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ENG.

º CÉSAR ROBERTO NASCIMENTO GUIMARÃES


CONSULTOR AMBIENTAL.
CREA: 020983995-3 D/MA
ITAPECURU MIRIM – MA. NOVEMBRO DE 2018.
ENGENHEIRO CÉSAR GUIMARÃES CONSUTORIA AMBIENTAL CREA 020983995-3

R E L AT Ó R I O D E AV A L I A Ç Ã O A M B I E N T A L

EMPRENDIMENTO

ALVORADA MOTOCICLETAS LTDA


CNPJ: 05.846.703/0019-88

RESPONSÁVEL PELA OBRA CIVIL

CELSO GONÇALO DE SOUSA


CPF: 095.049.403-82

ITAPECURU MIRIM – MA

DEZEMBRO DE 2018

PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS – ALVORADA MOTOS

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ENGENHEIRO CÉSAR GUIMARÃES CONSUTORIA AMBIENTAL CREA 020983995-3

SUMÁRIO

1. EQUIPE TÉCNICA ...................................................................................... 3


1.1 PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS. .................... 3
2. OBJETIVOS ................................................................................................ 4
2.1 . OBJETIVO GERAL. ............................................................................... 4
2.2 . OBJETIVO ESPECÍFICO. ..................................................................... 4
3. REFERÊNCIAS NORMATIVAS ................................................................... 5
4. CONTEXTO DO PROJETO ......................................................................... 6
4.1 . IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR. ............................................ 6
4.2 . IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSSÁVEL TÉCNICO. ............................. 6
4.3 . CARACTERIZAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO. ...................... 6
4.4 . HISTÓRICO DO PARCELAMENTO DO SOLO. .................................... 7
4.5 . OBJETIVOS DO EMPREENDIMENTO. ................................................ 7
4.6 . DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES. .......................................................... 8
4.7 . CARACTERISTICAS DO MUNICÍPIO. .................................................. 8
4.8 . ÁREA OBJETO DO ESTUDO................................................................ 9
4.9 . ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS ...................................................... 9
4.10 . ASPECTOS FISIOGRÁFICOS. .......................................................... 11
4.11 . GEOLOGIA........................................................................................ 13
4.12 . RECURSOS HÍDRICOS. ................................................................... 15
4.13 . HIDROLOGIA LOCAL ....................................................................... 16
5. IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA ............................................................ 17
5.1 . MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................... 17
5.2 . RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL ......................................................... 18
5.3 . METODOLOGIA SUGERIDA............................................................... 21
5.4 . MODELAGEM DE IMPLANTAÇÃO DAS MUDAS. .............................. 23
5.5 . TRATAMENTO DE EFLUENTES......................................................... 25
5.6 . DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS. ....................................... 26
5.7 . PROGRAMAS AMBIENTAIS. .............................................................. 26
5.8 . CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO. ................................................. 27
LEVANTAMENTO FOTORÁFICO.................................................................... 29

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1. EQUIPE TÉCNICA

1.1 PLANO DE RECU PERAÇÃO DE ÁREAS DEGRAD AD AS .

PROFISSIONAL FORMAÇÃO / RESPONSABILIDADE


REGISTRO TÉCNICA
PROFISSIONAL

CÉSAR ROBERTO Eng.º MECÂNICO RESPONSSAVEL


NASCIMENTO TECNICO DO
Eng.º AMBIENTAL
GUIMARÃES LICENCIAMENTO
CREA: 020983995-3 AMBIENTAL

MILENA LIMA ROSA GRADUADA EM APOIO TÉCNICO


GUIMARÃES GEOGRAFIA / ESP. ADMINISTRATIVO E DE
EDUCAÇÃO CAMPO
AMBIENTAL.

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2. OBJETIVOS

2.1 . OBJETIVO GERAL.

O principal objetivo deste estudo é avaliar os impactos causados pelas


obras de construção do prédio na revenda de motos da Alvorada Motos, com
relação aos aspectos relativos a retirada do material oriundo da construção como
também da elaboração dos estudos ambientais das atividades da ALVORADA
MOTOCICLETAS LTDA e vizinhança.

2.2 . OBJETIVO ESPECÍFICO.

Apresentar o – Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD,


seguindo as diretrizes para a execução do licenciamento ambiental aos quais
estão expressas na Lei 6.938/81 e nas Resoluções CONAMA nº 001/86 e nº
237/97 e o que está disposto na Lei Municipal nº 1155/2009. Apresentaremos
as alterações acrescentadas da ABNT NBR vigentes, à Secretaria Municipal de
Agricultura Familiar, Abastecimento, Indústria, Comércio, Pesca, Produção e
Meio Ambiente – SEMAMFAICOPER, da ALVORADA MOTOCICLETAS LTDA.

Coordenadas:

Sirgas 2000.

03°23'56.64"S
44°21'22.00"W

Figura 01: fonte do Google Earth: Alvorada Motos - 2018

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3. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação


deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do
referido documento (incluindo emendas).
✓ Resolução do CONAMA nº. 09/97;
✓ Resolução do CONAMA nº. 237/97;
✓ Lei nº. 1.155 de 28/12/2009;
✓ ABNT NBR 5410: 2004, Instalações elétricas de baixa tensão
✓ ABNT NBR 11.682: 2009, prescreve os requisitos exigíveis para o estudo
e controle da estabilidade de encostas e de taludes resultantes de cortes
e aterros realizados em encostas
✓ ABNT NBR 10636: 1989, Paredes divisórias sem função estrutural -
Determinação da resistência ao fogo.
✓ ABNT NBR 6.497: 1983, Fixa condições gerais a serem obedecidas no
levantamento geotécnico para fins de projeto de obras de engenharia
✓ ABNT NBR 6.484: 2001, prescreve o método de execução de sondagens
de simples reconhecimento de solos, com SPT, cujas finalidades, para
aplicações em Engenharia Civil.

ABNT NBR 6.484, de fevereiro de 2001

Figura 02: fonte autor: Alvorada Motos - 2018

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4. CONTEXTO DO PROJETO

4.1 . IDENTIFICAÇ ÃO DO EMPREENDEDOR.

EMPREENDEDOR; ALVORADA MOTOCICLETAS LTDA.


CNPJ: nº 05.846.703/0019-88.
ENDEREÇO: Rua Antônio Olívio Rodrigues, nº 460, Piçarra.
CEP: CEP 65.485-000, Itapecuru Mirim – MA.

4.2 . IDENTIFICAÇ ÃO DO RESPONSS ÁV EL TÉCNICO.

RESPONSSÁVEL TÉCNICO; CÉSAR ROBERTO N. GUIMARÃES.


CPF: 708365663-00 – Eng.º Ambiental - CREA: 020983995-3
ENDEREÇO: Rua José Domiciano Siqueira nº 120 B, Bairro - Torre.
CEP; 65.485-000 – Itapecuru Mirim - MA.

4.3 . CARACTERIZAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO.

EMPREENDIMENTO; ALVORADA MOTOCICLETAS LTDA.


CNPJ: 05.846.703/0019-88.
ATIVIDADE PRINCIPAL: A empresa desempenhará como atividade econômica
principal, o comércio a varejo de motocicletas e motonetas novas.
ÁREA TOTAL DA GLEBA: 1.354,86 m²
ÁREA TOTAL DE CONSTRUÍDA: 400,95 m²
COORDENADAS GEOGRÁFICAS: X = 03°23'56.64"S e Y = 44°21'22.00"W
ENDEREÇO: Rua Antônio Olívio Rodrigues, nº 460, Piçarra.
CEP: CEP 65.485-000, Itapecuru Mirim – MA.
BACIA: Rio Itapecuru
MÃO-DE-OBRA: Os funcionários são do município de Itapecuru Mirim,

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4.4 . HISTÓRICO DO PARCELAMENTO DO SOLO.

O anterior uso deste solo era uma residência com fins comercial. O
acervo do espólio compõe-se de único bem imóvel situado no perímetro urbano,
da Cidade de Itapecuru Mirim, MA, com área de 1.354,86 m² (mil e trezentos e
cinquenta e quatro metros e oitenta e seis centímetros quadrados),
devidamente registrado no Cartório Extrajudicial do 1º Ofício – Município
de Itapecuru Mirim – MA.

4.5 . OBJETIVOS DO EMPREENDIMENTO.

São objetivos que levaram ao empreendedor a buscar pela do processo


de recuperação da área:

✓ Caracterizar a descrição e a concepção básica do empreendimento e


do seu entorno.
✓ Levantamento e mapeamento com localização georreferenciada das
áreas recuperáveis (Formulário de Identificação de Área Degradada –
FIAD);
✓ Registros fotográficos incluindo comparação de fotos de forma a avaliar
a evolução da recuperação;
✓ Definição de Plano de Ação específico para cada área degradada
identificada e os respectivos Formulários de Acompanhamento de
Plano de Ação Específico (FPAE);
✓ Avaliação das medidas de recuperação adotadas;
✓ Avaliação do cumprimento dos indicadores e metas do Programa;
✓ Avaliação da periodicidade e eficácia do monitoramento;
✓ Acompanhamento das atividades realizadas no período (compilação e
avaliação do conteúdo dos Formulários de Monitoramento de Áreas
Degradadas – FMAD);
✓ Detalhamento dos métodos utilizados no monitoramento.

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4.6 . DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES.

Os levantamentos preliminares ocorreram nos dias 21 e 22 de novembro


de 2018, onde coletou-se os pontos de GPS. Utilizando-se o GPS GARMIM, para
elaboração da planta de localização e situação do senário objeto de estudo,
também todo os levantamentos fotográficos para evidenciar as áreas afetadas.

4.7 . CARACTERISTICAS DO MUNICÍPIO .

O município de Itapecuru Mirim teve sua autonomia política em


21/07/1870, está inserido na Mesorregião Norte Maranhense, na Microrregião
Itapecuru Mirim (Figura 03), abrange uma área de 1.471 km², com uma
população de aproximadamente (IBGE 2018) 67.673 habitantes e densidade
demográfica de 42,21 habitantes/km² (IBGE, 2010). Limita-se ao Norte com os
municípios de Presidente Juscelino, Santa Rita e Anajatuba; ao Sul com os
municípios de Cantanhede e Miranda do Norte; a Leste com os municípios de
Vargem Grande e Presidente Vargas e a Oeste com o município de Anajatuba
(Google Maps, 2018).

Figura 03: fonte do Google Earth: Alvorada Motos - 2018

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4.8 . ÁRE A OBJETO DO ESTUDO

Figura 04: fonte do Google Earth: Adaptação do Autor - 2018

LEGENDA:

Área a ser recuperada;

Área destinada a construção;

Área verde remanescente;

Limite da Rodovia BR 222 – Rua Antônio Olívio Rodrigues;

Área Residencial – Comercial;

Córrego Luís Antônio.

4.9 . ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS

Os dados socioeconômicos relativos ao município foram obtidos, a partir


de pesquisa nos sites do IBGE (www.ibge.gov.br), da Confederação Nacional
dos Municípios – CNM (www.cnm.org.br) e no Instituto Maranhense de Estudos
Socioeconômicos e Cartográficos.

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O município foi elevado à condição de cidade com a denominação de


Itapecuru Mirim, pela Lei Provincial nº 919 de 21/07/1870. Segundo o IBGE
(2010), cerca de 55,88% da população reside na zona urbana, sendo que a
incidência de pobreza no município é de 58,88% e o percentual dos que estão
abaixo do nível de pobreza é de 49,86%.
Na educação, segundo o IMESC (2010), destacam-se os seguintes
níveis escolares em Itapecuru Mirim: Educação Infantil, creche e pré-escolar
(14,04%); Educação de Jovens e Adultos (7,53%); Educação Especial (0,34%);
Ensino Fundamental, 1º ao 9º ano (61,19%); Ensino Médio, 1º ao 3º ano
(16,67%). O analfabetismo atinge mais de 26% da população da faixa etária
acima de 07 anos (IBGE, 2011).
No campo da saúde, a cidade conta com 28 estabelecimentos públicos
de atendimento e 03 privados. No censo de 2000, o estado do Maranhão teve o
pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil e Itapecuru Mirim obteve
desempenho com IDH de 0,609. O Programa de Saúde da Família – PSF vem
procedendo a organização da prática assistencial em novas bases e critérios, a
partir de seu ambiente físico e social, com procedimentos que facilitam a
compreensão ampliada do processo saúde/doença e da necessidade de
intervenções que vão além de práticas curativas.
Em Itapecuru Mirim a relação entre profissionais da saúde e a população
é 1/146 habitante, segundo o IMESC (2010). A pecuária, o extrativismo vegetal,
as lavouras permanente e temporária, as transferências governamentais, o setor
empresarial com 622 unidades atuantes e o trabalho informal são as principais
fontes de recursos para o município.
A água consumida na cidade de Itapecuru Mirim é distribuída pelo
Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão – CAEMA, autarquia
estadual que atende aproximadamente 10.503 domicílios através de uma central
de abastecimento (IBGE, 2018). O município possui um sistema de escoamento
superficial dos efluentes domésticos e pluviais que é lançado em curso d’água
permanente, e a disposição final do lixo urbano, não é feita adequadamente em
um aterro sanitário.

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De acordo com os dados do IBGE (2011) apenas 23,01% dos domicílios


têm seus lixos coletados, enquanto 73,95% lançam seus dejetos diretamente no
solo ou os queimam e 3,05% jogam o lixo em lagos ou outros destinos. Dessa
forma, a disposição final do lixo urbano e do esgotamento sanitário não atendem
as recomendações técnicas necessárias, não há tratamento do chorume, dos
gases produzidos pelos dejetos urbanos, nem dos efluentes domésticos e
pluviais, como forma de reduzir a contaminação dos solos, a poluição dos
recursos naturais e a proliferação de vetores de doenças de veiculação hídrica.
Não existe a coleta do lixo dos estabelecimentos de saúde sendo e não
é acondicionada em aterro específico para resíduos especiais.
O fornecimento de energia é feito pela ELETRONORTE, através da
CEMAR (2011) pelo Sistema Regional de Miranda, que abrange a região norte,
centro-norte e centro-oeste maranhense.
O sistema é composto atualmente por vinte e seis subestações, sendo
duas na tensão de 138/69/13,8 KV, dezesseis na tensão de 69/13,8 KV, uma na
tensão de 69/34,5 KV, seis na tensão de 34,5/13,8 KV e uma na tensão 230/69
KV. Segundo o IMESC (2010) referente aos dados de 2008, existem 14.544
ligações de energia elétrica no município de Itapecuru Mirim.

4.10 . ASPECTOS FISIOGRÁFICOS .

O estado do Maranhão, por se encontrar em uma zona de transição dos


climas semiárido, do interior do Nordeste, para o úmido equatorial, da Amazônia,
e por ter maior extensão no sentido norte-sul, apresenta diferenças climáticas e
pluviométricas. Na região oeste, predomina o clima tropical quente e úmido (As),
típico da região amazônica. Nas demais regiões, o estado é marcado por clima
tropical quente e semiúmido (Aw).
As temperaturas em todo o Maranhão são elevadas, com médias anuais
superiores a 24ºC, sendo que ao norte chega a atingir 26ºC. Esse estado é
caracterizado pela ocorrência de um regime pluviométrico com duas estações
bem definidas. O período chuvoso, que se concentra durante o semestre de
dezembro a maio, apresenta registros estaduais da ordem de 290,4 mm e
alcança os maiores picos de chuva no mês de março.

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O período seco, que ocorre no semestre de junho a novembro, com


menor incidência de chuva por volta do mês de agosto, registra médias estaduais
da ordem de 17,1mm. Na região oeste do estado, onde predomina o clima
tropical quente e úmido (As), as chuvas ocorrem em níveis elevados durante
praticamente todo o ano, superando os 2.000 mm. Nas outras regiões, prevalece
o clima tropical quente e semiúmido (Aw), com sucessão de chuvas durante o
verão e o inverno seco, cujas precipitações reduzidas alcançam 1.250 mm. Há
registros ainda menores na região sudeste, podendo chegar a 1.000 mm.
Os solos da região estão representados por Podzólicos Vermelho-
Amarelo e Plintossolos (EMBRAPA, 2010). Os Podzólicos Vermelho-Amarelos
são solos minerais possuem textura média e argilosa, situando-se,
principalmente, nas encostas de colinas ou outeiros, ocupando também áreas
de encostas e topo de chapadas, com relevo que varia desde plano até
fortemente ondulado.
O município de Itapecuru Mirim está localizado na Mesorregião Norte
Maranhense, na Microrregião de Itapecuru Mirim, pertencente à Área de
Proteção Ambiental Upaon Açu – Miritiba – Alto Preguiças. A altitude da sede é
de 20 metros acima do nível do mar e a variação térmica durante o ano é
pequena com a temperatura oscilando entre 22,3°C e 31,9°C. O clima da região,
segundo a classificação de Köppen, é tropical (AW’) subsumido, com dois
períodos bem definidos: um chuvoso, que vai de janeiro a junho, com médias
mensais superiores a 236,6 mm e outro seco, correspondente aos meses de
julho a dezembro do período de estiagem, a precipitação pluviométrica variou de
9,5 a 87,8 mm e no período chuvoso, de 94,4 a 350,8 mm, com média anual em
torno de 1.647 mm. Esses dados são referentes ao período de 1961 a 1990
(JORNAL DO TEMPO, 2011).
O relevo na região é formado por planícies suavemente onduladas
contendo extensas áreas rebaixadas de formação sedimentar recente com
presença de morros testemunho. Os relevos residuais presentes na região
formam outeiros e superfícies tabulares cujas bordas decaem em colinas de
declividades variadas (FEITOSA, 2006).

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4.11 . GEOLOGI A.

O município de Itapecuru Mirim está inserido nos domínios da Bacia


Sedimentar do Parnaíba, que, segundo Brito Neves (1998), foi implantada sobre
os riftes cambroordovicianos de Jaibaras, Jaguarapi, Cococi/Rio Jucá, São
Julião e São Raimundo Nonato. Compreende as supersequências Silurianas
(Grupo Serra Grande), Devoniana (Grupo Canindé) e Carbonífero-Triássica
(Grupo Balsas) de Góes e Feijó (1994).

LEGENDA:

Fase 01

Fase 02

Fase 03

Fase 04 monitoramentos

Figura 05: fonte do Google Earth: Adaptação do Autor - 2018

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Os estudos preliminares apontaram para a retirada dos resíduos e


materiais oriundos da construção, pois os mesmos afetarão o desenvolvimento
na fase de implantação das mudas para a recuperação da área afetada. A
geologia local é bastante propensa ao plantio de mudas de palmeiras, mas para
isso o empreendedor terá que efetuar a remoção desses materiais. As fases de
levantamento, execução e monitoramento serão determinadas em cronograma
para melhor entendimento entre o órgão fiscalizador e o empreendedor.

FASE DESCRIÇÃO RESPONSAVEL

REMOÇÃO DOS
01 ALVORADA MOTOS
RESÍDUS

PREPARAÇÃO E
02 ALVORADA MOTOS
PLANTIO
03 OPERAÇÃO DA LOJA ALVORADA MOTOS

ACOMPANHAMENTO E ALVORADA MOTOS E


04
MONITORAMENTO SEMAMFAICOPER

TABELA 01: IMPLANTAÇÃO DO PRADE – ALVORADA MOTOS 2018

REMOVER ENTULHO

Figura 06: fonte autor: Alvorada Motos - 2018

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4.12 . RECURSOS HÍDRICOS.

O município de Itapecuru Mirim pertence à bacia hidrográfica do rio


Itapecuru o qual drena sua área. Trata-se de uma bacia irregular, estreita nas
nascentes e na desembocadura, alargando-se na parte central, onde atinge
aproximadamente 120 km. O rio Itapecuru pode ser caracterizado, fisicamente,
em 03 (três) grandes regiões distintas: Alto, Médio e Baixo Itapecuru. Nasce nos
contrafortes das serras Crueira, Itapecuru e Alpercatas, em altitudes em torno de
500 metros nas fronteiras dos municípios de Mirador, Grajaú e São Raimundo
das Mangabeiras.
Percorre 1.090 km até a sua desembocadura na baía do Arraial, ao sul
de São Luís. Corre no sentido oeste-leste das nascentes até o povoado de
Várzea do Cerco, 25 km à montante da cidade de Mirador, tomando rumo norte
ao deslocar-se sobre os chapadões do alto curso, até receber o seu maior
depositário, o rio Alpercatas, que contribui com 2/3 de seu volume, em sua
desembocadura. Muda de direção para nordeste até receber o rio Corrente,
tracejando um longo contorno no município de Caxias. Apesar de apresentar
algumas inflexões, mantém-se na mesma direção, até alcançar a Baía do Arraial,
onde desemboca por dois braços: o Tucá, como principal, e o Mojó, como
secundário. Fatores como as características da rede de drenagem, a
compartimentação, as formas de relevo da bacia e a navegabilidade foram os
critérios nos quais a SUDENE se baseou para dividir o curso do rio (BEZERRA,
1984 apud ALCÂNTARA, 2011).

Figura 07: fonte do Google Imagens: Adaptação do Autor - 2018

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4.13 . HIDROLOGI A LOCAL

A hidrologia local é composta de vários córregos superficiais e também


do aquífero Itapecuru, é composta pela microbacia do Riacho Cova, Riacho Luís
Antônio, Riacho da Miquilina, onde os mesmos desembocam no Rio Itapecuru
na altura do bairro Miquilina.

MOPA HIDROLOGICO

LEGENDA:

Rio Itapecuru
Riacho Luís Antônio
Riacho Miquilina
Alvorada Motos
Sede Municipal

Figura 08: fonte do Google/estudo de campo: Adaptação do Autor - 2018

A microbacia do córrego Luís Antônio encontra-se bastante antropisada


devido as ocupações ao longo do seu leito, havendo assim a necessidade de um
mapeamento e um gerenciamento por parte do poder público municipal quanto
os gerenciamentos dos recursos naturais dos locais de influência direta.

O empreendedor em conjunto com técnicos da Prefeitura Municipal,


promoverá vistoria no sistema de drenagem de águas pluviais e de esgotamento
sanitário, visando o conforto e o respeito às normas vigentes para o projeto
construtivo dos mesmos. Quando do início das obras de execução pede-se que
seja formalizado junto a Secretaria de Infraestrutura e a Secretaria de meio
Ambiente do Município de Itapecuru Mirim as vistorias previas para a emissão
do alvará de execução e a licença de instalação, visando com isso evitar
transtornos com a vizinhança do local.
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5. IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA

O processo de recuperação da área afetada pelas obras da empresa


ALVORADA MOTOCICLETAS LTDA foi formalizado junto à Secretaria Municipal
de Agricultura Familiar, Abastecimento, Indústria, Comércio, Pesca, Produção e
Meio Ambiente – SEMAMFAICOPER através do TERMO DE COMPROMISSO
Nº 0021 datado no dia 01/11/2018 e teve como agente fiscal o Sr. Cleomar
Rodrigues dos Santos Lopes Mat. 14382. Onde ficou acordado entre as partes,
a retirada de todos os resíduos gerados da obra de construção da referida
empresa e a apresentação do Plano de Recuperação de Áreas Degradas –
PRAD no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da lavratura do presente
termo.

5.1 . MATERI AIS E MÉTODOS

O processo será realizado as margens do Córrego Luís Antônio em uma


área de 1.354,86m² de propriedade da empresa, ALVORADA MOTOCICLETAS
LTDA. Onde será feita a remoção de toda a carga de resíduos da construção civil
e feito o processo de implantação da reposição da vegetação local.

A proposta de recuperação será em uma área de proteção permanente,


situada nas margens esquerda e direita do Córrego Luís Antônio em uma
extensão de 30 metros por 40 metros. Na área a ser recuperada existia bastante
palmeiras de Juçara (Euterpe oleracea) e também palmeiras de buriti (Mauritia
flexuosa) e outras gramíneas que fazem parte da biota local.

Regionalmente a vegetação é conhecida como zona de transição entre


o serrado e floresta equatorial, havendo muitos remanescentes de palmeiras
deste tipo de clima, equatorial tropical, e por esse motivo as palmeiras aquáticas
fazem parte da nossa vegetação. Iremos apresentar todas as medidas de
contenção contra erosão e todos os cuidados necessários quanto a recuperação
das áreas degradada ou alterada incluindo espécies rasteiras, arbustivas e
arbóreas e medidas de manutenção e monitoramento.

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5.2 . RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL

Mata Ciliar é o nome que se dá à vegetação que se desenvolve as


margens os rios, riachos, córregos, lagoas ou outros corpos d’água, sendo de
grande importância para proteção dos recursos hídricos, pois atua como uma
barreira natural. Assim como os cílios protegem nossos olhos, as matas ciliares
protegem os rios, servindo como filtro, mantendo a qualidade e a quantidade das
águas, além de proteger os terrenos que ficam às suas margens. (SEMAH,
BAHIA 2007).

Atualmente, há muitas normas jurídicas que visam garantir a proteção


do meio ambiente e muitas dessas referem-se, direta ou indiretamente, à
proteção e à recuperação do meio ambiente e das matas ciliares. Dentre os
diferentes mecanismos de recomposição de flora e matas ciliares, muitos são os
métodos que poderão ser utilizados. O plantio deve ser feito nas áreas
degradadas, principalmente nas nascentes, margem de rio e laçais inclinados:

Modelos de plantio de acordo com as características do ambiente e do


terreno, e a depender do uso que se dará à área, o plantio pode ser feito de
formas diferenciadas. Sugerimos os seguintes modelos:

a) Sistema florestal ambiental: plantio do maior número de espécies de


árvores da região, com objetivo principal de recuperar as funções ecológicas da
mata;
b) Sistema agroflorestal (SAF): introdução de espécies de árvores nativas
e outras de interesse econômico e não madeiráveis (frutíferas, melíferas,
medicinais etc.) em uma mesma área, visando o uso econômico futuro da área
sem retirada da cobertura vegetal.
c) Enriquecimento e nucleação: introdução de algumas árvores nos
espaços vazios da mata já em recuperação. As espécies escolhidas devem ter
crescimento rápido e, também, atrair animais vertebrados (principalmente aves)
através de seus frutos.
d) Distribuição das mudas no local de plantio, para entendermos como
funciona a recuperação da mata ciliar destruída é necessário entender como as
florestas se recuperam naturalmente.

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e) Se uma floresta for derrubada e se essa área for abandonada, as


árvores voltar a crescer aos poucos, por etapas. Se houver uma mata próxima,
o vento, os insetos, os pássaros e a água vão levar as sementes dessa mata
para a área desmatada, permitindo que uma nova mata cresça no local. O
sombreamento das árvores pioneiras (P) permite que as árvores não pioneiras
(NP), pouco ou não tolerantes ao sol, se desenvolvam em sua fase inicial, mas
de maneira um pouco mais lenta que as primeiras.

Figura 09: fonte do Google Imagens: Adaptação do Autor - 2018

Com o passar do tempo, as árvores não pioneiras vão crescendo e se


tornando as mais altas da floresta. As árvores pioneiras morrem com o tempo.
Nesta fase, a floresta se torna adulta e bem desenvolvida. É o que chamamos
de sucessão ecológica em florestas. Todas as etapas são importantes no
processo de recuperação das florestas. Por isso, a melhor maneira de replantar
uma mata é imitar todas as fases de crescimento da floresta. Para o sucesso do
plantio, o ideal é que seja feito no início do período chuvoso, após as primeiras
chuvas, quando o solo já se encontra molhado o suficiente para receber as
mudas.

Deve-se observar se na área onde serão plantadas as mudas se


ocorrem enchentes ou trombas d’água, pois, se as mudas não estiverem
bastante enraizadas, poderão se perder completamente.

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Da mesma forma, não se deve plantar nessas áreas, espécies com baixa
resistência ao encharcamento. Recomenda-se que, imediatamente após o
plantio, seja feita uma irrigação para facilitar que as mudas brotem, deixando o
restante por conta das chuvas.
Preparo do local para o plantio, Isolamento da área – Se existirem
animais no local, para que haja sucesso do plantio, o primeiro passo é isolar o
local para evitar invasão pelos animais e pisoteio das mudas.
Controle de formigas cortadeiras - deve ser feito em três períodos:
1) Antes do preparo do solo (controle inicial), em toda área do plantio e
numa faixa 50 a 200 metros ao redor dela;
2) Antes do plantio (repasse);
3) Após o plantio (ronda) – deverá ser feito durante o desenvolvimento da
muda em campo e também durante o período de crescimento, até as mudas
atingem 1 metro de altura.
Nos quadros que seguem, temos os nomes de algumas espécies de
árvores que podem ser utilizadas para a recuperação de mata predominante no
local do loteamento, contendo:
• Grupo ecológico – se pertencem ao grupo das plantas pioneiras, que
resistem ao Sol, ou ao das não pioneiras, que possuem baixa resistência ao Sol.
• Nome popular – nome pelo qual a maioria das pessoas conhece as
plantas, podendo mudar a depender da região. Muitas vezes é dado o mesmo
nome a plantas bastante diferentes.
• Nome científico – nome dado pelos pesquisadores às plantas. É muito
importante, pois é o mesmo em qualquer região.
• Ambiente – local em que se pode encontrar a árvore.
• Adaptação – se em locais úmidos e/ou próximos a água.

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5.3 . METODOLOGI A SUGERIDA

Sugestão de espécies para recomposição da área verde.

Grupo Ecológico: Pioneiras

NOME COMUM NOME CIENTÍFICO AMBIENTE ADAPTAÇÃO

Diversos Alagadiços e
Embaúba Cecropia spp. ambientes brejões

Inundados
Juçara Euterpe oleracea. Floresta Tropical periodicamente

Ingazeira, ingá- Diversos Inundados


do-brejo, Ingá spp. ambientes periodicamente

Diversos Alagadiços e
Buriti Mauritia flexuosa. ambientes brejões

Diversos Raramente
Murici Byrsonima spp. ambientes inundados

Diversos Raramente
Sabiá Mimosa caesalpinifolia ambientes inundados

Diversos Alagadiços e
Mulungu Erytrina spp. ambientes brejões

Pata-de-vaca, Bauhinia spp. Diversos Raramente


unha-de-vaca. ambientes inundados

Tabela 02: SEMAH Bahia 2007

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Grupo Ecológico: Não Pioneiras

NOME COMUM NOME CIENTÍFICO AMBIENTE ADAPTAÇÃO

Angico Anadenanthera sp. Caatinga Raramente


inundados

Araçá-d’água Terminalia brasiliensis Mata Atlântica Inundados


periodicamente

Aroeira Myracrodruon Diversos Raramente


urundeuva Ambientes inundados

Cedro-d’água, Vochysia tucanorum Diversos Inundados


louro d’água. Ambientes periodicamente

Coco-d’anta Amanoa guianensis Mata Atlântica Inundados


periodicamente

Guapuruvu Schizolobium parahyba Diversos Raramente


Ambientes inundados

Itapicurú Goniorrachis marginata Caatinga Raramente


inundados

Jatobá Hymenaea couorbaril Diversos Raramente


Ambientes inundados

Jataí-amarelo Apuleia leiocarpa Mata Atlântica Inundados


periodicamente

Jataí-preto Dialium guianensis Mata Atlântica Inundados


periodicamente

Óleo-de-copaíba, Copahifera langsdorfii Diversos Raramente


pau-d’óleo. Ambientes inundados

Pau-brasil Caesalpinia echinata Mata Atlântica Inundados


periodicamente

Pequi Caryocar edulis Mata Atlântica Inundados


periodicamente

Tabela 03: SEMAH Bahia 2007

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5.4 . MODELAGEM DE IMPLANTAÇÃO DAS MUDAS .

A modelagem utilizada quanto à estratégia da dinâmica florestal,


baseou-se nos critérios propostos por SWAINE e WHITEMORE (1998), com o
objetivo de se definir grupos ecológicos, para espécies arbóreas florestais para
recomposição de matas ciliares. As três categorias escolhidas, constando nas
tabelas 02, e 03, serão alocadas da seguinte forma. Tabela 04.
A combinação sugerida consiste em 40% de Pioneira (P), 40% de Não
Pioneiras (NP) e 20% de Frutíferas (F).

P P P P P

NP F NP F NP

P P P P P

NP F NP F NP

P P P P P

Tabela 04: ADAPTADO - SWAINE e WHITEMORE 1998

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A distância entre linhas da espécie Não Pioneiras e Frutíferas (NP e F)


será de 4,00 metros. Serão plantadas 20 (VINTE mudas de Não Pioneiras) (NP)
e 10(DEZ de Frutíferas) (F).
A distância entre linhas da espécie Pioneiras(P) e as Não Pioneiras e
Frutíferas, (NP e F) será de 2,00 metros. Serão plantadas 100(CEM mudas de
Pioneiras) (P).

NOME COMUM NOME CIENTÍFICO QUANTIDADE

Embaúba Cecropia spp. 10

Buriti Mauritia flexuosa. 10

Juçara Euterpe oleracea. 40

Sabiá Mimosa caesalpinifolia 20

Pequi Caryocar edulis 20

Jatobá Hymenaea couorbaril 05

Pequi Caryocar edulis 05

Murici Byrsonima spp. 05

Tabela 05: QUANTIDADE DE MUDAS – ALVORADA MOTOS

Para a recuperação de uma área degradada, devem-se observar


atentamente algumas condições ambientais importantes para o sucesso dos
passos seguintes, tais como:
• O quando a área degradada e as causas de sua degradação;
• Se existem áreas com mata nativa por perto, para servirem de fonte de
coleta de sementes, com fins de semeadura, ou dispersão indireta pelos nativos;
• Se necessário, fazer um enriquecimento (aumentar o número de
árvores em áreas onde existem poucas) ou recuperada, o que mostra a
necessidade de construção de cerca para isolamento temporário.
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5.5 . TRATAMENTO DE EFLUENTE S.

A atividade que o empreendimento exerce, ou seja, a revenda de


motocicletas é uma atividade que faz uso de água e dessa forma, não gera
efluentes líquidos industriais. Será gerado apenas o esgoto sanitário, que deverá
ser tratado individualmente, por sistema próprio e adequado. Considerando o
número de funcionários destinados ao empreendimento 6 e a contribuição média
de 50 litros / pessoa / dia de esgoto sanitário, estima-se uma geração de 0,250
m³ / dia e um total de 2,50 m³ / mês. Que terá como destino uma fossa séptica.

N = 6 pessoas
C = 200 litros / pessoa / dia
T = (6 x 50 = 300 litros) = 1 dia
K = [1 ano (intervalo) ] = 57 dias
Lf = 1,0 l/pessoas dia
V = 1000 + 6 (200 x 1 + 57 x 1)
V = 1000 + 6 x (257)
V = 2.542 l ↔ V = 2.542 x 1 m³ / 1.000 = 2,50 m³ / Mês

Planta da fossa séptica:

Figura 10: Fossa Séptica: Fonte Eng.º César Guimarães - 2018


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5.6 . DESTINAÇ ÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS .

A geração de resíduos pela atividade será de resíduos provenientes do


escritório (recicláveis) e banheiros (Classe II), não sendo gerados resíduos
contaminados. Ambos resíduos serão encaminhados à coleta pública municipal,
sendo o orgânico destinado ao aterro sanitário, e os recicláveis à coleta seletiva
municipal. Os resíduos da oficina e o efluente oleoso será feita logística reversa
e o documento comprobatório segue junto com as demais documentações deste
programa.

5.7 . PROGR AMAS AMBIENTAIS.

Foram definidos alguns programas ambientais que se adequem aos


impactos identificados nos itens anteriores. O objetivo destes programas é o
controle, mitigação e/ou minimização dos potenciais impactos ambientais que
poderão ser causados pelo empreendimento. A seguir estão descritos os
programas:

1. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS.

OBJETO DO PROGRAMA: Resíduos Sólidos dos serviços


administrativos.

OBJETIVO: Garantir a segregação, armazenamento e destinação final


ambientalmente adequada de resíduos sólidos que são gerados nas operações
diárias do empreendimento.

DESCRIÇÃO: Através de um Plano de gerenciamento de resíduos


sólidos – PGRS, atender os princípios definidos na Política Nacional de Resíduos
Sólidos, Lei n° 12.305/10, quanto aos resíduos gerados na instalação e operação
do empreendimento em questão.

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5.8 . CRONOGRAM A DE IMPLANTAÇÃO .

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

(Implantação / Manutenção / Monitoramento

ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Aquisição de
mudas

1° Preparo da área
Abertura das
Covas
A

N Plantio

O Manutenção
Relatório de
implantação /
ambiência

2° Aquisição de
mudas
A

N Replantio

O Manutenção
Relatório de
ambiência

3° Aquisição de
mudas
A

N Replantio

O Manutenção
Relatório de
ambiência

Observações: Observações: - O item ‘Manutenção’ refere-se aos tratos culturais realizados na área
(Coroamento, Irrigação, Adubação e etc.) nos seus respectivos meses.

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6. CONCLUSÕES

Embora a recuperação de uma área degradada seja um processo lento,


o PRAD - Projeto de Recuperação de Área Degradada tem apresentado um alto
índice de sucesso com a utilização de espécies de rápido desenvolvimento.
Espera-se que em cerca de um a dois anos após o plantio a área se encontre
em um estágio avançado de recuperação.
A execução correta das técnicas utilizadas neste PRAD traz benefícios ao
meio ambiente como: conservação dos recursos hídricos, fixação e conservação
da fauna e da flora, contenção da erosão, etc., além de minimizar ou eliminar os
efeitos adversos decorrentes das intervenções e alterações ambientais inerentes
ao processo construtivo e à operação do empreendimento, as quais são
potencialmente geradoras de fenômenos indutores de impactos ambientais que
manifestar-se-ão nas áreas de influência do empreendimento.
Assim sendo, o proprietário ao implantar o projeto em sua empresa
conseguirá minimizar os impactos ambientais da área e estabelecer um maior
equilíbrio ao meio ambiente.

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7. ANEXOS

LEVANTAMENTO FOTORÁFICO

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8. REFERÊNCIAS

ATALLAH, Sami. Manual do Industrial Risk Management. ALAPAM.

CCPS – Center for Chemical Process Safety. Guidelines for Hazard Evaluation
Procedures. Second Edition. AICHE – American Institute of Chemical Engineer.
1992.

DUARTE, Moacir. Riscos Industriais: etapas para a investigação e a prevenção


de acidentes. Rio de Janeiro: FUNENSEG, 2002.

DNV Technica Software Products Division. PHAST Professional Training Course


Manual. 2009.

CETESB. Manual de Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de


Riscos P4.261. Maio de 2003.

TARALLI, Guglielmo; SILVA, Gil Anderi da; SIMÕES, Reinaldo Augusto Gomes.
Manual do curso de Gestão Ambiental e Segurança de Processos na Indústria.
1996.

KRUG, Thelma. O quadro de desflorestamento da Amazônia. In: MINISTÉRIO


DO MEIO AMBIENTE. Brasil. Causas e dinâmicas do desmatamento na
Amazônia. Brasília: MMA, 2001.

LEAN, J.; WARRILOW, D. A. Simulation of the regional climatic impact of


Amazon deforestation. Nature, v. 342, p. 411-3, 1989. LEGG, G. A Note on the
Diversity of World Lepidoptera. Biol. J. Linn. Soc.Lond, n. 10, p. 343-347, 1978

MARLIER, G. Limnology of the Congo and Amazon Rivers. In: MEGGERS, B. J.;
AYENSI, E. S.; DUCKWORTH, W. B. (Eds.). Tropical forests ecosystem in Africa
and South American: a comparative review. Washington: Smithsoniam Inst.
Press, 1973.

MARQUES, Otávio A. V.; ABE Augusto S.; MARTINS, Marcio. Estudo


diagnóstico da diversidade de répteis do estado de São Paulo. In: JOLY, Carlos
Alfredo; BICUDO, Carlos Eduardo de Mattos (org.).

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9. RESPONSÁVEL TÉCNICO

Engenheiro César Roberto Nascimento Guimarães


Responsável Técnico
Eng. Mecânico e Ambiental
CREA – 020983995-3

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