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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Instituto de Geografia

Programa de Pós-Graduação em Geografia

Disciplina: Geografias e histórias do conhecimento

Professora: Mariana Lamego

Aluno: Thiago Silvestre

Algumas notas sobre a relação do dinheiro e a circulação de ideias


nacionalistas

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo geral discutir teorias e conceitos que corroboram
o argumento de que o dinheiro é um instrumento estratégico para a construção dos
Estados-nação. Na primeira parte, apresentamos noções da história da ciência que
defendem que o conhecimento deve ser situado e entendido através de sua mobilidade.
Na segunda parte, apresentamos autores que entendem a nação como entidade
construída histórica e socialmente. Em seguida, revisitamos alguns conceitos tecidos
por cientistas sociais que compreendem o dinheiro mais por suas funções e menos pela
sua forma (iconografia) e que o relacionam com a formação simbólica e territorial dos
Estados-nação ao longo dos séculos XIX e XX. Por fim, destacamos trabalhos que
analisam o dinheiro mais pela sua forma, isto é, pela iconografia de suas estampas ao
mesmo tempo em que relacionam esse aspecto com um contexto geopolítico mais
amplo.
Introdução

As reflexões e referências teóricas deste artigo se devem, em grande parte, às


discussões empreendidas na disciplina intitulada “Geografias e histórias do
conhecimento”, ministrada pela professora Mariana Araújo Lamego durante o primeiro
semestre de 2018 no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro. Mobilizando autores da filosofia, sociologia e história da
ciência, bem como do novo campo da chamada geografia da ciência, a disciplina
apresentou uma parte importante da agenda de estudos desses domínios e, por
conseguinte, influenciou decisivamente no desenvolvimento da minha pesquisa de
mestrado.

O presente artigo apresenta um caráter propositivo e não conclusivo. As


discussões aqui empreendidas se relacionam com o objeto da minha pesquisa de
mestrado que, em linhas gerais, poderia ser definido pela análise iconográfica de
imagens de paisagens da cidade do Rio de Janeiro veiculadas por cédulas do dinheiro
brasileiro durante a Primeira República (1889-1930). O objetivo geral do trabalho é
relacionar a iconografia das imagens da paisagem carioca com aspectos históricos e
geopolíticos nacionais, problematizando o suporte dessas imagens – o dinheiro – e
investigando as possíveis narrativas levantadas a partir da circulação das paisagens no
papel-moeda brasileiro.

Na primeira parte, apresentamos noções da história da ciência que defendem que


o conhecimento deve ser situado e entendido através de sua mobilidade. Na segunda
parte, apresentamos autores que entendem a nação como entidade construída histórica e
socialmente. Em seguida, revisitamos alguns conceitos tecidos por cientistas sociais que
compreendem o dinheiro mais por suas funções e menos pela sua forma (iconografia) e
que o relacionam com a formação simbólica e territorial dos Estados-nação ao longo
dos séculos XIX e XX. Por fim, destacamos trabalhos que analisam o dinheiro mais
pela sua forma, isto é, pela iconografia de suas estampas ao mesmo tempo em que
relacionam esse aspecto com um contexto geopolítico mais amplo.
Em direção a um conhecimento científico situado e móvel

As transformações na história, filosofia e sociologia das ciências ocorridas a


partir da década de 1960 têm, sem dúvida, seu ponto de inflexão na publicação da obra
A Estrutura das Revoluções (1962) de autoria do físico, historiador e filósofo da ciência
estadunidense Thomas Kuhn. Inspirados na obra de Kuhn desenvolveram-se estudos
sobre a ciência como aqueles que integraram o dito Strong Programme (Programa
Forte) e os avanços no campo “da análise de controvérsias, o desenvolvimento das
abordagens antropológicas e os estudos que propõem apreender em uma mesma
dinâmica o universo dos artefatos e dos homens” (Gadelha, 1994, p. 7).

A obra mais célebre de Kuhn teve papel central na construção de uma crítica
tanto às bases do positivismo presente na ciência durante todo o século XX quanto à
crença de uma ciência reconhecida “pelo ideal de unidade, objetividade, progresso e,
sobretudo, pela noção de verdade científica como bem social” (Portocarrero, 1994, p.
17). Com efeito, uma legião de estudos surgidos a partir da publicação de A Estrutura
das Revoluções ressalta que, além de ser uma criação humana, o conhecimento
científico possui um caráter social e histórico determinante.

Dentre esses estudos marcados por uma concepção da ciência como processo
histórico e social, encontram-se aqueles do chamado Programa Forte da sociologia do
conhecimento, em que autores como “Bloor, Barnes e outros derivam a concepção de
ciência desta noção de construção” (Ibid., p. 19). Nesse sentido, alguns filósofos da
ciência, notadamente o húngaro Imre Lakatos e o austríaco Paul Feyerabend, constroem
determinadas críticas ao racionalismo científico que parecem – no caso mais específico
do segundo – clamar pelo abandono completo de uma visão racionalista na ciência, mas
que na realidade, segundo Ana Carolina Regner (1994), objetivam cada um à sua
maneira propor uma “nova racionalidade”.

As críticas ao racionalismo empreendidas por Lakatos e Feyerabend, apesar de


aparentemente conflitantes, convergem no interesse em defender uma espécie de
“racionalidade contextualizada” (ver Regner, 1994). Lakatos destaca no funcionamento
dos programas de pesquisa a atuação de um determinado “falseamento” que se
integraria às reconstruções racionais da história da ciência. Lakatos (1987) propõe a
ideia de “uma racionalidade não instantânea, historicamente (re)construída, revelada em
sua metodologia dos programas de pesquisa, a favor de um falseacionismo
metodológico sofisticado.” (Regner, 1994, p. 109).

Dessa forma, Lakatos (1987) compreende como racionais práticas e


comportamentos científicos tidos como irracionais por diversos historiadores das
ciências, de modo que ele afirma que “onde Kuhn e Feyerabend veem mudanças
irracionais, eu predigo que o historiador poderá provar que houve mudança racional”
(Lakatos, 1987, p. 64). Lakatos (1987) recebeu duras críticas de Kuhn e Feyerabend
após a publicação de sua obra For and Against Method.

A perspectiva da “racionalidade contextualizada” desenvolvida por


Feyerabend se difere fundamentalmente daquela concebida por Lakatos, sobretudo
porque o primeiro “não pretende fornecer uma nova metodologia ou uma nova teoria da
racionalidade” (Regner, 1994, p. 116), tal como o segundo. Feyerabend (1977) acredita
que toda metodologia tem limitações e defende “uma metodologia pluralista com o que
chama de anarquismo epistemológico” (Regner, op.cit.)

A “racionalidade contextualizada”, discutida sob prismas diferentes por


Lakatos e Feyerabend, parece não contemplar algumas práticas subjetivas dos cientistas
tais como aquelas que envolvem questões de gênero relacionadas à desigualdade
histórica entre homens e mulheres na produção científica. Para tentar superar essas
práticas subjetivas que servem à manutenção das desigualdades de gênero na ciência,
Donna Haraway (1988) desenvolveu o conceito de “racionalidade situada” (situated
rationality).

O conceito de “racionalidade situada” abre caminho para o debate sobre as


relações existentes entre corpo e linguagem no contexto de produção da ciência, de
modo que fornece subsídios teóricos importantes para a formulação de “versões
‘corporificadas’ da verdade” (Haraway, 1988, p. 13). Desse modo, Haraway (1988)
defende a necessidade de se repensar as noções de objetividade e verdade científica
legadas do positivismo do século XIX. Ao questionar as bases da ciência positiva, a
autora não objetiva relativizar toda e qualquer produção científica, mas visa chamar
atenção para o fato de a ciência de base positivista ter sido sempre escrita a partir
daquilo que Steven Shapin chamou de “visão de lugar nenhum” (Shapin, 1998).

Nas últimas décadas, historiadores da ciência e geógrafos, dentre outros,


vêm fazendo eco à noção de “racionalidade situada” desenvolvida por Donna Haraway
(1988). O geógrafo britânico Denis Cosgrove lembra que as perspectivas trazidas pelo
debate do conhecimento situado “abriram caminhos excitantes para a pesquisa em
geografia”, tanto para os geógrafos que desenvolvem trabalhos empíricos como para
“aqueles que se preocupam com questões epistemológicas na história e na filosofia da
disciplina” (Cosgrove, 1999, p. 27).

A noção de “racionalidade situada” se soma hoje à discussão a respeito da


mobilidade do conhecimento. Muitos estudiosos da ciência entendem atualmente que o
conhecimento se materializa e é transportado de um lugar a outro através de redes
estabelecidas entre aquilo que David Livingstone chamou de “espaços de
conhecimento” (Livingstone, 1995). O estudo da formação e manutenção dessas redes
entre “espaço de conhecimento” lança luz sobre a questão de como e quais são os
objetos móveis da ciência que são responsáveis por difundir determinadas concepções,
modos de fazer e discursos da ciência. Essa questão foi discutida pelo historiador da
ciência britânico James Secord em artigo intitulado Knowledge in transit (2004). Secord
(2004) defende o argumento de que o conhecimento precisa ser entendido pela
perspectiva da comunicação, pois, segundo ele, essa atenção ao caráter comunicacional
do conhecimento poderia “trazer à tona uma variedade de abordagens” (Secord, 2004, p.
656).

Essa perspectiva do “conhecimento em movimento” desenvolvida por Secord


(2004) pode, guardada as devidas proporções, auxiliar na construção do argumento de
que determinados objetos tal como o dinheiro podem difundir ideias nacionalistas. A
noção de mobilidade de conhecimento encontra no dinheiro um exemplo pertinente,
pois, à medida que o dinheiro circula pelo território ele comunica mensagens dos
poderes de emissão monetária.

O dinheiro nacional e a construção simbólica e territorial dos Estados-nação

Dentre os autores que argumentam que a criação de um dinheiro ou moeda


nacional foi crucial para o processo de consolidação dos Estados-nação europeus no
século XIX, podemos destacar Benjamin Cohen e Eric Helleiner. Ambos autores
defendem a tese de que a construção dos Estados-nação dependeu, em certa medida, da
formação de um espaço monetário nacional e que este foi garantido através daquilo que
Cohen chamou de “dinheiro territorial”.

Analisaremos algumas noções e conceitos de Cohen e Helleiner extraídos,


respectivamente, dos livros The geography of money (1998) e The making of national
money (2003). É importante saber que Helleiner escreve seu livro baseado na obra de
Cohen, além de ser curioso notar que ambos livros foram publicados em curto intervalo
de tempo pela mesma editora: a The Cornell University Press.

A obra de Benjamin Cohen visa propor um estudo da “geografia do dinheiro”,


definido por “uma nova compreensão da organização espacial das relações monetárias”
(Cohen, 1998, p.3). Essa nova abordagem da geografia monetária está ligada ao
conceito de imaginações geográficas, na medida em que a “geografia do dinheiro”
constituiria um estudo das relações monetárias e das representações geográficas que se
ressignificam continuamente.

O argumento central de Cohen (1998) é que aquilo que ele chama de “mito
de um dinheiro-uma nação”, uma representação do modelo de geografia política
originado no Tratado de Vestfália (1648), teria entrado em decadência nos 1970 com o
advento do dólar inconversível ou o dinheiro “sem pátria”, momento marcado pelo
“aumento da mobilidade geográfica do capital” (Arrighi, 1995, p.1).
Assim Cohen (1998) estrutura sua tese central,

One Nation/One Money is derived from the conventions of


standard political geography which, ever since the seventeenth-
century Peace of Westphalia, has celebrated the nation-state,
absolutely sovereign within its own territory, as the basic unit of
governance in world politics. Just as political space was conceived
in terms of those fixed and mutually exclusive entities we call
states, so currency spaces came to be visualized in terms of
separate sovereign territories where each money originated. I call
this Westphalian model of monetary geography. (Cohen, op cit., p.
4)

Na passagem acima, Cohen (1998) afirma que a geografia monetária do


modelo de Vestfália é definida por espaços monetários contidos dentro de territórios
soberanos onde o dinheiro nacional circula. O autor afirma a necessidade de se entender
o dinheiro para além de suas fronteiras políticas, destacando a relevância da abordagem
no fato de que atualmente há uma crescente interpenetração entre diferentes moedas e
territórios nacionais e, por isso, seria preciso compreender o dinheiro pelo seu “alcance
de uso efetivo e de autoridade” (Ibid., p. 5). Pois, o modelo de geografia monetária
vestfaliano influenciou análises baseadas em termos exclusivamente territoriais, dando
menos atenção aos aspectos ligados a hegemonia tal como conceituada por Gramsci.
Para Arrighi (1995), Gramsci não considera o instrumento mais característico do poder
capitalista na conceituação de hegemonia social: controle dos meios de pagamento.

É seguindo o conceito de dinheiro territorial (territorial currency) de


Benjamin Cohen (1998), que Eric Helleiner constrói sua argumentação no livro The
making of national money (2003). Esse conceito foi utilizado por Cohen (1998) para
sintetizar as representações geográficas subjacentes à formação da soberania monetária
dos Estados-nação na Europa oitocentista. Todo segundo capítulo da sua obra The
geography of money é dedicado ao assunto.

Desse modo, ao resgatar o conceito de dinheiro territorial de Cohen (1998),


Helleiner (2003) está interessado em investigar o desenvolvimento histórico do dinheiro
territorial paralelamente à consolidação da soberania territorial dos Estados-nação
durante os séculos XIX e XX. Assim, Eric Helleiner tem como objetivo principal
construir uma “história dos dinheiros territoriais” (the history of territorial currencies).

Helleiner (2003) cita três aspectos que justificariam a importância do campo: 1)


evidenciar que “as transformações monetárias atuais não são tão novidade quanto
parecem” (Helleiner, 2003, p. 2); 2) possibilitar o estudo da “relação entre espaço
política e organização do dinheiro de uma forma muito mais ampla” (Idem); 3)
propiciar “insights úteis dentro de algumas causas específicas de mudança para os
dinheiros territoriais no período atual” (Idem).
Nesse sentido, tanto a abordagem de Cohen (1998) como a de Helleiner
(2003) corroboram a ideia de que o dinheiro nacional é peça-chave no processo de
formação dos Estados-nação entre os séculos XIX e XX e deve ser entendido como
produto e reflexo de um modelo de geografia monetária exclusivista que tem origem no
Tratado de Vestfália (1648) e que estava fundamentado na soberania territorial dos
Estados nacionais legitimada pelo monopólio sobre a moeda dentro do território
nacional.

O dinheiro como divulgador de símbolos estatais e paisagens políticas

Apesar de não constituir o corpus de suas pesquisas, Cohen (1998) e


Helleiner (2003) apontam para a importância central da iconografia monetária para a
legitimação do dinheiro territorial. O primeiro autor afirma que “ao redor do mundo, a
medida que o papel-moeda ganhou popularidade, as notas foram decoradas de diversas
formas com imagens e emblemas nacionalistas” (Cohen, 1998, p. 36).

Nesse sentido, existem autores que investigam diretamente as relações


da iconografia monetária com a geopolítica. Na geografia, destaca-se a geógrafa
britânica Jan Penrose, professora do Instituto de Geografia da Universidade de
Edimburgo, na Escócia. Penrose publicou uma série de artigos científicos em periódicos
como Political Geography e Nations and Nationalism a respeito do tema da iconografia
monetária e sua relação com os nacionalismos.

Dentre os trabalhos de Jan Penrose, destacaremos aqui um artigo


intitulado “Designing the nation” (2011), onde a geógrafa vai relacionar a iconografia
monetária com o conceito de “nacionalismo banal” (banal nationalism). Para Penrose
(2011), cédulas e moedas seriam responsáveis por difundir um tipo de nacionalismo
banal visto que divulgam imagens do Estado-nação através de suas estampas de maneira
“disfarçada” no cotidiano.

Penrose (2011) sintetiza assim o objetivo de seu artigo,

This work shows how money e and – its use – is bound up with
the daily reproduction of the world’s geopolitical units as nation-
states and of their citizenry as nations. Both coins and banknotes
have been shown to work unobtrusively as bearers and
transmitters of the iconography of the nation-state in which they
are issued and which they, in turn, represent and help to construct.
(Penrose, 2011, p. 429)
Dessa forma, a geógrafa Jan Penrose focaliza seu trabalho na relação da
iconografia monetária com a formação de representações geográficas do Estado-nação.
Seu trabalho está preocupado em ressaltar “a natureza dos processos de design” das
cédulas da Escócia, de modo que em alguns casos o tipo de design das notas é mais
importante para compreender os conteúdos e temas do que os processos de decisão
política sobre a produção da nota.

Para Penrose (2011), portanto, o dinheiro e sua iconografia monetária


evidenciam o projetar (design) da nação por meio de nacionalismos banais que, por sua
vez, garantem a eficácia da transmissão de ideologias nacionalistas. Segundo Penrose
(2011), o dinheiro tem a capacidade de revelar o contexto político em que se insere e,
seguindo esse argumento, podemos dizer o dinheiro está impregnado de paisagens
políticas.

Dentre a pluralidade temática do dinheiro e das moedas, há a recorrência de


símbolos estatais e dos ditos grandes personagens da história. A tabela abaixo,
elaborada por Hymans, mostra as diferentes épocas na iconografia monetária da Europa:

Tabela 1 – Classificação temática da iconografia monetária europeia por Hymans

Fonte: Heiji, 2011, p. II

Podemos perceber através da tabela elaborada por Hymans que a iconografia


monetária europeia passa, dos anos anteriores a 1920 aos dias atuais, de uma
representação muito ligada a símbolos estatais para uma imagística que tende a
despersonalizar a representação do Estado e a “abandonar retratos”, tal como indica a
tabela. Esse estudo de Hymans sobre a classificação temática da iconografia europeia
pode servir para abrir frentes de análise sobre outros contextos nacionais.

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