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PLANO DE NEGÓCIOS Venda de Roupas Online – “Armário da Julieta” Lorena, 2017 Carla Sunaga

PLANO DE NEGÓCIOS

Venda de Roupas Online – “Armário da Julieta”

Lorena, 2017

Carla Sunaga Fernanda Sanches Gabriela Rodrigues Isabella Ghirardello Lucas Signoreti

1) INTRODUÇÃO DA MARCA

1.1 HISTÓRIA

Julia sempre foi uma menina antenada no mundo da moda, dos desfiles. Desde pequena, criava roupinhas de papel para suas bonecas e fazia desfiles com elas. E quando foi crescendo, seu amor por roupas, estilo e moda também foi crescendo junto. Então quando decidiu fazer faculdade, optou pelo curso de moda, onde conheceu Gabriel que viria a se tornar seu sócio no site. Eles tiveram um bazar em 2015 que acabou sendo um sucesso, e muitas pessoas começaram a mandar mensagens para eles para perguntar combinações de roupa, o que estava mais em alta e, com isso, eles tiveram uma grande sacada: criar um site no qual eles revenderiam roupas que eles julgavam estilosas. Com isso, o “Armário da Julieta” surgiu em 2016 quando Julia e Gabriel decidiram usar o curso de moda que haviam feito para combinar roupas e estilos. Os produtos que começaram a ser vendidos em seu site, são de preços acessíveis e estão à disposição para o público feminino.

1.2 MISSÃO

Nossa missão é levar moda e estilo para dentro da casa das pessoas. É fazer com que as pessoas se sintam seguras em escolher um look e saiam confiantes de casa. É poder trazer elegância e conforto ao mesmo tempo, sem gastar caro.

1.3 VISÃO

Queremos estar sempre antenados na moda e nas tendências e atingir um público de mais de 100 mil pessoas.

1.4 VALORES

Ética, transparência, comprometimento, empatia, determinação e inovação.

1.5 CARGOS DE MEMBROS DA EQUIPE

Julia: Proprietária

Gabriel: Proprietário

Ana: Financeiro

Tatiana: Marketing

1.6

SLOGAN

“Se for pra ter estilo, que seja de Julieta”.

2) ANÁLISE DO PRODUTO

2.1 DESCRITIVO DE PRODUTOS E SERVIÇOS

2.1.1 Produtos

Os principais produtos a serem vendidos serão artigos do vestuário feminino tais como blusas, regatas, casacos, calças, jaquetas, saias, camisas e também acessórios como cinto, colares, bolsa. As roupas comercializadas serão de boa qualidade e trazendo tendências atuais da moda.

O armário da Julieta terá como diferencial competitivo diferentes tipos de estilo de roupas, de acordo com a seguinte segmentação:

- Dia: casual (roupas descontraídas);

- Noite: festa;

- Fashion: estilo alternativo.

2.2.2. Serviços

O serviço prestado pelo armário da Julieta, ou seja, a venda de roupas femininas é feita através de um site (canal de comunicação online) conforme figura 1.

roupas femininas é feita através de um site (canal de comunicação online) conforme figura 1. Figura

Figura 1 - Layout do site

A compra de roupas femininas é feita pelo pagamento através de cartão de crédito

e toda compra é levada até o endereço solicitado do comprador (em todo o Brasil).

Será utilizado o cartão fidelidade, em que o cliente acumula pontos e ganha desconto nas próximas compras, promoções exclusivas e/ou lembranças da loja (figura 2).

promoções exclusivas e/ou lembranças da loja (figura 2). Figura 2 - Cartão fidelidade Além disso, o

Figura 2 - Cartão fidelidade

Além disso, o pós-venda será o atendimento ao cliente via site, via telefone celular

e via e-mail e dessa forma, será dado todo o apoio necessário; problemas em

defeitos e trocas serão resolvidos; todo tipo de feedback será recebido, ouvido e

levado em consideração.

O foco dessa estratégia é obter lealdade e fidelidade dos clientes, outro diferencial

competitivo da loja.

2.2. SIPOC

O SIPOC é uma ferramenta de mapeamento de processo para observar o processo de venda como um todo, desde o fornecedor até entrega final para o cliente, como visto na figura 3.

até entrega final para o cliente, como visto na figura 3. Figura 3: SIPOC da loja

Figura 3: SIPOC da loja online

2.3. PROCESSO DE VENDA PARA OS CLIENTES

O fluxograma demonstrado na figura 4 mostra como será o processo de venda para os clientes.

O fluxograma demonstrado na figura 4 mostra como será o processo de venda para os clientes.

Figura 4 fluxograma

2.4. OPERAÇÕES E LOGÍSTICA

Operação e logística são áreas responsáveis pela organização dos processos após o recebimento do pedido. É a parte “mais física” propriamente dita do e-commerce (venda online).

2.4.1 Atendimento ao cliente

Considerado um importante fator de fidelização no e-commerce, o atendimento

ao cliente merece atenção especial. Respostas rápidas garantem satisfação no atendimento. Haverá canais que estarão 24 horas abertos: site, telefone celular e email.

O site terá informações claras para que os visitantes encontrarem o que desejam, focando sempre na redução de custo de atendimento.Dessa forma, a usabilidade do site é um fator importante.

Futuramente, a loja virtual criará um banco de conhecimento em sua página de perguntas mais frequentes (FAQ), para que seus consumidores tirem suas dúvidas sem precisar acionar o call center.

2.4.2 Gerenciamento do estoque e gestão de fornecedores

A loja procurará sempre compreender a sua curva A-B-C, onde “A” são produtos com maior importância e “C”, com menor.

Com

fornecedores.

essa

informação,

a

loja

pode

administrar

melhor

seus

pedidos

com

os

Para administrar os estoques serão levadas em consideração variáveis como a quantidade média de pedidos do produto por dia, o tempo de reposição do estoque por parte do fornecedor e o estoque mínimo, que garantirá que o produto nunca irá faltar na prateleira. Estoque = entrada - saída.

Futuramente, a loja virtual venderá produtos mesmo que não os tenha em estoque.

Para isso é preciso que tenha bons fornecedores, com prazos de entrega curtos e sistemas integrados. Isso se chama cross docking, onde o pedido é feito na loja virtual e expedido direto pelo fornecedor.

2.4.3. Gestão de Transporte e Tabela de Fretes

A entrega dos produtos no e-commerce vai ser em canais de distribuição como o correio (se for fora da cidade de Bauru) e pessoalmente (se for na cidade de Bauru).

Além dos Correios, a loja virtual analisará tabelas de preços de transportadoras privadas nas principais capitais e centros urbanos, para que o custo de entrega seja até mesmo menor que o dos Correios.

A tabela de frete deverá, no caso, ser solicitada à transportadora e importada na plataforma de e-commerce. As variáveis que implicam nos custos de frete são peso, região (CEP) e cubagem, que é o volume ocupado pelo produto embalado.

2.4.4 Embalagem

Futuramente, cada produto terá uma embalagem própria, preservando a integridade do produto. Para isso, poderá ser usado isopor ou sacos de plástico inflados. Além disso, servirá para personalizar o material para divulgar a marca.

Um diferencial estratégico seria oferecer o pacote embrulhado para presente, uma vez que cerca de 20% dos pedidos feitos no e-commerce brasileiro são para presente.

2.4.5. Fluxo de Pedidos

Dentro de um e-commerce existe um fluxo de pedidos que segue as seguintes

etapas:

a) Entrada do pedido - O pedido é recebido pelo gestor da loja virtual,

seja através de um e-mail, de alerta no painel de controle da plataforma

ou do ERP.

b) Análise Inicial que valida ou invalida o pedido - É a primeira análise

do pedido para verificar se o mesmo é válido. Neste momento, os pedidos

com quantidades discrepantes ou com dados cadastrais inválidos são invalidados.

c) Em casos de pedidos inválidos - a loja virtual deve cancelar ou entrar

em contato com o comprador, para confirmar os dados.

enviados para análise financeira, que avalia risco de fraude de acordo com

o

meio de pagamento utilizado. No caso de boletos e transferência bancária,

o

pedido é aprovado assim que for confirmado o pagamento. No

caso de cartão de crédito, o financeiro aprova ou não, de acordo com a

pontuação do risco de fraude.

e) Pagamento Autorizado/Estoque - Quando o pedido é aprovado, é enviada

uma ordem para coleta do produto no estoque.

f) Pagamento Não autorizado - Quando o pedido é reprovado a loja

pode entrar em contato com o cliente para sugerir outra forma de pagamento

ou confirmar os dados.

g) Picking - Após aprovado, é feito o picking, ou seja, retirada do pedido

na prateleira do armazém. Caso o produto esteja indisponível, o cliente

deverá ser comunicado se quer esperar a reposição ou se quer cancelar o

pedido.

h) Packing/Impressão de Etiqueta + DANFE - Se o produto estiver disponível,

é feita a embalagem (packing), a impressão de etiqueta com os

dados do comprador e a impressão da DANFE (Documento Auxiliar da

Nota Fiscal Eletrônica) que seguirá junto com pedido.

i) Conferência - Antes de fechar a embalagem, é feita nova conferência

dos dados do pedido com o que está dentro da caixa.

j) Retirada pela transportadora - Produto é retirado pela transportadora.

k) Pedido entregue - a loja virtual envia e-mail para consumidor avaliar

sua experiência.

l) Destinatário desconhecido - a loja virtual entra em contato com

cliente para conferir dados.

2.4.6. Logística Reversa

Quem vende produtos precisa estar preparado para a chamada logística

reversa, quando o produto é retornado por defeito ou insatisfação do cliente. As próprias transportadoras oferecem este serviço. O recebimento do produto deve ser feito com cuidado, para que o mesmo volte ao estoque e seja feito o cancelamento do documento fiscal emitido na venda.

2.4.7. A equipe de e-commerce

Uma equipe ideal para a loja virtual teria membros habilitados para:

• Design e Usabilidade;

• Tecnologia de Informação (TI);

• Finanças;

• Logística e Estoques;

• Marketing, Mídia e Vendas

• Atendimento e Web 2.0

• Tendências, Comportamento e Estratégias

• Analítico:

• Gestor:

2.5. INDICADORES

A definição dos KPI’s, os indicadores de performance, são uma parte muito importante e motivo de preocupação para quem vai criar uma loja virtual, o que é justificável, tendo em vista que serão esses indicadores os responsáveis por apontar com precisão se os resultados obtidos foram os esperados, além de orientar ações em busca de melhoria e otimização desses resultados. São eles:

- Ao site:

1. Tráfego do site: determinar o número de visitas diárias, semanais e mensais; permitirá analisar os motivos de uma queda ou pico de tráfego. Irá definir uma meta semanal para o número médio de visitantes que desejamos ter e irá desenvolver estratégias de marketing para alcançá-la.

2.

Média de visualizações de página e de tempo no site: Testará a velocidade do site

para verificar o que precisa para otimizá-lo

3. Páginas de saída: Analisará onde exatamente os clientes estão saindo do site

4. Fontes de referência: acompanhará é como os clientes chegaram ao site: do

Google, de e-mails, de anúncios, de mídias sociais ou de outras fontes?

5. Taxa de abandono do carrinho: entender porque os clientes abandonam o

carrinho

6. Taxa de conversão: A loja on-line faz tudo o que é necessário para motivar seus

clientes a concluir uma ação desejada? Os botões de convocação estão dirigindo os

clientes para a próxima etapa?

7. Taxa de retorno: Analisará o número de novos visitantes em relação ao número

de visitantes que retornam.

- À lucratividade:

8. Lucro líquido: Lucro líquido = receita custo.

9. Valor médio do pedido: indica o valor total das vendas, dividido pelo número de

pedidos

- Às operações internas:

10. Entregas no prazo: quantas compras foram entregues no prazo?

11. Taxa de atendimento: quantos clientes foram atendidos quando precisavam?

12. Estoque indisponível para venda: quantidade de peças que foram pedidas e não

tinham no estoque?

13. Custo de manutenção e armazenagem

-Às operações externas:

14. Fornecedor: Produto recebido dentro das especificações?

Os indicadores são essenciais para controle e análise de melhoria do serviço, portanto é muito importante ter um acompanhamento de perto dos mesmos.

3) ANÁLISE DE MERCADO

Nos dias atuais, cada vez mais pessoas têm optado por comprar roupas em lojas online no lugar de lojas físicas. Segundo o site NuvemShop, o setor de moda foi responsável por 18% das vendas do comércio eletrônico brasileiro no primeiro

semestre de 2014, um valor estimado de R$ 2.89 bi. Tal aumento se deve a uma série de motivos, desde a maior variedade de produtos na internet até a comodidade de não precisar sair de casa.

Por causa disso, esse público tem se tornado bastante diverso e complexo, além de ser repleto de necessidades e características específicas; além disso, os compradores online são bastante exigentes, devido à enorme variedade de produtos e serviços oferecidos através da internet.

Com o intuito de atingir todas as exigências do público, se torna imprescindível a realização de uma análise mercadológica, a fim de que se observe minuciosamente o comportamento do mercado. Tal análise não deve se basear apenas no comportamento do público, mas também nas diferentes metodologias e ações praticadas por concorrentes diretos e indiretos, as quais serão capazes de influenciar na decisão de um potencial cliente das lojas online.

Para que uma análise de mercado gere resultados efetivos, é importante que se dê bastante foco a alguns aspectos, os quais são: o cliente em potencial, a concorrência e os fornecedores do produto. A utilização de ferramentas como Matriz SWOT, Forças de Porter e Bussiness Model Canvas também são bastante eficazes ao se analisar o contexto do mercado em que o negócio de venda de roupas virtuais se insere.

3.1 CLIENTES POTENCIAIS

Com relação aos potenciais clientes, é necessário que se estude a fundo todo o público alvo, a fim de que as pessoas atingidas estejam de fato interessadas no produto. A partir disso, a empresa irá conseguir planejar melhor suas vendas, atender melhor seu público e, consequentemente, irá lucrar mais.

De acordo com o SEBRAE, 63% dos e-consumidores de moda tem idade de 25 à 44 anos, e 58% são mulheres. Apesar disso, são os homens que possuem um valor de ticket médio maior na hora de comprar produtos de moda online, como mostra o gráfico abaixo:

(Fonte: SEBRAE, 2015) Além disso, é possível perceber, através do gráfico abaixo, que uma parcela

(Fonte: SEBRAE, 2015)

Além disso, é possível perceber, através do gráfico abaixo, que uma parcela considerável de mulheres realiza compras de roupas, bolsas, sapatos e acessórios todos os meses.

considerável de mulheres realiza compras de roupas, bolsas, sapatos e acessórios todos os meses. (Fonte: SEBRAE,

(Fonte: SEBRAE, 2015)

Tais estatísticas são importantes para que o perfil dos e-consumidores de roupas seja mapeado detalhadamente. Para aprimorar ainda mais tais perfis, é necessário que se utilizem alguns questionários mais elaborados, afim de que se descubram outras práticas que são preferidas ou rejeitadas pelos clientes.

Por esse motivo, o SEBRAE definiu algumas práticas consideradas como desafios que empresas vendedoras de produtos de moda estão sujeitas a passar. Alguns exemplos são:

o

Falta de padronização de tamanhos;

o

Sazonalidade;

o

Toque e sensibilidade das peças;

o

Trocas e devoluções;

o

Insegurança com relação à qualidade do produto e à garantia de entrega.

A partir do reconhecimento da existência de tais desafios, é importante que se faça o máximo de esforço para que tais problemas não se tornem um empecilho na hora do cliente comprar o produto oferecido em nossa loja.

3.2 ANÁLISE DE FORNECEDORES

Nossos fornecedores devem ser avaliados quanto à localização, prazos de entrega, frete, custos e condições de pagamento, para que seja possível a escolha dos melhores. A partir disso e de uma pesquisa de preços bem feita, teremos uma boa base de investimento inicial necessário.

Como o mercado da moda é bastante focado em tendências e coleções, nossa empresa deve se programar para adquirir a quantidade correta de mercadorias, a fim de reduzir as sobras. Além disso, serão escolhidos fornecedores que obedecem a padronização e modelagens, e também serão disponibilizadas tabelas de medidas, para evitar reclamações de clientes e um grande número de trocas e devoluções.

Para que tenhamos uma visão mais particularizada de nossos fornecedores, foi estruturado um diagrama das cinco forças competitivas de Porter, que será detalhado melhor no próximo tópico.

3.3 ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA

Ao se investigar a atuação da concorrência, é possível identificar deficiências, vantagens, pontos fortes e fracos. Desse modo, somos capazes de adequar nosso e- commerce ao modelo que mais agrada o cliente. Algumas ferramentas devem ser utilizadas caso se deseje averiguar qual de fato será o cenário em que a loja de

roupas será inserida; a análise SWOT é uma delas. Além disso, as Forças de Porter são bastante úteis para se analisar a competitividade de um setor, através do estudo de cinco fatores que são os principais na avaliação da competitividade do ramo.

3.3.1 Matriz SWOT

Nessa análise, são verificadas as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças percebidas pela nossa empresa no ramo em que estamos inseridos. Para o caso de nossa loja de roupas online, temos a seguinte matriz SWOT:

nossa loja de roupas online, temos a seguinte matriz SWOT: Foram identificadas como forças internas, ou

Foram identificadas como forças internas, ou seja, elementos que estão no controle de nossa empresa, o fato de atendermos cada cliente de maneira única personalizada e nosso quadro enxuto de funcionários, além do fato de fazermos a entrega em mãos para o cliente, sem a utilização de serviços de entrega. Em relação às forças externas, ou seja, o que a empresa não tem controle, é o mercado virtual ganhando força no país e o crescimento da procura pela venda de roupas online.

Já em relação às fraquezas, podem ser identificadas como internas a falta de um diferencial, a nossa inexperiência no mercado e a pouca força da marca. Como fraquezas externas estão a sazonalidade do mercado, a alta concorrência no ramo online e com lojas físicas.

Considera-se, então, um cenário com perspectiva positiva para a entrada nesse mercado, visto que as fraquezas internas poderão ser aprimoradas com o tempo e, consequentemente, poderão deixar de existir. Além disso, as forças internas, além de diferenciais, podem ser consideradas como atrativos para novos clientes.

3.3.2 Forças de Porter

Com o objetivo de inserir nossa empresa no mercado e de garantir sua sustentabilidade ao longo dos anos, foi realizada a análise das cinco forças competitivas de Porter. Esse modelo nos permite organizar, visualizar e simular o funcionamento de nosso serviço em um ambiente competitivo.

funcionamento de nosso serviço em um ambiente competitivo. 3.3.2.1 Ameaça de novos entrantes Com o mercado

3.3.2.1 Ameaça de novos entrantes

Com o mercado de vendas online em crescente expansão, é possível que cada vez mais empreendedores queiram migrar para essa área de comércio. Em contra partida, exige-se bastante esforço para se criar uma loja de roupas femininas online. Além de afinidade com os temas “moda” e “tendências”, também é necessário um conhecimento em informática. Por causa disso, tal ameaça é considera moderada.

3.3.2.2

Poder de negociação dos compradores

O produto oferecido em nossa loja obedece um padrão de qualidade, e o preço

cobrado por esse produto também segue a mesma linha. Tendo em mente que não

será cobrado nenhum valor muito diferente do de produtos similares já presentes no mercado, o poder de negociação dos compradores é baixo.

3.3.2.3 Ameaça de produtos substitutos

Não existe nenhum produto no mercado que consiga substituir e diminuir drasticamente a venda de roupas; logo, a ameaça de produtos substitutos é baixa.

3.3.2.4 Poder de negociação com fornecedores

Ao se negociar com fornecedores, é possível conseguir preços mais baratos ao se comprar no atacado, mas isso já é algo pré-estabelecido para todas as empresas vendedoras de roupas que compram em grandes quantidades. Existem alguns fornecedores que, por já nos venderem a algum tempo, tendem a oferecer descontos e, por isso, o poder de negociação foi avaliado como moderado.

3.3.2.5 Rivalidade entre empresas existentes

O mercado de vendas de roupas online têm se tornado bastante forte e competitivo

com o passar dos anos, e muitas das lojas virtuais investem em nosso exato público alvo, que são jovens-adultas das classes A e B. Por causa disso, existe uma

rivalidade alta entre empresas já existentes no mercado.

3.4 BUSSINESS MODEL CANVAS

O Bussiness Model Canvas tem o intuito de descrever todos os grandes aspectos da

empresa, facilitando a montagem e documentação de nosso modelo de negócios. Se trata de um maa estratégico contendo nove blocos que compõe os pontos chave do empreendimento. O canvas elaborado para nossa loja virtual está disposto a

seguir:

4) PLANO DE MARKETING Estruturar um plano de marketing que seja condizente com o orçamento

4) PLANO DE MARKETING

Estruturar um plano de marketing que seja condizente com o orçamento disponível é um grande desafio. Elaborar do zero esse controle pode ser intimidador e tornar essa tarefa ainda mais difícil.

Pensando nisso, utilizaremos um kit gratuito de planilhas com o melhor modelo de plano de marketing para e-commerce. Assim, entenderemos como usar o Excel para simplificar nossas atividades.

4.1 CONTROLE DO ORÇAMENTO DE MARKETING

Com essas planilhas de Excel para o controle do orçamento de marketing (figura 5), rastrearemos nossas despesas e chegaremos ao fim do mês com números claros e sem nenhum tipo de surpresa.

Realizaremos o controle cuidadoso do orçamento para não ultrapassarmos os valores estipulados em cada etapa, o que pode causar sérios prejuízos financeiros à loja.

4.2 METAS SMART Figura 5 Definir um conjunto claro de metas é fundamental para direcionar

4.2 METAS SMART

Figura 5

Definir um conjunto claro de metas é fundamental para direcionar nossos esforços e prioridades de marketing de forma assertiva. Ao efetuar o planejamento da nossa empresa para um determinado período utilizamos as metas smart (figura 6), consideradas a principal maneira de definir as tarefas do dia a dia e acompanhar o progresso da empresa para chegar ao objetivo final.

A sigla SMART significa specific (específica), measurable (mensurável), attainable (alcançável), relevant (relevante) e time based (temporal), ou seja, é uma maneira de identificar as maiores necessidades do marketing do nosso e-commerce para definir as principais metas e alcançar o resultado almejado. De forma simples, é fundamental para: definição de metas + definição das principais tarefas para o alcance das metas = objetivo final alcançado.

Figura 6 4.3 OTIMIZAÇÃO DE PÁGINAS COM TÁTICAS DE SEO O plano de marketing do

Figura 6

4.3 OTIMIZAÇÃO DE PÁGINAS COM TÁTICAS DE SEO

O plano de marketing do nosso e-commerce incluirá estratégias de SEO para aumentar as chances do conteúdo do nosso site aparecer nos primeiros resultados de um buscador, como o Google e o Yahoo Search.

Por mais que o nosso produto seja de qualidade e o preço seja bom, se ninguém souber disso você não vai gerar vendas. Por isso, táticas com palavras-chave são tão importantes. Mas com tantas mudanças no algoritmo do Google, muitas vezes é difícil organizar os conteúdos que já ajustamos e os que precisam ser melhorados.

Para tornar essa tarefa mais fácil, utilizaremos a planilha de Excel (figura 7) para gerenciar as melhores práticas de SEO e a identificação dos termos que as pessoas estão usando para procurar nossos produtos ou serviços. Assim, conseguiremos organizar nossas prioridades e melhorar a nossa produtividade.

Figura 7 4.4 ACOMPANHAMENTO DAS CAMPANHAS DE AdWords Campanhas de Adwords são fundamentais para converter

Figura 7

4.4 ACOMPANHAMENTO DAS CAMPANHAS DE AdWords

Campanhas de Adwords são fundamentais para converter de maneira mais rápida nossos potenciais clientes.

Quanto mais campanhas e variações de grupos de anúncio fizermos, com conteúdos distintos, maior será a chance de atingir diferentes etapas do nosso funil de acordo com a estratégia adotada. Ou seja, para alcançar resultados realmente efetivos, o melhor caminho é gerenciar várias campanhas ao mesmo tempo, pausando, adicionando mais investimento ou mudando de tática conforme for necessário. Como tudo isso exige constante acompanhamento, utilizaremos uma planilha de Excel (figura 8) que facilitará muito nosso dia a dia.

Nela listaremos todas as palavras-chave utilizadas, poderemos incluir até três variações de uma mesma campanha e gerenciar todos os grupos de anúncio que utilizamos. Assim você não correremos o risco de nos desorganizarmos e até perder dinheiro com uma campanha que teve desempenho abaixo do esperado.

o risco de nos desorganizarmos e até perder dinheiro com uma campanha que teve desempenho abaixo

Figura 8

4.5

CÁLCULO DOS LEADS DO TRÁFEGO DE INBOUND MARKETING

Em um modelo de plano de marketing para e-commerce é preciso definir uma meta de leads e determinar a quantidade de tráfego necessário para atingir esse objetivo. Felizmente, há um modelo de Excel (figura 9) para tornar esse cálculo mais fácil.

Ao invés de tentarmos chegar a esses números de forma manual, com uma planilha poderemos ter uma imagem clara do que precisamos fazer para atingir o tráfego.

clara do que precisamos fazer para atingir o tráfego. Figura 9 4.6 PLANILHA DE MARKETING COM

Figura 9

4.6 PLANILHA DE MARKETING COM MÉTRICAS MENSAIS

Para simplificarmos nossos relatórios e conseguirmos analisar os dados de maneira assertiva para estabelecer o alcance das nossas metas, utilizaremos a planilha de métricas mensais de marketing (figura 10).

Assim poderemos refletir sobre as visitas do nosso site, quantidade de leads obtidos, atuais clientes e a taxa de conversão mensal. A partir daí, teremos tudo que precisamos para fazer com precisão o controle de cada canal e saber qual tem a melhor performance.

Figura 10 5) ANÁLISE FINANCEIRA A visão financeira do plano de negócio de uma empresa

Figura 10

5) ANÁLISE FINANCEIRA

A visão financeira do plano de negócio de uma empresa engloba toda a parte de investimentos iniciais, custos operacionais, despesas fixas e se realmente é viável financeiramente abrir o negócio. É importante ter essa visão quando se abre uma empresa por que ela é uma variável decisiva de análise para que se tenha um bom retorno e, conseqüentemente, o sucesso da mesma.

5.1 CUSTOS OPERACIONAIS

Primeiramente levantaremos os custos operacionais para se abrir e manter o negócio aberto, levando em consideração todas as visões de mercado e produto dita acima. Esses custos englobam as despesas fixas que se tem por mês e as variáveis, que sempre variam conforme o mês.

5.1.1 Custos Fixos

Os custos fixos nessa seção mostram as despesas que teremos constantes durante todo o mês. Ou seja, podemos sempre considerar que sempre teremos esses custos durante todo o mês, que são itens considerados básicos para se levantar o negócio em questão.

Custos Fixos

 

Aluguel

R$

800,00

Energia

R$

150,00

Internet

R$

60,00

Site

R$

20,00

Insumos

R$

200,00

Total

R$

1.230,00

5.1.2

Custos Variáveis

Já os custos variáveis estão relacionados aos que sempre oscilam durante o mês por conta de diversos fatores, dentre eles o principal é a demanda do mercado, onde será a chave do negócio. Inicialmente é preciso manter um estoque seguro para as futuras vendas, após isso, a compra dos produtos será efetuada conforme a previsão de demanda.

Custos Variáveis / Mês

Gasolina

R$

100,00

Manutenção

R$

150,00

Créditos de Celular

R$

50,00

Embrulhos

R$

10,00

Outros

R$

80,00

Mantela Preta/cinza

R$

75,00

Colete Faux Fur

R$

100,00

Blusa Vintage Bordô

R$

70,80

Moletom Dior

R$

91,60

Bolsa Taxinha

R$

50,00

Bolsa Triângulo

R$

83,30

Bolsa Metálica

R$

41,60

Total

R$

1.005,00

5.2 VENDA

5.2.1 Preço de Venda e Custo

O valor do preço de venda foi definido entre a equipe que seria uma margem de 20% do valor de custo, tendo em vista o retorno financeiro em curto prazo. Os valores de Custo foram retirados de um mesmo fornecedor que, baseado em cotações passadas, foi o que melhor apresentou viabilidade de custo x qualidade.

Preço de Venda

 

Mantela

 

Preta/cinza

R$

90,00

Colete Faux Fur

R$

120,00

Blusa

Vintage

 

Bordô

R$

85,00

Moletom Dior

R$

110,00

Bolsa Taxinha

R$

60,00

Bolsa Triângulo

R$

100,00

Bolsa Metálica

R$

50,00

Preço de Custo

Mantela

 

Preta/cinza

R$

75,00

Colete Faux Fur

R$

100,00

Blusa Vintage

 

Bordô

R$

70,80

Moletom Dior

R$

91,60

Bolsa Taxinha

R$

50,00

Bolsa Triângulo

R$

83,30

Bolsa Metálica

R$

41,60

5.2.2 Lucro O lucro médio/mês das vendas foi prevista com base nas demandas que normalmente se tem, levando em conta datas e estações. Ele vai ser importante para se ter idéia do momento que vamos ter o retorno do investimento inicial.

do momento que vamos ter o retorno do investimento inicial. 5.3 INVESTIMENTO INICIAL O investimento inicial

5.3 INVESTIMENTO INICIAL

O investimento inicial para que a empresa comece é a compra dos produtos para se ter um estoque e já começar a vender. Foi definido, levando em consideração a demanda prevista acima, a quantidade que deveria ser comprada de cada produto

Investimento inicial

Mantela Preta/cinza

R$

75,00

20

R$

1.500,00

Colete Faux Fur

R$

100,00

20

R$

2.000,00

Blusa Vintage Bordô

R$

70,80

20

R$

1.416,00

Moletom Dior

R$

91,60

20

R$

1.832,00

Bolsa Taxinha

R$

50,00

20

R$

1.000,00

Bolsa Triângulo

R$

83,30

20

R$

1.666,00

Bolsa Metálica

R$

41,60

20

R$

832,00

Total

140

R$

10.246,00

Assim, conforme a tabela, o investimento inicial seria de R$ 10.246,00. Logo, chegamos à conclusão que no mês de Junho, do primeiro ano, o investimento já seria pago e, a partir daí, somente os custos fixos e variáveis seriam levados em conta para ser pago.