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ENCONTREI JESUS NUMA FESTA DE ISRAEL: Os festivais do Antigo

Testamento à luz do Evangelho de Jesus Cristo1


PINTO, José Otacílio Cunha2
Autor: SITTEMA, John.
Editora Cultura Cristã, São Paulo, 160 p. Ano 2010.
Nesta obra o autor descreve que no sopé do monte Sinai, Deus institui para seu povo
sete festas que seriam como quadros separados de um mesmo rolo de filme, e que a
celebração do Sábado, fazia o papel de moldura em torno de todas elas, uma série de
comemorações que nos ajuda a vislumbrar a sombra do Messias. Dr John R. Sittema 3 é pastor
sênior da Christ Church (PCA) em Jacksonville, Flórida. Ele também é professor visitante no
Reformed Theological Seminary em Charlotte, N.C e professor adjunto do Mid-America
Reformed Seminary.Justo.
Dr. Sittema escreveu Encontrei Jesus numa festa de Israel, em nove capítulos
versando sobre: O exercício do descanso – Os Sábados, Eis o cordeiro! – A festa da Páscoa,
Faxina geral – A festa dos Pães Asmos, Despertar a alva – A festa das Primícias, Poder para o
povo! – A festa de Pentecostes, A trombeta soará – A festa das Trombetas, Este é o dia! – O
Dia da Expiação, Volta ao lar – A festa dos Tabernáculos e, Assim na terra como no céu – O
Ano do Jubileu.
No primeiro capítulo Dr. Sittema vai começar com uma celebração chamada de
“Sábado” o dia de descanso. Apontando para a obra da redenção realizada pela graça de
Cristo por intermédio da cruz e de sua ressureição que nos ensina a descansar na salvação que
Jesus trouxe, sem acrescentar nossos esforços, nos mostrando assim, o método correto de
adotar o descanso sabático.
Nos capítulos dois, três e quatro o autor vai descrever as festas da primavera que são
representadas por três comemorações fundamentais que apontavam para o ministério terreno
de Cristo que morreu na Festa da Páscoa como sacrifício expiatório por nossos pecados e
como nossa justificação. Foi sepultado na Festa dos Pães Asmos como nossa santificação e,
em sua graça, rompeu o controle exercido pelo pecado. Ressuscitou na Festa das Primícias,
sendo que o próprio corpo ressurreto representou o primeiro feixe de cereal da nova criação
por vir.

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Resenha apresentada como requisito para obtenção de nota parcial da disciplina de História da Israel, ministrada pelo
professor André Luiz.
2 2
Aluno do 2º período do Curso Livre de Teologia da Escola Teológica Charles Spurgeon.
3
< https://vidanova.com.br/104_justo-l-gonzalez>
No capítulo cinco, Dr. John Sittema descreve que depois de uma pausa de sete
semanas e um dia, Israel começa a celebrar a próxima festa estabelecida por Deus. A Festa de
Pentecostes que retratava a expansão da redenção que extrapolava todos os limites
imagináveis através do derramamento do seu Espírito.
Nos capítulos seis, sete e oito, Dr. Sittema vai descrever as festas de outono que são
representadas por três comemorações: A Festa das Trombetas que aponta para o futuro, para a
volta do Senhor, o arrebatamento da igreja e consequentemente o encerramento dos trabalhos
da igreja aqui na terra. A Festa da Expiação ou o “Dia do Perdão” – uma sombra que se
estendia ao longo da história passada onde Jesus nos chama ao arrependimento e nos oferece a
purificação de nossos pecados pelo seu próprio sangue. A Festa das Cabanas ou
Tabernáculos onde no último dia ocorriam duas cerimônias “A coleta da água e o
acendimento dos candelabros”, que serviam para instruir os israelitas de todas as idades
acerca da redenção da qual Sukkoth era apenas uma representação de Cristo como a água da
vida e a luz do mundo.
No nono capítulo o autor vai descrever o Ano do Jubileu que era considerado um ano
de resgate. Nele eram observados preceitos tais como: repouso da terra e descanso dos
trabalhadores, liberdade de escravos, instituição de normas que regularizassem a negociação
de propriedades; resgate de propriedades das famílias; dívidas anuladas e outras mais. O
Jubileu lembrava libertação e como tal, sua mensagem já trazia na simbologia a tipificação
da chegada do reino de Deus por Cristo Jesus, o libertador restaurando a economia divina da
graça
Embora, Dr. John Sittema no início de cada capítulo tenha descrevido uma experiência
como ilustração para cada festa, ainda assim, realiza um excelente trabalho descrevendo de
forma didática, coerente e de fácil compreensão todas as festas que Deus estabeleceu para
Israel no Antigo Testamento. Sempre nos mostrando que serviam de tipo ou sombra, um modo
real de provar de antemão a redenção vindoura. Ademais, as festas eram estruturadas em torno
do ritmo do sábado, pois todas sem exceção, tinham o objetivo de incentivar Israel a ansiar o
descanso. O ritmo do sábado pulsava nas sete festas, uma “semana” inteira de celebrações, de
modo a dar forma a este anseio. Em vista disso, recomendo esta obra a todos que desejam
conhecer os festivais do Antigo Testamento à luz do Evangelho de Jesus Cristo. Não
obstante, Dr. Sittema prestou um valioso serviço à comunidade teológica evangélica,
provendo um assunto atrativo e desafiador útil tanto na sala de aula, como na igreja.
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José Otacílio Cunha Pinto Acadêmico do Curso livre de Teologia – Escola Charles Spurgeon.