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AUGUSTINHO PALUDO

Administração
Pública
6a edição revista e atualizada
SÉRIE PROVAS
& CONCURSOS
Questões

21.1. CONCEITOS GERAIS E PROCESSO ADMINISTRATIVO

Conceitos Gerais

Comentada 1. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. Pode-se afirmar que Gestão é a arte de
planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar assuntos de interesse coletivo por
meio da mobilização de estruturas e recursos do Estado. Em relação ao assunto, a Gestão
pode ser compreendida em três níveis. São eles:
A) Gestão Administrativa, Gestão da Produção e Gestão Operacional.
B) Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira e Gestão Orçamentária.
C) Gestão Estratégica, Gestão Tática e Gestão Operacional.
D) Gestão Tática, Gestão Administrativa e Gestão de Recursos Humanos.
E) Gestão Fiscal, Gestão Estratégica e Gestão Jurídica.

Comentada 2. FCC – Auditor – MP – Paraíba/2015. Sobre os conceitos de eficiência, eficácia e efe-


tividade, é correto afirmar:
A) A eficiência limita-se à avaliação dos recursos empregados, assegurando que eles sejam
mínimos.
B) A eficácia refere-se à avaliação dos impactos de curto prazo.
C) A efetividade compreende a avaliação da implementação das políticas públicas.
D) A relação entre os resultados, os impactos e os recursos empregados para alcançá-los
diz respeito à eficiência.
E) As metas e objetivos estão relacionadas à eficácia.

3. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Acerca da avaliação e mensuração do de-


sempenho governamental, correlacione e assinale a opção que contenha a sequência. (1)
Efetividade (2) Eficácia (3) Eficiência.
( ) Corresponde ao resultado de um processo, que compreende a orientação metodológica
adotada e a atuação estabelecida na consecução de objetivos e metas, em um tempo
determinado, e considera o plano, programa ou projeto originalmente composto.
Questões   3

( ) Demonstra se os impactos gerados pelos produtos ou serviços prestados pelas orga-


nizações atendem às necessidades e expectativas da sociedade.
( ) Envolve a comparação das necessidades de atuação com as diretrizes e os objetivos
propostos e com o instrumental disponibilizado. É alcançada por meio de procedimentos
adotados no desenvolvimento de uma ação ou na resolução de um problema e tem em
perspectiva o objeto focalizado e os objetivos a serem atingidos.
A) 2, 1, 3
B) 3, 1, 2
C) 1, 3, 2
D) 1, 2, 3
E) 2, 3, 1

4. CONSULPLAN – Administrador – CEFET – RJ/2014. A eficiência é um fator inerente e de suma


importância para o desenvolvimento das funções administrativas. A eficiência refere-se ao
processo, isto é, à utilização dos recursos por parte da organização de maneira econômica
e sem desperdícios.

5. FGV – Administrador – CARUARU/2015. Acerca dos indicadores: Eficácia é um conceito que


implica no alcance dos objetivos independentemente dos custos envolvidos.

6. CESPE – Auditor – TCDF/2014. Acerca de Indicadores. Ao analisar um indicador de eficiên-


cia, um consultor poderá verificar de imediato o impacto que o produto/processo causa na
organização.

7. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. É consenso que a atuação da Administração pública deve
estar pautada pela busca do atendimento das necessidades e das expectativas da sociedade
pelos serviços prestados. Quando o impacto final das ações da Administração atinge tal
escopo, é correto dizer que seu desempenho corresponde ao grau de efetividade.

8. AugustinhoPaludo/2016. Economicidade é a minimização dos custos dos recursos utilizados


na execução das ações, sem comprometer os padrões de qualidade. Demonstra a capacidade
de gerir adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição.

9. CESPE – Analista – MMA/2014. Com base em temas importantes para a administração, julgue
o item. Segundo o GesPública, se os serviços públicos são fornecidos com mais qualidade e
maior possibilidade de acesso, a dimensão “resultados” será observada pela economicidade
medida por esses elementos de desempenho.

10. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. Acerca dos indicadores de eficiência e


eficácia: Eficácia é um conceito que implica no alcance dos objetivos independentemente
dos custos envolvidos.

11. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Eficácia, definida como grau de alcance das metas programadas
em determinado período de tempo, é uma das dimensões aferidas por meio dos indicadores
de desempenho.

12. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. Considere que a implementação de uma ação governa-
mental foi concluída no prazo estabelecido, com custos reduzidos e de acordo com o escopo
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idealizado, porém não foi considerada pela sociedade como promotora dos benefícios es-
perados. Essa ação foi
A) eficaz, porém não eficiente.
B) eficiente, porém não efetiva.
C) efetiva, porém não eficaz.
D) efetiva, porém não eficiente.
E) econômica, porém não eficiente.

13. FGV – Assistente Administrativo – Defensoria – MT/2015. Em relação às distinções entre


eficiência e eficácia: Ser eficiente é entregar o que é pedido dentro do prazo solicitado; Ser
eficaz é entregar, mesmo fora do prazo estipulado, o que foi pedido.

Processo Administrativo

Comentada 14. FGV – Administrador – Defensoria – MT/2015. Conforme aceitas hoje, as funções do
processo administrativo são: Planejamento, organização, direção e controle.

15. AOCP – Administrador – Uberlândia/2015. A função administrativa que define objetivos e


decide sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente é o pla-
nejamento.

16. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. A respeito de planejamento. Planejamento é o


processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os objetivos a serem atingidos
por uma organização.

17. FCC – Analista Administrativo – TRE – Amapá/2015. As características do planejamento


tático são: indica a participação de cada unidade no planejamento global, seu horizonte
temporal é de médio prazo, e é definido por cada unidade organizacional como contribuição
ao planejamento estratégico.

18. AOCP – Analista Administrativo – UF – PEL/2015. Representa ênfase para que o planejamento
seja caracterizado como estratégico: Ênfase no aspecto de longo prazo dos objetivos e na
análise global do cenário.

19. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Em uma organização o planejamento ocorre em


três níveis: estratégico, tático e operacional. O planejamento tático concentra-se em um
nível médio de decisão e é caracterizado como um plano de longo prazo.

20. CESPE – Administrador – FUB/2015. A respeito do planejamento. Uma organização que esteja
definindo os objetivos para suas áreas funcionais – recursos humanos, finanças, marketing,
tecnologia – está elaborando seu planejamento operacional.

21. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do processo administrativo. Estabelecer atri-


buições e responsabilidades entre unidades organizacionais e definir a estrutura com base
no tipo de departamentalização e no tipo de organograma mais adequado para enfrentar os
desafios já identificados são atividades que ocorrem no processo de direção.
Questões   5

22. FGV – Assistente Administrativo – Defensoria – MT/2015. Em relação aos processos admi-
nistrativos nas organizações, Organizar significa distribuir tarefas.

23. CONSULPLAN – Administrador – Alagoas/2014. Os administradores podem ser classifi-


cados pelo nível que ocupam na organização. O nível ___________ é o mais elevado da
hierarquia organizacional e é composto pelos administradores de topo; o nível __________
representa um intermédio da estrutura organizacional; o nível _____________ é o mais
baixo da hierarquia da organização, e é constituído pelos administradores de primeira linha.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
A) produção / marketing / finanças
B) estratégico / tático / operacional
C) financeiro / Chief Executive Officer (CEO) / fiscal
D) staff / gerencial / departamento
E) gerencial / burocrático / prático

24. CONSULPLAN – Administrador – Porto Velho/2014. A administração tem por finalidade


interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação. Em relação
à função administrativa de direção, é correto afirmar que visa a execução e manutenção das
rotinas da organização e envolve uma maior interação humana que nas demais funções da
administração.

25. FGV – Administrador – AL – MT/2014. Os estilos de liderança dos gestores, que são usados
para motivar as pessoas a atingirem os objetivos propostos, estão baseados no princípio
de administração denominado direção.

26. CESPE – Administrador – UNIPAMPA/2013. Uma das funções do processo administrativo é


o controle, cuja finalidade é o redirecionamento de ações quando o desempenho desvia dos
padrões previamente estabelecidos.

27. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. O processo de controle pode ser definido em
alto nível com uma sequência de quatro atividades: estabelecer padrões de desempenho
(indicadores de desempenho), medir o desempenho, comparar o desempenho com os pa-
drões para determinar desvios e adotar medidas corretivas para ajustar o desempenho ao
padrão esperado.

28. FCC – Técnico – CNMP/2015. O processo administrativo é composto por funções específicas.
Sobre controle, é correto afirmar: um dos primeiros passos é estabelecer previamente os
objetivos ou padrões que se deseja alcançar e manter.

29. FGV – Agente – TC – BA/2014. A função da Administração de Planejamento evoluiu muito nas
últimas décadas. Em relação a essa função, assinale a afirmativa incorreta.
A) Permite avaliar e diagnosticar situações atuais, estabelecer objetivos e metas a serem
alcançados e traçar estratégias para se alcançar esses resultados.
B) As empresas só conseguem consolidar sua função de organização se a função planeja-
mento identificou para onde a empresa quer ir.
C) Os três níveis principais de planejamento das empresas são o estratégico, o tático e o
operacional.
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D) Os planejamentos mercadológico, financeiro e da produção de uma empresa se inserem


basicamente no nível operacional.
E) Os executivos de uma empresa só conseguem exercer a função de direção se foi previa-
mente estabelecido com clareza o que a empresa quer alcançar e como estão organizados
os seus recursos financeiros, humanos, materiais etc.

30. FCC – Técnico – CNMP/2015. O processo administrativo é composto por quatro funções
específicas: planejamento, organização, direção e controle. Sobre controle, considere: é o
processo pelo qual são fornecidas informações de retroação para manter as funções dentro
de suas respectivas trilhas.

21.2. ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO ESTADO, GOVERNO, ADMINISTRAÇÃO

Estado e Governo

1. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. A respeito da organização político-administrativa.


A União, os Estados, o Distrito Federal-DF e os Municípios compõem a organização político-
-administrativa da República Federativa do Brasil.

2. FGV – Auditor Fiscal – Cuiabá/2014. Sobre a organização político-administrativa do Estado


brasileiro, analise: O Estado brasileiro divide-se em entes federativos de três diferentes
níveis organizados hierarquicamente.

Comentada 3. FGV – Contador SEDUC – AM/2014. Sobre a organização político-administrativa da


República Federativa do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) Compete aos Estados assegurar a defesa nacional.
B) É permitido à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções
entre brasileiros.
C) São bens da União os recursos minerais, exceto os do subsolo.
D) Incluem-se entre os bens dos Estados todas as terras devolutas.
E) Compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos,
nos termos da Constituição.

4. CESPE – Contador – PF/2014. No que se refere aos princípios fundamentais e à organização


do Estado brasileiro. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos
estados, municípios e Distrito Federal, adota a federação como forma de Estado.

5. CESPE – Auditor – FUB/2015. No que diz respeito a organização do Estado. O Brasil adota a
forma de Estado unitário puro, em que as competências estatais são exercidas de maneira
centralizada pela unidade que concentra o poder político.

6. CESPE – Contador – PF/2014. No que se refere aos princípios fundamentais e à organização


do Estado brasileiro. O estabelecimento pela CF de que todo o poder emana do povo, que
o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos seus termos, evidencia a
adoção da democracia semidireta ou participativa.
Questões   7

7. CESPE – AGU/2015. No que se refere ao Estado federal, à Federação brasileira e à intervenção


federal. Entre as características do Estado federal, inclui-se a possibilidade de formação
de novos Estados-membros e de modificação dos já existentes conforme as regras estabe-
lecidas na CF.

8. FCC – ACE – TCPI/2014. A Constituição Federal, ao regular a organização político-adminis-


trativa do Brasil, determina que o Distrito Federal é a Capital Federal, sendo vedada sua
divisão em Municípios.

Comentada 9. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca da organização político-admi-


nistrativa do Estado Federal brasileiro. A autonomia dos Estados-membros caracteriza-se
pela sua capacidade de auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração,
ao passo que a soberania da União manifesta-se em todos esses elementos e, ainda, no que
concerne à personalidade internacional.

10. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito da organização político-adminis-


trativa do Estado, é correto afirmar que os Territórios Federais integram o Estado dentro
do qual está inserido, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado
de origem serão reguladas em lei ordinária.

11. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca de Estado, governo e administração pública.


A autonomia do Distrito Federal e sua organização político-administrativa têm limitações
constitucionais.

12. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito das noções de Estado, governo e admi-
nistração pública. Povo, território e governo compõem os três elementos constitutivos do
conceito de Estado.

13. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. O Estado é pessoa jurídica territorial sobera-
na formada por três elementos indissociáveis e indispensáveis para a noção de um Estado
independente. Assinale a opção que contenha os três elementos essenciais para a existência
do Estado.
A) Povo, Carta Constitucional e Território.
B) Território, Povo e Governo.
C) Autonomia, Governo e Povo.
D) Carta Constitucional, Povo e Governo.
E) Autonomia, Povo e Território.

14. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao sistema político brasileiro e às re-
lações entre Estado, governo e administração pública. O Brasil é uma república federativa
presidencialista, uma vez que o seu chefe de Estado e de governo, o presidente da República,
é eleito democraticamente e por tempo limitado.

15. FCC – AFCE – TCE – PI/2014. O art. 1.º da Constituição Federal, ao afirmar que “a (I) República
(II) Federativa do Brasil (...) constitui-se em (III) Estado Democrático de Direito”, definiu,
respectivamente, os seguintes aspectos do Estado brasileiro:
A) sistema político, forma de Estado e forma de governo.
B) forma de governo, sistema político e sistema jurídico.
C) sistema político, forma de Estado e sistema jurídico.
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D) forma de governo, forma de Estado e regime de governo.


E) forma de governo, sistema jurídico e sistema político.

16. VUNESP – Polícia Civil – SP/2014. A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em um Estado
democrático de Direito.

17. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca da organização do Estado. A orga-


nização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende os entes da
Federação, que possuem a tríplice capacidade da autonomia: auto-organização, autogoverno
e autoadministração.

18. CESPE – Analista – MP – PI/2012. Sobre Estado e Governo. A democracia representativa é


exercida pelo povo, individual ou coletivamente, a partir dos instrumentos constitucionais
que possibilitam interferir diretamente nas decisões políticas do Estado.

Comentada 19. CESPE – AuditorFiscal – ES/2008.A União é entidade federativa autônoma em relação
aos Estados-membros e municípios, e cabe a ela exercer as prerrogativas de soberania do Es-
tado brasileiro ao representar a República Federativa do Brasil nas relações internacionais.

20. CESPE – Auditor – FUB/2015. No que diz respeito a organização do Estado, Governo e Ad-
ministração. As autarquias territoriais não detêm autonomia política.

21. CESPE – Analista Administrador – MS/2013. Com a promulgação da Emenda Constitucional


n.º 73/2013, são considerados Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o
Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Tribunal de Contas.

22. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Os conceitos de governo e administração não


se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que
o segundo, a uma atividade eminentemente técnica.

23. FCC – Esp. Adm – MP-SE/2009. O Estado do Bem-Estar Social, também denominado Welfare
State, caracteriza-se pela intervenção direta no domínio econômico, com vistas à produção
de bens e serviços à população.

24. CESPE – Economista – ENAP/2015. Acerca da teoria do bem-estar social e dos princípios
de pareto. O PIB, medida útil do nível global da atividade econômica de uma nação, embora
apresente como limitação o fato de não avaliar a produção que está fora dos mercados, tem
a vantagem de ser caracterizado como uma medida de bem-estar e lazer.

Administração Pública

25. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito das noções de Estado, governo e admi-
nistração pública. Administração pública, em sentido amplo, abrange o exercício da função
política e da função administrativa, estando ambas as atividades subordinadas à lei.
Questões   9

26. FCC – Analista Administrativo – TER-SP/2012. Em seu sentido subjetivo, a administração


pública pode ser definida como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas ao qual a Lei
atribui o exercício da função administrativa do Estado.

Comentada 27. FGV – Analista Direito – TJAM/2014. Com relação ao sentido da expressão Adminis-
tração Pública, analise as afirmativas a seguir.
I. Administração Pública, em sentido formal, relaciona-se à pessoa que executa ativi-
dades da administração.
II. Administração Pública, em sentido material, relaciona-se à atividade administrativa
desempenhada pelo Estado.
III. Administração Pública, em sentido subjetivo, relaciona-se às pessoas jurídicas que
executam a Administração Pública em sentido objetivo, às atividades de execução
desempenhadas pelo Estado.
Assinale:
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente as afirmativas II e a III estiverem corretas.
C) se somente as afirmativas I e a III estiverem corretas.
D) se somente a afirmativa III estiver correta.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

28. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. Em sua versão moderna, o Estado contém
um conjunto de organismos de decisão e de execução. O conjunto desses organismos que
executam as funções do Estado é denominado Administração Pública.

29. FCC – Analista Jud./Adm. – TJPE/2012. Dentre as características da Administração Pública,


é correto afirmar que esta
A) tem amplo poder de decisão, mesmo fora da área de suas atribuições, e com faculdade
de opção política sobre qualquer matéria objeto da apreciação.
B) não pode ser considerada uma atividade neutra, normalmente vinculada à lei ou à norma
técnica, mas sim atividade política e discricionária.
C) comanda os administrados com responsabilidade constitucional e política, mas sem
responsabilidade profissional pela execução.
D) é dotada de conduta independente, motivo pelo qual não tem cabimento uma conduta de
natureza hierarquizada.
E) não pratica atos de governo; mas pratica tão somente atos de execução, com maior ou
menor autonomia funcional, segundo a competência do órgão e de seus agentes.

30. CEPERJ – Analista Planej./Gestão – SEPLAG-RJ/2013. Os fins da administração pública


resumem-se ao objetivo de garantir o bem comum da coletividade administrada.

Comentada 31. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. No que se refere ao regime jurídico-administrativo


e aos princípios da administração pública. O regime jurídico-administrativo brasileiro está
fundamentado em dois princípios dos quais todos os demais decorrem, a saber: o princípio
da supremacia do interesse público sobre o privado e o princípio da indisponibilidade do
interesse público.

32. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca do regime jurídico administrativo. O
princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é um dos pilares
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do regime jurídico administrativo e autoriza a administração pública a impor, mesmo sem


previsão no ordenamento jurídico, restrições aos direitos dos particulares em caso de
conflito com os interesses de toda a coletividade.

33. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Na administração pública, a gestão deve priorizar a ob-
servância dos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade
em detrimento dos princípios da eficiência e da eficácia.

34. CESPE – Assistente Adm. – FUB/2015. Acerca dos princípios. Na hierarquia dos princípios
da administração pública, o mais importante é o princípio da legalidade, o primeiro a ser
citado na CF.

35. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre o princípio da eficiência na Consti-


tuição Federal do Brasil, é correto afirmar que a eficiência é o princípio constitucional que
não necessita ser harmonizado com os demais, podendo recorrentemente se sobrepor ao
princípio da legalidade na medida em que os fins justificam os meios.

36. FCC – Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015. Sabe-se que a Administração pública


sujeita-se a princípios gerais que informam sua atuação, bem como à licitação para a con-
tratação de aquisições de bens e serviços, obrigação que também é orientada por princípios
específicos. A relação entre esses princípios é de
A) exclusão, na medida em que os princípios gerais cedem lugar à aplicação de princípios
específicos quando se trata de licitação de obras e serviços.
B) subsidiariedade, pois primeiro são aplicáveis os princípios gerais e somente diante de
lacunas é que são invocados os princípios específicos do regime de licitações.
C) hierarquia, visto que alguns princípios estão acima de outros, tal como o princípio da
eficiência é superior ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório.
D) complementaridade, visto que o caso concreto pode ensejar a aplicação de um ou mais
desses princípios, inexistindo relação de hierarquia ou preferência.
E) solidariedade, tendo em vista que todos os princípios, gerais ou específicos, podem ser
aplicados em conjunto, submetendo-se, em nível de hierarquia, ao princípio da legalidade.

37. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Assinale a opção em que consta princípio da
Administração Pública que não é previsto expressamente na Constituição Federal.
A) Publicidade.
B) Eficiência.
C) Proporcionalidade.
D) Legalidade.
E) Moralidade.

38. FGV – Assistente Adm. – Defensoria – MT/2015. A respeito dos princípios da Administração
Pública. O princípio da impessoalidade significa que qualquer atividade da gestão pública
deve ser dirigida a todos os cidadãos.

39. CESPE – Assistente Adm. – FUB/2015. Acerca dos princípios. De acordo com o princípio da
moralidade, os agentes públicos devem atuar de forma neutra, sendo proibida a atuação
pautada pela promoção pessoal.
Questões   11

40. FCC – ACE – TC-CE. O princípio da eficiência constante da Constituição da República possui
conteúdo variável, relacionado com a finalidade da atuação da Administração pública, de
modo que
A) não se aplica aos entes da Administração pública indireta, tendo em vista a submissão a
regime jurídico de direito privado, que está adstrito a persecução de lucro.
B) tem lugar sempre que a observância das disposições normativas expressas constitua em
cronograma de atuação mais longo, pois permite excepcioná-las, na busca por melhores
resultados econômicos.
C) sempre que a Administração pública tiver que optar entre duas soluções para a mesma
problemática, decidirá por aquela que represente auferição de maior lucratividade.
D) somente se aplica às empresas estatais que não sejam prestadoras de serviço público,
posto que a finalidade lucrativa, diretriz principal daquele princípio, é inerente à atuação
das exploradoras de atividade econômica.
E) nem sempre significa o direcionamento da ação estatal a juízos puramente econômicos,
recomendando a utilização mais satisfatória dos recursos públicos caso a caso.

Comentada 41. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. A respeito de organização administrativa, analise:


a definição dos órgãos, entes e pessoas que compõem o aparelho administrativo estatal
decorre do estudo da organização administrativa do Estado.

42. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca da organização político-administrativa da


administração pública. O presidente da República pode dispor, mediante decreto autônomo,
acerca da organização e do funcionamento da administração federal, vedados o aumento de
despesa e a criação ou extinção de órgãos públicos.

43. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Entre as competências privativas do Presidente da


República, encontram-se a seguinte: dispor, mediante decreto, sobre organização e fun-
cionamento da Administração federal, ainda que implique aumento de despesa ou criação
de órgãos públicos; e editar medidas provisórias com força de lei.

44. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. Compete ao ministro de Estado exercer a orien-
tação, a coordenação e a supervisão dos órgãos e das entidades da administração federal e
estadual concernentes à sua área de competência.

45. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Acerca da organização da administração


pública. A competência é renunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi
atribuída como própria, salvo nos casos de delegação ou avocação.

46. FCC – ACE – TCPI/2014. O ordenamento jurídico pátrio agasalha regimes jurídicos de natureza
distinta. A Administração pública pode submeter-se a regime jurídico de direito privado ou a
regime jurídico de direito público, conforme disposto pela Constituição Federal ou pela lei.

47. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. No tocante às pessoas jurídicas, é correto afirmar
que A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as autarquias e as associações
públicas são pessoas jurídicas de direito público interno.

48. CESPE – Assistente Administração – FUB/2015. No que diz respeito à estrutura da admi-
nistração pública federal. As secretarias, dentro da administração direta, executam suas
tarefas de forma centralizada.
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49. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Acerca da administração direta e indireta. Os órgãos
públicos não têm personalidade jurídica e podem integrar tanto a estrutura da administração
direta como a da administração indireta.

Comentada 50. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. A partir da promulgação da CF/1988, o


processo de ampliação da chamada esfera pública foi consolidado por meio do entendimento
de que só com a sociedade mobilizada a democracia participativa pode avançar. O controle
do poder requer a organização da sociedade civil. Nesse contexto, existem as arenas de
participação e deliberação instituídas pelo Estado, como os Conselhos e Comissões. Os
Conselhos são organizações deliberativas constituídas, em cada instância do governo, com
caráter permanente e de composição paritária.

51. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Acerca dos Órgãos Públicos, assinale a opção
correta.
A) A teoria da representação é a tese atualmente adotada pela doutrina brasileira para
legitimar a atuação do agente público em nome da pessoa jurídica administrativa.
B) Órgão pode integrar a estrutura de uma pessoa jurídica da Administração Indireta.
C) Órgão público possui personalidade jurídica.
D) A criação de um órgão público exemplifica a prática de descentralização administrativa.
E) Não há possibilidade de hierarquia entre órgãos públicos.

52. FGV – Auditor – Recife/2014. Sobre administração pública: são entidades da Administração
Pública Indireta as empresas públicas e as agências reguladoras.

53. CESPE – Administrador – FUB/2015. A respeito da administração direta e indireta. Integram


a administração federal indireta, entre outras entidades, os serviços sociais autônomos e
as organizações sociais.

Comentada 54. FCC – Auditor – PI/2015. A respeito da Administração Indireta. Autarquias são pes-
soas jurídicas de direito público, que desempenham serviço público descentralizado, com
capacidade de autoadministração.

55. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. No âmbito federal, as autarquias são entes
da administração indireta dotados de personalidade jurídica própria e criados por lei para
executar atividades típicas da administração. Essas entidades sujeitam-se à supervisão
ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério correspondente.

56. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. A organização administrativa, quando constituída


por entes com personalidade jurídica própria como as autarquias, tem como característica
principal
A) a submissão de todas as decisões finais de mérito desse ente a recurso hierárquico, como
forma de expressão do poder de tutela do ente federado que o criou.
B) o controle político exercido pelo ente federado que cria o ente descentralizado, o que exige
submissão das decisões negociais à direção política daquela Administração, previamente
ou ad referendum.
C) a mitigação da incidência do regime jurídico de direito público, admitindo-se seja excep-
cionado o regime licitatório para as chamadas atividades meio, que não estão afetas à
finalidade institucional do ente.
Questões   13

D) disporem de autonomia administrativa, com base na lei que as cria, o que reduz as
chances de ingerência da Administração central no processo de tomada de decisão do
ente, restringindo o controle ao exame da atuação, que deve estar afeta às finalidades
institucionais.
E) a autoadministração com exercício de competências próprias, o que limita o poder de
controle do ente federado que as criou, com exceção da contratação de pessoal, cujo
concurso deve ser realizado na esfera da Administração direta.

57. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Relativo à evolução da administração pública. Agências re-
guladoras são autarquias especiais cuja principal função é controlar empresas públicas,
uma vez que regulam e fiscalizam a prestação de serviços por parte do governo.

58. CESPE – ACE – TCU/2015. As agências reguladoras constituem instrumento de intervenção


estatal direta no domínio econômico, uma vez que impõem comportamentos definidos pela
autoridade do Estado.

59. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Acerca de modelos e conceitos relacionados à administração


pública. A classificação de autarquias e fundações em agências executivas aprimora meca-
nismos de acompanhamento e avaliação dos resultados apresentados por essas instituições.

60. FCC – AFTE – PE/2014. A propósito das semelhanças e distinções entre as agências execu-
tivas e as agências reguladoras, é correto destacar que
A) as agências reguladoras devem exercer funções atinentes a um determinado setor indi-
cado por ocasião de sua instituição, para o qual devem apresentar especialização técnica.
B) as agências executivas são dotadas de discricionariedade técnica e poder normativo
referente a um determinado setor de mercado constante de contrato de gestão firmado
com a Administração pública.
C) ambas são criadas por meio de lei editada para essa específica finalidade, constituindo,
portanto, nova categoria de ente integrante da Administração indireta.
D) as agências reguladoras podem celebrar contrato de gestão com a Administração pú-
blica de modo a aumentar sua autonomia gerencial, negocial e contratual, afastando a
incidência da lei de licitações nos casos afetos a sua finalidade institucional.
E) as agências executivas podem qualificar qualquer órgão da Administração pública,
buscando, com fundamento no princípio da especialidade, editar normas primárias para
disciplinar determinado setor de mercado.

61. CESPE – Administrador – FUB/2015. A respeito da administração direta e indireta. As fun-


dações públicas de personalidade jurídica de direito público, na área federal, são entidades
da administração direta.

62. CESPE – Administrador – FUB/2015. A respeito da administração direta e indireta. As funda-


ções públicas, tanto as de direito público quanto as de direito privado, são necessariamente
criadas por lei, devendo estar o patrimônio delas vinculado a um fim específico.

63. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. No tocante às pessoas jurídicas, é correto afirmar
que começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou
aprovação do Poder Executivo.
14   Administração Pública I Augustinho Paludo

64. CESPE – Auditor – FUB/2015. No que diz respeito a administração pública. Tanto na empresa
pública, quanto na sociedade de economia mista, ha derrogação apenas parcial do regime
de direito público pelo regime de direito privado.

65. FGV – Auditor Fiscal – Cuiabá/2014. Considerando a disciplina constitucional a respeito


das empresas públicas: A exploração direta de atividade econômica pelo Estado somente
será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante
interesse coletivo.

66. FCC – ACE – TCPI/2014. Com objetivo de implementar políticas públicas e desenvolver ações
governamentais, os entes federados podem optar por criar entidades com personalidades
jurídicas próprias e deles distintas. É exemplo das referidas entidades a sociedade de eco-
nomia mista que
A) detém personalidade de direito privado e é criada por lei sob a forma de sociedade anô-
nima.
B) tem a criação autorizada por lei específica, o respectivo ato constitutivo arquivado no
registro próprio e personalidade de direito privado.
C) detém personalidade de direito privado, cuja criação é por lei autorizada, sob forma de
sociedade limita da, para exploração de atividade econômica.
D) detém personalidade de direito público, cuja criação é por lei autorizada quando explo-
radora de atividade econômica.
E) é dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei, sob a forma de so-
ciedade anônima.

67. FCC – Auditor – PI/2015. Considere a seguinte afirmação sobre Administração Indireta:
Sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico de direito público e têm
por objeto, exclusivamente, o exercício de atividade econômica em regime de competição
no mercado.

68. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. A respeito da organização administrativa do


Estado. O simples fato de o poder público passar a deter a maioria do capital social de uma
empresa privada a transforma em sociedade de economia mista, independentemente de
autorização legal.

69. FGV – Analista Projetos – CODEMIG/2015. Com base na definição no Brasil de empresa estatal
e suas características legais no âmbito federal estabelecidas pelo Decreto-lei n.º 200/1967,
é correto afirmar que uma sociedade de economia mista pode ter a maioria de seu capital
social na posse de investidores privados.

70. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Considere a seguinte situação hipotética: a União
Federal e mais três Estados da Federação celebraram consórcio público para a realização
de objetivos de interesse comum. No caso, o consórcio público constituiu uma associação
pública. Assim, nos termos da Lei n.º 11.107/2005, o aludido consórcio público tem perso-
nalidade jurídica de direito público e integra a Administração indireta de todos os entes da
Federação consorciados.

71. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. A Carta Magna, bem como as outras legis-
lações subsequentes, estabeleceram o caminho para maior cooperação entre os diversos
Questões   15

entes governamentais e resolução de problemas conjuntos. Assinale a alternativa que se


refere ao enunciado.
A) conselhos consultivos municipais
B) consórcios públicos
C) arranjos produtivos locais
D) comitês gestores intragovernamentais
E) empreendimentos solidários interfederativos

72. ESAF – AFRF/2014. Em se tratando dos Consórcios públicos. A lei que rege os consórcios
públicos prevê dois tipos de contratos a serem firmados pelos entes consorciados: o contrato
de rateio e o contrato de cooperação.

73. ESAF – AFRF/2014. Em se tratando do terceiro setor. O terceiro setor compreende as enti-
dades da sociedade civil de fins públicos e lucrativos coexistindo com o primeiro setor, que
é o Estado, e o segundo setor, que é o mercado.

74. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. Acerca das entidades paraestatais e do


terceiro setor. Entidades para estatais são pessoas jurídicas de direito público ou privado que
atuam ao lado do Estado, executando atividades de interesse público, porém não privativos
do ente estatal.

75. FGV – ACI – Pref. Recife/2014. As opções a seguir apresentam exemplos de Entidade Para-
estatal, à exceção de uma. Assinale-a.
A) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público
B) Organizações Sociais
C) Serviço Social da Indústria
D) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
E) Agência Nacional de Saúde Suplementar

76. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Uma das formas consagradas de parceria entre governo
e sociedade corresponde à atuação das denominadas Organizações Sociais, que podem ser
definidas como
A) entidades privadas, sem fins lucrativos, que recebem qualificação específica e delegação
do Poder público para desempenhar serviço público não exclusivo.
B) entidades da sociedade civil, organizadas sob a forma de associação, que celebram Termo
de Parceria com o setor público para execução de ações de interesse público.
C) entidades que passam a integrar a Administração Indireta, mediante ato de qualificação
vinculado ao cumprimento de indicadores de qualidade.
D) serviços sociais autônomos, voltados à implementação de ações sociais de interesse
público, parcialmente custeadas com contribuições de setores econômicos.
E) entidades paraestatais, sujeitas ao regime jurídico privado e aos princípios aplicáveis à
Administração pública, que recebem recursos públicos mediante convênios.

77. FGV – Administrador PGE – RO/2015. Atualmente, as relações prolongadas de parceria com
organizações sociais (OS) para a realização de atividades de interesse público nas áreas de
prestação de serviços sociais diretamente aos cidadãos, sendo que o contrato de gestão é o
instrumento contratual em que governo e OS negociam metas de desempenho e resultados
esperados.
16   Administração Pública I Augustinho Paludo

78. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. Acerca das entidades paraestatais e do


terceiro setor. Às organizações sociais é vedada a finalidade de lucro, devendo ser suas
atividades estatutárias dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tec-
nológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde.

79. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A Constituição Federal reserva um capítulo


para tratar da Administração Pública. Sobre a Administração Pública, é correto afirmar que
a autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração
direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato.

80. FGV – Analista Adm. – TJBA/2014. A Lei Federal n.º 9.790/99 instituiu as Organizações da
Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, na esfera federal de Governo. A lei propõe a
qualificação de pessoas jurídicas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público,
e institui e disciplina o Termo de Parceria, de maneira semelhante ao contrato de gestão
firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como Organização Social. A OSCIP
tem como finalidade:
A) gerir serviços públicos, por delegação do ente federativo;
B) prestar atividade social de interesse público, sem fins lucrativos, com a ajuda do poder
público;
C) prestar atividade social de interesse público, sem fins lucrativos, por delegação do ente
federativo;
D) gerir serviços públicos, sem fins lucrativos, com a ajuda do poder público;
E) prestar atividade social de interesse público, com a ajuda do poder público.

81. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Tendo em vista o preenchimento dos requisitos
descritos na Lei no 9.790/1999 (Lei das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público),
a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação
da OSCIP, deverá formular requerimento a determinado Ministério, instruído com cópias
autenticadas de alguns documentos. O referido Ministério e um dos documentos exigidos
pela citada lei são:
A) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e a demonstração do resultado do
exercício.
B) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o estatuto registrado em cartório.
C) Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a ata de eleição de sua atual diretoria.
D) Ministério da Justiça e a declaração de isenção do imposto de renda.
E) Ministério da Defesa e a inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes.

82. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. Têm crescido em número e importância as
relações do Estado com o denominado terceiro setor. As parcerias (sentido amplo) estão
sujeitas a instrumentos jurídicos distintos e a diferentes regimes jurídicos. Considerando
o regime jurídico aplicável às Organizações Sociais (OS) e as Organizações da Sociedade
Civil de Interesse Público (OSCIP), há de se considerar que: a relação do Poder Público com
as Organizações Sociais encontra disciplina no Contrato de Gestão, já a relação das OSCIPs
é instrumentalizada por meio de termo de parceria; ambas as relações têm por objeto o
fomento e o desempenho de serviços sociais não exclusivos do Estado.

83. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Tanto as Organizações Sociais como as Organiza-
ções das Sociedades Civis de Interesse Público são entidades privadas, sem fins lucrativos,
Questões   17

que recebem tal qualificação pelo Poder Público, uma vez preenchidos os requisitos legais.
Conhecendo as peculiaridades que distinguem as Organizações Sociais (OSs) das Organi-
zações das Sociedades Civis de Interesse Público (OSCIPs), é correto afirmar que: as OSs
recebem ou podem receber delegação para a gestão de serviço público, enquanto as OSCIPs
exercem atividade de natureza privada (serviços sociais não exclusivos do Estado), com a
ajuda do Estado;

84. CESPE – Contador – PF/2014. Configura desconcentração administrativa o ato de criação,


pela administração direta, de órgão público para a distribuição interna de determinada
atribuição.

Comentada 85. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Acerca dos conceitos ligados à organização admi-
nistrativa. Na desconcentração, há divisão de competências dentro da estrutura da entidade
pública com atribuição para desempenhar determinada função.

86. ESAF – Analista Adm. – MTUR/2014. Acerca da desconcentração. Ocorre a chamada des-
concentração no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, surge relação de hierarquia, de
subordinação entre os órgãos dela resultantes.

87. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. O Tribunal de Justiça de determinado Estado,


com escopo de melhor organizar sua estrutura e conferir maior eficiência às atividades
administrativas, procedeu ao chamado desmembramento orgânico. A doutrina de Direito
Administrativo denomina o processo eminentemente interno de substituição de um órgão
por dois com o objetivo de melhorar e acelerar a prestação do serviço de:
A) descentralização;
B) desconcentração;
C) delegação;
D) execução indireta;
E) execução fracionada.

88. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação à administração pública. A


descentralização, como princípio fundamental da administração pública federal, pressupõe
duas pessoas jurídicas distintas, o Estado e a entidade que executará o serviço.

89. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Suponha que o Estado pretenda aumentar a


prestação de serviços públicos na área da saúde com ampliação da rede e especialização do
corpo funcional, ou, noutro diapasão, mediante atuação conjunta com entidades filantrópicas.
Uma das formas possíveis para realizar tal mister seria mediante
A) delegação, com a criação de uma fundação.
B) descentralização, com a criação de uma autarquia.
C) descentralização, com a celebração de um contrato de gestão com entidade qualificada.
D) delegação, mediante concessão de serviço público a entidade sem fins lucrativos.
E) descentralização, com a criação de órgão especializado no âmbito da Administração
Direta.

90. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. A respeito da administração pública. A transferência,


mediante ato administrativo, da execução de determinado serviço público a uma autarquia
configura descentralização administrativa por outorga.
18   Administração Pública I Augustinho Paludo

91. ESAF – AFRF/2014. Considere que o Poder Público conserve a titularidade de determinado
serviço público a que tenha transferido a execução à pessoa jurídica de direito privado.
Nessa situação, a descentralização é denominada:
A) por colaboração.
B) funcional.
C) técnica.
D) geográfica.
E) por serviços.

Comentada 92. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Os conceitos de descentralização e desconcen-


tração englobam: descentralização por colaboração, quando, por meio de contrato ou ato
administrativo unilateral, se transfere a execução de determinado serviço público a pessoa
jurídica de direito privado.

93. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Determinada Secretaria de Estado transfere


um conjunto de competências administrativas específicas para outra pessoa jurídica, sem
o estabelecimento de contrato ou ato administrativo. Esse é caso de
A) descentralização por delegação.
B) descentralização territorial.
C) descentralização funcional.
D) desconcentração funcional.
E) desconcentração territorial.

21.3. 
CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A GESTÃO
PRIVADA

1. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. É corretamente adequada aos princípios, aos


objetivos e às características dos serviços públicos: a preocupação em satisfazer o cliente,
no setor privado, é baseada no interesse, enquanto, no setor público, essa preocupação tem
que ser alicerçada no dever.

Comentada 2. CONSULPLAN – Administrador – Londrina/2014. Com referência à Administração


Pública. Uma diferença entre a Administração Pública e a Privada é que enquanto na área
privada pode-se fazer tudo o que a lei não proíbe, na pública permite-se realizar somente
aquilo que a lei determina.

3. FGV – ACE – TC-BA/2014. Quanto às convergências e diferenças entre a gestão pública e a


gestão privada, analise as afirmativas a seguir, e assinale:
I. Somente na Administração Pública é possível encontrar receitas derivadas, pois na
Administração Privada têm se apenas receitas originárias que também são fontes de
recursos na Administração Pública.
II. O processo de tomada de decisão na Administração Pública é mais lento por envolver
também os aspectos político e jurídico para definição de suas políticas públicas prio-
ritárias e seus programas de ação diante da escassez de recursos orçamentários,
enquanto na Administração Privada as decisões são mais rápidas, flexíveis e com foco
na estratégia de mercado.
Questões   19

III. O “cliente”, mesmo com a adoção das novas tecnologias gerenciais na Administração
Pública, continuará a pagar pelos serviços colocados à sua disposição por força da
coletividade, mesmo que ele não faça uso de todos esses serviços, enquanto na Ad-
ministração Privada, o “cliente” somente paga pelos serviços que de fato utiliza.
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa II estiver correta.
C) se somente a afirmativa III estiver correta.
D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

4. ESAF – AFRF/2014. Diversas características inerentes à natureza pública diferenciam as


organizações da administração pública das organizações da iniciativa privada. É correto
apresentar como característica: as organizações privadas buscam o lucro financeiro e for-
mas de garantir a sustentabilidade do negócio. A administração pública busca gerar valor
para a sociedade e formas de garantir o desenvolvimento sustentável, sem perder de vista
a obrigação de utilizar os recursos de forma eficiente.

5. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Entre outros aspectos, a gestão pública diverge da gestão
privada porque, em sua totalidade, os princípios regentes daquela não são aplicáveis a esta.

6. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. A administração privada tem como característica


a flexibilidade organizacional que lhe permite uma rápida resposta às suas demandas.

Comentada 7. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Gestão pública e gestão privada apre-
sentam algumas convergências importantes, mas também diferenças significativas em de-
corrência da natureza e regime jurídico aplicável a cada qual. A respeito do tema, considere:
I. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são próprios da gestão privada,
aplicando-se à gestão pública apenas de forma subsidiária ao princípio do interesse
público.
II. O princípio da legalidade aplicável à gestão pública possui a mesma conotação do
aplicável à gestão privada, tendo, contudo, maior prevalência na gestão pública.
III. O cliente da iniciativa privada paga, apenas, pelos serviços que utiliza, enquanto o
cliente da Administração pública os financia através de tributos, mesmo sem usá-los.
Está correto o que consta APENAS em
A) III.
B) I e III.
C) II e III.
D) I e II.
E) I.

8. FCC – Analista Leg. Administrativo – PE/2014. A respeito das semelhanças e diferenças entre
gestão pública e gestão privada, considere: As ações que buscam qualidade no setor priva-
do, em geral, referem-se a metas de competitividade no sentido da obtenção, manutenção
e expansão de mercado; ao passo que no setor público, a meta é a busca da excelência no
atendimento a todos os cidadãos, ao menor custo possível.

9. FCC – Analista Administrativo – MP – AM/2013. Acerca das convergências e divergências entre


as organizações públicas e privadas: a administração direta tem como objetivo proporcionar
20   Administração Pública I Augustinho Paludo

o bem-estar à coletividade, enquanto a iniciativa privada tem como objetivo primordial o


lucro.

10. FGV – Analista Administrativo – TJAM/2013. Sobre administração pública. Apresenta uma
característica da gestão pública: as ações adotadas devem buscar o interesse coletivo e não
o individual.

11. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Sobre as convergências e diferenças entre a


Administração privada e pública, é correto afirmar que a legalidade, a impessoalidade e a
hierarquia são pilares principais tanto da Administração privada quanto da pública.

12. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre administração pública. Em consonância


com o princípio da legalidade, na gestão pública, em oposição à gestão privada, é lícito fazer
apenas o que se determina em lei.

13. FCC – Analista Administrativo – TRT11/2012. Um dos fatores que tornam o setor governa-
mental menos ágil do que o privado é que na gestão pública
A) aquilo que não está juridicamente proibido está juridicamente facultado.
B) todo comportamento moralmente reprovável está proibido.
C) a eficiência econômica é incompatível com o princípio da equidade.
D) tudo o que não está juridicamente determinado está juridicamente proibido.
E) a ênfase na avaliação do desempenho com base nos resultados prejudica a sua eficácia.

14. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Sobre as convergências e diferenças entre


a Administração privada e pública, é correto afirmar que Administração privada é caracte-
rizada por uma gestão gerencial, baseada no cumprimento de procedimentos e normas, o
que é semelhante à Administração pública.

15. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. Assinale a alternativa que descreve os fatores
que dificultam à Administração Pública atender as demandas sociais com eficiência, eficácia
e efetividade.
A) Ambiente integrado, competência de gestão, flexibilidade organizacional e disponibilidade
de recursos.
B) Estrutura organizacional adequada, alta capacitação do pessoal, sistema político favorável
e infraestrutura.
C) Disponibilidade de recursos, gestão equilibrada, transparência, participação social e
legislação favorável.
D) Descentralização política e administrativa, planejamento, controle, execução e avaliação.
E) Estrutura burocrática, centralização política e administrativa, rigidez organizacional,
baixa integração entre os atores públicos, legislação complexa, baixa capacitação de
pessoal e ambiente socioinstitucional.

16. FCC – Analista Administrativo – TRT16/2014. Considere os modelos de gestão. A descon-


tinuidade administrativa, os conflitos políticos, as limitações burocrático-administrativas
impostas pela legislação em vigor são exemplos de fatores condicionantes no modelo de
gestão pública.

17. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. As organizações públicas assemelham-se às


organizações privadas na medida em que também necessitam da aplicação dos processos
Questões   21

administrativos de planejamento, organização, direção e controle, porém diferenciam-se


na forma de aplicação.

18. CESPE – Analista Contábil – TRE-ES/2011. Segundo a teoria da administração pública, os


papéis e as capacidades não são prontamente transferíveis do setor privado para o setor
público porque a natureza das tarefas executadas é fundamentalmente diferente.

19. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Acerca das convergências e divergências


entre as organizações públicas e privadas: o “cliente” da Administração Pública paga pelos
serviços ofertados mesmo sem utilizá-los diretamente, através dos impostos, enquanto o
cliente da iniciativa privada apenas paga pelo que utiliza ou consome.

20. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Uma importante diferença entre a admi-
nistração pública e a administração privada é que as políticas que buscam “qualidade” no
setor privado, em geral, referem-se a metas de competitividade no sentido da obtenção,
manutenção e expansão de mercado; ao passo que no setor público, a meta é a busca da
excelência no atendimento a todos os cidadãos, ao menor custo possível.

Comentada 21. FCC – Analista Administrativo – TRT4/2011. Com relação às convergências entre a
gestão pública e a gestão privada. Deve-se gerir um órgão público como quem administra
uma empresa, isto é, buscando compatibilizar custos e resultados, atuar com os olhos no
cliente-consumidor e tomar decisões rápidas para aproveitar oportunidades de mercado.

22. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Uma importante diferença entre a administra-
ção pública e a administração privada é que a finalidade principal das atividades de caráter
privado é a sobrevivência em um ambiente de alta competitividade, enquanto os objetivos
da atividade pública é a geração de um excedente público a ser distribuído de forma demo-
crática entre os cidadãos.

23. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre a administração pública. Semelhantemente


à gestão privada, cabe à gestão pública a publicidade dos seus atos a fim de demonstrar
transparência de suas ações para a coletividade.

24. AOCP – Analista Administrativo- – UFJF/2015. Os princípios da governança pública não são
distintos dos aplicados na governança corporativa. No entanto, a diferença básica entre a
governança pública em relação à governança corporativa é que os gestores públicos têm
sob sua responsabilidade bens que pertencem à sociedade.

Comentada 25. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Os serviços públicos devem considerar os as-
pectos que diferenciam organizações públicas e privadas. A esse respeito, é correto afirmar
que equidade e tratamento de qualidade a todos pela administração pública afastam-se dos
critérios diferenciais de tratamento das empresas privadas.

21.4. MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


1. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Entre as características do modelo de gestão adminis-
trativa patrimonialista pode ser apontado, em uma análise crítica,
A) a excessiva ênfase no conceito de supremacia do interesse público sobre o privado,
colocando o administrado a serviço do Estado e não o contrário.
22   Administração Pública I Augustinho Paludo

B) a ausência de carreiras administrativas, bem assim de clara distinção entre patrimônio


público e privado.
C) o excesso de verticalização e padronização dos procedimentos.
D) a estrutura hierárquica inflexível, afastando a meritocracia e propiciando o abuso de
poder pela autoridade central.
E) o apego exagerado às regras, privilegiando a forma em detrimento do interesse do cidadão.

Comentada2. FGV – Administrador – Defensoria-RO/2015. As reformas administrativas no Brasil,


em grande medida, mostraram-se voltadas à eliminação do patrimonialismo. Em relação
ao patrimonialismo, é correto afirmar que: o quadro administrativo é formado por pessoas
com vínculo de fidelidade pessoal.

3. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Com relação às características descritas da


forma de administração. A Administração Patrimonialista é uma administração do Estado,
mas não é pública. Sobrevive nos regimes democráticos imperfeitos através do clientelismo.

4. CESPE – Auditor – TC-CE/2015. O modelo burocrático de gestão na Administração pública


tem como um dos traços que o diferenciam do modelo patrimonialista: criação de cargos
públicos na forma de prebendas, em substituição às anteriores sinecuras.

5. CESPE – Administrador Unipampa/2013. No modelo de administração pública patrimonia-


lista, os servidores públicos possuem status de nobreza real, e os cargos funcionam como
recompensas, o que contribui para a prática de nepotismo.

6. CESPE – Especialista Gestão – Telebras/2015. Quanto à administração pública. O modelo


burocrático, que conseguiu diminuir em grande parte a presença do patrimonialismo na
administração pública, está orientado para resultados e focado no cidadão.

Comentada 7. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. São características do modelo burocrático


de administração: hierarquia, legalidade, especialização e meritocracia.

8. FCC – ACE – TC-CE/2015. A Administração pública burocrática


A) caracteriza-se pelo controle rígido, exercido prioritariamente por indicadores de gestão.
B) baseia-se no princípio do mérito profissional e enfatiza a definição de metas para a atuação
dos servidores públicos e, consequentemente, a sua progressão na carreira.
C) baseia-se no princípio do mérito profissional e enfatiza a importância do cumprimento
de regras e procedimentos rígidos.
D) baseia-se no princípio do mérito profissional e atribui grau limitado de confiança aos
servidores e políticos, recomendando, para isso, o contrato de gestão.
E) foi adotada em substituição à Administração patrimonial, que distinguia o patrimônio
público do patrimônio privado.

9. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. A respeito de uma administração pública que segue


o modelo racional-legal, é correto afirmar que:
A) define as organizações públicas como voltadas para descobrir os meios mais eficientes
para os fins politicamente dados;
B) foca nos processos de mudança que buscam lograr os valores societários publicamente
definidos;
C) opera organizações públicas visando alcançar objetivos políticos internamente definidos;
Questões   23

D) possui um entendimento fenomenológico do comportamento humano reconhecendo o


caráter de imprevisibilidade;
E) reconhece valores humanos, como liberdade, justiça e igualdade como critérios de jul-
gamento para a ação pública.

10. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Referente à evolução dos modelos de administração pública. O
modelo burocrático foi adotado por diversos países em substituição ao modelo patrimonialista
de administração pública, no qual o patrimônio público não se distinguia do privado.

11. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Referente à evolução dos modelos de administração pública.
Comparativamente a outros modelos, as desvantagens do modelo burocrático incluem a
sua rigidez, que pode levar à ineficiência do aparelho administrativo.

12. FGV – Administrador – TJRO/2015. As transformações nas práticas da administração pública


brasileira estão em grande parte relacionadas aos novos modelos de gestão desenvolvidos
ao longo de sua história e os pressupostos de ação de cada modelo. Nesse sentido, é pos-
sível afirmar que o primeiro plano de classificação de cargos e o órgão central de pessoal
e material foram instituídos quando da implementação do modelo: burocrático.

13. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Para o intelectual alemão Max Weber, a
expansão da burocracia é inevitável nas sociedades modernas; a autoridade burocrática
é a única forma de lidar com as exigências administrativas dos sistemas sociais de larga
escala. De acordo com Weber, a burocracia surgiu como uma
A) reação dos antigos funcionários das cortes europeias, no esforço de resposta aos pro-
cessos de modernização associados às revoluções burguesas.
B) consequência do processo de secularização, em que a modernidade passou a ser des-
provida dos fundamentos religioso e metafísico.
C) exigência da classe burguesa ascendente em relação aos Estados modernos, com o
objetivo de otimizar e tornar mais eficientes os gastos do Estado.
D) resposta racional e eficiente à medida que as tarefas ganharam complexidade, o que
levou ao avanço dos sistemas de controle e gerenciamento.
E) necessidade de reafirmação do poder estatal frente ao avanço do poder privado, no
momento de consolidação do Estado moderno e formação do capitalismo.

Comentada 14. UFRJ – Técnico Educação/2012. “A Administração Pública burocrática surge na


segunda metade do século XIX, na época do Estado Liberal (...). Constituem princípios
orientadores do seu desempenho a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia
funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese: o poder racional-legal.” (PALUDO,
Augustinho Vicente. Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2012, p. 56).
A Administração Pública burocrática surgiu com a filosofia de combate à
A) Corrupção e ao nepotismo patrimonialista.
B) Monarquia e ao movimento sindicalista.
C) Revolução operária e ao feudalismo.
D) Burocracia e ao nepotismo patrimonialista.
E) Igreja e ao movimento sindicalista.

15. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. Apesar de ser tratada como a nova gestão
pública, a reforma empreendida preservou traços importantes da administração pública
burocrática, dentre elas, Carreiras estruturadas e com exigência de concursos públicos para
atividades de policiamento, fiscalização, regulação e coordenação de políticas públicas.
24   Administração Pública I Augustinho Paludo

16. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. A transição de um modelo burocrático de gestão


para um modelo gerencial pode gerar um hibridismo de práticas de gestão que vão desde
o excesso até a escassez de burocratização, trazendo consequências capazes de levar à
desordem. É um exemplo de escassez de burocratização:
A) formalização das comunicações em documentos.
B) superespecialização e responsabilização;
C) destaque aos cargos e às exigências;
D) foco nas disciplinas com base em regras;
E) ênfase nas pessoas e na liberdade de ação.

17. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Segundo Max Weber, a organização burocrática
viabiliza uma forma de dominação racional, que possibilita o exercício da autoridade e a
obediência com precisão, continuidade e disciplina.

18. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação ao modelo racional-legal. A fim
de combater o nepotismo e a corrupção patrimonialista, o Estado burocrático orientava-se
pelas ideias de profissionalização, flexibilização dos processos, impessoalidade e gestão
participativa.

19. CEPERJ – Analista Planej./Gestão – SEPLAG-RJ/2013. A burocracia, enquanto forma da


dominação, se sustenta sobre o seguinte: conhecimento técnico.

20. FGV – Agente – TC-BA/2014. Quanto aos modelos de administração pública: o modelo buro-
crático tem postura paternalista e autorregulada e pauta a Administração Pública no que
foi aprovado em lei.

Comentada 21. UFRJ – Técnico Educação/2012. “A Administração Pública gerencial constitui um


avanço, e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso
não significa, entretanto, que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a Administração
Pública gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva alguns de seus princípios funda-
mentais (...)” (PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier,
2012, p. 64). A diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está
A) no sistema de governo, que agora é basicamente parlamentarista.
B) na forma de estado, que agora tem como meta o bem comum.
C) no regime político, que agora é predominantemente democrático.
D) na forma de controle, que agora passa a ter foco nos resultados.
E) na forma de governo, que agora é essencialmente republicana.

22. FCC – Administrador – Defensoria- RR/2015. No modelo burocrático de Administração


pública, NÃO é uma disfunção
A) a busca excessiva por resultados.
B) a excessiva especialização.
C) o grande controle de atividades-meio.
D) o excesso de procedimentos.
E) a pouca coordenação.

23. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. A administração pública gerencial surgida no final
do século passado tem como fundamento o pressuposto de que: autonomia na gestão de
recursos humanos, materiais e financeiros é necessária para colocar foco na qualidade e
produtividade do serviço público.
Questões   25

24. FGV – Assistente Adm. – Defensoria-MT/2015. As opções a seguir apresentam pontos fun-
damentais do modelo de administração pública gerencial, à exceção de uma.
A) Foco nos cidadãos, como beneficiários da administração.
B) Avaliação do desempenho, como instrumento efetivo de gestão.
C) Ênfase na inovação, como característica básica de gestão.
D) Foco em processos, como instrumento de controle.
E) Busca de resultados, como fator determinante de gestão.

25. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação ao modelo racional-legal.


Uma das metas do Estado gerencial consiste em adequar as organizações públicas aos
seus objetivos prioritários – os resultados –, eliminando-se, por conseguinte, os princípios
burocráticos.

26. FCC – ACE – TC-CE/2015. Sobre os modelos de Administração, é correto afirmar que a
administração gerencial direciona o foco para o cumprimento de regulamentos (normas e
códigos de éticas) e para a definição clara de objetivos organizacionais e responsabilidades
de cada servidor.

27. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Referente à evolução dos modelos de administração pú-
blica. Nas gestões que adotaram os modelos gerenciais de administração pública, os quais
surgiram como uma fase de modernização do modelo burocrático, o Estado permaneceu
responsável pela formulação e execução de serviços prestados à sociedade de forma direta.

28. FGV – Administrador – Florianópolis/2014. Sobre os contornos e propostas da Nova Admi-


nistração Pública, é possível incluir:
A) a centralização do ponto de vista político, reduzindo a transferência de recursos e atri-
buições para os níveis regionais e locais;
B) o controle por resultados, a posteriori, em vez de um controle passo a passo dos processos
administrativos;
C) a progressiva substituição da competição administrada pela colaboração como valor
orientador das organizações;
D) a centralização administrativa, com a ampliação da autoridade central;
E) o estímulo a organizações unitárias e monolíticas, nas quais a ideia de multiplicidade
tenha lugar.

29. CESPE – Auditor – CGPI/2015. O modelo gerencial da administração pública é dinamizado


por meio da concessão de liberdade gerencial aos gestores públicos, aspecto essencial para
que seja garantida a cobrança de resultados e para o estabelecimento de metas e condições
de accountability.

30. FCC – Técnico Controle – TC-CE/2015. A Administração pública gerencial emergiu na segunda
metade do século passado como estratégia para tornar a gestão pública mais eficiente. A
Administração pública gerencial
A) propôs a redução dos custos transferindo ao Estado a execução de serviços privados e
centralizando a tomada de decisão.
B) buscou organizar o serviço público por meio de sanções no caso de descumprimento das
regras e procedimentos estabelecidos para os servidores.
26   Administração Pública I Augustinho Paludo

C) diminuiu a morosidade na prestação dos serviços públicos por meio do estabelecimento


de regras e procedimentos detalhados para cada etapa da implementação das políticas
públicas.
D) aumentou a eficiência da gestão dos serviços públicos ao estabelecer remuneração
por desempenho para os servidores que exercem suas funções de forma estritamente
profissional, respeitando o devido distanciamento do cidadão.
E) atribuiu ao Estado o papel de regulador e delegou parte da execução dos serviços públicos
à Administração indireta, às organizações sociais e à iniciativa privada.

31. FGV – Administrador – TJRO/2015. Os primeiros anos da reforma do Estado que visou a
implementação do modelo gerencial no Brasil foram marcados por diversos pontos posi-
tivos e negativos. Dentre os pontos positivos destaca-se aquele no qual reconhece-se que:
apresentou-se com maior clareza a organização do aparelho do Estado e dos objetivos e
métodos de gestão.

32. FGV – Agente – TC-BA/2014. Quanto aos modelos de administração pública: o gerencial, tem
caráter inovador, busca a renovação constante das ações governamentais, é orientada para
o consumidor dos serviços públicos e focada nos resultados.

33. FCC – Analista Administrativo TRT1/2013. A Administração pública gerencial, implantada


a partir dos movimentos de modernização e reforma do Estado que ganharam ênfase nos
anos 1990, possui como características: descentralização dos processos decisórios, formas
flexíveis de gestão, remuneração por desempenho, competição administrativa e orientação
para o cidadão-cliente.

Comentada 34. FCC – Administrador – Defensoria – RR/2015. Na Administração pública gerencial,


A) o Gerencialismo Puro é um dos modelos gerenciais, que busca o aumento da participação
social a partir da utilização de instrumentos de transparência.
B) a burocracia é caracterizada pelo controle de procedimentos, que alinha os objetivos da
organização aos resultados a serem alcançados.
C) o Public Service Orientation é um dos modelos burocráticos, que busca o fortalecimento
do controle de procedimentos e da meritocracia.
D) o patrimonialismo é caracterizado pela interpermeabilidade entre os patrimônios público
e privados de líderes carismáticos.
E) o Consumerism é um dos modelos gerenciais, que busca a qualidade e a efetividade dos
serviços públicos.

35. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Os seguintes modelos gerenciais têm como


principais características:
A) Gerencialismo Puro: Efetividade e qualidade dos serviços
B) Consumerism: Economia e eficiência
C) Consumerism: Accountability e equidade
D) Public Service Orientation: Accountability e equidade.
E) Public Service Orientation: Efetividade e qualidade dos serviços públicos

36. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. A respeito do Novo Gerencialismo Público ou


Nova Gestão Pública, conhecido como New Public Management é INCORRETO afirmar que:
Questões   27

Fundamenta-se na premissa básica denominada accountability, que corresponde à redução


drástica de custos, desestatização e busca da eficiência na prestação de serviços.

37. ESAF – AFRF/2014. Considerando-se os modelos teóricos de administração pública: patri-


monialista, burocrático e gerencial, é correto afirmar que:
A) a Administração Pública burocrática acredita em uma racionalidade absoluta, pregando
o formalismo, rigidez e o rigor técnico.
B) a Administração Pública burocrática pensa na sociedade como um campo de conflito,
cooperação e incerteza, na qual os cidadãos defendem seus interesses e afirmam suas
posições ideológicas.
C) a Administração Pública burocrática prega a descentralização, com delegação de poderes,
atribuições e responsabilidades para os escalões inferiores.
D) a Administração Pública Gerencial é autorreferente e se concentra no processo, em suas
próprias necessidades e perspectivas, sem considerar a alta ineficiência envolvida.
E) a Administração Pública Gerencial assume que o modo mais seguro de evitar o nepotismo
e a corrupção é pelo controle rígido dos processos com o controle de procedimentos.

38. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Considerando as formas de controle dos modelos


burocrático e gerencial de Administração pública, é INCORRETO afirmar que o controle social,
presente nos modelos burocrático e gerencial, se baseia no aumento da participação social.

39. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Considerando os três modelos teóricos de


Administração pública, patrimonialista, burocrático e gerencial, é correto afirmar:
A) O gerencialismo inclui a interpermeabilidade entre os patrimônios públicos e privados.
B) Uma das disfunções da burocracia refere-se à busca excessiva por resultados.
C) Em relação à utilização de normas escritas e não escritas, não há uma diferença clara
entre os três modelos.
D) O patrimonialismo pode ser exercido por meio do nepotismo e da corrupção.
E) A divisão do trabalho, na burocracia, é feita por meio de cargos e de pessoas.

40. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Em relação aos diferentes modelos de gestão da Admi-
nistração pública, é correto afirmar que o modelo
A) gerencial tem como foco o desempenho das organizações públicas e das políticas públicas.
B) patrimonial é caracterizado pela indistinção entre o patrimônio público e privado e pelo
foco nos procedimentos.
C) burocrático tem como foco principal os procedimentos, que estão baseados na flexibilidade
e na impessoalidade.
D) gerencial se diferencia do burocrático em função da maior atenção dada aos resultados
e aos procedimentos das organizações públicas e das políticas públicas.
E) burocrático é caracterizado por hierarquia, impessoalidade e legalidade, isso resulta
em um atendimento efetivo às demandas dos cidadãos.

21.5. 
HISTÓRICO, EVOLUÇÃO E REFORMAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO
BRASIL

1. ESAF – EPPG – MPOG/2009. Em nosso país, o processo que permeia a formação do Estado
nacional e da Administração Pública se revela pelas seguintes constatações, exceto:
A) a administração colonial se caracterizou pela centralização, formalismo e morosidade,
decorrentes, em grande parte, do vazio de autoridade no imenso território.
28   Administração Pública I Augustinho Paludo

B) a partir da administração pombalina, pouco a pouco, o empirismo paternalista do absolu-


tismo tradicional foi sendo substituído pelo racionalismo típico do despotismo esclarecido.
C) a transferência da corte portuguesa, em 1808, e a consequente elevação do Brasil a parte
integrante do Reino Unido de Portugal constituíram as bases do Estado nacional, com
todo o aparato necessário à afirmação da soberania e ao funcionamento do autogoverno.
D) a partir da Revolução de 1930, o Brasil passou a empreender um continuado processo
de modernização das estruturas e processos do aparelho do Estado.
E) a República Velha, ao promover grandes alterações na estrutura do Governo, lançou a
economia rumo à industrialização e a Administração Pública rumo à burocracia weberiana.

2. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. Embora o Estado brasileiro se declare federalista desde


a Constituição de 1891, alguns autores dizem que esse federalismo é distinto do federalismo
de outros países. Essa distinção mostra o Estado brasileiro, principalmente em termos
tributários, como uma federação com cunho fortemente
A) democrático.
B) desenvolvimentista.
C) centralizador.
D) conservador.
E) descentralizador.

Comentada 3. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Analise o trecho a seguir. “A administração


pública brasileira, mesmo quando incipiente, esteve sempre marcada pelo desempenho de
funções vicárias e compensatórias, desempenhando um papel de segurar posição e função
a significativo contingente de pessoas, colaborando para a formação de parte expressiva
das elites nacionais. Este processo acabou por deformá-la, atrelando-a ao cumprimento
de encargos não administrativos e vinculando toda a sua sistemática aos mecanismos de
trocas políticas e legitimação do Estado.” A administração pública descrita associa-se à
noção de Estado: oligárquico e patrimonial.

Comentada 4. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. Nos anos 1930 começa, ainda de forma tímida,
uma mudança de padrão no funcionamento do Estado brasileiro. O Estado passa a intervir
no processo de produção de bens e serviços e vai saindo de uma forma colonial para um
modelo de Estado que privilegia a racionalização, a padronização e a legalidade em todas
as áreas de sua atuação, provocando, pela primeira vez, a modernização administrativa.
Esse modelo é o burocrático.

5. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca das reformas administrativas. A


criação do DASP representou a primeira reforma administrativa do país e a afirmação dos
princípios centralizadores e hierárquicos da burocracia clássica.

6. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca das reformas administrativas e da


redefinição do papel do Estado. As ações efetivadas pelo DASP incluíram a institucionali-
zação do sistema de recrutamento por meio de concurso público, o controle finalístico ou
de resultados e as ascensões por mérito.

7. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. A criação do Departamento Administrativo do Serviço


Público-DASP foi um marco importante na Administração pública federal, com a introdução
de características de administração
A) pré-Gerencial, com a introdução de conceitos de avaliação de desempenho.
B) gerencial, com foco na gestão de resultados.
Questões   29

C) empreendedora, com ênfase na atuação de fomento.


D) burocrática, com ênfase na centralização e reorganização da Administração, gestão de
pessoal e racionalização de procedimentos.
E) patrimonialista, com ampla criação de órgãos e entidades governamentais.

8. CESPE – Administrador – FUB/2015. Relativo à evolução da administração pública no Brasil.


No primeiro período do governo Vargas, a administração pública passou por intenso processo
de racionalização com a implantação do modelo de administração burocrática.

9. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Referente à evolução dos modelos de administração pública.


O Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), criado nos anos 30, tinha por
objetivo a desburocratização da administração pública do Brasil mediante a modernização
de estruturas e processos.

10. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Referente à evolução da administração pública. Os direitos


trabalhistas, o sistema de ensino público e o sufrágio universal são iniciativas que foram
instituídas no Brasil na primeira metade do século XX e que buscavam o chamado estado
de bem-estar social.

11. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. A respeito das reformas administrativas e da


redefinição do papel do Estado. A Companhia Siderúrgica Nacional foi criada no governo de
Getúlio Vargas e pode ser considerada um caso de intervenção governamental na economia.

12. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito da evolução da Administração


Pública no Brasil, analise as afirmativas abaixo, classificando-as como verdadeiras (V) ou
falsas (F). Ao final assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) A hipertrofia do Departamento Administrativo do Serviço Público – DASP no contexto
do estado, extrapolando a função de órgão central de administração e assumindo ca-
racterísticas de agência central de governo, confirma a disfuncionalidade do modelo
que possuía um caráter hermético, um sistema insulado pautado linearmente nos
inputs do regime de Vargas sob boa carga discricionária.
( ) A modernização daspeana representou a reversão total da índole patrimonialista
tipicamente lusitana.
( ) O período compreendido entre 1945 e 1964 representa o desdobramento das estruturas
institucionais do estado tendo como pano de fundo do panorama político o retorno da de-
mocracia. O sistema administrativo estatal esteve, neste período, aberto às influências
da política representativa, desinteressada na extensão dos esforços modernizantes em
relação às variáveis estruturais essenciais da administração e, complementarmente,
interessada quer em negociar os resultados das instâncias mais modernas, quer em
lucrar com a paralisia das mais atrasadas.
A) V, V, F
B) F, V, F
C) F, F, V
D) V, F, V
E) V, V, V

13. FCC – Analista Leg. Administrativo – PE/2014. A respeito da evolução da Administração


pública, considere:
I. Na histórica separação entre as esferas da política e da administração, coube à pri-
meira, ao menos teoricamente, a formulação das políticas públicas e à segunda sua
implementação.
30   Administração Pública I Augustinho Paludo

II. A adoção do princípio taylorista da “unidade de comando”, passa a fazer parte da


estrutura organizacional pública de diversos países, a partir do pós-guerra.
III. A adoção de regras racionais e impessoais possui referências na teoria weberiana da
burocracia.
Está correto o que se afirma em
A) III, apenas.
B) II, apenas.
C) I e II, apenas.
D) I, III, apenas.
E) I, II, III.

14. CESPE – Analista Administrativo – TRE-ES/2011. Sobre administração pública. Entre os


anos 1950 e 1960, o modelo de gestão administrativa proposto estava voltado para o de-
senvolvimento, especialmente para a expansão do poder de intervenção do Estado na vida
econômica e social do país.

15. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca da Administração Pública. Uma das
iniciativas do governo Juscelino Kubistchek foi a criação do DASP, que visava criar condições
para aperfeiçoara máquina pública e fomentar o desenvolvimento da economia.

16. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. A reforma do aparelho do Estado introduzida pelo
Decreto-lei n.º 200 de 1967 trouxe algumas iniciativas no sentido de romper com o modelo
burocrático estabelecido por Getúlio Vargas. A reforma proposta centrava-se em diversos
conceitos, EXCETO no de:
A) delegação de competência como instrumento de descentralização administrativa para
assegurar rapidez e objetividade;
B) planejamento de ação governamental com base em plano geral e plurianual, programas
gerais, setoriais e regionais;
C) execução descentralizada mediante convênio, contratos ou concessões com entes fede-
rados e organizações privadas;
D) publicização de serviços públicos para organizações de direito privado como forma de
ampliação do atendimento em áreas fundamentais de políticas públicas;
E) controle imediato pela chefia competente para execução e observância de normas, bem
como por meio da especificação do TCU como órgão de controle externo.

Comentada 17. CESPE – Administrador – FUB/2015. Relativo à evolução da administração pública


no Brasil. Com a reforma administrativa de 1967, buscou-se melhorar a dinâmica de fun-
cionamento da administração pública, por meio da descentralização de várias atividades
para a administração indireta, como autarquias e fundações.

18. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca da Administração Pública. A instituição
do Decreto-lei n.º 200/1967 foi um esforço do governo da época para racionalizar os proces-
sos, garantira implantação do modelo burocrático e centralizar a administração pública.

19. CESPE – Auditor – TCDF/2014. A respeito das reformas administrativas e da redefinição do


papel do Estado. A reforma administrativa embutida no Decreto-lei n.º 200/1967 impediu a
sobrevivência de práticas patrimonialistas e fisiológicas nos diversos níveis da administração
pública.
Questões   31

20. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Referente à evolução da administração pública. A reforma


administrativa ocorrida em 1967 pretendia o rompimento com a rigidez burocrática, e, para
isso, as atividades da administração foram centralizadas e algumas instituições de admi-
nistração indireta foram extintas.

21. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil


e da organização administrativa da União. A reforma administrativa de 1967, realizada por
meio do Decreto-lei n.º 200, ampliou a administração indireta, transferindo atividades para
fundações e empresas públicas.

22. FGV – Analista Administrativo – TJ-PIAUÍ/2015. A reforma do Estado no âmbito do Decreto-


-lei n.º 200/67 é amplamente conhecida pela implantação da noção de administração direta
e indireta. Segundo diversos analistas e estudiosos, dado o conjunto de ações visando a
sua implementação, surgiram naquele momento da reforma consequências inadequadas,
dentre as quais destaca-se: geração de práticas patrimonialistas na administração indireta
por meio de contratações sem concurso público, ocasionando nepotismo.

23. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca das reformas administrativas. A


reforma administrativa de 1967 deu ênfase à centralização, de modo a instituir o orçamento
como princípio de racionalidade administrativa.

24. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Acerca da primeira tentativa de reforma


administrativa com cunho gerencial no Brasil, a partir do Decreto-lei n. 200/67, analise as
afirmativas abaixo e classifique-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Ao final, assinale a
opção que contenha a sequência correta.
( ) A mudança promovida deixou de lado as características híbridas do modelo adminis-
trativo brasileiro, o que exacerbou a tensão dentro do modelo, em especial, o conflito
entre a administração direta e indireta.
( ) Como aspectos positivos do Decreto-lei n. 200/67 destacam-se sua originalidade com
ênfase na descentralização e flexibilidade administrativa.
( ) As reformas iniciadas em 1967 visavam a operacionalizar o modelo de administração
para o desenvolvimento, baseado na consolidação burocrática de um estado forte, vol-
tado para o desenvolvimento econômico, cuja característica principal foi o predomínio
da racionalidade funcional emanada da tecnoestrutura indispensável à manutenção
do regime autoritário, cujo viés dissociativo consistia na predominância do planeja-
mento econômico como núcleo decisório de governo e no crescimento desordenado
da burocracia governamental direta.
A) V, V, V
B) V, V, F
C) F, F, V
D) V, F, F
E) F, V, F

25. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Considere a afirmação falsa acerca do


Decreto-lei n.º 200/67, que trouxe profundas alterações na organização e funcionamento da
Administração Pública: Expandiu as empresas públicas, as sociedades de economia mista
e as autarquias e fortaleceu e expandiu o sistema de mérito e estabeleceu diretrizes para
elaboração de plano de classificação de cargos.
32   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 26. FCC – Analista Administrativo – TRT1/2013. Pode-se apontar como uma das ca-
racterísticas do Programa Nacional de Desburocratização, implantado no início dos anos
80, o foco no usuário do serviço público, concentrando-se na produção de mudanças no
comportamento e na atuação da burocracia pública.

27. ESAF – AFC – CGU/2012. Acerca das experiências de reforma da máquina pública havidas
em nosso país, é correto afirmar que:
A) ao contrário da proposta bresseriana, as principais experiências de reforma anteriores – o
modelo daspiano e o Decreto-lei 200 – deram-se em um ambiente democrático, baseado
no debate e na negociação, a despeito de um processo decisório mais concentrador.
B) originariamente pensadas desde a edição do Plano de Metas, as parcerias público-
-privadas (PPPs) não se constituem, por isso mesmo, uma inovação do atual modelo
administrativo, apesar de seu grande sucesso e proliferação nos níveis federal e subna-
cionais.
C) o melhor exemplo de um bem sucedido resultado da Reforma Bresser é o caso das agên-
cias regulatórias, montadas de forma homogênea calcada na visão mais geral do modelo
regulador, condição básica ao que viria a substituir o padrão varguista de intervenção
estatal.
D) mesmo sem atingir todos os seus objetivos, a proposta bresseriana de reforma deu
causa a um “choque cultural”, tendo se espraiado pelos governos subnacionais no qual,
facilmente, percebe-se a sua influência na atuação dos gestores públicos e em uma série
de inovações governamentais.
E) a atual proposta de reforma, também calcada na gestão por resultados – porém não
mais tachada de “neoliberal” –, aposta seu sucesso em duas frentes: a quebra da esta-
bilidade, com o reforço do emprego público, e a redução da administração indireta, com
o aprofundamento das privatizações.

28. CESPE – Auditor – TCDF/2014. A respeito das reformas administrativas e da redefinição do


papel do Estado. A Constituição Federal de 1988 materializou um grande avanço em termos
de administração pública gerencial, principalmente no que se refere à redução de custos
dos recursos humanos e ao foco em resultados.

Comentada 29. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no


Brasil e da organização administrativa da União. A Constituição Federal de 1988 representou
um avanço à descentralização do poder público, uma vez que acrescentou poderes à admi-
nistração indireta por meio da flexibilização de suas normas operacionais.

30. ESAF – AFC – CGU/2012. Considerando que o fenômeno da “Judicialização da Política”


ocorre sempre que os tribunais, no desempenho normal das suas funções, afetam de modo
significativo as condições da ação política, pode-se afirmar corretamente que:
A) a revisão jurisdicional do ato administrativo fere o princípio da separação dos poderes.
B) sua ocorrência gera um fator de imponderabilidade no trato do orçamento e das políticas
públicas.
C) no Brasil, tal capacidade é herança direta do Poder Moderador, estatuído por D. Pedro I.
D) é figura desnecessária ao Brasil de hoje, dados o nível de representação social e o poder
dos grupos de pressão.
E) esse fenômeno só afeta a política, pouco importando à gestão pública o que e como
decidem os magistrados.
Questões   33

31. ESAF – Analista PO-MPOG/2015. Sob o ponto de vista do Federalismo Fiscal e Transferências
Intergovernamentais: Após 1988, ao mesmo tempo que os Estados e Municípios beneficiaram-
-se da descentralização tributária, tiveram que enfrentar incremento dos gastos de consumo
e de pessoal, evidenciando os vícios da descentralização como o empreguismo e clientelismo.

32. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Acerca da evolução da administração. É correto con-


siderar que as primeiras tentativas de implantação da administração gerencial no Brasil
remontam à década de 1960.

33. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil e da


organização administrativa da União. A administração federal foi o foco do Plano Diretor da
Reforma do Aparelho do Estado, que também incluiu as administrações estaduais e municipais.

34. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. O instrumento balizador da reforma e modernização do


Estado brasileiro, em 1995, rumo à Nova Gestão Pública (NGP) que pretendeu eliminar, entre
outras coisas, o elevado déficit de desempenho da Administração Pública na prestação dos
serviços públicos, foi o
A) Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado.
B) Plano de Reforma do Serviço Público.
C) Programa Nacional de Desburocratização.
D) Plano de Metas.
E) Plano Nacional de Desenvolvimento.

35. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. De acordo com o Plano Diretor da Reforma do Estado,
é correto afirmar que
A) o serviço público de Educação deveria ser ofertado exclusivamente pela Administração
pública direta.
B) a administração dos museus deveria ser realizada em parceria entre o setor público
estatal e o setor público não estatal.
C) a produção para o mercado deveria ser uma atividade exclusivamente estatal.
D) a publicização refere-se ao processo de dar publicidade a todos os atos da Administração
pública.
E) a publicização refere-se ao processo de transferência da execução dos serviços públicos
não exclusivos para as OSCIPS, apenas.

36. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. A crise enfrentada pelo Estado nos anos 1980, decorrente
tanto das constrições fiscais como das distorções que a Administração havia experimentado
nas décadas anteriores, inspirou a apresentação, sob o comando do então Ministro Bresser
Pereira, do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, que contempla, entre suas
diretrizes, a publicização, baseada na transferência para organizações públicas não estatais
de atividades não exclusivas de Estado.

37. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Situação hipotética: Necessidades operacionais fize-


ram que o governo encaminhasse ao Congresso Nacional um projeto de lei específico que
autorizasse a criação de uma nova agência reguladora, sob a forma de autarquia. Assertiva:
Nessa situação, após a aprovação, o Poder Executivo deverá realocar temporariamente
servidores de outros órgãos para que possa, por meio de decreto, criar, então, a autarquia
em questão.
34   Administração Pública I Augustinho Paludo

38. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Quanto a evolução da administração pública. A trans-


formação do Estado provedor em regulador implica a modificação da cultura burocrática, de
modo a estabelecer padrões de gerenciamento das políticas públicas próprios à nova função.

39. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação à evolução da administração públi-
ca e à reforma do Estado. Inspirada no gerencialismo inglês, a reforma do Estado brasileiro
deflagrada em 1995 teve como principal objetivo manter as contas públicas equilibradas e
reduzir o poder da ação gerencial do Estado.

40. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Quanto à evolução da administração e seu


papel no contexto público. Uma distinção entre as últimas reformas do setor público e as
anteriores é que, agora, a ênfase está na mudança de procedimentos e não mais na rees-
truturação organizacional.

41. FGV – Assistente Adm. – Defensoria-MT/2015. O modelo de administração pública gerencial


pressupõe que o Estado é dividido em quatro setores: núcleo estratégico, atividades exclu-
sivas, atividades não exclusivas e produção de bens e serviços. Assinale a opção que indica
uma atividade não exclusiva do Estado.
A) As atividades de arrecadação de impostos.
B) A elaboração e a fiscalização do cumprimento de leis.
C) A garantia da segurança pública
D) A promoção da seguridade social básica.
E) A prestação de serviços de educação.

42. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. A reforma do Estado no Brasil na implantação do mo-


delo gerencial, durante a década de 90, envidou esforços no sentido de estabelecer rotinas
e procedimentos padronizados, visando previsibilidade e formalismo.

43. FGV – Administrador – Defensoria-RO/2015. No Plano Diretor da Reforma do Aparelho do


Estado foram previstas algumas mudanças institucionais relacionadas à ação do Estado.
Dentre elas, destacou-se à época a estratégia de publicização, visando à criação das Orga-
nizações Sociais que atuariam no setor do Estado denominado:
A) Institucional-Legal;
B) Núcleo Estratégico;
C) Atividades Exclusivas;
D) Serviços Não Exclusivos;
E) Bens e Serviços para o Mercado.

44. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Há, atualmente, novos arranjos institucionais
em operação no governo federal brasileiro, definidos como o conjunto de regras, mecanismos
e processos que determinam como se coordenam os atores e interesses na implementação
de uma política específica. É correto afirmar que os novos arranjos institucionais são voltados
a introduzir, na gestão pública brasileira, os princípios do New Public Management.

45. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. São consideradas as principais alterações, em


vigor, decorrentes da reforma administrativa tendentes à adoção do modelo de administra-
ção gerencial propugnado pelo Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, previsão
de ampliação da autonomia administrativa de autarquias e fundações públicas, que podem
ser qualificadas como agência executiva mediante a celebração de contrato de gestão.
Questões   35

46. VUNESP – Analista – EMPLASA/2014. Reordenar a posição estratégica do Estado na eco-


nomia, transferindo, à iniciativa privada, atividades indevidamente exploradas pelo setor
público, é um dos objetivos da criação do Plano Diretor da Reforma do Estado – PDRE.

47. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Entre os objetivos globais do Plano Diretor
da Reforma do Aparelho do Estado, iniciado pelo Ministro Bresser Pereira, em 1995, e con-
solidado com a Emenda Constitucional no 19/1998, NÃO se inseriu
A) o aumento de governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar
com efetividade e eficiência, voltando sua ação para o atendimento do cidadão.
B) a ação limitada do Estado àquelas ações que lhe são próprias, reservando, em princípio,
os serviços não exclusivos para a propriedade pública não estatal.
C) a transferência da União para os Estados e Municípios das ações de caráter local: só em
casos de emergência cabe a ação direta da União.
D) a transferência parcial da União para os Estados das ações de caráter regional, de forma
a permitir maior parceria entre os Estados e a União.
E) o fortalecimento do denominado Núcleo Estratégico do Estado, que corresponde aos
setores onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não
estatais.

48. ESAF – AFC – CGU/2012. Ao realizarmos um balanço da recente trajetória da administração


pública brasileira no período contado a partir da edição da Carta Constitucional de 1988,
em especial quanto a temas ligados à gestão, à governança federativa e aos mecanismos
de controle público, é correto afirmar que se analisarmos o projeto bresseriano, ele foi
bem-sucedido. Tanto que o governo central apoiou integralmente a ampla reforma da ad-
ministração pública prevista no Plano Diretor da Reforma do Estado, sendo seu marco de
gestão o conceito de administração de resultados por meio da execução de políticas, calcada
no PAC.

Comentada 49. CEPERJ – Analista Planej./Gestão – SEPLAG-RJ/2013. No tocante à Administração


Pública Gerencial, pode-se argumentar que, nas suas três dimensões, a reforma gerencial
avançou de maneira adequada nos seguintes níveis:
A) institucional e financeiro
B) administrativo e cultural
C) institucional e operacional
D) administrativo e gerencial
E) institucional e cultural

50. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Na perspectiva da reforma gerencial, o Estado


amplia seu papel de prestador direto de serviços, abstendo-se, porém, do papel de regulador
de serviços sociais como educação e saúde.

21.6. GOVERNABILIDADE, GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY

1. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Quanto a Governabilidade e Governança. Para a administra-


ção pública, governabilidade e governança são sinônimos e se referem, como conceito, às
condições e à legitimidade do governo perante a sociedade.
36   Administração Pública I Augustinho Paludo

2. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. O que inicia e constitui realmente qualquer


sociedade política nada mais é senão o assentimento de qualquer número de homens livres
e capazes de maioria em se unirem e incorporarem a tal sociedade. E isto, e somente isto,
deu ou poderia dar origem a qualquer governo no mundo. Esse trecho discute um aspecto
fundamental da ciência política contemporânea: legitimidade.

Comentada 3. FCC – ACE – TCPI/2014. A respeito dos Governos. A legitimidade, traduzida em apoio
político e social, diz respeito a governabilidade.

Comentada 4. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. Conceitos como governança e


governabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das
novas realidades surgidas no país. A esse respeito, Governabilidade refere-se à legitimidade
para exercer o poder e propor as transformações necessárias.

5. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. A capacidade técnica-operacional, a responsabilização e a


prestação de contas; e a legitimidade, traduzida em apoio político e social, dizem respeito a
A) Governança, Accountability e Governabilidade.
B) Governança, Planejamento Estratégico e Controle Externo da Administração pública.
C) Governabilidade, Sistema Pós-Burocrático e Obrigação das Organizações Sociais.
D) Accountability, Governo Eletrônico e Planejamento Público.
E) Transparência no Setor Público, Accountability e Inclusão Digital.

6. FGV – Auditor – CGE – MA/2014. O clientelismo, o corporativismo e o neocorporativismo


são meios utilizados pelos governos para obtenção de apoio, com vistas a aumentar sua
legitimidade. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.
I. O corporativismo é utilizado para remover ou neutralizar conflitos econômicos rela-
cionados à concorrência de mercados, conflitos sociais relacionados à luta de classes
e conflitos políticos relacionados a divergências partidárias.
II. No neocorporativismo ou corporativismo societal as entidades privadas conquistaram
o direito de participar do processo decisório.
III. O clientelismo consiste em uma ação entre desiguais em que um é o patrão e os demais,
clientes. Neste tipo de relação, políticos asseguram os votos dos setores pobres da
população em troca de empregos e serviços.
Assinale:
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa III estiver correta.
C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

7. VUNESP – Auditor – CI – PMSP/2015. Nos países recém-redemocratizados, que apresentam


processos institucionais incompletos, as dinâmicas dos processos políticos que incidem so-
bre políticas públicas são comprometidas pela intermediação de interesses por instituições
informais, como o clientelismo, o fisiologismo e a corrupção.

Comentada 8. FGV – Administrador- – Defensoria-MT/2015. Os princípios básicos de governança


corporativa, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, estão listados
a seguir: Transparência, Equidade, Prestação de contas e Responsabilidade corporativa.
Questões   37

Comentada 9. ESAF – AFRF/2014. Analise o item: Entre as melhores práticas de governança cor-
porativa recomendadas pelo Instituto Nacional de Governança Corporativa para a área de
gestão estão a transparência, a clareza e a objetividade na prestação de contas.

10. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Governança, na Administração pública, pode ser entendida
como
A) um sistema que se aplica exclusivamente às entidades privadas que integram a Admi-
nistração pública, relativo à forma como estas são administradas, objetivando a geração
e preservação de valor.
B) o poder de governar decorrente da legitimidade democrática, relacionado com a capaci-
dade de assegurar condições sistêmicas e institucionais para que a organização cumpra
sua função.
C) a conjugação de políticas públicas voltadas ao combate de práticas ilícitas, tais como
corrupção, nepotismo e favorecimentos pessoais.
D) o braço instrumental da governabilidade, envolvendo o modo como o Governo se organiza
para atender às necessidades da população.
E) um conjunto de medidas para assegurar a sinergia entre as diversas instâncias de poder,
em especial legislativo e executivo, a fim de implementar as políticas públicas voltadas
ao atendimento às necessidades do cidadão.

11. ESAF – AFRF/2014. O termo governança pode ser entendido como:


A) conjunto de mecanismos e procedimentos que levam os decisores governamentais a
prestarem contas dos resultados de suas ações, garantindo-se maior transparência e a
exposição das políticas públicas.
B) a forma com que os recursos econômicos e sociais de um país são gerenciados, com
vistas a promover o desenvolvimento.
C) as condições do exercício da autoridade política.
D) um conceito que está relacionado estreitamente ao universo político-administrativo
anglo-saxão.
E) o reconhecimento que tem uma ordem política.

12. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. A adoção do modelo de governança tem sido
identificada em vários países ocidentais nos últimos anos. A respeito desse modelo, é correto
afirmar que governança é a gestão compartilhada e interinstitucional que envolve o setor
público, o setor produtivo e o terceiro setor.

13. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Um tema bastante atual é o da governança


das entidades integrantes da Administração pública. Naquelas que atuam em regime de
competição no mercado, como as sociedades de economia mista, propõem-se a adoção
das denominadas boas práticas de governança corporativa, que tem entre seus pilares:
Equidade, objetivando o tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas.

14. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. A distinção entre os conceitos de governança pública


e governabilidade são fundamentais para compreender o quadro atual da gestão pública
brasileira. Desse modo, considerando-se que atualmente as políticas públicas são imple-
mentadas em rede, entende-se governança pública como:
A) característica do sistema político, da forma de governo, das relações entre os Poderes
e do sistema de intermediação de interesses;
38   Administração Pública I Augustinho Paludo

B) condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder de Estado


no atendimento às demandas de políticas públicas;
C) padrões de articulação e cooperação entre atores públicos e privados e arranjos institu-
cionais que coordenam transações dentro e através das fronteiras do sistema econômico;
D) predomínio do Poder Executivo no processo decisório e o insulamento burocrático como
formas de garantir a eficácia e a racionalidade das políticas públicas;
E) tomada de decisão das políticas públicas com destaque para a fase de formulação e a
dinâmica das relações entre os Poderes Executivo e Legislativo.

Comentada 15. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. Conceitos como governança e


governabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das
novas realidades surgidas no país. A esse respeito, Governança reúne as condições técnicas,
financeiras e gerenciais para formular e implementar políticas públicas.

16. FCC – Fiscal Rendas/Gestão-SP/2013. O conceito de Governança Pública


A) traz uma nova perspectiva para a administração pública, pois reafirma o papel do Estado
como condutor exclusivo e executor direto das políticas públicas.
B) representa uma continuidade dentro do paradigma dos modelos gerenciais de adminis-
tração pública, baseando-se nos preceitos de centralidade, hierarquia e verticalização.
C) apresenta um novo modelo de administração pública que reduz a preocupação dos ges-
tores com os resultados das políticas públicas, uma vez que privilegia a sinergia entre
público e privado.
D) reflete um novo paradigma de administração pública, pois busca a ampliação da parti-
cipação de novos atores, como os agentes privados e o terceiro setor, na formulação e
gestão das políticas públicas.
E) representa uma nova abordagem para a administração pública, pois, por ser um conceito
importado do setor privado, privilegia a atuação privada na formulação e condução das
políticas públicas.

Comentada 17. CESPE – ACE – TCU/2015. Considerando aspectos diversos relacionados à adminis-
tração pública. Accountability consiste no dever do cidadão de realizar o controle social da
administração pública.

18. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. O termo accountability tem sido relacionado
à prestação de contas de uma maneira geral e, às vezes, apenas contábil e financeira. No
conceito formal de accountability, entretanto, o ato de um agente público prestar contas a
outros atores, formal e legalmente, apresenta-se nas seguintes dimensões:
A) informação, competência e poder.
B) transparência, responsividade e coerção.
C) transparência, informação e explicação.
D) informação, transparência e coerção.
E) explicação, coerção e imposição.

19. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. É correto afirmar que a accountability


A) vertical compreende o controle exercido pelo Legislativo sobre o Executivo.
B) vertical compreende o controle exercido pela administração direta sobre a indireta.
C) horizontal compreende o controle exercido pelo Judiciário sobre o Executivo.
D) horizontal compreende o controle exercido por meio de plebiscito e referendos.
E) horizontal compreende o controle exercido pelos cidadãos por meio do voto.
Questões   39

20. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Sobre accountability e formas de controle, é correto afir-
mar: A accountability horizontal é exercida por meio dos controles mútuos entre os Poderes
e da atuação de órgãos autônomos.

21. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. Uma ideia de accountability, comumente aceita e genérica,
é a que se refere ao controle e à fiscalização dos agentes públicos que têm a obrigação de
prestar contas sobre o uso adequado dos recursos e o cumprimento de suas promessas.
Representa um instrumento relativo ao accountability vertical: Mecanismos de consulta
pública.

22. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Com relação à gestão de desempenho no


setor público. Atualmente, a avaliação de desempenho na gestão pública está associada ao
processo de accountability.

23. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Acerca do accountability. As Organizações


Sociais não exercem a accountability horizontal.

24. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. É correto afirmar que a accountability


A) destina-se a avaliar as ações do poder executivo nas três esferas de governo, ou seja,
municípios, estados e governo federal.
B) pode ser definida como o grau com o qual os cidadãos podem monitorar e avaliar as ações
das organizações.
C) é voltada a avaliar organizações de todos os poderes, mas seus processos são de res-
ponsabilidade dos órgãos de controle.
D) pode ser vista de forma bidimensional, sendo que a accountability vertical pressupõe uma
ação entre desiguais, enquanto a accountability horizontal é a relação entre os iguais e,
portanto, dos checks and balances.
E) vertical destaca, como principais integrantes, as eleições, a atuação da mídia e dos
órgãos de controle sobre as prestações de contas. Já na accountability horizontal, estão
presentes as reivindicações sociais e a atuação do judiciário.

25. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. É comum que as pessoas associem o conceito
de accountability apenas à noção de transparência e acesso às informações apresentadas
por órgãos públicos. Desconstruindo essa visão simplista, alguns autores indicam que o
accountability em países democráticos envolvem aspectos relacionados ao processo elei-
toral, ao controle institucional durante o mandato e às regras estatais intertemporais para
além dos mandatos. É um instrumento de accountability relacionado ao processo eleitoral:
estabelecimento de regras claras de financiamento de campanhas sustentadas no controle
mútuo entre poderes.

26. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. Quanto à accountability, analise as afirmativas a seguir.


I. Obriga à prestação de contas e à responsabilização pelos resultados decorrentes da
utilização dos recursos públicos.
II. O accountability societal não é capaz de alcançar os gestores públicos.
III. Os principais mecanismos de accountability vertical são a fiscalização e o controle.
Assinale:
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa II estiver correta.
40   Administração Pública I Augustinho Paludo

C) se somente a afirmativa III estiver correta.


D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
E) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

27. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Há autores que afirmam que o exercício do Accoun-
tability não é fácil e apontam um conjunto de desafios para o seu pleno desenvolvimento no
Brasil. É INCORRETO afirmar que esse desafio envolve:
A) ausência de princípios, regras e normas que balizem a ação responsável e a conduta
transparente do agente público;
B) mudanças quanto à celeridade dos processos, principalmente, envolvendo os casos de
corrupção nas diferentes esferas;
C) dificuldades na integração da ação de diferentes organizações em torno do controle e
responsabilização;
D) empecilhos nos processos democráticos de decisão quanto à implementação e avaliação
das políticas públicas;
E) limitações ao real fortalecimento institucional dos municípios visando a melhorias na
prestação de contas.

28. Augustinho Paludo/2016. Sobre administração pública. Embora tenha havido avanços, o
Brasil ainda é caracterizado como um país onde há uma fraca accountability.

21.7. 
TI, SI, GESTÃO DO CONHECIMENTO, GOVERNO ELETRÔNICO E
TRANSPARÊNCIA

Ti, Si

1. FCC – ACE – TC-CE. Sobre a adoção e a trajetória das Tecnologias de Informação e Comuni-
cação (TICs) no setor público brasileiro, é correto afirmar que a adoção mais disseminada
das TICs está associada a um processo de modernização da gestão pública.

2. VUNESP – Analista RH – Itatiba. A partir de um processo de transformação de dados em


informações, utilizando-se geralmente da tecnologia da informação, tem-se o SIG-Sistema
de Informações Gerenciais. O SIG é voltado para a geração de elementos necessários para
A) a análise de dados retroativos.
B) o comportamento exclusivo de feedback.
C) o processo decisório da empresa.
D) a avaliação exclusiva das necessidades operacionais.
E) o registro de dados quantitativos.

3. FCC – Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015. Em relação aos custos e benefícios


da Tecnologia da Informação − TI e dos Sistemas de Informação − SIs nas organizações, é
INCORRETO afirmar que
A) organizações podem utilizar, estrategicamente, os SIs ou utilizar a TI apenas como um
suporte eficiente nas operações diárias. Mas, uma empresa que enfatiza os usos estra-
tégicos da TI pode utilizá-la como um diferenciador competitivo.
Questões   41

B) uma organização alcança um melhor retorno de investimentos (ROI) em TI, quando opta
pela implantação de SIs de apoio à decisão, já que todos os grandes investimentos nestes
tipos de SIs têm retorno garantido.
C) a TI tem um papel estratégico nas organizações ao desenvolver produtos, serviços e ca-
pacidades que reduzam alguma desvantagem ou confiram vantagem competitiva. Apesar
de ser uma área crítica, há organizações que optam pela terceirização de atividades de
TI, visando a redução de custos.
D) a TI está redefinindo os fundamentos dos negócios. Atendimento ao cliente, operações,
estratégias de produto, de marketing e de distribuição dependem muito, ou até totalmente,
dos SIs. A TI e seus custos são parte integrante dos investimentos das empresas.
E) a necessidade de medição da relação custo/benefício dos SIs integrados possibilitou a
criação de parâmetros para visualização dos ciclos de vida dos custos e da produtividade.
Os custos incluem investimentos nas melhorias de processos, quase inevitáveis. A interli-
gação de processos e operações conferem às organizações um diferencial mercadológico
que pode ser a vantagem competitiva necessária para se destacar no mercado.

4. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. Os Sistemas de Informação são construídos com Dados,
Informação, Conhecimento e Inteligência. Sobre o tema, considere: Conhecimento demanda
análise e avaliação sobre a confiabilidade, relevância e importância de dados e informações
para a construção de um quadro de situação.

Comentada 5. FCC – Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015. Sobre os sistemas de informa-


ção, considere:
I. Os sistemas de suporte às operações enfatizam a produção de resultados específicos
de informação que podem ser usados pelos gerentes, tornando desnecessário o pro-
cessamento adicional pelos sistemas de informação gerencial.
II. Os sistemas de processamento de transação consistem em um tipo de suporte às ope-
rações capazes de processar transações de lote e em tempo real. Um sistema de Ponto
De Venda − PDV, por exemplo, pode transmitir dados em tempo real ou à noite (em lote).
III. Os sistemas de informação gerencial fornecem fácil acesso às análises do desempenho
do negócio, às ações dos concorrentes e ao desenvolvimento econômico para apoiar o
planejamento estratégico. Os sistemas de informação executiva incluem os sistemas
de relatórios e análise de vendas, desempenho da produção e tendências de custo.
IV. Os sistemas de gestão de conhecimento, os sistemas funcionais de negócios, os sis-
temas de informação estratégica e os sistemas especialistas também constituem-se
em outras categorias de sistemas de informação.
Está correto o que consta APENAS em
A) I e II.
B) I e III.
C) II, III e IV.
D) II e IV.
E) III.

6. CESPE – Analista Planejamento – INCA/2010. Sobre TI na gestão pública. Sistemas de


informação transformam dados brutos em informações úteis por meio de três atividades
básicas: entrada, processamento e saída.

Comentada 7. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. Nos Sistemas de Informação, dados


são correspondências de um atributo, característica ou propriedade que, sozinho, não tem
significado.
42   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 8. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. Nos Sistemas de Informação, informação


é o conjunto dos dados presentes em um contexto, carregado de significados e entregue à
pessoa adequada.

Gestão do Conhecimento

Comentada 9. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Com relação aos postulados aceitos


pela gestão do conhecimento, que contribuem para a geração e a caracterização de “orga-
nizações do conhecimento”, analise: O desenvolvimento de competências informacionais é
pré-requisito indispensável para as organizações do conhecimento.

10. ESAF – AFRF/2014. Analise os itens a seguir e assinale a opção correta.


I. Na criação do conhecimento, o conhecimento tácito é pessoal, difícil de formalizar
e comunicar. Já o conhecimento explícito refere-se ao que pode ser transmitido na
linguagem formal.
II. Um processo é um conjunto de atividades encadeadas, que devem ser realizadas por
pessoas e não por máquinas.
III. Os recursos aplicados por unidade de saída e o tempo de processamento por unidade
produzida são medidas de eficiência.
A) Somente II e III estão corretas.
B) Somente I e III estão corretas.
C) Somente I e II estão corretas.
D) Nenhuma das afirmativas está correta.
E) Todas as afirmativas estão corretas.

11. FGV – Administrador – Florianópolis/2014. Sobre TI na gestão pública. A gestão do conhe-


cimento apoia-se em um conjunto de processos relativos à geração, organização, desen-
volvimento e distribuição de conteúdos relevantes a serem disponibilizados.

12. FGV – Administrador – Florianópolis/2014. Uma empresa iniciou seu processo de gestão do
conhecimento. Uma das primeiras iniciativas foi levantar, junto aos operadores de máquinas
de produção, os procedimentos adotados em caso de pane do maquinário – pois não havia
padrões definidos e as soluções para essas situações eram criadas “na hora do problema”
pelos operadores mais antigos, muito experientes. A partir desse levantamento, foram
elaborados manuais com os procedimentos que seriam, posteriormente, transmitidos em
treinamentos para novos operadores. Esse processo representou:
A) geração de conhecimento tácito e de conhecimento explícito;
B) transmissão de conhecimento explícito;
C) geração de conhecimento tácito;
D) transformação de conhecimento explícito em conhecimento tácito;
E) transformação de conhecimento tácito em conhecimento explícito.

13. FCC – ACE – TCGO/2014. Analise a afirmação a seguir: O ser humano é o principal e impres-
cindível agente para uma eficiente implementação da Gestão do Conhecimento.

14. FCC – ACE – TCGO/2014. Segundo alguns autores, é necessário construir um modelo gené-
rico, holístico, com foco em resultados e específico de Gestão do Conhecimento adequado à
Questões   43

Administração pública brasileira. Esse modelo, entre outros fatores, deve estar relacionado
com as iniciativas da Administração pública na área de excelência em Gestão Pública.

15. FCC – ACE – TCGO/2014. É importante reconhecer que a implantação do processo de Gestão
do Conhecimento em uma organização pode
A) possibilitar maior controle financeiro.
B) desencadear conflitos de interesse e disputas por território.
C) causar distúrbios com fornecedores e colaboradores externos.
D) propiciar oportunidades para contratação de colaboradores externos.
E) revelar lideranças que haviam passado despercebidas.

16. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. Nonaka e Takeuchi (1995) afirmam que os conhecimen-
tos nas organizações devem ser gerenciados de forma articulada e cíclica. Esse processo
denomina-se
A) Curva de Aprendizagem.
B) Espiral do Conhecimento.
C) Processo Ensino-Aprendizagem.
D) Gestão do Conhecimento Tácito e Explícito.
E) Gestão do Conhecimento.

Comentada 17. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Relativo ao conhecimento. O conhe-
cimento tácito é fruto de aprendizado e experiência devida e é disseminado de maneira
formalizada e declarada por meio de artigos e livros.

18. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A criação do conhecimento organizacional


pode ser entendida como um processo que amplifica o conhecimento criado pelos indivíduos
e o cristaliza como parte da rede de conhecimentos da organização. Na criação do conheci-
mento, o modo de conversão do conhecimento em que se dá a internalização é o momento
em que ocorre o aprendizado e a aquisição do novo conhecimento tácito na prática.

19. FCC – AFR – RJ/2014. Na busca de construir uma Gestão do Conhecimento, uma empresa
pratica Brainstorming aberto para resolver problemas de elevada complexidade. Segundo
Nonaka e Takeuchi (1997, p. 69), essa prática é um exemplo de
A) conceituação, que converte o conhecimento explícito em conhecimento tácito.
B) internalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento tácito.
C) externalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento explícito.
D) socialização, pois converte conhecimento tácito em conhecimento tácito.
E) combinação, que é um processo de sistematização de conceitos em um sistema de co-
nhecimento.

Governo Eletrônico

20. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Governo aberto é entendido como conjunto
de ações articuladas de transparência, participação, inovação e integridade nas políticas
públicas e incentiva investimento em tecnologia para promover participação, consulta a
informações e acesso a serviços.
44   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 21. FCC – ACE – TCPI/2014. A Lei Complementar n.º 101/2000 estabelece, em seu artigo
48, que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na gestão
fiscal. Nesse sentido, é correto afirmar que o Governo Eletrônico pode ser definido como o
programa governamental direcionado à disponibilização de informações e serviços à socie-
dade através de novos canais de relacionamento entre governo e cidadãos, utilizando-se,
para isto, de recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

22. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. A Lei de Acesso à Informação, é reconhecida como


fundamental para o exercício do accountability. Nesse sentido, há diversas implicações
dessa Lei para a noção de Governo Eletrônico ao prever no sítio da internet para que exista
ferramenta de pesquisa e detalhes da estruturação das informações disponíveis.

23. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. A política de governo eletrônico está baseada em normas que
priorizam a cidadania. Assinale a alternativa que apresenta os fundamentos dessas normas.
A) Eficiência da gestão interna, integração com parceiros e fornecedores e atendimento aos
cidadãos.
B) Gestão do conhecimento, melhoria da gestão externa e atendimento aos clientes.
C) Melhoria da gestão interna e externa, foco na burocracia e formalismo processual.
D) Necessidade de atualização com o mundo moderno, estrutura verticalizada e atendimento
aos clientes.
E) Aperfeiçoamento da sistemática processual, estrutura hierarquizada e foco na gestão
do conhecimento.

24. VUNESP – Analista – EMPLASA/2014. As ações para a implantação do Governo Eletrônico no


Brasil surgiram em 2000, avançando, posteriormente, por meio de um conjunto de diretrizes
que atua em três frentes fundamentais: junto ao cidadão; na melhoria da sua própria gestão
interna; na integração com parceiros e fornecedores. A primeira prioridade estabelecida,
a partir das diretrizes, é
A) a inovação das relações do governo com o cidadão.
B) o controle dos cidadãos no uso dos equipamentos.
C) a facilitação para utilização das redes sociais.
D) a promoção da cidadania.
E) a facilitação para o pagamento dos tributos.

25. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Em relação ao fortalecimento do governo ele-


trônico e à adoção das Tecnologias de Informação e Comunicação − TICs na Administração
pública brasileira, é correto afirmar: No final da década de 1990, a entrega de serviços via
internet passou a ser disponibilizada.

26. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. As Tecnologias de Informação e Comunicação


(TICs) têm sido adotadas no setor público por meio do governo eletrônico. Sobre esse tema,
é INCORRETO afirmar que o governo eletrônico
A) pode se concretizar na informatização das atividades internas dos órgãos públicos.
B) pode aumentar a transparência e a participação da sociedade.
C) possibilita a disponibilização de informações e serviços.
D) pode ser entendido exclusivamente como a informatização da comunicação dos governos
com o público externo.
E) é integrado pelos portais governamentais, que são instrumentos de informatização da
comunicação entre os governos e o público externo.
Questões   45

27. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. A implantação e a operação do Governo Eletrônico


pelo Governo Federal, no Brasil, segue um conjunto de diretrizes dentre as quais destaca-
-se aquela em que: a integração deve envolver outros níveis de governo e poderes.

28. CESPE – ACE – TCU/2013. O governo eletrônico associa-se ao conceito de accountability,


por proporcionar transparência aos atos do governo e publicidade às informações gover-
namentais.

29. CESPE – ACE – TCU/2013. Participação cidadã, melhoria do gerenciamento interno do Estado
e integração com parceiros e fornecedores são pressupostos que fundamentam as ações
do programa de governo eletrônico.

30. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca de transparência e accountability no


governo eletrônico. Processos redesenhados com a implantação de instrumentos de governo
eletrônico comumente geram maiores recursos e ampliação de serviços, o que proporciona
maior integração e maior possibilidade de acesso às decisões governamentais.

31. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. A exclusão digital é um fenômeno que, quando estudado,
mostra o quadro geral do acesso das pessoas aos recursos de Tecnologia da Informação e
Comunicação, evidenciando a quantidade de horas que elas deixam de passar em frente ao
computador, quando se encontram em outras atividades diárias.

Transparência
Comentada 32. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Sobre administração pública. A transparência, refe-
rente à possibilidade de acesso do cidadão às informações governamentais, é um elemento
essencial para o controle do aparelho do Estado pela sociedade.

Comentada 33. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. A Lei Complementar n.º 101/2000 estabelece, em seu
artigo 48, que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na
gestão fiscal. Nesse sentido, é correto afirmar que a transparência é inerente ao Estado
Burocrático. Insere-se na democracia, permitindo o amplo acesso às comprovações de
transferências documentais entre os departamentos, fomentando o interesse pelo controle
formal exercido sobre as entidades públicas por meio do Tribunal de Contas e aplicando-se
exclusivamente ao Poder Executivo.

34. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Considerando os instrumentos de transpa-


rência da gestão fiscal, analise: Transparência quanto à despesa: serão disponibilizados
todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no
momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número
do correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou
jurídica beneficiária do pagamento e ao procedimento licitatório realizado. Transparência
quanto à receita: disponibilizarão lançamento e recebimento de toda a receita das unidades
gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários.

35. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. Quanto à transparência na Administração Pública, analise


as afirmativas a seguir.
I. Incentiva a participação popular por meio de audiências públicas durante os processos
de elaboração e discussão dos planos, das Leis de Diretrizes Orçamentárias e dos
orçamentos.
46   Administração Pública I Augustinho Paludo

II. Dá pleno conhecimento e libera, em tempo real, informações pormenorizadas sobre


a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público.
III. Adota sistemas integrados de administração financeira e de controle, que atendam ao
padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Legislativo da União.
Assinale:
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa II estiver correta.
C) se somente a afirmativa III estiver correta.
D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
E) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

36. FCC – Fiscal Rendas/Gestão-SP/2013. Dentre os chamados novos modelos de gestão da


administração pública, ganha destaque o conceito de “transparência”, que é a qualidade do
agir administrativo público, que contando com a contribuição que a participação social e o
controle podem oferecer ao aprimoramento da atividade administrativa, fundamenta-se na
ampla divulgação de informações inteligíveis e úteis à população.

37. FCC – Analista Comunicação – MP-AM/2013. De acordo com a Lei n.º 12.527/2011, que ga-
rante o acesso às informações públicas, para o acesso a informações de interesse público,
a identificação do requerente não pode conter exigências que inviabilizem a solicitação.

38. ESAF – AFC – CGU/2012. Em prol da governança, uma das formas encontradas pela CGU
para promover o aumento da transparência na gestão pública, incentivar o controle social,
fortalecer a democracia e prevenir a corrupção foi a criação e manutenção do seguinte sítio
eletrônico, disponível na rede mundial de computadores:
A) Contas Abertas.
B) Portal da Transparência.
C) Transparência Brasil.
D) Portal Brasil.
E) Instituto da Cidadania.

39. FCC – ACE – TCGO/2014. A certificação digital é uma forma de demonstrar e certificar a
identidade do titular da assinatura digital. É correto afirmar que a entidade subordinada à
hierarquia da ICP-Brasil, responsável por emitir, distribuir, renovar, revogar e gerenciar
certificados digitais, é chamada de Autoridade Certificadora.

40. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. A Constituição Federal assegura alguns direitos e garan-
tias aos cidadãos, ao lado de prerrogativas à Administração pública. Essa relação demanda
equilíbrio, tarefa conferida, muitas vezes, à legislação infraconstitucional. Assim, na maior
parte dos diplomas editados, há garantia aos administrados do direito à informação, consa-
grado na Lei n.º 12.527/11, que conta com aplicação subsidiária da Lei no 9.784/99. Referido
diploma reconhece o direito à informação, o que não pode ser concedido em caráter absoluto,
ressalvando-se a possibilidade de sigilo quando a lei assim o permitir e seja necessário à
manutenção da segurança, tais como projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológicos.

41. FCC – Auditor – PI/2015. Determinado cidadão solicitou à dirigente de órgão integrante da
Administração pública informações sobre ato praticado pela referida autoridade, consistente
na contratação de instituição especializada para a realização de auditorias em contratos
Questões   47

celebrados pelo referido órgão. De acordo com as disposições da Lei n.º 12.527/2011, que
disciplina o acesso à informação, a referida autoridade administrativa
A) somente poderá negar a disponibilização de informações que considere estratégicas
para a Administração, mediante despacho fundamentado da autoridade máxima da
correspondente instância administrativa.
B) estará obrigada a disponibilizar apenas as informações que forem pertinentes ao interesse
do requerente, conforme justificado no correspondente requerimento.
C) não estará obrigada a disponibilizar as informações, se entender, fundamentadamente,
que as mesmas são de caráter sigiloso.
D) estará obrigada a disponibilizar, exclusivamente, as informações relativas à contratação,
porém não o resultado dos estudos.
E) não poderá negar a disponibilização das informações relativas à contratação, bem assim
dos resultados das auditorias realizadas.

42. CESPE – Analista Adm. – TRE-RS/2015. De acordo com a Lei de Acesso à Informação – Lei
n.º 12.527/2011, o requerimento de informação de interesse público não precisa ser acom-
panhado de exposição simples dos motivos da solicitação.

43. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. Assinale a opção correta de acordo com o disposto na Lei
n.º 12.527/2011. Entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos para a rea-
lização de ações de interesse público somente estão submetidas à publicidade na parcela
relativa aos recursos públicos recebidos e à sua destinação.

44. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Analise a alternativa a respeito da Lei de


Acesso à Informação: não estão submetidas à LAI as organizações não governamentais que
receberem recursos públicos.

45. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Com base no disposto na Lei n.º 12.527/2011 o
órgão público não pode exigir do particular que ele apresente os motivos determinantes da
solicitação de informações de interesse público por ele realizada.

46. FCC – ACE – TC-CE. A Lei de Acesso à informação, Lei n.º 12.527/2011,
A) autoriza o órgão público a fazer exigências ao requerente referente aos motivos deter-
minantes da solicitação de informações de interesse público.
B) não abrange as entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos públicos.
C) não prevê o desenvolvimento do controle social como uma diretriz.
D) abrange somente a Administração direta e indireta do Poder Executivo.
E) regula como direito obter tanto informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e
entidades quanto informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acu-
mulados por seus órgãos ou entidades.

47. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A Lei n. 12.527, de 2011, assegura o direito
fundamental de acesso à informação e deve ser executado em conformidade com os princípios
básicos da administração pública. O acesso a informações públicas será assegurado me-
diante a criação de serviço de informações ao cidadão, em local com condições apropriadas
para atender e orientar o público quanto ao acesso a informações.
48   Administração Pública I Augustinho Paludo

48. FCC – AFR – RJ/2014. O acesso à informação de que trata a Lei n.º 12.527/2011 compreende
diversos direitos. Dentre eles NÃO se encontra o de obter informação
A) pertinente à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, lici-
tação e contratos administrativos.
B) contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por órgãos ou entidades
da Administração Pública, recolhidos ou não a arquivos públicos.
C) produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer
vínculo com órgãos ou entidades da Administração Pública, mesmo que esse vínculo já
tenha cessado.
D) referente a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos, indepen-
dentemente de avaliação de necessidade de sigilo em nome da segurança da sociedade
e do Estado.
E) sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades da Administração Pública, inclusive
as relativas à sua política, organização e serviços.

21.8. COMUNICAÇÃO E REDES

Comunicação

1. FCC – Analista Adm. – TJAP/2014. A Comunicação Interna utilizada na gestão organizacional


é caracterizada por
A) utilizar como veículos relatórios, circulares, boletins, folhas soltas, folhetos completos,
folders, jornais, revistas, manuais de instrução e apostilas.
B) responder por planejamento e execução de campanhas de opinião pública.
C) utilizar conceitos de segmentação de mercado, de pesquisa de consumidores, de confi-
guração de ideias, de comunicação, de facilitação de incentivos e a teoria da troca, a fim
de maximizar a reação do grupo-alvo.
D) ter como uma das suas atribuições a organização e a constante atualização de um mailing-
-list (relação de veículos de comunicação, com nomes de diretores e editores, endereço,
telefone, fax e e-mail).
E) não fazer parte da Comunicação Organizacional.

2. FGV – Assistente Adm. – Defensoria-MT/2015. Sobre os tipos de comunicação organizacional,


analise as afirmativas a seguir, e depois Assinale:
I. Uma sugestão de melhoria é um tipo de comunicação ascendente.
II. Uma instrução de trabalho é um exemplo de comunicação descendente.
III. Uma comunicação entre departamentos ou entre setores é um exemplo de comunicação
horizontal.
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa II estiver correta.
C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Comentada 3. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. Acerca da Comunicação. Considere que


um gestor público tenha transmitido uma ordem aos seus funcionários e não tenha recebido
Questões   49

feedback. Nessa situação, não houve processo de comunicação, visto que o gestor não pôde
avaliar o correto entendimento da orientação recebida.

4. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Acerca da comunicação. Em geral, os fluxos de


comunicação nas organizações são classificados como descendente, ascendente, lateral,
transversal e circular. O fluxo descendente refere-se à condução de informações da base da
organização para o corpo dirigente, ao passo que o fluxo ascendente, ao contrário, refere-se
às informações geradas pela direção da organização e difundidas na base hierárquica.

5. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Acerca da comunicação. Segundo Margarida Kunsch,


a comunicação interna não deve ser confundida com endomarketing nem ser considerada
de modo isolado do conjunto das demais atividades da organização; deve ser participativa
e utilizar todos os instrumentos possíveis, como as novas mídias.

6. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Analise as afirmativas abaixo marcando C


para Certo e E para Errado. A seguir selecione a opção correta.
( ) Na comunicação formal a mensagem circula por meio de sistemas não convencionais
e não oficiais.
( ) A comunicação nas organizações apresentam-se de forma diferenciada, podendo ser
formais ou informais, orais ou escritas, ascendentes, descendentes e laterais.
( ) São propósitos da comunicação organizacional proporcionar informação e compre-
ensão necessárias à condução das tarefas, e proporcionar motivação, cooperação e
satisfação nos cargos.
( ) Um processo de comunicação é unidirecional e torna-se eficaz quando o destinatário
decodifica a mensagem e agrega-lhe um significado próximo à ideia que a fonte tentou
transmitir.
( ) O processo de comunicação pode ser eficiente e eficaz. A eficiência se relaciona com
os meios utilizados e a eficácia com o objetivo de transmitir uma mensagem com sig-
nificado.
A) C, C, E, E, E
B) E, C, C, E, C
C) C, E, C, E, E
D) E, C, E, C, E
E) C, E, C, C, C

7. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. Referente à assessoria de comunicação nas


organizações. As condições de existência de uma organização, bem como a direção de seu
movimento, são definidas pela comunicação que ocorre interna e externamente, visto que
a comunicação é um elemento vital no processamento das funções administrativas de uma
organização.

8. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. Com relação a imagem e identidade institucionais.


Imagem institucional é a forma como uma instituição quer ser percebida por seus públicos
de interesse, de modo a representar toda sua essência, ou seja, aquilo que ela realmente
é.

9. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. No que se refere à comunicação nas organi-


zações. A qualidade da comunicação interna depende, entre outros fatores, da abertura e
50   Administração Pública I Augustinho Paludo

disponibilização de informações por parte da diretoria, tendo-se a verdade como princípio


norteador.

Comentada 10. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. No que se refere às novas tecnologias da
comunicação. No ciberespaço, a convergência de mídias também pode ser entendida como
hibridização de tecnologias e linguagens.

11. FCC – Analista Adm. – TJAP/2014. Sobre as barreiras da Comunicação Interna é INCORRETO
afirmar:
A) A presença de grupos multidisciplinares que trabalham as informações nas organizações
é uma barreira para a gestão da comunicação interna.
B) As barreiras administrativas ocorrem quando a empresa processa suas informações
considerando a distância física, grupos com diferentes culturas, relações de poder etc.
C) As barreiras pessoais referem-se à personalidade de cada comunicador, seu estado de
espírito, suas emoções, seus valores e na forma como se comporta dentro de determinado
contexto.
D) A sobrecarga de informações caracteriza uma barreira na comunicação, uma vez que há
um limite de atenção cerebral.
E) O meio mais rico de comunicação é o face a face, caracterizado pela riqueza das expres-
sões adicionais.

12. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Com relação ao processo de comunicação


organizacional. No sistema formal da comunicação organizacional do tipo “todos os canais”,
os membros se comunicam ativamente uns com os outros e há um líder forte que age como
condutor central do processo.

13. CESPE – Analista Administrativo – TJCE/2014. Com relação ao processo de comunicação


organizacional. A resolução de problemas intradepartamentais, a coordenação interdepar-
tamental e as iniciativas de melhoria e mudança ensejam comunicação organizacional do
tipo horizontal ou lateral.

14. CESPE – Analista Comunicação – SERPRO/2013. A comunicação interna é responsável pelo


posicionamento e pela imagem da organização na sociedade. Para isso, ela focaliza a opinião
pública.

15. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. A comunicação interna objetiva viabilizar toda
a interação entre uma dada organização e os seus empregados.

16. CESPE – Analista Comunicação – INPI/2013. A comunicação integrada compreende as


diversas modalidades comunicacionais, como a comunicação interna, a administrativa, a
institucional e a mercadológica.

17. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Acerca da comunicação. O plano estratégico de


comunicação deve ser formulado de maneira independente do planejamento estratégico da
organização.

18. FCC – Agente Comunicação – Defensoria-SP/2015. A prática profissional de um comunicólogo


em uma instituição pública pauta-se por uma abordagem que promova o
A) acesso à informação sigilosa.
Questões   51

B) crescimento econômico.
C) exercício da cidadania.
D) aperfeiçoamento jurídico.
E) equilíbrio dos Poderes.

19. ESAF – AFC – CGU/2012. A expressão “Comunicação Pública” é utilizada em vários sentidos.
Um dos mais utilizados, inclusive no Brasil, designa as ações de comunicação social das
várias esferas do poder público. Os seguintes enunciados referem-se a essa acepção.
I. A comunicação pública é uma forma de construir a agenda pública, prestar contas,
mobilizar a população para a execução de políticas públicas e promover o debate
público.
II. A comunicação promovida pelos governos de quaisquer níveis se utiliza de diversos
instrumentos, inclusive de campanhas publicitárias e de utilidade pública.
III. As ações de comunicação desenvolvidas pelos governos tradicionalmente envolvem
o uso dos meios de comunicação social A mídia), mas recentemente passou a utilizar
também instrumentos comuns na comunicação corporativa como os 0800, call centers,
e as chamadas novas mídias.
A) apenas o I está correto.
B) apenas o II está correto.
C) apenas o III está correto.
D) todos estão corretos.
E) nenhum está correto.

Comentada 20. FCC – Analista Administrativo – TRT15/2013. A finalidade da Comunicação Gover-


namental, segundo PALUDO (2010), deve contemplar
A) todas as ações e atividades desempenhadas pelo governo e seus órgãos para apresentar
as informações e a prestação de contas.
B) a estratégica de planejamento voltada ao contexto de uma empresa, utilizando a asses-
soria de imprensa e a comunicação interna.
C) o processo político de interação no qual prevalecem a expressão, a interpretação e o
diálogo.
D) os sistemas de transmissão de mensagens para um público vasto, disperso e heterogêneo,
utilizando áreas da imprensa periódica, rádio, televisão e cinema.
E) o estabelecimento da comunicação em um ambiente eticamente desafiador, rapidamente
mutável, politicamente sensível, movido a conflitos, culturalmente diversificado, utilizando
mídias digitais e tradicionais.

21. Augustinho Paludo/2016. Sobre comunicação. A comunicação Pública e a comunicação


Governamental tem o mesmo significado e aplicação prática.

22. CESPE – Analista Comunicação – INPI/2013. A comunicação pública confunde-se com o


conceito de comunicação publicitária e segue o modelo da bala mágica, ou da agulha hipo-
dérmica, por sua capacidade de gerar respostas imediatas e mecânicas.

23. CESPE – Analista Comunicação – INPI/2013. Comunicação pública é um conceito com múlti-
plos significados, mas uma acepção pertinente para as relações públicas é a de comunicação
no âmbito da sociedade civil organizada.
52   Administração Pública I Augustinho Paludo

24. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. No que se refere à comunicação pública. As ex-
periências de ouvidoria nos órgãos públicos brasileiros se enquadram entre os mecanismos
de prestação de contas e responsabilidade social. Essas experiências visam fortalecer o
exercício da cidadania.

25. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. No que se refere à comunicação pública. A


função da ouvidoria na comunicação pública corresponde à do ombudsman nos veículos de
comunicação. Na comunicação pública a ouvidoria atende aos princípios da transparência
e da qualidade no atendimento aos usuários.

Redes

26. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. O Brasil, nos últimos anos, pós-Constituição
Federal de 1988, passou a experimentar um conjunto de experiências voltadas ao aumento
da participação social. Já se demonstra que há uma gama bem diversa de experiências que
variam em termos de seus desenhos, do grau de institucionalização e dos resultados que
promovem. De forma geral, no entanto, demonstra(m)-se como resultado(s) concreto(s)
das experiências de participação em curso:
A) redução de custos de transação e garantia da heterogeneidade de interesses nas decisões
tomadas pelo poder público.
B) envolvimento de mais atores no processo decisório e, assim, eliminação de pontos de
veto.
C) aceleração dos processos decisórios, reduzindo custos de transação para o poder público.
D) promoção de decisões mais efetivas tomadas com maior rapidez pelo poder público em
discussão com atores privados.
E) heterogeneidade de atores envolvidos no processo decisório e contribuição para anteci-
pação da contestabilidade.

27. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. As redes de cooperação são teias flexíveis e
abertas de relacionamento que compartilham os mais diversos recursos e necessidades
entre os entes que a compõem. As redes públicas de cooperação no Brasil atuam de forma a
atender as demandas geradas pela sociedade. Com relação às redes públicas de cooperação,
assinale a alternativa INCORRETA.
A) Compartilham confiança e cumplicidade.
B) Possuem interesses e projetos comuns.
C) Possuem respeito mútuo e conflitos administráveis.
D) São homogêneas e não exercem competição e colaboração entre si ao mesmo tempo.
E) São heterogêneas, competem e colaboram entre si ao mesmo tempo.

28. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca da gestão de redes organizacionais.


A gestão de redes organizacionais pressupõe a existência de uma autoridade central e a
definição de um único objetivo organizacional.

29. FCC – Analista Administrativo – TRT9/2013. A estratégia de redes representa um grande


potencial de aumento da efetividade da gestão pública. Esta afirmativa é verdadeira, desde
que seja evitado o problema típico na gestão de redes organizacionais que é
A) a indefinição na responsabilização pela obtenção dos resultados.
Questões   53

B) o excesso de atores com influência nas decisões.


C) a dificuldade de gerir uma grande quantidade de informação.
D) a rigidez formal dos processos de gestão em rede.
E) a necessidade de aumentar a cadeia hierárquica burocrática.

Comentada 30. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. A organização em forma de rede é


um fenômeno importante nas estruturas sociais e organizacionais contemporâneas, tendo
como característica:
A) adoção de modelo de gestão verticalizado, com coordenação estruturada para evitar a
dispersão de informações.
B) presença de estruturas rígidas de divisão do trabalho e circulação das informações em
uma cadeia ramificada de comunicação.
C) apresentar estruturas com pouca dispersão e concentração do trânsito de informações
e um único canal de comunicação.
D) modelo de gestão da comunicação hierarquizado de acordo com os papeis que os agentes
desempenham na organização.
E) serem policêntricas, com autonomia dos participantes, compartilhamento de conheci-
mentos e cooperação.

31. CESPE – Especialista Gestão – Telebras/2013. A rede, uma estrutura de comunicação e de


gestão aberta e dispersiva, pode ser expandida de forma ilimitada, haja vista o contexto
vivenciado pelas organizações que a compõem.

32. FCC – Analista Administrativo – TRT1/2013. As redes organizacionais podem ser estabeleci-
das entre diferentes pessoas e/ou instâncias de uma mesma organização, entre organizações
e seus diferentes clientes externos e entre diferentes organizações públicas.

33. FCC – Técnico FES – MG/2013. Sobre as denominadas redes organizacionais, é correto
afirmar que correspondem a uma teia de relacionamentos, elos e conexões construídos e
utilizados para o benefício das pessoas e membros da organização.

34. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. Referente a administração geral e pública.


Se duas empresas fornecerem recursos para a criação de uma nova empresa, tem-se um
exemplo de aliança estratégica.

35. FCC – Analista Adm. – TRT-RS/2015. As redes organizacionais envolvem a agregação de


múltiplos atores e interação para compartilhamento de ideias e recursos de forma ágil e
eficiente. O Estado-rede combina vários princípios da atuação Administrativa, incluindo:
I. Subsidiariedade: o Estado deve ser substituído pela sociedade quando sua atuação
não seja essencial.
II. Flexibilidade: estrutura administrativa flexível para adaptação às mutações internas
e externas.
III. Centralização: existência de um canal exclusivo de comunicação, com vistas a evitar
a dispersão de esforços.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) III.
B) II e III.
C) II.
54   Administração Pública I Augustinho Paludo

D) I e II.
E) I.

36. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Respeitadas as diversidades e as diferenças,


é factível identificar interesses comuns nas atividades humanas visando à efetivação do de-
senvolvimento sustentável contemplando o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
No contexto da nova gestão pública brasileira, é necessário para que este desenvolvimento
sustentável aconteça: a construção de uma nova relação entre os setores público, privado
e terceiro setor em todos os âmbitos.

Comentada 37. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Há, atualmente, novos arranjos insti-
tucionais em operação no governo federal brasileiro, definidos como o conjunto de regras,
mecanismos e processos que determinam como se coordenam os atores e interesses na
implementação de uma política específica. A respeito desses novos arranjos institucionais:
há uma grande heterogeneidade nos novos arranjos institucionais, que tentam incorporar
questões como intersetorialidade, participação social e relações federativas.

38. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Os processos de reforma do Estado viven-


ciados por vários países nas últimas décadas trouxeram à tona o tema da reestruturação
organizacional com a adoção de novos modelos, como a estrutura matricial, a gestão por
processos, a estrutura em redes, entre outros. A gestão em redes é o modelo mais adequado
para políticas com resultados padronizados.

21.9 NOVAS TECNOLOGIAS GERENCIAIS – APLICAÇÃO E IMPACTO

1. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Com relação a ferramentas e técnicas de gestão


estratégica e de qualidade. O benchmarking é um recurso indicado às empresas na avaliação
dos investimentos em sua infraestrutura de tecnologia da informação.

2. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. O benchmarking


A) tem como objetivos garantir a qualidade e aumentar a produtividade.
B) é uma das formas mais rápidas, baratas e úteis de se obter inspiração para melhorar a
qualidade em serviços.
C) é, em geral, utilizado na priorização de problemas e na análise de riscos.
D) possibilita agrupar causas por categorias e semelhanças, previamente estabelecidas ou
percebidas durante o processo de classificação.
E) é uma ferramenta de representação das possíveis causas que levam a determinado efeito.

3. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. Relativo à elaboração de planos de melhoria de


processos. O benchmarking é uma alternativa contraindicada para melhoria de processos,
visto que proporciona cortes drásticos e paliativos que não atingem a raiz dos problemas
organizacionais.

4. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. A ferramenta de avaliação que identifica


as melhores instituições, métodos e estratégias que elas utilizam para o sucesso de suas
áreas funcionais e processos, comparando essas práticas com as da organização avaliada
e verificando como estas podem ser melhoradas, denomina-se benchmarking.
Questões   55

5. DOMCINTRA – APP – Administrador – PMBH/2013. Uma organização busca melhorar a


qualidade de seus produtos e serviços mensurando, estatisticamente, seus resultados
e a compara com os próprios padrões ou com os padrões das empresas de referência do
mercado. Esse procedimento se refere à técnica denominada benchmarking.

6. CONSULPLAN – Administrador – Pref. Alagoas/2014 Não é exatamente um programa, mas


uma filosofia de qualidade que busca o aprimoramento contínuo dos processos e produtos.
É uma atitude de busca constante da qualidade. O texto se refere ao Kaizen.

7. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. Relativo à administração. O downsizing é a


abordagem mais indicada quando se pretende diminuir a resistência a melhorias realizadas
na organização.

8. CESPE – Analista Administrador – MS/2013. Nas organizações atuais, achatadas, competi-


tivas e voltadas para o downsizing, os funcionários altamente comprometidos apresentam
dificuldade de adaptação, principalmente porque a amplitude de controle é maior.

9. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. As organizações de hoje operam em um ambiente cada


vez mais dinâmico, exigindo que elas se adaptem constantemente a novas situações. Por
isso, a redução dos níveis de burocratização é importante para que a organização consiga
promover mudanças e melhorias nos processos de trabalho. Uma das ferramentas utiliza-
das para análise e melhoria de processos é o ciclo PDCA, cujo objetivo é organizar a análise
e a solução de problemas, facilitando a implantação de uma filosofia de aperfeiçoamento
contínuo dos processos da organização.

Comentada 10. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. O Ciclo PDCA inclui as seguintes etapas sequen-
ciais: planejamento; execução; controle/verificação; ação avaliativa/corretiva.

Comentada 11. CESPE – ACE – TCU/2015. Acerca de aspectos relacionados à administração pública.
O ciclo PDCA compõe-se das seguintes etapas: planejamento, execução, controle ou veri-
ficação e ação corretiva.

12. CONSULPLAN – Administrador – Alagoas/2014. O ciclo PDCA talvez seja uma das mais
famosas ferramentas da Gestão pela Qualidade Total para o controle dos processos. Foi
levada ao Japão por Deming e amplamente empregada naquele país. Seu significado é
A) planejar, executar, verificar e tomada de ações corretivas.
B) participar, eleger, vistoriar e acabamento correto.
C) permitir, excluir, vigiar e criar alternativas.
D) praticar, eliminar, checar e alertar os possíveis erros.
E) priorizar, fazer, comunicar e analisar alternativas.

13. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. A principal característica da técnica de PDCA é:


A) explorar potencialidades.
B) visualizar, em conjunto, as causas principais e secundárias de um problema.
C) mostrar características médias.
D) ajudar a lembrar pontos principais a serem abordados.
E) planejar e implantar processos, inclusive melhorias e/ou correções.
56   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 14. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. Considere as afirmativas abaixo sobre o Ciclo
PDCA.
I. É uma ferramenta que busca a lógica para fazer certo desde a primeira vez.
II. É um método utilizado para controlar e melhorar as atividades de um processo. III.
Também chamado de ciclo da melhoria contínua, é utilizado em processos de trabalho
para maximizar a eficiência. TODAS as afirmativas estão corretas.

15. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Com relação a ferramentas e técnicas de gestão
estratégica e de qualidade. No ciclo PDCA, uma ação típica do ajuste (act) consiste no moni-
toramento do progresso e na modificação do plano de implementação, quando necessário.

16. ESAF – APO/2015. A ferramenta de gestão criada por Walter Shewhart e, mais tarde, ampla-
mente divulgada por Willian Deming, cujo objetivo é implementar um processo de melhoria
contínua, através de ciclos de planejamento e controle de uma determinada atividade, é
denominada
A) Ciclo 5S.
B) Ciclo PDCA.
C) Diagrama de Ishikawa.
D) Diagrama de Pareto.
E) Fluxograma.

17. FGV – Agente – TC-BA/2014. Na análise e melhoria contínua da qualidade em uma organi-
zação, após o desenvolvimento de um processo deve‐se verificar se as expectativas dos
clientes estão sendo atendidas. Em muitos casos, tal análise pode apontar para a neces-
sidade de melhorias e, nesse caso, o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) pode ser usado
como suporte.

18. CONSULPLAN – Administrador – Alagoas/2014. Programa de qualidade que visa mudar a


maneira de pensar das pessoas na direção de um melhor comportamento para toda a vida,
não sendo somente um evento episódico, mas uma nova maneira de conduzir a empresa
com ganhos efetivos de produtividade. O texto se refere a “5 S”.

19. CONSULPLAN – Administrador – Alagoas/2014. O programa “5 S” é um conjunto de ferra-


mentas usado para promover a qualidade nas organizações. Nasceu no Japão pós-guerra
e possui forte identificação com a cultura nipônica de ordem e limpeza. Trata-se de cinco
passos que visam, antes de tudo, manter a ordem e a limpeza nos locais de trabalho, pois
os japoneses acreditam que um ambiente com essas características propicie o aumento da
produtividade e a melhoria da qualidade.

Comentada 20. CESPE – Administrador – FUB/2015. Caso a organização deseje identificar as


subcategorias com maiores índices de insatisfação para, posteriormente, priorizar suas
ações corretivas apenas nas subcategorias mais relevantes, a instituição deverá utilizar o
diagrama, ou método de análise, de Pareto.

Comentada 21. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Uma determinada empresa que presta
serviços em telefonia móvel numa grande cidade, recebeu significativo número de recla-
mações de clientes por falta de sinal para fazer e receber ligações. A partir da origem das
reclamações, identificou-se que 80% do problema de sinal estava relacionado a 20% dos
Questões   57

clientes que residiam ou tentaram utilizar o serviço na zona sul da metrópole. Ao analisar o
mapa da rede e as antenas disponíveis, verificou-se que estes clientes da zona sul estavam
muito afastados das antenas disponíveis, e esta configuração de antenas deverá ser ampliada
para melhorar a qualidade do sinal nessa zona. Assim, a técnica utilizada para mensurar
os percentuais acima apresentados foi:
A) Análise de Custo-Benefício.
B) Mapa mental.
C) Brainstorming.
D) Gráfico de Gantt.
E) Análise de Pareto.

22. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. Em uma instituição pública foram levantadas as causas
de retrabalho em processos finalísticos cujas evidências encontram-se descritas a seguir:
Razões/Número de ocorrências: Descontinuidade em projetos 25; Erros gramaticais 10;
Inadequação de procedimento 12; Documentação insuficiente 45; Falhas técnicas (ex. erros
de digitação) 08. Utilizando o princípio de Pareto, é correto afirmar: As prioridades para
resolver o problema nos processos finalísticos são: documentação insuficiente e os erros
gramaticais.

23. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Caso se pretenda descrever graficamente os
itens responsáveis pela maior parcela dos problemas no âmbito da recepção de um órgão
público, poderá ser utilizada a ferramenta de gestão da qualidade denominada diagrama
de Pareto.

24. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Assinale a alternativa que apresenta a função
do diagrama de Pareto como instrumento para a gestão da qualidade.
A) Medir a performance em intervalos regulares de tempo.
B) Ordenar as causas dos atrasos e deficiências conforme a gravidade ou frequência da
ocorrência.
C) Determinar quando se devem fazer as melhorias contínuas.
D) Averiguar as razões que estão na origem do problema ou os obstáculos à melhoria.
E) Apresentar os passos envolvidos na tarefa e identificar os dispensáveis.

25. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. A respeito das ferramentas da qualidade. O


economista Vilfredo Pareto criou um princípio que, originalmente, se aplicava à análise da
distribuição de renda e que, posteriormente, foi adaptado à realidade da administração da
qualidade, tornando-se uma ferramenta para a escola de gestão. Esse princípio, denomi-
nado de princípio de Pareto, pode ser empregado para definir prioridades na correção de
problemas e (ou) defeitos, permitindo ao administrador perceber que, em geral, 20% das
causas ocasionam 80% dos efeitos.

26. CESPE – Administrador – FUB/2015. Caso a organização deseje identificar índices de insatis-
fação, a ferramenta a ser utilizada para diagnosticar as causas de insatisfação das diversas
categorias pesquisadas é o diagrama de Ishikawa, também conhecido como diagrama Espinha
de Peixe.

27. FGV – Administrador – TJRO/2015. O gerente de operações de uma fábrica de pneus vinha
recebendo relatórios apontando que a espessura dos pneus para motocicletas estavam
58   Administração Pública I Augustinho Paludo

abaixo dos padrões estabelecidos. O gerente gostaria de adotar ferramentas de gestão da


qualidade que permitissem identificar as causas diretas desse defeito de fabricação, favo-
recendo uma atuação direcionada e específica para a solução do problema. A ferramenta
mais adequada para tal seria:
A) brainstorming;
B) 5W2H;
C) ciclo PDCA;
D) diagrama espinha de peixe;
E) matriz GUT.

28. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Muitas vezes concentramos energias na identifica-
ção do problema, quando na verdade deveríamos nos concentrar na identificação das causas
que levam ao problema ou ao efeito. Desta forma, a análise de causa e efeito é uma técnica
muito utilizada para identificar todas as causas que estão associadas a um determinado
problema. Considera-se um dos passos da técnica de causa e efeito
A) realizar o mapeamento do processo.
B) desenhar o diagrama de espinha de peixe ou de Ishikawa.
C) desenhar o mapa mental.
D) desenhar o gráfico de Gantt.
E) criar um plano de contingência.

29. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. O diagrama de causa e efeito é usado quando
há um grande número de problemas e recursos limitados para resolvê-los. Esse diagrama
busca eliminar as poucas causas que determinam muitas perdas, com o objetivo maior de
diminuir substancialmente o desperdício.

30. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Kaoru Ishikawa, enfatizando que apenas poucos
itens geram os maiores resultados, contribui para a criação da ferramenta denominada dia-
grama de dispersão, que pode ser utilizada para avaliar o quanto uma organização pretende
organizar seus estoques com qualidade.

31. VUNESP – Analista RH – Itatiba. Uma das ferramentas para o controle da qualidade total é
o Diagrama de Ishikawa, ou “espinha de peixe”. Qual a função dessa ferramenta?
A) Demonstrar o comportamento ao longo do tempo de uma variável de um produto.
B) Visualizar um processo que demonstre seu funcionamento.
C) Mostrar aos trabalhadores de uma linha de produção como fazer o seu trabalho.
D) Identificar em uma figura as causas dos problemas e seus efeitos.
E) Mostrar a distribuição de frequência de uma variável de interesse por meio de retângulos
justapostos.

32. CONSULPLAN – Administrador – Porto Velho/2014. Acerca das ferramentas da qualidade.


Diagrama de causa e efeito é uma representação gráfica, cuja forma se assemelha a uma
espinha de peixe, que permite a visualização da cadeia de causas e efeitos de determinado
problema. Tem como objetivo a identificação e a solução de falhas.

33. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. O Brasil foi um dos primeiros países a instituir o
orçamento participativo (final dos anos 1970). Atualmente, inúmeros municípios brasileiros
Questões   59

adotam o orçamento participativo como forma de incentivar a participação da sociedade na


administração pública. Sobre o orçamento participativo, assinale a alternativa correta.
A) É o meio pelo qual cidadãos e entidades da sociedade civil têm a oportunidade de interferir
diretamente nas decisões de alocações de recursos públicos.
B) O orçamento participativo só é possível em grandes centros urbanos.
C) O orçamento participativo só é possível em pequenas cidades.
D) O orçamento participativo não figura uma ferramenta de fiscalização dos gastos públicos.
E) O orçamento participativo não é relevante para a transparência e para o controle social.

34. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. A reengenharia organizacional é o repensar


fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais para atingir aprimo-
ramentos notáveis em custo, qualidade, serviços e rapidez.

35. CESPE – Analista Administrativo – TJCE/2014. Acerca da administração. Representa um


princípio norteador da reengenharia: transformação organizacional.

36. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Com relação a ferramentas e técnicas de gestão
estratégica e de qualidade. Ao decidir realizar a reengenharia dos processos do seu negócio,
uma empresa está agindo de forma coerente com esse conceito ao considerar que seus
processos atuais estão errados e, em razão disso, aplicar a reengenharia sem fracionar
um processo organizacional.

37. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. O conceito proposto na década de 1990, por
Hammer e Champy, consistente na implementação de mudanças radicais, com redesenho de
processos de trabalho, rompendo paradigmas tradicionais de Administração, denomina-se
Reengenharia.

Comentada 38. FGV – Agente – TC-BA/2014. Em relação à reengenharia de processos, avalie as


afirmativas a seguir.
I. O foco principal do programa é o processo.
II. A reengenharia prioriza pessoas que, além de competentes, são criativas, persistentes,
comunicativas e questionadoras.
III. As principais etapas dos processos de reengenharia são o planejamento, a análise e
a implantação.
Assinale:
A) se apenas a afirmativa I estiver correta.
B) se apenas a afirmativa II estiver correta.
C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
D) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

39. ESAF – Analista – PO-MPOG/2015. A globalização é um dos processos de aprofundamento


das interações internacionais nas áreas econômica, social, cultural, política. Entre os seus
impactos para as sociedades, podemos citar: I. aumento no fluxo via Internet e na velocidade
da troca de mensagens, ideias e informações; II. aumento da universalização do acesso a
meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos celulares e os de infraes-
trutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade
graças à inovação tecnológica.
60   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 40. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Entre as tecnologias que impactam
as organizações está a tecnologia da informação. Selecione a opção que apresenta corre-
tamente o impacto da tecnologia da informação na estrutura e processos organizacionais.
A) Não altera processos de trabalho embora haja a extinção de determinadas tarefas.
B) Muda o perfil da mão de obra, exigindo novas especializações, habilidades e qualificação.
C) Favorece a criação de postos de supervisão em detrimento de postos de nível de gerência.
D) A implantação de novas tecnologias de TI não altera as estruturas de poder.
E) Embora gere novos padrões de comunicação, não há alteração nos papéis desempenhados
pelas pessoas.

21.10. QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Comentada 1. FCC – Analista Adm. – TJAP/2014. A gestão da qualidade nos serviços públicos passa
por conceitos de grandes estudiosos, tais como Deming, que introduziu a estatística no
controle da qualidade.

Comentada 2. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Acerca da qualidade da gestão.


Eliminar a administração por objetivos e instituir um sólido programa de educação e auto-
treinamento são atividades elencadas por Deming, um dos principais expoentes da escola
da qualidade.

3. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Com relação à gestão da qualidade. Deming,


um dos principais autores da escola da qualidade nas organizações, definiu como essencial
o fim da dependência da inspeção em massa.

4. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Segundo Deming, um dos principais autores da


escola da qualidade, a inspeção em massa constitui requisito que subsidia o trabalho dos
departamentos de controle da qualidade.

5. FCC – Técnico Previdenciário – MANAUSPREV/2015. A história da qualidade pode ser definida


em três estágios, cada qual com suas características. O estágio corretamente caracterizado
é
A) Qualidade Japonesa: I. Produtos e serviços definidos com base nos interesses do con-
sumidor; II. Qualidade garantida do fornecedor ao cliente.
B) Inspeção: I. Produtos e serviços definidos com base nos interesses do consumidor; II.
Produtos e serviços inspecionados um a um ou aleatoriamente.
C) Qualidade total: I. Observação direta do produto ou serviço pelo fornecedor, ao final do
processo;
II. Observação de produtos e serviços durante o processo produtivo.
D) Qualidade Americana: I. Observação direta do produto ou serviço pelo fornecedor, ao
final do processo; II. Qualidade garantida do fornecedor ao cliente.
E) Controle Estatístico: I. Observação direta do produto ou serviço pelo fornecedor, ao final
do processo; II. Produtos e serviços inspecionados com base em amostras.

6. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Com referência à gestão de qualidade. Na busca
por melhoria contínua, é importante que se crie um conjunto de indicadores globais com os
quais a empresa possa acompanhar seus resultados econômicos, financeiros, de qualidade
Questões   61

e de produtividade. Além disso, esses indicadores devem possibilitar o desdobramento, de


forma que o resultado lido pelo nível estratégico reflita o desempenho alcançado no nível
operacional.

7. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca da qualidade. Uma organização que
adote as normas ISO 9000:2000 terá de considerar as adaptações do padrão regional da
norma, pois existe uma variação para a aplicação desse sistema de gestão de qualidade em
função do tamanho ou do tipo da organização.

8. CESPE – Administrador – PF/2014. Relativo à gestão da qualidade. As normas ISO, enquanto


mecanismos de auditoria para boas práticas de administração da qualidade, são adotadas
tanto por organizações públicas quanto por privadas.

9. VUNESP – Técnico Qualidade – DCTA/2013. O principal benefício esperado da implantação de


um sistema de garantia da qualidade em uma empresa é: maior garantia de que os requisitos
do cliente serão atendidos.

Comentada 10. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Os programas de Gestão da Qualidade Total


(TQM) são voltados para o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes, a
construção do comprometimento de todos os membros da organização e o melhoramento
contínuo dos processos e produtos da organização.

Comentada 11. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. A qualidade total visa aumentar a
satisfação do consumidor com o produto ou serviço. Assinale a alternativa que apresenta
um aspecto que NÃO é proporcionado por um programa de qualidade total.
A) Melhoria na qualidade e projeto do produto.
B) Aperfeiçoamento nos serviços prestados aos consumidores.
C) Redução dos custos operacionais.
D) Redução das perdas ao longo do processo de fabricação.
E) Resposta para o desafio da produtividade e da competição.

12. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Assinale a alternativa que apresenta uma
definição de gestão estratégica da qualidade.
A) É um programa de qualidade que procura articular os objetivos organizacionais aos
individuais.
B) É um programa de qualidade que consiste em um conjunto vital de orientações a repercutir
em toda a organização.
C) É um programa de qualidade que identifica e promove a expectativa profissional de cada
funcionário.
D) É um programa de qualidade que conta com as contribuições dos funcionários para a
gestão operacional.
E) É um programa de qualidade que apura e incrementa o nível de satisfação dos profissio-
nais no trabalho.

13. CESPE – Analista Administrativo – STF/2013. Acerca da gestão da qualidade. Entre as


ferramentas mais utilizadas para a gestão da qualidade em organizações, destacam-se o
controle estatístico de qualidade – que se destina a localizar erros ou desvios no processo
produtivo, em comparação com o processo idealizado – e a qualidade total – instrumento
de análise de toda a organização, de fornecedores a clientes.
62   Administração Pública I Augustinho Paludo

14. CESPE – Administrador – MJ/2013. Com relação à gestão da qualidade. A gestão da qualidade nas
organizações implica mudanças culturais, estratégicas e técnicas importantes na organização,
independentemente da participação ativa de seus colaboradores e dos gestores envolvidos.

15. CESPE – Administrador – PF/2014. Relativo à gestão da qualidade. Na qualidade total, os


parâmetros de qualidade de um produto ou serviço são estabelecidos pelos engenheiros
ou gestores envolvidos no processo de produção.

16. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. O foco no cliente é um princípio fundamental


da gestão da qualidade, que deve sempre buscar o atendimento pleno das necessidades do
cliente e a superação das suas expectativas, de forma que a satisfação dos clientes possa
ser medida por meio de indicadores.

17. CESPE – Assistente Administrativo – UNIPAMPA/2013. A gestão da qualidade procura infundir


qualidade em todos os processos organizacionais, integrando, desse modo, o trabalho em
equipe, com vistas à geração de resultados, como a melhoria contínua desses processos e
a satisfação do cliente.

Qualidade na Administração Pública

18. Diversas Bancas (2013/2014). Sobre a qualidade pública, assinale a alternativa correta.
A) Uma das políticas na busca da excelência nos serviços públicos é o GesPública, elaborado
com base na premissa de que a gestão de órgãos e entidades públicos pode e deve ser
excelente, mas não pode ser comparada com padrões internacionais de qualidade em
gestão, devido às especificidades de cada país.
B) As atribuições do Programa GesPública não incluem o apoio técnico aos órgãos e enti-
dades da administração pública na reestruturação organizacional.
C) O Programa de Qualidade no Serviço Público atua prioritariamente na melhoria de pro-
cessos de trabalho, dando menos ênfase à estruturação/reestruturação organizacional.
D) O alcance da qualidade no setor público encontra-se relacionado ao atendimento das
necessidades dos cidadãos, à redução dos custos da administração pública, e a um
contínuo aperfeiçoamento dos processos de trabalho.

19. FCC – Analista Administrativo – TRT11/2012. O principal indicador utilizado pelo Programa de
Qualidade no Serviço Público para medir o sucesso das organizações públicas que aderiram
ao Programa é o índice de
A) satisfação dos usuários.
B) absenteísmo dos servidores.
C) produtividade média.
D) execução orçamentária.
E) efetividade.

20. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. O Programa da Qualidade do Serviço Públi-


co − PQSP, implementado na década de 1990, propugnou a implantação de um modelo de
excelência em gestão pública, contemplando
A) a atenção prioritária ao cidadão e à sociedade, como destinatários dos serviços públicos,
atuando como elemento mitigador das restrições legais que dificultam a disponibilização
de tais serviços.
Questões   63

B) a adoção, com as adaptações necessárias ao setor público, do modelo matricial de compe-


tências, com a departamentalização das atividades para melhor controle dos resultados
obtidos.
C) a eficiente alocação de recursos públicos, entre seus objetivos, expressada na máxima
“fazer mais com menos”, que é utilizada como elemento mitigador da avaliação dos
serviços pelos usuários.
D) um conjunto de normas (leis, decretos e resoluções), como dimensão formal, que aferem
o desempenho do servidor, tendo como métrica a eficiência, eficácia e efetividade dos
serviços, e fundamentam a remuneração por resultados.
E) um sistema de avaliação continuada da gestão pública, identificando os pontos fortes e
os aspectos gerenciais pouco desenvolvidos, identificados na linguagem do programa
como oportunidades de aperfeiçoamento da organização, que devem ser objeto de ações
de melhoria.

21. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Uma retrospectiva da evolução do GesPública


remonta às iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de programas de qualidade. NÃO
foi uma dessas iniciativas a implantação do:
A) Subprograma da Qualidade e da Produtividade da Administração Pública, com foco na
Gestão de Processos;
B) Programa Nacional de Otimização na Administração Pública, com foco na busca por
competitividade e qualidade;
C) Programa da Qualidade e da Produtividade na Administração Pública, com foco na gestão
de resultados;
D) Programa da Qualidade no Serviço Público, com foco na qualidade do atendimento ao
cidadão;
E) Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização, com foco na gestão por
resultados orientada ao cidadão.

Comentada 22. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. No tocante à problemática da “qualidade


na administração pública” no Brasil. Sua discussão está bastante enraizada no contexto de
reforma do Estado brasileiro de meados dos anos 90 e com a busca da mudança de uma
cultura administrativa de acento burocrático para uma cultura com orientação gerencial.

23. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Assinale a alternativa que é corretamente


adequada aos princípios, aos objetivos e às características do modelo de qualidade em
serviços públicos.
A) A preocupação em satisfazer o cliente, no setor privado, é baseada no interesse, enquanto,
no setor público, essa preocupação tem que ser alicerçada no dever.
B) A gestão da qualidade, no serviço público, é uma dimensão técnica e não política, que
requer liderança da burocracia em seu desenvolvimento.
C) Os modelos de gestão da qualidade, no serviço público, requerem a construção de práticas
padronizadas e homogêneas de atendimento a todos os cidadãos.
D) O objetivo da gestão da qualidade no serviço público é garantir atendimento a normas e
procedimentos.
E) Os instrumentos e modelos de gestão da qualidade são únicos e dizem respeito tanto a
serviços públicos como a serviços privados.

Comentada 24. FCC – ACE – TCPI/2014. GesPública é o Programa Nacional de Gestão Pública e Des-
burocratização. Foi implementado em 2005, resultado da evolução histórica de iniciativas
64   Administração Pública I Augustinho Paludo

do Governo Federal para a promoção da Gestão Pública de excelência. Esse programa visa
eliminar o déficit institucional, promover a governança, a eficiência e a gestão democrática
participativa, bem como assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental.

25. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Acerca do modelo do GesPública. A avalia-


ção do sistema de medição de desempenho consiste na análise do histórico dos resultados
do processo para se verificar sua tendência – ao se comparar determinado desempenho
com um referencial desse histórico – e subsidiar o processo decisório por intermédio de
fatos e dados concretos.

26. CESPE – Analista – MMA/2014. Com base em temas importantes para a administração, julgue
o item. Segundo o GesPública, se os serviços públicos são fornecidos com mais qualidade e
maior possibilidade de acesso, a dimensão “resultados” será observada pela economicidade
medida por esses elementos de desempenho.

27. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Como evolução das iniciativas do Governo


Federal para a implementação da qualidade na gestão pública, em 2005, foi implantado o
GesPública, que contempla, entre as ferramentas utilizadas,
A) Carta de Serviço, que contém os compromissos e os padrões de atendimento estabele-
cidos pela entidade perante o cidadão.
B) padrões de governança, objetivando o aumento da capacidade de formulação e imple-
mentação das políticas públicas.
C) marco referencial, que delimita o alcance e a natureza das mudanças a serem imple-
mentadas.
D) Prêmio Nacional de Qualidade, que recompensa iniciativas inovadoras que aumentem a
eficiência na prestação dos serviços públicos.
E) Matriz SWOT, que identifica as forças e fraquezas da instituição, bem como os desafios
e oportunidades para atingir a excelência.

28. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Orientado ao cidadão e respeitando os princípios


constitucionais implícitos, o GesPública tem como uma de suas principais características o
fato de ser essencialmente público, com aplicação a toda a administração pública, em todos
os poderes e esferas do governo.

29. CESPE-AnalistaAdministrativoSTF/2013. Acerca da gestão da qualidade. O programa na-


cional de gestão pública e desburocratização (GesPública) visa melhorar a qualidade dos
serviços públicos brasileiros e inclui, em suas metas, a promoção da inovação e a gestão
do conhecimento, em consonância com a Agenda Comum de Gestão Pública União-Estados.

30. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. Referente à administração pública. Uma


das ferramentas propostas pelo programa GesPública foi a divulgação, pelos órgãos per-
tencentes à administração pública, da Carta de Serviços ao Cidadão, que tem por objetivos
facilitar e ampliar o acesso do cidadão aos seus serviços e estimular a sua participação no
monitoramento do setor público, induzindo-o ao controle social e promovendo a melhoria
da qualidade do atendimento prestado.

31. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. São informações necessárias a constar da


carta de serviços ao cidadão em relação a cada um dos serviços prestados, exceto:
A) principais etapas para o processamento do serviço.
B) custo do serviço.
Questões   65

C) forma de prestação do serviço.


D) locais e formas de acesso ao serviço.
E) prazo máximo para a prestação do serviço.

32. ESAF – AFRF/2012. Entre novas tecnologias gerenciais e organizacionais aplicadas à Admi-
nistração Pública, temos a Carta de Serviços ao Cidadão, preconizada pelo Programa Na-
cional de Gestão Pública e Desburocratização – GesPública, no Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão. Segundo o GesPública, a Carta de Serviços tem como premissas foco
no cidadão e indução do controle social.

33. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. É responsabilidade do GesPública, por meio


do comitê gestor, entre outros aspectos, mobilizar os órgãos e entidades da administração
pública para a melhoria da gestão e para a desburocratização.

21.11. O CLIENTE NA GESTÃO PÚBLICA e a EXCELÊNCIA EM SERVIÇOS PÚBLICOS

Cliente na Gestão Pública


1. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. A respeito de administração. Para uma ins-
tituição pública, é válida a premissa de que o cliente, interno ou externo à instituição, é o
destinatário do produto ou serviço de um projeto.

Comentada 2. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. A adoção dos princípios da gestão da qualidade
total pela Administração pública pode ser considerada como um avanço na melhoria do rela-
cionamento com a sociedade e da prestação de serviços aos usuários. Para as organizações
públicas, uma das principais consequências da implantação desse sistema é a aceitação de
que o setor público possui clientes, considerando-se nessa condição cada usuário específico
e direto de um determinado serviço.

3. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Quanto aos serviços públicos. Os programas de Gestão


da Qualidade Total são voltados para o atendimento das necessidades e expectativas dos
clientes.

Comentada 4. FGV – Agente – TC-BA/2014. O atendimento das inúmeras demandas sociais encontra
uma limitação prática na vida do Estado moderno em razão da escassez de recursos e das
restrições fiscais que trazem como consequência a necessidade cada vez mais urgente do
administrador público melhorar seu desempenho de forma a adotar modelos gerenciais que
se aproximam da administração privada, como é o caso da gestão com foco no cliente que
na administração pública representa o cidadão consumidor de bens e serviços disponíveis.

5. FCC – Auditor – TCE-AM/2015. Sobre administração pública. A reforma gerencial do setor


público, sem abandonar o conceitual empresarial vinculado à eficiência − característico
do gerencialismo puro, ganhou novos rumos em direção ao consumerism, incorporando
inovações destinadas a atender aos anseios dos clientes/consumidores.

6. FCC – ACE – TCGO/2014. Segundo alguns autores, é necessário construir um modelo gené-
rico, holístico, com foco em resultados, adequado à Administração pública brasileira. Esse
modelo, entre outros fatores, deve ter como destinatários os “clientes” atuais e os potenciais.
66   Administração Pública I Augustinho Paludo

7. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Representam objetivos do desenvolvimento


estratégico da qualidade nas organizações: a satisfação dos clientes e a melhoria perma-
nente do serviço.

8. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre administração pública. A profunda trans-


formação nas relações entre a administração pública e seus usuários deve-se, em grande
medida, ao exagero no atendimento aos cidadãos.

9. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. No contexto da Administração Pública, no que


tange a prestação de serviços públicos, é preciso considerar o ponto de vista de seus usu-
ários, gerando valor para o cidadão (contribuinte). Dessa forma, quanto ao desempenho da
oferta de bens e serviços públicos, o gestor público deve considerar todo o processo e a
intensidade de satisfação dos usuários.

10. VUNESP – Agente Administrativo – SJRP/2015. O Atendimento corresponde ao ato de atender,


ou seja, ao ato de cuidar, de prestar atenção às pessoas que recebemos ou com as quais
mantemos contato. No atendimento ao público, a função principal do profissional é a de
A) resolver os problemas de ordem pessoal do cliente em relação à organização.
B) ajudar o cliente, dentro do possível, a ter suas necessidades atendidas em relação à
organização.
C) concordar ou discordar do ponto de vista do cliente e direcioná-lo ao setor responsável.
D) apresentar-se indiferente às necessidades do cliente, pois deve-se evitar o envolvimento
com os problemas dele, cliente.
E) encaminhar o cliente à direção da empresa para que ela entenda qual o seu problema e
apresente a solução.

11. VUNESP – Agente Administrativo – SJRP/2015. Qualquer das formas de atendimento, pre-
sencial ou telefônico, requer conhecimento, atitudes e comportamento. Inerentes às atitudes
e comportamentos, estão implícitos três importantes aspectos:
A) expressão corporal, determinação e indiferença.
B) aparência, voz autoritária e apatia.
C) voz, simpatia e roupas de atendimento ao público.
D) aparência formal, voz melodiosa e expressão de seriedade profissional.
E) aparência, expressão corporal e voz.

12. FCC – Auxiliar Administrativo – FHSMG/2013. No desempenho de suas atribuições, o servidor


público deve seguir a legislação existente e ouvir as necessidades do público ao atendê-lo,
procurando sanar a questão do motivo da busca ao serviço.

13. CESPE – Analista Plan. Gestão – INPI/2013. O sucesso de uma organização está diretamente
relacionado a sua capacidade de atender às necessidades e expectativas de seus colabora-
dores, que devem ser identificadas, entendidas e utilizadas para a melhoria dos processos.

Excelência em Serviços Públicos

Comentada 14. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Acerca da qualidade da gestão.


O Modelo de Excelência da Gestão é um modelo de referência e aprendizado baseado em
enfoques sistêmico e prescritivo, e, por isso, é adaptável a qualquer tipo de organização.
Questões   67

15. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. A conquista da excelência nos serviços públicos decorre
de um amplo conjunto de fatores, muitos dos quais associados à incorporação de novas
filosofias gerenciais, de novas tecnologias, de princípios e ferramentas da qualidade, do
desempenho dos recursos humanos, com a efetiva participação e controle da sociedade,
objetivando o atendimento das necessidades do cidadão. O modelo de excelência da Fundação
Nacional da Qualidade – FNQ consiste na representação de um sistema gerencial constituído
por diversos fundamentos a partir dos quais são estabelecidos os critérios de excelência,
estes que, por seu turno,
A) traduzem o denominado pensamento sistêmico, que é a compreensão dos fatores que
afetam a organização e as medidas de aprimoramento necessárias.
B) permitem às organizações medirem seus esforços para verificar se estão ou não sendo
excelentes ou caminhando rumo à excelência.
C) correspondem à visão de futuro da organização.
D) contemplam o binômio liderança e constância de propósitos.
E) medem as relações de interdependência entre os diversos componentes da organização.

16. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Instituída nos anos 1990, a Fundação Nacional da Quali-
dade − FNQ é um importante centro de estudos, debate e irradiação de conhecimentos sobre
excelência em gestão. O modelo de excelência preconizado pela FNQ
A) adota, entre seus fundamentos, o pensamento sistêmico, que corresponde ao entendimen-
to das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização
e entre a organização e o ambiente externo.
B) apresenta critérios de excelência que permitem às organizações medirem seus esforços
rumo à excelência, entre os quais se insere a visão de futuro, voltada à perenização da
organização.
C) não comporta adaptação à Administração pública, não obstante os esforços realizados,
em face da incompatibilidade com os princípios constitucionais a esta aplicáveis.
D) mostrou-se ineficaz, em face da dificuldade de estabelecimento de uma métrica consis-
tente de avaliação e na fixação de critérios objetivos.
E) constitui um sistema de avaliação de processos e de desempenho organizacional, que
pressupõe a fixação de indicadores e metas.

Comentada 17. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. O modelo de excelência em gestão da FNQ − Fun-
dação Nacional da Qualidade, aplicável às organizações públicas e privadas, preconiza um
conjunto de fundamentos de excelência em gestão, tendo como referência as organizações
de excelência em nível mundial.

Comentada 18. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. A excelência nos serviços públicos
envolve a autoavaliação e a melhoria contínua do sistema de gestão, amparada em funda-
mentos próprios da gestão por excelência contemporânea, dentre os quais: pensamento
sistêmico, visão de futuro e orientação por processos e informações. É COMPATÍVEL com
essa proposta o seguinte conceito: O pensamento sistêmico refere-se ao entendimento das
relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização, bem
como entre a organização e o ambiente externo, com foco na sociedade.

Comentada 19. CESPE – Administrador – PF/2014. Relativo ao modelo de excelência da gestão. A


Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), por meio do modelo de excelência da gestão (MEG),
ressalta a importância do pensamento sistêmico e do aprendizado organizacional como
caminhos para a obtenção de resultados qualitativos nas organizações.
68   Administração Pública I Augustinho Paludo

20. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca do modelo de excelência gerencial.
Liderança transformadora, atuação em rede e pensamento sistêmico são fundamentos do
modelo de excelência gerencial.

21. FCC – Analista Adm. – TRT-MG/2015. O conceito de geração de valor, na perspectiva adota-
da pelo modelo de excelência em gestão da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade, 2013,
consiste em um dos fundamentos do modelo e diz respeito ao aumento de valores tangíveis
e intangíveis, de forma sustentada.

22. FCC – Técnico Adm. – TRT-PR/2015. Considerando o conceito de gestão da qualidade e busca
da excelência nos serviços públicos, o denominado pensamento sistêmico corresponde ao
princípio básico da atuação administrativa voltada para resultados, ainda que não explicitado
por nenhuma entidade de referência ou programa específico.

23. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. O Modelo de Excelência da Gestão (MEG),


proposto pela Fundação Nacional da Qualidade, considera, com base em oito critérios, a
instituição como um sistema orgânico e adaptável ao ambiente em que se insere. Fazem
parte desses critérios liderança, sociedade e resultados.

24. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Acerca do modelo de excelência em gestão pública. Com
o objetivo de alcançar a excelência em seus serviços, a gestão pública deve ter como base
a avaliação contínua de suas estratégias, seus planos e suas metas pela sociedade.

25. FCC – ACE – TC-CE. O Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GesPública)
compreende o conjunto de iniciativas do Governo Federal para promover a gestão pública
de excelência. Sobre a excelência nos serviços públicos, é correto afirmar que O Modelo
de Excelência em Gestão Pública adota práticas e tecnologias gerenciais visando a ampliar
a capacidade de governança e governabilidade dos órgãos públicos e está alicerçado em
fundamentos próprios da gestão de excelência contemporânea, dentre os quais, orientação
por processos, aprendizado organizacional e geração de valor.

26. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. Acerca do modelo de excelência em gestão


pública. Toda instituição pública deve seguir o Plano-Padrão de Melhoria da Gestão (PPMG)
para responder às oportunidades de melhorias identificadas durante a autoavaliação, haja
vista que os critérios de avaliação são prescritivos em termos de métodos, técnicas e fer-
ramentas.

27. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Acerca do modelo de excelência em gestão


pública. O instrumento padrão de pesquisa de satisfação foi desenvolvido para se adequar
a todas as organizações públicas prestadoras de serviço direto ao cidadão e para gerar
informações consolidadas entre essas organizações.

28. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. Relativo à gestão de desempenho no setor


público. O critério 1 do modelo de excelência em gestão pública, relativo à liderança, con-
templa as questões atinentes ao exercício da liderança das chefias imediatas das áreas-fim
das instituições públicas e está relacionado à governança corporativa.

29. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Uma determinada organização pública está buscan-
do o desenvolvimento da excelência em gestão pública, tendo como base o programa GesPú-
Questões   69

blica. Nesse sentido, a direção da organização compreende que um aspecto fundamental é


desenvolver junto a todo seu corpo social o entendimento das relações de interdependência
entre os diversos componentes de uma organização, bem como entre a organização e o
ambiente externo, com foco na sociedade. Esse aspecto fundamental refere-se ao/à:
A) comprometimento com as pessoas;
B) aprendizado organizacional;
C) orientação por processos e informações;
D) pensamento sistêmico;
E) desenvolvimento de parcerias.

30. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. A adoção de um modelo de excelência específico para


os serviços públicos deve considerar os aspectos que diferenciam organizações públicas
e privadas. A esse respeito, é correto afirmar que equidade e tratamento de qualidade a
todos pela administração pública afastam-se dos critérios diferenciais de tratamento das
empresas privadas.

31. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. O Modelo de Excelência em Gestão Pública


estabelece um conjunto de parâmetros de avaliação de resultados, e a pontuação global
obtida pela organização é avaliada de forma a descrever a maturidade da gestão. No MEGP,
a máxima maturidade de gestão é aquela na qual há nível superior para quase todos os
indicadores de gestão, sendo referencial de excelência em muitos processos ou produtos.

32. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca do modelo de excelência gerencial.
Uma organização pública que tenha realizado sua autoavaliação de acordo com o modelo
do GesPública pode ter utilizado instrumentos de avaliação da gestão pública de 250, 500
ou 1.000 pontos.

33. CESPE – Analista Gestão – MPU/2013. Com relação à gestão pública. Pautado nas dimensões
de cidadania e participação, o modelo de excelência em gestão pública tem como fundamento
a gestão social, não sendo comparado com padrões internacionais de qualidade em gestão.

34. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Acerca do modelo de excelência em gestão


pública. O instrumento para avaliação da gestão pública de 1.000 pontos é uma ferramenta
utilizada pela referida secretaria para auferir o desempenho das demais organizações
públicas.

35. FCC – Analista Administrativo – TRT3/2016 (adaptado). O modelo de excelência em gestão


preconizado pelo GesPública consiste na representação de um sistema gerencial constitu-
ído por diversos fundamentos e critérios, que orientam a adoção de práticas de gestão nas
organizações públicas e privadas, com a finalidade de levar as organizações brasileiras a
padrões de desempenho reconhecidos pela sociedade e à excelência em gestão.

21.12. GESTÃO POR RESULTADOS

1. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Acerca da Gestão de Resultados na produção de


serviços públicos. Na Administração Pública Federal a gestão por resultados foi introduzida
com o PPA 2000-2003, sob a ótica da estruturação das ações de governo em programas.
70   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 2. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Na Administração pública federal, a gestão pública
por resultados foi introduzida com o PPA 2000-2003, denominado Avança Brasil. Esse modelo
de Administração, tem como característica
A) a administração por objetivos, na qual são impostos aos administradores os resultados
a serem alcançados.
B) a avaliação de desempenho dos servidores, por meio do cumprimento das metas esta-
belecidas no Orçamento por Resultados.
C) o planejamento estratégico orientando a elaboração do orçamento público.
D) a instituição de remuneração por resultados, mediante o estabelecimento de contratos
de gestão com os servidores.
E) o fortalecimento do planejamento orientando a atuação administrativa e sua maior inte-
gração com o orçamento.

3. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. A administração para resultados em toda a


administração pública passa pela estruturação dos processos do ciclo de gestão das polí-
ticas públicas com foco no alcance de resultados. Assinale: o foco no alcance de resultados
envolve uma visão e estruturação integrada do planejamento governamental, orçamento,
administração financeira e contábil, organização administrativa e normas de operação e
funcionamento para todos os órgãos integrantes da administração.

4. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação à gestão por resultados. Uma
gestão eficaz de serviços públicos orientada por resultados implica a totalidade do atendi-
mento das demandas da sociedade, sem margens a atendimentos parciais.

5. FCC – Analista Administrativo – TRT9/2013. Quando introduzida a gestão por resultado em


uma organização pública, é importante evitar a
A) definição de metas precisas que exijam constante avaliação e revisão dos planos.
B) segmentação das metas em objetivos menores sob a responsabilidade de setores espe-
cíficos.
C) interdependência entre as metas de departamentos, favorecendo a autonomia gerencial.
D) ênfase na hierarquização da organização e os controles formais voltados a processos.
E) definição das responsabilidades pelos resultados em agentes específicos.

6. FGV – ACE – TC-BA/2014. Quanto à gestão de resultados na produção de serviços públicos:


É composta pelos instrumentos de contratualização do desempenho que prescrevem os
resultados e as sanções positivas e negativas diante do desempenho alcançado; e Adota a
avaliação dos resultados e retroalimentação do sistema de gestão para eventuais correções
de rota, constituindo assim uma ferramenta gerencial.

7. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Ao longo dos últimos anos, novas práticas e
modelos de gestão têm sido adotados por vários países. Uma dessas práticas é a Gestão
Orientada a Resultados, ou Gestão por Resultados,
A) que é um modelo de gestão de pessoas voltado à bonificação por metas alcançadas.
B) que considera a mensuração de esforços pouco relevante, visto que o foco deve estar na
efetividade.
C) cuja adoção pressupõe a utilização de instrumentos formais de contratualização de
resultados.
Questões   71

D) cujo objetivo é promover alinhamento dos esforços organizacionais para alcance dos
resultados desejados.
E) que foi criada no âmbito da reengenharia e é utilizada no nível estratégico das organiza-
ções.

8. FGV – Administrador – Defensoria-RO/2015. A implantação de metodologias de gestão por


resultados na administração pública sustenta-se em princípios fundamentais para seu
sucesso. Dentre eles, destaca-se a necessidade de garantir:
A) os objetivos institucionais claros e articulados para o conjunto de organizações do setor
público;
B) o debate político incipiente sobre o conjunto de resultados estratégicos a serem buscados;
C) o sistema de informação contábil-gerencial voltado ao controle legal de procedimentos
e atos;
D) a prevalência da “forma jurídica” sobre a “essência econômica” nos atos da gestão pública;
E) a constituição histórica de organizações públicas com mandatos e finalidades sobrepostos.

9. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. Uma das etapas do processo organizacional é a


avaliação dos colaboradores da organização e, para tanto, existem diversas metodologias
indicadas na literatura e aplicadas com diferentes graus de sucesso. Uma delas é a Avaliação
Participativa por Objetivos − APPO, que preconiza
I. o monitoramento constante dos resultados alcançados em comparação com os espe-
rados, com retroação intensiva e contínua.
II. o estabelecimento consensual de objetivos entre gerentes e subordinados, com o
compromisso para o alcance dos objetivos.
III. a participação dos liderados na definição das metas e a definição dos objetivos pelos
líderes.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) I e II.
B) I e III.
C) III.
D) II.
E) I.

10. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca da Administração por Objetivos. Definir, por parte
dos superiores hierárquicos, os objetivos de desempenho dos subordinados, interligar os
objetivos departamentais, dar ênfase ao controle dos resultados e avaliar permanentemente
os planos de trabalho são etapas específicas da administração por objetivos.

11. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Representam etapas do processo de admi-


nistração por objetivos: especificação dos objetivos, desenvolvimento de planos de ação,
monitoramento do progresso e avaliação dos resultados.

12. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. Existem vários sistemas de administração


por objetivos, sendo que um dos elementos comuns encontrados nesses vários sistemas é
A) o estabelecimento de objetivos pelos executivos que ocupam o nível superior da empresa.
B) o estabelecimento de objetivos para a empresa considerada em sua totalidade.
C) a revisão do desempenho diante do surgimento de desvios e problemas.
D) a interligação entre os vários objetivos para alcançar efeitos sinergísticos.
E) a ênfase na avaliação e acompanhamento de resultados qualitativos.
72   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 13. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. Acerca de desempenho. Um gestor


que se utiliza da administração por objetivos deve fixar as metas organizacionais em conjunto
com seus subordinados, buscando interligar os objetivos departamentais, mesmo que vários
desses objetivos estejam apoiados em princípios básicos diferentes entre si.

14. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Ao elaborar um planejamento que contemple os


diferentes processos e possibilite o alcance da finalidade institucional, é adequado que o
departamento administrativo de um órgão público adote um planejamento ancorado em
pressupostos da administração por objetivos, com ênfase na definição dos objetivos e no
desempenho das pessoas, para obter o resultado institucional almejado.

15. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Acerca da Gestão de Resultados na produção


de serviços públicos. O conceito de Orçamento orientado para resultados, voltado para a
eficiência na alocação de recursos, contempla maior fidelidade entre os recursos aprovados
e as realizações.

16. FUNCAB – Administrador – Aracruz/2012. Em relação ao orçamento orientado a resultados,


é correto afirmar uma das dimensões da confiança refere-se à função operativa do governo;
a população examina a capacidade governamental de atender a suas demandas mediante
a implementação de políticas públicas efetivas, avaliando a performance dos governantes.
A análise do cidadão tende a ser direcionada para assuntos de interesse local.

17. FCC – Analista Adm. – TRT-PR/2015. O contrato de gestão é um dos instrumentos passíveis
de utilização na gestão por resultados na administração de serviços públicos. O cerne de
tal instrumento consiste
A) na implantação de técnicas de gestão da iniciativa privada, pautadas pela busca da efi-
ciência e efetividade.
B) no aumento de receitas próprias da entidade, em relação àquelas oriundas do Orçamento
Fiscal.
C) na gestão de pessoas mediante remuneração por resultados.
D) no estabelecimento de mandato para os dirigentes, que podem, contudo, ser destituídos
caso a entidade não alcance as metas pactuadas.
E) no comprometimento da entidade com metas de desempenho, obtendo, em contrapartida,
maior autonomia gerencial.

18. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Com relação ao processo de contratualização


realizado pelos entes públicos, é correto afirmar que
A) é uma prática que tem como foco mensurar a produtividade e a eficiência das organizações,
baseada em maior detalhamento da prestação de contas financeiras das organizações
contratualizadas.
B) é uma prática que estimula produtividade e eficiência e é voltada a mensurar o atingimento
dos resultados pactuados e a performance organizacional.
C) é um instrumento que pode ter nomes variados, como acordos de resultado, contrato de
gestão ou termos de parceria, e é voltado ao processo de publicização da administração
pública.
D) sua adoção requer três etapas: negociação, construção do instrumento e gerenciamento
dos contratos, e tem como foco do contrato a mensuração do impacto das políticas.
E) é um instrumento criado no contexto da Reforma do Estado e voltado à elaboração de
contratos entre organizações estatais e privadas.
Questões   73

19. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. Acerca da gestão pública. Na gestão por re-
sultados na produção de serviços públicos, os contratos de gestão são mais que um convênio
e devem ter duração mínima de um ano.

Comentada 20. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Quando, aos administradores dos
órgãos e entidades da administração direta e indireta, é dada a oportunidade de ampliar sua
autonomia gerencial, orçamentária e financeira, fixando metas de desempenho, por meio
de contratação dessas metas com o poder público, o instrumento definido e permitido, para
tanto, pela Constituição Federal é o contrato de Gestão.

Comentada 21. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. Melhorar as práticas gerenciais é uma forma
de aperfeiçoar o desempenho na prestação de serviços públicos à sociedade. Nesse sentido,
uma das medidas é a criação de valor público para os usuários. Ao priorizar a busca por
resultados nos serviços públicos, as organizações públicas podem se utilizar da assinatura
de um contrato de gestão.

22. FCC – Auditor – TCE-AM/2015. A contratualização de resultados, uma das estratégias da


Reforma Gerencial implementada no Brasil a partir de 1995, foi implementada por meio de
contratos de gestão firmados entre ministérios e entidades prestadoras de serviços públicos,
visando a assegurar autonomia de gestão em troca de compromisso prévio com resultados.

23. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre os contratos de gestão no setor público
brasileiro, é correto afirmar que diminui a autonomia gerencial e orçamentária das entidades
da administração indireta e visa apenas a mensuração de desempenho econômico-financeiro
a partir de indicadores tipicamente de processo.

Avaliação de Resultados

Comentada 24. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Como etapa importante do processo
organizacional, insere-se a avaliação que consiste, segundo definição doutrinária, em uma
operação na qual é julgado o valor de uma iniciativa organizacional, a partir de um quadro
referencial ou um padrão comparativo previamente definido. A propósito do tema é INCOR-
RETO afirmar que
A) os indicadores são parâmetros que quantificam e medem os resultados, possuindo uma
função descritiva e uma função valorativa.
B) a avaliação de desempenho deve contemplar os níveis institucional, administrativo-
-gerencial e técnico-operacional.
C) é a partir da definição clara de objetivos e metas que a organização irá avaliar os resul-
tados e identificar os erros cometidos no processo de execução.
D) a avaliação de desempenho promove a aprendizagem e a disseminação de conhecimento
nas organizações.
E) a avaliação de desempenho contempla um conjunto de metas, incluindo, necessariamente,
economicidade, custo-benefício e satisfação.

Comentada 25. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Considere a definição de padrões de


desempenho (indicadores de desempenho). Padrão, ou indicador, é uma medida usada para
avaliar resultados; podem ser de capacidade (quantidade), de qualidade, de tempo e de custo.
74   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 26. FCC – Técnico Administrativo – TRT2/2014. Os indicadores da qualidade compõem


a métrica da qualidade e têm como conceito básico avaliar a satisfação dos clientes. Sobre
indicadores: São instrumentos de gestão, utilizados para medir os resultados.

27. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. O uso dos indicadores e a adoção de metas
de desempenho podem ser respaldados pela máxima “quem não mede, não administra” ou
ainda “o que se consegue medir, se consegue melhorar”. Nesse sentido, com relação ao
uso de indicadores, cada setor deve adotar os indicadores capazes de particularizar seus
objetivos e metas organizacionais.

28. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Relativamente ao planejamento. No planejamento


estratégico, os indicadores são medidas que expressam e quantificam insumos, resultados,
características ou o desempenho de um processo, um serviço, um produto ou uma organi-
zação.

29. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. A respeito de gerenciamento de indicadores, metas


e resultados. Os 6 “E” do desempenho são eficiência, eficácia, efetividade, economicidade,
excelência e execução, sendo os três primeiros referentes às dimensões de esforço e os
três últimos, às dimensões de resultado.

30. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. A respeito de gerenciamento de indicadores, metas


e resultados. Após definir as fórmulas e as fontes dos dados, devem ser estabelecidas as
metas, que consistem no estado futuro de desempenho desejado e são representadas por
uma expressão numérica. Todos os indicadores de desempenho devem possuir metas, e
pode ser atribuída mais de uma meta para cada indicador.

31. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Na avaliação de um programa de transferência


de renda, é considerado o número de famílias que saíram da pobreza como um indicador de
impacto, que se refere a
A) accountability.
B) eficácia.
C) eficiência.
D) economicidade.
E) efetividade.

32. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. No processo de avaliação, diversos indicadores


são utilizados. São exemplos de indicadores simples e compostos, respectivamente: número
de leitos hospitalares e Índice de Desenvolvimento Humano.

33. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Os parâmetros ou indicadores de desem-


penho são extraídos diretamente
A) dos objetivos e dos planos.
B) junto aos principais dirigentes da organização.
C) da direção e coordenação da organização.
D) dos agentes executores das atividades.
E) das expectativas dos clientes da organização.

34. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Representa o foco da mensuração do desem-


penho que utiliza indicadores na forma de controle preventivo nas organizações: garantir
Questões   75

que todos os recursos e condições necessários à execução das atividades cumpram um


conjunto de requisitos.

35. CESPE – Auditor – TCDF/2014. Acerca de indicadores de desempenho. Ao elaborar um indicador,


um profissional que trabalha com a prestação de serviços voltada para o atendimento ao público
deverá considerar, entre as variáveis necessárias à composição do indicador, a satisfação do
cliente e a demanda atendida, que se vinculam, respectivamente, à qualidade e à quantidade.

36. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Acerca da abordagem por processos e indica-
dores de processos. A efetividade de um processo organizacional está relacionada com a
sua capacidade de se manter estável, tornando-se referência, o que facilita a aplicação do
conceito de melhoria contínua do processo.

21.13. GESTÃO PÚBLICA EMPREENDEDORA

1. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Quanto à evolução da administração e seu


papel no contexto público. As últimas mudanças percebidas na gestão pública consistem na
presença de um governo empreendedor, que se distancia do modelo burocrático tradicional
ao estimular a ação e a parceria com a sociedade.

Comentada 2. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Considere as afirmações abaixo:


I. Ação catalizadora, promovendo a atuação conjunta dos setores público, privado e
voluntário.
II. Atuação competitiva, introduzindo a competição na prestação de serviços com a fina-
lidade de aumentar a eficiência.
III. Atribuição de responsabilidades aos cidadãos, que são chamados a participar da fis-
calização/controle dos serviços públicos.
Aplica-se o conceito de governo empreendedor o que consta em
A) II e III, apenas.
B) I e II, apenas.
C) I, apenas.
D) II, apenas.
E) I, II e III.

3. FGV – Auditor – CGE – MA/2014. Acerca dos princípios que norteiam o governo e os gestores
a agirem como empreendedores, assinale a afirmativa correta.
A) Governo centralizado: hierarquiza a participação e o trabalho de equipe dando mais
autonomia a servidores como forma de democratizar a gestão.
B) Governo catalisador: promove a atuação conjunta pública, privada e voluntária e o governo
é coordenado.
C) Governo de resultados: financia resultados e recursos.
D) Governo preventivo: planeja suas ações a fim de minimizar problemas, o que acarreta
melhores resultados e economia de recursos.
E) Governo clientelista: atende às necessidades do cliente e da burocracia.

4. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Acerca da administração pública. O modelo de governo


empreendedor se aproxima do modelo tradicional burocrático quando aquele pretende
controlar a economia, possuir empresas e, ao mesmo tempo, estimular a ação e a parceria
da sociedade.
76   Administração Pública I Augustinho Paludo

5. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Acerca da administração pública. O governo empreende-


dor visa atender ao cidadão como cliente e, nesse atendimento, em vez de servi-lo, dá-lhe
responsabilidades.

6. FCC – Técnico Previdenciário – MANAUSPREV/2015. Os autores que trabalham com inovação,


desde Peter Drucker, descrevem-na como uma postura ou filosofia que as empresas devem
incorporar. A inovação exige uma postura, vontade de organizar uma iniciativa empreende-
dora, criando novos negócios e não somente novos produtos.

7. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. A criação do Departamento Administrativo do Serviço


Público-DASP foi um marco importante na Administração pública federal, com a introdução
de características de administração empreendedora, com ênfase na atuação de fomento.

8. FGV – Administrador – Defensoria-RO/2015. No contexto da nova gestão pública, a agenda


de reforma denominada “Reinventando o Governo” apresentou um conjunto de princípios
redigidos na forma de metáforas. Dentre elas, destaca-se aquela na qual é necessário:
A) “pensar estrategicamente, agir democraticamente”;
B) “dar valor às pessoas, não apenas à produtividade”;
C) “reconhecer que accountability não é simples”;
D) “melhor empoderar atores do que servi-los”;
E) “servir cidadãos, não consumidores”.

9. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015 (adaptada). A administração pública passa


pela estruturação dos processos do ciclo de gestão das políticas públicas voltada para
resultados, o que envolve uma visão empreendedora e estruturação integrada do plane-
jamento governamental, orçamento, organização administrativa e normas de operação e
funcionamento para todos os órgãos integrantes da administração.

10. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Com o objetivo de alcançar a excelência em seus serviços, a
gestão pública empreendedora deve ter como base a avaliação contínua de suas estratégias,
seus planos e suas metas pela sociedade.

Comentada 11. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. No que se refere ao desenvolvimento
econômico, cabe ao Estado, dentre outras funções, investir em infraestrutura, promover o
investimento privado em setores estratégicos e garantir o acesso da população à educação
e saúde.

12. FGV – Analista Administrativo – TJAM/2013. Um governo que tem como característica per-
tencer à comunidade, dando responsabilidade ao cidadão e visando atendê-lo como cliente,
utiliza a forma de gestão denominada empreendedora.

13. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. A respeito de empreendedorismo governa-


mental. O modelo de empreendedorismo governamental preconiza a reforma no sistema
público, de modo que o cidadão seja chamado a participar do governo, na definição do destino
da sua comunidade.

14. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. A respeito de empreendedorismo governamen-


tal. O governo que prioriza o empreendedorismo governamental deve assumir seu papel de
comando, buscando maior centralização da autoridade.
Questões   77

15. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. A respeito do empreendedorismo gover-


namental e das novas lideranças no setor público. Na parceria público-privada, o poder
público exime-se da responsabilidade pela prestação de serviço ou obra pública ao conceder
a exploração destes ao ente privado.

Comentada 16. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre administração pública. O governo
empreendedor visa atender aos interesses da sociedade e da burocracia, controlando a
economia e se orientando por missões e objetivos.

17. FCC – Fiscal Rendas – Gestão-SP/2013. Considerando-se os princípios da chamada gestão


empreendedora, a eficácia da gestão pública depende de um modelo que privilegie a ca-
nalização das demandas públicas e a participação da sociedade civil organizada, ainda que
desprezando o aproveitamento do potencial dos gestores públicos.

18. FCC – Analista Contábil – TRE-CE/2012. O incentivo a se desenvolver a capacidade de pro-


mover a sintonia entre os governos e as novas condições socioeconômicas, políticas e cul-
turais, em que a competição inter-regional, ou interurbana apresenta-se, entre outras, por
meio de investimentos em infraestrutura social, que seria responsável por criar centros de
inovação e alianças entre esferas de poder de elites políticas locais procurando garantir os
recursos necessários para a realização de todos os investimentos necessários, é conhecido
como empreendedorismo governamental.

19. FCC – Auxiliar Administrativo – FHSMG/2013. Uma organização pública, que pretende in-
corporar uma orientação empreendedora em seu planejamento estratégico, deve priorizar
o alinhamento das expectativas de desempenho individual com os objetivos da organização
e o atendimento as demandas do cidadão.

20. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Na visão de eficácia das políticas governamentais,
o governo empreendedor é voltado para a consecução de metas otimizadas e resultados.

21.14. CICLO DE GESTÃO

1. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Considere a seguinte legenda: PPA − Plano


Plurianual; LDO − Lei de Diretrizes Orçamentárias; LOA − Lei Orçamentária Anual.
I. Critérios e forma de limitação de empenho na hipótese legal.
II. Normas relativas ao controle de custos e à avaliação de resultados dos programas
financiados com recursos dos orçamentos.
III. Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas
e privadas.
Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, esses conteúdos de planejamento devem
constar, respectivamente, de
A) LDO, LOA e PPA.
B) LOA, LOA e LDO.
C) LDO, LDO e LOA.
D) LOA, LDO e PPA.
E) LDO, LDO e LDO.
78   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 2. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O ciclo de aprovação, execução, controle e


prestação de contas do orçamento público apresenta uma série de etapas com suas compe-
tências. Associe os órgãos/poderes e suas respectivas competências no ciclo orçamentário.
1. Controle Interno. 2. Órgão Central de Contabilidade. 3. Órgão Central de Planejamento.
4. Unidade Orçamentária.
( ) Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária.
( ) Elaboração do Quadro de Detalhamento da Despesa.
( ) Elaboração da Proposta de Programação Financeira.
( ) Execução do orçamento
( ) Acompanhamento, Avaliação e Correção de Rumos.
A associação correta é:
A) 3 - 3 - 2 - 4 - 1;
B) 3 - 2 - 1 - 4 - 2;
C) 4 - 3 - 2 - 3 - 1;
D) 4 - 3 - 2 - 2 - 1;
E) 2 - 1 - 3 - 4 - 2.

3. FGV – Administrador – Florianópolis/2014. No Brasil, temos três grandes instrumentos de


planejamento: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei do Orçamento
Anual. Nesse sentido, pode-se afirmar que: a LDO compreenderá as metas e as prioridades
para o exercício financeiro subsequente, orientando a elaboração da LOA.

4. FGV – Analista Adm. – TJ-SC/2015. Os instrumentos de planejamento vigentes no Brasil,


PPA, LDO e LOA, são integrados e devem ser elaborados de acordo com os prazos legais para
que possam contribuir efetivamente no processo de planejamento. Se na esfera estadual
houve eleições no ano de 2010 e os prazos do processo orçamentário foram obedecidos, é
correto afirmar que:
A) em 2011 entrou em vigor um novo PPA;
B) a LDO do segundo ano de mandato foi aprovada antes do PPA correspondente;
C) a LOA do segundo ano do mandato foi elaborada pela gestão anterior;
D) o governo eleito em 2010 foi responsável pela execução de todos os programas do PPA
elaborado na gestão;
E) a LOA do último ano do PPA da gestão foi elaborada pelo governo seguinte.

5. FGV – Analista Adm. – TJ-SC/2015. Anexos que contenham o detalhamento de programas


temáticos, de programas de gestão, manutenção e serviços ao Estado e de órgãos respon-
sáveis por programas de governo são conteúdos que devem ser apresentados no: Plano
Plurianual.

6. FCC – AFTE – PE/2014. No processo orçamentário brasileiro, o Plano Plurianual, a Lei de


Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual devem ser propostas pelo Poder
Legislativo, sendo posteriormente apreciadas e aprovadas pelo Poder Executivo.

7. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. O processo de elaboração da Lei Orçamentária Anual


– LOA inicia-se com a formulação das propostas orçamentárias, observados o PPA e a LDO.
No âmbito da União, o projeto de lei orçamentária anual é enviado
A) pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, até 31 de agosto de cada ano.
B) pelo Ministro do Planejamento Orçamento e Gestão ao Congresso Nacional, até 30 de
setembro de cada ano.
Questões   79

C) pelo Poder Executivo ao Senado Federal, até 31 de agosto de cada ano.


D) pela Controladoria Geral da União ao Congresso Nacional, até 30 de setembro de cada
ano.
E) pelo Poder Executivo à Câmara dos Deputados, até 31 de agosto de cada ano.

8. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. As metas da Administração pública para as despesas


relativas aos programas de duração continuada e as disposições sobre alterações na le-
gislação tributária são, respectivamente, conteúdos atinentes ao Plano Plurianual e à Lei
de Diretrizes Orçamentárias.

9. FCC – Auditor TCGO/2015. Considerando o Plano Plurianual − PPA, a Lei de Diretrizes Or-
çamentárias − LDO e a Lei Orçamentária Anual − LOA, é correto afirmar que:
A) O PPA evidencia, para 4 anos, programas de duração continuada; O Legislativo não entra
em recesso sem antes aprovar a LDO; O orçamento anual − LOA pode autorizar operações
de crédito por antecipação da receita.
B) O PPA apresenta as despesas de capital para os próximos 4 anos; A LDO apresenta cri-
térios para subvencionar entidades do 3º setor; A LOA evidencia as formas de limitação
de empenho caso haja queda na receita prevista.
C) O PPA concede autorização para aumentar a remuneração dos servidores; A LDO permite
que o Município custeie serviços da competência da União; A LOA contém o orçamento
de investimento das empresas estatais.
D) O PPA apresenta gastos decorrentes dos novos investimentos; A LDO prevê horas extras
quando superado o limite prudencial da despesa com pessoal; O Legislativo não entra
em recesso sem antes aprovar a LOA.
E) O PPA sinaliza as alterações na política tributária; A LDO agrega o orçamento da segu-
ridade social; A LOA deve estar compatível com o PPA e a LDO.

10. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Cada uma das opções seguintes apresenta algumas
das fases do ciclo orçamentário ampliado previsto na CF em vigor. As fases apresentadas,
embora não estejam em ordem de sucessão imediata, estejam em ordem lógica progressiva
de acontecimento no referido ciclo: a proposição de metas e prioridades para a administra-
ção e da política de alocação de recursos pelo Poder Executivo; elaboração da proposta de
orçamento pelo Poder Executivo; execução dos orçamentos aprovados.

11. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Segundo a CF, a peça do sistema de planejamento e
orçamento federal que condiciona a elaboração dos planos e programas nacionais, regionais
e setoriais é o PPA.

12. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Acerca de conceitos e normas aplicáveis ao


orçamento público. Ao reconhecer-se, ao final de um bimestre, a frustração na realização
da receita, pode ser necessário rever as metas fiscais estabelecidas na lei de diretrizes
orçamentárias (LDO), uma vez que, dependendo das dimensões do problema, o descumpri-
mento de tais metas poderia comprometer também o cumprimento dos objetivos do plano
plurianual (PPA). Isso evidencia que, mesmo durante a execução do orçamento anual, é
possível e por vezes necessário promover alterações na LDO e no PPA.

13. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. A Constituição Federal, no que se refere à


elaboração dos orçamentos, estabelece: I. diretrizes, objetivos e metas da Administração
80   Administração Pública I Augustinho Paludo

pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes. II. metas e priori-
dades da Administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
subsequente. Essas determinações correspondem ao Plano Plurianual e à Lei de Diretrizes
Orçamentárias, respectivamente.

Comentada 14. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Acerca do ciclo de Planejamento-Orçamento,


consubstanciado nos instrumentos: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e
Lei Orçamentária Anual, considere:
I. O Plano Plurianual, no âmbito estadual, é lei de iniciativa da Secretaria de Planejamento
e Orçamento.
II. A Lei Orçamentária Anual deverá conter todas as receitas e despesas de todos os
poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público.
III. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, entre outros, orientará a elaboração da Lei Orça-
mentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá
a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
IV. Na lei do Plano Plurianual, incluem-se as autorizações para abertura de créditos
adicionais das despesas de capital e outras delas decorrentes.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) II, e V.
B) II, III e V.
C) I, III e IV.
D) I e IV.
E) II e III.

15. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Considerando o Plano Plurianual−PPA, a Lei de Dire-


trizes Orçamentárias − LDO e a Lei Orçamentária Anual − LOA, é correto afirmar que: O
PPA evidencia, para 4 anos, programas de duração continuada; O Legislativo não entra em
recesso sem antes aprovar a LDO; O orçamento anual − LOA pode autorizar operações de
crédito por antecipação da receita.

16. FCC – ACE – SÃOLUIS-MA/2015. Segundo a Constituição Federal, as diretrizes, objetivos e


metas da Administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e
para as relativas aos programas de duração continuada serão estabelecidas na lei
A) de diretrizes orçamentárias, cujo projeto será encaminhado ao Congresso Nacional até
15 de abril de cada ano.
B) orçamentária anual, com vigência de 12 meses, a partir de 1o de janeiro de cada ano.
C) do plano plurianual, para vigência até o final do segundo exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente.
D) de diretrizes orçamentárias, com vigência de 12 meses, passando a vigorar a partir de
1o de julho de cada ano.
E) do plano plurianual, de 4 anos o período de vigência, passando a vigorar a partir do se-
gundo ano de mandato presidencial.

17. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Segundo a Constituição Federal, leis de iniciativa do Poder
Executivo estabelecerão o Plano Plurianual; as Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos
Anuais. A respeito da tramitação das referidas leis, é correto afirmar
A) A discussão e votação dos projetos de leis orçamentárias terão início no Senado Federal.
B) De forma alguma será admitido aumento de despesas previstas nos projetos das referidas
leis orçamentárias.
Questões   81

C) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para pro-


por modificação nos projetos de leis orçamentárias enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
D) Caberá, na Câmara dos Deputados, a uma Comissão permanente composta exclusiva-
mente de Deputados examinar e emitir parecer sobre os projetos das referidas leis e
sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República.
E) O Plano Plurianual compreenderá as metas e prioridades da Administração pública fede-
ral, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a
elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tribu-
tária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

18. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com os
Planos Plurianuais, com as Leis de Diretrizes Orçamentárias e com as Leis Orçamentarias
Anuais. No que diz respeito especificamente à Lei Orçamentária Anual, o texto constitucional
estabelece: I. Essa lei compreenderá o orçamento de investimento das empresas em que a
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. II. O
seu projeto será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas
e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia. III. Essa lei compreenderá o orçamento fiscal referente
aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta,
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. As três afirmativas estão
corretas.

Comentada 19. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. Sobre o ciclo de gestão. A iniciativa
para a elaboração do Plano Plurianual − PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO e
da Lei Orçamentária Anual − LOA é do Poder Executivo.

20. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Com relação às Leis de iniciativa do Poder


Executivo, assinale V para afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A LDO compreenderá as metas e prioridades da administração pública, disporá sobre as
alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.
( ) A LOA tem como principais objetivos estimar a receita e fixar a programação das des-
pesas para o exercício financeiro.
( ) O PPA tem como função estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes
e para as relativas aos programas de duração continuada.
As afirmativas são, respectivamente,
A) V, V e F.
B) F, V e V.
C) F, F e V.
D) F, V e F.
E) V, V e V.

21. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. No processo de planejamento público go-


vernamental, entre os diversos instrumentos, destaca-se aquele que estima as receitas
que o Governo deverá arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem realizados com tais
recursos. Esse instrumento é denominado: Lei Orçamentária Anual.
82   Administração Pública I Augustinho Paludo

22. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. A respeito do Plano Plurianual (PPA), da Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), assinale a alternativa
correta.
A) O PPA estrutura ações de Estado para quatro anos e orienta processos anuais via LDO e
LOA.
B) O PPA, a LDO e a LOA são instrumentos de planejamento orçamentário criados no Decreto
Lei no 200/67.
C) O PPA norteia a elaboração da LOA que, por sua vez, norteia a elaboração da LDO.
D) O PPA é lei proposta pelo poder legislativo a cada quatro anos.
E) O PPA é instrumento de planejamento correspondente aos mandatos governamentais.

23. VUNESP – Analista Gestão-SJC/2015. A associação da atividade de planejamento ao orça-


mento público, passando este a ser elaborado por meio de um conjunto de três leis distintas,
porém harmônicas entre si, é determinada pelo art. 165 da CF, de 1988. O nome das leis e a
sequência correta em que ocorrem é: plano plurianual; diretrizes orçamentárias; orçamentos
anuais.

24. FCC – Analista Adm. – TRT-MG/2015. Considere as informações:


I. Diretrizes da Administração pública para despesas relativas aos programas de duração
continuada.
II. Critérios e forma de limitação de empenho.
III. Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas
financiados com recursos do orçamento.
IV. Reserva de contingência.
V. Forma de utilização da reserva de contingência.
Sendo PPA – Plano Plurianual; LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA – Lei Orça-
mentária Anual, esses conteúdos devem constar, respectivamente, dos seguintes
instrumentos de planejamento:
A) PPA − PPA − LDO − LDO e LOA.
B) PPA − LDO − LDO − LOA e LDO.
C) PPA − LDO − LDO − LOA e LOA.
D) LDO − LDO − LDO − LOA e LOA.
E) LDO − LOA − PPA − LDO e LDO.

25. FCC – Contador – TRT16/2014. Entendendo o ciclo orçamentário (Ciclo de gestão) como a
sequência das etapas desenvolvidas pelo processo orçamentário, com relação ao projeto
de lei orçamentária, nos termos da Constituição Federal, no âmbito da União, é correto
afirmar que será encaminhado até oito meses antes do encerramento do exercício financeiro
e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.

Comentada 26. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere ao ciclo orçamentário.
A duração do ciclo orçamentário é superior a um exercício financeiro, ou seja, o ciclo orça-
mentário não coincide com o ano civil.

Comentada 27. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários.
No Brasil, o ciclo orçamentário é definido como processo contínuo, dinâmico e flexível, em
que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público.
Questões   83

28. FUNCAB – Assistente Finanças – SEAD-Paraíba/2013. O ciclo orçamentário compreende o


período de tempo em que se processam as quatro atividades típicas do Orçamento Público.
A execução orçamentária é a fase em que são avaliados os padrões de economicidade,
eficiência, eficácia e efetividade na execução do orçamento público.

29. ESAF – AFC – CGU/2012. Acerca do ciclo de gestão das políticas públicas na história recente
do país, é correto afirmar que:
A) por ser constitucionalmente adstrito a avaliar a execução dos programas de governo, o
trabalho do controle interno pouco pode contribuir para o planejamento de novas políticas
públicas.
B) a maior ou menor capacidade técnica da máquina pública federal pouco tem interferido na
eficácia da implementação de políticas nacionais, haja vista o fortalecimento estrutural
dos governos estaduais e municipais.
C) cada vez mais o Plano Plurianual tem sido desprestigiado como ferramenta de planeja-
mento, quadro que se comprova pela sua crescente dissociação dos orçamentos de curto
prazo.
D) os órgãos de controle externo e interno têm demonstrado uma preocupação cada vez
maior com a medição do desempenho, o que denota um avanço quanto à sua tradicional
forma legalista de agir.
E) passado o fervor inicial, a participação do terceiro setor na execução das políticas
nacionais tem se mostrado ineficaz e desnecessária, em especial pelo incremento da
capacidade operacional dos governos subnacionais.

30. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. A respeito do controle da execução orça-


mentária. A fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e
valores públicos, é uma modalidade de controle que trata da observância de normas e de
determinações legais da gestão.

31. CETRO – Administrador – FP-MEC/2014. Baseando-se no artigo 165 da Constituição Federal


de 1988, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa certa. É correto afirmar que:
I. A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes,
objetivos e metas da Administração Pública federal para as despesas de capital e outras
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. II. A Lei de
Diretrizes Orçamentárias orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre
as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.

32. FGV – Agente – TC-BA/2014. Quanto à gestão pública. O orçamento público como instrumento
decisório limita a arbitrariedade do gestor em razão de suas etapas envolverem os Poderes
Executivo e Legislativo.

33. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. A respeito da Lei de Diretrizes Orçamentárias
é correto afirmar que obedece aos parâmetros fixados no Plano Plurianual e na Lei Orça-
mentária, constituindo instrumento de monitoramento e gestão.

34. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. A elaboração, a aprovação e a fiscalização da execução do


orçamento anual são competências, respectivamente, dos seguintes Poderes/Órgãos: Poder
Executivo, Poder Legislativo e Tribunal de Contas.
84   Administração Pública I Augustinho Paludo

35. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. A respeito do sistema de planejamento e


orçamento previstos na Constituição Federal de 1988. A regionalização do plano plurianual
fornece informações relacionadas à distribuição das metas estipuladas para cada objetivo
especificado, podendo também ser a expressão regional do quadro atual a ser modificado
pelo objetivo e deve ser expressa em macrorregiões ou estados.

21.15. GESTÃO ESTRATÉGICA, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E BSC

Gestão e Planejamento Estratégicos

1. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. A respeito de estratégia e planejamento. O termo


estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a traçar planos para
vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para explorar condições favoráveis
ao alcance de determinados objetivos.

2. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. A definição correta acerca de Administração Estratégica


ocorre em:
A) o parâmetro ou orientação para a tomada de decisão, incluindo a definição dos níveis de
delegação e de abrangência das ações para a consecução das metas, desafios e objetivos
da empresa.
B) um processo contínuo e integrativo de investigações e análise das estratégias de sucesso
das empresas de excelência, procurando aprimorar suas estratégias.
C) a identificação, análise, estruturação e coordenação de missões, propósitos, objetivos,
desafios, políticas, programas, projetos e atividades, bem como de comportamentos e
atitudes, visando melhor concentração de esforços.
D) um conjunto estruturado e interativo de planejamento estratégico, organização es-
tratégica, direção estratégica, controle estratégico e desenvolvimento organizacional
estratégico.
E) a delineadora do planejamento estratégico a ser desenvolvido e implementado pela em-
presa. Além disso, explicita o que a empresa quer ser em um futuro próximo ou distante.

3. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. Manter um ajuste compatível entre o negócio


e seu ambiente é necessário para a viabilidade competitiva. Como tanto o ambiente quanto a
organização modificam-se com a passagem do tempo, esse processo constitui um interesse
constante para a administração. Qual é este processo constituído de decisões e ações ad-
ministrativas que auxiliam a assegurar que a organização formule e mantenha adaptações
benéficas com seu ambiente?
A) Gestão da qualidade total.
B) Administração estratégica.
C) Responsabilidade ambiental.
D) Administração sistêmica.
E) Departamentalização geográfica.

Comentada 4. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Processo que consiste no conjunto


de decisões e ações que visam proporcionar uma adequação competitivamente superior
entre a organização e seu ambiente, de forma a permitir que a organização alcance seus
objetivos. O enunciado se refere à administração estratégica.
Questões   85

5. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. O ponto de partida do processo de adminis-


tração estratégica é a avaliação do ambiente organizacional. Assinale a alternativa que
apresenta o propósito desta avaliação.
A) Formular decisões programadas no âmbito da gestão pública.
B) Identificar os riscos e as oportunidades presentes e futuros para a organização.
C) Implementar a gestão participativa nas organizações públicas.
D) Fornecer procedimentos gerenciais autossustentáveis nas organizações públicas.
E) Enfatizar a busca pela eficiência em todos os níveis das organizações públicas.

6. FCC – Analista Adm. – TJAP/2014. No processo de Gestão da Estratégia do Poder Judiciário


brasileiro, genericamente há três elementos gerenciais: Ciclo de Gestão da Operação, Ges-
tão de Projetos e de Aprendizado Estratégico. É correto afirmar que o Ciclo de Aprendizado
Estratégico diz respeito à avaliação da execução da estratégia escolhida pela organização
(ou, à entrega de sua missão).

7. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Sobre administração. Segundo Porter, para que


a organização possa planejar sua estratégia e obter vantagem competitiva, faz-se necessário
observar e compreender a empresa em sua totalidade.

8. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Com relação a estratégia e planejamento.


A postura estratégica da empresa – conduzida por aspectos como a missão da empresa, a
relação entre oportunidades e ameaças, a relação entre seus pontos fortes e fracos – não
sofre influências de fatores psicológicos motivados por anseios dos proprietários ou de
executivos que têm o poder de decisão.

Comentada 9. ESAF – AFC – CGU/2012. Acerca dos conceitos de gestão estratégica e planejamento
estratégico, é correto afirmar que
A) o conceito de gestão estratégica é mais amplo que o de planejamento estratégico.
B) problemas rotineiros e previsíveis constituem objeto principal do planejamento estraté-
gico.
C) o conceito de planejamento estratégico é mais amplo que o de gestão estratégica.
D) problemas rotineiros e previsíveis constituem objeto principal da gestão estratégica.
E) ambos os conceitos se equivalem, podendo ser tidos como sinônimos.

10. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. O processo de planejamento faz com que os
administradores se afastem da rotina operacional e se concentrem no futuro da organização.
Uma das vantagens ou benefícios do planejamento que fornece um fundamento lógico para a
tomada de decisão, permitindo criar uma estrutura cognitiva coletiva que garante decisões
em conformidade com o planejado, é proporcionar senso de direção.

11. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Em uma organização o planejamento ocorre em


três níveis: estratégico, tático e operacional. O planejamento estratégico envolve decisões
amplas e antecipatórias, que apoiam a administração no desenvolvimento de metas, estra-
tégias, políticas e objetivos organizacionais.

12. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Acerca do Planejamento Estratégico. Analise


as afirmativas que se seguem e assinale a opção correta.
I. O planejamento estratégico é uma forma de aprendizagem organizacional já que é uma
tentativa constante de aprender a se ajustar ao ambiente.
86   Administração Pública I Augustinho Paludo

II. O planejamento estratégico é um processo de construção de consenso já que se torna


um meio de atender à diversidade dos interesses e às necessidades dos parceiros
envolvidos, na direção que melhor convenha a todos.
III. A viabilidade externa, a capacidade interna e a visão compartilhada são parâmetros
do planejamento estratégico traduzidos pela definição do que é necessário e possível;
o que a organização é capaz de fazer; e qual o futuro desejado para a organização.
A) Somente II está correta.
B) Somente I e II estão corretas.
C) Somente I e III estão corretas.
D) Somente II e III estão corretas.
E) I, II e III estão corretas.

13. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. O planejamento estratégico, entre outras


características, apresenta-se como um processo de construção de consenso que, em face
da diversidade de interesses e necessidades dos parceiros envolvidos, oferece um meio
de atendê-los na direção futura que melhor convenha a todos. Insere-se nesse processo a
definição da “Missão” que é a razão de ser da instituição, expressando a essência da orga-
nização, orientada para o futuro.

14. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Assinale a alternativa que apresenta a


ênfase para que o planejamento seja caracterizado como estratégico.
A) Ênfase nos detalhes operacionais e departamentais da gestão pública.
B) Ênfase no aspecto de longo prazo dos objetivos e na análise global do cenário.
C) Ênfase no aspecto interno das organizações e na análise de cada unidade de negócio.
D) Ênfase no aspecto de sustentabilidade e de responsabilidade social e ambiental.
E) Ênfase na busca pela eficiência dos procedimentos da administração pública.

15. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Com relação ao processo de planejamento.


O planejamento estratégico pode ser considerado como a formalização das metodologias
de desenvolvimento e implantação estabelecidas e o planejamento tático tem por objetivo
a otimização dos resultados da empresa como um todo.

16. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Com relação ao processo de planejamen-


to. Em qualquer processo de planejamento, independentemente da metodologia utilizada,
devem ser considerados os planejamentos dos fins, de meios, organizacional, de recursos
e, por fim, de implantação e controle.

17. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Ao elaborar um planejamento que contemple os


diferentes processos e possibilite o alcance da finalidade institucional, é adequado que o
departamento administrativo de um órgão público adote um planejamento estratégico com
orientações focadas no presente, dando primazia aos fatores ambientais internos ao órgão.

18. CESPE – ACE – TCU/2015. Acerca do planejamento. No planejamento governamental, é


essencial o levantamento de recursos organizacionais, estando em segundo plano o levan-
tamento de recursos financeiros.

Comentada 19. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. O planejamento estratégico é uma metodologia
de planejamento gerencial de longo prazo, cuja principal funcionalidade é estabelecer a
direção a ser seguida pela organização e contempla
Questões   87

A) a fixação dos valores da organização, que devem ser passíveis de mensuração objetiva.
B) o estabelecimento dos cenários, definidos pela realidade existente na organização.
C) o estabelecimento da visão de futuro da organização, que traduz a razão de ser da enti-
dade.
D) a definição da missão da organização, que exerce a função orientadora da ação organi-
zacional no longo prazo.
E) o diagnóstico institucional, consistente na análise interna, que identifica as ameaças e
oportunidades da organização.

20. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. No que se refere à missão, aos indicadores e aos
objetivos do planejamento estratégico. As missões do planejamento estratégico detalham e
especificam os objetivos, isto é, o conjunto de missões constitui uma forma efetiva de tornar
o objetivo real.

21. FCC – Analista Administrativo – TRT24/2011. Acerca do Planejamento Estratégico: A missão


é uma orientação atemporal, a razão de ser, o motivo da existência de uma organização.

22. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. O departamento de planejamento de determinado


tribunal regional eleitoral estabeleceu a seguinte meta: Estar entre os dois principais ór-
gãos do Poder Judiciário até 2020, mantendo a atuação como gerenciador das eleições em
âmbito estadual. Essa meta é considerada uma declaração de visão, pois se refere àquilo
que o órgão deseja ser no futuro.

23. FCC – Técnico Administrativo – TRT2/2014. Há elementos fundamentais para a elaboração do


Planejamento Estratégico da Organização. O enunciado de determinada empresa declarado
como “Ser reconhecida pela Sociedade como instrumento efetivo de justiça, equidade e paz
social”, em termos de Gestão Estratégica, refere-se à Visão.

24. FGV – Administrador – TJ-RO/2015. No Planejamento Estratégico do Poder Judiciário do


Estado de Rondônia (PJRO) há um conjunto de definições necessárias à orientação de todo
o corpo de magistrados, servidores e serventuários. O conjunto de intenções e aspirações
que apontam aonde o PJRO quer chegar, indicando a posição de favoralibidade que deseja
ocupar até 2020, refere-se à definição de:
A) iniciativa;
B) indicador de desempenho;
C) macrodesafios;
D) missão;
E) visão.

25. FCC – Analista Adm. – TRT-MG/2015. Um dos instrumentos comumente utilizados no âmbito
do planejamento estratégico das instituições é a matriz SWOT, na qual
A) são definidas a visão e a missão da organização, que traduzem o consenso dos seus
membros sobre o futuro que se deseja.
B) é avaliado, exclusivamente, o ambiente externo que envolve a instituição, traçando-se
os cenários otimista, pessimista e intermediário.
C) são traçados os objetivos de curto, médio e longo prazo e definidas as ações necessárias.
D) são identificados os pontos fortes e fracos da instituição, bem como as ameaças e opor-
tunidades.
E) são estabelecidos os objetivos da instituição e definidos os indicadores de resultado e as
metas correspondentes.
88   Administração Pública I Augustinho Paludo

26. CESPE – ACE – TCU/2015. Acerca do planejamento. A matriz SWOT auxilia na análise de
oportunidades e ameaças, aspectos relacionados ao ambiente externo à organização, e na
análise de forças e fraquezas, relacionadas a seu ambiente interno.

27. VUNESP – Analista – EMPLASA/2014. Uma das visões mais utilizadas do Planejamento Es-
tratégico usa a análise SWOT como ponto de partida para o estabelecimento e elaboração
das proposições estratégicas. Essa análise é caracterizada por análise e confronto das
forças e fraquezas da organização, em termos internos, e das ameaças e oportunidades
apresentadas pelo ambiente externo.

28. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Suponha que determinada organização pública pretenda
utilizar ferramentas reconhecidas de planejamento estratégico para um processo articulado
de definição de objetivos e de escolha de meios para atingi-los. Para o escopo pretendido,
a referida organização
A) deverá, preliminarmente, definir sua missão, que constitui a forma como a organização
é reconhecida pela sociedade.
B) poderá utilizar uma Matriz SWOT, para conjugar análise interna, de competências e
deficiências, e externa, de oportunidades e ameaças.
C) precisará alinhar visão e cenários, para estabelecer os valores a serem perseguidos.
D) poderá definir a visão da organização, que consiste na sua própria razão de ser, através
do processo de diagnóstico institucional.
E) deverá, como pressuposto para o planejamento, realizar um mapa das competências
disponíveis na organização e, a partir deste, definir as diretrizes estratégicas.

29. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Acerca de conceitos relacionados ao planejamento estratégico.


A matriz SWOT é uma ferramenta utilizada para análise do ambiente interno da organização,
com vistas a identificar oportunidades e ameaças. Embora seja também utilizada para análise
do ambiente externo, tal uso não é recomendado, devido à fragilidade dessa ferramenta.

Comentada 30. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativo ao planejamento estratégico. A matriz SWOT,
como ferramenta de análise do macroambiente da organização, visa o reconhecimento de
oportunidades e ameaças pelas quais as organizações têm pouca ou nenhuma capacidade
de intervenção.

31. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. A respeito de ferramentas e técnicas de gestão


estratégica e de qualidade. No uso de uma matriz SWOT, entre os pontos fortes de uma
organização, incluem-se a certificação e a diferenciação dos produtos da empresa.

32. ESAF – APO/2015. Acerca de administração. A análise SWOT é utilizada para identificar os
pontos fortes e fracos de uma organização, assim como as oportunidades e ameaças às
quais a mesma está exposta. Necessidade de capacitação da equipe é ponto fraco.

Comentada 33. FCC – Analista Adm. – TRT-PR/2015. Uma das etapas relevantes do planejamento
estratégico é o diagnóstico institucional ou estratégico, que, por seu turno, comporta uma
análise interna e uma análise externa: I. a primeira, restrita e controlável, identifica os pontos
fortes e fracos da organização; II. a segunda, ampla, identifica as ameaças e oportunidades.

34. Analista Processos – MEC/2015. No que se refere à missão, aos indicadores e aos objetivos
do planejamento estratégico. Os objetivos estratégicos de uma organização são projeções
Questões   89

de situações futuras desejadas com prazo definido para ocorrerem, devem ser concretos e
estar associados a descrições precisas. Seus resultados devem ser quantitativos e quali-
tativos.

35. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Analise a alternativa sobre o conceito de Me-
tas, um dos conceitos centrais do planejamento estratégico. Meta é a descrição qualitativa
daquilo que se pretende alcançar, desdobrado a partir dos objetivos organizacionais.

36. CESPE – Analista Gestão – BACEN/2014. Referente estabelecimento de objetivos e formula-


ção de estratégias. A implementação da estratégia depende da implementação dos planos
táticos (nível médio de decisão) e dos planos operacionais (nível de produção).

37. CESPE – Administrador – FUB/2015. A respeito do planejamento. É na fase de planejamento


tático que ocorrem o detalhamento e a especificação dos planos estratégicos.

38. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. A respeito de ferramentas e técnicas de gestão


estratégica e de qualidade. É utilizada a ferramenta 5W2H para a estruturação de um plano
de ação, com suas etapas.

39. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. O processo de controle estratégico é um


processo cíclico e interativo constituído no nível de toda a organização com quatro fases. A
fase em que se obtêm dados a respeito de como os planos estão sendo (ou foram) executados
é avaliação do desempenho organizacional.

BSC
Comentada 40. FCC – Analista Tesouro-PI/2015. Uma das metodologias bastante utilizada para
viabilizar a avaliação e mensuração do desempenho das instituições, tanto privadas como
governamentais, alinhada com o modelo de gestão estratégica, é o Balanced Scorecard –
BSC, que
A) alinha missão, visão e estratégias a conjunto equilibrado de indicadores, financeiros e
não financeiros.
B) prioriza os indicadores ligados ao aprendizado operacional, que substituem os de natureza
estritamente financeira.
C) utiliza a gestão por competências como principal ferramenta de definição estratégica.
D) se fundamenta no conceito de reengenharia, com ampla revisão de processos e proce-
dimentos.
E) utiliza o mapa estratégico para definição dos indicadores alinhados às guias operacionais.

41. AOCP – Administrador – Uberlândia/2015. O Balanced Scorecard procura alinhar a estratégia


e as atividades operacionais de forma a garantir que os objetivos estratégicos sejam alcan-
çados. Para isso, desenvolve-se um conjunto de medidas de desempenho, que deverá ser
controlado pela organização, que abrange quatro dimensões do negócio. Essas dimensões
são: desempenho financeiro, relacionamento com clientes, processos internos e capacidade
de aprendizado e crescimento.

42. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Sobre administração estratégica s perspecti-


vas do Balanced Score Card – BSC, descritas por Kaplan e Norton, estão listadas a seguir:
cliente, financeira, processos internos, aprendizado e desenvolvimento.
90   Administração Pública I Augustinho Paludo

43. FCC – Auditor – TCGO/2015. Diversas metodologias vêm sendo desenvolvidas e utilizadas
no processo de avaliação de desempenho organizacional, sendo as mais consagradas, o
Balanced Scorecard – BSC, no qual são utilizados os mapas estratégicos, onde devem ficar
clara a visualização da estratégia e as relações de causa e efeito.

44. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Acerca do Balanced Scorecard. Por meio
do Balanced Scorecard, mede-se o desempenho organizacional como um todo, de acordo
com as seguintes perspectivas: financeiras; processos internos do negócio; aprendizado e
crescimento; e clientes.

45. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Acerca do Balanced Scorecard. Balanced


Scorecard, uma ferramenta de gestão estratégica alternativa aos métodos tradicionais de
medida de desempenho, permite o monitoramento de metas, estratégia se objetivos orga-
nizacionais com base na missão e na visão da organização.

46. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. Relativo à evolução da administração. O Ba-


lanced Scorecard é uma ferramenta de gestão que possui como limitação não permitir a
associação de indicadores de processos aos indicadores financeiros, de clientes, de mercado
e inovação e de crescimento.

47. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Relativo à evolução da administração. A utili-
zação do Balanced Scorecard deve considerar que a estratégia da organização é uma tarefa
diária de cada colaborador.

Comentada 48. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. Referente a administração pública.


Uma das vantagens trazidas pelo emprego do Balanced Scorecard é a possibilidade de se
alinharem os objetivos individuais com os objetivos estratégicos da organização.

49. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. No que concerne ao BSC (Balanced Scorecard), que
é uma ferramenta da administração que permite à organização focar as estratégias para o
sucesso no longo prazo, assinale a opção correta.
A) Na avaliação de desempenho do BSC, consideram-se os vetores pessoas, finanças,
produção e vendas.
B) O BSC aplica-se fundamentalmente a aspectos financeiros e contábeis, tais como balanço,
fluxo de caixa e índices, uma vez que esses aspectos condicionam aspectos intangíveis,
como a definição da visão e da missão da organização.
C) O BSC é contraindicado em várias situações que envolvam a dinâmica do negócio, como,
por exemplo, no caso de a missão e a estratégia não serem conhecidas, compartilhadas
e entendidas.
D) De acordo com Kaplan e Norton, a estratégia empresarial se conecta ao conceito de
BSC, traduzindo missão, objetivos e planos por meio dos segmentos finanças, clientes,
processos internos e crescimento.
E) O BSC é uma ferramenta de apoio ao planejamento operacional fundamentada em um
sistema de indicadores.

50. CESPE – Analista – TI-MEC/2015. Com relação à gestão estratégica. O BSC é fundamentado
em quatros perspectivas: a do aprendizado e crescimento, a financeira, a do cliente e a dos
processos internos. Qualidade, rentabilidade, retenção e satisfação são, respectivamente,
objetivos estratégicos dessas perspectivas.
Questões   91

51. CESPE – Analista – TI-MEC/2015. Com relação à gestão estratégica. Entre os objetivos do
BSC, incluem-se o de mobilizar a mudança por meio de liderança executiva e o de converter
a estratégia em processo contínuo.

52. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Na elaboração de seu planejamento estratégico,


uma organização pública analisou as seguintes perspectivas: 1. Financeira; 2. Clientes; 3.
Processos internos; 4. Aprendizado e crescimento. Essas perspectivas fazem parte do tipo
de planejamento denominado:
A) Análise SWOT.
B) Balanced Scorecard.
C) Ciclo PDCA.
D) Administração por objetivos.
E) Planejamento tático.

53. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Uma das premissas que deve ser observada
para a utilização do Balanced Scorecard em organizações do setor público é observar as
diretrizes institucionais já existentes e as interações entre as ações.

54. ESAF – APO/2015. Associe cada um dos quatro objetivos de negócio com a perspectiva a que
cada um corresponde no âmbito do BSC – Balanced Scorecard. I – Estabelecer a continuidade
e disponibilidade de serviços; II – Gerenciar os riscos de negócios; III – Gerenciar a inovação
de produtos e negócios; IV – Aprimorar e manter a funcionalidade dos processos de negó-
cios.////Perspectiva Financeira; Perspectiva do Cliente; Perspectiva Interna; Perspectiva
de aprendizagem.
A) I-PC; II-PF; III-PA; IV-PI
B) I-PC; II-PI; III-PA; IV-PF
C) I-PF; II-PC; III-PI; IV-PA
D) I-PI; II-PA; III-PF; IV-PC
E) I-PI; II-PC; III-PA; IV-PF

21.16. GESTÃO DE PROJETOS

1. FCC – Analista Adm. – TRT-RS/2015. A gestão por projetos tem sido utilizada na Adminis-
tração pública como um importante instrumento de aperfeiçoamento. Um projeto
A) decorre da transformação de um processo de trabalho já existente na organização em
ação específica.
B) corresponde a uma atividade rotineira da organização, porém atribuída à alta adminis-
tração.
C) constitui uma atividade de execução única, com tempo de execução determinada, que
tem como características, entre outras, a singularidade.
D) envolve as fases de concepção, planejamento, execução e monitoramento, cabendo ao
gerente de projeto a atuação em todas essas etapas.
E) insere-se no planejamento estratégico da organização, sendo que o conjunto de projetos
definidos como estratégicos correspondem à missão da organização.

2. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. Das definições a seguir, assinale a que se refere ao
conceito de “projeto”.
92   Administração Pública I Augustinho Paludo

A) Conjunto de atividades rotineiras, repetitivas e padronizadas, com comportamentos que


são facilmente medidos e controlados.
B) Empreendimento que deve apresentar um início e um fim claramente definidos e que,
conduzido por pessoas, possa atingir seus objetivos respeitando os parâmetros de prazo,
custo e qualidade.
C) Subdivisões que permitem agrupar as decisões e as ações por áreas ou por objetivos
relacionados entre si.
D) Documento que consubstancia as decisões tomadas em determinado momento, em cada
nível e que visa alocar os objetivos finais em determinado período.
E) Aplicação sistemática do conhecimento humano para prever e avaliar cursos de ação
alternativos com vistas à tomada de decisões adequadas e racionais.

3. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. No que se refere a projeto. No âmbito do


governo federal, conceitua-se projeto como o conjunto de tarefas limitadas no tempo cujo
resultado será um produto ofertado à sociedade.

Comentada 4. FCC – Analista Administrativo – TRT16/2014. Tendo como parâmetro que há nas
organizações operações e projetos, o gestor segue o processo administrativo levando em
consideração que: as operações e projetos diferem entre si, principalmente porque as ope-
rações têm um caráter contínuo e repetitivo, enquanto que os Projetos são caracterizados
por ter esforço temporário e produto ou serviço único.

5. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. A respeito de ferramentas utilizadas nos níveis de


planejamento das organizações, a Administração de Portfólios (projetos, investimentos,
análise de viabilidade) é utilizada no Planejamento Estratégico.

6. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Os ambientes empresariais e de projetos se di-


ferem em diversos fatores. Dentre eles, pode-se afirmar que as atividades funcionais são
permanentes e geram produtos sempre similares, mas as atividades de projeto possuem
início, meio e fim bem definidos e geram produtos singulares tangíveis ou intangíveis.

7. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Sobre gestão de projetos, analise a afirmati-


va: Uma equipe de projeto pode ser composta de pessoas que algumas vezes são vindas de
diferentes organizações e de múltiplas geografias.

8. ESAF – APO – Ger. Projetos – Governança/2015. Em relação à Gestão de Portfólio de Projetos,


é incorreto afirmar que:
A) a gestão de portfólio de projetos organiza uma série de projetos em um único portfólio
com objetivos comuns de resultado, visando a maximização dos benefícios e a otimização
na alocação integradas dos recursos da organização.
B) cada portfólio de projetos deve ser avaliado pelo seu valor de negócio e aderência à
estratégia.
C) o portfólio deve existir em função de um objetivo de negócio bem definido e com benefícios
bem tangibilizados em metas.
D) um gerente de projeto tem o papel de garantir que os projetos certos sejam executados
de forma que os objetivos do portfólio sejam alcançados.
E) uma avaliação que sempre deve ser feita na análise do portfólio é se as entregas dos
projetos do portfólio serão suficientes para o alcance dos objetivos.
Questões   93

9. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. É fundamental na Gestão Pública o exercício efetivo


do gerenciamento dos processos e dos projetos. Considerando que os processos e projetos
são os instrumentos usados para viabilizar a prestação de qualquer serviço público, analise:
as ações operacionais, os processos e os projetos desintegrados levam as organizações a
resultados de eficiência, de efetividade e de relevância aquém do desejado.

Comentada 10. FCC – Auditor – TCGO/2015. Os projetos adquiriram importante papel na gestão
estratégica como instrumentos de gestão, de mudança e de desenvolvimento nas orga-
nizações. Entre as características dos projetos indicadas no Guias PMBOK, encontra-se a
A) Temporalidade: os projetos não possuem um início e um fim definidos, mas comportam
o gerenciamento do tempo envolvido na sua consecução.
B) Mutabilidade: em regra, os resultados dos projetos são efêmeros, podendo ser identifi-
cados apenas no momento de sua conclusão.
C) Progressividade: o projeto é executado de forma contínua, não cabendo abordagem em
etapas.
D) Subjetividade: os projetos são realizados por pessoas, que o planejam e executam e não
comportam uma finalidade específica pré-estabelecida.
E) Singularidade: todo produto ou serviço gerado por um projeto é exclusivo e diferente de
outros produtos ou serviços.

11. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Relativos a conceito, gerenciamento e ciclo de vida
de projetos conforme o PMBOK. O sucesso de um portfólio é medido pelo grau de atendimento
às necessidades e pelos benefícios gerados por ele.

Comentada 12. ESAF – APO – Ger. Projetos – Governança/2015. Um escritório de projetos (Project
Management Office, PMO) é um corpo ou entidade organizacional à qual são atribuídas várias
responsabilidades relacionadas ao gerenciamento centralizado e coordenado dos projetos
sob seu domínio. São papéis do escritório de projetos: Gerenciar as metodologias, padrões,
o risco/oportunidade global e as interdependências entre os projetos no nível da empresa;
e Gerenciar as principais mudanças do escopo do programa que podem ser vistas como
possíveis oportunidades para melhor alcançar os objetivos de negócios.

Comentada 13. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Relativo a gestão de projetos. Os es-
critórios de projeto podem ser estruturados em três níveis distintos, que são o operacional,
o tático e o estratégico, de acordo com o incremento de responsabilidades que recebem.

14. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Cabe em geral ao escritório de projetos, estrutura
presente nas organizações, uma das seguintes funções: determinar políticas, metodologia
e modelos de gerenciar projetos; oferecer apoio e orientação a outras pessoas na organiza-
ção sobre como gerenciar projetos com treinamentos nas ferramentas de auxílio; ou ainda
fornecer gerentes de projeto que assumam a responsabilidade pelos resultados deste.

15. FCC – Analista Adm. – TJAP/2014. Os desafios de um gerente de projetos do setor público,
são, dentre outros: I. a Gestão de Pessoas, utilizando como estratégia o diálogo eficaz sobre
os objetivos, métodos e técnicas dos projetos para se alcançar os resultados almejados. II. a
inexistência da cultura de gerenciamento de projetos, traduzida pela ausência de cobranças
dos servidores, não cumprimento de prazos e baixa efetividade dos projetos.
94   Administração Pública I Augustinho Paludo

16. FCC – Analista Gestão – SABESP-SP/2014. Ciclo de vida do projeto


A) refere-se ao grau de obsolescência dos recursos envolvidos no projeto.
B) diz respeito à duração de um projeto concluído.
C) é o tempo de maturação de um projeto.
D) é a sequência de fases que vão do começo ao fim de um projeto.
E) refere-se ao processo de desenho do projeto.

17. AOCP – Analista Administrativo – UF-PE L/2015. Assinale a alternativa que apresenta os
grupos de processos de gerenciamento de projetos descrito pelo guia PMBOK.
A) Iniciação; planejamento; execução; monitoramento e controle; e encerramento.
B) Interação; abordagem; limitação; financeiro; e competência.
C) Planejamento; direção; coordenação; comando; e controle.
D) Disciplinado; padronização; consistência; previsibilidade; e melhoria contínua.
E) Inicial; repetível; definido; gerenciado; e otimizado.

18. CESPE-Administrador-FUB/2015. A respeito de Projetos. A declaração preliminar do escopo


do projeto, o desenvolvimento de seu termo de abertura e a identificação das partes nele
interessadas ocorrem na etapa de iniciação.

19. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Relativo aos processos do gerenciamento de


projetos, de acordo com o PMBOK. No grupo de processos de monitoramento e controle,
uma atividade típica é a realização da revisão pós-projeto ou de final de fase.

20. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. Segundo a metodologia do Project Management Insti-
tute – PMI, o gerenciamento de projetos é realizado pela aplicação e integração de 5 grupos
de processos: iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento. Considerando
esses processos, o grupo de
A) controle realizará a garantia da qualidade.
B) planejamento elaborará o plano de gerenciamento do projeto.
C) execução realizará o controle da qualidade.
D) iniciação definirá a Estrutura Analítica do Projeto – EAP.
E) encerramento realizará o controle integrado de alterações.

21. FGV – Analista Projetos – CODEMIG/2015. Historicamente, a técnica de avaliação econômico-


-financeira de projetos de investimento conhecida como Taxa Interna de Retorno – TIR sempre
foi muito utilizada por tomadores de decisão. Além dessa, a técnica conhecida como Valor
Presente Líquido – VPL também é muito usada nesse tipo de análise.

22. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Relativos a conceito, gerenciamento e ciclo de


vida de projetos conforme o PMBOK. No ciclo de vida de um projeto típico, à medida que o
tempo avança, os riscos e as incertezas crescem, ainda que os custos das mudanças tenham
tendência de queda conforme o projeto vai sendo finalizado.

23. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. Acerca da gestão de projetos. Project Management
Institute − PMI tornou-se referência como uma das principais associações profissionais
em gerenciamento de projetos. O PMBOK é uma das principais publicações do instituto e
envolve 11 áreas do conhecimento.
Questões   95

24. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Assinale a alternativa que apresenta os


critérios seguidos na descrição dos processos no PMBOK.
A) Procedimentos; regras de decisão; e rotinas operacionais.
B) Valor individual; intercâmbio de valores; valor global.
C) Entradas; ferramentas e técnicas; e saídas.
D) Objetivos; subjetivos; e mistos.
E) Atribuições; responsabilidades e autoridade; e sequenciais.

25. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. A respeito de gerenciamento de um projeto, é correto


afirmar:
A) O escopo refere-se ao produto do projeto e é tratado pela Administração da Qualidade.
B) O planejamento de recursos necessários para a execução das atividades e a elaboração e
controle do orçamento do projeto são atividades tratadas pela Administração dos Custos.
C) A identificação, a análise, o tratamento e o controle dos riscos são atividades realizadas
pela Administração do Tempo ou dos prazos.
D) A Administração de Riscos trata da aquisição de produtos e serviços de fornecedores,
abrangendo o planejamento, a execução, a contratação e o controle das compras.
E) A Administração dos Custos trata do planejamento, da programação e do controle das
atividades que devem ser realizadas para que o produto ou serviço possa ser fornecido.

26. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Relativo a gestão de projetos. Na administração


de projetos, o escopo do produto faz parte do escopo do projeto, mas com ele não deve ser
confundido. O escopo do produto refere-se às características, ou seja, às especificações
funcionais e técnicas do produto.

27. FCC – Analista Administrativo – TRT2/2014. De acordo com o Project Management Institute
− PMI, a área que se refere a Escopo do projeto assegura que
A) as necessidades que originaram o desenvolvimento do projeto sejam atendidas.
B) o projeto contemple todo o trabalho requerido, e nada mais que o trabalho requerido,
para completar o projeto com sucesso.
C) o projeto termine dentro do prazo e orçamento aprovados.
D) a geração, captura, distribuição, armazenamento e apresentação das informações do
Projeto sejam feitas de forma adequada e no tempo certo.
E) os diversos elementos do projeto sejam adequadamente coordenados.

28. FCC – Analista Adm. – TRT-MG/2015. No que diz respeito ao tema de gerenciamento de proje-
tos, pode-se apontar como referência as publicações do Project Management Institute-PMI,
entre as quais se destaca o PMBOK. Um dos aspectos ou áreas de conhecimento indicados
no PMBOK é o gerenciamento de escopo, que consiste na descrição detalhada do projeto e
do produto.

29. CESPE – Analista Adm. – TRE-RS/2015. Assinale a opção em que são apresentadas as áreas
de conhecimento de gerenciamento de projetos, de acordo com o PMBOK.
A) iniciação, planejamento, execução, monitoramento, controle e encerramento
B) projetos, processos, entradas, fluxos, ciclo de vida, fases, grupos de processos e saídas
C) escopo do projeto, produtos, serviços, cronograma, entregas
D) integração, escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, risco
e aquisições.
E) planejamento, ação, verificação, retroalimentação, replanejamento, reação, verificação
96   Administração Pública I Augustinho Paludo

30. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Relativo aos processos do gerenciamento de pro-
jetos, de acordo com o PMBOK. Ao construir a estrutura analítica do projeto (EAP), deve-se
incluir o trabalho de gerenciamento do próprio projeto.

31. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. No bojo dos conceitos aplicáveis para o gerenciamento
por projetos, pode-se apontar
A) o gerenciamento da qualidade, que se opera por intermédio da identificação do denomi-
nado caminho crítico.
B) o gerenciamento de escopo, o qual identifica os “pacotes de trabalho”, que são as ativi-
dades que podem ser executadas de forma independente.
C) a EAP − Estrutura Analítica do Projeto, que consiste em uma representação gráfica de
todo o trabalho do projeto.
D) o gerenciamento de riscos, que objetiva exclusivamente assegurar que o projeto seja
cumprido no prazo estabelecido.
E) o COBIT, que está diretamente relacionado com o gerenciamento dos recursos humanos.

32. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Relativo aos processos do gerenciamento de pro-
jetos, de acordo com o PMBOK. No gerenciamento da integração, o gerente de projeto deve
estar atento para identificar e retirar das discussões os processos que não são exigidos no
projeto específico.

Comentada 33. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. Acerca da gestão de projetos. Com base no PMBOK,
analise: define-se parte interessada como uma ou mais pessoas cujos interesses serão
afetados positiva ou negativamente pelo resultado do projeto.

34. ESAF – APO – Ger. Projetos – Governança/2015. A área de conhecimento que foi adicionada
no PMBOK 5.ª edição é a área de Gerenciamento/Gestão
A) das comunicações do projeto.
B) de aquisições do projeto.
C) de envolvidos no projeto.
D) de integração do projeto.
E) de tempo do projeto.

35. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. As pessoas, instituições ou organizações


que, de alguma forma, são influenciadas ou impactadas pelas ações de uma organização
são chamadas de stakeholders.

36. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. A respeito de gerenciamento de projetos, é correto


afirmar: Caminho Crítico é a sequência de atividades em um projeto que define o seu tempo
de finalização.

37. FGV – Analista Administrativo – TJ-PIAUÍ/2015. Um gerente de operações quer desenvolver


uma rede PERT para o projeto de construção de uma nova fábrica. Ele identificou as atividades
necessárias para completar o projeto, determinou a ordem em que esses eventos precisam
ser completados e diagramou o fluxo de todas as atividades, relacionando-as entre si. O
próximo passo para o desenvolvimento do PERT será: estimar o tempo de cada atividade.

38. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. A respeito da gestão de projetos. A organização
que resolver adotar o Prince2 como metodologia de gestão de projeto deverá abandonar as
práticas de gestão adotadas pelo PMI dada a incompatibilidade entre elas.
Questões   97

39. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. 75 A respeito da gestão de projetos. Na fase de
iniciação do projeto proposta no PMBOK, que é equivalente ao que se denomina starting up
a project na metodologia do Prince2, deve ser emitido um documento denominado project
mandate, que discute a viabilidade do projeto.

40. ESAF – APO – Ger. Projetos – Governança/2015. Um projeto Prince2 tem as seguintes ca-
racterísticas, exceto:
A) um ciclo de vida finito e definido.
B) produtos bem definidos e mensuráveis.
C) um conjunto correspondente de atividades para atingir os produtos.
D) uma quantidade de recursos alocados inicialmente, ajustada ao longo do projeto.
E) uma estrutura de organização, com responsabilidades definidas, para gerenciar o projeto.

21.17. GESTÃO DE PROCESSOS

1. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere à gestão de processos. Na


administração pública, processo refere-se a um conjunto de decisões que transformam
insumos em produtos e(ou) serviços, visando a geração de valores para o cidadão.

Comentada 2. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Processo pode ser conceituado como
um grupo de atividades realizada em uma sequência lógica com o objetivo de produzir um
bem ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes.

3. FCC – Analista Leg. Administrativo – PE/2014. A respeito da gestão de processos, é cor-


reto afirmar: o gerenciamento de processos constitui-se em uma abordagem disciplinada
para identificar, desenhar, executar, documentar, medir, monitorar, controlar e melhorar
processos de negócio para alcançar os resultados alinhados com as metas estratégicas da
organização.

4. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. No que se refere ao gerenciamento de


processos de negócio. A quebra dos silos e feudos funcionais da gestão corporativa presentes
nas estruturas burocráticas das organizações governamentais é uma das consequências
diretas da aplicação de práticas e tecnologias de apoio ao gerenciamento de processos de
negócio.

Comentada 5. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. A busca pelo melhor resultado geral na rea-
lização das atividades da organização – independentemente de onde elas sejam realizadas
– com foco no resultado do processo e na entrega de valor ao cliente relaciona-se à quebra
de silos e feudos na gestão corporativa tradicional.

6. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Acerca de gestão por processos e gestão funcio-
nal. Nos dias atuais, as empresas tendem a se organizar de maneira funcional; para tanto,
deve-se ter uma visão horizontal da organização, de forma que as pessoas trabalhem não
mais em um processo, mas em funções dentro da organização para atender ao cliente.

7. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca da gestão de processos. A estrutura or-


ganizacional orientada pelo modelo de gestão por processo favorece a obtenção de maior
eficácia organizacional na entrega de produtos e na prestação de serviços aos clientes.
98   Administração Pública I Augustinho Paludo

8. CESPE – Analista Adm. – TRE-RS/2015. Com relação ao gerenciamento de processo de ne-


gócio. A gestão de processos de negócio representa um conjunto de iniciativas que implicam
projetos ou ações de melhoria no redesenho ou ajuste de processos, tais como Seis Sigma.

Comentada 9. MEC – IFECT – Sul-Rio-Grandense/2014. Ao tratar da Gestão de Processos, Augus-


tinho Paludo, autor do livro Administração Pública: questões(2012, p.183), elucida que um
processo compreende uma série de atividades. Para esse autor, gerir processos significa
_______________, _____________, _____________ e ________________ os
processos da organização. Os termos, que preenchem corretamente as lacunas, são:
A) controlar, monitorar, movimentar e descentralizar
B) organizar, monitorar, executar e otimizar
C) organizar, liderar, monitorar e enxugar
D) planejar, monitorar, avaliar e revisar

10. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Os processos podem ser definidos como um conjunto de
atividades inter-relacionadas que, executadas numa sequência determinada, conduzem a
um resultado esperado, transformando insumos (entradas) em bens ou serviços (saídas),
assegure o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes e outras partes
interessadas (definição da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade). Os processos podem
ser vistos em diferentes níveis, entre os quais se insere: Subprocesso: parte específica
do processo, composta por um conjunto de atividades que demandam insumos próprios e
resultam em subproduto(s) que concorre(m) para o produto final do processo.

Comentada 11. FCC – Analista Adm. – TRT-PR/2015. Conforme apontado pela doutrina especializada,
a gestão por processos possibilita que a organização seja vista, não como um conjunto de de-
partamentos estanques, mas sim como um fluxo contínuo de atividades encadeadas visando
satisfazer a necessidade dos clientes. Nesse contexto, a diferenciação entre os processos
principais ou primários e os secundários, consiste, basicamente, na circunstância de que os
A) secundários são ligados à produção de bens ou serviços e os primários à gestão de
pessoas.
B) primários resultam na entrega de algum bem ou serviço ao cliente final, enquanto os
secundários são processos internos.
C) secundários são uma sequência lógico-temporal dos principais e agregam valor para o
produto ou serviço finais.
D) secundários podem ser dispensados no contexto da gestão por processos, eis que não
contribuem para a execução dos principais.
E) principais são de natureza eminentemente gerencial, ligados à estratégia e utilizados na
tomada de decisões.

12. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. Processo pode ser conceituado como um conjunto de
meios articulados de forma organizada para alcançar os resultados pretendidos e, nesse
contexto, uma das classificações possíveis é a categorização dos processos como principais,
que resultam na entrega de algum bem ou serviço ao cliente final.

13. FCC – Analista Adm. – TRT-MG/2015. Os processos podem ser definidos como um conjunto de
meios articulados de forma organizada para atingir os resultados pretendidos e comportam
diversas classificações, dentre as quais está correto o que consta APENAS em
I. Gerenciais, ligados às estratégias e utilizados na tomada de decisões e na coordenação
dos demais processos.
Questões   99

II. Secundários, que correspondem a processos internos e fornecem as condições ne-


cessárias para a execução dos processos principais.
III. Macroprocessos, também denominados principais, que resultam na entrega de bens
ou serviços ao cliente final.
A) I e II.
B) I.
C) II.
D) II e III.
E) III.

14. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Tendo como referência o guia CBOK, a respeito de
gestão de processos de negócios. De acordo com o guia para gerenciamento de processos
de negócio, os processos podem ser classificados em produtivos, de suporte e de gestão.

Comentada 15. FCC – Técnico – TRT12/2013. A respeito da gestão de processos, considere:


I. Macroprocesso compreende a visão mais geral do processo, que, em regra, abrange
vários processos principais ou secundários e envolve mais de uma função organiza-
cional.
II. Subprocesso corresponde a uma parte específica do processo, composto por um
conjunto de atividades que demandam insumos próprios e resultam em subprodutos
que concorrem para o produto final do processo.
III. Tarefa é a menor divisão do trabalho, exclusivamente operacional, que corresponde
ao fazer, sendo uma partição da atividade com rotina ou procedimento específico.
São verdadeiras as afirmativas
A) I
B) II
C) III
D) I, II
E) I, II, III

16. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Processo pode ser conceituado como um
grupo de atividades realizada em uma sequência lógica com o objetivo de produzir um bem
ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. Uma das classificações
possíveis diz respeito aos níveis do processo, onde atividade é um conjunto de tarefas com
procedimentos definidos que descrevem o passo a passo para a execução de acordo com
algum método/técnica.

17. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. No que diz respeito aos métodos e processos
administrativos. Um processo de suporte gerará valor direto ao cliente caso apoie o desen-
volvimento da organização.

18. CESPE – Analista – MMA/2014. Com base em temas importantes para a administração,
como processos. A abordagem de processos nas organizações públicas constitui um desafio
gerencial visto que estruturas burocráticas enfatizam os mecanismos de controle em vez
de priorizarem o aperfeiçoamento dos processos e rotinas que melhor aproveitariam os
recursos organizacionais.

19. FCC – Administrador – INFRAERO/2012. Sobre gestão de processos. No método de gestão


por processos, as atividades correspondem a trabalhos executados tipicamente por um
departamento ou pessoa.
100   Administração Pública I Augustinho Paludo

20. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. Com relação a ferramentas e tecnologias de geren-
ciamento de processos. Escritório de processos é uma unidade de negócios que administra,
dá suporte, executa e fomenta o BPM em toda a organização.

21. FCC – Técnico CNMP/2015. A prática de gerenciamento de processos de negócio pode ser
caracterizada como um ciclo de vida contínuo de etapas integradas: Planejamento; Análise;
Desenho e Modelagem; Implementação; Monitoramento e Refinamento. A etapa Análise tem
por objetivo entender os atuais processos organizacionais no contexto das metas e objetivos
desejados.

22. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. São itens relevantes ao mapeamento de proces-
sos: Estimar os tempos de ciclo de todas as etapas; Promover uma estrutura para que os
processos complexos possam ser avaliados de forma simples.

23. CESPE – Analista Adm. – TRE-RS/2015. Com relação ao gerenciamento de processo de


negócio. A representação simplificada de um processo de negócio, seja ele existente ou
proposto, é o produto da modelagem de processos.

24. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. No que diz respeito à gestão de processos, espe-
cialmente ao mapeamento de processos para criar uma cultura de eficiência e eficácia
operacional que promova ganhos de desempenho e resultados. Colher informações, realizar
cálculos, verificar probabilidades e analisar dados são relevantes para o estabelecimento
de estratégias de melhoria de processos.

25. FCC – Analista Adm. – TRT-RS/2015. A implementação da Gestão por Processos em uma
organização contempla a identificação, gestão, monitoramento e melhoria dos processos,
entendido processo como um conjunto de atividades inter-relacionadas que transforma
insumos (Entradas) em produtos (saídas). Entre as ferramentas que fazem parte dessa
metodologia pode-se citar o fluxograma, utilizado no mapeamento dos processos da orga-
nização.

26. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Em relação à Gestão de Processos: o Business


Process Management é uma filosofia de gestão suportada por plataformas tecnológicas e
funciona apoiado em outros processos de modo a integrá-los até a entrega final ao cliente.

27. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Sobre Gestão de Processos, considere: O conceito
de gestão de processos resultará no desenvolvimento de tecnologias como workflow, grou-
pware, internet e as aplicações de integração da empresa.

28. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. Acerca da modelagem de processos de ne-


gócios. BPM é uma disciplina gerencial com enfoque no gerenciamento de processos de
negócios nas diversas áreas de uma organização. Para tanto, a tecnologia disponibiliza
o denominado BPMS, que consiste em sistemas de gerenciamento combinados em uma
plataforma integrada.

29. CESPE – Especialista ProcessosvMEC/2014. Acerca da modelagem de processos de negócios.


Acerca da modelagem de processos de negócios. BPMN (Business Process Modelling Nota-
Questões   101

tion) apresenta conceitos de cliente, natureza de trabalho colaborativo entre partes internas
e externas, suporte à compreensão de sistemas de informação e fluxograma com raias.

30. CESPE – Analista Processos – MEC/2015. A respeito do BPMS. Com relação a ferramentas
e tecnologias de gerenciamento de processos. Os benefícios da implantação de um BPMS
são maiores para processos de manufatura contínua do que para processos de manufatura
discreta.

31. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Acerca da abordagem por processos e indi-
cadores de processos. A avaliação de um processo de negócios por analistas de sistemas
com foco em automação denomina-se modelagem técnica.

32. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. Em relação à Gestão de Processos: O BPMS −


Business Process Management Systems é um sistema computacional que suporta a gestão
da informação pela organização, com foco no gerenciamento de processos.

33. ESAF – APO/2015. Sobre gestão de processos. A modelagem em BPMN é feita com a utili-
zação de diagramas simples, com um pequeno conjunto de elementos gráficos.

34. CESPE – Pesquisador Governança – INMETRO. Acerca das características do CMMI: no


CMMI, a representação contínua permite selecionar a sequência de melhorias que convêm
à organização, dividindo as áreas de processo em seis níveis de maturidade: incompleto,
realizado, gerenciado, definido, gerenciado quantitativamente e otimizado. A representação
por estágios aponta um caminho predefinido de áreas de processos e define cinco níveis de
maturidade: inicial, gerenciado, definido, gerenciado quantitativamente e otimizado.

35. FCC – Técnico Adm. – TRT-PR/2015. De acordo com a definição do GesPública, o processo é
um conjunto de decisões que transformam insumos em valores gerados ao cliente/cidadão.
O grau de maturidade dos processos reflete a transformação da organização na medida
em que estes são aperfeiçoados e, nesse contexto, os denominados processos encenados
correspondem
A) ao paradigma adotado pelo Business Process Management − BPM, que propõe o redesenho
dos processos vigentes.
B) ao resultado da aplicação da ferramenta conhecida como workflow, que resulta na au-
tomação do fluxo de trabalho.
C) ao nível mais precário de maturidade identificado na visão do Bussiness Process Maturity
− CBOK.
D) ao nível 4, dentro dos 5 identificados, de acordo com a visão da Society for Design and
Process Science − SDPS.
E) a uma fase preliminar da gestão por processos, onde o fluxo de atividades ainda precisa
ser mapeado.

21.18. GESTÃO DE CONTRATOS

Comentada 1. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. A gestão de contratos no âmbito da


Administração Pública contempla
A) gerenciamento, fiscalização ou acompanhamento e recebimento do objeto contratado.
B) apenas a fiscalização da execução contratual.
102   Administração Pública I Augustinho Paludo

C) exclusivamente o monitoramento quanto à adequação da prestação e do objeto contratado.


D) a aderência da contratação aos objetivos públicos pretendidos.
E) o gerenciamento de custos e a fiscalização da conduta do contratado.

2. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere à gestão de contratos. Na


administração pública, a gestão de contratos abrange as etapas de gerenciamento, acompa-
nhamento e fiscalização, desde a concepção do edital da licitação, a assinatura do contrato,
até sua execução.

3. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação a contratos na administração


pública. Na administração pública, as contratações com terceiros serão necessariamente
precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas na Lei n.º 8.666/1993.

4. FGV – Administrador – AL-AM/2013. Com relação à execução dos contratos administrativos: o


contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas avençadas
e as normas da Lei 8.666/93, respondendo cada uma pelas consequências de sua inexecução
total ou parcial.

5. FCC – Técnico – TRE-RR/2015. Uma das características dos contratos administrativos


denomina-se comutatividade, segundo a qual o contrato administrativo
A) deve ser executado pelo próprio contratado.
B) se expressa por escrito e com requisitos especiais.
C) é remunerado na forma convencionada.
D) pressupõe anterior licitação.
E) se reveste de obrigações recíprocas e equivalentes para as partes.

6. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca da gestão de contratos. Como o contrato


administrativo é um contrato de adesão, todo o seu conteúdo será definido unilateralmente
pela própria administração.

7. FCC – Analista Gestão – SABESP-SP/2014. A mutabilidade dos contratos administrativos


expressa a possibilidade implícita de adequação da avença para manutenção da equação
de equilíbrio econômico-financeiro inicialmente estabelecida. Essa afirmação abrange a
álea ordinária, implícita na natureza dos negócios em geral, mas passível, quando se trata
de contratos firmados com a Administração pública, de ensejar reequilíbrio econômico-
-financeiro, de forma a preservar a prestação do serviço público objeto da avença.

Comentada 8. IFSUL – Técnico Gestão Pública – MEC/IFECT-RS/2012. Paludo (2012) aborda uma
série de questões ao tratar da gestão de contratos na administração pública. Conforme o
autor, há uma série de características dos contratos administrativos. Que característica
NÃO é pertinente aos contratos administrativos?
A) Oneroso.
B) Informal.
C) Formal.
D) Comutativo.

9. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere à gestão de contratos. O gestor


de contrato deve ser um servidor público efetivo com conhecimentos técnicos relacionados
ao objeto do contrato.
Questões   103

10. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. Com relação à responsabilidade contratual e extracontra-


tual do Estado. A fiscalização do contrato administrativo exercida pela administração poderá
minimizar a responsabilidade do contratado pelos danos causados a terceiros decorrentes
de culpa ou dolo na execução do contrato.

11. FCC – AFCE – TCE – PI/2014. O ordenamento jurídico pátrio agasalha regimes jurídicos de
natureza distinta. A Administração pública
A) obrigatoriamente submete-se a regime jurídico de direito público em matéria contratual.
B) submete-se a regime jurídico de direito público, podendo, por ato próprio, de natureza
regulamentar, optar por regime diverso, em razão do princípio da eficiência e da gestão
administrativa responsável, e adequado planejamento.
C) pode submeter-se a regime jurídico de direito privado ou a regime jurídico de direito
público, conforme disposto pela Constituição Federal ou pela lei.
D) quando emprega modelos privatísticos, é integral sua submissão ao direito privado.
E) pode submeter-se a regime jurídico de direito público ou de direito privado, sendo a
opção, por um ou outro regime jurídico, para a Administração pública indireta, livre ao
Administrador.

Comentada 12. FGV – Auditor PrefRecife/2014. As cláusulas exorbitantes em contratos administrati-


vos são prerrogativas destinadas a atender aos interesses públicos primários. Por conceito
óbvio, cláusulas exorbitantes são cláusulas que exorbitam do direito comum e fogem do
direito privado por conferirem prerrogativas à Administração. São cláusulas exorbitantes
previstas na Lei n.º 8.666/93:
I. fiscalizar a execução dos contratos;
II. modificar os contratos unilateralmente para melhor adequá-los às qualidades do
interesse público, respeitados os direitos do contratado;
III. aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste.
A) somente a afirmativa I estiver correta.
B) somente a afirmativa II estiver correta.
C) somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
D) todas as afirmativas estiverem corretas.
E) somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

13. CESPE – Analista – MMA/2014. Acerca de contrato administrativo disposto na Lei n.º
8.666/1993. O contrato administrativo exige licitação em qualquer situação, cabendo à
administração pública determinar as cláusulas exorbitantes, que conferem poderes ao
contratado, a fim de eliminar as desvantagens do contrato.

14. FCC – Técnico – TRE-Paraíba/2015. Os contratos administrativos diferem dos demais con-
tratos firmados pela Administração pública, pois os contratos administrativos permitem à
Administração pública a alteração unilateral, ainda que, para isso, dependa de fundamentos
e justificativas e se submeta a limites, a fim de afastar qualquer possibilidade de arbitra-
riedade.

15. FCC – Auditor – PI/2015. No curso do contrato, com base em razões de interesse público,
de alta relevância e amplo conhecimento, justificadas pela autoridade máxima a que se su-
bordina a contratante, restou decidida a descontinuidade da operação, por ser considerada
muito elevada a taxa de desconto indicada para o seu sucesso. Diante da situação narrada,
e de acordo com as disposições da Lei no 8.666/93, a Administração contratante está au-
104   Administração Pública I Augustinho Paludo

torizada a rescindir o contrato unilateralmente, ressarcindo a contratada pelos prejuízos


regulamente comprovados que tenha sofrido.

16. FCC – Auditor – TCGO/2015. Os contratos administrativos e os de direito privado se distinguem


entre si, a despeito de ambos integrarem a categoria dos negócios jurídicos. Contudo, apenas
os contratos administrativos podem ser unilateralmente modificados ou rescindidos pelo
Poder Público, para atendimento de um fim de interesse público, respeitado o seu equilíbrio
econômico-financeiro.

17. CESPE – Especialista Processos – MEC/2014. O contrato administrativo poderá ser modificado
unilateralmente pela administração caso haja modificação do projeto ou das especificações
para adequação técnica aos objetivos do contrato ou caso se julgue necessário modificar
o valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa do objeto do
contrato.

18. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Nos contratos administrativos, alguns pri-
vilégios que facultam à Administração Pública alterar, rescindir e aplicar penalidades, de
forma unilateral, entre outros, aos contratados, são chamados de
A) prerrogativas contratuais.
B) cláusulas contratuais.
C) vantagens de permissão.
D) vantagens de concessão.
E) cláusulas exorbitantes.

19. FGV – Agente – TC-BA/2014. Acerca de contratos. As cláusulas exorbitantes, cláusulas


que exorbitam do direito comum, peculiares em contratos administrativos, surgem com
verdadeira natureza de prerrogativas destinadas ao atendimento de interesses públicos
primários – o que é justificativa para a limitação que tais cláusulas impõem aos direitos dos
contratados. Do contrário, não seriam justificáveis.

20. VUNESP – Analista – EMPLASA/2014. Uma das características mais marcantes dos contratos
administrativos é a presença das chamadas cláusulas exorbitantes. Cláusulas exorbitantes
são prerrogativas que o Poder Público detém perante o particular que com ele contrata.

21. FCC – Técnico – TRE-Paraíba/2015. Acerca dos Contratos da Administração Pública. Os


contratos administrativos podem ser verbais, a critério do administrador, não importando
a forma sob a qual estão revestidos, mas sempre estabelecem prerrogativas em favor do
Poder Público para que prepondere o interesse público.

22. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. A Lei n.º 8.666/93 estabelece normas gerais
sobre licitações e contratos administrativos no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios. A esse respeito, a publicação resumida do instrumento de
contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial é condição indispensável para sua eficácia.

23. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Acerca dos contratos administrativos: admite-se
contrato verbal com a Administração para compras em regime de adiantamento, com valor
limitado a R$ 4.000,00.
Questões   105

24. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Com referência a contratos públicos. É legítima a cláusula
contratual por meio da qual um contratante se compromete a cumprir obrigação em deter-
minado prazo, de modo que, caso este faleça sem o cumprimento da referida obrigação, o
credor estará autorizado a adjudicar bens pertencentes a esse contratante.

25. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Assinale a alternativa que apresenta o que
devem definir as cláusulas expressas nos contratos administrativos que estabelecem com
clareza e precisão as condições para sua execução, de acordo com a Lei n.º 8.666 de 1993.
A) Determinação do agente administrativo que acompanhará a execução do objeto, em
conformidade com a legislação em vigor.
B) Acordo entre as partes prevendo o fornecimento do objeto do contrato em até três vezes,
desde que ocorra o adequado reajuste dos preços conforme os índices inflacionários.
C) Definição dos direitos, obrigações e responsabilidades das partes, em conformidade com
os termos da licitação e da proposta a que se vinculam.
D) O credenciamento de terceiros alheios ao contrato para substituírem a instituição con-
tratada nos casos de sua falta no cumprimento do objeto.
E) Existência de objetos substitutos que possam ser fornecidos desde que atendam às
características.

26. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Em relação aos contratos decorrentes de procedimentos


licitatórios é correto afirmar que a exigência de prestação de garantia na contratação de
obras, serviços e compras é prerrogativa da administração, independentemente de previsão
no instrumento convocatório da licitação.

27. FCC – Analista Legislativo – PE/2014. Sobre os contratos administrativos, é correto afirmar
que é exigência legal o estabelecimento de garantia contratual, em valor correspondente
a, no mínimo, 5% do valor do contrato.

28. CESPE – Analista Contábil – SGES/2013. Em relação aos contratos administrativos: os con-
tratos de financiamento, de seguro e de locação nos quais a administração pública figure
como locatária ou usuária de serviço público são regidos por normas de direito público.

29. FCC – Técnico – TRT9/2014. A Administração pública celebrou contrato de locação de um


imóvel comercial para instalação de uma repartição pública. Dentre as características
desse contrato firmado com a Administração pública, destaca-se a submissão a regime
jurídico de direito privado, como contrato privado da Administração pública, sem prejuízo
de derrogações operadas por normas de direito público aplicáveis.

30. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. A respeito da organização administrativa do


Estado. Os contratos administrativos celebrados pelo poder público podem ter tanto prazo
determinado quanto indeterminado.

31. FCC – Analista Tesouro – PI/2015. Sabe-se que os contratos administrativos diferem dos
contratos regidos pelo direito privado. São muitas as peculiaridades e derrogações, poden-
do ser destacada, como característica privativa daqueles contratos em face dos contratos
regidos pelo direito privado, a
A) duração de grande parte dos contratos administrativos adstrita à vigência dos créditos
orçamentários a eles relativos.
106   Administração Pública I Augustinho Paludo

B) possibilidade de prorrogação do prazo de vigência, independentemente da natureza do


objeto, a fim de atender o interesse público.
C) necessidade de autorização legislativa específica para celebração de contratos de for-
necimento e de prestação de serviços.
D) inexecução dos contratos, que enseja imediata suspensão dos pagamentos devidos pela
Administração pública, independentemente da natureza jurídica do objeto da avença.
E) necessidade de indenização do contratado por danos concretos e lucros cessantes no caso
de rescisão do contrato, ainda que se esteja diante de hipótese de culpa do contratado,
como caducidade ou encampação.

32. CESPE – Analista Administrativo – ANATEL/2014. Acerca de contrato administrativo disposto


na Lei n.º 8.666/1993. O prazo de vigência dos contratos administrativos, em geral, é adstrita
à existência de créditos orçamentários.

33. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. Com relação à responsabilidade contratual e extracon-


tratual do Estado. A duração ordinária dos contratos administrativos relativos à prestação
de serviços continuados poderá ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos, limitada
a, no máximo, sessenta meses, sob pena de nulidade e consequente responsabilidade da
administração.

34. FGV – Administrador – TJRO/2015. A regra é que contratos administrativos podem ter prazos
de vigência limitados ao exercício em que foram iniciados, ou seja, nos respectivos créditos
orçamentários. Entretanto, há situações em que o prazo pode ser alterado, EXCETO a situação
em que:
A) o projeto ou suas especificações passem por alterações realizadas pela administração;
B) a prestação de serviços for executada de forma contínua e for prorrogada por iguais e
sucessivos períodos, limitado a 60 meses;
C) o aluguel de equipamentos tenha a duração de até 48 meses após o início da vigência do
contrato;
D) o contrato seja celebrado por prazo indeterminado devido à necessidade premente,
imprevisível e sem justificativas;
E) o projeto esteja contemplado no plano plurianual e a prorrogação esteja prevista no ato
convocatório.

35. FGV – Auditor Fiscal – Cuiabá/2014. A União celebrou contrato de obra pública com a cons-
trutora XYZ, vencedora de certame licitatório para a construção de uma rodovia federal
que fará a ligação entre três Estados da Federação. No curso da obra, a Administração
pretendeu acrescentar ao projeto duas alças de acesso a rodovias estaduais já existentes,
o que implicaria aumento de 15% do custo original do contrato, além da prorrogação do
prazo de entrega da obra. A esse respeito: o acréscimo pretendido é possível, assim como
a prorrogação do contrato, devido à alteração do projeto pela Administração.

36. FCC – ACE – TCM-GO/2015. Em uma obra de ampliação de rodovia estadual, contratada após
regular procedimento licitatório, a Administração contratante identificou a necessidade de
alteração do projeto para melhor adequação técnica aos seus objetivos, solicitando, assim,
que tais alterações fossem observadas pela empresa contratada. De acordo com as dis-
posições da Lei no 8.666/93, a empresa contratada é obrigada a acatar as alterações e, em
havendo aumento de seus encargos, o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato
deverá ser reestabelecido mediante aditamento.
Questões   107

37. PUC – Procurador Estado – PR/2015. A respeito do regime brasileiro dos contratos adminis-
trativos, é CORRETO afirmar que o reajuste contratual se identifica com a revisão contratual,
pois as expressões são sinônimas e possuem os mesmos pressupostos fáticos e normativos.

38. FGV – Auditor – PrefRecife/2014. Determinado contrato de obra pública foi celebrado entre
a Administração licitante e o vencedor. Ocorre que a Administração, sem justificativa, não
entregou ao contratado o local da obra em condições aptas à execução do objeto contratual.
A causa da inexecução do contrato em questão pode ser tida por fato da Administração.

39. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. No que se refere à elaboração e fiscalização
de contratos. Se não houver previsão de penalidade de multa no edital da licitação nem no
instrumento contratual, para o caso de atraso na execução do contrato, a administração não
poderá valer-se do poder discricionário para aplicar a referida penalidade.

40. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Considerando as contratações disciplinadas


pela Lei no 8.666/1993, a inexecução total ou parcial, pelo contratado, do objeto do ajuste
ensejará à Administração a possibilidade de rescindir o contrato, sem prejuízo das multas
nele previstas e no edital, bem como das demais cominações legais, desde que o ato admi-
nistrativo seja motivado e garanta-se defesa prévia ao contratado.

41. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Durante a execução de contrato administrativo


celebrado pelo TRE/MT com uma empresa privada, para a aquisição, instalação e manuten-
ção de aparelhos de ar condicionado, o gestor constatou algumas falhas operacionais, que
configuraram inexecução do contrato, tendo então notificado a empresa para apresentar
defesa. A respeito analise: Pela inexecução total ou parcial do contrato cabe a aplicação,
ao contratado, das penalidades de advertência e multa concomitantemente.

42. FCC – Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015. Concluída licitação para contratação


de fornecimento de insumos para merenda escolar e formalizado o respectivo contrato,
durante regular procedimento de controle externo, foi identificada ilegalidade pertinente
aos aspectos orçamentário-financeiros da Administração, viciando o certame. Declarado
nulo o contrato, caberá
A) indenizar o contratado por todo o valor que lhe seria cabível ao longo da execução do
contrato, ainda que não tenha concluído o fornecimento.
B) notificar o contratado e rescindir o contrato, ficando vedada qualquer indenização ao
contratado pela parcela da avença já executada.
C) rescindir o contrato e notificar o contratado para devolução dos valores já recebidos.
D) iniciar novo procedimento de licitação, sendo vedada a participação da empresa contratada
no certame declarado nulo.
E) indenizar o contratado pelos serviços executados até a data da declaração de nulidade,
tendo em vista que aquele não deu causa a irregularidade que viciou o certame.

43. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. A Lei n.º 8.666/93 estabelece normas gerais
sobre licitações e contratos administrativos no âmbito dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios. A esse respeito, A rescisão do contrato poderá ser
determinada por ato unilateral e escrito da Administração quando for detectado o não
cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos e prazos.
108   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 44. IFSUL – Técnico Gestão Pública – MEC/IFECT-RS/2012. Augustinho Paludo, ao tratar
da gestão de contratos em seu livro Administração pública: questões (2013, p. 201-203), infor-
ma que a extinção de contratos administrativos poderá ocorrer, EXCETO da seguinte forma:
A) rescisão judicial.
B) anulação.
C) rescisão unilateral ou bilateral.
D) revisão.

21.19. NOÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS

1. CESPE – Defensor Federal/2015. Relativamente ao conceito de política pública. Define-se


política pública como o programa de ação governamental que resulta de um processo ou
conjunto de processos juridicamente regulados e que deve visar a realização de objetivos
sociais relevantes, expressando a seleção de prioridades, a reserva de meios necessários
à sua consecução e o intervalo de tempo para o atingimento dos resultados.

2. FGV – Analista Adm. – TJSC/2015. Podemos compreender como Políticas Públicas o conjunto
de ações, planos, metas e objetivos traçados pelos governos a fim de alcançar o bem-estar
social. Assim, a formulação de Políticas Públicas, bem como a determinação do bem-estar da
sociedade, é atribuição do governo e não da sociedade. Entretanto, a sociedade e seus diversos
grupos de interesse podem participar de parte do processo de formulação dessas políticas.

Comentada 3. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. Pode-se afirmar que as Políticas Públicas
compreendem o conjunto das decisões e ações relativas à alocação imperativa de valores
envolvendo bens públicos e essas políticas ocorrem em um ambiente tenso e de alta den-
sidade política.

4. FGV – Analista Adm. – TJBA/2014. O conceito de políticas públicas tem sido discutido por
diferentes autores, que coincidem no conceito geral e nas características essenciais. O
formato concreto de cada política está vinculado a cada sociedade específica. Sobre as
políticas públicas, é correto afirmar que:
A) constituem um fluxo de decisões públicas, orientado a manter o equilíbrio social ou a
introduzir desequilíbrios destinados a modificar essa realidade;
B) definem estratégias que apontam para uma única finalidade, que, de alguma forma,
atende aos diversos grupos que participam do processo decisório;
C) o processo de políticas públicas tende a desconsiderar as incertezas decorrentes das
rápidas mudanças do contexto;
D) o processo de políticas públicas ocorre por meio de uma racionalidade manifesta, que
configura ordenação lógica da atuação de cada um dos envolvidos;
E) os tomadores de decisão no processo de políticas públicas tendem a assumir posturas
semelhantes independentemente do ambiente social em que se encontram.

Comentada 5. FMP – Auditor – ES/2011. A literatura sobre análise de políticas públicas diferencia
três dimensões da política. Sobre essas dimensões, assinale a verdadeira
A) A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da configuração
dos programas políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das decisões
políticas.
Questões   109

B) A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente


de caráter conflituoso, no que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às
decisões de distribuição.
C) A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo
sistema jurídico, e à estrutura institucional do sistema político-administrativo.

6. CESPE – Analista Gestão Empr. – SERPRO/2013. A análise de política tem por objetivo tanto
melhorar o entendimento acerca da política e do processo político quanto apresentar pro-
postas para o aperfeiçoamento das políticas públicas.

7. ESAF – AFC – CGU/2012. A formulação de políticas públicas é a ação pela qual os governos
democráticos traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que
produzirão resultados ou mudanças no mundo real, conforme Celina Souza. Segundo esse
enfoque, a responsabilidade pelo desenho das políticas públicas é dos Governos, dos grupos
de interesse e dos movimentos sociais, em que cada um tem maior ou menor influência no
desenho da política pública, dependendo do tipo de políticas e das coalizões que integram
o governo.

8. CESPE – Analista Administrativo – MPU/2015. Relativo às políticas públicas. As políticas


públicas correspondem à soma das atividades articuladas pelos governos para melhorar a
vida dos cidadãos. As decisões e análises sobre políticas públicas implicam responder às
seguintes questões: Quem ganha o quê? Por quê? e Que diferença isso faz?

9. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Segundo a teoria dos múltiplos fluxos, a


mudança na agenda ocorre quando há convergência entre
A) oportunidades, decisão de lideranças e apoio político.
B) difusão de ideias, debate de alternativas e decisão política.
C) identificação de um problema, tomada de decisão e implementação eficiente.
D) tomada de decisão, construção de apoio político e apoio popular.
E) reconhecimento de um problema, identificação de alternativas e construção de apoio
político.

10. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Sobre políticas públicas. Top-down e bottom-
-up são modelos para analisar os resultados de políticas públicas.

11. VUNESP – Analista RH – Itatiba. Uma das formas de negociação pressupõe o que alguns
autores chamam de soma-zero, ou seja, qualquer ganho de uma parte acontece pela perda
da outra parte. O nome dessa abordagem da negociação é
A) integradora.
B) ganha-ganha.
C) colaborativa.
D) distributiva.
E) transigente.

12. FCC – ACE – TCPI/2014. Em relação às políticas públicas é correto afirmar:


A) A política pública está claramente definida pelos estudiosos da matéria, sendo considerada
uma atividade alternativa para a resolução de problemas de uma parcela minoritária da
sociedade.
110   Administração Pública I Augustinho Paludo

B) O Brasil não adota o desenvolvimento de políticas públicas, pois a relação de programas


constantes do PPA, da LDO e da LOA já atende perfeitamente à solução dos problemas
existentes nas esferas pública e privada.
C) As tipologias conhecidas e aplicadas em políticas públicas levam às técnicas estabelecidas
pela amostragem e ciclo orçamentário, criando um perfeito relacionamento de causa e
efeito.
D) O estilo na elaboração da política pública deve levar em consideração os métodos de
produção do planejamento público, de execução, a título gratuito ou oneroso, e da ma-
cropolítica estabelecida em nível regional.
E) A elaboração da política pública leva em consideração a identificação do problema, a
formação da agenda e de alternativas seguidas pela tomada de decisão, implementação,
avaliação e extinção.

13. FGV – Analista Adm. – TJSC/2015. A formulação de Políticas Públicas, bem como a determi-
nação do bem-estar da sociedade, é atribuição do governo e não da sociedade, entretanto,
a sociedade e seus diversos grupos de interesse podem participar de parte do processo de
formulação dessas Políticas. A parte do processo em que há participação direta da sociedade
e de seus grupos de interesse é: a formação de agenda;

Comentada 14. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. O sistema de planejamento estraté-


gico governamental é constituído por componentes que garantem um acompanhamento e
um processamento adequado dos fluxos de informação que alimentam as decisões de uma
equipe dirigente. Um desses componentes ou sistemas é o sistema de constituição da agenda.

15. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. A respeito de planejamento e avaliação das políticas públicas.
Obstáculos institucionais, como a existência de grupos sociais fortes, podem ser barreiras
à formulação eficaz de uma política pública.

16. FGV – Administrador – Defensoria-RO/2015. Na formulação e avaliação de políticas públicas


de educação no Brasil, pode-se considerar que as decisões correntes são marginais, uma vez
que as decisões tomadas no passado constrangem decisões futuras e limitam a capacidade
dos governos de adotar novas políticas públicas ou de reverter a rota das políticas em vigor.
Nesse caso, considera-se que a política pública segue um:
A) processo incremental;
B) tipo de política pública;
C) ciclo de política pública;
D) sistema de tentativa e erro;
E) número de coalizões de defesa.

17. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. A formulação de políticas públicas pode


ser compreendida de maneiras distintas, de acordo com a teoria subjacente que a explica.
Uma política formulada com base no modelo do processo organizacional fundamenta-se na
ideia de que organizações filtram o problema e implementam as escolhas, sejam elas quais
forem, com atenção aos objetivos.

18. CESPE – ACE – TCU/2015. Sobre políticas públicas. Do processo de formulação de uma
política pública participam, basicamente, dois tipos de atores: os estatais e os privados.
Questões   111

19. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. É recorrente a dificuldade encontrada na avalia-


ção de Políticas Públicas. Existem três conceitos que podem ser utilizados na avaliação de
Políticas Públicas: Eficiência, Eficácia e Efetividade. Assinale a alternativa que descreve o
conceito Efetividade.
A) Geralmente relaciona atividades com seus objetos iniciais, intermediários e finais.
B) Geralmente relaciona o objeto com seus efeitos na realidade que se quer transformar,
ou seja, consequências.
C) Geralmente relaciona o objeto com seus custos (financeiros, humanos, tempo).
D) Geralmente está relacionado ao cumprimento de prazos e análise de custos.
E) Geralmente está relacionado com o atingimento de metas quantitativas.

20. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. A reforma e a modernização do Estado devem


ser algumas das prioridades na agenda política para possibilitar maior transparência na
gestão pública e maior eficiência, eficácia e efetividade na qualidade dos serviços públicos
ofertados à população. São dois benefícios que podem ser criados com estas ações de re-
forma e modernização da gestão pública: um ambiente favorável para a inclusão social e o
fortalecimento da capacidade de formulação e implementação de políticas públicas.

21. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito da avaliação e mensuração do


desempenho governamental. A avaliação dos programas deve gerar um fluxo contínuo de
informações, em vez de evidências baseadas em estudos isolados.

22. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. A respeito de planejamento e avaliação das políticas públi-
cas. Para simplificar o processo de avaliação dos programas de governo, deve ser único e
exclusivo o indicador de desempenho de cada programa.

23. CESPE – ACE – TCU/2013. Com relação à construção de agenda, formulação e avaliação de
políticas públicas. A avaliação de uma política pública compreende a definição de critérios,
indicadores e padrões.

24. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. Como componente do processo organizacional da Ad-
ministração pública, a avaliação é um importante instrumento, pois seu resultado permite
aprimorar o desempenho individual e organizacional. Considerando os momentos e os
objetivos de uma política, a avaliação
A) ex ante é realizada durante a execução para monitoramento de sua efetividade.
B) de processo é realizada antes do início da execução, para verificar a sua eficiência.
C) ex post é realizada após a execução para propor ações que aprimorem a sua eficiência.
D) de resultado é realizada durante a execução para propor ações que melhorem a sua
eficiência e eficácia.
E) de impacto é realizada durante ou após a execução, para verificar se os objetivos foram
atingidos e quais são os seus resultados e efetividade.

25. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Na análise de custo-efetividade de um projeto


é necessário levar em consideração aspectos econômicos e financeiros, principalmente
para a construção de indicadores de desempenho que podem ser de insumo, de processo,
de produto e de impacto. Nesse sentido, pode ser considerado um indicador de impacto
aquele no qual, em um projeto de: formação profissional, avalia a variação na renda dos
participantes após o curso em relação ao custo da capacitação;
112   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 26. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Com relação às formas de avaliação, ana-
lise as afirmativas a seguir. I. A avaliação formativa tem caráter pedagógico e se dá ao longo
do processo. II. A avaliação somativa se dá ao término de determinado processo ou etapa.

27. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. A avaliação ex ante das políticas públicas visa
A) dar suporte ao planejamento e projetar inovações socialmente eficazes.
B) informar decisores na formulação da situação problema a ser alvo do plano.
C) medir a relação custo/efetividade.
D) mensurar os objetivos principais dos programas e os valores futuros resultantes da sua
implementação.
E) informar decisões de implementação e servir ao diagnóstico custo/benefício.

28. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Em avaliação de programas e projetos é muito co-
mum, na área pública, a ausência de um sistema estruturado de monitoramento e avaliação
(M&A). Essa ausência é um risco porque projetos diferentes de um mesmo governo perdem
a comparabilidade;

29. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. Os indicadores de resultados das políticas públicas são
avaliáveis quanto
A) aos seus efeitos modificadores do contexto mais amplo.
B) à eficiência dos meios e recursos, à eficácia no cumprimento das metas e à efetividade.
C) a sua capacidade de mensuração de desempenho dos programas.
D) à relação custo/benefício.
E) a seu impacto, equivalente ao grau de alcance das metas.

30. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Um conselho de gestão é uma forma de organi-
zação administrativa que possibilita a participação da população na gestão das políticas
públicas – como saúde, educação e assistência social –, possuindo funções distintas. Quando
um conselho realiza controle e acompanhamento das ações de gestão dos governantes,
entende-se que está desenvolvendo a função:
A) fiscalizadora;
B) mobilizadora;
C) deliberativa;
D) consultiva;
E) estabilizadora.

31. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Há diversos condicionantes políticos e sociais que


afetam diretamente a qualidade dos processos participativos em Conselhos municipais de
políticas públicas. Um condicionante que afeta negativamente esses processos participativos
é aquele relacionado à existência de:
A) estrutura institucional não estatal já consolidada na área de política pública;
B) mecanismos centralizados e hierarquizados de decisão para manutenção da dinâmica
política estadocêntrica;
C) organização prévia do movimento popular e sindical e dos grupos de interesses de usu-
ários no município;
D) posições de apoio das autoridades municipais em relação à participação da sociedade
civil organizada;
E) rede de política setorial que inclui a participação de profissionais da área e lideranças
populares.
Questões   113

32. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. Nos países recém-redemocratizados, que apresentam


processos institucionais incompletos, as dinâmicas dos processos políticos que incidem
sobre políticas públicas são comprometidas
A) pelo caráter representativo do sistema político.
B) pela gestão compartilhada e interinstitucional.
C) pelo papel desprivilegiado do chefe do executivo no processo decisório.
D) pela intermediação de interesses por instituições informais, como o clientelismo, o
fisiologismo e a corrupção.
E) pela fluidez institucional e pela ausência de padrões de comportamento dos distintos
atores envolvidos.

33. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Há, atualmente, novos arranjos institucionais
em operação no governo federal brasileiro, definidos como o conjunto de regras, mecanismos
e processos que determinam como se coordenam os atores e interesses na implementação
de uma política específica. A respeito desses novos arranjos institucionais, é correto afirmar:
Há uma grande heterogeneidade nos novos arranjos institucionais, que tentam incorporar
questões como intersetorialidade, participação social e relações federativas.

34. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. A partir da promulgação da CF/1988, o processo


de ampliação da chamada esfera pública foi consolidado por meio do entendimento de que
só com a sociedade mobilizada a democracia participativa pode avançar. O controle do poder
requer a organização da sociedade civil. Nesse contexto, existem as arenas de participação
e deliberação instituídas pelo Estado, como os Conselhos e Comissões. Sobre conselhos:
Os Conselhos são organizações deliberativas constituídas, em cada instância do governo,
com caráter permanente e de composição paritária.

35. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca da Administração Pública. Os conse-


lhos cumprem o papel de institucionalizar a participação da sociedade civil nos processos de
formulação, implementação e avaliação das políticas públicas, sem, no entanto, substituírem
o papel do gestor, a quem compete a implementação das políticas.

21.20. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


1. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. A Administração Pública normalmente utiliza o
modelo de ciclo de gestão composto pelas etapas de Planejamento, Execução, Avaliação
e Controle. Sem minimizar a importância das demais etapas, a etapa do Controle se faz
imprescindível, já que os recursos que são usados não são particulares, e sim públicos.
Assinale a alternativa correta sobre a importância da etapa do Controle no ciclo da Gestão
Pública.
A) O controle é meramente burocrático, sem importância para a gestão.
B) As ferramentas de controle são dispensáveis quanto à gestão em órgãos públicos.
C) Nenhum órgão de controle da administração pública tem autonomia para aplicar restri-
ções e ou Punições em casos de irregularidades.
D) O controle tem origem na sociedade e é a ela que devem se reportar todas as entidades
criadas para representá-la.
E) O controle aumenta o risco de tomadas decisões incorretas.

2. FGV – Administrador – AL-AM/2013. Controle na Administração Pública é o conjunto de me-


canismos jurídicos para a correção e a fiscalização das atividades da Administração Pública.
114   Administração Pública I Augustinho Paludo

O controle feito em âmbito administrativo por outra pessoa jurídica distinta daquela de onde
precede o ato, é denominado Controle Externo.

3. FCC – Auditor – TCGO/2015. Quanto ao sistema de controle incidente sobre a atuação admi-
nistrativa, a Administração pública está sujeita à
A) autotutela administrativa que é levada a efeito pela própria administração, e, também,
pelos Tribunais de Contas.
B) controle interno e à controle externo de seus atos, este último, via de regra, efetivado pelos
Poderes Legislativo e Judiciário e alicerçado nos mecanismos de controles recíprocos
entre os Poderes.
C) controle interno e à controle externo de seus atos, o primeiro exercido pelo Poder Legis-
lativo, por intermédio do Tribunal de Contas e o segundo pelo Poder Judiciário.
D) controle externo de seus atos, que, via de regra, é alicerçado nos princípios hierárquico
e disciplinar.
E) controle interno e à controle externo de seus atos, o primeiro exercido pelo Poder Ju-
diciário, mediante provocação, e o segundo pelo Legislativo de ofício, por intermédio do
Tribunal de Contas.

4. CESPE – Assistente Administração – FUB/2015. Acerca dos deveres do administrador pú-


blico. O dever de prestar contas confere ao administrador público a obrigatoriedade de agir
com moralidade e honestidade no desempenho de suas funções. Já o dever de probidade é
aquele em que o administrador público não deve agir fora da legislação pertinente.

5. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. São exemplos de instrumentos ou órgãos de


controle e/ou de avaliação característicos do setor público, EXCETO:
A) Consulta Pública.
B) Controladoria-Geral do Estado.
C) Plano de Metas.
D) Corregedoria-Geral do Município.
E) Terceirização.

Comentada 6. FGV – Administrador – AL-AM/2013. Existem diversos tipos e formas de controlar a


Administração Pública, que variam conforme o poder, órgão ou autoridade que o exercitará
e o momento de sua efetivação. A classificação das formas de controle se dará conforme
A) sua tipicidade, o motivo, ao aspecto controlado e à finalidade.
B) sua tipicidade, o momento do exercício, ao objeto, conteúdo e à amplitude.
C) sua origem, o momento do exercício, ao aspecto controlado e à amplitude.
D) sua origem, o motivo, ao objeto e conteúdo e à finalidade.
E) sua competência, o motivo, ao objeto e conteúdo e à amplitude.

7. CESPE – Auditor – FUB/2015. No que diz respeito ao controle da administração pública.


Todas as entidades da administração pública indireta submetem-se, em alguma medida, a
controle estatal, interno e externo.

8. FGV – Contador – SEDUC-AM/2014. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade,


o controle interno sob o enfoque contábil compreende o conjunto de recursos, métodos,
procedimentos e processos adotados pela entidade do setor público. Assinale a opção que
indica as categorias de classificação do controle interno.
A) Operacional, de investimento e de financiamento.
B) Contábil, normativo e financeiro.
Questões   115

C) Normativo, legislativo e operacional.


D) Operacional, contábil e normativo.
E) Normativo, legislativo e executivo.

9. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Em relação ao controle administrativo. O controle interno


deriva do poder de autotutela que a administração tem sobre seus próprios atos e agentes.

10. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Em relação ao controle administrativo. O controle


interno pode ser definido como o exercido no âmbito do mesmo Poder, ainda que por órgão
diverso daquele que sofra a correição.

Comentada 11. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. O TRT da 13.ª Região é órgão sujeito ao controle
externo que, nos termos da Constituição Federal, é exercido pelo Congresso Nacional, com
auxílio do Tribunal de Contas da União.

12. CESPE – Auditor – TCDF/2014. Com relação aos tipos e formas de controles da administração
pública. A fiscalização contábil e financeira dos órgãos e entidades que compõem a estrutura
do DF é exercida pela Câmara Legislativa (CLDF), mediante controle externo, com o auxílio
do TCDF, e pelo sistema de controle interno dos Poderes Legislativo e Executivo.

13. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Acerca das disposições da LRF e dos controles da execução
orçamentária previstas na CF. Além das hipóteses de controle externo e interno das contas
públicas, a CF admite o controle da sociedade civil, que é exercido mediante a formalização de
denúncias sobre irregularidades ou ilegalidades ao TCU, a participação na elaboração e discus-
são das propostas orçamentárias e o acesso às informações referentes às despesas e receitas.

14. FCC – ACE – SÃO LUIS-MA/2015. As contas apresentadas pelo Tribunal de Justiça relativas
a determinado exercício orçamentário estão sujeitas ao controle:
A) Interno, exercido nas esferas administrativa e jurisdicional, sendo que em ambas o órgão
pode proceder de ofício.
B) Interno, exercido na esfera administrativa; externo, exercido pelo Poder Legislativo com
o auxílio do Tribunal de Contas; e jurisdicional, este dependente de provocação.
C) Interno, exercido na esfera administrativa sempre mediante provocação, e externo,
exercido pelo Poder Legislativo com o auxílio do Tribunal de Contas.
D) Interno, na esfera jurisdicional, podendo o Tribunal de Justiça agir de ofício, vedando-se
o controle externo em face do princípio da separação dos Poderes do Estado.
E) Interno, exercido na esfera administrativa, e externo, exercido pelos Poderes Legislativo
e Executivo com o auxílio do Tribunal de Contas.

15. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. A respeito dos sistemas de controle existentes
no Brasil, assinale a alternativa correta.
A) O papel do controle interno é garantir a legalidade nas ações dos governantes e é exercido
pelos Tribunais de Contas e pela Controladoria.
B) Cabe ao controle social acompanhar o processo de elaboração do planejamento, e, ao
controle institucional, o acompanhamento da execução das despesas públicas.
C) Os controles têm como objetivo examinar se a atividade governamental cumpriu a lega-
lidade no desenvolvimento de suas atividades.
D) O controle social, exercido pela sociedade, é um complemento ao controle institucional,
exercido pelos órgãos fiscalizadores.
E) O controle social é exercido pela participação ativa da sociedade nos conselhos de políticas
públicas.
116   Administração Pública I Augustinho Paludo

16. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Uma das áreas de interesse do Controle Interno está
relacionada à execução orçamentária. A atuação do Controle Interno, nesse caso, ocorre de
forma predominantemente prévia, e em menor grau de forma concomitante e subsequente,
mas o Controle Interno participa de todas as fases desse processo.

17. AOCP – Analista Administrativo – UF-JF/2015. Qual é o tipo de controle que NÃO tem como
objetivo corrigir o desempenho, mas identificar as causas que permitam a correção de
problemas futuros? Controle posterior.

18. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. Em uma entidade da Administração Pública, o responsável


pela execução de um processo licitatório foi convocado a prestar esclarecimentos sobre a
economicidade e razoabilidade de um ato praticado, tendo em vista os objetivos e limitações
da entidade. A partir da concepção de controle na Administração Pública, essa convocação
configura um ato de controle: de mérito.

19. FGV – Fiscal Tributos – Niterói/2015. Com base na doutrina de Direito Administrativo, o
controle de mérito da atividade administrativa é feito:
A) pela própria Administração Pública, por razões de conveniência e oportunidade, e, em
regra, não se submete à sindicabilidade pelo Poder Judiciário;
B) pela própria Administração Pública e pelo Poder Judiciário, por razões de conveniência
e oportunidade, com base nos princípios da autotutela e acesso à Justiça;
C) mediante controle interno exercido pelo Tribunal de Contas e por meio de controle externo
do Poder Judiciário;
D) somente mediante controle interno exercido pelo Tribunal de Contas, em respeito ao
princípio constitucional da separação dos poderes;
E) pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, pela prerrogativa da discricionariedade,
com base no sistema constitucional de freios e contrapesos.

20. FCC – ACI – CNMP/2015. Segundo a Constituição da República em seu art. 74 “Os Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno
com a finalidade de...” “comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da ad-
ministração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado”, correspondente ao poder de autotutela, preconiza a supervisão ministerial.

Comentada 21. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. As formas de controle interno na admi-
nistração pública incluem o controle ministerial, exercido pelos ministérios sobre os órgãos
de sua estrutura interna, e a supervisão ministerial, exercida por determinado ministério
sobre as entidades da administração indireta a ele vinculadas.

22. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. O controle sobre os órgãos da Administração Direta é
um controle interno e decorre do poder de
A) tutela que permite à Administração rever os próprios atos quando ilegais, apenas.
B) tutela que permite à Administração rever os próprios atos quando ilegais, inoportunos
ou inconvenientes.
C) autotutela que permite à Administração rever os próprios atos quando ilegais ou inopor-
tunos, apenas.
D) autotutela que permite à Administração rever os próprios atos quando ilegais, inoportunos
ou inconvenientes.
E) autotutela e tutela, sendo possível a análise legal e de mérito dos atos.
Questões   117

23. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. A respeito do controle e da responsabilização


da administração. O controle pode ser classificado como executivo ou legislativo, a depender
do órgão que o exerça.

Comentada 24. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. O conjunto de instrumentos que o


ordenamento jurídico estabelece a fim de que a própria Administração Pública, os Poderes
Judiciário e Legislativo e ainda o povo, diretamente ou por meio de órgãos especializados,
possam exercer o poder de fiscalização, orientação e revisão da atuação administrativa
de todos os órgãos, entidades e agentes públicos em todas as esferas de poder enuncia o
significado do: Controle administrativo.

25. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Acerca dos atos administrativos e do controle. A administração
pode anular os próprios atos, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos e ressalvada a apreciação judicial, bem como pode revogá-los quando
eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.

26. FGV – ACI – Pref.Recife/2014. Sobre a invalidação dos Atos Administrativos, assinale a opção correta.
A) A administração pode anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornam
ilegais.
B) A administração pode anular seus próprios atos por motivo de conveniência ou oportu-
nidade.
C) A revogação do ato administrativo não impõe observância aos direitos adquiridos.
D) A anulação do ato administrativo não pode ser submetida à apreciação judicial.
E) A administração pode revogar seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornam
ilegais.

27. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. A respeito do controle dos atos administrativos, considere:
Apenas os atos discricionários são passíveis de revogação, mantidos os efeitos anteriormente
produzidos.

28. FCC – Analista Gestão – CNMP/2015. Suponha que determinado diretor, responsável pela área
de pessoal de um órgão público, tenha aprovado escala de férias dos servidores do órgão,
sem atentar, contudo, para as condições de manutenção da regularidade do atendimento
ao público, de forma que a manutenção da escala poderá prejudicar o bom andamento do
serviço. Referido ato administrativo: pode ser revogado pela própria Administração, por
razões de conveniência e oportunidade, como expressão da autotutela.

29. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. No que tange ao controle da administração pública,
assinale a opção correta.
A) A anulação dos atos administrativos, a título de controle judicial, consiste na possibili-
dade de o Poder Judiciário rever os atos administrativos por motivo de conveniência ou
oportunidade.
B) No caso de pedido de reconsideração, mas não no de revisão administrativa, exige-se do
interessado a demonstração da existência de fatos novos que justifiquem a inadequação
da sanção aplicada.
C) O controle administrativo é exercido apenas por iniciativa da própria administração, para
o fim de confirmar, rever ou alterar condutas internas.
D) O recurso hierárquico impróprio consiste naquele dirigido a autoridade pertencente a
órgão estranho àquele de onde se originou o ato impugnado.
E) O controle interno, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do TCU,
ao qual compete, entre outras atribuições, apreciar as contas prestadas anualmente pelo
presidente da República.
118   Administração Pública I Augustinho Paludo

30. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. A respeito dos meios pelos quais se realizam os con-
troles da Administração Pública, é correto afirmar que os recursos administrativos são
instrumentos formais de controle administrativo, por meio dos quais o interessado postula,
junto a órgãos da Administração, a revisão de determinado ato administrativo.

31. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito do controle realizado pelo Tribunal
de Contas da União. No caso de contrato administrativo, cabe ao próprio Tribunal de Contas
da União sustar a sua execução, dando ciência dessa providência à Câmara dos Deputados
e ao Senado Federal.

32. FCC – Analista Administrativo – TRT16/2014. Nos termos estabelecidos pela Constituição
federal NÃO é atribuição constitucional do Tribunal de Contas da União julgar as contas do
Presidente da República.

33. FCC – ACE – TCM-GO/2015. A Constituição Federal estabeleceu um elenco de competências


ao controle externo que abrange a sustação de contratos. Nos termos do que dispõe tais
normas constitucionais, o ato de sustação de contrato
A) será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará ao Poder Executivo
as medidas cabíveis.
B) é de competência do Tribunal de Contas, desde que esteja previamente autorizado pela
Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal.
C) será adotado diretamente pelo Tribunal de Contas, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados.
D) será efetivado pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo no prazo de 180 dias ou
então exaurir-se-á a competência.
E) será adotado diretamente pelo Tribunal de Contas, comunicando a decisão ao Senado
Federal.

34. FGV – ACI – Pref.Recife/2014. Acerca das disposições da Constituição Brasileira de 1988
quanto à fiscalização contábil, financeira e orçamentária, analise: Compete ao Tribunal de
Contas da União, dentre outras atribuições, realizar, com exclusividade, auditoria de natureza
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrativas
do Poder Judiciário.

35. FGV – Auditor – Pref.Recife/2014. A respeito do controle exercido pelo Tribunal de Contas
da União (TCU) sobre a Administração Pública, analise as afirmativas a seguir: O TCU não
julga as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. II. O TCU fiscaliza as
contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de
forma direta ou indireta.

36. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. No que se refere ao controle da administração
pública. O Poder Legislativo exerce controle financeiro sobre o Poder Executivo, sobre o
Poder Judiciário e sobre a sua própria administração.

37. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. As prestações de contas dos dirigentes


dos poderes da União, como instrumentos de transparência, controle e fiscalização, são
objeto de um único parecer prévio do Tribunal de Contas da União, embora este contemple
a gestão e o desempenho dos três poderes da União e do Ministério Público da União.
Questões   119

38. FGV – Conselheiro – TCM-RJ/2015. À luz do princípio da separação de Poderes insculpido


na Constituição de 1988, considerada a concepção contemporânea de Estado policrático, o
Tribunal de Contas: é órgão funcionalmente vinculado ao Poder Legislativo, mas dotado de
autonomia.

39. ESAF – AFRF/2014. Sobre o controle da administração, o artigo 71 da Constituição Federal


especifica as competências dos Tribunais de Contas. Não é competência dos Tribunais de
Contas:
A) representar o Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
B) realizar inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional
e patrimonial.
C) assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade.
D) apreciar, para fins de registro, as nomeações para cargos de provimento em comissão,
na administração direta e indireta.
E) apreciar as contas prestadas anualmente pelos chefes do Poder Executivo.

40. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. Em matéria de controle da Administração


Pública, o controle externo dos atos praticados pelo Poder Executivo por parte do Poder
Judiciário: se restringe à analise da legalidade dos atos, eis que ao Poder Judiciário, em
regra, é vedada a análise do mérito dos atos administrativos.

41. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. O controle jurisdicional dos atos administrativos diz
respeito à legalidade, não cabendo ao Poder Judiciário imiscuir-se nos critérios de conve-
niência e oportunidade que balizam a edição do ato e que constituem o mérito do mesmo.
Vale dizer, o Poder Judiciário deve respeitar os limites legais da discricionariedade admi-
nistrativa, o que, com base naquela permissa, é correto afirmar: O Poder Judiciário pode
revogar ato discricionário, quando a autoridade usa o poder discricionário para atingir fim
diverso daquele determinado em lei, ou seja, quando identificado desvio de poder.

42. CESPE – Analista Administrativo – MPU/2015. Compete ao Poder Judiciário, como mecanismo
de controle judicial, sustar, de ofício, os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem
do poder regulamentar.

43. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. No que se refere ao controle da administração
pública. O controle judicial dos atos da administração ocorre depois que eles são produzidos
e ingressam no mundo jurídico, não existindo margem, no ordenamento jurídico brasileiro,
para que tal controle se dê a priori.

44. OBJETIVA – Assessor Jurídico/2014. NÃO é um meio judicial de controle judiciário dos atos
da Administração Pública:
A) Mandado de segurança.
B) Recurso de Ofício.
C) Ação Civil Pública.
D) Ação Popular.
AUGUSTINHO PALUDO

Administração
Pública
6a edição revista e atualizada
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Gabaritos

Capítulo 1 - Conceitos Gerais e Processo Administrativo


1 C 6 E 11 C 16 C 21 E 26 C
2 E 7 C 12 B 17 C 22 C 27 C
3 A 8 C 13 C 18 C 23 B 28 C
4 C 9 E 14 C 19 E 24 C 29 D
5 C 10 C 15 C 20 E 25 C 30 C

Capítulo 2 - Organização e Estrutura do Estado, Governo e Administração


1 C 17 C 33 E 49 C 65 C 81 D
2 E 18 E 34 E 50 C 66 B 82 C
3 E 19 C 35 E 51 B 67 E 83 C
4 C 20 C 36 D 52 C 68 E 84 C
5 E 21 E 37 C 53 E 69 C 85 C
6 C 22 C 38 C 54 C 70 C 86 C
7 C 23 C 39 E 55 C 71 B 87 B
8 E 24 E 40 E 56 D 72 C 88 C
9 E 25 C 41 C 57 E 73 E 89 B
10 E 26 C 42 C 58 E 74 E 90 E
11 C 27 E 43 E 59 C 75 E 91 A
12 C 28 C 44 E 60 A 76 A 92 C
13 B 29 E 45 E 61 E 77 C 93 C
14 C 30 C 46 C 62 E 78 C
15 D 31 C 47 C 63 C 79 C
16 C 32 E 48 C 64 C 80 B

Capítulo 3 - Convergências e Diferenças entre a Gestão Pública e a Gestão Privada


1 C 6 C 11 E 16 C 21 C
2 C 7 A 12 C 17 C 22 E
3 E 8 C 13 D 18 C 23 E
4 C 9 C 14 E 19 C 24 C
5 E 10 C 15 E 20 C 25 C
Gabaritos   123

Capítulo 4 - Modelos Teóricos de Administração Pública


1 B 8 C 15 C 22 A 29 C 36 C
2 C 9 A 16 E 23 C 30 E 37 A
3 C 10 C 17 C 24 D 31 C 38 C
4 E 11 C 18 E 25 E 32 C 39 D
5 C 12 C 19 C 26 E 33 C 40 A
6 E 13 D 20 C 27 E 34 E
7 C 14 A 21 D 28 B 35 D

Capítulo 5 - Histórico, Reformas e Evolução da Administração Pública no Brasil


1 E 10 C 19 E 28 E 37 C 46 C
2 C 11 C 20 E 29 E 38 E 47 E
3 C 12 D 21 C 30 B 39 C 48 E
4 C 13 D 22 C 31 C 40 E 49 E
5 C 14 C 23 E 32 C 41 E 50 E
6 E 15 E 24 E 33 C 42 E
7 D 16 D 25 C 34 A 43 D
8 C 17 C 26 C 35 B 44 C
9 E 18 E 27 D 36 C 45 C

Capítulo 6 - Governabilidade, Governança e Accountability


1 E 6 E 11 B 16 D 21 C 26 A
2 C 7 C 12 C 17 E 22 C 27 A
3 C 8 C 13 C 18 B 23 C 28 C
4 C 9 C 14 C 19 C 24 D
5 A 10 D 15 C 20 C 25 C

Capítulo 7 - TI, SI, Gestão do Conhecimento, Governo Eletrônico e Transparência


1 C 10 B 19 B 28 C 37 C 46 E
2 C 11 C 20 C 29 C 38 B 47 C
3 B 12 E 21 C 30 C 39 C 48 D
4 C 13 C 22 C 31 E 40 C
5 D 14 C 23 A 32 C 41 E
6 C 15 B 24 B 33 E 42 C
7 C 16 B 25 C 34 C 43 C
8 C 17 E 26 D 35 D 44 E
9 C 18 C 27 C 36 C 45 C

Capítulo 8 - Comunicação e Redes


1 A 8 E 15 C 22 E 29 A 36 C
2 E 9 C 16 C 23 C 30 E 37 C
3 C 10 C 17 E 24 C 31 C 38 E
4 E 11 A 18 C 25 C 32 C
5 C 12 E 19 D 26 E 33 C
6 B 13 C 20 A 27 D 34 C
7 C 14 E 21 E 28 E 35 D
124   Administração Pública I Augustinho Paludo

Capítulo 9 - Novas Tecnologias Gerenciais: Aplicação e Impacto nas Organizações


1 C 8 E 15 E 22 E 29 E 36 C
2 B 9 C 16 B 23 C 30 E 37 C
3 E 10 C 17 C 24 B 31 D 38 C
4 C 11 C 18 C 25 C 32 C 39 C
5 C 12 A 19 C 26 C 33 A 40 B
6 C 13 E 20 C 27 D 34 C
7 E 14 C 21 E 28 B 35 C

Capítulo 10 - Qualidade
1 C 7 E 13 C 19 A 25 C 31 B
2 C 8 C 14 E 20 E 26 E 32 C
3 C 9 C 15 E 21 B 27 A 33 C
4 E 10 C 16 C 22 C 28 C
5 E 11 E 17 C 23 A 29 C
6 C 12 B 18 D 24 C 30 C

Capítulo 11 - O Cliente na Gestão Pública e a Excelência em Serviços Públicos


1 C 7 C 13 C 19 C 25 C 31 C
2 C 8 E 14 E 20 C 26 E 32 C
3 C 9 C 15 B 21 C 27 C 33 E
4 C 10 B 16 A 22 E 28 C 34 C
5 C 11 E 17 C 23 C 29 D 35 E
6 C 12 C 18 C 24 C 30 C

Capítulo 12 - Gestão por Resultados


1 C 7 D 13 C 19 C 25 C 31 E
2 E 8 A 14 C 20 C 26 C 32 C
3 C 9 A 15 C 21 C 27 C 33 A
4 E 10 E 16 C 22 C 28 C 34 C
5 D 11 C 17 E 23 E 29 E 35 C
6 C 12 D 18 B 24 E 30 C 36 E

Capítulo 13 - Gestão Pública Empreendedora


1 C 5 C 9 C 13 C 17 E
2 E 6 C 10 C 14 E 18 C
3 D 7 E 11 C 15 E 19 C
4 E 8 D 12 C 16 E 20 C

Capítulo 14 - Ciclo de Gestão do Governo Federal


1 E 7 A 13 C 19 C 25 E 31 C
2 A 8 C 14 E 20 E 26 C 32 C
3 C 9 A 15 C 21 C 27 C 33 E
4 B 10 C 16 E 22 A 28 E 34 C
5 C 11 C 17 C 23 C 29 D 35 E
6 E 12 C 18 C 24 B 30 C
Gabaritos   125

Capítulo 15 - Gestão Estratégica, Planejamento Estratégico e BSC


1 C 10 C 19 D 28 B 37 C 46 E
2 D 11 C 20 E 29 E 38 C 47 C
3 B 12 E 21 C 30 C 39 C 48 C
4 C 13 C 22 C 31 E 40 A 49 D
5 B 14 B 23 C 32 C 41 C 50 E
6 C 15 E 24 E 33 C 42 E 51 C
7 C 16 C 25 D 34 C 43 C 52 B
8 E 17 E 26 C 35 E 44 C 53 C
9 A 18 E 27 C 36 C 45 C 54 A

Capítulo 16 - Gestão de Projetos


1 C 8 D 15 C 22 E 29 D 36 C
2 B 9 C 16 D 23 E 30 C 37 C
3 C 10 E 17 A 24 C 31 C 38 E
4 C 11 C 18 C 25 B 32 E 39 C
5 C 12 C 19 E 26 C 33 C 40 D
6 C 13 C 20 B 27 B 34 C
7 C 14 C 21 C 28 C 35 C

Capítulo 17 - Gestão de Processos


1 C 7 C 13 A 19 C 25 C 31 C
2 C 8 E 14 E 20 E 26 C 32 C
3 C 9 D 15 E 21 C 27 E 33 C
4 C 10 C 16 C 22 C 28 C 34 C
5 C 11 B 17 E 23 C 29 C 35 D
6 E 12 C 18 C 24 C 30 E

Capítulo 18 - Gestão de Contratos


1 A 9 C 17 C 25 C 33 C 41 C
2 C 10 E 18 E 26 E 34 D 42 E
3 C 11 C 19 C 27 E 35 C 43 C
4 C 12 D 20 C 28 E 36 C 44 D
5 E 13 E 21 E 29 C 37 E
6 E 14 C 22 C 30 E 38 C
7 E 15 C 23 C 31 A 39 C
8 B 16 C 24 E 32 C 40 C

Capítulo 19 - Noções de Políticas Públicas


1 C 7 C 13 C 19 B 25 C 31 B
2 C 8 C 14 C 20 C 26 C 32 D
3 C 9 E 15 C 21 C 27 D 33 C
4 A 10 E 16 A 22 E 28 C 34 C
5 B 11 D 17 C 23 C 29 B 35 C
6 C 12 E 18 C 24 E 30 A
126   Administração Pública I Augustinho Paludo

Capítulo 20 - Controle da Administração Pública


1 D 9 C 17 C 25 E 33 A 41 E
2 C 10 C 18 C 26 A 34 E 42 E
3 B 11 C 19 A 27 C 35 C 43 E
4 E 12 C 20 C 28 C 36 C 44 B
5 E 13 C 21 C 29 D 37 C
6 C 14 B 22 D 30 C 38 C
7 C 15 D 23 E 31 E 39 D
8 D 16 E 24 C 32 C 40 C
AUGUSTINHO PALUDO

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Questões Comentadas

1. CONCEITOS GERAIS E PROCESSO ADMINISTRATIVO


1. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. Pode-se afirmar que Gestão é a arte de plane-
jar, organizar, coordenar, comandar e controlar assuntos de interesse coletivo por meio da
mobilização de estruturas e recursos do Estado. Em relação ao assunto, a Gestão pode ser
compreendida em três níveis. São eles:
A) Gestão Administrativa, Gestão da Produção e Gestão Operacional.
B) Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira e Gestão Orçamentária.
C) Gestão Estratégica, Gestão Tática e Gestão Operacional.
D) Gestão Tática, Gestão Administrativa e Gestão de Recursos Humanos.
E) Gestão Fiscal, Gestão Estratégica e Gestão Jurídica.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Gestão é um termo recente, moderno, e corresponde ao ato de gerir, e também
é mais bem compreendido se analisado em três dimensões: (...) Quando se refere à função de gerir,
também compreende as funções de planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar as atividades
da área (ou de todas as áreas), e utiliza conhecimentos, técnicas e ferramentas inovadores (em regra,
de forma mais ágil e inteligente) na busca de melhores resultados em todos os aspectos possíveis.

Quanto aos níveis, a administração ou gestão pode ser classificada em: estratégica, tática e ope-
racional”.

Portanto, a alternativa C é a verdadeira e a resposta da questão.

2. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Sobre os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade, é


correto afirmar:
A) A eficiência limita-se à avaliação dos recursos empregados, assegurando que eles sejam
mínimos.
B) A eficácia refere-se à avaliação dos impactos de curto prazo.
C) A efetividade compreende a avaliação da implementação das políticas públicas.
D) A relação entre os resultados, os impactos e os recursos empregados para alcançá-los
diz respeito à eficiência.
E) As metas e objetivos estão relacionadas à eficácia.
Questões Comentadas   129

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Economicidade: é a minimização dos custos dos recursos utilizados na
execução das ações, sem comprometer os padrões de qualidade. Demonstra a capacidade de gerir
adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição; Eficiência: é o uso racional e
econômico dos insumos na produção de bens e serviços, é uma relação entre: insumos, produtos,
qualidade e custo. Insumos são recursos humanos, materiais e componentes. A eficiência também
considera o custo dos insumos e não pode comprometer a qualidade; Eficácia: é o grau de alcance das
metas (ou objetivos de curto prazo), é uma medida de resultados utilizada para avaliar o desempe-
nho da administração. Demonstra a capacidade de entregar bens/serviços imediatos. A eficácia não
considera custos; Efetividade: é o impacto final das ações, é o grau de satisfação das necessidades
e dos desejos da sociedade pelos serviços prestados pela instituição. A efetividade vai além das
entregas imediatas (metas/objetivos) e analisa a transformação causada pela execução das ações”.

A – Falsa. O conteúdo refere-se ao conceito de economicidade.

B – Falsa. Impactos refere-se à efetividade.

C – Falsa. A efetividade analisa o impacto final – após a implementação das políticas.

D – Falsa. Essa relação envolve eficácia (resultados), efetividade (impactos) e eficiência (recursos).
Portanto, é muito mais que eficiência.

E – Verdadeira. Conforme texto acima, a eficácia refere-se ao alcance das metas e objetivos de
curto prazo.

14. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Conforme aceitas hoje, as funções do processo


administrativo são: Planejamento, organização, direção e controle.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O processo administrativo tradicional compreende as funções de: planejar,
dirigir, coordenar e controlar. Embora atualmente haja quem prefira acrescentar mais um compo-
nente: a comunicação.

Também chamadas de etapas, as funções administrativas clássicas vistas de forma integrada e


cíclica constituem o denominado Processo Administrativo, mas se analisarmos essas funções
isoladamente, então teremos as funções administrativas (do administrador)”.

Portanto, a questão está correta: apresenta com precisão as funções que formam o processo ad-
ministrativo.

2. 
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO ESTADO, GOVERNO,
ADMINISTRAÇÃO

3. FGV – Contador SEDUC-AM/2014. Sobre a organização político-administrativa da República


Federativa do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) Compete aos Estados assegurar a defesa nacional.
B) É permitido à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções
entre brasileiros.
C) São bens da União os recursos minerais, exceto os do subsolo.
130   Administração Pública I Augustinho Paludo

D) Incluem-se entre os bens dos Estados todas as terras devolutas.


E) Compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos,
nos termos da Constituição.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil
compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, conforme
assegurado no art. 18 da Constituição de 1988”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão.

9. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Acerca da organização político-administrativa


do Estado Federal brasileiro. A autonomia dos Estados-membros caracteriza-se pela sua
capacidade de auto-organização, autolegislação, autogoverno e autoadministração, ao passo
que a soberania da União manifesta-se em todos esses elementos.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Somente o Estado Federal detém a soberania. A União (no plano interno),
os Estados e os Municípios têm apenas autonomia política, administrativa e financeira.

A autonomia, que a CF/1988 garante, se resume a três tipos especiais: auto-organização – organizam-
-se mediante constituição e leis próprias; autogoverno – capacidade de elegerem seus governantes
e demais representantes políticos, e organizar o Judiciário; autoadministração – organização para
a prestação dos serviços de sua competência, compreendendo as atividades administrativas, tribu-
tárias e legislativas necessárias”.

Portanto, a afirmativa está errada: autolegislação não é item válido para definir autonomia (está
contida na auto-organização) e porque a União não detém soberania.

19. CESPE – Auditor Fiscal – ES/2008. A União é entidade federativa autônoma em relação aos
Estados-membros e municípios, e cabe a ela exercer as prerrogativas de soberania do Estado
brasileiro ao representar a República Federativa do Brasil nas relações internacionais.

Comentários
O Estado é o único que detém o poder soberano. Segundo Paludo (2017), “A União, os Estados-
-membros, o Distrito Federal e os Municípios são entidades estatais, que, segundo a Constituição
Federal, são autônomos entre si. Somente o Estado Federal detém a soberania. A União (no plano
interno), os Estados e os Municípios têm apenas autonomia: política, administrativa e financeira”.

No entanto, o Estado é um “ente moral, intangível” que necessita de alguém para representá-lo, e esse
alguém é a União Federal. Quando a União representa o Estado Brasileiro ela age em nome do Estado
e usa de suas prerrogativas, dentre elas, a soberania. “A União quando age em nome próprio é Pessoa
Jurídica de Direito Público Interno com autonomia apenas, mas quando age em nome da Federação
representa o Estado Brasileiro nas relações internacionais com plena soberania” (Paludo, 2017).

Portanto, a afirmativa está correta porque quando a União representa o Estado Federal ela utiliza-
-se da soberania do Estado: age com soberania.
Questões Comentadas   131

27. FGV – Analista Direito – TJ-AM/2014. Com relação ao sentido da expressão Administração
Pública, analise as afirmativas a seguir.
I. Administração Pública, em sentido formal, relaciona-se à pessoa que executa atividades
da administração.
II. Administração Pública, em sentido material, relaciona-se à atividade administrativa
desempenhada pelo Estado.
III. Administração Pública, em sentido subjetivo, relaciona-se às pessoas jurídicas que
executam a Administração Pública em sentido objetivo, às atividades de execução
desempenhadas pelo Estado.

Comentários
I. Falsa. Conforme texto a seguir, o sentido formal refere-se ao conjunto de pessoas
jurídicas e órgãos.
II. Verdadeira. Conforme texto a seguir, o sentido material relaciona-se com o exercício
da atividade/função administrativa.
III. Verdadeira. Sentido subjetivo são as pessoas jurídicas e órgãos que executam a ativi-
dade/função administrativa, que é o sentido objetivo da administração pública.
Segundo Paludo (2017), “A dimensão jurídica, oriunda do direito administrativo, permite apresentar
dois conceitos específicos, e, como complemento, um conceito operacional: O sentido Subjetivo/
Formal/Orgânico: corresponde ao conjunto de Pessoas Jurídicas e Órgãos Públicos criados para
realizar a função administrativa do Estado, cujas atividades são desempenhadas pelos seus agentes
– portanto, nesse sentido temos as pessoas jurídicas de direito público interno, as pessoas jurídicas
da administração indireta, os órgãos da administração direta e os agentes públicos; O sentido Ob-
jetivo/Material/Funcional: corresponde à função administrativa propriamente dita e às atividades
necessárias à prestação dos serviços públicos em geral. Nesse conceito, inclui-se tanto a função
administrativa desempenhada pelo governo (decisões de governo), como as desempenhadas pelos
órgãos e demais entes públicos (decisões administrativas e ações de execução).

Pode-se, ainda, utilizar o conceito operacional de administração pública definido por Hely Lopes
Meirelles como “o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços do Estado, ou por
ele assumidos, em benefício da coletividade” (Paludo, 2017).

31. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. No que se refere ao regime jurídico-administrativo brasileiro


e aos princípios da administração pública. O regime jurídico-administrativo brasileiro está
fundamentado em dois princípios dos quais todos os demais decorrem, a saber: o princípio
da supremacia do interesse público sobre o privado e o princípio da indisponibilidade do
interesse público.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O regime jurídico-administrativo tem como base dois princípios:

>Para a grande maioria dos autores são os princípios da Indisponibilidade do Interesse Público, e da
Supremacia do Interesse Público sobre o privado.

>Para Maria Silvia Z. Di Pietro são os princípios da Legalidade, e da Supremacia do Interesse Público
sobre o privado.

Desses dois princípios decorrem os demais princípios administrativos”.


132   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, a questão está correta nos dois sentidos: tanto no que se refere aos princípios citados
como no fato deles serem a base para os demais princípios.

41. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. A respeito de organização administrativa. A definição dos


órgãos, entes e pessoas que compõem o aparelho administrativo estatal decorre do estudo
da organização administrativa do Estado.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A organização da administração pública compreende: a criação de órgãos
e entidades, a sua estruturação, eventuais alterações e extinções; as atribuições de competências
administrativas aos Órgãos e Entidades e a criação/extinção de cargos/funções. É matéria tratada
pelo Direito Administrativo, mas amparada em dispositivos constitucionais”.

Portanto, a questão está correta: a definição/criação de órgãos, entidades, cargos e agentes decorre
da organização do Estado-Administração.

50. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. A partir da promulgação da CF/1988, o processo


de ampliação da chamada esfera pública foi consolidado por meio do entendimento de que
só com a sociedade mobilizada a democracia participativa pode avançar. O controle do poder
requer a organização da sociedade civil. Nesse contexto, existem as arenas de participação
e deliberação instituídas pelo Estado, como os Conselhos e Comissões. Os Conselhos são
organizações deliberativas constituídas, em cada instância do governo, com caráter perma-
nente e de composição paritária.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “É importante destacar que os Conselhos também constituem órgãos pú-
blicos da Administração direta. Alguns têm origem constitucional, como o Conselho da República e
o Conselho de Defesa Nacional, mas, em regra, são criados por lei e têm como atribuições o asses-
soramento, a orientação, a deliberação e a fiscalização na sua área de atuação. Muitos Conselhos,
como os de educação, saúde, assistência social etc., exigem a paridade de membros – público X
privado – em sua composição”.

Portanto, a questão está correta, conselhos tem poder de deliberação e composição paritária.

54. FCC – Auditor-PI/2015. A respeito da Administração Indireta. Autarquias são pessoas jurídicas
de direito público, que desempenham serviço público descentralizado, com capacidade de
autoadministração.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “As autarquias são pessoas jurídicas administrativas e correspondem a
uma extensão da Administração direta, visto que prestam serviços públicos e executam atividades
típicas do Estado de forma descentralizada.

São atribuídas às autarquias as seguintes características principais: são criadas por lei específica;
possuem personalidade jurídica própria de Direito Público; possuem patrimônio e receita próprios;
Questões Comentadas   133

possuem capacidade específica, restrita a sua área de atuação (especialização); possuem autonomia
administrativa e financeira (mas não econômica); encontram-se sujeitas ao controle ou tutela do
Ministério a que se encontram vinculadas; seus bens são impenhoráveis e enquadram-se no conceito
de descentralização administrativa”.

Portanto, a afirmativa está correta: apresenta conceitos e características verdadeiras acerca das
autarquias.

85. CESPE – Técnico – TRE-GO/2015. Acerca dos conceitos ligados à organização administrativa.
Na desconcentração, há divisão de competências dentro da estrutura da entidade pública
com atribuição para desempenhar determinada função.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A desconcentração administrativa é utilizada na Administração direta e
refere-se à transferência de competência dos órgãos superiores para os órgãos inferiores, mas dentro
da mesma pessoa jurídica. Regra geral, a desconcentração se aplica à Administração direta, mas
também pode ocorrer na Administração indireta, quando repartir suas competências internamente.

Essa desconcentração pode ocorrer do ente estatal-pessoa jurídica (União, Estado, Município) para
seus próprios órgãos ou desses órgãos para os órgãos inferiores. Em qualquer dessas opções,
trata-se de uma simples distribuição de competências”.

Portanto, a afirmativa está correta: contém informações verdadeiras acerca da desconcentração


administrativa.

92. FCC – Analista Tesouro-PI/2015. Os conceitos de descentralização e desconcentração englo-


bam descentralização por colaboração, quando, por meio de contrato ou ato administrativo
unilateral, se transfere a execução de determinado serviço público a pessoa jurídica de direito
privado.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Descentralização por colaboração – esse tipo de descentralização trans-
fere apenas a execução dos serviços, mantendo a titularidade em mãos do Poder Público. Essa
descentralização, denominada “delegação”, corresponde a um ato jurídico bilateral ou unilateral,
e tem como formas de delegação: a concessão, a permissão e a autorização”.

Portanto, a afirmativa está correta, a descentralização por colaboração se dá mediante contrato


(bilateral) ou ato administrativo (unilateral) e transfere apenas a execução do serviço.

3. 
CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A
GESTÃO PRIVADA

2. CONSULPLAN – Administrador Londrina/2014. Com referência à Administração Pública.


Uma diferença entre a Administração Pública e a Privada é que enquanto na área privada
pode-se fazer tudo que a lei não proíbe, na pública permite-se realizar somente aquilo que
a lei determina.
134   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2013) “são características fundamentais utilizadas nas comparações, que
diferenciam a Administração Pública da administração privada: os princípios do artigo 37 da
CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e não se aplicam à administração
privada (ou se aplicam de forma diferenciada como o princípio da legalidade, que permite ao
privado fazer tudo que não seja proibido pela lei, mas somente permite atuação pública nos
casos autorizados pela lei).

O administrador público somente pode fazer aquilo que a lei permite ou autoriza, e nos limites dessa
autorização. A legalidade da ação não está resumida na ausência de oposição à lei, mas pressupõe
autorização dela como condição de sua ação, uma vez que o sistema legal constitui fundamento
jurídico de toda ação administrativa”.

Portanto a questão está correta: a administração/gestor público somente pode atuar se autorizado/
determinado pela lei e nos limites dessa autorização/determinação.

7. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Gestão pública e gestão privada apresentam


algumas convergências importantes, mas também diferenças significativas em decorrência
da natureza e regime jurídico aplicável a cada qual. A respeito do tema, considere:
I. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são próprios da gestão privada,
aplicando-se à gestão pública apenas de forma subsidiária ao princípio do interesse
público.
II. O princípio da legalidade aplicável à gestão pública possui a mesma conotação do
aplicável à gestão privada, tendo, contudo, maior prevalência na gestão pública.
III. O cliente da iniciativa privada paga, apenas, pelos serviços que utiliza, enquanto o cliente
da Administração pública os financia através de tributos, mesmo sem usá-los.

Comentários
I – Falsa. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade aplicam-se integralmente ao meio público,
e somente em situações especiais podem ser excepcionalizados “Em muitas situações a questão
da eficiência, ou de investimentos necessários, será deixada em segundo plano, para que possa
ser trabalhada a questão social (ações de combate à pobreza, de inclusão social e de promoção da
cidadania)” (Paludo, 2017).

II – Falsa. O princípio da legalidade é diferente nos meios público e privado “Os princípios do art. 37
da CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e não se aplicam à administração privada
(ou se aplicam de forma diferenciada, como o princípio da legalidade, que permite ao privado fazer
tudo que não seja proibido pela lei, mas somente permite atuação pública nos casos autorizados
pela lei)” (Paludo, 2017).

III – Verdadeira. “Na Administração Pública o ‘cliente’ paga os serviços através de impostos, mesmo
sem usar – enquanto que na iniciativa privada ele só paga pelo bem/serviço que compra ou utiliza”
(Paludo, 2017).

21. FCC – Analista Administrativo – TRT4/2011. Com relação às convergências entre a gestão
pública e a gestão privada. Deve-se gerir um órgão público como quem administra uma
empresa, isto é, buscando compatibilizar custos e resultados, atuar com os olhos no cliente-
-consumidor e tomar decisões rápidas para aproveitar oportunidades de mercado.
Questões Comentadas   135

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Vemos, portanto, que a área pública demanda formas especiais de admi-
nistração, porque os governos são diferentes. São inúmeras as situações e dificuldades enfrenta-
das pelos governos, desde a questão cultural, a desigualdade social, até a rigidez legal e o controle
incidente sobre a utilização dos recursos públicos.

No entanto, o gestor público pode e deve compatibilizar custos com resultados; pode e deve tomar
decisões rápidas com vistas a aproveitar oportunidades – mantendo o foco no cidadão-cliente e em
suas necessidades. A administração pública pode e deve melhorar suas práticas a partir da utili-
zação de técnicas consagradas pela iniciativa privada – o que não pode é simplesmente aplicar as
práticas privadas sem uma adaptação adequada à realidade pública”.

A questão não está dizendo que – em tudo – deve-se gerir um órgão público como quem administra
uma empresa, mas apenas quanto a compatibilizar custos e resultados, valorizar o cliente-consumidor
e aproveitar as oportunidades.

Portanto, a afirmativa está correta, porque a administração pública pode utilizar práticas de gestão
privada para melhorar sua atuação (com as adaptações necessárias).

25. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Os serviços públicos devem considerar os aspectos


que diferenciam organizações públicas e privadas. A esse respeito, é correto afirmar que
equidade e tratamento de qualidade a todos pela administração pública afastam-se dos
critérios diferenciais de tratamento das empresas privadas.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “são características fundamentais utilizadas nas comparações, que di-
ferenciam a Administração Pública da administração privada: a administração Pública deve ser
transparente (divulgar objetivos, ações e resultados) e tratar as pessoas/cidadãos com equidade
(diferencia apenas casos previstos em lei) – na gestão privada a transparência não é obrigatória e
às pessoas têm tratamento diferenciado de acordo com os interesses corporativos; A eficiência e a
eficácia das entidades públicas medem-se não somente pela correta utilização dos recursos, mas
principalmente pelo cumprimento de sua missão e pelo atendimento, com qualidade, das neces-
sidades e demandas do cidadão e da sociedade – na iniciativa privada medem-se pelo aumento de
suas receitas, pela redução de seus gastos, ou pela expansão de seus mercados”.

Portanto, a afirmativa está correta: o fato de a administração pública tratar todos com equidade e a
mesma qualidade a diferencia da administração privada que pode tratar clientes de forma diferenciada.

4. MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


2. FGV – Administrador – Defensoria-RO/2015. As reformas administrativas no Brasil, em
grande medida, mostraram-se voltadas à eliminação do patrimonialismo. Em relação ao
patrimonialismo, é correto afirmar que o quadro administrativo é formado por pessoas com
vínculo de fidelidade pessoal.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “No patrimonialismo os cargos eram todos de livre nomeação do sobera-
no, que os direcionava a parentes diretos e demais amigos da família, concedendo-lhes parcelas
136   Administração Pública I Augustinho Paludo

de poder diferenciadas, de acordo com os seus critérios pessoais de confiança. Prática frequente
era a troca de favores por cargos públicos (neste caso não se tratava de parentes e amigos, mas
de interesses políticos ou econômicos). Regra geral, quem detinha um cargo público o considerava
como um bem próprio de caráter hereditário (passava de geração para geração). Não havia divisão
do trabalho; os cargos denominavam-se prebendas ou sinecuras, e quem os exercia gozava de
status da nobreza real”.

Portanto, a questão está correta: o quadro administrativo tinha vínculos de fidelidade pessoal.

7. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. São características do modelo burocrático de


administração: hierarquia, legalidade, especialização e meritocracia.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Na verdade, Weber não conceituou a burocracia, mas apresentou carac-
terísticas/dimensões que a caracterizam. A burocracia apresenta as seguintes características
principais: caráter legal das normas, caráter formal das comunicações, caráter racional e divisão
do trabalho (a divisão do trabalho é horizontal e feita de forma racional, com vistas a assegurar a
eficiência e o alcance dos objetivos); hierarquia da autoridade, rotinas e procedimentos padronizados,
impessoalidade nas relações, competência técnica e meritocracia, especialização da administração,
profissionalização dos funcionários, previsibilidade de funcionamento.

É normal as bancas mencionarem apenas algumas características para definir a burocracia, como:
poder racional-legal, profissionalização, hierarquia, impessoalidade e formalismo”.

Portanto, a questão está correta: apresenta características diretas da burocracia.

14. UFRJ – Técnico Educação/2012. “A Administração Pública burocrática surge na segunda


metade do século XIX, na época do Estado Liberal (...). Constituem princípios orientadores
do seu desempenho a profissionalização, a ideia de carreira, a hierarquia funcional, a impes-
soalidade, o formalismo, em síntese: o poder racional-legal.” (PALUDO, Augustinho Vicente.
Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2012, p. 56). A Administração Pública
burocrática surgiu com a filosofia de combate à
A) Corrupção e ao nepotismo patrimonialista.
B) Monarquia e ao movimento sindicalista.
C) Revolução operária e ao feudalismo.
D) Burocracia e ao nepotismo patrimonialista.
E) Igreja e ao movimento sindicalista.

Comentários
“A Administração Pública burocrática surge na segunda metade do século XIX, na época do Estado
liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista” (Paludo, 2012;2017).

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa A é a verdadeira, pois indica direta e corretamente que
a filosofia da administração burocrática era combater práticas patrimonialistas como a corrupção
e o nepotismo.

21. UFRJ – Técnico Educação/2012. “A Administração Pública gerencial constitui um avanço, e,


até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública burocrática. Isso não signifi-
Questões Comentadas   137

ca, entretanto, que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a Administração Pública
gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva alguns de seus princípios fundamentais
(...)” (PALUDO, Augustinho. Administração Pública. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2012,
p. 64). A diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está
A) no sistema de governo, que agora é basicamente parlamentarista.
B) na forma de estado, que agora tem como meta o bem comum.
C) no regime político, que agora é predominantemente democrático.
D) na forma de controle, que agora passa a ter foco nos resultados.
E) na forma de governo, que agora é essencialmente republicana.

Comentários
A administração Burocrática, preocupada em separar o “público X privado”, e em combater práticas
patrimonialistas como a corrupção e o nepotismo – exercia um forte controle dos processos, (controle
dos meios); como admissão de pessoal, compras etc. – a administração gerencial, ao contrário,
preocupa-se com os resultados oferecidos aos cidadãos.

“A diferença fundamental da administração gerencial para a burocrática está na forma de controle


– que agora se concentra nos resultados, nos fins pretendidos” (Paludo, 2012,2017).

Portanto, a alternativa D é a verdadeira, pois indica direta e corretamente a mudança fundamental


da administração burocrática para a gerencial: o deslocamento do controle para avaliar os resul-
tados efetivos.

34. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Na Administração pública gerencial,


A) o Gerencialismo Puro é um dos modelos gerenciais, que busca o aumento da participação
social a partir da utilização de instrumentos de transparência.
B) a burocracia é caracterizada pelo controle de procedimentos, que alinha os objetivos da
organização aos resultados a serem alcançados.
C) o Public Service Orientation é um dos modelos burocráticos, que busca o fortalecimento
do controle de procedimentos e da meritocracia.
D) o patrimonialismo é caracterizado pela interpermeabilidade entre os patrimônios público
e privados de líderes carismáticos.
E) o Consumerism é um dos modelos gerenciais, que busca a qualidade e a efetividade dos
serviços públicos.

Comentários
A – Falsa. Como visto na questão anterior, o Gerencialismo Puro visava principalmente a redução
de custos e aumento da eficiência. Aumento da participação social e transparência são no PSO.

B – Falsa. O controle de procedimentos alinha objetivos aos resultados? Não. Segundo Paludo
(2017), “Alinhamento significa harmonia e coerência entre objetivo, estratégia, plano de ação e
metas – com – a estrutura, competências, tecnologias e demais recursos disponíveis – mais o apoio
e envolvimento da alta administração, diretores e gerentes, e o engajamento/comprometimento das
equipes de implementação”.

C – Falsa. O Public Service Orientation corresponde ao terceiro estágio da nova administração pú-
blica, e não a burocracia.

D – Falsa. O patrimonialismo é caracterizado pela impermeabilidade (in – e não inter) a participação


social-privada.
138   Administração Pública I Augustinho Paludo

E – Verdadeira. O Consumerism é o segundo estágio da nova administração pública – em que se deu


a busca pela qualidade dos serviços públicos – como visto na questão anterior.

5. 
HISTÓRICO, EVOLUÇÃO E REFORMAS DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA NO BRASIL
3. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Analise o trecho a seguir. “A administração pública
brasileira, mesmo quando incipiente, esteve sempre marcada pelo desempenho de funções
vicárias e compensatórias, desempenhando um papel de segurar posição e função a signifi-
cativo contingente de pessoas, colaborando para a formação de parte expressiva das elites
nacionais. Este processo acabou por deformá-la, atrelando-a ao cumprimento de encargos
não administrativos e vinculando toda a sua sistemática aos mecanismos de trocas políticas
e legitimação do Estado.” A administração pública descrita associa-se à noção de Estado:
A) autoritário e burocrático;
B) participativo e do bem-estar;
C) oligárquico e patrimonial;
D) profissional e pós-burocrático;
E) empreendedor e regulador.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Bresser-Pereira (2001) considera que, nesse período, “o Brasil era um
Estado oligárquico dominado por uma elite de senhores de terra (burguesia rural) e de políticos
patrimonialistas”. Bresser cita Raymundo Faoro para dizer que “o poder político do Estado está
concentrado em um estamento aristocrático-burocrático de juristas, letrados e militares que derivam
seu poder e sua renda do próprio Estado”. A função primordial do Estado, segundo Bresser, “era
garantir empregos para a classe média pobre ligada aos proprietários rurais”.

No patrimonialismo vigente, os estamentos utilizavam sua parcela de poder para se apropriar e


usufruir de vantagens do Estado: eram também denominados burocratas patrimonialistas, pois
suas rendas provinham do Estado. Na visão de Wanderley Santos (2006), as oligarquias dominavam
a cena política, e a maior marca do Estado era um intervencionismo regulatório direcionado para o
principal produto de exportação da época: o café”.

Portanto, a resposta da questão é a alternativa C (as oligarquias eram a Burguesia Rural e os que
“sugavam” o Estado eram os Patrimonialistas). A alternativa A está errada porque a burocracia
somente surgirá no Brasil em 1930, com Getúlio Vargas; a B porque Estado de bem-estar começará
a surgir no período militar, e terá seu auge no Governo Lula; a D porque “profissional” vem da buro-
cracia que surgirá mais tarde assim como a pós-burocracia; e a E porque estado empreendedor e
regulador surgirá a partir da década de 1970 no mundo e 1995 no Brasil.

4. VUNESP – Auditor – CI-PMSP/2015. Nos anos 1930 começa, ainda de forma tímida, uma
mudança de padrão no funcionamento do Estado brasileiro. O Estado passa a intervir no processo
de produção de bens e serviços e vai saindo de uma forma colonial para um modelo de Estado que
privilegia a racionalização, a padronização e a legalidade em todas as áreas de sua atuação, provo-
cando, pela primeira vez, a modernização administrativa. Esse modelo é o burocrático.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos
1930. Ela surge num quadro de aceleração da industrialização brasileira, em que o Estado assume
Questões Comentadas   139

papel decisivo intervindo pesadamente no setor produtivo de bens e serviços. A partir da reforma
empreendida no Governo Vargas por Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes, a Administração Pú-
blica sofre um processo de racionalização que se traduziu no surgimento das primeiras carreiras
burocráticas e na tentativa de adoção do concurso como forma de acesso ao serviço público.

As primeiras medidas adotadas por Vargas foram de cunho saneador das finanças públicas, e de
racionalização administrativa... que deu início ao processo de modernização da Administração
Pública e de industrialização do país.

Com o objetivo de realizar a modernização administrativa, foi criado o Departamento Administrativo


do Serviço Público – Dasp, em 1936/1938. Nos primórdios, a Administração Pública brasileira sofre a
influência da teoria da administração clássica e científica (Taylor e Fayol), tendendo à racionalização,
mediante a simplificação, padronização e aquisição racional de materiais, revisão de estruturas e
aplicação de métodos na definição de procedimentos”.

Portanto, a afirmativa está correta. O Estado Brasileiro interviu diretamente na produção de bens e
serviços, utilizou a racionalização burocrática e modernizou a administração pública.

17. CESPE – Administrador – FUB/2015. Relativo à evolução da administração pública no Brasil.


Com a reforma administrativa de 1967, buscou-se melhorar a dinâmica de funcionamento da
administração pública, por meio da descentralização de várias atividades para a administração
indireta, como autarquias e fundações.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Agrupamos as alterações promovidas pelo DL 200/67 em quatro blocos: Refe-
rente aos princípios: institui-se os princípios do planejamento, descentralização, delegação de autori-
dade, coordenação e controle; Referente a estrutura da administração pública: expandiu as empresas
públicas, as sociedades de economia mista, as fundações públicas e as autarquias (a administração
indireta como um todo); e reorganizou a administração direta em 16 ministérios (Justiça, Fazenda, e
Planejamento, Educação e Cultura, Saúde, Interior, Relações Exteriores, Agricultura, Indústria e Co-
mércio, Minas e Energia, Transportes, Trabalho e Previdência Social, Comunicação, Exército, Marinha,
e Aeronáutica); Referente aos aspectos administrativos internos: estabeleceu regras para a aquisição
direta de bens e serviços, ou mediante contratação; Referente aos recursos humanos: fortaleceu e ex-
pandiu o sistema de mérito, e estabeleceu diretrizes para elaboração de plano de classificação de cargos.

O fato mais marcante nas alterações promovidas pelo DL nº 200/1967 foi a descentralização para a Ad-
ministração indireta, juntamente com a delegação de autoridade (para a FCC foi a desconcentração)”.

Portanto, a questão está correta: a descentralização ocorreu principalmente para autarquias e


fundações.

26. FCC – Analista Administrativo – TRT1/2013. Sobre administração pública. Pode-se apontar
como uma das características do Programa Nacional de Desburocratização, implantado no
início dos anos 80, o foco no usuário do serviço público, concentrando-se na produção de
mudanças no comportamento e na atuação da burocracia pública.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Helio Beltrão assume o recém-criado Ministério Extraordinário de Des-
burocratização, com a proposta de mudar a Administração Pública, de forma a direcioná-la para o
atendimento das demandas do cidadão.
140   Administração Pública I Augustinho Paludo

O Programa Nacional de Desburocratização, elaborado pela SEMOR e instituído pelo Ministro Hélio
Beltrão através do Decreto n° 83.740/79, visava o aumento na eficiência e a economia de recursos
através da melhoria dos processos administrativos; além, é claro, de atender as demandas do
cidadão e conter a expansão da administração indireta. Atuou primeiro na simplificação de proce-
dimentos e na eliminação de informações desnecessárias. No início dos anos 80 o PrND direcionou
suas ações para a desestatização através de privatizações. Pretendia transferir para a iniciativa
privada as atividades e serviços não essenciais: o governo atuaria no fomento e apoio e manteria as
atividades de controle”.

Portanto, a afirmativa está correta porque as mudanças propunham uma mudança cultural na ad-
ministração burocrática com foco no atendimento das demandas dos cidadãos.

29. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito das reformas administrativas no Brasil e da


organização administrativa da União. A Constituição Federal de 1988 representou um avanço
à descentralização do poder público, uma vez que acrescentou poderes à administração
indireta por meio da flexibilização de suas normas operacionais.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Na Constituição de 1988, a um retrocesso burocrático sem precedentes.

As mudanças constitucionais de 1988 relacionadas à administração e aos servidores públicos fo-


ram:... extensão às entidades da Administração indireta de procedimentos e mecanismos de controle
aplicáveis à Administração direta, ocasionando perda de flexibilidade...”.

Portanto a afirmativa está errada: as regras da CF/1988 tornaram a administração indireta menos
flexível.

49. CEPERJ – Analista Planej./Gestão – SEPLAG-RJ/2013. No tocante à Administração Pública


Gerencial, pode-se argumentar que, nas suas três dimensões, a reforma gerencial avançou
de maneira adequada nos seguintes níveis:
A) institucional e financeiro
B) administrativo e cultural
C) institucional e operacional
D) administrativo e gerencial
E) institucional e cultural

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A estratégia da reforma do aparelho do Estado está concebida a partir de
três dimensões: Dimensão institucional-legal – trata da reforma do sistema jurídico e das relações
de propriedade. Essa reforma permitirá mudanças estruturais no funcionamento do aparelho do
Estado, já que pressupõe a eliminação dos principais entraves no sistema jurídico-legal. Dimen-
são cultural – concentra-se na transição de uma cultura burocrática para uma cultura gerencial.
A mudança cultural viabilizará a operacionalização da cultura gerencial centrada em resultados,
através da efetiva parceria com a sociedade e da cooperação entre administradores e funcionários.
Dimensão da gestão pública – pretende aperfeiçoar a administração burocrática vigente e introduzir
a administração gerencial, incluindo os aspectos de modernização da estrutura organizacional e
dos métodos de gestão. A reforma possibilitará concretizar novas práticas gerenciais e assim obter
avanços significativos, ainda que os constrangimentos legais não sejam totalmente removidos”.
Questões Comentadas   141

De imediato, é possível descartar as alternativas A, C e D, visto que indicam dimensão não contem-
plada na reforma gerencial. A dificuldade consiste em identificar se os avanços ocorrerem mais na
dimensão “administrativa (gestão) e cultural” ou na dimensão “institucional e cultural”.

Na dimensão institucional foram aprovadas emendas constitucionais (como a PEC 19/1998) e legis-
lação infraconstitucional, bem como houve reestruturação e reorganização de parte da Adminis-
tração Pública do Poder Executivo Federal. Na dimensão cultural houve significativa mudança no
comportamento/atitude da administração pública mediante conscientização de que ela existe para
atender as demandas da sociedade/cidadão, bem como intensificaram-se as parcerias com outras
instituições públicas e com a iniciativa privada. Na dimensão administração/gestão, como visto no
capítulo modelos de gestão, ainda hoje coexistem na administração pública o modelo patrimonialista,
o burocrático e o gerencial – sendo o gerencial predominante.

Portanto, a afirmativa E é a verdadeira e a resposta da questão: as informações disponíveis indicam


que as dimensões institucional e cultural avançaram mais que a dimensão administrativa/gestão.

6. GOVERNABILIDADE, GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY

3. FCC – ACE – TCPI/2014. Sobre administração pública. A legitimidade, traduzida em apoio


político e social, diz respeito a governabilidade.

4. FGV – Administrador Legislativo – CARUARU/2015. Conceitos como governança e gover-


nabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das novas
realidades surgidas no país. A esse respeito, Governabilidade refere-se à legitimidade para
exercer o poder e propor as transformações necessárias.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A governabilidade refere-se ao poder político em si, que deve ser legítimo
e contar com o apoio da população e de seus representantes. No dizer de Bresser-Pereira (1998)
significa capacidade política de governar, “governabilidade é uma capacidade política de governar
derivada da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a sociedade”. Nesse mesmo
sentido, o Caderno Mare 01 esclarece que um Governo tem governabilidade “na medida em que seus
dirigentes contem com os necessários apoios políticos para governar”, e que a capacidade política de
governar ou governabilidade decorre do relacionamento do Estado e do seu governo com a sociedade.

Para Vinicius Araújo (2002), a governabilidade “refere-se às próprias condições substantivas/ma-


teriais de exercício do poder e legitimidade do Estado e do seu governo, derivadas de sua postura
diante da sociedade civil e do mercado”.

Governabilidade refere-se à legitimidade, visto que se os governos não forem legitimados não
haverá condições necessárias para governar. A fonte ou origem da governabilidade são os cidadãos
e a cidadania organizada, os partidos políticos, as associações e demais agrupamentos represen-
tativos da sociedade.

O desafio da governabilidade consiste em conciliar os muitos interesses desses atores (na maioria
divergentes) e reuni-los num objetivo comum a ser perseguido por todos (ou vários objetivos comuns).
Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico
para viabilização dos objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação, que a governabilidade procura,
é uma forma de intermediação de interesses; entre eles inclui-se o clientelismo e o corporativismo”.
142   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, as duas questões estão corretas. A primeira porque legitimidade diz respeito a governabi-
lidade, e a segunda porque para promover mudanças o governo deve ser legítimo: assim contará com
o apoio necessário na implementação dos programas/projetos e na fiscalização dos serviços públicos.

8. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Os princípios básicos de governança corporativa,


segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, estão listados a seguir:
Transparência, Equidade, Prestação de contas e Responsabilidade corporativa.

9. ESAF – AFRF/2014. Sobre administração pública, analise: Entre as melhores práticas de


governança corporativa recomendadas pelo Instituto Nacional de Governança Corporativa
para a área de gestão estão a transparência, a clareza e a objetividade na prestação de contas.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Na iniciativa privada a governança corporativa representa o modo como as
organizações são administradas e controladas, e como interagem com as partes interessadas. Inclui
políticas, regulamentos/instruções, processos, estratégia e cultura, e orienta-se pelos princípios da
transparência, equidade, responsabilidade por resultados, cumprimento das normas e accounta-
bility. De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa o conselho de administração
é o guardião do sistema de governança – e a governança é guardiã dos direitos das partes”.

Portanto as duas questões estão corretas. As duas apresentam com assertividade princípios da
governança corporativa do IBGC.

15. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. Conceitos como governança e gover-


nabilidade passaram a ser importantes para a compreensão e o gerenciamento das novas
realidades surgidas no país. A esse respeito, Governança reúne as condições técnicas,
financeiras e gerenciais para formular e implementar políticas públicas.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Governança pública, no entanto, é compreendida como a capacidade de
governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que atendam às necessidades
da população, preservando o equilíbrio de poder e interesses entre governo, administração pública
e sociedade/cidadãos. Segundo Bresser-Pereira (1998), “governança é a capacidade financeira
e administrativa, em sentido amplo, de um governo implementar políticas”. Dito de outra forma,
Governança pública é o exercício do poder político-administrativo pelo Governo/Administração no
gerenciamento e controle da utilização dos recursos (econômicos, sociais, técnicos, infraestrutura
etc.) necessários à formulação e implementação de políticas públicas.

A governança se refere aos aspectos instrumentais do exercício do poder, ou seja, a capacidade do


Estado/Administração de formular e implementar políticas públicas. Governança relaciona-se com
a competência técnica, que abrange as capacidades gerencial, financeira e técnica propriamente
dita, e tem nos agentes públicos, em sentido amplo, e nos servidores públicos, em sentido estrito,
a sua fonte de origem. “Existe governança em um Estado quando seu governo tem as condições
financeiras e administrativas para transformar em realidade as decisões que toma”.

Portanto, a questão está correta: Governança compreende as condições técnicas, financeiras e


gerenciais para formular e implementar políticas públicas.
Questões Comentadas   143

17. CESPE – ACE – TCU/2015. Considere aspectos diversos relacionados à administração pública.
Accountability consiste no dever do cidadão de realizar o controle social da administração
pública.

Comentários
Segundo Paludo (2015) “Accountability pode ser entendido como a “capacidade do sistema político
de prestar contas de suas promessas aos cidadãos”. Em auditoria, accountability é “a obrigação de
responder por uma responsabilidade outorgada”.

Accountability inclui a obrigação de prestar contas, a utilização de boas práticas de gestão e a res-
ponsabilização pelos atos e resultados decorrentes da utilização dos recursos públicos”.

Portanto, a afirmativa está errada e em desacordo com o conceito de accountability acima descrito:
o dever de prestar contas é de políticos e gestores públicos, e o cidadão tem a faculdade de atuar
no controle social.

7. TI, SI, GOVERNO ELETRÔNICO E TRANSPARÊNCIA

5. FCC – Analista Prev. – MANAUSPREV/2015. Sobre os sistemas de informação, considere:


I. Os sistemas de suporte às operações enfatizam a produção de resultados específicos
de informação que podem ser usados pelos gerentes, tornando desnecessário o pro-
cessamento adicional pelos sistemas de informação gerencial.
II. Os sistemas de processamento de transação consistem em um tipo de suporte às
operações capazes de processar transações de lote e em tempo real. Um sistema de
Ponto De Venda − PDV, por exemplo, pode transmitir dados em tempo real ou à noite
(em lote).
III. Os sistemas de informação gerencial fornecem fácil acesso às análises do desempenho
do negócio, às ações dos concorrentes e ao desenvolvimento econômico para apoiar o
planejamento estratégico. Os sistemas de informação executiva incluem os sistemas
de relatórios e análise de vendas, desempenho da produção e tendências de custo.
IV. Os sistemas de gestão de conhecimento, os sistemas funcionais de negócios, os siste-
mas de informação estratégica e os sistemas especialistas também constituem-se em
outras categorias de sistemas de informação.

Comentários
Segundo Paludo (2015) “Existem dezenas de sistemas de informação. 1. Sistemas de Apoio/
Suporte às Operações servem de base para os demais sistemas: processam transa-
ções, controlam processos, atualizam dados e fornecem algumas informações básicas.
Nesse conceito inclui-se o Sistema de Processamento de Transações, utilizados em
nível operacional para executar transações, registrar e transmitir dados das atividades
diárias rotineiras (folha de pagamento, controle de estoque etc.); 2. Sistemas de Apoio
Gerencial: fornecem informações para a tomada de decisão em geral. Nesse conceito
inclui-se: Sistema de Apoio a Decisão, utilizados por gerentes para manipular banco de
dados e obter informações para tomar decisões e resolver problemas organizacionais;
Sistema de Informação Gerencial também destinados a gerentes e diretores, fornece
informações para o planejamento, monitoramento e controle das funções da empresa, e
projeções de futuro; Sistema de Informação Executiva utilizados pela alta administra-
144   Administração Pública I Augustinho Paludo

ção como suporte as decisões estratégicas da empresa, realizam análises, destacam


aspectos importantes e fornecem informações avançadas (internas e externas)”.
I. Falsa. Conforme texto acima, sistemas de suporte às operações só apoiam as ativi-
dades do dia a dia e fornecem informações básicas; portanto é necessário sistema
adicional de informação gerencial. II. Verdadeira. Conforme texto acima, sistemas de
processamento de transação servem para registrar operações diárias e transmitir os
dados em tempo real. III. Falsa. Os sistemas de informação executiva são utilizados
pela alta administração como suporte as decisões estratégicas da empresa. Relató-
rios de vendas, produção e custo fazem parte do sistema de apoio a decisão e sistema
de informação gerencial. IV. Verdadeira. Conforme texto acima: existem dezenas de
sistemas de informação, divididos em diversas categorias.

7. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. Nos Sistemas de Informação, dados são corres-


pondências de um atributo, característica ou propriedade que, sozinho, não tem significado.

8. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. Nos Sistemas de Informação, informação é o


conjunto dos dados presentes em um contexto, carregado de significados e entregue à pessoa
adequada.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Um dado representa menos que informação, e conhecimento representa
mais que informação. Espartaco Coelho (2004), citando Drucker, afirma que “dados nada dizem sobre
a própria importância ou relevância. Porém, os dados são importantes para as organizações – em
grande medida, porque são matéria-prima essencial para a criação de informação”.

A informação é a ponte entre os dados brutos e o conhecimento que a informação é capaz de gerar.
O conhecimento constrói-se a partir das informações, acrescentando-se a ação racional humana. É
essa ação humana que transforma a informação em conhecimento. Conhecimento é uma informação
útil, possível de ser utilizada nas organizações para resolver problemas ou realizar melhoramentos,
ou, ainda, para amparar decisões ou construir algo completamente novo.

Em síntese: Uma palavra/número só é um dado; um dado agregado a algo/alguém (ou um conjunto


de dados organizados) é uma informação; uma informação útil, passível de ser utilizada para algum
fim, denomina-se conhecimento”.

Portanto, as duas questões estão corretas. A primeira afirma que dados sozinhos não tem significado:
eles são insumos para construir a informação, e a segunda afirma: informação é um conjunto de dados.

9. FGV – Administrador Defensoria – MT/2015. Com relação aos postulados aceitos pela gestão
do conhecimento, que contribuem para a geração e a caracterização de “organizações do
conhecimento”, analise a afirmativa: o desenvolvimento de competências informacionais é
pré-requisito indispensável para as organizações do conhecimento.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Gestão do conhecimento refere-se ao modo como é gerenciado o conhe-
cimento dentro das organizações – o modo de aprender, de trabalhar, de produzir e de consumir –,
além de ser um meio para garantir que todos tenham acesso às informações e aos conhecimentos
de que necessitam.
Questões Comentadas   145

Segundo a Canadá School of Public Service, “a gestão do conhecimento é um conjunto de práticas que
criam, organizam e alavancam conhecimentos coletivos no sentido de melhorar o desempenho orga-
nizacional”. Thomas Davenport et al. (2004) consideram que a gestão do conhecimento compreende
“processos, métodos e sistemas para gerar, coletar, analisar, organizar, difundir e aplicar informações,
entendimentos e experiências coletivas em benefício de uma empresa ou sociedade”. Para Espartaco
Coelho (2004) a “gestão do conhecimento também é um novo modelo de gerenciamento das organiza-
ções, focado na aprendizagem contínua, na estratégia da inovação e na geração de conhecimentos”. No
Programa Governo Eletrônico a gestão do conhecimento é compreendida como um conjunto de processos
sistematizados, articulados e intencionais, capaz de assegurar a habilidade de criar, coletar, organizar,
transferir e compartilhar conhecimentos estratégicos, que podem servir para a tomada de decisões,
para a gestão de políticas públicas e para a inclusão do cidadão como produtor de conhecimento coletivo”.

Portanto, a questão está correta: a afirmativa está coerente com os conceitos, características e
aplicações do conhecimento.

17. CESPE – Analista Adm. Pública – TCDF/2014. Relativo ao conhecimento. O conhecimento


tácito é fruto de aprendizado e experiência devida e é disseminado de maneira formalizada
e declarada por meio de artigos e livros.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Necessário se faz diferenciar dois tipos de conhecimento: o tácito e o
explícito – que são complementares. O tácito é um conhecimento pessoal, subjetivo, não codificado,
adquirido pela pessoa após o desempenho continuado de determinada atividade; o explícito corres-
ponde ao conhecimento formal, codificado, que pode ser comunicado ou difundido”.

Portanto, a questão está errada: o conhecimento tácito não é disseminado de modo formalizado,
mas mediante observação, imitação e prática.

21. FCC – ACE – TCPI/2014. A Lei Complementar nº 101/2000 estabelece, em seu artigo 48, que
os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na gestão fiscal.
Nesse sentido, é correto afirmar que o Governo Eletrônico pode ser definido como o programa
governamental direcionado à disponibilização de informações e serviços à sociedade através
de novos canais de relacionamento entre governo e cidadãos, utilizando-se, para isto, de
recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O Governo Eletrônico (ou Governo Digital) procura construir um elo entre
o operacional e o estratégico, assim como busca novas formas de relacionamento com a sociedade:
Governo Eletrônico é um instrumento para melhorar os serviços públicos e o relacionamento com a
sociedade, mediante a utilização das tecnologias da informação e comunicação.

Assim, podemos definir Governo Eletrônico – GE como as ações de governo direcionadas a dispo-
nibilizar informações e serviços à sociedade e novos canais de relacionamento direto entre governo
e cidadãos, mediante o uso de recursos da Tecnologia da Informação e Comunicação, em especial a
internet. O GE utiliza essas tecnologias para disponibilizar uma gama de informações e melhorar os
serviços oferecidos ao cidadão. Para a OCDE (2003) “Governo Eletrônico é definido como o uso das
TIC, em particular a internet, como ferramenta para levar a um melhor governo”.

Portanto, a questão está correta: traz o conceito de governo eletrônico que utilizo.
146   Administração Pública I Augustinho Paludo

32. CESPE – Auditor – CGPI/2015. Sobre administração pública. A transparência, referente à


possibilidade de acesso do cidadão às informações governamentais, é um elemento essencial
para o controle do aparelho do Estado pela sociedade.

33. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. A Lei Complementar no 101/2000 estabelece, em seu artigo 48,
que os meios eletrônicos são, dentre outros, instrumentos da transparência na gestão fis-
cal. Nesse sentido, é correto afirmar que a transparência é inerente ao Estado Burocrático.
Insere-se na democracia, permitindo o amplo acesso às comprovações de transferências
documentais entre os departamentos, fomentando o interesse pelo controle formal exercido
sobre as entidades públicas por meio do Tribunal de Contas e aplicando-se exclusivamente
ao Poder Executivo.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “É comum a concepção de governo eletrônico como instrumento de transpa-
rência e accountability dos governos (Otávio Prado, 2009). A transparência viabilizada pela internet
inclui a disponibilização de todo o tipo de informação sobre: o Governo, a Administração, a estrutura
de governo e dos órgãos, o processo decisório, as políticas públicas, as contratações e compras
públicas em geral, a prestação de contas dos recursos utilizados, legislação etc. A disponibilização
da prestação de contas através da internet proporciona a transparência da gestão governamental no
contexto democrático, e é uma forma de concretização do accountability governamental.

A transparência é inerente aos Estados democráticos modernos; insere-se no bojo da democracia.


Para José Jardim (2008), “um dos pressupostos do Estado moderno é a sua visibilidade social”.

Num ambiente democrático a sociedade tem direito a informações transparentes: quanto mais
houver transparência nas informações, mais democráticos serão os governos e a sociedade. Mesmo
que os cidadãos não disponham de tempo ou conhecimentos técnicos necessários para a fiscalização
e o controle das contas de governo e demais informações disponibilizadas pela internet, a própria
disponibilização da informação já se constitui numa espécie de controle”.

Portanto, a questão 32 está correta: a transparência disponibiliza informações aos cidadãos e ser-
ve para controle do administração pública; e a questão 33 está errada: a transparência é inerente
ao Estado democrático (não Burocrático); permite aos cidadãos o acesso a informação (não entre
departamentos); fomenta o controle social (não o controle formal); e aplica-se a todos os poderes
e órgãos (não somente Poder Executivo).

8. COMUNICAÇÃO E REDES

3. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. Acerca da Comunicação. Considere que um


gestor público tenha transmitido uma ordem aos seus funcionários e não tenha recebido
feedback. Nessa situação, não houve processo de comunicação, visto que o gestor não pôde
avaliar o correto entendimento da orientação recebida.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O sistema de comunicação de uma organização é a forma pela qual as in-
formações necessárias ao funcionamento da estrutura organizacional são transmitidas a todos os
interessados, e que permite a integração de todos em torno de objetivos comuns. O que comunicar,
Questões Comentadas   147

quem deve comunicar, qual o momento adequado e qual o meio a ser utilizado para comunicar são
questões que precisam ser definidas previamente, a fim de que a comunicação possa ser eficiente
e eficaz.

A simples transmissão da informação sem o recebimento é o mesmo que não comunicar. O pro-
cesso de comunicação somente se completa com o recebimento e o entendimento da mensagem
pelo destinatário”.

Portanto, a questão está correta: se não houve feedback não houve a comunicação: não dá para
saber se o destinatário entendeu a mensagem da forma como foi transmitida.

10. CESPE – Analista Comunicação – STJ/2015. No que se refere às novas tecnologias da co-
municação. No ciberespaço, a convergência de mídias também pode ser entendida como
hibridização de tecnologias e linguagens.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Com as novas tecnologias e o advento da era da informação, há uma gran-
de produção e recepção de informações em tempo real; há uma constante troca de informações
com atores mais participativos, mais críticos e mais bem informados. As tecnologias da informação
facilitaram e intensificaram a comunicação institucional e pessoal, ao proporcionarem uma variada
gama de opções como: aplicativos de texto, editoração eletrônica, bancos de dados, transmissão de
documentos via fax, mensagens e arquivos via e-mail, consultas diversas através da internet, TV digital
e TV a cabo com telejornais 24hs por dia: houve convergência de mídias, tecnologias e linguagens”.

Portanto, a questão está correta: houve hibridização e convergência de mídias, tecnologias e lin-
guagens.

20. FCC – Analista Administrativo – TRT15/2013. A finalidade da Comunicação Governamental,


segundo PALUDO (2010), deve contemplar
A) todas as ações e atividades desempenhadas pelo governo e seus órgãos para apresentar
as informações e a prestação de contas.
B) a estratégica de planejamento voltada ao contexto de uma empresa, utilizando a asses-
soria de imprensa e a comunicação interna.
C) o processo político de interação no qual prevalecem a expressão, a interpretação e o
diálogo.
D) os sistemas de transmissão de mensagens para um público vasto, disperso e heterogêneo,
utilizando áreas da imprensa periódica, rádio, televisão e cinema.
E) o estabelecimento da comunicação em um ambiente eticamente desafiador, rapidamente
mutável, politicamente sensível, movido a conflitos, culturalmente diversificado, utilizando
mídias digitais e tradicionais.

Comentários
Segundo Paludo (2010,13,17) “A comunicação governamental contempla todas as ações e atividades
desempenhadas pelos governos, seus órgãos e entidades, com a finalidade de apresentar para a
opinião pública as informações de seu interesse, e a prestação de contas de sua atuação”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão, pois indica


direta e assertivamente o conteúdo da comunicação governamental.
148   Administração Pública I Augustinho Paludo

30. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. A organização em forma de rede é um fenô-


meno importante nas estruturas sociais e organizacionais contemporâneas, tendo como
característica:
A) adoção de modelo de gestão verticalizado, com coordenação estruturada para evitar a
dispersão de informações.
B) presença de estruturas rígidas de divisão do trabalho e circulação das informações em
uma cadeia ramificada de comunicação.
C) apresentar estruturas com pouca dispersão e concentração do trânsito de informações
e um único canal de comunicação.
D) modelo de gestão da comunicação hierarquizado de acordo com os papeis que os agentes
desempenham na organização.
E) serem policêntricas, com autonomia dos participantes, compartilhamento de conheci-
mentos e cooperação.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Redes são organizações temporárias (várias organizações independentes –
ou organizações e demais atores) conectadas pela Tecnologia da Informação, com compartilhamento
de competências, conhecimentos, ideias, soluções, infraestrutura, processos – e muita colaboração
–, com vistas à resolução de problemas ou à obtenção de ganhos de toda espécie.

As redes são policêntricas e não se adaptam às formas tradicionais de controle, mas utilizam alter-
nativas mais democráticas como autonomia, flexibilidade e coordenação.

A marca central das ações em rede é a cooperação... Cabe destacar, ainda, que as redes, em regra,
preservam a autonomia dos parceiros e facilitam o aprendizado”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa E é a correta e a resposta da questão.

37. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Há, atualmente, novos arranjos institucionais
em operação no governo federal brasileiro, definidos como o conjunto de regras, mecanismos
e processos que determinam como se coordenam os atores e interesses na implementação
de uma política específica. A respeito desses novos arranjos institucionais: há uma grande
heterogeneidade nos novos arranjos institucionais, que tentam incorporar questões como
intersetorialidade, participação social e relações federativas.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A atuação em rede é um novo modelo de relação entre Estado/Administração,
a iniciativa privada, a sociedade civil e o cidadão em particular – que envolve negociação, confiança,
parcerias e transparência. Para Flavia Silva et al.(2013) “A atuação das organizações em redes é um
tema inovador para o serviço público e deve ser mais explorado, principalmente no que tange aos
resultados alcançados pelos integrantes da rede. A ideia de cooperação precisa ser disseminada na
administração pública”.

Vários autores afirmam que “a complexidade dos problemas sociais” e a “diversidade de atores
e interesses” impulsionaram a formação e o crescimento das redes de políticas públicas. Esses
aspectos forçam um modelo de cooperação entre governo, grupos sociais e cidadãos. Segundo
Agranoff e McGuire (1999), redes são “arranjos multiorganizacionais para resolver problemas que
não podem ser abordados, ou abordados facilmente, através de uma única organização.
Questões Comentadas   149

Nesse contexto, o processo racional central dos governos cede seu lugar ao processo participativo
híbrido, envolvendo atores estatais e não estatais”.

Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e em harmonia com o texto acima.

9. NOVAS TECNOLOGIAS GERENCIAIS – APLICAÇÃO E IMPACTO

10. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. O Ciclo PDCA inclui as seguintes etapas sequenciais:
planejamento; execução; controle/verificação; ação avaliativa/corretiva.

11. CESPE – ACE – TCU/2015. Acerca de aspectos relacionados à administração pública. O ciclo
PDCA compõe-se das seguintes etapas: planejamento, execução, controle ou verificação e
ação corretiva.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O Ciclo PDCA teve origem na década de 1920, com Shewhart, nos Estados
Unidos, mas tornou-se conhecido como ciclo de Deming a partir de 1950, no Japão. Para o glossário do
GesPública, Ciclo PDCA é uma ferramenta que busca a lógica para fazer certo desde a primeira vez.

O PDCA parte da insatisfação com o “estado atual das coisas” e analisa os processos com vistas
a realizá-los de maneira otimizada. Inclui as seguintes etapas: planejamento (Plan): estabelecer
objetivos, metas e os meios para alcançá-los; execução (Do): executar as atividades propostas no
planejamento; controle/verificação (Check/Control): monitora/controla a execução e verifica o grau
de cumprimento do que foi planejado; Ação Avaliativa/Corretiva (Act to correct): identifica eventuais
falhas e corrige-as, a fim de melhorar a execução das atividades e os resultados”.

Portanto, as duas questões estão corretas, e encontram resposta direta conforme texto acima.

14. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. Considere as afirmativas abaixo sobre o Ciclo PDCA.
I. É uma ferramenta que busca a lógica para fazer certo desde a primeira vez.
II. É um método utilizado para controlar e melhorar as atividades de um processo.
III. Também chamado de ciclo da melhoria contínua, é utilizado em processos de trabalho
para maximizar a eficiência.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O Ciclo PDCA é uma ferramenta que busca a lógica para fazer certo des-
de a primeira vez; é um método usado para controlar e melhorar as atividades de um processo;
também chamado Ciclo da Melhoria Contínua, é utilizado em processos de trabalho com vistas a
maximizar a eficiência”

Portanto, de forma clara e direta – as afirmativas acima estão corretas.

20. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca de administração. Caso a organização deseje


identificar as subcategorias com maiores índices de insatisfação para, posteriormente, prio-
rizar suas ações corretivas apenas nas subcategorias mais relevantes, a instituição deverá
utilizar o diagrama, ou método de análise, de Pareto.
150   Administração Pública I Augustinho Paludo

21. FCC – ACE – Administrador – TCGO/2014. Uma determinada empresa que presta serviços
em telefonia móvel numa grande cidade, recebeu significativo número de reclamações de
clientes por falta de sinal para fazer e receber ligações. A partir da origem das reclamações,
identificou-se que 80% do problema de sinal estava relacionado a 20% dos clientes que
residiam ou tentaram utilizar o serviço na zona sul da metrópole. A técnica utilizada para
mensurar os percentuais acima apresentados foi Análise de Pareto.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Diagrama ou princípio de Pareto é uma forma especial de gráfico de barras
verticais (histograma) que permite determinar quais problemas resolver e qual a prioridade. Esse
histograma direciona os esforços para os problemas mais importantes, visto que permite selecionar
e visualizar itens ou fatores em sua ordem crescente de importância, e utilizá-los para melhora da
qualidade, redução de custos etc.

O diagrama de Pareto baseia-se em fatos e dados e poderá ser usado sempre que for preciso ressal-
tar a importância relativa entre os vários problemas ou condições, no sentido de escolher o ponto
de partida para a solução de um problema: identificar a causa básica de um problema ou avaliar o
progresso de uma operação. Identifica as causas que mais se repetem nos problemas que estão
continuamente sendo enfrentados pela organização.

É uma das ferramentas mais antigas e considera que nem todos os itens merecem o mesmo trata-
mento ou atenção da administração. Esse diagrama é também denominado de “80 por 20”, pois 80%
dos problemas são constituídos por apenas 20% de eventos causadores”.

Portanto, as duas questões estão corretas e têm resposta direta no texto acima.

38. FGV – Agente – TC-BA/2014. Em relação à reengenharia de processos, avalie as afirmativas


a seguir.
I. O foco principal do programa é o processo.
II. A reengenharia prioriza pessoas que, além de competentes, são criativas, persistentes,
comunicativas e questionadoras.
III. As principais etapas dos processos de reengenharia são o planejamento, a análise e a
implantação.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A reengenharia é baseada nos princípios da quebra de departamentalização
e desburocratização, com ênfase nos processos que geram valor para o cliente; a reengenharia apre-
senta dois componentes principais: a tecnologia da informação e os recursos humanos; Portanto,
as etapas/fases a seguir apresentadas não constituem um modelo rígido... Essas etapas podem
ser assim sintetizadas: planejamento, análise e implantação”.

Portanto, de modo inequívoco, os três itens estão corretos, conforme o texto acima.

Comentada 40. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Entre as tecnologias que impactam
as organizações está a tecnologia da informação. Selecione a opção que apresenta corre-
tamente o impacto da tecnologia da informação na estrutura e processos organizacionais.
A) Não altera processos de trabalho embora haja a extinção de determinadas tarefas.
B) Muda o perfil da mão de obra, exigindo novas especializações, habilidades e qualificação.
Questões Comentadas   151

C) Favorece a criação de postos de supervisão em detrimento de postos de nível de gerência.


D) A implantação de novas tecnologias de TI não altera as estruturas de poder.
E) Embora gere novos padrões de comunicação, não há alteração nos papéis desempenhados
pelas pessoas.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A transição para a era da tecnologia e do conhecimento, num mundo globa-
lizado, implicou mudanças que afetaram fortemente as organizações. O impacto nas organizações,
decorrente da utilização das novas tecnologias, abrange duas questões centrais: a estrutura/
organização das empresas e as pessoas.

(...)

Os principais impactos verificados quanto às pessoas foram: … exigência de ampliação das compe-
tências relacionadas ao emprego, desde como utilizar o computador/tecnologias até o aprendizado
de novas funções; (…) o treinamento eventual mudou para treinamento constante (capacitação con-
tínua); o emprego burocrático (trabalho manual) cedeu lugar para o emprego tecnológico (trabalho
eletrônico); (…) importância cada vez maior do conhecimento e de competências intelectuais”.

Portanto, a alternativa B é a verdadeira: mudou o perfil da mão de obra, conforme acima exposto.

10. QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


1. FCC – Analista Adm. – TJAP/2014. A gestão da qualidade nos serviços públicos passa por
conceitos de grandes estudiosos, tais como Deming, que introduziu a estatística no controle
da qualidade.

2. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Acerca da qualidade da gestão. Eliminar a


administração por objetivos e instituir um sólido programa de educação e autotreinamento
são atividades elencadas por Deming, um dos principais expoentes da escola da qualidade.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Deming apregoava 14 princípios para a conquista da qualidade nas or-
ganizações. São eles: estabelecer a constância de propósito para melhorar o produto e o serviço;
adotar a nova filosofia: a qualidade; acabar com a dependência da inspeção em massa (a inspeção
não melhora a qualidade, é preciso melhorar o processo); cessar a prática de avaliar as transações
com base nos preços; melhorar constantemente o sistema de produção e de serviço; instituir o
treinamento em serviço, permanentemente; instituir a liderança (os administradores não devem
ser chefes-supervisores, mas líderes motivadores); afastar o medo (a organização deve oferecer
segurança às pessoas para que possam exprimir livremente questionamentos e ideias); eliminar as
barreiras entre as áreas e o meio (desenvolver trabalho em equipe); eliminar slogans, exortações
e metas para os empregados; eliminar as quotas numéricas (avalie qualidade e não quantidade);
remover as barreiras ao orgulho da execução (quem executa deve ter o mérito da execução); instituir
um sólido programa de educação e aperfeiçoamento; agir no sentido de concretizar a transformação.

No entanto, para os Estados Unidos, as primeiras décadas do século XX foram um período em que
se vendia tudo o que era produzido, e o controle estatístico da qualidade de Deming caiu no esque-
cimento...”.
152   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, a duas questões estão corretas e têm resposta direta no texto acima.

10. FGV – Administrador – PGE-RO/2015. Os programas de Gestão da Qualidade Total (TQM)


são voltados para o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes, a construção
do comprometimento de todos os membros da organização e o melhoramento contínuo dos
processos e produtos da organização.

11. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. A qualidade total visa aumentar a satisfação
do consumidor com o produto ou serviço. São aspectos proporcionado por um programa de
qualidade total: Melhoria na qualidade e projeto do produto; Aperfeiçoamento nos serviços
prestados aos consumidores; Redução dos custos operacionais; Redução das perdas ao longo
do processo de fabricação.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Qualidade total é a “totalidade de características de um ente (organiza-
ção, produto, processo etc.) que lhe confere a capacidade de satisfazer às necessidades explícitas
e implícitas dos cidadãos” (ISO 9000). A “qualidade total é a preocupação com a segurança e a
qualidade do produto ou do serviço, a cada passo do processo, desde a entrada dos insumos até a
utilização pelo cliente e a verificação de sua satisfação” (José Monteiro, 1991). Para o Ipea (1991),
qualidade total é um novo modelo gerencial, fundado na motivação e participação de todo o pessoal
na estrutura organizacional formal. Seus resultados se materializam, continuamente, em todas as
facetas da instituição, traduzidos, sobretudo, em bem-estar de seus empregados e satisfação de
seus clientes. A qualidade total representa, então, a busca da satisfação do cliente e de todos os
demais interessados, e a busca da excelência organizacional, mediante a ação sinérgica em que o
todo sobrepuja a soma das partes.

Com a qualidade total surgiram os conceitos de gestão e de controle da qualidade. A “Gestão da


Qualidade Total – TQM – é o gerenciamento de todos os elementos, internos e externos à empresa,
relacionados com o empreendimento, para avaliar o grau de eficiência e eficácia”. A TQM foca a qua-
lidade do gerenciamento do negócio, abrangendo de forma sistêmica a gestão do processo produtivo
e a gestão organizacional. Gestão estratégica da qualidade é a gestão da qualidade total com foco
estratégico: consiste num conjunto de orientações estratégicas que abrangem toda a organização,
e são essenciais para a sustentabilidade das ações da qualidade no longo prazo”.

Portanto, as duas questões estão corretas: as afirmativas estão plenamente coerentes com o texto acima.

22. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. No tocante à problemática da “qualidade na


administração pública” no Brasil. Sua discussão está bastante enraizada no contexto de
reforma do Estado brasileiro de meados dos anos 90 e com a busca da mudança de uma
cultura administrativa de acento burocrático para uma cultura com orientação gerencial.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Em 1995, o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado apresentou
dois programas como instrumentos de administração da qualidade e da melhoria das práticas na
Administração Pública Federal: o Programa de Qualidade e Participação, de aplicação geral na Ad-
ministração Pública Federal; e o Programa de Reestruturação e Qualidade dos Ministérios, voltado
a promover a readequação das estruturas administrativas dos Ministérios.
Questões Comentadas   153

O Programa da Qualidade e Participação era o principal instrumento de mudança da cultura buro-


crática para a cultura gerencial na Administração Pública... buscava não apenas uma mudança na
forma de gestão, mas também na cultura das organizações, no que diz respeito à cooperação entre
administradores e funcionários”.

Portanto, a questão está correta: houve discussão no âmbito da reforma gerencial de 1995, e implanta-
ção de programa de qualidade como instrumento de mudança da cultura burocrática para a gerencial.

Comentada 24. FCC – ACE – TCPI/2014. GesPública é o Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização. Foi implementado em 2005, resultado da evolução histórica de iniciativas do
Governo Federal para a promoção da Gestão Pública de excelência. Esse programa visa eliminar o
déficit institucional, promover a governança, a eficiência e a gestão democrática participativa, bem
como assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Em 2005, foi implantado o GesPública – Programa Nacional de Gestão
Pública e Desburocratização, através do Decreto n.º 5.378. O GesPública é o resultado da evolução
histórica de iniciativas do Governo Federal para a promoção da gestão pública de excelência. Tem
como principais características: ser essencialmente público, ser contemporâneo, estar voltado para
a disposição de resultados para a sociedade e ser federativo.

O novo programa: tem a missão de promover a excelência em gestão pública; tem a finalidade de
contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão e para o aumento
da competitividade do país; e tem como objetivos: Eliminar o déficit institucional, visando ao integral
atendimento das competências constitucionais do Poder Executivo Federal; Promover a governança,
aumentando a capacidade de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas; Promover a
eficiência, por meio de melhor aproveitamento dos recursos, relativamente aos resultados da ação pú-
blica; Assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental, promovendo a adequação entre meios,
ações, impactos e resultados; Promover a gestão democrática, participativa, transparente e ética.

Portanto a questão está correta e tem resposta direta no texto acima.

11. 
O CLIENTE NA GESTÃO PÚBLICA e a EXCELÊNCIA EM SERVIÇOS
PÚBLICOS

2. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. A adoção dos princípios da gestão da qualidade total
pela Administração pública pode ser considerada como um avanço na melhoria do relacio-
namento com a sociedade e da prestação de serviços aos usuários. Para as organizações
públicas, uma das principais consequências da implantação desse sistema é a aceitação de
que o setor público possui clientes, considerando-se nessa condição cada usuário específico
e direto de um determinado serviço.

4. FGV – Agente – TC-BA/2014. O atendimento das inúmeras demandas sociais encontra


uma limitação prática na vida do Estado moderno em razão da escassez de recursos e das
restrições fiscais que trazem como consequência a necessidade cada vez mais urgente do
administrador público melhorar seu desempenho de forma a adotar modelos gerenciais que
se aproximam da administração privada, como é o caso da gestão com foco no cliente que na
administração pública representa o cidadão consumidor de bens e serviços disponíveis.
154   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O termo cliente tem sua origem no setor privado e influenciou fortemente
a reforma do Estado. No meio público o conceito de “foco no cidadão” é mais apropriado do que
“foco no cliente”, visto que, na Administração Pública, os princípios constitucionais como a eficiência
devem primeiro atender aos valores democráticos (normas legais, lealdade, imparcialidade, equidade,
justiça) – além disso, a atuação do ente público não se restringe aos seus clientes, mas abrange
todos os cidadãos da comunidade. Mesmo criticado, o termo “cliente do serviço público” continua
sendo utilizado. Ele se encontra ligado aos serviços que a Administração Pública deve prestar para
atender ao usuário dos serviços públicos: o cliente-cidadão.

Dentro do conceito da nova Administração Pública e do plano diretor de reforma do Estado de 1995,
a orientação pública para o cidadão foi questão determinante. A Administração Pública deveria
reorientar sua atuação para que o cliente-cidadão e suas necessidades guiassem a atuação e a
prestação dos serviços públicos.

Segundo Ana Soares (2002), administrar com foco no cidadão significa determinar parâmetros de
eficácia de acordo com as necessidades do cidadão-usuário; significa que as medidas de avaliação
devem incorporar o que o cidadão-consumidor define como bom resultado. A provisão de serviços
para a Administração Pública gerencial (novo gerencialismo público) deve tomar como referência
a satisfação do cidadão – o que implica conhecer suas necessidades, exigências e desejos: a Ad-
ministração Pública deve identificar quem são seus usuários, quais são suas necessidades, o que
tem/gera valor para o usuário, e se os serviços prestados estão atendendo a essas necessidades”.

Portanto, as duas questões estão corretas e encontram resposta direta no texto acima.

14. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Acerca da qualidade da gestão. O Modelo


de Excelência da Gestão é um modelo de referência e aprendizado baseado em enfoques
sistêmico e prescritivo, e, por isso, é adaptável a qualquer tipo de organização.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “São características do MEG-FNQ/2013: modelo sistêmico, baseado no
conceito de aprendizado e melhoria contínua, com funcionamento inspirado no ciclo PDCL-Plan
(planejar), Do(realizar), Check(verificar), Learn(aprender); não prescritivo, não existe prescrição
de práticas de gestão, de regras, de ferramentas, de estrutura ou forma de gerir o negócio. O MEG
questiona e possibilita a reflexão sobre gestão e adequação de práticas aos conceitos de empresas de
classe mundial; adaptável a todo tipo de organização, e permite a adequação de práticas de gestão
aos conceitos de empresas de classe mundial, respeitando a cultura existente”.

Portanto, a questão está errada: conforme texto acima o modelo da FNQ é não prescritivo.

17. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. O modelo de excelência em gestão da FNQ − Fundação


Nacional da Qualidade, aplicável às organizações públicas e privadas, preconiza um conjunto
de fundamentos de excelência em gestão, tendo como referência as organizações de exce-
lência em nível mundial.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A FNQ definiu os fundamentos e os critérios de excelência em gestão, tendo
como referência organizações de excelência em nível mundial. Os Fundamentos revelam os padrões
Questões Comentadas   155

culturais e incorporam conceitos e técnicas utilizados na gestão das atuais organizações de sucesso:
organizações de classe mundial, líderes em seus segmentos.

O modelo atual da FNQ (2013) representa a evolução dos modelos de excelência em gestão, e pode
ser aplicado a qualquer tipo de organização”.

Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e contida no texto acima.

18. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Instituída nos anos 1990, a Fundação Nacional da Qua-
lidade − FNQ é um importante centro de estudos, debate e irradiação de conhecimentos
sobre excelência em gestão. O modelo de excelência preconizado pela FNQ adota, entre seus
fundamentos, o pensamento sistêmico, que corresponde ao entendimento das relações de
interdependência entre os diversos componentes de uma organização e entre a organização
e o ambiente externo.

19. CESPE – Administrador – PF/2014. Relativo ao modelo de excelência da gestão. A Fundação


Nacional da Qualidade (FNQ), por meio do modelo de excelência da gestão (MEG), ressalta a
importância do pensamento sistêmico e do aprendizado organizacional como caminhos para
a obtenção de resultados qualitativos nas organizações.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Os fundamentos de excelência, segundo o Caderno FNQ (2013), são os
seguintes: Pensamento sistêmico: Compreensão e tratamento das relações de interdependência
e seus efeitos entre os diversos componentes que formam a organização, bem como entre eles e
o ambiente com o qual interagem; Atuação em rede; Aprendizado organizacional: Busca de maior
eficácia e eficiência dos processos da organização e alcance de um novo patamar de competência, por
meio da percepção, reflexão, avaliação e do compartilhamento de conhecimento e experiências;...”.

Portanto, as duas questões estão corretas – e têm resposta direta no texto acima.

12. GESTÃO POR RESULTADOS


2. FCC – Analista Tesouro-PI/2015. Na Administração pública federal, a gestão pública por
resultados foi introduzida com o PPA 2000-2003, denominado Avança Brasil. Esse modelo
de Administração, tem como característica
A) a administração por objetivos, na qual são impostos aos administradores os resultados
a serem alcançados.
B) a avaliação de desempenho dos servidores, por meio do cumprimento das metas esta-
belecidas no Orçamento por Resultados.
C) o planejamento estratégico orientando a elaboração do orçamento público.
D) a instituição de remuneração por resultados, mediante o estabelecimento de contratos
de gestão com os servidores.
E) o fortalecimento do planejamento orientando a atuação administrativa e sua maior inte-
gração com o orçamento.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Na Administração Pública Federal a gestão por resultados foi introduzida
com o PPA 2000-2003, denominado Avança Brasil, sob a ótica de estruturação das ações de governo
156   Administração Pública I Augustinho Paludo

em programas, com objetivos e metas vinculados aos programas e ações. Foi criada uma nova figura
na Administração Pública: a do gerente de programa – autoridade responsável pela obtenção de
resultados, a quem compete resolver os entraves na implementação dos programas, com vistas ao
alcance dos objetivos previamente estabelecidos.

(...)

Seja qual for o caminho escolhido para perseguir melhores resultados na gestão pública, dois temas
são cruciais: o fortalecimento do planejamento orientando a atuação administrativa e a sua maior
integração com o orçamento; e a motivação do servidor público: é necessário que se estabeleça
algum tipo de incentivo, alguma motivação vinculada à remuneração do servidor (ou se implante um
sistema de remuneração variável)”.

Portanto, a alternativa E é a verdadeira e tem resposta direta no texto acima.

13. CESPE – Analista Administrativo – TRE-GO/2015. Acerca de desempenho. Um gestor que


se utiliza da administração por objetivos deve fixar as metas organizacionais em conjunto
com seus subordinados, buscando interligar os objetivos departamentais, mesmo que vários
desses objetivos estejam apoiados em princípios básicos diferentes entre si.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A administração por objetivo corresponde a uma espécie de contratualização
dos serviços públicos em que os gestores negociam com a autoridade superior os objetivos a serem
alcançados. É um sistema de administração que vincula objetivos e metas organizacionais com o
desempenho individual, em todos os setores. Corresponde a um processo pelo qual gerentes e subor-
dinados identificam objetivos e metas comuns, definem os resultados esperados nas diferentes áreas
de responsabilidade e procuram identificar a contribuição de cada membro no alcance dos resultados.

É preciso conhecer os objetivos definidos e identificar quais as ações que contribuem para que eles
sejam alcançados – e somente num segundo momento partir para a execução. Esses objetivos não
são estanques: deve haver interligação entre os vários objetivos definidos, envolvendo os objetivos
gerais, os por áreas/departamentos e os operacionais”.

Portanto, a afirmativa está correta e em harmonia com o texto acima.

20. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. Quando, aos administradores dos órgãos e
entidades da administração direta e indireta, é dada a oportunidade de ampliar sua autonomia
gerencial, orçamentária e financeira, fixando metas de desempenho, por meio de contrata-
ção dessas metas com o poder público, o instrumento definido e permitido, para tanto, pela
Constituição Federal é o contrato de Gestão.

21. FCC – Analista Adm. – TRE-RR/2015. Melhorar as práticas gerenciais é uma forma de aperfeiçoar
o desempenho na prestação de serviços públicos à sociedade. Nesse sentido, uma das medidas
é a criação de valor público para os usuários. Ao priorizar a busca por resultados nos serviços
públicos, as organizações públicas podem se utilizar da assinatura de um contrato de gestão.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Outra forma de administrar por resultados encontra-se no contrato de
gestão, que muito se aproxima da administração por objetivos.
Questões Comentadas   157

Há previsão constitucional (art. 37, § 8º) para esse tipo de contratação: a autonomia gerencial, orça-
mentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada
mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o Poder Público, que tenha por objeto
a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I – o prazo
de duração do contrato; II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações
e responsabilidade dos dirigentes; III – a remuneração do pessoal”.

Portanto, as duas questões estão corretas e têm resposta direta no texto acima.

24. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Como etapa importante do processo organiza-
cional, insere-se a avaliação que consiste, segundo definição doutrinária, em uma operação
na qual é julgado o valor de uma iniciativa organizacional, a partir de um quadro referencial
ou um padrão comparativo previamente definido. A propósito do tema é INCORRETO afirmar
que
A) os indicadores são parâmetros que quantificam e medem os resultados, possuindo uma
função descritiva e uma função valorativa.
B) a avaliação de desempenho deve contemplar os níveis institucional, administrativo-
-gerencial e técnico-operacional.
C) é a partir da definição clara de objetivos e metas que a organização irá avaliar os resul-
tados e identificar os erros cometidos no processo de execução.
D) a avaliação de desempenho promove a aprendizagem e a disseminação de conhecimento
nas organizações.
E) a avaliação de desempenho contempla um conjunto de metas, incluindo, necessariamente,
economicidade, custo-benefício e satisfação.

Comentários
A – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Os indicadores são parâmetros que fornecem informações
sobre os resultados... possibilitam identificar e medir aspectos ligados a determinados resultados...
funções básicas dos indicadores: função descritiva – apresenta informações acerca de determinada
situação/resultado; função valorativa/avaliativa – apresenta um juízo de valor acerca da situação/
resultado constatado”.

B – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “A avaliação de desempenho deve contemplar os níveis


institucional, administrativo-gerencial e técnico-operacional”.

C – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “É a partir do planejamento, com a definição clara de


objetivos e metas, que a organização irá avaliar os resultados e identificar os erros ocorridos no
processo de execução”.

D – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “A avaliação de desempenho/resultados promove a apren-


dizagem e a disseminação do conhecimento nas organizações”.

E – Falsa. Na avaliação de desempenho não é obrigatório considerar economicidade, custo-benefício


e satisfação. Por exemplo: pode ser avaliada apenas a eficácia (nível de alcance das metas/objetivos
de curto prazo).

25. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Considere a definição de padrões de desem-


penho (indicadores de desempenho). Padrão, ou indicador, é uma medida usada para avaliar
resultados; podem ser de capacidade (quantidade), de qualidade, de tempo e de custo.
158   Administração Pública I Augustinho Paludo

26. FCC – Técnico Administrativo – TRT2/2014. Os indicadores da qualidade compõem a métrica


da qualidade e têm como conceito básico avaliar a satisfação dos clientes. Sobre indicadores:
São instrumentos de gestão, utilizados para medir os resultados.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Os indicadores são parâmetros que fornecem informações sobre os re-
sultados; são instrumentos que possibilitam identificar e medir aspectos ligados a determinados
resultados: os indicadores traduzem os objetivos em medidas concretas que permitem aferir em que
grau foram/estão sendo alcançados. São sinalizadores de uma realidade, podem ser quantitativos
ou qualitativos (subjetivos) e medem tanto o desempenho interno operacional como o desempenho
externo de resultados.

Cada critério tem seu indicador – são os indicadores que quantificam; que medem os resultados”.

Portanto, as duas questões estão corretas: descrevem com precisão o que são e para que servem
os indicadores.

13. EMPREENDEDORISMO GOVERNAMENTAL

2. FCC – Analista Tesouro-PI/2015. Considere as afirmações abaixo que aplicam-se o conceito


de governo empreendedor
I. Ação catalizadora, promovendo a atuação conjunta dos setores público, privado e vo-
luntário.
II. Atuação competitiva, introduzindo a competição na prestação de serviços com a fina-
lidade de aumentar a eficiência.
III. Atribuição de responsabilidades aos cidadãos, que são chamados a participar da fisca-
lização/controle dos serviços públicos.

Comentários
I – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Governo catalisador: promove a atuação conjunta: pública,
privada e voluntária (o governo coordena, regula e fomenta – e deixa a maior parte da execução aos
demais atores)”.

II – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Governo competitivo: introduzindo a competição na pres-


tação de serviços – com a finalidade de aumentar a eficiência (melhorar a qualidade dos serviços,
reduzir gastos e minimizar esforços)”.

III – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “O governo pertence à comunidade: dando responsabilidade
ao cidadão, em vez de servi-lo – os cidadãos são chamados a participar das decisões que afetam sua
comunidade e a colaborar com a fiscalização/controle dos serviços públicos”.

11. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. No que se refere ao desenvolvimento eco-
nômico, cabe ao Estado, dentre outras funções, investir em infraestrutura, promover o
investimento privado em setores estratégicos e garantir o acesso da população à educação
e saúde.
Questões Comentadas   159

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Há muito os Estados ultrapassaram suas funções tradicionais de garantir
contratos, justiça e propriedade.

Os Estados/Governos modernos preocupam-se com o equilíbrio da economia, preocupam-se com


a competitividade dos produtos nacionais em face da globalização — devem indicar o caminho do
desenvolvimento nacional, e através de parcerias estratégicas e empreendedorismo devem investir
e fomentar a inovação tecnológica, e criar condições de infraestrutura e linhas de crédito em nível
suficiente para que as empresas nacionais ousem investir mais, inovar mais, criar mais e expandir
seus mercados nacional e internacionalmente – gerando divisas, aumentando a arrecadação de
impostos, o nível de emprego e de renda, e gerando finalmente não só o crescimento, mas também
o desenvolvimento econômico que proporcione aumento de bem-estar geral a toda sociedade”.

Portanto, a questão está correta, e em harmonia com o texto acima.

16. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Acerca da administração pública. O governo


empreendedor visa atender aos interesses da sociedade e da burocracia, controlando a
economia e se orientando por missões e objetivos.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Governo e seus clientes: atendendo às necessidades do cliente e não
da burocracia – identificar e ouvir os clientes-cidadãos e direcionar os serviços prestados para o
atendimento de suas necessidades.

O empreendedorismo é orientado para a missão, para os objetivos e para os resultados. Os go-


vernos devem ser empreendedores aptos a construir um projeto de cidade, de estado e de nação, e
promover ações capazes de dar respostas aos atuais desafios urbanos e aos anseios da população
local, estadual e nacional”.

Portanto, a questão está errada: governo empreendedor deve atender os clientes e não a burocracia.
A última parte da afirmativa está certa: o empreendedorismo é orientado para a missão, para os
objetivos e para os resultados.

14. CICLO DE GESTÃO

2. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O ciclo de aprovação, execução, controle e presta-


ção de contas do orçamento público apresenta uma série de etapas com suas competências.
Associe os órgãos/poderes e suas respectivas competências no ciclo orçamentário.
1. Controle Interno. Acompanhamento, Avaliação e Correção de Rumos.
2. Órgão Central de Contabilidade. Elaboração da Proposta de Programação Financeira.
3. Órgão Central de Planejamento. Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária. Elaboração
do Quadro de Detalhamento da Despesa.
4. Unidade Orçamentária. Execução do orçamento

Comentários
A questão trata de competências (a sequência acima está conforme a resposta da banca).
160   Administração Pública I Augustinho Paludo

Segundo Paludo (2017), “O processo de elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual se desen-
volve no âmbito do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal. As competências da SOF no
processo orçamentário anual compreendem: coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração
da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da proposta orçamentária da União(LOA), compreendendo os
Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.

O sistema de programação financeira do Governo Federal é composto pelo órgão central e por Ór-
gãos Setoriais. O órgão central é a Secretaria do Tesouro Nacional (que também é órgão central de
contabilidade), cuja missão é zelar pelo equilíbrio financeiro do Governo Federal, dentro dos limites
da Receita e Despesa públicas”.

Comentário adicional: quem elaborou a questão ou é sacana ou faltou conhecimento mesmo!!!


1. A programação financeira tem a STN como Órgão Central de Programação Financeira – e
não como Órgão Central de Contabilidade!!! As competências da STN como órgão central
de contabilidade são outras – e não incluem a elaboração da Proposta de Programação
Financeira!!!
2. O Sistema de Planejamento e Orçamento detém competências amplas que são, em se-
guida, detalhadas especificamente: a SOF como órgão central de orçamento responsável
pela elaboração da LOA e LDO, e a SPIE como órgão central de Planejamento responsável
pela elaboração do PPA – portanto, não é o órgão central de planejamento o responsável
pela elaboração do projeto de LOA – mas a SOF !!!
No entanto, a banca apresentou como resposta a ordem acima: as alternativas 2 e 3 estariam corretas
desta maneira: Órgão Central de Programação Financeira; e Órgão Central de Orçamento.

14. FCC – Analista Tesouro-PI/2015. Acerca do ciclo de Planejamento-Orçamento, consubstan-


ciado nos instrumentos: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária
Anual, considere:
I. O Plano Plurianual, no âmbito estadual, é lei de iniciativa da Secretaria de Planejamento
e Orçamento.
II. A Lei Orçamentária Anual deverá conter todas as receitas e despesas de todos os pode-
res, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.
III. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, entre outros, orientará a elaboração da Lei Orça-
mentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
IV. Na lei do Plano Plurianual, incluem-se as autorizações para abertura de créditos adi-
cionais das despesas de capital e outras delas decorrentes.

Comentários
I – Falsa. Segundo Paludo (2017), “A iniciativa dessas leis (PPA,LDO,LOA) são exclusivas do Poder
Executivo (do Presidente da República, do governador ou do prefeito)”.

II – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “A LOA é o produto final do processo orçamentário. Ela é o
documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a serem realizadas
no exercício financeiro, para os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações públicas”.

III – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as me-
tas e prioridades da Administração Pública Federal... orientará a elaboração da Lei Orçamentária
Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação
das agências financeiras oficiais de fomento”.
Questões Comentadas   161

IV – Falsa. O PPA não pode autorizar despesas (créditos adicionais); apenas a LOA pode conter au-
torização para abertura de créditos suplementares.

19. FCC – Técnico C. Externo – TC-CE/2015. A iniciativa para a elaboração do Plano Plurianual
− PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO e da Lei Orçamentária Anual − LOA é do
Poder Executivo.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o Plano
Plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais.

A iniciativa dessas leis é exclusiva do Poder Executivo (do Presidente da República, do governador
ou do prefeito). São todas leis ordinárias e possuem tramitação especial e mais célere”.

Portanto, de forma inequívoca, a afirmativa da questão está correta.

26. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere ao ciclo orçamentário. A duração
do ciclo orçamentário é superior a um exercício financeiro, ou seja, o ciclo orçamentário não
coincide com o ano civil.

27. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários. No Bra-
sil, o ciclo orçamentário é definido como processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são
avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O ciclo de gestão ampliado ou ciclo de planejamento e orçamento público
brasileiro é composto, portanto, por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de Dire-
trizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual... Assim, o ciclo orçamentário ampliado corresponde
a um período superior a quatro anos.

O ciclo de gestão anual compreende apenas as atividades relacionadas com o orçamento anual:
elaboração; discussão, votação e aprovação; execução orçamentária; e controle e avaliação...

O ciclo orçamentário compreende o período de tempo em que se processam as atividades típicas


do Orçamento Público. O ciclo orçamentário é maior que o exercício financeiro. Inicia-se com a
elaboração (no ano anterior), a execução e o controle (no exercício) e o controle e a avaliação (no
ano seguinte).

...

Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o “Orçamento Público
é um processo, contínuo, dinâmico e flexível, que traduz em termos financeiros os planos e
programas do Governo, ajustando o ritmo de sua execução à efetiva arrecadação dos recursos
previstos”.

Portanto, as duas questões estão corretas: a primeira porque o ciclo orçamentário não coincide
com o exercício financeiro: é maior; a segunda porque o processo/ciclo orçamentário é contínuo,
dinâmico e flexível.
162   Administração Pública I Augustinho Paludo

15. GESTÃO ESTRATÉGICA, PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E BSC

4. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Processo que consiste no conjunto de de-


cisões e ações que visam proporcionar uma adequação competitivamente superior entre a
organização e seu ambiente, de forma a permitir que a organização alcance seus objetivos.
O enunciado se refere à administração estratégica.

Comentários
Segundo Paludo (2013) “Estratégia nas organizações trata-se de um plano – definido a partir da aná-
lise estratégica – que proporcionará à empresa a vitória sobre seus concorrentes, permitirá manter
clientes, ampliar a fatia de mercado, conquistar novos mercados, adentrar com novos produtos, e
assegurar a continuidade das operações no longo prazo.

A estratégia não é uma decisão isolada; compreende um conjunto de decisões e ações com vistas
ao alcance dos objetivos: deve representar a melhor opção, a mais viável, compatível com o negócio,
as competências, e a estrutura da organização”.

Portanto, a afirmativa está correta e em harmonia com o texto acima.

9. ESAF – AFC – CGU/2012. Acerca dos conceitos de gestão estratégica e planejamento estra-
tégico, é correto afirmar que
A) o conceito de gestão estratégica é mais amplo que o de planejamento estratégico.
B) problemas rotineiros e previsíveis constituem objeto principal do planejamento estraté-
gico.
C) o conceito de planejamento estratégico é mais amplo que o de gestão estratégica.
D) problemas rotineiros e previsíveis constituem objeto principal da gestão estratégica.
E) ambos os conceitos se equivalem, podendo ser tidos como sinônimos.

Comentários
A – Verdadeira. Segundo Paludo (2013) “A gestão estratégica é mais ampla que o planejamento
estratégico: compreende o ciclo de gestão administrativa (planejamento, execução e controle), a
gestão de projetos estratégicos e o aprendizado organizacional estratégico. Compreende, ainda, a
visão sistêmica da organização, o pensar de forma estratégica (considerar a estratégia a ser adotada),
e o gerenciar a estratégia – com vistas a transformar o planejamento estratégico em realidade,
proporcionando o alcance dos objetivos organizacionais”. No caso do PPA, “A Gestão Estratégica
vai além da definição de macrodesafios, da consistência estratégica e da avaliação da execução:
constitui também uma base para repactuação permanente das condições de governabilidade e im-
plementação do Plano... inclui ainda a estratégia de financiamento dos investimentos e programas
temáticos” (Paludo, 2013).

B – Falsa. “O planejamento estratégico é uma metodologia de planejamento gerencial de longo prazo.


O planejamento estratégico é orientado para o futuro e seu horizonte de tempo é o longo prazo. É
mais voltado para os problemas do futuro do que para aqueles de hoje: a consideração dos pro-
blemas atuais é dada apenas em função dos obstáculos e barreiras que eles possam provocar, em
relação a um lugar no futuro que se deseja alcançar” (Paludo, 2013). Portanto, problemas rotineiros
e previsíveis não são objetos do planejamento estratégico.
Questões Comentadas   163

C – Falsa. O planejamento é a primeira e a mais importante função administrativa, no entanto, não


pode ser mais amplo que a própria gestão; é parte dela.

D – Falsa. “A gestão estratégica representa uma evolução da gestão empresarial, construída a partir
de experiências e do conhecimento adquirido, e focada no que é mais essencial para a organização: a
implementação de planos/projetos/ações estratégicos, capazes de assegurar o alcance dos objetivos
e a sustentabilidade da empresa no longo prazo” (Paludo, 2013). Portanto, problemas rotineiros e
previsíveis não são objetos da gestão estratégica.

E – Falsa. Como visto nas alternativas anteriores, esses conceitos não são sinônimos.

19. FCC – Técnico Adm. – TRT-RS/2015. O planejamento estratégico é uma metodologia de pla-
nejamento gerencial de longo prazo, cuja principal funcionalidade é estabelecer a direção a
ser seguida pela organização e contempla
A) a fixação dos valores da organização, que devem ser passíveis de mensuração objetiva.
B) o estabelecimento dos cenários, definidos pela realidade existente na organização.
C) o estabelecimento da visão de futuro da organização, que traduz a razão de ser da enti-
dade.
D) a definição da missão da organização, que exerce a função orientadora da ação organi-
zacional no longo prazo.
E) o diagnóstico institucional, consistente na análise interna, que identifica as ameaças e
oportunidades da organização.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O planejamento estratégico é uma metodologia de planejamento ge-
rencial de longo prazo. Sua principal funcionalidade é estabelecer a direção a ser seguida pela
organização. É um formato de planejamento que foca maior grau de interação com o ambiente,
ou seja, tem em vista uma melhora na relação entre a organização e o ambiente externo no qual
ela encontra-se inserida.

A missão de uma organização, privada ou pública, deve expressar com clareza porque ela existe
e o que ela faz. A missão é a razão de ser da empresa: além do porquê, expressa a essência da
organização e deve ser orientada para o futuro.

A missão exerce a função orientadora e delimitadora da ação organizacional no longo prazo. A


missão deve servir de guia atemporal para a identificação das competências que serão importantes
para que a organização alcance seus objetivos”.

Portanto, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima.

30. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativo ao planejamento estratégico. A matriz SWOT,


como ferramenta de análise do macroambiente da organização, visa o reconhecimento de
oportunidades e ameaças pelas quais as organizações têm pouca ou nenhuma capacidade
de intervenção.

33. FCC – Analista Adm. – TRT-PR/2015. Uma das etapas relevantes do planejamento estratégico
é o diagnóstico institucional ou estratégico, que, por seu turno, comporta uma análise interna
e uma análise externa: I. a primeira, restrita e controlável, identifica os pontos fortes e fracos
da organização; II. a segunda, ampla, identifica as ameaças e oportunidades.
164   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Para fins de concurso público considera-se que as variáveis internas
(pontos fortes e fracos) são controláveis, e que as variáveis externas (ameaças e oportunidades)
não podem ser controladas pela empresa.

A análise interna é restrita, controlável, e identifica os pontos fortes e os pontos fracos da organi-
zação. A análise externa é ampla, lida com o incontrolável e refere-se ao conhecimento do ambiente
externo à organização”.

Portanto, as duas questões estão corretas e têm resposta direta no texto acima.

40. FCC – Analista Tesouro-PI/2015. Uma das metodologias bastante utilizada para viabilizar a
avaliação e mensuração do desempenho das instituições, tanto privadas como governamen-
tais, alinhada como modelo de gestão estratégica, é o Balanced Scorecard – BSC, que
A) alinha missão, visão e estratégias a conjunto equilibrado de indicadores, financeiros e
não financeiros.
B) prioriza os indicadores ligados ao aprendizado operacional, que substituem os de natureza
estritamente financeira.
C) utiliza a gestão por competências como principal ferramenta de definição estratégica.
D) se fundamenta no conceito de reengenharia, com ampla revisão de processos e proce-
dimentos.
E) utiliza o mapa estratégico para definição dos indicadores alinhados às guias operacionais.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Balanced Scorecard pode ser entendido como um modelo de gestão
estratégica, voltado para o futuro das organizações, que alinha missão, visão e estratégias a um
conjunto equilibrado de indicadores – financeiros e não financeiros. As decisões cotidianas devem
ser tomadas nesse contexto maior, que integra todas as áreas da organização, criando meios para
catalisar esforços, motivar pessoas, e promover o consenso e o espírito de equipe”.

Portanto, a questão está correta e têm resposta direta no texto acima.

48. CESPE – Analista Adm. – TRE-GO/2015. Referente a administração pública. Uma das van-
tagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a possibilidade de se alinharem os
objetivos individuais com os objetivos estratégicos da organização.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Como sistema de avaliação de desempenho organizacional, o BSC vincula
o desempenho operacional de curto prazo aos objetivos estratégicos de longo prazo. Além disso,
o BSC pode medir inclusive a contribuição individual de cada funcionário da organização”.

Portanto, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima.

16. GESTÃO DE PROJETOS

4. FCC – Analista Administrativo – TRT16/2014. Tendo como parâmetro que há nas organizações
operações e projetos, o gestor segue o processo administrativo levando em consideração
Questões Comentadas   165

que: as operações e projetos diferem entre si, principalmente porque as operações têm um
caráter contínuo e repetitivo, enquanto que os Projetos são caracterizados por ter esforço
temporário e produto ou serviço único.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Projetos não se confundem com Operações. As Operações são realizadas
em caráter contínuo, repetitivo, e têm foco na disciplina, enquanto que Projetos são temporários,
não repetitivos, geram produto único, e têm foco na integração”.

Portanto, de forma inequívoca, a questão está correta e têm resposta direta no texto acima.

10. FCC – Auditor – TCGO/2015. Os projetos adquiriram importante papel na gestão estratégica
como instrumentos de gestão, de mudança e de desenvolvimento nas organizações. Entre
as características dos projetos indicadas no Guias PMBOK, encontra-se a
A) Temporalidade: os projetos não possuem um início e um fim definidos, mas comportam
o gerenciamento do tempo envolvido na sua consecução.
B) Mutabilidade: em regra, os resultados dos projetos são efêmeros, podendo ser identifi-
cados apenas no momento de sua conclusão.
C) Progressividade: o projeto é executado de forma contínua, não cabendo abordagem em
etapas.
D) Subjetividade: os projetos são realizados por pessoas, que o planejam e executam e não
comportam uma finalidade específica preestabelecida.
E) Singularidade: todo produto ou serviço gerado por um projeto é exclusivo e diferente de
outros produtos ou serviços.

Comentários
A – Falsa. Todo projeto tem um início e um fim definidos.

B – Falsa. Em regra, os projetos têm resultados duradouros.

C – Falsa. O projeto é desenvolvido em etapas de forma progressiva.

D – Falsa. Projetos são objetivos, têm uma finalidade específica a ser atingida.

E – Verdadeira. “Singularidade – todo produto ou serviço gerado por um projeto é exclusivo e dife-
rente de outros produtos e serviços” (Paludo, 2017).

12. ESAF – APO – Ger. Projetos/Governança/2015. Um escritório de projetos (Project Mana-


gement Office, PMO) é um corpo ou entidade organizacional à qual são atribuídas várias
responsabilidades relacionadas ao gerenciamento centralizado e coordenado dos projetos
sob seu domínio. São papéis do escritório de projetos: Gerenciar as metodologias, padrões,
o risco/oportunidade global e as interdependências entre os projetos no nível da empresa;
e Gerenciar as principais mudanças do escopo do programa que podem ser vistas como
possíveis oportunidades para melhor alcançar os objetivos de negócios.

13. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Relativo a gestão de projetos. Os escritórios


de projeto podem ser estruturados em três níveis distintos, que são o operacional, o tático e
o estratégico, de acordo com o incremento de responsabilidades que recebem.
166   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O Escritório de Gerenciamento de Projetos, por sua vez, pode ser a pró-
pria área/departamento responsável pela supervisão de todas as atividades relacionadas à gestão/
gerenciamento de projetos – ou pode compreender uma estrutura mais simples em organizações/
instituições de médio porte. Deve ser um centro de excelência a irradiar por toda a organização
conhecimentos e melhores práticas em assuntos relacionados a projetos.

Quando a estrutura de projetos é representada apenas pelo escritório de projetos, cada projeto de-
verá ter seu patrocinador (uma pessoa de nível hierárquico mais elevado que apoia, defende e toma
atitudes para ajudar no sucesso do projeto). Quando estruturado em forma de área/departamento
de gestão/gerenciamento de projetos, pode ser dispensada a figura do patrocinador.

Nas organizações mais bem estruturadas o escritório de projetos pode ser organizado em três níveis:
estratégico, tático e operacional, com segregação de responsabilidades”.

Portanto, as duas questões estão corretas: a primeira questão traz duas afirmativas: primeira
afirmativa “global e interdependências” e segunda afirmativa “programa” – esses itens referem-se a
vários projetos ou a todos os projetos; portanto, é papel do escritório de projetos; e a segunda questão
é clara: os escritórios de projetos podem ser estratégico, tático e operacional.

33. CESPE – Técnico – TRE-RS/2015. Com base no PMBOK, analise: define-se parte interessada
como uma ou mais pessoas cujos interesses serão afetados positiva ou negativamente pelo
resultado do projeto.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Stakeholders compreende os demais interessados, que de algum modo são
afetados pelo desempenho da Administração Pública; Stakeholders compreende tanto os interessa-
dos na realização do projeto (nos resultados do projeto) como os interessados na sua não realização.
Na perseguição de um bom gerenciamento, os gerentes devem estar aptos a conduzir os projetos de
forma profissional, demonstrando habilidades como liderança, negociação e comunicação, demons-
trando capacidade e acrescentando seu empenho pessoal e seu norral, de forma que a comunicação
seja suficientemente clara e a equipe envolvida mantenha-se motivada para o cumprimento de cada
atividade prevista, no tempo, custo e escopo definidos, e, ainda, a alta administração, os clientes e
os stakeholders estejam satisfeitos com sua evolução e conclusão”.

Portanto, a afirmativa está correta: parte interessada (stakeholders) são pessoas cujos interesses
serão afetados positiva ou negativamente pelo resultado do projeto.

17. GESTÃO DE PROCESSOS


2. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. Sobre gestão de processos. Processo pode ser
conceituado como um grupo de atividades realizada em uma sequência lógica com o objetivo
de produzir um bem ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Um processo compreende uma série de atividades, racionalmente se-
quenciais e inter-relacionadas, que devem ser executadas para se obter determinado resultado
Questões Comentadas   167

pretendido. O processo inicia com a identificação de uma necessidade e termina com a entrega do
produto (bem ou serviço) ao cliente”.

Portanto, a questão está correta, e têm resposta direta no texto acima.

5. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. A busca pelo melhor resultado geral na realização
das atividades da organização – independentemente de onde elas sejam realizadas – com
foco no resultado do processo e na entrega de valor ao cliente relaciona-se à quebra de silos
e feudos na gestão corporativa tradicional.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A visão organizacional por processos rompe os antigos departamentos
funcionais em busca de maior coordenação de esforços e está baseada num conjunto de atividades
inter-relacionadas e sequenciais, focadas no cliente e na geração de valor em produtos e serviços.
Nessa visão, cada área departamental é apenas parte do resultado, e para que o resultado seja
considerado bom todos os departamentos devem ser bons”.

Portanto, a questão está correta: aborda como tema central a “quebra dos silos e feudos” com foco
em resultados e entrega de valor ao cliente (rompem os antigos departamentos funcionais).

9. MEC – IFECT – Sul-Rio-Grandense/2014. Ao tratar da Gestão de Processos, Augustinho


Paludo, autor do livro Administração Pública: questões (2012, p.183), elucida que um pro-
cesso compreende uma série de atividades. Para esse autor, gerir processos significa
_______________, _____________, _____________ e ________________ os pro-
cessos da organização. Os termos, que preenchem corretamente as lacunas, são:
A) controlar, monitorar, movimentar e descentralizar
B) organizar, monitorar, executar e otimizar
C) organizar, liderar, monitorar e enxugar
D) planejar, monitorar, avaliar e revisar

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Gerir processos significa planejar, monitorar, avaliar e revisar os processos
da organização, procurando melhorá-los continuamente a fim de que os objetivos a eles vinculados
possam ser alcançados de forma satisfatória e no tempo estabelecido. Trata-se, portanto, de uma
metodologia de gestão do trabalho focada na melhoria contínua e no alcance dos objetivos estraté-
gicos da organização”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa D é a resposta da questão.

11. FCC – Analista Adm. – TRT-PR/2015. Conforme apontado pela doutrina especializada, a
gestão por processos possibilita que a organização seja vista, não como um conjunto de de-
partamentos estanques, mas sim como um fluxo contínuo de atividades encadeadas visando
satisfazer a necessidade dos clientes. Nesse contexto, a diferenciação entre os processos
principais ou primários e os secundários, consiste, basicamente, na circunstância de que os
A) secundários são ligados à produção de bens ou serviços e os primários à gestão de
pessoas.
168   Administração Pública I Augustinho Paludo

B) secundários são uma sequência lógico-temporal dos principais e agregam valor para o
produto ou serviço finais.
C) primários resultam na entrega de algum bem ou serviço ao cliente final, enquanto os
secundários são processos internos.
D) secundários podem ser dispensados no contexto da gestão por processos, eis que não
contribuem para a execução dos principais.
E) principais são de natureza eminentemente gerencial, ligados à estratégia e utilizados na
tomada de decisões.

Comentários
A – Falsa. Segundo Paludo (2017), “secundários/de suporte/auxiliares/meio são os processos internos
que geram apenas bens e serviços internos, mas que, ao mesmo tempo, são indispensáveis para que
os processos principais possam ser executados”. Gestão de pessoas é processo secundário/de apoio.

B – Falsa. Como visto na questão anterior, processos secundários apenas dão suporte para a execu-
ção dos processos principais/finalísticos. Não agregam valor aos principais porque são processos
distintos.

C – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “principais/primários/chaves/essenciais/ finalísticos são os


processos que resultam na entrega de algum bem ou serviço ao cliente final”. Conforme alternativa
A “Secundários são processos internos”.

D – Falsa. Como visto na alternativa A, “secundários são indispensáveis para que os processos
principais possam ser executados”.

E – Falsa. Segundo Paludo (2017), “Processos gerenciais, ligados às estratégias e utilizados na


tomada de decisão”. Conforme alternativa C os processos “principais resultam na entrega de bens/
serviços ao cliente final”.

15. FCC – Técnico – TRT12/2013. A respeito da gestão de processos, considere:


I. Macroprocesso compreende a visão mais geral do processo, que, em regra, abrange
vários processos
principais ou secundários e envolve mais de uma função organizacional.
II. Subprocesso corresponde a uma parte específica do processo, composto por um con-
junto de atividades que demandam insumos próprios e resultam em subprodutos que
concorrem para o produto final do processo.
III. Tarefa é a menor divisão do trabalho, exclusivamente operacional, que corresponde ao
fazer, sendo uma partição da atividade com rotina ou procedimento específico.

Comentários
I – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Macroprocesso: compreende a visão mais geral do processo,
que, em regra, abrange vários processos principais ou secundários”.

II – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Subprocesso: refere-se a uma parte específica do pro-
cesso, composto por um conjunto de atividades que demandam insumos próprios e resultam em
subproduto(s) que concorre(m) para o produto final do processo”.

III – Verdadeira. Segundo Paludo (2017), “Tarefa: é a menor divisão do trabalho, exclusivamente
operacional, que corresponde ao fazer. É uma partição da atividade com rotina ou procedimento
específico”.
Questões Comentadas   169

18. GESTÃO DE CONTRATOS

1. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. A gestão de contratos no âmbito da Adminis-


tração Pública contempla
A) gerenciamento, fiscalização ou acompanhamento e recebimento do objeto contratado.
B) apenas a fiscalização da execução contratual.
C) exclusivamente o monitoramento quanto à adequação da prestação e do objeto contratado.
D) a aderência da contratação aos objetivos públicos pretendidos.
E) o gerenciamento de custos e a fiscalização da conduta do contratado.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “O sistema de gestão de contratos configura a base para a contratação
administrativa, e compreende objetivos, processos, responsabilidades, atores e papéis destinados
a garantir que a contratação alcance os benefícios e resultados pretendidos, que justificaram a sua
contratação.

(...)

Sintetizando, a gestão de contratos compreende: o gerenciamento, o acompanhamento e fiscalização,


e o recebimento do objeto contratado”.

8. IFSUL – Técnico Gestão Pública – MEC/IFECT-RS/2012. Paludo (2012) aborda uma série de
questões ao tratar da gestão de contratos na administração pública. Conforme o autor, há uma
série de características dos contratos administrativos. Que característica NÃO é pertinente
aos contratos administrativos?
A) Oneroso.
B) Informal.
C) Formal.
D) Comutativo.

Comentários
Segundo Paludo (2012;2017), “Segundo Paludo (2017), “A maioria das características dos contratos
administrativos provém da Lei nº 8.666/1993. Os contratos administrativos são: formais, onerosos,
comutativos, intuitu personae, e precedidos de licitação (ou precedidos de dispensa/inexigibilidade)
(...) Acrescente-se que, embora consensuais, os contratos administrativos têm características de
contrato de adesão (...) Outra característica é a cumulatividade (...) Por fim, os contratos adminis-
trativos são frequentemente alterados, apresentando assim a característica da mutabilidade”.

Portanto, a alternativa B é a resposta da questão: todas as demais alternativas contém característica


válida para os contratos administrativos.

Comentadas 12. FGV – Auditor – Pref. Recife/2014. As cláusulas exorbitantes em contratos admi-
nistrativos são prerrogativas destinadas a atender aos interesses públicos primários. Por
conceito óbvio, cláusulas exorbitantes são cláusulas que exorbitam do direito comum e fogem
do direito privado por conferirem prerrogativas à Administração. São cláusulas exorbitantes
previstas na Lei nº 8.666/93:
170   Administração Pública I Augustinho Paludo

I. fiscalizar a execução dos contratos;


II. modificar os contratos unilateralmente para melhor adequá-los às qualidades do in-
teresse público, respeitados os direitos do contratado;
III. aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “As normas de Direito Público contêm características peculiares como as
“cláusulas exorbitantes” que conferem à Administração Pública prerrogativas de superioridade.

Essas prerrogativas estão contidas no art. 58 da Lei nº 8.666/1993 e conferem à Administração Pública,
em relação aos contratos administrativos, o poder de: modificá-los, unilateralmente, para melhor
adequação às finalidades do interesse público, respeitados os direitos do contratado; rescindi-los,
unilateralmente, nos seguintes casos (...); fiscalizar-lhes a execução; aplicar sanções motivadas
pela inexecução total ou parcial do ajuste; se for serviço essencial, ocupar provisoriamente bens
móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade
de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese
de rescisão do contrato administrativo”.

Portanto, as três afirmativas estão corretas, e tem resposta direta no texto acima.

44. IFSUL – Técnico Gestão Pública – MEC/IFECT-RS/2012. Augustinho Paludo, ao tratar da


gestão de contratos em seu livro Administração pública: Questões (2013, p.201-203), informa
que a extinção de contratos administrativos poderá ocorrer, EXCETO da seguinte forma:
A) rescisão judicial.
B) anulação.
C) rescisão unilateral ou bilateral.
D) revisão.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A extinção dos contratos administrativos poderá ocorrer da seguinte forma:
pela conclusão de seu objeto; rescisão unilateral; rescisão bilateral; rescisão judicial, ou mediante
anulação”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa D é a resposta da questão: revisão não implica extinção
do contrato, apenas alteração.

19. NOÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS

3. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. Pode-se afirmar que as Políticas Públicas compre-
endem o conjunto das decisões e ações relativas à alocação imperativa de valores envolvendo
bens públicos e essas políticas ocorrem em um ambiente tenso e de alta densidade política.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A política pública se desenvolve internamente e no torno das instituições
governamentais. Essas instituições detêm o poder político exercido por meio de organizações e
Questões Comentadas   171

órgãos públicos que atuam em diferentes âmbitos de concepção, implementação e avaliação de po-
líticas públicas. É importante entender que políticas públicas são públicas porque são resultantes
de decisões públicas, ou seja, decisões de agentes públicos que detêm competências e poder de
representação de parcelas de poder do Estado. É o caráter jurídico que, em última instância, deter-
minará o caráter público da política.

(...)Assim, entendemos política pública como um conjunto de processos, decisões e ações quanto
a alocação de recursos, que congregam diferentes atores e concentram esforços, utilizados pelos
governos com vistas a mudar uma realidade, promover o desenvolvimento, efetivar direitos e atender
necessidades público-sociais”.

Portanto, a questão está correta e encontra resposta direta no texto acima.

5. FMP – Auditor – ES/2011. A literatura sobre análise de políticas públicas diferencia três
dimensões da política. Sobre essas dimensões, avalie as afirmativas.
I. A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da confi-
guração dos programas políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das
decisões políticas.
II. A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente
de caráter conflituoso, no que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e
às decisões de distribuição.
III. A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo
sistema jurídico, e à estrutura institucional do sistema político-administrativo.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Frey (2000) conceitua e diferencia os seguintes termos: Policy – está relacio-
nado aos conteúdos concretos da política, ou seja, à configuração dos programas políticos, a questões
técnicas e ao conteúdo material das decisões políticas; Politics – diz respeito ao processo político,
normalmente de caráter conflituoso quanto à imposição de objetivos, à definição de conteúdos e às
decisões de distribuição de poder e de recursos públicos; Polity – se refere à organização do sistema
político, moldada pelo sistema jurídico, e à estrutura institucional do sistema político-administrativo”.

Portanto, temos as seguintes respostas: I – Falsa. O conteúdo refere-se ao termo “policy”; “polity”
refere-se a organização do sistema político; II – Verdadeira. A afirmativa apresenta o conceito exato
do termo “politics”; III – Falsa. O conteúdo refere-se a “polity”; “policy” refere-se aos conteúdos
materiais concretos, da configuração dos programas políticos.

14. AOCP – Analista Administrativo – UF-GO/2015. O sistema de planejamento estratégico


governamental é constituído por componentes que garantem um acompanhamento e um
processamento adequado dos fluxos de informação que alimentam as decisões de uma equipe
dirigente. Um desses componentes ou sistemas é o sistema de constituição da agenda.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Agenda pública é um espaço em que os principais temas/problemas nacionais,
regionais e locais encontram-se reunidos. A formação de agenda é um processo pré-decisório pelo
qual passam os temas/problemas que irão integrar a agenda governamental.
172   Administração Pública I Augustinho Paludo

Para explicar como os problemas integram a agenda, utiliza-se o modelo de fluxos múltiplos, que
compreende três fluxos decisórios: fluxo de problemas; fluxo de soluções e alternativas ou fluxo da
política governamental; fluxo da política.

De acordo com a literatura, quando houver convergência dos três fluxos o “tema” entra na agenda
governamental e na agenda decisória. Essa convergência é denominada janela da política ou janela
de oportunidade, visto que contempla: o reconhecimento de um problema; a existência de solução
apropriada e condições políticas favoráveis.

Para adentrar a agenda decisória é preciso convergência dos três fluxos – para integrar a agenda
governamental basta convergência do fluxo de problema e fluxo da política”.

Portanto, a questão está correta: o planejamento governamental está ligado/reflete as políticas públi-
cas, sendo a agenda pública um de seus componentes (para a tomada de decisão de itens prioritários).

26. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Com relação às formas de avaliação, analise


as afirmativas a seguir: I. A avaliação formativa tem caráter pedagógico e se dá ao longo do
processo. II. A avaliação somativa se dá ao término de determinado processo ou etapa.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “A avaliação corresponde ao ato de avaliar; é um processo contínuo de
apreciação/análise. A avaliação de políticas e programas constitui uma das principais ferramentas
gerenciais no que se refere a proporcionar maior qualidade ao gasto público e obter melhores re-
sultados na ação governamental.

O Manual de Avaliação do MPOG afirma que a avaliação pode ser tipificada em razão do seu propósito, a
qual pode abranger os aspectos da formulação, do desenho, da coleta de informação, da interpretação
de dados, da comunicação e da utilização. O referido manual apresenta as definições mais utilizadas
no que se refere à avaliação: Quanto à temporalidade,... Quanto ao objeto,... Quanto à execução,...

Acrescente-se, ainda, os seguintes conceitos: avaliação formativa; consiste na avaliação realizada no


decorrer de um programa/projeto/ação, com a finalidade de aperfeiçoá-lo: atua no momento da imple-
mentação para identificar se a execução está ocorrendo de acordo com o planejado; e, avaliação somativa;
refere-se à avaliação final de um programa/projeto/ação com a finalidade de julgá-lo: tem como objetivo
principal analisar a eficácia e a efetividade quanto aos resultados obtidos. Ex.: avaliação ex post.

Portanto, a questão 21 está errada: e a questão 26 está correta – ambas encontram resposta direta
no texto acima.

20. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

6. FGV – Administrador – AL-AM/2013. Existem diversos tipos e formas de controlar a Admi-


nistração Pública, que variam conforme o poder, órgão ou autoridade que o exercitará e o
momento de sua efetivação. A classificação das formas de controle se dará conforme
A) sua tipicidade, o motivo, ao aspecto controlado e à finalidade.
Questões Comentadas   173

B) sua tipicidade, o momento do exercício, ao objeto, conteúdo e à amplitude.


C) sua origem, o momento do exercício, ao aspecto controlado e à amplitude.
D) sua origem, o motivo, ao objeto e conteúdo e à finalidade.
E) sua competência, o motivo, ao objeto e conteúdo e à amplitude.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Classificação e conceitos dos controles: Quanto à origem o controle pode
ser: interno ou externo; quanto ao momento, o controle pode ser: prévio, concomitante ou subse-
quente (preventivo, sucessivo ou corretivo); quanto ao aspecto a ser monitorado, o controle pode
ser: de legalidade ou de mérito; quanto à amplitude o controle pode ser: hierárquico ou finalístico;
quanto aos órgãos que exercem o controle, podem ser: administrativos, legislativos ou judiciais”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa C é a verdadeira e a resposta da questão.

11. FCC – Analista Adm. – TRT13/2014. O TRT da 13.ª Região é órgão sujeito ao controle externo
que, nos termos da Constituição Federal, é exercido pelo Congresso Nacional, com auxílio
do Tribunal de Contas da União.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Controle externo: é aquele realizado pelo Congresso Nacional com o au-
xílio do Tribunal de Contas da União e, eventualmente, por outro Poder ou pelo MP. De acordo com
Hely Lopes Meirelles, “é o que se realiza por órgão estranho à administração responsável pelo ato
controlado”. Como exemplos, Meirelles cita a apreciação das contas do Executivo e do Judiciário
pelo Legislativo; a auditoria do Tribunal de Contas sobre a efetivação de determinada despesa do
Executivo; a anulação de um ato do Executivo pelo Legislativo ou pelo Judiciário. Para Maria Sylvia
Zanella Di Pietro, “é externo o controle exercido por um dos poderes sobre o outro; como também
o controle da Administração direta sobre a indireta”.

Portanto, a questão está correta, e têm resposta direta no texto acima.

21. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. As formas de controle interno na administração


pública incluem o controle ministerial, exercido pelos ministérios sobre os órgãos de sua
estrutura interna, e a supervisão ministerial, exercida por determinado ministério sobre as
entidades da administração indireta a ele vinculadas.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Controle finalístico – é o controle que os órgãos da Administração direta
exercem sobre as entidades da Administração indireta. Muitas vezes esse controle é denominado
tutela ou supervisão ministerial: ampara-se na vinculação e não na subordinação. Trata-se de um
controle restrito, haja vista a autonomia que possui a Administração indireta. Por isso, depende de
norma legal que o autorize e determine os meios e aspectos a serem controlados”.

Portanto, a questão está correta: controle ministerial é o controle hierárquico que incide na estrutura
interna, e supervisão ministerial incide sobre as entidades da administração indireta.
174   Administração Pública I Augustinho Paludo

24. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. O conjunto de instrumentos que o ordenamento


jurídico estabelece a fim de que a própria Administração Pública, os Poderes Judiciário e
Legislativo e ainda o povo, diretamente ou por meio de órgãos especializados, possam exercer
o poder de fiscalização, orientação e revisão da atuação administrativa de todos os órgãos,
entidades e agentes públicos em todas as esferas de poder enuncia o significado do Controle
Administrativo.

Comentários
Segundo Paludo (2017), “Controle administrativo é o controle realizado pela própria Administração,
de forma ampla. Para Maria Sylvia Z. Di Pietro (2015), controle administrativo é o poder de fiscalização
e correção que a Administração Pública (em sentido amplo) exerce sobre sua própria atuação, sob
os aspectos de legalidade e mérito, por iniciativa própria ou mediante provocação.

Esse controle administrativo, também denominado autotutela ou autocontrole, é realizado direta-


mente pela própria Administração, e abrange os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário
– no que se refere às atividades administrativas desses poderes. Abrange tanto a Administração
direta quanto a Administração indireta, e incide sobre suas próprias atividades administrativas, com
vistas a sua confirmação, anulação, revogação ou alteração”.

Portanto, a questão está correta, porque fiscalização, orientação e revisão da atuação administrativa
configura o controle administrativo que compreende o executivo, legislativo e judiciário.

Um abraço a todos.

Sempre a disposição,

Prof. Augustinho Paludo

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