito da repercussão geral.
à luz do art. 5º, XIII, e art. 170, ambos da CF/1988.
Os Ministros destacaram ainda que o STF e o 13. II
próprio STJ têm entendimento consolidado quanto
à impossibilidade de o Estado utilizar restrições que a) Serviços de capatazia
caracterizem sanção política como meio de coerção
para pagamento de tributos. Por fim, ressaltaram • AgInt no REsp 1.642.020/SC
que é legítima a inclusão de contribuintes Relator(a): Ministro Herman Benjamin
habituados a praticar infrações tributárias no Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
regime especial de fiscalização, entretanto, o que Data de julgamento: 15/08/2017
não se admite é o agravamento de medidas fiscais Data de publicação: 12/09/2017
impostas pelo respectivo regime, a ponto de inibir a Ementa: II. SERVIÇOS DE CAPATAZIA.
regular atividade empresarial. DESCARGA DAS MERCADORIAS IMPORTADAS
EM TERRITÓRIO NACIONAL. EXCLUSÃO DA
b) Repetição de indébito BASE DE CÁLCULO.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
• AREsp 105.387/RS que não devem ser incluídos os gastos decorrentes
Relator(a): Ministro Gurgel de Faria do descarregamento de mercadorias em território
Órgão julgador: 1ª Turma do STJ brasileiro na base de cálculo do II. Para os Ministros,
Data de julgamento: 08/08/2017 as despesas com serviços de capatazia, referentes à
Data de publicação: 25/08/2017 circulação e ao manuseio das mercadorias já dentro
Ementa: ICMS. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. do estabelecimento portuário, não integram o valor
PAGAMENTO INDEVIDO. MERCADORIAS aduaneiro, consoante o disposto no art. 79 do
DADAS EM BONIFICAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA Decreto nº 6.759/2009. Ademais, destacaram que
EXISTÊNCIA DE REPASSE ECONÔMICO. NÃO tais procedimentos ocorrem após a chegada da
CABIMENTO. embarcação ao porto alfandegado, de forma que sua
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu inclusão na base de cálculo do mencionado imposto,
que a repetição do ICMS pago indevidamente sobre como pretende a IN SRF nº 327/2003, ofenderia os
mercadorias dadas em bonificação não depende de limites impostos pelo AVA/GATT, o qual estipula
comprovação por parte da empresa que arcou com o que sejam excluídas do valor aduaneiro as despesas
ônus econômico do tributo. Isso porque, para os ocorridas entre o atraque da embarcação e o seu
Ministros, seria contraditório exigir prova da não efetivo desembaraço aduaneiro.
repercussão do ICMS, nos termos do art. 166 do
CTN, uma vez que a mercadoria já foi entregue sem 14. IPI
o pagamento de qualquer quantia pelo consumidor.
a) Crédito presumido
12. ICMS-ST
• REsp 1.690.680/RS
a) Base de cálculo Relator(a): Ministro Herman Benjamin
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
• REsp 1.519.034/RS Data de julgamento: 10/10/2017
Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques Data de publicação: 16/10/2017
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Ementa: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO.
Data de julgamento: 15/08/2016 CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. ADQUIRENTE DE
Data de publicação: 16/11/2017 MATÉRIA-PRIMA. EXPORTADOR DO PRODUTO
Ementa: ICMS-ST. BASE DE CÁLCULO. PREÇO FINALIZADO. POSSIBILIDADE.
FINAL DAS MERCADORIAS FIXADO POR Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
ÓRGÃO PÚBLICO COMPETENTE. que o crédito presumido de IPI também deve ser
ARBITRAMENTO EM VALORES SUPERIORES AO concedido ao estabelecimento que adquire matéria
DO COMÉRCIO VAREJISTA. MAJORAÇÃO prima, terceiriza sua industrialização, recebe o
DESCABIDA. ADOÇÃO EXCEPCIONAL DOS produto finalizado e o exporta. Isso porque, para os
Ministros, o benefício fiscal, previsto no art. 1º da

Voltar ao sumário. 39
Lei nº 9.363/1996, foi concebido como incentivo aos Ementa: IPTU. RESPONSABILIDADE
fabricantes de produtos nacionais destinados à TRIBUTÁRIA. ALIENAÇÃO DO IMÓVEL. SUB-
exportação, em uma tentativa de fomentar a ROGAÇÃO DO DÉBITO TRIBUTÁRIO. ART. 130
atividade, por isso, concluíram que o benefício DO CTN. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO
também deve ser aplicado aos adquirentes de ALIENANTE E DO ADQUIRENTE. CONTRATO
matéria-prima que exportam o produto finalizado. PARTICULAR. INOPONIBILIDADE EM RELAÇÃO
AO FISCO. ART. 123 DO CTN. CONFIRMAÇÃO DA
b) SIMPLES LEGITIMIDADE PASSIVA DO ANTIGO
PROPRIETÁRIO.
• REsp 1.677.944/SP Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Relator(a): Ministro Herman Benjamin que a responsabilidade tributária do proprietário do
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ imóvel em relação aos débitos de IPTU, lançados
Data de julgamento: 19/09/2017 antes da alienação do bem, permanece inalterada,
Data de publicação: 09/10/2017 independente de existir, no contrato de compra e
Ementa: IPI. SIMPLES. DESEMBARAÇO venda, previsão expressa de transmissão da
ADUANEIRO. COMPATIBILIDADE DE REGIMES. responsabilidade ao adquirente, conforme previsto
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu no art. 123 do CTN. Os Ministros destacaram que a
que o recolhimento do IPI das empresas optantes sub-rogação realizada com a venda do imóvel,
pelo SIMPLES abarca apenas o IPI devido na saída prevista no art. 130 do CTN, tem caráter meramente
da mercadoria do estabelecimento, de forma que a cumulativo e não substitutivo, razão pela qual
tributação da importação de bens e serviços deve ocorre a simples adição do terceiro adquirente como
obedecer a sistemática própria da exação, nos responsável solidário na relação jurídico-tributária,
termos do art. 13, § 1º, XII, da LC nº 123/2006. sem que ocorra a desoneração ou extinção da
Segundo os Ministros, a opção pelo SIMPLES não responsabilidade do proprietário anterior.
implica que todos os tributos devidos estão
submetidos ao recolhimento unificado, que se c) Sujeição passiva
harmoniza com a tributação autônoma e separada
dos casos em que deve ser observada a legislação • AgInt no REsp 1.616.632/BA
específica. Os Ministros destacaram que o comércio Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques
exterior recebe tratamento tributário especial e Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
segue política estatal específica em razão da Data de julgamento: 20/06/2017
natureza regulatória do IPI, que possui repercussões Data de publicação: 27/09/2017
no desenvolvimento econômico do país, de forma Ementa: IPTU. SUJEIÇÃO PASSIVA.
que o recolhimento do tributo devido no SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ENFITEUTA
desembaraço aduaneiro deve seguir lógica própria. DE IMÓVEL PÚBLICO. POSSIBILIDADE.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
15. IPTU que o enfiteuta é o titular do domínio útil do imóvel,
sendo, portanto, o sujeito passivo do IPTU. Segundo
a) Condomínios irregulares os Ministros, a imunidade tributária recíproca,
disposta no art. 150, VI, “a”, da CF/1988, não pode
• REsp 1.429.505/DF ser transferida do senhorio, detentor do domínio
Relator(a): Ministro Og Fernandes indireto, para o enfiteuta, titular do domínio útil do
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ imóvel. Assim, no caso concreto, a Turma decidiu
Data de julgamento: 10/10/2017 que a sociedade de economia mista que figura como
Data de publicação: 18/10/2017 titular do domínio útil do imóvel, através do regime
Ementa: IPTU. CONDOMÍNIOS IRREGULARES. da enfiteuse, é o sujeito passivo do IPTU, uma vez
PROPRIEDADE, DOMÍNIO ÚTIL OU POSSE. que não é atingida pela imunidade tributária
INCIDÊNCIA. recíproca.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que incide IPTU sobre propriedades localizadas em 16. IR
condomínios irregulares, uma vez que os arts. 32 e
34 do CTN determinam como fato gerador da exação a) Juros de mora
a propriedade, o domínio útil ou a posse do imóvel,
não estabelecendo qualquer restrição ao tipo de • EDcl no REsp nº 1.608.133/SP
posse ou ao possuidor enquanto contribuinte. Os Relator(a): Ministra Assusete Magalhães
Ministros destacaram que o tributo está vinculado a Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
institutos de direito real, de modo que o Data de julgamento: 21/09/2017
proprietário, titular do domínio útil e possuidor, Data de publicação: 28/09/2017
devem ser considerados contribuintes, uma vez que Ementa: IR. JUROS DE MORA. PAGAMENTOS
revelam efetiva capacidade econômica. EXTEMPORÂNEOS. VERBAS
REMUNERATÓRIAS. SERVIDORES PÚBLICOS.
b) Responsabilidade tributária INCIDÊNCIA.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
• AgInt no AREsp 942.940/RJ que é possível a retenção do IR, na fonte, sobre juros
Relator(a): Ministro Herman Benjamin de mora devidos a servidores públicos, pelo
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ pagamento extemporâneo de verbas
Data de julgamento: 15/08/2017 remuneratórias, fora do contexto de exoneração ou
Data de publicação: 12/09/2017 demissão. Os Ministros destacaram que no
julgamento do REsp 1.227.133/RS, submetido ao

Voltar ao sumário. 40
rito dos recursos repetitivos, firmou-se a orientação INTERMINISTERIAL MF/MT/MS Nº 326/1977 E
de que não incide IR sobre os juros moratórios PELA IN SRF Nº 267/2002. ILEGALIDADE.
vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
decisão judicial, quando pagos em contexto de pela ilegalidade das limitações previstas na Portaria
rescisão do contrato de trabalho. Posteriormente, no Interministerial MF/MT/MS nº 326/1977 e na
julgamento do REsp 1.089.720/RS, a Corte IN/SRF nº 267/2002 quando estabelecem limites
reafirmou a orientação do recurso repetitivo máximos por refeição custeada pelo PAT para fins
mencionado acima, mas consignou que será de dedução da base de cálculo do IRPJ. Os Ministros
legítima a tributação dos juros de mora pelo IR, destacaram que houve excesso no exercício do poder
salvo quando existir norma isentiva específica, como regulamentar tendo em vista que a Lei nº
a prevista no art. 6º, V, da Lei nº 7.713/1988, que 6.321/1976, que instituiu o benefício de dedução dos
desobriga do IR os juros de mora devidos no custos com o PAT, não definiu limites por refeição,
contexto de rescisão do contrato de trabalho ou como os estabelecidos nos mencionados atos
quando constatado que a verba principal, a que se normativos.
referem os juros, é isenta do IR. Portanto,
concluíram que, exceto na hipótese de rescisão do 19. IRPJ & CSLL
contrato de trabalho, os juros de mora devidos pelo
atraso no pagamento das remunerações tributadas, a) Benefício fiscal
independentemente da natureza indenizatória,
serão considerados rendimentos tributáveis, pois • AgInt no REsp 1.539.817/SC
configuram acréscimo patrimonial e não estão Relator(a): Ministro Og Fernandes
beneficiados por isenção. Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de julgamento: 05/12/2017
17. IRPF Data de publicação: 13/12/2017
Ementa: IRPJ E CSLL. BENEFÍCIO FISCAL.
a) Repetição de indébito RECEITA ADVINDA DE SERVIÇOS
HOSPITALARES. LEI Nº 9.249/1995.
• REsp 1.660.301/SC INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA.
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ que o conceito de serviços hospitalares deve ser
Data de julgamento: 03/08/2017 interpretado de forma restrita para que se tenha
Data de publicação: 12/09/2017 direito ao recolhimento de IRPJ e CSLL, com bases
Ementa: IRPF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. de cálculos reduzidas para 8% e 12%,
LEGITIMIDADE DOS HERDEIROS PARA respectivamente, na forma como preconizado no
PLEITAR RESTITUIÇÃO DE VALORES DO art. 15, III, “a”, e no art. 20, caput, ambos da Lei nº
FALECIDO. DIREITO À REPETIÇÃO 9.249/1995. Os Ministros ressaltaram que no
RECONHECIDO EM VIDA. julgamento do REsp 951.251/PR a Corte se
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu posicionou no sentido de que para fins do
que os herdeiros têm legitimidade para pleitear pagamento dos tributos com as alíquotas reduzidas,
judicialmente valores relativos à repetição de IRPF a expressão “serviços hospitalares”, constante dos
não recebidos pelo falecido em vida. Os Ministros mencionados artigos, deve ser interpretada de
destacaram que, no caso concreto, não se discutiu o forma objetiva, porquanto a lei, ao conceder o
direito personalíssimo do de cujus à isenção benefício fiscal, não considerou a característica ou a
tributária, uma vez que o Tribunal de origem já estrutura do contribuinte em si mas a natureza do
havia garantido a existência da moléstia grave, bem próprio serviço prestado. Assim, os Ministros
como o direito à repetição do indébito, discutiu-se ressaltaram que devem ser considerados serviços
apenas o direito de os sucessores pleitearem o hospitalares aqueles que se vinculam às atividades
recebimento do saldo devido ao de cujus, desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente
transmitido por ocasião de seu falecimento. Quanto à promoção da saúde, excluindo-se as simples
a esse aspecto, os Ministros entenderam que valores consultas médicas, atividade que não se identifica
relativos a restituições de imposto de renda não com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos
recebidos pelo falecido em vida podem ser consultórios médicos. Por essa razão, os Ministros
levantados pelos dependentes ou, mutatis mutandis, concluíram que o benefício fiscal previsto na norma
pelos sucessores, dessa forma, os herdeiros do de em referência não contempla a simples atividade de
cujus são legítimos para pleitear judicialmente a consulta médica realizada por profissional liberal,
respectiva restituição. ainda que no interior do estabelecimento hospitalar,
e, por decorrência lógica, também não se aplica aos
18. IRPJ consultórios médicos situados dentro dos hospitais
que só prestem consultas médicas.
a) Benefício fiscal
b) Crédito presumido de ICMS
• REsp 1.662.728/RS
Relator(a): Ministro Herman Benjamin • REsp 1.674.735/SC
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Relator(a): Ministro Herman Benjamin
Data de julgamento: 08/08/2017 Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de publicação: 12/09/2017 Data de julgamento: 19/09/2017
Ementa: IRPJ. BENEFÍCIO FISCAL. DEDUÇÃO Data de publicação: 09/10/2017
DOS CUSTOS COM O PAT. LEI Nº 6.321/1976. Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE
LIMITAÇÃO IMPOSTA PELA PORTARIA ICMS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO.

Voltar ao sumário. 41
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu valores ressarcidos no âmbito do REINTEGRA
que créditos presumidos de ICMS, concedidos por foram excluídos expressamente da base de cálculo
Lei Estadual, devem compor a base de cálculo do do PIS e da COFINS somente com o advento da Lei
IRPJ e da CSLL, uma vez que tais créditos nº 12.844/2013, que incluiu o § 12 no art. 2º da Lei
configuram lucro da empresa, diminuindo custos e nº 12.546/2011. Dessa forma, os Ministros
despesas, e aumentando indiretamente o lucro destacaram que, por se tratar de dispositivo de
tributável. conteúdo material, sua aplicação somente alcança os
fatos geradores futuros e aqueles cuja ocorrência
c) Prejuízos fiscais não tenha sido completada, não havendo que se falar
em aplicação retroativa.
• REsp nº 1.434.740/SC
Relator(a): Ministro Og Fernandes 21. IRRF
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de julgamento: 07/11/2017 a) Responsabilidade tributária
Data de publicação: 14/11/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. PREJUÍZOS FISCAIS. BASE • REsp 1.480.918/RS
NEGATIVA. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA Relator(a): Ministro Herman Benjamin
SELIC. IMPOSSIBILIDADE. (designado para redação do acórdão)
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
que não cabe correção monetária dos saldos de Data de julgamento: 19/09/2017
prejuízos fiscais do IRPJ e da base de cálculo Data de publicação: Pendente
negativa da CSLL. Os Ministros consignaram que a Ementa: IRRF. RESPONSABILIDADE
dedução de prejuízos de exercícios anteriores da TRIBUTÁRIA. REMESSA DE JUROS AO
base de cálculo do IRPJ e a compensação das bases EXTERIOR. ENTIDADE SEM FINS LUCRATIVOS.
negativas da CSLL constituem favores fiscais, não IMUNIDADE TRIBUTÁRIA.
havendo previsão legal para a sua atualização pela Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o
SELIC. fato de entidade sem fins lucrativos usufruir de
imunidade tributária não altera sua
d) Repetição de indébito responsabilidade pela retenção na fonte do IRRF
incidente sobre a remessa de juros ao exterior. Isso
• REsp 1.675.619/RJ porque, para os Ministros, nessa hipótese, a
Relator(a): Ministro Herman Benjamin entidade sem fins lucrativos não é contribuinte do
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ imposto, mas tão somente responsável tributária, de
Data de julgamento: 03/10/2017 forma que recolhe o tributo cujo sujeito passivo é
Data de publicação: 11/10/2017 empresa estrangeira, que não goza de qualquer
Ementa: IRPJ. CSLL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. imunidade.
JUROS REMUNERATÓRIOS. TAXA SELIC.
INCIDÊNCIA. 22. ITBI
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que os juros da taxa SELIC incidentes na repetição a) Adjudicação em hasta pública
de indébito tributário devem integrar a base de
cálculo do IRPJ e da CSLL, devido a sua natureza de • REsp 1.446.249/SP
lucros cessantes, que compõem o lucro operacional Relator(a): Ministro Og Fernandes
da empresa, nos termos do REsp 1.138.695/SC, Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
submetido ao rito dos recursos repetitivos. Data de julgamento: 21/09/2017
Data de publicação: 28/09/2017
20. IRPJ, CSLL, PIS & COFINS Ementa: ITBI. ADJUDICAÇÃO EM HASTA
PÚBLICA. ONEROSIDADE DA AQUISIÇÃO.
a) REINTEGRA INCIDÊNCIA DA EXAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
• AgInt no REsp 1.660.801/RS que incide ITBI sobre a aquisição de bem imóvel por
Relator(a): Ministro Francisco Falcão meio de adjudicação em hasta pública, em razão de
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ seu caráter oneroso. Para os Ministros, ainda que a
Data de julgamento: 24/10/2017 adjudicação seja uma forma originária de aquisição
Data de publicação: 31/10/2017 da propriedade, considerando que o bem passa ao
Ementa: IRPJ. CSLL. REINTEGRA. REGIME DE arrematante livre e desembaraçado dos ônus
INCENTIVO FISCAL. REDUÇÃO DOS CUSTOS E anteriores, a onerosidade da operação atrai a
AUMENTO DO LUCRO DA PESSOA JURÍDICA. incidência da exação.
INCIDÊNCIA. PIS. COFINS. NÃO INCIDÊNCIA.
LEI Nº 12.844/2013. APLICAÇÃO PROSPECTIVA. 23. ITR
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
pela legalidade da incidência de IRPJ e CSLL sobre a) Área de reserva legal
créditos apurados no REINTEGRA uma vez que
provocam redução de custos e consequente aumento • REsp 1.638.210/MG
do lucro da pessoa jurídica. Segundo os Ministros, Relator(a): Ministro Og Fernandes
todo benefício fiscal, relativo a qualquer tributo, ao Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
diminuir a carga tributária, majora indiretamente o Data de julgamento: 28/11/2017
lucro da empresa, impactando na base de cálculo do Data de publicação: 05/12/2017
IRPJ e da CSLL. Noutro plano, consignaram que os

Voltar ao sumário. 42
Ementa: ITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. não permitem o creditamento pelo revendedor das
ISENÇÃO. NECESSIDADE DE REGISTRO referidas contribuições incidentes sobre as receitas
IMOBILIÁRIO. do vendedor por estarem fora do regime de
Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu incidência não cumulativo, a teor do art. 2º, § 1º e
que a averbação da área de reserva legal no art. 3º, I, “b” da Lei nº 10.637/2002 e da Lei nº
respectivo registro imobiliário é imprescindível para 10.833/2003, respectivamente. Desse modo, não se
a fruição da isenção relativa ao ITR, prevista no art. aplicam, por incompatibilidade de regimes e por
10, §1º, II, “a”, da Lei nº 9.393/1996. especialidade de suas normas, o disposto no art. 17
da Lei nº 11.033/2004, e art. 16 da Lei nº
24. PARCELAMENTO DO CRÉDITO 11.116/2005, cujo âmbito de incidência se restringe
TRIBUTÁRIO ao regime não cumulativo, salvo determinação legal
expressa.
a) Multa isolada
• EDcl nos EDcl no AgRg no REsp
• REsp 1.662.849/RJ 1.448.644/RS
Relator(a): Ministro Herman Benjamin Relator(a): Ministro Herman Benjamin
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
Data de julgamento: 19/09/2017 Data de julgamento: 08/08/2017
Data de publicação: 09/10/2017 Data de publicação: 12/09/2017
Ementa: PARCELAMENTO DO CRÉDITO Ementa: PIS. COFINS. CREDITAMENTO.
TRIBUTÁRIO. MULTA ISOLADA. APLICAÇÃO MERCADORIAS DO MESMO CONTRIBUINTE.
AOS DÉBITOS DE QUALQUER NATUREZA. ART. NÃO CABIMENTO.
65 DA LEI Nº 12.249/2010. POSSIBILIDADE. Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
ILEGALIDADE DA RESTRIÇÃO DA PORTARIA que as despesas de frete nas operações de transporte
AGU Nº 247/2010. de produtos acabados, entre estabelecimentos da
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu mesma empresa não configuram operação de venda,
que as reduções quanto às multas isoladas, previstas razão pela qual não geram direito ao creditamento
no art. 65 da Lei nº 12.249/2010, dizem respeito a do PIS e da COFINS no regime da não
toda multa pecuniária aplicada pelas agências cumulatividade.
regulatórias, e não somente àquelas relacionadas às
obrigações tributárias, como determinou a Portaria • AgInt no REsp 1.690.231/RS
AGU nº 247/2010. Os Ministros esclareceram que o Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques
art. 65 da referida lei disciplina a concessão de Órgão julgador: 2ª Turma do STJ
parcelamento de débitos com autarquias e Data de julgamento: 07/12/2017
fundações públicas federais, abrangendo débitos de Data de publicação: 14/12/2017
qualquer natureza, incluindo os tributários e não Ementa: PIS. COFINS. CREDITAMENTO.
tributários, e ainda previu a redução das multas REGIME NÃO CUMULATIVO. VALORES
isoladas. Posteriormente, a Portaria AGU nº REFERENTES AO ICMS-ST. IMPOSSIBILIDADE.
247/2010, ao regulamentar o parcelamento, definiu Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que multa isolada seria aquela relacionada que o contribuinte, no âmbito do regime não
exclusivamente com a legislação tributária. cumulativo do PIS e da COFINS, não tem direito ao
Entretanto, os Ministros entenderam que o creditamento dos valores que paga, na condição de
parcelamento abrange débitos de qualquer substituído tributário, ao contribuinte substituto a
natureza, assim, concluíram que a regulamentação título de reembolso pelo recolhimento do ICMS-ST.
infralegal extrapolou o poder regulamentar ao Isso porque, segundo os Ministros, o ICMS-ST
restringir os descontos às multas isoladas de caráter caracteriza mero ingresso na contabilidade da
exclusivamente tributário. empresa substituta, que se torna apenas depositária
do tributo a ser entregue ao Fisco, não podendo,
25. PIS & COFINS assim, entrar na base de cálculo do PIS e da COFINS
devidos pelo substituto, nos termos do art. 3º, § 2º,
a) Creditamento da Lei nº 9.718/1998. Assim, destacaram que o valor
do ICMS-ST não pode ser creditado pelo
• AgInt no AREsp 1.034.190/SP substituído, vez que o aproveitamento dos créditos
Relator(a): Ministro Og Fernandes de um tributo que não foi pago na etapa econômica
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ anterior afronta ao princípio da não cumulatividade.
Data de julgamento: 03/08/2017 Por fim, ressaltaram que se o creditamento em
Data de publicação: 09/08/2017 questão fosse permitido, haveria um duplo
Ementa: PIS. COFINS. CREDITAMENTO. creditamento, um referente às contribuições
SISTEMA MONOFÁSICO. POSSIBILIDADE. incidentes sobre o ICMS embutido nas mercadorias
BENEFÍCIO FISCAL PREVISITO NO ART. 17 DA que adquire do substituto para revenda e outro pelo
LEI Nº 11.033/2004. EXTENSÃO ÀS EMPRESAS ICMS-ST embutido no preço dessas mesmas
NÃO VINCULADAS AO REGIME DO REPORTO. mercadorias, caracterizando benefício fiscal não
INCOMPATIBILIDADE. previsto em lei.
Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou
que a técnica de creditamento não é compatível com b) Receitas financeiras
a incidência monofásica do PIS e da COFINS. Os
Ministros destacaram que as receitas provenientes • REsp 1.669.142/SC
das atividades de venda e revenda sujeitas ao Relator(a): Ministro Herman Benjamin
pagamento de PIS e COFINS em regime monofásico Órgão julgador: 2ª Turma do STJ

Voltar ao sumário. 43
Data de julgamento: 17/08/2017 análise de existência de repercussão geral nos autos
Data de publicação: 19/12/2017 do RE 959.274/SC.
Ementa: PIS. COFINS. RECEITAS
FINANCEIRAS. RESTABELECIMENTO DE D. TERCEIRA TURMA
ALÍQUOTA MEDIANTE DECRETO DO PODER
EXECUTIVO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. DIREITO PROCESSUAL
Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou
que não é possível reconhecer a ilegalidade do art. 1˚ a) Desconsideração da personalidade jurídica
do Decreto nº 8.426/2015, que restabeleceu as
alíquotas do PIS e da COFINS incidentes sobre as • REsp 1.647.362/SP
receitas financeiras no regime não cumulativo, uma Relator(a): Ministra Nancy Andrighi
vez que o dispositivo apenas traduz o exato Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
cumprimento do art. 27, § 2º, da Lei nº Data de julgamento: 03/08/2017
10.865/2004. Assim, os Ministros destacaram que Data de publicação: 10/08/2017
afastar a incidência da referida Lei dependeria da Ementa: DESCONSIDERAÇÃO DA
sua declaração de inconstitucionalidade, matéria PERSONALIDADE JURÍDICA. INCIDENTE DE
que não pode ser analisada pela Corte Superior, sob DESCONSIDERAÇÃO INVERSA DA PESSOA
pena de usurpar a competência do STF. JURÍDICA. PESSOA NÃO VINCULADA À
SOCIEDADE EMPRESARIAL. INDÍCIOS DE
26. REINTEGRA UTILIZAÇÃO DA EMPRESA PARA DESVIO DE
BENS. SÓCIO OCULTO.
a) Zona Franca de Manaus (ZFM) Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
pela possibilidade de instauração de incidente de
• REsp 1.688.621/RS desconsideração inversa da pessoa jurídica quando
Relator(a): Ministro Og Fernandes há indícios de que pessoa física seria sócia oculta de
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ sociedade, repassando seus bens para a sociedade a
Data de julgamento: 07/11/2017 fim de afastá-los do alcance de credores. No caso
Data de publicação: 14/11/2017 concreto, foi apresentado termo de declaração no
Ementa: REINTEGRA. ZFM. CONCESSÃO DE qual um dos sócios de determinada pessoa jurídica
BENEFÍCIO. POSSIBILIDADE. EQUIVALÊNCIA À afirma que teria “emprestado” seu nome a uma
EXPORTAÇÃO. pessoa física para abertura de sociedade empresarial
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu e esta pessoa física também teria se identificado
que o benefício instituído pelo REINTEGRA deve como proprietário da sociedade empresarial para
ser estendido às vendas realizadas para empresas firmar termo de ajustamento de conduta perante o
situadas na ZFM. Os Ministros destacaram que a Lei Ministério Público. Para os Ministros, esses fatos
nº 12.456/2001 se refere expressamente à receita caracterizam indícios suficientes para demonstrar
decorrente de exportação, deixando de tratar das que a pessoa física seria sócio oculto da empresa,
receitas decorrentes de operações equiparadas à fato que autoriza que terceiros provem a existência
exportação, como é o caso da venda de mercadorias da sociedade utilizando qualquer meio de prova,
para empresas estabelecidas na ZFM. Em razão inclusive, indícios e presunções, nos termos do art.
dessa omissão, os Ministros asseveraram que a 987 do CC/2002.
jurisprudência da Corte tem se firmado no sentido
de que, para efeitos fiscais, as vendas de b) Exceção de pré-executividade
mercadorias para empresas situadas na ZFM
equivalem à venda efetivada para empresas • REsp 1.374.242/ES
estabelecidas no exterior, conforme preconiza o art. Relator(a): Ministra Nancy Andrighi
4º do DL nº 288/1967. Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
Data de julgamento: 23/11/2017
27. TAXAS Data de publicação: 30/11/2017
Ementa: EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE.
a) Taxa de utilização do SISCOMEX FAC-SÍMILE. PETIÇÃO ORIGINAL
PROTOCOLADA APÓS O PRAZO DO ART. 2º,
• REsp 1.465.040/SC PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 9.800/1999.
Relator(a): Ministro Og Fernandes TEMPESTIVIDADE. MATÉRIA DEORDEM
Órgão julgador: 2ª Turma do STJ PÚBLICA.
Data de julgamento: 07/11/2017 Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
Data de publicação: 14/11/2017 que a apresentação da via original de petição de
Ementa: TAXA DE UTILIZAÇÃO DO SISCOMEX. exceção de pré-executividade após o prazo previsto
MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. PORTARIA MF Nº no art. 2º, parágrafo único, da Lei nº 9.800/1999,
257/2011. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. não implica na nulidade do incidente originalmente
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu oposto pelo sistema de fac-símile, por
que o Tribunal de origem, ao analisar a majoração intempestividade. Para os Ministros, o manejo da
da alíquota da Taxa de utilização do SISCOMEX, por exceção de pré-executividade pode ser efetuado a
meio da Portaria MF nº 257/2011, o fez com suporte qualquer tempo e grau de jurisdição, desde que a
em dispositivos e princípios constitucionais. Por matéria invocada seja de ordem pública e não
essa razão, os Ministros entenderam que o recurso necessite de dilação probatória, de maneira que a
não pode ser apreciado pelo STJ, sob pena de inobservância do prazo previsto no mencionado
usurpação da competência do STF. Os Ministros dispositivo não traz qualquer prejuízo às partes, não
destacaram ainda que o STF submeteu a matéria à

Voltar ao sumário. 44
podendo acarretar na nulidade do ato, em respeito Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
aos princípios da efetividade e razoabilidade. Data de julgamento: 24/10/2017
Data de publicação: 30/10/2017
c) Honorários advocatícios Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PENHORA DO FGTS PARA PAGAMENTO.
• REsp 1.367.212/RR IMPOSSIBILIDADE.
Relator(a): Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva Resultado: A Turma, por unanimidade, decidiu
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ pela impossibilidade da penhora do FGTS para o
Data de julgamento: 20/06/2017 pagamento de honorários advocatícios de qualquer
Data de publicação: 01/08/2017 natureza. Segundo os Ministros, o levantamento do
Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FGTS, para a satisfação de fins não previstos na Lei
MULTA COMINATÓRIA. COMPOSIÇÃO DA BASE nº 8.036/1990, só é possível em casos diretamente
DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE. relacionados aos direitos fundamentais do
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu trabalhador e de seus dependentes, de forma que é
que as astreintes não integram a base de cálculo dos admitido apenas para a prestação alimentícia stricto
honorários advocatícios, conforme interpretação do sensu, a fim de evitar a prisão do devedor de
CPC/1973. Para os Ministros, a verba honorária é alimentos e satisfazer as necessidades imediatas de
fixada sobre o valor da condenação, de forma que seus descendentes. Dessa forma, ainda que a verba
não pode levar em consideração a multa honorária possua natureza alimentar, a
cominatória, que constitui um meio de coerção interpretação extensiva que se dá à expressão
judicial com fins de alcançar o cumprimento “prestação alimentícia” do art. 649, § 2º, do
jurisdicional e, portanto, não compõe a quantia CPC/1973, permite apenas a penhora de salários e
principal da causa, possuindo natureza jurídica vencimentos para o pagamento de verbas
diversa. honorárias e demais verbas de profissionais liberais,
não abarcando o FGTS, que possui regramento
• REsp 1.637.051/MG próprio.
Relator(a): Ministro Marco Aurélio Bellizze
(designado para redação do acórdão) d) Impedimento
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
Data de julgamento: 22/08/2017 • REsp 1.673.327/SC
Data de publicação: 15/09/2017 Relator(a): Ministra Nancy Andrighi
Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
ACORDO REALIZADO SEM A ANUÊNCIA DOS Data de julgamento: 12/09/2017
ADVOGADOS. PACTO INEFICAZ EM RELAÇÃO Data de publicação: 15/09/2017
AOS ADVOGADOS. HONORÁRIOS Ementa: IMPEDIMENTO. PARENTESCO ENTRE
ESTABELECIDOS SOBRE O VALOR ATUALIZADO MAGISTRADOS JULGADORES. DECISÃO QUE
DA EXECUÇÃO. VERBA SUCUMBENCIAL QUE NÃO APRECIA O MÉRITO. AUSÊNCIA.
EXCEDE O VALOR DO ACORDO QUE Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
EXTINGUIU A DÍVIDA PRINCIPAL. que não será considerado impedimento quando dois
EXCESSIVIDADE. ou mais julgadores, com algum grau de parentesco,
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que é atuem no mesmo processo, desde que o juiz que
necessário reduzir honorários advocatícios quando, primeiro conheceu a causa não profira decisão
ainda que cominados em percentual razoável, quanto ao mérito ou não pratique ato que,
representam valor que supera o quantum posteriormente, influencie no julgamento do outro
desembolsado pelo sucumbente para quitação de magistrado, que tenha alguma relação de parentesco
acordo que extinguiu a ação executiva. No caso com aquele primeiro julgador. No caso concreto,
concreto, as partes, exequente e executada, uma desembargadora, sem adentrar no mérito,
firmaram pacto para quitação da dívida, extinguiu agravo de instrumento, devido à perda de
estabelecendo valor de R$ 300.000,00, e à título de seu objeto. Ulteriormente, no mesmo processo, foi
honorários sucumbenciais, R$ 30.000,00, sem a interposta apelação, que foi julgada por órgão
anuência do advogado contratado pelo exequente. colegiado, do qual o cônjuge da desembargadora fez
Nas instâncias ordinárias, os honorários foram parte como revisor. Dessa forma, os Ministros
fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa, entenderam que essa situação não é motivo
que hoje, chegaria a quase 5 milhões de reais, e não suficiente a ensejar impedimento, pois o primeiro
sobre o valor acordado entre as partes. Os Ministros julgador não adentrou no mérito, assim, o
destacaram que o acordo realizado pelas partes, não julgamento do agravo em nada influenciou no
afasta o direito aos honorários sucumbenciais, julgamento da apelação, não violando o art. 136 do
conforme previsto no art. 24, §§ 1º e 4º, do Estatuto CPC/1973 e o art. 128 da LOMAN. Os Ministros
da Advocacia, todavia, apontaram que o percentual também destacaram que a Corte, ao julgar
aplicado sobre o valor atualizado da execução controvérsias que versam sobre impedimentos de
acarretaria em verbas sucumbenciais que magistrados, tem adotado postura tendente a
superariam o valor pago pela executada para a primar pela aplicação do princípio da
extinção da dívida, o que demonstrou o caráter instrumentalidade das formas, bem como pela
excessivo dos honorários advocatícios, sendo necessidade de demonstração do prejuízo advindo
necessária sua redução, em atenção aos princípios da participação de magistrados parentes no
da razoabilidade e da proporcionalidade. julgamento do mesmo processo, em atenção
princípio pas de nullité sans grief.
• REsp 1.619.868/SP
Relator(a): Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva

Voltar ao sumário. 45
e) Intimação tácita Ementa: SEGURO GARANTIA. CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA. REJEIÇÃO PELO EXEQUENTE.
• REsp 1.663.172/TO CPC/2015. IMPOSSIBILIDADE.
Relator(a): Ministra Nancy Andrighi Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ que a fiança bancária e o seguro garantia judicial
Data de julgamento: 08/08/2017 produzem os mesmos efeitos jurídicos que o
Data de publicação: 14/08/2017 dinheiro para fins de garantir o juízo, por essa razão,
Ementa: INTIMAÇÃO TÁCITA. TERMO FINAL. o exequente não pode rejeitar o seguro garantia
FERIADO OU DIA NÃO ÚTIL. PRORROGAÇÃO. judicial oferecido em fase de cumprimento de
POSSIBILIDADE. sentença, salvo por insuficiência, defeito formal ou
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu inidoneidade, segundo interpretação conforme o
que o prazo da intimação tácita, em processos CPC/2015. Para os Ministros, o art. 835, § 2º, do
eletrônicos, quando o termo final coincidir com mencionado diploma legal, equiparou a dinheiro,
feriado ou dia não útil, deve ser prorrogado até o para fins de substituição da penhora, a fiança
primeiro dia útil subsequente. Os Ministros bancária e o seguro garantia judicial, desde que em
destacaram que, apesar de o art. 5º, § 3º da Lei nº valor não inferior ao débito previsto na inicial da
11.419/2006 não abarcar tal possibilidade de execução, estabelecendo, assim, que a medida
prorrogação, essa conclusão pode ser alcançada pelo indicada é suficiente para a garantia do crédito, de
método da interpretação sistemática dos §§ 1º e 2º, forma que o exequente não pode optar por não a
do art. 5º, da mencionada lei, que preveem que nos receber. Por fim, os Ministros ressaltaram que o
casos em que a consulta eletrônica ao teor da seguro garantia judicial reduz satisfatoriamente os
intimação se der em dia não útil, a intimação será efeitos prejudiciais da penhora e assegura o
considerada como realizada no primeiro dia útil recebimento dos valores pretendidos pelo credor,
seguinte. cumprindo, portanto, os princípios da máxima
eficácia da execução e o da menor onerosidade para
f) Preclusão o executado.

• REsp nº 1.432.902/RS h) Suspensão de prazo recursal


Relator(a): Ministro Marco Aurélio Bellizze
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ • AgInt no AREsp 1.064.113/SE
Data de julgamento: 24/10/2017 Relator(a): Ministro Paulo de Tarso Sanseverino
Data de publicação: 30/10/2017 Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
Ementa: PRECLUSÃO. ATUALIZAÇÃO DE Data de julgamento: 27/06/2017
DÍVIDAS. ÍNDICE CONTRATUALMENTE Data de publicação: 02/08/2017
ACORDADO. DESCUMPRIMENTO. Ementa: SUSPENSÃO DE PRAZO RECURSAL.
POSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO. ERRO OCORRÊNCIA DE FERIADO LOCAL.
MATERIAL. INEXISTÊNCIA DE PRECLUSÃO. COMPROVAÇÃO POSTERIOR À INTERPOSIÇÃO
NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DO EXECUTADO. DO RECURSO. ART. 1.003, § 6º, DO CPC/2015.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu IMPOSSIBILIDADE.
que a retificação de erros no cálculo de débitos não Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
está sujeita à preclusão, pois configura hipótese de que, para fins de tempestividade, feriados locais
erro material. Os Ministros consignaram que a devem ser comprovados no ato da interposição do
atualização da dívida deve observar o que foi recurso, nos termos do art. 1.003, § 6º, do CPC/2015.
consensualmente estabelecido pelas partes no Os Ministros destacaram que na vigência do
contrato, de modo que a correção por índice diverso CPC/1973, a orientação do STJ era de que a
importa na possibilidade de questionamento comprovação de feriado local poderia ser feita em
judicial, ainda que, em uma primeira oportunidade, momento posterior a interposição do recurso. Com
o devedor não tenha se manifestado sobre o método a entrada em vigor do CPC/2015, o art. 932,
utilizado para a atualização. Os Ministros parágrafo único, permitiu ao recorrente
ressaltaram que a retificação de erros de cálculo é complementar a documentação exigível para fins de
uma das situações que se encontram fora do alcance admissão do recurso, no prazo de 5 dias, mas a
dos efeitos da preclusão, podendo o juiz atuar até Turma esclareceu que este dispositivo não se aplica
mesmo de ofício, consoante disposto no art. 463, I, aos casos de comprovação de tempestividade
do CPC/1973, reproduzido no art. 494, I, do quando da ocorrência de feriado local, pois
CPC/2015. Ademais, afirmaram que a atualização conforme disposto no já mencionado art. 1.003, o
do quantum devido exigirá, impreterivelmente, a recorrente deverá comprovar a ocorrência de feriado
intimação do executado, para que se garanta o local no ato de interposição do recurso.
exercício do contraditório e que a execução se
desenvolva da forma menos gravosa ao devedor, nos • AgRg no AREsp 688.615/MS
termos do art. 620 do CPC/1973. Relator(a): Ministro Moura Ribeiro
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
g) Seguro garantia Data de julgamento: 12/09/2017
Data de publicação: 25/09/2017
• REsp 1.691.748/PR Ementa: SUSPENSÃO DE PRAZO RECURSAL.
Relator(a): Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva TRIBUNAL LOCAL. DOCUMENTOS IDÔNEOS
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ PARA A COMPROVAÇÃO. INSUFICIÊNCIA DE
Data de julgamento: 07/11/2017 DADOS OBTIDOS PELA INTERNET. DADOS
Data de publicação: 17/11/2017 MERAMENTE INFORMATIVOS.
IMPOSSIBILIDADE. CPC/1973.

Voltar ao sumário. 46
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu qualificada como pequena; e (ii) o agricultor e sua
que, à época da vigência do CPC/1973, eventual família devem trabalhar na propriedade. Os
suspensão do prazo recursal, decorrente de ausência Ministros entenderam que, nos termos do art. 5º,
de expediente, recesso forense, feriados locais, XXVII e do art. 649, VIII, do CPC/1973 -
paralisação ou interrupção do expediente pode ser correspondente ao art. 833, VIII, do CPC/2015 - a
demonstrada, em sede de agravo regimental, através proteção da impenhorabilidade da pequena
de documento oficial ou certidão expedida pelo propriedade rural trabalhada pela entidade familiar
Tribunal de origem. Os Ministros destacaram que, é direito fundamental que não se restringe às dividas
no caso concreto, não foi apresentado documento relacionadas à atividade produtiva. Os Ministros
hábil ou certidão do Tribunal local comprovando a destacaram ainda que o fundamento que orienta a
tempestividade do recurso, sendo juntada apenas impenhorabilidade do bem de família, no caso
cópia de informações extraídas da internet, que, concreto, bem rural, não se confunde com aquele
para os Ministros, não tem o condão, por si só, de que norteia a da pequena propriedade rural, ainda
comprovar a tempestividade recursal, visto que os que ambos sejam corolários do princípio da
dados disponibilizados nesta plataforma são dignidade da pessoa humana, sob a vertente da
meramente informativos, de modo que eventuais garantia do patrimônio mínimo. Para ao Ministros,
omissões ou equívocos em relação ao andamento o primeiro destina-se a garantir o direito
processual não configuram justa causa para fundamental à moradia, enquanto o segundo, visa
devolução de prazos processuais, devendo o assegurar o direito, também fundamental, de acesso
advogado da parte acompanhar as publicações aos meios geradores de renda, no caso, o imóvel
oficiais. rural, de onde a família do trabalhador rural, por
meio do labor agrícola, obtém seu sustento.
• AgInt no REsp 1.665.808/DF
Relator(a): Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva 3. PROCESSO FALIMENTAR
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
Data de julgamento: 10/10/2017 a) Débitos tributários
Data de publicação: 24/10/2017
Ementa: SUSPENSÃO DE PRAZO RECURSAL. • REsp 1.458.183/MG
OCORRÊNCIA DE FERIADO LOCAL. DIA DO Relator(a): Ministra Nancy Andrighi
SERVIDOR PÚBLICO. NÃO CONFIGURA Órgão julgador: 3ª Turma do STJ
FERIADO NACIONAL. COMPROVAÇÃO Data de julgamento: 03/08/2017
NECESSÁRIA. Data de publicação: 10/08/2017
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Ementa: PROCESSO FALIMENTAR. DÉBITOS
que o dia do servidor público não é feriado nacional, TRIBUTÁRIOS. QUITAÇÃO. COMPROVAÇÃO DE
de forma que a sua ocorrência deve ser comprovada AJUIZAMENTO ANTERIOR À LEI Nº 11.101/2005.
no ato de interposição do recurso por meio de DESNECESSIDADE.
documento idôneo, nos termos do art. 1.003, § 6º, Resultado: A Turma, por unanimidade, concluiu
do CPC/2015. Isso porque, para os Ministros, o dia pela desnecessidade de comprovação de quitação de
do servidor público foi estabelecido no art. 236 da tributos para decretação da extinção das obrigações
Lei nº 8.112/1990 apenas como data comemorativa, do falido nos processos de falência, ajuizados antes
e não como feriado nacional, de forma que se da vigência da Lei nº 11.101/2005, sancionada
determinada localidade instituir o feriado, este deve concomitantemente à LC nº 118/2005, que inseriu
ser comprovado. tal exigência no art. 191 do CTN. Os Ministros
destacaram que na vigência do DL nº 7.661/1945,
2. EXECUÇÃO DE TÍTULO anterior à mencionada lei, os créditos tributários
EXTRAJUDICIAL não se sujeitavam à habilitação no processo
falimentar e, portanto, não apresentavam relevância
a) Penhora na fase final de encerramento da falência, até porque
o Fisco poderia cobrar tais valores judicialmente,
• REsp 1.591.298/RJ independentemente do juízo universal, assim como
Relator(a): Ministro Marco Aurélio Bellizze ocorre atualmente. Os Ministros destacaram ainda
Órgão julgador: 3ª Turma do STJ que a Corte se manifestou recentemente sobre o
Data de julgamento: 14/11/2017 tema no julgamento do REsp 1.426.422/RJ,
Data de publicação: 21/11/2017 decidindo nesse mesmo sentido.
Ementa: EXECUÇÃO DE TÍTULO
EXTRAJUDICIAL. PENHORA. EMBARGOS À E. QUARTA TURMA
EXECUÇÃO. DUPLICATA. PEQUENA
PROPRIEDADE RURAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. DIREITO PROCESSUAL
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que a pequena propriedade rural é impenhorável, a) Afetação ao rito dos recursos repetitivos
não sendo necessário que o executado e sua família
morem no imóvel, tampouco que o débito • EDcl no REsp 1.280.825/RJ
exequendo tenha se originado da atividade ali Relator(a): Ministra Maria Isabel Gallotti
desenvolvida. Para os Ministros, a Órgão julgador: 4ª Turma do STJ
impenhorabilidade da pequena propriedade rural se Data de julgamento: 27/06/2017
justifica para que o agricultor e sua família tenham Data de publicação: 01/08/2017
acesso aos meios geradores de renda mínima à sua Ementa: AFETAÇÃO AO RITO DOS RECURSOS
subsistência, de forma que seus únicos requisitos REPETITIVOS. PRINCÍPIO DA NÃO SURPRESA.
são: (i) a dimensão da área deve ser legalmente APLICAÇÃO DE DISPOSITIVO LEGAL NÃO

Voltar ao sumário. 47
INVOCADO PELAS PARTES. AUSÊNCIA DE Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
OFENSA. CONHECIMENTO PRESUMIDO DAS que, nos termos do art. 932, inciso III, do CPC/2015,
NORMAS DO ORDENAMENTO JURÍDICO. não se conhece de agravo cujas razões não
DESNECESSIDADE DE SUBMISSÃO AO impugnam especificamente o fundamento da
CONTRADITÓRIO. USO DE EMBARGOS DE decisão agravada, em atenção ao princípio da
DECLARAÇÃO PARA CONFORMAÇÃO A dialeticidade, que preceitua que os recursos devem
JULGAMENTO EM REPETITIVO. APLICAÇÃO ser bem fundamentados. No caso concreto, os
RESTRITIVA. Ministros entenderam que os recorrentes não
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu rebateram todos os fundamentos utilizados para
que não há ofensa ao princípio da não surpresa negar seguimento ao recurso especial, atraindo,
quando o órgão jurisdicional aplica dispositivo legal assim, a incidência da Súmula nº 182/STJ, segundo
não invocado pelas partes acerca de tema a qual é inviável o agravo que deixa de atacar
amplamente discutido na demanda. Nesse sentido, especificamente os fundamentos da decisão
os Ministros consignaram que o magistrado não agravada.
pode ser obrigado a proferir despacho prévio à
sentença enumerando todos os dispositivos legais c) Antecipação de tutela
possivelmente aplicáveis para a solução da causa,
submetendo-os ao contraditório das partes, pois as • REsp 1.332.766/SP
normas do ordenamento jurídico são de Relator(a): Ministro Luís Felipe Salomão
conhecimento presumido de todos. Ainda, Órgão julgador: 4ª Turma do STJ
destacaram que o acolhimento dos embargos de Data de julgamento: 01/06/2017
declaração com efeitos modificativos para fim de Data de publicação: 01/08/2017
adequação a precedente julgado em recurso Ementa: ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. MEDIDA
repetitivo tem como pressuposto que a tese REQUERIDA EM SEDE DE SUSTENTAÇÃO ORAL.
repetitiva seja anterior ao julgado embargado. POSSIBILIDADE.
Somente assim se poderia considerar que o acórdão Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
embargado tivesse se omitido na consideração da que o requerimento de antecipação de tutela pode
orientação firmada no recurso repetitivo. Por fim, ser formulado durante a sessão de julgamento, em
destacaram que os embargos de declaração não se sede de sustentação oral. Os Ministros destacaram
prestam à aplicação analógica de tese repetitiva, o que não há nenhum óbice à antecipação de tutela
que deve ser buscado na via processual adequada. requerida em sustentação oral, por se tratar de
manifestação formal da parte, que comporta,
• AgInt no REsp 1.536.711/MT inclusive, contraditório, nos termos do art. 554 do
Relator(a): Ministra Maria Isabel Gallotti CPC/1973 e do art. 937 do CPC/2015.
Órgão julgador: 4ª Turma do STJ
Data de julgamento: 08/08/2017 d) Correção monetária
Data de publicação: 22/08/2017
Ementa: AFETAÇÃO AO RITO DOS RECURSOS • REsp 1.426.205/SP
REPETITIVOS. APLICAÇÃO DA TESE AFETADA Relator(a): Ministro Luís Felipe Salomão
NOS MOLDES DO ART. 543-C DO CPC/1973 OU Órgão julgador: 4ª Turma do STJ
1.036 DO CPC/2015. TRÂNSITO EM JULGADO. Data de julgamento: 23/05/2017
DESNECESSIDADE. Data de publicação: 01/08/2017
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Ementa: CORREÇÃO MONETÁRIA. VALORES
que a aplicação de tese pacificada em julgamento de BLOQUEADOS E NÃO DEPOSITADOS EM CONTA
recurso especial representativo da controvérsia, JUDICIAL. PREJUÍZO INFLACIONÁRIO.
submetido ao rito previsto no art. 543-C do IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAÇÃO
CPC/1973 ou art. 1.036 do CPC/2015 não depende DO EXECUTADO.
de seu trânsito em julgado. No caso concreto, o Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
recorrente invocou a suspensão do processo até que que o executado não deve arcar com a atualização
houvesse o trânsito em julgado de determinado monetária de verba bloqueada até o efetivo depósito
recurso especial repetitivo haja vista a remessa dos em conta vinculada ao juízo. No caso concreto, o
autos, com recurso extraordinário, ao STF. valor discutido estava bloqueado e à disposição do
Entretanto, os Ministros reforçaram entendimento juízo, mas somente fora depositado após meses de
segundo o qual o prosseguimento dos processos demora. Dessa forma, os Ministros entenderam que
suspensos por força de julgamento de tese repetitiva o executado não pode arcar com a correção
não depende do trânsito em julgado desta. monetária uma vez que o retardamento da
conversão da verba em depósito não decorreu de
b) Agravo interno fato que poderia ser a ele imputado. Ademais,
destacaram que incumbe ao exequente,
• AgInt no REsp 1.275.666/RJ diligentemente, requerer, ou ao juízo determinar de
Relator(a): Ministra Maria Isabel Gallotti ofício, a transferência para conta vinculada à
Órgão julgador: 4ª Turma do STJ execução. Dessa forma, os Ministros concluíram que
Data de julgamento: 17/08/2017 os prejuízos ocasionados pela demora na
Data de publicação: 22/08/2017 transferência dos montantes bloqueados devem ser
Ementa: AGRAVO INTERNO. PRINCÍPIO DA suportados exclusivamente pelo exequente.
DIALETICIDADE. NECESSÁRIA IMPUGNAÇÃO
ESPECÍFICA DE TODOS OS ARGUMENTOS DA e) Honorários advocatícios
DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA Nº 182/STJ.
• REsp 1.361.473/DF

Voltar ao sumário. 48
Relator(a): Ministro Raul Araújo (designado para IMPOSSIBILIDADE. DATA DE INTERPOSIÇÃO
redação do acórdão) COMPROVADA PELO PROTOCOLO DE
Órgão julgador: 4ª Turma do STJ RECEBIMENTO DO TRIBUNAL.
Data de julgamento: 09/05/2017 Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Data de publicação: 01/08/2017 que a comprovação da tempestividade de recurso
Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. interposto através do sistema de fac-símile somente
NATUREZA ALIMENTAR. pode ser comprovada pela data que conste do
IMPENHORABILIDADE DE BEM DE FAMÍLIA. protocolo de recebimento do Tribunal, não sendo
EXCEÇÃO PREVISTA NO ART. 3º, III, DA LEI Nº suficiente, para este fim, a juntada de cópia do
8.009/1990. ALCANCE RESTRITO À PENSÃO relatório de transmissão. Os Ministros destacaram
ALIMENTÍCIA. AMPLIAÇÃO ÀS DEMAIS que as partes que fazem uso desse sistema são
PRESTAÇÕES ALIMENTARES. responsáveis pelo cuidado quanto à qualidade,
IMPOSSIBILIDADE. fidelidade e entrega do material transmitido, nos
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a termos do art. 4º da Lei nº 9.800/1999.
exceção à impenhorabilidade do bem de família,
prevista no art. 3º, III, da Lei nº 8.009/1990, não g) Valor da causa
pode ser estendida às execuções relacionadas à
cobrança de honorários advocatícios. Para os • AgInt no AREsp 77.135/PR
Ministros, o dispositivo autoriza a constrição do Relator(a): Ministro Marco Buzzi
imóvel somente em face do credor de pensão Órgão julgador: 4ª Turma do STJ
alimentícia, que traduz hipótese mais restrita do que Data de julgamento: 12/09/2017
a dos créditos alimentares – gênero que contempla Data de publicação: 18/09/2017
os honorários advocatícios, bem como os de Ementa: VALOR DA CAUSA. CORRELAÇÃO
qualquer outro profissional liberal. Assim, ENTRE O VALOR ATRIBUÍDO À AÇÃO
destacaram que, por se tratar de exceção, aplica-se a CAUTELAR E À PRINCIPAL. INEXISTÊNCIA.
regra da impenhorabilidade do bem de família às Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
demais verbas de natureza alimentar, inclusive a que o valor da causa indicado em ação cautelar não
verba honorária. está correlacionado ao indicado na ação principal,
uma vez que aquela possui objeto próprio, de forma
• AgInt no REsp 1.577.318/PR que pode ser julgada procedente, ainda que a
Relator(a): Ministro Antônio Carlos Ferreira demanda principal seja improcedente e vice-versa.
(designado para redação do acórdão)
Órgão julgador: 4ª Turma do STJ F. PRIMEIRA SEÇÃO
Data de julgamento: 21/09/2017
Data de publicação: 03/10/2017 1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
VALOR IRRISÓRIO. APRECIAÇÃO EQUITATIVA. a) Quebra de caixa
READEQUAÇÃO DA VERBA. POSSIBILIDADE.
Resultado: A Turma, por maioria, decidiu • EREsp 1.467.095/PR
aumentar os honorários advocatícios fixados em Relator(a): Ministro Og Fernandes (designado
patamar inferior a 1% sobre o valor da causa, em para redação do acórdão)
razão de sua irrisoriedade. Segundo os Ministros, o Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
critério para fixação dos honorários é objetivo, mas Data de julgamento: 10/05/2017
não absoluto, o que possibilita o reconhecimento da Data de publicação: 06/09/2017
irrisoriedade do valor arbitrado, que fixado em valor Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
inferior a 1% figura-se insuficiente para remunerar QUEBRA DE CAIXA. NATUREZA
de modo condigno o trabalho prestado pelo patrono REMUNERATÓRIA. PAGAMENTO HABITUAL.
da parte vencedora e se mostra incompatível com a INCIDÊNCIA.
substancial responsabilidade assumida pelo Resultado: A Seção, por maioria, decidiu que
profissional ao patrocinar causa que envolve objetos incide contribuição previdenciária sobre os valores
de grande valor. Nesse contexto, os Ministros pagos pelo empregador, a título de adicional de
entenderam que deve ser afastada a incidência da quebra de caixa, dada a natureza remuneratória da
Súmula nº 7/STJ, uma vez que é possível a verba. Os Ministros destacaram que a rubrica que é
intervenção excepcional da Corte para revisar paga com habitualidade, como forma de compensar
honorários advocatícios fixados em patamar inferior os riscos assumidos pelo empregado que exerce
a 1% sobre o valor da causa, em razão da violação ao função relacionada ao manuseio de numerário da
art. 20, § 4º, do CPC/1973. empresa tem natureza de remuneração. Destacaram
ainda que o risco inerente à atividade não desnatura
f) Tempestividade o caráter remuneratório da verba e, por conseguinte,
não impede a exação tributária, pois se assim fosse
• AgInt no AREsp 1.043.235/SC também não se admitiria a incidência da
Relator(a): Ministro Raul Araújo contribuição previdenciária sobre os adicionais de
Órgão julgador: 4ª Turma do STJ insalubridade e periculosidade. Dessa forma, os
Data de julgamento: 12/09/2017 Ministros afastaram o caráter indenizatório da
Data de publicação: 02/10/2017 verba, ressaltando que este apenas vai existir
Ementa: TEMPESTIVIDADE. USO DO SISTEMA quando a rubrica se prestar a recompor, sob o
DE FAC-SÍMILE. COMPROVAÇÃO DE aspecto material, um patrimônio que foi objeto de
TEMPESTIVIDADE DO RECURSO PELO lesão, notadamente em decorrência de um ato ilícito,
RELATÓRIO DE TRANSMISSÃO DO APARELHO. conforme se depreende dos arts. 186 e 927 do

Voltar ao sumário. 49
CC/2002. Ademais, os Ministros ponderaram que é Relator(a): Ministro Gurgel de Faria
lícito descontar da remuneração do empregado Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
eventuais diferenças no caixa, desde de que esta Data de julgamento: 22/11/2017
possibilidade tenha sido acordada, por meio de Data de publicação: Pendente
convenção coletiva de trabalho ou na ocorrência de Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
dolo do empregado, nos termos do art. 462, § 1º, da VALOR EXORBITANTE. APRECIAÇÃO
CLT. Por fim, os Ministros afirmaram que a parcela EQUITATIVA. READEQUAÇÃO DA VERBA.
“quebra de caixa” destina-se efetivamente à REVALORAÇÃO POR AÇÃO RESCISÓRIA.
retribuição do serviço prestado ao empregador e, POSSIBILIDADE.
por isso, integra o salário de contribuição, nos Resultado: O Ministro Relator entendeu que é
termos da Súmula nº 247/TST. possível o ajuizamento de ação rescisória para
reexame do quantum fixado em honorários
2. DIREITO PROCESSUAL advocatícios. No caso concreto, o Ministro Relator
reformou a verba honorária, antes arbitrada em 5%
a) Amicus curiae sobre o valor da causa, para 1%, por entender que a
quantia se demonstrava exorbitante e incompatível
• AgInt no EAREsp 723.024/SP com a complexidade da ação, evidenciando,
Relator(a): Ministro Benedito Gonçalves portanto, a omissão do julgado rescindendo quanto
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ ao juízo de equidade, previsto no art. 20 do
Data de julgamento: 27/09/2017 CPC/1973. Ademais, consignou a ilegitimidade da
Data de publicação: 31/10/2017 empresa para figurar no polo passivo da ação
Ementa: AMICUS CURIAE. REQUERIMENTO. rescisória, dado que a titularidade dos honorários de
REQUISITOS DE REPRESENTATIVIDADE E sucumbência que a Fazenda Pública busca reduzir é
PERTINÊNCIA. NÃO ATENDIDOS. do patrono. O Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
EXTEMPORANEIDADE. INDEFERIMENTO. acompanhou o relator apenas no tocante à exclusão
Resultado: A Seção, por unanimidade, entendeu da empresa do polo passivo da lide, entretanto, no
que para a admissão de amicus curiae exige-se a mérito, inaugurou a divergência por entender que
presença de dois requisitos, a representatividade e a não é possível rescindir julgado com a pretensão de
pertinência com a questão discutida. No caso revaloração dos honorários advocatícios, tendo em
concreto, além do requisito da representatividade vista que houve expressa concordância da parte
não ter sido cumprido, o pleito de ingresso ainda foi vencida acerca do valor arbitrado na decisão. Pediu
extemporâneo, uma vez que realizado após a vista dos autos o Ministro Og Fernandes.
liberação do processo para pauta e até mesmo após
as partes terem efetuado sustentações orais. d) Intempestividade

b) Embargos de divergência • AgRg no REsp 582.776/AL


Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques
• EAREsp 200.299/PE Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques Data de julgamento: 09/08/2017
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ Data de publicação: 19/12/2017
Data de julgamento: 23/08/2017 Ementa: INTEMPESTIVIDADE. EMBARGOS DE
Data de publicação: 1º/09/2017 DECLARAÇÃO NA ORIGEM. MATÉRIA DE
Ementa: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ORDEM PÚBLICA COGNOSCÍVEL EM
CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA QUALQUER TEMPO E GRAU DE JURISDIÇÃO
PROVIMENTO A AGRAVO EM RECURSO NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NECESSIDADE
ESPECIAL. JULGAMENTO DO MÉRITO. DE PREQUESTIONAMENTO PARA REFLETIR NO
POSSIBILIDADE. JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL.
Resultado: A Seção, por unanimidade, admitiu, de Resultado: A Seção, por maioria, entendeu que
forma excepcional, a oposição de embargos de não é possível a apreciação, em sede de recurso
divergência contra decisão que conhecer agravo especial, de matérias que não foram
para dar provimento ao recurso especial, se o prequestionadas na origem, ainda que de ordem
acórdão recorrido estiver em confronto com súmula pública. No caso concreto, os Ministros afirmaram
ou jurisprudência dominante no Tribunal, nos que a agravante, muito embora tivesse evidente
termos do art. 544, § 4º, II, “c”, do CPC/1973. Os interesse recursal, não impugnou nas instâncias
Ministros esclareceram que nessa hipótese, ocorre o ordinárias o tema relativo à intempestividade dos
julgamento do mérito do apelo excepcional, embargos de declaração da parte contrária, para
dispensando-se a reautuação do feito, em mudar o resultado do julgamento ou, ao menos, vê-
observância aos princípios da celeridade e economia lo prequestionado, e deixou de alegar a nulidade
processual. Por outro lado, os Ministros destacaram também em sede de contrarrazões ao recurso
que não se admitirá embargos de divergência se o especial. Os Ministros esclareceram que a
agravo for conhecido tão somente para negar intempestividade de recurso interposto na origem é
seguimento ao recurso especial, porque nesse caso tema de ordem pública, por isso, deve ser
não houve o enfrentamento do mérito, óbice contida reconhecido a qualquer tempo e grau nas instâncias
na Súmula nº 315/STJ. ordinárias. Entretanto, em sede de recurso especial
a regra é que a matéria de ordem pública somente
c) Honorários advocatícios pode ser examinada quando devidamente
prequestionada no Tribunal de origem e invocada
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO no recurso especial ou nas contrarrazões do
• AR 3.996/SC recorrido.

Voltar ao sumário. 50
creditamento do IPI incidente sobre insumos e
e) Mandado de segurança matéria-prima utilizados na fabricação de produtos
não tributados. No caso concreto, os Ministros
• Julgamento Conjunto de IAC nos RMS entenderam que o acórdão rescindendo quando
53.720/SP e RMS 54.712/SP prolatado estava alinhado com a jurisprudência
Relator(a): Ministro Sérgio Kukina então adotada pela 2ª Turma da Corte, no sentido de
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ estender o direito ao creditamento do IPI incidente
Data de julgamento: 11/10/2017 sobre insumo utilizado na produção de produto não
Data de publicação: 20/10/2017 tributado. Os Ministros destacaram que
Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA. interpretação diversa só veio a ocorrer algum tempo
CABIMENTO CONTRA DECISÃO JUDICIAL QUE depois, momento em que a 1ª Turma passou a
EXTINGUE EXECUÇÃO FISCAL. ART. 34 DA LEI entender que a tese de que o art. 11 da Lei nº
Nº 6.830/1980. 9.779/1999 é norma constitutiva de direito, razão
Resultado: A Seção, por maioria, admitiu pela qual, baseando-se no princípio da legalidade
incidente de assunção de competência a fim de estrita, reconheceu-se que o creditamento de IPI
uniformizar o entendimento do colegiado acerca da incidente sobre matéria-prima e insumos só é
adequação do manejo do mandado de segurança permitido nos casos em que o produto final é isento
para atacar decisão judicial que extingue execução ou sujeito à alíquota zero, porquanto hipóteses
fiscal com base no art. 34 da Lei nº 6.830/1980, expressamente previstas na lei, excluindo, assim, o
considerando que a matéria discutida envolve não tributado. Portanto, os Ministros entenderam
relevante questão de direito, com grande que à época da prolação do acórdão rescindendo não
repercussão social, assim como existe havia posição definitiva do STJ em sentido
contemporânea divergência sobre o tema no âmbito contrário, reconheceram a incidência da Súmula nº
da 1ª Seção da Corte. 343/STF. Por fim, os Ministros aplicaram
entendimento consolidado no REsp 1.035.847/RS,
f) Reexame necessário submetido ao rito dos recursos repetitivos, no qual
se decidiu pela incidência de correção monetária
• REsp 1.544.804/SP sobre os créditos de IPI nos casos em que, por
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho oposição de ato estatal ao creditamento direto na
(designado para redação do acórdão) escrituração da contribuinte, a satisfação dessa
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ pretensão exige intervenção do Poder Judiciário.
Data de julgamento: 09/08/2017
Data de publicação: 19/09/2017 b) Selos de controle
Ementa: REEXAME NECESSÁRIO.
AGRAVAMENTO DA CONDENAÇÃO À FAZENDA JULGAMENTO NÃO FINALIZADO
PÚBLICA. REFORMATIO IN PEJUS. AÇÃO • REsp 1.405.244/SP (Repetitivo) – Tema 761
PREVIDENCIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
Resultado: A Seção, por maioria, entendeu que Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
não é possível agravar a condenação da Fazenda Data de julgamento: 13/12/2017
Pública em sede de reexame necessário, em razão da Data de publicação: Pendente
ausência de contraditório e impossibilidade de Ementa: IPI. SELOS DE CONTROLE. NATUREZA
instrução nesta etapa processual. Os Ministros JURÍDICA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
destacaram que, mesmo se tratando de causas RESSARCIMENTO LEGITIMIDADE.
previdenciárias, em que as normas processuais não Resultado: O Ministro Relator concluiu pela
devem obstar o direito fundamental às prestações inexigibilidade do ressarcimento de impostos e
alimentares, não se pode conceder benefício mais demais encargos pelo fornecimento de selos de
vantajoso ex officio por ocasião de reexame controle de IPI, instituídos pelo DL nº 1.437/1975,
necessário, uma vez que a ausência de contraditório que, embora denominado ressarcimento prévio, é,
e de instrução processual não permite ao julgador na verdade tributo da espécie taxa pelo exercício do
apurar a legitimidade do benefício. poder de polícia, de modo que há vício de forma na
instituição desse tributo por norma infralegal. O
3. IPI Ministro destacou que se trata de observância à
estrita legalidade tributária. Pediu vista dos autos o
a) Creditamento Ministro Herman Benjamin.

• AR 4.195/RS 4. IRPJ & CSLL


Relator(a): Ministro Benedito Gonçalves
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ a) Crédito presumido de ICMS
Data de julgamento: 08/11/2017
Data de publicação: 16/11/2017 • EREsp 1.517.492/PR
Ementa: IPI. CREDITAMENTO. AÇÃO Relator(a): Ministro Og Fernandes
RESCISÓRIA. OPERAÇÕES COM PRODUTOS Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
NÃO TRIBUTADOS. MUDANÇA DE Data de julgamento: 08/11/2017
JURISPRUDÊNCIA. SÚMULA Nº 343/STF. Data de publicação: Pendente
APLICAÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA SOBRE Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE
CRÉDITOS DE IPI. INCIDÊNCIA. ICMS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO.
Resultado: A Seção, por unanimidade, decidiu que Resultado: A Seção, por maioria, entendeu que o
não cabe ação rescisória que busca desconstituir crédito presumido de ICMS não integra a base de
acórdão que assegurou à contribuinte o cálculo do IRPJ e da CSLL, uma vez que tais valores

Voltar ao sumário. 51
não são incorporados ao patrimônio do contribuinte probatórios ou jurídicos úteis à resolução da
e, por isso, não configuram lucro. Isso porque, para controvérsia, não assumindo condição de parte. Os
os Ministros, os referidos créditos foram Ministros ainda destacaram que só é possível
renunciados pelo Estado em favor do contribuinte apresentar pedido de reconsideração ou agravo
como instrumento de política de desenvolvimento interno em face de decisão monocrática, proferida
econômico daquela Unidade da Federação, por Relator ou Presidente de órgão colegiado, nos
impassíveis de compor a base de cálculo dos termos do arts. 1.021 do CPC/2015 e do art. 259 do
referidos tributos, sob pena de interferência direta RISTJ. Dessa forma, concluíram que pedido de
na competência tributária estadual. reconsideração feito contra acórdão proferido por
órgão colegiado, não pode ser conhecido, porquanto
b) Crédito presumido de IPI fica evidenciado erro grosseiro do postulante.

JULGAMENTO NÃO FINALIZADO b) Fungibilidade recursal


• EREsp 1.210.941/RS
Relator(a): Ministro Og Fernandes • EAREsp 230.380/RN
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ Relator(a): Ministro Paulo de Tarso Sanseverino
Data de julgamento: 22/11/2017 Órgão julgador: 2ª Seção do STJ
Data de publicação: Pendente. Data de julgamento: 13/09/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. CRÉDITO PRESUMIDO DE Data de publicação: 11/10/2017
IPI. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO. Ementa: FUNGIBILIDADE RECURSAL.
Resultado: O Ministro Relator entendeu que INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO EM VEZ DE
créditos presumidos de IPI integram a base de AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDUÇÃO A ERRO
cálculo do IRPJ e da CSLL, uma vez que a percepção PELO PRÓPRIO JUÍZO. RELATIVIZAÇÃO DA
dos créditos em questão gera acréscimos ao lucro DÚVIDA OBJETIVA. POSSIBILIDADE.
tributável do contribuinte. Dessa forma, afirmou Resultado: A Seção, por unanimidade, decidiu que
que tais valores se amoldam aos fatos geradores das o princípio da fungibilidade recursal só pode ser
referidas exações. Inaugurando divergência, a admitido, quando observado o cumprimento dos
Ministra Regina Helena Costa entendeu que os seguintes requisitos: (i) dúvida objetiva quanto ao
créditos presumidos de IPI não compõem a base de recurso a ser interposto; (ii) inexistência de erro
cálculo do IRPJ e da CSLL, por não representarem grosseiro; e (iii) o recurso interposto erroneamente
lucro, mas sim incentivo fiscal legitimamente for apresentado no prazo daquele que seria o
outorgado. A Ministra ressaltou que ao desonerar correto. No caso concreto, foi proferida decisão em
operações de exportação por incentivo fiscal e, sede de exceção de pré-executividade, contra a qual
posteriormente, buscar recuperar parte de tais cabe apenas agravo de instrumento, entretanto, o
valores, a União estaria se contradizendo e juiz singular nomeou o provimento jurisdicional de
mitigando a confiança legítima dos atos estatais. sentença e, na certidão de publicação, fixou prazo de
Acrescentou ainda que a desoneração em questão, 15 dias para a interposição de recurso, induzindo a
de caráter extrafiscal, está prevista em preceitos parte a entender pelo cabimento de apelação.
legais e inserida em contexto de envergadura Segundo os Ministros, nesse caso, há que se
constitucional, não podendo ser confrontada por relativizar o conceito de dúvida objetiva, uma vez
atos infralegais. Por esses motivos, a Ministra que a parte não pode ser prejudicada por um
concluiu que os créditos presumidos concedidos por equívoco que se originou do próprio órgão julgador,
incentivo fiscal não têm o condão de integrar as afastando-se, assim, a eventual má-fé da parte na
bases de cálculo de outros tributos. Pediu vista dos interposição da apelação. Tal pressuposto cumulado
autos o Ministro Mauro Campbell Marques. com a inexistência de erro grosseiro e a interposição
do recurso equivocado no prazo daquele que seria o
G. SEGUNDA SEÇÃO correto, compõem os requisitos para que seja
configurada a fungibilidade.
1. DIREITO PROCESSUAL
c) Honorários advocatícios
a) Amicus curiae
• EREsp 1.539.725/DF
• RCD no REsp 1.568.244/RJ (Repetitivo) – Relator(a): Ministro Antônio Carlos Ferreira
Tema 952 Órgão julgador: 2ª Seção do STJ
Relator(a): Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva Data de julgamento: 09/08/2017
Órgão julgador: 2ª Seção do STJ Data de publicação: 19/10/2017
Data de julgamento: 23/08/2017 Ementa: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. GRAU
Data de publicação: 28/08/2017 RECURSAL. ART. 85, § 11, DO CPC/2015.
Ementa: AMICUS CURIAE. EMBARGOS DE REQUISITOS. ARBITRAMENTO.
DECLARAÇÃO. POSSIBILIDADE. OUTROS Resultado: A Seção, por unanimidade, decidiu
RECURSOS. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO DE que, para fins de arbitramento dos honorários
RECONSIDERAÇÃO. DECISÃO MONOCRÁTICA. advocatícios recursais, previstos no art. 85, § 11, do
POSSIBILIDADE. CPC/2015, faz-se necessário o preenchimento
Resultado: A Seção, por unanimidade, entendeu cumulativo dos seguintes requisitos: (i) ter o recurso
que o amicus curiae não está autorizado a interpor desafiado decisão publicada a partir de 18/03/2016,
recursos, ressalvada a oposição de embargos de nos termos do Enunciado nº 7/STJ; (ii) não ter sido
declaração, no processo em que foi admitido como conhecido integralmente o recurso ou desprovido
tal. Isso porque, segundo os Ministros, a atuação do pelo Relator monocraticamente, ou pelo órgão
amicus é voltada para subsidiar elementos colegiado competente; (iii) ser a verba honorária

Voltar ao sumário. 52
sucumbencial devida desde a origem no feito em que Ementa: IRDR. SUSPENSÃO NACIONAL DE
interposto o recurso; (iv) ter o recurso dado causa à PROCESSOS. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO
abertura de determinada instância recursal; e (v) ESPECIAL. MATÉRIA AINDA NÃO DECIDIDA
não terem sido atingidos na origem os limites PELA CORTE. INDEFERIMENTO.
estabelecidos no art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015 Resultado: O Ministro Presidente da Comissão
para cada fase do processo. Ademais, os Ministros Gestora de Precedentes indeferiu pedido de
entenderam que a comprovação de trabalho suspensão nacional de processos que tratem sobre a
adicional do advogado do recorrido em grau recursal mesma matéria do referido IRDR, em razão da
não é exigível, uma vez que esta avaliação se faz indefinição jurídica a respeito do cabimento de
necessária apenas para valoração da verba cujo recurso especial contra o julgamento do incidente
escopo principal é inibir o exercício abusivo do sobre processos que tramitam no âmbito dos
direito de recorrer. Assim, os Ministros destacaram juizados especiais. No caso concreto, discute-se a
que não haverá majoração de honorários no definição do valor a ser considerado para
julgamento de agravo interno e de embargos de deliberação sobre a competência dos juizados
declaração, uma vez que estas essas espécies especiais federais. Antes do julgamento do mérito do
recursais não inauguram nova instância recursal. IRDR, a União requereu a suspensão de todos os
processos individuais ou coletivos em curso no
d) Prescrição intercorrente território nacional, inclusive, nos juizados especiais,
que versam sobre a mesma questão de direito
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO discutida no IRDR. O Ministro pontuou que contra
• REsp nº 1.604.412/SC (IAC) – Tema 1 a decisão de mérito que julgar IRDR cabe recurso
Relator(a): Ministro Marco Aurélio Bellizze especial e extraordinário, dotados de efeito
Órgão julgador: 2ª Seção do STJ suspensivo, nos termos do art. 987 do CPC/2015.
Data de julgamento: 08/11/2017 Nesse aspecto, o Ministro destacou que há uma
Data de publicação: Pendente corrente que defende que um dos requisitos para
Ementa: PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. admissibilidade do recurso especial é que a causa
INÉRCIA DO EXEQUENTE. TERMO INICIAL. esteja decidida pelos tribunais regionais federais ou
INTIMAÇÃO PRÉVIA DO CREDOR. PRINCÍPIO tribunais de justiça em única ou última instância,
DO CONTRADITÓRIO. nos termos do art. 105, III, da CF/1988. Para o
Resultado: O Ministro Relator entendeu que Ministro, essa corrente entende que nos
ocorre a prescrição intercorrente, nas causas de julgamentos de mérito do IRDR não haveria causa
natureza privada regidas pelo CPC/1973, quando o decidida, pois, a instância de origem apenas fixou a
exequente permanecer inerte por prazo superior à tese jurídica abstrata que será aplicada aos
prescrição do direito material pleiteado, nos termos processos repetitivos, sendo que somente existirá
do parágrafo único do art. 202 do CC/2002. causa decidida após a aplicação concreta da tese
Ademais, consignou que: (i) o termo inicial do prazo jurídica estabelecida no julgamento do incidente. O
prescricional, na vigência do CPC/1973, é contado a Ministro ressaltou que mesmo que essa corrente não
partir do fim do prazo judicial de suspensão do seja adotada, ainda assim não seria possível apreciar
processo ou, inexistindo prazo fixado, do transcurso a matéria em sede de recurso especial, pois, nos
de 1 ano; e (ii) o termo inicial previsto no art. 1.056 termos da Súmula nº 203/STJ, não cabe recurso
do CPC/2015 incide apenas nas hipóteses em que o especial contra decisão proferida por órgão de
processo estiver suspenso na data de entrada em segundo grau dos juizados especiais. Dessa forma, o
vigor do CPC/2015, uma vez que não se pode extrair Ministro concluiu que, atualmente, há uma
interpretação que viabilize o reinício ou reabertura indefinição jurídica a respeito do cabimento do
de prazo prescricional ocorridos na vigência do recurso especial contra julgamento de IRDR
revogado CPC/1973, devido a aplicação irretroativa admitido a partir de processos que tramitam no
de norma processual. Por fim, o Ministro ressaltou âmbito dos juizados especiais que impedem o
que todas as manifestações do Judiciário devem deferimento da ampliação da abrangência de
respeitar o princípio do contraditório, inclusive, nas suspensão de processos. Por fim, o Ministro
hipóteses de declaração de ofício da prescrição destacou que é cabível IRDR oriundo de processo
intercorrente, de modo que o credor deverá ser em tramitação no âmbito do juizado especial,
previamente intimado para opor eventuais fatos entretanto, quanto ao cabimento de recurso especial
impeditivos à incidência da prescrição. Pediu vista contra julgamento de IRDR sobre a matéria,
dos autos o Ministro Luis Felipe Salomão. pontuou que ainda há uma indefinição jurídica a
respeito, impedindo o deferimento da suspensão de
H. COMISSÃO GESTORA DE processos.
PRECEDENTES
I. CORTE ESPECIAL
1. DIREITO PROCESSUAL
1. DIREITO PROCESSUAL
a) Incidente de Resolução de Demandas
Repetitivas a) Embargos de declaração

• SIRDR 9/SC EDcl nos EDcl nos EDcl no AgRg no EREsp


Relator(a): Ministro Paulo Tarso Sanseverino 1.019.717/RS
Órgão julgador: Ministro Presidente da Comissão Relator(a): Ministra Nancy Andrighi (designada
Gestora de Precedentes do STJ para redação do acórdão)
Data de julgamento: 26/09/2017 Órgão julgador: Corte Especial do STJ
Data de publicação: 02/10/2017 Data de julgamento: 20/09/2017

Voltar ao sumário. 53
Data de formalização: 27/11/2017 • AgInt no EREsp 1.586.537/RS
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Relator(a): Ministro Jorge Mussi
ACOLHIMENTO COM EFEITOS MODIFICATIVOS. Órgão julgador: Corte Especial do STJ
ADEQUAÇÃO DE JULGADO A ENTENDIMENTO Data de julgamento: 16/08/2017
SUPERVENIENTE. RECURSO ESPECIAL Data de publicação: 24/08/2017
REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. Ementa: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.
IMPOSSIBILIDADE. CONHECIMENTO DE RECURSO ESPECIAL.
Resultado: A Corte, por maioria, entendeu que não REVISÃO DE APLICAÇÃO DE REGRA TÉCNICA.
podem ser acolhidos, com efeitos modificativos, NÃO CABIMENTO.
embargos de declaração opostos para adequação do Resultado: A Corte, por unanimidade, entendeu
julgado embargado a entendimento superveniente não serem cabíveis embargos de divergência que
firmado na apreciação de recurso especial buscam revisar a aplicação de regra técnica de
representativo de controvérsia. Isso porque, para os conhecimento de recurso especial. Os Ministros
Ministros, embora cabíveis declaratórios contra destacaram que os embargos de divergência visam
decisão que deixa de se manifestar sobre tese uniformizar o entendimento da Corte quando
firmada em julgamento de casos repetitivos, houver diferentes teses jurídicas aplicadas aos
conforme previsto no parágrafo único do art. 1.022 recursos especiais de mesmo tema, não sendo via
do CPC/2015, essa omissão somente se configurará recursal apta a discutir se os óbices de
se o juiz devesse se pronunciar de ofício ou a admissibilidade foram aplicados corretamente.
requerimento sobre a tese repetitiva. Ademais, os
Ministros ressaltaram que o acolhimento dos c) Fungibilidade recursal
embargos de declaração com efeitos infringentes
não traria coerência para o sistema jurídico, • EDcl no ARE no RE no AgInt no AREsp
porquanto implicaria no provimento dos embargos 646.379/AL
de divergência em recurso especial, sem que Relator(a): Ministro Humberto Martins
fizessem presentes seus pressupostos, Órgão julgador: Corte Especial do STJ
principalmente, porque no momento da Data de julgamento: 30/06/2017
interposição dos embargos de divergência, ainda Data de publicação: 04/08/2017
não havia divergência jurisprudencial entre o Ementa: FUNGIBILIDADE RECURSAL. AGRAVO
acórdão recorrido e o entendimento firmado no EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO
recurso especial repetitivo. Por fim, os Ministros OBSTATIVA COM BASE NA APLICAÇÃO DA
ainda entenderam que se os embargos de declaração SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL.
com efeitos infringentes fossem acolhidos, o DESCABIMENTO. ERRO GROSSEIRO.
embargante seria premiado por sua insistência em IMPUGNÁVEL SOMENTE POR AGRAVO
evitar o trânsito em julgado do processo, interpondo INTERNO.
inúmeros recursos, em confronto com os princípios Resultado: A Corte, por unanimidade, afirmou que
da celeridade e da colaboração com o Judiciário. o agravo interno é o único recurso cabível contra
decisão que indefere liminarmente recurso
b) Embargos de divergência extraordinário que discutia questão constitucional à
qual o STF não tenha reconhecido a existência de
• AgInt nos EREsp 1.214.844/PR repercussão geral. Os Ministros destacaram que a
Relator(a): Ministro Humberto Martins interposição do agravo nos próprios autos, como
Órgão julgador: Corte Especial do STJ ocorreu no caso concreto, configura erro grave, haja
Data de julgamento: 30/06/2017 vista o disposto no art. 1.030, § 2º, do CPC/2015,
Data de publicação: 04/08/2017 devendo ser afastado o princípio da fungibilidade
Ementa: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. recursal. Por fim, determinaram a certificação do
DECISÃO PROFERIDA POR SEÇÃO. RECURSO trânsito em julgado, dado o esgotamento da
REPETITIVO. IMPOSSIBILIDADE. QUESTÃO prestação jurisdicional da Corte, e autorizaram a
PROCESSUAL CONTROVERTIDA A SER baixa imediata dos autos, uma vez que, para os
UNIFORMIZADA PELA CORTE ESPECIAL. Ministros, a interposição descabida de sucessivos
AUSÊNCIA. recursos caracteriza o abuso do direito de recorrer.
Resultado: A Corte, por unanimidade, decidiu que
não cabem embargos de divergência em face de d) Honorários advocatícios
decisão proferida no âmbito de uma Seção da Corte,
em sede de recurso repetitivo, quando não há • QO no REsp 1.388.768/PE
questão processual controvertida a ser uniformizada Relator(a): Ministro Mauro Campbell Marques
pela Corte Especial. No caso concreto, os Ministros Órgão julgador: Corte Especial do STJ
destacaram que a 1ª Seção analisou a natureza do Data de julgamento: 20/09/2017
JCP, para fins de dedução da base de cálculo das Data de publicação: 13/11/2017
contribuições ao PIS e à COFINS, à luz da disciplina Ementa: QUESTÃO DE ORDEM. HONORÁRIOS
tributária, enquanto a 2ª Seção examinou o regime ADVOCATÍCIOS. RECURSO REPETITIVO.
do JCP sob a perspectiva do direito societário. Assim, DESAFETAÇÃO. EXORBITÂNCIA OU
entenderam que não há divergência a ser dirimida IRRISORIEDADE. DISCUSSÃO EM SEDE DE
pelo órgão máximo do STJ, uma vez que os julgados, RESCISÓRIA.
ambos submetidos ao rito dos recursos repetitivos, Resultado: A Corte, por unanimidade, concluiu
foram solucionados por abordagens jurídicas pela desafetação do processo do rito dos recursos
distintas, a partir da competência material de cada repetitivos, que visava firmar tese acerca da
Seção. possibilidade de discussão exclusiva em rescisória
de exorbitância ou irrisoriedade de honorários

Voltar ao sumário. 54
advocatício. Para os Ministros, o tema não possui g) Legitimidade recursal
amadurecimento jurisprudencial suficiente para
gerar norma-regra a ser seguida por todos os • QO no AgRg no CC 133.864/SP
tribunais do país. Relator(a): Ministra Maria Thereza de Assis
Moura (designada para redação do acórdão)
e) Impugnação específica Órgão julgador: Corte Especial do STJ
Data de julgamento: 06/09/2017
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO Data de publicação: 04/12/2017
• EAREsp 701.404/SC Ementa: QUESTÃO DE ORDEM. LEGITIMIDADE
Relator(a): Ministro João Otávio de Noronha RECURSAL. CONHECIMENTO DE RECURSO
Órgão julgador: Corte Especial do STJ INTERPOSTO POR TERCEIRO NÃO
Data de julgamento: 02/08/2017 INTEGRANTE DA RELAÇÃO PROCESSUAL.
Data de publicação: Pendente ILEGITIMIDADE. IMPOSSIBILIDADE.
Ementa: IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO Resultado: A Corte, por maioria, entendeu que não
EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS DA é cabível questão de ordem suscitada a fim de afetar
DECISÃO DENEGATÓRIA. AUSÊNCIA. SÚMULA à Corte Especial o tema de mérito de CC, uma vez
Nº 182/STJ. APLICABILIDADE. que já julgado monocraticamente pelo relator, e
Resultado: O Ministro Relator entendeu que a interposto agravo regimental por parte
ausência de impugnação de uma das razões da confessadamente ilegítima. O caso concreto trata de
decisão denegatória do recurso especial não conflito negativo de competência estabelecido entre
inviabiliza o conhecimento do agravo, quando se vara de falências e vara federal, que restou decidido
tratar de fundamentos autônomos e independentes, monocraticamente pelo relator do CC. Contra esta
cujo ataque a um deles seja apto, por si só, para decisão a FN interpôs agravo regimental e,
reformar a decisão. Inaugurando a divergência, o posteriormente, manifestou-se nos autos
Ministro Luís Felipe Salomão destacou que, nos informando que foi induzida a erro pelo mandado de
termos da Súmula nº 182/STJ, não se conhece do intimação equivocadamente encaminhado a ela,
agravo que não impugnar especificamente todos os quando deveria ter sido encaminhado à PGF, uma
fundamentos da decisão recorrida. Para o Ministro, vez que os autos originários referem-se à execução
o despacho de admissibilidade é incindível, devendo fiscal proposta pelo IBAMA, autarquia federal, cuja
ser entendido como um todo e, portanto, representação judicial cabe unicamente a este órgão.
impugnado na sua integralidade, sob pena de Dessa forma, os Ministros entenderam que como o
permanecerem incólumes os pontos que não foram recurso foi manejado por quem não tinha
atacados, uma vez que suas razões não podem ser legitimidade para tanto, a decisão proferida no CC já
fracionadas em vários capítulos como se um ou teria transitado em julgado, uma vez que não fora
outro aspecto fosse suficiente para o conhecimento devidamente impugnada.
do recurso. Pediu vista dos autos o Ministro Mauro
Campbell Marques. h) Preparo

f) Intimação pessoal • EREsp 808.143/DF


Relator(a): Ministro Benedito Gonçalves
JULGAMENTO NÃO FINALIZADO Órgão julgador: Corte Especial do STJ
• EREsp 1.360.577/MG Data de julgamento: 02/08/2017
Relator(a): Ministro Humberto Martins Data de publicação: 10/08/2017
Órgão julgador: Corte Especial do STJ Ementa: PREPARO. GUIA DE RECOLHIMENTO.
Data de julgamento: 06/09/2017 AUSENTE A INDICAÇÃO DO NÚMERO DO
Data de publicação: Pendente PROCESSO. JUNTADA DA GRU ORIGINAL.
Ementa: INTIMAÇÃO PESSOAL. REGULARIDADE COMPROVADA. DESERÇÃO
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CPC/2015. AFASTADA.
DESNECESSIDADE. INTIMAÇÃO POR Resultado: A Corte Especial, por unanimidade,
IMPRENSA OFICIAL. entendeu que a juntada da GRU original aos autos
Resultado: O Ministro Relator, acompanhado pela supre o vício relativo à falta de anotação do número
Ministra Nancy Andrighi e pelo Ministro Herman do processo na guia, afastando-se a deserção do
Benjamin, entendeu que, após a edição do recurso. Segundo os Ministros, a comprovação do
CPC/2015, não é mais necessária intimação pessoal recolhimento regular do preparo afasta a
do devedor para cumprimento de sentença, sendo possibilidade de fraude e permite, em prestígio à
suficiente a intimação do advogado por imprensa boa-fé das partes litigantes, o conhecimento do
oficial, de maneira que a Súmula nº 410/STJ seria recurso.
aplicável apenas aos casos sob a égide do CPC/1973.
Inaugurando divergência, o Ministro Luis Felipe • EAREsp 689.490/SC
Salomão, acompanhado pelos Ministros João Relator(a): Ministro Herman Benjamin
Otávio de Noronha, Jorge Mussi e Mauro Campbell Órgão julgador: Corte Especial do STJ
Marques, entendeu que, nos termos da mencionada Data de julgamento: 16/08/2017
Súmula, a intimação pessoal do devedor é condição Data de publicação: 19/10/2017
necessária à cobrança de multa pelo Ementa: PREPARO. NÃO RECOLHIMENTO DE
descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, UMA DAS VERBAS. INSUFICIÊNCIA.
uma vez que favorece o cumprimento da prestação COMPLEMENTAÇÃO. POSSIBILIDADE.
principal. Pediu vista dos autos o Ministro Herman Resultado: A Corte, por unanimidade, concluiu
Benjamin. que deve ser permitida a complementação do
preparo quando não forem recolhidas todas as

Voltar ao sumário. 55
verbas que o compõem, conforme o entendimento Órgão julgador: Corte Especial do STJ
exarado no REsp 844.440/MS. Os Ministros Data de julgamento: 21/06/2017
ressaltaram que o preparo insuficiente não é apenas Data de publicação: 15/08/2017
aquele recolhido a menor, abarcando também as Ementa: IRPJ. RESPONSABILIDADE
situações em que alguma das verbas que compõem TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE DO
o preparo não for recolhida. Destacaram ainda que ART. 8º DO DL Nº 1.736/1979.
a possibilidade de sua complementação está prevista RESPONSABILIDADE DOS ACIONISTAS
no art. 511, § 2º do CPC/1973 e reiterada no art. CONTROLADORES, DIRETORES, GERENTES OU
1007, § 2º, do CPC/ 2015. REPRESENTANTES DE PESSOAS JURÍDICAS DE
DIREITO PRIVADO. MATÉRIA RESERVADA À
i) Suspensão de prazo recursal LEI COMPLEMENTAR.
Resultado: A Corte, por unanimidade, declarou a
• MS 22.426/RJ inconstitucionalidade formal do art. 8º do DL nº
Relator(a): Ministra Maria Thereza de Assis 1.736/1979, que prevê a responsabilidade tributária
Moura (designada para redação do acórdão) solidária entre a sociedade empresária e os
Órgão julgador: Corte Especial do STJ acionistas controladores, diretores, gerentes ou
Data de julgamento: 16/08/2017 representantes de pessoas jurídicas de direito
Data de publicação: 20/10/2017 privado, nos casos de ausência de recolhimento do
Ementa: SUSPENSÃO DE PRAZO RECURSAL. IRPJ pela sociedade empresária. Os Ministros
FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. destacaram que o citado dispositivo disciplina regra
IRRELEVANTE. AJUIZAMENTO DE sobre responsabilidade tributária sem observância
RECLAMAÇÃO PERANTE O STJ. da reserva de lei complementar, por força do art. 18,
INTEMPESTIVIDADE. § 1º, da CF/1967, com a redação conferida pela EC
Resultado: A Corte Especial, por maioria, nº 01/1969, incorrendo, assim, em
entendeu que a comprovação de feriado local não inconstitucionalidade formal. Os Ministros
influencia na contagem do prazo de 15 dias para esclareceram ainda que o reconhecimento da
ajuizamento de reclamação, que é protocolada inconstitucionalidade pretérita tem sido admitido
diretamente no STJ e não nas instâncias de origem. no âmbito do controle difuso-incidental,
No caso concreto, a parte considerou a ocorrência da retroagindo os efeitos para tornar nulos os atos
suspensão do prazo no Tribunal local para o praticados em violação a Constituição anterior. Por
ajuizamento da reclamação, que foi indeferida fim, quanto à legitimidade do STJ para
liminarmente em razão de sua intempestividade. desempenhar esse controle incidental de
Asseveram os Ministros que os feriados locais constitucionalidade, os Ministros destacaram que o
devem ser levados em consideração quando a peça STJ, a exemplo de todos os demais órgãos judiciais
processual for protocolizada perante o respectivo do país, pode desempenhar o controle, deixando de
órgão regional, mas não devem vincular o STJ, aplicar as leis e atos normativos que repute
quando os protocolos forem realizados diretamente incompatíveis com a Constituição, desde que a
perante a Corte Superior. constitucionalidade do dispositivo não tenha sido
contestada anteriormente na instância de origem.
• AgInt no AREsp 957.821/MS
Relator(a): Ministro Raul Araújo J. AFETAÇÃO AO RITO DOS
Órgão julgador: Corte Especial do STJ RECURSOS REPETITIVOS
Data de julgamento: 20/11/2017
Data de publicação: 19/12/2017 1. EXECUÇÃO FISCAL
Ementa: SUSPENSÃO DE PRAZO RECURSAL.
FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. ATO DE a) Redirecionamento
INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. ART. 1.003, § 6º,
DO CPC/2015. • REsp 1.643.944/SP, REsp 1.645.281/SP e
Resultado: A Corte Especial, por maioria, REsp 1.645.333/SP (Repetitivo) – Tema 981
entendeu que a comprovação de feriado local deve Relator(a): Ministra Assusete Magalhães
ser feita no ato da interposição do recurso, não Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
podendo ocorrer em momento posterior, em razão Data de julgamento: 09/08/2017
da determinação expressa do art. 1.003, § 6º, do Data de publicação: 24/08/2017
CPC/2015. Os Ministros destacaram que não é Ementa: EXECUÇÃO FISCAL.
possível interpretar o mencionado artigo de forma REDIRECIONAMENTO. RESPONSABILIDADE
extensiva, uma vez que não há previsão legal que TRIBUTÁRIA. SÓCIO. EXERCÍCIO DA GERÊNCIA
permita a comprovação de feriado local após a À ÉPOCA DOS FATOS GERADORES E DA
interposição do recurso, ao contrário do que ocorre DISSOLUÇÃO IRREGULAR.
em relação à comprovação de complementação de Resultado: A Seção, por unanimidade, admitiu a
preparo, que poderá ser realizada em momento proposta de afetação para julgamento repetitivo de
posterior, conforme previsão do art. 1.007, § 2º, do recursos que discutem, para fins de
CPC/2015. redirecionamento fiscal, a necessidade de o sócio
com poderes de administração exercer a função de
2. IRPJ gerência na época da dissolução irregular da
empresa concomitantemente, ou não, à ocorrência
a) Responsabilidade tributária do fato gerador da obrigação tributária não
adimplida.
• AI no REsp 1.419.104/SP
Relator(a): Ministro Og Fernandes

Voltar ao sumário. 56
2. ICMS quantia que couber a cada participante, por rateio
do patrimônio, superior ao valor das respectivas
a) TUST & TUSD contribuições à entidade em liquidação,
devidamente atualizadas e corrigidas.
• EREsp nº 1.163.020/RS (Repetitivo) –
Tema 986
Relator(a): Ministro Herman Benjamin
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
Data de julgamento: 28/11/2017
Data de publicação: 15/12/2017
Ementa: ICMS. BASE DE CÁLCULO. TUST.
TUSD. OPERAÇÕES DE AQUISIÇÃO. ENERGIA
ELÉTRICA. SUSPENSÃO NACIONAL. DEFERIDA.
Resultado: A Seção, por maioria, admitiu a
proposta de afetação para julgamento repetitivo de
recurso que discute a inclusão de valores referentes
à TUSD na base de cálculo do ICMS, nas operações
de aquisição de energia elétrica. Ademais, os
Ministros determinaram a suspensão da tramitação
de processos que versem sobre a questão em todo
território nacional, inclusive nos juizados especiais.

3. IPTU

a) Prazo prescricional

• REsp 1.658.517/PA e REsp 1.641.011/PA


(Repetitivo) – Tema 980
Relator(a): Ministro Napoleão Nunes Maia Filho
Órgão julgador: 1ª Seção do STJ
Data de julgamento: 09/08/2017
Data de publicação: 18/08/2017
Ementa: IPTU. PRAZO PRESCRICIONAL.
TERMO INICIAL PARCELAMENTO DE OFÍCIO.
MORATÓRIA COMO CAUSA DE SUSPENSÃO DA
EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
Resultado: A Seção, por unanimidade, admitiu a
proposta de afetação para julgamento repetitivo de
recursos que discutem o termo inicial do prazo
prescricional da cobrança judicial do IPTU, bem
como se o parcelamento de ofício da dívida
tributária implica na suspensão da exigibilidade do
tributo e, consequentemente, do seu prazo
prescricional.

K. SÚMULAS EDITADAS

1. IRPF

a) Doença grave

• Súmula nº 598
Data de julgamento: 08/11/2017
Data de publicação: 20/11/2017
Texto: É desnecessária a apresentação de laudo
médico oficial para o reconhecimento judicial da
isenção do imposto de renda, desde que o
magistrado entenda suficientemente demonstrada a
doença grave por outros meios de prova.

b) Liquidação de entidade de previdência


complementar

• Súmula nº 590
Data de julgamento: 13/09/2017
Data de publicação: 18/09/2017
Texto: Constitui acréscimo patrimonial a atrair a
incidência do imposto de renda, em caso de
liquidação de entidade de previdência privada, a

Voltar ao sumário. 57
L. RECURSOS REPETITIVOS EM NÚMEROS

1. AFETAÇÃO DE RECURSOS REPETITIVOS

O STJ realizou a afetação de 9 temas para julgamento de controvérsia repetitiva. Destes, 3 correspondiam à matéria
tributária. Nenhum desses teve o mérito julgado.

33%

Tributário

67% Outros

2. AFETAÇÃO DE RECURSOS REPETITIVOS – TEMA

Dos processos de matéria tributária que foram afetados para julgamento de controvérsia repetitiva, 1 tratou sobre
execução fiscal; e 2 trataram sobre impostos (IPTU e ICMS).

33%

Execução Fiscal
Impostos
67%

Voltar ao sumário. 58
3. JULGAMENTO DE MÉRITO

O STJ julgou o mérito de 8 temas de recursos repetitivos. Nenhum correspondia à matéria tributária.

0%

Tributário
Outros
100%

4. JULGAMENTOS NÃO FINALIZADOS

Além dos 8 temas de recursos repetitivos que tiveram o mérito julgado, foram submetidos à deliberação outros 6
temas, também identificados como representativos da controvérsia, cujos julgamentos foram interrompidos por
pedidos de vista. Destes, 1 correspondia à matéria tributária e tratou sobre IPI, tendo sido proferido pelo Relator,
Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, voto favorável ao contribuinte.

43% Recursos especiais julgados


57%

Recursos especiais não


finalizados

Voltar ao sumário. 59
Voltar ao sumário. 60
III. CONSELHO ADMINISTRATIVO Relator(a): Conselheiro Fernando Brasil de
DE RECURSOS FISCAIS Oliveira Pinto (Fazenda)
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
Câmara da 1ª Seção do CARF
A. PRIMEIRA SEÇÃO Data de julgamento: 15/08/2017
Data de formalização: 11/09/2017
1. ÁGIO EM REORGANIZAÇÕES Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO.
SOCIETÁRIAS AUSÊNCIA DE CONFUSÃO PATRIMONIAL.
AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
a) Ágio interno Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
não ser possível a amortização de ágio interno, isto
• PAF 16327.001482/2010-52 é, aquele gerado em decorrência de reorganização
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo societária realizada exclusivamente entre empresas
(designada para redação do acórdão) – (Fazenda) controladas pelo mesmo grupo econômico. Isso
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF porque, segundo os Conselheiros, as operações
Data de julgamento: 10/05/2017 ocorridas internamente, não são passíveis de gerar
Data de formalização: 12/07/2017 ágio amortizável, nos termos dos arts. 7º e 8º da Lei
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO. nº 9.532/1997, uma vez que não seria possível
AUSÊNCIA DE DISPÊNDIO. “TRANSFERÊNCIA”. observar a confusão patrimonial entre a investidora
EMPRESA-VEÍCULO. AMORTIZAÇÃO. e a investida, porquanto ambas já se encontravam
IMPOSSIBILIDADE. sob o mesmo controle societário. Ademais, os
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu não Conselheiros acrescentaram que carece de
ser possível a amortização de ágio decorrente de substância econômica o ágio gerado dentro de um
reestruturação societária realizada entre empresas mesmo grupo econômico, uma vez que, na ausência
pertencentes ao mesmo grupo econômico, o de partes independentes, não há processo imparcial
denominado ágio interno. Isso porque, para os de valoração dos ativos envolvidos para a formação
Conselheiros, nos termos da Lei nº 9.532/1997, para de um preço justo próprio de um ambiente de livre
a dedução da mais-valia é essencial a ocorrência do mercado. Por fim, no caso concreto, os Conselheiros
efetivo sacrifício econômico por parte do ressaltaram que a integralização de capital realizada
adquirente, o que não se percebe nas operações pela controladora direta em sua controlada, e a
intragrupo, dada a falta de substância econômica e posterior incorporação desta por aquela, teve como
contábil que justifique o pagamento do valor a único propósito fusionar as duas empresas
maior. Dessa forma, no caso concreto, Conselheiros pertencentes ao mesmo grupo econômico sem haver
destacaram que a inexistência de qualquer qualquer dispêndio, fato que evidencia não haver
dispêndio contrariando o disposto nos arts. 7º e 8º sequer a geração de um ágio.
da Lei nº 9.532/1997, tendo em vista que o ágio
decorreu da reavaliação de ativos dentro do grupo • PAF 11065.002149/2009-31
econômico, inviabiliza a amortização da mais-valia Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. (Fazenda)
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
• PAF 13656.721445/2013-97 Data de julgamento: 09/08/2017
Relator(a): Conselheiro Marcos Paulo Leme Data de formalização: 14/09/2017
Brisola Caseiro (Contribuinte) Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO.
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª REQUISITOS MATERIAL E PESSOAL.
Câmara da 1ª Seção do CARF DESCUMPRIMENTO. AUSÊNCIA DE CONFUSÃO
Data de julgamento: 11/04/2017 PATRIMONIAL. AMORTIZAÇÃO.
Data de formalização: 31/07/2017 IMPOSSIBILIDADE.
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO. Resultado: A Turma, por maioria, entendeu não
AUSÊNCIA DE PROPÓSITO NEGOCIAL E ser possível a amortização de ágio interno, isto é,
SUBSTÂNCIA ECONÔMICA. PAGAMENTO. aquele gerado em decorrência de reorganização
INEXISTÊNCIA. MERA CIRCULAÇÃO CONTÁBIL. societária realizada exclusivamente entre empresas
AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. controladas pelo mesmo grupo econômico. Isso
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu porque, segundo os Conselheiros, para o
não ser possível a amortização de ágio gerado em aproveitamento fiscal do ágio é necessário a
decorrência de reorganização societária entre concreção dos aspectos pessoal, que é a confusão
empresas do mesmo grupo econômico. Isso porque, patrimonial entre a real investidora e a investida, e
para os Conselheiros, inexiste propósito negocial material, que consiste no fundamento econômico
nesse tipo de operação, tendo em vista que é para o pagamento da mais-valia, conforme disposto
realizada exclusivamente para a redução da carga no art. 386 do RIR/1999 e nos arts. 7º e 8º da Lei nº
tributária, bem como não decorre de partes 9.532/1997, o que não se verifica nas operações
independentes, o que retira sua substância realizadas internamente. Ademais, os Conselheiros
econômica, em razão de obstar a formação de um ressaltaram que é incabível a utilização do art. 36 da
preço justo para os ativos envolvidos. Ademais, no Lei nº 10.637/2002 para amparar a legalidade do
caso concreto, ressaltaram que a transferência de ágio entre empresas interligadas, porquanto o
valores entre empresas do mesmo grupo econômico dispositivo reconhece a neutralidade tributária do
não configura pagamento, haja vista que em tal ganho de capital advindo de um negócio entre
hipótese não há geração de riqueza, tampouco da empresas pertencentes a um mesmo grupo
mais-valia. econômico. Por fim, no caso concreto, os
Conselheiros afirmaram que as parcelas de ágio
• PAF 11080.732187/2013-19
Voltar ao sumário. 61
decorreram da diferença entre as reavaliações suposta despesa amortizável. Por fim, no caso
encomendadas pelos controladores da empresa concreto, os Conselheiros ressaltaram que a pessoa
contribuinte e os valores nominais de participações jurídica incorporada estava inoperante há anos e
societárias cedidas e transferidas a ela, de modo que teve seu capital social aumentado vultosamente por
não houve o pagamento a maior, fundamentado em sua controladora apenas para ser extinta por
expectativa de rentabilidade futura, e nem incorporação envolvendo outra holding do grupo,
circulação de riquezas, restando desconfigurado o caracterizando-se, assim, uma operação sem
propósito negocial da operação. qualquer substância econômica que não enseja a
dedutibilidade do ágio.
• PAF 11065.720650/2015-21
Relator(a): Conselheiro José Carlos de Assis • PAF 16643.720027/2012-39
Guimarães (Fazenda) Relator(a): Conselheiro Rogério Aparecido Gil
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª (Contribuinte)
Câmara da 1ª Seção do CARF Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª
Data de julgamento: 20/09/2017 Câmara da 1ª Seção do CARF
Data de formalização: 29/09/2017 Data de julgamento: 15/08/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO. Data de formalização: 16/10/2017
OPERAÇÃO ARTIFICIAL. AMORTIZAÇÃO. Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO.
IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO ECONÔMICO.
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, AUSÊNCIA DE DISPÊNDIO. AMORTIZAÇÃO.
entendeu não ser possível a amortização de ágio IMPOSSIBILIDADE.
decorrente de reestruturação societária realizada Resultado: A Turma, por maioria, entendeu não
entre empresas pertencentes ao mesmo grupo ser possível a amortização de ágio interno, isto é,
econômico, o denominado ágio interno. Isso porque, aquele gerado em decorrência de reorganização
nos termos da Lei nº 9.532/1997, para a dedução da societária realizada entre empresas controladas pelo
mais-valia é essencial à ocorrência do efetivo mesmo grupo econômico. De acordo com os
sacrifício econômico por parte do adquirente, o que Conselheiros, o ágio somente surge quando o preço
não se percebe nas operações intragrupo, dada a (custo) pago pela aquisição ou subscrição de um
falta de substância econômica e contábil que investimento a ser avaliado pelo método da
justifique o pagamento do valor a maior. Por fim, os equivalência patrimonial, supera o valor
Conselheiros acrescentaram que o ágio gerado de patrimonial desse investimento. Nesse sentido,
forma interna, sem alteração do controle das ressaltaram que apenas há preço (custo) de
sociedades envolvidas e sem qualquer desembolso, aquisição quando há dispêndio para se obter algo de
constitui prova da artificialidade do ágio, motivo terceiro, o que não se verifica em operações entre
pelo qual torna inválida sua amortização. empresas do mesmo grupo econômico, por ausência
de partes independentes, bem como não resultar de
• PAF 16682.720533/2014-23 um processo imparcial de valoração. Assim, no caso
Relator(a): Conselheira Ester Marques Lins de concreto, consignaram que a mera reavaliação da
Sousa (Fazenda) participação acionária, detida pela pessoa jurídica
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª incorporadora na incorporada, ambas pertencentes
Câmara da 1ª Seção do CARF ao mesmo conglomerado de empresas, ainda que
Data de julgamento: 17/08/2017 regular do ponto de vista formal, não enseja o
Data de formalização: 11/10/2017 surgimento de um sobrepreço capaz de ser
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO. amortizável.
AUSÊNCIA DE SUBSTÂNCIA ECONÔMICA.
EMPRESA-VEÍCULO. ARTIFICIALIDADE DA • PAF 14367.720009/2014-08
OPERAÇÃO. AMORTIZAÇÃO. Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
IMPOSSIBILIDADE. (Fazenda)
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu não Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
ser possível a amortização de ágio interno, isto é, Data de julgamento: 12/09/2017
aquele gerado em decorrência de reorganização Data de formalização: 24/10/2017
societária realizada entre empresas controladas pelo Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO.
mesmo grupo econômico. Assim, os Conselheiros AUSÊNCIA DE CIRCULAÇÃO DE RIQUEZAS.
destacaram que para caracterização do ágio AUSÊNCIA DE CONFUSÃO PATRIMONIAL.
pressupõe a existência de efetivo desembolso, em AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
moeda ou bens, sendo que a transferência de ações Resultado: A Turma, por maioria, entendeu não
dentro de um mesmo grupo econômico não ser possível a amortização de ágio interno, isto é,
materializa pagamento a maior, elemento essencial aquele gerado em decorrência de reorganização
à formação do ágio. Isso porque, os arts. 7º e 8º da societária realizada exclusivamente entre empresas
Lei nº 9.532/1997 referem-se ao ágio formado na controladas pelo mesmo grupo econômico. Isso
aquisição de investimento, sendo que só há falar em porque, segundo os Conselheiros, para o
aquisição se houver a presença de um terceiro aproveitamento fiscal do ágio é necessário a
independente, que é requisito necessário à formação concreção dos aspectos pessoal, que é a confusão
do preço (custo) do investimento, conforme nota patrimonial entre a real investidora e a investida, e
explicativa que acompanha a IN CVM nº 247/1996. material, que consiste no fundamento econômico
Ademais, destacaram que a utilização de empresa- para o pagamento da mais-valia, conforme disposto
veículo impede o aproveitamento posterior da mais- no art. 386 do RIR/1999 e nos arts. 7º e 8º da Lei nº
valia, uma vez que evidencia a artificialidade de 9.532/1997, o que não se verifica nas operações
operação realizada com a única finalidade de criar realizadas internamente, porquanto as empresas

Voltar ao sumário. 62
envolvidas estão submetidas ao mesmo controle 12.973/2014 inexistia vedação legal à amortização
acionário. Ademais, os Conselheiros destacaram fiscal do ágio gerado em operações entre empresas
que, em operações intragrupo, ainda que ocorra o controladas pelo mesmo grupo econômico, desde
efetivo pagamento em dinheiro na alienação, não que realizadas dentro de plenas condições de
haverá real circulação de riqueza, mas tão somente, mercado, com efetivo sacrifício econômico, como se
movimentação de patrimônio entre as empresas sob efetuadas com terceiros independentes, em
mesmo controle societário. Por fim, os Conselheiros observância ao princípio do arm’s lenght. Dessa
consignaram que a Orientação Técnica do Comitê de forma, segundo os Conselheiros, a dedutibilidade do
Pronunciamentos Contábeis CPC nº 02/2008 ágio interno está condicionada ao cumprimento dos
também afasta a possibilidade de reconhecimento requisitos dos arts. 7º e 8º da Lei nº 9.532/1997 e do
do ágio interno. art. 20 do DL nº 1.598/1977 quais sejam: (i)
aquisição de investimento com efetivo dispêndio
• PAF 10882.723180/2014-81 econômico, em espécie ou não; (ii) confusão
Relator(a): Conselheiro Caio César Nader patrimonial entre investidora e investida; (iii)
Quintella (Contribuinte) proposito negocial; e (iv) alteração das posições
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª inicial e final das partes intervenientes. No caso
Câmara da 1ª Seção do CARF concreto, mantiveram a glosa referente ao ágio
Data de julgamento: 26/07/2017 interno, porquanto a sequência cronológica das
Data de formalização: 30/10/2017 operações realizadas pelo contribuinte demonstra a
Ementa: IRPJ. ÁGIO INTERNO. OPERAÇÃO ausência de fundamento econômico e artificialidade
FORA DOS PADRÕES DE MERCADO. AUSÊNCIA do ágio gerado, vez que não houve alteração das
DE SACRIFÍCIO ECONÔMICO. AMORTIZAÇÃO. posições inicial e final das partes envolvidas, bem
IMPOSSIBILIDADE. como não houve geração de riqueza nova decorrente
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu da aquisição participação societária, mas, tão
que até a edição da Lei nº 12.973/2014 inexistia somente, circulação de ativos dentro do grupo
vedação legal à amortização fiscal do ágio gerado em econômico. Noutro plano, os Conselheiros
operações entre empresas controladas pelo mesmo afirmaram não ser possível a amortização de ágio
grupo econômico, desde que realizadas dentro de gerado em operação em que o real investidor, isto é,
plenas condições de mercado, com efetivo sacrifício aquele que desembolsou o valor pago pela aquisição
econômico, como se efetuadas com terceiros com ágio, é pessoa jurídica domiciliada no exterior.
independentes, em observância ao princípio do Isso porque, nessa hipótese, não se concretiza a
arm’s lenght. Entretanto, no caso concreto, os confusão patrimonial entre investidora e investida,
Conselheiros destacaram que a artificialidade das requisito essencial à amortização da mais-valia.
operações efetuadas pelo contribuinte restou Nesse sentido, no caso concreto, mantiveram a glosa
demonstrada no próprio laudo que respaldou o de ágio decorrente de investimento estrangeiro,
custo de aquisição da transação, uma vez que os tendo em vista que restou ausente a confusão
auditores técnicos que o elaboraram expressamente patrimonial e o propósito negocial da operação, uma
consignaram que tal documento prestava-se vez que a real investidora, pessoa jurídica
somente a auxiliar na reestruturação societária, estrangeira, constituiu empresa-veículo no Brasil
sendo vedada sua utilização para qualquer outro com o fito exclusivo de gerar artificialmente uma
fim. Ademais, asseveraram que não houve, também, despesa amortizável. Por fim, os Conselheiros
alteração de controle societário nem sacrifício consignaram que os lucros auferidos por controlada
econômico nas operações, mas, tão somente, sediada na Argentina não se sujeitam à incidência da
variações meramente escriturais, sem circulação de CSLL, por força dos tratados contra a bitributação
riqueza ou ganho de capital, implicando, portanto, entre os dois países e do art. 11 da Lei nº
violação às condições de livre mercado, o que 13.202/2015. Dessa forma, no caso concreto,
impede a amortização fiscal do ágio, por força dos destacaram que a ausência de fundamentação pela
arts. 385 e 386 do RIR/1999. fiscalização acerca do efetivo oferecimento dos
valores à controladora brasileira e a respeito da
• PAF 16643.720041/2011-51 apuração do resultado da controlada estrangeira no
Relator(a): Conselheiro Roberto Caparroz de país tornam necessário o cancelamento da glosa.
Almeida (Fazenda)
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª b) Empresa-veículo
Câmara da 1ª Seção do CARF
Data de julgamento: 19/09/2017 • PAF 16561.720059/2015-97
Data de formalização: 21/11/2017 Relator(a): Conselheiro Marcos Antonio
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO INTERNO. Nepomuceno Feitosa (Contribuinte)
PRINCÍPIO DO ARM’S LENGHT. Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª
INOBSERVÂNCIA. AMORTIZAÇÃO. Câmara da 1ª Seção do CARF
IMPOSSIBILIDADE. ÁGIO DECORRENTE DE Data de julgamento: 17/05/2017
INVESTIMENTO ESTRANGEIRO. REAL Data de formalização: 05/07/2017
INVESTIDOR DOMICILIADO NO EXTERIOR. Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. EMPRESA-
EMPRESA-VEÍCULO. AMORTIZAÇÃO. VEÍCULO. REQUISITOS PARA AMORTIZAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. CSLL. LUCROS AUFERIDOS CUMPRIMENTO. AUSÊNCIA DE SIMULAÇÃO.
NO EXTERIOR. TRATADO INTERNACIONAL PROPÓSITO NEGOCIAL. POSSIBILIDADE.
BRASIL-ARGENTINA CONTRA BITRIBUTAÇÃO. Resultado: A Turma, por maioria, entendeu ser
APLICABILIDADE. NÃO INCIDÊNCIA. possível a amortização do ágio quando restarem
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, cumpridos os requisitos dos arts. 385 e 386 do
entendeu que antes da vigência da Lei nº RIR/1999, tais como o pagamento do valor

Voltar ao sumário. 63
equivalente à rentabilidade futura por incorporação aquisição de participação societária implica na
de ações e a inexistência de relação de dependência impossibilidade de amortização do ágio criado. Isso
entre as partes. Ademais, os Conselheiros porque, segundo os Conselheiros, a confusão
afirmaram que a suposta aparição de empresa- patrimonial entre a real investidora e a investida é
veículo não inviabiliza a amortização do ágio, uma requisito indispensável para a dedutibilidade da
vez que, como a liquidação da operação foi realizada amortização do ágio, de modo que somente a
com recursos próprios da incorporadora, não há que empresa que efetivamente suportou a aquisição do
se falar em simulação. Por fim, ressaltaram, diante investimento pode deduzir as despesas na apuração
do caso concreto, que não cabe à Administração do IRPJ e da CSLL. No caso concreto, afirmaram
analisar o propósito negocial com que as operações que a confusão patrimonial foi apenas aparente,
que ensejaram o ágio foram procedidas, tendo em visto que a investidora, cujo patrimônio se
vista que o ordenamento pátrio não veda a prática confundiu com o da investida por ocasião de
de atos lícitos que tenham como finalidade a incorporação reversa, não foi quem de fato incorreu
redução da carga tributária. no esforço para adquirir o investimento com ágio,
sendo, na verdade, empresa efêmera criada com o
• PAF 10480.729104/2013-21 simples propósito de concretizar a operação.
Relator(a): Conselheira Amélia Wakako Morishita
Yamamoto (Contribuinte) • PAF 19515.721836/2011-31
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo
Câmara da 1ª Seção do CARF (Fazenda)
Data de julgamento: 11/04/2017 Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Data de formalização: 07/07/2017 Data de julgamento: 04/07/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. EMPRESA-VEÍCULO. Data de formalização: 04/08/2017
INCORPORAÇÃO REVERSA. POSSIBILIDADE. Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. EMPRESA-VEÍCULO.
CUMPRIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS. “TRANSFERÊNCIA”. INEXISTÊNCIA DE
AMORTIZAÇÃO. POSSIBILIDADE. DESCONTOS CONFUSÃO PATRIMONIAL. AMORTIZAÇÃO.
EM OPERAÇÕES DE EMPRÉSTIMOS. IMPOSSIBILIDADE.
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ART. 299 DO Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
RIR/1999. CARACTERIZAÇÃO DA NECESSIDADE. entendeu que a “transferência” do ágio, realizada via
POSSIBILIDADE. empresa-veículo, infringe o requisito da confusão
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o patrimonial e impede a amortização da mais-valia.
ordenamento jurídico não impede o uso de Isso porque, para os Conselheiros, a dedutibilidade
empresas-veículo visando a “transferência” de ágio, do ágio está restrita à empresa investidora, isto é,
de forma que dedutível da base de cálculo do IPRJ e aquela que efetivamente acreditou na mais-valia,
da CSLL a mais-valia transportada quando realizou os estudos de rentabilidade futura e
cumprido os demais requisitos legais, tais como desembolsou os recursos para a aquisição da
operação entre partes independentes e efetivo participação societária. Ademais, no caso concreto,
pagamento, calculado com base em parâmetros de ressaltaram que quando a empresa investida é
mercado e na rentabilidade futura da adquirida. Os controlada pela investidora, ocorre à confusão
Conselheiros destacaram que o art. 2º, § 3º, da Lei patrimonial aparente, na qual não faz cumprir o
nº 6.404/1976 autoriza criação de holdings com requisito legal necessário, e, portanto, não enseja a
único objetivo de aproveitar-se de benefícios fiscais, amortização do ágio.
razão pela qual não seria possível vislumbrar
qualquer vedação ao uso da empresa-veículo. • PAF 10600.720016/2014-31
Ademais, afirmaram que, nos termos dos arts. 7º e Relator(a): Conselheiro Luis Henrique Marotti
8º da Lei nº 9.532/1997, a amortização do ágio está Toselli (Contribuinte)
condicionada à confusão patrimonial entre Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
investidora e investida, sendo irrelevante se esse Câmara da 1ª Seção do CARF
requisito foi alcançado mediante incorporação às Data de julgamento: 25/07/2017
avessas, haja vista a inexistência de qualquer Data de formalização: 15/08/2017
vedação legal nesse sentido. Noutro prisma, os Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. EMPRESA-VEÍCULO.
Conselheiros afirmaram que, nos termos do art. 299 “TRANSFERÊNCIA”. INCORPORAÇÃO REVERSA.
do RIR/1999, a concessão de descontos em INEXISTÊNCIA DE VEDAÇÃO. EFETIVO
operações de empréstimos configura despesa PAGAMENTO. OPERAÇÃO ENTRE PARTES
operacional, necessária e usual para instituições INDEPENDENTES. POSSIBILIDADE.
financeiras, de forma que legítima a dedução de tais Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
valores da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. utilização de empresa-veículo para “transferir” o
ágio não inviabiliza sua amortização, uma vez que
• PAF 16561.720053/2013-58 não somente inexiste vedação legal para tanto, mas
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo a própria Lei nº 9.532/1997 legitima o emprego
(Fazenda) dessas pessoas jurídicas. Nesse sentido, os
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF Conselheiros ressaltaram que se restar demonstrado
Data de julgamento: 04/07/2017 que o ágio seria dedutível caso o contribuinte
Data de formalização: 04/08/2017 optasse por realizar a incorporação direta, a
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. EMPRESA-VEÍCULO. existência de sociedades efêmeras perde o condão de
CONFUSÃO PATRIMONIAL. AUSÊNCIA. afastar a dedutibilidade da mais-valia. Ademais, no
AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. caso concreto, cancelaram o lançamento fiscal, haja
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, vista que a incorporação reversa se deu entre partes
entendeu que a utilização de empresa-veículo em independentes e houve o efetivo pagamento do

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sobrepreço fundado em rentabilidade futura, tributos, incorpora uma empresa lucrativa, com
afastando-se assim a hipótese de simulação arguida patrimônio líquido maior que sua incorporadora,
pelo Fisco. com o propósito de burlar a vedação contida no art.
33 do DL nº 2.341/1987, reproduzida no art. 514 do
• PAF 11516.721044/2015-78 RIR/1999. Noutro plano, quanto à autuação pela
Relator(a): Conselheiro José Carlos de Assis amortização indevida de ágio, a Turma, por maioria,
Guimarães (Fazenda) entendeu não ser possível deduzir a mais-valia
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª quando os documentos apresentados pelo
Câmara da 1ª Seção do CARF contribuinte não comprovem a rentabilidade futura
Data de julgamento: 20/09/2017 e nem as razões que motivaram a aquisição. Assim,
Data de formalização: 29/09/2017 no caso concreto, os Conselheiros destacaram que o
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. FUNDAMENTO fato de a legislação da época não exigir a forma
ECONÔMICO. EMPRESA-VEÍCULO. específica de laudo não dispensa a comprovação,
“TRANSFERÊNCIA”. FUNDO DE pelo contribuinte, mediante documentação técnica e
INVESTIMENTO EM PARTICIPAÇÃO (FIP). contemporânea à operação, das perspectivas de
AMORTIZAÇÃO. POSSIBILIDADE. rentabilidade futura que justificaram o sobrepreço
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu pago.
que o art. 20 do DL nº 1.598/1977 ao estabelecer
como fundamento econômico do ágio a expectativa d) Investimento estrangeiro
de rentabilidade da coligada ou controlada com base
em previsão dos resultados nos exercícios futuros, • PAF 16561.720194/2013-71
não faz distinção quanto à origem desses resultados. Relator(a): Conselheiro Demetrius Nichele Macei
Dessa forma, os Conselheiros afirmaram ser válido (designado para redação do acórdão) –
o ágio decorrente de investimento em sociedade (Contribuinte)
holding cuja expectativa de rentabilidade está nos Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
resultados de empresa operacional integralmente Câmara da 1ª Seção do CARF
controlada pela investida, não havendo, para tanto, Data de julgamento: 22/03/2017
necessidade de incorporação da empresa Data de formalização: 16/10/2017
operacional. Noutro plano, destacaram que a mera Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. INVESTIMENTO
utilização de empresa-veículo não tem o condão de ESTRANGEIRO. REAL INVESTIDOR
impossibilitar amortização do ágio regularmente DOMICILIADO NO EXTERIOR. EMPRESA-
gerado, nos termos dos arts. 7º e 8º da Lei nº VEÍCULO. “TRANSFERÊNCIA”. AUSÊNCIA DE
9.532/1997. No caso concreto, consignaram que a CONFUSÃO PATRIMONIAL. AMORTIZAÇÃO.
utilização da empresa-veículo se justificou devido ao IMPOSSIBILIDADE.
fato de o real investidor ser um Fundo de Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
Investimento em Participações (FIP) o qual é utilização de empresa-veículo, constituída por
impossibilitado, pela legislação brasileira, de pessoa jurídica estrangeira para “transferir” ágio
investir diretamente em sociedade de pago em outra operação societária, inviabiliza o
responsabilidade limitada, necessitando, por cumprimento dos requisitos dispostos nos arts. 7º e
conseguinte, de uma sociedade anônima, aberta ou 8º da Lei nº 9.532/1997 e, portanto, impede a
fechada, que lhe permitisse realizar o investimento amortização da mais-valia. Os Conselheiros
pretendido. afirmaram que para o aproveitamento posterior do
ágio, é imperiosa a existência de confusão entre o
c) Incorporação reversa patrimônio da empresa investida e do real
investidor, que deve ser domiciliado no Brasil.
• PAF 10830.016265/2010-91 Assim, no caso concreto, consignaram pela
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo impossibilidade de amortização do ágio, tendo em
(Fazenda) vista que a pessoa jurídica que desembolsou o valor
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF pago pela aquisição com sobrepreço estava situada
Data de julgamento: 08/08/2017 no exterior e constituiu empresa-veículo no país
Data de formalização: 05/09/2017 com a única finalidade de internalizar a mais-valia
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. INCORPORAÇÃO gerada em território internacional.
REVERSA. DEMONTRAÇÃO DE
RENTABILIDADE FUTURA. INEXISTÊNCIA. e) Requisitos para amortização
AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
MOTIVAÇÃO EXCLUSIVAMENTE FISCAL. • PAF 16327.721552/2013-35
SIMULAÇÃO. DESCONSIDERAÇÃO DOS Relator(a): Conselheira Milene de Araújo Macedo
EFEITOS TRIBUTÁRIOS. POSSIBILIDADE. (Fazenda)
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
entendeu ser lícito ao Fisco desconsiderar a Câmara da 1ª Seção do CARF
operação de incorporação reversa realizada com o Data de julgamento: 16/05/2017
único intuito de aproveitar os prejuízos fiscais e Data de formalização: 03/07/2017
outros benefícios de que goze a pessoa jurídica Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. REQUISITOS PARA
incorporadora. Assim, os Conselheiros consignaram AMORTIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE LAUDO DE
que deve ser mantida a glosa de prejuízos fiscais e RENTABILIDADE FUTURA. IMPOSSIBILIDADE.
bases negativas da CSLL nas hipóteses de Resultado: A Turma, por maioria, entendeu não
incorporação às avessas, quando uma empresa ser possível a amortização do ágio quando os laudos
extremamente deficitária, com patrimônio líquido apresentados não comprovam que o seu
reduzido, com o intuito de redução de pagamento de fundamento econômico foi à expectativa de

Voltar ao sumário. 65
rentabilidade futura. No caso concreto, os Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Conselheiros afirmaram que os laudos apresentados que o ágio amortizado contabilmente, na forma do
pelo contribuinte, ao invés de comprovarem a art. 391 do RIR/1999, não tem efeitos fiscais não
expectativa de rentabilidade futura das empresas repercutindo, portanto, no valor do ágio amortizável
adquiridas, demonstram que o ágio pago na após a extinção do investimento, em virtude de
operação teve como fundamento a precificação do incorporação, fusão ou cisão, conforme dispõe a IN
fundo de comércio dessas empresas, e, portanto, CVM nº 247/1997. Nesse sentido, os Conselheiros
afastaram a dedução da mais-valia. ressaltaram que as regras contidas nos arts. 386 e
391 do RIR/1999 não devem ser aplicadas
• PAF 16327.720387/2015-66 concomitantemente, visto que se tratam de
Relator(a): Conselheira Lívia de Carli Germano momentos totalmente distintos. No caso concreto,
(Contribuinte) consignaram que o contribuinte, de forma correta,
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª enquanto não extintos os investimentos, seguiu à
Câmara da 1ª Seção do CARF risca os preceitos do art. 391, parágrafo único, do
Data de julgamento: 21/06/2017 RIR/1999, uma vez que, ao amortizar,
Data de formalização: 08/08/2017 contabilmente, o ágio identificado, controlou as
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. REQUISITOS PARA contrapartidas, tendo adicionado ao lucro líquido os
AMORTIZAÇÃO. EQUIVALÊNCIA ENTRE O respectivos valores. Portanto, após a extinção do
VALOR PRATICADO E O VALOR DO LAUDO DE investimento por incorporação, fusão ou cisão,
EXPECTATIVA DE RENTABILIDADE FUTURA. tornou-se dedutível para fins fiscais o ágio gerado,
INEXIGIBILIDADE. ÁGIO AMORTIZADO de forma que acertada a aplicação do art. 386 do
CONTABILMENTE. POSSIBILIDADE. RIR/1999 nesse momento.
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que,
para fins de amortização de ágio, o valor • PAF 16327.721108/2014-09
efetivamente praticado em uma operação de Relator(a): Conselheiro Marcos Antônio
incorporação não precisar ser igual ao do laudo de Nepomuceno Feitosa (Contribuinte)
expectativa de rentabilidade futura da empresa a ser Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª
incorporada, bastando que o estudo apresentado Câmara da 1ª Seção do CARF
respalde o montante negociado na operação. Isso Data de julgamento: 16/08/2017
porque, para os Conselheiros, o numerário referente Data de formalização: 30/10/2017
ao ágio pago em uma operação de incorporação Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. REQUISITOS PARA
reporta-se não só à expectativa de rentabilidade AMORTIZAÇÃO. FUNDAMENTO ECONÔMICO.
futura da participação societária incorporada, como LAUDO DE RENTABILIDADE FUTURA.
ao próprio processo de negociação entre as PATRIMÔNIO EFETIVAMENTE ABSORVIDO.
empresas envolvidas. Assim, em relação ao caso UNIFORMIDADE DE CRITÉRIOS.
concreto, afirmaram que o valor praticado na DESCUMPRIMENTO. AMORTIZAÇÃO.
incorporação possuía respaldo no laudo IMPOSSIBILIDADE.
apresentado, fazendo com que, embora a mais-valia Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
paga fosse menor do que a expectativa de que é imprescindível a demonstração do
rentabilidade futura, fosse possível a amortização do fundamento econômico do ágio mediante laudo de
ágio. Ademais, consignaram que o fato de a empresa expectativa de rentabilidade futura que avalie
incorporada se caracterizar como holding não somente o patrimônio efetivamente absorvido na
implica que o ágio deva ser fundamentado no custo operação de reorganização societária, conforme art.
de seus ativos, isto é, no quanto valem as 20, § 3º, do DL nº 1.598/1977 . Ademais, os
participações societárias que a empresa possui, de Conselheiros afirmaram que, por força do art. 21 do
modo que o estudo apresentado deve demonstrar a DL nº 1.598/1977, os critérios adotados para a
expectativa de rentabilidade futura da própria avaliação do investimento devem ser uniformes, de
holding, mesmo que isso seja reflexo do sucesso dos modo que todos os elementos que compõem o valor
negócios de suas subsidiárias operacionais. Noutro final sejam amparados equitativamente. Dessa
plano, entenderam que o ágio pode ser deduzido da forma, no caso concreto, refutaram a validade do
base de cálculo do IRPJ e da CSLL ainda que tenha laudo de rentabilidade futura apresentado, que foi
já sido amortizado contabilmente, tendo em vista realizado para todo o conjunto de atividades da
que o legislador, ao estabelecer o tratamento pessoa jurídica investida, uma vez que (i) abrangeu
tributário para a mais-valia, não fez qualquer ativos e passivos que não foram absorvidos pela
diferenciação entre o ágio amortizado investidora; e (ii) não avaliou economicamente uma
contabilmente e aquele ainda não. parcela do patrimônio efetivamente adquirido.

• PAF 16327.720740/2014-27 • PAF 11516.721452/2014-49


Relator(a): Conselheiro Gustavo Guimarães da Relator(a): Conselheiro Demetrius Nichele Macei
Fonseca (Contribuinte) (Contribuinte) e Conselheiro Paulo Mateus Ciccone
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª (designado para redação do acórdão quanto à glosa
Câmara da 1ª Seção do CARF de despesas com amortização do ágio) – (Fazenda)
Data de julgamento: 16/08/2017 Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
Data de formalização: 20/10/2017 Câmara da 1ª Seção do CARF
Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. REQUISITOS PARA Data de julgamento: 15/08/2017
AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE Data de formalização: 06/12/2017
CONCOMITÂNCIA NA APLICAÇÃO DOS ARTS. Ementa: IRPJ. CSLL. ÁGIO. REQUISITOS PARA
386 E 391 DO RIR/1999. AMORTIZAÇÃO. AMORTIZAÇÃO. FUNDAMENTO ECONÔMICO.
POSSIBILIDADE. VALOR DO INTANGÍVEL. AQUISIÇÃO DE

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MARCAS DE RENOME NACIONAL E FUNDO DE Relator(a): Conselheiro Demetrius Nichele Macei
COMÉRCIO. REGISTRO EM CONTRAPARTIDA À (Contribuinte)
CONTA DE ATIVO PERMANENTE. Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Câmara da 1ª Seção do CARF
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. Data de julgamento: 20/06/2017
INTEGRALIZAÇÃO DE BEM IMÓVEL NO Data de formalização: 03/08/2017
CAPITAL SOCIAL DE EMPRESA LIGADA PARA Ementa: CSLL. BASE DE CÁLCULO. DESPESAS
POSTERIOR ALIENAÇÃO. AUSÊNCIA DE COM AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO E MULTAS POR
PROPÓSITO NEGOCIAL. PROCEDIMENTO INFRAÇÃO. INDEDUTIBILIDADE. ESTENDIDA
LEGÍTIMO. PARA A CSLL A LEGISLAÇÃO FISCAL APLICÁVEL
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o NA APURAÇÃO DO IRPJ.
ágio pago com fundamento na aquisição de Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
intangíveis deve ser contabilizado em contrapartida que as despesas com amortização de ágio e multas
à conta de ativo permanente, não sujeita à regulatórias devem ser mantidas na base de cálculo
amortização, por força dos arts. 385, § 2º, III, e 386, da CSLL, uma vez que, nos termos do art. 28 da Lei
II, do RIR/1999. Isso porque, segundo os nº 9.430/1996, a legislação fiscal aplicável à
Conselheiros, apesar de estar acostado aos autos apuração da base tributável do IRPJ é extensível
laudo apontando para uma expectativa de para a CSLL. Os Conselheiros destacaram que tais
rentabilidade futura, é evidente que o interesse do tributos partem do mesmo lucro líquido e diferem
contribuinte no negócio originou-se da aquisição de somente pelas expressas adições e exclusões a que
marcas amplamente conhecidas no mercado de estão legalmente sujeitas. Assim, no caso concreto,
roupas e confecções, divulgadas por modelos afirmaram que não podem ser deduzidas as
internacionalmente famosas, bem como de pontos despesas com ágio, por não haver previsão legal para
comerciais tradicionais, impulsionadores de venda. tanto, tampouco as despesas com multas por
Noutro plano, quanto à falta de contabilização de infração, dada a indedutibilidade expressa nos arts.
ganho de capital apurado na alienação de bem do 56 e 57 da IN SRF nº 390/2004.
ativo permanente, consignaram que a integralização
de um imóvel no capital social de empresa do • PAF 16682.721151/2013-36
mesmo grupo econômico, a fim de transmitir sua Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
propriedade para que esta, optante pelo lucro (designado para redação do acórdão) – (Fazenda)
presumido, fizesse a venda do terreno a terceiro Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
interessado, caracterizou planejamento tributário Data de julgamento: 08/08/2017
abusivo. Para os Conselheiros, a operação não tinha Data de formalização: 24/10/2017
qualquer propósito negocial, tendo sido realizada Ementa: CSLL. BASE DE CÁLCULO. DESPESAS
apenas para que a autuada, sujeita ao lucro real, COM AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO.
auferisse vantagens tributárias, devendo, assim, ser INDEDUTIBILIDADE. ESTENDIDA PARA A CSLL
mantida a glosa fiscal. A LEGISLAÇÃO FISCAL APLICÁVEL NA
APURAÇÃO DO IRPJ. NEUTRALIDADE DA
2. CSLL AVALIAÇÃO DO INVESTIMENTO.
POSSIBILIDADE.
a) Alíquota Resultado: A Turma, por maioria, entendeu ser
devida a adição do valor correspondente às despesas
• PAF 13805.004434/98-51 com amortização de ágio na apuração da base de
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura cálculo da CSLL, ainda que não ocorra a extinção do
(Fazenda) investimento. Isso porque, para os Conselheiros, o
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF disposto no DL nº 1.598/1977, cujo objetivo é
Data de julgamento: 10/08/2017 adaptar a legislação do IR às inovações introduzidas
Data de formalização: 31/08/2017 pela Lei nº 6.404/1976, deve ser aplicado também
Ementa: CSLL. ALÍQUOTA. SOCIEDADES para a CSLL, conforme determinado pelo art. 57 da
CORRETORAS DE SEGURO. INSTITUIÇÕES Lei nº 8.981/1995. Além disso, aduziram que a
FINANCEIRAS. EQUIPARAÇÃO. neutralidade da avaliação dos investimentos pelo
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, MEP em relação à CSLL está atrelada às disposições
entendeu que sociedades corretoras de seguros do art. 2º da Lei nº 7.689/1988, visto que nele há
estão sujeitas à alíquota de 23% para fins de previsão acerca da adição do resultado negativo e
cobrança da CSLL. Isso porque, segundo os exclusão do positivo decorrentes da avaliação de
Conselheiros, o art. 22, § 1º, da Lei nº 8.212/1991 é investimento pelo citado método. Por fim,
expresso ao equiparar tais sociedades às instituições consignaram que o art. 13 da Lei nº 9.249/1995
financeiras, fato que culmina na equiparação prevê expressamente quais são as despesas
também das alíquotas aplicáveis. Tal equiparação se indedutíveis tanto da base de cálculo do IRPJ
dá, segundo eles, pois o legislador quis estender a quanto da CSLL, incluindo-se, dentre delas, a
todas as pessoas jurídicas cuja constituição, despesa com ágio, vez que esta submete-se ao
organização, funcionamento e operações são regramento geral das despesas disposto no art. 47 da
fiscalizadas pela SUSEP, o mesmo tratamento Lei nº 4.506/1964.
conferido às instituições financeiras.
c) Benefício fiscal
b) Base de cálculo
• PAF 16327.003658/2003-81
• PAF 16682.720821/2011-35 Relator(a): Conselheiro Luís Flávio Neto
(Contribuinte)

Voltar ao sumário. 67
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF decidido na citada hipótese não vincula os
Data de julgamento: 04/10/2017 Conselheiros do CARF.
Data de formalização: 20/11/2017
Ementa: CSLL. BENEFÍCIO FISCAL. ART. 8º DA • PAF 16327.721346/2013-25
MP Nº 1.807/1999. NECESSIDADE DE Relator(a): Conselheiro José Eduardo Dornelas
RECOLHIMENTO DO TRIBUTO À ALÍQUOTA DE Souza (designado para redação do acórdão) –
18%. INEXISTÊNCIA. (Contribuinte)
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
que, para a fruição do benefício previsto no art. 8º Câmara da 1ª Seção do CARF
da MP nº 1.807/1999, não há necessidade de que o Data de julgamento: 16/05/2017
contribuinte tenha recolhido a CSLL à alíquota de Data de formalização: 07/07/2017
18%. Isso porque, segundo os Conselheiros, Ementa: CSLL. COISA JULGADA. EFICÁCIA DA
implicaria ofensa ao princípio da legalidade exigir o DECISÃO QUE EXIMIU O CONTRIBUINTE DA
adimplemento de requisitos não impostos pelo COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA
legislador para a fruição da benesse. Dessa forma, PELA LEI Nº 7.689/1988. LEGISLAÇÃO
afirmaram que as instituições financeiras que SUPERVENIENTE. AUSÊNCIA DE SUBSTANCIAL
tiverem base de cálculo negativa e valores MODIFICAÇÃO NO ESTADO DE FATO OU DE
adicionados temporariamente ao lucro líquido, para DIREITO DO CONTRIBUINTE. IRRELEVÂNCIA
apuração da base de cálculo da CSLL, DA DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE
correspondente aos períodos encerrados até DO TRIBUTO PELO STF EM CONTROLE
31/12/1998, poderão escriturar em seu ativo como CONCENTRADO. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA
crédito compensável com débitos da mesma DO RESP 1.118.893/MG (REPETITIVO).
contribuição, o valor equivalente a 18% da soma Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que as
daquelas parcelas, independentemente de terem reformas legislativas implementadas após a edição
recolhido o tributo à mesma alíquota. da Lei nº 7.689/1988 não modificaram a regra
matriz da CSLL, dispondo apenas sobre a alíquota, a
d) Coisa julgada base de cálculo e a forma de pagamento da
contribuição, de modo que não têm, assim, o condão
• PAF 10600.720020/2013-18 de fazer cessar, conforme preceitua o art. 505, I, do
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo CPC/2015, os efeitos da coisa julgada alcançada pelo
(Fazenda) contribuinte em face do manejo de ação individual
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF que reconheceu à inexistência de relação jurídico-
Data de julgamento: 07/06/2017 tributária com a União, no tocante à incidência
Data de formalização: 04/07/2017 desse tributo. Os Conselheiros ressaltaram que a
Ementa: CSLL. COISA JULGADA. EFEITOS posterior manifestação do STF, em sentido oposto à
CONTINUATIVOS. INCONSTITUCIONALIDADE decisão transitada em julgado, não altera os efeitos
DA LEI Nº 7.689/1988. ALTERAÇÃO NO ESTADO da res judicata, nos termos do entendimento
DE DIREITO. POSTERIOR DECLARAÇÃO DE assentado no REsp 1.118.893/MG, submetido ao
CONSTITUCIONALIDADE PELO STF. RESP rito dos recursos repetitivos. Nesse sentir,
1.118.893/MG (REPETITIVO). consignaram que a declaração de
INAPLICABILIDADE. INCIDÊNCIA. constitucionalidade da CSLL, por meio da ADI
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, 15/DF, não torna legítima a cobrança automática do
entendeu que a coisa julgada que afasta a cobrança tributo na hipótese do caso concreto, cujo comando
do tributo não produz mais efeitos quando da da sentença de mérito com trânsito em julgado não
alteração no estado de fato ou de direito do objeto da se limitou a um único exercício financeiro. Por fim,
decisão. Assim, os Conselheiros afirmaram que o os Conselheiros destacaram que o art. 62-A do
decisum que declarou a inconstitucionalidade da Lei RICARF determina a observância obrigatória dos
nº 7.689/1988 para afastar a cobrança de CSLL precedentes judiciais representativos da
deixou de produzir seus efeitos, haja vista os controvérsia, não podendo ser desconsiderada a
dispositivos legais que modificaram a matriz do decisão do STFJ enquanto inexistente decisão por
tributo e o posicionamento do STF na ADI 15/DF parte do STF submetida ao rito da repercussão geral.
para declarar a constitucionalidade da lei
referendada. Por fim, ressaltaram que o julgamento e) Lucros auferidos no exterior
do REsp 1.118.893/MG, submetido ao rito dos
recursos repetitivos, não afastou a limitação dos • PAF 16327.721149/2014-97
efeitos continuativos da coisa julgada, produzida na Relator(a): Conselheiro José Eduardo Dornelas
ADI 15/DF, uma vez que o STJ se manifestou, Souza (Contribuinte)
naquela oportunidade, apenas no sentido de que a Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
ADI não poderia retroagir para alcançar os fatos Câmara da 1ª Seção do CARF
geradores já ocorridos. Ademais, destacaram que o Data de julgamento: 20/06/2017
STJ analisou tão somente as Leis anteriores a 1993 Data de formalização: 07/08/2017
para concluir pela não modificação no estado de Ementa: CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
direito da coisa julgada que declarou a EXTERIOR. ACORDOS DE BITRIBUTAÇÃO.
inconstitucionalidade da CSLL, de forma que as Leis RETROATIVIDADE DO ART. 11 DA LEI Nº
nos 8.981/1995, 9.249/1995 e 9.316/1996, utilizadas 13.202/2015.
como fundamento para a lavratura do auto de Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
infração analisado, não foram apreciadas pelos CSLL está incluída no escopo dos acordos de dupla
Ministros. Dessa forma, tendo em vista as diferenças tributação celebrados pelo Brasil,
fáticas dos casos julgados, concluíram que o independentemente do outro país contratante ou do

Voltar ao sumário. 68
período em que houver sido firmado o acordo. Isso financiamento da seguridade social, considera-se
porque, segundo os Conselheiros, o art. 11 da Lei nº empresa, por força do art. 15, I, da referida Lei, a
13.202/2015 possui conteúdo interpretativo e, sociedade que assume o risco da atividade
portanto, eficácia retroativa, de modo que os econômica, com fins lucrativos ou não. Ademais,
tratados internacionais contra a bitributação, afirmaram que, a despeito de não auferir lucro, mas
firmados pelo Brasil antes da vigência da CF/1988 e, superávits, o art. 2º da Lei nº 7.689/1988 prevê que
por conseguinte, antes da instituição da CSLL, a ela a base de cálculo da contribuição é o resultado do
se aplicam. Assim, no caso concreto, asseveraram exercício, tendo sido prevista no art. 5º da Lei nº
que o contribuinte corretamente excluiu da base de 10.426/2002 a isenção da CSLL, em relação a fatos
cálculo da CSLL os rendimentos auferidos dos juros geradores ocorridos a partir de 2002, somente para
de títulos da dívida soberana da Áustria, Dinamarca entidades fechadas de previdência complementar.
e Espanha. Por fim, os Conselheiros ainda afastaram, nos
termos da Súmula nº 730/STF, a hipótese de a
f) PLR imunidade constitucional conferida às instituições
de assistência social alcançar as entidades abertas de
• PAF 16327.720540/2013-93 previdência privada, dada a contraprestação dos
Relator(a): Conselheiro Guilherme Adolfo dos beneficiários para o custeio do sistema.
Santos Mendes (Fazenda)
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª • PAF 10768.018466/2002-13
Câmara da 1ª Seção do CARF Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo
Data de julgamento: 27/07/2017 (designada para redação do acórdão) – (Fazenda)
Data de formalização: 26/10/2017 Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Ementa: CSLL. PLR. CARÁTER Data de julgamento: 13/09/2017
RETROSPECTIVO. DEDUTIBILIDADE DAS Data de formalização: 30/10/2017
DESPESAS NOS RESPECTIVOS PERÍODOS DA Ementa: CSLL. ENTIDADE FECHADA DE
OBRIGAÇÃO DE SEUS PAGAMENTOS. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. RESULTADO
DIFERIMENTO DO RECONHECIMENTO FISCAL DO EXERCÍCIO ANTERIOR A 31/12/2001.
E CONTÁBIL. IMPOSSIBILIDADE. SUJEIÇÃO PASSIVA. ISENÇÃO A PARTIR DA
Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou VIGÊNCIA DA LEI Nº 10.426/2002.
que a PLR possui caráter nitidamente retrospectivo, Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
ou seja, o trabalhador recebe por aquilo que entendeu que as receitas das entidades fechadas de
produziu em determinado período aquisitivo, previdência privada auferidas antes do ano-
devendo ser realizado o reconhecimento da despesa calendário de 2002 estão sujeitas à incidência da
nesse intervalo, sem diferimento para exercícios CSLL. Isso porque, para os Conselheiros, tais
futuros. No caso concreto, os Conselheiros pessoas jurídicas foram incluídas expressamente no
destacaram que o fato de o contribuinte estar rol de contribuintes disposto no art. 22, § 1º da Lei
obrigado a pagar a PLR aos seus empregados em nº 8.212/1991 e a isenção prevista no art. 5º da Lei
função do alcance de metas referentes a negociações nº 10.426/2002 somente produz efeitos a partir de
de operações de crédito não implica o 1º/01/2002. Dessa forma, afirmaram que antes da
condicionamento dessa incumbência ao efetivo mencionada Lei que instituiu o benefício fiscal, não
adimplemento das operações correlatas, ou a havia dispositivo legal que vedasse a tributação das
qualquer evento futuro, tendo em vista que a entidades fechadas de previdência privada,
aferição dos critérios qualitativos da PLR não pode tornando devida a incidência da CSLL sobre as
se dar em periodicidade “aberta”, a fim de que tais receitas auferidas previamente à sua vigência. Por
despesas sejam deduzidas no curso dos anos fim, no caso concreto, consignaram que a base de
subsequentes. cálculo da contribuição é o resultado do exercício,
independentemente se denominado lucro ou
g) Previdência complementar superávit, nos termos do art. 2º da Lei nº
7.689/1988.
• PAFs 19740.000056/2008-94 e
19740.720010/2010-18 3. IPI
Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
(designado para redação do acórdão) – (Fazenda) a) Responsabilidade tributária
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Data de julgamento: 05/07/2017 • PAF 16004.720375/2013-12
Data de formalização: 24/10/2017 Relator(a): Conselheira Luciana Yoshihara
Ementa: CSLL. ENTIDADE ABERTA DE Arcangelo Zanin (Contribuinte)
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
FINALIDADE LUCRATIVA. ART. 22, § 1º, DA LEI Câmara da 1ª Seção do CARF
Nº 8.212/1991. SUJEIÇÃO PASSIVA. ISENÇÃO DO Data de julgamento: 12/04/2017
ART. 5º DA LEI Nº 10.426/2002 RESTRITA ÀS Data de formalização: 25/08/2017
ENTIDADES FECHADAS. Ementa: IPI. RESPONSABILIDADE
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, TRIBUTÁRIA. SÓCIO ADMINISTRADOR.
entendeu que as entidades abertas de previdência CONTADOR. UTILIZAÇÃO DE CRÉDITOS
complementar, mesmo desprovidas de intuito INDEVIDOS. ESCRITURAÇÃO A MENOR. ATO
lucrativo, estão sujeitas à incidência da CSLL, PRATICADO COM INFRAÇÃO DE LEI. ART. 135, II
conforme disposto no rol do § 1º do art. 22 da Lei nº E III, DO CTN. SUJEITOS PASSIVOS
8.212/1991, confirmado pelo art. 72, III, dos ADCT. SOLIDÁRIOS.
Isso porque, segundo os Conselheiros, para

Voltar ao sumário. 69
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Data de formalização: 13/11/2017
que o sócio administrador da empresa autuada é Ementa: IRPJ. COMPENSAÇÃO. TRIBUTOS
responsável solidário pela falta de recolhimento do PAGOS NO EXTERIOR. CONSULARIZAÇÃO.
IPI, em virtude da escrituração de valores inferiores POSSIBILIDADE.
aos destacados nas notas fiscais de saída emitidas, Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
bem como da redução do saldo devedor pela que tendo o contribuinte apresentado todos os
utilização de crédito não lastreado em documentos necessários ao aproveitamento do
documentação hábil e idônea, com o objetivo de imposto pago no exterior para fins de compensação
elidir o Fisco. Os Conselheiros destacaram que com o IRPJ devido no Brasil, havendo dúvidas
restou demonstrada, após o confronto das notas quanto à validade dos comprovantes de
fiscais com os registros contábeis, a prática de ato recolhimento do imposto no estrangeiro ante a
doloso em infração à lei, atraindo a aplicação dos ausência de consularização, é possível, em
arts. 124, I, e 135, III, do CTN. Outrossim, homenagem à busca pela verdade material, a
consignaram também a responsabilização do juntada posterior dos comprovantes devidamente
contador, porque, embora a assinatura dos livros consularizados, mesmo após a interposição do
fiscais faça parte do cotidiano do profissional, a recurso voluntário.
escrituração contábil a menor caracteriza sua
participação no ilícito, nos termos do art. 135, II, do b) Contrato de franquia
CTN.
• PAF 10830.725974/2012-22
4. IRPJ Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
(Fazenda)
a) Compensação Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Data de julgamento: 14/09/2017
• PAF 14033.000777/2008-67 Data de formalização: 05/10/2017
Relator(a): Conselheira Livia de Carli Germano Ementa: IRPJ. LUCRO PRESUMIDO. VENDA DE
(Contribuinte) MATERIAIS ADQUIRIDOS DA FRANQUEADORA
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª AOS FRANQUEADOS. VENDA EXCLUSIVA.
Câmara da 1ª Seção do CARF PERCENTUAL DE PRESUNÇÃO DO LUCRO 32%.
Data de julgamento: 17/10/2017 Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
Data de formalização: 10/11/2017 atividade de venda de materiais didáticos
Ementa: IRPJ. COMPENSAÇÃO. IMPOSTO adquiridos da franqueadora e repassados aos
PAGO NO EXTERIOR. REQUISITOS. franqueados de forma exclusiva, não pode ser
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu considerado como comércio atacadista de livros,
que a compensação do IR incidente sobre os lucros jornais e outras publicações (CNAE 4647802), para
auferidos no exterior com o IRPJ apurado no Brasil, fins de aplicação da alíquota de 8% do lucro
via de regra, está condicionada: (i) ao oferecimento presumido. No caso concreto, os Conselheiros
dos rendimentos obtidos no exterior à tributação no consignaram que para o contribuinte ser
regime do lucro real; (ii) à efetiva apuração do lucro enquadrado no referido CNAE, seria necessário que
em país estrangeiro e; (iii) ao reconhecimento do suas práticas não desatendessem o disposto no art.
documento relativo ao IR incidente no exterior pelo 39, IX, da Lei nº 8.078/1990, que dispõe que é
órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada vedado ao fornecedor de produtos ou serviços
brasileira. Ademais, os Conselheiros afirmaram que recusar a venda de bens ou prestação de serviços,
a necessidade do efetivo pagamento do imposto no diretamente a quem se disponha a adquiri-los
exterior, previsto na IN SRF nº 213/2002, não se mediante pronto pagamento. Assim, afirmaram que,
restringe exclusivamente à sua quitação em espécie, não sendo a atividade do contribuinte,
admitindo-se também a compensação com créditos propriamente, a comercial simples vendedora de
do sujeito passivo perante o governo estrangeiro, materiais didáticos, está sujeita ao percentual de
desde que não tenham origem em incentivos fiscais presunção de 32%.
de qualquer natureza. Além disso, consignaram não
ser necessária a consularização dos documentos se o c) Dedutibilidade de despesas
imposto pago no exterior se destinar aos países
signatários da Convenção da Apostila, celebrada na • PAF 16327.720268/2014-22
Haia, bastando para estes, o apostilamento Relator(a): Conselheiro Milene de Araújo Macedo
realizado pelas autoridades apostilantes localizadas (Fazenda)
no país emissor do documento. Por fim, no caso Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
concreto, os Conselheiros permitiram a Câmara da 1ª Seção do CARF
compensação do IR pago no Paraguai, Portugal, Data de julgamento: 19/09/2017
Reino Unido e parte do imposto saldado na Data de formalização: 14/11/2017
Alemanha, enquanto que, por falta de observância Ementa: IRPJ. DEDUÇÃO DE DESPESAS.
dos requisitos, vetaram a compensação no que tange CONTRATO DE MÚTUO. DESCARACTERIZAÇÃO
ao Chile, EUA, Ilhas Cayman e Áustria. DE OFÍCIO PELO FISCO. NATUREZA
REMUNERATÓRIA. DESPESA OPERACIONAL.
• PAF 16327.720527/2012-53 DEDUTIBILIDADE. COMPENSAÇÃO DE IRRF
Relator(a): Conselheiro Luis Fabiano Alves SOBRE RENDIMENTOS REMETIDOS ÀS
Penteado (Contribuinte) SUCURSAIS. POSSIBILIDADE.
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Câmara da 1ª Seção do CARF que os valores contabilizados como empréstimos,
Data de julgamento: 20/09/2017 porém reclassificados pelo Fisco como natureza

Voltar ao sumário. 70
remuneratória são despesas operacionais dedutíveis ART. 327 DO RIR/1999. AMORTIZAÇÃO.
na apuração do lucro real. Nesse sentido, no caso POSSIBILIDADE.
concreto, os Conselheiros consignaram que os Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
valores pagos aos empregados, em contrato de que, nos termos do art. 309, § 3°, do RIR/1999, o
mútuo, após serem considerados pelo Fisco como de método das unidades produzidas (MUP) é
natureza remuneratória para incidência de IRRF, de plenamente aplicável ao setor petroleiro para fins de
igual forma, devem ser reconhecidos como despesas determinação do índice de depreciação e
com remuneração, dedutíveis na apuração do lucro amortização de ativo único, devendo os gastos serem
real. Noutro plano, afirmaram que a compensação deduzidos a partir do efetivo início das atividades de
de IRRF sobre os rendimentos remetidos às filiais e produção e exploração da área. No caso concreto, os
sucursais de pessoa jurídica domiciliada no Brasil, Conselheiros entenderam que os gastos
com o lucro real da matriz no Brasil é permitida relacionados à exploração incorrem em ativo
desde que (i) a beneficiária dos valores remetidos diferido para amortização posterior e compõem o
pela pessoa jurídica domiciliada no Brasil tiver ativo de um único bem, aplicando-se o MUP ao caso.
domicílio em paraísos fiscais ou com tributação Ademais, entenderam que, com relação aos gastos
favorecida e (ii) os resultados da filial, sucursal, relativos a bônus de assinatura, é possível a
coligada ou controlada sejam computados na amortização destes nos termos do art. 327 do
determinação do lucro real da pessoa jurídica RIR/1999, ou seja, considerando todo o período em
domiciliada no Brasil. Ademais, destacaram que a que houver reservas de petróleo e gás a serem
mera utilização de agente intermediário localizado produzidos e vendidos.
no exterior responsável pelo pagamento e
recebimento das transações realizadas fora do país f) Fundo de investimento
não descaracteriza as remessas efetuadas pela
pessoa jurídica domiciliada no Brasil à beneficiária • PAF 16561.720159/2014-32
que tenha domicílio em paraísos fiscais. Relator(a): Conselheira Livia De Carli Germano
(Contribuinte)
d) Depreciação acelerada incentivada Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
Câmara da 1ª Seção do CARF
• PAF 10835.720015/2014-32 Data de julgamento: 15/08/2017
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura Data de formalização: 26/10/2017
(designado para redação do acórdão) – (Fazenda) Ementa: IRPJ. FUNDO DE INVESTIMENTO
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF EXCLUSIVO. ENTIDADE NÃO TRANSPARENTE.
Data de julgamento: 09/05/2017 DESCONSIDERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTO
Data de formalização: 08/08/2017 DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO.
Ementa: IRPJ. DEPRECIAÇÃO ACELERADA Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
INCENTIVADA. LAVOURA DE CANA-DE- que o tratamento dispensado pela CVM aos fundos
AÇÚCAR. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA de investimento exclusivos não influencia no
DE PRODUÇÃO DE FRUTOS. EXAUSTÃO. tratamento tributário de tais ativos, vez que este é
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, dado pela legislação tributária. Nessa esteira, os
entendeu que os dispêndios para a formação de Conselheiros afirmaram que na legislação tributária
lavoura de cana-de-açúcar estão sujeitos à exaustão, há todo um regramento relativo à tributação dos
e não à depreciação, de forma que não podem ser investimentos em cotas de fundos estabelecendo,
objeto do benefício da depreciação acelerada da ainda, quando estes serão considerados aplicações
atividade rural. Os Conselheiros afirmaram que as em renda fixa ou renda variável. Ademais,
culturas contabilizadas no ativo permanente, que consignaram que a legislação tributária trata os
possibilitam mais de uma colheita, estão sujeitas à fundos de investimento exclusivos como entidades
depreciação quando são caracterizadas como não transparentes, de forma que somente poder-se-
frutíferas, ou seja, a extração e o aproveitamento ia tributar o cotista pelos rendimentos do fundo na
econômico não comprometem a existência da planta. hipótese de este não existir de fato, isto é, não passar
Nesse sentido, afirmaram que os dispêndios na de uma simulação absoluta. Por fim, no caso
formação de culturas canavieiras, as quais concreto, destacaram que o auto de infração carece
importam em sacrifício do próprio recurso natural de fundamento fático e jurídico, porquanto
em cada colheita, esgotando-se após alguns ciclos desconsiderou a existência do fundo ao fundamento
produtivos, estão sujeitos à exaustão. de que ativos que o compunham eram diretamente
detidos pela empresa contribuinte, de forma as
e) Depreciação do ativo imobilizado aplicações financeiras teriam sido por ela realizadas.
Destarte, comprovada a existência do fundo,
• PAF 12448.724947/2014-43 entenderam não subsistir o lançamento baseado em
Relator(a): Conselheira Amélia Wakako Morishita dispositivo que determina a indedutibilidade do
Yamamoto (Contribuinte) excesso de perdas em relação aos ganhos nas
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª operações de renda variável.
Câmara da 1ª Seção do CARF
Data de julgamento: 16/05/2017 g) Ganho de capital
Data de formalização: 03/07/2017
Ementa: IRPJ. DESPESAS. DEPRECIAÇÃO E • PAF 19647.002407/2005-17
AMORTIZAÇÃO. MUP. ATIVO ÚNICO. DEDUÇÃO. Relator(a): Conselheiro Luis Henrique Marotti
INÍCIO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO. GASTOS Toselli (Contribuinte)
COM EXPLORAÇÃO. BÔNUS DE ASSINATURA. Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
Câmara da 1ª Seção do CARF

Voltar ao sumário. 71
Data de julgamento: 15/05/2017 nos termos do art. 41 do ADCT, o benefício fiscal
Data de formalização: 26/07/2017 referente à alíquota de IRPJ, previsto no art. 1º do
Ementa: IRPJ. GANHO DE CAPITAL. DL nº 2.413/1988, aplicável ao lucro decorrente de
ALIENAÇÃO DE INVESTIMENTOS ADQUIRIDOS exportações incentivadas, mas apenas majorou para
COM ÁGIO. EXCLUSÃO DA MAIS-VALIA NA 18% a alíquota incidente enquanto não findo o prazo
COMPOSIÇÃO DO LUCRO TRIBUTÁVEL. NÃO de dois anos contados da promulgação da CF/1988.
COMPROVAÇÃO DA NEUTRALIDADE FISCAL Segundo os Conselheiros, quisesse o legislador
DO ÁGIO. INCIDÊNCIA. RECOLHIMENTO DO confirmar o benefício fiscal o faria de modo explícito
VALOR INTEGRAL DECLARADO EM DIPJ. e não apenas mediante majoração de sua alíquota.
COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO DE IRRF. VALOR Ademais, consignaram que cessam os efeitos da
DE ESTIMATIVA. PAGAMENTO. COMPROVAÇÃO. coisa julgada que verse sobre relações jurídicas de
ÔNUS DO CONTRIBUINTE. trato continuado a partir do momento em que
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que, sobrevenha alteração na situação jurídica aplicável
não restando comprovada a adição das despesas àquela relação. No caso concreto, os Conselheiros
com amortização de ágio, para fins de concreção de afirmaram que a decisão judicial, transitada em
sua neutralidade fiscal, é incabível a exclusão da julgado, que amparava o contribuinte ao
mais-valia no momento da apuração do ganho de recolhimento de IRPJ à alíquota de 18% sobre o
capital na alienação da participação societária. lucro de suas exportações incentivadas de minerais
Além disso, os Conselheiros consignaram que cabe abundantes pautou-se apenas no disposto na Lei nº
ao contribuinte comprovar o pagamento do valor 8.034/1990, sendo certo que, com a edição da Lei nº
integral de IRPJ declarado em DIPJ, caso contrário, 9.249/1995, que estabeleceu alíquota de 15% com
é pertinente sua cobrança com os devidos possível adicional de 10%, a coisa julgada em favor
acréscimos legais. No mesmo sentido, afirmaram do contribuinte deixou de produzir efeitos. Noutro
que o contribuinte deve comprovar a retenção de plano, a Turma, por maioria, entendeu pela
IRRF e o recolhimento de valor de estimativa para impossibilidade de dedução dos royalties pagos aos
que a dedução e a compensação de tais valores não sócios da pessoa jurídica, nos termos do art. 353, I,
sejam glosadas. do RIR/1999, amparado pelo art. 71, parágrafo
único, “d”, da Lei nº 4.506/1964. Para os
h) Incentivos fiscais Conselheiros, não há nenhuma restrição no texto
legal do conceito de sócio para abarcar apenas
• PAF 10830.005455/2004-34 aqueles que sejam pessoas físicas.
Relator(a): Conselheiro Leonardo Luis Pagano
Gonçalves (Contribuinte) i) Lucro da exploração
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
Câmara da 1ª Seção do CARF • PAF 13502.721207/2014-16
Data de julgamento: 18/05/2017 Relator(a): Conselheiro Caio Cesar Nader
Data de formalização: 06/07/2017 Quintella (Contribuinte)
Ementa: IRPJ. INCENTIVO FISCAL. PEDIDO DE Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
REVISÃO DE ORDEM DE EMISSÃO DE Câmara da 1ª Seção do CARF
INCENTIVO FISCAL (PERC). REGULARIDADE Data de julgamento: 20/06/2017
FISCAL. COMPROVAÇÃO DURANTE TODO O Data de formalização: 03/08/2017
CURSO DO PROCESSO. SUMÚLA Nº 37/CARF. Ementa: IRPJ. LUCRO DA EXPLORAÇÃO.
POSSIBILIDADE. SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu DESTINAÇÃO DO NUMERÁRIO À
que, para fins de concessão de benefício fiscal, o REMUNERAÇÃO DOS TITULARES DA
contribuinte tem direito de comprovar sua COMPANHIA. EXCLUSÃO DO CÁLCULO DE QUE
regularidade fiscal, por meio da apresentação da TRATA O ART. 19 DO DL Nº 1.598/1977. VENDA
DIPJ, durante todo o curso da discussão DE SUCATA. INCLUSÃO. RECUPERAÇÃO DE
administrativa do processo, conforme disposto na CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. INCLUSÃO.
Súmula nº 37/CARF. Dessa forma, os Conselheiros Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
afirmaram que, no caso concreto, o Pedido de que os valores provenientes de subvenção de
Revisão de Ordem de Emissão de Incentivo Fiscal investimento, independentemente de sua
(PERC) deve ser acolhido, visto que existe destinação, encontram-se abarcados no conceito de
documentação apta a comprovar a inexistência de “outras receitas e outras despesas” empregado pelo
débitos pendentes do contribuinte. art. 19, III, do DL nº 1.598/1977, devendo ser
excluídos do cálculo do lucro da exploração da
• PAF 10600.720046/2016-17 empresa, cujo instituto consiste em um método para
Relator(a): Conselheiro Carlos Cesar Candal o isolamento e a extração dos resultados da
Moreira Filho (designado para redação do acórdão) atividade do contribuinte sujeita a um benefício
– (Fazenda) objetivo. Os Conselheiros destacaram que, até ser
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª revogado, havia determinação expressa no art. 182,
Câmara da 1ª Seção do CARF § 1º, “d”, da Lei nº 6.404/1976 para que o montante
Data de julgamento: 17/10/2017 referente à subvenção para investimento fosse
Data de formalização: 27/11/2017 registrado na conta do capital social (patrimonial),
Ementa: IRPJ. INCENTIVO FISCAL. LEI Nº de modo que não havia preceito para sua adição ao
7.988/1989. REVOGAÇÃO. ROYALTIES PAGOS A resultado. Contudo, ressaltaram que, com o advento
SÓCIO. PESSOA JURÍDICA. INDEDUTIBILIDADE. da Lei nº 11.638/2007 e suas alterações contábeis,
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, esses valores passaram a transitar pelo resultado das
entendeu que a Lei nº 7.988/1989 não confirmou, empresas e a compor a base de cálculo dos

Voltar ao sumário. 72
dividendos obrigatórios, mesmo sendo indesejada nº 10.101/2000. Ademais, decidiram pela
sua tributação, tendo em vista que a finalidade do impossibilidade de recomposição da base de cálculo
Poder Público ao conceder o incentivo era de IRPJ para aproveitamento do saldo negativo
justamente capitalizar a empresa. Assim, os apurado no ano-calendário objeto do presente
Conselheiros afirmaram que a Lei nº 11.941/2009 lançamento, vez que já fora objeto de PER/DCOMP
alterou a redação do art. 19, III, do DL nº 1.598/1977, entregue pela empresa antes do início da
de “resultados não operacionais” para “outras fiscalização. Por fim, a Turma, por voto de
receitas e outras despesas”, estritamente para qualidade, ressaltou que a sucessora da pessoa
adequar a legislação tributária aos novos critérios de jurídica autuada não pode ser responsabilizada pela
contabilidade, mantendo-se fora do lucro multa fiscal lançada após a incorporação, tendo em
operacional do contribuinte, inclusive após a edição vista que sua responsabilidade está restrita aos
da Lei nº 11.638/2011, as receitas que não estão tributos não pagos pela sucedida, conforme disposto
efetivamente vinculadas ao desempenho mercantil no art. 132 do CTN, alcançando-lhe somente a pena
das suas atividades. Ademais, entenderam que, aplicada antes do ato sucessório, pois, nesta
mesmo destinados à distribuição de lucros aos hipótese, representaria um passivo da sociedade
sócios, a natureza jurídica desses recursos não se incorporada.
transmuta em subvenção de custeio, tampouco se
reveste de receita operacional, podendo apenas ser • PAF 16682.720059/2010-14
adicionados ao lucro líquido, conforme disposto no Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
art. 18, IV, da Lei nº 11.941/2009. Por fim, no (Fazenda)
tocante aos valores provenientes de venda de sucata, Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
os Conselheiros consignaram que, no caso concreto, Data de julgamento: 04/10/2017
a autoridade concedente do benefício redutor do Data de formalização: 30/10/2017
IRPJ tratou da produção de um composto (o Ementa: IRPJ. PLR. AUSÊNCIA DE
polietileno) e, portanto, abarcou o subproduto REPRESENTAÇÃO SINDICAL NA NEGOCIAÇÃO
decorrente da sua comercialização, cujas receitas ENTRE EMPREGADOR E EMPREGADOS.
devem compor o lucro da exploração. Outrossim, SUPRIDA POR POSTERIOR ARQUIVAMENTO DO
registraram que o valor da recuperação de créditos ACORDO PELO SINDICATO. DEMAIS
de ICMS, oriundos das operações mercantis REQUISITOS DA LEI Nº 10.101/2000
incluídas no benefício, representa uma CUMPRIDOS. DEDUTIBILIDADE DAS
recomposição do resultado percebido (pois a adição DESPESAS.
do imposto anula a despesa anterior), devendo Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
integrar a receita bruta operacional, nos termos do que a ausência de participação do sindicato no
art. 392, II, do RIR/1999. acordo que tratou da remuneração aos empregados
a título de PLR não é suficiente para afastar a
j) PLR dedutibilidade dessas despesas, nos termos do art.
299 do RIR/1999. Isso porque, segundo os
• PAF 16327.001291/2006-12 Conselheiros, a entidade sindical foi devidamente
Relator(a): Conselheira Luciana Yoshihara comunicada das reuniões e, ciente, optou por não
Arcangelo Zanin (Contribuinte) e Conselheiro Luiz enviar representante ao evento (alegando
Rodrigo de Oliveira Barbosa (designado para discordância quanto à forma de eleição da comissão
redação do acórdão quanto à recomposição da base e de negociação da PLR), deixando, ainda, de
de cálculo) – (Fazenda) recursar o arquivamento do acordo celebrado,
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª mesmo em face da alegada divergência com o
Câmara da 1ª Seção do CARF procedimento adotado pelo empregador. Dessa
Data de julgamento: 25/01/2017 forma, consignaram que, cumpridos os demais
Data de formalização: 07/08/2017 requisitos previstos na Lei nº 10.101/2000, o ato de
Ementa: IRPJ. PLR. DISTRIBUIÇÃO AOS concordância do sindicato com o termo formalizado,
DIRETORES. DESOBEDIÊNCIA ÀS CONDIÇÕES supre o seu não comparecimento.
ESTABELECIDAS EM ACORDO TRABALHISTA.
INDEDUTIBILIDADE DAS DESPESAS. SALDO • PAF 16682.720122/2012-76
NEGATIVO DE IRPJ UTILIZADO PARA Relator(a): Conselheiro Luis Henrique Marotti
COMPENSAÇÃO COM TRIBUTOS Toselli (designado para redação do acórdão) –
ADMINISTRADOS PELA RFB. (Contribuinte)
APROVEITAMENTO EM LANÇAMENTO FISCAL Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
QUE APUROU FATO GERADOR DO IMPOSTO. Câmara da 1ª Seção do CARF
IMPOSSIBILIDADE. RESPONSABILIDADE DA Data de julgamento: 21/09/2017
SUCESSORA. MULTA FISCAL LANÇADA APÓS A Data de formalização: 27/11/2017
INCORPORAÇÃO. INEXISTÊNCIA. Ementa: IRPJ. PLR. PAGAMENTOS FEITOS A
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que, ESTAGIÁRIOS. EXISTÊNCIA DE REGRAS
nos termos do art. 463 do RIR/1999, a PLR paga aos CLARAS. DEDUTIBILIDADE.
diretores do contribuinte não pode ser deduzida do Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
lucro líquido. No caso concreto, a fiscalização existindo regras claras e objetivas que fixam o
provou, segundo os Conselheiros, que os direito do trabalhador a PLR, além de cumpridos os
beneficiários exerciam função administrativa, demais requisitos legais, não há que se falar em
mesmo tendo sido contratados como empregados, glosa das despesas incorridas a este título, assim, a
de modo que a glosa dessas despesas justifica-se, exigência de outras condições, não veiculadas no
suficientemente, pelo descumprimento dos texto legal, como a necessidade de pagamentos
requisitos estabelecidos nos arts. 2º e 3º, § 1º, da Lei uniformes e comprovação individual de fórmula

Voltar ao sumário. 73
matemática de suporte, extrapola os limites legais, para o lucro real. Os Conselheiros afirmaram que
razão pela qual deve ser desconsiderada. Ademais, não houve revogação do art. 390 do RIR/1999 em
os Conselheiros consignaram que os pagamentos face do art. 4º da Lei nº 9.959/2000, pois este é
feitos a estagiários no bojo do programa de PLR, utilizado na hipótese de reavaliação espontânea dos
ainda que questionável em face da restrição legal de bens do ativo da própria pessoa jurídica, não
que os beneficiários devem ser empregados, devem havendo incompatibilidade entre as normas
ser tratados para fins fiscais como pagamentos mencionadas. Dessa forma, no caso concreto,
remuneratório de trabalho, constituindo gasto entenderam pela procedência da tributação
necessário e, portanto, dedutível da base de cálculo realizada pela fiscalização, pois o contribuinte não
do IRPJ. adicionou ao lucro real o valor das reservas de
reavaliação reflexas, utilizadas para fins de aumento
k) Royalties do capital social.

• PAF 10600.720019/2013-93 b) Compensação de prejuízos fiscais


Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
(designado para redação do acórdão) – (Fazenda) • PAF 10882.002471/2009-74
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF Relator(a): Conselheiro Fernando Brasil de
Data de julgamento: 10/05/2017 Oliveira Pinto (Fazenda)
Data de formalização: 12/07/2017 Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
Ementa: IRPJ. ROYALTIES. CESSÃO DO Câmara da 1ª Seção do CARF
DIREITO DE EXPLORAR RESERVAS MINERAIS. Data de julgamento: 18/05/2017
INDEDUTIBILIDADE. REGISTROS CONTÁBEIS Data de formalização: 06/07/2017
NEGADOS APÓS O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO. Ementa: IRPJ. CSLL. COMPENSAÇÃO DE
PROIBIÇÃO DE COMPORTAMENTO PREJUÍZOS FISCAIS. TRAVA DOS 30%. FUSÃO
CONTRADITÓRIO. DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA. APLICAÇÃO DO
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, LIMITE LEGAL.
afirmou que os valores pagos pelo contribuinte a Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que é
uma sócia pessoa jurídica foram registrados na aplicável a limitação de 30% do lucro real, prevista
contabilidade da cedente e da cessionária como nos arts. 15 e 16 da Lei nº 9.065/1995, para
royalties decorrentes da exploração de direitos compensação de prejuízos fiscais e bases negativas
minerários e, portanto, são indedutíveis na da CSLL, mesmo na hipótese de extinção da pessoa
determinação do lucro real, conforme previsto no jurídica em razão de operação de fusão. Os
art. 353 do RIR/1999. Os Conselheiros destacaram Conselheiros destacaram que não há qualquer
que o fato de a empresa alegar, após ser submetida exceção legal à trava, de modo que, sendo o
a auditoria fiscal, que os pagamentos possuem aproveitamento um benefício fiscal, não é permitido
natureza de custo de aquisição incorre em venire afastar a regra geral, no último período de apuração
contra factum proprium, vez que contraria seus da empresa a ser incorporada, sem expressa
próprios assentamentos contábeis, violando, assim, disposição na lei.
o princípio da boa-fé. Por fim, registraram que tais
pagamentos, mesmo se fossem considerados • PAF 16682.721073/2014-51
consequência da transferência definitiva da Relator(a): Conselheiro Flávio Franco Corrêa
titularidade dos direitos minerários, não poderiam (designado para redação do acórdão) – (Fazenda)
ser deduzidos como despesa, mas sim “ativados” Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
para submissão às regras de amortização ou Câmara da 1ª Seção do CARF
exaustão previstas em lei. Data de julgamento: 16/05/2017
Data de formalização: 25/08/2017
5. IRPJ & CSLL Ementa: IRPJ. CSLL. DESPESA. COBERTURA DE
DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA
a) Base de cálculo PRIVADA COMPLEMENTAR. TRATAMENTO DE
PREJUÍZO FISCAL. IMPOSSIBILIDADE.
• PAF 13116.722035/2011-17 RECONHECIMENTO DA DESPESA. REGIME DE
Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo COMPETÊNCIA.
(designado para redação do acórdão) - (Fazenda) Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF não é possível reconhecer como prejuízo fiscal a
Data de julgamento: 03/07/2017 despesa, relacionada ao reconhecimento de dívidas,
Data de formalização: 27/09/2017 assumida para cobrir déficit previdenciário de
Ementa: IRPJ. CSLL. BASE DE CÁLCULO. entidade fechada de previdência privada
RESERVA DE REAVALIAÇÃO REFLEXA. USO complementar. Os Conselheiros afirmaram que tais
PARA AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL. ART. 390 despesas constituem pagamentos decorrentes de
DO RIR/1999. APLICABILIDADE. obrigação contratada, e não prejuízo fiscal, que
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, ocorre quando as despesas superam as receitas.
entendeu que a reserva de reavaliação reflexa, Desse modo, os Conselheiros aduziram que os
contabilizada como resultado do aumento do valor valores, por configurarem despesas, submetem-se
do patrimônio líquido de uma coligada ou ao regime de competência, para fins de seu
controlada (reflexo do MEP), em razão de esta ter aproveitamento fiscal, assim, o contribuinte deveria
reavaliado bens de seu ativo, tem tratamento ter escriturado no ano de 2000, no momento em que
tributário definido no art. 390 do RIR/1999, não se reconheceu devedora ao assinar o contrato de
cabendo à aplicação do disposto no art. 4º da Lei nº dívida, e não no ano de 2009 como prejuízo fiscal.
9.959/2000, pois esta apresenta uma regra geral

Voltar ao sumário. 74
• PAF 13502.720796/2014-15 Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rego
Relator(a): Conselheiro Luís Fabiano Alves (designada para redação do acórdão) – (Fazenda)
Penteado (Contribuinte) Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª Data de julgamento: 14/09/2017
Câmara da 1ª Seção do CARF Data de formalização: 30/10/2017
Data de julgamento: 26/07/2017 Ementa: IRPJ. CSLL. COMPENSAÇÃO DE
Data de formalização: 26/09/2017 PREJUÍZOS FISCAIS. TRAVA DOS 30%. CISÃO
Ementa: IRPJ. CSLL. COMPENSAÇÃO DE TOTAL DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA.
PREJUÍZOS FISCAIS. BASE DE CÁLCULO APLICAÇÃO DO LIMITE LEGAL.
NEGATIVA. UTILIZAÇÃO PARA LIQUIDAÇÃO DE Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
PASSIVOS TRIBUTÁRIOS. INOCORRÊNCIA DO entendeu que, mesmo na hipótese de extinção da
FATO GERADOR. MP Nº 470/2009. pessoa jurídica por cisão total, é aplicável o limite de
POSSIBILIDADE. 30% do lucro líquido para compensação de prejuízos
TRAVA DOS 30%. FUSÃO DA SOCIEDADE fiscais e bases negativas da CSLL, conforme disposto
EMPRESÁRIA. APLICAÇÃO DO LIMITE LEGAL. nos arts. 15 e 16 da Lei nº 9.065/1995. Isso porque,
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a segundo os Conselheiros, não há previsão legal que
utilização de prejuízo fiscal, para pagamento de permita qualquer exceção à trava, ainda que o
débitos em programa especial de parcelamento e diferimento da compensação resulte na
anistia instituído pela MP nº 470/2009, não impossibilidade da utilização dos saldos
constitui fato gerador do IRPJ e da CSLL, razão pela acumulados, como ocorre no caso de encerramento
qual não pode ser tributado. Os Conselheiros das atividades da empresa. Ressaltaram que, na
destacaram que a utilização do prejuízo fiscal, para qualidade de benefício fiscal, o aproveitamento de
fins de compensação com lucros futuros, é um prejuízos encontra-se restrito às condições fixadas
direito líquido e certo e não uma mera expectativa na lei.
de direito, pois, na apuração de lucros, poderá o
contribuinte deduzir deste o valor do saldo de c) Dedutibilidade de despesas
prejuízo fiscal apurado em períodos passados,
assim, ocorrerá uma simples recomposição • PAF 16561.720147/2014-16
patrimonial e não de um acréscimo, este sim fato Relator(a): Conselheiro Luiz Augusto de Souza
gerador do IRPJ e da CSLL. Assim, os Conselheiros Gonçalves (Fazenda)
consignaram que a MP nº 470/2009, não criou um Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
novo direito para o contribuinte ao permitir a Câmara da 1ª Seção do CARF
utilização de prejuízo fiscal para o pagamento de Data de julgamento: 17/05/2017
débitos junto ao Fisco, ela apenas facilitou e Data de formalização: 06/07/2017
antecipou a utilização do prejuízo, ampliando o rol Ementa: IRPJ. CSLL. DEDUÇÃO DE DESPESAS.
de utilização deste. DEBÊNTURES. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS.
EMPRESAS RELACIONADAS. AUSÊNCIA DE
• PAFs 13819.001384/2009-51 e CAPITALIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
13819.000644/2009-71 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO ABUSIVO.
Relator(a): Conselheiro Roberto Silva Júnior FALTA DE PROPÓSITO NEGOCIAL.
(Fazenda) REMUNERAÇÃO.
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Câmara da 1ª Seção do CARF que a emissão de debêntures, quando adquiridas por
Data de julgamento: 17/08/2017 parte relacionada com remuneração indexada ao
Data de formalização: 09/10/2017 lucro da pessoa jurídica em patamar elevadíssimo e
Ementa: IRPJ. CSLL. COMPENSAÇÃO DE sem a efetiva capitalização da debenturista, possui
PREJUÍZOS FISCAIS. SOCIEDADE EM CONTA DE como único objetivo a redução da carga tributária
PARTICIPAÇÃO. SÓCIO OSTENSIVO. SUJEITO mediante as deduções que tal planejamento permite.
DE DIREITO. POSSIBILIDADE. RESTRIÇÕES À Os Conselheiros destacaram que, no caso concreto,
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. houve apenas troca de uma dívida por outra, visto
INAPLICABILIDADE. que a empresa que emitiu as debêntures era
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu devedora da adquirente dos títulos, o que, mais uma
que o sócio ostensivo detém o direito de compensar vez, reforçaria a intenção do contribuinte com a
o saldo negativo do IRPJ e da CSLL proveniente da operação. Nesse sentido, salientaram que a
Sociedade em Conta de Participação (SCP). Isso operação, embora dentro da legalidade,
porque, segundo os Conselheiros, a SCP não tem caracterizava um abuso de direito, não podendo ser
personalidade jurídica e, portanto, o sócio ostensivo oponível, então, ao Fisco. Assim, glosaram as
é o sujeito de direito que assume as obrigações e os despesas lançadas com o pagamento da
créditos perante terceiros, assim, o direito creditório remuneração e dos prêmios relacionados às
da SCP passa a ser do sócio ostensivo, quando este, debêntures emitidas. Ademais, diante da operação
tendo incorporado o sócio participante, o sucede em realizada pelo contribuinte, os Conselheiros
direitos e obrigações. Assim, no caso concreto, a mantiveram a responsabilidade solidária da
aquisição do capital do sócio oculto pelo ostensivo empresa adquirente dos títulos, com fundamento no
evidenciou ainda mais sua qualidade de titular do art. 124 do CTN, por entenderem que ela pactuou
direito, sendo possível a compensação do saldo com a estrutura formalmente lícita arquitetada.
negativo.
• PAF 13896.002592/2007-93
• PAF 19515.001969/2010-14 Relator(a): Conselheira Daniele Souto Rodrigues
Amadio (Contribuinte) e Conselheira Adriana

Voltar ao sumário. 75
Gomes Rêgo (designada para redação do acórdão os arts. 374 e 375 do RIR/1999. No caso concreto, os
quanto à indedutibilidade das despesas com Conselheiros destacaram que o Fisco não
debêntures e quanto à adição na base de cálculo da demonstrou que os empréstimos feitos não foram
CSLL) – (Fazenda) direcionados para a atividade da empresa, o que
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF impediria a dedutibilidade de seus encargos
Data de julgamento: 05/07/2017 financeiros, ele apenas se limitou a desqualificar a
Data de formalização: 27/09/2017 necessidade dos empréstimos a partir da presunção
Ementa: IRPJ. CSLL. DESPESAS. EMISSÃO DE simples de que seriam desnecessários, uma vez que
DEBÊNTURES. NORMALIDADE, NECESSIDADE o contribuinte possuía créditos junto a pessoas
E USUALIDADE. DESCUMPRIMENTO. ligadas. Noutro plano, em relação à alegação de
EMPRESAS LIGADAS. 70% DO LUCRO PAGO AOS distribuição disfarçada de lucro, em razão da
DEBENTURISTAS. OPERAÇÃO FORA DOS alienação de bem a pessoa ligada por valor inferior
PADRÕES DE MERCADO. INDEDUTIBILIDADE. ao de mercado, os Conselheiros consignaram que
CSLL. BASE DE CÁLCULO. DESPESAS NÃO houve erro na indicação da data do fato gerador,
DEDUTÍVEIS. ADIÇÃO. POSSIBILIDADE. IRRF. sendo que a alienação das cotas ocorreu em período
EXIGIBILIDADE. RETENÇÃO DE anterior ao exercício apontado no lançamento,
RECOLHIMENTO. INAPLICABILIDADE. devendo, assim, ser cancelada a exigência.
Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
entendeu que as despesas com o pagamento de • PAF 16682.722967/2015-49
debêntures são indedutíveis da base de cálculo do Relator(a): Conselheiro José Carlos de Assis
IRPJ e da CSLL se não forem observados os Guimarães (Fazenda)
requisitos de normalidade, necessidade e Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
usualidade do título de crédito. Isso porque, para os Câmara da 1ª Seção do CARF
Conselheiros, a pessoa jurídica emissora e os Data de julgamento: 18/10/2017
debenturistas não podem ser empresas ligadas e a Data de formalização: 30/11/2017
participação nos lucros deve respeitar o teto de 10% Ementa: IRPJ. CSLL. DESPESAS. ART. 416 DO
previsto no art. 46, § 2º, da Lei nº 6.404/1976. Dessa RIR/1999. ATIVIDADE INDUSTRIAL
forma, no caso concreto, ressaltaram que houve a PETROLÍFERA. DESENVOLVIMENTO DE
violação dos padrões de mercado, tendo em vista JAZIDAS DE PETRÓLEO. DEDUTIBILIDADE.
que as debêntures foram emitidas em favor dos POSSIBILIDADE.
sócios da empresa emissora, com taxa de Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
remuneração indexada em 70% do lucro líquido. que as despesas previstas no art. 12 do DL nº
Ademais, os Conselheiros destacaram que 62/1966, veiculadas posteriormente no art. 416 do
considerando que a base de cálculo da CSLL, assim RIR/1999, como sendo dedutíveis da base de cálculo
como do IRPJ, partem do lucro líquido para o de IRPJ e CSLL de empresa petrolífera abrangem
cálculo dos tributos, assim, a apuração da CSLL deve também aquelas incorridas na etapa de
seguir o disposto no art. 299 do RIR/1999, dessa desenvolvimento das jazidas de petróleo, apesar de
forma, as despesas não dedutíveis para fins de IRPJ, a literalidade dos dispositivos se referir às despesas
devem também compor a base de cálculo da CSLL, com “prospecção e extração”. Isso porque, segundo
por força concomitante do art. 28 da Lei nº os Conselheiros, todos os dispositivos legais
9.430/1996, do art. 57 da Lei nº 8.981/1995 e do art. existentes antes da Lei nº 9.478/1997
13 da Lei nº 9.249/1995. Por fim, a Turma, por contemplavam apenas essas duas fases, prospecção
maioria, entendeu que afastando a natureza de e extração, quando se referiam a toda a atividade
remuneração de debêntures dedutíveis, deixa de ser industrial petrolífera, inclusive à fase de
cabível a incidência de IRRF sobre a operação, desenvolvimento das jazidas, de modo que o art. 416
podendo ser abatidos os valores recolhidos pelo do RIR/1999 não seria diferente. Assim, afastou-se
contribuinte da exigência fiscal. o entendimento da Nota Técnica COSIT nº 8/2014
de que nunca teria havido autorização legislativa
• PAF 19515.722584/2013-29 para a dedução das referidas despesas com
Relator(a): Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho desenvolvimento. Ademais, consignaram que a
Machado (Fazenda) própria Lei nº 9.478/1997, ao descrever o processo
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª industrial petrolífero de modo mais especificado,
Câmara da 1ª Seção do CARF incluiu as atividades de desenvolvimento das jazidas
Data de julgamento: 26/07/2017 na fase de produção do petróleo, ou seja, sendo
Data de formalização: 13/10/2017 incontroversa a dedutibilidade dos gastos na fase de
Ementa: IRPJ. CSLL. DESPESAS. CONTRATO DE produção, reafirmou a dedutibilidade das despesas
EMPRÉSTIMO. EXISTÊNCIA DE CRÉDITO COM com desenvolvimento. Os Conselheiros ressaltaram,
EMPRESA LIGADA. DESPESA OPERACIONAL. com fulcro no art. 26-A do Decreto nº 70.235/77 e
CARACTERIZAÇÃO. DEDUTIBILIDADE. na Súmula nº 2/CARF, que a autoridade
DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCRO. ERRO administrativa não pode exercer o controle
NA INDICAÇÃO DA DATA DO FATO GERADOR. constitucionalidade do art. 416 do RIR/1999,
CANCELAMENTO. devendo presumi-lo constitucional e, portanto,
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu aplicá-lo. Por fim, consignaram que tal
que o fato do contribuinte possuir crédito junto a entendimento só foi possível pelos fatos serem
empresas ligadas não é suficiente para caracterizar anteriores à edição da MP nº 795/2017, que revogou
como desnecessária a contratação de empréstimo e, o art. 12 do DL nº 62/1966, base legal do art. 416 do
em consequência, os encargos financeiros dele RIR/1999.
decorrente como despesas para fins de dedução da
base de cálculo do IRPJ e da CSLL, conforme dispõe • PAF 12448.720485/2010-61

Voltar ao sumário. 76
Relator(a): Conselheira Daniele Souto Rodrigues empreendidos exclusivamente na produção. Isso
Amadio (Contribuinte) porque, segundo os Conselheiros, em tal hipótese,
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF deve ser aplicado o benefício fiscal da depreciação
Data de julgamento: 13/09/2017 acelerada, instituído pelo art. 6º da MP nº 2.159-
Data de formalização: 06/11/2017 70/2001, a todos os bens ativáveis, exceto quando se
Ementa: IRPJ. CSLL. DEDUÇÃO DE DESPESAS. tratar de terra nua. Ademais, no caso concreto,
PAGAMENTO DE PLR. APLICAÇÃO DO ART. 299, entenderam que assim como os bens empregados –
§ 3º DO RIR/1999. POSSIBILIDADE. sejam eles os veículos, máquinas e implementos
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que os agrícolas –, também fazem jus ao benefício fiscal os
valores pagos a título de PLR, independente do custos destinados aos canaviais em formação, visto
cumprimento dos requisitos previstos na Lei nº que estes não estão sujeitos à exaustão, mas sim à
10.101/2002, podem ser deduzidos da base de depreciação.
cálculo do IRPJ e da CSLL por configurarem
despesas operacionais. Isso porque, nos termos do e) Desmutualização
art. 299, § 3º, do RIR/1999, todas as gratificações
pagas aos empregados estão abarcadas pelo conceito • PAF 19740.720017/2010-21
de despesas operacionais necessárias à atividade da Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
empresa e à manutenção de sua fonte produtora e, (designado para redação do acórdão) - (Fazenda)
existindo escrituração e comprovação das referidas, Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
podem ser deduzidas no cálculo da receita da pessoa Data de julgamento: 09/08/2017
jurídica. Data de formalização: 24/10/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. DESMUTUALIZAÇÃO DA
• PAF 10882.721304/2014-93 BM&F E DA BOVESPA. CISÃO.
Relator(a): Conselheiro Abel Nunes de Oliveira IMPOSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DE
Neto (Fazenda) PATRIMÔNIO. DIFERENÇA ENTRE O RECEBIDO
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª E O VALOR DAS QUOTAS. RECEITA.
Câmara da 1ª Seção do CARF INCIDÊNCIA.
Data de julgamento: 20/09/2017 Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o
Data de formalização: 23/11/2017 processo de desmutualização da BM&F Bovespa não
Ementa: IRPJ. CSLL. DEDUÇÃO DE DESPESAS. se tratou de uma cisão, pois tal instituto, nos termos
CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMO. RECUPERAÇÃO do art. 1.113 do CC/2002, não é aplicável às
DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ALIENAÇÃO DE associações sem fins lucrativos, mas tão somente às
AÇÕES. IMPOSSIBILIDADE. sociedades empresárias. Assim, os Conselheiros
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que os afirmaram que, na hipótese, ocorreu uma devolução
valores entregues à empresa controlada para de patrimônio aos titulares de cotas, sendo possível
saneamento de patrimônio líquido negativo não afirmar que, por força do art. 17 da Lei nº
podem ser considerados dedutíveis quando de sua 9.532/1997, a diferença entre o valor recebido e a
baixa como perda, por se configurar operação de quantia entregue para formação do patrimônio da
aporte de capital em controlada. No caso concreto, associação deve sofrer a incidência do IRPJ e da
os Conselheiros entenderam que não constitui CSLL. Por fim, os Conselheiros afastaram a
receita tributável do contribuinte o valor obtido aplicação do MEP para reavaliação da quantia
junto ao fundo garantidor para cobrir o patrimônio entregue para a formação do patrimônio da
negativo de sua instituição financeira. Isso porque, associação, uma vez que, nos termos da Lei n°
para os Conselheiros, tal operação configura ato 6.404/1976, tal método é utilizado tão somente para
semelhante a aporte de capital do sócio. Por essa reavaliação de ativos em outras empresas, coligada
razão, afirmaram que a despesa realizada como ou controlada, o que não é o caso da BM&F Bovespa,
contrapartida a este aporte, em verdade, configura que apresenta natureza jurídica totalmente diversa,
perda, não podendo ser deduzida conforme dispõe o sendo incompatível a aplicação da Lei nº
art. 340, § 6º, do RIR/1999. 6.404/1976, com o regime jurídico das associações.

d) Depreciação acelerada incentivada f) Ganho de capital

• PAF 15956.720097/2014-62 • PAF 16539.720008/2014-61


Relator(a): Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho
Machado (Fazenda) • PAF 10880.721439/2014-79
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª Relator(a): Conselheiro Carlos César Candal
Câmara da 1ª Seção do CARF Moreira Filho (Fazenda)
Data de julgamento: 16/05/2017 Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª
Data de formalização: 17/07/2017 Câmara da 1ª Seção do CARF
Ementa: IRPJ. CSLL. DEPRECIAÇÃO Data de julgamento: 21/09/2017
ACELERADA INCENTIVADA. ART. 6º DA MP Nº Data de formalização: 06/11/2017
2.159-70/2001. ATIVIDADE RURAL. CUSTOS E Ementa: IRPJ. CSLL. GANHO DE CAPITAL.
INVESTIMENTOS PARA PRODUÇÃO. BENS INCORPORAÇÃO DE AÇÕES. TRANSFERÊNCIA
EMPREGADOS. CANAVIAIS EM FORMAÇÃO. DE TITULARIDADE. EXISTÊNCIA DE
APLICABILIDADE. ALIENAÇÃO. AUMENTO PATRIMONIAL. SUB-
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que as ROGAÇÃO. INCOMPATIBILIDADE COM O
empresas atuantes no meio rural podem deduzir da INSTITUTO DA INCORPORAÇÃO DE
base de cálculo do IRPJ e da CSLL o valor integral PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. INCIDÊNCIA.
referente a todos os custos e investimentos

Voltar ao sumário. 77
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. JOINT
que a operação de incorporação de ações, por VENTURE. CONTRATO DE INVESTIMENTO.
envolver a transferência de titularidade jurídica, PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO VIA NOTA
possui natureza de alienação, e, portanto, o aumento PROMISSÓRIA. VINCULAÇÃO AO
patrimonial decorrente dela deve ser considerado CUMPRIMENTO DO NEGÓCIO PACTUADO.
como ganho de capital, e compor a base de cálculo SÚMULA Nº 258/STJ. OBRIGAÇÃO CAMBIÁRIA
do IRPJ e da CSLL. Ademais, os Conselheiros ILÍQUIDA. REGISTRO EM CONTA DO ATIVO
afirmaram que na incorporação de ações não é FINANCEIRO. ILICITUDE. DEDUÇÃO DAS
possível ter uma sub-rogação legal, pois as decisões DESPESAS REFERENTES À VARIAÇÃO CAMBIAL
das pessoas jurídicas envolvidas, tomadas por PASSIVA. IMPOSSIBILIDADE.
maioria e na forma da lei, são imprescindíveis ao Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
instituto. Desse modo, no caso concreto, que as notas promissórias de titularidade do
ressaltaram que não deve ser admitida a tese do contribuinte estavam vinculadas ao contrato de
contribuinte de que a empresa incorporadora se investimento que criou uma joint venture para
sub-roga nos direitos da incorporada por haver otimizar o processamento de cartões de crédito e,
apenas a substituição do titular da participação por serem inexigíveis à época de sua emissão e
societária. Isso porque, segundo os Conselheiros, registro, nos termos da Súmula nº 258/STJ, não
trata-se de hipótese de alienação, compreendendo a poderiam ter sido registradas em contas de ativo
transferência da titularidade e a tributação em razão realizável a longo prazo, tampouco deduzidas
do ganho de capital decorrente da diferença contábil quaisquer despesas referentes à baixa dos créditos
entre as ações adquiridas e as alienadas. ali estampados (quando da novação da dívida). Isso
porque, segundo os Conselheiros, o vencimento da
• PAF 10600.720011/2015-99 obrigação cambiária estava associado ao
Relator(a): Conselheiro Daniel Ribeiro Silva cumprimento das condições do contrato de
(Contribuinte) e Conselheiro Luiz Rodrigo de investimento, que exigia a migração de todas as
Oliveira Barbosa (designado para redação do contas de cartão havidas pelos bancos reunidos no
acórdão quanto à imputação de responsabilidade empreendimento, por um volume estimado, em um
tributária aos sócios administradores) – (Fazenda) prazo de 36 meses. Desse modo, destacaram que a
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª nota promissória emitida para garantir o pagamento
Câmara da 1ª Seção do CARF do bônus de produtividade contemplado pelo
Data de julgamento: 16/08/2017 próprio contrato não goza de autonomia, sendo o
Data de formalização: 21/11/2017 predito crédito ilíquido quando da formalização da
Ementa: IRPJ. CSLL. GANHO DE CAPITAL. saída de uma das instituições financeiras do negócio
ALIENAÇÃO DE DIREITO MINERÁRIO pactuado, tendo em vista que a obrigação somente
REGISTRADO NO DNPM. CLASSIFICAÇÃO se tornaria exigível quando cumpridas as metas
CONTÁBIL NO ATIVO PERMANENTE. estabelecidas no instrumento contratual. Por fim, os
NATUREZA JURÍDICA NÃO OPERACIONAL. Conselheiros consignaram que, mesmo
INCIDÊNCIA. RESPONSABILIDADE considerando havida a novação da dívida após a
TRIBUTÁRIA. SÓCIOS. IMPOSSIBILIDADE. repactuação do crédito, a redução dos valores
SÓCIOS ADMINISTRADORES. POSSIBILIDADE. esperados também não autoriza quaisquer deduções
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu por parte do contribuinte, a título de variação
que as receitas decorrentes da alienação de direito monetária passiva, vez que as perdas eram
minerário registrado junto ao DNPM, em razão da concernentes à mera expectativa de direito que, por
atividade de compra e venda de direito minerário sua iliquidez, não pode causar impactos nos
não constar no objeto social do contribuinte, resultados, para exigência dos créditos tributários
possuem natureza jurídica não operacional e, de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS.
portanto, sujeitam-se à tributação nos moldes do
art. 25 da Lei nº 9.430/1996. No caso concreto, h) Juros sobre o capital próprio
afirmaram que, no momento da compra e venda do
direito minerário, a pessoa jurídica não exercia • PAF 16327.721155/2014-44
qualquer tipo de atividade, não havendo assim que Relator(a): Conselheiro Fernando Brasil de
se admitir a hipótese de uma receita operacional. Oliveira Pinto (designado para redação do acórdão)
Noutro plano, por voto de qualidade, os –(Fazenda)
Conselheiros entenderam que os sócios Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
administradores da empresa, em razão da sua Câmara da 1ª Seção do CARF
participação direta e efetiva na operação, devem Data de julgamento: 10/04/2017
permanecer no polo passivo da autuação, conforme Data de formalização: 06/07/2017
dispõe o art. 135, III, do CTN. Ementa: IRPJ. CSLL. JCP. OMISSÃO DE
RECEITAS. USUFRUTO DE AÇÕES.
g) Joint venture TITULARIDADE. USUFRUTUÁRIO. NÃO
AUFERIÇÃO DE RENDA PELO NUA-
• PAF 19311.720728/2013-07 PROPRIETÁRIA. APLICAÇÃO DO CC/2002 E DA
Relator(a): Conselheiro Gustavo Guimarães da LEI Nº 6.404/1976. INCIDÊNCIA SOBRE O NU-
Fonseca (Contribuinte) PROPRIETÁRIO. IMPOSSIBILIDADE.
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que,
Câmara da 1ª Seção do CARF nos termos dos arts. 1.390 a 1.394 do CC/2002 e do
Data de julgamento: 26/07/2017 art. 205 da Lei nº 6.404/1976, os rendimentos
Data de formalização: 05/10/2017 provenientes de JCP produzidos pelas participações
societárias, em que tenha sido objeto de usufruto,

Voltar ao sumário. 78
são de titularidade do usufrutuário. Dessa forma, os empresa brasileira não possui vínculo societário
Conselheiros afirmaram inexistir relação jurídico- com a controlada indireta e, consequentemente, não
tributária que obrigue a nua-proprietária a proceder participa de seus lucros, razão pela qual faz-se
ao recolhimento de IRPJ e de CSLL, não podendo necessário a consolidação na empresa ligada, sob
ele sofrer autuação de omissão de receitas, uma vez pena de ignorar seus resultados. Ademais, no caso
que sequer auferiu rendimentos de JCP. concreto, os Conselheiros verificaram que, apesar de
consolidados nos ditames legais, as controladas
• PAFs 11080.724352/2014-31 e diretas auferiram prejuízos, o que acarretou a não
16327.720944/2014-68 disponibilização de recursos à empresa brasileira, e,
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo por conseguinte, não havendo que se falar em
(Fazenda) tributação.
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Data de julgamento: 13/09/2017 • PAF 16561.720098/2012-41
Data de formalização: 03/10/2017 Relator(a): Conselheiro Fernando Brasil de
Ementa: IRPJ. CSLL. JCP. DESPESAS. REGIME Oliveira Pinto (designado para redação do acórdão)
DE COMPETÊNCIA. APROVEITAMENTO EM – (Fazenda)
EXERCÍCIO POSTERIOR. REQUISITOS. Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
DELIBERAÇÃO E CONTABILIZAÇÃO NO Câmara da 1ª Seção do CARF
EXERCÍCIO CORRESPONDENTE. Data de julgamento: 16/05/2017
DESCUMPRIMENTO. INDEDUTIBILIDADE. Data de formalização: 10/07/2017
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
entendeu que é inadmissível a dedução de JCP EXTERIOR. TRATADO BRASIL-ARGENTINA
calculados sobre as contas de patrimônio líquido de CONTRA A BITRIBUTAÇÃO. ART. 74 DA MP Nº
anos-calendário anteriores. Isso porque, tais 2.158-35/2001. COMPATIBILIDADE.
despesas submetem-se às regras gerais de INEXISTÊNCIA DE DIVIDENDOS PRESUMIDOS.
contabilização de despesa, obedecendo, por INCIDÊNCIA.
conseguinte, o regime de competência, nos termos Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
do art. 177 da Lei nº 6.404/1976. Nesse sentido, os entendeu que, nos termos do art. 74 da MP nº 2.158-
Conselheiros destacaram que as despesas com JCP 35/2001, a tributação no Brasil dos lucros auferidos
devem ser confrontadas com as receitas que formam por controlada sediada na Argentina não viola os
o lucro do período, isto é, têm de estar tratados contra a bitributação entre os dois países.
correlacionadas com as receitas obtidas no período Isso porque, segundo os Conselheiros, os acordos
que se deu a utilização do capital dos sócios. Assim, internacionais não impedem a incidência do IRPJ e
acrescentaram que é possível o pagamento posterior da CSLL sobre os lucros auferidos pela controladora
de JCP, conforme art. 1º da IN SRF nº 41/1998, brasileira em função dos resultados de suas
desde que a despesa tenha sido reconhecida e controladas no exterior, uma vez que essa renda se
contabilmente registrada no ano-calendário refere tão somente ao reflexo do lucro estrangeiro na
correspondente ao que foi utilizada para o cômputo empresa local, nos exatos termos de sua
dos JCP, em contrapartida à conta de passivo, que participação societária. Ademais, os Conselheiros
represente obrigação perante os sócios para afastaram a tese de que estaria a legislação
pagamento futuro. No caso concreto, consignaram, tributando uma espécie de dividendos presumidos,
ainda, que tendo o contribuinte deliberado em 2010 pois (i) há diversas situações em que os lucros
o pagamento de JCP referente aos anos-calendário devem ser destinados a pessoas distintas dos sócios;
de 1998 a 2009, não há sequer falar em JCP, uma (ii) existe a possibilidade de compensação pela
vez que não se estaria remunerando o capital empresa residente do imposto pago sobre o lucro
próprio, mas capital de outrem, tendo em vista que pela empresa não residente, para resguardar que
os sócios/acionistas não permaneceram os mesmos não ocorra a bitributação econômica; (iii) inexiste
durante todo esse período. dispositivo legal que garanta que se houver a
distribuição de dividendos posteriormente, estes
i) Lucros auferidos no exterior deixarão de ser tributados.

• PAF 16643.720008/2012-11 • PAF 16561.720057/2011-74


Relator(a): Conselheira Amélia Wakako Morishita Relator(a): Conselheiro Roberto Caparroz de
Yamamoto (Contribuinte) Almeida (Fazenda)
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
Câmara da 1ª Seção do CARF Câmara da 1ª Seção do CARF
Data de julgamento: 17/05/2017 Data de julgamento: 21/06/2017
Data de formalização: 07/07/2017 Data de formalização: 31/07/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
EXTERIOR. CONTROLADAS INDIRETAS. EXTERIOR. TRATADO BRASIL-EQUADOR
INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO SOCIETÁRIO. CONTRA A BITRIBUTAÇÃO. ART. 74 DA MP Nº
CONSOLIDAÇÃO NA CONTROLADA DIRETA. 2.158-35/2001. COMPATIBILIDADE.
PREJUÍZOS AUFERIDOS. NÃO INCIDÊNCIA. INCIDÊNCIA.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
que os lucros auferidos pela controlada indireta não entendeu que, nos termos do art. 74 da MP nº 2.158-
podem compor a base de cálculo do IRPJ e da CSLL 35/2001, os tratados internacionais não impedem a
sem que antes sejam consolidados no balanço da incidência do IRPJ e da CSLL sobre o resultado
controlada direta, conforme art. 74, § 6º, da MP nº reconhecido na contabilidade da contribuinte
2.158-35/2001. Isso porque, para os Conselheiros, a brasileira em razão de lucros auferidos por suas

Voltar ao sumário. 79
controladas no exterior. Isso porque, para os quando seu período de apuração ocorra em exercício
Conselheiros, não está se tributando o lucro da social que não coincida com o ano fiscal nacional.
empresa estrangeira, mas sim o seu reflexo na Diante disso, os Conselheiros afirmaram que o
pessoa jurídica brasileira, na exata proporção de sua período em que os lucros das investidas foram
participação societária, de forma que inaplicáveis os apurados no exterior não é relevante para a
referidos tratados, haja vista que sua função se legislação tributária local, mas tão somente se tais
resume a impedir que um Estado tribute a renda rendimentos, uma vez já apurados, foram, na data
auferida por residente do outro país. Quanto à de seu balanço no exterior, disponibilizados à
legalidade do citado art. 74, ressaltaram que este controladora e tributados no Brasil na data prevista
fora editado dentro dos limites do art. 43 do CTN tão no ordenamento brasileiro. Assim, não é permitido
somente para evitar que as empresas posterguem o à Fiscalização alterar arbitrariamente as datas de
reconhecimento de resultados apurados no exterior, apuração dos lucros obtidos no exterior,
cuja tributação deva ocorrer no Brasil, não direcionando-as ao dia 31 de dezembro, uma vez que
padecendo, então, de qualquer vício no que tange à deve sempre ser observado o exercício social das
sua aplicação em controladas estrangeiras, nos investidas e, com isso, as particularidades de
termos do decidido pelo STF na ADI 2.588/DF. No disponibilização e apuração de cada uma.
caso concreto, então, a despeito do Tratado entre
Brasil-Equador, determinaram que a empresa • PAF 10872.000531/2010-77
brasileira proceda à adição dos lucros Relator(a): Conselheira Milene de Araújo Macedo
disponibilizados por sua controlada equatoriana à (designada para redação do acórdão) – (Fazenda)
base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
Câmara da 1ª Seção do CARF
• PAF 16561.000022/2006-58 Data de julgamento: 17/05/2017
Relator(a):Conselheiro Luiz Rodrigo de Oliveira Data de formalização: 04/09/2017
Barbosa (Fazenda) Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
Órgão julgador: 1ª Turma da 4ª Câmara da 1ª EXTERIOR. TRATADOS BRASIL-EQUADOR E
Seção do CARF BRASIL-PORTUGAL CONTRA A BITRIBUTAÇÃO.
Data de julgamento: 21/06/2017 ART. 74 DA MP Nº 2.158-35/2001.
Data de formalização: 01/08/2017 COMPATIBILIDADE. MEP. LEGALIDADE.
Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO TRIBUTAÇÃO SOBRE O REFLEXO NA
EXTERIOR. VARIAÇÃO CAMBIAL DE CONTABILIDADE DA EMPRESA BRASILEIRA.
INVESTIMENTOS. NÃO INCIDÊNCIA. Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
MOMENTO DA TRIBUTAÇÃO. ADI 2.588/DF. aplicação do art. 74 da MP nº 2.158-35/2001, em
PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 74 DA MP Nº 2.158- relação à tributação dos rendimentos auferidos por
35/2001. controlada no exterior, é compatível com o
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu estabelecido pelos tratados internacionais firmados
que, na apuração de lucros no exterior, não se entre Brasil e Portugal, bem como entre Brasil e
computa a variação cambial dos investimentos para Equador, que visam evitar a bitributação. Segundo
fins de incidência de IRPJ e CSLL. Os Conselheiros os Conselheiros, a tributação da empresa brasileira,
afirmaram que o art. 7º da IN SRF nº 213/2002 nos termos do dispositivo mencionado, não diminui
restringe-se aos lucros auferidos no exterior, de o resultado da empresa situada no exterior, visto que
forma que a tributação somente incide sobre a não implica em reflexos nas demonstrações
variação cambial quando esta estiver embutida no contábeis e financeiras do não residente no Brasil.
lucro líquido da empresa controlada, e desde que Ademais, a Turma por voto de qualidade, entendeu
não ultrapasse este lucro. Ademais, no caso concreto, que a variação do percentual de participação
afirmaram que, tendo a fiscalização realizado o societária proveniente de subscrição de aumento de
lançamento com base no art. 74, parágrafo único, da capital por terceiros não influencia a apuração do
MP nº 2.158/2001, posteriormente declarado IRPJ e da CSLL, uma vez que configura somente
inconstitucional, deve-se afastar os lançamentos variação contábil do investimento. Assim, os
referentes aos anos-calendários até 2001, Conselheiros destacaram que não há na legislação
aplicando-se a decisão da ADI 2.588/DF. brasileira nenhuma norma jurídica prevendo o
tratamento tributário para este tipo de variação
• PAF 16561.720077/2014-98 cambial no exterior avaliada via MEP, por não se
Relator(a): Conselheiro Lucas Bevilacqua tratar de lucro, mas sim de variação do percentual
Cabianca Vieira (Contribuinte) de participação societária em decorrência de
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª subscrição de aumento de capital por terceiros, não
Câmara da 1ª Seção do CARF sendo tributado de acordo com o art. 7º, § 1º, da
Data de julgamento: 16/05/2017 IN/SRF nº 213/2002.
Data de formalização: 29/08/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO • PAF 16327.000823/2004-24
EXTERIOR. TRIBUTAÇÃO DA CONTROLADORA. Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
PERÍODO DE APURAÇÃO DIVERSO DO (Fazenda)
BRASILEIRO. TRIBUTAÇÃO EM 31 DE Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
DEZEMBRO. Data de julgamento: 13/09/2017
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que os Data de formalização: 05/10/2017
lucros auferidos no exterior por controladas ou Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
coligadas de empresas brasileiras devem ser EXTERIOR. DISPONIBILIZAÇÃO À EMPRESA
tributados no Brasil em 31 de dezembro do ano- BRASILEIRA. ART. 1º DA LEI Nº 9.532/1997.
calendário em que forem disponibilizados, mesmo EMPREGO DE LUCROS NO EXTERIOR.

Voltar ao sumário. 80
ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA Relator(a): Conselheiro Luiz Rodrigo de Oliveira
EM COLIGADA NO EXTERIOR. Barbosa (Fazenda)
CARACTERIZAÇÃO. INCIDÊNCIA. CSLL. MP Nº Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
1.858-6/1999. FATOS GERADORES ANTERIORES Câmara da 1ª Seção do CARF
A SUA VIGÊNCIA. REGIME DA Data de julgamento: 19/09/2017
TERRITORIALIDADE. NÃO INCIDÊNCIA. Data de formalização: 24/10/2017
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
entendeu que, nos termos do art. 1º da Lei nº EXTERIOR. TRATADO INTERNACIONAL
9.532/1997, consideram-se disponibilizados à BRASIL-HOLANDA CONTRA A BITRIBUTAÇÃO.
empresa brasileira os lucros auferidos no exterior ART 74 DA MP Nº 2.158-35/2001. INCIDÊNCIA.
por suas controladas ou coligadas no momento em COMPENSAÇÃO. TRIBUTOS SOBRE A RENDA
que se constata o emprego do valor em benefício da PAGOS NO EXTERIOR. PREJUÍZOS APURADOS
pessoa jurídica domiciliada no Brasil, inclusive no POR CONTROLADA ESTRANGEIRA.
aumento de capital de controlada ou coligada REQUISITOS. DESCUMPRIMENTO.
estrangeira. Assim, no caso concreto, os IMPOSSIBILIDADE. ÁGIO. LAUDO DE
Conselheiros afirmaram que a alienação de RENTABILIDADE FUTURA. FUNDAMENTO.
participação societária em coligada no exterior VALOR DE MERCADO DOS ATIVOS.
inclui-se na hipótese de emprego dos lucros em AMORTIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
favor da empresa brasileira, o que permite a Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
incidência do IRPJ. Isso porque, enquanto o lucro entendeu que a tributação no Brasil, com fulcro no
estava sendo auferido na investida, e refletido via art. 74 da MP nº 2.158-35/2001, dos lucros
MEP na investidora, realmente não havia que se auferidos por controlada sediada na Holanda não
falar em disponibilização para a investidora. viola os tratados contra a bitributação entre os dois
Contudo, sendo tal investimento alienado para países. Os Conselheiros ressaltaram que não se está
outra empresa, os Conselheiros entenderam que se tributando a empresa situada no exterior, mas
configura hipótese na qual o lucro, até então não apenas a controladora brasileira, fazendo-se
disponibilizado pela investida, passaria a ser necessário afastar a aplicação do Tratado Brasil-
disponibilizado, porque serviu para valorizar a Holanda, uma vez que não há qualquer conflito
participação alienada. Assim, os Conselheiros entre o ali disposto e a prática do Fisco. Ademais, os
entenderam que o lucro auferido pela investida foi Conselheiros afirmaram que a compensação de
empregado no momento em que as ações ou cotas tributos pagos no exterior, bem como de prejuízos
valorizadas foram vendidas, sujeitando-se, apurados por controlada estrangeira, está
portanto, à tributação. Por fim, por unanimidade, os estritamente condicionada à comprovação por
Conselheiros consignaram que os lucros auferidos documento traduzido para o vernáculo e
no exterior somente se sujeitam à incidência da reconhecido pelo órgão arrecadador e pelo
CSLL a partir da vigência da MP nº 1.858-6/1999, Consulado da Embaixada brasileira. Noutro plano,
ou seja, incide exclusivamente sobre os fatos em relação ao ágio, os Conselheiros consignaram
geradores ocorridos após 1º/10/1999. Isso porque, que o pagamento ocorreu com fundamento no laudo
antes da promulgação da referida MP, vigia sob a de avaliação dos bens do ativo a valor de mercado,
égide da CSLL o regime da territorialidade, ao sendo que o laudo de avaliação de rentabilidade
contrário do IRPJ, que já se sujeitava ao regime de futura foi elaborado posteriormente à data de
universalidade de tributação. assinatura do contrato de compra e venda, assim, foi
comprovado que o fundamento do pagamento do
• PAF 16643.720028/2013-64 sobrepreço decorreu precipuamente da avaliação, a
Relator(a): Conselheiro Marcos Antônio valor de mercado, dos bens da adquirida, sendo
Nepomuceno Feitosa (Contribuinte) correta a autuação de glosa de ágio amortizado em
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª razão da rentabilidade futura, mormente em razão
Câmara da 1ª Seção do CARF da primazia da essência em detrimento à forma
Data de julgamento: 24/07/2017 adotada.
Data de formalização: 06/10/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO • PAF 10600.720032/2013-42
EXTERIOR. CONTROLADA INDIRETA. ART. 74 Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
DA MP Nº 2.158-35/2001. BITRIBUTAÇÃO. (Fazenda)
INAPLICABILIDADE. Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Data de julgamento: 13/09/2017
que a controladora brasileira não pode ser tributada Data de formalização: 26/10/2017
pelos lucros auferidos no exterior por suas Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
controladas indiretas, uma vez que o art. 74 da MP EXTERIOR. TRATADO INTERNACIONAL
nº 2.158-35/2001 somente determina a incidência BRASIL-LUXEMBURGO CONTRA
de IRPJ e CSLL sobre os rendimentos das BITRIBUTAÇÃO. ART. 74 DA MP Nº 2.158-
controladas diretas. Ademais, os Conselheiros 35/2001. APLICABILIDADE. MOMENTO DA
afirmaram que a determinação estabelecida no art. DISPONIBILIZAÇÃO. FINAL DO ANO-
243 da Lei n° 6.404/1976, para que se considere CALENDÁRIO. INCIDÊNCIA.
como controlada as controladas diretas e indiretas Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
só é válida para fins do relatório anual de entendeu que a tributação no Brasil, com fulcro no
administração previsto no dispositivo. art. 74 da MP nº 2.158-35/2001, dos lucros
auferidos por controlada sediada em Luxemburgo
• PAF 16643.720026/2012-94 não viola os tratados contra a bitributação entre os
dois países. Isso porque, para os Conselheiros, não

Voltar ao sumário. 81
há que se falar em tributação do lucro registrado Relator(a): Conselheiro Lucas Bevilacqua
pela empresa estrangeira, mas tão somente sobre o Cabianca Vieira (Contribuinte) e Conselheiro
resultado desse lucro na controladora brasileira e na Fernando Brasil de Oliveira Pinto (designado para
proporção de sua participação. Ainda, os redação do acórdão quanto à tributação dos lucros
Conselheiros ressaltaram que os lucros auferidos no auferidos na Argentina e no Equador) – (Fazenda)
exterior consideram-se disponibilizados à Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
controladora no Brasil ao final de cada ano- Câmara da 1ª Seção do CARF
calendário, assim, ao dispor sobre o aspecto Data de julgamento: 16/05/2017
temporal, evitou o diferimento, e, ao mesmo tempo, Data de formalização: 10/11/2017
o art. 26 da Lei nº 9.249/1995, autorizou a Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
compensação dos impostos pagos no exterior, EXTERIOR. TRATADOS INTERNACIONAIS
viabilizando a neutralidade do sistema. Por fim, os BRASIL-ARGENTINA E BRASIL-EQUADOR
Conselheiros aduziram que a legislação societária CONTRA A BITRIBUTAÇÃO. ART 74 DA MP Nº
permite a construção de estruturas conforme a 2.158-35/2001. INCIDÊNCIA. COMPENSAÇÃO.
necessidade do grupo e tutela pela transparência das TRIBUTOS SOBRE A RENDA PAGOS NO
informações da rede de empresas, mediante MEP e EXTERIOR. POSSIBILIDADE. PAÍSES DE
consolida institutos para o exercício do poder e TRIBUTAÇÃO NÃO FAVORECIDA. ADI 2.588/DF.
controle de cada ente empresarial, assim, o controle COLIGADA NO PERU. APLICAÇÃO.
pode ser exercido de maneira direta ou indireta, pois Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
o que importa é o poder dos investidores para tributação no Brasil, com fulcro no art. 74 da MP nº
deliberar sobre o destino dos negócios do grupo. 2.158-35/2001, dos lucros auferidos por controlada
sediada na Argentina e no Equador não viola os
• PAF 10680.005065/2005-14 tratados contra a bitributação entre os dois países.
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura Os Conselheiros ressaltaram que não se está
(Fazenda) tributando a empresa situada no exterior, mas
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF apenas a controladora brasileira, fazendo-se
Data de julgamento: 04/10/2017 necessário afastar a aplicação dos Tratados Brasil-
Data de formalização: 30/10/2017 Argentina e Brasil-Equador, uma vez que não há
Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO qualquer conflito entre o ali disposto e a prática do
EXTERIOR. DISPONIBILIZAÇÃO À EMPRESA Fisco. Ademais, por força do entendimento firmado
BRASILEIRA. ART. 1º DA LEI Nº 9.532/1997. pelo STF na ADI 2.588/DF, consignaram que o art.
EMPREGO DE LUCROS NO EXTERIOR. 74 da MP nº 2.158-35/2001 não se aplica às
AUMENTO DE CAPITAL DE COLIGADA. coligadas situadas em países de tributação normal.
INTEGRALIZAÇÃO DAS QUOTAS DE Desse modo, no caso concreto, entenderam pelo
CONTROLADA. DEVOLUÇÃO DO CAPITAL DE cancelamento da autuação, em relação aos lucros
COLIGADA AOS SÓCIOS DA CONTROLADORA. auferidos pelas coligadas domiciliadas no Peru, até
CARACTERIZAÇÃO. INCIDÊNCIA. que ocorra sua efetiva distribuição, uma vez que se
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, trata de país fora de paraíso fiscal, cuja tributação e
entendeu que, nos termos do art. 1º da Lei nº regime fiscal não são favorecidos. Ainda, os
9.532/1997, consideram-se disponibilizados à Conselheiros cancelaram o lançamento referente à
empresa brasileira os lucros auferidos no exterior controlada situada em Moçambique em razão de
por suas controladas ou coligadas no momento em erros materiais na apuração do crédito tributário,
que se constatem: (i) o crédito do valor em conta tendo em vista que a controladora não detém 100%
bancária em favor da contribuinte sediada no Brasil; do capital social dessa sociedade empresária,
(ii) a entrega, a qualquer título, à representante da conforme utilizado pela fiscalização. Por fim,
beneficiária; (iii) a remessa do montante em favor afirmaram ser indevida a manutenção da glosa
da beneficiária, seja para o Brasil ou qualquer “outra concernente à coligada localizada na Colômbia, haja
praça”; ou (iv) o emprego dos lucros, em favor da vista as provas colacionadas aos autos que
empresa brasileira, inclusive no aumento de capital refutaram as alegações da fiscalização.
de controlada ou coligada estrangeira. No caso
concreto, os Conselheiros afirmaram que restou • PAF 16561.720131/2013-14
configurada a disponibilização dos lucros à Relator(a): Conselheiro Roberto Silva Junior
controladora a partir: (i) do aumento de capital de (Fazenda)
uma coligada no exterior mediante a incorporação Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
de reserva legal; (ii) da integralização de suas cotas Câmara da 1ª Seção do CARF
em uma controlada estrangeira para aumentar o Data de julgamento: 17/10/2017
capital de outra empresa; e (iii) da devolução do Data de formalização: 06/12/2017
capital social de uma coligada situada no exterior Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO
para seus sócios. Isso porque, segundo os EXTERIOR. TRATADO INTERNACIONAL
Conselheiros, enquanto o lucro estava sendo BRASIL-HOLANDA CONTRA A BITRIBUTAÇÃO.
auferido na investida, e refletido via MEP na ART 74 DA MP Nº 2.158-35/2001. INCIDÊNCIA.
investidora, realmente não havia que se falar em DIVIDENDOS NÃO DISTRIBUÍDOS.
disponibilização para a investidora, contudo, sendo TRIBUTAÇÃO NA CONTROLADORA.
tal investimento utilizado em operações societárias, POSSIBILIDADE. CAPITALIZAÇÃO DOS LUCROS.
entenderam que se configura hipótese na qual o CONVERSÃO EM AÇÕES. EXISTÊNCIA DE
lucro, até então não disponibilizado pela investida, DISPONIBILIZAÇÃO. INCIDÊNCIA.
passaria a ser disponibilizado à investidora. Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
entendeu que a tributação no Brasil, com fulcro no
• PAF 16561.720150/2014-21 art. 74 da MP nº 2.158-35/2001, dos lucros

Voltar ao sumário. 82
auferidos por controlada sediada na Holanda não transação, procurando impedir a autoridade
viola os tratados contra a bitributação entre os dois fazendária de tomar conhecimento do fato gerador,
países. Os Conselheiros ressaltaram que não se está e também modificar características essenciais deste,
tributando a empresa situada no exterior, mas restando caracterizada as hipóteses dos arts. 71, 72 e
apenas a controladora brasileira, fazendo-se 73 da Lei nº 4.502/1964.
necessário afastar a aplicação do Tratado Brasil-
Holanda, uma vez que não há qualquer conflito k) Omissão de receitas
entre o ali disposto e a prática do Fisco. Ademais,
afirmaram ser possível a tributação sobre • PAF 12448.732449/2014-74
dividendos não distribuídos na controladora Relator(a): Conselheiro Paulo Mateus Ciccone
localizada no Brasil, tendo em vista que o tratado (Fazenda)
entre os dois países não veda a exigência sobre a Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
empresa beneficiária dos dividendos, mas apenas Câmara da 1ª Seção do CARF
sobre aquela que apura os lucros. Por fim, no caso Data de julgamento: 17/05/2017
concreto, consignaram que o fato da controladora Data de formalização: 07/08/2017
realizar a capitalização dos lucros e sua posterior Ementa: IRPJ. CSLL. OMISSÃO DE RECEITAS.
conversão em ações confirma, de qualquer modo, a EMPRÉSTIMOS REALIZADOS ENTRE AGENTES
existência de disponibilização dos ganhos auferidos DO GRUPO ECONÔMICO. SUBVENÇÃO PARA
por sua controlada no exterior. CUSTEIO. TRIBUTAÇÃO. GLOSA DE DESPESAS
NÃO COMPROVADAS. ESCRITURAÇÃO
• PAF 16561.720118/2014-46 CONTÁBIL FRÁGIL. LUCRO ARBITRADO.
Relator(a): Conselheiro Abel Nunes de Oliveira POSSIBILIDADE.
Neto (designado para redação do acórdão) – Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
(Fazenda) que os aportes de recursos havidos do exterior pela
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª controladora em favor do contribuinte, embora
Câmara da 1ª Seção do CARF travestidos de empréstimos, caracterizam
Data de julgamento: 16/08/2017 verdadeiras subvenções de custeio, na forma
Data de formalização: 05/10/2017 prevista pelo art. 392 do RIR/1999. Os Conselheiros
Ementa: IRPJ. CSLL. LUCROS AUFERIDOS NO destacaram que, no caso concreto, não foram
EXTERIOR. TRATADO BRASIL-ÁUSTRIA apresentados documentos que dessem suporte para
CONTRA A BITRIBUTAÇÃO. ART. 74 DA MP Nº as operações, como contratos de mútuo, previsão de
2.158-35/2001. COMPATIBILIDADE. pagamento ou quitação do débito. Asseveraram,
INCIDÊNCIA. ainda, a falta de razoabilidade para a sócia pessoa
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a jurídica continuar injetando valores substanciais na
tributação no Brasil, com fulcro no art. 74 da MP nº controlada, sem qualquer contrapartida, mesmo
2.158-35/2001, dos lucros auferidos por controlada após resultados negativos por períodos sucessivos –
sediada na Áustria não viola os tratados contra a de modo que o modus operandi do grupo econômico,
bitributação entre os dois países. Isso porque, para considerando a repartição das atividades de
os Conselheiros, a aplicação do MEP não visa afretamento de embarcações e de prestação de
tributar o lucro registrado pela empresa estrangeira, serviços, indica que a empresa estrangeira atribuía
mas tão somente o resultado desse lucro na custos e despesas relacionados à exploração de
controladora brasileira. Dessa forma, afastaram a petróleo na operadora brasileira, suprindo-a com
aplicação do Tratado Brasil-Áustria, uma vez que recursos regulares para que esses encargos fossem
não há qualquer conflito entre o ali disposto e a adimplidos, deixando, assim, a maior parcela da
prática do Fisco. receita alocada no exterior, a fim de gozar da
tributação mais benéfica. Ademais, registraram que
j) Multas fiscais o contribuinte não comprovou diversas despesas
operacionais, impondo-se a respectiva glosa, tendo
• PAF 19515.000534/2010-44 em vista que os lançamentos contábeis não estão
Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo suportados por documentos hábeis, nos termos dos
(designado para redação do acórdão) – (Fazenda) arts. 299 e 923 do RIR/1999. Nesse sentir, os
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF Conselheiros mantiveram o arbitramento para
Data de julgamento: 08/08/2017 apuração da base imponível de IRPJ e CSLL, por
Data de formalização: 24/10/2017 entender que, após glosar as despesas e deslocar os
Ementa: IRPJ. CSLL. MULTA QUALIFICADA. valores de empréstimos para receitas omitidas, a
ATOS SOCIETÁRIOS SIMULADOS. escrituração da pessoa jurídica subverteu
DISSIMULAÇÃO DO GANHO DE CAPITAL. totalmente o resultado contábil, revelando-se
CABIMENTO. imprestável para determinação do lucro real,
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a conforme previsto no art. 530, II, “b”, do RIR/1999.
criação de empresa com a finalidade de dissimular a Por fim, afastaram a qualificação da multa,
venda de ativos, ocultando os fatos geradores de reduzindo-a de 150 para 75%, uma vez que, embora
IRPJ e CSLL, enseja a aplicação de multa realizada omissão de receita, os valores
qualificada. No caso concreto, os Conselheiros indevidamente deslocados do resultado para o
destacaram que o fato de todos os atos estarem passivo do contribuinte figuraram na sua
registrados na junta comercial não justifica o contabilidade e foram registrados pelo BACEN, não
afastamento da multa qualificada, pelo contrário, sendo possível presumir evidente intuito de fraude.
pois o registros desses atos simulados visou
justamente encobrir a venda de ativos, • PAF 19515.720531/2014-54
dissimulando o ganho de capital auferido com a

Voltar ao sumário. 83
Relator(a): Conselheiro Rogério Aparecido Gil Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
(Contribuinte) (Fazenda)
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Câmara da 1ª Seção do CARF Data de julgamento: 06/06/2017
Data de julgamento: 22/06/2017 Data de formalização: 04/08/2017
Data de formalização: 10/10/2017 Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
Ementa: IRPJ. CSLL. OMISSÃO DE RECEITAS. TRIBUTÁRIO. DESMEMBRAMENTO DE
RENDIMENTOS DE QUOTAS DE FUNDOS DE ATIVIDADES. SEGREGAÇÃO DE FONTES EM
INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS EMPRESA INEXISTENTE. AUSÊNCIA DE
(FIDC). REGIME DE COMPETÊNCIA. FALTA DE CONDIÇÕES PARA PRESTRAÇÃO DOS
ADIÇÃO AO LUCRO REAL. CARACTERIZAÇÃO. SERVIÇOS TRANSFERIDOS. SIMULAÇÃO.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que os Fundos de Investimento em Direitos que é abusiva a economia tributária realizada
Creditórios (FIDC) têm a natureza de aplicação mediante a transferência, a outra pessoa jurídica do
financeira de renda fixa e podem ser constituídos mesmo grupo econômico, de parte das atividades
sob a forma de condomínio aberto ou fechado, sendo que vinham sendo exercidas pelo contribuinte,
que o fundo de investimento constituído sob a forma quando restar provado que a outra pessoa jurídica
de condomínio fechado é tributado pelo IRRF sequer possuía as condições materiais necessárias
apenas por ocasião de alienação, amortização ou para efetivamente desenvolver as atividades que,
resgate das cotas, conforme IN RFB nº 25/2001, o por contrato, lhe foram transferidas. No caso
que não significa que os rendimentos auferidos concreto, os Conselheiros afirmaram que embora a
através da valorização das cotas possam ser empresa contratada para prestar serviços de
excluídos da apuração do lucro real. Os Conselheiros assessoria tivesse existência formal, ela
consignaram que a referida IN não confere a efetivamente nunca prestou os serviços e não
prerrogativa de se considerar a incidência do IRRF desenvolveu as atividades descritas em seu contrato
somente no ano-calendário do resgate das cotas do social ou quaisquer outras atividades econômicas,
FIDC-Fechado, bem como não possibilita a exclusão sendo sua única finalidade a redução do lucro
dos rendimentos para só adicioná-los quando do tributável da contribuinte a qual estava obrigada a
efetivo resgate das referidas cotas. Assim, no caso apuração de lucro real por auferir receita bruta
concreto, admitiram a recomposição, pela anual em montante superior ao estabelecido na lei
fiscalização, da base de cálculo do IRPJ e da CSLL no período da ocorrência dos fatos geradores.
com relação aos rendimentos mensais de cotas de
FIDC. • PAF 10530.721612/2011-66
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
l) Planejamento tributário (Fazenda)
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
• PAF 16561.720079/2015-68 Data de julgamento: 21/05/2017
Relator(a): Conselheira Eva Maria Los (Fazenda) Data de formalização: 08/08/2017
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
Câmara da 1ª Seção do CARF TRIBUTÁRIO. ORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA.
Data de julgamento: 21/06/2017 PESSOAS JURÍDICAS FORMALMENTE
Data de formalização: 26/07/2017 CONSTITUÍDAS PARA ADOÇÃO DE REGIMES DE
Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO TRIBUTAÇÃO DIFERENCIADOS. REDUÇÃO NA
TRIBUTÁRIO. DESMEMBRAMENTO DE PARTE CARGA TRIBUTÁRIA. CONSTRUÇÃO
DO ACERVO OPERACIONAL DA EMPRESA PARA ARTIFICIAL DE GRUPO ECONÔMICO.
ALIENAÇÃO PELA PESSOA FÍSICA DO SÓCIO. ENTIDADE ÚNICA. LANÇAMENTO DE ACORDO
REDUÇÃO NA CARGA TRIBUTÁRIA. COM A REALIDADE DOS FATOS.
OPERAÇÕES SIMULADAS. DEDUÇÃO DO IR Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
RECOLHIDO. POSSIBILIDADE. afirmou que a segregação artificial de empresas,
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, visando o enquadramento em regimes de tributação
entendeu que a operação de cisão seguida pela diferenciados e, assim, um deliberado decréscimo
incorporação da parte cindida teve como único na base de cálculo dos tributos a pagar, desvirtua o
propósito tributação menos gravosa, caracterizando instituto da pessoa jurídica, em afronta ao art. 170,
planejamento tributário abusivo. Isso porque, parágrafo único, da CF/1988. No caso concreto, os
segundo os Conselheiros, a cisão parcial da autuada Conselheiros destacaram ser incontroverso que as 4
consistiu na transferência de parte do seu acervo empresas constituídas funcionam no mesmo
operacional, pelo valor contábil, à subsidiária sua, endereço, exercem a mesma atividade,
cuja propriedade passou a ser do único acionista compartilham empregados, despesas e informações
para, na sequência, ser alienada pelo valor de financeiras, utilizam uma única marca comercial,
mercado, apurando o ganho de capital na pessoa possuem sócios majoritários e contabilidade
física de forma simulada. Ressaltaram, contudo, que comuns. Nesse sentir, ressaltaram que a
os valores de IR recolhidos pelo sócio devem ser organização societária desse grupo econômico
deduzidos dos valores de IRPJ exigidos na autuação, acabou por direcionar a maior parte dos dispêndios
antes da aplicação da multa de ofício e dos juros de incorridos no ciclo de produção e venda para a
mora, porque, em que pese a descaracterização dos empresa optante do lucro real, que é mera
negócios jurídicos mencionados, o imposto foi revendedora dos produtos fabricados pelas outras
recolhido pela pessoa física espontaneamente. companhias, concentrando as receitas nas
produtoras, submetidas ao lucro presumido.
• PAF 16095.000723/2010-17 Ademais, asseveraram que a revendedora também

Voltar ao sumário. 84
foi criada para contornar restrições fiscais do ICMS, para o adquirente, valeu-se de uma holding, da qual
permitindo o creditamento do imposto mesmo nas ambos passaram a ser sócios, integralizando sua
vendas efetuadas aos Estados do Sul e do Sudeste, parcela do capital social com bens e direitos, para
que não autorizavam, para dirimir os efeitos da que o adquirente integralizasse na holding o valor
guerra fiscal, o aproveitamento do crédito pelo em espécie que pagaria na aquisição e,
adquirente desses produtos incentivados – do que posteriormente, o alienante se retirasse da empresa.
resulta, segundo os Conselheiros, que as 4 Dessa forma, concluíram que a operação revestiu-se
sociedades empresariais eram na realidade uma só. de simulação para que o ganho de capital fosse
indevidamente excluído do lucro real, de modo que,
• PAF 13502.721345/2013-14 conforme o art. 116, parágrafo único, do CTN, o
Relator(a): Conselheiro Guilherme Adolfo dos negócio jurídico deve ser desconsiderado e os efeitos
Santos Mendes (Fazenda) tributários cabíveis, aplicados.
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
Câmara da 1ª Seção do CARF • PAF 16561.720087/2015-12
Data de julgamento: 22/06/2017 Relator(a): Conselheira Eva Maria Los (Fazenda)
Data de formalização: 08/08/2017 Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO Câmara da 1ª Seção do CARF
TRIBUTÁRIO. ANTECIPAÇÃO DA ASSUNÇÃO DE Data de julgamento: 25/07/2017
DÍVIDAS DA EMPRESA SUCEDIDA. ENCARGO Data de formalização: 23/08/2017
ASSUMIDO PREVIAMENTE À DATA DA Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
INCORPORAÇÃO. VARIAÇÕES CAMBIAIS. RISCO TRIBUTÁRIO. REDUÇÃO DE CAPITAL SOCIAL.
DE VENCIMENTO ANTECIPADO DAS ENTREGA DE BENS DO ATIVO AOS SÓCIOS
OBRIGAÇÕES. DESPESAS NECESSÁRIAS. GLOSA PELO VALOR CONTÁBIL. POSTERIOR
INDEVIDA. PROCEDIMENTO LEGÍTIMO. ALIENAÇÃO DOS BENS. APURAÇÃO DO GANHO
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu DE CAPITAL NA PESSOA JURÍDICA RESIDENTE
que a assunção antecipada de dívidas, operada por NO EXTERIOR. PROCEDIMENTO LEGÍTIMO.
meio de contratos prévios à efetiva incorporação dos Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
ativos e das operações que geravam receitas na que a redução de capital social do contribuinte,
sociedade que veio a ser incorporada, não incorre mediante a entrega, pelo valor contábil, das ações
necessariamente na redução do resultado fiscal da que detinha de uma outra empresa às suas sócias
empresa autuada e, portanto, não conduz a um pessoas jurídicas sediadas no exterior, a título de
planejamento tributário abusivo, voltado à redução devolução da sua participação no capital social, é
da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Isso porque, legítima, nos termos do art. 22 da Lei nº 9.249/1995.
segundo os Conselheiros, os passivos foram Os Conselheiros destacaram que a subsequente
assumidos pela incorporadora em moeda alienação dessas ações a terceiros, com tributação
estrangeira, gerando despesas relacionadas à do ganho de capital nas empresas situadas no
variação cambial, cujo índice não é passível de ser exterior, não caracteriza simulação, vez que a
manipulado pelas partes para fins de economia intenção de alienação vem de data bem anterior à
tributária. Ademais, destacaram que o lapso operação, dados os contratos firmados antes com
temporal entre a assunção e a incorporação da bancos para buscar compradores para a empresa no
empresa, que já era subsidiária do contribuinte, foi mercado. Por fim, reforçaram que não houve
de apenas 18 dias, de modo que as despesas oposição dos credores à redução, cuja justificativa
envolvidas (que poderiam ter sido receitas se a foi capital social excessivo para a atividade de
variação cambial no período fosse oposta) foram construção civil, cumprindo, assim, os trâmites
necessárias para garantir, pela redução dos riscos exigidos pelos arts. 173 e 174 da Lei nº 6.404/1976.
jurídicos da operação (como uma eventual
antecipação do vencimento das obrigações), o • PAF 11080.725307/2010-71
resultado futuro da atividade, assemelhando-se, por Relator(a): Conselheira Livia de Carli Germano
exemplo, às despesas geradas pelo prêmio pago na (Contribuinte) e Conselheiro Guilherme Adolfo dos
contratação de seguro. Santos Mendes (designado para redação do acórdão
quanto à multa qualificada) – (Fazenda)
• PAF 19515.001898/2007-46 Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
Relator(a): Conselheira Cristiane Silva Costa Câmara da 1ª Seção do CARF
(Contribuinte) Data de julgamento: 21/03/2017
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF Data de formalização: 25/08/2017
Data de julgamento: 03/07/2017 Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
Data de formalização: 11/08/2017 TRIBUTÁRIO. SEGREGAÇÃO DE FONTES EM
Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO EMPRESAS MERAMENTE FORMAIS. DESPESAS
TRIBUTÁRIO. SIMULAÇÃO. COMPRA E VENDA. REGISTRADAS NA EMPRESA OPTANTE DO
DESCONSIDERAÇÃO. ART. 116, PARÁGRAFO LUCRO PRESUMIDO. CONFUSÃO
ÚNICO DO CTN. POSSIBILIDADE. PATRIMONIAL. SIMULAÇÃO. MULTA
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que QUALIFICADA. CABIMENTO.
devem ser desconsiderados os efeitos de operações Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
realizadas com o fim de se dissimular o verdadeiro que configura simulação a criação de empresa
negócio jurídico. No caso concreto, os Conselheiros meramente formal, com a finalidade de transferir
afirmaram que foram realizadas alterações parte do lucro de forma a ensejar a tributação de
societárias a fim de se dissimular negócio jurídico de IRPJ e da CSLL na empresa constituída optante do
compra e venda. Isso porque, observaram que o lucro presumido. Os Conselheiros afirmaram que,
alienante, ao invés de transferir diretamente o ativo apesar de ser admitido o compartilhamento de

Voltar ao sumário. 85
infraestrutura física e de pessoal entre empresas do
mesmo grupo econômico, não significa admitir que • PAF 11516.721989/2015-90
ocorra confusão patrimonial entre elas, assim, Relator(a): Conselheiro Lucas Bevilacqua
mesmo se utilizando de infraestrutura Cabianca Vieira (Contribuinte)
compartilhada, as empresas devem zelar pelo Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
princípio contábil da entidade, ou seja, cada uma Câmara da 1ª Seção do CARF
deve se comportar como autônoma e registrar Data de julgamento: 26/07/2017
proporcionalmente os respectivos custos, despesas e Data de formalização: 07/11/2017
receitas, celebrando os devidos contratos de Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
compartilhamento quando for o caso. Dessa forma, TRIBUTÁRIO. SOCIEDADE EM CONTA DE
aduziram que não podem os custos e os encargos, PARTICIPAÇÃO (SCP). COMPROVAÇÃO POR
em razão da confusão patrimonial, ficarem todos MEIO DE BALANCETES. IMPOSSIBILIDADE.
contabilizados na empresa optante do lucro OPERAÇÃO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS.
presumido. No caso concreto, os Conselheiros DECLARAÇÃO COMO PERMUTA SEM TORNA.
ressaltaram que a alocação de percentual expressivo AUSÊNCIA DE PROPÓSITO NEGOCIAL.
das receitas à empresa optante pelo lucro presumido SIMULAÇÃO. CONFIGURAÇÃO. MULTA
caracteriza o intuito de simular, haja vista que a QUALIFICADA. APLICAÇÃO.
pessoa jurídica responsável pelo exercício da Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a
atividade fim do grupo econômico era tributada pelo utilização de Sociedade em Conta de Participação
regime do lucro real, com isso, verificado que a (SCP), como forma de planejamento tributário, não
empresa optante do lucro presumido não existe é oponível ao Fisco se a comprovação de sua
efetivamente e que toda a atividade supostamente existência não se der nos moldes do art. 254 do
por ela desempenhada é, na prática, realizada pela RIR/1999. Assim, no caso concreto, os Conselheiros
empresa do lucro real, correto a imputação da ressaltaram que não obstante a atividade imobiliária
totalidade das receitas a esta. Em relação à multa estruturada por SCP, por si só, não caracteriza
qualificada a Turma, por maioria, entendeu que evasão fiscal, a apresentação de meros balancetes
deve ser mantida, no patamar de 150%, pois, a não é suficiente para comprovar sua constituição.
criação de empresas jurídicas, apenas formalmente, Ademais, os Conselheiros afirmaram que, nos
para subtrair, reduzir ou postergar a tributação é termos do Parecer Normativo COSIT nº 9/2014, a
conduta capaz de identificar o critério intencional do operação de compra e venda de imóveis foi realizada
ilícito tributário, razão pela qual deve ser mantida a de forma simulada, uma vez que o contribuinte a
qualificação da multa. declarou como uma permuta sem torna, ausente
qualquer propósito negocial e com o único fito de
• PAF 15586.720239/2014-47 afastar a tributação sobre suas receitas. Assim, os
Relator(a): Conselheiro José Eduardo Dornelas Conselheiros consignaram que o contribuinte, ao
Souza (Contribuinte) simular toda estruturação contratual com vistas a
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª dissimular a situação fiscal que lhe era mais onerosa
Câmara da 1ª Seção do CARF operou em simulação, devendo ser mantida a multa
Data de julgamento: 16/08/2017 qualificada prevista no art. 44, I, da Lei nº
Data de formalização: 02/10/2017 9.430/1996.
Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO. REDUÇÃO DE CAPITAL SOCIAL. • PAF 11080.722706/2011-61
ENTREGA DE BENS DO ATIVO AOS SÓCIOS Relator(a): Conselheiro José Eduardo Dornelas
PELO VALOR CONTÁBIL. POSTERIOR Souza (Contribuinte)
ALIENAÇÃO DESSES BENS. APURAÇÃO DO Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª
GANHO DE CAPITAL NA PESSOA FÍSICA. Câmara da 1ª Seção do CARF
PROCEDIMENTO LEGÍTIMO. Data de julgamento: 20/06/2017
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Data de formalização: 07/08/2017
que a redução do capital social do contribuinte em Ementa: IRPJ. CSLL. PLANEJAMENTO
favor de seus acionistas, no valor da totalidade das TRIBUTÁRIO. DESMEMBRAMENTO DA PESSOA
ações que detinha da sua controlada, com a JURÍDICA. INSTALAÇÃO NO MESMO TERRENO.
subsequente alienação de tais participações ALOCAÇÃO DE DIFERENTES ATIVIDADES
societárias, não caracteriza planejamento tributário ECONÔMICAS EM ESTABELECIMENTOS
abusivo. Isso porque, segundo os Conselheiros, foi DISTINTOS. CLIENTES E FUNCIONÁRIOS
oferecido à tributação o ganho de capital apurado na PRÓPRIOS. PROCEDIMENTO LEGÍTIMO.
pessoa física e, não havendo prejuízos a credores, a DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA.
deliberação pela redução do capital social compete IMPOSSIBILIDADE.
exclusivamente à Assembleia Geral, sendo a entrega Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
de ativos a acionistas pelo valor contábil, a título de não caracteriza simulação o desmembramento das
devolução de capital, uma legítima opção do atividades exercidas anteriormente por uma única
contribuinte disposta no art. 22 da Lei nº pessoa jurídica, a fim de racionalizar suas operações
9.249/1995. Ademais, destacaram que a e reduzir a carga tributária, vez que cada empresa
reorganização societária tinha propósito negocial, persegue objetivos sociais distintos com recursos
tendo em vista que só foi realizada após a negociação físicos e humanos próprios, efetuando suas vendas e
da venda do controle acionário da coligada, não respondendo por seus atos e contratos. Os
podendo a fiscalização compelir a autuada à escolha Conselheiros destacaram que as companhias
mais onerosa, se não foi vislumbrada fraude ou funcionam em pavilhões diferentes e, portanto, não
simulação no encadeamento das operações sociais se localizam em uma mesma área geográfica.
descritas. Registraram, ainda, que a fiscalização, mesmo tendo

Voltar ao sumário. 86
acesso às dependências das empresas, não Fisco apurasse o preço parâmetro com base na
identificou eventuais empregados de uma média ponderada dos métodos PRL 20 e PRL 60,
trabalhando no espaço físico da outra, de modo que haja vista que os compostos importados eram
o compartilhamento de portaria e algumas utilizados ora em operações de revenda direta, ora
atividades administrativas, para fins de economia e como insumos.
segurança, não desqualifica a existência de
diferentes entidades. Por fim, registraram que o fato • PAF 16327.001448/2006-00
de a autoridade fiscal ter identificado custos da Relator(a): Conselheiro Luís Flávio Neto
pessoa jurídica criada sob o regime do lucro (Contribuinte)
presumido que foram indevidamente suportados Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
pela pessoa jurídica tributada com base no lucro real Data de julgamento: 08/06/2017
exigiria a glosa dessas despesas que, por força do art. Data de formalização: 18/07/2017
299 do RIR/1999, são indedutíveis, mas não a Ementa: IRPJ. PREÇO DE TRANSFERÊNCIA.
desqualificação da empresa nova. MÉTODO PRL 20. IN SRF Nº 38/1997.
ANTERIORIDADE. APLICABILIDADE. FRETE,
m) Preço de transferência SEGURO E TRIBUTOS INCIDENTES NA
IMPORTAÇÃO. PREÇO PRATICADO. EXCLUSÃO.
• PAF 16561.720183/2013-91 POSSIBILIDADE.
Relator(a): Conselheira Milene de Araújo Macedo Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que na
(Fazenda) vigência da IN SRF nº 38/1997, o contribuinte, na
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª aplicação do método PRL, detinha o direito de optar
Câmara da 1ª Seção do CARF pela inclusão ou não dos dispêndios com frete,
Data de julgamento: 17/05/2017 seguro e tributos incidentes na importação na
Data de formalização: 07/07/2017 composição do preço praticado. Nesse sentido, os
Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE Conselheiros destacaram que a inclusão só veio a ser
TRANSFERÊNCIA. ILEGALIDADE DA IN SRF Nº uma obrigação a partir da edição da IN SRF nº
243/2002. INEXISTÊNCIA. PRL 20. PRL 60. 32/2001, sendo certo que, por força dos princípios
PREÇO PARÂMETRO. MÉDIA RESULTANTE DAS da irretroatividade e da anterioridade, não se revela
METODOLOGIAS. INCLUSÃO DE FRETE, possível a aplicação da nova disposição para fatos
SEGURO E IMPOSTOS NO PREÇO PRATICADO. geradores já ocorridos. Portanto, no caso concreto,
CPL. TAXA DE CÂMBIO. MÉDIA ANUAL. permitiram que o contribuinte excluísse do cálculo
MARGEM DE LUCRO INFERIOR A 20%. do preço praticado seus gastos com frete, seguro e
INCLUSÃO DE FRETE, SEGURO E IMPOSTOS NO tributos envolvidos na operação de importação.
PREÇO PRATICADO. POSSIBILIDADE. PIC.
INAPLICABILIDADE. • PAF 16561.720138/2014-17
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu pela Relator(a): Conselheiro Paulo César Fernandes de
legalidade da IN SRF nº 243/2002 na parte em que Aguiar (Fazenda)
regula a aplicação do método de preço de Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
transferência PRL, uma vez que o ato normativo não Câmara da 1ª Seção do CARF
veio extrapolar a dicção do art. 18 da Lei nº Data de julgamento: 16/05/2017
9.430/1996, mas tão somente explicitar qual o Data de formalização: 26/07/2017
melhor cálculo matemático para alcançar os Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE
objetivos da legislação. Ademais, os Conselheiros TRANSFERÊNCIA. ILEGALIDADE DA IN SRF Nº
afirmaram que, nos termos do art. 7º da citada IN, 243/2002. INEXISTÊNCIA. MÉTODOS PRL 20 E
no momento da aplicação dos métodos de preço de PRL 60. PREÇO PARÂMETRO. MARGEM DE
transferência, o Fisco não se encontra obrigado a LUCRO. VALOR BRUTO. EXCLUSÃO DOS
utilizar a mesma taxa de câmbio na apuração do DESCONTOS INCONDICIONAIS. MÉDIA
preço parâmetro e do preço praticado, RESULTANTE DAS METODOLOGIAS. INCLUSÃO
especialmente tendo em vista que o primeiro é DE FRETE, SEGURO E IMPOSTOS NO PREÇO
calculado com base na cotação média anual, PRATICADO.
enquanto o segundo apenas no momento do registro Resultado: A turma, por voto de qualidade,
da Declaração de Importação. Ato contínuo, entendeu pela legalidade da IN SRF nº 243/2002 na
afastaram o argumento do contribuinte de que a parte em que regula a aplicação do método de preço
aplicação do método CPL está vinculada a de transferência PRL, uma vez que o ato normativo
constatação de uma margem de lucro do produtor não veio extrapolar a dicção do art. 18 da Lei nº
superior a 20%, haja vista que tal pretensão carece 9.430/1996, mas tão somente explicitar qual o
de autorização legal. Outrossim, por força do art. 18, melhor cálculo matemático para alcançar os
III, da Lei nº 9.430/1996, consignaram que é devida objetivos da legislação. Ademais, os Conselheiros
a inclusão dos valores de fretes e seguros no cálculo entenderam que o cálculo do preço parâmetro no
do preço praticado quando também forem incluídos que concerne ao método do PRL 20 deve ser feito
na apuração do preço parâmetro, vide o disposto no com base na margem de lucro sobre o valor bruto
art. 4º, § § 4º e 5º, da IN SRF nº 243/2002. Noutro das vendas diminuído dos descontos incondicionais,
plano, ressaltaram que, diante da ausência de vide expressa previsão do art. 12, § 8º, da IN SRF nº
documentação comprobatória que evidencie os 243/2002. Ainda, afirmaram que, constatado que o
preços de bens idênticos ou similares, revela-se bem importado era utilizado tanto como insumo
legítima a desconsideração do cálculo realizado pelo como em operações de revenda direta de bens
contribuinte na modalidade PIC, bem como a nova importados, é legítimo o cálculo do preço parâmetro
apuração com base no PRL efetuada pela mediante verificação da média ponderada dos
fiscalização. Por fim, Conselheiros permitiram que o preços obtidos pelos métodos PRL 20 e PRL 60. Por

Voltar ao sumário. 87
fim, retomando ao disposto no art. 18, § 6º, da Lei FRETE, SEGURO E TRIBUTOS INCIDENTES NA
nº 9.430/1996, concluíram que os valores de frete, IMPORTAÇÃO. PREÇO PRATICADO. INCLUSÃO.
seguros e impostos incidentes na importação, para Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
viabilizar a comparabilidade do método PRL, devem entendeu que a submissão dos bens importados à
ser incluídos na apuração do preço parâmetro e do colocação de embalagens, para fins de
praticado. comercialização, transforma a apresentação do
produto e torna evidente a agregação de valor ao
• PAF 16561.720059/2012-44 custo desses bens, revelando-se suficiente para
Relator(a): Conselheiro Marcos Aurélio Pereira descaracterizar a operação como revenda direta e,
Valadão (designado para redação do acórdão) – assim, afastar a utilização do método PRL 20. Os
(Fazenda) Conselheiros registraram que inclusive restou
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF assentado nos registros contábeis do contribuinte a
Data de julgamento: 08/06/2017 alteração na codificação dos bens importados após o
Data de formalização: 04/08/2017 processo de embalagem, tornando-se imperioso, no
Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE caso concreto, restabelecer a apuração do preço de
TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PRL 60. IN SRF Nº transferência mediante aplicação do PRL 60,
243/2002. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. ressalvado apenas o fármaco importado em
FRETE, SEGURO E TRIBUTOS INCIDENTES NA condições finais de comercialização. Ademais, por
IMPORTAÇÃO. PREÇO PARÂMETRO. maioria, rechaçaram a ilegalidade da IN SRF nº
INCLUSÃO. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE 243/2002, tendo em vista que suas disposições
OFÍCIO. INCIDÊNCIA. determinam com maior exatidão o preço parâmetro
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que a ser adotado nas hipóteses de importação de bens
não cabe a arguição de ilegalidade da IN SRF nº destinados a processo produtivo, cuja comparação
243/2002, por ter determinado, no caso de bem com o preço de mercado negociado entre empresas
importado que não seja objeto de revenda direta, a independentes acaba por evitar, sob a égide do
aplicação da margem de lucro de 60% sobre a princípio do arm’s lenght, um aumento abusivo dos
parcela de receita líquida da venda do produto custos de produção e, por conseguinte, uma redução
acabado que corresponde ao custo do insumo artificial do lucro real e da base de cálculo da CSLL.
estrangeiro. Isso porque, segundo os Conselheiros, Dessa forma, os Conselheiros entenderam que o ato
essa metodologia do PRL 60, veiculada no § 11 do normativo em exame, ao considerar o percentual de
art. 12 do ato normativo citado, viabiliza a apuração participação dos bens importados de empresa
do preço parâmetro do bem importado com maior estrangeira vinculada no custo total do bem
exatidão, dado o expurgo de todos os acréscimos a produzido no país, vai ao encontro do objetivo da Lei
ele imputados em decorrência do processo nº 9.430/1996, que é coibir a evasão fiscal nas
produtivo realizado no país, em consonância com o transações comerciais com empresas relacionadas,
comando do art. 18, II, da Lei nº 9.430/1996. sediadas no exterior. Por fim, os Conselheiros, por
Ademais, por voto de qualidade, afirmaram que o voto de qualidade, destacaram que, no caso
contribuinte, até a entrada em vigor do art. 38 da concreto, é devida a inclusão dos valores de frete,
MP nº 563/2012, convertida na Lei nº 12.715/2012, seguros e tributos incidentes na importação na
era obrigado a incluir no preço parâmetro, para apuração do preço praticado, conforme disposto no
efeito de dedutibilidade na determinação do lucro § 6º do art. 18 da Lei nº 9.430/1996, porque tais
real e da base de cálculo da CSLL, os tributos dispêndios eram considerados, antes da vigência da
incidentes na importação e os valores referentes a Lei nº 12.715/2012, na determinação do preço
frete e seguro, cujo ônus tivesse sido do importador. parâmetro, não sendo possível distorcer a
Os Conselheiros ressaltaram que não é possível comparação a ser empreendida entre um e outro
extrair do comando disposto no § 6º do art. 18 da Lei para fins de preço de transferência.
nº 9.430/1996 (aplicável no caso concreto, por se
tratar de auto de infração relativo ao ano-calendário • PAF 10730.722834/2014-92
de 2007) que a inclusão desses dispêndios somente Relator(a): Conselheiro Paulo Cezar Fernandes de
se daria caso as operações fossem realizadas com Aguiar (designado para redação do acórdão) –
pessoas vinculadas ou decorrentes de importação, (Fazenda)
pois não há previsão expressa nesse sentido. Por Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
fim, também por voto de qualidade, consignaram Câmara da 1ª Seção do CARF
que é legítima a incidência de juros de mora sobre Data de julgamento: 16/08/2017
multa de ofício, a qual integra o crédito tributário, Data de formalização: 20/09/2017
conforme entendimento reiterado do STJ. Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE
TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PRL 60. PREÇO
• PAF 16561.000047/2008-13 PARÂMETRO. CÁLCULO POR EMBARCAÇÃO.
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura IMPOSSIBILIDADE. AFRONTA AO ART. 4º, § 2º,
(Fazenda) DA IN SRF Nº 243/2002. INDIVIDUALIZAÇÃO
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF POR BEM IMPORTADO. NECESSIDADE.
Data de julgamento: 03/07/2017 Resultado: A Turma, por maioria, afirmou que o
Data de formalização: 04/08/2017 cálculo do preço parâmetro, pelo método PRL 60,
Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE deve ser efetuado, individualmente, por bem,
TRANSFERÊNCIA. PROCESSO DE EMBALAGEM. serviço ou direito importado, nos termos do art. 4º,
AGREGAÇÃO DE VALOR AO CUSTO DO BEM § 2º, da IN SRF nº 243/2002. No caso concreto, os
IMPORTADO. MÉTODO PRL 60. IN SRF Nº Conselheiros entenderam que a apuração do preço
243/2002. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. parâmetro por embarcação, e não item a item, é

Voltar ao sumário. 88
incompatível com o ato normativo citado, impondo- não é possível deduzir os valores de frete e seguro
se o cancelamento do crédito tributário constituído. incidentes sobre a importação, tendo em vista que,
em razão da disposição expressa no § 6º do art. 18
• PAF 16561.720037/2011-01 da referida Lei, tais dispêndios foram considerados
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura na determinação do preço parâmetro e, para efeito
(designado para redação do acórdão) – (Fazenda) de preços de transferência, devem ser preservadas
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF grandezas equivalentes para comparação da
Data de julgamento: 03/07/2017 operação entre pessoas vinculadas e a operação, na
Data de formalização: 27/09/2017 revenda, entre pessoas não relacionadas. Noutro
Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE plano, ressaltaram que os ajustes financeiros do
TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PRL 60. IN SRF Nº preço parâmetro, realizados pelo contribuinte em
243/2002. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. relação aos juros praticados pelos fornecedores
ADOÇÃO DO PRL 20. AUSÊNCIA DE estrangeiros, demandam a comprovação de que o
COMPROVAÇÃO DE MERO pagamento desses juros era efetivamente devido,
ACONDICIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. não bastando a alegação de que a importação
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que consistiu em compra a prazo. Por fim, consignaram
não há ilegalidade na IN SRF nº 243/2002, tendo que, na falta de pagamento, é cabível a aplicação da
em vista que o art. 18 da Lei nº 9.430/1996 apenas multa de ofício, nos termos do art. 44 da Lei nº
dispôs sobre a diretriz a ser seguida pelo método 9.430/1996, bem como a incidência de juros de
PRL 60, em referência ao princípio do arm’s lenght, mora sobre essa penalidade, devidos à taxa SELIC.
delegando ao ato normativo a apresentação da
fórmula matemática que refletisse com maior • PAF 10283.722006/2014-70
exatidão o preço parâmetro a ser adotado nas Relator(a): Conselheiro Lucas Bevilacqua
hipóteses em que a operação deixa de ser Cabianca Vieira – (Contribuinte)
caracterizada como revenda direta. Os Conselheiros Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
destacaram que, ao adotar a aplicação da margem de Câmara da 1ª Seção do CARF
lucro presumida pela legislação sobre a parcela de Data de julgamento: 20/09/2017
participação do bem importado no custo total do Data de formalização: 24/10/2017
produto revendido, em vez de considerar o valor Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE
agregado no país de maneira isolada do processo TRANSFERÊNCIA. VINCULAÇÃO POR
produtivo, a referida IN evita eventual distorção na EXCLUSIVADE. ART. 23, X, DA LEI Nº
composição do preço de transferência e aperfeiçoa, 9.430/1996. CONTRATO DE AGÊNCIA PARA A
por conseguinte, a apuração do lucro real e das bases VENDA DE BENS NO TERRITÓRIO BRASILEIRO.
de cálculo do IRPJ e da CSLL. Ademais, a Turma, AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. OPERAÇÃO DE
também por maioria, decidiu pela impossibilidade IMPORTAÇÃO QUE SE REVELA COMO MERA
de aplicação do PRL 20, uma vez que, a despeito da PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AJUSTES PRODUTO
segregação procedida pela fiscalização no caso A PRODUTO.
concreto, o contribuinte não comprovou que os Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
processos realizados internamente com os bens que, para sujeitar operações de importação ao
importados correspondiam exclusivamente ao controle de preços de transferência com base no art.
acondicionamento para revenda. 23, X, da Lei nº 9.430/1996, deve ser comprovado o
vínculo de exclusividade da empresa sediada no
• PAF 16643.000386/2010-12 exterior com a pessoa jurídica domiciliada no Brasil.
Relator(a): Conselheiro Leonardo de Andrade No caso concreto, os Conselheiros afirmaram que o
Couto (Fazenda) contrato acostado aos autos revelou que a empresa
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª brasileira não poderia ser tida, conforme disposto
Câmara da 1ª Seção do CARF no art. 710 do CC/2002, como agente distribuidora
Data de julgamento: 16/08/2017 dos bens eletrônicos industrializados no país a partir
Data de formalização: 28/09/2017 dos componentes importados, uma vez que não
Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE estava incumbida da promoção comercial desses
TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PRL 60. IN SRF Nº produtos, tampouco detinha exclusividade na
243/2002. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. manufatura. Apontaram, ainda, que a companhia
FRETE E SEGURO INCIDENTES NA nacional prestava apenas os serviços decorrentes da
IMPORTAÇÃO. PREÇO PRATICADO. INCLUSÃO. terceirização da atividade fabril, delegada pela
AJUSTES FINANCEIROS. AUSÊNCIA DE empresa estrangeira, inclusive, com a indicação de
COMPROVAÇÃO DE QUE O PAGAMENTO DOS uma representante comercial responsável pelas
JUROS ERA REALMENTE DEVIDO. pesquisas de mercado e prospecção de clientes, de
IMPOSSIBILIDADE. JUROS DE MORA SOBRE modo que ausente o propósito de manipulação de
MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. preços a justificar a imposição das regras de preços
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que de transferência. Ademais, os Conselheiros
não há ilegalidade na IN SRF nº 243/2002, cuja destacaram que a fiscalização não procedeu à
metodologia busca proporcionalizar o preço apuração produto a produto, devendo ser cancelado
parâmetro ao bem importado aplicado na produção o auto de infração que empreendeu ajustes para o
e, assim, não subverte a previsão do art. 18 da Lei nº excesso do custo de um bem ser compensado com a
9.430/1996 ao estabelecer, pelo método PRL 60, deficiência de custos de outros bens.
que a margem de lucro seja calculada sobre a parcela
do preço líquido de venda que corresponde ao • PAF’s 16561.720016/2011-88
insumo importado. Ademais, os Conselheiros Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
destacaram que, na apuração do preço praticado, (designado para redação do acórdão) – (Fazenda)

Voltar ao sumário. 89
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
Data de julgamento: 09/08/2017 entendeu que os pagamentos feitos por empresa
Data de formalização: 22/11/2017 brasileira à sua controladora no exterior pela licença
Ementa: IRPJ. CSLL. PREÇO DE de uso de software decorrem da exploração dos
TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PRL 60. IN SRF Nº direitos patrimoniais da obra, classificados como
243/2002. ILEGALIDADE. INEXISTÊNCIA. royalties, na forma prevista pelo art. 22, “d”, da Lei
FRETE, SEGURO E TRIBUTOS INCIDENTES NA nº 4.506/1964. Segundo os Conselheiros, não é
IMPORTAÇÃO. PREÇO PRATICADO. INCLUSÃO. possível considerar, para fins fiscais, que essa
JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. remuneração tenha sido efetuada à própria autora
INCIDÊNCIA. ou criadora da obra intelectual, tendo em vista que
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que uma pessoa jurídica não tem a subjetividade
não há ilegalidade na IN SRF nº 243/2002, cuja criadora das pessoas naturais e, portanto, não
metodologia busca proporcionalizar o preço possui dimensão moral para reivindicar a autoria do
parâmetro ao bem importado aplicado na produção programa de computador, conforme disposto nos
e, assim, não subverte a previsão do art. 18 da Lei nº arts. 11 e 24 da Lei nº 9.610/1998. Dessa forma,
9.430/1996. Os Conselheiros destacaram que a destacaram que os rendimentos auferidos pela
fórmula matemática apresentada pelo ato exploração de direitos autorais, no caso concreto,
normativo, no caso do PRL 60, estabelece que a não são percebidos pelo criador do software e,
margem de lucro do empresário seja calculada sobre assim, não podem ser deduzidos para efeito de
a parcela do preço líquido de venda que corresponde apuração do lucro real sujeito ao IRPJ. Ademais, a
ao insumo importado (sem incluir, portanto, o valor Turma, por maioria, decidiu que a vedação referente
agregado no país), o que, para fins de determinação à indedutibilidade dos royalties pagos a sócios,
do lucro real, resulta em adições ao lucro líquido pessoas físicas ou jurídicas, nos termos do art. 353,
sempre iguais ou inferiores àquelas exigidas pela I, do RIR/1999, não extrapola o conteúdo do art. 71,
legislação, não havendo, por conseguinte, que se parágrafo único, “d”, da Lei nº 4.506/1964, sequer
falar em aumento de tributo, tampouco violação ao cabendo ao CARF, enquanto órgão pertencente à
princípio da legalidade. Ademais, por voto de Administração Pública Federal, negar validade a um
qualidade, decidiram que, na apuração do preço Decreto editado pelo Presidente. Por fim, os
praticado, devem ser incluídos ao preço de aquisição Conselheiros, por unanimidade, destacaram que a
da mercadoria (FOB) os valores de frete, seguro e apuração da base de cálculo da CSLL tem regras
tributos incidentes sobre a importação, mesmo que próprias, não sendo possível aplicar
tais operações tenham sido realizadas entre pessoas automaticamente aquelas previstas para o IRPJ,
não vinculadas, tendo em vista previsão expressa do havendo, inclusive, disposição expressa no Anexo I
§ 6º do art. 18 da Lei nº 9.430/1996, albergada pelo da IN RFB nº 1.700/2017 informando que a
art. 4º, § 4º, da IN SRF nº 243/2002. Os previsão contida na Lei nº 4.506/1964, quanto à
Conselheiros ressaltaram que, mesmo sem estarem impossibilidade de deduzir os royalties pagos a
submetidos às regras de preços de transferência, quaisquer pessoas relacionadas, não se aplica à
esses custos foram considerados na determinação CSLL.
do preço parâmetro e, para fins de comparação,
devem ser preservadas grandezas equivalentes, o) Simulação
consoante o princípio do arm’s lenght – o que não
importa, de todo modo, adição ao lucro real do • PAF 19515.720305/2015-54
contribuinte, por serem integralmente dedutíveis na Relator(a): Conselheiro Lucas Bevilacqua
apuração do lucro líquido do período. Por fim, Cabianca Vieira (Contribuinte)
também por voto de qualidade, entenderam que é Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
legítima a incidência de juros de mora sobre multa Câmara da 1ª Seção do CARF
de ofício à taxa SELIC, a qual integra o crédito Data de julgamento: 15/08/2017
tributário, conforme interpretação sistemática dos Data de formalização: 24/10/2017
arts. 161, 113 e 139 do CTN. Ementa: IRPJ. CSLL. SIMULAÇÃO. BIPARTIÇÃO
DOS CONTRATOS DE AFRETAMENTO E
n) Royalties PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. OFFSHORES
UTILIZADAS APENAS PARA ALOCAÇÃO DE
• PAFs 16539.720014/2014-19 e RECEITAS. MULTA QUALIFICADA APLICADA.
16682.720169/2015-82 EMPRESAS INTEGRANTES DO GRUPO
Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo ECONÔMICO. INTERESSE COMUM.
(Fazenda) RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF CONFIGURADA. PESSOAS FÍSICAS SÓCIAS.
Data de julgamento: 13/09/2017 SUJEIÇÃO PASSIVA. IMPOSSIBILIDADE.
Data de formalização: 24/10/2017 Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou
Ementa: IRPJ. CSLL. ROYALTIES. CONTRATO que não há vedação legal para que o contribuinte
DE LICENÇA DE USO DE SOFTWARE. PESSOA proceda à estrutura negocial de bipartição dos
JURÍDICA COMO CRIADORA DE OBRA contratos de exploração de atividades de óleo e gás
INTELECTUAL. IMPOSSIBILIDADE. – um para afretamento de embarcações e outro para
REMUNERAÇÃO À CONTROLADORA INDIRETA prestação de serviços. No caso concreto, contudo, os
NO EXTERIOR. INDEDUTIBILIDADE RESTRITA Conselheiros destacaram que a alocação do preço
A SÓCIOS PESSOAS FÍSICAS. IMPOSSIBILIDADE. global do negócio ocorreu na ordem de 90% para as
ART. 353, I, DO RIR/1999. INAPLICABILIDADE fretadoras offshores e 10% para a operadora sediada
EM RELAÇÃO À CSLL. no Brasil, de modo que a distribuição
desproporcional entre as sociedades empresárias,

Voltar ao sumário. 90
que integram grupo econômico, revela a projetado, havendo, no caso concreto, evidências da
artificialidade da repartição, dado que, na hipótese efetiva expansão da planta industrial em razão do
de afretamento, é reduzida a zero a alíquota do IRRF aumento do ativo imobilizado do contribuinte.
incidente sobre os rendimentos auferidos no país Ademais, ressaltaram que, conforme reconhecido
por empresa domiciliada no exterior, nos termos do pela autoridade fazendária, a empresa atendeu à
art. 1º, I, da Lei nº 9.481/1997. Ademais, exigência da contabilização dos valores das
ressaltaram que a prestadora de serviços tomava subvenções em reserva de capital, não sendo
todas as decisões relacionadas ao afretamento e, possível alegar, in casu, redução indevida do lucro
apesar de operar sistematicamente no prejuízo, sujeito à tributação.
arcava com todos os custos e despesas a cargo das
offshores, que, por sua vez, não desempenhavam • PAF 13116.721294/2011-12
atividade alguma, apenas realizavam aportes Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura
financeiros na empresa brasileira a título de (Fazenda)
reembolso. Assim, os Conselheiros entenderam que, Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
em razão da confusão patrimonial e obrigacional das Data de julgamento: 05/10/2017
empresas, o contribuinte reduziu indevidamente a Data de formalização: 30/10/2017
base de cálculo do IRPJ e da CSLL ao glosar custos Ementa: IRPJ. CSLL. SUBVENÇÃO PARA
que não lhe cabiam por força contratual, sendo INVESTIMENTO. LEI Nº 13.436/1998 DO
justificável a qualificação das multas se a operação ESTADO DE GOIÁS. FOMENTAR. DESCONTO NA
foi dissimulada. Afastaram, no entanto, a multa QUITAÇÃO ANTECIPADA DO SALDO DE ICMS
agravada, visto que o contribuinte forneceu à FINANCIADO NA ETAPA INICIAL DO
fiscalização as informações que tinha por PROGRAMA. AUSÊNCIA DE
disponíveis, não podendo ser compelido a produzir ACOMPANHAMENTO ACERCA DA APLICAÇÃO
provas contra si. Noutro plano, os Conselheiros DOS RECURSOS. DESCUMPRIMENTO DOS
registraram que, embora deficitária, a empresa REQUISITOS ESTABELECIDOS NO DL Nº
brasileira tomava empréstimos com companhias 1.598/1977. EXCLUSÃO DO LUCRO REAL.
integrantes do grupo econômico para transferir IMPOSSIBILIDADE.
débitos para as offshores no estrangeiro, o que Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o
demonstra interesse jurídico e, portanto, interesse benefício fiscal concedido pelo Estado de Goiás,
comum, apto a responsabilizá-las solidariamente, para liquidação antecipada dos recursos obtidos por
com fulcro no art. 124, I, do CTN. Por fim, a Turma, meio de empréstimo decorrente do Fundo de
por maioria, afastou a responsabilidade solidária Participação e Fomento à Industrialização –
dos sócios e administradores, por entender que não FOMENTAR, que já financiava parte do saldo
restou comprovado qualquer ato praticado com devedor de ICMS, não caracteriza subvenção para
excesso de poderes ou infração de lei por esses investimento e, portanto, não pode ser excluído da
indivíduos, a teor do art. 135, III, do CTN. apuração do lucro real. Os Conselheiros
consignaram que a Lei Estadual nº 13.436/1998, ao
p) Subvenção para investimento dispor sobre a renegociação da dívida do
contribuinte, estabeleceu que os valores perdoados
• PAF 13502.000772/2009-89 fossem aplicados na modernização do parque
Relator(a): Conselheira Cristiane Silva Costa industrial e, por essa razão, considerados
(Contribuinte) subvenções para investimento. No entanto, segundo
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF os Conselheiros, não há correlação entre o incentivo
Data de julgamento: 13/09/2017 obtido e a execução da expansão do
Data de formalização: 18/10/2017 empreendimento, mas somente uma qualificação
Ementa: IRPJ. CSLL. SUBVENÇÃO PARA nova de recursos que já haviam sido concedidos por
INVESTIMENTO. DECRETO Nº 7.351/1998 DO empréstimo, sem nenhuma prestação de contas por
ESTADO DA BAHIA. PROGRAMA BAHIAPLAST. parte da empresa beneficiada, tampouco
CONCESSÃO DE CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS. mecanismos de controle e acompanhamento pelo
EFETIVA IMPLANTAÇÃO E EXPANSÃO DA ente federativo. Dessa forma, destacaram que as
PLANTA INDUSTRIAL. REGISTRO COMO transferências recebidas pelo contribuinte não
RESERVA DE CAPITAL. VINCULAÇÃO AO cumprem os requisitos prescritos no § 2º do art. 38
PROPÓSITO DA SUBVENÇÃO. COMPUTADA NO do DL nº 1.598/1977 e devem ser consideradas
LUCRO REAL. IMPOSSIBILIDADE. subvenções de custeio, uma vez que o Estado de
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu Goiás não pode, em afronta ao pacto federativo,
que o incentivo fiscal concedido pelo Estado da determinar uma hipótese de redução na base de
Bahia às empresas interessadas em instalar ou cálculo de tributos de competência federal.
ampliar projetos industriais em território baiano, a
partir da utilização de crédito presumido de ICMS, • PAF 13116.721701/2013-53
caracteriza subvenção para investimento e, assim, Relator(a): Conselheiro Luis Fabiano Alves
não pode ser incluído nas bases de cálculo do IRPJ e Penteado (Contribuinte)
da CSLL, nos termos do art. 443 do RIR/1999. Isso Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
porque, segundo os Conselheiros, o Decreto Câmara da 1ª Seção do CARF
Estadual nº 7.351/1998, que regulamentou o Data de julgamento: 20/09/2017
Programa Estadual de Desenvolvimento da Data de formalização: 10/11/2017
Indústria de Transformação Plástica Ementa: IRPJ. CSLL. SUBVENÇÃO PARA
(BAHIAPLAST), não dispensou a efetiva INVESTIMENTO. LEI Nº 9.489/1998 DO ESTADO
contrapartida pelo beneficiário nos objetivos de DE GOIÁS. FOMENTAR. PREVISÃO EXPRESSA
implantação do empreendimento econômico DA NATUREZA DO DESCONTO APLICADO

Voltar ao sumário. 91
SOBRE A DÍVIDA DE ICMS. DETERMINAÇÃO
DAS FORMAS E DO PRAZO PARA REALIZAÇÃO • PAF 16327.001255/2010-27
DO INVESTIMENTO. MERA DISCORDÂNCIA DO Relator(a): Conselheiro Gustavo Guimarães da
AUDITOR FISCAL. TRATAMENTO COMO Fonseca (Contribuinte)
SUBVENÇÃO PARA CUSTEIO. Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª
IMPOSSIBILIDADE. Câmara da 1ª Seção do CARF
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o Data de julgamento: 15/08/2017
incentivo fiscal concedido pelo Estado de Goiás, no Data de formalização: 24/11/2017
âmbito do Programa FOMENTAR, deve ser Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. BÔNUS DE
considerado como subvenção para investimento, PREFERÊNCIA. CONTRATO DE CASH
nos termos expressamente previstos pela Lei MANAGEMENT. DESPESAS DECORRENTES DA
Estadual nº 9.489/1984, tendo em vista a INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.
impossibilidade de o fiscal tirar a eficácia da norma INDEDUTIBILIDADE. POSTERGAÇÃO DO
ou alterar seu conteúdo, como se subvenção para IMPOSTO NA FORMA DO ART. 273 DO RIR/1999.
custeio fosse, por simples discordância quanto ao CANCELAMENTO DO PRINCIPAL E DA MULTA
conceito de investimento. Os Conselheiros DE OFÍCIO.
ressaltaram que o benefício foi instituído a fim de Resultado: A Turma, por maioria, decidiu pela
incrementar a implantação e a expansão de impossibilidade de se excluir da base de cálculo do
atividades que promovam o desenvolvimento PIS e da COFINS o bônus de preferência pago pela
industrial daquele ente federativo, estabelecendo instituição financeira a clientes contratantes de cash
formas para modernização dos empreendimentos management, que consiste em operações de fluxos
econômicos ser efetuada ao longo do prazo financeiros de recebimentos e pagamentos de
concedido. Dessa forma, afirmaram que o Programa contas, pelas quais o banco acaba se beneficiando
reúne todas as características dispostas pelo Parecer dos valores disponibilizados temporariamente. Os
Normativo CST nº 112/1978 no tocante à subvenção Conselheiros destacaram que o contrato é adimplido
para investimento, razão pela qual não deve ser independentemente do recebimento dessa
computada na determinação do lucro real, nos bonificação, que é paga como um prêmio de
moldes do art. 443 do RIR/1999. Por fim, os fidelização, não como contrapartida pelos
Conselheiros destacaram que, no caso concreto, o resultados da circulação dos recursos pelas contas
fato de o débito de ICMS frente ao Estado de Goiás da instituição. Assim, afirmaram que as despesas
ter sido, ou não, arrematado por terceiro com o aludido bônus não incorrem em operações de
relacionado não altera a natureza jurídica da intermediação financeira, porque, na verdade,
benesse. decorrem desses serviços e, assim, não podem ser
tidas como necessárias ou essenciais para a
• PAF 10380.720566/2013-19 concretização do produto cash management. Dessa
Relator(a): Conselheiro André Mendes de Moura forma, ressaltaram que, para fins de exclusão do
(Fazenda) crédito relativo às contribuições em exame, tais
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF despesas não podem ser tipificadas no art. 3º, § 6º,
Data de julgamento: 07/11/2017 da Lei nº 9.718/1998, dada a interpretação literal a
Data de formalização: 28/11/2017 ser empreendida em face da dedução pretendida, à
Ementa: IRPJ. CSLL. SUBVENÇÃO PARA luz do art. 111 do CTN. Por fim, os Conselheiros
INVESTIMENTOS. ESTADO DO CEARÁ. entenderam que, tendo o contribuinte comprovado
ISENÇÃO CONDICIONADA. NÃO os estornos das despesas excedentes de PIS e
CUMPRIMENTO. AUSÊNCIA DE CONTROLE. COFINS nos anos calendários posteriores àqueles
INCIDÊNCIA. em que seriam devidos, devem ser aplicados os
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu preceitos do art. 273 do RIR/1999 para que sejam
não basta à mera intenção de subvencionar, isso exigidos apenas os juros correspondentes e a multa
deve estar claro no diploma legal que o ente de mora incidentes sobre os valores de IRPJ e CSLL
subvencionador irá, de fato, estabelecer postergados.
mecanismos claros de controles para verificar se as
condições serão atendidas. No caso concreto, os b) Cessão do usufruto de ações
Conselheiros consignaram que a Lei nº 12.670/1996
e o Decreto nº 29.560/2008, ambos do Estado do • PAF 16327.001227/2005-42
Ceará, não apresenta nenhuma condição de ordem Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo
objetiva, mensurável, para averiguar se ocorreu à (Fazenda) e Conselheiro André Mendes de Moura
efetiva implementação ou expansão dos (designado para redação do acórdão quanto à
empreendimentos econômicos, também não há preclusão das provas) – (Fazenda)
qualquer vinculação à aplicação dos recursos em Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
investimentos de qualquer natureza, tampouco se Data de julgamento: 08/08/2017
verifica qualquer mecanismo de controle a ser Data de formalização: 20/09/2017
exercido pelo ente subvencionante. Assim, os Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. CESSÃO
valores concedidos a título de crédito presumido de ONEROSA DO USUFRUTO DE AÇÕES. RECEITAS
ICMS pelo Estado do Ceará não podem ser OPERACIONAIS. TRIBUTAÇÃO AO LONGO DO
classificados como subvenção para investimento, PERÍODO. RATEIO DE DESPESAS.
devendo incidir IRPJ e CSLL sobre tais valores. DEDUTIBILIDADE. CUMPRIMENTO DO
CRITÉRIO CONVENCIONADO. AUSÊNCIA DE
6. IRPJ, CSLL, PIS & COFINS COMPROVAÇÃO. APLICAÇÃO DO MÉTODO
INDIRETO.
a) Bônus de preferência

Voltar ao sumário. 92
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, AUSÊNCIA DE REGISTRO DAS DESPESAS EM
entendeu que a remuneração obtida pela cessão do CONTAS ESPECÍFICAS. GLOSA.
usufruto de participações societárias de titularidade Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
do contribuinte deve ser incluída na base de cálculo que, na apuração do IRPJ, da CSLL, do PIS e da
do IRPJ, da CSLL, do PIS e da COFINS. Os COFINS, é cabível a glosa das despesas com serviços
Conselheiros destacaram que a instituição bancária cuja prestação não fora efetivamente comprovada
autuada não poderia ter contabilizado esses valores pelo contribuinte. Os Conselheiros ressaltaram,
como se fossem dividendos provenientes de inclusive, que algumas das empresas contratadas
empresas investidas, se é o usufrutuário quem sequer existiram de fato, outras tinham sócios sem
recebe esses benefícios. Ademais, asseveraram que, capacidade econômica para tanto ou então
considerando a opção por um negócio jurídico amplamente envolvidos em práticas de ilícitos
oneroso e temporário, as receitas auferidas penais, além de não dispor dos equipamentos
periodicamente pelo nu proprietário dessas ações necessários para realizar a atividade pactuada.
são operacionais e devem ser apuradas conforme o Ademais, afirmaram que a identificação dos
regime de competência, não podendo ser beneficiários dos pagamentos efetuados pelo
equiparadas à alienação de ativos (cuja tributação é contribuinte não implica a inaplicabilidade do art.
um ganho de capital), mas sim à locação. Nesse 674 do RIR/1999, uma vez que o § 1º do dispositivo
sentir, afirmaram que o fato de o lançamento ter contempla, com base no art. 61 da Lei nº
sido realizado nos períodos em que houve o ingresso 8.981/1985, a hipótese de pagamento sem causa
da contrapartida financeira e essa forma de para fins de incidência do IRRF à alíquota de 35%.
tributação ter sido alterada pela instância a quo, Noutro plano, os Conselheiros consignaram que,
para que se desse pro rata tempore (distribuindo os para se beneficiar do incentivo fiscal concedido pela
valores, proporcionalmente, de acordo com a Lei nº 11.196/2005, reduzindo o IRPJ e a CSLL a
vigência dos contratos), não há que se falar em pagar, a empresa teria de registrar contabilmente os
alteração no critério jurídico do lançamento, dispêndios com pesquisa e desenvolvimento
tampouco reconhecimento de sua nulidade. Na tecnológico em contas abertas exclusivamente para
verdade, segundo os Conselheiros, a decisão essa finalidade, o que não ocorreu no caso concreto.
demonstra a aplicação do princípio da verdade Dessa forma, afastaram a multa qualificada em
material, acabando por ser favorável ao sujeito relação à glosa do benefício, cujo lançamento fiscal
passivo ao determinar a exclusão da base de cálculo não foi fundado em documento falso ou práticas
dos valores que seriam receitas de outro período de fraudulentas, mas no descumprimento de um
apuração. Noutro plano, a Turma, por maioria, requisito formal imposto na Lei. No entanto,
decidiu pela possibilidade de se admitir provas, de mantiveram essa infração tanto na glosa das
natureza complementar, no recurso voluntário, despesas com serviços, quanto no pagamento sem
desde que apresentadas no prazo legal de 30 dias da causa, dada a conduta dolosa do contribuinte
ciência da decisão recorrida, sem qualquer inovação. consubstanciada no emprego de documentação
Ainda assim, a Turma, por voto de qualidade, inidônea. Por fim, destacaram que os
entendeu que, para serem deduzidas da base de administradores da sociedade firmaram contratos
cálculo do IRPJ e da CSLL, as despesas atribuídas a sem qualquer respaldo na realidade dos fatos, de
rateio de custos comuns entre empresas do grupo modo que, independentemente de terem sido
econômico dependiam da comprovação da absolvidos em processo penal por falta de prova,
necessidade desses gastos para o cumprimento dos atuaram com infração à lei por prática de sonegação
objetivos sociais da autuada, bem como da efetiva fiscal e são solidariamente obrigados no processo
prestação dos serviços convencionados, da administrativo tributário.
identificação dos funcionários envolvidos, da
ratificação dos valores centralizados, o que não d) Omissão de receitas
ocorreu no caso concreto – tendo o contribuinte
fornecido apenas esclarecimentos acerca dos • PAF 12448.732013/2014-85
procedimentos metodológicos utilizados. Os Relator(a): Conselheiro Luis Henrique Marotti
Conselheiros registraram que foi glosado apenas o Toselli (Contribuinte)
montante que excedeu o valor encontrado pela Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
fiscalização ao adotar o método de aferição indireta Câmara da 1ª Seção do CARF
de rateio de despesas, prevalecendo o critério Data de julgamento: 26/07/2017
parametrizado com base na receita bruta. Data de formalização: 16/08/2017
Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. OMISSÃO DE
c) Dedutibilidade de despesas RECEITAS. ESTORNO DO MONTANTE LANÇADO
EM DUPLICIDADE. COMPROVAÇÃO DA
• PAF 13896.723568/2015-00 ORIGEM DOS AJUSTES EFETUADOS NAS
Relator(a): Conselheiro Roberto Silva Junior CONTAS CONTÁBEIS DE RESULTADO.
(Fazenda) AUSÊNCIA DE FATO GERADOR PARA
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª SUBSISTÊNCIA DO LANÇAMENTO FISCAL.
Câmara da 1ª Seção do CARF DIVERGÊNCIA APURADA ENTRE AS
Data de julgamento: 20/09/2017 INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA ECD E DIPJ.
Data de formalização: 31/10/2017 INCIDÊNCIA.
Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. DESPESAS Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
COM SERVIÇOS SEM COMPROVAÇÃO. GLOSA. que não pode ser objeto de cobrança o estorno de
IRRF. PAGAMENTOS SEM CAUSA. INCIDÊNCIA. créditos lançados em duplicidade na contabilidade,
BENEFÍCIO FISCAL. LEI Nº 11.196/2005. a fim de neutralizar seus efeitos no resultado final do
contribuinte, uma vez comprovado que a totalidade

Voltar ao sumário. 93
das receitas obtidas foi oferecida à tributação. No Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. OMISSÃO DE
caso concreto, os Conselheiros destacaram que a RECEITAS. CORRESPONDENTES BANCÁRIOS.
atividade da empresa consiste na distribuição de ALOCAÇÃO DO GANHO DE CAPITAL PARA
obras audiovisuais às salas de exibição e, para tanto, OUTRA EMPRESA DO GRUPO ECONÔMICO.
repassa parte da receita proveniente da venda de IMPOSSIBILIDADE DE CESSÃO DA
ingressos aos titulares estrangeiros dos direitos de TITULARIDADE DAS RECEITAS PROVENIENTES
exploração dessas obras, abatendo do montante DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS FINANCEIROS.
arrecadado os respectivos custos e sua taxa de REQUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO SUJEITO
administração (que corresponde a um percentual PASSIVO. ABATIMENTO DOS TRIBUTOS
sobre o faturamento da bilheteria). Afirmaram RECOLHIDOS NA OPERAÇÃO
então que o fato de o contribuinte reconhecer, por DESCONSIDERADA. POSSIBILIDADE.
exigência da sua matriz domiciliada no exterior, os Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
valores a título de comissão em contas contábeis e, pela ilegitimidade da transferência das receitas
na mesma data, realizar o estorno, no mesmo auferidas por uma empresa, em decorrência da
montante, não condiz com a melhor técnica prestação dos serviços de intermediação de
gerencial, mas tampouco constitui fato gerador do financiamentos de veículos, para outra integrante
IRPJ, da CSLL, do PIS ou da COFINS, pois não trata do mesmo grupo econômico. Os Conselheiros
de novos valores recebidos pela exibição das obras, destacaram que o BACEN admite o
apenas de uma porcentagem aplicável sobre receitas substabelecimento do contrato celebrado por
de vendas já auferidas e lançadas em conta correspondentes bancários com instituições
específica. Por fim, decidiram pela tributação da financeiras, mas exige cláusula expressa nesse
diferença apurada entre as receitas declaradas, na sentido e anuência do banco contratante, nos termos
ECD, e as declaradas na DIPJ, tendo em vista que o do art. 7º da Resolução BACEN nº 3.954/2011. No
contribuinte não comprou com documentação caso concreto, contudo, ressaltaram que o
idônea que incorreu em erro material. contribuinte/correspondente não cumpriu esse
pressuposto essencial para a cessão dos serviços
• PAF 15983.720149/2014-73 bancários, tendo atuado pessoalmente nas
Relator(a): Conselheiro José Eduardo Dornelas transações, inclusive com a vinculação direta do seu
Souza (Contribuinte) capital social para a liberação dos financiamentos, o
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 3ª que reforça o fato de que a relação jurídica da
Câmara da 1ª Seção do CARF instituição financeira contratante sempre se deu
Data de julgamento: 18/10/2017 com a empresa autuada. Assim, os Conselheiros
Data de formalização: 21/11/2017 decidiram que tampouco poderia a parte contratada,
Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. OMISSÃO DE sujeita ao lucro real, ceder a titularidade das receitas
RECEITAS. CONTRATOS DE MÚTUO ENTRE auferidas, a fim de que fossem escrituradas e
EMPRESAS LIGADAS. COMPROVAÇÃO DE QUE tributadas por empresa ligada, sujeita ao lucro
AS OPERAÇÕES EFETIVAMENTE OCORRERAM. presumido, valendo-se, assim, de tributação mais
SUPRIMENTO DE CAIXA. INEXISTÊNCIA. benéfica. Nesse sentir, registraram que, após a
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS. requalificação jurídica dos fatos, os valores já
IMPOSSIBILIDADE. recolhidos pela empresa interposta devem ser
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu abatidos do total das receitas consideradas omitidas
que não é possível falar em omissão de receitas, na pelo sujeito passivo correto, vez que o ilícito está
hipótese de lançamentos relacionados a contratos de limitado ao montante que deixou de ser pago em
mútuo entre empresas do mesmo grupo econômico, razão de operação estruturada de forma fraudulenta
se o contribuinte comprovar que essas operações de e a não dedução caracterizaria enriquecimento sem
fato ocorreram. No caso concreto, os Conselheiros causa da Fazenda Nacional.
destacaram que os valores levados indevidamente à
tributação não decorreram de operações autônomas e) Planejamento tributário
para a baixa de empréstimos concedidos e registro
de empréstimos contraídos, uma vez que os • PAF 11516.722275/2013-37
lançamentos a crédito nas contas representativas Relator(a): Conselheiro Leonardo Luis Pagano
dos “mútuos ativos” correspondiam, na verdade, a Gonçalves (Contribuinte)
ajustes que a empresa registrava após o efetivo Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª
retorno dos recursos financeiros, em caráter de Câmara da 1ª Seção do CARF
absoluta neutralidade em relação ao saldo de caixa Data de julgamento: 17/05/2017
do contribuinte. Ademais, afastaram a Data de formalização: 29/08/2017
responsabilidade tributária das sócias- Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS.
administradoras, em razão da inocorrência do PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. PESSOA
mecanismo de suprimento de caixa apresentado JURÍDICA EFETIVAMENTE CRIADA PARA
pela autoridade fiscal como única motivação quanto REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA. PRESENÇA
à sujeição passiva que lhes foi atribuída. DE MOTIVO EMPRESARIAL. PROCEDIMENTO
LEGÍTIMO. SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO.
• PAF 13971.724408/2014-49 LC Nº 93/2001 DO ESTADO DO MATO GROSSO
Relator(a): Conselheiro Luiz Henrique Marotti DO SUL. PROGRAMA MS-EMPREENDEDOR.
Toselli (Contribuinte) AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO DOS RECURSOS
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª EM RELAÇÃO AO EMPREENDIMENTO
Câmara da 1ª Seção do CARF ECONÔMICO PROJETADO. CARACTERIZAÇÃO
Data de julgamento: 19/10/2017 COMO SUBVENÇÃO PARA CUSTEIO. EXCLUSÃO
Data de formalização: 24/11/2017 DO LUCRO REAL. IMPOSSIBILIDADE.

Voltar ao sumário. 94
INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES. Data de formalização: 11/08/2017
IMPOSSIBILIDADE. MULTA QUALIFICADA Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. RECEITAS DE
AFASTADA. RES SPERATA. RECEBIMENTO ANTECIPADO
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu PELO SHOPPING CENTER. DEVER DO
que não caracteriza simulação a fragmentação das EMPREENDEDOR DE MANTER O TENANT MIX
atividades do contribuinte, decorrente da criação de AO LONGO DO CONTRATO DE LOCAÇÃO.
sociedade empresária sujeita à sistemática do lucro APROPRIAÇÃO PRO RATA TEMPORE.
presumido, pelo simples fato de a reorganização Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que,
societária ter reduzido a carga tributária do grupo nos contratos de locação em shopping center, deve
econômico. Os Conselheiros destacaram que as ser aplicado o regime de competência às receitas
empresas estão situadas em endereços diferentes, relativas a res sperata, que consiste em um
têm estrutura autônoma, empregados próprios, pagamento suplementar realizado pelo locatário
contabilidade segregada, objetos sociais distintos, para que possa, além de ingressar no centro de
não sendo possível falar em planejamento tributário vendas, usufruir e se beneficiar da estrutura e
abusivo, dada a motivação de ordem empresarial. visibilidade proporcionadas pelo empreendimento.
Noutro plano, afirmaram que os benefícios de ICMS No caso concreto, os Conselheiros destacaram que,
concedidos pelo Estado do Mato Grosso do Sul, no para efeitos de apuração do IRPJ, da CSLL, do PIS e
âmbito do Programa MS-Empreendedor, não foram da COFINS, a obediência às mutações patrimoniais
aplicados na filial do contribuinte para expansão das segundo o princípio da competência foi consignada
suas atividades naquele ente federativo e, portanto, no § 6º do art. 3º da Instrução CVM nº 206/1994,
caracterizam subvenções de custeio. Os que impõe o reconhecimento da receita dos valores
Conselheiros ressaltaram que, não tendo sido referentes a res sperata ao longo dos períodos
atendidos os requisitos dispostos no Parecer contratuais, quando também incorridas as
Normativo CST nº 112/1978, o incentivo não pode respectivas despesas. Ressaltaram que a
ser excluído das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL. apropriação pro rata tempore decorre do fato de
Consignaram, no entanto, que os créditos que a remuneração só é efetivamente incorporada
presumidos de ICMS concedidos a regiões onde ao patrimônio do empreendedor na proporção em
exista especial interesse do Estado não integram o que o tenant mix (obrigação de entregar a loja em
conceito de receita, para fins de incidência do PIS e um ambiente com as características comerciais pré-
da COFINS, por não constituírem entrada de estabelecidas junto ao lojista) se exaure e, por
recursos passíveis de registro em contas de depender de evento futuro e incerto, os valores
resultado. Nesse sentir, decidiram cancelar o auto recebidos antecipadamente não podem ser
de infração em que a fiscalização interpretou as concebidos integralmente no momento da
subvenções regulamentadas pela mesma legislação contratação, como pretendia a fiscalização.
como sendo para investimento, glosando tais
créditos com base nos arts. 443 e 545 do RIR/1999, g) Subvenção para investimento
por estar contradizendo os lançamentos anteriores,
fundamentados como sendo de custeio, e, assim, • PAF 10280.723721/2013-79
cerceando o direito de defesa do contribuinte. Relator(a): Conselheira Luciana Yoshihara
Ademais, os Conselheiros mantiveram a glosa das Arcangelo Zanin (Contribuinte) e Conselheiro Luiz
despesas decorrentes dos serviços de assessoria Rodrigo de Oliveira Barbosa (designado para
financeira prestados ao sócio para aquisição de redação do acórdão quanto à tributação do PIS e da
100% de participação do grupo econômico, cuja COFINS) – (Fazenda)
dedução deveria ter sido efetuada em relação ao Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
imposto da pessoa física, bem como das despesas Câmara da 1ª Seção do CARF
financeiras oriundas de empréstimo contraído por Data de julgamento: 23/03/2017
empresa veículo, com duração efêmera e sem Data de formalização: 07/08/2017
propósito negocial, para aquisição de cotas cujos Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. SUBVENÇÃO
encargos foram posteriormente transferidos para a PARA INVESTIMENTO. DECRETO Nº 2.667/2006
própria autuada por meio de incorporação às DO ESTADO DO PARÁ. CONCESSÃO DE
avessas, dado o abuso de direito nas operações. Por CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS. EXCLUSÃO DO
fim, afastaram a qualificação da multa de ofício, bem LUCRO REAL. POSSIBILIDADE.
como a responsabilização do sócio, em razão da CONTRIBUIÇÕES SUBMETIDAS AO REGIME
fundamentação genérica para todas as diferentes NÃO CUMULATIVO. INCENTIVO QUALIFICADO
infrações constantes dos autos. Para os Conselheiros, COMO RECEITA DO SUBVENCIONADO.
a fiscalização deve comprovar individualmente que INCIDÊNCIA.
a conduta da autuada encontra-se tipificada em uma Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o
das hipóteses dos arts. 71, 72 ou 73 da Lei nº crédito presumido de ICMS concedido pelo Estado
4.502/1964 e que o diretor, para figurar no polo do Pará objetiva a promoção de novos
passivo, praticou ato com excesso de poderes ou empreendimentos econômicos ou a expansão dos
infração de lei, nos termos do art. 135, III, do CTN. preexistentes naquele ente federativo, razão pela
qual caracteriza subvenção para investimento e não
f) Receitas de res sperata se sujeita à incidência do IRPJ e da CSLL (até
porque implicaria ilegítima inferência da União na
• PAF 15374.001159/2001-60 renúncia fiscal engendrada pelo Estado). Os
Relator(a): Conselheira Daniele Souto Rodrigues Conselheiros destacaram que, ao contrário do
(Contribuinte) aduzido pelo Parecer Normativo CST nº 112/1978,
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF não é necessária aplicação direta das cifras
Data de julgamento: 06/06/2017 subvencionais a determinado projeto de

Voltar ao sumário. 95
investimento, uma vez que as condições SUBMETIDAS AO REGIME NÃO CUMULATIVO.
eventualmente prescritas para o gozo do incentivo RECEITAS DECORRENTES DOS INCENTIVOS.
não se confundem com a finalidade da benesse, que INCIDÊNCIA.
remanesce a mesma independentemente da Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
realização de aportes em certa seara. Noutro plano, não caracteriza subvenção para investimento o
decidiram que, conforme consignado no item 15 da incentivo fiscal constante do Decreto paraense nº
Solução de Divergência COSIT nº 15/2003, o valor 5.615/2002, uma vez que, ao regulamentar a Lei
do benefício tem natureza de receita (seja a Estadual nº 6.489/2002, não estabelece metas
subvenção de custeio, seja para investimento) e, claras para implantação ou expansão do
assim, compõe a base de cálculo do PIS e da COFINS. investimento, tampouco fixa mecanismos de
controle destinados a verificar seu cumprimento. Os
• PAF 13971.720630/2013-91 Conselheiros consignaram que a concessão do
Relator(a): Conselheiro Luiz Rodrigo de Oliveira benefício foi condicionada apenas à apresentação de
Barbosa (designado para redação do acórdão) – projeto de viabilidade técnica, econômica e
(Fazenda) financeira, com indicadores genéricos que não
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª comprometem a empresa a modernizar sua
Câmara da 1ª Seção do CARF estrutura ou capacidade produtiva instalada,
Data de julgamento: 23/03/2017 tampouco aumentar a mão-de-obra, restando
Data de formalização: 07/08/2017 evidente que o real objetivo da benesse foi aumentar
Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. SUBVENÇÃO a competitividade no mercado de certos
PARA INVESTIMENTO. DECRETO Nº 105/2007 empreendimentos sediados no Pará. Dessa forma,
DO ESTADO DE SANTA CATARINA. PROGRAMA afirmaram que os subsídios ofertados pelo Estado
PRÓ-EMPREGO. CONCESSÃO DE CRÉDITO tratam de subvenções para custeio, cuja previsão do
PRESUMIDO DE ICMS. EXPANSÃO DO art. 443 do RIR/1999 não lhes aproveita, devendo,
EMPREENDIMENTO ECONÔMICO PROJETADO. assim, ser incluídas no lucro operacional. Ademais,
COMPROVAÇÃO AUSENTE. CARACTERIZAÇÃO destacaram que as receitas decorrentes dessas
COMO SUBVENÇÃO PARA CUSTEIO. EXCLUSÃO subvenções recebidas sob a forma de crédito
DO LUCRO REAL. IMPOSSIBILIDADE. presumido de ICMS compõem a base tributável do
CONTRIBUIÇÕES SUBMETIDAS AO REGIME PIS e da COFINS.
NÃO CUMULATIVO. AUSENTE REGRA
EXCEPCIONAL DE NÃO INCIDÊNCIA. 7. IRRF
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que os
créditos presumidos de ICMS concedidos pelo a) Concomitância de IRPJ & CSLL
Estado de Santa Catarina, no âmbito do Programa
Pró-Emprego, não caracterizam subvenção para • PAF 13855.723294/2015-27
investimento e, por conseguinte, não podem ser Relator(a): Conselheiro Roberto Caparroz de
excluídos do lucro real, para fins de apuração da Almeida (Fazenda)
base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Isso porque, Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
segundo os Conselheiros, independentemente da Câmara da 1ª Seção do CARF
intenção do ente subvencionador, o benefício fiscal Data de julgamento: 21/09/2017
em exame não atende aos requisitos estabelecidos Data de formalização: 18/10/2017
no Parecer Normativo CST nº 112/1978, vez que se Ementa: IRRF. CONCOMITÂNCIA DE IRPJ E
encontra desvinculado da implantação ou expansão CSLL. PAGAMENTOS SEM CAUSA. GLOSA DE
do empreendimento econômico projetado. Por fim, DESPESAS INEXISTENTES. FATOS JURÍDICOS
ressaltaram que o incentivo configura, na verdade, DISTINTOS. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM.
subvenção para custeio, devendo integrar a receita OPERAÇÃO FRAUDULENTA. MULTA
bruta operacional da beneficiária, para efeito da QUALIFICADA APLICADA. CONTRATOS
tributação do PIS e da COFINS, no regime não FIRMADOS COM EMPRESAS “NOTEIRAS”.
cumulativo, tendo em vista que não há regra de ATUAÇÃO DOS DIRIGENTES VOLTADA À
isenção vigente nas Leis nos 10.637/2002 e SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS.
10.833/2003. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
CONFIGURADA.
• PAF 10280.723663/2013-83 Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
Relator(a): Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho que o pagamento efetuado a terceiros sem a
Machado (designado para redação do acórdão) – comprovação da operação que lhe deu causa se
(Fazenda) sujeita à incidência de IRRF, à alíquota de 35%, nos
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 3ª termos do § 1º do art. 61 da Lei nº 8.981/1985. Os
Câmara da 1ª Seção do CARF Conselheiros destacaram que não há vedação legal
Data de julgamento: 24/07/2017 para a exigência em paralelo do IRPJ e da CSLL, em
Data de formalização: 26/10/2017 razão da glosa de despesas fictícias que resultaram
Ementa: IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. SUBVENÇÃO na redução indevida do lucro líquido do período,
PARA INVESTIMENTO. DECRETO Nº 5.615/2002 uma vez que o pagamento de uma despesa
DO ESTADO DO PARÁ. CONCESSÃO DE fraudulenta não se confunde com a escrituração
CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS. METAS DE indevida e, portanto, tratando-se de fatos jurídicos
INVESTIMENTO EM EXPANSÃO DO distintos com matrizes e fundamentos legais
EMPREENDIMENTO ECONÔMICO. AUSENTES. diversos, não resta configurado bis in idem.
CARACTERIZAÇÃO COMO SUBVENÇÃO PARA Ademais, afirmaram que a conduta fraudulenta do
CUSTEIO. EXCLUSÃO DO LUCRO REAL. contribuinte, que celebrou diversos contratos com
IMPOSSIBILIDADE. CONTRIBUIÇÕES empresas “noteiras” cujos serviços pactuados jamais

Voltar ao sumário. 96
foram prestados, encontra-se tipificada no art. 72 da segundo os Conselheiros, o tratado invocado é
Lei nº 4.502/1964, o que enseja a qualificação das aplicável exclusivamente às pessoas residentes nos
multas correspondentes, conforme disposto no art. Estados Contratantes e só permite, quando da
44, § 1º, da Lei nº 9.430/1996. Por fim, ressaltaram apuração do IR a ser retido no Brasil, a dedução do
que os dirigentes da sociedade firmaram esses imposto pago sobre os mesmos rendimentos
contratos com empresas de papel, a fim de acobertar oferecidos à tributação na Argentina. Dessa forma,
esquema ilícito de pagamento de propinas sob o destacaram que incide IRRF sobre as remessas de
disfarce de prestação de serviços, de modo que, royalties à empresa sediada nos Estados Unidos,
comprovadamente, atuaram com infração à lei e são independentemente do tributo pago por coligada
solidariamente obrigados, por força do art. 135, III, argentina, uma vez que, por força do art. 710 do
do CTN. RIR/1999, responsabiliza-se a fonte pagadora pela
tributação do rendimento do beneficiário
b) Redução indevida do lucro líquido domiciliado em país estrangeiro. Ademais, os
Conselheiros afirmaram que, para o aproveitamento
• PAF 10768.022998/98-35 de imposto pago no exterior, o documento
Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo produzido em língua estrangeira necessita de
(Fazenda) tradução para o vernáculo e de ser reconhecido pelo
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada
Data de julgamento: 07/08/2017 Brasileira no país em que devido o IR, conforme
Data de formalização: 14/09/2017 preceituam os art. 224 do CC/2002 e § 2º do art. 26
Ementa: IRRF. REDUÇÃO INDEVIDA DO da Lei nº 9.249/1995, respectivamente.
LUCRO LÍQUIDO. GLOSA DE DESPESAS NÃO
COMPROVADAS. PRESUNÇÃO DA 8. PIS & COFINS
DISTRIBUIÇÃO DE RENDIMENTOS DA
EMPRESA AOS SÓCIOS. ART. 44 DA LEI Nº a) Desmutualização
8.541/1992. REVOGADO PELA LEI Nº 9.249/1995.
NATUREZA DE PENALIDADE. INEXISTÊNCIA. • PAF 16327.720674/2012-23
APLICAÇÃO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. Relator(a): Conselheiro Luiz Rodrigo de Oliveira
IMPOSSIBILIDADE. Barbosa (designado para redação do acórdão) –
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu (Fazenda)
devida a aplicação do art. 44 da Lei nº 8.541/1992 Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
para exigência de IRRF no ano-calendário de 1994, Câmara da 1ª Seção do CARF
à alíquota de 25%, sobre a diferença verificada na Data de julgamento: 26/07/2017
determinação dos resultados da pessoa jurídica em Data de formalização: 08/11/2017
razão da redução indevida do lucro líquido por Ementa: PIS. COFINS. DESMUTUALIZAÇÃO.
apropriação de despesas financeiras sem a devida INCORPORAÇÃO DE AÇÕES. EQUIVALENTE À
comprovação. Os Conselheiros destacaram que, ALIENAÇÃO. RECEITA OPERACIONAL DA
embora o dispositivo tenha sido revogado pela Lei INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. REGISTRO
nº 9.249/1995, não cabe impor a retroatividade CONTÁBIL NO ATIVO CIRCULANTE.
benigna prevista no art. 106 do CTN, vez que o INCIDÊNCIA.
tributo não está sendo exigido como forma de Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que as
penalidade – sobretudo nesse caso em que a receitas obtidas com a incorporação de ações estão
cobrança está relacionada à glosa de despesas, e não sujeitas à incidência do PIS e da COFINS, porquanto
à omissão de receita. Afirmaram que, na época, a tal operação corresponde a uma alienação em
distribuição de lucros aos sócios era tributada e, por sentido amplo, e não à mera substituição de ativos.
isso, a Lei estabelecia sua presunção para garantir No caso concreto, os Conselheiros destacaram que a
que a empresa, na qualidade de responsável, venda de ações consta do objeto social das
recolhesse o imposto sobre a renda auferida. sociedades corretoras de títulos e valores
mobiliários e, assim, a incorporação de ações
c) Royalties constitui receita operacional da pessoa jurídica
autuada, devendo ser incluída na base de cálculo das
• PAF 13971.001285/2001-50 contribuições. Ademais, afirmaram que,
Relator(a): Conselheiro Luiz Rodrigo de Oliveira considerando o interesse da empresa em alienar os
Barbosa (Fazenda) títulos patrimoniais no curso do processo de
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª desmutualização e, portanto, antes do término do
Câmara da 1ª Seção do CARF exercício social seguinte àquele em que foram
Data de julgamento: 21/09/2017 recebidos, tais ações não podem ser contabilizadas
Data de formalização: 23/10/2017 no ativo permanente do contribuinte, visando à sua
Ementa: IRRF. ROYALTIES. REMESSAS AOS exclusão da receita bruta, na forma prevista pelo art.
ESTADOS UNIDOS. ACORDO ENTRE BRASIL E 3º, § 2º, IV, da Lei nº 9.718/1998, mas sim no ativo
ARGENTINA CONTRA A BITRIBUTAÇÃO. circulante, conforme disposto no art. 179 da Lei nº
COMPENSAÇÃO DO IRRF COM O IRPJ PAGO 6.404/1976. Os Conselheiros também ressaltaram
POR COLIGADA SEDIADA NA ARGENTINA. que, por força dos arts. 129 e 132 do CTN, não pode
IMPOSSIBILIDADE. ART. 710 DO RIR/1999. ser afastada a responsabilidade da incorporadora
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu em relação à multa de ofício aplicada em
que o disposto na Convenção Brasil-Argentina, para decorrência da infração cometida pela incorporada.
evitar a dupla tributação, não se aplica ao pedido de Por fim, consignaram que o lançamento fiscal foi
restituição de IRRF decorrente de remessa de corretamente efetuado em face da pessoa jurídica,
numerário aos Estados Unidos. Isso porque, tendo em vista que a alteração societária de redução

Voltar ao sumário. 97
de capital e devolução dos ativos aos acionistas Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
pessoas físicas ocorreu antes da deliberação do entendeu que a decisão proferida em sede de
BACEN, em desconformidade com o art. 17 da mandado de segurança não impede a reapreciação
Resolução nº 1.655/1989, de modo que a da admissibilidade de recurso especial pela CSRF,
propriedade das ações ainda não era dos sócios. tendo em vista que somente a ordem concedida em
caráter preventivo teria o condão de obstar o não
9. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL conhecimento do recurso pelo colegiado. Isso
porque, segundo os Conselheiros, esse remédio
a) Recurso especial constitucional não pode se desvincular de um ato
coator concreto e de autoridades coatoras
• PAF 10880.734249/2011-79 específicas, de modo que tendo sido obtido o
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo provimento judicial em face dos despachos
(Fazenda) monocráticos enunciados pelos Presidentes da
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF Câmara a quo e da CSRF, seu cumprimento, por
Data de julgamento: 08/08/2017 conseguinte, esgota-se no encaminhamento dos
Data de formalização: 31/08/2017 autos ao órgão colegiado, cuja competência abrange
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. o julgamento do recurso especial na sua
RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. integralidade, inclusive quanto à possibilidade de
REQUISITOS PARA DEDUTIBILIDADE DO ÁGIO. ser conhecido. Ademais, destacaram que o colegiado
UTILIZAÇÃO DE EMPRESA-VEÍCULO. LAUDO da CSRF acabou revendo, no curso de outro
DE AVALIAÇÃO. AUSÊNCIA DE DIVERGÊNCIA processo da mesma empresa, a decisão monocrática
NA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO que motivou o mandamus (para garantia de
TRIBUTAÇÃO. INADMISSIBILIDADE. tratamento isonômico na esfera administrativa) por
Resultado: A Turma, por unanimidade, afirmou ter encaminhado ao órgão recurso praticamente
que não se admite o recurso especial fazendário cuja idêntico ao presente, cujo seguimento havia sido
divergência na interpretação da legislação negado. Desse modo, os Conselheiros consignaram
tributação não tenha sido demonstrada. No caso que desapareceu a situação que ensejou a prolação
concreto, os Conselheiros destacaram que, no da decisão judicial (pronunciamentos divergentes
acórdão paradigma, o vício substancial para o acerca da admissibilidade de recursos especiais do
colegiado ter decidido pela irregularidade do mesmo contribuinte, tendo por base idêntico
aproveitamento do ágio consistiu na utilização de acórdão paradigma) e, assim, ressaltaram que impor
empresa veículo sem propósito negocial; enquanto, o conhecimento do recurso especial objeto dos
no presente caso, não houve transferência do ágio presentes autos recriaria, de forma invertida, a falta
pago por uma empresa à outra, tampouco evidências de tratamento isonômico para o contribuinte.
de fraude ou simulação na amortização decorrente
de incorporação reversa. No tocante à demonstração b) Decadência
do fundamento econômico da mais valia para o
reconhecimento do ágio, ressaltaram que o acórdão • PAF 10140.721925/2012-99
recorrido consignou que o estudo interno elaborado Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
pela empresa antes da aquisição de ações atende o § (Fazenda)
3º do art. 385 do RIR/1999, vez que o dispositivo Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
não exige expressamente laudo (que chegou Data de julgamento: 10/08/2017
inclusive a ser executado após a aquisição, mas Data de formalização: 15/09/2017
previamente à incorporação). Esse entendimento, Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
segundo os Conselheiros, não diverge do paradigma, DECADÊNCIA. ART. 173, II, DO CTN. VÍCIO
caso no qual os próprios documentos internos eram MATERIAL. INAPLICABILIDADE.
extemporâneos, além de não estarem materialmente Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
vinculados com o negócio realizado. Dessa forma, que a contagem do prazo decadencial prevista no
entenderam que as conclusões diversas a que art. 173, II, do CTN não se aplica na hipótese de o
chegaram os colegiados resultaram das diferenças lançamento do crédito tributário ter sido cancelado
constantes do conjunto fático-probatório dos autos, em razão do afastamento da motivação utilizada
não de dissídio na interpretação da legislação. pela fiscalização. Isso porque, para os Conselheiros,
se os fundamentos que motivaram a glosa foram
• PAF 10880.725757/2011-66 analisados e, por conseguinte, não acolhidos, não há
Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo que se falar em vício formal, mas na insubsistência
(Fazenda) da relação jurídico-tributária. Ademais,
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF consignaram que vício formal é aquele que não diz
Data de julgamento: 04/10/2017 respeito aos elementos constitutivos da obrigação
Data de formalização: 20/11/2017 tributária, estando o problema nos aspectos
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. extrínsecos do lançamento. No caso concreto,
RECURSO ESPECIAL. SEGUIMENTO NEGADO mantiveram o cancelamento do lançamento, tendo
POR DESPACHOS MONOCRÁTICOS. MANDADO em vista que o problema estava na essência da
DE SEGURANÇA QUE DETERMINA O REGULAR relação tributária.
PROCESSAMENTO. AUTOS ENCAMINHADOS AO
COLEGIADO DA CSRF. ORDEM JUDICIAL • PAF 19515.722229/2012-79
CUMPRIDA. REAPRECIAÇÃO DO RECURSO NA Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo
INTEGRALIDADE. NÃO CONHECIMENTO. (Fazenda)
POSSIBILIDADE. Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Data de julgamento: 04/10/2017

Voltar ao sumário. 98
Data de formalização: 08/11/2017 porque, segundo os Conselheiros, nos termos do art.
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. 23, § 4º, I, do Decreto retrocitado, não haveria prova
DECADÊNCIA. ART. 150, § 4º, DO CTN. DIREITO de recebimento se o endereço fornecido não
A CRÉDITO PRÊMIO DE IPI. SENTENÇA coincide com o domicílio tributário eleito, como
CONDENATÓRIA ILÍQUIDA. DISPONIBILIDADE exige o processo administrativo fiscal. Ressaltaram,
JURÍDICA PARA EFEITO DE CONTAGEM DO por fim, que é obrigação do contribuinte manter
PRAZO. ADAPTAÇÃO DO REGIME DE seus dados cadastrais atualizados, conforme
COMPETÊNCIA. RECONHECIMENTO DAS preceitua o art. 30 do RIR/1999, não sendo possível
RECEITAS CONFORME CONTABILIZADAS AS imputar o descumprimento da norma à
COMPENSAÇÕES. Administração Pública.
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que,
na hipótese em que o acréscimo patrimonial d) Nulidade
auferido pelo contribuinte decorre de decisão
judicial ilíquida, dependente de evento futuro e • PAF 12898.000822/2009-69
incerto, o fato gerador do IRPJ e da CSLL ocorre Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
somente após a liquidação da sentença, e não na (Fazenda)
data do seu trânsito em julgado. Assim, registraram Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
que o prazo decadencial para lançamento de ofício Data de julgamento: 06/07/2017
se inicia apenas quando não existe mais contestação Data de formalização: 21/08/2017
do quantum debeatur na esfera judicial, Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
relativizando-se o regime de competência para que NULIDADE. NÃO COMPROVAÇÃO DA
as receitas sejam reconhecidas à medida em que o OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR.
sujeito passivo contabiliza as compensações. No DIMENSIONAMENTO EQUIVOCADO DA BASE
caso concreto, os Conselheiros destacaram que DE CÁLCULO. VÍCIOS MATERIAIS.
restou reconhecido judicialmente o direito do LANÇAMENTO CANCELADO.
contribuinte a crédito prêmio de IPI, mas a sua Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
efetiva disponibilidade dependia de fatos novos que que a incorreção na identificação da matéria
atestassem a exportação dos produtos tributável, porquanto situada na própria essência da
manufaturados. Dessa forma, tratando-se do direito relação jurídico-tributária, implica vício de natureza
a compensar um crédito ainda pendente de material, ensejando, assim, o cancelamento do
liquidação por artigos, nos termos do art. 509 do lançamento. No caso concreto, os Conselheiros
CPC/2015, afirmaram que não há valores a tributar destacaram que o auto de infração comprometeu o
pelo contribuinte antes de dimensionado o título direito de defesa assegurado ao contribuinte por não
executivo, conforme previsto no art. 116 do CTN. Por discriminar, em decorrência de despesas que não
fim, os Conselheiros determinaram a devolução dos teriam sido comprovadas, os valores glosados,
autos para a instância a quo para o julgamento de abstendo-se de juntar qualquer demonstrativo de
mérito que ficou prejudicado com o acolhimento da cálculo até o encerramento da diligência
decadência naquele colegiado. determinada pela instância a quo (quando inclusive
indicou montante superior ao do lançamento
c) Intimação original, deixando, ainda, de especificar os valores
em cada conta glosada), bem como de recompor o
• PAF 16561.720013/2011-44 cálculo do IRPJ e da CSLL para aproveitamento de
Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo saldos negativos. Dessa forma, afirmaram que a
(designada para redação do acórdão) – (Fazenda) motivação inadequada, embora não afronte
Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF diretamente ao art. 142 do CTN, viola as normas de
Data de julgamento: 10/08/2017 conteúdo material dos tributos que estão sendo
Data de formalização: 27/09/2017 exigidos – hipóteses de incidência, bases de cálculo
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. etc. –, elementos constitutivos da obrigação
INTIMAÇÃO POR EDITAL. RESULTADO DA tributária que não se confundem, segundo os
TENTATIVA IMPROFÍCUA POR VIA PESSOAL, Conselheiros, com o vício formal a que se refere o
POSTAL OU ELETRÔNICA. ORDEM DE art. 173, II, do CTN, verificado, via de regra, de
PREFERÊNCIA. INEXISTÊNCIA. imediato no instrumento de formalização do
ESGOTAMENTO DAS MODALIDADES. crédito.
DESNECESSIDADE.
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que é • PAF 16327.001355/2008-39
válida a intimação feita por edital, mesmo sem o Relator(a): Conselheira Adriana Gomes Rêgo
exaurimento de todas as modalidades de ciência, (designada redatora ad hoc do acórdão) – (Fazenda)
quando frustrado qualquer dos meios de intimação Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
previstos no art. 23 do Decreto nº 70.235/1972 Data de julgamento: 10/08/2017
(pessoal, postal e eletrônico), uma vez que não estão Data de formalização: 05/09/2017
sujeitos a ordem de preferência. No caso concreto, Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
os Conselheiros destacaram que, embora NULIDADE. ERRO NA DETERMINAÇÃO DA
encaminhadas correspondências para 3 endereços BASE DE CÁLCULO. VÍCIO MATERIAL.
distintos constantes do banco de dados da RFB, a ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO DO LANÇAMENTO
administração tributária fracassou em todas as ORIGINAL. APLICAÇÃO DO ART. 173, II, DO CTN.
tentativas de intimar o sujeito passivo por via postal, IMPOSSIBILIDADE.
não podendo de todo modo ser acatado o pleito para Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
que as intimações fossem remetidas ao endereço do que a indeterminação da base de cálculo
seu procurador, como ocorre no processo civil. Isso apresentada caracteriza vício material,

Voltar ao sumário. 99
impossibilitando, assim, o reinício do prazo COMPROVAÇÃO DE UMA DAS HIPÓTESES
decadencial para novo lançamento, na forma do art. PREVISTAS NO ART. 135 DO CTN. LANÇAMENTO
173, II, do CTN. Os Conselheiros destacaram que, CANCELADO.
em regra, os vícios formais decorrem de ofensas aos Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que o
preceitos do art. 10 do Decreto nº 70.235/1972, de erro na identificação do sujeito passivo configura
natureza processual, enquanto os vícios materiais vício material, acarretando a nulidade do
violam os ditames, de índole substancial, dispostos lançamento de ofício, que não pode ser sanado ou
no art. 142 do CTN. Nesse sentir, consignaram que o validado no curso do processo administrativo. Isso
vício relacionado aos elementos constitutivos da porque, segundo os Conselheiros, estando o
obrigação tributária é material, por afetar a própria contribuinte em liquidação quando dos fatos
regra de incidência do tributo, mas é formal a geradores, não pode a fiscalização eleger o sócio
mácula por deficiência na fundamentação, se a majoritário para o polo passivo do feito, sem invocar
motivação descrita não afetar o fato gerador. No para tanto sua participação em atos ilegais ou
caso concreto, os Conselheiros ressaltaram que a praticados com excesso de poderes estatutários.
fiscalização não demonstrou adequadamente a Ademais, ressaltaram que, no caso de liquidação, a
origem dos valores glosados, tampouco considerou responsabilidade em relação à satisfação de débitos
os processos administrativos que repercutiram no ou regular dissolução da sociedade é do liquidante,
saldo de prejuízos fiscais e bases negativas da CSLL, conforme disposto nos arts. 210, 211 e 217 da Lei nº
de modo que, não sendo possível inovar no 6.404/1976, não do sócio controlador.
lançamento para que os erros na determinação da
base de cálculo sejam escoimados, reconheceram a • PAF 10183.006557/2008-72
existência de vício material no auto de infração. Relator(a): Conselheiro Luís Flávio Neto
(Contribuinte)
• PAF 16327.721378/2012-40 Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
Relator(a): Conselheiro Luiz Augusto de Souza Data de julgamento: 13/09/2017
Gonçalves (Fazenda) Data de formalização: 14/11/2017
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
Câmara da 1ª Seção do CARF NULIDADE. CONFUSÃO NA NARRATIVA DOS
Data de julgamento: 16/08/2017 FATOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. ERRO NA
Data de formalização: 29/09/2017 ELEIÇÃO DA DATA DO FATO GERADOR. VÍCIOS
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INSANÁVEIS. LANÇAMENTO CANCELADO.
NULIDADE. DIVERGÊNCIA DE INFORMAÇÕES Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
NA DIPJ E NA DCTF. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO que a evidente confusão na descrição dos fatos e, por
DE ESCLARECIMENTO FORMULADO PELA conseguinte, na capitulação legal, acarreta nulidade
AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. AUSENCIA do lançamento. No caso concreto, os Conselheiros
DE COMPROVAÇÃO DO ILÍCITO. LANÇAMENTO destacaram que o auto de infração induz,
CANCELADO. inicialmente, ao entendimento de que o fato
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu tributado é a incorporação havida pelo contribuinte
que a insuficiência do conjunto probatório carreado em janeiro de 2005, mas conduz, na sequência, para
aos autos enseja o cancelamento do lançamento o juízo de que a tributação está se dando sobre a
tributário. No caso concreto, os Conselheiros reserva de reavaliação efetuada em 31/12/2004, por
consignaram que a autoridade fiscal se baseou ter sido eleita pelo Fisco como sendo a data do fato
apenas nas informações prestadas pelo contribuinte gerador. Dessa forma, afirmaram que, impedido o
na DIPJ, após ter verificado algumas inconsistências direito de defesa do sujeito passivo, que sequer tinha
em relação aos valores declarados nas DCTFs. conhecimento do que ensejou a autuação, deve ser
Contudo, destacaram que o sujeito passivo não foi cancelado o auto de infração. Ademais, ressaltaram
intimado para prestar esclarecimentos sobre as que a reserva de reavaliação só enseja o nascimento
divergências no saldo a pagar de CSLL e, portanto, de obrigação tributária quando utilizada para
não se trata da hipótese de lançamento legitimada aumento de capital ou quando ocorre a efetiva
pelo art. 149, III, do CTN. Ademais, afirmaram que realização do ativo reavaliado, do que não cuidaram
não restou devidamente comprovada a falta de os autos. Noutro plano, consignaram que se
recolhimento do tributo devido, nem a ocorrência do realmente foi tributado o ganho de capital, então a
fato gerador, sendo ônus do agente comprovar a autoridade fiscal errou na eleição do momento da
ocorrência do ilícito antes de constituir o crédito ocorrência do fato gerador, o que também implica a
tributário, nos termos do art. 9º do Decreto nº nulidade insanável do auto lavrado, tendo em vista
70.235/1972. que impõe ao contribuinte a tributação de evento
que ainda não aconteceu, ocasionando, ainda, erro
• PAF 10480.720281/2015-11 na base de cálculo e no critério temporal da
Relator(a): Conselheiro Caio Cesar Nader apuração do IRPJ e da CSLL.
Quintella (Contribuinte)
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 4ª 10. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
Câmara da 1ª Seção do CARF
Data de julgamento: 19/09/2017 a) Sócio de fato
Data de formalização: 30/10/2017
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. • PAF 19515.001263/2009-19
NULIDADE. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO Relator(a): Conselheiro Rafael Vidal de Araújo
SUJEITO PASSIVO. VÍCIO MATERIAL. (Fazenda)
SOCIEDADE EMPRESARIAL EM LIQUIDAÇÃO. Órgão julgador: 1ª Turma da CSRF
RESPONSABILIDADE DO SÓCIO. AUSÊNCIA DE Data de julgamento: 03/07/2017

Voltar ao sumário. 100


Data de formalização: 21/08/2017 acréscimo de seis pontos percentuais sobre a
Ementa: RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. alíquota do RAT/SAT.
SÓCIO DE FATO. SONEGAÇÃO DE TRIBUTO
PELA UTILIZAÇÃO FRAUDULENTA DA PESSOA b) Auxílio-alimentação
JURÍDICA. SOLIDARIEDADE EM RELAÇÃO AOS
DÉBITOS SURGIDOS DO NEGÓCIO. ARTS. 124, I, • PAF 15586.001862/2010-73
E 135, II E III, DO CTN. INCIDÊNCIA CONJUNTA. Relator(a): Conselheira Elaine Cristina Monteiro
Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que, e Silva Vieira (designada para redação do acórdão) -
reconhecida a ocorrência de sonegação de tributo e (Fazenda)
a interposição de pessoas na constituição da pessoa Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF
jurídica, afasta-se a regra de apartação patrimonial Data de julgamento: 20/02/2017
entre a empresa e seus administradores, tornando Data de formalização: 05/07/2017
cabível, com base no art. 124, I, do CTN, a inclusão Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
do sócio de fato na sujeição passiva do crédito AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO FORNECIDO PELO
tributário. No caso concreto, os Conselheiros EMPREGADOR. TICKET. REGISTRO NO PAT.
destacaram que a pessoa responsabilizada, apesar AUSÊNCIA. INCIDÊNCIA.
de não constar formalmente do quadro societário, Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
podia dispor sozinho dos recursos da empresa, entendeu que as verbas pagas a título de auxílio
movimentar contas bancárias e autorizar transações alimentação, mediante tickets, quando não
diversas, atuando, portanto, como administrador de registrados no Programa de Alimentação ao
fato para prática de atos ilícitos – o que também Trabalhador (PAT), sofrem a incidência de
enseja a aplicação do art. 135, II e III, do CTN. contribuição previdenciária. Isso porque, para os
Ressaltaram, por fim, que esse dispositivo cuida de Conselheiros, a previsão de exclusão do referido
responsabilidade solidária, e não subsidiária, beneficio fornecido aos empregados do conceito de
independente, pois, do esgotamento do patrimônio salário de contribuição, conforme dispõe o art. 28, §
da sociedade, tendo em vista que o vínculo 9º, “c”, da Lei nº 8.212/1991, é condicionado a dois
obrigacional não decorre apenas da condição de requisitos: (i) que a alimentação seja fornecida in
sócio, mas da infração cometida. natura; (ii) que a sua disponibilização esteja em
conformidade com as normas do PAT, sendo que
B. SEGUNDA SEÇÃO não houve o cumprimento de nenhum dos requisitos
pelo contribuinte. Por fim, os Conselheiros
1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA ressaltaram a inaplicabilidade do Ato Declaratório
PGFN nº 03/2011, pois, só é possível a sua aplicação
a) Adicional RAT/SAT quando demonstrado que, embora o contribuinte
não tenha formalizado sua adesão ao PAT, ele
• PAF 15504.731972/2013-79 forneceu alimentação in natura, o que não abrange
Relator(a): Conselheiro Rodrigo Monteiro o pagamento em ticket.
Loureiro Amorim (Contribuinte)
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª c) Auxílio-educação
Câmara da 2ª Seção do CARF
Data de julgamento: 04/07/2017 • PAF 10680.726916/2011-04
Data de formalização: 18/08/2017 Relator(a): Conselheiro Heitor de Souza Lima
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Júnior (designado para redação do acórdão) –
ADICIONAL RAT/SAT. EXPOSIÇÃO DE (Fazenda)
TRABALHADORES A CONDIÇÕES ESPECIAIS DE Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF
TRABALHO. FORNECIMENTO DE EPI. Data de julgamento: 28/06/2017
DESCUMPRIMENTO. APOSENTADORIA Data de formalização: 02/10/2017
ESPECIAL. LEI Nº 8.213/1991. ACRÉSCIMO DE Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
SEIS PONTOS PERCENTUAIS. INCIDÊNCIA. AUXÍLIO-EDUCAÇÃO. CRITÉRIO CONCESSIVO.
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu RESTRIÇÃO. INCIDÊNCIA.
que a empresa que mantém seus empregados Resultado: A Turma, maioria, entendeu que a
expostos a condições especiais de trabalho, e que verba paga a título de auxílio-educação em
não comprova a utilização de equipamentos de desconformidade com o disposto no art. 28, § 9º, “t”,
proteção individual (EPI) que atenuem os efeitos da Lei nº 8.212/1991, compõe o salário de
dos agentes nocivos a níveis abaixo do limite de contribuição, atraindo a incidência da contribuição
tolerância, deve se sujeitar ao pagamento da previdenciária. No caso concreto, os Conselheiros
contribuição para financiamento da aposentadoria entenderam que o benefício não era concedido
especial. No caso concreto, os Conselheiros indistintamente, mas tão somente àqueles
consignaram que não basta o mero fornecimento de empregados admitidos há pelo menos três anos.
EPI ou o simples registro documental de que é Assim, os Conselheiros consignaram que a
utilizado, é imprescindível que a empresa comprove possibilidade de criação de critérios pela
o fornecimento, o treinamento, a utilização através instituidora permitiria que, sempre que necessário,
de fichas de controle e a eficácia na atenuação do ocorra uma possível exclusão de parcela dos
agente nocivo, nos termos do art. 179, da IN INSS nº funcionários através de novos critérios para
20/2007. Assim, em razão da exposição dos obtenção do benefício, o que descaracteriza o
trabalhadores a ruído, em níveis de concentração disposto no art. 28, § 9º, “t”, da Lei nº 8.212/1991,
acima do limite de tolerância, correta a aplicação do que estabelece o acesso indistinto ao benefício,
art. 57, § 6º, da Lei nº 8.213/1991, que estabelece o disponível a todos empregados e dirigentes da
empresa, independentemente de critérios.

Voltar ao sumário. 101


havendo dispensa legal para incidência da
• PAFs 14337.000120/2010-08, contribuição previdenciária sobre tais verbas, no
14337.000121/2010-44 e período objeto do presente lançamento, não há
14337.000122/2010-99 como conceber a concessão de bolsa de estudos fora
Relator(a): Conselheira Elaine Cristina Monteiro do campo de incidência do salário de contribuição,
e Silva Vieira (Fazenda) uma vez que a aplicação da nova legislação é restrita
Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF aos fatos geradores ocorridos após a sua publicação.
Data de julgamento: 26/09/2017
Data de formalização: 18/10/2017 d) Aviso prévio indenizado, bônus de
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. contratação e indenização por tempo de serviço.
AUXÍLIO-EDUCAÇÃO. DEPENDENTES DE
EMPREGADOS. ISENÇÃO SOMENTE APÓS A • PAF 10314.729353/2014-19
PUBLICAÇÃO DA LEI Nº 12.513/2011. Relator(a): Conselheiro Carlos Henrique de
INCIDÊNCIA. ENSINO SUPERIOR. CURSO DE Oliveira (designado para redação do acórdão) -
CAPACITAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DESTINADO (Fazenda)
AOS EMPREGADOS. NÃO INCIDÊNCIA. Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, Câmara da 2ª Seção do CARF
entendeu que incide contribuição previdenciária Data de julgamento: 12/09/2017
sobre auxílio-educação destinado a dependentes do Data de formalização: 20/10/2017
segurado empregado. Os Conselheiros destacaram Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
que até a edição da Lei nº 12.513/2011, que alterou PRÊMIO APOSENTADORIA. GANHO EVENTUAL.
o art. 28, §9º, “t”, da Lei nº 8.212/1991 para fazer BÔNUS DE CONTRATAÇÃO. BÔNUS DE
expressa referência aos dependentes dos RETENÇÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER
empregados, não se aplicava a eles qualquer REMUNERATÓRIO. AVISO PRÉVIO
exclusão da base de cálculo. Ademais, os INDENIZADO. FÉRIAS INDENIZADAS
Conselheiros consignaram que embora o conceito de ACRESCIDAS DO TERÇO CONSTITUCIONAL.
salário de contribuição possua correlação com o INEXISTÂNCIA DE CARÁTER
conceito de remuneração do art. 458 da CLT, o REMUNERATÓRIO. NÃO INCIDÊNCIA.
legislador ordinário optou por atribuir-lhes critérios Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
diversos de exclusão, destacando no art. 28, § 9º Lei não incide contribuição previdenciária nos valores
nº 8.212/1991 quais os limites para que a educação, pagos a título de prêmio aposentadoria, bônus de
na forma de bolsas ou auxílios, seja excluída do contratação e retenção, aviso prévio indenizado e
conceito de remuneração (salário de contribuição) férias indenizadas acrescidas do terço constitucional,
para efeitos previdenciários, afastando, assim, a em razão da ausência de caráter remuneratório de
alegação do contribuinte de que o art. 458, § 2º da tais verbas. Para os Conselheiros, o prêmio pago aos
CLT foi editado posteriormente a Lei nº 8.212/1991, funcionários desligados, em decorrência de política
o que autorizaria sua aplicação para definição da de reestruturação da empresa, ou aqueles desligados
exclusão das verbas ali elencadas do conceito de por aposentadoria compulsória, após cumprir um
salário de contribuição. Noutro plano, os tempo mínimo estipulado, possui a característica de
Conselheiros entenderam que não incide ganho eventual, desvinculado do salário e de caráter
contribuição previdenciária sobre auxílio educação, indenizatório, não integrando o salário de
mesmo quando se trata de ensino superior, sendo contribuição conforme o disposto no art. 28, § 9º,
amparado na exclusão prevista no art. 28 § 9º, "t" da “e”, 7, da Lei nº 8.212/1991. Em relação ao bônus de
Lei nº 8.212/1991, desde que a educação contratação e de retenção, os Conselheiros aduziram
proporcionada seja vinculada às atividades que tal parcela, realizada em parcela única, não
desenvolvidas pela empresa. ostenta natureza remuneratória, pois, não decorrem
de prestação de serviços de pessoa física, e sim uma
• PAF 11330.001335/2007-12 mera obrigação de fazer, promessa de contratar ou
Relator(a): Conselheira Elaine Cristina Monteiro manutenção do contrato de trabalho pelo tempo
e Silva Vieira (designada para redação do acórdão) avençado, não relacionada ao fato gerador das
– (Fazenda) contribuições previdenciárias. Ademais, no tocante
Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF ao aviso prévio indenizado e as férias indenizadas
Data de julgamento: 24/10/2017 acrescidas do terço constitucional, os Conselheiros
Data de formalização: Pendente. destacaram que em razão da ausência de caráter
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. remuneratório e de sua natureza indenizatória, tais
AUXÍLIO-EDUCAÇÃO. DEPENDENTES DE rubricas não sofrem a incidência de contribuição
EMPREGADOS. AUSÊNCIA DE PREVISÃO previdenciária.
LEGAL. ISENÇÃO SOMENTE APÓS A
PUBLICAÇÃO DA LEI Nº 12.513/2011. e) Aviso prévio indenizado, décimo terceiro
INCIDÊNCIA. proporcional, abono extraordinário, abono único
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, variável e assistência educacional
entendeu que incide contribuição previdenciária
sobre os valores pagos a título de auxílio-educação • PAF 10166.729695/2013-07
destinado a dependentes do segurado empregado. Relator(a): Conselheiro Cleberson Alex Friess
Os Conselheiros destacaram que até a edição da Lei (Fazenda)
nº 12.513/2011, que alterou o art. 28, § 9º, “t”, da Lei Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
nº 8.212/1991, para fazer expressa referência aos Câmara da 2ª Seção do CARF
dependentes dos empregados, não se aplicava a eles Data de julgamento: 09/08/2017
qualquer exclusão da base de cálculo. Assim, não Data de formalização: 18/09/2017

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Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. regulador, conforme estabelece o art. 27 da LC nº
ABONO EXTRAORDINÁRIO. AVISO PRÉVIO 109/2001, não se restringindo simplesmente, como
INDENIZADO. DÉCIMO TERCEIRO alega o contribuinte, à observância de prazos de
PROPORCIONAL. NÃO INCIDÊNCIA. BOLSA DE carência mínimos e entre os resgates. Dessa forma,
ESTUDO PARA DEPENDENTE. SALÁRIO os Conselheiros entenderam que incidem
INDIRETO. INCIDÊNCIA. LEI Nº 12.513/2011. contribuições previdenciárias quando faltar
RETROATIVIDADE. IMPOSSIBILIDADE. comprovação do propósito previdenciário dos
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, planos, que deveriam destinar-se à formação de
entendeu que não incide contribuição reservas para garantia dos benefícios contratados e
previdenciária sobre os valores pagos a título de não para pagamentos de valores com natureza
aviso prévio indenizado e abono extraordinário, por remuneratória.
serem de natureza indenizatória, conforme
estabelecido no REsp 1.230.957/RS, submetido ao • PAF 13896.722270/2014-93
rito dos recursos repetitivos, porém, há incidência Relator(a): Conselheiro Marcelo Milton da Silva
da referida contribuição sobre os valores pagos a Risso (Contribuinte)
título de auxílio educação para dependente, em Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 2ª
razão de seu caráter remuneratório. No caso Câmara da 2ª Seção do CARF
concreto, os Conselheiros entenderam com base no Data de julgamento: 04/07/2017
PGFN/CRJ nº 2.114/2011, que não incide Data de formalização: 09/08/2017
contribuição previdenciária sobre abono Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
extraordinário e abono único variável, por terem PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. REGIME
sido pagas em atendimento às cláusulas do acordo ABERTO. BENEFÍCIO CONCEDIDO A PARTE DOS
coletivo de trabalho. Ademais, os Conselheiros FUNCIONÁRIOS. POSSIBILIDADE.
consignaram que o aviso prévio indenizado é DESCARACTERIZADO COMO INSTRUMENTO
considerado como verba de caráter remuneratório, DE INCENTIVO AO TRABALHO. NÃO
uma vez que não retribui o trabalho, mas sim repara INCIDÊNCIA.
um dano, devendo, portanto, ser afastado o seu Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu
lançamento fiscal. Além disso, quanto à assistência que não incide contribuição previdenciária sobre os
educacional relativa aos dependentes dos valores pagos a dirigentes e empregados da empresa,
segurados, constataram que tais valores integram o a título de previdência complementar privada no
salário de contribuição, pois, os lançamentos são regime aberto, por entender que não integram a
referentes ao ano de 2009, ao passo que a lei que remuneração dos participantes, nos termos do art.
autoriza tal isenção tributária, Lei nº 12.513/2011, é 202, § 2º, da CF/1988. Nesse sentido, os
posterior aos fatos geradores, não cabendo Conselheiros destacaram que, apesar do art. 28, § 9º,
retroatividade benéfica. “p”, da Lei nº 8.212/1991 determinar que o
programa de previdência complementar, aberto ou
f) Benefício de previdência privada fechado, seja disponibilizado à totalidade dos seus
empregados e dirigentes, a partir da LC nº 109/2001
• PAFs 16327.720122/2015-68 e essa exigência foi mantida apenas no tocante aos
16327.720052/2015-48 programas das entidades fechadas. Assim, pode a
Relator(a): Conselheiro Cleberson Alex Friess empresa, no regime aberto, oferecer o benefício a
(designado para redação do acórdão) – (Fazenda) grupos de trabalhadores pertencentes a
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª determinada categoria sem se sujeitar à incidência
Câmara da 2ª Seção do CARF da contribuição previdenciária, desde que não
Data de julgamento: 09/05/2017 implique instrumento de incentivo ou trabalho, ou
Data de formalização: 26/07/2017 seja, prêmio ou gratificação. Por fim, no caso
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. concreto, os Conselheiros entenderam que os
PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. REGIME valores das contribuições em comento devem ser
ABERTO. APORTES SUPLEMENTARES. excluídos do lançamento fiscal, tendo em vista que
DESPROPORCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE os fatos geradores ocorreram posteriormente à
REGRAS QUANTO AOS RESGATES. referida LC e a fiscalização não comprovou que tais
CARACTERIZADA A NATUREZA valores foram efetivamente pagos como retribuição
REMUNERATÓRIA. INCIDÊNCIA. pelo trabalho prestado pelos beneficiários dos
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, planos.
entendeu que incide contribuição previdenciária em
relação aos benefícios concedidos por meio de • PAF 10314.723039/2014-22
planos de previdência complementar no regime Relator(a): Conselheira Miriam Denise Xavier
aberto quando estes são usados como mecanismo Lazarini (Fazenda)
pela empresa para pagamento de valores com Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
natureza remuneratória. Os Conselheiros Câmara da 2ª Seção do CARF
afirmaram, que é desproporcional que uma empresa Data de julgamento: 04/07/2017
aporte em um plano de previdência complementar Data de formalização: 24/08/2017
aberto, mensalmente, valores de até 100% ou mais Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
do salário do participante, sem prejuízo das PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. REGIME
contribuições da pessoa física. Além disso, aduziram ABERTO. ART. 202 DA CF/1988.
que o resgate das provisões de benefícios a conceder, DESCUMPRIMENTO. INSTRUMENTO DE
quando constituído pelo montante das INCENTIVO AO TRABALHO. CRITÉRIOS
contribuições pagas pela instituidora, deve observar DISCRICIONÁRIOS. INCIDÊNCIA.
as condições e os critérios fixados pelo órgão

Voltar ao sumário. 103


Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que os Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que
valores pagos a título de previdência complementar incide contribuição previdenciária sobre os valores
privada somente não compõem a base de cálculo das pagos a título de previdência complementar aberta,
contribuições previdenciárias se o plano constituir oferecidos como instrumento de incentivo ao
reservas que assegurem o benefício contratado e a trabalho. No caso concreto, os Conselheiros
entidade tiver por objetivo a garantia de benefícios ressaltaram que a concessão dos valores era definida
previdenciários, conforme art. 202 da CF/1988. por comitê de remuneração, o qual levava em
Ademais, os Conselheiros afirmaram que, no que consideração os resultados apurados e aspectos
tange ao regime aberto de previdência privada, os como o tempo de serviço e desempenho do
pagamentos efetuados com a finalidade de incentivo beneficiário, criando critérios de elegibilidade única
ao trabalho estão sujeitos à incidência de e exclusivamente pela instituidora, que, inclusive,
contribuição previdenciária, ainda que o plano possui a faculdade de recusar a proposta de
tenha sido autorizado pelo órgão competente. Por inscrição do interessado no plano, assim, nem
fim, no caso concreto, ressaltaram que não havia mesmo dentro da própria categoria o plano estava
previsão contratual acerca dos critérios para acessível a todos os empregados, desvirtuando o
concessão do benefício, sendo oferecido de forma disposto na LC nº 109/2001. Desse modo,
discricionária, devendo, portanto, ser integrado ao verificaram que os critérios para o acesso ao
salário de contribuição. benefício eram definidos de forma casuística e
subjetiva, de sorte que ocorreu o desvirtuamento
• PAF 16682.720773/2013-47 dos pagamentos, que passaram a ter natureza
Relator(a): Conselheiro Dilson Jatahy Fonseca salarial.
Neto (Contribuinte)
Órgão julgador: 2ª Turma Ordinária da 2ª g) Bônus de contratação
Câmara da 2ª Seção do CARF
Data de julgamento: 08/08/2017 • PAF 16327.721384/2011-16
Data de formalização: 11/09/2017 Relator(a): Conselheira Elaine Cristina Monteiro
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. e Silva Vieira (designada para redação do acórdão)
PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. BENEFÍCIO – (Fazenda)
DESPROPORCIONAL ENTRE CLASSES DE Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF
TRABALHADORES. AUSÊNCIA DE ISONOMIA. Data de julgamento: 25/01/2017
INEXISTÊNCIA DE VEDAÇÃO LEGAL. Data de formalização: 11/09/2017
POSSIBILIDADE. DESCONFIGURAÇÃO DOS Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
PLANOS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. BÔNUS DE CONTRATAÇÃO. PAGAMENTO
IMPOSSIBILIDADE. ANTECIPADO PELA FUTURA PRESTAÇÃO DE
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu SERVIÇOS. NATUREZA SALARIAL. INCIDÊNCIA.
que não incide contribuição previdenciária sobre os Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
valores pagos a título de plano de previdência entendeu que, em razão do não cumprimento no
complementar privada, que estabelece pagamento disposto no art. 28, § 9º, “e”, 7, da Lei nº 8.212/1991,
desproporcional entre classes diversas de incide contribuição previdenciária sobre o bônus de
trabalhadores. Isso porque, segundo os contratação pago pela empresa a seus empregados.
Conselheiros, a única condição para a fruição da Isso porque, para os Conselheiros, a rubrica, embora
isenção é a disponibilidade do benefício a todos os paga eventualmente, tem como objetivo atrair
funcionários, conforme dispõe o art. 28, § 9º da Lei profissionais para o quadro funcional da empresa,
nº 8.212/1991, de forma que não é necessária a representando um pagamento antecipado ao
isonomia entre os beneficiários, tendo em vista funcionário pelos serviços que serão
inexistir previsão legal para tanto. Ademais, desempenhados, configurando, portanto, uma
ressaltaram que a RFB não possui competência para contraprestação diretamente ligada ao contrato de
desconfigurar os planos de previdência privada, trabalho.
tampouco estabelecer requisitos normativos
capazes de desclassificar a concessão deste h) Bônus de venda
benefício. Por fim, diante do caso concreto,
afirmaram que o pagamento consideravelmente • PAF 12448.730831/2013-62
superior aos empregados executivos, em detrimento Relator(a): Conselheira Maria Helena Cotta
dos demais trabalhadores, não desvirtua o plano e Cardozo (Fazenda)
sequer faz incidir contribuições previdenciárias. Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF
Data de julgamento: 27/06/2017
• PAF 16327.720218/2013-64 Data de formalização: 24/07/2017
Relator(a): Conselheira Elaine Cristina Monteiro Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
e Silva Vieira (designada para redação do acórdão) BÔNUS DE VENDA. MARKETING MULTINÍVEL.
– (Fazenda) SISTEMÁTICA DE VENDAS. PRESTAÇÃO DE
Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF SERVIÇO. CARACTERIZAÇÃO. REMUNERAÇÃO
Data de julgamento: 24/08/2016 A TÍTULO DE BÔNUS/PRÊMIO.
Data de formalização: 22/09/2017 Resultado: A Turma, por maioria, entendeu que os
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. bônus/prêmios pagos a distribuidores que vendem
PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. REGIME e divulgam produtos da empresa de forma
ABERTO. CRITÉRIOS SUBJETIVOS. autônoma, sem vínculo empregatício, têm natureza
INSTRUMENTO DE INCENTIVO AO TRABALHO. remuneratória, incidindo, sobre tais valores,
INCIDÊNCIA. contribuições previdenciárias, conforme art. 22, III
da Lei nº 8.212/1991. No caso concreto, os

Voltar ao sumário. 104


Conselheiros afirmaram que resta clara a prestação SOCIAL AUTÔNOMO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL.
de serviço presente no modelo operacional de SEBRAE. SESC. NÃO INCIDÊNCIA. INCRA.
“marketing multinível”, visto que, sem os referidos SALÁRIO-EDUCAÇÃO. INCIDÊNCIA.
distribuidores, a empresa não conseguiria vender Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
seus produtos e operar seu marketing. Ressaltaram, entendeu que a não apresentação do contrato de
ainda, que não procede a alegação de que a empresa estágio inviabiliza a verificação de conformidade
atua como mera gerenciadora de fundos, restituindo com a Lei nº 11.788/2008, e, portanto, faz
integralmente o valor que recebia dos distribuidores caracterizar o vínculo empregatício a ensejar a
proveniente das vendas, visto que, na verdade, o que incidência de contribuições previdenciárias.
se verifica é uma remuneração proporcional ao Ademais, os Conselheiros ressaltaram que a não
volume de vendas. eventualidade, elemento capaz de afastar o vínculo
empregatício, não se relaciona com a frequência,
i) Contrato de estágio mas com a natureza do serviço. Dessa forma, no caso
concreto, os Conselheiros afirmaram que, em se
• PAF 11557.001113/2008-18 tratando de verdadeiros segurados empregados e
Relator(a): Conselheira Miriam Denise Xavier não de estagiários, devem incidir contribuições
(Fazenda) previdenciárias sobre os pagamentos efetuados. Por
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª fim, consignaram que, por força dos arts. 109, I, e
Câmara da 2ª Seção do CARF 109-A da IN RFB nº 971/2009, as pessoas jurídicas
Data de julgamento: 03/10/2017 de direito privado, constituídas sob a forma de
Data de formalização: 19/10/2017 serviço social autônomo, não se sujeitam ao
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. recolhimento de contribuições destinadas ao
CONTRATO DE ESTÁGIO. AUSÊNCIA DE SEBRAE e ao SESC, mas devem recolher as
SUPERVISÃO DE PROFISSIONAL. contribuições ao INCRA e ao Salário-Educação, à
DESCARACTERIZAÇÃO. VÍNCULO alíquota de 2,7%.
EMPREGATÍCIO. INCIDÊNCIA. PESSOA
JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO CONSTITUÍDA j) Despesas com veículo
SOB A FORMA DE SERVIÇO SOCIAL
AUTÔNOMO. CONTRIBUIÇÕES AO SEBRAE E AO • PAF 15504.012252/2008-43
SESC. NÃO INCIDÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES AO Relator(a): Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira
INCRA E AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. INCIDÊNCIA. Santos (Fazenda)
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF
entendeu que a ausência de supervisão presencial de Data de julgamento: 28/09/2016
profissional para orientar as atividades Data de formalização: 11/10/2017
desenvolvidas por estagiário descaracteriza o Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
contrato de estágio e configura o vínculo VALORES PAGOS A TÍTULO DE ALUGUEL DE
empregatício. Os Conselheiros ressaltaram que a Lei VEÍCULOS AOS EMPREGADOS.
nº 6.494/1977, ao dispor que o estagiário deve ser HABITUALIDADE. AUSÊNCIA DE
acompanhado no exercício de suas atividades, COMPROVAÇÃO DAS DESPESAS. SALÁRIO
pressupõe a presença de profissional durante a INDIRETO. INCIDÊNCIA.
realização do trabalho, o qual ensinará ao estagiário Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
a prática almejada pelo contrato. Dessa forma, no entendeu que incide contribuição previdenciária
caso concreto, afirmaram que, em se tratando de sobre os valores pagos a título de aluguel de veículos
verdadeiros segurados empregados e não de de propriedade dos empregados da empresa, não
estagiários, devem incidir contribuições sendo contemplado pela isenção prevista no art. 28,
previdenciárias sobre os pagamentos efetuados, em § 9º, “s”, da Lei nº 8.212/1991. No caso concreto, os
conformidade ao princípio da primazia da realidade. Conselheiros salientaram que o STF ao apreciar o
Ademais, os Conselheiros consignaram que, por termo “remuneração”, no julgamento do RE
força dos arts. 109, I, e 109-A da IN RFB nº 565.160/SC, submetido ao rito da repercussão geral,
971/2009, as pessoas jurídicas de direito privado, consignou que a contribuição social a cargo do
constituídas sob a forma de serviço social autônomo, empregador incide sobre ganhos habituais do
não se sujeitam ao recolhimento de contribuições empregado, a qualquer título, quer anteriores ou
destinadas ao SEBRAE e ao SESC, mas devem posteriores a EC nº 20/1998. Assim, no caso
recolher as contribuições ao INCRA e ao Salário- concreto, diante da habitualidade dos pagamentos e
Educação, à alíquota de 2,7%. não havendo provas, por parte do contribuinte, da
comprovação das despesas para pagamento da
• PAF 11557.000812/2008-41 referida verba, não é possível afastar a sua natureza
Relator(a): Conselheira Miriam Denise Xavier remuneratória devendo integrar o salário de
(Fazenda) contribuição.
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª
Câmara da 2ª Seção do CARF k) Distribuição de lucros
Data de julgamento: 03/10/2017
Data de formalização: 19/10/2017 • PAF 16327.721628/2011-61
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Relator(a): Conselheiro Heitor de Souza Lima
CONTRATO DE ESTÁGIO. AUSÊNCIA DE Júnior (designado para redação do acórdão) –
COMPROVAÇÃO. DESCARACTERIZAÇÃO. (Fazenda)
VÍNCULO EMPREGATÍCIO. INCIDÊNCIA. Órgão julgador: 2ª Turma da CSRF
PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO Data de julgamento: 28/11/2017
CONSTITUÍDA SOB A FORMA DE SERVIÇO Data de formalização: Pendente

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Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
GRATIFICAÇÕES. DISTRIBUIÇÃO PEJOTIZAÇÃO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE
DESPROPORCIONAL DE LUCROS. SERVIÇO PERSONALÍSSIMO POR PESSOA
REMUNERAÇÃO INDIRETA. INCIDÊNCIA. JURÍDICA. ART. 129 DA LEI Nº 11.196/2005.
Resultado: A Turma, por voto de qualidade, SUBORDINAÇÃO. CARACTERIZAÇÃO DO
entendeu que incide contribuição previdenciária VÍNCULO EMPREGATÍCIO. INCIDÊNCIA.
sobre a distribuição desproporcional de lucros Resultado: A Turma, por voto de qualidade,
realizada com o objetivo de remunerar entendeu que cabe à fiscalização, para fins da
indiretamente sócios da empresa. Os Conselheiros incidência da contribuição previdenciária,
afirmaram que a utilização de tal mecanismo comprovar a caracterização do vínculo empregatício
configura planejamento tributário abusivo, em contrato de prestação de serviço. Os
praticado com a finalidade pura e simples de Conselheiros afirmaram ser possível, nos termos do
redução dos tributos, sendo necessária a art. 129 da Lei nº 11.196/2005, a prestação de
requalificação jurídica dos fatos para se proceder à serviços intelectuais personalíssimos por pessoas
tributação adequada. jurídicas, desde que não caracterizada a relação de
emprego entre o prestador e o contratante. No caso
l) Empréstimos ao sócio-administrador concreto, os Conselheiros destacaram que a
fiscalização não conseguiu comprovar em todos os
• PAF 10980.723947/2010-30 contratos o vínculo empregatício, sendo que o mero
Relator(a): Conselheiro Cleberson Alex Friess controle contratual não indica a subordinação do
(Fazenda) contrato de trabalho, e sim um direito do
Órgão julgador: 1ª Turma Ordinária da 4ª contratante de verificar se o objeto da prestação de
Câmara da 2ª Seção do CARF serviço avençada foi cumprido de acordo com os
Data de julgamento: 06/06/2017 padrões ajustado. Aduziram, entretanto, que,
Data de formalização: 12/07/2017 verificando-se a existência de pessoalidade, não
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. eventualidade, onerosidade e, mais importante,
EMPRÉSTIMOS AO SÓCIO-ADMINISTRADOR. subordinação na prestação do serviço, há que se
AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA NATUREZA falar em uma situação patente de relação de
JURÍDICA. CARÁTER REMUNERATÓRIO. emprego, especialmente havendo pagamento de
INCIDÊNCIA. reembolsos e benefícios que normalmente são
Resultado: A Turma, por unanimidade, entendeu realizados pelo empregador a seus empregados.
que os empréstimos disponibilizados pela empresa
ao seu sócio-administrador, através de contratos de • PAF 15504.730950/2013-91
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