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ESCOLA:

Apreciação
Teste de avaliação Língua Portuguesa
Professor
Nome:
Enc.º de Educação
Ano: Turma: Data:

Kemba, a gazela, tentava descobrir uma poça de água onde pudesse matar a sede.
Cumba, a sua filha, tinha ficado muito bem escondida no buraco de uma velha árvore, a agonizar de sede e
sempre esperando que a mãe surgisse para a salvar.
Depois de uma longa caminhada, Kemba foi dar a um campo perto do qual havia uma fonte. Primeiro, parou à
espreita, por detrás de uma árvore, a ver se viria alguém. Como não aparecesse vivalma, correu para a fonte, enterrou
as patas na lama para chegar à água e bebeu até ficar satisfeita.
Entretanto muita gente veio à fonte. Veio também Lero, o caçador, que, desembainhando a faca, se preparou
para dar a morte à gazela.
Kemba suplicou-lhe que a deixasse ao menos ir dar de beber à filhinha. Disse-lhe que depois voltaria ali, pronta
para o sacrifício.
O caçador não se comovia, mas todos quantos ali estavam imploraram que a deixasse partir, pois ela não faltaria
à promessa.
O caçador fez-lhes a vontade e Kemba, agradecendo a todos, partiu correndo para o mato.
Lá estava Cumba, a gazelinha, sem se poder mexer, a um canto do buraco da velha árvore. Kemba deu-lhe de
beber e depois lambeu-lhe o focinho, o pescoço e o lombo.
Ao cair da tarde pastaram juntas, e à noite adormeceram muito aconchegadas dentro do buraco da árvore.
No dia seguinte dirigiram-se à fonte. Cumba ficava a conhecer o lugar onde poderia ir beber todas as noites.
Kemba, muito emocionada, despediu-se da filha e foi ter com o caçador.
— Aqui me tens — disse-lhe ela. — Venho cumprir a minha promessa.
Mas todos pediram a Lero que lhe poupasse a vida. E o caçador, impressionado com a coragem da gazela, não
foi capaz de a matar.
Kemba, agradecida, ensinou o caçador a imitar o balido das gazelas, para atrair e matar a onça, que todas as
noites atacava os currais dos camponeses, naqueles campos perdidos no meio da floresta.

LENDA DA GUINÉ
1.Indica os principais lugares onde decorrem os acontecimentos. ______________________________
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2.O narrador é participante, ou não participante?__________________________________________
3.Justifica a resposta que deste à pergunta anterior.________________________________________
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4.Retira do texto provas de que não chovia há muito tempo naquela terra.________________________
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5.Diz quem é a personagem principal desta narrativa._______________________________________
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6. Explica a escolha que fizeste.______________________________________________________
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Erros:__________
7.Faz o retrato psicológico de Lero, o caçador.____________________________________________
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8.Faz também o mesmo retrato de Kemba._______________________________________________
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9.Que opinião tens acerca da atitude de Kemba, que, podendo ter fugido, voltou para junto de Lero,
preparada para morrer?_____________________________________________________________
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10.Faz a separação das sílabas nas palavras seguintes:

-Reencontro:_________________________________ -Construí:______________________________
-Saúde:____________________-Occipital:_____________________-Aguardente:_________________

11.Classifica, quanto à sílaba tónica, as palavras:

-Pássaro: -Gazela:
-País: -Coragem:

12.Preenche com há ou à os espaços em branco nas frases seguintes: _____beira da estrada______uma


velha oliveira. ______muitos anos que não dá azeitonas. Disse ______minha avó que era melhor cortá-la e
lançá-la _____ fogueira..

13.Coloca o acento nas palavras que precisarem dele:

RAIZ LUIS ALGUEM ALCOOL COMBOIO PERU NUVEM AMAVELMENTE

ORGÃO CANSAÇO CAVE BURRICE JUIZ PERIGOSO PRINCESA CASTELO SAIDA

14- Faz a análise morfológica das seguintes palavras:

Esta- vossos-
Aquela- analisaram-
Meu- inteligente-
Um- ficariam-
As- isto-
Transpirado- Aquilo-

14- Coloca os verbos no tempo indicado:

Acabar- 1ª pessoa singular; P. Imperfeito------------------------------------


Partir- 3ª pessoa plural; Futuro --------------------------------------
Falar – 3ª pessoa singular; Condicional------------------------------------
Saber- 1ª pessoa, plural-; P. Mais-que-perfeito_______________________
Ler- 2ªpessoa plural; P. Perfeito___________________________________
Estar- 2ª pessoa plural- P. Imperfeito_______________________________
Ser – 3ª pessoa singular – P. Imperfeito / P. Mais-que-perfeito- __________________-

Bom trabalho!
Ficha de Avaliação de Língua Portuguesa — Centro de Estudos
João e a Matemática

João saiu da escola furioso. Mais uma negativa a matemática! Ia ficar de castigo e, ainda por cima, lhe cortavam a
semanada.
- Para que serve a matemática? – Interrogava-se ele. – Os cães, os gatos, os elefantes vivem sem fazer contas. Antes
de inventarem a escolaridade obrigatória a humanidade era feliz sem essa tortura. Pior que a matemática, só as
injecções da Tia Engrácia.
Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar tráz!!!! A maldita foi acertar no vidro da drogaria. Plim…plim…plim
desfez-se em cacos.
João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir, numa chacota.
- Que pontaria!
-Não acertas nas contas mas acertas nas montras.
- Vais ser convidado para a selecção de futebol. Este foi o melhor golo do campeonato.
Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro, sem saber o destino que levava.
Aos balanços, sacudindo para ali e além, via passar casas e ruas desconhecidas. Perdido por cem, perdido por mil.
Havia de ir até ao fim da carreira. Voltar para casa para quê? Para apanhar um raspanete?
Era quase noite quando o autocarro finalmente parou junto a um lago triste. Apeou-se. Não sabia onde estava. Foi
vagueando ao acaso, por entre prédios arruinados, até um jardim onde meia dúzia de árvores erguiam os ramos para
o céu, como fantasmas reformados. Doía-lhe a cabeça e tinha a barriga a dar horas. Sentou-se num banco em frente
estava uma pasta de crocodilo.
Sempre fora curioso. Deu dois passos, carregou o fecho dourado e que viu ele? Milhares e milhares de notas de 50
euros. Procurou um nome, uma morada. Absolutamente nada.
Olhou mais uma vez em volta. Ninguém. Então atirou fora os cadernos e livros e atulhou a mochila com aquela
inesperada fortuna.
A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo. Podia comprar uma quinta, um carro, um cavalo, tudo o
que desejasse. Só não podia livrar-se da matemática.
Até aos catorze anos era forçado a ir para a escola.
E ainda dizem que há liberdade!

Luísa Ducla Soares, O Rapaz e o Robô, Terramar

A) Assinala, com X, a hipótese correcta:

João tinha tirado negativa a matemática por isso saiu da escola...


( ) muito feliz.
( ) furioso.
( ) triste.

Para ele pior que a matemática só...


( ) as injecções da Tia Engrácia.
( ) a Língua Portuguesa.
( ) estar doente.

Deu um pontapé numa pedra e esta foi acertar no vidro


( ) do café da Tia Engrácia
( ) da pastelaria
( ) da drogaria

Para fugir dos seus colegas e do droguista que o perseguiam, João entrou...
( ) num autocarro
( ) num táxi
( ) da drogaria

Segundo o texto, João era obrigado a ir para a escola até...


( ) aos dezasseis anos
( ) aos catorze anos
( ) à noite.
II
Responde às seguintes questões de forma completa:

1-Identifica o autor do texto e a obra da qual foi retirado.


2-Identifica as personagens do texto, fazendo a distinção entre personagens principais, personagens secundárias e figurantes.

3-Como classificas o narrador do texto quando à sua participação? Justifica a tua resposta.

4-O que levou o João a sair furioso da escola?

5-João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir; numa chacota.

5.1. Transcreve do texto as frases que mostram como é que os colegas comentaram o seu “pontapé certeiro”.

5.2. O que fez o nosso herói para solucionar o problema e fugir daqueles que o perseguiam? Concordas com a atitude dele?
Justifica a tua resposta.

6-Liga correctamente as colunas A, B e C de modo a saberes o que aconteceu em seguida.


A B C

João… … tinha… …junto a um lago.


O autocarro… …via… …passar casas e ruas desconhecidas
O banco do jardim… …estava… …deserto…
o jardim… …parou… …uma pasta de crocodilo.

7-Completa a frase com as palavras correctas de acordo com o texto:

Com o ___________________ encontrado, João estava _______________ e podia___________________ uma quinta, um


____________, um __________ e __________________ o que mais desejasse, no entanto, não ______________ livrar-se da
_____________ antes de fazer _____________ anos.

8-“Deu dois passos, carregou no fecho dourado e que viu ele?”

8.1. Descreve as emoções e os sentimentos que pensas que João sentiu nesse momento.
9. O que é que o João fez após ter descoberto o tesouro dentro da pasta de crocodilo?
10. Apoiando-te no texto faz o retrato físico e psicológico do João.

III

Completa a tabela seguinte, fazendo a translineação das palavras da coluna A na coluna B classificando-as respectivamente
quanto ao número de sílabas na coluna C.

A B C
Pontaria
Escola
Carregou

Quase
Esgueirou-se
Fim
Quanto
Desejasse
atulhou

Classifica quanto à forma e ao tipo cada uma das frases:


v João saiu da escola furioso. v E ainda dizem que há liberdade?
v Para que serve a matemática? v Que pontaria!
v João, entra imediatamente no autocarro! v Olhou mais uma vez em volta.
v Para apanhar um raspanete?

Língua Portuguesa—5º ano –

O leão e o rato
Um leão estava a dormir no seu covil em certa tarde de verão, quando um rato lhe
passou por cima do focinho e o acordou. O leão rosnou furioso e já ia esmagar o rato
com a pata enorme quando:
— Oh, poupai-me, senhor — guinchou o rato. — Na verdade eu não mereço ser morto.
Não vos fiz mal… e também não presto para comer.
O leão tornou a rugir, ensonado.
— Além disso — continuou o rato, — se me poupardes agora, talvez um dia possa
fazer qualquer coisa por vós.
O leão rugiu uma enorme gargalhada, mas levantou a pata e o rato escapou-se a
correr.
Passado algum tempo, o leão andava a caçar na floresta quando caiu numa ratoeira.
Os caçadores tinham estendido uma grossa corda ligada a uma rede, no caminho por
onde o leão costumava passar, de maneira que, quando o leão tropeçou na corda, a
rede caiu-lhe em cima e fechou -se, deixando-o preso até ao dia seguinte.
O leão deu voltas e sacudiu-se, e arranhou e mordeu a rede, mas quanto mais lutava
mais preso ficava nela. Por fim não podia nem mexer -se. Sem qualquer esperança de
fuga, começou a rugir, e a sua voz ecoou em todos os recantos da floresta.
Mas aconteceu que o rato também saíra para caçar nessa noite. É claro que depressa
reconheceu a voz do leão e correu logo para o sítio onde ele estava. E vendo o que se
passava, disse:
— Não vos preocupeis, senhor, eu tiro-vos daí num instante. — Começou a roer e a
mordiscar as grossas malhas de rede. Passado pouco tempo, o leão já tinha as patas
da frente de fora; depois, a cabeça; a seguir, as patas traseiras; por fim a cauda.
O rato tinha feito qualquer coisa pelo grande leão, conforme prometera. De facto
salvou-lhe a vida.

Fábulas de Esopo, versão de Ricardo Alberty, Verbo

1.Faz corresponder os acontecimentos às partes que constituem esta narrativa.

Parte da narrativa
1. Situação inicial
2. Problema
3. Peripécias
4. Desenlace

Acontecimento
a. O rato salvou o leão de morte certa.
b. Numa tarde de verão.
c. O rato acordou o leão.
d. O rato soltou o leão.
e. O leão soltou o rato.
f. O leão ficou preso numa armadilha e não conseguia soltar-se.
g. O leão dormia.
h. O rato implorou ao leão que não o matasse pois, poderia, um dia, vir a necessitar
da sua ajuda.
2. Como reagiu o leão quando foi acordado pelo rato?

3. Enumera as razões que o rato dá ao leão para que não o mate.

4. Por que razão o leão deu uma gargalhada ao ouvir estas razões?

5. Que situação permitiu ao rato provar ao leão que poderia precisar dele?

6. Transcreve do texto a frase que prova que o leão não se conseguiu soltar sozinho.

7. Comprova que o narrador é um narrador não participante.

8. Localiza a ação no tempo e no espaço.

9. Dos três provérbios que se seguem, apenas três poderiam servir de moral à fábula.
Identifica-os.
a. As aparências iludem.
b. Vozes de burro não chegam ao céu.
c. Faz bem e não olhes a quem.
d. Devagar se vai ao longe.
e. O prometido é devido.

9.1. Seleciona um dos provérbios para responder à pergunta 12. e explica por que
motivo se aplica à fábula.

Após ter soltado o leão, o rato decidiu escrever ao seu primo que vive no campo a
contarlhe
o que lhe tinha acontecido, de que forma salvou o leão e a lição que lhe ensinou.
– Redige o email (entre 15 a 20 linhas) que o rato terá escrito ao seu primo.
Não te esqueças de:
• organizar devidamente as ideias;
• ser cuidadoso ao nível da caligrafia, ortografia, acentuação e pontuação;
• ser cuidadoso ao nível da construção frásica e do vocabulário usado.

Grupo II
1. Forma uma família de 5 palavras para a seguinte palavra primitiva: Pôr

2. Classifica as seguintes palavras quanto à Formação:


2.1. Relembrar. 2.2. Entusiasmadíssimos.
3.Analisa sintacticamente a seguinte frase:
“Os ratos ataram um guizo ao gato.”
4. . Faz corresponder letras e números de modo a identificar as funções dos grupos de
palavras sublinhadas:

Expressões Funções
5. I. A Assembleia dos ratos foi um A. Vocativo Sublinha
os êxito.
II. Os ratos descobriram um truque B. C. Indirecto
infalível.
III. – Amigos, atemos-lhe um guizo! C. Predicado
IV Mas ninguém se ofereceu… D. C. Directo
V – …para pregar essa partida ao E. Sujeito
inimigo!
determinantes e indica a subclasse de cada um.
a) Aquele peixe parecia um tubarão.
______________________________________________________________________
b) O pescador fritou pouco peixe.
______________________________________________________________________
c) Quantos caranguejos venderam?
______________________________________________________________________
6 - Completa o quadro com as palavras sublinhadas das seguintes
frases:
a) Ai! Este manual é do Jorge! Ele deixou-o em minha casa!
b) Bolinhas era o cão mais bonito que ela tinha na loja.
c) A equipa da Telma ganhou o difícil campeonato. Viva!
interjeição nome pronome verbo adjectivo determina
nte

7. Distingue Pronomes e Determinantes nas frases seguintes:


1.1. “Os meus amigos já chegaram. E os teus?”
1.2. “Esta sobremesa está deliciosa. E essa?”
1.3. “Pusemos poucas flores no centro da mesa. Vocês puseram muitas!”
1.4. “ E eles, quantas puseram?”
1.5. “ As três rosas que estão no meio são as mais bonitas.”

Grupo III
2. Lê os vários significados da palavra mar, tal como aparecem no dicionário.

Mar, n.m.
1. Grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte (73%) da superfície
da Terra; oceano.
2. Grande quantidade de qualquer coisa; imensidão.
3. Grande quantidade de pessoas; multidão.
AA.VV., 2010. Grande Dicionário Língua Portuguesa. Porto: Porto Editora

2.1. Nas frases que se seguem, a palavra mar é utilizada com significados diferentes. Asso-
cia cada uma das frases ao significado correspondente.
a. Durante a pesquisa, perdi-me num mar de jornais!
b. Ao chegar ao cinema, percebi que havia um mar de gente à espera para comprar
bilhete.
c. Quando a bandeira está vermelha, não se deve entrar no mar.

GRUPO II
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Qual dos conjuntos seguintes apresenta apenas palavras que, quanto ao processo
de formação, são
derivadas por sufixação?

Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.


(A) amendoeira – girassol – madressilva – malmequer.
(B) arborização – cultivável – florista – jardinagem.
(C) beija-flor – desflorestação – floral – florescer.
(D) desfolhar – folhagem – folhear – mil-folhas.

2. Classifica a forma verbal sublinhada na frase seguinte, indicando pessoa, número,


tempo e modo.

O meu avô tinha visto a árvore crescer em frente da sua casa.

3. Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, utilizando conjunções
e locuções conjuncionais das subclasses indicadas entre parênteses.

Faz as alterações necessárias.


a) Na aula de Ciências, os alunos estudaram os sobreiros.
Os alunos fizeram um trabalho de pesquisa sobre faias.
(locução conjuncional coordenativa copulativa)

b) Tu subirás a essa árvore.


Os ramos partir-se-ão.
(conjunção subordinativa condicional)

c) Esta azinheira tem uma sombra tão ampla!


Convida ao repouso.
(conjunção subordinativa consecutiva)

4. Explicita a regra que torna obrigatório o uso da vírgula na frase seguinte, indicando
a função sintáctica da expressão«Ó Pedro».

Ó Pedro, queres ir acampar na floresta?

5. Lê o enunciado seguinte.
A Rita perguntou:
– Alguém sabe quantos anos tem esta oliveira?
Reescreve em discurso indirecto a fala da Rita.

6. Transcreve a oração subordinada que integra a frase complexa que se segue.

As árvores que embelezavam a quinta eram exemplares exóticos


__________________________________________________________________________________.

7. Classifica a forma verbal sublinhada na frase seguinte, indicando tempo, modo e


voz.

Esta peça foi representada por uma companhia de teatro amador.


8. Completa cada uma das frases seguintes com a forma do verbo apresentado entre
parênteses, no tempo
e no modo indicados.

Escreve a letra que identifica cada espaço, seguida da forma verbal correcta.
Pretérito perfeito simples do indicativo
Os actores dessa peça ____a)___ (obter) grande reconhecimento do público pelo seu
trabalho.
Futuro simples do indicativo
A representação dessa peça _____b_)____ (trazer) muito sucesso à companhia de
teatro.
Pretérito imperfeito do conjuntivo
Os actores esperaram que os espectadores _____c_)____ (parar) de aplaudir.
Futuro simples do conjuntivo
Se essa companhia de teatro _____d_)____ (vir) a Portugal, quero assistir ao seu
espectáculo.

9. Reescreve as frases seguintes (9.1. e 9.2.), substituindo a expressão sublinhada


pelo pronome pessoal
adequado.
Faz apenas as alterações necessárias.
9.1. Se eu tivesse um bilhete a mais para a estreia, daria o bilhete ao João.
9.2. A companhia estreou a peça no auditório, mas não representou a peça no palco.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_________

10. Indica a função sintáctica de cada um dos elementos sublinhados nas seguintes
frases.

a) – Por favor, traga-me uma água, senhor Ribeiro.


b) A pobreza continua presente nos dias de hoje.

c) Os colaboradores voluntários do Banco Alimentar são pessoas altruístas.

11. Reescreve na forma passiva a seguinte frase:


O Eduardo tinha lido as notícias do dia.

12 . Transforma em frases complexas os pares de frases simples a seguir


apresentados, utilizando
conjunções ou locuções conjuncionais das subclasses indicadas entre parênteses.
Faz as alterações necessárias à correcção das frases.
a) Todos queriam ir ao concerto.
Eles não tinham dinheiro.
(conjunção ou locução conjuncional subordinativa concessiva)

b) O filme era muito longo.


Deixei-me dormir a meio.
(locução conjuncional subordinativa consecutiva)

c) Não vou convosco à casa da Ana.


Eu e a Ana zangámo-nos.
(conjunção ou locução conjuncional subordinativa causal)
d) Partimos de Lisboa às sete horas da manhã.
Podemos ainda almoçar no Porto.
(conjunção ou locução conjuncional subordinativa condicional)

13. Completa cada uma das frases seguintes, usando, nos tempos indicados, a forma
correcta do verbo
apresentado entre parênteses.

a) Pretérito perfeito simples do indicativo


O João e o Miguel não _______________(querer) aceitar o convite de um amigo para
trabalharem num restaurante.

b) Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo


O Jorge pintou um brinquedo que _______________(encontrar) no sótão.
c) Pretérito imperfeito do conjuntivo
Se as plantas _______________(poder) falar, talvez _______________(haver) mais respeito
pela natureza.

14. Indica, para cada um dos itens (14.1. e 14.2.), a funcao sintactica que a
expressao sublinhada desempenha
em cada uma das frases.

14.1. Nessa manhã, chegaram os passageiros ao navio.

14.2. Nessa manhã, encontraram os passageiros no navio.

15. Selecciona a opcao em que a palavra “a” é uma preposicao.

Escreve a letra correspondente a opcao que escolheres.


(A) Amanha chega do Brasil a minha melhor amiga.
(B) Encontrei uma boa gramatica, mas nao a comprei.
(C) O meu amigo Antonio chegou a Africa ontem.
(D) O passageiro misterioso subiu para a embarcacao.

Lê, com atenção, o poema «Escada sem corrimão», de David Mourão-


Ferreira.

Escada sem corrimão

É uma escada em caracol


e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Correm-se p’rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.

David Mourão-Ferreira, Antologia Poética [1948-1983],


Lisboa, Dom Quixote, 1983
VOCABULÁRIO:
lastro (verso 12) – peso que se mete no porão de uma embarcação, para lhe
aumentar a estabilidade.

Responde, agora, aos itens que se seguem, de acordo com as orientações


que te são dadas.

1. Identifica um verso da primeira estrofe que ajude a compreender o comportamento


descrito no
verso «Quem tem medo não a sobe.» (verso 9).

Justifica a tua escolha.

2. Se o nome «chão» (verso 4) for considerado metáfora de «ignorância», como se


poderá interpretar o verso
«Vai a caminho do Sol» (verso 3)?

3. Explica de que modo os versos «Os degraus, quanto mais altos, / mais estragados
estão.» (versos5 e 6) podem
caracterizar o ciclo de vida de um ser humano.

4. Tendo em conta o significado da «escada», no poema, o que nos diz sobre a vida o
verso «Sobe--se numa
corrida.» (verso 13)?
5. Imagina que, na tua Escola, estão a ser reunidos textos para duas antologias de
poesia com os
títulos seguintes:

Título da antologia A Título da antologia B


POESIA COM POESIA SOBRE O
ENIGMAS TEMPO

Antologia, é uma coleção de trabalhos literários, geralmente poemas, agrupados por temática, autoria ou
período.

Em qual dessas antologias publicarias o poema «Escada sem corrimão»?

Justifica a tua opção, com base na leitura que fizeste desse poema.
Eu publicaria o poema «Escada sem corrimão» na Antologia B, Poesia sobre o tempo
pois existe uma analogia entre a escada e a própria vida. Pode dizer--se que a escada
em caracol representa, metaforicamente, a vida, passando extremamente depressa.
Eu publicaria o poema «Escada sem corrimão» na Antologia A, Poesia com enigmas
pois este poema
não deixa de ser um enigma, só desvendado nos últimos versos do mesmo.