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18 = 2 Pedro 3.

18 – A GLÓRIA DE CRISTO - 18/08/2017

Pedro termina a sua carta como a começou, chamando a atenção para Cristo e colocando-o
no centro de tudo. A principal função e obrigação da igreja é proclamar o Senhor Jesus Cristo.
O Novo Testamento não é um manual de Psicologia; ele não começa conosco o evangelho,
na verdade, é uma declaração vinda de Deus focalizando o que Deus fez. Nós somos os
principais beneficiários do evangelho, entretanto, o seu foco não é a glorificação da humanidade,
mas a glória de Deus.
Pedro é claro e objetivo em sua última afirmação: Cristo está no centro e deve ser glorificado
por isso.
Por que devemos glorificar a Cristo?

I. PORQUE ELE É DEUS.

a) Somente Deus é digno de ser honrado e glorificado pelo mundo inteiro.


Adoramos e glorificamos a Cristo exatamente porque ele é Deus. O mistério da encarnação
não o diminui em nada. Jesus de Nazaré nasceu em simplicidade; viveu sua infância e juventude
de forma comum. Aprendeu com José e praticou a arte da carpintaria; mas aos 30 anos de idade
assumiu seu ministério divino-humano na terra, fazendo o bem por toda parte e realizando a obra
de Deus no poder do Espírito Santo (Lc 4.14,15).

b) Seu nascimento virginal.


Seu nascimento virginal declara explicitamente o caráter sobrenatural do evangelho de Cristo.
Ele nasceu de uma virgem, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo (Lc 1.34,35). Cristãos
genuínos jamais pedirão desculpas por crer nesse fato e anunciá-lo como verdade absoluta.

c) As suas reivindicações quanto a si mesmo e seu ensino.


Ele afirmou aos judeus existir antes mesmo de Abraão (Jo 8.58). Chamou e conduziu seus
apóstolos ciente da sua própria vocação e propósito sem qualquer hesitação. Realizou inúmeros
milagres, incluindo a ressuscitação de mortos e declarou-se igual a Deus.

d) A ressurreição.
Sem a ressurreição de Cristo não haveria igreja. Foi a ressurreição de Cristo que deu aos
discípulos a certeza de que Cristo é Deus. A ressurreição era uma promessa fundamental e
realizou-se como previsto nas escrituras (Jo 20.1-10).

e) O envio do Espírito Santo no dia de Pentecostes.


A vinda do Espírito Santo era a “promessa do Pai” e Atos 2 contempla o registro de seu
cumprimento.

II. POR CAUSA DO QUE ELE REALIZOU.

 Ele se humilhou.
Filipenses 2.5-11 descreve tanto a sua humilhação quanto a sua glorificação pelo Pai. Ele
nasceu como um bebê; aos doze anos é encontrado entre os escribas e sacerdotes; depois há 18
anos de silêncio quanto às suas ações. Viveu como servo; humilhou-se no Getsêmani e
experimentou a morte pela crucificação. Paulo afirma que por causa disso Deus o exaltou
sobremaneira acima de todo nome.

III. POR CAUSA DE SUA PRESENTE POSIÇÃO.

 Exaltado à direita de Deus.


Após a sua ressurreição ele subiu ao céu e se assentou à direita de Deus. Agora exerce a sua
total autoridade e poder.
Essa realidade é fonte de consolo para os cristãos que sofrem, pois aquele que padeceu sob
o poder de Pilatos agora reina para sempre, pois é o “rei dos reis”. Toda a autoridade lhe foi dada
e todo poder está em suas mãos, para exercer o juízo e a justiça sobre todos os que se
rebelaram contra a santa vontade de Deus, o Pai e para salvar todos os arrependidos de seus
próprios pecados.

IV. PELO QUE ELE VAI REALIZAR.

 Estabelecerá o seu reino e reinará para sempre.


O mundo sem a orientação de Deus não consegue reger a si mesmo com sabedoria.
Emergimos de duas guerras mundiais. Pecado, contradição e vergonha são uma constante na
experiência da humanidade. O mundo está contra Cristo, todavia os cristãos lhe servem com
alegria porque reconhecem a sua divindade e poder.

V. PELO QUE ELE FEZ POR MIM.

a) Salvo da perdição.
Antes de conhecer a Cristo cada cristão vivia como filho da ira, infringindo as leis de Deus e
sendo desprezível em seu procedimento perante a santidade de Deus.
Mas Cristo veio e alterou toda essa situação dando-nos o perdão de Deus e reconciliou-nos
com ele por meio de sua morte sacrificial substitutiva na cruz. Por ele fomos feitos filhos adotivos
de Deus e tudo foi feito novo.

b) Ele me deu a nova vida.


A vida que veio de seu perdão é a vida de esperança, por me torna diferente e muda tudo. Ele
tornou essa vida suportável e sustentável.

c) Ele morreu por meus pecados e me reconciliou com Deus.


Romanos 5.10 e 8.1,35 são claros e definitivos quanto ao fato de que a salvação é eterna
porque o amor de Deus por nós é eterno. A Cristo toda a glória; sempre e para sempre! Amém.

Aplicações:
1. Nosso crescimento assim como toda a nossa vida é para a glória de Deus.

2. Todos têm de responder o que farão de Cristo na sua vida. A Bíblia nos chama a nos
arrependermos de nossos pecados e recebermos pela fé o sacrifício que ofereceu por nós na
cruz. Isso pode ser feito agora (João 1.12; Romanos 10.9,10.

3. Nossa relação com Deus é pessoal, a glória que se deve ao seu nome também.

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