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ÉTICA, DIVERSIDADE E

DIREITOS HUMANOS
Jussara Parada
SUMÁRIO

1. ÉTICA .............................................................................................................................................. 2-8


2. CIDADANIA ..................................................................................................................................... 2-7
3. DIREITOS HUMANOS ...................................................................................................................... 2-7
4. DIVERSIDADE .................................................................................................................................. 2-8
5. DIVERSIDADE E EQUIDADE DE GÊNERO ......................................................................................... 2-6
6. DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL .................................................................................................... 2-6

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ÉTICA
1. ÉTICA

Introdução
Chegou a hora de aprimorar ainda mais seu conhecimento sobre ética.
Para isso, veremos alguns conceitos importantes que a constituem.

Primeiramente, veremos como o conceito de ética, ao longo do


tempo, perpassa por filósofos gregos e pensadores que refletem o
nosso próprio século, o século XXI.

E como a ética se relaciona com a política? Na entrevista com o


professor Dr. Fernando Amed, você pôde entender essa relação. Então
vamos compreender melhor como os dilemas de nosso comporta-
mento se ajusta às diferentes sociedades e leis.

Quando abordamos o tema ética e as relações sociais, nos focamos


na inclusão social daqueles que possuem alguma deficiência física
ou mental, procurando entender os direitos e as leis conquistadas
por este segmento bastante significativo de nossa sociedade. Vamos
então reforçar a relevância do debate da ética no trabalho para
compreender melhor este tema.

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1.1 Conceito de Ética
Definição: de origem grega, a palavra ethos significa costumes,
hábitos.

Conceito: investigação dos princípios que agem no comportamento


humano, como normas, valores e prescrições presentes em qual-
quer realidade social.

Onde a ética aparece?

A ética está presente nas mais variadas relações humanas, como o


trabalho, a religião, leis, família, sexo/gênero, diversidade étnica e
na política.

1.2. A contribuição da filosofia clássica e contemporânea


Para Sócrates, as virtudes morais visam ser coerentes. Para Platão, a
verdade e o bem podem ser alcançados através da busca da verdade.
Para Aristóteles, o ato de agir bem consiste na real finalidade da
ação humana – todos têm que buscar o bem para si próprio. Ainda
antes de Cristo, os estoicos destacavam o viver em harmonia com
a natureza. Percebia-se mais claramente que tudo tem um início,
meio e fim.

Sócrates

Com o Cristianismo, o eixo mudou para o campo subjetivo, se assim


podemos dizer. Surge a ideia de amar o outro como a si próprio, sendo
possível alcançar tal paradigma colocando-se no lugar do outro.

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Damos um salto no tempo e encontramos, no Renascimento, o polê-
mico Maquiavel, que afirma que a ética estava nos fins, que por sua
vez justificavam os meios. Ou seja, havia aqueles que pretendiam
ganhar, não importando de que forma. Já o inglês Thomas Hobbes
afirma que o homem é o lobo do homem, dado a necessidade de
haver controle do ser humano.

Na França do século XVIII, Rousseau acreditava que o ser humano


nascia bom, mas que a sociedade é que o corrompia. No mesmo
século, na Alemanha, Kant advertia que agir bem é o que devemos
fazer. Dentro do racionalismo alemão, a questão que se fazia era a
de que, se conhecemos o bem, por que fazer o mal?

Chegando ao século XX e XXI, o utilitarismo se ajusta ao homem


contemporâneo, observando que o que nos torna feliz é o que não
nos deixa sofrer, daí a necessidade de se afastar de todo o sofrimento.

1.3. Ética e política


Em entrevista com o professor Dr. Fernando Amed, este nos falou
sobre questões envolvendo a política, a democracia e a corrupção.

Em tempos de muitas turbulências no cenário político contem-


porâneo, é muito importante refletirmos sobre a ética na política
mediante tantos casos de corrupção. Afinal, é possível haver ética na
política diante desse cenário?

O professor destaca que a ética é uma questão comportamental.


Assim, cada sociedade acolhe os comportamentos que julga
melhores. Dessa forma, é possível haver ética na política.

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E por que é preciso ética na democracia?

Para o professor, sem a existência de regras ou normas de compor-


tamento, nenhum sistema político funciona, inclusive a democracia.
A ética entendida como comportamento aceito sempre existirá, seja
qual for o governo, para o bem ou para o mal.

Sobre a existência das leis, o professor afirma que, sem elas, vive-
ríamos num caos. As leis refletem o comportamento desejado por
uma sociedade de acordo com seus valores.

1.4. Ética e relações sociais: a inclusão de deficientes físicos e/


ou mentais
Para deixar bem claro: o termo deficiente foi uma exigência esta-
belecida pelo próprio grupo. Anteriormente, este era denominado
como portadores de necessidades especiais, termo que o próprio
grupo veio a rejeitar.

Quem são os deficientes? São aqueles que têm suas capacidades


limitadas por conta de seus impedimentos físicos, mentais ou senso-
riais, de longo prazo, e que podem dificultar a convivência.

O Brasil possui 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência


visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. Apesar de repre-
sentar 23% da população brasileira, estas pessoas não vivem em
uma sociedade adaptada.

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A relevância do tema está na inclusão do conjunto dessas pessoas
à sociedade, assegurando-lhes seus direitos de cidadão. Igualmente
importante é a conscientização da população sobre a necessi-
dade de se oferecer a esse grupo uma vida de qualidade e dignidade,
impedindo que ocorra restrição de participação.

Nossa Constituição prevê a “educação como direito de todos, dever


do Estado e da família com a colaboração da sociedade, visando
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Para a inclusão daqueles que têm dificuldades para a mobilidade


física, o Estado aplicou isenções no pagamento de alguns impostos,
como IPI, ICMS e IPVA.

Tivemos assim a oportunidade de verificarmos juntos a importância


de se inserir na sociedade um grupo relevante: o dos deficientes,
percebendo que é um grupo numericamente significativo, que tem
direito à educação, trabalho, saúde, deslocamento e isenção de
impostos. Não por assistencialismo, mas pela humanização da socie-
dade brasileira como um todo.

1.5. Ética no trabalho


A ética no trabalho está vinculada aos seus direitos e deveres
neste campo. É fundamental ter conhecimento sobre seus direitos
e observar o tratamento respeitoso, que reserve a igualdade entre
os indivíduos independentemente de seu sexo/gênero, ideologia,
idade, religião ou raça.

É relevante trabalhar eticamente de acordo com as escolhas


profissionais, respeitando os princípios norteadores das ações em
respeito à vida. Temos que estar atentos às questões presentes no
universo de nosso trabalho.

A corrupção e o corruptor desvirtuam a materialização e orientação


da construção social. Os exemplos disso são numerosos, como:
explorar o trabalho de um colega, mentir para o colega a fim de ter
os elogios dos resultados alcançados pela equipe etc.

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Conclusão
A ética é como um termômetro de uma sociedade que mede seus
costumes e comportamentos, e que ao longo da história foi adap-
tando-se às necessidades humanas. Portanto, a democracia ou qual-
quer outro sistema político espelha a sua sociedade, ajustando-se
às suas normas e dentro do ambiente de trabalho, podendo ser
uma forma de alerta para a existência de direitos sequer percebidos
como existentes.

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REFERÊNCIAS
COLABORATIVISMO. CGU | Campanha combate pequenas corrupções. 2015. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=kR3nW9fsWmU>. Acesso em: 06 jun. 2018.

CORTELLA, Mario Sergio; BARROS FILHO, Clovis de. Ética e vergonha na cara. Campinas: Ed. Papirus/
Sete Mares. 2014.

JORNAL DE BRASÍLIA. Falsificação de atestados médicos no DF. 2015. Disponível em: <https://www.
youtube.com/watch?v=14fbzJTv148>. Acesso em: 06 jun. 2018.

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CIDADANIA
2. CIDADANIA

2.1. O que é cidadania


Ao longo da história ocidental, a cidadania se configurou de acordo
com as necessidades e normas de cada povo. Sendo assim, a cida-
dania espelha os direitos e deveres dentro de uma sociedade, garan-
tindo a dignidade de cada cidadão.
A cidadania é um conjunto de ideias e práticas que expressam os
direitos e deveres do cidadão e do Estado, por exemplo: a coleta de
lixo, a água tratada, saneamento básico, guia rebaixada para maior
acessibilidade de deficientes, ou ainda a inclusão digital. Tais práticas
nos propiciam melhor qualidade de vida e convívio social.

2.2. Cidadania na história


Ao longo da história, a cidadania foi se organizando de forma dife-
rente. Passamos por Atenas, onde havia os direitos com sua corre-
lação com os deveres; em Roma, os direitos foram conquistados
pelos plebeus após muitas lutas. Já no Cristianismo, declarava-se que
todos eram iguais perante Deus. Portanto, a lei maior seria a religião
e a fé, e não a lei escrita, como a que os romanos idealizaram.

Atenas

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Roma

Com a Declaração dos Direitos do Homem, a ideia é de que todos


são iguais perante a lei. Não existe o privilégio de sangue nem a
proteção divina. Na lei todos nascemos iguais e livres.

2.3. Cidadania no mundo: movimentos sociais


Mais uma vez, contamos com a história para nos demonstrar que
em tempos já passados, Moisés, como líder dos hebreus, lutava pelo
direito de possuir terras e combater a escravidão.

Em Roma, os irmãos Graco (século II a.C.) lutaram pela reforma


agrária, reconhecendo a importância do cultivo e comércio. Ainda
em Roma, Espartacus luta contra os maus tratos que os romanos
aplicavam aos escravos, contribuindo assim para uma revolta de
escravos no século I a.C.

No século XVIII, a Independência dos Estados Unidos e a Revolução


Francesa foram os marcos da história Moderna, os quais ainda se
refletem em nossa contemporaneidade.

Ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, a luta pelo direito dos trabalha-
dores, das mulheres, dos afrodescendentes, de gênero, refugiados,
entre tantos outros movimentos, marcam nossas buscas e novos
arranjos sociais.

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2.4. Cidadania no Brasil: movimentos sociais
Explicamos os movimentos sociais a partir das lutas da população
por direitos. Muitas dessas manifestações acabaram sendo repri-
midas pelo governo de sua época, mas este, diante dos movimentos
sociais, se viu na obrigação de rever suas normas arbitrárias. A Revolta
da Chibata, por exemplo, foi um movimento muito representativo
de marinheiros que reivindicavam a retirada dos castigos corporais
e a melhora do salário.
Na década de 60, assistimos a diferentes movimentos contra o
governo da Ditadura Militar. Eram jovens, velhos, homens, mulheres,
negros, brancos e pardos se mobilizando contra um governo que se
arrogava legítimo, mas que alterou a Constituição e retirou direitos
identificados com a democracia. Eram músicos, intelectuais, traba-
lhadores e sindicatos se mobilizando ao longo de mais de 20 anos
para conquistar a redemocratização do Brasil.

Mais recentemente, em 2013, vimos a tomada das ruas em dife-


rentes cidades do Brasil. Um movimento que se iniciou pelo não
aumento das passagens de ônibus e que incorporou questões mais
amplas, como a intolerância à corrupção e à impunidade dos polí-
ticos. Também se reivindicou melhor distribuição de renda, a fim de
diminuir as desigualdades sociais.

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2.5. Inclusão dos deficientes
Quem são os deficientes físicos, quantos são e que direitos eles têm?

Os deficientes são aqueles que têm suas necessidades limitadas por


conta de seus impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais.

Desde 2009, o termo deficiente foi promulgado no Brasil pelo decreto


n. 6.949, portanto, algo recente.

Apesar de representarem 24% da população brasileira, estas pessoas


não vivem em uma sociedade ajustada ou adaptada.

Quando os números revelam que 1/4 da população brasileira possui


alguma deficiência, apontamos algumas delas, como a síndrome de
Down. Estima-se que em cada 700 pessoas, 1 venha a nascer com
Down. Vendo com outros números a mesma questão, são 270 mil
pessoas no Brasil com Down.

Tivemos alguns avanços constitucionais para aqueles que são defi-


cientes auditivos, como a regulamentação da profissão de tradutor
intérprete da Língua Brasileira de Sinais, que denominamos de
LIBRAS, atendendo a um grupo de deficientes auditivos e assim
possibilitando sua inclusão.

Quanto ao mercado de trabalho, as empresas com 100 ou mais


empregados, por exemplo, devem preencher de 2% a 5% das vagas
por beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência.

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Conclusão
Quando verificamos que a cidadania é algo que conquistamos ao
longo do tempo, não deixamos de verificar o quanto nossa socie-
dade se humanizou, trazendo para si aqueles que foram excluídos,
chamando a responsabilidade de todos que vivem em sociedade.

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REFERÊNCIAS
CUNHA, Sérgio Sérvilo da. Ética. São Paulo: Ed. Saraiva, 2012.

Diário da Inclusão Social. Disponível em: <https://diariodainclusaosocial.com/>. Acesso em: 07 jun. 2018.

Instituto Rodrigo Mendes. Disponível em: <https://institutorodrigomendes.org.br>. Acesso em: 07


jun. 2018.

SINGER, Peter. Ética prática. São Paulo: Ed. Martins Fontes. 2002.

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DIREITOS HUMANOS
3. DIREITOS HUMANOS

Como foi constituído o conceito de direitos humanos a partir da


Independência dos EUA e da Revolução Francesa? Este será um dos
temas que veremos nesta etapa de nossa disciplina. Estudaremos
também as organizações internacionais, como a ONU e as ONGs,
além da Constituição de 1988 no Brasil.

3.1. Conceito de direitos humanos


O conceito de direitos humanos está na essência da preservação da
vida do homem. Todos temos direito à vida, ao direito de ir e vir, de
ser livre, de pensar livremente, de escolher uma religião etc.

A partir da preservação destes direitos, constrói-se a dignidade


humana, o respeito às diferenças e às orientações sexuais e políticas.

A Revolução Francesa foi o primeiro passo dado neste sentido na


história do Ocidente, o de garantir direitos e liberdade a todos
perante a lei.

Posteriormente, foram criadas organizações internacionais, como


a ONU, em razão das barbaridades cometidas na Segunda Guerra
Mundial. O uso de armas químicas e de alta letalidade usadas

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intensamente contra civis chamaram a atenção daqueles que eram
contra tamanha atrocidade. Então surgiu a necessidade de se criar
uma instituição que tivesse uma representação internacional.

Com a criação da ONU em 1945, criou-se ao menos a perspectiva de


dar suporte àqueles povos, etnias ou minorias que se encontravam
sem proteção pela fragilidade em que se encontravam, por dife-
rentes motivos.

No Brasil, nosso avanço foi dado com a Constituição de 1988, também


chamada de Constituição Cidadã, pois garantiu maior dignidade aos
trabalhadores e às minorias, e trouxe a democracia que durante 21
anos ficou subjugada pela ditadura militar.

A democracia resguardada pela Constituição preserva a liberdade


de ir e vir, mantém a liberdade dos costumes (consuetudinária), do
pensamento e da livre expressão.

A cidadania é garantida quando a Constituição é preservada. Caso


contrário, o que verificamos é a perseguição a minorias, como
ciganos ou indígenas, e em casos internacionais, a falta de proteção
a fugitivos de guerra ou problemas políticos.

3.2. Construção dos direitos humanos a partir da Independência


dos EUA e da Revolução Francesa
A Independência dos EUA também foi um passo importante em
relação às garantias dos direitos humanos. Isso se deu por conta da
influência das ideias iluministas de igualdade, liberdade e fraterni-
dade que os norte-americanos e o restante da América Latina reali-
zaram em suas respectivas independências.

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A Revolução Francesa também deixou heranças para a nossa contem-
poraneidade. Foi a partir dela que se pôs em prática os novos direitos
humanos e do cidadão, colocando um fim à monarquia absoluta e
iniciando a República. Foi a partir deste momento que os cidadãos
passaram a ter direitos e deveres em relação ao Estado, e o Estado
passou a ter limites em suas práticas, os quais eram estabelecidos
pela Constituição.

Os direitos fundamentais são os direitos jurídicos, os quais são insti-


tucionalmente garantidos e limitados no tempo e espaço, como por
exemplo: todos são iguais perante a lei.

3.3. Organizações internacionais


Como já apontamos, a ONU foi criada a partir do fim da Segunda
Guerra Mundial com o objetivo de garantir a paz através do bom
relacionamento entre os países.

A ONU é a maior organização internacional, e seu objetivo principal


é o de colocar em prática mecanismos que possibilitem a segurança
internacional, desenvolvimento, respeito aos direitos humanos e ao
progresso social.

Em 2017 a ONU contou com a presença de 193 estados soberanos e


diversas organizações autônomas.

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EUA, China, Rússia, Reino Unido e França fazem parte do Conselho
de Segurança. Este grupo tem poder de voto sobre qualquer reso-
lução da ONU.

A ONU é mantida com contribuições financeiras feitas pelos países


membros, sendo que os países que mais contribuem são: EUA,
Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

A ONU também conta com a colaboração da OMS (Organização


Mundial de Saúde), PAM (Programa Alimentar Mundial) e UNICEF
(Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O Brasil integra a ONU desde 1945 e contribui em diferentes circuns-


tâncias de necessidade de ajuda humanitária em locais como África,
Ásia, América Latina, Europa e Caribe.

3.4. Organizações Não Governamentais - ONGs


As ONGs são organizações não governamentais sem fins lucrativos,
portanto consideradas autônomas.

Estas organizações se caracterizam por ações solidárias no campo


da política pública e são legítimas quando fazem pressão política
em proveito de populações excluídas das condições de cidadania e
dignidade de vida.

Muitas ONGs trabalham com voluntários, e seus trabalhos, muitas


vezes, atendem àqueles que dormem nas ruas. Também atuam no

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combate à violência contra as mulheres, crianças, entre outros. Auxi-
liam idosos abandonados por suas famílias e pessoas que perderam
sua sanidade mental.

Podemos perceber que as ONGs podem completar o trabalho do


Estado, podendo receber financiamentos e doações dele, assim
como de entidades privadas para tal fim.

3.5. Direitos humanos e a Constituição de 1988 no Brasil


Como anteriormente apontamos, a Constituição de 1988 foi deno-
minada como Constituição Cidadã. Ela foi importante porque após
21 anos de ditadura, a Constituição estabeleceu a inviolabilidade
de direitos e liberdades básicas, como igualdade de gênero, crimi-
nalização do racismo, proibição total da tortura e a promoção de
direitos sociais, como educação, trabalho e saúde para todos.

Com a Constituição de 1988, as eleições voltaram a ser universais,


sem distinção de classe ou gênero, embora obrigatória para maiores
de 18 anos.

Conclusão
Grande parte das conquistas sociais foram feitas a partir do século
XVIII e XIX, mas foi efetivamente no século XX que houve uma maior
organização internacional visando a paz e o bem social, lembrando
também que foi por conta das guerras ocorridas ao longo do século
XIX e XX que ocorreram as maiores atrocidades contra o homem.

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REFERÊNCIAS
COLOMBO, Artur. Voluntariado cresce em Porto Alegre. 2017. Disponível em: <https://medium.com/
betaredacao/voluntariado-cresce-em-porto-alegre-714471cc3ca8>. Acesso em: 08 jun. 2018.

Nações Unidas do Brasil. Disponível em: <http://nacoesunidas.org/conheca/historia>. Acesso em: 08


jun. 2018.

ONU Brasil. Brasileira foi essencial para menção à igualdade de gênero na Carta da ONU. 2016. Dispo-
nível em: <http://www.youtube.com/watch?time_continue=131&v=UfJhUisAQJo>. Acesso em: 08
jun. 2018.

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DIVERSIDADE
4. DIVERSIDADE

Vamos compreender agora o que vem a ser a diversidade social, os


fundamentos da diversidade na religião, xenofobia e imigração, e o
que se compreende por minorias sociais.

4.1. O que é diversidade


A diversidade social é o conjunto de diferenças e valores comparti-
lhados pelos seres humanos na vida social. São expressões sociocul-
turais, étnicos, religiosas, físicas, modo de vida etc., ou seja, trata-se
da pluralidade daqueles que compõem a sociedade.

No entanto, sabemos que existem aqueles que não toleram aquilo


que é “diferente”, ou seja, o que pertence ao grupo da diversidade.
Os intolerantes são aqueles que compõem correntes xenofóbicas,
homofóbicas e misóginas.

Quando a intolerância se faz presente, aprofundam-se os problemas


das minorias, e estas experimentam o exílio em sua própria sociedade.

No Brasil, temos a presença da miscigenação, mas também temos a


presença do mito da democracia racial.

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4.2. Fundamentos e princípios da diversidade na religião
Um dos nossos principais temas aqui abordados é o da diversidade
religiosa, e nossa convidada para responder nossas questões foi a
professora Dra. Danit Pondé.

Verificamos que o Brasil é um país de muitas religiões, as quais


foram introduzidas desde os tempos coloniais. Assim, presenciamos
as religiões indígena, africana e católica existindo simultaneamente.

Percebemos que há uma diversidade religiosa entre o povo brasi-


leiro, e esta religiosidade está presente desde os primórdios de
nossa colonização, quando europeus se deparavam com indígenas,
africanos e mesmo outros europeus, e todos adotavam religiões
diferentes daquelas que os portugueses eram adeptos.

Nossa diversidade religiosa pode ser verificada pela presença,


no meio urbano, de diferentes templos religiosos, como cristãos,
judeus, muçulmanos e terreiros de umbanda e candomblé.

No Brasil, as pessoas podem exercer suas religiões ou credos livre-


mente, o que não quer dizer que foi sempre assim. Sabemos que há
regiões no Brasil em que as tradições religiosas possuem uma carac-
terística mais tradicional, sendo assim, nestes lugares mais conser-
vadores, percebemos que não há uma diversificação tão intensa
quanto nos grandes centros urbanos.

Percebemos que ao longo de nossa história, poucos foram os


conflitos religiosos, e quando não há respeito à diversidade, sem
dúvida estamos desrespeitando outras culturas também, abrindo
mão das diferenças.

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4.3. Correntes migratórias e xenofobia
Por que as pessoas migram?

As pessoas migram porque querem buscar melhores condições de


vida nos setores econômico, político ou social. Também há os casos
em que são obrigadas a fugirem de guerras, catástrofes naturais,
perseguições religiosas, crises financeiras ou por decisão pessoal.

No Brasil, um tipo de migração muito comum é o êxodo rural, em que


as pessoas migram do campo em direção à zona urbana. Esse processo
migratório se intensificou no país depois do aparecimento das indús-
trias na região Sudeste, para onde diversas pessoas, principalmente
nordestinos, se deslocaram em massa em busca de emprego.

Em muitos países, as políticas para receber imigrantes são muito


rígidas. Dessa forma, muitas pessoas migram ilegalmente, passando
a serem imigrantes clandestinos e se sujeitando a péssimas condi-
ções de vida. Temos como exemplo os mexicanos nos EUA, mas há
também os africanos na Europa e, mais recentemente, os sírios, por
conta das guerras em seu país de origem.

Diante desse cenário, surge um tipo de preconceito chamado de


xenofobia, caracterizado pela aversão, hostilidade, repúdio ou ódio
aos estrangeiros, e pode estar fundamentada em fatores históricos,
culturais, religiosos, dentre outros.

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A xenofobia corresponde a um problema social baseado na intole-
rância e/ou discriminação social frente a determinadas nacionali-
dades ou culturas.

A xenofobia também gera violência entre as nações, e também está


associada à humilhação, constrangimento, agressão física, moral e
psíquica. Tudo isto promovido principalmente pela não aceitação
das diferentes identidades culturais.

4.4. Homofobia e misoginia


De acordo com o professor Luiz Mott, doutor em antropologia pela
UFBA, a homofobia inclui tanto o ódio contra o homossexual quanto
o medo de ter emoções ou desejos homoeróticos.

Segundo ele, o brasileiro é um povo grotescamente contraditório,


pois sendo o mesmo que escolheu Roberta Close (transexual famosa)
como um dos modelos de beleza da mulher brasileira de uma época,
é no Brasil onde mais gays e travestis são assassinados, com uma
média de 1 homicídio a cada 26 horas.

Quanto maior é a visibilidade homoafetiva, maior é a reação dos


homofóbicos.

Em relação à misoginia, que é o ódio ou aversão às mulheres, nos


dias de hoje, da mesma forma que ocorre com a homofobia e o
racismo, a misoginia é estruturada como um distúrbio de comporta-
mento que pertence à esfera individual, e não coletiva.

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4.5. As minorias
As minorias sociais abrangem os homossexuais, idosos, negros,
mulheres, indígenas, deficientes etc. São chamadas de mino-
rias não em razão de seu número, mas sim pela situação de
desvantagem social, fazendo com que exista comportamento
discriminatório e preconceituoso.

Os direitos humanos como Direitos Fundamentais devem ser consi-


derados pela legislação de uma nação e garantidos a todos os indi-
víduos. No caso das minorias, tal consideração é especialmente
importante, posto que se tratam de grupos já discriminados.

Na democracia, há o direito à expressão para as minorias e realização


de leis políticas públicas que atendam aos seus interesses, mesmo
que estes não correspondam aos desejos da maioria da população.

Na legislação brasileira raramente se utiliza o termo “minoria” para


caracterizar a situação de vulnerabilidade de grupos minoritários.
Na Constituição Federal, são encontrados artigos que colaboram
para que os direitos sejam assegurados, por exemplo: O Estado
protegerá as manifestações culturais populares, indígenas e afro-
-brasileiras, e de outros grupos participantes do processo civiliza-
tório nacional.

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Lei 7716/89
Estabelece punições para crimes resultantes de discriminação rela-
cionados à raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Alguns
crimes são: impedir acesso ao serviço público, negar contratação,
impedir acesso aos cargos públicos, deixar de atender clientes, impedir
acesso a transporte público etc.

Conclusão
Neste bloco percebemos que as minorias sofrem ações de desprezo,
dificultando suas vidas dentro da sociedade. Também aprendemos
que imigrantes/emigrantes podem ser objeto de ódio xenofóbico.
E vimos que a diversidade é algo inerente do processo civilizatório.

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REFERÊNCIAS
ALVES, Mariana Castro. Xenofobia na Europa: Onda migratória de refugiados reacende preconceito
contra estrangeiros. Revista Pré Univesp. Dez. 2016/Jan. 2017. Disponível em: <http://pre.univesp.br/
xenofobia-na-europa#WuDZWqQvy00>. Acesso em: 12 jun. 2018.

OLIVEN, Rubens George. A parte e o todo: A diversidade no Brasil Nação. São Paulo: Ed. Vozes. 1992.

Xenofobia. Toda matéria. Disponível em: <http://www.todamateria.com.br/xenofobia>. Acesso em: 12


jun. 2018.

WHITE, Leslie A. Conceito de cultura. São Paulo: Contraponto. 2009.

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DIVERSIDADE E EQUIDADE
DE GÊNERO
4. DIVERSIDADE E EQUIDADE DE GÊNERO

Nesta etapa da nossa disciplina, tratamos de temas que estão rela-


cionados a algumas minorias. Abordamos a violência que muitas
mulheres brasileiras sofrem, tanto de ordem psíquica como física.
Nesse contexto, a Lei Maria da Penha passou a ser um tema, pois
foi um caso emblemático de nossa sociedade. O caso de Maria da
Penha tomou repercussão por ter havido várias denúncias junto
a diferentes instâncias de nosso Judiciário, porém suas denúncias
nunca eram levadas à cabo, até o caso ir parar na esfera dos direitos
humanos, só então o Estado brasileiro passou a se posicionar de
forma diferente quanto à violência sofrida pelas mulheres.

Também tratamos sobre como os transexuais e homossexuais lidam


com o mercado de trabalho em nosso país, e em que medida a
educação poderia ser um meio de debates e esclarecimentos sobre
esse assunto.

5.1. Conceito de gênero


O gênero, por ser um conceito construído socialmente, pode ser
construído e desconstruído, ou seja, pode ser entendido como algo
mutável, e não limitado como define a ciência biológica, em que as
definições se restringem a sexo feminino e masculino.

Podemos assim pensar que a identidade de um gênero, ou identi-


dade social, é um sentimento individual que atende às necessidades
daquele indivíduo. Para uma simples demonstração do conceito de
identidade de gênero, podemos pegar como exemplo uma pessoa
que biologicamente nasceu com o sexo masculino, mas se identifica
com o papel social do gênero feminino, portanto, passa a ser social-
mente reconhecida como mulher. Essa pessoa é denominada trans-
gênera, pois possui uma identidade de gênero diferente da biológica.

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5.2. Violência de gênero: violência contra a mulher
Por meio das estatísticas, fica evidente como as mulheres no Brasil,
ainda hoje, são vítimas da violência.

Os dados são alarmantes tanto nos centros urbanos como em locais


de um Brasil mais “distante”. Números apontam a ocorrência de
1 estupro a cada 11 minutos; todos os dias há notificações de 10
estupros coletivos junto ao sistema de saúde do país; e ainda há a
violência doméstica, como foi o caso de Maria da Penha. Esta reali-
dade muitas vezes vem acompanhada de assassinatos praticados
por pessoas próximas às vítimas. Estas estatísticas conferem uma
frágil segurança das mulheres em nosso país.

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5.3. Gênero e mercado de trabalho
Em muitas profissões, principalmente nos cargos executivos de
grandes corporações, as mulheres são remuneradas de maneira
diferente que os homens, seus salários são menores ou dificilmente
são oferecidas tais posições.

Transexuais e homossexuais também são vítimas de preconceito


dentro de nossa sociedade, pois ainda existe uma resistência na
compreensão da diversidade, e muitas vezes, por conta deste compor-
tamento, para além do preconceito há o assédio, que também cons-
trangem homens e mulheres em seus ambientes de trabalho.

Por fim, nossa herança conservadora é um dos geradores de compor-


tamento intolerante contra quem se mostra diferente das expecta-
tivas comportamentais, e tal intolerância não permite a inclusão
nem a diversidade.

5.4. Gênero e educação


É necessário compreender que os indivíduos têm o direito de esco-
lher o seu papel social, isto é, o seu gênero. Pelo fato de a estrutura
de nossa sociedade ser conservadora, há paradigmas que precisam
ser questionados ou, ao menos, debatidos.
Não basta existir nas instituições de ensino um espaço para o debate,
é preciso que os professores sejam melhor orientados a respeito
do tema para não reproduzirem um entendimento aleatório e sem
fundamento aos seus alunos.

5.5. Lei 11.340/60. Lei Maria da Penha


Observamos que a Lei Maria da Penha representa uma conquista
coletiva das mulheres, dada a violência que elas sofrem dentro de
seus lares ou fora deles. Além disso, a violência também se fazia
presente de forma abstrata, já que as instâncias que trabalhavam
com as leis no Brasil não reconheciam que as mulheres eram vítimas
de violência em diferentes circunstâncias.

Podemos afirmar que houve uma conquista muito grande para as


mulheres, mas não apenas para elas, houve uma conquista para todos
aqueles que passam por violência doméstica, e aí podemos incluir
também homens que sofrem maus tratos por suas companheiras.

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O que hoje se observa é um crescimento de aparatos que permitem
às vítimas denunciarem os agressores, estabelecendo inclusive leis
que em outros momentos não existiam.

Conclusão
Procuramos estabelecer ao longo deste bloco o conceito de gênero
e refletir sobre ele. Tratamos também de temas como a violência
contra a mulher, homossexuais e transexuais. Vimos que a lei Maria da
Penha veio dar suporte àqueles que passam por agressões privadas
ou públicas, mas que antes não tinham meio de denunciá-las, pois as
estruturas jurídicas e mesmo de suporte comportamental e cultural
de nosso país não propiciavam tal espaço para uma maior reflexão
ou diálogos acerca da diversidade presente.

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REFERÊNCIAS
COLOMBO, Artur. Voluntariado cresce em Porto Alegre. 2017. Disponível em: <https://medium.com/
betaredacao/voluntariado-cresce-em-porto-alegre-714471cc3ca8>. Acesso em: 08 jun. 2018.

Nações Unidas do Brasil. Disponível em: <http://nacoesunidas.org/conheca/historia>. Acesso em: 08


jun. 2018.

ONU Brasil. Brasileira foi essencial para menção à igualdade de gênero na Carta da ONU. 2016. Dispo-
nível em: <http://www.youtube.com/watch?time_continue=131&v=UfJhUisAQJo>. Acesso em: 08 jun.
2018.

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DIVERSIDADE
ÉTNICO-RACIAL
6. DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL

O conceito de raça foi criado ao longo dos séculos XV e XVI. Portan-


to, ele é uma elaboração sócio histórica que vinculou muitas pessoas
ao preconceito a partir de então, principalmente a partir do século
XIX, quando a antropologia física vai dar suporte a teorias raciais
através do Darwinismo Social.

Os negros tiveram uma herança pesada da escravidão ao longo da


história. No Brasil, além dos negros, os índios também foram vitima-
dos por esse processo.

Os negros se organizaram e conquistaram avanços na Constituição


brasileira e em projetos como as ações afirmativas. Quanto aos ín-
dios, alguns avanços também foram estabelecidos, mas sabemos
muito bem as diferenças das teorias e das práticas sociais.

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6.1 Teorias raciais
As teorias raciais estabelecidas no século XIX buscavam tipificar uma
determinada raça e classificá-la como inferior, mostrando os quesitos
pelos quais uma raça seria considerada superior em relação a outra.

Com forte influência europeia, as raças arianas eram sempre consi-


deradas superiores em detrimento das raças africanas. A partir da
presença da teoria do Darwinismo Social, a antropologia física tam-
bém reforçou as teorias arianas naquele momento, de forma a esta-
belecer o preconceito racial “justificado” pela ciência.

No Brasil, ao longo do século XIX, as correntes europeias lançaram


grande influência no que se refere à “salvação” do país, diante de
tamanha miscigenação. Com o suporte de cientistas da época, como
o médico baiano Nina Rodrigues, houve o apoio da imigração euro-
peia para o branqueamento do povo brasileiro e a defesa da esteri-
lização de mulheres negras.

Os antropólogos chegaram a conclusão de que uma sociedade


vista pelos seus valores internos, ou seja, sem influências exter-
nas, era o seu verdadeiro objeto de estudos. Assim, surge a an-
tropologia moderna, que busca entender a cultura e estudá-la
sem tipificar ou classificar como superior ou inferior os seres hu-
manos. As culturas dos povos simplesmente diferem entre si, não
há superioridade.

Apesar das mudanças realizadas dentro da antropologia, a socieda-


de não tomou o mesmo rumo. Tanto a sociedade brasileira como a
mundial são extremamente enraizadas nos preconceitos advindos
da sociedade do século XIX.

As minorias são uma realidade, sofrem discriminação e ainda encon-


tram dificuldades de inserção na sociedade e no mercado de trabalho.

Em 2001, temos no Brasil o movimento de ações afirmativas, o qual


exigia a criação de leis que condenassem o racismo e o regime de
cotas para os negros e indígenas no ensino superior público e em
empregos públicos.

6.2 Negro
A desigualdade no Brasil abrange o âmbito econômico, social e, prin-
cipalmente, o da educação e das oportunidades. Negros e pardos
representam 53,6% de toda a população brasileira e, mesmo sendo

3
maioria, ocupam a minoria de espaços considerados importantes,
como cargos de relevância social.

6.3 Indígena
A efetivação de direitos de cidadania para povos indígenas pressu-
põe o reconhecimento de sua autonomia enquanto coletividade di-
ferente. Assim, a participação indígena na construção de políticas
públicas diferencia-se de outros grupos sociais à medida que é re-
presentativa de coletividades com especificidades que distinguem
da sociedade nacional.

A proposta de criação de um Conselho Nacional de Política Indígena


para consolidar o espaço de participação indígena nacional e confe-
rir caráter deliberativo à atual Comissão Nacional de Política Indíge-
na consiste numa das principais reivindicações dos povos indígenas
na atualidade.

6.4 Identidade cultural: indígena e negro


A presença da cultura indígena e africana está incorporada em nossa
dinâmica e expressão cultural através da religião, música, dança, co-
mida e um número enorme de palavras que estão em nosso vocabu-
lário e nos permitem expressar com tamanha riqueza um universo
enorme de ideias e sentimentos.

Mais de 500 anos de história nos fez adotar um comportamento


próprio, um caldeirão cultural, uma ética própria que compõe um
quadro nacional de diversidade sem igual.

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6.5 Políticas públicas e cotas
Em dados objetivos, houve maior inclusão dos negros com a política
de cotas. Em 1997 era 1,8% da população negra que ingressou no
ensino superior. Em 2011, saltou para 11,9%, em 2014, 30,9% das
vagas em institutos federais e 22,4% nas universidades foram desti-
nadas a pretos, pardos e indígenas.

O salto no número de ingressos se deve às cotas raciais e também à


capacidade dos estudantes.

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REFERÊNCIAS
Cultura. Disputas por território continuam a massacrar indígenas no brasil. Disponível em: <http://tvcul-
tura.com.br/videos/18642_disputas-por-territorio-continuam-a-massacrar-indigenas-no-brasil.html>.
Acesso em: 13 jun. 2018.
Politize! Cotas raciais no Brasil: entenda o que são! Disponível em: <http://www.politize.com.br/cotas-
-raciais-no-brasil-o-que-sao>. Acesso em: 13 jun. 2018.