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Tipos de envólucros para esterelização de

materiais

São vários os tipos de invólucros para esterilização de


materiais hospitalares disponíveis. No processo de escolha,
há dois fatores predominantes: a qualidade da embalagem
para esterilização e o seu custo. As funções primárias das
embalagens são permitir a esterilização do conteúdo,
mantê-los esterilizados até que sejam utilizados e permitir a
retirada asséptica do material, protegendo-o de possíveis
adversidades.

Tipos de embalagens

- Tecido

( TECIDOS DE 100% de ALGODÃO - padrão sarja2/1), com


textura de 40 a 56 fios por cm2 , duplo(sem perfurações).
É reutilizável, essa é provavelmente a embalagem mais
utilizada hoje, sobretudo em instituições públicas, a
popularidade dessa embalagem se deve à economia, já
que é vista como vantagem pelos usuários, que
consideram o custo-benefício do seu uso favorável. A
embalagem de algodão tecido é eficaz em sua função de
barreira. Baixa memória e alta resistência são outras
características vantajosas dessa embalagem.
É importante que, a cada uso, o tecido seja lavado,
inspecionado à procura de possíveis danos, e os fiapos (se
existentes), removidos .
* Ainda são vistas como desvantagens desse tipo de
embalagem: a não resistência a líquidos, baixa resistência
á perfurações, a baixa vida útil por desgaste, e a
impossibilidade de visualização do conteúdo.

- Não tecido (SMS)


Essa embalagem descartável é uma estrutura plana,
flexível e porosa, constituída de véu ou manta de fibras e
filamentos,dispostos a processos mecânicos, químicos,
térmicos ou por uma combinação deles. Ela é também
conhecida como manta de polipropileno. Tem como
vantagens ser uma barreira microbiana eficaz, repelente a
líquidos, facilmente moldável ao material a ser embalado e
estar disponível no mercado por vários fornecedores. Tem
como desvantagens a dificuldade de inspeção na busca por
danos, e o fato de não ser tão resistente a rasgos e
abrasão quando comparado ao tecido de algodão .

- Papel grau cirúrgico


É uma embalagem descartável, geralmente formada por
um lado de papel e um lado de filme plástico. Está
disponível comercialmente em vários formatos, como tubos
ou envelopes, necessita de selagem térmica. Também é
um invólucro bastante utilizado, por conta do seu baixo
custo e da sua compatibilidade com diversos métodos de
esterilização. Ele é indicado para embalar materiais
pequenos e leves, pela possibilidade de ruptura da
embalagem. A identificação dessa embalagem é
geralmente escrita na sobra do papel utilizado como aba
para abertura asséptica.
São vistas como vantagens do papel grau cirúrgico a
variedade de processos de esterilização aos quais é
compatível, o baixo custo, a variedade de tamanhos e
formatos disponíveis, o fato de permitir uma selagem
eficaz, de ser biodegradável e de permitir a visualização do
conteúdo. Em contrapartida, tem como o fato de não
acondicionar adequadamente materiais pesados ou
perfurantes

- Papel crepado
Trata-se de uma embalagem descartável ,que, por essa
característica, tem maior flexibilidade. Apresenta como
vantagens uma alta porcentagem de filtragem microbiana .
Apesar de ser mais resistente a abrasões que o não tecido,
ainda é menos resistente que o tecido de algodão.

- Containers rígidos
O contêiner rígido é um sistema de embalagem
permanente que, ao mesmo tempo, acondiciona os
instrumentos cirúrgicos e também os protege. Pode ser
feito de alumínio, aço inox ou plástico. Possui áreas
perfuradas para entrada do agente esterilizante e para
saída do ar, e precisa de filtros de papel específicos e
descartáveis nesses locais, embora também existam outros
modelos . As vantagens desse sistema são: economia de
tempo no preparo, pois dispensa a etapa da embalagem;
segurança no transporte e manuseio; alta resistência;
mecanismo de lacre. Como desvantagens, são
considerados :o alto custo para aquisição, a necessidade
de adequação do espaço físico para guarda-los e os
possíveis problemas com a secagem.

 Todo material embalado, mesmo que passível de


visualização, deve ser devidamente identificado
com descrição do conteúdo, data da esterilização e
da validade, lote da carga e funcionário que
realizou o procedimento. Podem ser utilizadas
etiquetas desenvolvidas para atender às
necessidades de cada instituição, mas é
importante que elas sejam padronizadas, de fácil
preenchimento e de conhecimento tanto da equipe
da CME, como do usuário final.

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4167930/mod_
resource/content/0/Enfermagem_CME_-
_cap_4_Preparo_e_embalagem.pdf

http://www.ebserh.gov.br/documents/147715/0/CENTRA
L+DE+MATERIAL+E+ESTERILIZA%C3%87%C3%83O+a
ula+CME+mar%C3%A7o+2016.pdf/df2b82e3-8abe-4b5d-
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