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RESUMO CRÍTICO DE UM CAPÍTULO DO LIVRO:

O DESENVOLVIMENTO AFECTIVO E
INTELECTUAL DA CRIANÇA – SIGMUND FREUD

Márcia Dias
Nº 2017182

Trabalho apresentado no âmbito da unidade curricular de


Psicologia da Educação,
1º ano do Mestrado em Ensino do 1ºCiclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências
Naturais no 2º Ciclo do Ensino Básico

Docente: Filomena Covas

2017-2018
ÍNDICE
Introdução..................................................................................................................... 3
1. Identificação .......................................................................................................... 4
2. Estrutura do texto .................................................................................................. 4
3. Resumo ................................................................................................................. 5
4. Comentário / reflexão........................................................................................... 10
Referências ................................................................................................................ 12

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INTRODUÇÃO
No âmbito da unidade curricular Psicologia da Educação, integrada no
Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências
Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, foi-nos proposto pela docente a realização de
um resumo crítico de um artigo científico, capítulo ou livro. O tema, por mim
selecionado, insere-se na problemática que foi escolhida para o trabalho de grupo.

O capítulo resumido neste trabalho foi: o desenvolvimento afetivo, segundo a


teoria de Sigmund Freud, capítulo este que pertence ao livro “O Desenvolvimento
Afectivo e Intelectual da Criança”, escrito por Bernard Golse (2005).
O presente trabalho encontra-se organizado da seguinte forma:
1 - Refere-se à identificação do nome do leitor/autor que elaborou o resumo
crítico e a referência do capítulo resumido.
2 - Consiste na identificação das principais secções ou partes do texto de forma
sucinta.
3 - Expõe uma síntese concisa dos aspetos mais relevantes do texto.
4 - Diz respeito à reflexão pessoal sobre os aspetos mais relevantes do texto, e
os principais contributos da leitura realizada para a compreensão do conteúdo tratado,
considerando a importância deste assunto para nós, futuros docentes.
5 – Referências bibliográficas.
Em suma, este trabalho incide sobre uma melhor compreensão da teoria
psicanalítica, de forma a compreender melhor o desenvolvimento intelectual e afetivo
da criança.

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1. IDENTIFICAÇÃO
Data: 4 de novembro de 2017
Leitora/autora: Márcia Cecília Dias, aluna do 1º ano de Mestrado em Ensino do 1º
Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências no 2º Ciclo do Ensino Básico na
Escola Superior de Educação de Lisboa.
Artigo em análise: Golse, B. (2005). O Desenvolvimento afectivo e intelectual da
criança. Em B. Golse, O Desenvolvimento afectivo e intelectual da criança (pp. 23 -55).
Lisboa: Climepsi Editores.

2. ESTRUTURA DO TEXTO
O capítulo resumido refere-se a Sigmund Freud e aos seus contributos na
compreensão do desenvolvimento intelectual e afetivo da criança. Ao longo da leitura
percebemos que o capítulo se divide em alguns pontos: 1. Aspetos biográficos; 2.
Metodologia; 3. A obra de Freud;
No ponto 1 são apresentados de forma sucinta a biografia de S. Freud de modo a
perceber a sua ligação com a psicanálise ao longo da sua vida.
No ponto 2 é referida a metodologia da teoria psicanalítica que assenta num triplo
ponto de vista: tópico, dinâmico e económico.
Por último, o ponto 3, encontra-se subdividido em vários subtítulos, tais como: 3.1.
O conceito de Pulsão, um estado energético capaz de ativar e dirigir o comportamento;
3.2. Estádios do desenvolvimento psicoafectivo que consiste numa série de
transformações sofridas pelo individuo, desde a fecundação até ao complexo
desenvolvimento do ser; 3.3. O complexo de Édipo, o amor platónico pelo progenitor
do sexo oposto; 3.4. Ontogénese das instâncias intrapsíquicas da 2º tópica, ou seja,
onde Freud divide conceptualmente a personalidade em três instâncias: Id, Ego e
Superego; 3.5. Algumas notas e conceitos de desenvolvimento.

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3. RESUMO
Sigmund Freud nasceu no ano de 1858 e faleceu em 1939. É visto como uma das
figuras singulares mais importante na história da psicologia. A sua influência faz-se
sentir na Psiquiatria, Antropologia, Filosofia, Sociologia, para não mencionar,
obviamente, as áreas da Psicologia.
A sua teoria foi a primeira a ser formulada, apesar das críticas exercidas na sua
época sendo, ainda hoje, considerada como a mais complexa e original.
S. Freud é o fundador da psicanálise e das teorias do desenvolvimento
psicossexual das crianças.
Este capítulo foca-se essencialmente no que diz respeito ao desenvolvimento
afetivo e intelectual da criança e, irá deixar de lado deliberadamente outros
contributos.
A teoria psicanalítica assenta num triplo ponto de vista: tópico, dinâmico e
económico. (i) o ponto de vista tópico descreve onde acontecem os processos
psíquicos, a partir da elaboração de um modelo que permite a compreensão do
funcionamento mental. (ii) o ponto de vista dinâmico é indissociável da noção de
conflito intrapsíquico; Descreve tudo o que resulta da combinação entre energias
psíquicas, pulsão-representação e representações, ou seja, tem por objetivo uma
descrição qualitativa das forças de presença. (iii) o ponto de vista económico descreve
tudo o que diz respeito aos processos psíquicos, nomeadamente, à energia
despendida para a circulação, tanto na sua redução como no seu aumento.
Antes de ser exposta a teoria freudiana no que diz respeito ao desenvolvimento
psicoafectivo e intelectual da criança, é necessário apresentar de forma sucinta
conceitos que estão relacionados ao corpus teórico freudiano escrito.
Segundo Sigmund Freud, a pulsão é um movimento de carga energética que nos
direciona para um alvo, que pode definir-se através de quatro aspetos principais: a
força, a fonte, o alvo e o objeto. (i) a força da pulsão corresponde à dimensão
dinâmica que a caracteriza; (ii) a fonte da pulsão indica, por um lado, a zona do corpo
em que tem origem a excitação e, por outro, a energia psíquica despendida no
processo; (iii) o alvo da pulsão tem como objetivo aliviar a tensão criada pela fonte; (iv)
por último, é no objeto que a tensão irá ser chegar ao fim, satisfazendo a pulsão.
Assim, podemos dizer que a pulsão tem uma fonte de excitação de natureza física,
onde o seu alvo é atingir o alívio dessa pressão criada, sendo que é no objeto que a

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pulsão atinge o seu fim. Devemos ter em conta que os objetos pulsionais dependem
da sua biografia interativa e das suas experiências iniciais.
O autor, durante a elaboração progressiva da sua obra, teve a necessidade de
diferenciar as teorias das pulsões. A primeira teoria das pulsões opõe as pulsões
sexuais às pulsões de autoconservação.
As pulsões sexuais asseguram a sobrevivência da espécie pela procriação,
enquanto que a segunda, a sobrevivência do individuo pelos sistemas de
autoproteção; Isto significa que quanto às pulsões sexuais, estas surgem do prazer e
da satisfação, que estão ligadas ao funcionamento de zonas corporais,
nomeadamente as zonas erógenas. Por outro lado, a segunda pulsão corresponde às
necessidades e funções corporais essenciais à conservação da vida e continuidade do
indivíduo, como por exemplo, a alimentação e a excreção.
Nas pulsões sexuais à energia psíquica é dado o nome de líbido, ao passo que à
das relações de autoconservação designa-se de «interesse do Ego».
O autor do livro refere um bom exemplo da transição entre estas duas pulsões: por
exemplo, o carácter libidinal do chuchar no dedo pode rapidamente substituir o
contributo energético e calórico do seio ou do biberão na medida em que o prazer oral
cristaliza, focaliza e reatualiza a experiencia alimentar de base Segundo Freud, esta
libidinização secundária, explica a vinculação do bebé à mãe ou ao substituto materno
prestador de cuidados, vinculação portanto de natureza secundaria. (Golse, 2005)
Em 1920, S. Freud elabora um novo dualismo entre pulsões de vida e pulsões da
morte. As pulsões de vida também designadas por Eros, abrangem não apenas as
pulsões sexuais propriamente ditas, mas ainda as pulsões de autoconservação. As
pulsões da morte também designadas de Tânato, estão direcionadas para o interior e
tendem para a autodestruição, e secundariamente, no desenvolvimento, dirigem-se ao
exterior, traduzindo-se em pulsões agressivas ou destrutivas.
Estes dois impulsos têm origem no Id, mas posteriormente o Ego torna-se o
reservatório principal da líbido e o Superego da autodestruição. Segundo (Golse,
2005), num dado momento, o Ego/ID e o Ego/Id/Realidade devem ser desviados para
objetos exteriores de modo a que o bebé posso abrir-se ao mundo envolvente e «optar
pela vida».
Freud desenvolveu estádios de desenvolvimento psicoafectivos. Estes estádios
são descritos de forma cronológica, ou seja, ocorrem desde o nascimento à
adolescência. O encandeamento dos diferentes estádios acontece de forma

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progressiva, quer com isto dizer que deixa atrás de si traços que se organizam em
estratos suscetíveis.
Nenhum estádio é simplesmente ultrapassado, mas sim, assiste-se a uma
sucessão de temáticas prevalecentes sustentadas por uma zona erógena
determinada, uma escolha de objeto e um nível de relação de objetos específicos.
Os estádios pré-genitais são estádios que precedem à organização do complexo
édipo, estádios estes que se situam antes da reunificação das diferentes pulsões
parciais sob o primado da zona genital.
O estádio oral ocorre entre o nascimento e os 12/18 meses de idade. A zona
erógena ou a fonte de pulsão é a zona bucolabial, ou seja, é a partir da boca que
obtém prazer, como mamar no seio da mãe ou no biberão ou levar objetos à boca.
Nesta etapa a criança é passiva e dependente do adulto, sendo que aqui prevalece a
importância concedida à visão e ao tocar. Formação do Ego.
O estádio anal ocorre ente os 12/18 meses até aos 2/3 anos de idade. A zona
erógena ou a fonte de pulsão é a região anal e mucosa intestinal, ou seja, o prazer é
apoiado na excreção das fezes. Nesta fase há um reforço do Ego.
O estádio fálico ocorre entre os 3 e os 6 anos de idade. A zona erógena ou a fonte
de pulsão é a uretra. É neste estádio que a criança manifesta a curiosidade sobre o
mundo que a rodeia. Aqui desenvolve-se o complexo de édipo e dá-se a constituição
do superego. É nesta fase que a criança vai também elaborar teorias sexuais infantis e
tomar consciência anatómica entre os sexos.
A criança dá uma particular importância às zonas eróticas do seu corpo que são
altamente sensíveis.
O complexo de édipo diz respeito à relação que a criança, inicialmente, (entre os 4
e os 7 anos) vive com os dois progenitores. Os rapazes tendem a ver o pai como ele
próprio, pois ambos são do sexo masculino, mas o pai é maior em todos os sentidos
em relação a ele. Esta, vê os pais como sendo íntimos, tanto no amor como na zanga.
No entanto, apesar das semelhanças que apresentam, o rapaz vê o pai como um rival
porque lhe “rouba” a mãe. As raparigas vêm o pai fisicamente diferente e sentem-se
como as mães. Neste caso, ao ver os pais intimamente juntos, sente inveja e que a
mãe lhe está a “roubar” o pai. É a partir dos processos psicológicos como a
identificação e a sublimação que, com o tempo, a criança esquece a rivalidade e dá-se
uma outra etapa do complexo de édipo: imitar o progenitor do mesmo sexo,
encarando-o como o modelo a seguir. O complexo edipiano só irá ser retomado

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intensamente na puberdade, dando-se o seu declínio durante a adolescência e
entrada na vida adulta.
O Período de latência ocorre entre os 6 anos e a adolescência. Nesta etapa
acontece o esquecimento de alguns acontecimentos e sensações vividas nos
primeiros anos de vida. Começam a surgir sentimentos de ternura e devoção e de
respeito para com as imagens parentais. Há um desenvolvimento de competências e
de aprendizagens pedagógicas (escolares, sociais e culturais).
Estádio genital ocorre depois da adolescência. A zona erógena ou a fonte de
pulsão é a região genital. Nesta fase o individuo consegue ultrapassar e resolver as
questões que vão determinar as caraterísticas fundamentais da sua personalidade.
A adolescência relaciona-se com a puberdade. É nesta fase, que vai originar uma
crise que vai encerrar subitamente o período de latência e também é aqui que o
adolescente constrói a sua identidade e se reorganiza internamente, no que diz
respeito à sua autenticidade, integridade de si, do seu corpo e do sexo. Esta crise
narcísica e de identidade permite ao jovem explorar diversas oportunidades e fazer as
suas escolhas de acordo com as suas preferências. É também nesta etapa que ocorre
um deslocamento dos substitutos parentais idealizados, normalmente dirigidos para
figuras públicas, professores, etc… É inevitável o luto das imagens parentais, onde se
percebe as imperfeições dos pais, havendo uma perda do objeto. O adolescente irá
evidenciar sentimentos de vergonha perante a impossibilidade que sente de se
mostrar à altura dos ideais parentais. É no fim da adolescente que se irá fixar
definitivamente a escolha do objeto sexual e a sua autonomia crescente irá significar
uma renegociação da sua relação com os pais.
Ontogénese das instâncias intrapsíquicas da 2º tópica - As principais premissas da
teórica psicanalítica são as seguintes: é um processo mental inconsciente que exerce
um importante papel na vida das pessoas; pretende trazer à consciência, tudo aquilo
que está inconsciente. O objeto de estudo é o inconsciente - é a área do cérebro onde
guardamos recordações, fantasias, sonhos, impulsos, desejos, etc… É a procura de
uma satisfação imediata (fome, sede, satisfação sexual).
S. Freud, encara a mente humana como um iceberg. A parte emersa corresponde
ao consciente ou ao Eu, constituído por um conjunto de noções, imagens, lembranças,
etc. Nesta zona, a pessoa é capaz de voluntariamente evocar e se controlar segundo
as suas necessidades, desejos ou conveniências do meio social; A parte submersa, é
o inconsciente, formado por instintos e pulsões recalcadas, dotadas de dinamismo

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próprio, cujo papel na determinação do comportamento humano é superior ao dos
fenómenos da zona do consciente.
O Recalcamento é um mecanismo de repressão de pensamentos, recordações,
sentimentos, pulsões e desejos que, por provocarem ansiedade e colorarem em causa
o equilíbrio intrapsíquico, são excluídos da consciência e mantidos no inconsciente.
O ID consiste na representação dos nossos desejos e necessidades básicas. É
totalmente inconsciente e está desligado da realidade - Procura o prazer. Não sabe
adaptar-se à realidade para satisfazer adequadamente os seus impulsos e
necessidades.
O Ego começa-se a desenvolver por volta dos 6 meses e resume-se à capacidade
de procurar satisfazer as realidades de uma forma realista e apropriada, de modo a
evitar problemas à nossa integridade psíquica e física.
O Superego começa-se a formar a partir dos 2-3 anos e aspira à perfeição moral,
reprimindo-se, muitas vezes de forma excessiva, às infrações. “Faz bem ou evita o mal
porque assim deve ser”.
Muito sucintamente o autor revela algumas notas e conceitos de desenvolvimento,
relacionados com a teoria nomeadamente: a angústia e os mecanismos de defesa do
Ego; Evolução do narcisismo; Evolução da relação de objeto; Formação da identidade
sexual, diferenciação das imagens masculinas e femininas e génese da
homossexualidade; O conceito de regressão; Incorporações, identificações e
introjeções; Os fantasmas originários; A (de)negação e a génese do pensamento; O
conceito de romance familiar; A evolução da masturbação;
Por fim, não podemos deixar de destacar o contributo da psicanálise para a
compreensão do desenvolvimento afetivo e intelectual da criança. Num primeiro ponto,
a evolução do conceito de sexualidade infantil ao longos dos tempos que nos mostra a
evolução da criança desde o nascimento até à adolescência. Num segundo ponto, o
estudo da personalidade, que prevalece sobre o conceito de inconsciente e que
permitiu a compreensão de muitos aspetos do comportamento e personalidade
humana. A importância conferida à infância, leva-nos a tratar a criança como um ser
diferente e não como um adulto em miniatura. Um tratamento inadequado com o
estádio que a criança atravessa naquele momento torna-se prejudicial e impede que,
mais tarde, ela venha a ser mais um adulto com uma personalidade totalmente
equilibrada.

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4. COMENTÁRIO / REFLEXÃO
Durante o meu percurso académico já tinha sido abordado em algumas unidades
curriculares o trabalho desenvolvido por Sigmund Freud, no entanto, estas abordagens
nunca foram muito aprofundadas, passando por breves sinopses do que é a teoria
defendida por este autor.
Após a leitura deste capítulo, tornou-se mais fácil compreender em que consiste
realmente o seu trabalho quando, antes de tudo mais, o autor realizou um
enquadramento de alguns aspetos biográficos de Freud com o desenvolvimento da
sua própria teoria.
Também destaco outros dois aspetos que muito sinceramente nunca tinha
abordado durante o meu percurso académico, nomeadamente a metodologia em que
assenta a teoria psicanalítica, bem como o conceito de pulsão. Embora não tivesse
conhecimentos prévios deste conteúdo, após reler algumas vezes essa parte do
artigo, foi-me possível perceber em primeiro lugar aquilo que é a base desta teoria.
A necessidade de reler foi sem dúvida fulcral, uma vez que a linguagem utilizada é
um pouco complexa e, para alguém que não tenha tido um percurso académico em
contacto com determinados termos e conteúdos, pode ser difícil a compreensão do
texto.
Esta série de transformações sofridas pelo indivíduo, desde a fecundação até ao
complexo desenvolvimento do ser, leva-me a dizer que o desenvolvimento humano
caracteriza-se pelas mudanças sucessivas ao longo da vida, decorrendo de aspetos
normativos atípicos de desenvolvimento, relacionando-o como o meio em que se
insere.
Devo salientar também a importância da inter-relação entre o conhecimento
psicológico e a educação.
Como futura professora, acredito na importância desta unidade curricular não só
no mestrado, mas desde o início do nosso percurso académico secundário, não só
simplesmente para compreendermos "o outro”, mas também para nos entendermos a
nós próprios.
No decorrer da nossa jornada profissional, iremos estar em contato com crianças
que poderão estar, ou não, no mesmo estádio de desenvolvimento e, como futura
profissional na área da educação, é importante termos conhecimentos sobre as teorias

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do desenvolvimento pois só assim nos será permitido conhecer as fases que a criança
atravessa ao longo da sua infância.
Com este conhecimento, podemos desenvolver aprendizagens, ajudando as
crianças a ultrapassar as dificuldades ou barreiras que poderão estar a sentir num
determinado estádio; Este, acaba por ser um apoio para compreender as diferentes
fases da criança, percebendo em que ponto é que a criança se encontra e, a partir
desse ponto, planificar as aulas de modo a incidir o trabalho sobre aspetos que
ajudem o desenvolvimento da criança.
Em reflexão, não me posso esquecer que cada criança é única e todos os dias
estão a surgir novas investigações, opiniões e reflexões sobre diferentes teorias. Na
área da educação é fundamental os professores não estagnarem e continuarem a
investir na sua formação pois mais do que a experiência profissional que é dada ao
longo dos anos, é importante o professor manter um espírito de insatisfação e
continuar sempre à procura de melhores métodos e melhores teorias pedagógicas.
Na minha opinião, por mais que um professor se identifique com um terminado
modelo, nunca será suficientemente “perfeito”, por isso, a procura constante pela
“perfeição” será uma busca sem fim. As gerações que de ano para ano, dão entrada
na escola nunca são iguais e cada vez mais verificamos uma maior evolução e
diferenciação de gerações para gerações.
Por fim, a educação é o sector que beneficia mais do conhecimento da ciência do
desenvolvimento, sendo fulcral compreender e aperfeiçoar a pedagogia e os
processos de aprendizagem a este mesmo desenvolvimento.

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REFERÊNCIAS
Golse, B. (2005). O Desenvolvimento afectivo e intelectual da criança. Em B. Golse, O
Desenvolvimento afectivo e intelectual da criança (pp. 23 -55). Lisboa: Climepsi
Editores.

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