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Prezados,

Apresento o documento “Contestação Arquivamento pela PGR da NULIDADE


da Reforma Trabalhista”, https://pt.scribd.com/document/394364970/Contestacao-
Arquivamento-Pela-PGR-Da-NULIDADE-Da-Reforma-Trabalhista , onde estamos
contestando a manifestação efetuada pela Procuradora-Geral da República, Raquel Elias
Ferreira Dodge, de arquivar solicitação de que envidasse esforços no sentido de
provocar o Supremo Tribunal Federal a DECLARAR a NULIDADE da “Reforma
Trabalhista” em função de “vício formal no processo legislativo”, uma vez que, acordo
entre a Presidência da República e o Senado Federal, sem participação da Câmara de
Deputados Federais, não pode, e nem deve, ser reconhecido como “acordos e
compromissos firmados no âmbito do Congresso Nacional”, uma vez que, o Congresso
Nacional tem como Parte o Senado Federal e a Câmara de Deputados Federais.
Logo, apenas e tão somente, se a Câmara de Deputados Federais tivesse, no
mínimo, avaliado, e votado, a MP808/2017 – Medida Provisória, poderíamos aceitar a
tese de que ocorreram “acordos e compromissos firmados no âmbito do Congresso
Nacional”.

Atenciosamente,
Plínio Marcos
Gmail - Sala de Atendimento ao Cidadão - MPF 20180127761 https://mail.google.com/mail/u/0?ik=3a6f17a4aa&view=pt&search=a...

Plinio Marcos Moreira da Rocha <pliniomarcosmr@gmail.com>

Sala de Atendimento ao Cidadão - MPF 20180127761


Plinio Marcos Moreira da Rocha <pliniomarcosmr@gmail.com> 26 de novembro de 2018 14:31
Para: Plinio Marcos Moreira da Rocha <pliniomarcos@pliniomarcosmr.com.br>

---------- Forwarded message ---------


From: MPF Sistema Cidadão <manifestacao-noreply@mpf.mp.br>
Date: seg, 26 de nov de 2018 às 14:30
Subject: Sala de Atendimento ao Cidadão - MPF 20180127761
To: <pliniomarcosmr@gmail.com>

Ilmo(a) Sr.(a),
Sua manifestação foi cadastrada com sucesso!

Número da manifestação: 20180127761

Chave de Consulta: 7752c719291a7b13b3833633a875a5cc

Data da manifestação: 26/11/2018

Descrição:
Prezados , Esta REPRESENTAÇÃO, em essência, é uma tentativa de exercer em plenitude a prerrogativa Constitucional da AMPLA
DEFESA e do Contraditório, a necessária FUNDAMENTAÇÃO, a avaliação de ADMISSIBILIDADE, de proposta feita à Procuradoria
Geral da República.

Tal, prende-se à decisão de "arquivamento", pela Excelentíssima Procuradora-Geral da República, Sra. Raquel Elias Ferreira Dodge,
pessoalmente, ou por um de seus Prepostos, do tombo " PGR-00316120/2017", efetuada através da Decisão No 631/2018
SFConst/PGR, onde consta: Ao contrário do que alega o interessado, tem-se que o teor dos acordos e compromissos firmados no
ÂMBITO DO CONGRESSO NACIONAL no curso do processo legislativo, típicos da atividade parlamentar, não geram
inconstitucionalidade formal da norma decorrente. *** Considerando que as questões já estão submetidas ao STF, arquive-se a
representação, com comunicação ao interessado.

Talvez, por ter sido feita uma "despreocupada" e/ou "desinteressada" leitura da proposta formalmente encaminhada, tenha "decidido"
pelo seu arquivamento, e por isso, não atentou, para os aspectos, que lhe dizem Respeito:
1. A questão não deve ter seu Mérito DECIDIDO, mas, apenas e tão somente, deve ter DECIDIDA sua AVALIAÇÃO quanto a sua
ADMISSIBILIDADE (Art. 5º, XXXV), uma vez que, a Constituição Federal DETERMINA: Art. 2º São Poderes da União, independentes e
harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Art. 5º, XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou
ameaça a direito; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LXXIII - qualquer cidadão
é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de
custas judiciais e do ônus da sucumbência; LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania. § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 2º Os
direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente,
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis. Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: § 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o
disposto no 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os
seguintes princípios: IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob
pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes,
em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; ATO

1 de 2 26/11/2018 17:29
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DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Art. 11. Cada Assembléia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará a
Constituição do Estado, no prazo de um ano, contado da promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta.
Parágrafo único. Promulgada a Constituição do Estado, caberá à Câmara Municipal, no prazo de seis meses, votar a Lei Orgânica
respectiva, em dois turnos de discussão e votação, respeitado o disposto na Constituição Federal e na Constituição Estadual.

2. O Ministério Público Federal em seu site oficial, especifica como sua: MISSÃO DO MPF: Promover a realização da Justiça, a bem da
sociedade e em defesa do estado democrático de direito. VISÃO do MPF: Até 2020, ser reconhecido, nacional e internacionalmente, pela
excelência na promoção da justiça, da cidadania e no combate ao crime e à corrupção. VALORES do MPF: Autonomia institucional,
compromisso, transparência, ética, independência funcional, unidade, iniciativa e efetividade

Solicitação:
Tendo em vista o exposto acima, solicito que a Procuradoria-Geral da República, reveja a sua decisão de arquivamento, afinal, a questão
proposta, envolve: 1. Independência de Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). 2. Isonomia de Tratamento entre as Esferas de
Poder (Federal, Estadual e Municipal), quando obedecidos todos os princípios da Constituição Federal. 3. Princípio Constitucional
Federal QUE determina a Revisão Legislativa feita por uma Casa de Projeto de Lei aprovado por Uma Casa, que em SEU CERNE nos
apresenta a certeza da NECESSIDADE DE SEU APERFEIÇOAMENTO DURANTE O SEU TRÂMITE.
Afinal a Constituição DETERMINA através Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa SERÁ REVISTO PELA OUTRA, em um só
turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar. Parágrafo
único. Sendo o projeto EMENDADO, VOLTARÁ à Casa iniciadora.
Da mesma forma é inquestionável, e irrefutável, que o Congresso Nacional É COMPOSTO PELO Senado Federal E PELA Câmara de
Deputados Federais, o que nos permite, afirmar, sem medo de errar, que o “acordo efetuado pelo presidente da república e o senado
federal” NÃO PODE, E NEM DEVE, SER RECONHECIDO como uma dos acordos e compromissos firmados NO ÂMBITO do Congresso
Nacional, principalmente, quando o Presidente da Câmara de Deputados Federais declarou publicamente que não colocaria a MP808 em
votação por não reconhecer um Instrumento Jurídico LEGÍTIMO para alterar projeto de Lei “LEGITIMAMENTE” aprovada pelo Congresso
Nacional, quando então, deve-se destacar a manobra FEITA PELO MESMO de encaminhar à Comissão Mista, sem Presidente
Constituído, para avaliação no prazo de 10 (dez) dias com o risco de não colocá-la em votação. Devemos ressaltar a importância, e
relevância do trâmite no Senado Federal ter sido TODO conduzido pelo LÍDER do governo, romero jucá, com INSISTENTEMENTE
GARANTIU que TODAS as alterações solicitadas pelos Senadores seriam implementadas por Medida Provisório (MP808/2017), que em
seu item 9. das Exposições de Motivos consta:

"Disto isto, a presente proposta de Medida Provisória tem por objetivo o APRIMORAMENTO
de dispositivos pontuais, relacionados a aspectos discutidos durante a tramitação do PLC nº 38, de
2017, no Senado Federal. Se, por um lado, tais aspectos refletem o PROFUNDO PROCESSO de diálogo e análise realizado pelo
Senado Federal, por outro, esta Casa Legislativa observou a DESNECESSIDADE
de ALTERAÇÃO do projeto no momento de SUA TRAMITAÇÃO, o que implicaria atrasos desnecessários à eficácia deste importante
diploma legal. É neste sentido que, como CONSEQUENCIA DA ATUAÇÃO DO SENADO FEDERAL, e sem maiores atrasos,
aguardamos a entrada em eficácia da Lei nº 13.467, de 2017
em da data de 11 de novembro de 2017."
Obs.: Nos documentos anexos apresentamos as várias notícias divulgadas pelo Senado Federal, que corroboram a certeza de que a
condução do trâmite da “reforma trabalhista” no Senado Federal, pelo líder do governo, romero jucá, bom como a “carta de termer”,
tiveram peso incalculável para que 50 (cinqüenta) Senadores PREVARICASSEM, e ignorassem a Atribuição de Aperfeiçoar o Projeto de
Lei DURANTE o SEU TRÂMITE.

Demais informações serão encaminhadas para seu endereço de e-mail.

Para consultar o andamento da manifestação, favor acessar a página eletrônica do MPF, opção Sala de Atendimento ao Cidadão,
consultar andamento e inserir o número da manifestação e a chave de consulta fornecida acima.

Atenciosamente,

Sala de Atendimento ao Cidadão - Sistema Cidadão


Ministério Público Federal

Obs.: Não responda a este e-mail. Mensagens encaminhadas/respondidas para o endereço eletrônico do remetente serão
desconsideradas.

2 de 2 26/11/2018 17:29
Assinado com certificado digital por PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, em 16/11/2018 15:09. Para verificar a autenticidade acesse
PROCURADORIA-GERALDAREPÚBLICA
GABINETE DO PROCURADOR-GERAL DAREPÚBLICA

PGR-00215320/2018

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL


PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

No 631/2018 SFConst/PGR

REFERÊNCIA: PGR-00316120/2017 (Manifestação 20170067161)


PROCEDÊNCIA: Sala de Atendimento ao Cidadão
INTERESSADO: Plínio Marcos Moreira da Rocha
ASSUNTO: Inconstitucionalidade do processo legislativo que resultou a Lei
13.467/2017

http://www.transparencia.mpf.mp.br/validacaodocumento. Chave 69C7D765.531E27D4.BB59D1BD.2DD0EEF8


DECISÃO DE ARQUIVAMENTO

Trata-se de expediente originário da Sala de Atendimento ao Cidadão, sustentando


ter ocorrido vício formal no processo legislativo de que resultou aprovada a Lei 13.467/2017,
dita “Reforma Trabalhista”. Observa que o Presidente da República, por carta, comprometeu-
se a editar medida provisória incorporando alterações à Reforma Trabalhista defendidas pelos
Senadores. Afirma o interessado que a inconstitucionalidade que grava a referida norma é de
maior espectro do que a arguida pela Procuradoria-Geral da República na ADI 5.766, que
questiona tão somente a exigência do pagamento de honorários periciais e advocatícios aos
beneficiários da justiça gratuita.

O compromisso feito pela Presidência da República, lido em 28.6.2017 na


Comissão de Constituição e Justiça pelo líder do Governo, viabilizou a conclusão do
processo legislativo pela votação do Projeto de Lei pelo Plenário 11.7.2017. Conforme
noticiado no sítio eletrônico daquela Casa Legislativa, “o texto-base do projeto de Lei da
Câmara (PLC) 38/2017 foi aprovado por 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma
abstenção”.

Em 14.12.2017 o Poder Executivo editou a Medida Provisória 808,


modificando diversos pontos polêmicos da Reforma Trabalhista, norma que perdeu a
eficácia, contudo, em 24.4.2018, em razão da inação do Congresso Nacional.

Gabinete da Procuradora-Geral da República


Brasília/DF
Assinado com certificado digital por PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, em 16/11/2018 15:09. Para verificar a autenticidade acesse
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

Ao contrário do que alega o interessado, tem-se que o teor dos acordos e


compromissos firmados no âmbito do Congresso Nacional no curso do processo
legislativo, típicos da atividade parlamentar, não geram inconstitucionalidade formal da
norma decorrente.

Acrescente-se, por fim, que o texto originário da Reforma Trabalhista está


sendo exaustivamente questionado perante o Supremo Tribunal Federal em diversas ações
diretas de inconstitucionalidade, ajuizadas por distintos legitimados, nas quais se discutirá
(i) o fim da contribuição sindical obrigatória; (ii) a possibilidade da celebração do
contrato de trabalho intermitente; (iii) a criação de valor máximo para as indenizações por
dano extrapatrimonial; (iv) a correção do depósito recursal com base nos índices da

http://www.transparencia.mpf.mp.br/validacaodocumento. Chave 69C7D765.531E27D4.BB59D1BD.2DD0EEF8


poupança; (v) a instituição da representação dos empregados na empresa; (vi) a
prevalência do negociado sobre o legislado.

Considerando que as questões já estão submetidas ao STF, arquive-se a


representação, com comunicação ao interessado.

Brasília (DF), 13 de novembro de 2018.

Raquel Elias Ferreira Dodge


Procuradora-Geral da República
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