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13/08/2018 PORTARIA Nº 113, DE 12 DE JULHO DE 2017 - Lex MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO SECRETA…

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MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO SECRETARIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO

PORTARIA Nº 113, DE 12 DE JULHO DE 2017  


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MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO
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SECRETARIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO
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DOU de 13/07/2017 (nº 133, Seção 1, pág. 153)

O  SECRETÁRIO  DO  PATRIMÔNIO  DA  UNIÃO,  DO  MINISTÉRIO  DO  PLANEJAMENTO,  DESENVOLVIMENTO  E  GESTÃO,  no
uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 56 do Regimento Interno da SPU, aprovado pela Portaria GM/MP nº
152, de 5 de maio de 2016, resolve:

Art. 1º ­ Aprovar o modelo do TERMO DE ADESÃO À GESTÃO DAS PRAIAS MARÍTIMAS URBANAS (Anexo I) instituído pelo art.
14, da Lei nº 13.240, de 30 de dezembro de 2015.

Art.  2º  ­  O  processo  de  transferência  da  gestão  das  praias  marítimas  urbanas,  inclusive  as  áreas  de  bens  de  uso  comum  com
exploração  econômica,  de  que  trata  o  art.  14,  da  Lei  nº  13.240,  de  2015,  terá  início  pela  adesão  viabilizada  pela  assinatura  do
termo aprovado no art. 1º desta portaria pelo(a) prefeito(a) municipal, e mediante o envio dos seguintes documentos:

I ­ termo de adesão (Anexo I), devidamente preenchido e assinado pelo Prefeito Municipal;

II ­ termo de posse do Prefeito Municipal; e

III  ­  indicação  do  Gestor  Municipal  de  Utilização  de  Praias  (e  seu  substituto)  que  será  o  agente  público  responsável  pela
interlocução entre o Município e a SPU/UF e a quem caberá dar cumprimento ao Termo.

Parágrafo  único  ­  O  modelo  do  Termo  de  Adesão  permanecerá  disponível  no  portal  de  serviços  da  Secretaria  do  Patrimônio  da
União  na  internet  (http://www.patrimoniodetodos.gov.br)  no  link  "requerimentos  diversos"  e  "adesão  à  gestão  de  praias",  mesmo
local por onde a municipalidade enviará os documentos citados nos incisos do caput.

Art.  3º  ­  A  formalização  da  transferência  das  praias  marítimas  urbanas  ao  município  se  dará  em  até  30  (trinta)  dias  após  o
recebimento  da  documentação  integral  citada  no  art.  2º  pela  SPU,  que  providenciará  a  publicação  de  extrato  deste  Termo  de
Adesão no Diário Oficial da União ou, se for o caso, informará o município justificando a decisão pela não formalização do Termo.

Art. 4º ­ Esta portaria entra em vigor na data da sua publicação.

SIDRACK DE OLIVEIRA CORREIA NETO

ANEXO I

MODELO DE TERMO DE ADESÃO À GESTÃO DE PRAIAS

MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO

SECRETARIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO

TERMO  DE  ADESÃO  DO  MUNICÍPIO  DE  [MUNICÍPIO],  ESTADO  [DE/DO/DA]  [ESTADO],  JUNTO  À  UNIÃO  PARA  A
TRANSFERÊNCIA DA GESTÃO DAS PRAIAS MARÍTIMAS UR­BANAS.

IDENTIFICAÇÃO DO MUNICÍPIO

O Município de [Município] inscrito no CNPJ/MF com o nº [nº CNPJ], com sede na [logradouro], [nome do Município]/[SIGLA DA
UF], neste ato representado por [seu/sua] [Prefeito/Prefeita] Municipal, [Sr./Sra.] [Nome completo], [inscrito/inscrita] no CPF sob o
nº [nº CPF], residente e domiciliado(a) naquele Município, no uso de suas atribuições, doravante denominado Município, firma o
presente TERMO DE ADESÃO, com fundamento no art. 14 da Lei nº 13.240, de 30 de dezembro de 2015, mediante as cláusulas e
condições seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA ­ DO OBJETO

O  presente  Termo  de  Adesão  tem  por  objeto  transferir  ao  Município  a  gestão  das  praias  marítimas  urbanas  de  seu  território,
inclusive as áreas de bens de uso comum com exploração econômica, nos termos da Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988, e do
Decreto nº 5.300, de 7 de dezembro de 2004.

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§ 1º ­ Para os efeitos deste Termo de Adesão, praia é a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas, acrescida da faixa
subsequente de material detrítico, tal como areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, até o limite onde se inicie a vegetação natural,
ou, em sua ausência, onde comece um outro ecossistema.

§ 2º ­ Excetuam­se do presente termo:

I ­ os corpos d'água, tais como mar, rios e estuários;

II ­ as áreas consideradas essenciais para a estratégia de defesa nacional;

III ­ as áreas reservadas à utilização de órgãos e entidades federais;

IV ­ as áreas destinadas à exploração de serviço público de competência da União; e

V ­ as áreas situadas em unidades de conservação federais.

CLÁUSULA SEGUNDA ­ DA FINALIDADE

O presente Termo de Adesão tem por finalidade estabelecer condições para uma melhor gestão dos espaços litorâneos, ensejando
uma melhoria continuada, orientada para o uso racional e a qualificação ambiental e urbanística desses territórios.

CLÁUSULA TERCEIRA ­ DAS OBRIGAÇÕES DO MUNICÍPIO São deveres do Município:

I  ­  garantir  que  as  praias  e  os  outros  bens  de  uso  comum  do  povo,  objetos  deste  Termo  de  Adesão,  cumpram  sua  função
socioambiental,  obedecendo  aos  princípios  de  gestão  territorial  integrada  e  compartilhada,  de  respeito  à  diversidade,  de
racionalização e eficiência do uso;

II  ­  promover  o  correto  uso  e  ocupação  das  praias,  garantindo  o  livre  e  franco  acesso  a  elas  e  ao  mar,  em  qualquer  direção  e
sentido,  nos  termos  contidos  no  art.  10  da  Lei  nº  7.661,  de  1988,  orientando  os  usuários  e  a  comunidade  em  geral  sobre  a
legislação  pertinente,  seus  direitos  e  deveres,  bem  como  planejar  e  executar  programas  educativos  sobre  a  utilização  daqueles
espaços;

III ­ assumir a responsabilidade integral pelas ações ocorridas no período de gestão municipal, pelas omissões praticadas e pelas
multas e indenizações decorrentes;

IV ­ fiscalizar a utilização das praias e bens de uso comum do povo objeto do presente Termo, adotando medidas administrativas e
judiciais cabíveis à sua manutenção, inclusive emitindo notificações, autos de infração e termos de embargo, cominando sanções
pecuniárias e executando eventuais demolições e remoções, sempre que se fizerem necessárias, tudo nos termos do art. 6º do
Decreto­Lei  nº  2.398,  de  21  de  dezembro  de  1987,  e  do  art.  10  da  Lei  nº  9.636,  de  15  de  maio  de  1998,  bem  assim  apurando
denúncias  e  reclamações  atinentes  às  irregularidades  no  uso  e  ocupação  das  áreas,  sempre  cientificando  os  denunciantes  das
ações tomadas;

V ­ disponibilizar e manter atualizadas no sítio eletrônico institucional do Município (site oficial), já existente ou necessariamente a
ser criado, as seguintes informações relativas às áreas objeto do presente Termo, quando couber:

a) em até 180 (cento e oitenta) dias após a assinatura do Termo de Adesão:

a.1)  Plano  Diretor  do  Município,  Lei  de  Diretrizes  Urbanísticas  ou  outra  norma  que  trate  do  uso  e  ocupação  do  solo,  para  os
municípios que não disponham de Plano Diretor;

a.2) Códigos de Obras e de Posturas do Município;

a.3) legislação ambiental municipal e estadual incidente sobre as áreas;

a.4) Plano de gestão local de ordenamento da orla, ou Plano de Gestão Integrada do Projeto Orla;

a.5) contratos e termos vigentes firmados com terceiros, com as respectivas licenças ambientais, se couber;

a.6)  espaço  amplamente  divulgado  para  reclamações  e  denúncias  dos  cidadãos,  devendo  responder  regularmente  àquelas
demandas sociais;

b) em até 1 (um) ano após a assinatura do Termo de Adesão, o primeiro relatório de gestão de praias marítimas urbanas, conforme
modelo disponível no portal de serviços da SPU na internet ­ patrimoniodetodos.gov.br ­, em "requerimentos diversos";

c) em até 3 (três) anos após a assinatura do Termo de Adesão, plano para ordenamento da Orla, em conformidade com o art. 32
do Decreto nº 5.300, de 2004, ou revisão do plano já existente;

VI ­ instituir através de ato normativo, a ser editado no prazo de 3 (três) anos após a assinatura do Termo de Adesão, o Comitê
Gestor  da  Orla, que deve se constituir no núcleo  de  articulação  e  deliberação  no  processo  de  planejamento  e  de  aplicação  das
ações de gestão da orla marítima, também previsto no Decreto nº 5.300, de 2004;

VII  ­  apresentar  anualmente,  durante  os  3  (três)  primeiros  anos  após  a  assinatura  do  Termo  de  Adesão,  relatórios  de  gestão,
conforme modelo e indicadores adotados pela Secretaria do Patrimônio da União;

VIII ­ apresentar anualmente, a partir do 4º (quarto) ano da assinatura do Termo de Adesão, relatórios de implementação do Plano
de  Gestão  Integrada  da  Orla,  a  ser  constituído  durante  os  3  (três)  primeiros  anos,  caso  o  Município  ainda  não  o  tenha,

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devidamente aprovados pelo Comitê Gestor da Orla, instruídos com um mínimo de 3 (três) Atas de Reuniões do mesmo Comitê
Gestor;

IX  ­  informar  e  manter  a  SPU  atualizada  quanto  ao  endereço  do  sítio  eletrônico  onde  o  Município  disponibilizará  o  registro  dos
documentos citados no inciso V desta cláusula;

X  ­  informar  no  local  especificado  no  portal  de  serviços  da  SPU  na  internet,  o  Gestor  Municipal  de  Utilização  de  Praias  e  seu
substituto, bem como atualizar, no mesmo local, no prazo de até 5 (cinco) dias, sempre que houver decisão pela mudança dessa
autoridade, titular ou substituto;

XI ­ submeter­se às orientações normativas e à fiscalização da Secretaria do Patrimônio da União e observar a legislação vigente,
em especial o Decreto­Lei nº 2.398, de 21 de dezembro de 1987, a Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988, a Lei nº 9.636, de 15 de
maio de 1998, bem como decretos regulamentadores;

XII ­ providenciar a publicação de extrato deste Termo de Adesão no Diário Oficial do Município e em jornal de grande circulação
local e remeter cópia deste Termo à Câmara de Vereadores do Município, observado o disposto na Cláusula Décima Segunda, §
2º ; e

XIII ­ disponibilizar à SPU/UF a sua Planta de Valores Genéricos ­ PVG.

CLÁUSULA QUARTA ­ DAS OBRIGAÇÕES DA SECRETARIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO

São deveres da União, por intermédio da Secretaria do Patrimônio da União:

I ­ mediante solicitação do Município, garantir­lhe disponibilidade de corpo técnico apto a orientar a elaboração ou atualização do
seu respectivo Plano de Gestão Integrada da Orla (PGI);

II ­ disponibilizar em seu sítio na internet os endereços dos sítios eletrônicos onde o Município disponibilizará e manterá o registro
das informações e documentos citados no inciso V da cláusula terceira;

III  ­  em  até  30  (trinta)  dias  após  a  assinatura  deste  Termo  pelo  Município,  providenciar  a  publicação  de  extrato  deste  Termo  de
Adesão no Diário Oficial da União ou, se for o caso, informar o Município justificando a decisão pela não formalização do Termo;

IV  ­  comunicar  ao  Município  e  disponibilizar  no  sítio  respectivo  as  alterações  na  legislação  e  normas  que  envolvam  a  gestão
patrimonial; e

V ­ apontar ao Município áreas nas quais pretenda manter a gestão, ou que por algum motivo pretenda reservar a determinado uso
ou atividade.

§ 1º ­ De forma a garantir as melhores práticas de boa gestão de praias, a SPU elaborará indicadores e implementará ferramenta
eletrônica para registro de denúncias de ocupação irregular nas áreas objeto deste Termo.

§  2º  ­  Os  indicadores  a  serem  elaborados  e  que  constarão  dos  relatórios  anuais  de  gestão  de  praias  urbanas  contemplarão  os
seguintes aspectos: ambiental; acesso público;

c) infraestrutura, serviços e equipamentos turísticos; transparência da gestão; e

e) tratamento das reclamações dos usuários.

CLÁUSULA QUINTA ­ DAS OBRIGAÇÕES DA SUPERINTENDÊNCIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO COMPETENTE (SPU/UF)

São deveres da União, por intermédio da Superintendência do Patrimônio da União competente (SPU/UF):

I  ­  acompanhar  e  fiscalizar  o  Município  no  cumprimento  das  normas  e  cláusulas  deste  Termo  de  Adesão,  devendo  notificá­lo
acerca de eventuais irregularidades e estabelecer prazo para sua adequação, bem como manter todas as informações atualizadas
por meio de processo administrativo eletrônico;

II  ­  disponibilizar,  em  até  30  (trinta)  dias  após  a  publicação  do  extrato  do  Termo  de  Adesão,  contratos  e  termos  de  cessão  e  de
permissão  de  uso  vigentes  nas  áreas  de  que  tratam  o  presente  instrumento,  para  ciência  e  acompanhamento,  os  quais
permanecem válidos mesmo com a assinatura do termo;

III ­ apontar à SPU, durante os 30 (trinta) dias que antecedem a publicação do extrato do Termo de Adesão, as áreas nas quais
pretenda manter a gestão, ou que por algum motivo pretenda reservar a determinado uso ou atividade;

IV  ­  encaminhar  ao  Município  eventuais  denúncias  e  reclamações  recebidas  atinentes  a  irregularidades  no  uso  e  ocupação  das
respectivas áreas;

V  ­  utilizar  a  base  de  dados  do  Instituto  Brasileiro  de  Geografia  e  Estatística  ­  IBGE  (setores  censitários)  para  identificação  das
praias marítimas urbanas;

VI ­ receber solicitação do Município com vistas à elaboração e/ou revisão do seu Plano de Gestão Integrada da Orla Marítima e,
em acordo com o Órgão/Entidade Estadual do Ambiente, formalizá­la à Coordenação Técnica Estadual do Projeto Orla ­ CTE;

VII  ­  cumprir  as  etapas  preparatórias  previstas  no  Decreto  nº  5.300,  de  2004,  e  incluir  o  Município  no  calendário  de  atuação  do
Projeto Orla, disponibilizando equipe apta a coordenar a elaboração do Plano de Gestão Integrada da Orla Marítima, bem como
outros técnicos com habilidades necessárias ao trabalho, em especial no que tange às normas de regularização fundiária; e

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VIII  ­  assessorar  tecnicamente  o  Município  no  que  tange  às  normas  e  procedimentos  de  fiscalização  no  âmbito  da  legislação
patrimonial vigente.

CLÁUSULA SEXTA ­ DO GESTOR MUNICIPAL DE UTILIZAÇÃO DE PRAIAS

O Gestor Municipal de Utilização de Praias será o agente público responsável pela interlocução entre o Município e a SPU/UF e a
quem caberá dar cumprimento ao presente Termo.

§ 1º ­ O substituto do Gestor Municipal de Utilização de Praias atuará nos impedimentos e afastamento do titular.

§ 2º ­ Na ausência dos gestores, titular e substituto, a representação do Município será feita pelo próprio prefeito.

CLÁUSULA SÉTIMA ­ DA OCUPAÇÃO POR TERCEI­ROS

O  Município  poderá  destinar  a  terceiros  partes  das  áreas  cuja  gestão  lhe  tiverem  sido  transferidas  por  meio  do  presente
instrumento, fazendo­o com base na Lei nº 9.636, de 15 de maio de 1998, sendo:

I  ­  por  meio  de  permissão  de  uso,  para  eventos  de  curta  duração  de  natureza  recreativa,  esportiva,  cultural,  religiosa  ou
educacional;

a) gratuita, nas hipóteses em que não há finalidade lucrativa;

b) onerosa, nas hipóteses em que há finalidade lucrativa, ainda que indireta (vinculação do evento à marca, propagandas etc.);

II ­ por meio de cessão de uso, aos Estados, entidades sem fins lucrativos das áreas de educação, cultura, assistência social ou
saúde  e  às  pessoas  físicas  ou  jurídicas,  em  se  tratando  de  interesse  público  ou  social  ou  de  aproveitamento  econômico  de
interesse nacional;

a) gratuita, nas hipóteses em que não há finalidade lucrativa;

b)  onerosa  ou  em  condições  especiais,  sob  os  regimes  de  locação  ou  arrendamento,  quando  destinada  à  execução  de
empreendimento de fim lucrativo, observando­se os procedimentos licitatórios previstos em lei, sempre que houver condições de
competitividade, devendo o edital e o respectivo instrumento contratual estabelecer como valor mínimo da contraprestação anual
devida pelo particular o montante obtido pela aplicação de 2% da Planta de Valores Genéricos ­ PVG municipal da respectiva área,
a cada metro quadrado do empreendimento.

§  1º  ­  Em  nenhuma  hipótese  o  Município  poderá  transferir  a  terceiros  direitos  reais  ou  demais  direitos  deles  decorrentes  em
relação às áreas de que trata este Termo de Adesão.

§ 2º ­ O Município terá direito, durante a vigência deste termo, sobre a totalidade das receitas auferidas com as utilizações que
autorizar, bem como daquelas advindas das sanções aplicadas em função do inciso IV da cláusula terceira.

§ 3º ­ A cessão sob regime de arrendamento ou locação das áreas de que trata este Termo só poderá ser efetivada por período
superior a 3 (três) anos após homologação do Plano de Gestão Integrada da Orla Marítima ­ PGI do Município e em conformidade
com o disposto naquele documento.

§  4º  ­  Os  instrumentos  de  destinação  firmados  pela  União  com  terceiros,  vigentes  no  ato  de  formalização  do  presente  Termo,
mesmo que sobreponham áreas cuja gestão é transferida, permanecerão válidos, cabendo ao Município dar­lhes cumprimento.

§ 5º ­ Os contratos e termos firmados entre a União e o Município que sobreponham áreas cuja gestão é transferida, vigentes no
ato de formalização deste ajuste, serão suspensos a partir da publicação do extrato do presente Termo pela União.

§ 6º ­ A transferência da gestão não exime o Município de arcar com todos os valores devidos em virtude de contratos ou termos
firmados entre ele e a União relativos às áreas ora repassadas, sob regime oneroso ou em condições especiais, até o início da
vigência do presente Termo.

§ 7º ­ O Município deverá incluir em todos os contratos ou termos firmados em decorrência do presente instrumento a possibilidade
de  rescisão  contratual  em  razão  de  eventual  rescisão  ou  revogação  deste  Termo  de  Adesão,  cabendo  ao  próprio  Município  as
indenizações devidas nas hipóteses em que o Termo de Adesão se rescindiu por sua culpa.

§  8º  ­  Deverá  constar  de  todos  os  contratos  ou  termos  firmados  pelo  Município  em  decorrência  do  presente  instrumento  a
possibilidade de sub­rogação à União por meio de aditivo contratual, em caso de rescisão ou revogação deste Termo de Adesão.

§  9º  ­  As  "condições  especiais"  a  que  se  refere  a  alínea  "b"  do  inciso  II  desta  cláusula  podem  ser,  sem  prejuízo  de  outras,  por
exemplo:

a) que a cobrança se dê apenas pela área de exploração econômica de determinado empreendimento, fazendo­se gratuito o uso
da área na qual se permita o fluxo gratuito do espaço pelo público, ou pelas áreas de apoio obrigatórios, tais como postos médicos,
de bombeiros etc.;

b)  que  o  contrato  firmado  entre  o  Município  e  terceiros  preveja  que  a  cobrança  ocorrerá  somente  quando  houver  a  utilização
exclusiva de determinada área, de forma sazonal.

§ 10 ­ É vedado ao Município efetuar a inscrição de ocupação, instrumento a que se refere o art. 7º da Lei nº 9.636, de 1998.

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13/08/2018 PORTARIA Nº 113, DE 12 DE JULHO DE 2017 - Lex MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO SECRETA…
§ 11 ­ As receitas decorrentes da aplicação de sanções de que trata o inciso IV da Cláusula Terceira, deverão ser aplicadas na
qualificação das áreas objeto do presente Termo.

CLÁUSULA OITAVA ­ DAS OBRAS

Este Termo autoriza o Município a realizar ou contratar obras necessárias à implementação de infraestrutura urbana, turística ou
de  interesse  social,  devendo  solicitar  aprovação  prévia  da  SPU  para  execução  de  obras,  construções  ou  qualquer  intervenção
apenas nos casos em que houver alteração que possa modificar permanentemente as áreas objeto deste Termo. Parágrafo único.
A  autorização  contida  nesta  cláusula  não  exime  o  Município  de  providenciar  antecipadamente  todas  as  demais  licenças,
autorizações e alvarás cabíveis.

CLÁUSULA NONA ­ DA EXPLORAÇÃO DE PUBLICIDADE

A publicidade de atos, programas, obras e campanhas dos órgãos públicos, bem como de pessoas físicas ou jurídicas, nas áreas
objeto do presente Termo de Adesão, deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos ou qualquer outra pessoa
física ou jurídica. Parágrafo único. Não havendo legislação municipal que regulamente a publicidade externa nas áreas objeto do
presente  Termo,  a  viabilidade  e  o  regramento  para  exposição  comercial  de  marcas  e  produtos  e  de  outras  ações  publicitárias
deverão ser pactuadas no âmbito do Plano de Gestão Integrada do Projeto Orla.

CLÁUSULA DÉCIMA ­ DA VIGÊNCIA

O  presente  Termo  de  Adesão  vigorará  pelo  prazo  de  20  (vinte)  anos,  prorrogável  por  iguais  e  sucessivos  períodos  a  critério  da
Administração.

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA ­ DOS RECURSOS FINANCEIROS

O presente Termo de Adesão não prevê a transferência de recursos financeiros entre as partes.

CLÁUSULA  DÉCIMA  SEGUNDA  ­  DA  PUBLICAÇÃO  Caberá  à  Secretaria  do  Patrimônio  da  União  providenciar  a  publicação  de
extrato deste Termo de Adesão no Diário Oficial da União.

§ 1º ­ A gestão das áreas pelo Município somente terá início a partir da publicação citada no caput.

§ 2º ­ A informação e as publicações de que trata o inciso XII da cláusula terceira correrão por conta do Município e deverão ser
feitas em até 10 (dez) dias após a publicação prevista no caput.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA ­ DA REVOGAÇÃO E DA RESCISÃO

O presente Termo de Adesão poderá ser objeto de:

I ­ revogação, por motivo de interesse público superveniente:

a) de comum acordo, hipótese em que a revogação é imediata;

b) unilateralmente, mediante notificação por escrito à parte contrária, com antecedência mínima de 180 (cento e oitenta) dias;

II  ­  rescisão,  na  hipótese  de  o  Município  descumprir  cláusula  constante  desse  termo  ou  norma  da  Secretaria  do  Patrimônio  da
União.

§ 1º ­ Quando a revogação for solicitada pelo Município, a notificação de que trata o inciso I, alínea "b", desta cláusula deverá ser
instruída  com  cópia  dos  contratos  firmados  com  terceiros,  relativos  às  áreas  objeto  do  presente  instrumento,  juntamente  com
relatório circunstanciado atualizado, informando a situação de cada um daqueles instrumentos contratuais e de outras das ações
previstas no inciso IV da Cláusula Terceira.

§ 2º ­ Nos casos de revogação do Termo de Adesão por iniciativa do Município, decorrido o prazo de que trata o inciso I, alínea "b",
desta  cláusula,  a  reversão  da  área  à  União  será  automática,  sem  que  com  isso  gere  qualquer  indenização  ao  Município  por
eventual  obra  ou  benfeitoria  realizada  no  período  de  vigência  do  presente  Termo,  bem  como  repasse  de  qualquer  natureza  de
verba oriunda de receitas advindas daquelas áreas, seja a título de indenização ou de receitas cessantes.

§  3º  ­  Eventuais  obras  em  andamento,  ou  a  serem  iniciadas,  ainda  que  já  aprovadas  pelo  Município  deverão  ser  submetidas  à
aprovação e fiscalização pela SPU.

§ 4º ­ As obras em andamento que importarem alteração permanente das áreas transferidas e que não forem aprovadas pela SPU
deverão ser removidas às expensas do Município ou de quem as executou.

§  5º  ­  Na  hipótese  de  revogação  por  iniciativa  do  Município  ou  de  rescisão  em  razão  do  descumprimento  de  quaisquer  das
cláusulas previstas no presente termo, a União poderá optar por assumir o polo do Município, por meio de aditivo contratual, em
cada um dos contratos vigentes firmados com base na Cláusula Sétima, ou optar pela rescisão, sendo que eventuais indenizações
devidas pelas rescisões contratuais serão de responsabilidade exclusiva do Município.

§ 6º ­ Na hipótese de revogação por iniciativa da União em razão de interesse público superveniente, a União poderá optar por
assumir  o  polo  do  Município  nos  contratos  firmados  com  base  na  Cláusula  Sétima  deste  instrumento,  por  meio  de  aditivo
contratual, ou optar pela rescisão, sendo que neste caso ficará responsável por eventuais indenizações devidas pelas rescisões
contratuais.

http://www.lex.com.br/legis_27468376_PORTARIA_N_113_DE_12_DE_JULHO_DE_2017.aspx 5/6
13/08/2018 PORTARIA Nº 113, DE 12 DE JULHO DE 2017 - Lex MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO SECRETA…
§ 7º ­ Havendo interesse da União em reaver a gestão de determinada área, permanecerá vigente o presente Termo para as áreas
remanescentes, salvo se o Município manifestar expressamente desinteresse pela gestão dessas áreas, hipótese em que a União
poderá desistir da revogação parcial ou instruir a revogação total.

§  8º  ­  A  critério  da  União,  a  rescisão  prevista  no  inciso  II  do  caput  desta  cláusula  poderá  ser  convertida  em  multa,  na  forma  de
regulamento estabelecido pela SPU, mantendo­se a vigência do termo.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA ­ DO FORO

Para  dirimir  quaisquer  controvérsias  decorrentes  deste  instrumento,  essas  deverão  previamente  ser  submetidas  à  Câmara  de
Conciliação  e  Arbitragem  da  Advocacia­Geral  da  União  e,  caso  não  seja  possível  acordo  amigável,  fica  eleito  o  Foro  da  Justiça
Federal da Seção Judiciária local.

[Nome do Prefeito(a)]

[Prefeito/Prefeita] do Município de [Município]

IDENTIFICAÇÃO DO GESTOR MUNICIPAL DE UTILIZAÇÃO DE PRAIAS

O  Município  indica  como  [Gestor/Gestora]  Municipal  de  Utilização  de  Praias,  titular,  [o/a]  [Sr./Sra.]  [Nome  do  Gestor  Titular],
[inscrito/inscrita] no CPF sob o nº [nº CPF], [servidor/servidora] [do/da][secretaria/órgão de atuação], [cargo/função], e­mail [e­mail],
telefones  [(xx)  xxxx­xxxx]  e  [(xx)  xxxx­xxxx];  e  como  [substituto/substituta]  [o/a]  [Sr./Sra.]  [Nome  do  Gestor  Substituto],
[inscrito/inscrita] no CPF sob o nº [nº CPF], [servidor/servidora] [do/da][secretaria/órgão de atuação], [cargo/função], e­mail [e­mail],
telefones [(xx) xxxx­xxxx] e [(xx) xxxx­xxxx].

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